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A fé vem pelo ouvir

Um Novo Encontro, um Novo Nome – Filipe Fontes

Um Novo Encontro, um Novo Nome – Filipe Fontes

Um Novo Encontro, um Novo Nome – Filipe Fontes

Descubra como Deus transforma vidas por meio da Sua graça poderosa! Nesta mensagem inspiradora, baseada em Gênesis 32, o Pr. Filipe Fontes explora a jornada de Jacó, desde seus desafios e pecados passados até o seu encontro transformador com Deus no vale do Jaboque. Com humildade, fé e entrega, Jacó é quebrantado e recebe um novo nome – Israel – marcando o início de uma nova identidade e propósito em sua vida.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Filipe Fontes
Passagem: Gênesis 32
Série: O Triunfo da Graça na História de Isaque e Jacó
Pregação número: 8 de 11

#ipsantoamaro #presbiteriana #doutrinadasalvação #sãdoutrina #escolabíblicadominical #pregação #jesus

CAPÍTULOS:
00:00 – Abertura
00:28 – Leitura
06:45 – Oração
08:25 – A graça sempre vence – Parte 2
14:55 – Tema 3
21:44 – Tema 4
25:30 – Tema 5
26:55 – O Vale do Jaboque
30:57 – Jacó busca a bênção
37:18 – Jacó prevalece diante de Deus
41:26 – Jacó e Esaú
43:18 – O sol nasce para Jacó
45:37 – A porta do reino dos céus
47:57 – Conhecendo o Vale de Jaboque
53:14 – Oração

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Uma das manifestações da bondade do
Senhor para conosco é a sua revelação, a
sua palavra que nos guia, nos conduz,
nos orienta ao longo da nossa vida como
povo de Deus neste mundo. Por isso, eu
os convido a abrir a palavra do Senhor
no livro do Gênesis, capítulo
32. Gênesis 32.
Farei a leitura de todo o texto, todo
este
capítulo, para quem leu 78 versículos na
semana passada, 31 é pouco,
né? Gênesis 32.
farei a leitura e peço que os irmãos
acompanhem silenciosamente, recebam com
fé a palavra do nosso Senhor, que diz
assim: "Também Jacó seguiu o seu
caminho e os anjos de Deus foram
encontrar-se com ele. Quando Jacó os
viu, disse: "Este é o acampamento de
Deus". e deu à aquele lugar o nome de
Manaim. Então Jacó enviou mensageiros
adiante de si, a Esaú, seu irmão, à
terra de Seir, território de Edom, e
lhes deu esta ordem: "Assim vocês
falarão a meu Senhor Esaú: "O seu servo
Jacó manda dizer isto: Como estrangeiro,
morei com Labão, em cuja companhia
fiquei até agora. Tenho bois, jumentos,
rebanhos, servos e servas. Envio este
comunicado a meu Senhor para encontrar
favor na sua presença. Os
mensageiros voltaram a Jacó, dizendo:
"Fomos até o seu irmão Esaú. também ele
está vindo para se encontrar com o
Senhor e 400 homens estão com ele.
Então, Jacó teve medo e ficou
angustiado. Dividiu em dois grupos o
povo que estava com ele e também os
rebanhos, os bois e os camelos. Pois
pensou: "Se Esaú vier e atacar um grupo,
o outro grupo escapará". E Jacó
orou: Deus de meu pai Abraão e Deus de
meu pai Isaque,
ó Senhor, que me disseste: "Volte para a
sua terra e para a sua parentela, e eu
farei bem a
você. Sou indigno de todas as
misericórdias e de toda a fidelidade que
tenho usado para com o teu servo. Pois
com apenas o meu cajado atravessei esse
Jordão. Já agora sou dois grupos.
Livra-me das mãos de meu irmão Esaú,
porque temo que ele venha e ataque a mim
e às mães com os filhos. Pois tu
disseste: "Certamente serei bondoso com
você e lhe darei uma descendência como
areia do mar, que de tão numerosa não se
pode contar".
Depois de passar ali aquela noite, Jacó
se deparou do que tinha
consigo, um presente ou separou do que
tinha consigo um presente para o seu
irmão Esaú. 200 cabras e 20 bodes, 200
ovelhas e 20 carneiros, 30 camelas, 30
camelas de leite com suas crias, 40
vacas e 10 touros, 20 jumentas e 10
jumentinhos. Entregou-os aos seus
servos, cada rebanho a parte. E então
disse aos servos: "Vão à minha frente e
deixem espaço entre rebanho e rebanho."
Ordenou ao primeiro servo, dizendo:
"Quando Esaú, meu irmão, se encontrar
com você e perguntar: "De quem você é?
Para onde você vai? De quem são esses
animais que você vem trazendo?"
