Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Obra: Dez de Dezembro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: Dez de Dezembro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: Dez de Dezembro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
contato@ibnu.com.br

Home

Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/4511161695600640

Legendas automáticas:

[Música]
เฮ เฮ
[Música]
Olá, estamos aqui em mais uma live da
IBNU. Sejam todos muito bem-vindos. É um
prazer sempre ter vocês conosco. O mês
passa tão rápido, né, Rina? Já passou,
estávamos aqui há tão pouco tempo e já é
final de maio de novo. Então, sinta,
sejam bem-vindos, mandem suas mensagens,
curtam,
compartilhem. Boa noite, Rina.
Oi, dona o, querido ouvinte, que está aí
conosco em mais uma live da BNU. Sejam
todos muito bem-vindos. Como disse, o
mês passa tão rápido, né? A gente já tá
aqui de novo e agora para falar
sobre um conto dentro de um livro, né? O
livro se chama 10 de dezembro, é do
autor George Sunders, é o meu inglês,
né, gente? Acho que é assim que se
pronuncia sobre o nome dele.
Hã, e esse livro é uma coletânia de 10
contos, onde o último conto também
nomeia o livro. Se chama 10 de dezembro,
foi publicado em 2013 pela primeira vez.
O George Sanders é considerado um
excelente
contista e de fato ele é, né, um
contista não só excelente pela estrutura
narrativa, pela densidade eh psíquica
dos diálogos entre eh as personagens e
sobretudo dos diálogos internos, sabe,
mentais que as personagens têm consigo
mesmas.
E ele ainda é muito atento às questões
do seu tempo, né, as questões
socioeconômicas, as questões culturais.
Então, todo conto do George Sanders tem
uma densidade muito profunda que a
primeira vista você pode até não
enxergar porque ela não é óbvia, ela não
é explícita, ela não
é professoral, né? você não vai ver
discursos ali na nesse nesse livro,
nesses 10 contos, mas você vai ver as
ações e aí você pode chegar suas
próprias conclusões baseado nisso tudo
que eh o autor trabalha como transfundo
para suas obras. Eh, o que que fala, né,
esse conto do 10 de dezembro? Tudo o
livro é ótimo, tá gente? Eh, mas não dá
para trabalhar os 10 contos aqui. Então,
a gente ficou com um conto que intitula
a obra.
O primeiro conto, eh, talvez as
pessoas mais desavisadas vão se chocar
um pouquinho ali com a linguagem, mas a
linguagem é intencional
e faz todo sentido dentro daquele conto
e da discussão moral que se coloca ali,
tá? Tô fazendo só essa parte, porque às
vezes a pessoa vai pegar o livro, vai
ler o primeiro conto, começa a ler, nem
vai até o final. Ah, já não gostei. Ah,
pronto. Você tem que conhecer a obra
para dizer que você não gosta dela, né?
E a gente, sempre que a gente tá no
livro de contos, a gente tem que prestar
atenção. Por que que o autor elegeu este
para ser o primeiro? E por que que ele
elegeu este para ser o último? Porque o
capítulo que abre e fecha um livro são
muito importantes. Ou um conto que abre
ou fecha uma coletânea são muito
importantes, né? OK. Vamos lá então para
10 de dezembro. Escuto é
transistin, um garoto, e de Éber, um
homem já de 53 anos. Robert é um garoto
que tem lá uma franjinha reta de de
príncipe valente, como diz o autor. Ele
é um pouco cheinho e tem uma imaginação
muito fértil. Então ele mora perto de um
bosque. Esse bosque fica, tem a a rua,
né, com a casa dele. Aí tem um campo de
futebol e tem um bosque logo em seguida.
Então, cotidianamente, ele sai para esse
bosque e vai caçar seres imaginários,
né, na cabeça dele. É, ele calça ali a
casaco branco, a bota branca dele, põe o
seu casaco branco, ele pega uma
espingardinha que ele tem e ele fala que
ele vai caçar esses seres que ele chama
de ínferos, né, numa lusão inferiores,
que são seres que são pequenininhos, mas
que quando eh são vistos, são
encontrados por ele, crescem de tamanho,
né? E são seres que estão aí tentando
sequestrar Donzela Suzane, que é uma
coleguinha de classe do Robin, porque
ele é apaixonado e ela sequer sabe o
nome dele, o chama de Roger. Então, é
nessa
eh é nessa esfera, né, fantasi
fantasiosa, imaginativa que essa criança
entra para esse bosque e todos os dias
vai até o lago para verificar ali onde
que que os castores fazem. Tá bom? uma
dessas visitas dele, né, cotidianas aí
ao
bosque, ele tá andando lá, imaginando
prisões, porções, lutas marciais. Agora,
interessante porque na imaginação dele,
a imaginação da criança, né? Aí você vai
ver eh a condição de saúde dessa
criança, de saúde mental, se ela é
saudável, se ela é preocupante, porque
na fantasia dele, por mais que haja luta
e por mais que haja e a a disputa entre
ele e os ínferos, e uma hora os ínferos
o prendem e outra hora ele prende os
ínferos, né, nunca morte.
Quando ele consegue prender os ínferos,
por exemplo, e ele sofoca, tampa a
entrada da toca dos ínferos, né? Aí na
hora que ele tá indo embora, ele pensa:
"Ah, mas eles podem morrer sufocados,
ele volta lá e e abre". Então assim,
esse detalhe é interessante. Por
quê? Por que que o inimigo na imaginação
dessa criança nunca morre? Porque toda a
imaginação dessa criança é voltada para
salvar e não para matar, né? Ele vai
para salvar a Suzane. Ele no final das
contas salva até o seu adversário da
morte.
Esse é o coração de Robin, o coração
dessa criança. Um dia ele tá caminhando
ali pelo
bosque e na hora que ele chega assim
perto do do
lago, ele vê uma um
casaco casaco verde no banco. Aí ele já
imagina, ah, deve ser um dos ínferos que
colocou aqui para fazer uma
uma, como é que chama? um enigma comigo
e ele corre para pegar o casaco e ele
nota que esse casaco não tem neve
acumulada por cima e tá até um pouco
quente por dentro, né? Ele tá ali num
frio de
-1º, temperatura gelado, lago congelado.
