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Sermão: Quando a religião diz não, mas o Espírito diz sim

Sermão: Quando a religião diz não, mas o Espírito diz sim

Sermão: Quando a religião diz não, mas o Espírito diz sim

Décimo quartosermão da série Graça, feito pelo pastor Edson Nunes na igreja Um Lugar Comunidade.

Para ver o culto completo acesse / @umlugarcomunidade

Legendas automáticas:

Eterno nosso pai, nosso
rei. Muito, muito, muito obrigado,
senhor
porque, como diz o texto, a tua bondade
nos
persegue. Que ela continue nos
perseguindo e nos
alcançando e que essa bondade continue
transformando a nossa vida até que
Cristo volte essa terra.
Por favor, mais uma vez abre o nosso
coração para que a tua palavra encontre
morada. É o que nós te pedimos em nome
de Cristo. Amém, Senhor. Amém.
Bom dia, tudo bem? Prazer receber vocês
aqui no Teatro Allum Shopping Patópolis
e também um prazer receber você aí em
algum lugar que você esteja assistindo a
gente. Obrigado por escolherem passar
esse tempo
de qualidade, né? a gente acredita aqui
com a gente. Eh, a gente tá na série
Graça, caminhando pro final dela e a
gente vai trabalhar agora alguns textos
que são essenciais paraa formação da do
que a gente chama de igreja cristã. E
esses textos são duros, mas eles vão eh
eh colocar o tom daquilo que vai ser eh
que vão ser as discussões do Novo
Testamento. E por isso é importante a
gente trabalhar esses textos de uma
maneira mais profunda. A gente viu nas
últimas semanas, principalmente esse
esse arcaboço de Atos capítulo 8 e e 9.
A gente percebeu essa dinâmica do que tá
acontecendo da morte de Estevão na
sequência. Ah, como Felipe é esse
primeiro, né, a gente chama de talvez de
diácono, ele é esse primeiro daqueles
que foram eleitos pelos apóstolos, os
sete que foram eleitos pelos apóstolos a
pregar para além de muros eh étnicos e
religiosos. Ele prega pros samaritanos,
depois ele encontra com com Eunuco,
Etiope. E aí diz o texto ali no final de
Atos 8, que Felipe é levado para pregar
na região de Cesareia. E a gente também
viu a dinâmica da conversão de Saulo eh
para Paulo de como ele era um
perseguidor zeloso das coisas de Deus. E
ele persegue justamente por entender que
essa essa abertura da pregação do
evangelho, da pregação dessa mensagem eh
na época bem judaica ainda, essa
mensagem desse Messias para além dos dos
muros étnicos e religiosos, atrapalhava
o judaísmo, etc. E como ele se
transforma então nesse grande pregador
depois pros gentios, inclusive. E aqui
Atos capítulo 10 é provavelmente um dos
textos mais importantes, Atos 10 e 11,
pra gente entender a dinâmica eh da
igreja cristã no seu no seu período
formativo. Ah, então se você tem sua
Bíblia, abra sua Bíblia aí, seu
aplicativo, o texto, como você
preferir. Ou só escute também, né? Atos
capítulo 10.
Ah, o texto
diz: "Havia em Cesareia, a partir do
verso um, um homem chamado Cornélio,
centurião do regimento conhecido como
italiano. Ele e toda sua família eram
religiosos e tementes a Deus, dava
muitas esmolas ao povo e orava
continuamente a Deus." Então aqui ele
vai estabelecer o contexto, né? o
contexto geográfico, contexto histórico.
E aqui é importante a gente entender
alguns detalhes sobre essa apresentação
inicial desse indivíduo, desse
personagem.
Primeiro vamos começar com a região, né,
Cesareia, Cesareia Marítima aqui, aonde
Felipe tava pregando, aonde Felipe já
estava atuando. E aqui esse indivíduo
morava ali, uma cidade muito importante,
a cidade onde normalmente vivia o
prefeito e o procurador romano, uma
cidade que ficava entre Jerusalém e a
Antioquia. Então era uma cidade
estratégica, uma cidade importante. E
aí, nessa cidade morava o indivíduo
chamado Cornélio, ou, né, Cornélius. né,
no latim aí. E Cornélius é um nome
importante de um clã, é um nome que se
tornou um nome emblemático por causa da
história desse nome. E a gente tem um
indivíduo muito importante com esse nome
na história romana, que eu anotei aqui
para me escrecer, que é o Lúcios
Cornélios Sula, né? O Lúcius Cornélius
Sula foi um dos primeiros ditadores
romanos que pegou o poder todo para ele,
né? Subverteu ali a a o processo, né?
republicano e tal. E aí se tornou um
ditador, mas ele era um cara controverso
porque ao mesmo tempo que ele era um
grande ditador, ele imaginava que ele
também era um indivíduo bom. E ele
libertou cerca de 1000 escravos, segundo
a história, né? Libertou ali cerca de
1000 escravos. E esses escravos, em
sinal de gratidão a essa libertação,
eles adotaram o nome
Cornélios, né? Então eles também eram
conhecidos como Cornélios.
