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O COMUNISMO É CONTRA A FAMÍLIA? LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – PARTE 15

O COMUNISMO É CONTRA A FAMÍLIA? LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – PARTE 15

O COMUNISMO É CONTRA A FAMÍLIA? LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – PARTE 15

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Playlist Completa: https://www.youtube.com/playlist?list=PLThmuqf63MGgZdCebCVubvM_meSU99do1

Legendas automáticas:

Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para
mais um conteúdo totalmente cient aqui
no nosso canalzinho. Desta vez a
continuação da nossa leitura comentada
ali em linha de manifesto comunista.
Sim, esse texto tão mal interpretado,
tão mal utilizado, tão mal trabalhado e
em torno do qual são criados infinitos
espantalhos para por meio de o pânico
moral deixar você da classe trabalhadora
com um pouco menos de consciência de
classe e você crítico sem capacidade de
criticar, afinal você não conhece o
conteúdo ao qual você tentaria
desenvolver a sua crítica. Mesmo para
falar mal, tem que saber do que que você
tá falando. Então aqui como utilidade
pública para qualquer pessoa que se
interesse, nós pretendemos todas as
terças-feiras produzir um conteudinho de
leitura linha a linha comentada de um
manifesto como esse texto de Carlos
Marcos e Fridish Engels. Essa é a 15ª
parte da nossa leitura e você pode
acompanhá-la desde o início, caso lhe
interesse, na playlist que está na
descrição desse vídeo. Na descrição do
vídeo também tem a chave do Pix, porque
vai que tá sobrando uma merreca aí, você
pode apoiar o meu trabalho. Além disso,
considere ser membro, membra, membro,
membresia aqui do nosso canalzinho,
porque temos conteúdos exclusivos para
você, além de cursos que temos ofertado
aí, só para quem faz parte desse pequeno
coletivo, que é um grupo pequeno, mas f
resistente e que recentemente estamos aí
já desenvolvendo o curso de teologia da
libertação. Já saiu a primeira aula e
vai sair as próximas nas próximas
semanas, um total de cinco aulas de
curso de teologia da libertação, além do
curso que já está lá como esquenta para
para esse curso da teologia da
libertação. Tem muito conteúdo bacana na
área da membresia. Beleza? Dito isso,
não esquece de curtir esse vídeo,
comentar para, espalhar a palavra por aí
e saiba que essa correria aqui é no
tempo que me resta, nas horas vagas.
Espero que tenha sido, esteja sendo útil
e de utilidade pública esse conteúdo.
Então, dá uma força aí. Tamamos junto.
Sigamos porque na nossa último papo,
nosso último vídeo, a gente comentou um
pouco sobre a contradição entre capital
trabalho. Marx nos permitiu fazer isso
por meio aqui do texto do Manifesto
escrito junto a
Engels. E a gente desenvolveu, inclusive
uma crítica a respeito do modo como se
discute o problema da
apropriação do produto socialmente
realizado, ou seja, como que a gente se
apropria daquilo que nós produzimos,
como dentro do modo de
organizar o a sociedade burguesa, a
forma social na qual nós estamos
inseridos, sobre a qual ou sobre a qual,
né?
Eh, está estabelecido também o modo de
produção
capitalista, como que nela, ao
socialmente produzirmos algo, a
apropriação dos resultados desta
produção, ela não se dá de modo social e
planejado. Ela se dá de acordo com os
interesses privados daquele grupo,
daquela classe que ocupa uma posição
dentro da divisão social do trabalho.
privilegiada. Afinal, ela absorve esse
produto socialmente realizado de modo
privado e decide os rumos do
investimento que será feito a partir
dessa apropriação. Ainda que a produção
tenha sido social, o consumo tenha sido
social, toda a realização do processo
seja social, a coordenação desse
processo e da própria divisão social do
trabalho se dá a partir de interesses
individuais dentro ou por meio do
mercado
capitalista. Ou seja, tem um curto
circuito aí nesse processo, um curto
circuito que cria contradições e
problemas. E uma das saídas do ponto de
vista de um projeto comunista é a
superação das relações de produção que
sejam privadas, de apropriação privada,
de o tipo de propriedade privada
burguesa que beneficia esta classe e
cria boa parte dos problemas que
desembocam aí nas contradições desse
sistema.
