Obra: Dez de Dezembro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
29/05/2025
Obra: Dez de Dezembro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
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Fonte: Com IBNU
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[Música] เฮ เฮ [Música] Olá, estamos aqui em mais uma live da IBNU. Sejam todos muito bem-vindos. É um prazer sempre ter vocês conosco. O mês passa tão rápido, né, Rina? Já passou, estávamos aqui há tão pouco tempo e já é final de maio de novo. Então, sinta, sejam bem-vindos, mandem suas mensagens, curtam, compartilhem. Boa noite, Rina. Oi, dona o, querido ouvinte, que está aí conosco em mais uma live da BNU. Sejam todos muito bem-vindos. Como disse, o mês passa tão rápido, né? A gente já tá aqui de novo e agora para falar sobre um conto dentro de um livro, né? O livro se chama 10 de dezembro, é do autor George Sunders, é o meu inglês, né, gente? Acho que é assim que se pronuncia sobre o nome dele. Hã, e esse livro é uma coletânia de 10 contos, onde o último conto também nomeia o livro. Se chama 10 de dezembro, foi publicado em 2013 pela primeira vez. O George Sanders é considerado um excelente contista e de fato ele é, né, um contista não só excelente pela estrutura narrativa, pela densidade eh psíquica dos diálogos entre eh as personagens e sobretudo dos diálogos internos, sabe, mentais que as personagens têm consigo mesmas. E ele ainda é muito atento às questões do seu tempo, né, as questões socioeconômicas, as questões culturais. Então, todo conto do George Sanders tem uma densidade muito profunda que a primeira vista você pode até não enxergar porque ela não é óbvia, ela não é explícita, ela não é professoral, né? você não vai ver discursos ali na nesse nesse livro, nesses 10 contos, mas você vai ver as ações e aí você pode chegar suas próprias conclusões baseado nisso tudo que eh o autor trabalha como transfundo para suas obras. Eh, o que que fala, né, esse conto do 10 de dezembro? Tudo o livro é ótimo, tá gente? Eh, mas não dá para trabalhar os 10 contos aqui. Então, a gente ficou com um conto que intitula a obra. O primeiro conto, eh, talvez as pessoas mais desavisadas vão se chocar um pouquinho ali com a linguagem, mas a linguagem é intencional e faz todo sentido dentro daquele conto e da discussão moral que se coloca ali, tá? Tô fazendo só essa parte, porque às vezes a pessoa vai pegar o livro, vai ler o primeiro conto, começa a ler, nem vai até o final. Ah, já não gostei. Ah, pronto. Você tem que conhecer a obra para dizer que você não gosta dela, né? E a gente, sempre que a gente tá no livro de contos, a gente tem que prestar atenção. Por que que o autor elegeu este para ser o primeiro? E por que que ele elegeu este para ser o último? Porque o capítulo que abre e fecha um livro são muito importantes. Ou um conto que abre ou fecha uma coletânea são muito importantes, né? OK. Vamos lá então para 10 de dezembro. Escuto é transistin, um garoto, e de Éber, um homem já de 53 anos. Robert é um garoto que tem lá uma franjinha reta de de príncipe valente, como diz o autor. Ele é um pouco cheinho e tem uma imaginação muito fértil. Então ele mora perto de um bosque. Esse bosque fica, tem a a rua, né, com a casa dele. Aí tem um campo de futebol e tem um bosque logo em seguida. Então, cotidianamente, ele sai para esse bosque e vai caçar seres imaginários, né, na cabeça dele. É, ele calça ali a casaco branco, a bota branca dele, põe o seu casaco branco, ele pega uma espingardinha que ele tem e ele fala que ele vai caçar esses seres que ele chama de ínferos, né, numa lusão inferiores, que são seres que são pequenininhos, mas que quando eh são vistos, são encontrados por ele, crescem de tamanho, né? E são seres que estão aí tentando sequestrar Donzela Suzane, que é uma coleguinha de classe do Robin, porque ele é apaixonado e ela sequer sabe o nome dele, o chama de Roger. Então, é nessa eh é nessa esfera, né, fantasi fantasiosa, imaginativa que essa criança entra para esse bosque e todos os dias vai até o lago para verificar ali onde que que os castores fazem. Tá bom? uma dessas visitas dele, né, cotidianas aí ao bosque, ele tá andando lá, imaginando prisões, porções, lutas marciais. Agora, interessante porque na imaginação dele, a imaginação da criança, né? Aí você vai ver eh a condição de saúde dessa criança, de saúde mental, se ela é saudável, se ela é preocupante, porque na fantasia dele, por mais que haja luta e por mais que haja e a a disputa entre ele e os ínferos, e uma hora os ínferos o prendem e outra hora ele prende os ínferos, né, nunca morte. Quando ele consegue prender os ínferos, por exemplo, e ele sofoca, tampa a entrada da toca dos ínferos, né? Aí na hora que ele tá indo embora, ele pensa: "Ah, mas eles podem morrer sufocados, ele volta lá e e abre". Então assim, esse detalhe é interessante. Por quê? Por que que o inimigo na imaginação dessa criança nunca morre? Porque toda a imaginação dessa criança é voltada para salvar e não para matar, né? Ele vai para salvar a Suzane. Ele no final das contas salva até o seu adversário da morte. Esse é o coração de Robin, o coração dessa criança. Um dia ele tá caminhando ali pelo bosque e na hora que ele chega assim perto do do lago, ele vê uma um casaco casaco verde no banco. Aí ele já imagina, ah, deve ser um dos ínferos que colocou aqui para fazer uma uma, como é que chama? um