Aí ele fala: "Poxa, mas nesse frio quem
é que
deixaria um casaco para trás? Só uma
pessoa que não esteja bem da cabeça."
Ele fala, não tá em san consciência.
ele diz o seguinte:
"Bom, eh, se trata de alguém que não
está em san consciência, quanto mais
essa pessoa precisa ser ajudada." Aí,
eh, ele se lembra de Jesus e das
bensaventuranças. O George Sanders, ele
faz uma interface com a fé o tempo todo.
O tempo todo. Isso aqui é só uma delas
nesse conto. E aí ele se lembra de de
Jesus dizendo que bem-aventurado era
quem ajudava aqueles que não podiam se
virar sozinhos, né? Ele vai ali na
cabecinha dele de criança com o
referencial que ele já tem de escritura,
ele dá ali uma adaptada na cabecinha
dele, mas ele entende o quê? Quem é
bem-aventurado? Quem ajuda? aquele que
não pode se virar sozinho, ele falar
assim: "Nossa, então isso é um resgate,
mas isso é um resgate
real". E a fantasia que ele tá inserido
de repente é atravessada pelo real. Ele
tava fantasiando que salvaria a Suzane e
de repente ele se vê diante da
possibilidade de
realisticamente salvar ali, pega o
casaco e sai correndo porque a pessoa
não devia estar muito longe, já que o
casaco ainda tava
morno. O que que tá acontecendo antes
disso? Como é que o casaco foi parar ali
10 minutinhos antes? O Eber, que é o
nosso a nossa outra personagem, eu falei
aquele homem de 53 anos, ele passou ali
naquele banco e ele deixou aquele casaco
ali intencionalmente. Não foi porque ele
tá
ruim da da cabeça, né? Não é porque ele
não tá com as ideias eh no lugar no
sentido
eh de ter algum transtorno mental, né?
O Éber, ele tem 53 anos, ele tem um
câncer no cérebro, é um câncer, tá
bastante avançado, ele tá numa fase
terminal já muito
magro na sua casa. Ã, tiveram já que
colocar uma cama hospitalar. Aliás,
gente, deixa eu fazer uma ressalva aqui
importante, tá? Esse livro é um livro de
uma história muito sensível.
H, então, quem tem alguma restrição com
eh ideiação
suicida, com história que envolvam
pacientes terminais e o sofrimento
dessas pessoas, o que passa pela cabeça
das
pessoas, talvez não seja um momento de
você ouvir ou você precisa ouvir com
cuidado, tá bom? Então, fique à vontade
aí para avaliar.
É uma história muito bonita, com uma
mensagem muito
preciosa. E ela só é assim, exatamente
porque ela não nega o lado difícil da
vida, né? Então esse é
Éber que tá nessa condição de saúde,
passa os dias deitado numa cama
hospitalar em casa, recebendo ajuda da
esposa e dos filhos para se alimentar,
para se banhar, não consegue se
sustentar muitas vezes de pé. E aí
poucos dias antes, numa dessas noites de
inses ali pensando, não é possível, não
é possível que que esse é o fim, que
diagnóstico é esse? Ele cai da cama de
novo e naquele momento ele fala:
"Hã, tive uma ideia".
A ideia é, eu vou forjar a minha morte
para que minha família receba o seguro.
Vou fazer tudo de forma que pareça que
tenha sido um
acidente. E acho que essa é a maneira de
preservá-los de todo o sofrimento que
eles vêm enfrentando por causa da minha
condição, né? E o autor, muito
honestamente, numa voz interna e de
outras pessoas suscita na cabeça do
nesse momento. Ah, você quer poupá-los
ou você quer se
poupar,
né? Seja como for, o Éber não responde
essa pergunta, ele não faz esse
enfrentamento, né? Ele ainda acha que é
uma questão de altruísmo que é pela
família
dele. E um belo dia ele aproveita que a
esposa dele, a mole, foi ao mercado, foi
à
farmácia. Nossa, eu preciso acelerar a
história. Foi à farmácia e ele pega de
pijama mesmo, do jeito que ele tá, ele
sai da
cama e vai pro boss, entra no carro
dele, né? entra no carro dele, dirige
até lá a entradinha do bosque, para ali
naquele campo de futebol e entra no
bosque, começa a andar, andar, andar,
andar. Isso que ele tá andando e tá
pensando ali na na sua finitude, ele
começa a lembrar muito do padrasto dele,
o Allen, que também teve uma doença
muito severa, embora a gente não saiba
qual é.
E e ele vai fazendo uma comparação, né,
de como cada um
enfrenta essa esse sofrimento extremo.
Porque o
Alen, o o pai do Roben havia fugido com
outro homem, abandonado ele e a mãe. O
Alen casa com a mãe, assume essa
paternidade, se torna um pai excelente
pro Robin, a ponto de o Robin
descrevê-lo. Desculpa, gente, pro Éber.
a ponto do Éber descrevê-lo como o homem
mais bondoso que ele já
conheceu. Então o Allen, que é pai do
Éber, padrasto do
Éber, é para o Éber, foi para o Éber a
vida inteira um referencial de bondade.
No entanto, quando ele se encontra
gravemente doente, ele se torna um homem
muito
furioso. E aí ele gritava com Éber,
gritava com a mãe do Éber, eh, os
insultava o tempo todo, né? E o Éber
ficava pensando, nossa,
mas é isso, né? Aquele alen
bondoso, amoroso, que eu conheci durante
a minha vida toda? Onde é que ele tá? É
isso, é isso que sobrou. E ele começa a
pensar sobre essas coisas e a lembrar do
seu padrastro, quando de repente ali ele
percebe que a luz solta a carne e fala:
"Nossa, eu tenho que continuar andando".
