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A fé vem pelo ouvir

Rota 66 Português – Gênesis 27 | Luiz Sayão | IBNU

Rota 66 Português – Gênesis 27 | Luiz Sayão | IBNU

Rota 66 Português – Gênesis 27 | Luiz Sayão | IBNU

Acompanhe uma análise profunda de Gênesis 27 neste episódio da série Bíblia de Estudo Comentada em Áudio. A narrativa revela o drama familiar envolvendo Jacó, Esaú, Isaque e Rebeca — uma história marcada por engano, favoritismo e disputa pela bênção da primogenitura.

O vídeo detalha como Jacó, com o incentivo da mãe, engana seu pai idoso para receber a bênção que originalmente pertencia a Esaú. A análise expõe o impacto da divisão familiar e mostra como até pessoas que conhecem a Deus podem viver em ambientes marcados por conflitos e decisões questionáveis.

A reflexão vai além da história bíblica e questiona se Deus pode abençoar o erro humano. A resposta está na soberania divina: Deus não aprova o engano, mas é capaz de realizar Seus propósitos apesar das falhas humanas. O episódio destaca que a bênção bíblica era algo formal, irrevogável, como um contrato — o que explica a reação de Esaú ao perder seu direito.

Com aplicações práticas, o vídeo alerta sobre os perigos do favoritismo familiar, da religiosidade superficial e da falsa ideia de que fé compensa atitudes erradas. A conclusão reforça a graça de Deus: Ele abençoa não pelo mérito humano, mas apesar de nossas limitações, revelando Seu amor incondicional.

