O que DEFINE um cristão VERDADEIRO? – ROMANOS – Josemar Bessa – Coram Deo – Podcast #05
28/05/2025
O que DEFINE um cristão VERDADEIRO? – ROMANOS – Josemar Bessa – Coram Deo – Podcast #05
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Bem-vindos ao Corondel, podcast onde a palavra de Deus nos convida a mergulhar na verdade com a mente afiada e o coração em chamas. Hoje vamos começar a explorar a carta de Paulo aos Romanos, começando com uma reflexão sobre a importância das introduções dessas cartas tão ricas. Nosso guia é o pastor que vocês já conhecem, uma mente que respira escritura e cultura também, livros, cinema e etc. e sempre traz uma pitada da cultura como um toque a mais para nosso entendimento, como a paixão que faz a Bíblia soar aqui e também quando está pregando como um conto de Borges ou um filme do Escorcesei. Pastor, é muito bom estarmos juntos novamente. Como está o coração para essa conversa? Olha, o coração está sempre aquecido, né? Estou pronto para essa jornada. As epístolas de Paulo são como um baú de tesouros e as introduções são a chave que abre esse baú. Então, vamos mergulhar nessas primeiras palavras e descobrir o que elas têm para nos eh ensinar. Estou animado para desbravar esse caminho com você. Vamos lá. Vamos lá então, pastor, para começarmos o nosso papo, porque é tão importante prestar atenção nas introduções das epístolas do Novo Testamento? Olha, as introduções das epístolas do Novo Testamento são como o primeiro acorde de uma de uma sinfonia. Elas já te dão o tom do que vem pela frente. São fundamentais porque estão repletas de lições que não podemos deixar passar. Sabe quando você vai a um jantar e o anfitrião te oferece um aperitivo que já te conquista assim de de cara? É mais ou menos isso. Essas primeiras palavras são eh um convite para saborear o que Deus preparou. E se a gente pula essa parte, pode perder bênçãos que são profundas e transformadoras. É como assistir o Rei Leão e pular a cena inicial, não é, do Circle of Life, né, da Você até vê o filme, mas perde a emoção que te prepara para a jornada. As introduções são o momento em que o autor já começa a plantar as sementes do que ele vai desenvolver. E a gente precisa parar e prestar atenção para captar cada detalhe que está ali. E por que isso é ainda mais necessário nas cartas de Paulo? Nas cartas de Paulo, isso é ainda mais necessário, porque ele não economiza nas introduções. Ele já chega com um peso teológico impressionante. Elas são como um baú de tesouros que ele abre logo de cara, cheias de significado que eh a gente não pode deixar escapar. Paulo não está só cumprimentando ou fazendo uma apresentação formal, ele já começa a construir a base do que ele vai ensinar. É como se fosse o primeiro capítulo de um livro que já te prende, tipo em o pequeno príncipe, né, Lepeti Prince, quando você lê sobre o elefante na giibóia, aí já sabe que vem algo especial. Paulo usa as introduções para estabelecer quem ele é, quem é o destinatário, qual é a mensagem central. E isso é essencial para entender o restante da carta. Se a gente não dá atenção a isso, pode perder o fio da meada que ele vai desenrolar ao longo de todo o texto. Então, o que a gente, os cristãos em geral costuma fazer com essas introduções? a gente costuma passar por elas com pressa, como se fosse uma tarefa que precisa ser riscada da lista o mais rápido possível. Muitos cristãos acabam se privando de bênçãos enormes por ignorar essas primeiras palavras, achando que não tem nada de especial para oferecer. É como se a gente estivesse em um museu e quisesse ir direto para a obra mais famosa, sem nem olhar as placas que te apresentam a exposição. Isso é um engano tremendo, né? Sabe, é como pular a abertura de um sonho de liberdade, né? deixar o chunk redemption, onde você entende o contexto do Fresley. Se você pula, até entende a história, mas perde a profundidade do que vem depois. Essas introduções são como um convite para entrar na narrativa, com o coração e a mente abertos e a gente não pode deixar isso passar. Qual é a nossa tendência natural ao lidar com essas primeiras palavras? A nossa tendência é acelerar o passo, como se estivéssemos com pressa para chegar ao destino final. A gente acha que as introduções não têm tanta importância e quer logo pular para o que considera mais suculento, aquela parte carnuda que nos interessa mais. Mas nessa correria a gente deixa passar um monte de coisas que são valiosas de verdade. É como se a gente estivesse lendo o nome da Rosa de Humberto Epa e quisesse pular as primeiras páginas que parecem só descrição, mas que na verdade são cheias de pistas para o mistério. A gente quer ir direto para o clímax, mas essas primeiras palavras são como o prelúdio de uma música clássica. Elas te preparam para o que vem depois e se você pula, perde o contexto que dá sentido a tudo. E o que a gente tá buscando quando pula as introduções? Quando a gente pula as introduções, está buscando chegar logo aquilo que acha mais interessante, né? Essa parte carnuda que parece ser o coração da mensagem. É como se a gente quisesse ir direto para o prato principal de um jantar, se nem provar a entrada, que já te abre o apetite e te prepara para o que vem depois, sabe? É tipo querer pular as primeiras cenas de gladiador, onde você vê o Máximus no campo de trigo. Se você pula, até entende a história, mas perde a emoção que dá sentido à luta dele. A gente tá buscando o que acha que é o principal da carta, mas essas introduções são como tempero que dá sabor a tudo. E a gente não pode ignorar isso. Elas são o começo de uma jornada que Deus preparou. E a gente precisa caminhar com calma para apreciar cada passo. Como você exemplifica a importância dessas introduções? Eu isso olhando para as primeiras palavras de Paulo, porque ele já começa com um impacto que não dá para ignorar. Se a gente parar para refletir no que ele diz logo de cara, vai perceber que ele coloca uma doutrina essencial ali de um jeito que impressiona. É como se ele tivesse escondido