O COMUNISMO É CONTRA A FAMÍLIA? LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – PARTE 15
20/05/2025
O COMUNISMO É CONTRA A FAMÍLIA? LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – PARTE 15
pix: [email protected]
Playlist Completa: https://www.youtube.com/playlist?list=PLThmuqf63MGgZdCebCVubvM_meSU99do1
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para mais um conteúdo totalmente cient aqui no nosso canalzinho. Desta vez a continuação da nossa leitura comentada ali em linha de manifesto comunista. Sim, esse texto tão mal interpretado, tão mal utilizado, tão mal trabalhado e em torno do qual são criados infinitos espantalhos para por meio de o pânico moral deixar você da classe trabalhadora com um pouco menos de consciência de classe e você crítico sem capacidade de criticar, afinal você não conhece o conteúdo ao qual você tentaria desenvolver a sua crítica. Mesmo para falar mal, tem que saber do que que você tá falando. Então aqui como utilidade pública para qualquer pessoa que se interesse, nós pretendemos todas as terças-feiras produzir um conteudinho de leitura linha a linha comentada de um manifesto como esse texto de Carlos Marcos e Fridish Engels. Essa é a 15ª parte da nossa leitura e você pode acompanhá-la desde o início, caso lhe interesse, na playlist que está na descrição desse vídeo. Na descrição do vídeo também tem a chave do Pix, porque vai que tá sobrando uma merreca aí, você pode apoiar o meu trabalho. Além disso, considere ser membro, membra, membro, membresia aqui do nosso canalzinho, porque temos conteúdos exclusivos para você, além de cursos que temos ofertado aí, só para quem faz parte desse pequeno coletivo, que é um grupo pequeno, mas f resistente e que recentemente estamos aí já desenvolvendo o curso de teologia da libertação. Já saiu a primeira aula e vai sair as próximas nas próximas semanas, um total de cinco aulas de curso de teologia da libertação, além do curso que já está lá como esquenta para para esse curso da teologia da libertação. Tem muito conteúdo bacana na área da membresia. Beleza? Dito isso, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para, espalhar a palavra por aí e saiba que essa correria aqui é no tempo que me resta, nas horas vagas. Espero que tenha sido, esteja sendo útil e de utilidade pública esse conteúdo. Então, dá uma força aí. Tamamos junto. Sigamos porque na nossa último papo, nosso último vídeo, a gente comentou um pouco sobre a contradição entre capital trabalho. Marx nos permitiu fazer isso por meio aqui do texto do Manifesto escrito junto a Engels. E a gente desenvolveu, inclusive uma crítica a respeito do modo como se discute o problema da apropriação do produto socialmente realizado, ou seja, como que a gente se apropria daquilo que nós produzimos, como dentro do modo de organizar o a sociedade burguesa, a forma social na qual nós estamos inseridos, sobre a qual ou sobre a qual, né? Eh, está estabelecido também o modo de produção capitalista, como que nela, ao socialmente produzirmos algo, a apropriação dos resultados desta produção, ela não se dá de modo social e planejado. Ela se dá de acordo com os interesses privados daquele grupo, daquela classe que ocupa uma posição dentro da divisão social do trabalho. privilegiada. Afinal, ela absorve esse produto socialmente realizado de modo privado e decide os rumos do investimento que será feito a partir dessa apropriação. Ainda que a produção tenha sido social, o consumo tenha sido social, toda a realização do processo seja social, a coordenação desse processo e da própria divisão social do trabalho se dá a partir de interesses individuais dentro ou por meio do mercado capitalista. Ou seja, tem um curto circuito aí nesse processo, um curto circuito que cria contradições e problemas. E uma das saídas do ponto de vista de um projeto comunista é a superação das relações de produção que sejam privadas, de apropriação privada, de o tipo de propriedade privada burguesa que beneficia esta classe e cria boa parte dos problemas que desembocam aí nas contradições desse sistema. E é a partir desse ponto que a gente pode discutir no último vídeo, a questão do capital trabalho, um monte de outras coisas que foram surgindo. Então é um tema aí que vai vez por outro aparecer. Contudo, porém entretanto, todavia, no vídeo de hoje nós vamos ler um dos trechos mais utilizados por pastores e pessoas mal intencionadas, muitas vezes pastores também, que tiram texto de contexto como pretexto para fazer uma apologia negativa ao comunismo ou mesmo para criar um espantalho, uma mentira sobre o que é dito a