Porque qual que era o plano? Ele deixar
o casaco no banco para que a família ou
a polícia depois encontrasse, né? Porque
o carro ficou parado lá na entrada do
bosque. Eles entrar no bosque,
deixar e achar o casaco no banco. E ele
contornou o lago, ia subindo assim, era
bem íngreme ainda, tinha uma colina, ia
subindo colina porque ele ia finalizar
lá em cima. E aí quando ele
tá percebendo que a luz tá caindo e e tá
lembrando também da sua esposa, né, de
como a sua esposa era amorosa e dedicada
a ele, os filhos também se desdobra ali
nos cuidados com ele. Ele fala: "Eu não
posso fraquejar agora. Essas essas
lembranças amorosas não podem me fazer
recuar. Eu tenho que fazer o que eu
preciso. Fazer com força e centena." É o
que ele diz.
Então ele derradeiramente olha pro lago,
falou: "Eu vou contemplar o lago mais
uma vez, eu vou olhar para essa beleza
toda que tá aqui na minha frente e
pensar que eu vou voltar para essa
beleza, eu vou retornar para ela."
Então, de alguma maneira, isso pode me
encorajar, né? Essa percepção dele é uma
percepção que eh a gente sabe que não é
cristã, né? uma percepção budista,
talvez, porque o budismo que entende que
quando
você morre, você volta uma unidade com
isso todo, integrar não no sentido de
compor e continuar existindo
individualmente, né? Mas integrar no
sentido de também eh se unificar com
ele, não só integrar, mas se unificar.
Então, eh, praticamente seria você se
torna uma gotinha que você é uma gotinha
que volta pro oceano, né? Você gota foi
unificada o novamente. Então, essa era a
compreensão dele. Talvez até motivado
ali pelo seu desespero, né? Porque
diante das suas lembranças amorosas, ele
tá procurando qualquer argumento para se
encorajar. Então, ele olha para aquele
lago bonito e fala: "Não, eu vou voltar
para essa beleza". Porque realmente a
criação de Deus, ela é belíssima,
extraordinária. É o maior espetáculo da
terra. Não existe nada que o ser humano
possa fazer que se compara um pôr do sol
no lago, né? É muito bonito, envolve
toda a criação, os pássaros, os
peixes. Então ele é enriado, né, por
essa beleza, embora esse esse lago até
ali não tivesse os peixinhos porque nem
os passarinhos porque era inverno
extremo, né, tava menos 12º, mas aquele
lago todo desbranquiçado, ele fala
aquele tudo branco, aquela paisagem toda
branca, aquilo era muito bonito.
E aí ele vai buscar coragem na beleza
para fazer o que ele queria fazer.
Quando de
repente ele vê um
garoto pisando assim no lago, testando o
lago, o o gelo do lago, vendo se ele tá
firme, né, com a com a coronha ali da
sua espingada. E de
repente o gelo cede, esse garoto
afunda. E o ber v o Robin, lembra que o
Robin achou o casaco dele no banco e
saiu correndo para devolver, para fazer
esse resgate real, como ele fala, para
devolver o casaco pro dono. E aí ele vê
esse garoto, vê esse garoto com
segurando o casaco dele. De repente,
esse garoto cai assim, o o gelo cede, o
garoto cai, o casaco fica na parte
sólida do gelo pro lado de fora, o
garoto se debatendo, se debatendo, se
debatendo. E o Éber, sem nem pensar duas
vezes, sem nem pensar nenhuma numa
reação totalmente instintiva, sem nem
considerar a sua condição de saúde, ele
desce correndo para tentar ajudar essa
criança. E lógico que quando ele vai
descendo, né, ele vai descendo por entre
o bosque. Então ele vai
cambaleando com a sua condição é física
debilitada, se escorando de árvore em
árvore até chegar nessa criança.
Enquanto ele tá descendo essa
encosta, o Robin tá se debatendo, tá
tentando sobreviver. Aí ele sobe, tenta
se apoiar assim na beirada do gelo, a
beirada cede, ele cai de novo e aí sobe
mais uma vez e mais uma vez ele cai. Só
que nessa segunda tarde ele percebe que
ele tocou o fundo do lago. E aí ele fala
assim, ele percebe que o é inclinado,
né? Tem uma
inclinação e que se ele simplesmente se
aquiietar, se acalmar e quem sabe ele
não consiga, né? chegar à margem. Eu sei
que ele se reordena, se
reorganiza, nada até a a
margem. E chegando à
margem, exausto de tanto se debater e
tremendo de frio, de pânico, ele cai no
choro, né? Fica deitado ali, não
consegue se levantar e chora como um
bebê, como o autor vai
dizer. Volta pro Éder.
Aliás, gente, a leitura desse conto, ela
pode ser difícil num primeiro momento,
porque essa
intercalação entre Éber
contando, entre o que tá acontecendo com
Éber, o narrador, entre o que tá
acontecendo com Éber e o tá acontecendo
com Robin, ela não é tão explícita na
obra, né? Então, no começo você fica,
pera aí, calma, quem que é quem? que é
um recurso literário muito comum, né, na
literatura contemporânea. Quem faz isso
também eh é o vários autores, mas vou
falar de um recente que eu li, que
também não pera aí, calma, deixa eu
voltar aqui. O Itamar Veira Júnior no
tortar também intercala dessa
maneira, que é um quebra-cabeça que você
tem que ir montando, tá? Então o que
aconteceu? A gente fecha aqui com o
Robin caído, deitado lá de bruços na
margem do lago e chorando apavorado. E a
gente volta pro Éder, que tava descendo
a colina no meio do bosque para tentar
salvar essa criança. Quando enfim, ele
consegue sair do
bosque, ele não vê mais a criança no
lago. Ele só vê o casaco na parte dura
do gelo caído. E aí ele corre o olho
assim atrás da criança e, enfim, a
encontra na margem próximo a um barco
emborcado. E aí ele se arrasta até a
criança, eh, percebe que a criança tá
com
hipotermia e vê o casaco lá no lago de
gelo caído. E o Éber
novamente eh se arrisca em favor do
Robin e fala: "Eu tenho que pegar esse
casaco para ele".
