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A fé vem pelo ouvir

O Triunfo da Graça – Filipe Fontes

O Triunfo da Graça – Filipe Fontes

O Triunfo da Graça – Filipe Fontes

O reencontro de Jacó e Esaú fala sobre transformação, graça e o poder da reconciliação, baseada em Gênesis 33. Nesta pregação do Pr. Filipe Fontes aprendemos que antes de nos reconciliarmos com outros, precisamos nos encontrar com Deus. A mensagem nos convida a refletir sobre o relacionamento entre Jacó e Esaú, destacando como Deus muda corações e restaura vidas. Acompanhe este estudo bíblico profundo e veja como a graça de Deus atua em meio aos conflitos humanos.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Filipe Fontes
Passagem: Gênesis 33
Série: O Triunfo da Graça na História de Isaque e Jacó
Pregação número: 9 de 11

#ipsantoamaro #presbiteriana #reconciliaçãojacóesaú #gênesis33 #liçõesdeperdão #liçõesdabíblia #jacóeesaúsereconciliam

CAPÍTULOS:
00:00 – Abertura
00:38 – Leitura da Bíblia
04:25 – Oração
05:36 – A história de Jacó e Esaú
10:46 – Transformação de Jacó
20:40 – Encontro de Jacó com Esaú
27:27 – Mudança de Jacó e Esaú
32:48 – Deus é imutável
44:41 – Deus da reconciliação
48:50 – Deus que nos guia
49:18 – Reconciliação
50:18 – Justiça e Graça
51:30 – Conclusão

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

É com esta alegria no coração, alegria
da certeza da
salvação que nós vamos meditar na
palavra do Senhor nesta
manhã. Vamos abri-la em Gênesis
33. Gênesis capítulo
30. E este será então o texto de base da
nossa mensagem neste
domingo, agora no culto pela manhã.
Gênesis
33. Farei a leitura da palavra do
Senhor. Peço que você receba com fé esta
que é a palavra do nosso Deus. Ela diz
assim: "Quando Jacó ergueu os
olhos, viu que Esaú se aproximava e com
ele 400 homens. Então repartiu os filhos
entre Lia, Raquel e as duas servas.
Pôs as servas e seus filhos à frente,
Lia e seus filhos atrás deles, e Raquel
e José por
último. E ele mesmo, adiantando-se,
prostrou-se em terra sete vezes até
aproximar-se de seu irmão. Então, Esaú
correu ao encontro dele e o
abraçou, pôs os braços em volta do
pescoço dele e o
beijou. E
choraram. Daí, levantando os olhos, Esaú
viu as mulheres e os meninos e disse:
"Quem são estes que estão com
você?" Jacó respondeu: "Os filhos com
que Deus agraciou este teu servo."
Então, se aproximaram as servas, elas e
os filhos. e se
prostraram. Chegaram também Lia e seus
filhos e se prostraram. E por último
chegaram José e Raquel e se
prostraram. Esaú perguntou: "Qual é o
seu propósito com todos esses grupos que
encontrei?" Jacó respondeu: "É para
obter favor na presença de meu Senhor."
Então Esaú disse: "Eu tenho muitos bens,
meu irmão. Guarde o que você tem."
Mas Jacó insistiu: "Não recuse. Se
alcancei favor na sua presença, peço que
aceite o meu presente, porque ver o seu
rosto é como contemplar o semblante de
Deus e você me acolheu tão bem".
Portanto, aceite o meu presente que eu
lhe trouxe, porque Deus tem sido
generoso para comigo e tenho fartura e
insistiu com ele até que o
aceitou. Então Esaú disse: "Vamos partir
e seguir viagem. Eu irei à sua frente".
Porém Jacó lhe disse: "Meu Senhor, sabe
que esses meninos são fracos e tenho
comigo ovelhas e vacas de leite? Se
forçados a caminhar de mais um só dia,
morrerão todos os rebanhos. Passe meu
Senhor adiante de seu servo. Eu seguirei
aos poucos no passo do gado que me vai à
frente e no passo dos meninos até chegar
a meu Senhor em Seir. Esaú respondeu:
"Então, permita que eu deixe com você
alguns dessa gente que está comigo?"
Jacó respondeu: "Para quê?
Basta que eu alcance favor aos olhos de
meu Senhor. Assim, naquele dia, Esaú
voltou para Seir pelo caminho por onde
tinha vindo. E Jacó foi para Sucote e
edificou para si uma casa e fez cabana
para o o seu gado. E por isso o lugar se
chamou
Sucote. Voltando de Padarã, Jacó chegou
são e salvo à cidade de Siquém, que está
na terra de Canaã, e armou a sua tenda
junto à cidade.
parte do campo onde tinha armado a sua
tenda. Ele a comprou dos filhos de Amor,
pai de Siquém, por 100 peças de
dinheiro, e levantou ali um altar e lhe
deu o nome de
Deus, o Deus de Israel. Vamos orar mais
uma
vez. Senhor, acabamos de ler a tua
bendita palavra.
palavra que é tua, palavra que é poder
teu, palavra que tem a capacidade de
arrebatar o nosso coração e transformar
a nossa
vida. E o que nós queremos que aconteça
nessa manhã é isso. Todos nós precisamos
de alguma maneira ser transformados.