respeito da família. O comunismo quer acabar com a família. Quem nunca ouviu isso? Pois é. Hoje nós vamos chegar nesse trecho e eu espero que vocês curtam aí do conteúdo, mas eu tinha que primeiro passar aí um uma primeira parte de contextualização pra gente chegar lá. Seguindo o papo sobre a superação de determinadas relações de apropriação, né, de propriedade privada dentro da da estrutura social burguesa, Marx vai seguir o papo junto com Engels nessa construção do manifesto para outras formas que precisam ser superadas no âmbito cultural, ideológico. E isso inclui formas de organização da família. Tema quente. Bora lá. O comunismo não priva ninguém do poder de se apropriar de sua parte dos produtos sociais. Apenas suprime o poder de subjugar o trabalho de outros por meio dessa apropriação, que é a discussão que nós fizemos no conteúdo anterior. Então, recomendo que você dê uma olhadinha lá. Mas o grande ponto é, você não tá proibido de ter coisas ou de se apropriar do produto do trabalho. O problema é o problema é o modo como é feito isso dentro da forma social burguesa. Alega-se ainda que a com a abolição da propriedade privada, toda atividade cessaria uma inércia geral apoderar seía do mundo, né? como se a gente acabasse com a propriedade privada burguesa. Agora, ninguém tem mais motivação nenhuma para realizar e o a vida, solucionar problemas e produzir o necessário para que nós possamos viver melhor. Afinal, a gente só produz aquilo que a gente precisa quando a gente busca ter uma propriedade privada sobre algo e não quando a gente busca resolver problemas e solucionar aí meios para melhorar as nossas vidas. Obviamente que o único incentivo é a competição, já diria alguém com o cérebro um pouco derretido. Se isso fosse verdade, há muito que a sociedade burguesa teria sucumbido a a ociosidade, pois os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham efetivamente. Isso é pura verdade. Toda objeção se reduz a essa tautologia. Não haverá mais trabalho assaladeado quando não mais existir capital, né? Então parece que nossa capacidade de trabalhar, de realizar soluções, de ser produtivo, de gerar riqueza, só seria possível por meio do capital, por meio da propriedade privada e do modo de organizar a sociedade como sociedade burguesa, naturalizando essas relações, como se a gente não tivesse vivido uma história inteira sem precisar dessas relações ou que elas fossem são sejam transitórias, historicamente determinadas. E, portanto, que nós podemos assumir consciência sobre elas e tentar melhorá-las, tentar superá-las, tentar desenvolver um novo modo de coordenação da divisão social do trabalho, que não seja dentro da estrutura burguesa e sobre o capital. inclusive que os sujeitos que trabalham, nós pessoas humanas, que somos o ponto de partida de qualquer ciclo econômico e o ponto de chegada, porque a gente que consume. Se a gente não não existir, se nós não formos os sujeitos desse processo, nós somos objetos dentro desse sistema que é determinado pelo capital. Ou seja, o capital que é produto do trabalho humano se torna o sujeito que decide sobre nós que somos os sujeitos, na verdade, e a gente se torna objeto daquilo que a gente mesmo produziu, o que é uma insanidade. Então, as decisões são tomadas não para o melhoramento da vida humana, daqueles que produzem e realizam economia, não. A economia como se fosse um âmbito à parte separado, que decide sobre nós. Isso está errado. Do ponto de vista comunista, nós queremos superar essas relações que fetishiam, fazem de fetiche esse tipo de produto do trabalho humano. Que que é esse fetiche? é o feito à mão, o feitiço, aquilo que a gente realiza e que no objeto externo parece que ele tem vida e nós estamos subjugados a ele. A nossa agência, nossa subjetividade, nossos nós como seres humanos ativos e produtivos, não, não é a gente que decide. Quem decide é o objeto que é produto da nossa mão. Está errado. O capital é produto do nosso trabalho, mas ele não pode decidir sobre o trabalho. O trabalho decide sobre ele. Então, quer inverter essas relações. Um projeto comunista. As objeções feitas ao modo comunista de produção e de apropriação dos produtos materiais foram igualmente ampliadas à produção e a apropriação dos produtos do trabalho intelectual. Assim como o desaparecimento da propriedade de classe equivale para o burguês ao desaparecimento de toda a produção, o desaparecimento da cultura de classe significa, para ele o desaparecimento de toda a cultura. E aqui no no caso a gente tá falando sobre formas de ideologia, de conteúdos, de valores, de pensamentos, de