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[Música]
Bem-vindo à Bíblia de estudo comentada
em
[Música]
áudio. Estudo 26, baseado em Gênesis 27.
Como já vimos nos estudos anteriores, o
foco do livro de Gênesis desloca-se
agora a partir do capítulo 25 para a
vida de Jacó. Depois de Abraão, aparece
Isaque como um intermediário entre o
grande patriarca e agora Jacó. E o texto
vai se concentrar na vida de Jacó.
O capítulo 27 nos fala que Isaque já
estava envelhecido, conforme lemos na
nova versão internacional da Bíblia. E o
texto nos diz que Isaque disse o
seguinte: "Já estou velho e não sei o
dia da minha morte. Pegue agora suas
armas, o arco e a aljava, e vá ao campo
caçar alguma coisa para mim. Prepare-me
aquela comida saborosa que tanto aprecio
e traga-me para que eu a coma e o
abençoe antes de morrer. Isaque diz
essas palavras para o seu filho Esaú,
seu filho forte, seu filho peludo,
cabeludo, seu filho muito amado e que
sabia preparar a comida preferida pelo
pai. Acontece que naquela família
dividida, Rebeca, a mãe, escutou isso e
imediatamente correu atrás de seu filho
Jacó e lhe disse: "Agora, meu filho,
ouça bem e faça o que lhe ordeno. Vá ao
rebanho e traga dois cabritos escolhidos
para que eu prepare uma comida para seu
pai, como ele aprecia. Leve-a então a
seu pai para que ele a coma e o abençoe
antes de morrer. Rebeca faz de tudo para
beneficiar seu filho preferido, Jacó,
que estava sempre ao lado
dela. Jacó fica preocupado e sabe que
ele fisicamente é bem diferente de seu
irmão e tem receio de que aquele tipo de
estratagema, aquela espécie de atitude
sorrateira, aquele plano não dê certo e
tem receio de receber maldição em vez de
bênção. Mas a força da mãe é
preponderante. chega a dizer, conforme
lemos na NVI, na nova versão
internacional, caia sobre minha
maldição, meu filho. Faça apenas o que
eu digo, vá e traga-os para mim. Então,
ah, enquanto Esaú vai atrás da caça,
Jacó vai e prepara uma comida especial
para o seu pai e entra ali nos aposentos
do seu pai já idoso, sem condições de
enxergar. E ele diz o seguinte ao seu
pai: "Meu pai". Então o pai responde:
"Sim, meu filho, quem é você?" Jacó
então fazse passar por Esaú e diz que é
o próprio Esaú que trouxe a comida
preferida do pai. Mas Isaque acha
estranho e certamente não está tão
seguro de que a voz é a voz de Esaú.
Então pergunta: "Como encontrou a caça
tão depressa, meu filho?" E a resposta
de Jacó é: O Senhor, o seu Deus, a
colocou no meu caminho. É surpreendente.
Jacó não só falta com a verdade, mas
ainda coloca o próprio Deus como aquele
que teria auxiliado tal situação. Então,
o texto prossegue e depois de um pouco
mais de conversa, Jacó aproxima-se de
seu pai, usando aqui uma roupa especial,
a roupa de Esaú, uma espécie de roupa
cheia de pelos para enganar o pai com o
consentimento da própria mãe. Então,
quando ah Jacó faz isso, Isaque o
apalpa. O Isaque sente o cheiro das
roupas de Esaú e diz: "É o seguinte: "A
voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú
e não o reconheceu, conforme o texto da
NVI nos informa." Então, Isaque mais uma
vez ainda pergunta: "E Jacó insiste em
afirmar: "Sim, eu sou Esaú". E então,
neste momento,
Jacó traz aquele prato saboroso, o pai o
come. Imagine quanto suspenso, imagine
quanto receio, imagine o coração de Jacó
numa situação daquela. Isaque, depois de
tudo, o abençoa e diz: "Venha cá, meu
filho, e dê-me um beijo". E Jacó se
aproxima, beija o seu pai. E então, ao
sentir o cheiro das roupas, a bênção
finalmente é pronunciada. E a bênção de
Isaque passa para seu filho Jacó. E
Isaque lhe diz: "Que Deus lhe conceda do
céu orvalho e da terra riqueza com muito
cereal e muito vinho. Que as nações os
sirvam e os povos se curvem diante de
você. Seja Senhor dos seus irmãos e
curvem-se diante de você os filhos de
sua mãe. Malditos sejam os que o
amaldiçoarem e benditos sejam os que o
abençoarem."
E assim que Isaque termina a bênção dada
a Jacó, logo em seguida, não demora
muito tempo, chega Esaú e se apresenta
diante do pai idoso. E o pai, conforme
lemos na nova versão
internacional, profundamente abalado,
Isaque começou a tremer muito e disse:
"Quem então apanhou a caça e a trouxe
para mim? Acabei de comê-la antes de
você entrar e a ele abençoei e abençoado
ele será. Esaú ouve isso e fica muito
aborrecido, cheio de amargura. Ele grita
e pede a bênção do Pai, mas o Pai diz ao
seu irmão: "Chegou astutamente e recebeu
a bênção." Esaú então diz: "Olha, por
isso que ele é chamado Jacó. Ele é um
enganador, ele é um
suplantador. Ele já fez isso pela
