LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – Sobre a contradição entre o Capital e o Trabalho – Parte 14
13/05/2025
LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – Sobre a contradição entre o Capital e o Trabalho – Parte 14
pix: bruno@reikdal.net
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para mais um conteúdo totalmente sente aqui no nosso canalzinho. Dessa vez a continuação da nossa leitura de um manifesto comunista. Sim, nós estamos trabalhando linha a linha de maneira comentada esse texto tão mal interpretado, tão mal lido, tão mal utilizado em torno do qual são criados infinitos espantalhos para deixar você da classe trabalhadora morrendo de medo desse conteúdo de Friedrich Engels e Carl Marx. Sim, em torno do qual são criados pânicos morais e textos são tirados de contexto como pretexto para fazer propaganda ideológica e deixar você aí todo encafifado e sem compreender o que é afinal que esses caras disseram. E aí dizem que estão fazendo uma crítica, mas jamais leram o texto. E aí para que nós possamos, inclusive, se queremos criticar de maneira adequada, temos que ler o livrinho. E aqui então com esse trabalho social e aqui voluntário e de utilidade pública, estamos lendo o livrinho linha a linha. E eu espero que seja útil para vocês. Se você gosta desse tipo de conteúdo, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para já espalhar a palavra por aí, der uma olhadinha na descrição, porque lá tem a chave do Pixel, vai est sobrando uma merk e você pode apoiar o meu trabalho. Além disso, na aqui na descrição do vídeo também vai estar a playlist completa dessa leitura, porque nós estamos trabalhando de verdade todas as terças-feiras semanalmente aqui no nosso canalzinho a leitura desse texto. Tudo bem? Também se você considerar ser membro, membra, membre membresia aqui do nosso canal, nós temos conteúdos exclusivos para você semanais, além dos cursos que eu tenho ofertado, estão aí totalmente excelentes e disponíveis para vocês terem conhecimento de alguém realmente diplomado. Pelo menos isso na minha vida eu consegui fazer. E a gente vai então tentar ofertar aí um conteúdo de qualidade para você. Beleza? Curte, comenta, espalha a palavra por aí. Vamos seguir na nossa leitura, porque nós estamos trabalhando desde a nossa eh vídeo anterior a questão da superação da propriedade e das construções ideológicas a respeito de liberdade dentro desse modo de produção capitalista e no que Marx chama de ideologia burguesa ou da burguesia. E nós trabalhamos desde o primeiro vídeo desse canal o que significa burguesia. Por quê? Porque você ouve a palavra burguês, burguesia. Ah, nem sei mais o que significa isso. Isso aí é frasezinha de de acadêmico, de militante do DCE. As pessoas não sabem mais o que é burguês. Para de usar esse termo. Posso até parar, mas aqui nós estamos lendo linha linha o manifesto. Aí para entender o que é o manifesto, a gente tem que saber o que é burguês, porque afinal essa palavra aparece 300 vezes aqui. Então tá lá. Não esquece de acompanhar, porque a gente já discutiu um pouquinho o que que é o burguês, de onde surge a ideia de burguesia e tudo mais. Estamos seguindo deste ponto. Eu recomendo que vocês acompanhem a nossa leitura. Logo no primeiro vídeo a gente já fala sobre a construção do que é a burguesia, do que significa esse o conteúdo dessa palavra. Então Marx está falando sobre a superação nesse momento da propriedade burguesa, de como ela se apropria do do produto social, como a classe burguesa se apropria do produto social. e fala também sobre a ideia que essa classe tem sobre liberdade, que diz que liberdade individual, na verdade, é a liberdade do burguês, mas nós não percebemos isso porque há uma ideologia malandra que esconde qual é o conteúdo efetivo daquilo que ela quer dizer, daquilo que ela está exprimindo, de como funciona o seu discurso sobre liberdade, sobre o modo de produção capitalista. Dito isso, a gente vai continuar desse ponto, desta crítica forma de propriedade, de apropriação do produto social. dentro do modo de produção capitalista e sobre a liberdade. E a gente vai construir