um tesouro bem na entrada da carta e quem pula não vê. Sabe aquele momento em o código da 20, né? Quando o Robert Langdon começa a decifrar os primeiros símbolos e você já sente que vai ser uma aventura incrível. É mais ou menos assim, né? Paulo não está só fazendo uma apresentação qualquer, ele já está plantando uma semente que vai crescer ao longo da carta. E essa semente tem um peso teológico enorme. Ele não começa com uma conversa trivial, ele já vem com um recado que é como um raio de luz, iluminando o que ele vai desenvolver depois. A gente precisa parar e prestar atenção para captar esse impacto inicial que ele quer causar. Por quê? Paulo começa se apresentando aos cristãos de Roma. Paulo começa se apresentando porque ele nunca tinha estado em Roma, entende? Ele conhecia alguns dos cristãos de lá, mas a maioria não sabia quem ele era e ele também não os conhecia pessoalmente. Então ele precisava criar essa conexão, mostrar quem ele era para que eles entendessem de onde vinha a mensagem, não é? É como se fosse um conferencista chegando a uma cidade nova e se apresentando para a plateia antes de começar a palestra. Tipo o Andy do Fresney em um sonho de liberdade que começa a conversar com os outros prisioneiros para criar uma ponte. Paulo está dizendo: "Oi, eu sou o Paulo e vim aqui para compartilhar algo muito especial com vocês. É uma forma de estabelecer confiança e mostrar que ele não é um estranho qualquer, mas alguém que tem uma mensagem importante para passar, né? Como o apóstolo Paulo se apresenta aos Romanos. Paulo se apresenta dizendo: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus." Ele usa essas três afirmações como uma espécie de cartão de visita, não é? para mostrar quem ele é e qual é o seu papel, de modo que os romanos saibam logo de cara com quem estão lidando, né? Deixa eu falar algo importante aqui que já falei em outras oportunidades. Quando algumas vezes eu tenho que citar outro idioma, outros idiomas sem ser português, eu sei apenas ler, né? Jamais tive paciência para estudar pronúncia, conversação. Tudo que eu quis com outros idiomas era saber ler. Enquanto acho chatíssimo estudar para falar outra língua. Adoro ler e ler em outros idiomas foi maravilhoso para mim. Conversação, pronúncia para falar, sempre achei chatíssimo, né? Isso vale para os idiomas do texto bíblico, como para qualquer outro. Vamos dar uma olhada no grego aqui para entender melhor. Ele escreve Paulo, eh, Paulos, Doulos e Eso, Cristocletos, apóstolos, afforismenos, eis evangelhum teu. A palavra doulo significa escravo, alguém que pertence completamente ao seu senhor. Cletos vem de Calel, que é chamado como quem recebe um convite divino. E Afores Menos significa separado, como se ele fosse escolhido para uma missão única. É como se ele estivesse se apresentando com eh uma credencial que carrega autoridade e propósito, tipo Máximus em gladiador que entra na arena e todos sabem que ele não está ali à toa. Paulo está mostrando que ele não é só um mensageiro qualquer, mas alguém que foi chamado por Deus para uma missão especial. Pastor, nós vimos como as introduções das cartas de Paulo são essenciais para captar o que ele quer transmitir. Aqui ele começa se apresentando com três afirmações: servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. Quais perguntas podemos fazer para entender melhor essas palavras? A gente precisa se perguntar por Paulo escolheu essas três afirmações específicas. Qual é o significado que ele deu a cada uma delas? Será que ele as colocou em uma ordem intencional com um propósito claro ou foi só algo que ele escreveu sem pensar muito? Essas perguntas são essenciais para entender o que ele queria transmitir, como se eh estivéssemos desvendando um estéreo, tipo em O nome da Rosa, onde cada detalhe leva a uma revelação maior. Cada palavra que Paulo usa ali tem um peso e a gente precisa refletir para captar o que está por trás. Será que ele começa com servo? para mostrar sua humildade. Será que chamado para apóstolo é para estabelecer sua autoridade e separado para o evangelho? É para apontar o propósito da missão dele? Essas perguntas nos ajudam a entrar na mente de Paulo e entender o que ele queria eh que os romanos vissem logo de cara. E como Paulo se define ao dizer servo de Jesus Cristo? Quando Paulo diz servo de Jesus Cristo, ele está dizendo: "É quem eu sou, é o que eu sou". Ele se apresenta assim em praticamente todas as cartas dele, porque para ele isso é o cerne de sua identidade, servo dessa pessoa que transformou a vida dele. Ele quer que os os romanos percebam isso de imediato, que entendam que a essência dele é estar a serviço de Cristo. No grego doulos e crystal significa literalmente escravo de Jesus Cristo. Doulos carrega a ideia de um pertencimento total, como um servo que se entrega completamente ao seu Senhor, remetendo a textos como Êxodo 21:6, onde um servo escolhe servir para sempre por amor. Paulo está dizendo que tudo nele gira em torno de Cristo, que ele não consegue nem pensar em si mesmo sem essa relação. É como se Cristo fosse o centro gravitacional da vida dele e ele um satélite que orbita sem nunca se desviar. É como o São Wise gange em um Senhor dos Anéis, que não larga o Frodo por nada nesse mundo, porque ele está completamente dedicado à missão de estar ao lado do seu mestre. Paulo está mostrando que servo de Cristo é o que define quem ele é, acima de qualquer outra coisa que os romanos pudessem saber ou lembrar sobre ele. Interessante. Você disse que ele se apresenta assim em todas as cartas. Isso é uma característica constante dele? Sim, com certeza. Se você pegar as epístolas dele, vai perceber que esse é o jeito típico de Paulo começar. Ele quase sempre se apresenta como servo de Jesus Cristo ou doulos no grego, porque isso reflete como ele se enxerga diante de Deus. Em Primeira Coríntios 1:1, por exemplo, ele começa Paulo chamado apóstolo de Jesus Cristo. Em Filipenses 1 Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo. E em Tito