Responda: "São do seu servo Jacó. É um
presente que ele está enviando ao meu
Senhor Esaú. E eis que ele mesmo vem
vindo atrás de nós. Jacó ordenou também
ao segundo, ao terceiro e a todos os que
vinham conduzindo os rebanhos. É assim
que vocês devem falar com Esaú quando se
encontrarem com ele. Também dirão: "Eis
que o seu servo Jacó vem vindo atrás de
nós". Porque Jacó pensava: "Sim, eu o
aplacarei com o presente que me
antecede. Depois eu o verei pessoalmente
e talvez ele me dê boa acolhida."
Assim mandou os presentes à sua frente.
Ele, porém, ficou aquela noite no
acampamento. Naquela mesma noite, Jacó
se levantou, tomou suas duas mulheres,
suas duas servas e seus 11 filhos, e
transpôs o val do
Jaboque. Reuniu todos e fez com que
passassem o ribeiro. Também fez passar
tudo o que lhe pertencia.
Jacó ficou
sozinho e um homem lutava com ele até o
romper do dia. Vendo este que não podia
com Jacó, tocou-lhe na articulação da
coxa, de modo que a junta da coxa de
Jacó se deslocou na luta com o homem.
Então o homem disse: "Deixe-me ir, pois
já rompeu o dia".
Jacó respondeu: "Não o deixarei ir se
você não me abençoar". Então o homem
perguntou: "Como você se
chama?" Ele
respondeu:
Jacó. Então
disse: "Seu nome não será mais
Jacó, e sim Israel, pois você lutou com
Deus e com os homens.
e
prevaleceu. Jacó disse: "Por favor,
diga-me como você se
chama." Ele respondeu: "Por que você
pergunta pelo meu nome?" E o abençoou
ali. Jacó deu aquele lugar o nome de
Peniel, pois disse: "Vi Deus face a
face, e a minha vida foi salva".
Nasceu-lhe o sol quando ele atravessava
Peniel e mancava por causa da coxa. Por
isso, os filhos de Israel não comem até
hoje o nervo do quadril na articulação
da coxa, porque o homem tocou a
articulação da coxa de Jacó no nervo do
quadro. Vamos orar, irmãos, e clamar ao
Senhor pela bênção da
iluminação. Senhor, nós acabamos de ler
a tua
palavra, palavra que é instrução do
Senhor ao teu
povo. Palavra que é bela, palavra que é
poder do Senhor. E nós queremos, ó Deus,
não apenas contemplar a beleza do texto
escrito há tanto tempo atrás, mas nós
queremos contemplar a beleza do Senhor,
queremos contemplar a beleza do teu
filho nesta manhã.
Por isso, nós te pedimos, ó Deus, tem
misericórdia de nós. Toma-nos em tuas
mãos o servo que fala e os servos que
ouvem, para que todos nós sejamos
impactados pelo poder da tua palavra e
sejamos sobretudo
transformados pelo poder dela nesta
manhã. Cuida de nós, Senhor, daquela
maneira paternal e cuidadosa, como o
Senhor tem feito ao longo de tanto
tempo. É a nossa oração em nome de
Jesus.
Amém. Irmãos, esse é o nosso oitavo
sermão na nossa série sobre a vida de
Jacó. A série que nós intitulamos A
graça sempre vence. No domingo passado,
na nossa última mensagem, nós vimos que,
depois de 20 anos conflituosos com
Labão, Jacó começa a sua jornada de
volta para casa.
Ele saiu de casa um derrotado, mas ele
está retornando para casa um
vitorioso. Não exatamente porque Labão
tenha facilitado a sua vida, nós vimos
isso na semana passada, nem porque ele
Jacó fosse sábio
perspicais, mas porque a graça do Senhor
esteve sobre ele, porque ele era um
escolhido do Senhor. As promessas do
Senhor estavam sobre Jacó. Ao final de
Gênesis 31, o capítulo que nós estudamos
na última semana, Jacó está livre para
voltar. Mas preste atenção no que eu vou
dizer agora.
Estar livre é diferente de estar
pronto. Antes de colocá-lo na terra
prometida de volta, Deus precisa
terminar aquilo que ele começou a fazer
no coração de Jacó ao longo de todo o
seu tempo de trevas. E é o que nós vemos
acontecer neste capítulo, no qual
finalmente Jacó é
vencido pela graça de Deus. O texto
começa com o novo encontro de Jacó com
os anjos do Senhor. Ele não diz
exatamente o que aconteceu por ocasião
deste encontro, mas isto não é
necessário, porque essa não é a primeira
vez que anjos aparecem a Jacó. Eles
apareceram para ele em Gênesis 28,
quando ele estava saindo da terra
prometida em direção a Padã Arã. E
naquela ocasião, a aparição dos anjos
foi um sinal de que Deus estaria com ele
durante os seus dias de escuridão. A
situação agora é bem semelhante.
Ele está voltando de Padarã para a terra
prometida. Ele acabou de cruzar a
fronteira para a terra onde o Senhor
havia o destinado. E então ele tem um
novo encontro com os anjos do Senhor.
