NA RUA OU NA IGREJA, A ESQUERDA SABE SE COMUNICAR?
29/05/2025
NA RUA OU NA IGREJA, A ESQUERDA SABE SE COMUNICAR?
Primeira live em nosso canalzinho:
Bora discutir sobre o problema da esquerda em "se comunicar" com a classe trabalhadora e, em especial, com pessoas evangélicas.
🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Todo dia um fé ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra o sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [Música] Para aí, minha gente. Eu espero que o som esteja bom e que vocês estejam me ouvindo. Eu não faço ideia se tá funcionando, porque essa é a nossa primeira livezinha aqui no nosso canalzinho totalmente excelente. E eu tô tentando fazer as coisas funcionarem e se nada dar errado, tudo dará certo. De todo modo, temos banda, graças a Deus. A voz tá boa? Tá saindo bem? Me ajudem, por favor, queridos santos e santas que estão nesse chat. Excelente, totalmente excelente. Salva aí Kevin, camarada Kevin, sempre ajudando, apoiando esse canalzinho, dando aquela força maravilhosa. Fala aí, Jéssica, também quero agradecer sempre seu apoio, sua força. E em breve, enfim, você será moderador aqui desse canalzinho. Teremos um nome específico para quem modera, ainda não sei, estou aberto à sugestões para quem quiser dar um nome bacana pros nosso time aqui de moderadores, beleza? Ai, ai, ai. Dá para ouvir que tem música de fundo. Ela tá saindo bonitinho porque eu tentei preparar com carinho aqui, ó, essa trilhazinha sonora para ficar acompanhando o nosso papo, pra gente poder trocar ideia. E sejam todos muito bem-vindos, muito bem-vindas e muito bem-vindos, seres humanos que nada tem melhor para fazer numa quarta-feira pela manhã. E perdão pelo horário aí. E é porque é o único horário que eu tinha mesmo pra gente poder fazer esse pequeno conteúdo aqui no nosso canal, a primeira live da história do canalzinho. Espero que não seja a última, mas a gente só vai descobrir daqui um tempo. De todo jeito, minha gente. Deixa eu dar uma olhadinha aqui. Som tá bom. As coisas estão funcionando aparentemente. Me disseram que eu tenho que ganhar tempo porque o YouTube demora para entregar para as pessoas. Não sei se isso é verdade. Espero que seja, porque eu tô tentando ganhar um tempo aqui. E eu preparei umas coisas pra gente ganhar tempo, obviamente, pra gente poder desenrolar aqui um conteúdo bacana. E temos aí até um rascunho e um roteiro pra gente poder fazer um conteúdo legal. Beleza, vamos lá então, começando esta belíssima quarta-feira e agradeço vocês que estão aqui topando essa loucura. Eu queria e eu vou dizer ser muito sincero, fazer esse essa livezinha aqui bem cedo pela manhã, bem cedo mesmo, pelas 6, 6:30, algo assim. Porém, com tudo, entretanto, todavia, nesse horário, eu tô fazendo o quê? Tô ajeitando a criança para levar pra escola. Aí não casa nos horários e logo depois você tem que dar aquele talento em casa, umas paradas assim, às vezes a criança dá uma atrasada, ida pra escola, volta, aí não deu. Só consegui colocar quarta-feira 9:30 da manhã, mas pontualmente estamos aqui. Então, não sei se é comum nas lives por aí pessoal ser pontual, mas eu tentei, eu me esforcei na pontualidade porque em respeito aí aos seres humanos que estão acompanhando esse papo. E pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Vamos ver. Parece que tá tudo certo. Não quero assustar ninguém. Ah, aí, ó. Totalmente excelente. Funcionou. Gostei. Gostei. Gostei. Gostei. Bom, pra gente poder começar aqui um papo antes de qualquer outra coisa menos importante, que que a gente vai fazer aqui para deixar um registro muito importante no YouTube, que eu ainda não pude fazer. Porque em vídeo gravado fica meio esquisito, mas vou fazer já, que é agradecer um monte de gente aí e depois mandar para essas pessoas esses agradecimentos. Porque eu não sei se vocês sabem, quem acompanha aqui o canalzinho, a gente começou a produzir conteúdo em 2024, no comecinho de fevereiro, ou seja, é um canal relativamente recente, produzindo conteúdo para ele. E muita gente deu uma força danada para isso acontecer. comecei a gravar conteúdo, produzir aqui, por no final de 2023 teve uma quebra de contrato num projeto que eu tava envolvido e aí o pessoal avisou, ó, infelizmente esse trampo que a gente tinha aí que ia durar um ano e meio, vai acabar agora. Aí eu falei: "Eita, Deus, que que eu faço para conseguir pelo menos uma renda imediata?" Não sei, né? Dava para segurar ali até fevereiro, março, mais ou menos. E aí um camarada falou: "Pô, mano, você tem tanto conteúdo aí que você podia compartilhar com o pessoal, com outra formação, cara didático, essas coisas todas, né? Que tem gente que cai nessa história de que eu sou didático. Eu não sei se eu sou. Vocês ficam aí debatendo se eu sou ou não, se é acessível ao conteúdo que eu desenvolvo, que é o tema, inclusive parte do tema do nosso do nosso papo hoje. Se você prestou atenção na TAMB e no título, na rua ou na igreja, a esquerda sabe se comunicar, mas os caras disseram: "Pô, você é um cara didático, tem tanto conteúdo, poderia compartilhar com o pessoal aí. eh, em curso, né? Vende alguns cursos, vê se você consegue aí fazer uma parada. Falei: "Beleza, só que eu tenho uma bolha reduzida, né, amigos, amigas, uma rede muito, muito pequena". Por que que você não grava vídeos, né? E aí você começa a gravar uns vídeos aí, enquanto você vai gravando esses vídeos, você manda pra galera o o conteúdo, tal, e aí talvez fure a bolha, talvez você supere aí esse problema da bolha. Falei: "Pô, faz sentido, não vou negar que não é uma boa ideia porque é uma boa ideia". E então queria agradecer algumas pessoas que me deram muita, muita, muita força pra gente fazer o canalzinho. Algumas delas já são muito conhecidas, portanto faz nem sentido, mas é só para eu fazer o registro mesmo. Você já conhece, por exemplo, nosso querido camarada Fábio Chocolate do Chocolate Expresso. E se você não conhece o Fábio Chocolate Chocolate Expresso que está aqui, você está vivendo errado há um tempo na sua vida. Eu recomendo que você acompanhe Chocolate. Por quê? Porque o Chocolate foi um cara que me ajudou muito, muito para poder começar o canal. o curso que ele tem. E aí eu vou fazer um merchan totalmente gratuito e por carinho. O curso que ele tem de produção de conteúdo para vídeo na internet, de react em especial, é excelente, cara. É excelente, é muito bom. E assim como nós, ele é uma pessoa de baixo baixo orçamento, né? Então, a pessoa de baixo orçamento não tem dinheiros, não tendo dinheiros, ele entende o nosso lado da classe trabalhadora lascada. E aí, minha gente, não tem o que fazer. É excelente. E aí o chocolate me ajudou muito. E aí ele me ajudou não só com curso, né? Fiz o curso dele e tal, mas depois me dando um suporte imenso para poder arranjar um um um equipamento legal, para poder melhorar as tambs. Minhas tambs eram terríveis, ainda não tão boas, mas tá melhor do que antes. E aí é é pô, bom demais, bom demais. Então, agradeço imensamente o chocolate porque ele me deu muita força, muita força mesmo. E isso para mim foi muito, muito, muito, muito importante e me ajudou excelentemente. E estamos aí, né? Estamos aí, estamos aí, estamos aí. Pô, Luk. E gente, isso é uma coisa importante, hein? Perigo, perigo antes de continuar os agradecimentos. Se você sofreu algum tipo de coação e de coersão para estar aqui, continue aqui. E agradeço a Jéssica aí por ter feito essa coação ao Luk. Seja muito bem-vindo, bem-vindo, bem-vindo. Beleza? Espero que você curta aí. E o que nos aguarda aqui? Nos aguarda o inesperado, um roteiro que eu vou tentar seguir. Só que eu não tenho o hábito de seguir o roteiro. Acabei de quebrar, por exemplo, agradecimento ao chocolate só para fazer essa piada de dizer que se você tá aqui por coação, continua. Então, já viu, né? De todo jeito, meu. Ah, e aliás, agradeço imensamente aqui Thiago também pelo carinho. Obrigado, Thiago, pelo carinho, cara. Que bom. E piadas com carecas, não. Eu quero deixar muito claro aqui para qualquer pessoa que seja desprovida de cabelo e que fala: "Pô, meu, o cara faz piada com careca". Jamais, jamais tiraria onda com pessoas desprovidas de cabelo. É apenas uma pessoa, uma pessoa específica, uma pessoa que já me disseram inclusive que é o meu, como é que é que fala? Meu grande rival, né? O meu nêmesis, quem eu tenho que enfrentar. E eu vou dizer quem é esse cara. Capitão Otan. Sim, sim, sim. Rock é um dos cara que eu falo, pô, mano, por que que esses maluco existem nessa terra produzindo esse tipo de conteúdo? E aí não é que eu faço piadas com carecas, eu faço piada com o rock, não pelo fato de ele ser careca, mas pelo fato dele ser a testa de ferro do imperialismo. Uma testa que começa acima da sobrancelha e termina na nuca. Beleza, mas é isso. Dito isso, agradeço aí o Thigo pelo carinho, né? Muito, muito, muito obrigado, Thago, pelo carinho e estamos junto. Nós seguiremos aqui depois de agradecer o Chocolate, que eu acabei de agradecer, então agradeço muito aí chocolate pela pela camaradagem e quem não conhece Chocolate Expresso, eu recomendo que você vá conhecer, porque o cara é bom demais, pô. O cara é muito, muito, muito, muito bom. Então, fica a dica aí. Acompanhem Chocolate Expresso, nosso querido, querido, querido, querido camarada. Tá bom? Mas vamos lá. E outra pessoa que me ajuda para caramba, me ajudou muito, é esse camarada aqui. Se você ainda usa aquele chorume chamado X, como eu uso, eu recomendo que você siga esse cara aqui. Andrade. Andrade, cara, me deu uma força imensa. Graças a Andrade, da noite pro dia chegou quase 1000 pessoas nesse canalzinho. Ou seja, um cesto desse canal é culpa do Andrade. Um beijo, Andrade. E ele sempre tá incentivando a galera, ajudando uma galera muito massa, muita firmeza. Isso é bom demais. Entre as pessoas que Andrade ajudou foi esse cara aqui, ó. Sim, este cara aqui, Thiago Santinelli, que também me ajudou. E aí, agradeço demais, Thiago, imensamente. Thiago foi muito camarada comigo também, divulgando o trabalho e depois me convidando para um outro trampo completamente aleatório. Eu agradeço muito aí o Thiago. Um dia conta essa história ou hoje, a depender de como for o nosso papo, posso contar a história de um trampo aleatório que a gente fez junto aí. E foi uma coisa completamente diferenciada. Além dessa galera, outra pessoa que vocês também já conhecem, obviamente, e que eu tenho aqui, Pedro Ivo do Ateu Informa. Quem diria que um ateu seria responsável pelo crescimento do canal de uma pessoa crente? Só Deus explica. Só quem acredita aí pode explicar isso, a força que um adeu, um ateu deu pro canal de um crente. E aí eu agradeço demais o Pedro. E aliás, gente, dessas muitas tretas que a gente acaba acompanhando, a gente não, porque eu não sou tão cronicamente online quanto vocês. Então, esse é um problema que eu vou ter aqui para fazer