um, Paulo, servo de Deus. É como uma marca registrada dele, sabe? Ele não está interessado em destacar suas credenciais terrenas, mas em apontar para quem ele serve. É como se fosse a assinatura de um artista em uma obra prima, tipo as pinceladas de monet que você reconhece de longe, né, em Ninúfaris. Para Paulo, servo de Cristo é o que define a vida dele. E ele faz questão de começar suas cartas, deixando isso bem claro. Vemos então que Paulo pensa em si mesmo em termos dessa pessoa que ele chama de bendita. Como ele via essa relação com Cristo? Paulo via sua relação com Cristo como o eixo de toda a sua existência. Quando ele diz que é um servo de Jesus Cristo, ele está mostrando que todo o seu ser gira em torno dessa pessoa que ele considera bendita, ou seja, Jesus Cristo. E não consegue pensar em si mesmo sem essa conexão. É como se Cristo fosse o sol e ele um satélite que orbita ao redor, completamente dependente da luz e da gravidade dele. Paulo não se define por suas conquistas, nem pelo seu passado como fariseu, nem por suas viagens missionárias. Ele se define pela sua entrega a Cristo. É como se ele dissesse: "Tudo que eu sou, tudo que eu faço é por causa dele e para ele". Sabe? É parecido com o que a gente vê em Alquimista do Paulo Coelho, onde o jovem Santiago encontra seu tesouro ao perceber que o verdadeiro propósito da vida dele estava na jornada com o coração conectado ao universo. Para Paulo, Cristo é o tesouro e a jornada. Eh, e ele não consegue se imaginar sem essa relação que o sustenta e o define. E o que Paulo queria que os romanos pensassem ao ler essa apresentação? Paulo queria que os romanos, ao lerem essa apresentação, focassem imediatamente em Jesus Cristo, essa pessoa bendita que se tornou o centro da vida dele. Ele não está preocupado se eles eh sabiam ou não outras coisas sobre ele ou se lembravam de algo a respeito do seu passado. O que ele deseja é que, ao lerem servo de Jesus Cristo, eles pensem logo em Cristo, não nele. É como se ele estivesse dizendo: "Esqueçam quem eu sou fora disso, o que importa é aquele a quem eu sirvo." Ele quer que os romanos vejam Cristo como o protagonista da carta, não ele. É um pouco como em o nome da Rosa, né, do Humberto Eco, onde o monge Guilherme de Basquilu conduz a investigação, mas o foco está no mistério maior que ele está desvendando. Paulo é apenas o mensageiro. O foco está em Cristo, que é a mensagem central de tudo que ele vai dizer. Você disse que ele faz isso em todas as cartas e que já apresenta a doutrina completa sobre Cristo. Como ele faz isso nas introduções? Sim, exatamente. Em todas as suas cartas, Paulo tem esse padrão de começar apresentando a doutrina completa sobre Cristo. E ele faz isso de forma sutil, mas poderosa. Quando ele diz servo de Jesus Cristo, ele já está apontando para quem é Jesus, o Cristo, o Messias, o ungido. Ele não começa só com um tudo bem? Ele já entra com uma visão teológica que define tudo que vem depois. Ele fala de Jesus como a pessoa humana que viveu neste mundo, o infante de Belém, o menino, o homem, o carpinteiro, mas não para por aí. Ele também apresenta Jesus como Cristo, ou seja, o cristos no grego, que significa ungido, aquele que foi escolhido por Deus para cumprir uma obra específica de redenção. É como se ele tivesse pintando um quadro completo logo de cara, tipo as primeiras cenas de o rei Artur, onde você já entende quem é o rei e o que ele representa para o povo. Paulo está dizendo: "Esse é o Jesus que eu sirvo e ele é o centro de tudo que eu vou falar. Ele faz isso para que os leitores tenham em mente desde o início, quem é o verdadeiro protagonista da mensagem. E como Paulo descreve Jesus Cristo nas suas introduções, Paulo descreve Jesus Cristo de forma completa e multifacetada, mesmo nas poucas palavras das introduções. Ele apresenta Jesus como a pessoa humana que viveu neste mundo, o infante de Belém, o menino que cresceu em Nazaré, o homem que andou entre nós, o carpinteiro que trabalhou com as mãos antes de começar seu ministério. Mas ele não para por aí, ele também o apresenta como Cristo, o Cristos, que não significa ungido, aquele que foi escolhido por Deus para uma missão especial. Essa palavra remete ao Messias esperado por Israel, como em Isaías 61:1, o Espírito do Senhor está sobre mim porque me ungiu. Paulo está dizendo, esse Jesus humano é também o salvador divino enviado por Deus para cumprir uma obra única. É como se ele estivesse desenhando um retrato em duas camadas, tipo as pinturas de cravajo, né? Como a ceia em Emaús, onde você vê a humanidade e a divindade de Cristo ao mesmo tempo. Ele quer que os romanos vejam Jesus como o filho de Deus que se fez homem para redimir a humanidade. Você mencionou que essa era a essência do ensino de Paulo. Pode explicar como ele pregava isso? Claro, o ensino de Paulo em sua essência era que Jesus é o Cristo, o Messias, ungido de Deus. Ele pregava isso de forma consistente, como a gente pode ver nos relatos do livro de Atos. Ele sempre dividia seus sermões em duas grandes partes. A primeira era sobre a necessidade de Cristo sofrer. Ele mostrava que, segundo as escrituras, o Messias tinha que passar pela cruz, como Isaías 53:5 previou. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões. A segunda parte era a declaração de que esse Jesus, esse Jesus que eu vos prego é o Cristo, o Salvador do mundo, ungido por Deus para trazer redenção. Ele fazia questão de conectar as profecias do Antigo Testamento com a vida de Jesus, mostrando que ele era o cumprimento de tudo que Deus havia prometido. É como se ele estivesse montando um quebra-cabeça, tipo um National Treasure, onde cada pista leva a revelação final. Para Paulo, Jesus como o Cristo era o centro de tudo. Ele queria que seus ouvintes vissem isso com clareza. Paulo fala de Jesus como tema central da carta. Como ele reforça isso em suas pregações, como em Corinto, por exemplo, Paulo reforça que Jesus é o tema central de forma bem direta. E um exemplo claro disso é o que ele fez em Corinto. Lá ele tomou uma decisão clara, como ele mesmo diz em Primeira Coríntios 22. Porque nada me propus saber entre vós senão a Jesus Cristo e este crucificado. Ele estava determinado a não se distrair com nada além de Cristo e da cruz. Isso significa que em toda a sua pregação, em todo o seu ensino, o foco era sempre Jesus. Não filosofias humanas, não tradições, nem mesmo as questões culturais que poderiam dividir a comunidade. Ele coloca Cristo como o protagonista absoluto, como se fosse o farol que ilumina tudo. É como em o Rei Leão, onde Mufasa é a figura central que guia a Simba mesmo depois de sua morte. Para Paulo, Jesus é o tema que está sempre na frente, o ponto de partida e de chegada de tudo que ele ensina. E ele ele faz questão de deixar isso claro desde o início. O que vimos até aqui nos leva a fazer uma pausa e perguntar o que essa característica de Paulo nos revela sobre o que significa ser cristão. Essa característica de Paulo nos leva a fazer uma pausa, porque ela não é só algo que define ele, mas também algo que define o que significa ser cristão. Quando ele se apresenta como servo de Jesus Cristo, ele coloca Cristo como centro de tudo. Ele está mostrando uma verdade que vai além dele mesmo. Ele ele não consegue começar a escrever sem falar de Jesus Cristo. Não importa o motivo da carta, seja para responder perguntas como em Primeira Coríntios ou resolver problemas como em Gálatas, ele sempre apresenta a Cristo logo de cara, porque para ele Cristo é o começo e o fim e tudo em todos. Sem Cristo, ele não tem nada a dizer. Isso nos revela que ser cristão é ter Cristo no centro da nossa vida como o eixo de tudo que pensamos, sentimos e fazemos. Paulo menciona Cristo pelo menos cinco vezes só na introdução de Romanos. E se você for ver Efésios 1 de 1 a 14, ele menciona Cristo 15 vezes em poucos versículos. Ele usa expressões como Jesus Cristo, o Senhor Jesus Cristo, Jesus Cristo, nosso Senhor. E faz isso com uma alegria que transborda. É como se ele não conseguisse parar de falar dele, como quem está apaixonado e não consegue evitar mencionar a pessoa amada. É como em o alquimista, onde Santiago encontra seu tesouro ao seguir o coração. Para Paulo, Cristo é o tesouro e ele vive para falar dele. Isso nos mostra que ser cristão é ter Cristo como a prioridade absoluta, o centro da conversa do nosso pensamento e do nosso coração. Pastor, vimos como Paulo faz questão de colocar Cristo no centro desde o início das suas cartas, mostrando que ele é o tema principal. Fica óbvio que Paulo fala de Jesus como foco, mostrando que espera que os romanos também pensem nele e não no autor da carta. O que isso nos mostra sobre a intenção de Paulo? ao escrever a carta aos Romanos. Olha, isso vai direto ao coração do propósito de Paulo ao escrever essa carta. Quando ele diz que espera que os romanos pensem no Senhor, nessa pessoa bendita que é Jesus Cristo e não nele, que ele está escrevendo, ele está deixando claro que o foco não é ele, mas sim Cristo. Ele não quer que os leitores fiquem presos à figura do mensageiro, mas que olhem para a mensagem que é o próprio Jesus. Paulo poderia ter falado sobre suas conquistas, suas viagens missionárias ou até mesmo que ele enfrentou para chegar até ali. Mas ele escolhe não fazer isso. Ele quer que os romanos vejam Cristo como protagonista, não ele. É como se ele fosse um guia turístico que te leva a um lugar incrível, tipo guia que te leva ao Grand Canyel, né, em férias frustradas, mas em vez de falar dele mesmo, ele só aponta para a beleza do lugar. Paulo está dizendo, "Não olhem para mim, olhem para Cristo, porque ele é o centro de tudo que eu quero transmitir." Isso mostra que a intenção dele é glorificar a Cristo, acima de tudo, ele quer que os romanos tenham essa mesma perspectiva. Paulo poderia ter escrito sobre sua vida, conquistas. Ele teria tanto para contar, mas escolheu não fazer isso. Porque essa escolha é tão significativa. Essa escolha de Paulo é significativa porque revela a humildade dele e o foco da missão que ele recebeu. Ele poderia sim ter escrito páginas e mais páginas sobre tudo o que tinha feito, as igrejas que fundou, as viagens que enfrentou. as perseguições que sofreu, como ele mesmo descreve em segunda Coríntios 11 e 23 a 28, falando de naufrágios, prisões, açoites. Mas ele não faz isso aqui. Ele não escreve aos romanos para se promover ou para impressioná-los com suas credenciais. Em vez disso, ele escolhe apontar diretamente para Jesus Cristo, porque é dele que ele quer falar. Essa decisão é um testemunho da sua entrega total a Cristo. Ele não está buscando glória para si mesmo, mas para o Senhor. É como se ele fosse um ator quadjuvante que sabe que o papel principal é de outro, tipo o o Alfred em Batman Beginza, né, que está ali para ajudar o Bruce Wayne a brilhar. Paulo entende que a história não é sobre ele, mas sobre Cristo. E essa escolha reforça o propósito da carta, apresentar Jesus como centro de tudo. Paul claramente se gureva no título de servo. O que isso revela sobre a visão que ele tinha de si mesmo? Quando Paulo diz que se gloriava no título de servo, ele está mostrando que para ele não havia nada mais honrado do que estar a serviço Jesus Cristo. No grego, ele usa a palavra doulos, que significa literalmente escravo, como já vimos antes. Mas aqui ele enfatiza que isso é motivo de glória para ele. Não é uma posição de humilhação, mas de privilégio. vê a si mesmo como alguém que foi comprado por Cristo, como ele mesmo diz em Primeira Coríntios 6 20, fostes comprados por preço. E isso enche de alegria. Para ele, ser um doulos existol é a maior honra que poderia ter, porque significa pertencer completamente a Cristo, viver para ele e para os propósitos dele. É como se ele fosse um cavaleiro que se orgulha de servir ao seu rei, tipo Oragornemen, o Senhor dos Anéis, que se dedica completamente à causa de de Gôndor. Paulo não vê isso como uma perda de liberdade, mas como a verdadeira liberdade estar a serviço do Senhor que o resgatou. Você reforçou que