E um outro indivíduo importante nesse
clã era o públio Cornélius Sula, que era
cunhado de Pompeu, o grande Pompeu, e
aparece também como um político eh meio
controverso ali, com algumas aspirações,
algumas questões ali, mas que também era
conhecido por libertar escravos. Então
essa esse clã Cornélius acabou se
tornando um clã grande e relevante,
porque além de ter a parte, vamos dizer
assim, aristocrata do clã Cornélios, né?
Eh, também tinha os ex-escravos que
adotaram esse nome como um sinal de
gratidão por terem sido libertos. Esse
Cornélio aqui, por desfrutar de uma
posição que era uma posição militar, mas
também era uma posição de prestígio
muito provavelmente administrativo, tem
uma série de discussões sobre isso. Eh,
esse Cornélios provavelmente fazia parte
dessa dessa categoria aristocrata do clã
eh Cornélios, né? E não é apresentado o
restante do nome, simplesmente que era
Cornélios. E além de ser Cornélios, ele
era um centurião. Centurião, como vocês
sabem, o nome já diz e tal, tal, tal.
Era aquele que cuidava da de 100
soldados e tal. E tem toda uma discussão
em torno de se esses 100 soldados, essa
função de cuidar desses 100 soldados era
só uma função militar, se também não era
uma função que acumulava cargos
administrativos ou funções
administrativas, melhor dizendo. Então,
esse cara era um cara importante, esse
cara era um cara que tinha uma posição,
esse era um cara que tinha um certo
prestígio, não só pela posição dele, mas
pela história da família. E ele morava
ali em Cesaré, que também era uma cidade
importante, relevante, mas o texto diz
que ele era eh obviamente se ele era
centurião, se ele era dessa família, ele
era romano. Portanto, se ele era romano,
ele era pagão ou gentil, ou seja, não
adorava o Deus de Israel, bá bá, não
guardava os mandamentos e assim por
diante. Só que o texto diz que ele era
temente a Deus, que ele orava e que ele
dava esmolas, né? E aqui essa expressão
temente a Deus é uma expressão
importante, porque ela é usada dentro da
do momento histórico ali judaico, é
usado para descrever aquelas pessoas que
não guardavam a Torá, ou seja, que não
guardavam a lei, que não tinham
obrigação de guardar a lei, OK? Então,
não guardavam os 10 mandamentos, não
guardavam os rituais de pureza,
impureza, não guardavam nada disso
daí, mas que eram simpatizantes. Então,
eram pessoas que de vez em quando, sei
lá, apareciam na sinagoga, no lugar que
eles podiam ficar e tal, dentro da
sinagoga, eh, que que eh eram amigos dos
judeus de uma certa maneira e tal, que
tinha um relacionamento mais amistoso,
tá? Mas eles com certeza, os tementes a
Deus não eram convertidos, ou seja, não
tinham passado pelo pelo processo de
conversão ao judaísmo e, portanto, não
eram circuncidados, tá? Continuavam
gentios, tá? Então, esse é o indivíduo
que tá sendo apresentado aqui no início
de Atos 10. E aí o texto bíblico diz,
verso 3, certo dia, por volta de 3 horas
da tarde, ele teve uma visão. Ele viu
claramente um anjo de Deus que se
aproximava dele e dizia:
"Cornélio". Atemorizado, Cornélio olhou
para ele e perguntou: "O que é, Senhor?"
E o anjo respondeu: "Suas orações
esmolas subiram como oferta memorial
diante de Deus. Agora mande alguns
homens à Jope para trazerem um certo
Simão, também conhecido como Pedro, que
está hospedado na casa de Simão, o
curtidor de de couro que fica perto do
mar. Então, o Cornélio tem uma visão.
Nessa visão, o anjo de Deus aparece e
fala assim: "Cornélio, agora você vai
sair e vai encontrar com o Simão. Pedro
manda o alguém trazer Pedro para cá."
Termina ali a visão. Cornélio manda eh
os servos, dois servos trazerem Pedro.
Tá? Aqui é interessante porque esse
indivíduo que é gentil, que é pagão,
portanto tá circunscrito fora do que
seria chamado de povo de Deus, ele tem
uma visão. E é interessante notar isso
porque a primeira visão que aparece na
Bíblia de alguém que tendo uma visão na
Bíblia é um indivíduo que também é
gentil, que também é pagão, que é o rei
Abimeleque, que aparece lá em Gênesis
capítulo 20. Em Gênesis capítulo 20,
vocês lembram mais ou menos da história?