live, que eu não tenho esse hábito de ser tão cronicamente online. Vocês conhecem o mundo que eu falo: "Meus amigos, minhas amigas, minha gente querida". Que que é isso doido? Vocês estão maluco. E aí eu vou vou deixar aí para vocês. Pedro Ivo que vez por outra tá tretando com Deus e o mundo, será canonizado em breve depois que ele morreu, obviamente, porque só dá para canonizar depois que a pessoa falece, né? Então não tô desejando aí que ele seja faleça em breve, senão que, né, dado o procedimento legal e necessário a ser cumprido, ele será canonizado. Ele ajuda demais aqui o canalzinho. Então, agradeço muito aí, Pedro. Um grande beijo, Peter Evil, né? Também muito conhecido aí internacionalmente como Peter Evil. E Jéssica tem toda a razão. Se você tira o nariz do Rock, ele vira Valdemorte e ele também vira uma pessoa incapaz de respirar. Julguei uma informação. Outra pessoa que eu acho que é importante a gente dar uma aida atenção, cuidado e carinho, Kevin que está conosco aqui. Kevin, você é um santo, homem. O Pedro ainda vai ser canonizado, mas você já é, você já é uma pessoa santificada porque confiou no meu trampo, me deu uma força imensa em momentos que você nem tem noção disso, cara. Mas é é um carinho imenso, um carinho imenso mesmo. Agradeço estar aqui no nosso ao vivo aqui acompanhando. Então beijo imenso, Kevin. Que Deus te abençoe imensamente. Deus te abençoe muito, cara. Porque eu tanto que você me deu uma força, foi muito massa. Assim como esse outro camarada aqui que vocês vão seguir ele lá no Instagram, Claudinho. Cláudio. Cláudio fotografias. fotógrafo Cláudio. Cláudio também é um cara que sempre me apoiou, sempre me deu uma força. Eh, pode parecer bobeira, mano, mas assim, quando a gente tá sem trampo, que nem ano passado, né, que eu tava contando para vocês, fiquei sem trampo para poder vender os cursos, furar a bolha, comecei a gravar os vídeos aqui no canalzinho, fazer os react, tal, pessoal ir conhecendo e aproveitava para fazer propaganda do do curso, dos cursos que ofertava. E aí, meus amigos, esse camarada aqui, Cláudio, que vocês vão seguir lá no Instagram, nós 12 pessoas que estamos online, se somos 12, um de nós há de nos trair. Fico preocupado com isso. Esse cara, mano, sem sacanagem, ele foi muito, muito parceiro, além de fazer os cursos, muito antes de ter o canal, inclusive, que ele já fazia alguns cursos que eu ofertava na fé mesmo, na confiança, porque eu não tinha equipamento adequado para tal. E aí fui, né, fazendo uns cursos, testando, vender uns cursos, tal, e ele sempre me ajudou, me deu apoio até hoje. É um cara fantástico, fantástico mesmo. Então, um beijo imenso aí, Claudinho. Cláudio fotografia. Somos 14, ou seja, superamos o número de 12. Não sei se um de nós há de nos trair ainda por sermos 12 pessoas mais um outro que tá falando e os caras estão ouvindo ou se agora teremos três pessoas que vão nos trair. Tá aumentando o número. A gente tem que pensar como é que seria se em vez de 12 discípulos fossem 14 ou 16 como começou chegaram agora mais pessoas. Eu tô ficando assustado. Mas é isso, minha gente. Então agradecer muito aqui o Cláudio também. Sigam ele lá no Instagram. nós 16 pessoas que estamos aqui, porque o cara é muito firmeza, faz um trampo muito massa e, aliás, fotografias totalmente excelentes, diferentes. E a última pessoa que eu separei aqui para agradecer dessa vez, da próxima vou agradecer mais pessoas porque muita gente me ajudou de verdade, é esse cara aqui, ó. Vocês também vão dar uma olhadinha no no Instagram do mano lá, especialmente se você for crente. Por quê? Porque Burja Burjak, Guilherme Burjque é pastor, é um pastor incrível. E que é o pastor que vai atrás de suas ovelhas. Ele veio atrás de mim, cara. O mano tá morando na Espanha numa correria de trampo que ele conseguiu lá recentemente e veio para cá no ano passado e sem a gente se conhecer, ele falou: "Preciso conversar com você". E aí ele, mano, tava em Osasco, eu tô aqui no Capão Redondo, a gente se dá um jeito de se encontrar no meio do caminho. Trocamos ideia, ele foi um cuidou da minha família, do meu coraçãozinho e me ajudou demais em várias paradas. Então, mano, mais um cara que Deus te abençoe demais, Burja. Provavelmente você não tá vendo isso aqui agora, porque eu não faço ideia como é que a fusar na Espanha e porque você tem coisa muito mais importante para fazer, né? Mas aí é um outro problema. Não que as pessoas que estejam aqui não tenham coisas importantes para fazer, obviamente que não. Jamais diria isso e jamais pressuporia que vocês estão matando o trabalho de vocês ou deixando no segundo plano ouvindo enquanto fingem que trabalham. Jamais pressuporia esse tipo de coisa. E aqui nós somos pessoas extremamente responsáveis. Todos sabemos, todos sabemos que é disso que se trata, não é, minha gente? Mas é isso. Então, esses são os primeiros agradecimentos que eu queria fazer aqui pra galera ir chegando, pra gente poder trocar uma ideia. e também que foi gente que me deu muita força. Então, como é a primeira live do canalzinho, eu tinha que fazer esses agradecimentos. E quem chegou agora, inclusive, deixa eu dar um salve aqui pro pessoal que tá chegando, é muita mensagem. Jeová, Deus do céu, agradeço aí a confiança de vocês. Tamo junto, Kevin. Kevin, então aí comentou, né, que nós que já seguia no Twitter, ou seja, realmente a gente tem algum problema que nós precisamos tratar porque a gente ainda usa aquela desgraça. E depois conheceu pelo meio da zelota. Zelota, gente, revista Zelotas. Se você não conhece, eu recomendo profundamente que você acompanhe a revista Zelota. Leia a revista Zelota. Revista Zelota é algo maravilhoso e que se vocês não conhecem a revista Zelota, vocês também estão vivendo errado nessa vida, né? Então, por favor, acompanha a revista Zelota, leia a revista Zelota. É uma revista que ela começou, cara, como, como é que é que fala? de base adventista para discutir alguns temas da igreja adventista, tal. E isso achei muito massa, tá ligado? Porque eu fiquei sabendo da revista Zelota no ano que ela tinha começado, foi 2001, 2021, 2021, meio da pandemia, e eu tinha lido um texto delas da da Zelota, que era um eram três, uma trilogia, né? Eles tinham lançado o primeiro que chamava Viva La Revelación, em que eles trabalhavam e apresentavam a história do dos adventistas na revolução cubana. E eu falei: "Caraca, que história doida". E aí tinha um cara que era, como é que é que fala? Ele era pastor adventista, tava no colégio adventista lá e ele acolheu os guerrilheiros que estavam em fuga sendo perseguidos. E entre esses guerriliros, quem organizava e e e tava liderando o grupo era o o próprio Tegevara. Ele recebe o Tier junto com os caras lá na escola, protege eles, esconde eles até o exército do Bautista passar. E aí o o cara, o Tia chama ele de El Pastor, né? e trata o cara como tipo, mano, você é um braço da revolução. E aí passa o tempo, o cara conta essas, o próprio T dá esse título pro pro para esse camarada que eu esqueci o nome dele agora, mas aí o o pessoal da Zilota foi atrás do filho do cara para poder entrevistar o filho desse pastor, foi atrás da história, tá? Aí eu fiquei impressionado com o tipo de trampo. E só que aí em 2021, por aleatoriedades da vida, eu acabei entrando paraa Zelota também por um rolê completamente aleatório, completamente aleatório. Acabei encontrando os caras, a gente acabou se conhecendo e a gente começou a trabalhar junto lá na Zelota. Eu recomendo que vocês de lota, porque não discute questões religiosas, começa de base adventista, depois chegando gente de outras tradições, mas é uma articulação entre fé e política e com uma qualidade jornalística impressionante, assim, impressionante. Além de ser uma revista independente, que esse ano, ano da graça de 2025, pela primeira vez, tem um funcionário, temos um funcionário porque até então era tudo voluntário mesmo. Aí agora tem uma pessoa responsável ali para fazer as edições, o trabalho da Zelota, o que graças a Deus aí é vitória, né? Depois de 4 anos. Então isso é bom demais. Eu recomendo, leiam a revista Zelota, mesmo que você não seja uma pessoa religiosa, seja para compreender esse mundo, seja para participar dos debates, para entender o que se tem discutido e também ver de qualidade o que eu não conheço, não conheço quem faça isso, um jornalismo investigativo dentro do âmbito religioso. Não, assim, acho que hoje o mais interessante que tem sido feito não é por especialidade, senão por conteúdo, é o pessoal do ICL, né, lá da firma, né, uma firma coincidentemente o trabalho que tá fazendo o trampo lá sobre o o como é que é o nome? Malafaia. E aí tem um trampo muito massa, que é um investigativo bala, mas a zelota vive só disso. Então recomendo aí que vocês acompanhem, beleza? Fica aí a dica de ler a revista Zelota. E é isso, gente. Agradeço demais aí a confiança, hein, a parceria por estarem aí. Guinho, Deus abençoe, Guinho. Sigam o canal do Guinho aqui no YouTube. Acompanhe o trampo do nosso camarada. Força para o canal do Guinho. Força para o Guinho. E é isso aí, estamos junto. Agradeço demais, Guinho. E eu dei mancada com Guinho que tava aí em São Paulo nesse fim de semana, só que eu não estava disponível nessa cidade maluca. Então, perdão, Guinho. Perdão. Ainda bem que Hermes e Croezinha te acolheram. Um beijo para Elson, um beijo paraa Cruzinha. Então ele não ficou desamparado, alguém estava com ele. Obrigado aí quem está acompanhando o canal do Gu e o Gui. Fala Claus, camarada, como é que você tá irmão? De boa. Bom dia. Que bom, bom demais ter você por aqui. Muito bom. Tá aí. Caraca, Mandorova. Mandorova, que é membra do nosso membre. Eu sempre fico confuso quando eu tô trabalhando aqui com pessoas que não t o nome explícito. Não que você tenha tenha sua obrigação. É que aí eu não sei como eh utilizar a devida, o devido pronome e o devido cuidado aí na hora de trocar o papo. Beleza, minha gente? Então, mas é membro, membra, membre, membrezinha aqui do nosso canalzinho e eu recomendo, sempre indigo que você faça parte aqui do nosso canalzinho, né? sempre, sempre, sempre chega junto com a gente. Você seja membro, membra, membre, membresia do nosso canal, porque somos um grupo pequeno, mas fiel e resistente e sempre temos conteúdos exclusivos para você, além dos cursos que a gente tem ofertado aqui na nossa plataforma do YouTube, tá bom? Olha aí um merchã totalmente excelente para vocês. E acho que como eu tô fazendo ao vivo, vocês estão descobrindo que realmente eu falo rápido, né? Sim, eu falo muito rápido. Peço perdão aí por isso. Espero que a dicção esteja acompanhando, mas estamos junto. É, minha gente, Deus te abençoe também imensamente. Claus e o Burja, pô. E o Burja aí? O Klaus também segue o Burja, pô. Massa demais, cara. Muito, muito massa. Olha, camarada Carb, carb. Carb, Carb Mat, eu não sei como é que vai