segunda vez. E então Esaú, desesperado,
pede uma bênção. Mas Isaque diz: "Olha,
eu posso até abençoá-lo, mas não posso
lhe dar a bênção da primogenitura".
O texto diz que então termina falando
que Isaque afirma: "Sua habitação será
longe das terras férteis, distante do
orvalho que desce do alto céu. Você
viverá por sua espada e servirá seu
irmão, mas quando você não suportar
mais, arrancará do pescoço o jogo."
Diante disso, a confusão de irmão contra
irmão, nesta história cabeluda, faz com
que a Jacó, protegido pela mãe, pela
própria mãe, fuja para longe, porque
Esaú queria matá-lo. Lendo esta história
e vendo o que a Bíblia nos diz, o que
podemos dizer do que está acontecendo
aqui? Em primeiro lugar, é importante
prestar atenção na realidade de que a
bênção paternal, a bênção da
primogenitura, é mais ou menos
equivalente hoje a assinar um contrato
dentro daquela sociedade antiga, uma
bênção formal dada pelo pai era algo
irrevogável. É como hoje alguém que vai
ah e assina um contrato de aluguel ou um
contrato de prestação de serviço e
depois de duas semanas diz: "Olha, eu
não quero mais". Mas a pessoa não pode
fazer isso. O contrato tem força de lei.
O contrato é uma espécie de algo que foi
concordado entre os dois e assinado. Da
mesma forma, não há como Isaque voltar
atrás. Nós vemos que Jacó é uma pessoa
com muitos problemas e dificuldades.
Vemos que a sua família tem muitos
problemas porque é uma família dividida,
onde o pai está de um lado, a mãe está
de outro. Vemos que a expectativa era
que Deus fizesse muitas coisas por meio
de Esaú, mas isso não aconteceu. Porque
Esaú, apesar de ser o filho mais velho
por direito e ter, vamos assim dizer, o
direito da primogenitura, Esaú rejeitou
esse direito porque era alguém que não
via as coisas a partir de olhos
espirituais, mas trocou a primogenitura
pelo prato de lentilhas. E agora Jacó,
com seu comportamento errado, com seus
problemas pessoais, ainda vai atrás da
bênção que importa, da bênção que
interessa. Mesmo auxiliado pela mãe
contra o conhecimento do pai, ele de
maneira bastante estranha, de maneira um
pouco complicada, acaba recebendo a
bênção. Vamos descobrir que no final das
contas Deus de fato vai abençoar a Jacó.
Deus não abençoa Jacó, não abençoa as
pessoas pelo que elas fazem ou porque
elas são boas e razoáveis. Na verdade,
tanto Jacó como Esaú são pessoas que
diante de Deus não teriam direito algum.
Mas a grande verdade é que Deus nos
abençoa apesar dos nossos problemas.
Essa história vai mostrar como Deus pega
um homem todo complicado, cheio de
dificuldades, com problemas familiares,
com dificuldades de caráter e através da
sua mão soberana, do seu poder
impressionante, Deus vai agir na vida de
Jacó. Não por causa de que Jacó era, mas
apesar do que Jacó era e apesar do que
ele fez.
[Música]
Perfeito. Então, chegamos aqui agora com
as perguntas, assim como o Beltrão
acabou de anunciar. E hoje aqui em
Gênesis 27, uma história cabeluda, irmão
contra irmão. Saião, eu começo com a
primeira pergunta. Que família era essa?
Eles não conheciam a Deus? Eles não eram
crentes? E por que tanto rolo aí nessa
nessa casa, hein? Olha, Alberto, e
certamente todos os nossos ouvintes vão
estar ligados nessa questão, porque de
fato a pergunta vem pra gente: como é
que existe tantas pessoas a semelhança
da família de Jacó com Isaque, Rebeque,
os irmãos com tanta complicação, né?
Como é que alguém conhece a Deus? Como é
que alguém vai à igreja? Como é que
alguém se diz crente e tem a vida tão
complicada, enrolada? Aqui é importante
destacar que o simples fato de alguém
crer em Deus, o simples fato de alguém
estar na igreja, o simples fato de uma
pessoa ter uma aliança com Deus, não
quer dizer que ela esteja colocando em
prática os princípios de Deus paraa
vida. Tem gente que imagina que a igreja
ou o ambiente religioso, né, ou o fato
dele ter algum tipo de fé no coração,
que isso garante que a sua vida vai
estar toda certinha.
com todos resultados benéficos só por
causa disso. Mas se eu creio em Deus, se
eu creio em Jesus e eu ajo de maneira
incorreta na hora de lidar com o
dinheiro, eu vou ter resultados errados,
né? Se eu não levar em consideração os
princípios de Deus para a família, como
nós vemos no Novo Testamento, mesmo que
o sujeito seja doutor em teologia, que
ele seja pastor ou que ela seja
missionária e que ela tenha muito
conhecimento das coisas de Deus e muita
fé no coração, os resultados vão ser
complicados. Então, essa história mostra
pra gente que o fato de alguém crer em