enigma comigo e ele corre para pegar o casaco e ele nota que esse casaco não tem neve acumulada por cima e tá até um pouco quente por dentro, né? Ele tá ali num frio de -1º, temperatura gelado, lago congelado. Aí ele fala: "Poxa, mas nesse frio quem é que deixaria um casaco para trás? Só uma pessoa que não esteja bem da cabeça." Ele fala, não tá em san consciência. ele diz o seguinte: "Bom, eh, se trata de alguém que não está em san consciência, quanto mais essa pessoa precisa ser ajudada." Aí, eh, ele se lembra de Jesus e das bensaventuranças. O George Sanders, ele faz uma interface com a fé o tempo todo. O tempo todo. Isso aqui é só uma delas nesse conto. E aí ele se lembra de de Jesus dizendo que bem-aventurado era quem ajudava aqueles que não podiam se virar sozinhos, né? Ele vai ali na cabecinha dele de criança com o referencial que ele já tem de escritura, ele dá ali uma adaptada na cabecinha dele, mas ele entende o quê? Quem é bem-aventurado? Quem ajuda? aquele que não pode se virar sozinho, ele falar assim: "Nossa, então isso é um resgate, mas isso é um resgate real". E a fantasia que ele tá inserido de repente é atravessada pelo real. Ele tava fantasiando que salvaria a Suzane e de repente ele se vê diante da possibilidade de realisticamente salvar ali, pega o casaco e sai correndo porque a pessoa não devia estar muito longe, já que o casaco ainda tava morno. O que que tá acontecendo antes disso? Como é que o casaco foi parar ali 10 minutinhos antes? O Eber, que é o nosso a nossa outra personagem, eu falei aquele homem de 53 anos, ele passou ali naquele banco e ele deixou aquele casaco ali intencionalmente. Não foi porque ele tá ruim da da cabeça, né? Não é porque ele não tá com as ideias eh no lugar no sentido eh de ter algum transtorno mental, né? O Éber, ele tem 53 anos, ele tem um câncer no cérebro, é um câncer, tá bastante avançado, ele tá numa fase terminal já muito magro na sua casa. Ã, tiveram já que colocar uma cama hospitalar. Aliás, gente, deixa eu fazer uma ressalva aqui importante, tá? Esse livro é um livro de uma história muito sensível. H, então, quem tem alguma restrição com eh ideiação suicida, com história que envolvam pacientes terminais e o sofrimento dessas pessoas, o que passa pela cabeça das pessoas, talvez não seja um momento de você ouvir ou você precisa ouvir com cuidado, tá bom? Então, fique à vontade aí para avaliar. É uma história muito bonita, com uma mensagem muito preciosa. E ela só é assim, exatamente porque ela não nega o lado difícil da vida, né? Então esse é Éber que tá nessa condição de saúde, passa os dias deitado numa cama hospitalar em casa, recebendo ajuda da esposa e dos filhos para se alimentar, para se banhar, não consegue se sustentar muitas vezes de pé. E aí poucos dias antes, numa dessas noites de inses ali pensando, não é possível, não é possível que que esse é o fim, que diagnóstico é esse? Ele cai da cama de novo e naquele momento ele fala: "Hã, tive uma ideia". A ideia é, eu vou forjar a minha morte para que minha família receba o seguro. Vou fazer tudo de forma que pareça que tenha sido um acidente. E acho que essa é a maneira de preservá-los de todo o sofrimento que eles vêm enfrentando por causa da minha condição, né? E o autor, muito honestamente, numa voz interna e de outras pessoas suscita na cabeça do nesse momento. Ah, você quer poupá-los ou você quer se poupar, né? Seja como for, o Éber não responde essa pergunta, ele não faz esse enfrentamento, né? Ele ainda acha que é uma questão de altruísmo que é pela família dele. E um belo dia ele aproveita que a esposa dele, a mole, foi ao mercado, foi à farmácia. Nossa, eu preciso acelerar a história. Foi à farmácia e ele pega de pijama mesmo, do jeito que ele tá, ele sai da cama e vai pro boss, entra no carro dele, né? entra no carro dele, dirige até lá a entradinha do bosque, para ali naquele campo de futebol e entra no bosque, começa a andar, andar, andar, andar. Isso que ele tá andando e tá pensando ali na na sua finitude, ele começa a lembrar muito do padrasto dele, o Allen, que também teve uma doença muito severa, embora a gente não saiba qual é. E e ele vai fazendo uma comparação, né, de como cada um enfrenta essa esse sofrimento extremo. Porque o Alen, o o pai do Roben havia fugido com outro homem, abandonado ele e a mãe. O Alen casa com a mãe, assume essa paternidade, se torna um pai excelente pro Robin, a ponto de o Robin descrevê-lo. Desculpa, gente, pro Éber. a ponto do Éber descrevê-lo como o homem mais bondoso que ele já conheceu. Então o Allen, que é pai do Éber, padrasto do Éber, é para o Éber, foi para o Éber a vida inteira um referencial de bondade. No entanto, quando ele se encontra gravemente doente, ele se torna um homem muito furioso. E aí ele gritava com Éber, gritava com a mãe do Éber, eh, os insultava o tempo todo, né? E o Éber ficava pensando, nossa, mas é isso, né? Aquele alen bondoso, amoroso, que eu conheci durante a minha vida toda? Onde é que ele tá? É isso, é isso que sobrou. E ele começa a pensar sobre essas coisas e a lembrar do seu padrastro, quando de repente ali ele percebe que a luz solta a carne e fala: "Nossa, eu tenho que continuar andando". Porque qual que era o plano? Ele deixar o casaco no banco para que a família ou a polícia depois encontrasse, né? Porque o carro ficou parado lá na entrada do bosque. Eles entrar no bosque, deixar e achar o casaco no