falar o teu nome. Eh, mas eu não sei se eu sou o melhor com isso da internet, não, porque eu não sou cronicamente online, não tenho capacidade de produzir conteúdo suficiente aqui pro pro YouTube de maneira adequada e tô naquele trabalho de ser explorado em três frentes diferentes, o que significa que não dá para ser tão comunista de internet assim, feliz ou infelizmente, a depender do ponto de vista. Então, estamos aí, Diego, bom dia, meu querido, seja muito bem-vindo aí. Espero que você curta o papo que a gente vai ter hoje, assim como nosso querido pavio negativo. O pavio negativo. Pavio agora eu peguei o nome, perdão aí. Pavio negativo. Bom dia, querido. Bom dia. Melhor que aí, ó, Luke sacou que talvez eu seja o melhor cliente. Com certeza. Mas é, talvez. Com certeza. Eu acho que eu não sou, mas porque eu conheço clientes muito mais interessantes. Tá tremendo um pouco a câmera? É normal sim. E eu vou explicar para vocês porque que é normal. Vai tremer essa câmera por muito tempo ainda. Por um motivo de meu apartamento ele tem apenas 38 m² úteis. Tudo bem? Dito isso, eu estou sentado em um banco de madeira entre o meu armário, que é essa parte aqui, que é o armário do quarto meu e da minha companheira, e a minha cama. O meu computador, que é um laptop bem antigo, que está sofrendo com as interpeles do tempo, né, que tá passando, ele está apoiado sob duas caixas de jogo de tabuleiro e esse microfone também. Então, toda vez que eu encosto, dou uma mexidinha na no colchão aqui da cama, ó, dá uma balançadinha. E aí, com essa música de fundo, vocês utilizem a criatividade suficiente que vocês queiram para entender o por que a câmera tá balançando, já que ela está acima do colchão da minha cama. tem aí esse problema de instabilidade que futuramente quando quem sabe nós tivermos no local mais adequado para poder gravar esse tipo de conteúdo, você vê que aqui é tudo amador, minha gente. Eu tenho em cima de caixa de jogo de tabuleiro, em cima de um colchão numa cama, num quarto bem pequenininho. Então é eis o motivo pelo qual vai dar uma trimilicada com relativa frequência. Então, foi mal aí. E um beijo, Guilherme. Nosso Guilherme, nosso comunja querido. Obrigado pelo carinho de sempre, porque é um cara que também me dá muita força. Beijo, mano. Tamos, tamo junto. Tamo junto. Pois é. Carb, carb. Carb. Essa história é muito massa mesmo do dos do da revolução do adventista para muito muito massa, muito massa. Perdão, não é que eu abandonei, é que eu tô sofrendo com uma coisa chamada trabalho, né? Contrair trabalho. E aí o contrair trabalho eu não consigo mais acompanhar o chocolate. Perdão aí, foi mal, errei. Mas agradeci chocolate. Foi a primeira pessoa agradecida a quem eu fui grato, né? aqui quando comecei essa live porque o cara me deu muita força desde o comecinho do do papo. Fala Jaísson. Aparentemente temos humanos aqui. Estamos aqui. Quem não é membro tá em pecado. É verdade. Você está em pecado por não ser membro. Acho que eu não deveria falar isso. Não, não tá não. Perdão. Mas quem disse foi o camarada. Talvez ele esteja certo. Vamos falar de quê? Religião, dominação mundial, Pokémon. Pokémon. Eu sou incapaz de falar porque perdão aí para as pessoas que se agradam de Pokémon, eu parei lá no início, bem no início mesmo, quando eu tinha 100 mais um que era o mil. Então você vê que eu tô um pouco atrasado, uns 25 anos, então atrapalha um [Música] pouco. O sonzinho tá gostoso aí no fundo? Espero que sim, que no meu ouvido tá legal, né? Mas eu não sei como é que tá para vocês, se está ouvindo, se a mízinha tá tá no volume adequado, tá como é que é que fala? Confortável, né? Gosto de deixar a musiquinha aí, né? Jamais, jamais diria que o ISL é abusível. Não, o capitalismo é não. Iso é maravilhoso. Estou adorando trabalhar na firma de verdade. Aqui não é não é de bobeira não. Sendo muito massa. Então tô curtindo trampar lá. é que eu não trampo só lá, né? Eu trampo lá e em outros outras frentes. E aí a vida, meus amigos, a vida é uma tristeza. A vida é uma tristeza. Mas gente, a gente vai falar hoje e já já, né, vamos puxar o tema aqui, vai ter algumas paradinhas que a gente vai poder fazer eh sobre a esquerda, se ela sabe ou não sabe falar, se ela já foi aí treinada, né, na capacidade de comunicar, de falar com as pessoas. Parece que é um tema aí que o pessoal fica batendo cabeça e tal. Quais jogos? Pergunta importante, Mandurova, que acontece, eu e minha companheira, nós somos viciados e fissurados em jogos de tabuleiro de verdade. Antes da gente casar, a gente tá junto já há 11 anos, vai lá. Ou deu deu 11 anos já. Caraca. E a gente foi colecionando o jogo de tabuleiro porque a gente curtiu, né? A gente curte jogo de tabuleiro. Então eu tenho aqui em casa uns 120 jogos, 120 e poucos jogos. Já perdi um pouco a conta porque uns já vendi, outros ficaram, outros chegaram, fico meio confuso. Tem muitos jogos de tabuleiro, muitos mesmo. E eu gosto bastante e ela gosta bastante. Então a gente foi juntando nesses últimos anos e o computador está em cima de um King Domino ã versão gigante e em cima de um Zumbside Black Plag, né? É um jogo, dois jogos excelentes que eu recomendo para quem gosta. Quem gosta de jogo bacana, divertido para a galera. King Domino, pô. Bom demais, cara. Olha, eu já deveria estar recebendo aí um Merchan, pelo Merchã, um dinheiro de quem publica aqui esse na no Brasil, esse jogo que é o King Domino, que é muito bom, cara. Muito bom mesmo. King Domino, jogaço para se divertir com a galera. Esse fim de semana eu tava jogando, por exemplo, deu, minha companheira, minha irmã e meu cunhado, a gente tava jogando. É muito bom, cara. E o outro que é o o Zombide Black Plag, caro para caceta, mas eu comprei há muitos anos atrás, enquanto ele ainda era caro, mas um caro aceitável. Hoje o preço é um pouco abusivo, mas é um jogo muito bom que ele leva horas para ser finalizado, ele é muito difícil de ganhar, apesar de ser mais fácil do que o Zombside normal, mas aí é outro problema. E o meu microfone ele está em cima de dois jogos. Um chamado Flick Upup, que é um jogo de peteleco, que é uma delícia de jogar e se divertir. Inclusive, se você tem uma pessoa aí criança de 8, 9 anos, pré-adolescente ou alguém que não tem nada o que fazer, né? Eu já joguei com o meu pai algumas vezes, por exemplo, Black, o Flick MUP, né? É um jogo de petelec muito divertido, de far oeste, em que você tem que atirar no seu coleguinha e aí você vai jogando as pecinhas, tal. Um jogo bem interessante. Em cima de um outro jogo também são duas caixas em cada um. Tem um jogo chamado Snorta, que é um jogo aí de loucura, gritaria e insanidade, que eu joguei nesse fim de semana também com alguns amigos que vieram aqui em casa. Então, são esses os jogos e eu espero que faça sentido aí o que eu comentei. E quem gosta do jogo tabuleiro, a gente pode trocar essa ideia, tá? Então é, é bom, bom, bom, bom, bom. Cara, bonitão. Você que é uma pessoa bonita, que compreende o que a gente tá falando aqui, eh, vai ser live de react? Não, pelo menos não hoje, inclusive porque eu acho que se, cara, React é muito react, vocês podem encontrar reacts muito mais legais. Quando surgir um conteúdo bacana, aí eu ponho um react legal pra gente fazer, mas aparentemente, né, não sei se vai rolar. E aí o tem toda a razão e já já vou vou puxar um papo aqui, inclusive sobre isso aqui. Religião, dominação mundial e Pokémon certamente parece um tema de DVD do Silas Malafia. E seria excelente fazer essa sket, tá? Seria excelente construir uma sketch aí de 2 minutos no máximo em que há uma grande discussão sobre esses temas claramente convergentes, religião, dominação mundial e Pokémon. Então, claramente convergência, então eu acho que faz todo todo sentido. Exatamente. Sou um gamer [Risadas] analógico. Ai Jesus Cristo. Tá ao vivo. Sim, essa é uma gravação ao vivo, Felipe. Quem diria que nós, pela primeira vez na história da humanidade estaríamos ao vivo nesse momento? Ou se nós não estamos ao vivo, como é que ia ser, né? Pelo amor de Deus, como é que ser essa loucura de estar gravado e eu antecipando o que você tá falando? Caraca, mano, ia ser uma insanidade. É muito doido esse mundo. Uma live gravada em que eu consigo antecipar o que vocês vão dizer e já responder quando vocês estão falando. É uma coisa maluca, né, meu amor? É uma coisa insana, insana, insana. Estão liberados. Estão liberados. Bonitão, bonitão. Está liberado qualquer pessoa assistir essa live. Qualquer pessoa até até o rock, professor rock, querido, testa de ferro do imperialismo, você está liberado para assistir a live. Eu sei que esse conteúdo não chegará para você, mas caso chegue você queira assistir, você está liberado. Tá liberado. Vem assistir com a gente, tá bom? Acho que vai ser muito bacana a gente papear, não é? É muito doido isso, né? Tá assistindo a aula, o professor responde isso é uma loucura, uma loucura. Ia ser pior ainda se você tivesse fazendo alguma coisa que não deveria estar fazendo na aula e o professor responder. Ou seja, na verdade é tá fazendo uma grande intervenção e dizendo: "Felipe, desliga o celular, estamos no momento da aula. Por favor, Jéssica, para de jogar chiclete no cabelo da Adriana. Isso não é legal. Não é fácil limpar a chiclete do cabelo do coleguinha. Depois a mãe dela vai ter que lá atacar uma mistura de shampoo com vinagre, passando pente de piuro sem a mina tá com piouro para ver se consegue descolar o chiclete. E se não descolar o chiclete, ela vai ter que dar uma cortada no cabelo. E o cabelo da Adriana já não tá muito cheio, né? Então vai ficar mais escasso. Seja gentil, Jésica. Para de jogar chiclete no cabelo dos amigos, das amigas, especialmente da Adriana. Então fica aí as dicas pra gente poder fazer isso, né? Pois é, Mateus, rolou esse papo, né? Não sei aqui os humanos que estão presentes nessa conversa hoje pela manhã, se sabem quem é Guilherme de Carvalho, né? Não sei se vocês conhecem essa figura. Caso não conheçam, eu vou falar: "Olha, vocês estão aí de parabéns, muito que de parabéns, porque é melhor às vezes não conhecer certas coisas nessa vida". Contudo, porém, entretanto, todavia, Guilherme de Carvalho é um teólogo. Um teólogo, sim. Um teólogo que tem o hábito de escreverem Gazeta do Povo. Já vão desenhando aí para vocês quem seria esse nome? teólogo que escreve, publica na Gazeta do Povo e além disso, ele tem o hábito ou teve o hábito de trabalhar para Damares. Sim, ela mesmo. Durante o governo de Jair Jair Messias Bolsonaro. estão desenhando aí teólogo que publica na Gazeta do Povo, que trabalhou no governo de Jair Messias Bolsonaro na pasta de Damares, Damares da goiabeira, ela mesma. Guilherme é muito conceituado entre reformados por alguma razão que eu não sei qual, porque eu leio os textos dele e falo: "Meus amigos, o que este homem está escrevendo? Porque não