juntos, juntas juntas por aqui. Beleza? Bora lá. A partir do momento em que o trabalho não possa mais ser convertido em capital, em dinheiro, em renda da terra, numa palavra, em poder social capaz de ser monopolizado. Pera aí, eu tenho que parar aqui porque é linha linha comentado. Numa palavra em poder social capaz de ser monopolizado, dão aí umas oito palavras, não é uma só. Então fica a crítica aqui a quem traduziu ou ao próprio Marx, porque essa expressão numa palavra deu errado. Mas pode ser que em alemão essas oito palavras em português sejam apenas uma em uma única construção impronunciável de maneira adequada e correta aqui com o nosso sotaque terrível do alemão. Então, talvez em alemão seja uma palavra, mas em português deu oito. Fica aí uma reflexão para a próxima correção da próxima edição desse livrinho do Manifesto Comunista. que caiu num caminhão de PDFs por aí. Beleza? Dito isso, a partir do momento em que o trabalho não pode mais ser convertido em capital, a discussão de Marx, ela vinha vindo com respeito ao trabalho vivo. Nós, enquanto pessoas, seres humaninhos, que somos gregários, comunitários, coletivos, interdependentes, que para sobrevivermos nesta terra precisamos de outros seres humanos que nos ajudem com seus trabalhos e sua vida para que nós possamos sobreviver também. E que a sociedade como um toda é uma sociedade viva de seres humanos viventes que se organizam para produzir o produto social necessário para a manutenção de suas vidas. e que, portanto, nesta dinâmica, o trabalho é o elemento fundamental para a reprodução da vida humana sob o modo de produção capitalista e a forma social burguesa. Este trabalho, ele está subjugado ao capital, ele é convertido em capital, convertido em dinheiro, convertido em renda da terra. Ele é transformado em outra coisa. Ele não é o sujeito que produz. Agora, aparentemente e na verdade historicamente se realiza um tipo de relação no qual esse trabalho tem que se submeter e ser objeto para a produção e reprodução de capital, que é apropriado, apropriado sobriedade privada dentro da dinâmica burguesa de organização da sociedade. Que que isso significa? Significa o seguinte, que a o trabalho vivo, o ser humaninho que produz, interdependente dos demais, que produz o produto social necessário para que a sociedade permaneça, ele está separado, alienado do fruto do seu trabalho. Ele não é um trabal trabalhador vivo que produz aquilo que é necessário para sua sobrevivência de sua família com quem ele se relaciona em sua comunidade. Não. Ele é transformado nesse modo de produção em mercadoria. Nós somos objetos que se vendem. Esse é o problema. Aí tá um elemento fundamental. O trabalho vivo é subjulgado e submetido ao trabalho morto, que é ocificado, que é congelado, que é transformado em capital. capital que é reproduzido sob determinadas relações sociais e por meio de determinados meios de produção, que é aquilo que é necessário para que a sociedade realize o produto social a ser apropriado. Pra gente produzir o necessário para manutenção social, para mantermos a nossa organização enquanto sociedade, nós precisamos de meios de trabalho. O meio de trabalho é o que o trabalhador tem para realizar o seu serviço, para realizar ali seu seu trabalho. Mas o meio de produção comum, todo aquilo que realiza a produção social, já não é o trabalhador e seu meiozinho de trabalho. Alguém tem propriedade sobre esse meio de produção, que é aquilo que decide, que coordena, que determina sobre toda a produção social e que faz a produção necessária para manutenção da própria forma e organização social, as fábricas, as grandes indústrias, toda essa organização da economia moderna que aumenta a produtividade tendente ao infinito e que busca lucro, tendente ao infinito e que quer quer valorizar o valor que ela produz ao infinito e que quer aumentar riquezas ao infinito. Contudo, porém, entretanto, todavia, o trabalho vivo, ele é finito, ele tem tempo útil. As riquezas materiais, os produtos, os bens, a matériapra, os recursos, os insumos que são extraídos da natureza, mesma coisa. são finitos. Então essa produtividade