banco. E ele contornou o lago, ia subindo assim, era bem íngreme ainda, tinha uma colina, ia subindo colina porque ele ia finalizar lá em cima. E aí quando ele tá percebendo que a luz tá caindo e e tá lembrando também da sua esposa, né, de como a sua esposa era amorosa e dedicada a ele, os filhos também se desdobra ali nos cuidados com ele. Ele fala: "Eu não posso fraquejar agora. Essas essas lembranças amorosas não podem me fazer recuar. Eu tenho que fazer o que eu preciso. Fazer com força e centena." É o que ele diz. Então ele derradeiramente olha pro lago, falou: "Eu vou contemplar o lago mais uma vez, eu vou olhar para essa beleza toda que tá aqui na minha frente e pensar que eu vou voltar para essa beleza, eu vou retornar para ela." Então, de alguma maneira, isso pode me encorajar, né? Essa percepção dele é uma percepção que eh a gente sabe que não é cristã, né? uma percepção budista, talvez, porque o budismo que entende que quando você morre, você volta uma unidade com isso todo, integrar não no sentido de compor e continuar existindo individualmente, né? Mas integrar no sentido de também eh se unificar com ele, não só integrar, mas se unificar. Então, eh, praticamente seria você se torna uma gotinha que você é uma gotinha que volta pro oceano, né? Você gota foi unificada o novamente. Então, essa era a compreensão dele. Talvez até motivado ali pelo seu desespero, né? Porque diante das suas lembranças amorosas, ele tá procurando qualquer argumento para se encorajar. Então, ele olha para aquele lago bonito e fala: "Não, eu vou voltar para essa beleza". Porque realmente a criação de Deus, ela é belíssima, extraordinária. É o maior espetáculo da terra. Não existe nada que o ser humano possa fazer que se compara um pôr do sol no lago, né? É muito bonito, envolve toda a criação, os pássaros, os peixes. Então ele é enriado, né, por essa beleza, embora esse esse lago até ali não tivesse os peixinhos porque nem os passarinhos porque era inverno extremo, né, tava menos 12º, mas aquele lago todo desbranquiçado, ele fala aquele tudo branco, aquela paisagem toda branca, aquilo era muito bonito. E aí ele vai buscar coragem na beleza para fazer o que ele queria fazer. Quando de repente ele vê um garoto pisando assim no lago, testando o lago, o o gelo do lago, vendo se ele tá firme, né, com a com a coronha ali da sua espingada. E de repente o gelo cede, esse garoto afunda. E o ber v o Robin, lembra que o Robin achou o casaco dele no banco e saiu correndo para devolver, para fazer esse resgate real, como ele fala, para devolver o casaco pro dono. E aí ele vê esse garoto, vê esse garoto com segurando o casaco dele. De repente, esse garoto cai assim, o o gelo cede, o garoto cai, o casaco fica na parte sólida do gelo pro lado de fora, o garoto se debatendo, se debatendo, se debatendo. E o Éber, sem nem pensar duas vezes, sem nem pensar nenhuma numa reação totalmente instintiva, sem nem considerar a sua condição de saúde, ele desce correndo para tentar ajudar essa criança. E lógico que quando ele vai descendo, né, ele vai descendo por entre o bosque. Então ele vai cambaleando com a sua condição é física debilitada, se escorando de árvore em árvore até chegar nessa criança. Enquanto ele tá descendo essa encosta, o Robin tá se debatendo, tá tentando sobreviver. Aí ele sobe, tenta se apoiar assim na beirada do gelo, a beirada cede, ele cai de novo e aí sobe mais uma vez e mais uma vez ele cai. Só que nessa segunda tarde ele percebe que ele tocou o fundo do lago. E aí ele fala assim, ele percebe que o é inclinado, né? Tem uma inclinação e que se ele simplesmente se aquiietar, se acalmar e quem sabe ele não consiga, né? chegar à margem. Eu sei que ele se reordena, se reorganiza, nada até a a margem. E chegando à margem, exausto de tanto se debater e tremendo de frio, de pânico, ele cai no choro, né? Fica deitado ali, não consegue se levantar e chora como um bebê, como o autor vai dizer. Volta pro Éder. Aliás, gente, a leitura desse conto, ela pode ser difícil num primeiro momento, porque essa intercalação entre Éber contando, entre o que tá acontecendo com Éber, o narrador, entre o que tá acontecendo com Éber e o tá acontecendo com Robin, ela não é tão explícita na obra, né? Então, no começo você fica, pera aí, calma, quem que é quem? que é um recurso literário muito comum, né, na literatura contemporânea. Quem faz isso também eh é o vários autores, mas vou falar de um recente que eu li, que também não pera aí, calma, deixa eu voltar aqui. O Itamar Veira Júnior no tortar também intercala dessa maneira, que é um quebra-cabeça que você tem que ir montando, tá? Então o que aconteceu? A gente fecha aqui com o Robin caído, deitado lá de bruços na margem do lago e chorando apavorado. E a gente volta pro Éder, que tava descendo a colina no meio do bosque para tentar salvar essa criança. Quando enfim, ele consegue sair do bosque, ele não vê mais a criança no lago. Ele só vê o casaco na parte dura do gelo caído. E aí ele corre o olho assim atrás da criança e, enfim, a encontra na margem próximo a um barco emborcado. E aí ele se arrasta até a criança, eh, percebe que a criança tá com hipotermia e vê o casaco lá no lago de gelo caído. E o Éber novamente eh se arrisca em favor do Robin e fala: "Eu tenho que pegar esse casaco para ele". né? Por quê? Porque o casaco do menininho, o menininho tava com casaco, mas ele tava todo congelado. A