a tradução correta de servo é escravo ou cativo? Por quê? Essa palavra é tão importante para entender o que ele quer dizer? A escolha da palavra escravo ou cativo é essencial porque ela carrega um peso que a tradução servo não consegue transmitir completamente. No grego dolos que Paulo usa não é apenas um empregado que trabalha por um tempo e vai embora. é um escravo, alguém que pertence totalmente ao seu senhor, sem autonomia própria. Essa palavra aparece constantemente nas cartas dele e outros apóstolos como Pedro também a usam, como em segunda Pedro 1 1, onde ele se apresenta como doulos cai apóstolos eucristo, escravo e apóstolo de Jesus Cristo. A ideia aqui é de total submissão e dependência. Paulo está dizendo que ele não tem vida própria fora de Cristo. Ele foi comprado, como ele mesmo explica em Primeira Coríntios 6:20, e agora vive exclusivamente para o seu Senhor. É como se ele fosse um prisioneiro de guerra que foi resgatado e agora serve com gratidão ao seu libertador. Tipo Máximus em um gladiador que mesmo sendo escravo, luta com honra por um propósito maior. Essa palavra doulos nos mostra que para Paulo ser cristão é uma entrega total, sem reservas a Cristo. Paulo, ao usar essa expressão, parece estar realmente se descrevendo como cristão. O que ele quer dizer com isso? Quando Paulo usa a expressão escravo de Jesus Cristo para se descrever como cristão, ele está dizendo que essa é uma característica essencial de todo aquele que segue a Cristo. Ele não está falando só de si mesmo, mas de uma verdade que se aplica a todos os cristãos. Ser um escravo cativo de Jesus Cristo no sentido que ele usa significa que todo cristão pertence a Cristo, foi comprado por ele e vive para ele. Ele explica isso em Primeira Coríntios 619 a 20, onde diz: "Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vós e que não sois de vós mesmos? foste comprados preço. Paulo está dizendo que todos nós, como cristãos, fomos resgatados por Cristo e isso nos torna dele. É como se fôssemos peças de um quebra-cabeça que só encontram seu lugar quando estão conectadas ao todo. Tipo as peças de um vitral que só fazem sentido quando formam a imagem completa, como na catedral de Notdam, não é? em corcunda de notdam, né? Para Paulo, ser cristão é pertencer a Cristo de forma absoluta. E ele usa essa expressão para mostrar que essa é a identidade de todo aquele que crê. Primeira Coríntios 6 19 e 20 parece explicar isso. Pode nos guiar por esse texto e mostrar como ele se conecta com o que Paulo está dizendo? Claro. Vamos mergulhar nesse texto de Primeira Coríntios 6:20, porque ele é uma chave para entender o que Paulo quer dizer. Ele escreve: "Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus e que não sois de vós mesmos? Foste comprados por preço". No grego tuoma inon im na pneumating. O vosso corpo é templo do espírito santo. Os analus para templo, que não é qualquer lugar, mas o santuário sagrado, o lugar mais santo. Paulo está dizendo que os cristãos são um espaço sagrado habitado pelo espírito de Deus e por isso não pertencem a si mesmos. E ele continua. Agora as tetimes foste comprados por preço. E essa palavra agora asete vem de agorazo, que significa comprar no mercado, remetendo a ideia de resgate, como em um mercado de escravos. Paulo está dizendo que os cristãos foram comprados por um preço altíssimo. O sangue de Cristo, como Primeira Pedro 1:19 ecoa, o precioso sangue de Cristo como de um cordeiro sem defeito. Por isso ele alerta: "Não vos torneis culpados de fornicação". No grego porneia, né? Que abrange todo tipo de imoralidade sexual, porque vocês não têm direito de fazer o que quiserem. com seus corpos. vocês pertencem a Cristo. É como se fôssemos obras de arte adquiridas por um colecionador, tipo um quadro de monê como Nanúfares, né, que não pode ser usado para qualquer coisa, porque agora pertence a alguém que pagou um preço por ele. Isso conecta com o que Paulo está dizendo. Ele é um escravo porque foi comprado e todos os cristãos compartilham dessa mesma realidade. Paulo fala que os cristãos foram tirados de um mercado de escravos. Pode explicar o que ele quer dizer com isso? Quando Paulo diz que os cristãos foram tirados de um mercado de escravos, ele está usando uma imagem forte para falar da redenção. No contexto romano, o mercado de escravos era um lugar real, onde pessoas eram compradas e vendidas como propriedade, sem nenhuma possibilidade de liberdade por conta própria. Ele usa essa metáfora para dizer que todos nós estávamos nessa condição espiritual. Éramos escravos do pecado, presos ao domínio de Satanás, sem chance de nos libertarmos sozinhos. É o que ele descreve em Romanos 6:17, quando diz que éramos escravos do pecado, ou Douloi, tis o Mártas. Mas o filho de Deus veio e com o preço do seu precioso sangue nos comprou e nos libertou desse mercado. Essa ideia de redenção é central no evangelho, né? no grego agorastet em primeira Coríntios 6:20 que já mencionamos vende agorazo, comprar no mercado e carrega essa imagem de resgate. É como se fôssemos prisioneiros em um campo de guerra e alguém pagasse um resgate para nos libertar, tipo o que acontece em o resgate do soldado Ryan, onde um preço alto é pago para salvar uma vida. Paulo está dizendo que Cristo pagou o preço supremo, sua própria vida, para nos tirar da escravidão e nos trazer para a liberdade de sermos servos dele. É uma troca de senhorio. Saímos do domínio de Satanás para o domínio de Cristo que nos liberta para viver para ele. Então ele está dizendo que essa é a verdade sobre todos os cristãos. O que isso significa para a identidade cristã? Quando Paulo diz que essa é a verdade sobre todos os cristãos, ele está falando de uma realidade que define a identidade de todo aquele que crê. Ele explica que cada um de nós, antes de conhecer Cristo, nasceu escravo do diabo, preso no pecado, como ele mesmo descreve em Romanos 6:20. Quando eres escravos do pecado, estaves livres em relação à justiça, mas pelo precioso sangue de Cristo, fomos libertos