infinita, lucro infinito, tudo infinito não dá certo. Mas sobre o modo de produção capitalista, sobre o capital, tudo é convertido em mercadoria que pode ser trocada infinitamente ou tendencialmente ao infinito. Não, Bruno, mas ó, eu como trabalhador não posso ser trocado infinito, cara. Eu tenho um limite exato, mas você dentro do modo de produção capitalista é um objeto que pode ser substituído por outro, é uma mercadoria que pode ser trocada por outro, uma geração mais nova, um trabalhador mais forte, uma pessoa aí que tem mais vigor, uma pessoa com outra qualificação e você fica correndo dentro do mercado de trabalho que transforma as pessoas em mercadoria para vendas e o preço que é pago pela unidade de força de produtiva que é você, de força de trabalho que é você, é o seu salário. O que significa que você está submetido a esse modo de produção, não enquanto sujeito ativo, participante, interdependente e que se apropria de maneira coletiva, comunitária e social da produção social. Não, você é um objeto, uma mercadoria. E a produção social, o produto social, aquilo que nós realizamos enquanto sociedade, ele é apropriado, tomado, assumido sobre o modo de produção burguesa ou sobre a forma social burguesa e o modo de produção capitalista, que faz com que este produto social, ao ser apropriado pela burguesia, pelo por quem decide sobre a coordenação da divisão social do trabalho como um todo, apropria-se, em teoria para reinvestimento da produção, a melhorar aí as forças produtivas, né? Melhorar aí o desenvolvimento dos meios de produção, inovação tecnológica, produzir mais e tal, reciclar esse negócio todo em teoria e fazer o capital aumentar. O capital tem que se valorizar. Só que o capital é o quê? É uma relação social, é um poder social, como a gente tá vendo aqui. Capital Marx dá duas definições no livrinho do capital. uma relação social cujo valor se valoriza. É um tipo de relação social e o capital é um valor que se valoriza. A combinação dessas duas coisas dá um negócio muito maluco. É um sistema completamente insano de se compreender, extremamente complexo. De todo modo, esse valor que precisa se valorizar se valoriza como? subjugando nós trabalhadores trabalhadoras que agora somos pessoas que têm que se vender e que, portanto, produzem o necessário. Nós somos quem produz e quem consome, quem faz o ciclo econômico ser possível e viável. E ao extrair o máximo do nosso trabalho, ao extrair o máximo de todas as possibilidades de lucro, ao extrair o máximo de todas as possibilidades que tem de ter ganhos, o capital se valoriza na entrada quanto produtores, na saída enquanto consumidores e no meio do caminho enquanto objetos sendo que vamos sendo trocados para lá e para cá, afinal somos apenas uma mercadoria dentro desta forma social, deste modo de produção. Então, quando não der mais para transformar o trabalho nessa forma do capital, quando não der mais para fazer isso, quando não der mais para monopolizar este poder social, nós estamos falando sobre superação da propriedade burguesa, superação da sociedade burguesa, do modo de apropriar-se da da do produto social. É disso que se fala. Mas lembrando, não é apenas uma palavra, são oito aqui, né? Então, numa palavra em poder social capaz de ser monopolizado. É isso. É a partir do momento em que a propriedade individual não possa mais se converter em propriedade burguesa. Olha a diferença. Propriedade individual, propriedade burguesa. Propriedade individual, formalmente e adequadamente falando, um indivíduo tem meios de trabalho, produz e se apropria do seu produto. Isso é o mesmo que propriedade burguesa? Não. A propriedade burguesa tem a ver com o modo de organização da sociedade que apropria o produto social interdependente comunitariamente coordenado. Sempre, sempre assim, de uma maneira específica. E aí não é mais um indivíduo que se apropria do fruto do seu trabalho. Afinal, o burguês, o dono do meio de produção, o que se apropriou de maneira privada do meio de produzir o produto social, este humano nem trabalha, são os outros que estão trabalhando. Aí, minha gente, a forma de propriedade burguesa, ela