E é a partir desse ponto que a gente
pode discutir no último vídeo, a questão
do capital trabalho, um monte de outras
coisas que foram surgindo. Então é um
tema aí que vai vez por outro aparecer.
Contudo, porém entretanto, todavia, no
vídeo de hoje nós vamos ler um dos
trechos mais
utilizados por pastores e pessoas mal
intencionadas, muitas vezes pastores
também, que tiram texto de contexto como
pretexto para fazer uma
apologia negativa ao comunismo ou mesmo
para criar um espantalho, uma mentira
sobre o que é dito a respeito da
família. O comunismo quer acabar com a
família. Quem nunca ouviu isso? Pois é.
Hoje nós vamos chegar nesse trecho e eu
espero que vocês curtam aí do conteúdo,
mas eu tinha que primeiro passar aí um
uma primeira parte de contextualização
pra gente chegar lá. Seguindo o papo
sobre a superação de determinadas
relações de apropriação, né, de
propriedade privada dentro da da
estrutura social burguesa, Marx vai
seguir o papo junto com Engels nessa
construção do
manifesto para outras formas que
precisam ser superadas no âmbito
cultural, ideológico. E isso inclui
formas de organização da família.
Tema quente. Bora
lá. O comunismo não priva ninguém do
poder de se apropriar de sua parte dos
produtos sociais. Apenas suprime o poder
de subjugar o trabalho de outros por
meio dessa apropriação, que é a
discussão que nós fizemos no conteúdo
anterior. Então, recomendo que você dê
uma olhadinha lá. Mas o grande ponto é,
você não tá proibido de ter coisas ou de
se apropriar do produto do trabalho. O
problema é o problema é o modo como é
feito isso dentro da forma social
burguesa. Alega-se ainda que a com a
abolição da propriedade privada, toda
atividade cessaria uma inércia geral
apoderar seía do mundo, né? como se a
gente acabasse com a propriedade privada
burguesa. Agora, ninguém tem mais
motivação nenhuma para realizar e o a
vida, solucionar problemas e produzir o
necessário para que nós possamos viver
melhor. Afinal, a gente só produz aquilo
que a gente precisa quando a gente busca
ter uma propriedade privada sobre algo e
não quando a gente busca resolver
problemas e solucionar aí meios para
melhorar as nossas vidas. Obviamente que
o único incentivo é a
competição, já diria alguém com o
cérebro um pouco
derretido. Se isso fosse verdade, há
muito que a sociedade burguesa teria
sucumbido a a ociosidade, pois os que no
regime burguês trabalham não lucram e os
que lucram não trabalham efetivamente.
Isso é pura verdade. Toda objeção se
reduz a essa tautologia. Não haverá mais
trabalho assaladeado quando não mais
existir capital, né? Então parece que
nossa capacidade de trabalhar, de
realizar soluções, de ser produtivo, de
gerar riqueza, só seria possível por
meio do capital, por meio da propriedade
privada e do modo de organizar a
sociedade como sociedade burguesa,
naturalizando essas relações, como se a
gente não tivesse vivido uma história
inteira sem precisar dessas relações ou
que elas fossem são sejam transitórias,
historicamente determinadas. E,
portanto, que nós podemos assumir
consciência sobre elas e tentar
melhorá-las, tentar superá-las, tentar
desenvolver um novo modo de coordenação
da divisão social do trabalho, que não
seja dentro da estrutura burguesa e
sobre o capital. inclusive que os
sujeitos que trabalham, nós pessoas
humanas, que somos o ponto de partida de
qualquer ciclo econômico e o ponto de
chegada, porque a gente que consume. Se
a gente não não existir, se nós não
formos os sujeitos desse processo, nós
somos objetos dentro desse sistema que é
determinado pelo capital. Ou seja, o
capital que é produto do trabalho humano
se torna o sujeito que decide sobre nós
que somos os sujeitos, na verdade, e a
gente se torna objeto daquilo que a
gente mesmo produziu, o que é uma
insanidade. Então, as decisões são
tomadas não para o melhoramento da vida
humana, daqueles que produzem e realizam
economia, não. A economia como se fosse
um âmbito à parte separado, que decide
sobre nós. Isso está errado. Do ponto de
vista comunista, nós queremos superar
essas relações que fetishiam, fazem de
fetiche esse tipo de produto do trabalho
humano. Que que é esse fetiche? é o
feito à mão, o feitiço, aquilo que a
gente realiza e que no objeto externo
parece que ele tem vida e nós estamos
subjugados a ele. A nossa agência, nossa
subjetividade, nossos nós como seres
humanos ativos e produtivos, não, não é
a gente que decide. Quem decide é o
objeto que é produto da nossa mão. Está
errado. O capital é produto do nosso
trabalho, mas ele não pode decidir sobre
o trabalho. O trabalho decide sobre ele.