Eu imagino, Sara tava grávida, tinha 90
anos, mas era tão bonita que um rei
Abimelecona por ela. E como Abraão
mentiu dizendo que ela era irmã dele,
esse rei decide casar com
ela. Antes de casar, Deus aparece para
ele e diz: "Por favor, não case com essa
mulher. Ela é esposa de Abraão e ela
está esperando o filho da promessa." E
aí então Abimelec negocia ali com Deus,
fala: "Não, não vou casar, mas ele
mentiu para mim e tal. Pá, Deus fala:
"Não, fica tranquilo que Abraão vai orar
por você e você vai ser perdoado." Mas é
Abimelec que tem o primeiro sonho, a
primeira visão na Bíblia. E uma pessoa
ser gentílica, pagã tem o primeiro sonho
da Bíblia. E quando você lembra, por
exemplo, de Daniel, o livro de Daniel,
talvez o livro mais emblemático de
sonhos e visões, a primeira pessoa que
tem um sonho e visão no livro de Daniel
é Nabuco Donozor, que é também um rei
pagão, um rei gentil. E na verdade o
primeiro sonho de Daniel é para
interpretar o sonho de Nabuco
Donozor. Então é interessante como
funciona essa ideia da revelação de
Deus. Quando você vai ver a narrativa,
na verdade é curioso até. Não estou
falando dos profetas, estou falando das
narrativas. Quando você vai vendendo nas
narrativas, é recorrente a ideia de que
Deus usa sonhos e visões para se revelar
pros gentios, pros pagãos, ou seja, para
aqueles que estão fora do que a gente
chama de povo de Deus. Então isso é um
detalhe curioso pra gente pensar. Bom,
Cornélio tem esse sonho, ele obedece,
ele envia os mensageiros paraa casa de
Pedro. Depois de Cornélio ter o sonho,
Pedro também vai ter um sonho. A gente
encontra isso lá no capítulo 10, a
partir do verso 9, que diz que no dia
seguinte, eh, por volta do meio-dia,
enquanto eles vigiavam e se aproximavam
da cidade, Pedro subiu ao terraço para
orar. E diz o texto bíblico que ele tava
com fome. Então Pedro sobre no terraço
para orar com fome. Não sei se vocês já
passaram por isso. É um fator
interessante. Quando você ora com sono
ou com fome, coisas interessantes
acontecem no processo de oração, né? As
coisas ficam um pouco confusas, né? Os a
oração ganha uns caminhos assim meio
estranhos, né? Então você tá ali orando
num num spa para perder peso e aí você
tá orando com fome porque você comeu
alface o dia inteiro, tomou suco verde,
sei lá, aqueles sucos estranhos, tem
verdura e fruta no suco. Eu acho nem
absurdo isso
daí, mas aí você tá ali, né? Ai, Senhor,
obrigado pelo dia e sua barriga tá meio
estranha porque você tá comendo os
negócios nunca comeu na vida e tal. Mas
aí no meio da oração você começa a
pensar em picanha, você começa a pensar
em costela e tal e as coisas ficam meio
confusas. Aqui Pedro tá orando com fome
na hora do almoço. E aí ele orando com
fome na hora do almoço veio uma visão e
uma visão estranha porque é uma visão de
animais e mundos impuros descendo no
lençol e uma voz dizendo mata e come se
sou eu falei assim: "Pô, eu tô
alucinando já porque, enfim, tô com fome
orando, as coisas se misturaram". Mas
Pedro entende que aquilo é uma visão
dada por Deus. E aí vem o lençol com
animais imundos, impuros. E como é que a
gente sabe que são animais impuros e
imundos? Pedro, um judeu, uma pessoa que
entendia a Torá, que lia a Torá, que
conhecia o Antigo Testamento, ele sabe
que Levítico 11 fala sobre animais que
se podem comer e animais que não se
podem comer. E esses animais que não se
podem comer são chamados de impuros, são
chamados de imundos. Não se pode comer
essa categoria de
animais. E esse lençol desce e a voz
diz: "Pedro, mata e come". faz todo
sentido. Ele tá com fome, mata e come. E
o que Pedro responde? Não, eu não posso.
Eu sou guardador da lei e a lei me
proíbe de comer esse tipo de de
alimento. Isso acontece essa vez,
acontece a segunda vez e acontece a
terceira vez. São três vezes que Pedro
tem a mesma visão com a voz dizendo a
mesma coisa e nas três vezes ele diz:
"Não posso comer
porque são animais impuros, imundos. Eu,
como um bom judeu, como guardador da
lei, não posso comer esses
animais. E aí do nada, aquela voz que
dizia para ele matar e comer aqueles
animais, diz: "O quê? Vai chegar uma
galera na tua casa, acompanha eles,
porque eu tenho um negócio para te
mostrar".