camisa dele tava congelada, a calça dele congelada. A gente tá falando de uma temperatura de -1º, né? Então o reúne toda a última força que ele tem, caminha sobre o lago, procura um galho para ver se conseguia puxar o casaco, não acha? E ele vai meio que se arrastando assim e esticando os dedos até, enfim, conseguir puxar o casaco para si. Ele volta pra margem, pega o Robin, eh, troca a roupa do Robin. O Robin não tá respondendo ainda, né? E ele sacode o menino, saculeja assim, chacoalha o menino e o menino não tá respondendo. Então ele começa a tirar a roupa da criança que tá congelada e a se despir para vestir essa criança. O Éber faz tudo isso respondendo única e exclusivamente ao seu instinto protetor, ao seu instinto de salvar essa criança. Então, olha só, a gente tem uma criança que é o Robin, que foi atrás do Éber para resgatá-lo, como ele diz, resgatá-lo desse frio para salvá-lo desse frio, já que ele tinha esquecido casar na cabeça da criança, ela não sabia que foi intencional. E quando ela parte para salvar o adulto, o adulto vê a criança em apuros e parte para salvar a criança, né? Weber tira sua calça do pijama, a blusa do pijama, ele tira a sua meia, ele tira a bota. Por fim, ele coloca tudo em hobbin e coloca também o casaco verde em hobbin ou aquece e fala: "A gente precisa ir, a gente precisa ir, vamos andando". Rob não responde, consegue abrir os olhos, enfim, mas tá totalmente aéreo e fala: "Levanta, levanta, a gente precisa ir começa a falar coisas para tentar animá-lo". E o Rob levanta meio que assim no automático e vai andando. Só que de repente o Robin percebe que ele tá no meio do nada com um senhor que ele nunca viu na vida, um senhor eh esquelético com uma cicatriz na cabeça, porque ele tinha feito cirurgia por causa do câncer e só de cueca. Na hora que o Robin, que é uma criança, percebe isso, ele fica apavorado e ele sai correndo. Ele começa a correr, correr, correr, correr, correr, correr sem olhar para trás. O Éber sabe que não vai conseguir alcançá-lo, então ele nem tenta, mas ele também não se ressente, ele diz assim: "Bom garoto, volte para casa, né? Ele deixa a criança ir em paz." Aí tem um um trecho que é interessante, que é importante a gente voltar, é que quando a Éber tava descendo a colina para tirar o Robin do lago, cambaleando ali entre as árvores, ele ele ele sente um bem-estar consigo que era totalmente contrário a todo aquele sentimento profundamente deprimido que ele vem experimentando. Ele sente que, olha isso, ele sente que ele já não é somente um morimundo numa cama de madrugada insônio pensando, então, será que é isso? Será que é verdade? Mas agora ele volta a se sentir uma pessoa que é capaz de fazer coisas boas. Porque isso autor não diz explicitamente, mas mas disse o seguinte, ele volta a se sentir ah aquele ber que era capaz de pegar uma banana congelada, colocar um chocolate por cima, que era capaz de ficar na escolinha da filha, vigiando ela assim da janelinha para ver se tinha um coleguinha eh implicando com ela ou não, que a menininha tinha feito uma queixa para ele. Então ele é capaz de de voltar a ser aquela pessoa que pintava casas para passarinhos. E ele sente um bem-estar consigo que eh até então não visitava, né? Ele andava tão deprimido que ele pensa em no em tirar a própria vida. E aí você só um parên, né? Quando o percebe que o Robin eh saiu, ele diz isso, ele fala: "Bom rapaz, vá para casa, né?" Só que exatamente nesses momentos também, de repente ele percebe que ele tá no sozinho em -1º. E o que que resta para ele nesse momento? ele sentar ali encostada nesse barco que tá emborcado e esperar o que a vida reserva para ele, já que ele não tinha saúde, condição física de fugir. Nesse momento, né, a gente tem o quê? A gente tem Robin correndo, correndo, correndo, correndo no bosque para fugir daquele homem em quem não tá nem pensando mais, porque nessa hora Robin só só consegue pensar na sua mãe, na sua mãe, como ele era tão amado pela mãe, como a mãe vivia dizendo pra tia que ele era a alegria da vida dela, né? E e Robin com a mãe no coração, corre, corre, corre até ele que chegar na saída do bosque. Quando ele chega na saída do bosque, né, que dá num campo de futebol, ele consegue avistar a casa dele lá e ele sente um grande alívio e uma grande alegria e começa a pensar, não é possível. As pessoas, né, não vão acreditar, nem ele mesmo acreditando. Eu caí no lá congelado e consegui me salvar. Tudo bem que eu recebi a ajuda de um homem? Ah, o homem. Aí o Robin entra em choque que ele fala: "Eu abandonei aquele homem lá. Eu deixei esse homem que me salvou lá no sozinho. E ele entra num conflito muito grande, porque ele se sente a pior das crianças do mundo e fala: "Eu eu preciso voltar porque eu preciso ajudá-lo, eu preciso salvá-lo também". Mas ele exalte fala: "Eu não vou conseguir voltar porque aí tem que voltar lá, depois voltar com esse homem. Como é que eu vou voltar com esse homem, né? Eu sou só uma criança, eu sou muito pequeno. Ele começa a pensar várias coisas e fica experimentando esse conflito. Eu quero ir e não quero ir. e não consegue se resolver e fica paralisado ali na beira do campo. Nesse momento, o autor volta novamente pro Éber, que tá lá sentado, escorado naquele barco emborcado e pensando naquele momento na sua esposa mole e nos seus filhos. E ele começa a ter lembranças eh tão amorosas dos seus filhos, né, e da mole. que