Então, quer inverter essas relações. Um
projeto comunista.
As objeções feitas ao modo comunista de
produção e de apropriação dos produtos
materiais foram igualmente ampliadas à
produção e a apropriação dos produtos do
trabalho
intelectual. Assim como o
desaparecimento da propriedade de classe
equivale para o burguês ao
desaparecimento de toda a produção, o
desaparecimento da cultura de classe
significa, para ele o desaparecimento de
toda a cultura. E aqui no no caso a
gente tá falando sobre formas de
ideologia, de conteúdos, de valores, de
pensamentos, de interpretações da
realidade, de coisas que estão aí
justificando determinados tipos de
relação. Porque quando fala aqui de
cultura, fala de trabalho intelectual, a
gente pode acabar se perdendo, mas o
contexto vai nos guiar, tudo bem? E a
gente vai entender onde a gente vai
chegar nesse papo. Então, perdão,
sigamos mais um
pouquinho. A cultura, cuja perda do
burguês deplora, é para a imensa maioria
dos homens apenas um adestramento que os
transforma em máquinas. Então, as
relações que nós temos de produção e
reprodução cultural, de valores, de
estruturas, eh, que dependem de de
critérios não tangíveis, que não dá para
pegar, né, que estão aí mediando as
nossas relações, que nos constituem e
são reproduzidos pelo tipo de estrutura
institucional que nós temos.
Superar esses valores e essa estrutura
cultural, do ponto de vista do burguês,
como diz aqui o manifesto, seria algo
com a perda de qualquer cultura.
Mas do ponto de vista do trabalhador, da
trabalhadora consciente, começa a
entender que essas relações elas cumprem
uma função específica dentro de um modo
de organizar a vida como um todo. A
gente percebe que essa cultura, na
verdade, funciona como adestramento, que
é isso que o Marx tá
indicando, para nos deixar preparados
para sermos objetos,
máquinas, peças dentro dessa grande
engenharia social capitalista.
E isso vai ter muito sentido quando a
gente fala da família
já. Mas não discutais conosco, aplicando
a abolição da propriedade burguesa, o
critério de vossas noções burguesas de
liberdade, cultura, direito, etc. Então,
não vem discutir comigo aqui
reproduzindo a mesma ladaainha de
sempre.
Vossas próprias ideias são produtos das
relações de produção e de propriedade
burguesas, assim como o vosso direito
não passa de vontade de vossa classe
erigida em lei, vontade cujo conteúdo é
determinado pelas condições materiais de
vossa existência como classe.