dá, cara, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá. É ruim. Só que que que ele faz? Ele faz muita citação, né, meu amigo? Ele faz muita citação, ele utiliza muito texto gringo, traduzindo pro português, porque se você aprende a falar inglês, você tem uma [ __ ] vantagem, cara. Se você aprende a falar inglês, você pega um texto aleatório lá de fora, traz para cá e parece que dá legitimidade, porque o pessoal valoriza o nome gringo. Por exemplo, meu nome é Bruno Reikdal Lima e ninguém me chama de Lima. E eu até tentei por um tempo usar Lima, mas ninguém me chama. pessoal prefere o reikal por é diferente. Tem um ar aí europeístico e aí toda essa estrutura, né, de de valorização do que é de fora e essas coisas todas faz com que o pessoal use o reikna. E aí o cara utiliza gringo, traz o texto gringo para cá e publica traduzindo e dizendo: "Olha, leia lá o Jever Sam que publica no New York Times and Dance". E aí veja que ele disse com cer aí eu vou ver a fonte e eu fui ver as fonte é jornalista fazendo comentário de opologia sem ser da área específicas nem ser acadêmico nem nada e o cara publica como se fosse uma parada super séria, tá ligado? E aí, mano? O pessoal conceitua ele como se tivesse fazero uma parada muito genial, fosse um acadêmico e pá pá pió. Aí, beleza, beleza, vamos então discutir. Aí eu escrevi um texto criticando três camarad que eles fazem uma parada muito parecida. O Juliano Esper, um dia a gente fala sobre esse camarada, Gutiérre Siqueira e o Guilherme de Carvalho. E aí eu critiquei assim educadamente, academicamente, mostrando ali problemas da teoria dos cara. E aí o Guilherme de Carvalho, que é esteólogo reformado, que publica na Gazeta do Povo trabalhou no governo de Jair Messias Bolsonaro para Damares Alves, respondeu respeitosamente e eu falei: "Pô, legal, que legal". E ele falou: "Se você topar, publicar o texto na zelota, juro para vocês, a gente faz um papo aí". Eu falei, beleza, pode. A gente conversou lá entre o editorial e publicamos o texto de Guilherme na Zelota com a com a condição de ao publicar uma tréplica, ele teria que divulgar e disponibilizar a tréplica aí nas redes dele, nos espaços que ele tem, né? Isso já faz do anos. E aguardamos aí que Guilherme cumpra o seu seu combinado aí. Combinado não custa caro, deu a sua palavra. comprar. Beleza? Fica aí o pedido aí. E se não quiser cumprir, não tem problema. Sabe o que a gente pode fazer? Papear. Aí, oi. Caraca, o gato aqui puxou. Já tá precarizado aqui o a estrutura amadora da câmera. E o gato puxa a câmera e quebra quebra minhas pernas. Ô gato, faz isso não. Beleza. E aí o cara tem, então se ele não quiser publicar, a gente podia discutir um dia, trocar uma ideia, papinar umas paradí e essa é massa. Fica a dica, fica o pedido, fica aí o negócio. Então talvez ele venha me visitar, não sei. Eu já recebi pessoas que não gostam de mim na minha casa porque eu sou uma pessoa legal. Pode parecer que não, mas sou uma pessoa legal. Já recebi pessoas que não gostam de mim na minha casa tranquilamente. Mas a gente pode também ir num lugar neutro, não tem problema. Um café. Adoro tomar café. Pode ser um papo aí aleatório em algum canto. Estamos, estamos junto, pô. O importante é a gente conseguir discutir e desenvolver o pensamento, certo? Então fica o conteúdo aí pela agradecer a oportunidade, Mateus, por eu poder contar essa história de maneira interessante, né? E que bom que vocês gostaram aí do da trilha sonora, porque a ideia é fazer um conteúdo legal mesmo. Voltando o tema que é o que interessa. Deixa eu ver voltar aqui paraos nossos papo. É, eu vou melhorar aqui algumas musiquinhas temática, mas eu criei algumas, tá? Eu eu tô preparando essa live aqui faz um tempinho que eu precisava arranjar um negócio legal. Então, fiz um videozinho, fiz uma musiquinha, fiz umas paradinha pra gente poder fazer essa tirar essa onda. Exatamente. Já dizia o Winston Fax. Winston Fax já dizia certas coisas aí. New York Timing Donuts, né? The king of the power. Of the king of the power. E é isso, né, minha gente? Pode, fica à vontade, Diego, de me chamar de Bruno Lima, não tem nenhum problema. Foi assim que eu fui conhecido minha vida inteira, em geral quando eu era criança e adolescente, porque na escola o pessoal não falava reikdal, falava lima, que era muito mais simples, muito mais fácil, objetivo e prático. Mas depois que eu fiquei mais velho, aí o pessoal começou a chamar só de Heckd. Lá na firma o pessoal me chama de Rickd. É, ou o Rick Dal, o Rick Dal, até os caras que são meus amigos há mais tempo que eu acabei encontrando lá, fal o Rick Dal. Falei: "Caraca, mano, a gente se chamava de Bruno, pô". Mas tá beleza, cara. Eu não nunca troquei ideia com esse camarada aí, o Ivel. Tô ligado quem é. para não dizer que eu nunca troquei ideia, uma vez um breve debate no Twitter, mas nada além disso, né? Só um pouco a redil, né? Aí eles não não gostam muito de conversar. Pô, alguém tinha perguntado o que que é, como é que é o nome? Parece. Eu tô ligado. Tô ligado. Tô ligado. Fica o clima de de de musiquinha. Na hora que eu montei ela, eu falei: "Pô, vai ficar aquele clima de musiquinha de de joguinho japonês de milano atrás. Eu não sei como é que anda os de hoje, né? O último videogame que eu tive foi o Nintendo 64, ou seja, faz tempo, mas tinha isso, né? Você ia jogar um joguinho tipo Pokémon, pá, e aí tinha algum espaço que você entrava que era tipo, não era bem o jogo, mas para preparar alguma coisa e você ficava ouvindo esse sonzinho gostoso. Acho que é que é isso, né? Tum tum tum tum tum tum tum tum. Mas deixa eu mudar pra outra. Vai. É tipo rádiozinho, tá ligado? Fazer um um clima de rádio aqui. Mas é isso, cara. Alguém tinha perguntado o que que é um reformado. Luke, obrigado, cara. Obrigado por ter feito essa pergunta importante. O que que é um reformado? É um momento complicado da nossa vida nesse momento. Bom, reformado, em teoria, ele é um cara ou uma mina, não. A pessoa quer dar normalmente um cara, né? Nunca fal uma reformada. Reformada. Por quê? Porque a maioria são homens, pastores, teólogos, gente dessa stirp que vem de uma tradição protestante aparentemente mais antiga e que aí a galera que eh vê aqui, por exemplo, o Brasil no nos anos, sei lá, no final, no século XIX, né, que é a galera que é calvinista, eh, luterana, essa galera toda chama de reformado para diferenciar dos evangelicals, os evangélicos que nós nós nos habituamos, que é um tipo de religiosidade, espiritualidade que vem da tradição protestante, mas não é tão antiga, ela é do comecinho do século XX, né, desses chamados evangelicals, os evangélicos. E aí é uma galera mais tradicional aí, mais tradicional que tem uma uma linha teológica mais antiga, umas fitas assim, saca? E aí, o Guilherme, que a gente estava comentando agora h pouco, é dessa galera desse time, que é um grupo muito reduzido assim em relação aos evangélicos, que é a maioria, né, a maioria dos evangélicos não são reformados, ou seja, não são dessa tradição, seja luterano, seja eh calvinista, seja sei lá mais o quê, eu não vou lembrar de todos. Eh, mas o é um grupo menor, mais reduzido. Mas aí já vai, ó, primeira informação importante, que é uma parada legal de perceber, é uma galera que vende classes médias, né? Classe média aqui que a gente não vai dizer que é o cara que tem dinheiro X, não é por renda que você vê a classe, você vê a classe pelo acesso a determinados bens sociais que essa pessoa teve teve contato e pôde se apropriar pela sua família, pelo modo como organiza vida e tal. E aí o que acontece, cara? Essa essa galera aí, ela é uma galera de classe média que chega aqui como classe média. Tem muitos batistas que são reformados também porque seguem a linha mais calvinista e tal e são de tradição Batista, mas teologia calvinista e aí mais conservadora. E essa galera eh é de classe média, teve acesso à universidade, tem muitas instituições de ensino, tem acesso a uma escolarização formal maior, é um grupo menor, mas é um grupo que como ocupa essa posição de produção de conteúdo qualificado, tem uma posição privilegiada na organização aí da igreja, pá. Então, eh, é isso, saca? Então, eh, se distingue e faz muito barulho em relação aos evangélicos num ambiente público de debate público, porque tem acesso a lugares privilegiados, então eles acabam tendo muita voz. Então, o cara chega lá e ele fala, eh, ele tem uma universidade para chamar de sua, tem revista para publicar, tem livro, publica livro para caramba e um monte de editora e distribuir pro pessoal. E muitos dos evangelicals acabam também estudando e se qualificando, lendo os textos dos reformados. E aí há um intercâmbio em certos em certa medida. Mas é interessante por quê? Porque essa galera é uma galera então mais qualificada do ponto de vista formal e da posição da divisão social do trabalho, tanto de classe média, né? Então lugar aí mais privilegiado em na sociedade diferente dos evangélicos. Isso é perceptível na participação dos evangélicos na política, por exemplo, que nem eu comentei agora do Guilherme de Carvalho, ocupa um cargo dentro do executivo. Ele precisa ter um um manejo ali técnico administrativo, certos recursos que são especializados, né? Eh, o próprio camarada lá que foi para pro o juiz terrivelmente evangélico, que é o, esqueci o nome dele agora, quem lembrar me ajuda aí, mas é o cara que o Bolsonaro nomeou lá. Esse cara é o quê? De tradição reformada, né? do presbiteriano e aí é um cara que teve então acesso à educação formal e tal, não sei que ela ocupa um cargo aí específico nessa divisão política. Mendonça. Exato. Obrigado, mano. No Mendonça. Então é o cara que ocupa essa essa esse tipo de posição. Diferente da galera evangélica de massas, né, pros evangélicos mesmo, que eles não não conseguem ocupar os cargos executivos, eles disputam os cargos legislativos porque é pela quantidade grande de votos, né? Ele não vai tá ali ser comissionado para uma posição, entrar num espaço técnico de trabalho, passar no concurso X. É o cara que vai ascender dentro da política, dessas disputas políticas com produção de massa, com falando pra galera e ganhando muito voto ao mesmo tempo. Então tem uma certa divisão religiosa de trabalho, de organização intelectual dentro desse mundo, o que é muito interessante da gente ver, tá ligado? E é uma coisa que pouco se percebe e pouco se discute, mas isso é é interessante. Teve o outro lá, o o outro ministro lá que foi nomeado pelo Bolsonaro, que é o cara que tava andando com uma Ai meu Deus, essa história também de tradição reformada. O cara tá com a arma dentro do do da calça lá para passar no aeroporto, não lembro onde é que era. E acaba atirando nele mesmo. Essa história é triste. Bom, tem outras piores, mas é só pra gente tentar encontrar aqui o espaço de quem são os reformados, né? E aí eu venho de tradição pentecostal, ou seja, não dos reformados, venho da tradição