Todos nós precisamos ter o nosso coração
redirecionado pela palavra do Senhor. E
a oração do teu povo nesta manhã é esta,
que tu faças mais uma vez aquilo que tu
tens feito
conosco dominicalmente neste lugar. fala
conosco e reorienta o nosso
coração, especialmente daqueles que
estão andando longe de ti, fugindo da
tua presença. Que todos encontremos
segurança, descanso, estímulo para
buscar o Senhor neste dia. É a oração
que nós te fazemos em nome de Jesus, o
nosso bendito
redentor. Amém.
Irmãos, histórias são
diferentes, mas ao mesmo tempo são todas
iguais.
Depois do era uma
vez, sempre vem uma
tensão, uma princesa
enfeitiçada, um sapato
perdido, um reino ameaçado por um
dragão. E depois das idas e vindas, essa
tensão é resolvida nessa história. O
beijo desfaz o feitiço, o sapato é
encontrado, o dragão é destruído por um
herói. Não é diferente na história de
Jacó.
No começo, ele é afastado do cumprimento
da promessa ao deixar a terra prometida
sozinho e sem descendência por causa de
um conflito com o seu irmão. Mas no
final tudo se resolve, como nós veremos
na passagem de hoje em Gênesis capítulo
33. Na semana passada, nós vimos que,
embora Jacó tivesse um problema para
resolver com Esaú, esse não era o seu
principal problema. O maior problema de
Jacó era ele mesmo e, em última
instância o seu
relacionamento com Deus. E embora eu
ainda esteja na contextualização, deixe
dizer a vocês que não é diferente
conosco. Frequentemente nós imaginamos
que o nosso problema é o nosso trabalho,
que o nosso problema é o nosso
casamento, que o nosso problema é a
nossa igreja, enquanto muitas das
dificuldades que experimentamos nesses
ambientes, se não todas, ah, estão, na
verdade, relacionadas à maneira como nós
temos vivido. e sobretudo à maneira como
nós temos nos
relacionado com Deus. O nosso maior
problema somos nós mesmos. A nossa
relação com o Senhor é o que está na
base de todas as dificuldades que
experimentamos ao longo da nossa vida. E
é por isso que antes de encontrar-se com
Esaú, Jacó precisava
encontrar-se com Deus. Ele estava
distante do Senhor e precisava se
encontrar com ele. E nós vimos como esse
encontro acontece quando Jacó estava
sozinho depois de passar pelo val de
Jaboque. E como esse encontro o deixa
manco por um lado, mas
transformado por outro. Depois desse
encontro com Deus, Jacó já não andava
mais direito. O anjo do Senhor o havia
deixado com uma deformação que ele
carregaria pelo resto da sua vida como
uma lembrança da sua altivez de
espírito, como uma lembrança daquilo que
foi necessário para que ele se
humilhasse diante do Senhor. Mas ele já
não se chamava mais Jacó.
Agora ele se
chamava Israel. Ele recebeu um novo
nome, uma nova identidade, um novo
caminho. Ele agora é o homem que lutou
com Deus e prevaleceu. Esse é o
significado do nome Israel, o homem que
lutou com Deus.
Bem, depois de encontrar-se com Deus,
ele estava agora pronto para
encontrar-se com Esau. Ouça isso.
Primeiro você precisa encontrar-se com
Deus para depois encontrar-se com o seu
marido, com a sua esposa, com o seu
filho, com o seu colega de trabalho, com
o seu irmão da igreja.
Primeiro você precisa se encontrar com
Deus, porque é a maneira como nós nos
relacionamos com Deus, que determina a
maneira como nós nos relacionamos com as
pessoas. E o modo como a passagem começa
sugere que esse encontro não demoraria a
acontecer. Na verdade, o autor bíblico
usa uma expressão muito interessante no
começo desse relato que cola os dois
encontros. O texto diz que depois de
sair do encontro com Deus, Jacó ergue os
olhos. É como se ele tivesse acabado de
acontecer. E então Jacó levanta a sua
cabeça e quem é que ele vem vindo em sua
direção?
Esaú acompanhado dos 400 homens que
vinham com ele naquela
ocasião. Hoje nós vamos olhar para esse
encontro e vamos aprender algumas coisas
que Deus nos ensina através desta
passagem. A primeira coisa que eu quero
que você perceba é que o Jacó que se
encontra com Esaú não é o mesmo diantes
do encontro com Deus. Essa passagem
mostra isso de maneira muito clara, que
o Jacó que se encontra com Esaú não é o
mesmo diantes do encontro com Deus. Nós
vemos isso primeiramente no lugar que
Jacó ocupa nesse encontro. Ah, o texto
diz que quando Jacó percebeu que Esaú
vinha em sua direção com 400 homens, ele
fez algo que de algum modo ecoa o
costume pecaminoso da sua família.