Sum. O que vocês estão reproduzindo como
ideologia, ó, burgueses, e quem quer
saber o que é burguês, burguesia,
recomendo que assista nosso primeiro
vídeo aqui da leitura do
manifesto. Você, criatura de Deus, que
defende esses valores burgueses, e que
não percebe, o que que você não tá
percebendo? é que esses próprios
valores, você falar para eles, não, mas
tem que ser assim, porque tem que ser
assim, não, mas veja bem, e reproduz a
argumentação do ponto de vista
ideológico da manutenção da ordem. é um
ponto de vista da manutenção da ordem
burguesa, da forma social burguesa que
está assentada no colo do modo de
produção
capitalista e cujas leis e estruturas
que regem essa forma social são
expressões dessas relações fundamentais
de organização do modo de produção
capitalista baseado na exploração do
trabalho, acumulação de capital e
reprodução ampliada de capital dentro do
ciclo econômico. que nós temos vigentes,
que a gente vai desenvolvendo vídeo a
vídeo. Algumas pessoas que já
acompanharam já estão entendendo o que a
gente tá
falando. Essa lei, essas formas, essas
ideologias, o direito, toda essa
estrutura, ela expressa as relações
importantes para esse tipo de reprodução
social que privilegia uma classe em
detrimento de outra e uma classe que
ocupa a posição de coordenação da
divisão social do trabalho. E, portanto,
ela produz as leis, produz as ideias,
produz conteúdos de acordo com os seus
interesses e massifica esses conteúdos
na estrutura da escola, na estrutura da
universidade, na estrutura da família,
na estrutura da igreja. Porque para que
essas instituições e essas organizações
funcionem de maneira relativamente
adequada, elas têm que se inserir nessa
reprodução social determinada pelo mondo
de produção capitalista. E nessa
inserção, então, elas têm que adequar os
seus
valores a essa estrutura e os seus
valores a essa
base. Por isso, essa base econômica, ela
acaba sendo
determinante. E ao perceber isso, nós
podemos fazer a crítica desses
conteúdos, a crítica a essa ideologia, a
crítica a essas formas. E é por isso que
aqui no Manifesto, de maneira explícita,
tá? nem me vem com essas ideias, essa
lorota essa ladaainha de sempre, porque
eu já saquei que essa defesa pela defesa
da ordem pela ordem não é nada mais do
que gargantada para tentar manter essas
relações e não compreender porque elas
se dão dessa maneira. Porque sabendo
porque elas se dão de determinada
maneira e de não outra, a gente tem
consciência sobre esse processo e tenta
dirigi-lo para outro rumo, de acordo com
outra sociedade e outro modo de produção
que seja equilibrado, sustentável, com
bom senso, racional, minimamente
articulado e planejado, estruturado para
garantir as condições de produção e
reprodução da vida das pessoas e dos
ambientes do qual se não existir ele, a
gente também não vive, né? Só que dentro
do modo de produção capitalista isso é
impossível. E a forma social burguesa
com suas ideologias impedem que nós
façamos a crítica adequada a essa forma
e ao próprio modo de produção. Então não
vem com ladaainha e repetindo a mesma
lenga linga que nós tá poucas ideias. É
basicamente
isso, essa concepção interesseira que
vos leva a transformar em leis eternas
da natureza e da razão as relações
sociais oriundas do vosso modo de
produção e de propriedade, relações
transitórias e que surgem e desaparecem
no curso da própria produção é por vós
compartilhada com todas as classes
dominantes já desaparecidas.
Veja, vocês
transformam em leis eternas da natureza
e da razão das relações sociais, aquilo
que é próprio desse mundinho aqui que é
transitório, cara. Foi a gente que fez,
é a gente que construiu o capitalismo, é
a gente que construiu a forma social
burguesa, é a gente que construiu a
divisão técnica do trabalho dentro de
uma indústria que facilita a acumulação
de capital e reprodução ampliada de
capital. E a gente que produz mercado e
a gente que produz os produtos. A gente
sacou isso, só que isso não é uma lei da
natureza. Ou seja, a forma social como
fazemos isso não é uma lei que o ser
humano precisa trabalhar para garantir
as condições de produção e reprodução de
sua vida em comunidade. Básico. Agora,
que esse trabalho só possa se dar sobre
as relações de exploração do capital e
da forma burguesa, não. E reproduzir
dizendo que no passado é a mesma coisa
que é hoje. Ou seja, desde que o mundo é
mundo, as relações são burguesas.