ele começa a sentir uma grande vontade de viver com eles de novo. Mas ele tá muito fraco, ele tá, ele também tá entrando em hipotermia e o olho dele começa a cair e aí de novo ele ele se de novo, não, porque da outra vez quem lembrou foi o Robin, né, de um versículo, mas é que o Éder se lembra de um versículo. Fala assim: "Ainda hoje estarás com amigo no reino dos céus." Ele fala: "Eu não posso fechar os meus olhos, porque se eu fechar os meus olhos, eu sei que é o fim". Esse pensamento vem à mente do EB na voz de quem? na voz de Allen. E aí a memória dele o leva novamente para Allen e ele se dá conta de que diante do sofrimento extremo, cada um responde do jeito que consegue e que não dá pra gente ficar exigindo que fulano não seja tão isso, que o Belrano não seja tão aquilo, né? Porque só quem tá naquele lugar é que sabe o que significa. Então ele fala assim: "Poxa, o meu padrasto Alen, não, ele não se tornou isso, né, que eles falavam, ele não era só isso. E ele passa naquele momento ao lembrar de se lembrando de Alen a integralizar, a olhar pro Alien como um todo novamente, porque nos últimos eh dias da vida de Alien foi tão duro a relação entre eles que a sensação que o Éber tinha é que só tinha sobrado isso. Ele fala: "Não, é o Allen não era só isso, né? Oen era o que ele sempre foi à vida inteira antes de entrar no sofrimento extremo. Ele era um homem bom e aí vem várias memórias da infância dele. O livro é muito bonito, né? E ele se reconcilia com a memória do seu padrasto, a quem ele tinha como pai. Nesse momento em que o Éber tá lá com essas memórias do Alen, da mole, dos filhos, ele narra dois dois duas situações dos filhos também eh muito bonitas, né? Ele falei: "Eu não posso fechar o meu olho. Se eu fechar o meu olho é o fim". E aí ele se lembra também da senora Kenel, que foi uma a sua professora de piano lá na infância, né? e dela falando e e de repente a senhora Kendle diz: "Olá, olá". E quando ele percebe esse olá, olá, na verdade não fazia parte do seu delírio ali, das suas lembranças ali finais. Não era um delírio, né? Das suas lembranças finais. Fazia parte da vida real. Ela realmente estava ali cheia de casacos de meia com tênis e vestindo Éber rapidamente, colocando as roupas nele, protegendo e falando: "Vamos, a gente precisa ir e eu vou te ajudar." e o coloca de pé e ele é apoiado nela, ela atravessa todo o bosque com ele e quando chega no campo de futebol, eles atravessam e ela leva Éber pra casa dela. Quem que era essa mulher? Era a mãe de Robin, era a mãe do garoto. E aí tem um trecho nesse livro que vale a pena ser lido. Por quê? Depois que o Éber eh passa por esse carrcel de emoções, né, eu tô numa depressão muito profunda, não só com ideação suicída, mas com execução do plano, né? Porque o suicídio ele normalmente, se não for uma coisa aliestuosa ali, né, tem várias situações, mas ele também tem eh existem casos e muitos deles passam primeiro por uma ideiação. Ai, se eu fizer assim, se eu fizer assado, né? Um outro status é quando da ideiação passa paraa execução. Então assim, o o Éber havia experimentado esses dois esses dois momentos do suicídio, ele só não conseguiu executar. Então ele saiu de uma depressão profunda para a recuperação do seu senso de valor, quando ele tá ali descendo a colina, atravessando o bosque, que ele se lembra de que ele não era só esse homem deprimido, mas ele era um homem que também era capaz de fazer coisas boas. Ele tava indo salvar o garoto. E aí depois ele volta por eu vou morrer aqui, né? Quem é que vem me salvar? Eu tô aqui nu, abandonada aqui. E aí de repente quando ele acha que ele tá tendo seus últimos pensamentos, porque ele fala: "Ó, meu pensamento final vai ser meu pedido de perdão paraa minha mulher." A hora que ele começa a pedir perdão pra mulher dele em pensamento, chega a senhora Kendle e ele fala: "Meu Deus, há 10 minutos eu estava condenado num gelo de menos 12 e agora eu tô quentinho numa casa perto de uma estufa de lareira, né? Eh, e eu tô alimentado porque a senhora Kendam ia traz pegando o cobertor e colocando sobre ele e trazendo lá possivelmente uma sopa, né, um caldo, uma alimento quente para ele. E aí ele fala o seguinte: "Olha só que coisa passar de morimbundo de cueca na neve para isto. Pintura, quenta, cores, galhadas de caça nas paredes, um telefone de manivela dos velhos tempos, como os que a gente via nos filmes mudos. Aquilo era demais. Era demais. Ele tava olhando pra casa dela, né? Cada segunda era demais. Aí o autor diz, eh, ele não tinha morrido de cueca na beira do lago da neve. O garoto não tinha morrido porque ele tá lá na sala recebendo todos esses cuidados. Quem é que sai da cozinha? O garoto, né? O Rob. Ainda com o pijama que o próprio Éber havia dado a ele, ele fala: "O garoto não tinha morrido." Ele não tinha matado ninguém. De algum modo, ele tinha tudo de volta. E aí ele sorri, né? Ha tudo estava bom agora. Tudo estava. E aí a mulher, senhora Kend entra na sala, toca na cicatriz dele, fala: "Ou nossa, isso aqui foi lá fora, foi agora no bosque, né, que você fez isso? Porque provavelmente a cicatriz ali, ele andando no bosque deve ter a a se machucado novamente, devia estar sangrando, né? Nesse momento, Éber se lembrou daquela mancha marrom, que aquela mancha marrom continuava intacta na sua cabeça. Olha, ele lembrou que ele ainda tava com câncer e ele fala: "Ô Deus, ainda tinha que passar por tudo