Lembra que a família de Jacó é marcada
por preferências. Existem preferências
nesta família desde o nascimento dele.
Isaque prefere Esaú, Rebeca prefere Jacó
ao invés de Esaú. E Isaque ah, ou Jacó
faz isso nesta ocasião. E isso revela
que ele não tinha se tornado um homem
perfeito do dia paraa noite. Presta
atenção nisso. Ninguém se torna perfeito
do dia paraa noite, mesmo depois do
nosso encontro com Deus. É preciso uma
vida de
santificação para que nós aprendamos
determinadas coisas da nossa relação com
o Senhor. É assim conosco? Foi assim com
Jacó. Quando ele enxerga Esaú, ele
divide os seus filhos entre as mães e
organiza a exposição delas ao risco em
ordem de preferência. Ele coloca as
servas na frente, porque se alguém tiver
que morrer primeiro, morrem as servas e
os filhos delas. Lia, que é a mulher com
quem ele se casou, mas não queria ter se
casado, vem em segundo lugar. é a
segunda tropa a morrer caso Esaú venha
para destruí-lo. No finalzinho de tudo,
ele coloca a sua esposa preferida e o
seu filhinho preferido, o tal José, o
único mencionado nominalmente nesta
passagem, já como um preparo daquilo que
haverá de vir. Depois é a história de
José que será contada pelo livro de
Gênesis. Portanto, isso mostra que Jacó
não é ainda um homem
perfeito, mas ele faz algo que ele
jamais teria feito antes. Se fosse o
Jacó de antes, onde é que ele teria
ficado nessa organização toda? Atrás de
Raquel e José, protegendo a si mesmo,
sobretudo de qualquer coisa. Mas não é
isso que ele faz. Ele se coloca nesta
passagem à frente de todo mundo,
assumindo a postura e o lugar de maior
risco, como alguém que declara: "Fui eu
que causei toda essa
situação. Sou eu que preciso resolver
toda essa situação." Ah, esse é o
primeiro indicativo, irmãos, de que Jacó
não era mais o mesmo. Ele estava
verdadeiramente arrependido. Qual é o
indicativo, pastor? Ele não foge das
consequências do seu pecado. Ele não
quer dar um jeitinho para resolver as
consequências do seu pecado. Ele sabe
que não é possível experimentar o perdão
sem passar pela reconciliação. E você
sabe como é que nós temos a tendência de
querer essas coisas? A gente às vezes
cria um problema de relacionamento e aí
a gente pede perdão a Deus e acha que tá
tudo resolvido. A gente não volta para
resolver o problema de relacionamento
que nós criamos. Eh, não é o que Jacó
faz aqui. Jacó sabe que vai
doer. Ele sabe que precisa se humilhar.
Ele sabe que precisará renunciar. Mas
ele está lá na linha de frente,
preparado para encarar o irmão a quem
ele
ofendeu. Nós também vemos que Jacó não é
mais o mesmo na postura que ele assume
quando ele se encontra com Esaú. O texto
diz no versículo 3 que ele mesmo,
adiantando-se prostrou-se em terra sete
vezes até se aproximar de seu irmão.
Irmãos, esse ato prostrar-se sete vezes
era uma prática comum de saudação
oficial dos servos para com os seus
senhores. Jacó, portanto, quando
encontra-se com Esaú, ele saúda a Esaú
como um servo costumava saudar ao seu
senhor em cerimônias
oficiais. Ele assume uma postura típica
de humilhação, característica daquele
que sabe que pecou. E a sua postura, ela
vem acompanhada de uma linguagem que
reforça essa condição. Veja, o narrador
chama Esaú de irmão de
Jacó. Esaú chama Jacó de irmão dele. Mas
Jacó não trata Esaú desta maneira. Jacó
chama Esaú de meu Senhor. E a expressão
que ele usa para se referir a si em
relação a ele é seu servo. E esse é o
segundo indicativo de que ele está
verdadeiramente
arrependido. Ele sabe que Esaú era o
irmão mais velho. Ele sabe que Esaú
tinha direitos sobre ele na casa de seu
pai. E ele agora está de alguma maneira
reconhecendo isso quando ele se humilha
diante de Isaú e diz: "Você é o meu
Senhor, eu sou o seu
servo." Mas há uma terceira coisa que
aponta para a mudança de Jacó. Há um
terceiro indicativo aqui. Nós vemos que
Jacó não é mais o mesmo em sua
disposição de restituir a Esaú a bênção
que ele tinha roubado. Vejam, irmãos,
esse ato de prostrar-se sete vezes não é
apenas um ato de
humilhação. Ele também é um ato de
restituição. Lembre-se que parte da
bênção que Isaque deu a Jacó, mas que
ele deveria ter dado culturalmente a
Esaú, é que povos sirvam você e nações o
reverenciem. Preste atenção, que você
seja senhor de seus irmãos e os filhos
de sua mãe se curvem
diante de você.