dessa escravidão. Ele cita Primeira Coríntios 6:20, né? foste comprados por preço, isso significa que agora pertencemos a Cristo, não a nós mesmos. Essa é a essência da identidade cristã. Fomos comprados, resgatados e agora somos dele. Paulo reforça isso, dizendo que ele mesmo é como os romanos. Eu, Paulo, sou. Eu sou um de vocês. Eu pertenço a vocês. Porque todos nós pertencemos a Cristo. Ele se identifica com eles como um pecador salvo pela graça, como ele diz em Primeira Timóteo 1:15. "Eu sou o principal dos pecadores, mas obtive misericórdia". É como se fôssemos membros de uma mesma família, tipo a tripulação do Serenity em Firefly, que apesar das diferenças estão unidos por um propósito maior. Para os cristãos isso significa que nossa identidade não está no que fazemos ou no que éramos, mas no que Cristo fez por nós. Ele nos comprou e agora vivemos para ele. O apóstolo Paulo fala que ele era perseguidor, blasfemo e injuriador, mas obteve misericórdia. Como isso se conecta com o que ele está dizendo aqui? Quando Paulo menciona que era perseguidor, blasfemo e injuriador, mas obteve misericórdia, ele está se colocando no mesmo nível dos romanos para mostrar que a redenção é uma realidade para todos os cristãos, independentemente do passado. está se referindo à sua vida antes de conhecer Cristo, como ele descreve em Atos 9:1, onde respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele perseguiu a igreja, blasfemou contra Cristo e causou dano, como ele mesmo admite em Primeira Timóteo 1:13. Blasfemon caicten cai e bristem. blasfemo, perseguedor e injuriador, mas ele diz que obteve misericórdia no grego, elitem fui objeto de misericórdia porque Cristo o resgatou, como ele conta em Atos 9, quando ouviu a voz: "Eu sou Jesus a quem tu persegues." Isso se conecta com o que ele está dizendo, porque ele quer que os romanos vejam que todos os cristãos compartilham essa história de redenção. Ele não é um superherói espiritual, ele é um pecador salvo, assim como eles. Ele está dizendo: "Eu também fui escravo do pecado, mas Cristo me libertou. E essa é a verdade sobre todos nós." É como se ele fosse um náufrago que foi resgatado, tipo Tuknol em náufrago e agora está contando a história para outros que também foram salvos. Essa identificação reforça que todos os cristãos são unidos pela graça que os resgatou. E o que significa essa ideia que Paulo passa tão claramente que dá a entender que ninguém se faz cristão? Quando Paulo diz que ninguém se faz cristão, ele está apontando para uma verdade fundamental do evangelho. A salvação não é algo que alcançamos por esforço próprio, mas algo que recebemos pela graça de Deus. Ele explica que todos nós nascemos escravos do diabo, presos ao pecado, como Romanos 3:23 diz: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus". Não temos capacidade de nos libertar dessa escravidão por nós mesmos. É uma condição da qual não podemos escapar sozinhos. Mas Cristo, pelo preço do seu sangue, nos comprou e nos libertou. Como primeira Pedro 11819 reforça. Não foi com coisas corpíveis como prata ou ouro que fostes resgatados, mas com o precioso sangue de Cristo. Isso significa que ser cristão não é uma conquista humana, é um ato de Deus. Não nos tornamos cristãos por mérito, por boas obras ou por decisão própria. Fomos escolhidos e resgatados pela graça. É como se fôssemos prisioneiros que não podiam pagar o próprio resgate, mas alguém veio e pagou por nós. O que acontece em um soldado do eh o resgate do soldado Ryan, onde um preço altíssimo é pago para salvar uma vida. Para os romanos, isso reforçava que a identidade deles como cristãos escravos de Jesus Cristo era resultado da obra de Cristo, não deles próprios. Pastor, nós vimos como Paulo se coloca no mesmo nível. dos romanos, mostrando que todos os cristãos foram resgatados da escravidão do pecado. Eu penso numa citação de Pedro que reforça essa ideia de que fomos cumprados por Cristo. Em Primeira Pedro 1:18 e 19. Pode nos guiar por esse texto de Primeira Pedro e explicar o que está sendo dito? Claro. Vamos mergulhar nesse texto de Primeira Pedro 11819, que complementa lindamente o que Paulo está ensinando. Pedro escreve sabendo que não foi com coisas corruptíveis como prata ou ouro que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo como de um cordeiro imaculado e incontaminado. O grego, para entender melhor, diz eitotes, otartis, sabendo que não com coisas corruptíveis, usa pitártois para corruptíveis, ou seja coisas perecíveis, como prata, ergírio e ouro, crísio, que não tem valor eterno. Em vez disso, fomos e eletrótete, resgatados de lutro, que significa libertar mediante pagamento de um resgate. Pedro está dizendo que os cristãos foram libertos da mataias anastrofes, vã maneira de viver, herdada por tradição, algo vazio e sem propósito que não leva a Deus. Esse resgate veio tímido a imate Cristo pelo precioso sangue de Cristo descrito como um anos amonos cai [Música] espilos cordeiro imaculado e incontaminado. Remetendo a Isaías 537 e ao cordeiro pascal de Êxodo 12:5. Isso significa que Cristo com sua morte pagou o preço para nos libertar do vazio do pecado. É como se fôssemos prisioneiros em um leilão e Cristo entra para nos comprar com algo de valor inestimável, tipo o resgate pago eh em o resgate do soldado Ryan, né? Onde vidas são dadas para salvar uma. Pedro está reforçando que fomos comprados por Cristo e agora pertencemos a ele. Com base nisso, somos descritos como pertencentes a Cristo, sem liberdade própria, mas com ele como nosso amo e Senhor. O que isso significa para a relação entre ser salvo e ter Cristo como Senhor? Essa ideia de pertencermos a Cristo sem liberdade própria, vai direto ao cerne do que significa ser cristão. Quando Pedro e Paulo, ao refletir sobre isso, diz que não somos livres, mas pertencemos a Cristo, está falando de uma verdade que conecta diretamente a salvação com o senhorio de Cristo. Fomos comprados por Cristo, como Pedro explica em Primeira Pedro 1:19, com o precioso sangue de Cristo. E