Por
analogia, nós podemos concluir que é
como se Deus estivesse dizendo a ele:
"Jacó, como eu fui com você na ida? Eu
serei com você na volta. Assim como eu
cuidei de você para que você fosse
alcançado por minha graça ao longo do
seu tempo de
escuridão, eu cuidarei de você ao longo
do seu retorno para a luz. Lembre-se de
um detalhe. Durante o tempo em Padã Arã,
Jacó enfrentara um problema com um
homem, o seu sogro Labão, e tinha
prevalecido contra ele por causa da
graça de Deus. Agora, voltando para
casa, Jacó tinha problemas com um outro
homem para resolver. o seu
irmão
Esaú. Afinal de contas, pecados do
passado não podem ser ignorados como se
eles nunca tivessem
acontecido. Muitas vezes isso é o que
nós queremos fazer. Nós pecamos em nosso
passado, nós rompemos relacionamentos em
nosso passado, nós estragamos coisas no
passado e então nós nos reconciliamos
com Deus e imaginamos que não há nada a
fazer em relação à circunstância que nós
estragamos, em relação aos
relacionamentos que nós quebramos. Nós
imaginamos que isso passa uma borracha
sobretudo e nós não temos que fazer
absolutamente nada. Isto não é assim. Os
pecados do passado, embora sejam
perdoados por Deus para efeito de
condenação, eles não têm mais nenhuma
conta. Mas para efeito de reconstrução
da nossa vida neste mundo, nós não
podemos seguir em frente sem que eles
sejam tratados. Jacó está sendo
transformado, mas parte da sua
transformação significa encontrar-se com
Esaú. E o encontro com os anjos era a
fonte de encorajamento que Jacó
precisava para se deparar com o seu novo
problema. Como consequência desse
encontro com os anjos, Jacó deveria ter
pensado mais ou menos o seguinte: "Posso
ir em
paz? Não preciso usar artifícios
duvidosos como eu usei até aqui, porque
eu tenho evidências suficientes de que
eu posso confiar no poder invisível de
Deus". E talvez tenha sido o que ele
pensou de imediato. E é por isso que o
texto do encontro com os anjos se move
para o plano de Jacó de encontrar-se com
Esaú. Jacó parece estar no caminho do
arrependimento e a disposição que ele
tem para encontrar-se com o seu irmão já
é uma evidência disso. Uma outra
evidência são as palavras que Jacó
profere através dos seus servos a no
encontro com Esaú. O texto diz no
versículo 3 que ele envia alguns
mensageiros a Esaú com a seguinte ordem,
versículos 4 e5. Assim vocês falarão,
preste atenção essa expressão, ao meu
Senhor
Esaú, o seu servo Jacó manda dizer isso.
Como estrangeiro, morei com Labão, em
cuja companhia fiquei até agora. Tenho
bois, jumentos, rebanhos, servos e
servas. Envio este comunicado a meu
Senhor para encontrar favor na sua
presença. Irmãos, o que acontece aqui é
algo impensável.
Jacó chama Esaú de seu Senhor e se
denomina seu servo. De maneira
voluntária, Jacó retorna à aquela
posição de subordinado da qual ele tinha
feito tudo para sair
anteriormente. E perceba, ele parece
renunciar à sua parte na
herança. Essa informação que ele dá Esaú
a respeito das riquezas que ele tinha
adquirido, tenho bois, tenho ovelhas,
tenho servos e servas, tem sido
interpretada dessa maneira, como se ele
tivesse dizendo: "Eaú, eu não preciso
dos recursos que foram deixados pelo
nosso pai. Eles são seus, porque Deus me
abençoou de outra maneira. Tudo o que
Jacó desejava de imediato parecia ser
restaurar o relacionamento quebrado com
o seu
irmão. No
entanto, sempre há um, no
entanto, seus mensageiros voltam com uma
notícia meio ameaçadora.
O versículo 6 diz que eles retornam a
Jacó e dizem: "Fomos até o seu irmão
Esaú também ele está vindo para se
encontrar com o Senhor. Até aqui tá
lindo, né? Parece que a gente vai
encontrar duas pessoas no meio do
caminho que vão se abraçar e vão se
reconciliar."
E eles colocam um adendo e 400 homens
estão com ele. Ah, eu não sei como é que
você lê isso, mas não parece o anúncio
de uma recepção
calorosa. Não parece o anúncio de um
irmão disposto a perdoar e a esquecer.
Pelo contrário, parece um guerreiro
conduzindo um exército para acabar com o
seu inimigo. E eu quero que você se
coloque no lugar de Jacó nesse momento e
imagine os pensamentos que poderiam ter
passado na mente dele nesta
ocasião. Por que isso está acontecendo
comigo? Pela primeira vez em toda a
minha vida. Eu estou tentando fazer tudo
certo e parece que está dando tudo
errado. Era melhor ter deixado isso para
lá ao invés de tentar resolver o meu
problema com o meu
irmão. Você já deve ter tido essa
experiência e sabe o quão doloroso é ter
as suas intenções mal compreendidas.