Isso era parte da bênção, ter os irmãos
curvado em torno de em torno dele. Foi
por isso que Jacó batalhou para adquirir
com as suas mãos o direito de ter Esaú
curvado aos seus
pés. Mas olha o que ele faz agora. Ele
está ao curvar-se diante de Esaú, não
apenas expressando o seu estado de
espírito, mas devolvendo a ele aquilo
que ele lhe tinha roubado. Ah, essa
também é a maneira como Jacó interpreta
o lugar dos presentes que ele enviou a
Esaú. E e é por isso que quando Esaú não
aceita esses presentes, o que que Jacó
faz? Ele
insiste até que Esaú aceite. Irmãos,
você quer uma evidência maior de que
esse não é mais o Jacó de antes? O Jacó
de antes, se Esaú tivesse dito, eu não
preciso desses presentes, pode ficar
para você. Ele teria dito imediatamente:
"Obrigado, muito bom. Que ótimo que eu
posso ficar com tudo aquilo que eu
adquiri. Mas ele insiste até que Esaú
receba. Por quê? Simples. Porque ele
entende que está fazendo aquilo que um
arrependido deve fazer. Ele está se
humilhando e ele está
restituindo a honra que ele havia
roubado de seu irmão. Então, a primeira
coisa que a passagem nos mostra é que o
Jacó que se encontra com Esaú não é mais
o mesmo Jacó diantes de se encontrar com
Deus. Esse é o tipo de coisa que um
verdadeiro encontro com Deus faz
conosco. Transforma o nosso caráter
substancialmente. Não nos torna
perfeitos de imediato, mas transforma
substancialmente nas nossas motivações
mais profundas a nossa existência.
A segunda coisa que esta passagem
mostra, irmãos, é que o Esaú se encontra
com
Jacó também não é mais o mesmo de antes,
embora ainda seja o o Esaú que se
encontra com Jacó não é o mesmo de
antes, embora ainda seja, irmãos, sem
dúvidas, há algo
surpreendente em Esaú nessa passagem.
Ah, quando nós lemos que Esaú está vindo
em direção a Jacó, acompanhado por 400
homens, o que que nós imaginamos? Nós
imaginamos que ele está vindo para a
guerra, ele está vindo com um exército.
Afinal, a imagem que nós temos de Esaú
do início do relato é a do Shurek,
lembram? Ele é um homem rude. Ele é um
homem ah que pensa, ele é um homem
selvagem, ele é um homem do campo. Ele é
um homem que vive em função dos seus
apetites. E a última lembrança que nós
temos de Esaú no relato é a dele
ressentido, jurando o seu irmão de morte
depois da morte do seu pai. Portanto, é
natural que nós esperemos que Esaú venha
ter com Jacó para
destruí-lo. Mas não é isso que acontece.
O texto diz que ao ver Jacó se ao ver
Jacó se aproximando, versículo 4, Esaú
correu ao encontro dele e o
abraçou, pôs os braços em volta do
pescoço dele e o beijou. E
ambos
choraram. Olha o que o autor do texto
diz.
Enquanto Jacó manca, Esaú
corre. Jacó vem mancando, mas Esaú vai
correndo. E corre para quê?
corre para fazer as mesmas coisas que o
pai do filho pródigo fez quando o
avistou vindo ainda ao longe. uma
sequência de ações que indicam afeto,
que indicam
saudade, mas que indicam
principalmente a boa disposição para o
perdão e para a reconciliação. Ah, isso
mostra, irmãos, que Esaú não é mais o
mesmo. Algo nele mudou.
Os 400 homens que ele trazia consigo não
era um exército para a batalha, era os
convidados para uma festa.
O seu coração estava completamente
desarmado. A sua raiva tinha dado lugar
a emoção. A sua quebra o o seu ato
quebra as expectativas, inclusive as do
próprio Jacó, que estava se preparando
para o pior, para encontrar-se com o
irmão irado. Saul, portanto, mudou, mas
isso não significa que, como Jacó, ele
tenha sido
substancialmente
transformado. Ele
diminuiu, mas não
morreu. Ele
amadureceu, mas não nasceu de novo. Ele
não recebeu um outro
nome. Ele continua se
chamando Esaú. E isso mostra para nós
que é possível ter significativas
mudanças de caráter, mas ainda assim não
conhecer verdadeiramente o Deus de
Israel. Nós podemos ter melhoras na
maneira como nós nos comportamos ao
longo da vida, sem nunca termos de fato
um encontro verdadeiro e real com Jesus
Cristo. Eh, e o texto deixa claro que
Esaú é o mesmo de duas maneiras.