agora ele é nosso amo e senhor. Isso significa que não há separação entre ser salvo e ter Cristo como Senhor. A ideia de que você pode crer em Cristo apenas como Salvador e depois anos mais tarde, talvez aceitá-lo como Senhor, é uma distorção do evangelho. No momento em que somos salvos, Cristo se torna nosso Senhor. Não somos nós que decidimos isso. Ele como Senhor nos compra e nos liberta. No grego, Kirus, Senhor usado para Cristo, carrega a ideia de autoridade absoluta. Como em Filipenses 2:11, toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. Nossa salvação e o senhori de Cristo são inseparáveis. Éramos escravos de Satanás, presos ao pecado, como Romanos 6:20 diz. escravos do pecado. Agora somos Dolói e Cristo, escravos de Cristo. Mas essa escravidão é liberdade, como João 8 36 ecoa. Se o filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. É como se fôssemos prisioneiros libertados que agora servem com gratidão, tipo o Dobe em Harry Potter, né? e a câmara secreta que mesmo livre escolhe servir quem o libertou por amor. Isso implica que passamos de servos de Satanás para servos de Cristo. O que essa transição nos ensina sobre a identidade cristã? Essa transição de servo de Satanás para servo de Cristo é o que define a essência da nossa identidade cristã. Antes éramos escravos do pecado, presos ao domínio de Satanás, como Romanos 6:16 explica. Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência desse mesmo a quem obedeceis sois servos? Estávamos sob o jo pecado, sem liberdade para nos libertarmos sozinhos, mas pelo sangue de Cristo fomos comprados e libertos, como em Primeira Coríntios 6:20 diz, "Fostes comprados por preço." Agora somos servos de Cristo ou doló e Cristo, como Paulo se apresenta. Isso significa que nossa identidade cristã é marcada por pertencermos a Cristo. Ele é nosso amo e senhor. Não somos livres no sentido de sermos independentes, mas somos livres do pecado para viver para ele. É uma mudança de lealdade, como se fôssemos soldados que trocam de exército, tipo o capitão nascimento em tropa de elite que exige total compromisso dos seus homens. Para os cristãos, essa transição nos ensina que nossa vida agora é para servir a Cristo. E esse pertencer é a base de quem somos. Somos dele e isso redefine tudo. Paulo claramente queria mostrar sua atitude em relação ao Senhor, ao usar a expressão escravo de Jesus Cristo. Como ele descreve essa atitude? Paulo, ao se chamar escravo de Jesus Cristo, está mostrando não só o fato de pertencer a Cristo, mas também uma atitude do coração que define sua relação com o Senhor. Ele é um escravo cativo, não apenas de fato, mas também no espírito. Ou seja, ele vive essa entrega com uma devoção profunda e voluntária. Podemos citar Gálatas 2:20 para ilustrar isso. Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim. Ele explica que ser um doulos no sentido espiritual é ser como alguém que ama. Todo aquele que ama é escravo da pessoa a quem ama. Paulo foi cativado e capturado por Cristo e essa entrega é motivada por amor. Está dizendo que sua devoção é tão intensa que ele não quer nada além de servir a Cristo. É como se ele fosse um apaixonado que não consegue pensar em outra coisa, tipo Romeu. Romeu Julieta, que vive e respira por Julieta. Para Paulo, ser um escravo de Cristo não é uma obrigação forçada, mas uma escolha do coração. Ele se entrega porque foi conquistado pelo amor de Cristo. E essa atitude de amor e entrega total é o que define sua relação com o Senhor. Podemos pensar então também em Gálatas 2:20 para falar dessa entrada. pode nos guiar por esse versículo e explicar o que ele significa nesse contexto. Vamos mergulhar em Gálatas 2:20, porque esse versículo é uma joia que ilumina a devoção de Paulo. Ele diz: "Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim". No grego o texto é zou de alquete ego ze de emoi cristos que traduzido literalmente é vivo, mas não mais eu, vive em mim Cristo. A expressão cat e ego, não mais eu, é enfática. Paulo está dizendo que sua vida antiga centrada em si mesmo morreu. Ele continua zde emói cristos. Vive em mim Cristo. Mostrando que agora é Cristo que anima a sua existência e ele completa. E a vida que agora vivo na carne, vivoa na fé do filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim. aqui pisteou o na fé do filho de Deus aponta para uma fé que descansa no amor de Cristo. Nesse contexto Paulo está mostrando que ser um escravo de Jesus Cristo não é só uma questão de dever, mas de amor e identificação total. Ele não vive mais para si mesmo. Sua vida é uma extensão da vida de Cristo. É como se ele fosse um espelho que reflete a luz do sol sem brilho próprio, tipo o reflexo da lua, que só brilha porque reflete a luz do sol. Para Paulo, essa entrega significa que Cristo é a fonte de tudo que ele é e faz. E ele vive para ele com uma devoção que vem do coração. Você já mencionou que Paulo fala constantemente dessa devoção nas suas epístolas? Pode nos dar exemplos disso? Sim. Paulo fala constantemente dessa devoção em suas epístolas e ele usa imagens muito poderosas para expressar isso. Um exemplo marcante está em segunda Coríntios 214, onde ele escreve: "Graças a Deus que sempre nos faz triunfar em Cristo e por nosso intermédio manifesta em todo lugar o bom perfume do seu conhecimento." No grego tri beonte emas on de Cristo nos faz triunfar em Cristo. Remete a uma cena romana, um general vitorioso que retorna a Roma após uma grande conquista, liderando um desfile triunfal com os prisioneiros capturados marchando ao seu redor. para você ver como um desses prisioneiros, mas de uma forma gloriosa. Ele foi capturado por Cristo e agora é levado em triunfo, espalhando o bom perfume do evangelho. Outro exemplo está em Segunda Coríntios 1:5, onde ele diz que os sofrimentos de Cristo transbordam para nós, mostrando que sua vida está tão unida a Cristo que até os sofrimentos dele se refletem nele. É como se ele fosse um companheiro de jornada que carrega a mesma carga, tipo são o gange em O Senhor dos