da galera evangélica mesmo. Então desde que el mundo vai ser el mundo. Deixa eu dar uma olhadinha aqui nos nossos comentários. Pois é, Pedro, você tem toda a razão, cara. Esse horário quebra com o trabalhador. Por isso que no começo desta live eu falei, eu queria gravar e ou fazer ao vivo essa live aqui às 6:30 da manhã ou às 7, mas é o horário que eu tô levando a criança pra escola e eu não consigo marcar no horário fixo, que é muito melhor, que quando você tá acordando já toma aquele café, aquele café gostoso e a gente vai trocando ideia. Mas não, não rolou. Tive que fazer aqui às 9 e pouco, porque hoje eu vou conseguir entrar um pouco mais tarde no trabalho, graças a Deus, em um dos trabalhos, né? Ai, ai, ai. Essa necessidade de se explorar é muito chata. Eu não me agrada, não sei a vocês, mas a mim não me agrada. É, minha gente, tamos junto. Estamos junto, Luk. Estamos junto. Estamos junto. Eu perco aqui os os bagulhos. Tô, tô treinando, tô treinando aqui. Eu vou vou melhorar aqui no uso, no manejo dos comentários dessas paradas todas. [Música] Ã, salve Bruno, você recomenda alguma igreja em São Paulo? Posso até recomendar, muitas. Aquela que ele mais lhe aprouver, por exemplo, aquela que você curtir mais, se sentir mais à vontade. Mas qual que é a minha dificuldade de recomendar igreja? Fala, pô, vai naquela, vai nessa, tal. Tem uma uma que eu frequento, por exemplo, mas que eu tento ficar mais na minha, fala menos, para não dar dor de cabeça pros irmãos, paraas irmãs, né? Porque é óbvio, meu canalzinho aqui é pequeno, eh, minha voz não é ouvida por multidões, obviamente que não, e nem precisa ser, mas de certa maneira eu sei que esses caras sabem o que eu faço, me acompanham por que eu tenho informantes espalhados por aí, esses figurões aí do do mundo evangélico. É, e aí eles e aí assim, se eu apareço num lugar, por exemplo, numa igreja X, Y, Z com determinada pessoa, determinado camarada, não sei o que, ela pode ser ruim pra pessoa e pros membros, né? Que aí o pessoal, olha lá, o comunista lá fica indo frequentar aquela igreja, que esse pessoal tá indo se desviar, são os hered e tal. E eu acho muito chato uma pessoa, ninguém tem que sofrer por causa da minha posição. Então eu me abstenho de ficar dando dica de igreja, de lugar para aí, mas pelo menos abertamente. Quem sabe em algum momento em algum lugar dê para trocar uma ideia, mas eu tento faz evitar de fazer isso para não dar dor de cabeça para ninguém. Ninguém tem que pagar pelas minhas posições, né? Não faz nenhum sentido. Então não queria não quero dar essa dor de cabeça. Mas ter ter eh como é que é que fala? informantes por aí. É legal. E vez por outro eles deixam escapar que eles acompanham o conteúdo. Eu vou contar uma história para vocês. Não, talvez eu conte mais de uma. Vai lá, cara. O que acontece? Tem uma tem um programa específico de um humano específico que responde perguntas e específicas de maneira genérica, praticando a tudologia eh opnológica generalizada. E esse camarada tem um programinha tipo como se fosse um um bate-papo e tal com outro cara, tal. E aí sempre a produção a produção desse programa, ela recolhe perguntas aparentemente e eh discute a pergunta ali ao vivo, né? Ao vivo não, gravado no estúdio. Lê a pergunta e o outro cara responde e rola essa troca. Acontece, é um programa, tem vários desse tipo, né? Mas num desses aí eu joguei um bait e eu falei ano passado eu falei com os camaradas meu, falei: "Mano, vou jogar um baitezinho para ver se se a gente se os cara pega". Por quê? Porque tinha um cara que é próximo à pessoa que organiza esse programa aí, que disse que o pastor desse programa já tinha assistido meu conteúdo e ficou um pouco bravo. Eu falei, já que ele assiste o conteúdo, apesar do canal ser pequeno, ele ter ficado bravo, vamos aproveitar. Aí eu joguei num vídeo um pouco polêmico e provocativo a seguinte frase: "Olha, muito legal a pergunta da pessoa aí que mandou a, né, fez essa pergunta aí. Muito interessante, muito interessante essa pergunta aí do ouvinte, se é que esse ouvinte existe, porque pode ser uma pergunta inventada pela produção. Não estou dizendo que seja, mas vai que é semanal esse programa. Na semana seguinte, o programa começa com cara assim, ó, o apresentador. Você pode mandar a sua pergunta e nós vamos ler, ó. E aí ele mostra pela primeira vez na história do programa o a pergunta. Nossa, nós lemos mesmo sua pergunta, ó. A produção separa e volta para ler a pergunta. Eu falei: "Assiram o vídeo, peguei vocês". Mas não só essa vez, teve outros bait que eu fui soltando por aí, a galera vai pegando e fala: "É, tá lendo, né? Tá acompanhando o canalzinho pequenininho do Bruno." É isso. Estamos atingindo. Caiu no bait. Caiu, cara. Caiu. Caiu. Os cara caiu no bait. E aí foi malandragem, né? Foi, foi massa. Ah, aqui, ó. De quem é essa estátua? Atrás de você. Esse aqui é o Tinho. Sócratinho. É o Sócrates. Só que como ele é pequeno, tinha é o Sócratinho. Sócrates é um cara que me influencia muito, me influenciou muito, né? Hoje menos, mas na graduação, primeira disciplina, primeiro, a gente entrou tendo filosofia antiga, né? Tendo a tradição tripartite tosca de antiga, medieval e e moderna. E aí o o Tinho me influenciou muito. E aí a gente era em três pessoas, né? Três amigos muito muito brothers mesmos assim. Brothers mais que mais que irmãos. Nós éramos brothers que era eu, o Jarino, grande Jarino. Um beijo Jarino. Saudade do e Pedro. Pedro Francisco da Conceição. Um beijo para o Pedro. E aí eu era E aí o Pedro um dia, a gente tocando ideia assim, né? E o Pedro falou, tá? Sei lá o que ele, como ele tá falando. É, aqui a gente já tem, já percebe aqui que tem o Brunócrates, aí o Jarinales de Mileto e o Pedráclito. A gente começou a fazer esses apelidinhos sem vergonha e aí ficou nessa. E aqui tá o Tinho. Tinho, Tinho é um eu não posso esquecer dele. Aliás, já falando do Tinho, né? Por exemplo, porque Sócrates a gente não sabe se ele existiu mesmo, né? uma personagem muito boa, utilizado por diferentes autores, aquela coisa toda. Eh, mas o o Platão me influenciou bastante. Tem até uma tatinha aqui, ó, que eu tenho, Pedro tem, não sei se Jarino tem, mas eh a gente não combinou de fazer a mesma tatu, juro por Deus. Mas aí eu fiz essa tatua aqui, né, que é o calepata calá, que significa aquilo que é belo, aquilo, aquilo que é belo, aquilo que é bom, é duro, é difícil, é árduo. Eh, que é a República de Platão. E aí um dia Pedro é professor de ensino médio aqui da rede pública de São Paulo. Pedro me convidou para ir dar aula com ele, que a molecada que ele dava aula lá, era um colégio que tinha integral e ele era professor de filosofia e também dava aula de música e ele tinha um grupo que ele trabalhava com a galera lá. Eu fui lá e aí fui com o Pedro. Aí eu chego e eu fui de metrô, peguei o trem e o Pedro ia me buscar no trem e ia me pegar de carro para levar pra escola. Quando eu cheguei entrei no carro, eu olho para o braço do Pedro. Não o braço inteiro, porque Pedro não tem esta parte do braço, de um dos braços, ele tem só o cotoquinho até aqui. E nesse braço que só vai até o cotoquinho, Pedro tinha tatuado, Calepata Calá. E eu olhei e falei: "Que é isso, Pedro?" Aí ele: "Ué, República de Platão". Eu falei: "Pedro, você tá de sacanagem". Ele: "Por quê?" Aí eu faz um ano e meio, dois anos que a gente já tinha saído da graduação, quase três, talvez. Aí ele, "Ah, não." Eu falei: "Ah, não, digo eu, né, mano". Só que era uma outra fonte, outra parada. Só que não adianta. A gente entrou lá no na escola, a professora de matemática olhou pro meu braço. Você tem uma tatuagem igual do Pedro? Eu puto. É, agora estamos eternizados, Pedro. Estamos unidos. Unidos. Acontece. Ai, tem tanta história nessa vida, gente, pelo amor de Deus. Inclusive, muita história para contar para vocês de pouco em pouco. Mas é isso, ó. O Guilherme tinha respondido, foi mal, mano. O Gu tinha respondido aqui que eu era o Socratinho. Neltinho Socratinho, que como eu ainda não tenho o stream Streamyard pago, né? Ele tá do lado do pato do stream. É um pato, né? É um pato. Espero que seja paramarã. É, infelizmente eu sofro de heteronormatividade. Pedro, não sei, mas então nunca rolou nada. Mas a gente é irmão mesmo, foi muito brother. E continuamos sendo grande Pedro. Um beijo, Pedro. Tchu tu. Ó, já já vou começar o tema aqui do nosso papo, senão vou me enrolar aqui. Eu tenho horário para terminar esse bagulho aqui. É action figure de filósofo, pelo menos não é BB Reborn de filósofo, mas tem toda a razão. Tem toda a [Risadas] razão. Pô, ó que legal, pô. Massa. Mandorova. Tava lendo Platão recentemente, vejo muitos temas que também são trabalhados por Paulo no Novo Testamento. Faz sentido? Eu tô maluco? Depende. Depende. Acaba acontecendo [Música] um historicamente, graças à mediação de Agostinho, a conexão entre a tradição cristã com a tradição da filosofia grega, né? Então, hoje a gente não tem como desver. você vê essas conexões e tem muito a se discutir de aproximações e de distâncias, de distanciamentos. Tem um livro, eu não tenho ele aqui, infelizmente aqui atrás, porque eu dei esse livro para um camarada meu, mas eu tenho PDF, pode ser que o camião caia aí, que é chama em português, em espanhol é raízes del crítico, né? as raízes do pensamento crítico, mas em português foi traduzido por a maldição que pesa sobre a lei. Você vê que diferença radical. A maldição que pesa sobre a lei, que é um texto do Fran Kelammert. E ele, eu vou até tentar colocar aqui, ó, para quem que se interessar em português, o PDF tá disponível na internet porque o autor liberou para nós. Então é fácil, relativamente fácil de encontrar. Eh, foi escrito em espanholig originalmente, mas tá em português. A maldição que paz sobre a lei. A primeira parte do livro é uma, o Rick Lamets dá o trabalho de mostrar não as convergências entre Platão e Paulo, mas exatamente as diferenças da racionalidade semita com a racionalidade eh greca. E, cara, é muito legal, é muito muito muito muito legal de ver. E aí a gente começa a trabalhar com as duas coisas, a conexão historicamente existente entre filosofia grega e a tradição cristã. E as e as diferenças, você consegue andar nos dois mundos e trabalhar com as duas coisas, as diferenças existentes e como elas se conectaram historicamente. E aí acho que potencializa para fazer criticamente esse balanço aí entre Platão e e Paulo, né? nem identificar como se eles estivessem falando a mesma coisa, mas também não tratar como se eles nunca tivessem se conectado, que é só negação da história mesmo. Beber report do descartia ser ruim, né? Porque e eu não consigo ouvir o nome descart ou descarts, que é decis português, descarts, e não pensar no verbo de descartar. Então, é lícito descartar um bebê reborn. Fica aí o questionamento. Não sei, não sei te dizer. Eu não sei se eu deveria incentivar esse tipo de coisa, mas eu vou colocar para um segundo e tirar. Quem viu viu. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Quem viu viu. É, minha gente. É, minha gente. Vamos lá, né? Estamos aqui e eu quero agradecer de novo, viu, todo o carinho, gente, pela confiança e a parceria, eh, por vocês estarem aqui trocando esse papo pela manhã. Pô, um presente imenso de coração. Não sei nem como agradecer. Tô bem bem bem emocionado, bem motivo aqui. Mas é isso. Antes da gente mudar o o tema aqui do nosso papo tapo de crente, tem um áudio aí que rodou em um uns lugares com tapo de crente, não sei o que [Música] aconteceu. Quero aqui pedindo uma atenção de vocês. Extra, olha a notícia. Extra. Notícias fresquinhas, boas de ruins jornais. Extra, extra, extra, extra. Olha a notícia extra. Notícias fresquinhas, boas e ruins jornais extra. É isso aí, minha gente. Notícias fresquinhas. Qual é a notícia? Qual é o ponto? apoia o nosso trabalho. Você humano que está aí e não está apoiando o meu trabalho, você está equivocado. Você não tá me ajudando. Me ajuda a te ajudar. E se você gosta do tipo de conteúdo que a gente desenvolve aqui, a gente um fortalecimento. Aí você fala: "Pô, Bruno, não dá para virar membro, membra member membreia do canalzinho. Mas você pode aleatoriamente mandar um Pix, porque vai que tá sobrando uma RKI, você pode apoiar o meu trabalho, né?" Então, fica a dica. Apoie o nosso trabalho. Apoie o nosso trabalho. Mande muitas exatamente chaves pixes. Mande chaves pixas porque não dá aqui para eu viver fazendo a merchan da Left T-shirt. A Left Tirt que ela é uma camiseta feita exclusivamente em massa para milhões e milhões de pessoas compradoras pelo mundo. produzida massificadamente para que caiba em qualquer pessoa sem nenhum cuidado ou preocupação com o corpo que você tem. Então a left shirt você não dá para ficar fazendo propaganda left shirt, não dá mesmo. Ela não rende o suficiente. Aí para você ir numa loja de conveniência aleatória, num mercado aí que vende também roupas, porque é um supermercado que tem tudo e aí você pega uma roupa aleatória, tipo essa left shirt que eu tô usando. Não dá para sobreviver fazendo merchandiso. Se você puder apoiar o meu trabalho, eu agradeceria imensamente do fundo do meu coração. Então, dá uma força aí. Beleza? É isso aí. Tirando agora a nossa propagandinha. Muito boa, muito boa, muito boa. Opa, o som sumiu, mas voltou. Left chirurt. Left chirur é complicado. Left left church. Agora que eu vi o comentário. Left church também é muito bom. É a left church, que é igual a right church, só que versão morango, sabor morango, só que parede azul ao invés de preto. Então fica aí a left church. E aí vamos, isso é uma excelente deixa pro nosso papo de hoje. E é isso, hein, minha gente. Não esqueçam de fazer comentários aí, apontamentos, críticas e tal. Mas qual que é o nosso papo de hoje? Papo, papo de sempre, né? Papo de só Deus sabe o quê. Cara, a esquerda, essa esquerda abstrata e metafórica, ela sabe se comunicar, ela sabe falar com o povo, ela sabe discutir, ela sabe bater um papo, como é que ela faz, né? E eu acho que a gente tem que conversar com isso disso de maneira séria, porque tem um monte de loucura que acontece nessa nesse meio de caminho, né? que é por um lado, o pessoal exigindo que é a, como é que é que fala? Ô, perdão, Anton, não tá tendo, não tá tendo porque eu nem saberia fazer isso, tá? Então fica aí, quem sabe no futuro próximo. Eu não tenho ainda capacidade técnica para tal. Tava preocupado demais em fazer um sonzinho gostoso para vocês ouvirem enquanto eu falo, porque a minha voz é desagradável. Eh, e umas paradinhas assim e esqueci de lembrar como é que faz para ganhar dinheiro. Não faço ideia como faz para ganhar dinheiro. Fiquei preocupado só em atender aí os ouvidos, né? Um sonzinho bom aí para vocês ouvirem aí no fundo, tá? Então vamos lá. Mas seguinte, eh, qual que é o o ponto de partida aqui do que eu queria trocar ideia com vocês e fazer um uns apontamentos que eu acho que me parecem importantes? O cara, tipo, a gente tem um uma mania de exigir que o outro fale como a gente. Eh, então, que que acontece? Eu eu eu sou uma pessoa, sou do mundo crente, sou evangélico, sou uma pessoa de fé e também sou militante, faço parte do mundo comunista. E aí fica nessas, pô, mano, né? O crente dizendo, o crente progressista dizendo, é, a esquerda não sabe falar, não fala qual esquerda, quem é com nós crentes. Mas eu sei, eu que sou uma pessoa crente de esquerda, sei falar com o crente. E aí se apresenta como se fosse o grande, a grande possibilidade de porta-voz pro mundo crente da esquerda, saca? E aí, o que que ela tá, essa pessoa acaba fazendo, ela é evangélico de esquerda, que quer se colocar no lugar da esquerda existente, não religiosa, falar: "Deixa ocupar a sua posição que eu sei falar com crente." Por outro lado, você pode acabar tendo um cara de esquerdo que fala: "Pô, mas religião não é nem pra gente debater, mano. Isso aqui não é nosso tema não. Então, não vou lá falar com crente por ser crente. vocês aí que são progressistas, tal, não estão sabendo também se ajeitar. Mesma coisa acontece. Alguém que é de periferia e não teve uma escolarização formal, não faz parte da classe média, de um grupo de dirigente de um partido e fala assim: "Esse pessoal da esquerda aí, partidária, tal não sabe falar com a quebrada." E o cara que tá na posição de classe média e e de um uma posição dirigente fala: "Mas vocês também não sabem falar aí de de maneira adequada sobre os problemas do mundo? do qual a causa do causa do da exploração do capital, como funcionam essas paradas, vocês têm que aprender. E o outro vocês têm que aprender. Mas o que acaba acontecendo nessas emulações que eu tô tô criando aqui de maneira típica, né, um tipo de ideia, é que você não sabe fazer, então deixa eu ocupar o seu lugar para eu fazer. Deixa eu tá aí onde você tá falando, onde você tá fazendo, para eu poder falar, para poder trabalhar, para poder discutir. Vocês conseguem perceber qual é o problema disso? Nós somos organizados dentro da divisão social do trabalho. A divisão social do trabalho nos coloca em determinadas posições de classe e do tipo de atuação que a gente tem. As nossas famílias também fazem parte dessa divisão social de trabalho e nós tivemos acesso a certos recursos, a certos bens sociais, a certos uma educação formal de um tipo de ou informal, a qualificação de um tipo ou de outro por causa dessas estruturas. Então nós ocupamos posições diferentes dentro da estrutura social como um todo, necessariamente. E aí uma pessoa que tá num determinada posição privilegiada acaba ocupando cargos decisórios e fala dentro desse espaço. Então, se um camarada entra na universidade, ele vai aprender a língua da universidade, ser acadêmico, e vai começar a interpretar o mundo a partir de sua posição acadêmica enquanto universitário. Só que essa não é o mesmo tipo de prática, de vocabulário, de estrutura, de de de modo de se apresentar no mundo, de interpretar, de alguém que não teve participação nesse espaço, então que tá em outro espaço e que tem outro tipo de aprendizado, tem outra linguagem, outra maneira de interpretar o mundo, outros problemas a serem enfrentados que o camarada lá não tem. E cada um tá necessariamente numa posição distinta, só que um tá exigindo do outro. Deixa eu chegar aí que eu sei fazer. Só que você já tá nesse lugar, meu querido, minha querida. Tá entendo o que eu tô falando? Então não, não, deixa que eu vou aí para falar do jeito certo pra galera que tá aqui. Quê? Se a gente já tá nos nossos lugares e temos os nossos à nossa volta, o problema não é tá lá para poder falar com a galera daqui, é a gente organizar direitinho para cada um em seu espaço poder trabalhar e apresentar o conteúdo que considera ser o mais adequado. E aí esse erro acaba sendo um erro performático, talvez a gente pode chamar assim, pelo seguinte, ó, vocês não sabem falar com o pessoal aqui que trabalha em aplicativo, você sabe? Sei. E por que que não tá conseguindo? É porque você não tá na posição de quem tá dentro da universidade ou tá num num espaço dirigente de um partido. Quer dizer, se você tivesse nesse lugar onde a diálogo é outro e o tipo de recurso social e o tipo de discussão dentro da divisão social do trabalho que que é exigido é distinto, então se você tivesse aqui você ia conseguir. Assim como o camarada às vezes tá numa posição privilegiada porque é de classe média e quer se fingir de como é que fala? Emular ser de quebrada. Não vai dar certo. Não adianta. Então você tentar, você joga, olha, vocês não sabem fazer, deixa que eu sento aí, meu irmão. Não, meu querido, não, meu querido. A gente tem que fazer de maneira organizada. Se você já tá nessa posição e tá num determinado lugar, como a gente pode se ajudar dentro de diferentes espaços e organizações? Pode parecer bobo, mas é a busca por consenso. Por consenso em que a gente só vai conseguir criando mediações e criando conteúdos que justifiquem o por nós atuamos de determinada maneira e não de outra. E coordenar essas ações. Essa coordenação de ações é o que deveria fazer, o que se pretende fazer um programa partidário, né? Então nós temos um partido que tem diferentes frentes, espaços e que vai buscar então criar coordenação dessas ações de atuações em diferentes espaços. ambientes e e e locais para agitação, para propaganda de maneira cada vez mais adequada. Mas, porém, contudo, todavia, nesse meio de caminho tem a tal da divisão social do trabalho, que impede que a gente faça esses saltos e saia de um lado pro outro. Além disso, dito isso, né, que é um problema da crise interna nossa, de um querer ocupar o lugar do outro. É comum, já que a gente percebe isso e falar: "Ó, vocês não sabem falar com o pessoal que é da minha quebrada, vocês não sabem falar com o pessoal que é da minha igreja, vocês não sabem falar com o pessoal aqui da universidade, não é que vocês não sabem falar com o pessoal ali do judiciário, vocês vocês não Tudo bem, então cada um já tá ocupando seu espaço, tá no seu lugar, beleza? O problema é de comunicação, como a gente se apresenta. Ah, não, as pessoas elas estão preferindo um discurso reacionário porque a esquerda não sabe se comunicar. Ah, é, é uma questão de ajuste da linguagem. Aí a gente olha pra estrutura social como um todo, tudo bem? como tudo, Big, que é essa desgraça aqui que tá mediando o nosso papo entre 34 pessoas e a sobre a qual a gente não tem controle e que da noite pro dia, se decidir espalhar vídeo do menino lá, o Nicolas Ferreira, para todo mundo, espalha e dane-se. e que então a gente não tem esse estrutura material para fazer esse tipo de de conteúdo em massa que vai atingir milhões e não vai não vai, porque a gente não tem controle sobre isso. Eh, então é de comunicação, é de uso da TV, da convoca a rádio e a TV. Não, meu