né? Por quê? Porque o casaco do
menininho, o menininho tava com casaco,
mas ele tava todo congelado. A camisa
dele tava congelada, a calça dele
congelada. A gente tá falando de uma
temperatura de
-1º, né? Então
o reúne toda a última força que ele tem,
caminha sobre o lago, procura um galho
para ver se conseguia puxar o casaco,
não acha? E ele vai meio que se
arrastando assim e esticando os dedos
até, enfim, conseguir puxar o casaco
para si. Ele volta pra margem, pega o
Robin, eh, troca a roupa do Robin. O
Robin não tá respondendo ainda, né? E
ele sacode o menino, saculeja assim,
chacoalha o menino e o menino não tá
respondendo. Então ele começa a tirar a
roupa da criança que tá congelada e a se
despir para vestir essa criança. O Éber
faz tudo isso respondendo única e
exclusivamente ao seu instinto
protetor, ao seu instinto de salvar essa
criança. Então, olha só, a gente tem uma
criança que é o Robin, que foi atrás do
Éber para resgatá-lo, como ele diz,
resgatá-lo desse frio para salvá-lo
desse frio, já que ele tinha esquecido
casar na cabeça da criança, ela não
sabia que foi
intencional. E quando ela parte para
salvar o adulto, o adulto vê a criança
em apuros e parte para salvar a criança,
né? Weber tira sua calça
do pijama, a blusa do pijama, ele tira a
sua meia, ele tira a bota. Por fim, ele
coloca tudo em hobbin e coloca também o
casaco verde em hobbin ou aquece e fala:
"A gente precisa ir, a gente precisa ir,
vamos andando". Rob não responde,
consegue abrir os olhos, enfim, mas tá
totalmente aéreo e fala: "Levanta,
levanta, a gente precisa ir começa a
falar coisas para tentar animá-lo".
E o Rob levanta meio que assim no
automático e vai andando. Só que
de repente o Robin percebe que ele
tá no meio do
nada com um senhor que ele nunca viu na
vida, um senhor
eh
esquelético com uma cicatriz na cabeça,
porque ele tinha feito cirurgia por
causa do câncer e só de cueca. Na hora
que o Robin, que é uma criança, percebe
isso, ele fica
apavorado e ele sai correndo. Ele começa
a correr, correr, correr, correr,
correr, correr sem olhar para trás. O
Éber sabe que não vai conseguir
alcançá-lo, então ele nem tenta, mas ele
também não se ressente, ele diz assim:
"Bom garoto, volte para casa, né? Ele
deixa a criança ir em paz."
Aí tem um um trecho que é interessante,
que é importante a gente
voltar, é que quando a Éber tava
descendo a colina para tirar o Robin do
lago, cambaleando ali entre as árvores,
ele ele ele sente um bem-estar consigo
que era totalmente contrário a todo
aquele sentimento profundamente
deprimido que ele vem
experimentando. Ele sente que, olha
isso, ele sente que ele já não é somente
um morimundo numa cama de
madrugada insônio pensando, então, será
que é isso? Será que é verdade? Mas
agora ele volta a se sentir uma pessoa
que é capaz de fazer coisas boas.
Porque isso autor não diz
explicitamente, mas mas disse o
seguinte, ele volta a se
sentir ah aquele ber que era capaz de
pegar uma banana congelada, colocar um
chocolate por cima, que era capaz de
ficar na escolinha da filha, vigiando
ela assim da janelinha para ver se tinha
um coleguinha eh implicando com ela ou
não, que a menininha tinha feito uma
queixa para ele. Então ele é capaz de de
voltar a ser aquela pessoa que pintava
casas para passarinhos. E ele sente um
bem-estar consigo que eh até
então não visitava, né? Ele andava tão
deprimido que ele pensa em no em tirar a
própria vida. E aí você só um parên, né?
Quando
o percebe que o
Robin eh saiu, ele diz isso, ele fala:
"Bom rapaz, vá para casa, né?" Só que
exatamente nesses momentos também, de
repente ele percebe que ele tá no
sozinho em
-1º. E o que que resta para ele nesse
momento? ele sentar ali encostada nesse
barco que tá
emborcado e esperar o que a vida reserva
para ele, já que ele não
tinha saúde, condição física de fugir.
Nesse momento, né, a gente tem o quê? A
gente tem Robin correndo, correndo,
correndo, correndo no
bosque para fugir daquele homem em quem
não tá nem pensando mais, porque nessa
hora Robin só só consegue pensar na sua
mãe, na sua mãe, como ele era tão amado
pela mãe, como a mãe vivia dizendo pra
tia que ele era a alegria da vida dela,
né? E e Robin com a mãe no coração,
corre, corre, corre até ele que chegar
na saída do bosque. Quando ele chega na
saída do bosque, né, que dá num campo de
futebol, ele consegue avistar a casa
dele lá e ele sente um grande alívio e
uma grande alegria e começa a pensar,
não é possível. As pessoas, né, não vão
acreditar, nem ele mesmo acreditando. Eu
caí no lá congelado e consegui me
salvar. Tudo bem que eu recebi a ajuda
de um homem? Ah, o homem. Aí o Robin
entra em choque que ele fala: "Eu
abandonei aquele homem lá. Eu deixei
esse homem que me salvou lá no
sozinho. E ele entra num conflito muito
grande, porque ele se sente a pior das
crianças do mundo e fala: "Eu eu preciso
voltar porque eu preciso ajudá-lo, eu
preciso salvá-lo também". Mas ele exalte
fala: "Eu não vou conseguir voltar
porque aí tem que voltar lá, depois
voltar com esse homem. Como é que eu vou
voltar com esse homem, né? Eu sou só uma
criança, eu sou muito pequeno. Ele
começa a pensar várias
coisas e fica experimentando esse
conflito. Eu quero ir e não quero ir. e
não consegue se resolver e fica
paralisado ali na beira do campo. Nesse
momento, o autor volta novamente pro
Éber, que tá lá
sentado, escorado naquele barco
emborcado e pensando naquele momento na
sua esposa mole e nos seus filhos. E ele
começa a ter lembranças eh tão amorosas
dos seus filhos, né, e da mole.
que ele começa a sentir uma grande
vontade de viver com eles de
novo. Mas ele tá muito fraco, ele tá,
ele também tá entrando em
hipotermia e o olho dele começa a cair e
aí de novo ele ele se de novo, não,
porque da outra vez quem lembrou foi o
Robin, né, de um versículo, mas é que o
Éder se lembra de um versículo. Fala
assim: "Ainda hoje estarás com amigo no
reino dos céus."