Mentira. Desde que o mundo é mundo, a
gente usa o o dinheiro como o dinheiro
funciona dentro do capitalismo. Mentira.
Desde que o mundo é mundo, o mercado
existe como é o mercado do capitalista
também. Não. São formas históricas e
sociais específicas e determinadas que
alteram e são transitórias dentro do
tipo de relação que vai ser estabelecida
nas conflitos e na organização social.
Sabendo disso e tendo consciência sobre
a história, que faremos de nós mesmos de
modo planejado? É só isso. Só que a
classe burguês em sua ideologia
transforma isso em essas relações em
relações naturalizadas e eternizadas,
como se todo que foi na história no
passado é propriamente essa forma social
burguesa. É a mesma estrutura de família
há 6000 anos em tudo quanto é
lugar. É o mesmo valor de propriedade.
Capital existe desde sempre. E essas
loucuras que é mentira.
Só que ela eterniza essa ideologia, né?
Naturaliza as relações sociais. A
exploração do trabalho, como se o
trabalho que nós compreendemos moderno
hoje é a mesma coisa que fosse o
trabalho no século XIX, que é a mesma
coisa que é o trabalho no século II. E
não é. As relações mudam, o tipo de
trabalho muda, o tipo de estrutura que a
gente tem varia, se transforma. E a
gente tem que compreender essas mudanças
para dirigir elas para um outro lugar de
maneira consciente e planejada e não
soltar na banguela. Soltar na banguela é
naturalizar. O que aceitais para a
propriedade antiga, o que aceitais para
a propriedade feudal, já não podeis
aceitar a sua para sua para a
propriedade burguesa. E agora, gente,
vem o
momento. Supressão da família. Ponto de
exclamação. Supressão da família.
Até os mais radicais se indignam com
esse propósito infame dos comunistas. E
se você é incapaz de perceber a ironia
contida nessa frase, eu recomendo que
você assista muito mais Choque de
Cultura, ouça muito mais ambiente de
música e acompanhe muito mais a TV Quase
com essa sofisticação de ironia aí.
Imagina, já que você não
compreendeu a a ironia, leia da seguinte
maneira: supressão da família. Pronto.
Entendeu? É isso que o comunista quer,
mas a gente prefere os Estados
Unidos. Supressão da
família. Até os mais radicais se
indignam com essa propósito infame dos
comunistas, né? O comunista no seu
manifesto fazendo a zoeira com a própria
ideia do até mais radical tá falando:
"Olha esses comunistas, meu Deus do céu,
o que que eles querem?" E aí vem que
queremos falar, né? Então, o que eu já
vi de cara que saca esse texto, essa
frase e usa fora de contexto como
pretexto para dizer, viu, eles querem
acabar com a
família. Que família, de que estamos
falando?
É a mesma questão da propriedade que
apareceu anterior, a mesma questão do
trabalho que foi desenvolvida. Sob essa
forma social
burguesa, no modo de produção
capitalista, a família também desempenha
um papel específico para a manutenção da
ordem. Aí será
criticado.
Beleza? Ideologia
falseada. Vamos lá.
Sobre que fundamento repousa a família
atual, a família burguesa. Sobre qual
fundamento? Sobre o capital, sobre o
ganho individual. Então, a família ela é
estruturada, planejada e
reproduzida pensando capital ou sobre o
capital estruturada nele e pelo ganho
individual. Então eu vou escolher um um
companheiro ou uma
companheira mediante contrato para
garantir a
ampliação dos
bens, para garantir
enriquecimento, para garantir vantagens
de ganhos individuais.