irmão, pera aí. também é importante, mas não é só isso. O tipo de estruturação, de exploração do trabalho que a gente tem no mundo, como ele tá sendo organizado, como a divisão social do trabalho cada vez mais complexa vai nos fragmentando e separando uns dos outros. E aí eu vou dizer que não, o problema é o ajuste da da o ajuste da da linguagem de como você fala, não é, mano. É um problema estrutural. E problemas estruturais a gente não acerta ajustando, como a gente fala na capa, né, no na embalagem, não é embalagem, o conteúdo, como se produz esse negócio, como se consome isso, como se realiza essas coisas. Isso é muito importante da gente considerar, porque, por exemplo, quando a gente não olha as estruturas, não olha a história, não olha as dinâmicas sociais efetivas e reais que determinam a própria linguagem, determinam os meios que nós temos para nos comunicar, essa coisa toda, a gente acha que o evangélico é evangélico porque o pastor tem uma lábia boa, ele fala bem ali, o cara, ah, fui convencido. Não, não, não. Uma questão de convencimento, né? O cara usou os argumentos corretos. Não existe toda uma estrutura social que possibilita o crescimento de uma religião em detrimento de outra, que propicia condições que um grupo determinado se amplie e outro não. Existe uma condição e relações sociais que fazem com que a igreja tenha sentido à medida que ela atende necessidades humanas específicas, que só são necessidades humanas específicas dentro do modo como nós organizamos, reproduzimos a nossa vida. Portanto, a fala do pastor tem sentido porque ela está conectada com esse modo de organizar a vida que faz com que as pessoas encontrem na igreja muitas vezes espaços para poder ali ter acesso à educação formal, ter eh eh apoio, rede de apoio para cuidar dos filhos, das filhas, ter um um lugar de disciplinarização do seu dia a dia, né, que é o famoso cara parou de beber em excesso, né, de maneira abusiva, parou de ser uma pessoa violenta dentro de casa. foi buscar um trampo porque dentro da igreja encontrou Jesus e tal, não sei o que lá. Essas dinâmicas a igreja oferta junto com o discurso de um pastor. Então não é a fala do pastor, não é a gargantada que ele dá, é essa vida em comunidade que possibilita com que isso tenha sentido e essa vida em comunidade que só existe. Isso reproduz essa maneira porque historicamente teve condições específicas que fizeram com que a igreja ocupasse esse lugar onde nem o estado e nem o mercado tá. Então isso é muito massa da gente perceber que, tipo, não é só uma garganta, não um ajuste do diálogo, um ajuste da comunicação. A fala, a retórica, ela é fundamental, mas ela é fundamental entendendo onde ela joga, né? Então senão fica aquelas coisas, ah, né? É só a gente incentivar o ódio das pessoas, pelo amor de Deus. o Pedro Peter Evil, né, que a gente agradeceu aqui no começo do da live, ele ele fala isso com relativa frequência, é interessante, né? Então, então é importante a gente a gente perceber, cara, não é uma questão só de de mexer com os afetos e tal, é como a gente se organiza, como a gente faz isso. A frase que o galo usa é muito boa, né? O galo de luto lá, o galo fala: "Organize seu ódio, né? uma frase organizar o ódio é ter consciência de para onde eu vou direcionar esses impulsos. E esse processo de conscientização, ele não se dá por um ajuste de comunicação, saca? Então isso é muito importante da gente perceber, é efetivamente a gente começar a entender o lugar que nós ocupamos, como atu de melhor maneira aqui, entendendo essas estruturas e essas relações. Eh, é muito comum, por exemplo, o pessoal criticar a a Zelota ou ou alguns trabalhos que eu faço, ah, isso aí é muito acadêmico. Sim, sim. Ah, essa linguagem é muito difícil, sim, porque o público alvo que lê uma revista online não é um público alvo que não teve uma escolarização formal. E a revista não vai atingir as massas, não vai. A gente tem muita consciência disso, mas a gente pode municiar as pessoas que são público alvo dessa revista. é distinto de quem tá numa, quando eu vou faz quando, por exemplo, pessoalmente, né, vou trabalhar numa educação popular na quebrada, o modo como eu vou apresentar o conteúdo e discutir ele é distinto. A linguagem é diferente, a forma é diferente, o meio é diferente, o público alvo é distinto e exige recursos sociais diferentes para eu poder manejar e pra gente poder discutir e entender as parábolas. Então, os meios alteram o com quem eu tô falando, para quem eu tô falando. Por que que isso é importante? Eu não vou parar de utilizar termo acadêmico e nem se deve fazer isso. Vocês também não devem fazer isso. Não parem de utilizar termos adequados. Só não dá para eu achar que é o termo acadêmico que faz eu compreender o mundo. Não. São essas relações e como a gente constrói elas. Então, como eu faço com que esse termo tenha sentido dentro de determinados espaços, determinadas relações. Então, eu vou discutir sobre mais valor, exploração do trabalho na com o pessoal no dia a dia, assim. Eu não vou falar: "Olha, Marcos escreveu no capital e pá". Não, mas eu vou contar uma história. Quanto vou, a primeira pergunta que eu vou fazer é, quanto tempo você tem para estar em casa com seu filho, com a sua filha? Quanto tempo você tem para fazer aquilo que você gosta? A partir daí a gente começa a fazer o papo, entendeu? E é isso. Por quê? Porque o meio é diferente, o público é diferente, os espaços são diferentes, a gente tem que saber fazer isso. Eu não preciso lá não, porque o mais valor, cara, isso é bom para quem quer se formar, para quem quer se conscientizar, mas a discussão é em última instância, de maneira prática, o tempo que nós temos para poder viver bem, como nós vamos planejar essa essa sociedade pra gente organizar de maneira mais adequada. Isso não é depreciar o conteúdo, é saber que ele joga papéis diferentes em lugares em locais diferentes. Um um um espaço de acadêmico qualificado que de produção de ciência especializada tem que trabalhar com termos especializados. É o é aquele espaço específico, né? Então isso é importante da gente ter em mente, cara, é isso que a gente vai fazer aqui, porque aqui é para isso, é diferente de outros ambientes, diferente como a gente vai trabalhar em outros lugares. Então esses dias tava trocando ideia, por exemplo, com um camarada e até falei num num grupo com o pessoal do coletivo Cristãos pelo socialismo, né? Um, muito comum um conservador chegar e falar assim: "Olha, a mensagem de Jesus, a igreja não pode ser uma mercadoria, não pode ser um produto a ser vendido, a gente não pode transformar a igreja num mercado." No momento que ele tá falando isso, imediatamente ele tá vendendo alguma coisa. Não porque ele queira, aquele, aquilo que ele tá fazendo tá sendo uma mercadoria ofertada. Ele vai depois fazer um rescar no Instagram, que nem a gente faz aqui, um canal no YouTube, um vídeo e tal, e vai transformar isso numa mercadoria. E mesmo que ele não queira falar: "Não, não, mas a minha intenção não é transformar em mercadoria". Mas exatamente, não é a sua intenção, mas o modo como nós organizamos, reproduzimos a vida faz mesmo sem que você tenha intenção, com que o teu trabalho religioso seja um produto na prateleira. Mas eu não quero. Se você não quer, então tem que mudar essa essa sociedade que é organizada sobre a forma mercadoria, porque independentemente do que você queira, sua vontade ou não, é assim que ela se realiza. E se eu quero ser contra transformar a mensagem de Jesus como um fiel em mercadoria, sabe o que eu tenho que fazer? Acabar com o sistema capitalista. Essa volta ela é necessária. Ela não começa do mais valor, começa de um problema concreto dentro de uma igreja com o cara que realmente acredita e tal. Isso é fundamental da gente perceber, da gente discutir, da gente conversar. Só que é um ambiente específico. Essa mesma fala em outro espaço para uma pessoa que não crê, não faz nem sente. Então, toda essa volta, o nosso problema não é um ajuste de comunicação, de como a gente fala para as massas, a nossa propaganda. Isso vai entrar depois a entender as relações e como a gente atua de maneira organizada e coordenada. Pô, se o camarada, vou dar um exemplo, o GC Souza, né? JC So produzi um livro que tem um título extremamente provocativo e que do ponto de vista de quem é da quebrada, de quem é povo, da galera tal, fala que título terrível, né? livro. Pobre de direita trata esse sujeito como objeto, porque o interlocutor e o leitor daquele livro não é o cara da quebrada, é um acadêmico. O G7 tá escrevendo para acadêmico e aí apresenta. Assim como o Juliano Spire, né, que é um camarada que eu tenho muitas críticas ao trabalho que ele faz de pesquisa sobre os evangélicos, ele faz o quê? Fala, olha o evangélico. Ele apresenta o evangélico pro público que não é evangélico. Então, olha, essa é a igreja evangélica, assim que eles funcionam, tal. e apresenta essa parada aqui. Por quê? Porque esse é o interlocutor dele. E aí eu posso falar: "Pô, isso é idiotícia. Eu não vou chegar aqui na quebrada ou na igreja falando, apresentando o pessoal desse jeito, porque eu tô objetificando essa galera". E aí a crítica tá certa. Por quê? Porque do ponto de vista de quem troca ideia comigo, onde eu tô, como eu vejo essa parada, mas o interlocutor a quem o GC tá expondo, para ele faz sentido aquele termo. Aí eu tenho duas opções. simplesmente jogar pro lixo, seja o título, seja o livro, ou seja o o esse trabalho, ou criticamente manejá-lo, aprender com ele e saber com aqueles ferramentas como é que eu troco ideia sem reproduzir esse tipo de ideia com os meus interlocutores, com a comunidade a qual eu faço parte, porque a comunidade que eu faço parte, não lê um título desse e vê um objeto externo se identifica como sujeito. Então eu faria uma crítica por quê? Porque com quem eu pretenderia conversar produzindo livro, não seria necessariamente com uma classe média acadêmica. Eu, se eu fosse produzir um livro, tentar fazer outra parada hoje, né? Porque eu tenho o livro aqui que é acadêmico. Fetização do poder como fundamento da corrupção é um texto que é a minha tese de de mestrado. Então, ela é exalmente técnica. E aí eu vou apresentar e discutir nesses termos. Mas quando eu vou trocar ideia com a galera, eu faço de outra maneira, porque o meu, a maioria dos meus interlocutores não tá nesse ambiente, no dia a dia, né? Não necessariamente na internet. Então, se o texto, se os conteúdos me ajudam a entender estrutura, é isso, é essa a função deles. E aí o meu problema não é como eu me comunico aqui e ali, se o cara deveria falar assim ou daquele outro jeito para atingir as massas, a gente tem que falar a mesma língua. Não, não. Nós temos que saber trabalhar as línguas diferentes. E aí é o meu último ponto. Nós temos que saber trabalhar diferentes linguagens em diferentes ambientes para