Primeiro, pelo contraste entre as
palavras de Esaú e as palavras de Jacó
com respeito à sua própria
condição. Jacó fala duas vezes a
respeito de como ele estava. Ele fala no
versículo 5, quando Esaú pergunta: "Quem
são esses?" E aí ele fala dos seus
filhos e ele fala no versículo 11,
quando ele descreve os seus bens. E o
que eu quero que você perceba é que em
ambas as ocasiões ele atribui a sua
condição ao favor de Deus. Ele diz:
"Deus foi gracioso para comigo e me deu
filhos. Deus foi gracioso para comigo e
me deu
bens". Esaú fala uma vez apenas sobre a
sua condição no versículo 9. depois de
Jacó explicar porque o havia enviado os
presentes. E a princípio ela parece uma
fala generosa. Parece que Esaú está
dizendo: "Olha, eu não preciso desses
presentes. Pode ficar com esses
presentes para você." Mas eu quero que
você perceba que ela carrega um tom de
autossuficiência. Esaú diz: "Eu não
preciso de nada. Não é porque Deus é meu
tudo, não é porque Deus me supre, é
porque eu já tenho
tudo. Eu me
enriqueci. Então, embora Esaú tenha se
emocionado, tenha acolhido o seu irmão,
o seu modo de pensar e de viver continua
o mesmo. Ele continua vivendo de maneira
autocentrada.
Talvez ele estivesse recebendo Jacó,
abraçando Jacó, não exatamente porque
ele sabia que isso era o correto a fazer
diante de Deus, mas porque ele entendeu
que pragmaticamente ele colheria boas
consequências de perdoar alguém.
Ele tá fazendo o que é certo, mas ele
não está fazendo o que é certo pelos
motivos corretos, como fazem aqueles que
foram transformados pelo Senhor. Mas o
texto também deixa claro que Esaú é o
mesmo na separação intencional que Jacó
deseja dele. Vocês perceberam isso? O
texto diz que pós
reconciliação, Esaú propõe a Jacó que
eles fossem juntos na mesma direção. É o
que diz o versículo 12. Vamos, eu vou à
sua frente e você vai atrás de mim. E
Jacó dá uma desculpa
esfarrapada e manda Esaú ir na frente
esperá-lo em Seir. Ele diz: "Olha, eu
tenho aí uns gados. Eles anda meio
devagar, as vacas de leite. Os meus
meninos são tudo pastor de ovelha. Eles
não são homens do campo como você, sabe?
Você é o cara que anda rápido. Essa
turma tá com você é uma turma de
guerreiro. Então vamos fazer o seguinte,
Esaú. Vai na frente e eu vou atrás de
você. Aí Esaú diz: "OK, Jacó, ótimo.
Então deixa pelo menos eu deixar uns
soldadinhos aí com você, um desses que
estavam vindo comigo para que eles
acompanhem você."
E aí Jacó olha para ele no verso 15 e
diz: "Para
quê? Para que isso? Não precisa disso.
Fique tranquilo, Esaú. Basta que eu
alcance favor aos olhos do meu Senhor. O
texto registra isso como registrando
alguém que tá doido para se livrar do
outro. E ele se reconciliou. Que ótimo
que isso
aconteceu. Mas Jacó não segue Esaú. O
relato mostra o fazendo de tudo para
viver em lugares
diferentes. E o curioso é que, ao
contrário de Jacó, que insiste que Esaú
recebesse os
presentes, Esaú não insiste que Jacó vá
com ele. Quando Jacó dá as duas
desculpas, Esaú diz: "OK, o que que o
texto quer mostrar com isso, irmãos?"
O que o texto quer mostrar é que, embora
o reencontro entre Esaú e Jacó tenha
sido real e a tensão entre eles tenha
sido resolvida, tenha sido desfeita, os
caminhos de ambos permanecem
caminhos distintos. E tem algo curioso,
literário na passagem. O texto diz que
Esaú volta pelo mesmo caminho no qual
ele veio. E e isso essa é a maneira como
o autor está querendo dizer para nós.
Esaú não mudou
significativamente. Ele amadureceu, ele
cresceu, mas ele não se
converteu. Jacó não. Jacó tá trilhando
outros caminhos, caminhos novos,
caminhos diferentes daqueles caminhos
que ele trilhara outrora. E
curiosamente aqui Esaú sairá da
história. Nós não o veremos mais nos
caminhos da promessa. O seu nome vai
aparecer no capítulo 36, que descreve a
sua
genealogia, mas nós vamos encontrá-lo no
Novo Testamento, onde ele será descrito,
por exemplo, em Hebreus, no capítulo 12,
versículos 16 e 17. como alguém profano
que trocou a sua primogenitura por um
prato de comida e que mais tarde, ao
desejar a bênção, foi rejeitado pelo
Senhor. Ah, Jacó não é mais o mesmo
depois do encontro com Deus. Esaú não é
mais o mesmo, embora ainda seja. A
mudança de Esaú não foi fruto de
arrependimento genuíno. E o que eu quero
que você entenda é que ele é o retrato
de tantas pessoas, outras ou às vezes
nós que mudam de
atitude, mas não mudam o
coração. Mudam de atitude, mas não mudam
de coração.
bondosamente, mas fazem isso não porque
amam ao Senhor, porque se renderam ao
Senhor. Pessoas que são tocadas pela
providência de Deus, fazem parte da
história que Deus está construindo como
Esaú, mas nunca foram
transformadas por ele.
Vamos explicar que isso tem
acontecido? Que Esaú continue sendo o
mesmo de antes, mas tenha mudado tanto
para com Jacó a ponto de recebê-lo e se
reconciliar com ele. E aqui está a
terceira coisa que esta passagem nos
ensina. Se ela nos ensina que Jacó não é
mais o mesmo, que Esaú já não é mais o
mesmo, embora seja, esta passagem nos
ensina que o Deus que escolheu Jacó é
sempre o
mesmo. Ele não muda. Ele é o mesmo
ontem, hoje e eternamente. E aquilo que
ele
prometeu, ele haverá de
cumprir. mesmo usando como instrumento
da sua providência pessoas que não
renderam o seu coração a
ele. De imediato, os personagens
principais desta passagem parecem ser
dois, certo? Jacó e Esaú.
Deus aparece nessa passagem de passagem
mencionado por Jacó em algumas ocasiões,
mas ele não parece ser um dos seus
personagens
principais. Apenas parece. Olhe de novo
paraa expressão com a qual o texto
começa. Quando Jacó ergueu os olhos. No
início da mensagem de hoje, irmãos, eu
disse que o escritor bíblico usa essa
expressão para colar o evento do
capítulo 32 com o evento do capítulo 33.
Mas existe uma outra razão mais
teológica pela qual ele usa essa
expressão. Ergueu os olhos e
viu. Essa, irmãos, é uma expressão que
indica
surpresa, que indica
expectativa, que o autor do Gênesis usa
várias vezes para ressaltar a
providência de Deus. É como se Deus
tivesse conduzindo a história, guiando a
história de tal modo que os personagens
estivessem meio dormindo e aí eles
levantassem os olhos e eles se
deparassem imediatamente com o governo e
o controle de Deus. Deixa eu mostrar
isso para vocês em outros textos.
Gênesis 24 versículo 63 e 64.
Isaque está esperando a sua esposa. O
servo de Abraão saiu para buscar uma. E
olha como é que o autor do Gênesis
escreve isso. Ao cair da tarde, Isaque
saiu para meditar no
campo. Erguendo os olhos viu e eis que
vinham camelos.
Essa é a maneira do autor de Gênesis diz
assim: "Parece que tá acontecendo alguma
coisa por acaso, mas é Deus que tá
guiando a história." Aí o texto continua
também Rebeca levantou os olhos e vendo
Isaque, desceu do camelo. Parece que é
só mais um homem, mas Deus é quem tá
conduzindo a história. Capítulo 31,
versículo 10. Aqui fica ainda mais claro
isso, porque lembra do texto, é, é a
briga de de Jacó com Labão, a história
das ovelhas malhadas, salpicadas, o
sonho que Jacó teve. E olha como ele
descreve isso. Chegado o tempo em que os
animais acasalavam, olha só, levantei os
olhos e vi em sonhos. Ora, tá óbvio que
o autor não tá dizendo que isso é
literal. Porque Jacó tava dormindo, ele
tava sonhando. Então, como é que ele
levantou os olhos e
viu? Isso não é uma expressão
simplesmente narrativa, isso é uma
expressão teológica. O que que o
narrador tá querendo dizer? que Deus
estava em sua providência, revelando a
Jacó o que estava acontecendo. Quando o
autor começa esse texto, Gênesis 33,
dizendo: "Jacó ergueu os olhos e vi". O
que ele está dizendo para nós é que o
encontro de Jacó com Esaú não foi um
encontro qualquer, foi um encontro que
Deus estava construindo. Deus tinha ido
à frente de Jacó preparar o encontro com
Esaú. E isso explica porque Jacó foi
recebido por Esaú daquele modo
impressionante. Por que que Esaú mudou,
embora não tenha mudado de coração?
Não, Jacó não foi tratado daquele jeito
porque Esaú acordou de bom
humor, porque ele teve sorte naquele
dia. Ele foi recebido daquele jeito
porque Deus em sua providência estava
atendendo a oração que ele havia feito
lá em Gênesis lá, lá no capítulo 31.
Qual era a oração?
livra-me das mãos de meu
irmão.
Vejam, antes mesmo de Jacó se encontrar
com ele, Deus e com Esaú e fazer essa
oração, Deus já estava trabalhando para
respondê-la.
Como promovendo no coração de Esaú pela
graça comum, aquela graça que refreia o
mal e promove o bem, mesmo em corações
que não amam a Deus.
Transformações no comportamento de Esaú
que o fizeram receber o seu irmão Jacó.
E preste atenção em uma coisa linda.
Jacó percebe isso. E é por isso que
quando ele insiste para que Esaú aceite
os presentes que ele oferece, ele diz
algo, irmãos, profundamente revelador.
Ele diz o
seguinte: "Se alcancei favor na sua
presença, peço que aceite o meu
presente. Por quê?" Olha a
razão. Porque ver o seu rosto é como
contemplar o semblante de Deus e você me
acolheu também. Olha aqui a
afirmação. No capítulo
anterior, Jacó tinha visto a face de
Deus em Peniel e tinha
sobrevivido em
Boramanco. Agora ele vê o rosto do irmão
que tinha ofendido e ele é acolhido. Ele
sobrevive de novo. Em ambas as cenas. O
que Jacó encontra é graça. Ele é o
ofensor, mas ele encontra graça. Ele
encontra perdão. Ele encontra favorcido.
E ele conecta uma cena à
outra. Ele
sabe que se não fosse o
Senhor, Esaú não o teria recebido
daquela maneira.
O favor de
Esaú era, em última instância o reflexo
da
providência imutável de
Deus. Era Deus
cumprindo os seus
planos. E vejam como é que o texto
termina. O texto diz que depois que os
irmãos se
separam, Esaú vai para Seir. Versículo
16. pelo mesmo caminho onde pelo qual
ele tinha vindo, tinha mudado, mas nem
tanto. E Jacó, versículo 17, foi para
sucote,
refúgio. E atenção, essas palavras,
irmãos, elas são muito
importantes. Edificou para si uma
casa e fez cabanas para o seu gado. Por
que que elas são importantes? Porque a
tensão da história de Jacó é que ele sai
da terra
prometida sem filhos. E isso anuncia que
a promessa pode não
acontecer. Como é que o capítulo 33
termina? Com
Jacó construindo uma casa na terra
prometida.
Ah, o filho que tinha saído de casa,
fugido por causa do seu pecado,
solteiro, sem descendência, com uma mão
na frente e outra atrás, colocando em
cheque o cumprimento da
promessa, está agora de novo
estabelecido de volta na terra da
promessa, com um novo caráter,
reconciliado com o seu irmão, farto de
bens e de filhos.
pronto para entregar para um deles,
José, o lugar de protagonista humano.
Nessa continuidade da história da
redenção, Deus cumpriu a promessa de
Gênesis
28. Quando Jacó estava saindo para os
seus anos de
deserto, Deus
disse: "Eu estou com você". Eu o
guardarei por onde quer que você
for. Eu farei com que você volte a esta
terra, porque eu não o abandonarei até
que eu cumpra aquilo que eu
prometi. Porque os homens
mudam, mas Deus é imutável.
E pela graça de
Deus, o mutável Jacó pode até começar a
cumprir as suas
promessas, porque ele tinha prometido,
lembra? Se o Senhor cumprir as suas
promessas, eu tiver roupa para comer ou
roupa para comer não dá, roupa para
vestir e comida para
comer, o Senhor será o meu Deus.
Como é que termina o
texto?
Jacó levanta um
altar. E agora não é mais um altar para
o Deus de Isaque, o seu
pai. Não é mais um altar para o Deus de
Abraão, o seu
avô. Agora é um altar que se
chama Deus.
O Deus
de
Israel. Agora é
Deus. O meu
Deus. O meu Deus.
Não é um Deus que eu conheço de longe.
Agora é um Deus que eu conheço de
perto. Irmãos, Deus é o grande
personagem desse
relato. Tudo o que acontece aqui,
transformação, livramento,
sobrevivência, restauração, é obra da
mão poderosa de Deus.
E essa é a boa notícia para
nós. Sabem por quê?
Porque nós também tínhamos um reencontro
marcado, não com um irmão
ofendido, mas com um Deus
ofendido. E como Jacó, nós tínhamos
todos os
motivos para morrer de medo
deste encontro.
Mas quando ele
aconteceu, nós não fomos
recebidos de mãos em
punho. Nós fomos
recebidos de braços abertos.
No lugar de
vingança, nós recebemos um beijo
carinhoso, porque
Jesus foi à nossa
frente, como Jacó foi à frente da
família dele e se curvou diante de Esaú,
seu inimigo, como seu servo. Jesus se
curvou até a morte. Ele é o servo
sofredor assumindo o nosso lugar e se
tornou o altar onde nós podemos nos
encontrar com Deus em
paz.
Irmãos, todos nós hoje podemos ver a
face de Deus e sobreviver.
Por que que você acha que você entrou
nesse culto e permanece vivo até
agora? Por que que você acha que você
entrou na presença de Deus hoje de manhã
e você ainda não foi fulminado pela
presença santa
dele? É porque você acha que você foi
bonzinho durante a semana?
É porque você acha que você tem se
esforçado ao máximo para fazer o que é
certo do que vale o esforço de um
pecador imperfeito ou um esforço
imperfeito diante de um Deus que é
santo, perfeito e
justo?
Nada. Sabe por que eu e você ainda
estamos vivos agora na presença de Deus
neste lugar?
Porque Jesus foi à nossa
frente e agora nós somos
recebidos em por Deus em Jesus Cristo.
Deus se revelou na face de
Jesus. Ele disse a um dos discípulos que
perguntou: "Mostra-nos o Pai". Ele
disse:
"Felipe, quem vê a
mim vê o Pai. E ele nos reconciliou com
ele por meio da
cruz." Para você que tá fugindo de
Deus, o convite de hoje é: toma o
caminho de volta, volta para casa. Não
interessa qual seja o motivo da sua
fuga. Vergonha, medo, cansaço. O que a
história de Jacó ensina para você é que
Deus não desiste dos seus filhos. Não
continue fugindo. Volte para casa.