interpretações da realidade, de coisas que estão aí justificando determinados tipos de relação. Porque quando fala aqui de cultura, fala de trabalho intelectual, a gente pode acabar se perdendo, mas o contexto vai nos guiar, tudo bem? E a gente vai entender onde a gente vai chegar nesse papo. Então, perdão, sigamos mais um pouquinho. A cultura, cuja perda do burguês deplora, é para a imensa maioria dos homens apenas um adestramento que os transforma em máquinas. Então, as relações que nós temos de produção e reprodução cultural, de valores, de estruturas, eh, que dependem de de critérios não tangíveis, que não dá para pegar, né, que estão aí mediando as nossas relações, que nos constituem e são reproduzidos pelo tipo de estrutura institucional que nós temos. Superar esses valores e essa estrutura cultural, do ponto de vista do burguês, como diz aqui o manifesto, seria algo com a perda de qualquer cultura. Mas do ponto de vista do trabalhador, da trabalhadora consciente, começa a entender que essas relações elas cumprem uma função específica dentro de um modo de organizar a vida como um todo. A gente percebe que essa cultura, na verdade, funciona como adestramento, que é isso que o Marx tá indicando, para nos deixar preparados para sermos objetos, máquinas, peças dentro dessa grande engenharia social capitalista. E isso vai ter muito sentido quando a gente fala da família já. Mas não discutais conosco, aplicando a abolição da propriedade burguesa, o critério de vossas noções burguesas de liberdade, cultura, direito, etc. Então, não vem discutir comigo aqui reproduzindo a mesma ladaainha de sempre. Vossas próprias ideias são produtos das relações de produção e de propriedade burguesas, assim como o vosso direito não passa de vontade de vossa classe erigida em lei, vontade cujo conteúdo é determinado pelas condições materiais de vossa existência como classe. Sum. O que vocês estão reproduzindo como ideologia, ó, burgueses, e quem quer saber o que é burguês, burguesia, recomendo que assista nosso primeiro vídeo aqui da leitura do manifesto. Você, criatura de Deus, que defende esses valores burgueses, e que não percebe, o que que você não tá percebendo? é que esses próprios valores, você falar para eles, não, mas tem que ser assim, porque tem que ser assim, não, mas veja bem, e reproduz a argumentação do ponto de vista ideológico da manutenção da ordem. é um ponto de vista da manutenção da ordem burguesa, da forma social burguesa que está assentada no colo do modo de produção capitalista e cujas leis e estruturas que regem essa forma social são expressões dessas relações fundamentais de organização do modo de produção capitalista baseado na exploração do trabalho, acumulação de capital e reprodução ampliada de capital dentro do ciclo econômico. que nós temos vigentes, que a gente vai desenvolvendo vídeo a vídeo. Algumas pessoas que já acompanharam já estão entendendo o que a gente tá falando. Essa lei, essas formas, essas ideologias, o direito, toda essa estrutura, ela expressa as relações importantes para esse tipo de reprodução social que privilegia uma classe em detrimento de outra e uma classe que ocupa a posição de coordenação da divisão social do trabalho. E, portanto, ela produz as leis, produz as ideias, produz conteúdos de acordo com os seus interesses e massifica esses conteúdos na estrutura da escola, na estrutura da universidade, na estrutura da família, na estrutura da igreja. Porque para que essas instituições e essas organizações funcionem de maneira relativamente adequada, elas têm que se inserir nessa reprodução social determinada pelo mondo de produção capitalista. E nessa inserção, então, elas têm que adequar os seus valores a essa estrutura e os seus valores a essa base. Por isso, essa base econômica, ela acaba sendo determinante. E ao perceber isso, nós podemos fazer a crítica desses conteúdos, a crítica a essa ideologia, a crítica a essas formas. E é por isso que aqui no Manifesto, de maneira explícita, tá? nem me vem com essas ideias, essa lorota essa ladaainha de sempre, porque eu já saquei que essa defesa pela defesa da ordem pela ordem não é nada mais do que gargantada para tentar manter essas relações e não compreender porque elas se dão dessa maneira. Porque sabendo porque elas se dão de determinada maneira e de não outra, a gente tem consciência sobre esse processo e tenta dirigi-lo para outro rumo, de acordo com outra sociedade e outro modo de produção que seja equilibrado, sustentável, com bom senso, racional, minimamente articulado e planejado, estruturado para garantir as condições de produção e