Anéis, que divide o peso do anel com frodo. Paulo está constantemente mostrando que sua vida é uma entrega total a Cristo e ele se gloria nessa devoção que o define. Temos também a expressão bem conhecida o amor de Cristo me constrange. O que isso significa e como reflete a devoção de Paulo? A expressão O amor de Cristo me constrange vem de Segunda Coríntios 5:14 e é uma das mais belas declarações de Paulo sobre sua devoção no grego e e agape do Cristo sinequei emas. O amor de Cristo me constrange. Usaquei, que significa apertar, constranger ou segurar com força, como um torno que aperta algo para não soltar. Paulo está dizendo que o amor de Cristo é uma força irresistível que o domina. Ele não tem escolha senão responder a esse amor. Ele explica isso dizendo que é um pregador. E quando pergunta por ele prega, a resposta é essa: o amor de Cristo o compele. Ele diz em Primeira Coríntios 9 16: "Ai de mim se não anunciar o evangelho." No grego, o Aoi e eu gelizomai. Ai de mim se não evangelizar. Mostra que ele se sente obrigado. Mas essa obrigação vem do amor, não do medo. É como se ele fosse um apaixonado que não consegue parar de falar da pessoa que ama. Tipo Don Quichot, né? Em Don Quichot, que vive e luta por suacineia, mesmo que ela seja um ideal. Para Paulo, o amor de Cristo capturou de tal forma que ele não quer outra coisa senão servi-lo. E essa devoção é o que o move a pregar. Paulo realmente se descreve como um escravo voluntário de Cristo. O que isso significa para a forma como ele vive sua fé? Quando Paulo se descreve como um escravo voluntário de Cristo, ele está falando de uma entrega que vai além do dever. É uma entrega movida por amor. Ele diz que não apenas foi comprado por Cristo, como já vimos, mas que ele não quer nada além de servi-lo. Ele declara: "Não quero outra coisa. Não quero que ninguém mais seja o meu Senhor. Nenhum outro é meu Senhor. Ele se entregou a Cristo porque foi conquistado e cativado por ele e agora vive absorvido nele. No grego dolos já carrega essa ideia de submissão total, mas aquele enfatiza que é uma escolha do coração. Isso significa que Paulo vive sua fé com uma devoção apaixonada como alguém que foi capturado pelo amor. Ele diz em segunda Coríntios 5:14 que o amor de Cristo me constrange. E aqui ele reforça que esse constrangimento é voluntário. Ele se entrega porque ama. É como se ele fosse um músico que toca a compaixão, tipo o pianista em Lalalend que vive para música porque ela o conquistou. Para Paulo, ser escravo, voluntário de Cristo, significa que sua fé é uma resposta de amor e ele vive cada dia para glorificar aquele que o resgatou. Também fica claro, é fácil perceber que Paulo não estava escrevendo por conta própria, mas como servo de Cristo. O que isso nos diz sobre a autoridade da carta? Quando Paulo diz que não está escrevendo por conta própria, mas como servo de Cristo, ele está nos mostrando que a carta carrega uma autoridade que não vem dele, mas do Senhor. E não é um indivíduo escrevendo uma carta pessoal, como se fosse apenas um amigo compartilhando suas ideias. Não, ele está escrevendo de forma especial como doulos cristol, um escravo de Jesus Cristo, como a missão confiada a ele. Ele quer que os romanos saibam que essa mensagem não é dele, mas de Cristo que o enviou. Isso nos diz que a carta tem autoridade divina. Paulo está escrevendo sob a direção de Cristo e suas palavras são inspiradas, como segunda Timóteo 3:16 diz: "Toda escritura é inspirada por Deus". Ele não está falando como um filósofo ou um pensador humano, mas como um embaixador de Cristo, como ele descreve em Segunda Coríntios 5:20. Somos embaixadores de Cristo. É como se ele fosse um mensageiro real, tipo Aralto em Cinderela, que fala em nome do rei com autoridade. Para os romanos, isso significava que eles deveriam receber a carta como uma mensagem do próprio Cristo, não apenas de Paulo. Paulo claramente queria que os romanos soubessem dessa incubência. especial, porque isso era importante para os leitores e o que isso nos deixa como reflexão final. Paulo queria que os romanos soubessem dessa incumbência especial, porque isso dava peso à mensagem que ele estava trazendo. Ele não é apenas um conhecido ou alguém que ouviu falar deles. Ele é um servo de Cristo com uma mensagem específica. eh confiada a ele. Ao dizer que está escrevendo como doulos Cristo, escravo de Jesus Cristo, ele está mostrando que sua autoridade vem de Cristo e que a carta não é uma opinião pessoal, mas uma mensagem com propósito divino. Para os romanos, isso era importante porque os ajudava a receber a carta com a seriedade que ela merecia. Eles precisavam entender que Paulo não estava escrevendo por iniciativa própria, mas como um enviado de Cristo com a missão de transmitir o evangelho. Isso dava carta uma autoridade que exigia atenção e obediência. É como se ele fosse um emissário real, tipo mensageiro em o rei Artur, que traz uma mensagem do rei que não pode ser ignorada. Para os romanos, saber disso significava que a carta era mais do que uma correspondência, era uma palavra de Cristo para eles e eles deveriam ouvi-la com o coração aberto. Como reflexão final, isso nos deixa com a certeza de que a mensagem de Paulo não é apenas histórica, mas uma palavra viva para nós hoje. Assim como os romanos, somos chamados a ouvir a voz de Cristo através das Escrituras, reconhecendo que ele é nosso Senhor e Mestre, que nos comprou com o seu sangue e nos convida a viver para ele com amor e devoção. Uma palavra viva que coa até hoje. Que reflexão poderosa para encerrar, pastor, você nos levou a uma jornada profunda por Romanos 1:1, mostrando como Paulo, ao se apresentar como escravo de Jesus Cristo, nos convida a colocar Cristo no centro de tudo. Foi um privilégio explorar isso com você. para quem nos ouviu. Que essa mensagem toque seu coração e inspire você a mergulhar ainda mais na palavra. Até o próximo, Corandel, porque dele, por ele e para ele são todas as coisas, glória, pois sejam dadas a ele eternamente. Amém. M.