Mas, irmãos, é nesses momentos que nós
descobrimos se nós estamos de fato bem
intencionados, se nós estamos fazendo a
coisa certa porque nós amamos a Deus e
desejamos agradá-lo. ou se nós estamos
fazendo a coisa certa por razões
egoístas, tais como aliviar a nossa
consciência ou tornar a nossa vida mais
tranquila. Quando a nossa principal
motivação é agradar a Deus, então nós
perseveramos em fazer a coisa certa,
mesmo quando fazer a coisa certa nos
traz mais problemas.
Mesmo quando fazer a coisa certa nos
traz ainda mais
perseguição. Quando nós estamos movidos
por motivos egoístas e a perseguição nos
vem por estarmos fazendo coisas certas,
então nós abrimos mão daquilo que
estamos fazendo para não sofrer
perseguição. E de certa forma o que Jacó
faz é perseverar.
A continuidade do texto mostra que Jacó
não desiste de
voltar. Jacó permanece disposto a se
reconciliar com o seu irmão. Gente, ele
parece estar tão inclinado a isso que
ele faz algo que o texto não o tinha
mostrado fazer em toda a sua
história. O que é que Jacó faz?
Jacó ora.
E não é uma oração
qualquer, é a maior oração registrada no
Pentateuco, no qual ele ou na qual ele
reconhece a sua
indignidade, ele apela às promessas do
Senhor e ele clama por livramento do seu
irmão, expressando não apenas uma
preocupação consigo, mas expressando uma
preocupação com os outros. Nem parece o
Jacó que nós
conhecemos. Alguma coisa parece estar
acontecendo com esse
homem, mas ele ainda não está
completamente
transformado. Porque em sua
oração, Deus ainda é referido como o
Deus do seu pai.
Ele ainda é referido como o Deus do seu
avô. Ele não é referido como o seu Deus.
É, é por isso que ao mesmo tempo em que
nós vemos Jacó
perseverando, nós vemos Jacó temendo e
se angustiando. Isso é o que diz o
versículo 7. E diante do seu temor e da
sua angústia, o velho homem de Jacó vem
à tona mais uma vez. Primeiro para
tentar encontrar um meio de evitar o
desastre. Lembra? Ele é
Jacó. Ele é bom nesse negócio de
transformar desastres em lucro. Então,
inicialmente ele traça um plano
engenhoso, que é dividir as pessoas e
animais em dois bandos, para que se Esaú
viesse a um bando e o ferisse, o outro
escapasse. Parece uma ação prudente
inicialmente, mas lembra, é a ação que
está tomando alguém que duas vezes foi
encontrado por anjos do Senhor para
dizer a ele: "Fique tranquilo e vá, eu
estou com você". Além disso, o que Jacó
não percebe é que fazendo isso, ele
estava minando qualquer possibilidade de
defesa. Ele estava dividindo o seu grupo
para que ele fosse encontrado mais
fragilizado pelo seu inimigo. E depois o
velho homem de Jacó vem à à tona para
tentar por si só aplacar a ira de seu
irmão e garantir
reconciliação com ele. Afinal de
contas, ele é
rico. Talvez algumas das suas riquezas
fossem suficientes para garantir o
perdão de Esaú. Eh, é por isso que ele
separa alguns poucos animais. Você somou
550 e envia a Esaú através dos seus
servos com uma recomendação curiosa, a
de que eles não fossem entregues de uma
vez. Ah, pense aí, se você fosse Jacó,
pensando nessa estratégia, que que você
acha que seria melhor? Você acha que
seria dar um bac gigantesco com um
presente que é dado a reis, tipo 550 de
uma
vez? Ah, Jacó pensa diferente, lembra?
Ele é
manipulador. Então ele quer mexer com as
emoções de Esaú numa espécie de jogo
psicológico. Então ele manda um
pouquinho de cada vez, um pouquinho de
cada vez, um pouquinho de cada vez, para
que aos poucos a ira de seu irmão fosse
sendo aplacada. O que eu quero que você
perceba é que existe uma
ambiguidade na maneira como Jacó reage
aqui. Ele ora como alguém que
confia, mas ele age como alguém que
descrê. Jacó é a essa altura do
campeonato um homem que está vivendo
entre a fé e o controle. Um homem que
está vivendo entre a dependência de Deus
e o cálculo
meticuloso. Um homem que está vivendo
entre a entrega ao Senhor e a
manipulação das
circunstâncias, mas ele é um escolhido
do Senhor. E por isso, no meio e até
através dessa
ambiguidade, a providência se
encarregará de o encaminhar ao lugar da
transformação. Nós lemos nos versículos
22 e 23 que naquela mesma noite Jacó se
levantou, tomou suas duas mulheres, suas
duas servas e seus 11 filhos, e transpôs
o val do Jaboque. Reuniu todos e fez com
que passassem o ribeiro. E também fez
passar tudo o que lhe pertencia. Veja a
ambiguidade aí
novamente. A segunda cena da
passagem termina no versículo
21, dizendo que depois de enviar os
presentes a Esaú, Jacó permaneceu no
acampamento. Lembra? era noite. A nossa
impressão como leitores do relato é a de
que ele vai repousar, é a de que ele vai
dormir. Mas a terceira cena do relato
começa com ele na mesma noite, tomando a
sua família e
atravessando o val do jaboque. Pastor, o
que que é val?