Ele fala: "Eu não posso fechar os meus
olhos, porque se eu fechar os meus
olhos, eu sei que é o fim". Esse
pensamento vem à mente do EB na voz de
quem? na voz de
Allen. E aí a memória dele o leva
novamente para
Allen e ele se dá conta de que diante do
sofrimento extremo, cada um responde do
jeito que
consegue e que não dá pra gente ficar
exigindo que fulano não seja tão isso,
que o Belrano não seja tão aquilo, né?
Porque só quem tá naquele lugar é que
sabe o que significa.
Então ele fala assim:
"Poxa, o meu padrasto Alen, não, ele não
se tornou isso, né, que eles falavam,
ele não era só
isso. E ele passa naquele momento ao
lembrar de se lembrando de Alen a
integralizar, a olhar pro Alien como um
todo novamente, porque nos últimos eh
dias da vida de Alien foi tão duro a
relação entre eles que a sensação que o
Éber tinha é que só tinha sobrado isso.
Ele fala:
"Não, é o Allen não era só isso, né? Oen
era o que ele sempre foi à vida inteira
antes de entrar no sofrimento extremo.
Ele era um homem bom e aí vem várias
memórias da infância dele. O livro é
muito bonito, né? E ele se
reconcilia com a memória do seu
padrasto, a quem ele tinha como pai.
Nesse momento em que o Éber tá lá com
essas memórias do Alen, da mole, dos
filhos, ele narra dois dois duas
situações dos filhos também eh muito
bonitas, né? Ele falei: "Eu não posso
fechar o meu olho. Se eu fechar o meu
olho é o fim". E aí ele se lembra também
da senora Kenel, que foi uma a sua
professora de piano lá na infância, né?
e dela falando e e de repente a senhora
Kendle diz: "Olá, olá". E quando ele
percebe esse olá,
olá, na verdade não fazia parte do seu
delírio ali, das suas lembranças ali
finais. Não era um delírio, né? Das suas
lembranças
finais. Fazia parte da vida real. Ela
realmente estava
ali cheia de casacos de meia com tênis e
vestindo Éber
rapidamente, colocando as roupas nele,
protegendo e falando: "Vamos, a gente
precisa ir e eu vou te ajudar."
e o coloca de pé e ele é apoiado nela,
ela atravessa todo o bosque com
ele e quando chega no campo de futebol,
eles atravessam e ela leva Éber pra casa
dela. Quem que era essa
mulher? Era a mãe de Robin, era a mãe do
garoto. E aí tem um trecho nesse livro
que vale a pena ser lido. Por quê?
Depois que o Éber eh passa por esse
carrcel de emoções, né, eu tô numa
depressão muito
profunda, não só com ideação suicída,
mas com execução do plano, né? Porque o
suicídio ele normalmente, se não for uma
coisa
aliestuosa ali, né, tem várias
situações, mas ele também tem eh existem
casos e muitos deles passam primeiro por
uma ideiação. Ai, se eu fizer assim, se
eu fizer assado, né?
Um outro status é quando da ideiação
passa paraa execução. Então assim, o o
Éber havia experimentado esses dois
esses dois momentos do suicídio, ele só
não conseguiu executar. Então ele saiu
de uma depressão
profunda para a recuperação do seu senso
de valor, quando ele tá ali descendo a
colina, atravessando o bosque, que ele
se lembra de que ele não era só esse
homem deprimido, mas ele era um homem
que também era capaz de fazer coisas
boas. Ele tava indo salvar o garoto. E
aí depois ele volta por eu vou morrer
aqui, né? Quem é que vem me salvar? Eu
tô aqui nu, abandonada aqui. E aí de
repente quando ele acha que ele tá tendo
seus últimos pensamentos, porque ele
fala: "Ó, meu pensamento final vai ser
meu pedido de perdão paraa minha
mulher." A hora que ele começa a pedir
perdão pra mulher dele em pensamento,
chega a senhora Kendle e ele fala: "Meu
Deus, há 10 minutos eu
estava condenado num gelo de menos 12 e
agora eu tô quentinho numa casa perto de
uma estufa de lareira, né? Eh, e eu tô
alimentado porque a senhora Kendam ia
traz pegando o cobertor e colocando
sobre ele e trazendo lá possivelmente
uma sopa, né, um caldo, uma alimento
quente para ele. E aí ele fala o
seguinte: "Olha só que coisa passar de
morimbundo de cueca na neve para isto.
Pintura, quenta, cores, galhadas de caça
nas paredes, um telefone de manivela dos
velhos tempos, como os que a gente via
nos filmes mudos. Aquilo era demais. Era
demais. Ele tava olhando pra casa dela,
né? Cada segunda era
demais. Aí o autor diz, eh, ele não
tinha morrido de cueca na beira do lago
da neve.
O garoto não tinha morrido porque ele tá
lá na sala recebendo todos esses
cuidados. Quem é que sai da cozinha? O
garoto, né? O Rob. Ainda com o pijama
que o próprio Éber havia dado a ele, ele
fala: "O garoto não tinha
morrido." Ele não tinha matado
ninguém. De algum modo, ele tinha tudo
de volta. E aí ele sorri, né? Ha tudo
estava bom agora. Tudo estava. E aí a
mulher, senhora Kend entra na sala, toca
na cicatriz dele, fala: "Ou nossa, isso
aqui foi lá fora, foi agora no bosque,
né, que você fez isso? Porque
provavelmente a cicatriz ali, ele
andando no bosque deve ter a a se
machucado novamente, devia estar
sangrando, né? Nesse momento, Éber se
lembrou daquela mancha marrom, que
aquela mancha marrom continuava intacta
na sua cabeça. Olha, ele lembrou que ele
ainda tava com
câncer e ele fala: "Ô Deus, ainda tinha
que passar por tudo aquilo? Será que ele
ainda queria? Ainda queria viver?" "Sim,
sim, ó Deus, sim, por favor." O Weber no
pensamento, porque OK. O negócio era o
seguinte, agora o EB estava percebendo,
começava a
perceber se o sujeito no final
desmoronava e dizia fazia coisas ruins
no final da sua vida ou tinha que ser
ajudado, ajudado de um modo substancial
com alguém limpando, alguém dando banho,
alguém trocando. E daí qual é o
problema?