E aí chega o pessoal de
Cornélio, fala que Pedro, né, que eles
tiveram uma visão, que Cornélio teve uma
visão, que Corné mandou eles lá, tal,
para levar e Pedro vai com
eles. Então, tem todo um processo
interessante nessa
visão que Pedro tem depois da visão que
Cornélio
teve. E a visão de Pedro parece uma
visão
desconexa. A visão de Cornélio é
simples, é uma ordem. A visão de Pedro é
um bando de animais impuros, imundos,
que ele tem que matar e comer. Ele não
pode porque é contra a lei. E depois a
voz dizendo vai vir uma galera. Segue
eles aí que eu tenho um negócio para te
mostrar. E Pedro
vai. Pedro segue esse
pessoal. E Atos 10 diz que quando ele
chega para encontrar com esse pessoal,
Cornélio sai para
recebê-lo. Cornélio sai para recebê-lo
na porta para ele não entrar.
E ele se ajoelha. E Pedro diz: "Não,
cara, levanta, que isso? Eu sou homem
igual você". Etc e tal. E aí Pedro entra
e começa a conversar. E olha o que Pedro
diz. Capítulo 10 de Atos, verso 27 e 28
e
29. Conversando com ele, Pedro encontrou
ali reunidas muitas pessoas. Ele disse:
"Vocês sabem muito bem que é contra a
nossa lei um judeu associar-se a um
gentil ou mesmo
visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu
não deveria chamar impuro ou imundo a
homem
nenhum. Por isso, quando fui procurado,
vim sem qualquer objeção. Posso
perguntar, por vocês mandaram me
buscar?"
Pedro entra na casa de Cornélio com
aquelas muitas pessoas reunidas e ele de
cara ele entende o que aconteceu. Ele
entende a visão
dele. Eu quero pontuar que isso daqui
foi antes de qualquer coisa acontecer.
Ele entra na casa de Cornélio e ele diz:
"Vocês sabem que eu não deveria estar
aqui. Vocês sabem que como homem judeu
eu não posso nem visitar vocês, ainda
mais estar junto aqui dentro da casa com
vocês. Eu não posso. Mas Deus me
ensinou. O que que Deus me ensinou? que
eu não posso fazer distinção entre
homens, que eu não posso considerar
homem algum impuro ou
imundo. E aqui é uma categoria
importante, porque essa ideia legal, ela
é jurídica dentro da Bíblia, impuro e
imundo, é associada a
animais, animais impuros e animais
imundos.
E aí quando você vai ver a descrição dos
animais, vários não fazem sentido
nenhum, embora a gente tente criar
sentido, né? Não, os porquinhos são
sujos, eles vivem na
lama, é por isso que não pode comer.
Não, tal peixe a gente não pode comer
porque guarda mais mercúrio, né? Vocês
sabem disso, né? Espero que sim. que os
peixes com escama não armazenam tanto
mercúrio quanto os peixes sem escama. E
aí tem toda uma uma explicação
científica para essas paradas. Mas lá no
texto de Levítico 11 não tem explicação
científica nenhuma. Tem dizendo assim:
"Ess animais podem comer e esses animais
não podem
comer. E esses que vocês não podem comer
são chamados de imundos impuros.
e não tem explicação, tá dizendo que não
pode. E quando você vai entender a lista
de Levítico 11, você percebe que essa
lista de alimentos, de animais que você
pode ou não comer tem a ver com o
santuário. Os animais que são oferecidos
como sacrifícios no altar do santuário
podem ser comidos nas suas casas. E os
animais que não são oferecidos em
sacrifício não podem ser comidos nas
casas.
Porque o que Levítico 11 tá fazendo é
uma relação entre o altar de sacrifício
e a mesa do povo de Israel.
Então esse processo de alimentação de
Levítico 11 tem a ver com o processo de
ritual do
santuário. É uma
correlação. Tem a ver com imundeza, com
impureza, ritual em relação ao
santuário. Essa categoria de mundo
impuro, ela aparece em vários momentos
do Pentateuco, principalmente Levítico,
Números,
Deuteronômio. E a ideia maiormente está
relacionada ao serviço do
santuário. Envolve uma série de
circunstâncias. Por
exemplo, uma mulher que dá luz a uma
criança, ela fica impura durante x
tempo, se for bebê menino, e x tempo, se
for bebê
feminino, fica impura. E ela tem que se
purificar. Se tem fluxo sanguíneo, fica
impuro. Se o homem tem ejaculação
noturna, etc. tal também fica impuro. E
geralmente as impurezas e as imundícias
têm a ver com fluídos do corpo humano,
que são
normais. E não tem uma explicação
científica. Ah, o cara teve polução
noturna porque sonhou um sonho erótico,
então ele está em
pecado. Bom, isso daí tem literatura
abundante dizendo que não é sempre assim
que funciona. É um mecanismo natural do
corpo. Mas aí o cara fica impuro pro
serviço do
santuário. E por que fica impuro pro
serviço do santuário? O que que era o
santuário? O santuário era o lugar da
habitação de Deus. Lembra? Deus falou
assim: "Vocês vão me fazer o santuário
para que eu possa habitar no meio de
vocês". E o que que acontecia no
santuário? Qual era o principal serviço
do santuário? O santuário servia para
quê? Para lidar com o problema do
pecado. O serviço do santuário
primordialmente tinha a ver com perdão
de pecados e expiação de
pecados. Perdão durante um ano todo e um
dia para expiação dos pecados. Então, no
santuário, o perdão de pecados era
resolvido. O pecado era resolvido. Era o
lugar da habitação de Deus e onde Deus
lidava com o pecado. Tão entendendo? Tão
acompanhando? E a gente sabe pelo livro
de
Hebreus que a partir de Cristo não há
mais necessidade de sacerdotes. Porque o
que que os sacerdotes faziam?