Val é o trecho raso de um rio que pode
ser atravessado a pé.
E o nome deste
rio muito
revelador. Jaboque
significa
esvaziamento. Jacó está
atravessando o rio do
esvaziamento. Então, no versículo
24, nós lemos algo
importantíssimo. O texto começa dizendo:
"Jacó
ficou
sozinho." Existem muitas coisas que nós
podemos fazer
acompanhados. Existem muitas coisas que
nós podemos fazer
comunitariamente. Há muitas coisas que
outras pessoas podem fazer por você.
Mas existe algo nesta vida, uma pergunta
nesta vida que cada um de nós precisará
responder
sozinho. Veja a condição de Jacó aqui.
Ele tem
tudo, mas ao mesmo tempo não tem nada.
Ele está separado das suas mulheres. Ele
está separado dos seus filhos, ele está
separado dos seus servos. Ele está
separado dos seus bens. E é nessa
condição, sozinho, sem nada, que ele é
subitamente atacado na escuridão da
noite, pelo que o texto designa
como um homem.
O texto não diz que homem era esse? Se
você tá lendo o texto, quem você imagina
que
é? Talvez
Esaú pegou Jacó de
surpresa. Talvez um malfeitor, um
bandido, se aproveitando da sua condição
solitária naquela ocasião. O texto não
diz que homem é esse, mas diz que a luta
de Jacó com ele durou a noite inteira. E
essa é uma ênfase na perseverança, na
teimosia de Jacó. Jacó é um homem
perseverante. Até que pela manhã este
homem, depois de lutar a noite inteira
com Jacó, tocou a sua coxa. Presta
atenção no texto. Tocou a sua coxa. E o
texto diz
que o quadril de Jacó se
deslocou e ele se tornou um
homem incapaz.
Aqui nós temos o primeiro indicativo de
que esse homem não era um homem
qualquer. O deslocamento do quadril com
um único toque, o texto não fala de uma
pancada, o texto fala de um
toque. Aponta para um poder, para uma
força sobrenatural.
E então o texto diz que depois de deixar
Jacó inválido, este homem ameaça ir
embora. Ele diz: "Já amanheceu, é hora
de ir". E aí nós chegamos à imagem
central do texto que nós
lemos. Você está lendo um relato, uma
narrativa. Qual é a imagem central dele?
Jacó
incapaz,
vencido,
derrotado, mas lutando com o que resta
das suas forças para impedir aquele
homem de ir embora e dizendo: "Eu não te
deixarei ir se você não
me abençoar".
E aqui nós temos o segundo indicativo de
que não era um homem
qualquer. Jacó entendeu que o homem com
quem ele estava lutando poderia ser a
fonte da sua bênção, aquela que havia
sido
prometida por Deus.
E se você está acompanhando essa série e
se lembra da primeira mensagem que eu
preguei oito mensagens atrás? É querer
muito, né? Talvez você esteja se
perguntando, pastor, o que mudou
afinal? Esse homem que quer ser
abençoado não é Jacó desde o começo?
Inclusive, o senhor não disse na sua
primeira mensagem que é isso que
diferencia os dois filhos imperfeitos de
Isaque e de Rebeca. é que um faz pouco
caso da bênção enquanto o outro deseja
ser abençoado. Sim, é verdade. Mas
existe algo completamente diferente
aqui. É que o Jacó de antes não quer
receber a
bênção, ele quer
conquistar a
bênção. Ele quer fazer algo por si mesmo
que possa atrair o favor de Deus. O Jacó
de agora, depois de tocado na sua coxa e
agora inválido, ele sabe que não pode
fazer isso. Ele sabe que todos os seus
recursos são insuficientes e que ele
depende de que a bênção lhe seja dada
como uma dádiva do Senhor. E qual é a
nossa expectativa nesse momento do
relato? Ora, é que o homem abençoe
imediatamente a
Jacó, mas não é isso que acontece. Pelo
menos não
imediatamente. O texto diz que o homem
se dirige a Jacó e lhe faz uma
pergunta: "Qual é o seu nome?"