aquilo? Será que ele ainda queria? Ainda queria viver?" "Sim, sim, ó Deus, sim, por favor." O Weber no pensamento, porque OK. O negócio era o seguinte, agora o EB estava percebendo, começava a perceber se o sujeito no final desmoronava e dizia fazia coisas ruins no final da sua vida ou tinha que ser ajudado, ajudado de um modo substancial com alguém limpando, alguém dando banho, alguém trocando. E daí qual é o problema? Porque aqueles que ele amava não deveriam erguê-lo, dobrá-lo, alimentá-lo e limpá-lo, sabendo que ele faria alegremente o mesmo por eles. Tinha tido medo de ser diminuído por toda essa coisa de erguer, dobrar, alimentar e limpar e continuava com medo. Mas ao mesmo tempo vi agora que ainda podia haver muitos, muitos pingos de benevolência, de bondade. Foi assim que ele pensou, muitos pingos de feliz, de companheirismo pela frente. E é curiosa porque um segundo antes, quando ele tava lá pensando, tomando o caldo dele, pensando como é que ele contar pra mole tudo isso, como é que ele ia implorar pelo perdão dela, pelo sofrimento, porque mole essa altura já tava procurando ele loucamente, né? Eh, e ele fala assim: "E vou pedir paraa Mol não contar isso paraas crianças, né, pros dois filhos dele". Quando de repente ele tem um pensamento muito lúcido, que ele fala assim: "Ah, ah, que se dane, conte". Ele, ele tinha feito, ele tinha feito isso e pronto, tinha sido levado a fazer, tinha feito isso, isso era tudo. Ele era assim, aquilo era uma parte do que ele era. Basta de mentiras, basta de silêncio. Dali pra frente seria uma vida nova e diferente. Seria uma vida sem sombras e uma vida baseada na verdade. Isso aqui eu achei de uma beleza imensa, porque muitas vezes a gente fica assim, ah, não fala pro fulano não, porque o fulano isso isso parece uma preocupação, gente, mas pode estar na verdade eh encobrindo uma extrema arrogância nossa de achar que o outro não dá conta de lidar com a realidade. Ó, eu dou porque eu tô, eu sou mais forte, eu tô mais desenvolvida, sei lá por, mas o outro, coitado, vai desestabilizar, né? E a gente acha que isso é preocupação. Será que a sua preocupação? Será que também não é uma infantilização do outro, um reducionismo do outro? Mas será que não é olhar para o outro com altivez, achando que a gente é mais capaz do que ele? Eu achei esse pensamento dele que muito lúcido e de uma verdade, de uma liberdade, a relação sai muito mais forte nele. Não, eu fiz isso, então eu vou bancar as consequências disso, porque isso também sou eu. Chega, eu quero viver na verdade. Então, se ela quiser contar pras crianças, ela que conte. Esse homem consegue integralizar a memória que ele tem do seu padrasto que ele tanto amava. Consegue também integralizar as próprias emoções, as próprias ações, sustentar aquilo que ele faz e sente. Isso é muito bonito. Aí na hora que ele tá pensando nisso tudo, o garoto sai da cozinha ainda com o casaco verde do Éber, com a calça de pijama dele, né? toca com suavidade a mão do Éber, eh, e disse que sentia muito. Disse que, aí eu vou ler para você esse trecho. O garoto disse que sentia muito. Sentia muito por ter sido tão idiota lá no bosque. Sentia muito por ter saído correndo. Tinha simplesmente caído fora, meio que apavorado e tal. O Web Éber diz: "Ouça", disse para ele com uma vozinha rouca, "Você foi o máximo, você foi perfeito. Eu estou aqui. Eu estou aqui graças a quem?" Está vendo? Aquilo era uma coisa que você podia fazer. Aí é o autor, é o é o berar com o próprio pensamento, né? Porque olha só, ele consola essa criança que tá se sentindo muito culpada por tê-la abandonado lá. Ele vai dizer: "Eu só estou aqui porque você veio, falou paraa sua mãe, sua mãe foi me buscar." Então ele consola a criança, ele tira das costas da criança aquele peso e ele consola a criança. Isso que eu achei belíssimo. Esse livro é muito bonito, esse conto é muito lindo. A gente estava conversando antes de entrar na live aqui, já tá finalizando, tá gente? é que ele tem tantas camadas psíquicas que não dá pra gente abordar aqui. Mas eh eh olha que beleza, né? Porque ele consola essa criança com mentira, com ocultação da verdade, com deturpação da verdade. Não, ele consola essa criança com a verdade. Eu só tô aqui porque você voltou. Então, no final das contas, a criança o salvou do suicídio. Ah, ele salvou a criança do lago. A criança o salva depois de morrer congelado. E ele salva a criança de uma culpa cachapante que poderia persegui-la em toda a sua vida. Há uma mutualidade, né, nesse socorro, nesse resgate que um vai fazendo do outro. Eu fiquei pensando o quanto que as nossas relações nos resgatam e o quanto que o nosso tratamento resgata o outro que tá no nosso entorno. Meu Deus do céu, será que a gente tem essa consciência ou a gente tá perdendo isso? Que a gente tá aqui também para promover resgate na vida do outro, né? E aí depois que ele tem essa conversa com o garoto, né? e consola o garoto com a verdade, ele pensa consigo mesmo, está vendo aquilo era uma coisa que você podia fazer. O garoto talvez se sentisse melhor agora. Não era ele que tinha proporcionado aquilo ao menino? O garoto não tava sentindo melhor e não era ele que tinha proporcionado isso a menina. Aquela era uma razão. Uma razão para quê? Para ficar. Dava para consolar alguém se ele não estivesse ali. Meu Deus do céu, que coisa mais linda. Por mais doída que seja a sua situação, por mais difícil