Eles oficiavam o ritual do santuário
primariamente. E o ritual do santuário
lidava com o problema do
pecado. Então, se o sacerdote lida com o
problema do pecado, perdão, expiação, a
partir de Cristo, não há mais
necessidade de sacerdote trabalhando no
santuário. Se o santuário lida com o
problema do pecado, a partir de Cristo
não há mais necessidade de um ambiente
chamado santuário para se resolver o
pecado. Porque Cristo resolve o pecado
com a sua morte e ressurreição. Ele
vence o
pecado. E aí a gente entende que João
quando vê a cidade santa, ele tem um uma
atenção ali, porque ele diz que viu, né,
o o a noiva, a Jerusalém, a nova
Jerusalém descendo. Ela é o santuário de
Deus com os homens, mas ele diz que não
vê nela
santuário. E por que que ele não vê na
cidade de santo santuário? Porque diz
que tá o trono do cordeiro. Porque
Cristo encapsula, Cristo resume, Cristo
acomoda, Cristo ele, ele ele é a
realidade toda do
santuário e nele tudo do santuário se
cumpre plena e
perfeitamente. Então, a gente entende
que esse lugar do santuário, ele é um
lugar específico que tem a ver com
coisas específicas.
Agora é uma questão interessante porque
a gente transfere automaticamente a
ideia de santuário. Isso é um
parênteses, tá? Dentro do sermão. A
gente transfere a realidade do santuário
diretamente pra
igreja, como se a igreja fosse o
santuário e como se o pastor fosse o
sacerdote. Só que biblicamente isso é
uma
incorreção. É óbvio que os sacerdotes
tinha outras funções. Por exemplo, o
livro de Deuteronômio fala que os
sacerdotes deveriam ensinar ao povo
sobre as coisas de Deus.
A gente sabe também por causa das
cidades e refúgios que o sacerdote ele
também tinha uma função legal jurídica,
que ele determinava, por exemplo, que
aquelas pessoas que fugiam por algum
crime que cometeram por uma cidade de
refúgio, quando alguém fosse falar
daquele crime na cidade de refúgio, o
sacerdote definir se o indivíduo deveria
permanecer na cidade de refúgio salvo
das acusações ou se ele deveria ser
entregue para alguém para ser julgado
pelos crimes que
cometeu. Então ele tinha outras funções,
mas maiormente a função dele era ligar,
lidar com
pecado. Então o pastor não lida com
pecado. Depois de Cristo, ninguém lida
com pecado, é só
Cristo. Ele é o único mediador entre
Deus e os
homens. E a
santuário, o o templo não existe mais.
Por quê? Porque tudo se cumprir em
Cristo. Então, a igreja não é santuário,
o pastor não é
sacerdote. E toda e qualquer ideia que
linque essas duas coisas é equivocada
porque elas não têm uma ligação direta.
Até porque no santuário não tinha
culto, não tinha sermão, não tinha
galera cantando. Tudo isso que
acontecia, sermão, galera cantando,
acontecia fora do
santuário. Dentro do santuário era
sacrifício de animais. Tão entendendo?
Isso é extremamente importante. Agora,
percebam o que a galera da época de
Jesus, a galera da época de do Novo
Testamento, de Pedro aqui, o que que
eles fazem? Eles transferem uma
categoria que tem a ver com o ritual do
santuário
maiormente, que é impuro, imundo, etc.,
para definir um grupo de pessoas.
Esses animais que eram impuros, que eram
imundos, eles não eram impuros e imundos
pela natureza deles. Eles eram puros e
imundos pela relação deles com o ritual
do santuário. Tá
entendendo? Deus não criou uma coisa que
fosse pura e que fosse impura e imunda
para existir por
aí. Aí eu vou ver o porquinho, dar um
bico no porquinho. Ah, impuro mundo. Pô,
o que que o porquinho fez?
Ah, ele chafurda na lama e tal.
Ah, tem a cic circose, não sei o que lá,
vai dar o bico no
porquinho. Mas aqui na época de Jesus e
na época da igreja primitiva de Pedro,
eles pegaram uma definição que tem a ver
com circunstância da vida, que tem a ver
com fluídos, que tem a ver com com o
corpo das pessoas que adoravam a Deus e
transferiram isso para categorizar,
rotular todo um grupo de pessoas.