Parece uma pergunta despropositada a
essa altura do campeonato, não é
verdade? Mas veja a beleza do relato
bíblico. Qual foi a última vez que
alguém perguntou neste relato todo o
nome de
Jacó? Foi em Gênesis 27.
A pergunta foi feita por seu pai Isaque
e a resposta que Jacó deu foi: "Sou
Esaú, teu filho".
Quando repete a
pergunta, esse homem misterioso do
relato leva Jacó de volta à aquele ponto
chave da sua história, que dera origem
aos 20 anos de trevas que ele estava
terminando de experimentar e abre as
portas para que ele confesse com os
lábios aquilo que podia ser visto nesta
segunda luta. que Jacó estava travando
com ele. Sim, eu me refiro à segunda,
porque embora nós costumemos enxergar
apenas uma luta, existem duas lutas
aqui. Existe a luta de Jacó contra o
homem, que é uma luta
física, acontece durante a noite e
termina com o golpe na
coxa. Ali acabou. Jacó estava derrotado.
Esta é a primeira
luta. É a luta de Jacó contra o homem.
Mas existe a segunda luta. É a luta de
Jacó com o
homem, que é uma luta
espiritual que
acontece ao
amanhecer e que termina com a mudança do
seu
nome. E ele
responde:
Jacó é a confissão de pecados mais curta
da Bíblia.
Jacó, quando declarou o seu nome, o que
Jacó estava dizendo é: "Sou um
trapaceiro, sou um
enganador. Tenho vivido tentando enganar
a mim mesmo, os outros e a Deus durante
toda a minha vida."
E a minha vida tem sido um
fracasso até
aqui. Todas essas coisas estão
embutidas nesta declaração
simples.
Jacó. A sensação que nós temos, irmãos,
quando nós lemos essa
declaração é a de que a vida de Jacó
está terminando, está acabando. E e ela
não é uma sensação
equivocada. De fato, Jacó está
morrendo e uma nova pessoa está vindo à
existência. Vejam, se Jacó lutando
derrotado, é a imagem central desta
passagem, a declaração central dessa
passagem acontece agora no versículo 28,
quando este homem então olha para ele
depois da sua confissão de pecados e
diz: "Seu nome não será mais Jacó, e sim
Israel, pois você lutou com Deus e com
os homens e prevaleceu. Aqui está a
revelação de quem é o homem. O
homem é
Deus, porque apenas ele pode mudar o
nome, a identidade das pessoas.
Além do que a razão para a mudança do
nome dada por ele é: você lutou
com Deus e com os homens e
prevaleceu. Ah, veja, eu sei que isso
causa confusão para nós. É fácil
compreender a ideia de que Jacó
prevaleceu diante dos homens. Como é que
isso aconteceu? A gente já leu muito da
história dele até aqui. Isso aconteceu
ao longo da sua história. Ora em virtude
da astúcia dele na luta dele contra
Esaú. Ora em virtude da graça de Deus.
Apesar da tolice dele na sua luta contra
Labão. Ele prevaleceu sobre os homens.
Mas e diante de Deus? Não parece que
Jacó tenha prevalecido nessa batalha.
Afinal de contas, ele sai
inválido. Mas
lembre-se, são duas
batalhas, não
uma. E a
segunda é mais importante do que a
primeira. Quando este homem diz, "Você
lutou com Deus e prevaleceu", ele não tá
querendo dizer: "Você ganhou de Deus na
mão". Não, não é isso que ele tá
querendo dizer.
O que ele tá dizendo
é: "Você chegou no lugar onde Deus
queria, completamente
esvaziado, e estendeu as suas mãos
vazias para receber a bênção que é dada
pelo Senhor por graça e por
misericórdia." Foi nesta segunda batalha
que Jacó prevaleceu, não por força, não
por inteligência, mas por
humilhação. Irmãos, esta é a imagem do
vencedor cristão. É a imagem de um homem
humilhado. A graça que o fez prevalecer
na batalha contra Labão o fez prevalecer
na batalha com Deus.
E então, para ter a certeza de que ele
lutou com Deus, Jacó pede ao homem que
lhe dissesse o seu nome. Diz o seu nome
para mim.
Ele então se recusa e ao invés de
responder Jacó, diz o texto que ele
o
abençoa. Veja que
interessante. Jacó correu atrás o tempo
inteiro da bênção. Ele nunca a
recebeu. Porque quando ele recebeu, ele
já não era mais Jacó.
Quando ele a recebeu, ele havia sido
transformado na sua identidade pelo
encontro com Deus. É o novo Jacó e não o
velho Jacó recebe a bênção que foi
prometida. E para conservar a memória
desse acontecimento, versículo 30, ele
nomeia aquele
lugar
Peniel, que
significa face de Deus, porque ele diz:
"Vi a Deus face a face e a minha vida
foi salva". Veja, quando Jacó diz que
viu a Deus face a face, ele não está
dizendo que viu a fisionomia de Deus.