não é uma forma de apropriação do indivíduo do seu trabalho. Ele se apropria do trabalho social. declararis que o indivíduo está suprimido, né? Então, quando a gente acabar aí de superar essa relação, os burgues vão dizer: "O que? Vocês estão acabando com o indivíduo". Não, a gente tá acabando com a forma social burguesa. É diferente. Confessais, no entanto, confessais que quando falais do indivíduo, quereis referir-vos unicamente ao burguês, ao proprietário burguês. É isso. Quando eles falam: "Ah, as liberdades individuais, liberdade burguesa do indivíduo burguês, quem tem capital, quem não tem, meu amigo, se lascou." Meu irmão, você não tem liberdade nenhuma. A tua liberdade de poder vender o seu próprio corpo no mercado sobrário. Ah, não quero essa liberdade. Quero obter as minhas rendas de outras maneiras. Ah, dentro da sociedade burguesa, nem te digo o que acontece com você. E este indivíduo, sem dúvida, deve ser suprimido. Realmente, eu concordo aí também. O indivíduo burguês tem que ser suprimido. O comunismo não priva ninguém do poder de se apropriar de sua parte dos produtos sociais. apenas suprime o poder de subjugar o trabalho de outros por meio desta apropriação. Entendem? A proposta é entender como funciona a dinâmica da forma social burguesa e superá-la. Se a produção é social, a apropriação dela também deve ser social, deve ser justa, deve ser coordenada, sustentável e equilibrada no ponto de partida, ou seja, do quanto eu trabalho para esse poder, para essa para reprodução social. e o quanto eu me aproprio para que eu possa viver bem dentro dessa sociedade, não rendido ao mercado, não só conseguir os meios necessários paraa subsistência enquanto eu tenho valor de mercado. Eu não sou uma mercadoria, sou um ser humano. E as mercadorias ou os produtos do trabalho humano que sobre o mercado ganham forma a mercadoria, que mercadoria é o produto que é feito não para ser consumido, mas para ser vendido. As mercadorias, os produtos do trabalho humano, eles são para o consumo humano e não para aumento de capital. É para a reprodução social de todos e todas as pessoas envolvidas. A sociedade é uma sociedade humana, não uma sociedade de mercadorias. Contudo, no capitalismo, a sociedade é transformada em uma sociedade de objetos de mercadoria. E é isso. Deixemos de ser humano. Sob o modo de produção capitalista, o trabalhador da trabalhadora não são humanos, são mercadoria. E aí esta sociedade se reproduz não para pessoas, mas para uma classe que se beneficia da exploração de pessoas, tendo como objetivo, não a sociedade, mas como objetivo aumento de capital. E aí o grande conflito que é é que se a sociedade ela é organizada não para as pessoas, para quem trabalha, para quem base de qualquer reprodução social, mas para o capital, é entre este capital que parece que tá parte da sociedade decidindo sobre ela contra quem é esta sociedade e a constitui que é o trabalho, o trabalhador e a trabalhadora. O grande conflito tá entre capital e trabalho. Aí tá o raio da contradição que a gente fala entre capital e trabalho. O projeto, um um modo de produção comunista que seja socialista em vias de buscar o comunismo, atende ao trabalho, organiza a produção e reprodução social em torno do trabalho e o modo de produção capitalista é em torno do capital. E o trabalho é rendido a ele, é um objeto em sua mão. O nível da teoria chega nos anos 70, na mão do Milton Friedman da vida, por exemplo, um dos guru neoliberal, que diz o quê? Não fala mais em seres humanos, em trabalhadores, em trabalhadoras o que ela fala em capital humano. O capital humano é uma expressão explícita de que nós não somos seres humanos. Nós estamos rendidos ao capital e só temos valor enquanto formos úteis para o capital. Esse é o sujeito da história na cabeça desses maluco. E aí a sociedade não produz e reproduz os seus sua organização para que as pessoas possam viver e viver bem. Não, ela produz e reproduz não pela sociedade, não pelo trabalhador, não pela trabalhadora, não pelas pessoas, pelo capital. E as pessoas têm que se subjugar e submeter. E por que que isso continua sendo mantido? Porque há