é gentil, ou seja, não é
judeu, automaticamente é o quê?
Imundo,
impuro, pelo que a pessoa é, não é pelo
que ela faz, não é pelo que ela disse,
não é por nada. Ela simplesmente é
imunda, impura. Por quê? Porque ela não
é igual a mim. Ela não adora a Deus da
mesma maneira. Ela não pensa igual a
mim, ela tem uma outra vida, um outro
estilo de vida, é de outra etnia, de
outra raça. Então, automaticamente, ela
é imunda, impura. Então eles
transferiram uma categoria maiormente
ritual e jogaram sobre
pessoas. Vocês estão percebendo? E não
pelo que elas fizeram tal, mas pelo que
elas
são. E basicamente ao fazerem isso, o
que que elas fazem? Elas eliminam essas
pessoas da comunidade de fé,
obviamente, dos rituais do santuário,
obviamente também, porque elas não
podiam, eram impuras, imundas.
Então, portanto, para esse grupo de
pessoas que é imundo impura, qual era a
chance deles reverterem esse
status? Vocês já pensaram
nisso? Que que Pedro diz? Eu não posso
visitar um gentil porque ele é imundo,
ele é impuro. Eu não posso entrar na
casa desse porque era imundo impura.
Como é que ele vai reverter esse status
de imundo impuro? Não reverte. Acabou.
Eu construí um muro que afasta
completamente aquele grupo de pessoas
pelo que elas
são. Ele era temente a Deus, Cornélio.
Ele orava, ele dava esmolas, ele era
piedoso. Que que importa? Nada. No final
das contas, que que ele
era? Imundo, impuro. Eu não posso entrar
na casa dele, não posso nem visitá-lo.
Vocês estão percebendo?
E Pedro, antes que qualquer coisa
aconteça, antes que qualquer coisa
aconteça, antes de qualquer estudo
bíblico, antes de qualquer explicação
doutrinária,
profética, Pedro diz: "Eu tive uma visão
e eu entendo o que tá acontecendo aqui.
Deus me ensinou que eu não posso
considerar
ninguém impuro,
imundo. Ninguém eu posso considerar
impuro
imundo. Não tinha nada a ver com sobre
comida o
negócio. Tinha a ver sobre essa
rotulação que se faz de um grupo de
pessoas pelo que elas
são. E aí eles continuam
conversando. Cornélio vai contar o que
aconteceu, vai contar da visão que ele
teve. E aí Pedro começa a
pregar. E aí Pedro começa a pregar
dizendo, verso 34, ele repete o que ele
tinha dito e continua: "Agora percebo
verdadeiramente que Deus não trata as
pessoas com
parcialidade. Deus não faz acepção de
pessoas". Agora eu
entendo. Pedro diz: "Agora eu entendo."
Deus não faz distinção de pessoas.
Deus não trata as pessoas com
parcialidade. Deus não usa esses rótulos
que nós usamos. Agora eu
entendo. Mas todas as nações aceita todo
aquele que teme e faz o que é
justo. Vocês conhecem a mensagem enviada
por Deus ao povo de Israel que fala das
boas novas de paz por meio de Jesus
Cristo. Ele começa a falar de Jesus que
é Senhor sobre
todos. Sabe o que aconteceu em toda a
Judeia? Começando na Galileia depois do
batismo que João pregou? Aconteceu em
toda a Judeia. Começando na
Galileia, como Deus ungiu a Jesus de
Nazaré com Espírito Santo e poder, e
como ele andou por toda parte fazendo
bem e curando todos os oprimidos pelo
diabo, porque Deus estava com ele. Nós
somos testemunhas de tudo que ele fez na
terra, dos judeus em Jerusalém, onde o
mataram, suspendendo no madeiro. Deus,
porém, ressuscitou no terceiro dia e fez
que ele fosse vivo. Não por todo o povo,
fez que ele fosse visto, desculpa, não
por todo o povo, mas por testemunhas que
designara de antemão. Porque nós, por
nós que comemos e bebemos com ele,
depois que ressuscitou dos mortos, ele
nos mandou pregar ao povo e testemunhar
que foi ele que Deus constituiu juiz de
vivos e mortos.
Todos os profetas dão testemunho dele,
de todo que nele crê recebe perdão dos
pecados mediante o seu
nome. Pedro faz um sermãozão e o centro
do sermão de Pedro é Jesus
Cristo. Pedro não fala de criação. Pedro
não fala de Abraão, Isaque e Jacó. Pedro
não fala do Monte Sinai. Pedro não fala
do êxodo. Pedro não fala da conquista da
terra.
Pedro fala de Jesus Cristo, não tem
doutrina
aqui, é só Jesus Cristo que ele morreu e
ressuscitou. E um detalhe além
disso, importante, pequeno, mas
importante, ele diz que Deus constituiu
a Jesus Cristo como
juiz de vivos e mortos.