diferentes grupos de pessoas, tá? De maneira religiosa, eu diria, você precisa ser um pentecostal e uma pentecostal. Pentecostal, para quem não tá ligado, é uma referência a uma festa que teve eh que tá relatada no livro de Atos, né, Atos dos Apóstolos ali na no Segundo Testamento, em que o pessoal tinha uma festa regular, em que as pessoas de vários territórios iam para Jerusalém, faziam umas cabanas e celebrava a colheita, era uma festa de colheita. E aí o pessoal chamava de Pentecostes. E aí diz o relato bíblico, né, a história narrativa que tá lá, eh, que os discípulos de Jesus estavam dentro de uma casa e aí soprou um vento, tal, sei lá o que aconteceu, e os caras saíram falando a língua de outros grupos, de outros povos. E aí o texto fala assim que os diferentes grupos de diferentes povos ouvia de cada um desses discípulos falar em sua língua. E eles conversavam entre si, essas pessoas são da Galileia, mas eles falam na minha língua. E eu tô entendendo eles. E ali seria o marco de início da mensagem de Jesus se espalhar para além do grupo dos discípulos no livro de Atos, na narrativa de Atos. Do ponto de vista aqui do mito religioso, né? Para quem tem fé, espero que faça sentido. Para quem não tem fé numa pessoa religiosa, esse tipo de estrutura narrativa é para dizer: "Olha, com diferentes grupos você fala de diferentes maneiras, com diferentes línguas". Simples assim. Porque para eu ser entendido na quebrada, eu utilizo um tipo de linguagem. Para eu ser entendido na universidade, utilizo o outro. Agora, eu não preciso ser a mesma pessoa estar na quebrada e na universidade. Pode ser que aconteça, mas se a gente organizar direitinho, já tem o camarada na quebrada e já tem o camarada na universidade, já tem o camarada ali. É saber articular essas paradas dentro de uma estrutura de divisão social do trabalho existente e que cria essas condições. Então, o ajuste não é qual é a linguagem que a esquerda inteira vai falar, essa esquerda hipotética. É, pô, já que eu tô aqui, qual que é o tipo de trabalho que eu faço aqui no meu grupo? Porque o meu objetivo não é convencer, é construir um projeto. O meu objetivo não é convencer a pessoa de que eu sou mais legal. O objetivo é qual é o nosso projeto comum, qual é o projeto, e aí eu tenho que defender isso sempre, qual é o projeto nacional que nós temos para transformar as nossas eh nossa realidade em uma realidade melhor, planejada, organizada, mais racional, menos desestruturada, que planeje o dia seguinte. Ah, é em torno desse projeto que a gente se organiza e aí a gente espalha esse projeto de diferentes maneiras. Beleza? Pô, era isso que eu tinha dessa grande exposição. E deixa eu olhar aqui os comentários. Espero que tenha sido interessante esse papo, tá? Que que vocês acham? Falem muita grosélia. Foi massa? Foi interessante? Pronto. E tem razão, Gabriel. Os partidos eles não têm uma uma capilaridade de comunidade como tem as igrejas, inclusive porque progressivamente as associações de barro bairro foram desaparecendo, as os coletivos foram enfraquecendo, as organizações sindicais foram enfraquecendo e as igrejas foram assumindo muitas dessas responsabilidades de educação formal, de criação de laços e tal, n historicamente a partir do modo como as cidades vão se expandindo. E o estado foi saindo, né? E as organizações civis foram se enfraquecendo e o estado foi saindo. Então, a combinação dessas coisas deu de bandeja para que a comunidade fosse construída de uma maneira específica. E os partidos eles estão cada vez mais estruturados desde a redemocratização para ganhar a eleição, porque é assim que funciona a regra do jogo. Quando não tinha possibilidade de eleição, os caras estão tendo que se organizar nas comunidades. Havendo eleição, para você poder executar um projeto de poder, você precisa participar dela. Então, a no aprendizado histórico que a gente teve, e isso é muito importante, gente, é recente, pelo amor de Deus, democratização foi 85. É recente isso. Não dá pra gente esperar que amanhã as coisas se resolvam. A gente aprendeu, olha, quando tava embaçado, a gente se organizava em comunidade e aí tinha comunidade de clisel de base, tinha sindicato, tinha associação de bairro, tinha um monte de coisa. Agora que a gente pode disputar a eleição, essas paradas aqui foram se desarticulando e enfraquecendo. Beleza? Aprendemos. Não dá para ser nem o aqui, nem ali. Eu tenho que saber como a gente vai utilizar o poder Mas eu não posso abandonar a comunidade. Abandonei a comunidade, que que acontece? alguém ocupa esse espaço. Como o mercado não foi lá aproveitar um mar de oportunidades onde o estado não tava e o estado abandonou a quebrada para por ela mesma, a igreja ocupou o lugar. Então, nessas dinâmicas é óbvio, você não tem mais esses laços sociais profundos, essa capilaridade de fazer esse tipo de realização. E aí as lógicas de condomínio, né, de você ir privatizando cada vez mais as as os serviços só pioraram. Por quê? que a igreja tem a escolinha dela, tem o hospital dela, tem a rede de educação formal dela. E aí é, se você entra na igreja, você tem acesso a esses bens e musicalização, eh, bens sociais que a gente teria em outros lugares, como por exemplo, aprender a falar em público. Aprendi a falar em público na igreja. E muita gente que produz conteúdo na internet ou que hoje em dia ocupa certos espaços também aprendeu na igreja. A igreja ocupou esse lugar, eh, porque o estado não tava lá para ofertar e nem o mercado para aproveitar essa grande oportunidade, né? E aí a igreja se prestou ao serviço de ser um bracinho do mercado. Fica aí. Mas já que rolou, aí acontece isso, né? Então é importante aí a gente pensar sobre essas questões e tal. Tum tum tum tum tum tum. Bruno, fala, meu querido, benevenido. Espero que você curta depois assistir uma paradinha aí que espero que tenha sido massa. Não vi Jéssica, eu não vi a conversa do padre. Eu só vi que o padre tem a cara do Lula Molusco harmonizado, né? Eu olhei e falou: "Caraca, mano, igualzinho o Lula Molusco harmonizado. Meme maravilhoso." Mas eu não vi o papo do Jones com padre. Eu perguntei lá no grupo se era tinha sido um debate? O pessoal falou: "Não, não foi debate". Falei: "Então foi confessionário". Não sei o que aconteceu ali, mas depois quem sabe eu consigo assistir, mas não vai rolar direitinho. Turu turu. É, com certeza. Com certeza, meus amigos. E se cada crente que é mais de esquerda, progressista, assumisse que que quer um projeto de nação e não só mudar a igreja, também ia ajeitar, ajudar bastante. Jogo isso aí. Importante, sabe por quê? Eu eu vou falar uma parada séria. Muitas vezes o crente de esquerda, crente comunista, progressista, e isso eu vou jogar aqui porque eu estou nesse lugarzinho de debates, quer ajustar a igreja, quer uma igrejinha para ele, para ela, né? Que é uma igreja que seja igual a conservadora, só que azul, só que sabor morango. E aí é o esforço para mudar a igreja e não para mudar o mundo também por meio da igreja. E aí eu acho um equívoco, acho um equívoco assim programático absurdo. Eu tenho que mudar as relações que obrigam que a igreja seja de determinada maneira. Ten que mudar essas relações que condicionam a igreja a ser um um espaço X e não Y. E não a igreja por ela mesma. Senão vira só uma disputa de nicho de mercado. Aí digamos que tem 30% de progressista, aí fica um monte de igrejinha progressista de esquerda disputando esse 30% de mercado para ter os seus fiéis lá. Por quê? Porque o mundo não mudou. O modo de produção segue sendo o mesmo. E aí a gente não tem um projeto que nos une, que faz com que a gente seja crítico e atue enquanto igreja para que a gente possa efetivamente resolver os problemas. Só reproduz a lógica. E aí mesmo quando faz caridade, quando faz ação social, é uma ação social que na verdade não tá aliada a política pública e fortalecimento do estado, ao contrário. Aí vai minha crítica aí o pessoal crente de esquerdo. Pô, que bom, que massa, que massa. Aí tamos junto, tamos junto. Rek ri. Eu li heik. Foi mal que meu nome é Rick Dal. Talvez tenha me atrapalhado. Bruno, indo nessa linha, você acha que tem gargantada demais nos partidos e pouca organização desses outros fatores? Sim, sim, sim. Tem, tem, tem, porque ela é obrigada a fazer isso, né? Então eu entendo a estrutura, tá ligado? Eu eu entendo eu entendo o por que a preocupação é essa e não organização. Porque você sobrevive precisando de de como é que é que fala? De recurso, cara. E aí eu o o a estrutura como ela tá organizada da nossa democracia exige que você gaste muito tempo em coisas que não formam comunidade, que não não criam base e tal. Vou numa próxima live trazer o exemplo do que eu aprendi com os militantes mexicanos, tá? Na numas viagens que eu fiz aí que eu achei muito massa, como eles ganharam as eleições recentes, né, com a Cláudia Shinba. eh, na sucessão do Lopes Obrador e eles tiveram uma estratégia brilhante, cara. Eu não vou não posso esquecer. Pela próxima live eu vou vou papear sobre isso que eu acho que vai que ajuda nessa linha aí, cara. O o grande projeto é muda tudo para manter como ele tá, né? Não, não. Esse é da fascista extremada. Muda tudo para manter como tá. É só soltar na manguela, né? Projeto de direito liberal Brasil solta na banguela. Caraca, caraca, caraca. Chegou uma coisa que eu não esperava, mas tudo bem. Solta na banguela. Você solta na banguela e deixa rolar. Então é isso. Não tem nem muito o que fazer. Tch. Minha gente. Ederson, um beijo no seu coração. Obrigado pelo carinho, pela força. Sem sacanagem, pô. me surpreender. Meu coraçãozinho tá animado agora ficou quentinho. Valeu pelo carinho, mano. Valeu mesmo. Tamo junto. Nem sei como agradecer. Tenho, tenho que tem que ter uma música de agradecimento aqui que eu não, não preparei ela. Eu vou fazer uma música de agradecimento pra gente. Mas minha gente, eu preciso partir porque eu vou já começar atrasado aqui em um dos trampos que nós temos. Eh, e eu vou ficar na dívida aí de últimas perguntas que foram feitas e eu espero que vocês tenham curtido esse papo, tá? Agradeço imensamente a parceria de vocês. Espero que vocês tenham curtido essa conversa e a gente vai seguir aqui, né, como sempre, trocando ideias, produzindo conteúdo, trazendo a boa nova, todo dia útil, né, até a vitória final. Ah, antes de ir, eu quero ver se ficou bom o negócio que eu tentei fazer aqui, tá? Porque de musiquinhas fica gostoso de ouvir, fica animado. Estamos aqui, estamos aqui nessa pegada. Agradeço muito a parceria de coração. E para finalizar, que que vocês acham isso aqui, ó? A vitória final. Seguimos trazendo todo dia útil até vitória final. Seguimos fazendo a boa nova todo dia. Vit para final. Valeu minha gente. Fica bem. Deus abençoe. Quem não crê, Deus abençoe você também. Porque apesar de você não crer, ele gosta de você. Tamo junto. Valeu. Até mais. [Música]