Até porque ele lutou com o homem
majoritariamente durante a noite. O que
ele está dizendo é: "Tive um encontro
pessoal com
Deus e veja o
efeito. A minha
vida foi salva".
Irmãos, quando Jacó viu que Esaú estava
a caminho com 400 homens, ele ficou
aterrorizado e ele rogou a Deus dizendo:
"Livra-me das mãos de meu irmão Esaú".
Preste atenção. No versículo 30, ele usa
o mesmo verbo, a mesma palavra, quando
diz: "Minha vida
foi salva". ou minha vida foi
livrada. Que que vai acontecer no
capítulo
33, hein? Dá uma olhada na sua Bíblia
aí. Que que vai acontecer no capítulo
33? Jacó vai se
encontrar com
Esaú, mas tem um
encontro que precisa acontecer antes de
que ele encontre o seu irmão com quem
ele tem um problema.
É o encontro com
Jesus.
Primeiro, Jacó encontra o
Senhor e isso o traz
libertação. Ele ele tem um encontro face
a face com Deus.
Agora ele está pronto para encontrar
face a face o seu
irmão. Porque é
assim, os nossos relacionamentos
horizontais, eles são determinados pelo
nosso
relacionamento
vertical. A maneira como nos
relacionamos com os
outros é determinada pela maneira como
nós nos relacionamos.
com Deus. E o texto termina com duas
informações. A primeira, versículo
31, é que o sol que havia se posto para
Jacó em Gênesis
28,
finalmente nasceu para ele em Peniel.
Mas
atenção, ele agora mancava de uma perna.
Jacó está começando um novo
dia. Ele agora tem um novo
nome, mas ele agora também carrega uma
deformidade. O nome lembrará Jacó para
sempre do seu novo
destino. A
deformidade lembrará para sempre Jacó do
seu
passado, de que ele precisou ser
derrubado da sua altivez de espírito, do
seu orgulho, da sua
autossuficiência para ser aquilo que
Deus desejava que ele
fosse. A segunda é que muitos anos
depois, um costume ainda era praticado
entre os israelitas, descendentes de
Jacó. Quando eles comiam um
animal, eles não comiam o nervo quadril,
na articulação da coxa. Aí você disse:
"Por que isso, pastor?" Era uma
lembrança de que assim como foi
necessário o autossuficiente Jacó ser
humilhado e transformado em Israel para
entrar na terra
prometida, o povo de Israel não entraria
na terra prometida por seus próprios
esforços. Eles precisariam ser
quebrados.
Eles precisariam ser humilhados até
aprender a depender de Deus e receber a
terra como uma
dádiva. Irmãos, o que é que nós
aprendemos com essa
história? Caminhando para o encerramento
da nossa mensagem nesta manhã, eu
gostaria de dizer a você que essa
história nos traz duas notícias.
uma boa e uma
ruim. A ruim é que ninguém pode entrar
no reino de Deus do jeito que
está. Alguém disse que a porta do reino
dos céus é
baixinha. Ninguém entra nela de pé, de
peito estufado e com a cabeça erguida.
Todos os que entram na porta ou que
passam pela porta do reino dos no reino
dos céus entram
prostrados, entram
quebrados, entram
humilhados. Essa é a notícia
ruim, porque eu
sei, nossa tendência, minha e sua, é a
tendência altivez.
Quando não se manifesta de maneira clara
e absurda, se manifesta no nosso
coração, na singeleza da nossa
interioridade. Essa é a notícia ruim da
passagem desta manhã. Você não vai
entrar no reino dos céus do jeito que
você está e quer entrar.
A
boa é que Deus mesmo se encarrega de
quebrar cada um daqueles que ele
escolheu. E se você for um deles, um
escolhido, deixa eu dizer uma coisa a
você, ele vai levar você ao lugar da
transformação. Você terá que cruzar o
rio do
esvaziamento. um lugar onde você estará
sozinho, se sentindo
derrotado, mas onde você
receberá um novo
nome e começará a andar como alguém
transformado.
E o que eu quero convidar você a fazer
nessa manhã, depois de ouvir esta
mensagem, é refletir com muita
sinceridade sobre a sua condição. E eu
não quero que você responda a pergunta:
"Eu sou membro de igreja, a minha
família tá na igreja há 50 anos. Eu não
é essa pergunta que eu quero que você
responda. Eu trabalho no ministério X,
eu ministério, eu trabalho no ministério
Y. Eu já fiz o curso de teologia X. Eu
já fiz o curso Y. Essa não é a pergunta.
A pergunta mais importante da sua vida
é: Você conhece este
lugar? Você
conhece o val da
transformação? Você
viu o
Senhor
face a face?
Talvez a sua resposta
seja: "Não, pastor, eu nunca estive
nesse
lugar. Se esse for o seu caso, a
recomendação desta passagem bíblica para
você nesta manhã
é: não tranquilize o seu coração antes
de Deus te levar para lá.