Porque aqueles que ele amava não
deveriam erguê-lo, dobrá-lo, alimentá-lo
e limpá-lo, sabendo que ele faria
alegremente o mesmo por
eles. Tinha tido medo de ser diminuído
por toda essa coisa de erguer, dobrar,
alimentar e limpar e continuava com
medo. Mas ao mesmo tempo vi agora que
ainda podia haver muitos, muitos pingos
de
benevolência, de bondade. Foi assim que
ele pensou, muitos pingos de feliz, de
companheirismo pela
frente. E é curiosa porque um segundo
antes, quando ele tava lá pensando,
tomando o caldo dele, pensando como é
que ele contar pra mole tudo isso, como
é que ele ia implorar pelo perdão dela,
pelo sofrimento, porque mole essa altura
já tava procurando ele loucamente, né?
Eh, e ele fala assim: "E vou pedir paraa
Mol não contar isso paraas crianças, né,
pros dois filhos dele". Quando de
repente ele tem um pensamento muito
lúcido, que ele fala assim:
"Ah, ah, que se dane, conte".
Ele, ele tinha feito, ele tinha feito
isso e pronto, tinha sido levado a
fazer, tinha feito isso, isso era tudo.
Ele era assim, aquilo era uma parte do
que ele era. Basta de
mentiras, basta de silêncio. Dali pra
frente seria uma vida nova e diferente.
Seria uma vida sem sombras e uma vida
baseada na verdade. Isso aqui eu achei
de uma beleza imensa, porque muitas
vezes a gente fica assim, ah, não fala
pro fulano não, porque o fulano isso
isso parece uma preocupação, gente, mas
pode estar na verdade
eh encobrindo uma extrema arrogância
nossa de achar que o outro não dá conta
de lidar com a realidade. Ó, eu dou
porque eu tô, eu sou mais forte, eu tô
mais desenvolvida, sei lá por, mas o
outro, coitado, vai
desestabilizar, né? E a gente acha que
isso é preocupação. Será que a sua
preocupação? Será que também não é uma
infantilização do outro, um reducionismo
do outro? Mas será que não é olhar para
o
outro com altivez, achando que a gente é
mais capaz do que ele? Eu achei esse
pensamento dele que muito lúcido e de
uma verdade, de uma liberdade, a relação
sai muito mais forte nele. Não, eu fiz
isso, então eu vou bancar as
consequências disso, porque isso também
sou eu. Chega, eu quero viver na
verdade. Então, se ela quiser contar
pras crianças, ela que conte.
Esse homem consegue integralizar a
memória que ele tem do seu padrasto que
ele tanto amava. Consegue também
integralizar as próprias emoções, as
próprias ações, sustentar aquilo que ele
faz e sente. Isso é muito bonito. Aí na
hora que ele tá pensando nisso tudo, o
garoto sai da
cozinha ainda com o casaco verde do
Éber, com a calça de pijama dele, né?
toca com suavidade a mão do Éber, eh, e
disse que sentia muito. Disse que, aí eu
vou ler para você esse trecho. O garoto
disse que sentia muito. Sentia muito por
ter sido tão idiota lá no bosque. Sentia
muito por ter saído correndo. Tinha
simplesmente caído fora, meio que
apavorado e tal. O Web Éber diz: "Ouça",
disse para ele com uma vozinha rouca,
"Você foi o
máximo, você foi
perfeito. Eu estou aqui. Eu estou aqui
graças a
quem?" Está
vendo? Aquilo era uma coisa que você
podia
fazer. Aí é o autor, é o é o berar com o
próprio pensamento, né? Porque olha só,
ele consola essa criança que tá se
sentindo muito culpada por tê-la
abandonado lá. Ele vai dizer: "Eu só
estou aqui porque você veio, falou paraa
sua mãe, sua mãe foi me buscar." Então
ele consola a criança, ele tira das
costas da criança aquele
peso e ele consola a criança. Isso que
eu achei belíssimo. Esse livro é muito
bonito, esse conto é muito lindo. A
gente estava conversando antes de entrar
na live aqui, já tá finalizando, tá
gente? é que ele tem tantas camadas
psíquicas que não dá pra gente abordar
aqui. Mas eh eh olha que beleza, né?
Porque ele consola essa criança com
mentira, com ocultação da verdade, com
deturpação da verdade. Não, ele consola
essa criança com a
verdade. Eu só tô aqui porque você
voltou.
Então, no final das contas, a criança o
salvou do
suicídio. Ah, ele salvou a criança do
lago. A criança o salva depois de morrer
congelado. E ele salva a criança de uma
culpa cachapante que poderia persegui-la
em toda a sua vida. Há uma
mutualidade, né, nesse socorro, nesse
resgate que um vai fazendo do outro. Eu
fiquei pensando o quanto que as nossas
relações nos resgatam e o quanto que o
nosso tratamento resgata o outro que tá
no nosso entorno. Meu Deus do céu, será
que a gente tem essa consciência ou a
gente tá perdendo isso? Que a gente tá
aqui também para promover resgate na
vida do outro, né? E aí depois que ele
tem essa conversa com o garoto, né?
e consola o garoto com a verdade, ele
pensa consigo mesmo, está
vendo aquilo era uma coisa que você
podia fazer. O garoto talvez se sentisse
melhor agora. Não era ele que tinha
proporcionado aquilo ao menino? O garoto
não tava sentindo melhor e não era ele
que tinha proporcionado isso a menina.
Aquela era uma razão. Uma razão para
quê? Para ficar.