Deus constituiu a Jesus Cristo como juiz
de vivos e
mortos. E tudo o que está escrito, e ele
fala, todos os profetas falavam de
Jesus. E é isso. Esse é o sermão de
Pedro.
Poderoso. Deus não é parcial. Deus não
faz acepção de pessoas e constitui a
Jesus Cristo como um juiz de vivos e
mortos. E o que que acontece depois
desse sermão poderoso de Pedro?
verso 44. Enquanto Pedro ainda estava
falando essas palavras, ou seja, no meio
do sermão de Pedro, o Espírito Santo
desceu sobre todos os que ouviam a
mensagem, os judeus convertidos que
estavam com Pedro, judeus que tinham
acompanhado Pedro, ficaram admirados que
o dom do espírito fosse derramado também
aos gentios, pois os ouviram falando em
línguas e exaltando a Deus.
Então, enquanto Pedro pegava, o espírito
desceu. Não desceu sobre Pedro, não
desceu sobre os judeus que estavam com
Pedro, desceu sobre os gentios, sobre os
pagãos, sobre os romanos, sobre os que
não guardavam a
lei. E os judeus que estavam com Pedro
convertidos a Jesus Cristo, eles
aceitavam Jesus como Senhor e Salvador,
eles olham para aquilo que tá
acontecendo. O que que eles dizem?
Nossa, isso é o mesmo tá acontecendo com
eles. Aquilo que aconteceu com os
apóstolos lá em Atos 2. É a mesma coisa.
Um milagre. E aqui Deus rompe todas as
barreiras mais uma
vez. Barreiras que a religião da época
tinha
imposta. Barreiras que os homens ao
interpretarem a Bíblia tinham colocado.
Muros que as pessoas tinham construído
para afastar as outras. E aí Deus vai lá
e rompe com tudo em nome de Jesus
Cristo. E aí a parte mais poderosa,
talvez esse
relato. Pedro dizendo, verso 47, pode
alguém negar a água impedindo que estes
sejam
batizados? Eles receberam espírito como
nós. Então ordenou que fossem batizados
em nome de Jesus Cristo. Depois pediram
a Pedro que ficasse com eles alguns
dias.
Pode
alguém impedir que eles sejam
batizados? Pode alguém impedir? Não, não
pode. Então batiza todo
mundo. Mas cadê o estudo
bíblico? Cadê as
doutrinas? Cadê as crenças
fundamentais? Os dogmas? Não tem. Eles
creram em Jesus Cristo. Estão falando em
línguas espíritus. Isso é o
suficiente. Batiza. Agora tem um detalhe
que eu acho muito interessante que é uma
palavrinha colou.
que quer dizer impedir ou
bloquear. E ela aparece pela primeira
vez aqui nessa nessa narrativa lá em
Atos 8, quando o Eu nuco, depois de
conversar com Felipe, ele diz assim: "Há
alguma coisa que me impeça de ser
batizado, que me bloqueie de ser
batizado?" E Felipe diz: "Não, não tem
nada". E batiza o Ionuco. Lembra?
Aparece aqui em Atos 10 com Pedro
dizendo, "Tem alguma coisa que impeça
eles de serem batizados?"
E aparece depois em Atos 11, quando
Pedro vai se explicar diante do da
igreja, da liderança da igreja, Pedro
usa de novo essa palavra, diz assim:
"Olha, eu vi o que aconteceu, eu vi o
espírito descendo e eu pensei, não tem
nada que que me impeça ou que impeça
essas pessoas de serem batizadas, porque
deu bo." E a gente vai ver isso semana
que vem. É óbvio que deu
bo. Batizou um monte de gentil na casa
de um centurião romano, pagão, e
disseram: "Pô, é óbvio que deu bo.
Quebrou todo e qualquer paradigma que
eles tinham".
E aí Pedro vai ser chamado para se
explicar. Aí eu vou dar um spoiler,
né? Pedro tem que se explicar e depois
Pedro vai fazer isso com Paulo, vai
chamar Paulo para se explicar também, o
que é interessantíssimo. Às vezes a
gente sofre, a gente reproduz o que a
gente sofre fazendo os outros sofrerem.
É impressionante. Fecha o parênteses do
spoiler. Mas veja o que acontece. A a
chave aqui é essa palavrinha
colu. Há alguma coisa que bloqueie, que
impeça eles de serem
batizados? O que acontece é que a gente
cria categorias, a gente cria rótulos, a
gente
cria barreiras, muros. constrói esses
muros afastando as pessoas de
Deus, impedindo que essas pessoas façam
parte de uma comunidade de fé, impedindo
que essas pessoas sejam batizadas porque
não cumpriram aquilo que a gente acha
que elas têm que cumprir para serem
batizadas. A gente afasta
pessoas e o texto bíblico diz o
contrário, diz assim: "Mas há alguma
coisa que impeça essas pessoas?