que seja a circunstância na qual você se encontra, por mais sofrimento que você esteja experimentando, sempre dá para você consolar alguém. Essa é a grande mensagem desse livro e a gente encerra aqui porque aí depois a mole chega, pega o Éber, eles se reconciliam ali, né? se reencontro ali. E o conto é é ele se encerra com essa grande mensagem que são duas especificamente. Primeiro, o conto ele faz um um intercâmbio entre fantasia e realidade que começa com uma criança fantasiana que ela vai salvar uma pessoa, no caso a Suzane. E um adulto fantasiano, como é que vai ser o seu sepultamento? como é que o vai ser o discurso póstumo da família sobre ele, né? E de repente essa criança na sua fantasia, ela é atravessada pela realidade de que alguém esqueceu um casaco aqui, precisa ser resgatado de verdade. E de repente esse adulto na sua fantasia aí suicida, né, sobre a a cerimônia, ele também atravessado na sua fantasia tem um garoto se afogando no lago, né? A realidade ela nos salva de uma vida iludida, fantasiosa. A gente sabe que em alguma medida a fantasia pode até nos proteger, né, de colapsar mentalmente e que nas crianças sobretudo a fantasia é muito importante, né? Eh, e na criança não é um problema, é até natural daquele estágio psíquico de ser humano, mas à medida que a gente vai adulte tecendo, a gente precisa abrir mão das nossas fantasias e fazer um enfrentamento da realidade, como ela se apresenta para nós, né? Isso é uma mensagem que o livro traz. A outra mensagem é essa que nós acabamos de dizer que e aí é muito curioso, eu fui pesquisar, né? Porque eu li o conto uma vez, li duas pra gente, mas por que que chama 10 de dezembro? Será que isso aconteceu no dia 10? E eu escapou aqui, não vi da primeira vez, né? Aí eu vi que não tinha 10 de falei, será que o termômetro era era 10 alguma? Não, se o termômetro era 12º negativo. O que que é? Fui pesquisar. É porque o autor é estadunidense, né? O solstício de inverno nos Estados Unidos acontece no dia 20, 21 de dezembro. Então, 10 de dezembro, eh, é aquele período em que a que que é um solstício, né, gente? Explicarstil é quando a Terra de inverno é quando o sol tá mais longe da Terra, então os dias são mais curtos e as noites são mais longas, né? Então, a 10 de dezembro é bem essa fase em que você ainda não entrou no Xiço, que é dia 20, mas que você está quase, ou seja, ainda tem dia. Por mais que ele esteja cada vez menor, porque cada vez mais se aproxima do seu stício, ainda tem luz, ainda tem esperança, ainda tem vida. Isso é muito bonito, né? Então, a mensagem que o autor tá dizendo é essa. Olha, você pode estar enfrentando uma doença terminal, uma doença grave e em estado terminal. Não tem doença terminal, tem doença grave, tem estado terminal. Você pode ter uma doença grave, estado terminal. Se os dias podem estar cada vez mais curtos ou qualquer outro que seja o problema que você tá enfrentando, que você sinta que os seus dias estão mais curtos, estão mais escuros. A mensagem que o autor vai dizer é: "Ainda tem sol, ainda tem luz, você ainda é capaz de fazer coisas boas e você não é só a dificuldade que você tá enfrentando." Eh, nós queremos eh dedicar essa live para o professor Sael, esse servo de Deus, a quem não importa quão mais curto esteja o dia que ele está vivendo, ele sempre foca na luz que ali brilha. Ele foca nessa luz que brilha mesmo nesse dia mais escuro, mesmo nesse dia mais curto e ainda irradia para todo mundo que tá no seu entorno. Eh, não é uma, não é por acaso que esse conto vem pra gente exatamente e nessa semana. Eu acho que se tem uma pessoa que representa que esse conto nos traz é o professor Saião. Então nós dedicamos esse conto a ele com uma imensa gratidão pela luz que ele nos irradia, mesmo nos seus dias mais curtos e mais escuros e também com um pedido de oração pela saúde dele em todos os sentidos da vida dele. Deus o supra com a suficiência de tudo que ele precisa. Saúde física, psíquica, espiritual, material, que nada venha faltar a ele, seja num dia mais curto ou num dia mais longo, né? seja com mais luz ou menos luz, que ele venha ser suprido em tudo que ele precisa em nome de Jesus Cristo de Nazaré, porque ele é uma pessoa que irradia a luz para todo mundo que convive com ele. Aliás, aqui além, né? Até de longe, quem tá de longe também, né, Bel? Exatamente. Estamos todos muitos consternados com isso, né? muito tristes, porque mas a alegria dele é de levar o evangelho e ele tá ali com seus compromissos cancelados, né? E tudo que se quanto deve quando ele quanto ele também não gosta de incomodar, né? E tudo. Então a família toda deve est aflita, né? O sogro dele passou por dificuldades há pouco tempo também, né? Internado. Então assim, nosso nossa oração e eu peço que você que tá aí interceda por ele, né? que ele logo esteja completamente restaurado e aqui levando a palavra para esse mundão de gente aí. Que o solstício de inverno passe rapidamente e ele possa retornar para nós, pra igreja, para esse mundo que ele ilumina tão grandemente, refletindo a luz de Jesus Cristo, eh se aproximando cada vez mais também do solstício de verão, né? Porque tem um solt de inverno, onde o dia é mais curto, e tem o soltão, onde o dia é mais longo, porque daí o sol tá muito próximo da terra. Bel, muito obrigada. Que que você achou, Bel? compartilha conosco a sua impressão aí dessa história. É, é uma história muito interessante, como