Peça ao Senhor hoje, Senhor, vem ao meu
encontro e revela-te a mim de maneira
transformadora, como tu te revelaste ao
teu servo Jacó no
passado. Talvez você diga: "Pastor,
minha resposta é: não
sei como é que eu vou saber se isso já
aconteceu comigo?" Eu já passei por
muitos momentos de dificuldade, mas eu
não sei se isso já aconteceu comigo. O
texto dá uma pista. Dá uma
pista. Como você lida com os seus
pecados,
especialmente com aqueles em que você
feriu outras pessoas?
você os
minimiza, você foge da
reconciliação, você simplesmente
ignora a necessidade de reparar o
dano, seja esse dano
material ou espiritual.
Quando alguém que feriu você ou alguém a
quem você feriu se aproxima de
você, você o recebe de armas em
punho ou de
braços abertos.
Esse é um bom
critério para discernir se você já
passou pelo lugar da
transformação. É um bom critério.
Pessoas que já passaram pelo vale, pelo
vale de
Jaboque,
ah, não aguentam viver facilmente com
relacionamentos quebrados e
rompidos. Eles não recebem os que vêm
para se reconciliar com ele armados.
Eles abrem os braços para fazer com os
outros aquilo que Deus fez com eles
quando eles se
aproximaram do
Senhor. Talvez você não diga não. Talvez
você não diga não sei. Talvez você
esteja neste lugar
hoje. Talvez seja o seu dia. Talvez tudo
venha dando errado para você há dias, há
meses ou há anos.
Se você pudesse conversar comigo agora,
talvez você dizia: "Pastor, eu tô
tentando fazer tudo
certo, mas tá dando tudo errado". Talvez
você se sinta encurralado, lutando com
Deus por causa das suas circunstâncias,
perguntando hoje para ele, por que
comigo? Por que agora? Por que desse
jeito? Se este for o seu caso, a
mensagem dessa passagem para você é:
siga lutando com
ele. Siga lutando com ele, porque
enquanto você estiver lutando com Deus,
há
esperança. Mais cedo ou mais
tarde, ele vai tocar
você e te vencer.
Talvez você saia
mancando. Isso
acontece. Talvez você saia
mancando, mas vai receber um novo
nome e passará a andar como alguém
transformado pela graça de
Deus. Por
fim, talvez você conheça bem esse lugar.
Talvez você diga: "Pastor, eu me lembro
como se fosse ontem, o dia em que eu
atravessei o vale do
esvaziamento. que talvez você carregue
no
corpo, na alma ou nos
relacionamentos marcas desse encontro
com
Deus. Não é pecado orar para que Deus te
livre dessas feridas.
Faça
isso. Ore ao Senhor e peça para que ele
te livre das feridas que existiram no
passado. Mas enquanto elas estiverem
aí, enquanto Deus disser, você precisa
conviver com elas,
lembre-se, elas são
mensageiras da graça de Deus.
Elas estão aí para lembrar você da sua
altivez, para lembrar você do seu
orgulho, para lembrar você da sua
tendência à autossuficiência. E são elas
que Deus usa para te manter na posição
de quem vive no reino de Deus, como de
joelhos,
quebrantado aos pés
daquele que não apenas foi ferido por
Deus, foi moído por causa das nossas
iniquidades. ficou três dias
afastado, mas
ressuscitou para nos dar uma nova
identidade, um novo nome e voltará para
nos livrar de toda deformidade que
experimentamos neste mundo. Sejam elas
as causadas pela queda em
pecado. Sejam elas aos as causadas pelo
nosso encontro duro com Deus no val do
esvaziamento. Vamos
orar. Deus, obrigado porque tu fazes
novas todas as coisas.
Nem sempre a
nossa conversão acontece
com o sussurro suave e leve da voz da
tua
graça. O resultado é sempre suave e
leve, mesmo que tenhamos que carregar as
marcas desse
encontro,
mas muitas vezes ele é esse encontro que
nos
mói, que nos fere.
E, ó Deus, se é assim que tu queres nos
aproximar de
ti, se é
assim, dá-nos resiliência ao teu modo de
agir e ensina-nos, ó Deus, a olhar para
aquilo que tu estás fazendo na nossa
vida como a atuação da tua graça, nos
mantendo humildes ao teu lado, dentro do
teu
reino. Pai, se existe alguém aqui nessa
manhã que ainda não se encontrou com
Jesus Cristo desse
jeito, que hoje se seja dia de encontro,
que haja salvação nesse lugar e quanto
aqueles que já foram alcançados por tua
graça, ensina-nos, ensina-nos a viver
como tu
queres, rejeitando o nosso
pecado, reconciliando-nos com os nossos
irmãos, de braços abertos para vivermos
como Um povo que foi transformado por
tua graça e misericórdia. Louvado seja o
teu nome. Por esta manhã é a nossa
oração em nome de Jesus. Amém.

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