uma classe que se beneficia disso. Ela seguem vias de atender ao capital, mas ao contrário ela não é explorada por esse capital. Os explorados são outras classes. As classes que não têm o raio da posição de coordenação da divisão social do trabalho. Não são os donos e as donas do meio de produção. Então esta classe que tá lascada nessa dinâmica fala: "Por que que a gente tá fazendo isso?" Exatamente. Tem que suprimir esse modo de produção. Pode crer. Por que não fizemos isso ainda? Ah, é por que trabalhador e trabalhadora? Por que que a gente não fez isso ainda? Vamos pra última parte aqui. O pessoal aí burguês, né, até hoje alega ainda que a abolição da propriedade privada, com abolição da propriedade privada, toda atividade cessaria uma inércia geral a poder a poder seria do mundo, né? Então o que que os caras diz? Ó, se abolir a propriedade privada, se acabar com capital, se parar com a competitividade do mercado e eficiência do mercado, a gente vai morrer. Acabou tudo, inércia. A gente volta pra idade da pedra, a gente começa, a gente começa a comer gafanhotos e mel silvestre, vai ficar loucura aí, ó. Porque a única motivação seria a loucura do capitalismo, seria colocar você em situação de quase morte, de de tortura, de de privação, de possibilidade de meio de vida para daí você aí esse cara vai ser produtivo, aí ele vai ser inovador. Se ele tiver competindo e com o risco de quase perder a própria vida, pronto, aí ele vai conseguir aí fazer mágica. Não, pelo amor de Deus, nós somos inovadores de outras maneiras. Nós desenvolvemos nossa capacidade produtiva, nossa criatividade, tal. Não é só por meio da ameaça e do risco de morte, inclusive porque a gente, né,essa ideologia burguesa é tão forte que parece que os grandes gênios, os grandes salvadores do mundo, nunca passaram nem perto disso, tipo o Elão Mosca, que tem como grande dom ser herdeiro, herdeiro e burro. E aí que consegue fazer uma burrada atrás de burrada e ainda tem seguidor maluco. Ainda tem cara que acha que o cara é gênio, que fica fazendo promessa, pode inventar muita coisa porque tem dinheiro e só ideia de Jirico. Enquanto isso, não necessariamente voltado para o capital, mas planejando a sociedade, a manutenção e reprodução social e melhora da sociedade, outro determinado país e não pessoa consegue transformar uma série de ideias que tenham grandes ideias dos gênios e sei lá o que lá em trabalho social, produção social e que se volta para a organização da sociedade. Então, invés de fazer um carro elétrico para que um indivíduo compre, por exemplo, né, faz eh incentiva e investe em trens de alta velocidade, menos poluentes. Em vez de pensar como eu vou conseguir fazer em massa produtos individuais para serem consumidos, por exemplo, a gente poderia, a gente tô imaginando aqui, começar organizar a vida para diminuir a quantidade de coisa produzida e melhorar a vida das pessoas. Porque o objetivo não é manter o mercado aquecido, o objetivo é manter a sociedade se reproduzindo de maneira cada vez mais produtiva, organizada, sustentável, equilibrada e enriquecida. É possível. Sem dúvida, sem dúvida. A gente a produz o suficiente. A gente a produz só de comida o suficiente para alimentar todo mundo e sobra muito. Por que que a gente ainda não conseguiu fazer isso? Não é pelo problema de escassez. A gente não vive na escassez. Nosso problema é de super produção. A gente consegue produzir produtos eletrônicos, um monte de cacareco, que, meu amigo, dá excesso de produção e a gente não sabe mais o que fazer com o que sobrou. Descarta para onde, enfia onde essa lixo, esse lixo todo. Esses rejeitos da produção vão para onde? Essas produções a mais vão para onde? Tem que planejar, tem que haver planejamento social, tem que haver uma coordenação, uma planificação, uma projeção do que que a gente realiza para a sociedade, não para o capital. Mas é um papo que a gente vai conseguir seguir em próximos momentos a partir dessa provocação na nossa próximo passo a leitura. Beleza? Espero que vocês tenham curtido. A gente segue aqui trazendo a boa nova todo dia último. Um grande abraço. Fiquem bem. Até mais.