reprodução da vida das pessoas e dos ambientes do qual se não existir ele, a gente também não vive, né? Só que dentro do modo de produção capitalista isso é impossível. E a forma social burguesa com suas ideologias impedem que nós façamos a crítica adequada a essa forma e ao próprio modo de produção. Então não vem com ladaainha e repetindo a mesma lenga linga que nós tá poucas ideias. É basicamente isso, essa concepção interesseira que vos leva a transformar em leis eternas da natureza e da razão as relações sociais oriundas do vosso modo de produção e de propriedade, relações transitórias e que surgem e desaparecem no curso da própria produção é por vós compartilhada com todas as classes dominantes já desaparecidas. Veja, vocês transformam em leis eternas da natureza e da razão das relações sociais, aquilo que é próprio desse mundinho aqui que é transitório, cara. Foi a gente que fez, é a gente que construiu o capitalismo, é a gente que construiu a forma social burguesa, é a gente que construiu a divisão técnica do trabalho dentro de uma indústria que facilita a acumulação de capital e reprodução ampliada de capital. E a gente que produz mercado e a gente que produz os produtos. A gente sacou isso, só que isso não é uma lei da natureza. Ou seja, a forma social como fazemos isso não é uma lei que o ser humano precisa trabalhar para garantir as condições de produção e reprodução de sua vida em comunidade. Básico. Agora, que esse trabalho só possa se dar sobre as relações de exploração do capital e da forma burguesa, não. E reproduzir dizendo que no passado é a mesma coisa que é hoje. Ou seja, desde que o mundo é mundo, as relações são burguesas. Mentira. Desde que o mundo é mundo, a gente usa o o dinheiro como o dinheiro funciona dentro do capitalismo. Mentira. Desde que o mundo é mundo, o mercado existe como é o mercado do capitalista também. Não. São formas históricas e sociais específicas e determinadas que alteram e são transitórias dentro do tipo de relação que vai ser estabelecida nas conflitos e na organização social. Sabendo disso e tendo consciência sobre a história, que faremos de nós mesmos de modo planejado? É só isso. Só que a classe burguês em sua ideologia transforma isso em essas relações em relações naturalizadas e eternizadas, como se todo que foi na história no passado é propriamente essa forma social burguesa. É a mesma estrutura de família há 6000 anos em tudo quanto é lugar. É o mesmo valor de propriedade. Capital existe desde sempre. E essas loucuras que é mentira. Só que ela eterniza essa ideologia, né? Naturaliza as relações sociais. A exploração do trabalho, como se o trabalho que nós compreendemos moderno hoje é a mesma coisa que fosse o trabalho no século XIX, que é a mesma coisa que é o trabalho no século II. E não é. As relações mudam, o tipo de trabalho muda, o tipo de estrutura que a gente tem varia, se transforma. E a gente tem que compreender essas mudanças para dirigir elas para um outro lugar de maneira consciente e planejada e não soltar na banguela. Soltar na banguela é naturalizar. O que aceitais para a propriedade antiga, o que aceitais para a propriedade feudal, já não podeis aceitar a sua para sua para a propriedade burguesa. E agora, gente, vem o momento. Supressão da família. Ponto de exclamação. Supressão da família. Até os mais radicais se indignam com esse propósito infame dos comunistas. E se você é incapaz de perceber a ironia contida nessa frase, eu recomendo que você assista muito mais Choque de Cultura, ouça muito mais ambiente de música e acompanhe muito mais a TV Quase com essa sofisticação de ironia aí. Imagina, já que você não compreendeu a a ironia, leia da seguinte maneira: supressão da família. Pronto. Entendeu? É isso que o comunista quer, mas a gente prefere os Estados Unidos. Supressão da família. Até os mais radicais se indignam com essa propósito infame dos comunistas, né? O comunista no seu manifesto fazendo a zoeira com a própria ideia do até mais radical tá falando: "Olha esses comunistas, meu Deus do céu, o que que eles querem?" E aí vem que queremos falar, né? Então, o que eu já vi de cara que saca esse texto, essa frase e usa fora de contexto como pretexto para dizer, viu, eles querem acabar com a família. Que família, de que estamos falando? É a mesma questão da propriedade que apareceu anterior, a mesma questão do trabalho que foi desenvolvida. Sob essa forma social burguesa, no modo de produção capitalista, a família também desempenha um papel específico para a manutenção da ordem. Aí será criticado. Beleza? Ideologia falseada. Vamos lá. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa. Sobre qual fundamento? Sobre o capital, sobre o ganho individual. Então, a família ela é estruturada, planejada e reproduzida pensando capital ou sobre o capital estruturada nele e pelo ganho individual. Então eu vou escolher um um companheiro ou uma companheira mediante contrato para garantir a ampliação dos bens, para garantir enriquecimento, para garantir vantagens de ganhos individuais. Não é da própria família, não é da comunidade, não é uma organização para enriquecimento de um coletivo, é para o meu ganho no contrato individual com outra pessoa, que a depender das relações, se torna um contrato de propriedade. A família na sua plenitude só existe paraa burguesia. E vamos combinar que é, né, firma de contrato sobre a questão dos bens, se vai ser comunhão de bens, separação total de bens. Se você não tem bem, meu amigo, você dá nem para entrar no jogo. Esse contrato aí não faz nem sentido, sacou? Então, a família não é um um ambiente, um núcleo eterno, sempre igual em tudo quanto é canto, em tudo quanto é lugar e separado da sociedade. Ela é parte integral e ela é determinada pela sociedade, pelas formas sociais. Ela determina porque é base material, estrutural de uma reprodução social. a gente pensa economia partido nos núcleos familiares, mas esses núcleos são organizados a partir de certas formas jurídicas que são sociais. Dentro da sociedade burguesa, há um tipo específico de organização da família, papai, mamãe, mediados por contrato, que tem seus filhinhos, que são suas propriedades, que são preparados para desempenhar um determinado papel de acordo com sua classe, que vão receber investimentos durante a vida, maiores e menores, dentro das condições possíveis, para se venderem dentro do mercado de trabalho. e se for burguês capitalista, para ocupar uma posição privilegiada na reprodução social e ser a profissão herdeiro, que vai decidir a coordenação da divisão social do trabalho com seus privilégios, certo? Aí tá o problema. Então, família na sua plenitude só existe para burguesia. Por resto, aí, meu amigo, a gente faz os nossos ajuntamentos que nunca se dão de acordo com esse papel da famosa propaganda da Doriana, propaganda da Margarina, que eu acabei de falar o nome, eu nem sei se ela existe mais, mas encontra seu complemento na ausência forçada da família entre os proletários e na prostituição pública. A família burguesa desvanece-se naturalmente como desvanecer de seu complemento e ambos desaparecem com o desaparecimento do capital. Veja esta frase aqui como ela é forte. E caso vocês estejam ouvindo um grande barulho de motor, é o vizinho tentando fazer o fusquinho andar. E parece que ele andou. Se o som saiu aí, então vamos comemorar que depois na esquentada o motorzinho funcionou. Censurai-nos por querermos abolir a exploração das crianças pelos próprios pais. É por isso que vocês nos censuram. Vocês nos censuram porque a gente quer abolir a exploração das crianças pelos pais. Confessamos esse crime. A gente quer abolir a exploração das crianças pelos pais. A gente quer impedir que a criança seja explorada pelo por quem tem sua guarda, a guarda das crianças. E isso em muitos sentidos, minha gente. Seja porque a criança vai ter que trabalhar cedo, seja porque ela vai ser fonte de renda, seja porque ela é uma propriedade dos pais, que dentro do modo como nós organizamos socialmente a nossa vida, a gente empurra as crianças para serem preparadas para se venderem dentro do mercado. É para isso que ela é qualificada. Não gostaria que fosse esse o incentivo para uma criança estudar. É para você ter uma profissão, para você ser alguém na vida, porque você só é uma pessoa quando você é reconhecida pelo mercado, né? Se o mercado não te reconhecer, você não é ninguém. Estas relações, sim, queremos abolir elas, não estamos de acordo. Só que o modo de produção capitalista e a forma social burguesa obrigam esse tipo de relação. Então, elas precisam ser superadas. Dizei também que destruímos as relações mais íntimas ao substituirmos a educação doméstica pela educação social. E esse papo sobre educação social e educação doméstica, nós teremos o nosso próximo vídeo na semana que vem, terça-feira. Eu espero que todos, todas e todas estejam gostando. E se você está assistindo esse vídeo em qualquer outro dia que não seja terça-feira, hoje é a sua terça-feira junto comigo. Façamos nesse momento uma terça-feira, beleza? Exeto se for sábado ou domingo, porque eu prefiro que você curta o seu fim de semana. Seguimos aqui trazendo a boa nova, todo dia útil, até a vitória final.