Deus não garante que a sua família não
tenha problemas sérios. É
preciso prestar atenção nos princípios
de Deus para isso. E aqui nós vemos que
a família era uma família dividida e
complicada. Então, podemos concluir que
como ser cristão sem ser religioso, a
gente tem que andar por aí, né? Esse
negócio de decorar versículo, conhecer
hinos, frequentar o culto de ceia, não
diz muita coisa. Pode até dizer, mas
desde que seja acompanhado de obedecer o
princípio da palavra de Deus, né? De
prática, né? É isso aí. Preferência na
família. Percebemos aqui, né, Isaque,
né, junto com o caçador Esaú e agora a
mãe queridinha aqui protegendo o seu
filhinho. Isso não é normal numa
família, né? sempre o pai ele se dedica
mais a um filho que está na sua
profissão ou porque o acompanha no seu
trabalho, enquanto que a mãe às vezes eh
com a moça ou mesmo com aquele outro
garoto tenta eh puxar pro outro lado.
Não é normal isso?
Pois é, Alberto, vamos dizer assim, é
normal do ponto de vista da ocorrência,
a gente vê isso o tempo todo, mas muitas
vezes é razão de muitos problemas, como
é aqui na Bíblia, que que a gente vê
aqui que Esaú é o filhinho do papai e o
Jacó é o filhinho da mamãe. Então, é
interessante que
Esaú tem um relacionamento com o pai que
ele conhece até os detalhes do sabor,
né? O menu com um tempero certinho é
bastante conhecido. Tanto é que Isaac
diz que faça do jeito que você sabe que
eu gosto. Já Rebeca na hora que vê que a
bênção pode chegar ao irmão mais velho,
ela já protege Jacó, corre lá e até diz,
né? Olha, eh, se acontecer qualquer
coisa, a culpa deve cair sobre mim.
Então vemos essa dificuldade, o problema
da preferência, que na verdade é um uma
questão não trabalhada de egoísmo, mano,
né? Por que que a gente gosta mais de um
filho ou de outro? Porque eu tenho um
filho que é muito parecido comigo. O
filho é muito parecido ou fisicamente,
ou ele lembra o meu pai, ou ele lembra a
minha mãe, ou ele tem um gênio parecido
comigo. Então eu começo a proteger
demais. Mas às vezes eu tenho um filho
ou uma filha que tem um gênio ah que
bate contra o meu ou que lembra, né, a
família do esposo ou da esposa e a
pessoa tem menos afinidade. Se nós não
levarmos em consideração que nós somos
pecadores, frágeis, e não tentarmos
estabelecer regras de justiça e agirmos
assim sem pensar, essa preferência trará
dificuldades sérias dentro da família.
Aqui nós vemos que a coisa, apesar de
termos aqui visto a supervisão divina,
quase foram parar, né, na na polícia, ou
melhor no cemitério, porque o final
disso é ver que o Esaú queria matar o
Jacó. Então isso é um alerta pra gente,
né, que um problema grave como esse, que
é muito pequeno à primeira vista, pode
trazer consequências muito difíceis.
Todos os pais cristãos e não cristãos
precisam dar atenção a isso. A todos os
filhos, inclusive, né? Exatamente. Tomar
cuidado com isso. Como a oração é
importante para casa, né? Saião, mais
uma pergunta aqui em Gênesis 27 que nos
chama
atenção. Deus pode abençoar o engano,
Deus pode abençoar esse rolo todo,
sabendo que isso foi imoral? toda essa
esse processo para buscar a bênção, como
você falou aí, um contrato garantido.
Deus pode abençoar um uma situação
dessa, esse jeitinho arranjado? Pois é,
essa pergunta é fundamental, né? Será
que Deus abençoa a mentira, o engano,
esse tipo de de de jeitinho
mesopotâmico, né? De
jeitinho ou talvez o nosso aqui mais
nacional? Verde amarelo? Ah, nós temos
de entender a Bíblia a partir da
perspectiva correta. Geralmente o que
que a gente tem na cabeça? A gente
imagina o seguinte, que Deus está
lidando com pessoas do ponto de vista da
neutralidade. As pessoas têm pessoas
razoáveis, mais ou menos. E quando elas
fazem uma coisa boa, elas estão do lado
do bem. Quando elas fazem uma coisa não
muito boa, estão do lado do mal. E que
Deus é semelhante, né, a um tio que dá
presentes no final do ano do Natal. Se
alguém foi bonzinho, ele ganha, né, um
chocolate maior. Se ele tirou nota baixa
em estudos sociais ou em geografia, né,
ou em matemática, ele não ganha
presentes tão bons assim. Mas a ideia
não é essa. A ideia da Bíblia é que nós
estamos numa enrolada total. Tanto Jacó
como Esaú, ninguém aqui é flor que se
cheire. Então, a questão é, Deus
intervém numa situação de caos, de
fragilidade e de pecado humano. E a
partir daí ele age de modo a
abençoar as pessoas pela sua graça, pela
sua misericórdia. Então, Deus não
abençoa Jacó pelo que ele é, mas apesar
do que ele é. Então, Deus nunca vai
abençoar a mentira de alguém. Deus pode
abençoar uma pessoa apesar das suas