você mencionou, né, que é uma mistura de de realidade com fantasia, né, com aquele aquele garoto que começa fantasiando aquela história para aquela aquele na cabeça dele, ele iria salvar alguém, ele foi salvar alguém que ele não sabia que ele ia, ele então se torna realidade quando ele encontra aquele casaco e ele encontra aquele homem, né? E uma coisa muito interessante, né, como você também mencionou isso, como a empatia pode salvar pessoas, né, como a empatia pelo outro pode tirá-la de um do vale da sombra da morte, né? E eu me lembrei no tinha, quando eu estava pesquisando sobre o livro, eu lembrei da história de José, né, que quando José tava lá, que ele falou pro pro padeiro, né, e pro copeiro do rei: "Lembra de mim? Lembra de mim quando você tiver lá. E eu, o menino ficou lá, ele foi embora correndo e de repente ele ainda tava ali. Eu imagino o susto que ele tomou e tudo de cair no lago e ter sido salvo. E depois ele chegou em casa, eu acho que ele tava com medo de da mãe de ter ido ali se aventurar pelo lago e ter acontecido esse acidente e de repente ele é salvo e por alguns minutos ele esquece quem o salvou e ele de repente lembra e a mãe dele vai lá salvá-lo, né? Então, me lembrou muito a história de José, esse esse conto, né, quando José foi lembrado e foi resgatado da prisão. Então, eu achei muito legal essa essa essa mistura de de fantasia que se se tornando realidade e como mudou, né, a história, porque ele começou a pensar, ele de repente ele não pensou mais na morte, ele tava pensando em como ele se desculparia com a esposa, como ele como ele retomaria sua vida, né? Então assim, a gente, eu sou muito, eu fantasio também, eu começo a inventar histórias na minha cabeça, então eu fico imaginando que ele foi curado, que ele que ele voltou proíbio, sabe? Então, e que ele poôde conviver com o Robins e, enfim, né? Então, eu acho a Belum é um um final de novela, né? Um final feliz. Então, pois é. Então, aquelas famílias talvez se tornaram amigas, eu não sei. Mas é, eu acho, eu achei muito, muito bom, muito gostoso isso, essa coisa de, eu, o que mais chama atenção a isso é a empatia pelo outro, né? A, a mulher podia ter dito assim: "Ah, que é um é um velho que já tá e não ter ido, mas ela teve um ela teve o coração dela, não, ela salvou meu filho, ele salvou meu filho, eu vou lá buscar e já vai lá com um monte de coisa". É bem maternal, né? também. Então, é é um é muito legal essa história. Gostei muito. Eh, e e é isso, né? Porque assim, pode ser que a história tenha o final feliz ou mesmo se ela não tiver, a o que o livro questiona pra gente é o que que você vai fazer enquanto o fim não chega. Uhum. N, você ainda é capaz de consolar, você ainda é capaz de acolher, você ainda é capaz de fazer o bem. Então, é muito bonito porque um homem totalmente desesperançado de que pudesse abençoar alguém ainda que se via só como um estorvo na vida dos outros, né? Uhum. De repente percebe que ele pode abençoar, consolar, resgatar outra pessoa também. Que coisa mais linda. E como a gente precisa de alguém que se lembre de nós, né, Bel? como você falou a respeito também da mensagem de exatamente. Alguém que lembre que tá ali que pode nos estender a mão, essa rede de apoio, né? Essa essa e essa semana, só rapidinho contando, eu tive um duas ou três semanas de familiares doentes e tal. Eu estava no hospital com com meu neto e eu encontrei alguém da IBNU que ele tá é novo na IBNU, mas ele tava lá com pneumonia e ele ficou internado e a e depois ele me mandou uma mensagem falando que ele era muito grato pelas orações, pelas mensagens que ele recebeu e porque ele ele tinha essa rede de apoio. Ele é sozinho, a família dele é de Minas, que ele é comissário de bordo. Então ele tava em São Paulo com essa, a única rede de apoio que ele tinha éramos nós, né? Então, é isso que que eu é um eh eh talvez o conforto para ele ali naqueles dias de UTI com pneumonia e tinha alguém lá lembrando dele. A Carol, nossa querida Carol, foi visitá-lo no domingo, então e ela ele disse para ela também, então e não e não foi coincidência de eu ter tê-lo encontrado ali na no hospital, né? Porque aí eu fui mais uma pessoa que tava ali cuidando dele também, né? Então é isso, é, a gente precisa de rede de apoio, meu. A rede de apoio ela é um dos pilares fundamentais paraa manutenção da nossa saúde psíquica, inclusive. Uhum. Eh, a saúde, atividade física, rede de apoio são fundamentais paraa nossa saúde psíquica. Tá bom, gente? Eu queria deixar um último recado. Se você tá atravessando alguma dificuldade psíquica, procure ajuda. Procure ajuda na sua rede de apoio. Rina, não tenho rede de apoio. Tem o telefone do CVV 188, centro da valorização, centro de valorização da vida. Eles fazem um trabalho muito eficaz, muito eficiente, né? tem BNU, na Igreja Batista das Nações Unidas, ali na rua Tianguá 25, na vila Mascote, aqui em São Paulo. Eh, o importante é você saber que seja qual for a qual for a circunstância em que você se encontre, Deus ainda pode te usar poderosamente para consolar e para resgatar, para fazer o bem para outras pessoas. Muito obrigado por ter ficado conosco até agora. Que Deus te abençoe imensamente. Um grande abraço para você. P, muito obrigada também. Um grande abraço e até a próxima. Até a próxima, gente. Boa noite. Não esqueçam, orem pelo saião, por favor. Até a próxima e com o professor já recuperado. Um abraço. Tchau.