A gente
impede, a gente a gente
impede. As comunidades de fé impedem as
pessoas de ter livre acesso à comunidade
de
fé, ao congraçamento dos
santos, à vida
comunitária, ao batismo, a Santa Ceia,
etc, etc, etc.
É interessante que a gente fica
pensando, e eu acho isso legal pra gente
concluir, fica pensando como é que a
gente vai
converter, esse é um negócio bem
cristão, né?
Como é que nós vamos converter os
hindus, os budistas? E a gente fica
elaborando milhares de estratégias para
levar o evangelho pro
oriente. E a gente tem um monte de muros
construídos para impedir as pessoas aqui
em São
Paulo, nas cidades do interior de São
Paulo. A gente tem um monte de muros
impedindo as pessoas de virem. Sabe o
que é mais interessante?
que o que tá acontecendo aqui em Atos é
que não é que as pessoas estão indo,
elas estão indo, mas as pessoas estão
vindo. E é Deus que tá trazendo através
do
espírito. Tem as barreiras, destruindo
as barreiras que a comunidade de fé
criou.
Um
exemplo
polêmico. Mulheres não podem ser
pastoras. Maiormente no cristianismo,
mulheres não podem ser pastoras. Podem
ser profetizas, podem ser apóstolas,
podem ser bispas. Tô exagerando, mas não
podem ser
pastoras. Aí você tá na faculdade de
teologia dando aula. Eu fiquei 9 anos
dando aula de na faculdade de teologia.
E aí chegam mulheres para fazer o curso
de teologia. Eu, os professores, os
alunos, todo mundo fica assim: "Que que
vocês estão fazendo
aqui? Vocês são
malucas? A mulher louca é normal, né?
Vocês sabem. Tô ironizando, tá,
gente? É a acusação que mais gosta.
Gostamos de fazer as mulheres, né? Vocês
são loucas? Vocês sabem que vocês não
podem ser pastoras. Que que vocês estão
fazendo aqui? Vão embora. Era isso que
acontecia. Mas as mulheres pararam de
vir, não? Todo ano tinha duas, três
corajosas que aguentavam toda essa
pressão, esse preconceito e se formava.
E a pastora Kelan é uma
delas, resistindo à
exclusão, resistindo aos
rótulos. Por quê? Porque o espírito
sopra onde ele
quer. E hoje a gente cria esses
rótulos. Ah, ele é gay, não pode ser
batizado. Ah, ele é preto, não pode ter
função de liderança. Porque pretos dão
medo que eles são muito fortes, muito
grandes, são
violentos. Ah, ela é lésbica, ela não
pode participar da ceia.
A gente cria muros e barreiras impedindo
as pessoas de fazerem parte da
comunidade de fé, de se batizarem.
É tatuado, é gente que usa joias, é
casamento X Y Z, é LGBT, é isso, é é
passado, é futuro, porque tem futuro
também, não. Ele pode fazer
isso. Vocês vocês entendem que a gente
tá indo contra o evangelho?
E aqui eu acho que talvez o o que fica
pra
gente, quem somos nós para erguer
barreiras? Quem somos nós para impedir o
acesso de qualquer pessoa à graça de
Deus? Quem somos nós?
Ninguém. E no sermão de Pedro, ele diz:
"Deus constituiu Jesus Cristo como o
único juiz de vivos e mortos."
Então, meu irmão, se
despreocupe. Não cabe a você julgar quem
pode e quem não
pode. Não cabe a você julgar quem tem
acesso a Deus e quem não tem. Não cabe a
você erguer muros para afastar as
pessoas da comunidade de fé. Não cabe a
você determinar quem pode ou não ser
batizado. Em uma comunidade cristã de
fato e de
verdade, Deus, como diz o texto, não é
parcial. Deus aceita a
todos. Todos têm acesso a ele, porque
essa é a graça de Deus e não a nossa.
Eterno nosso pai e nosso
rei. Senhor, ajude-nos a vencer essa
preocupação terrível de sermos porteiros
do céu, porteiros do teu
reino. nos ajude, Senhor, a andarmos
despreocupados com a vida das outras
pessoas e acreditarmos de verdade, de
fato, que Jesus Cristo é um único juiz e
que ele julga justamente porque ele é
gracioso e
amoroso. Senhor, nos ajude a pararmos de
bloquear, de impedir que pessoas se
aproximem de
ti. Nos ajude, Senhor, a termos o
coração no verdadeiro
evangelho. O evangelho que não é
parcial, ou seja, que não faz acepção de
pessoas, que não faz distinção de
pessoas, mas que antes abraça
todos, porque não temos o
direito de rotular ninguém como impuros
ou
imundos, mas temos sim a
obrigação de a todos recebermos com
graça e amor, porque foi assim que fomos
recebidos.
Oramos isso no nome de Jesus Cristo.
Amém.

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