Não é da própria família, não é da
comunidade, não é uma organização para
enriquecimento de um coletivo, é para o
meu ganho no contrato individual com
outra
pessoa, que a depender das relações, se
torna um contrato de
propriedade. A família na sua plenitude
só existe paraa
burguesia. E vamos combinar que é, né,
firma de
contrato sobre a questão dos
bens, se vai ser comunhão de bens,
separação total de bens. Se você não tem
bem, meu amigo,
você dá nem para entrar no jogo. Esse
contrato aí não faz nem
sentido, sacou? Então, a família não é
um um ambiente, um núcleo
eterno, sempre igual em tudo quanto é
canto, em tudo quanto é lugar e separado
da
sociedade. Ela é parte integral e ela é
determinada pela sociedade, pelas formas
sociais. Ela determina porque é base
material, estrutural de uma reprodução
social. a gente pensa economia partido
nos núcleos
familiares, mas esses núcleos são
organizados a partir de certas formas
jurídicas que são sociais.
Dentro da sociedade burguesa, há um tipo
específico de organização da família,
papai, mamãe, mediados por contrato, que
tem seus filhinhos, que são suas
propriedades, que são preparados para
desempenhar um determinado papel de
acordo com sua classe, que vão receber
investimentos durante a vida, maiores e
menores, dentro das condições possíveis,
para se venderem dentro do mercado de
trabalho. e se for burguês capitalista,
para ocupar uma posição privilegiada na
reprodução social e ser a profissão
herdeiro, que vai decidir a coordenação
da divisão social do trabalho com seus
privilégios,
certo? Aí tá o problema. Então, família
na sua plenitude só existe para
burguesia. Por resto, aí, meu amigo, a
gente faz os nossos ajuntamentos que
nunca se dão de acordo com esse papel da
famosa propaganda da Doriana, propaganda
da Margarina, que eu acabei de falar o
nome, eu nem sei se ela existe mais, mas
encontra seu complemento na ausência
forçada da família entre os proletários
e na prostituição pública. A família
burguesa desvanece-se naturalmente como
desvanecer de seu complemento e ambos
desaparecem com o desaparecimento do
capital. Veja esta frase aqui como ela é
forte.
E caso vocês estejam ouvindo um grande
barulho de motor, é o vizinho tentando
fazer o fusquinho andar. E parece que
ele andou. Se o som saiu aí, então vamos
comemorar que depois na esquentada o
motorzinho
funcionou. Censurai-nos por
querermos abolir a exploração das
crianças pelos próprios
pais. É por isso que vocês nos censuram.
Vocês nos censuram porque a gente quer
abolir a exploração das crianças pelos
pais.
Confessamos esse crime. A gente quer
abolir a exploração das crianças pelos
pais. A gente quer impedir que a criança
seja explorada pelo por quem tem sua
guarda, a guarda das crianças.
E isso em muitos sentidos, minha gente.
Seja porque a criança vai ter que
trabalhar cedo, seja porque ela vai ser
fonte de renda, seja porque ela é uma
propriedade dos pais, que dentro do modo
como nós organizamos socialmente a nossa
vida, a gente empurra as crianças para
serem preparadas para se venderem dentro
do mercado. É para isso que ela é
qualificada. Não gostaria que fosse esse
o incentivo para uma criança estudar.
É para você ter uma profissão, para você
ser alguém na vida, porque você só é uma
pessoa quando você é reconhecida pelo
mercado, né? Se o mercado não te
reconhecer, você não é
ninguém. Estas relações, sim, queremos
abolir
elas, não estamos de
acordo. Só que o modo de produção
capitalista e a forma social burguesa
obrigam esse tipo de relação. Então,
elas precisam ser superadas.
Dizei também que destruímos as relações
mais íntimas ao substituirmos a educação
doméstica pela educação social. E esse
papo sobre educação social e educação
doméstica, nós teremos o nosso próximo
vídeo na semana que vem, terça-feira. Eu
espero que todos, todas e todas estejam
gostando. E se você está assistindo esse
vídeo em qualquer outro dia que não seja
terça-feira, hoje é a sua terça-feira
junto comigo. Façamos nesse momento uma
terça-feira, beleza? Exeto se for sábado
ou domingo, porque eu prefiro que você
curta o seu fim de semana. Seguimos aqui
trazendo a boa nova, todo dia útil, até
a vitória final.

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