falhas. Então você aí que me ouve, né,
que cometeu alguma coisa, não pense que
você pode fazer qualquer coisa, porque
Jacó era meio enrolão, várias pessoas na
Bíblia também erraram. Então, ó, deixa
para lá. Não, Jacó sofreu muito, as
consequências foram problemáticas. Deus
é bom. Deus nos abençoa. Deus nos tira
da lama, mas não faça a bobagem de
entrar numa enrolada de bobeira sem
necessidade. Deus abençoa você. Ele não
abençoa as coisas erradas que você faz.
A gente imagina que Deus é muito
tolerante, né? Imagina isso aí. Acho que
é permissivo. Até aí tudo bem, passa,
né? Eu vou aqui porque eu sei que mais
adiante eu vou me enrolar, mas até aqui
eu acho que dá para ir, né? E aí que o
bicho pega, não é verdade? É verdade. E
às vezes pega mesmo, hein? e não solta.
Para terminar aqui a nossa sessão de
perguntas, eu tenho mais uma. Não vai se
se livrando dessa não. Ô, já tava indo
embora. Pois é. Bênção e maldição é o é
o tema aqui que permeia aqui o capítulo
27 em Gênesis. Esse negócio de de praga,
né? Eu vou te rogar uma. Isso aí pega. É
isso que o texto pode nos ensinar.
Alberto, essa pergunta é muito
importante, porque muita gente está
confusa ao ler a Bíblia e acha que tudo
que fala vai acontecer. Imagina se isso
acontecesse no futebol, na Copa do
Mundo, todos os times seriam campeões,
porque todo mundo fala: "Essa vez nós
vamos ganhar, agora a coisa vai". Veja,
tem que entender aqui que a bênção é um
elemento formal de uma sociedade
equivalente a um contrato. É a mesma
coisa pra gente entender direitinho aqui
o que acontece num
casamento. Será que a pessoa que lá no
altar diante, né, a do ministro
religioso ou diante do juiz afirma sim,
eu aceito, eu amo? Será que aquilo vai
pegar e vai alcançar, vai atingir a
outra pessoa? Porque a pessoa falou
naquela hora aquelas palavras têm poder
de construir uma realidade, não. Elas
são uma confirmação de um desejo de uma
realidade, só que
oficialmente expressos diante de uma
sociedade e adquirem status de
formalidade e de realidade jurídica.
Então, na sociedade antiga, o patriarca,
ele é uma espécie de representante de
Deus. E aqui, no caso são mesmo, porque
são escolhidos pelo próprio Deus. Então
aquela palavra daquela bênção era uma
espécie de transferência de direito de
primogenitura. Daí não dá pra gente
imaginar que tudo que a gente fala ou
não fala acontece ou deixa de acontecer,
porque isso é ir muito além do que o diz
o texto. Isso é tão importante que
algumas pessoas têm até medo de dar
nomes. Por exemplo, esses dias eu ouvi
alguém dizer que se a gente der tal nome
pra pessoa e o nome tiver um
significado, isso dá azar, isso dá
problema. Veja bem, Absalão, que é uma
das pessoas mais controvertidas da
própria Bíblia, filho de Davi, o nome
dele significa A Shalom, pai da paz. E a
última coisa, né, que Absalão realmente
mostrou na sua vida, que ele foi um pai
de paz. Já Calebe, por exemplo, que é
uma pessoa tão elogiada na Bíblia junto
com Josué, o nome Calebe quer dizer
cachorro ou cão. E não é por isso, né,
que a gente acha que ele andou fazendo
alguma cachorrada, né, por causa, é o
pitbll ou coisa assim. A ideia tá
errada. Então, veja bem, nós não podemos
extrapolar ele além do que o texto diz.
Então, tome cuidado, né? É importante
prestar atenção no que você diz, mas não
fique achando que praga ou bênção vai
pegando assim, sem mais nem menos. Isso
não é o que o texto ensina. É, não fique
voando com as ideias, né? Fique preso no
texto bíblico. Sael, muito obrigado por
essas explicações e eu fico aqui do seu
lado ouvindo a aplicação de
[Música]
hoje. O estudo de hoje em Gênesis 27, um
irmão contra irmão, uma história
cabeluda. A grande lição que aprendemos
aqui no capítulo de número 27 de Gênesis
é que Deus, apesar de tudo, ainda
abençoa. Muitas vezes nós, vamos assim
dizer, queremos jogar a toalha. Você tem
problemas de família, você tem
dificuldades, conflitos em casa, você
sabe dos seus defeitos, você conhece a
sua personalidade, tem até às vezes
problemas de caráter e diz: "Para mim
não tem jeito". A história de Jacó
mostra que Deus, na sua bondade, na sua
providência, apesar do que Jacó era o
Deus soberano, agiu de maneira tão
especial, tão
extraordinária, que ele tirou Jacó do
fundo do poço e depois vai abençoá-lo de
maneira extraordinária através da
Bíblia. Então, lembre-se bem, ninguém é
difícil demais para Deus. Apesar de
tudo, Deus ainda abençoa e abençoa
muito, porque isso engrandece a sua mão
graciosa e soberana. Deus abençoe
você. เฮ

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