Dava para consolar alguém se ele não
estivesse ali. Meu Deus do céu, que
coisa mais
linda. Por mais doída que seja a sua
situação, por mais difícil que seja a
circunstância na qual você se encontra,
por mais sofrimento que você esteja
experimentando, sempre dá para você
consolar alguém.
Essa é a grande mensagem desse livro e a
gente encerra aqui porque aí depois a
mole
chega, pega o Éber, eles se reconciliam
ali, né? se reencontro ali. E o conto é
é ele se encerra com essa grande
mensagem que são duas especificamente.
Primeiro, o conto ele faz um um
intercâmbio entre fantasia e realidade
que começa com uma criança
fantasiana que ela vai salvar uma
pessoa, no caso a Suzane. E um adulto
fantasiano, como é que vai ser o seu
sepultamento? como é que o vai ser o
discurso póstumo da família sobre ele,
né? E de repente essa criança na sua
fantasia, ela é atravessada pela
realidade de que alguém esqueceu um
casaco aqui, precisa ser resgatado de
verdade. E de repente esse adulto na sua
fantasia aí suicida, né, sobre a a
cerimônia, ele também atravessado na sua
fantasia tem um garoto se afogando no
lago, né? A realidade ela nos salva de
uma
vida iludida, fantasiosa. A gente sabe
que em alguma medida a fantasia pode até
nos proteger, né, de colapsar
mentalmente e que nas crianças sobretudo
a fantasia é muito importante, né? Eh, e
na criança não é um problema, é até
natural daquele estágio psíquico de ser
humano, mas à medida que a gente vai
adulte tecendo, a gente precisa abrir
mão das nossas fantasias e fazer um
enfrentamento da realidade, como ela se
apresenta para nós, né? Isso é uma
mensagem que o livro traz. A outra
mensagem é essa que nós acabamos de
dizer que e aí é muito curioso, eu fui
pesquisar, né? Porque eu li o conto uma
vez, li duas pra gente, mas por que que
chama 10 de dezembro? Será que isso
aconteceu no dia 10? E eu escapou aqui,
não vi da primeira vez, né? Aí eu vi que
não tinha 10 de falei, será que o
termômetro era era 10 alguma? Não, se o
termômetro era 12º negativo. O que que
é? Fui
pesquisar. É porque o autor é
estadunidense, né? O solstício de
inverno nos Estados Unidos acontece no
dia 20, 21 de dezembro. Então, 10 de
dezembro, eh, é
aquele período em que a que que é um
solstício, né, gente? Explicarstil é
quando a Terra de inverno é quando o sol
tá mais longe da Terra, então os dias
são mais curtos e as noites são mais
longas, né? Então, a 10 de dezembro é
bem essa fase em que você ainda não
entrou no Xiço, que é dia 20, mas que
você está quase, ou
seja, ainda tem
dia. Por mais que ele esteja cada vez
menor, porque cada vez mais se aproxima
do seu stício, ainda tem luz, ainda tem
esperança, ainda tem vida. Isso é muito
bonito, né? Então, a mensagem que o
autor tá dizendo é essa. Olha, você pode
estar enfrentando uma doença terminal,
uma doença grave e em estado terminal.
Não tem doença terminal, tem doença
grave, tem estado terminal. Você pode
ter uma doença grave, estado
terminal. Se os dias podem estar cada
vez mais curtos ou qualquer outro que
seja o problema que você tá enfrentando,
que você sinta que os seus dias estão
mais curtos, estão mais escuros. A
mensagem que o autor vai dizer é: "Ainda
tem sol, ainda tem luz, você ainda é
capaz de fazer coisas boas e você não é
só a dificuldade que você tá
enfrentando."
Eh, nós queremos eh dedicar essa
live para o professor
Sael, esse servo de
Deus, a quem não
importa quão mais curto esteja o dia que
ele está vivendo, ele sempre foca na
luz que ali brilha.
Ele foca nessa luz que brilha mesmo
nesse dia mais escuro, mesmo nesse dia
mais curto e ainda irradia para todo
mundo que tá no seu
entorno. Eh, não é
uma, não é por acaso que esse conto vem
pra gente exatamente e nessa semana. Eu
acho que se tem uma pessoa que
representa que esse conto nos traz é o
professor Saião. Então nós dedicamos
esse conto a ele com uma imensa
gratidão pela luz que ele nos irradia,
mesmo nos seus dias mais curtos e mais
escuros e também com um pedido de
oração pela saúde dele em todos os
sentidos da vida dele. Deus o supra com
a suficiência de tudo que ele precisa.
Saúde física, psíquica, espiritual,
material, que nada venha faltar a
ele, seja num dia mais curto ou num dia
mais longo, né? seja com mais luz ou
menos luz, que ele venha ser suprido em
tudo que ele precisa em nome de Jesus
Cristo de Nazaré, porque ele é uma
pessoa que irradia a luz para todo mundo
que convive com ele. Aliás, aqui além,
né? Até de longe, quem tá de longe
também, né, Bel?
Exatamente. Estamos todos muitos
consternados com isso, né? muito
tristes, porque mas a alegria dele é de
levar o evangelho e ele tá ali com seus
compromissos cancelados, né? E tudo que
se quanto deve quando ele quanto ele
também não gosta de incomodar, né? E
tudo. Então a família toda deve est
aflita, né? O sogro dele passou por
dificuldades há pouco tempo também, né?
Internado. Então assim, nosso nossa
oração e eu peço que você que tá aí
interceda por ele, né? que ele logo
esteja completamente restaurado e aqui
levando a palavra para esse mundão de
gente aí. Que o solstício de inverno
passe rapidamente e ele possa retornar
para nós, pra igreja, para esse mundo
que ele ilumina tão grandemente,
refletindo a luz de Jesus Cristo, eh se
aproximando cada vez mais também do
solstício de verão, né? Porque tem um
solt de inverno, onde o dia é mais
curto, e tem o
soltão, onde o dia é mais longo, porque
daí o sol tá muito próximo da terra.
Bel, muito obrigada. Que que você achou,
Bel? compartilha conosco a sua impressão
aí dessa história.