Talvez você este seja dizendo assim:
"Pastor, eu quero voltar para casa, mas
eu não consigo. Eu tenho dificuldade
porque eu tenho medo da reconciliação.
Eu feri muita gente no meu processo de
saída, de fuga, e agora eu tenho medo de
ser rejeitado, de ser humilhado, de ser
maltratado. Se eu voltar para me
reconciliar, talvez você esteja se
protegendo da dor da
reconciliação. Se esse é o seu caso, a
palavra de Deus para você hoje é Deus
vai à sua
frente. Reconciliar-se não é confiar no
outro. Reconciliar-se é
confiar em
Deus. É confiar em Deus. Ele é quem
prepara
corações. Ele é quem muda disposições.
Se ele está chamando você para
reconciliação com alguém nesta manhã,
ouça a voz de
Deus. Pastor, o senhor me
garante? Garante que eu vou ser bem
recebido?
Não, eu não posso garantir isso. Não
posso garantir
isso, pastor. O senhor garante que tudo
vai terminar nessa relação de modo
confortávelíssimo? Não, eu não posso
garantir você isso. Posso dizer que Deus
tem poder para fazer se ele quiser
tratar você desse jeito, mas ele pode
querer tratar você de outro jeito. Mas
uma coisa eu garanto para você, você vai
se livrar do
peso de estar com o Senhor e continuar
fazendo algo que ele algo que ele não se
agrada, porque isso pesa viver na
comunhão com o Senhor, mas com os
relacionamentos rompidos com os seus
irmãos, é
peso. E se você for se reconciliar, isso
eu te garanto, você vai se livrar do
peso de estar com o Senhor sem fazer a
sua
vontade. Talvez você diga assim:
"Pastor, eu tô mais do lado de Esaú do
que Jacó nessa aí. Na verdade, eu não
sou quem feriu os outros. Eu sou
ferido. As pessoas me feriram, me
traíram, me deixaram de
lado. Eu sei, o seu coração clama por
justiça, certo? esmague o outro, mas o
evangelho te
chama a
graça. E se você está do lado de Esaú
nessa história, mas não é Esaú, é Jacó,
então você foi perdoado de uma falta
mais grave do que aquela que foi
cometida contra você. Perdoar nunca é
fácil, mas é possível.
E mais do que isso, é necessário. Você
não conseguirá fazer isso com as suas
forças, mas a graça que te alcançou é
suficiente. Portanto, se você foi ferido
e for procurado por alguém, perdoe, por
mais difícil que isso seja.
E por fim, irmãos, para todos nós, o
convite da mensagem de hoje
é: confie na providência do
Senhor. O Deus que escolheu
Jacó é o Deus que nos escolheu em Jesus.
E atenção, guarde isso no seu
coração. Ele não
muda. E essa é a nossa segurança ontem,
hoje e eternamente. Irmãos, nós vivemos
em um mundo
instável. As pessoas mudam, as promessas
falham, os sentimentos oscilam.
Às vezes nós somos como Jacó, outras
vezes nós somos como Esaú. Mas
Deus não
muda. E ele continua chamando
pecadores, quebrando o seu orgulho,
sustentando-os em suas fraquezas e
conduzindo-os à glória. Nós temos muitas
evidências disso, muitas, mas as maiores
delas são a
cruz e o túmulo
vazio. Ali está a prova.
definitiva de que Deus é fiel à suas
promessas.
Portanto, se você tá perdendo o ânimo de
viver, o desencorajamento, se você tá
perdendo o sorriso nos lábios quanto à
vida nesse mundo, por causa da
instabilidade dela, traga a cruz e o
túmulo vazio à sua mente
diariamente. E talvez o sorriso volte
aos seus lábios e a esperança volte ao
seu coração. Vamos orar e vamos
agradecer porque Deus não
muda. Senhor, muito obrigado por esta
passagem. Quão bela é a tua
palavra e quão quão insondáveis são os
caminhos do
Senhor. Quando nós lemos textos assim,
tão ricos, tão belos, tão
misteriosos, nossa pequenez vem à tona
de maneira muito clara.
E a grandeza do Senhor também fica
patente diante dos nossos olhos.
Deus, como como tu és
grande, como o teu amor é
inexplicável e como nós temos vivido
muitas vezes fazendo pouco caso do
tamanho do teu amor por
nós. Deus tem misericórdia do teu
povo. Cuida de
nós. Se há, se há reconciliação que
precisa acontecer no nosso
meio, Deus, que hoje seja dia disso, de
nos reconciliarmos uns com os
outros, de nos reconciliarmos com o
Senhor e de encontrarmos de novo a
alegria e a esperança da
salvação. Dá-nos, ó Deus, a graça de
vermos aplicada em nosso coração a
mensagem que acabamos de ouvir. É a
oração que te fazemos em nome de Jesus.
Aquele que foi sempre irá à nossa
frente. É no nome dele que oramos hoje
sempre. Amém.

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