É, é uma história muito interessante,
como você mencionou, né, que é uma
mistura de de realidade com fantasia,
né, com aquele aquele garoto que começa
fantasiando aquela história para aquela
aquele na cabeça dele, ele iria salvar
alguém, ele foi salvar alguém que ele
não sabia que ele ia, ele então se torna
realidade quando ele encontra aquele
casaco e ele encontra aquele homem, né?
E uma coisa muito interessante, né, como
você também mencionou isso, como a
empatia pode salvar pessoas, né, como a
empatia pelo outro pode tirá-la de um do
vale da sombra da morte, né? E eu me
lembrei no tinha, quando eu estava
pesquisando sobre o livro, eu lembrei da
história de José, né, que quando José
tava lá, que ele falou pro
pro padeiro, né, e pro copeiro do rei:
"Lembra de mim? Lembra de mim quando
você tiver lá.
E eu, o menino ficou lá, ele foi embora
correndo e de repente ele ainda tava
ali. Eu imagino o susto que ele tomou e
tudo de cair no lago e ter sido salvo. E
depois ele chegou em casa, eu acho que
ele tava com medo de da mãe de ter ido
ali se aventurar pelo lago e ter
acontecido esse acidente e de repente
ele é salvo e por alguns minutos ele
esquece quem o salvou e ele de repente
lembra e a mãe dele vai lá salvá-lo, né?
Então, me lembrou muito a história de
José, esse esse conto, né, quando José
foi lembrado e foi resgatado da prisão.
Então, eu achei muito legal essa essa
essa mistura de de fantasia que se se
tornando realidade e como mudou, né, a
história, porque ele começou a pensar,
ele de repente ele não pensou mais na
morte, ele tava pensando em como ele se
desculparia com a esposa, como ele como
ele retomaria sua vida, né? Então assim,
a gente, eu sou muito, eu fantasio
também, eu começo a inventar histórias
na minha cabeça, então eu fico
imaginando que ele foi curado, que ele
que ele voltou proíbio, sabe? Então, e
que ele poôde conviver com o Robins e,
enfim, né? Então, eu acho a Belum é um
um final de novela, né? Um final feliz.
Então, pois é. Então, aquelas famílias
talvez se tornaram amigas, eu não sei.
Mas é, eu acho, eu achei muito, muito
bom, muito gostoso isso, essa coisa de,
eu, o que mais chama atenção a isso é a
empatia pelo outro, né? A, a mulher
podia ter dito assim: "Ah, que é um é um
velho que já tá e não ter ido, mas ela
teve um ela teve o coração dela, não,
ela salvou meu filho, ele salvou meu
filho, eu vou lá buscar e já vai lá com
um monte de coisa". É bem maternal, né?
também. Então, é é um é muito legal essa
história. Gostei muito. Eh, e e é isso,
né? Porque assim, pode ser que a
história tenha o final feliz ou mesmo se
ela não tiver, a o que o livro questiona
pra gente é o que que você vai fazer
enquanto o fim não chega. Uhum. N, você
ainda é capaz de consolar, você ainda é
capaz de acolher, você ainda é capaz de
fazer o bem. Então, é muito bonito
porque um homem totalmente
desesperançado de que pudesse abençoar
alguém ainda que se via só como um
estorvo na vida dos outros, né? Uhum. De
repente percebe que ele pode abençoar,
consolar, resgatar outra pessoa também.
Que coisa mais linda. E como a gente
precisa de alguém que se lembre de nós,
né, Bel? como você falou a respeito
também da mensagem de
exatamente. Alguém que lembre que tá
ali que pode nos estender a mão, essa
rede de apoio, né? Essa essa
e essa semana, só rapidinho contando, eu
tive um duas ou três semanas de
familiares doentes e tal. Eu estava no
hospital com com meu neto e eu encontrei
alguém da IBNU que ele tá é novo na
IBNU, mas ele tava lá com pneumonia e
ele ficou internado e a e depois ele me
mandou uma mensagem falando que ele era
muito grato pelas orações, pelas
mensagens que ele recebeu e porque ele
ele tinha essa rede de apoio. Ele é
sozinho, a família dele é de Minas, que
ele é comissário de bordo. Então ele
tava em São Paulo com essa, a única rede
de apoio que ele tinha éramos nós, né?
Então, é isso que que eu é um eh eh
talvez o conforto para ele ali naqueles
dias de UTI com pneumonia e tinha alguém
lá lembrando dele. A Carol, nossa
querida Carol, foi visitá-lo no domingo,
então e ela ele disse para ela também,
então e não e não foi coincidência de eu
ter tê-lo encontrado ali na no hospital,
né? Porque aí eu fui mais uma pessoa que
tava ali cuidando dele também, né? Então
é isso, é, a gente precisa de rede de
apoio, meu. A rede de apoio ela é um dos
pilares fundamentais paraa manutenção da
nossa saúde psíquica, inclusive. Uhum.
Eh, a saúde, atividade física, rede de
apoio são fundamentais paraa nossa saúde
psíquica. Tá bom, gente? Eu queria
deixar um último recado. Se você tá
atravessando alguma
dificuldade psíquica, procure ajuda.
Procure ajuda na sua rede de apoio.
Rina, não tenho rede de apoio. Tem o
telefone do CVV 188, centro da
valorização, centro de valorização da
vida. Eles fazem um trabalho muito
eficaz, muito eficiente, né? tem BNU, na
Igreja Batista das Nações Unidas, ali na
rua Tianguá 25, na vila Mascote, aqui em
São Paulo. Eh, o importante é você saber
que seja qual for
a qual for a circunstância em que você
se encontre, Deus ainda pode te usar
poderosamente para consolar e para
resgatar, para fazer o bem para outras
pessoas. Muito obrigado por ter ficado
conosco até agora. Que Deus te abençoe
imensamente. Um grande abraço para você.
P, muito obrigada também. Um grande
abraço e até a próxima. Até a próxima,
gente. Boa noite. Não esqueçam, orem
pelo saião, por favor. Até a próxima e
com o professor já recuperado.
Um abraço. Tchau.

Tags: