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A fé vem pelo ouvir

🔴 ANALISANDO "ANDOR"- feat ANDRÉ KANASIRO

🔴 ANALISANDO "ANDOR"- feat ANDRÉ KANASIRO

🔴 ANALISANDO "ANDOR"- feat ANDRÉ KANASIRO

Que série TOTALMENTE EXCELENTE!!!
Pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra o sol.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
[Música]
Fala aí, minha gente, como é que vocês
estão? Bom dia, bom dia, bom dia, bom
dia, bom dia, bom dia. Eu espero e
desejo que bem fui fazer o teste que deu
errado. Cadê a nossa música de fundo?
Vem música de fundo aí. Como é que vocês
estão? Firmeza?
Espero e desejo que sim. Vamos ver se o
som tá saindo de maneira adequada.
[Música]
Parece que sim. Parece que sim. Espero
que vocês me ouçam bem.
Deixa eu fazer um teste aqui.
Baixar esse negócio aqui.
Aí, aí, aí, aí. E aquele negócio, eu
tenho que enrolar por mais 15 minutos
quase para ver se o YouTube entrega a
live
e seguiremos essa lógica graças ao
algoritmo. Não agradeço a mim, agradeço
o algoritmo.
P p p.
[Música]
Ah, e agora ele tem outro problema.
Pera aí, a conexão tá ruim. Pronto,
ajeitado.
Como é que vocês estão? Tá tudo em paz?
Estão conseguindo ouvir bem?
Bom dia. Bom dia, camarada. Visão
comunista. Salve, camarada. Como é que
você tá? De boa. Um grande salve por aí.
Tá dando para ouvir bem? O áudio tá
legal? Tá mais ou menos. Nessa distância
aqui fica agradável
porque daqui parece que tá bom, mas eu
não sei como é que tá daí. tá aqui. Ah,
excelente, excelente. Bom dia, um bom
dia para toda a comunidade nerd
ou quase nerd, o que tenta ser nerd, que
vai aparecer por aqui também. Excelente.
Muito obrigado pelo retorno, meu
camarada.
Opa,
pera aí. Vamos ajeitando aqui e já
traremos o nosso especialista e anda,
porque apesar de eu gostar muito, eu não
sou especialista, diferente da pessoa
que vai estar aqui acompanhando a gente
nesse papo. E ela sim é especialista,
uma pessoa que se especializou em
Android, tem um curso novo aí chamado
Andor. Aí você cursa ele. São 100 horas
mais ou menos de aula teórica.
20 horas de aula prática e 40 horas de
voluntariado. Quando você cumpre essas
40 horas de voluntariado, você já pode
tirar inclusive o seu certificado antes
mesmo de realizar as 100 horas teóricas
e as as 20 horas práticas. Fica a dica
aí de quem quiser se especializar em
Android.
Você precisa fazer, na verdade, é
assistir a bendita da série, que é muito
boa, diga-se de passagem. Mas vamos lá.
Eh, minha gente,
eu não acredito que Lisandra está aqui
conosco.
Lisa, um bom dia. Você veio aqui só pelo
André, né? Quer dizer, se tivesse só eu,
não teria nenhuma importância, mas o
André importa, o que eu também faria
isso no seu lugar. Então, tudo bem,
continua.
Salve, Kevin. Como é que você tá, irmão?
Kevin, grandíssimo camarada, de boa.
Obrigado pelo carinho de sempre, mano.
Ai, e bora hoje papear sobre o assunto
que finalmente tem importância, Andor.
Até hoje a gente só falou sobre coisas
desimportantes, mas hoje finalmente tem
algo aí que a gente precisa fazer.
Não é mentira, mas não tem problema.
Eu convivo bem com isso. Não tem crise,
tá tudo em paz.
[Música]
Conseguiu.
Vitória do trabalhador. Cara, é boa para
caramba, não é? Essa série é
maravilhosa. Hoje a gente vai bater um
papo sobre isso. É muito fera. Andor é
maravilhoso. Andor é maravilhoso. Além
do Diego Luna ter aquele molho
latino-americano, ô, a série é
maravilhosa. Pelo amor de Deus. Aquilo
ali é um é um esculacho. E a grande
pergunta que fica, que o nosso
especialista convidado vai ter que
responder: "Como Disney permitiu que
essa série fosse gravada?" É um grande
desafio aí para os intérpretes de Andor,
né? Como foi permitido pela Disney
gravar uma série dessa, porque pelo amor
de Deus, totalmente excelente.
Não, carapa. Perdão aí, perdão pelo fato
de você não ter assistido. Eh, mas a
gente não vai conseguir suspender a
pauta. A gente vai ter que manter a
pauta, né? É uma pauta quente e a gente
vai ter que garantir ela aí pelo bem da
maioria. Mas não tem problema, porque
mesmo se você receber spoiler, que com
certeza isso vai acontecer, você vai
gostar da série, mesmo com spoilers,
porque aí acho que ela fica até mais
interessante. Eu assistiria mesmo
sabendo o resultado dela. Sem sacanagem,
só pelo pelo pelo conteúdo que a gente
vai trocar a ideia aqui, vale a pena.
Vale mesmo.
E eu não sei vocês, mas no meu caso eu
tenho uma dificuldade com a palavra
pauta.
Eu sou incapaz de ouvir essa palavra. e
a quinta série não falar mais alto do
que eu. Então eu tenho dificuldade de
participar de reuniões em que o pessoal
fala: "Qual é a pauta de hoje?" Vai
falar: "Pauta quente".
Já não consigo trabalhar com a palavra
pauta. Pauta
me pega um pouco. Não tem problema
também na visão comunista. Nós temos
aqui a nossa missão de, apesar de
spoilers que provavelmente vão aparecer,
fazer com que você fala: "Pô, vale a
pena assistir esse negócio". E mesmo se
não valer a pena, é tipo você assistir
uma live de lançamento de livro, tá
ligado? Que o cara contou um romance e
aí você acompanha só pela comentário que
ele faz sobre o romance que você não vai
ler, você fala: "Pô, muito legal, tive
reflexões interessantes a respeito
disso. Já tá valendo, é sucesso, vitória
do trabalhador." Então, vão curtir. Vai
ser, vai ser massa aqui o papo.
A pauta hoje, a pauta hoje tá meio
quente. Pauta mole, pauta fraca.
Vai me vai me pegando a palavra pauta.
Metendo aqui uma publezinha enquanto a
gente ganha um tempo, né? Importante. E
já qualquer instante aqui dá mais dois
minutinhos de vantagem porque
provavelmente, né, tem esse lance da
conexão não tá boa, né? A Enel corta a
luz da casa das pessoas aqui na zona sul
com relativa frequência para fazer
melhorias.
E aí pode ser que a luz lá também esteja
voltando ou não esteja funcionando.
Então já já chega o nosso especialista.
Especialista em bom dia, Jéssica, a
onipresente, onisciente, ainda não sei
se onipotente, mas tem potencial.
Jéssica, bom dia. Bom dia, Jéssica.
Muito obrigado pelo carinho, por tá aí,
pelo fortalecer como sempre a nossa
correria. É nós.
P
[Música]
gostaram do novo cenário? Ele tem muita
coisa, ó. Um grande fundo verde, né?
Muito legal. Aqui é um estúdio que eu
aluguei conhecido como sala da minha
casa. Essa é a parede da sala da minha
casa.
Espero que vocês curtam também.
Talvez dê para eu brincar depois, se o
fundo verde permitir, com umas
ediçõezinhas aí, botar uns negocinhos,
fazer uma graça. Se funcionar, a gente
segue a espátula.
Denúncia,
denúncia por parte de Lisa, de Lisandra.
E eu vou colocar aqui um momento.
Lisa, você tem toda a razão.
Eu tô em dívida em voltar aos estudos
comunitários.
Mas cara, a vida do trabalhador não é
fácil, tem que entender meu lado.
Tem a criança para sustentar.
Então eu me sinto culpado por não estar
fazendo estudo e também por estar
deixando a criança com fome. Não, não tô
deixando a criança com fome, mas eu
preciso voltar mesmo. Foi mal, perdão.
Pode cobrar até eu morrer. Não tem
crise, mas por motivos de tá faltando
tempo. Mas a gente vai voltar. Pode
deixar.
[Risadas]
Exatamente. Exatamente. Jess, tem um
aqui, ó.
Nosso interruptor aqui atrás faz parte
do cenário. Ele é muito importante
porque ele ajuda a gente a dividir a
tela. Se eu vier para cá, vem uma outra
pessoa aqui e a gente consegue saber
qual é a metade aqui da tela. Então essa
é a função do interruptor que tá aqui
atrás, foi planejado para isso. E
ninguém vai poder reclamar da tremedeira
hoje porque apesar do computador ainda
estar acima de duas caixas de jogo de
tabuleiro e o microfone acima de uma
caixa de um jogo de tabuleiro, a mesa é
estável, tá em cima da mesa da sala.
quer dizer que é da cozinha e que é a
mesa de jantar, a mesa de escritório e a
mesa tudo ao mesmo tempo. Afinal é uma
casa de 30 e poucos metes quadrados. Aí
não tem muito o que fazer, mas pelo
menos o pessoal da tremedeira não vai
reclamar. Não vai reclamar porque ó, ó,
ó a estabilidade, ó. Tô band. É,
tá estável.
Pode falar, carapa, porque a gente
também vai falar mal do Star Wars. Nós
também aqui vamos utilizar Andor para
falar mal do próprio universo do qual
ele faz parte. Vamos falar mal de Star
Wars, né? Então, não que eu goste muito
de Star Wars, mas a gente vai falar mal
disso também, então pode deixar.
A gente vai falar mal do do Star Wars
aqui também. E espero que os comentários
críticos, críticos ajudem a gente aí a
trocar essa ideia. E quem assistiu vem
trocando ideia também com a gente. Lança
os comentáriiozinho massa.
Verdade também, hein? Se o Felipe Leão
ficar sabendo aí, você diz que fantasia
não é ficção.
Teremos problemas, hein? Teremos
problemas com Felipe Leão. Felipe Leão
que um dia, quem sabe a gente troca uma
ideia, cara. Muito massa, eu gosto
muito.
Ó, Kevin já é uma pessoa também bastante
abençoada, porque ele só assistiu Andor,
né? Então, e só assistiu por pressão
popular, né? O povo foi bater a panela
na porta da casa dele, fal: "Você tem
que assistir Andor". Aí ele foi lá
assistir e valeu a pena porque a série é
fera mesmo e completamente Não vou
queimar pauta, não vou queimar pauta.
Completamente diferente de outras coisas
que tem por aí. também desse universinho
chamado Star Wars. Mas minha gente, deu
aqui uns minutinhos já, eu vou tomar a
liberdade de
convidar o nosso excelentíssimo
André Cracido, que já tá chegando aí, tá
chegando aí na na conexão, acho que tá
funcionando.
Voltou a conexão aqui no Capão Redondo.
E bora aí, bora aí, bora, bora aí.
Recebeu o nosso convite. Extra-se.
Extra, extra. Olha a notícia
extra. Notícias chegando aí. André
Crasiro.
E aí? E aí,
pessoal? Esperando aquela chamadinha que
vai abrir duas janelas e aparece duas
cabeças. muito mais legal. Plot twist,
né? É plot twist. Aqui o roteiro é
construído de maneira adequada.
Exatamente. Para combinar, né? Estamos
falando de Exatamente. Vai falar de de
série tem que falar essas coisas. Lisa
tá acompanhando nós. Ah, Lisa. Lisa tá
acompanhando nós. E aí, Lisa? Ó o teu
Deus aqui.
É, você não é o filho do Altíssimo, não.
Ah, vai começar. É, eu não resisto. É o
nosso Jesus nipônico. André Canaciro.
Quem não conhece André Canaciro, você tá
vivendo errado. Deveria conhecer o
André. Já tá errado por aí. Não sei
muito bem. É. E você também deveria
estar acompanhando a revista Zelota. Ah,
isso sim. Revista Zelota. Revista Zelota
para André Canacilo. Acompanha a revista
Zeloto, que o André é o fundador da
revista Zeloto e eu vou perguntar sobre
isso também, tá? Sobre a revista Zelota,
porque a gente tem que fazer propaganda
revista Zelota, beleza? Pera aí, pera
aí, pera aí. De O nome tá errado. Porque
eu sou Bruno Re você? Você não é o Bruno
Reon. Ah, você que tá dizendo, né?
Vamos lá. Bruno Heidré
Ganairo.
Ah, OK. Nossa manchete será Nerds por
Sport. Pronto,
fechou. Agora tá bom. Agora tá bom.
Vocês conseguem ouvir bem aqui nós dois?
Que excelente, não é? Eu gosto que a
Lisa, ela sempre chega com educação, ela
é muito tranquila, uma pessoa muito,
muito da paz, da, da, da harmonia.
Estamos junto, Lisa. Estamos junto.
Estamos junto. A gente vai rescatar ela.
Ele tá na minha casa, L. Eu respeito
aqui o ambiente. Calma aí, né? Tá aí. A
live é outro tipo de live, né, que ela
tá querendo. Exato. O YouTube
derrubaria. Exatamente. Não poderia. E a
minha companheira ficaria um pouco
chateada. É, a minha também.
André tá a cara daquele mano que fez uma
experiência de ser em céu por um mês
para ver quanta mulher ele pegava
e não sei quem é esse mano. Eu não sei
dessa experiência. Então meu amigo, eu
não faço ideia que tipo de conteúdo você
tem consumido. Lisa. Então eu sou um
incel em recuperação. Eu tenho um cara
de incelem recuperação. Ned por esporte.
N por esporte. Exp. É exatamente.
Impressionante. Impressionante. Ó. Ó a
inovação, hein? Ó. É, mano, o cará
passou com a inovação, ó. Live com
participação no mesmo ambiente. É
cenário aqui, ó. Isso aqui, ó. Isso aqui
é inovação. Inovação. Ninguém nunca
pensou nisso. Ninguém nunca. Vocês não
sabem, mas a parede do Bruno aqui é cor
de rosa. Se eu bater ele pintou. É
caiinho vai ficar chateado.
Cara, é inovação inovadora, que é novo,
novo formato, novo modelo, que é
empreendedorismo digital. A gente pensa
em tudo, não é porque na casa dele tá
sem luz e por isso que ele veio para cá.
E o pior é que isso é verdade. Quer
contar essa história? Fica à vontade.
Ah, a avisou lá que ia desligar a luz
para fazer melhorias, né? É, a avisou,
vai ter melhorias. Vai ter melhorias. E
aí, para ter melhoria você vai ficar sem
luz. Aí, que que o André fez? Veio pra
minha casa que aí a gente consegue fazer
a live aqui. Pera aí, deixa eu botar
mais aqui para aparecer nós dois aí.
Pronto. Aí, máximo. Aí, aí, ó. Parece,
cara, parece que a gente é dupla
sertaneja, literalmente. Vai ficar
totalmente
a Lisa, a Jéssica tá perguntando se tá
tudo bem. Eu acho que você deveria
responder se tá tudo bem. E se não tiver
tudo bem, procura terapia, tá bom? Eu
recomendo sempre terapia pras pessoas.
Mas é isso, leia a revista da Zelota,
tá, minha gente? Leia a revista Zelota.
André, fundador da revista Zelota. Daqui
a pouco eu vou perguntar sobre isso, mas
o nosso papo hoje aqui é sobre outra
coisa. Tal fone que eu esqueci. Ah, um
fone é desse aqui, tá? Desse aqui, tá?
Que aí você sente o ambiente, ó. Ó que
priminha gostosa. Ah, bom demais, pô. É,
moleque, tem que ter trilha sonora. É
muita inovação, muita, muita coisa que
ninguém nunca pensou.
Quer café? Com certeza.
Açúcar, com certeza.
Só coisa boa. Vocês estão conseguindo
ouvir bem? Se não consigo dar uma
ajeitadinha aqui no microfone.
É isso. É uma Lisa tem um ponto. Te
entendo. A gente nunca tá bem.
Nunca tá bem. Mas é isso. Tá dando para
ouvir tranquilo? Como é que tá o áudio
aí para vocês? Eu espero que seja
tranquilo
pra gente ir se ajustando aqui.
Vamos lá,
cara. Eu espero que vocês tenham
assistido o Andor porque vale muito a
pena e esse papo aqui. Ah, excelente.
Obrigado. Obrigado, Kevin. O áudio tá
bom. Tá bom, tá bom, tá bom. Que bom,
que bom, que bom. Porque às vezes, né? E
aqui a gente também não tá com
microfone, um para cada um. Estamos
dividindo o microfone. É, parece o
microfone do Silvio Santos.
É muito bom. É aquele microfonezinho lá.
Então a gente tem que falar meio alto em
bom tom, porque aí vocês consigam. Muito
bem. Obrigado. Obrigado. Obrigado,
Jéssica. Valeu. Valeu demais aí o toque.
Vamos lá. Pera aí, pera aí. Botar um
turum.
Não parece, cara. Comentar uma vez que
essa música aqui parece música do do
daquele joguinho do Pokémon.
Parece mesmo. Parece mesmo. Eu que fiz.
Então ficou bom mesmo. É nerd por
esporte. Tá bem. Já pode fazer trilha
sonora de uma série de jogo chamada
Persona.
Tá traduzindo esse jogo? Não. Não. Mas
eu vou. Eu não conheço. Qual que é esse
jogo? É jogo de insel.
Lisa, você tem razão. Ele tá há um mês
fazendo esse trabalho de semel para
depois ver com Tem toda razão. Você
adivinhou o futuro dessa conversa aqui.
Isa, você tem toda a razão. Toda a
razão. Absolutamente tem razão.
Mas bora lá. Bora lá. Pera aí. Pera aí.
Cara, eu tenho uma pergunta muito séria
e muito importante. Se você fosse pra
gente poder começar a conversar a
respeito do Aí a gente deu munição aí
para munição pra Lisa, né? Munição para
posição aí, ó. Agora a Lisa tem tem
munição para poder falar que ela tava
certa e ela sempre certa e eu que tava
errado de pressupor que você não tava
participando dessa experiência. Aí tudo
bem, cara. Você fosse
Andor é uma série maravilhosa, né? Então
assim, espero que as pessoas tenham
assistido o Andr. Se elas não
assistiram, deveriam, estão fazendo
errado. É, até porque a gente não vai
poupar de contar nada aqui, né? Vai ter
spoiler. É, mano, o negócio aí tá maior
cota já. Devia ter assistido pelo menos
a primeira temporada. Se assistiu a
primeira já tá satisfeito e pelo menos
já vai dar para um papo. Mas se você for
apresentar o enredo de Andí, perdão. Tô
péssimo entrevistador porque eu já
conheço André. André, eu não te não te
apresentei pras pessoas
assim educadamente, né?
Se você se apresenta aí com todas as
suas qualificações.
Com as minhas qualificações. Eu sou
André Canaciro.
Ah, um, como disse a Elisa, né? Um
ensaio em recuperação aí.
Sou um do biólogo, sapólogo,
ex-sapólogo, fundador da revista Zelota,
ã, com o Felipe Carmo.
E
e aí é isso, tradutor, jornalista na e
mestre em
língua em bíblia hebraica.
mestre em Bíblia Hebraica, de biólogo
que estudava sapos, um sapólogo para
mestre em Bíblia hebraica, para estudar
jumentos.
O pior é que isso não foi uma ofensa
gratuita, tá? Porque alguém pode pensar,
olha como eles são ousados, eles ofendem
os crentes que leem a Bíblia. Não é
estudei jumento mesmo. É sério. Estudei
a narrativa de Balaão. Narrativa da
jumenta de Balaão. Então assim, não foi
uma ofensa gratuita. O cara realmente
estudou jumento no mestrado dele, que é
uma excelente piada. Um sapólogo e um
burrólogo.
E fundador da revista Zelota junto com o
Felipe Carmo, como ele comentou, nosso
excelentíssimo eh Felipe Carmo. E André,
além de tudo, é vizinho, mora aqui perto
de casa, acidentalmente a gente acabou
morar aqui, morando aqui perto. Então
estamos aqui nesse nessa mesma correria,
só que ali no Regina tá sem luz, aqui no
Germânia não. Então vantagem pro
Germânia nesse momento. Amanhã pode ser
que esteja um a um e a gente fique sem
também.
Qualquer momento pode acontecer esse
tipo de coisa. Se aparecer o Bruno
fazendo live lá da minha casa com um
monte de cachorro atrás, é porque acabou
a luz no Germânia. Provável. Carapa. Na
série Andor eu posso dizer que ele não
morre.
Só vou soltar. Na série do Andor ele não
morre.
Mas aí depois você trabalha o pós série.
O que pode acontecer? Caraca, você tá
falando de Andor ou da Bíblia?
É o a jumenta morre
alguma hora. Ela morreu, né? Justo. Em
algum momento a J morreu, mas tudo bem.
É o currículo mais aleatório possível,
com certeza. O cara é biólogo e aí ele
estudava sapos e depois vi estudar
bíblia hebraica. Eu também considero uma
completamente aleatório. Trabalha hoje
com tradutor. Mas não é um tradutor
qualquer. Você traduz o quê, mano? Eh,
jogo de videogame incel. Exatamente o
que a gente dito até esse momento.
Examente. O cara traduz jogos de
videogame. Que André, como é que tá o
trabalho aí? Tá difícil, cara. Tá dando
quebra no dedo que fica jogando lá.
[ __ ] trabalho da poxa. Complicado.
Ai ai ai ai ai.
É, o Felipe tem um ponto. Não fui eu que
trouxe a piada. É, mas eu já sabia. Eu
já sabia que não fui eu quem falei isso.
Mas Felipe tem um ponto, né, que eu acho
que invocar Jesus para uma live é um
pouco de abuso do poder de Deus. Sim.
Sim. Eh, para dar credibilidade para
aquilo que a gente conversa, nós
precisamos de alguém que tem autoridade
suficiente para isso. E aí, no caso,
autoridade divina, o filho do Altíssimo.
O filho do altíssimo. Agora a gente pode
falar que todo mundo que discordar do
que a gente falar sobre under vai de
tobogan pro inferno. Vai conhecer o
baixíssimo. Vai baixíssimo,
cara. Eu adoro essa do baixíssimo. O
altíssimo.
É o filho do Altíssimo e o filho do
baixíssimo. Vai sentar no colo do
baixíssimo.
Eu gosto desse apelidinho. É um
apelidinho diferente.
Mas é isso. Mas o Felipe tem um ponto.
Felipe tem um ponto. Mas Felipe, eu eu
vou tentar economizar as piadas a
respeito de Jesus porque André já tá
cansado. Ele ouvi isso há 33 anos. Nos
eh ele ouv isso há bastante tempo e eu
sempre faço a piadinha. Então eu tenho
vou tentar contar. fazer piada aí, só
seja criativo. Hum, boa. Importante a
gente ser criativo. Essa é a única
existência. T fazendo a mesma piada, aí
já enche o saco, né? Exatamente. Tobogan
é legal? Aí eu não sei responder porque
você que manda o pessoal de tobogan. É,
eu mando. Nunca fui, né? Faz sentido.
Então ele nunca desceu. Mas pera, tudo
bem. Ele não foi de tobogan para lá. De
tobogan não.
Sabemos por outros meios, mas de tobogan
ele não passou ali para para conhecer.
Mas é uma pergunta relevante e
pertinente, então fica aí o apontamento.
Mas esse André, gente, aí eu uma coisa
importante, leiam os textos do André, o
trabalho é brilhante e ele, já que a
gente falou sobre tobogan,
importante, então tô com medo onde a
gente vai parar, né, gente? Tomogan
assim, o baixíssimo, como a gente
comentou agora, teve uma pessoa que
certa feita te entregou o baixíssimo.
Ah,
que você quer comentar a respeito disso?
Teve um ser humano que determinada
feito, em uma determinada circunstância,
olhou para um cara que parece Jesus e
entregou ele no colo do capeta.
Literalmente falou: "Vai pro colo do
capeta". E foi o nosso querido Indiana
Jones brasileiro aí, né? O o nosso
queridíssimo
não segurando para não não ser
processado. Ah, tá. Não, você pode falar
piada se você quiser. Agora ten com medo
também. Não, é que a minha era muito
ruim. Ah, não, foi, foi o nosso
queridíssimo aí, Rodrigo Silva. Só
procura o nome dele lá na revista
Zelotes, você vai achar, inclusive ele
falando mal da gente no Flow.
Cara, a gente é muito famoso. Muito
importante. Muito importante. Rodrigo
Silva que lê, assim como outro pastor
adventista que se chama Michelson
Borges, os dois leem a revista Zelota no
sigilo religiosamente. Religiosamente.
Bons tempos, eram tempos imemoriais que
a gente poôde vivenciar esse momento.
Mas já rolou isso, né? Precisa ver como
o André é um cara importante. Ele
conseguiu ser enviado por causa do
capeta pelo arqueólogo brasileiro que
gosta de fazer turismo para Israel.
Então é interessante isso aí.
importante. Ele não tá fazendo turismo
lá agora, não, né?
Ai Jesus, segura minha língua. Não, você
o outro.
Mas
é não. Ai, que vontade de falar uns
bagulhos, mas a gente segura. A gente se
segura porque a gente tem bom senso. É
isso
ai, que mundo diferente que a gente
vive. Mas vamos lá.
Queridos, queridas e queridos que estão
aqui, né? H, não, não vou publicar essa
informação, F por bom senso, mas alguém
pode responder ali no chat. Eh, cara, se
você fosse comentar isso, apresentar
Andor, começando aqui o nosso tema, você
fosse apresentar Andor pra galera, como
é que você daria um enredo inicial
assim?
en redo inicial. É,
é. A primeira coisa que eu diria é que
não é uma história de Star Wars que é
tão boa que não parece Star Wars.
PR Carapa ficou contente com isso.
Talvez ele assist
pro pessoal assistir porque eu sei que
muita gente, para quem eu indico, essa
série, tá de saco cheio de Star Wars.
Mas por culpa de Star Wars, por culpa de
Star Wars. Exatamente. Por culpa da
própria franquia.
E eu diria que é a
trajetória de radicalização de um Zé
Ninguém
e a construção de um movimento
revolucionário no meio de uma ditadura.
Sensacional, né? É bonito. É da hora
porque assim, se você, na minha
impressão, sei você concorda, se você
tira todo o elemento do Star Wars,
exceto esse enredo principal de que tem
um império e uma rebelião, se você tira
o elemento Star Wars, não faz nenhuma
falta. Não, não faz. O universo, não faz
falta o universo Star Wars paraa série,
o que eu achei brilhante, para mim foi
muito legal que o já não aguentava mais
sabre de luz e escolhidos. É,
escolhidos, principalmente. Já deu
escolhido, né? Já deu de escolhido. Que
quem nunca assistiu Star Wars, pelo amor
de Deus, deveria assistir, nem que seja
só para entender o que eu definiu a
cultura geek e pop, né? você não precisa
gostar, tem muita referência, aquela
coisa toda. Tem a famosa família
Skywalker, que é uma aristocracia
definida porque é a força que isso. E aí
essa família ela vai se perpetuando com
heróis, né? Um herói atrás do outro e aí
são os escolhidos, né? Aqueles caras
selecionados, os iluminados que vão
fazer as grandes vitórias e tal, os
profetizados. Ah, isso é muito chato,
com todo respeito, gente. É muito
desagradável assim, não.
Eu tenho zero paciência. Tipo, no
primeira, na primeira levada, eu até,
né, os primeiros três filmes lá, o
clássico, tranquilo. Fizeram prequel
ruim, mas tranquilo.
Nos novos, quando recuperaram a família
Skywalker de novo, eu falei: "Ah, não".
Aí é, mas aí foi aquele essa, esse tal
de episódio nove que nunca existiu. É.
Não, a gente vai fingir que nunca exist.
A gente vai fingir que não desistir
aquela desgraça. Não pode, cara. É muito
ruim. Que é isso? Você E aí eu ponto pra
Duna nesse sentido de ser uma crítica a
esse lance de você ter o escolhido. E o
escolhido, na verdade, é uma coisa que é
temerária, né? Pô, esse cara é o único
poderoso, o único cara que faz tudo. E é
Andor me parece meio que uma oposição
disso, né? Total, total. Cara
completamente distinto. O zerro. Quem é
o personagem Andor?
Personagem under é um,
como que eu diria, um maloqueiro,
um trambiqueiro de um planeta que é uma
grande quebrada.
Eh, um trambiqueiro que é adotado, é o
filho adotivo de uma contrabandista
que foi resgatado de um planeta
em ele era um indígena de um planeta e
foi resgatado de lá para essa
contrabandista e esse planeta estava em
plena destruição pela extração de
riquezas inescrupulosas do império.
Ele foi tirar de lá para uma
confrabandista quando era moleque e
desde então ele virou um trambiqueiro
profissional
e que odeio o império, mas não acredita
em qualquer movimento. Tava pegando um
pelo de gato, eh, gato, pegando no ar.
Eh, senhor Miag,
passa R. Eh, ele ele virou um
tromiqueiro profissional que odeia o
império, mas não tem qualquer esperança
numa solução coletiva e ele só quer
fazer fazer os corre dele
eh até o dia que ele for pego. E aí esse
dia começa a se aproximar, né? E aí ele
começa a ver que é cada vez mais
impossível
não se envolver com a construção de uma
luta coletiva.
Forçado pela vida. Eu tenho que tomar
essa posição. Forçado pela vida. Pô,
esse comentário aqui é muito bom, cara.
Cem faz parte da feira do rolo de peças
da nav de Navinho. Exatamente.
Exatamente isso. Ele faz parte do grande
esquema que faz a feira do rolo das
peças de nave, né? Então e esse lance é
muito massa, cara. é um personagem que
ele ele reúne muito muitos elementos
sutis assim, mas é massa. O cara é
indígena, o cara tem que fugir porque a
o dedo dele foi destroçada. É uma
contrabandista que pega o cara, ele vira
trambiqueiro. Um trambiqueiro que faz
parte de um planeta inteiro trambiqueiro
e que o pessoal vai para lá só para
fazer contrabanda e todo mundo sabe.
É muito massa. É um personagem
autenticamente latino-americano, né?
Perfeito. Planeta dele é um planeta
latino-americano. Aí a escolha do Diego
Luna para ser o cara que vai vai ser o
personagem é maravilhoso. Diego Luna, um
mexicano para fazer esse personagem.
Mexicano que já quando era moleque ia em
manifestação em apoio a causa zapatista.
Fica a informação aí. A gente verificou.
Não, mas não importa. Ah, que bom. Ele
verificou porque eu não tinha
verificado. Verifiquei. Eu verifiquei
quanto eu tava esperando. Eu fiquei com
a fic. Eu fiquei com a FIC de que ele
tinha alguma conexão com o Zapatistas e
falou: "Eu vou passar essa informação e
dizer: "Eu não verifiquei, mas Danice
porque eu gostei da FIC". Ih, e não só
isso. Uns anos atrás ele tava indo lá
visitar chiapas e postando foto.
Postando foto. Ah, pô, o cara é não é
embaçado, cara. É, é, é embaçado, é
embaçado. E isso, isso do, do, do CIA
ser um personagem tão deserruela, mas
que tem uma malandragem.
Em geral, me parece que nos roteiros
seria assim, você que tá acompanhando,
vê se você confere e considera isso
válido. Esses personagens que são
outsider, são os pequenininhos, tal,
eles vão e eles normalmente
desestabilizam uma ordem no sentido
assim, aí eles fazem porque eles têm uma
coisa especial, então eles vão se
tornando grandes líderes porque eles
chegam fazendo o que eles têm vontade.
E o Wandor não é isso. Ele não é um
personagem que, tipo, ele é espontâneo.
Ele tem suas vontades, ele tem suas
contradições, ele fica puto com as
ordens que ele recebe da rebelião ou de
quem tá organizando a rebelião, mas ele
é um cara que ao mesmo tempo, apesar de
tudo isso, se submete a uma a uma ordem
da da rebelião, de um grupo coletivo
para fazer o trampo dele. Ele, eu achei
isso na primeira temporada, isso fica
muito claro, ele tá pulo da vida, mas ao
invés dele fazendo o que ele tem
vontade, ele se organiza junto com as
pessoas e aí se submete, inclusive, a
gente pede coisa para ele fazer. Sim.
É, ele tem um senso de inovação, de
criatividade, fazer as coisas do jeito
dele, mas isso tá sujeito à lealdade que
ele tem a causa. Então ele vai, ele vai
lá pro
pro planeta lá, como é que é? O
Aldan Ald para roubar lá o
roubar o banco do do império lá.
Ele tem as suas inovações estratégicas,
táticas ali para
mudar os planos, o que fazer para para
entrar lá no no banco, mas a lealdade
dele é com aquela causa ali, né? Mesmo
que naquela época ali ainda não tivesse
completamente comprometido, né? Ele tava
ali como mercenário, tal, mas mesmo
assim na hora que o o cara lá oferece
para ele, ah, cada um rouba metade,
vamos embora, ele mata o cara na hora
sem pestanejar, né? Não pensa duas
vezes, que é uma cena que até assusta.
É, assusta naquele momento e tá puxa,
não tava esperando por essa. Imaginei
que o cara ia ficar uma lição de moral,
né? Tipo, eu falo assim: "Ah, seu
bandidinho
sem moral". E aí ele levanta e avisa os
amiguinhos: "Olha, ele quer trair
vocês". Não, ele vai lá dar uma balaço
do maluco e falou: "Meu Deus, calma,
Andor".
Mas é porque ele é um personagem que ele
é fora da lei, né? Ele é um personagem
fora da lei. Ele não é um personagem
idealizado. Ele é um fora da lei. Então
ele faz umas paradas fal não precisava
disso. Não é um personagem idealizado e
não é um contexto idealizado também, né?
É um é um contexto que exige dureza, né?
Exige que as decisões sejam muito, muito
traumáticas, especialmente nessa
primeira temporada, na segunda também,
né? Mas especialmente na primeira acho
que fica muito claro como é difícil a
articulação e mobilização dentro de uma
ditadura, né? Opa. Toda essa esse arco
de Aldim me faz muito eco de
mobilizações aqui da ditadura militar.
assalto a banco que fizeram aqui de como
eles tinham que lidar com o traidor,
fugir fugir imediatamente, sabe como é?
Então é é um bagulho duro, difícil. Às
vezes você tem que tomar umas decisões
que depois os anos de bonança vão ser
vistas como cruéis. Exatamente.
E é o que o Kevin comentou aqui, ele
mata o cara e na época ele nem tava
fechadão com o movimento, tinha aceitado
participar só do roubo. E era isso, ele
falou o quê? Sou um ladrão mercenário
aqui, vim ajudar vocês no roubo, depois
vou pegar minha parte e ele pega a parte
dele e vai embora. Ele não fecha com com
o negócio. Mas a tomada de decisão dele
ali, de eliminação desse outro cara, é
uma um um ato de alguém que é fora da
lei. Ele não tem essa moral do herói de
maneira nenhuma. Ele não tem, mas ao
mesmo tempo ele tá ali pelo certo. É, é
aí que tá. É o pelo certo. O combinado é
o combinado, pô. Não vai traição não. E
é engraçado que que o e Kevin, a galera
que tá tá trocando ideia com a gente,
tem um um um texto muito famoso do
Platão, que o pessoal lê pouco, que ele
fala assim que a ética ela é algo
inerente a qualquer organização humana,
ainda que seja uma ética de ladrões.
Aham. Porque quando você faz um grupo de
de ladrões, você tem que no mínimo
respeitar que eu não vou tomar a tua
parte e eu também não vou te eliminar.
Sim. e pra gente poder fazer o roubo,
realizar o roubo e e ter o nosso
sucesso. Então, eh, o Andor ali tá nesse
limite de ética de ladrões, ética, ética
de um grupo de ladrões que eu não posso
roubar tua parte, então cada um faz o
seu e eu também não vou te eliminar
porque a gente a gente tem que cumprir
aqui. Só que o cara ia roubar e ia
eliminar os outros. Então, para evitar
um mal maior com o grupo, ele elimina o
cara e faz o corre dele. E ele não
queria se lascar, né? Então é, é muito
massa, pô. É muito massa. Antes a gente
seguir mais um pouquinho, se vocês não
assistiram, o Andro, assiste. Cara,
essas essas essa o roubo ao Dani é muito
legal de acompanhar essa essa cena. E
essa essa eles vão para um planeta
isolado, para quem não assistiu, vários
spoilers também, eles vão para um para
um planeta isolado, que é um planeta
meio nativo, a galera tem suas tradições
e aí tem um império que chega, coloniza
e tá fazendo uma extração de de
determinados recursos e tem um banker,
tem um monte de coisa lá de
modernização. Uhum. E nesse mesmo
momento que tá apresentando a gente a
esse universo, a gente descobre o
passado do Andor como indígena, como
alguém de um país, de um planeta nativo,
rudimentar e tal. Então essas conexões
elas são muito sutis, mas é muito legal,
cara. A construção da história é muito
boa. Eu sou sou fanático para esse
bagulho aqui. Fala Brian. A gente não se
conhece ainda, cara, mas a gente
participa de bancas de TCC. Sim, deixa
eu fazer o meu mechã agora
que eu tô precisando aí fazer mais bank
de de de TCC. de doutorado, mestrado.
Ano passado eu participei da minha
primeira de doutorado avaliador e tô
topando. Claro. Bora trocar uma ideia.
Meu e-mail tá em algum lugar aqui no
aqui no canal mesmo. É fácil de achar o
e-mail. Mandar, eu vou escrever um
bannerzinho com meu e-mail. Ah, não, eu
sei como achar. Como eu sou, cara, eu
sou muito ruim de propaganda e
autopromoção.
O meu e-mail é essa chave do Pix
maravilhosa que tá aqui embaixo. Então
você pode utilizar tanto quanto e-mail
quanto Pix. Mas não, para fazer parte da
banca não tem Pix. Não faço nada
obviamente, né? A gente só convidar que
a gente tá trocando ideia, pô. Ia ser
massa. Bora, bora trocar ideia.
Mas vou deixar aí a chave do Pix rodando
um pouquinho porque por motivos de vai
que, né? Importante, vai que alguém vê.
Mas é isso,
pô. Pode crer. Kevin aqui. Tem toda a
razão, cara. A caracterização dos
planetas é muito legal. É muito legal.
Eu também acho muito massa. E a e as os
contrastes sim entre a um planeta que
tem cara de capital, um planeta que tem
cara de interior, o planeta que tem cara
de de ser um planeta só de trambique
mesmo, do rolo, de uma quebrada, pô, é
muito massa. É o
E isso você pega outras coisas de Sir
ultimamente, tem uma uma sensação assim
de que nada daquilo é real. Sim. E e
claro, não é mesmo, tá sempre aquelas
telas verde, aquelas [ __ ] toda lá, mas
o underor ele tá muito preocupado com o
chão, né? Ele tá assim, a câmera tá
sempre no chão, tá sempre mostrando as
texturas, mostrando os prédios,
mostrando os buracos.
Eh, e tem muita referência boa também,
né? Tipo, claro, tem muita referência
universo tipo perx e que é o planeta do
Trambique, uma das grandes inspirações,
se não me engano, e não verifiquei, não
verifiquei. Informação não verificada.
Informação não verificada. Fica aí o
alerta. Uma das grandes inspirações,
inspirações aí é a batalha de algos. Ah,
que da hora. O o filme lá que da hora
que é sobre a revolução angelina, né? A
gente sabe isso. É verdade. Não, mas Dan
a gente alguma coisa foi inspirada nesse
filme, algo de errado. Tá certo.
Mas não. E cara, você falou de de filmar
o chão, tal, a cena da prisão, o
episódio da prisão em que ele é preso,
ele vai para aquela prisão, aquela
prisão que todo o controle tá em você tá
em contato com o pé no chão. Sim. E se
você faz alguma coisa errada, você toma
um choque. Ele é trocutado pro meio do
seu pé, né? Coisa maravilhosa aqui. Eh,
e aquele episódio inteiro, ele começa
todas, praticamente todas as cenas
mostrando o pé das pessoas. Sim. Então,
o o Andor tá na prisão, começa mostrando
o pé dele descalço, muda para uma cena
da Mira dentro da num escritório dela lá
e o a cena começa com ela com na bota
dela, ela com pé seguro na com a bota
dela no chão e aí ela no escritório ou
ela na reunião e tal. Cara, isso é muito
massa. Eu falei, cara, eles é muito bem
construída essa série. Ela é muito muito
muito boa. E aproveitando a Mira,
aproveitando a personagem Mira, vai quem
é personagem Mira, porque é uma das
antagonistas da série, cara. A Dedra Mir
é uma fascista desgraçada. A gente
começou bem na apresentação. Você vai
adorar essa personagem.
eh, é uma das antagonistas aí da série.
Ela é uma orfan que foi criada no
orfanato do império, cresceu para ser
uma uma militante fanática. Aí virou um
quadro do do império, entrou pra
inteligência,
a CIA lá do império, que é a BSI lá.
E ela desde o começo da primeira
temporada, ela começa a construir essa
obsessão por descobrir que quem está
articulando essa revolução, né, essa
rebelião e e enxergando padrões onde
outras pessoas só vem roubos aleatórios.
E ela é a pessoa que vai fazer o que o
Cer não faz, né, que é contornar as
regras e passar por cima do da
organização para fazer o que ela acha
certo. Sim. e que é descobrir quem quem
são os responsáveis por essa rebelião,
né? Eh,
e ela assim é uma personagem muito bem
construída,
muito engraçada, porque você termina a
série odiando essa mulher e e aí você
vai descobrir que a atriz é uma pessoa
maravilhosa, uma pessoa maravilhosa,
inclusive proserdola de plantão, ela fez
a voz da Jennifer no jogo The Witcher 3.
Guarda essa informação. E e ela é uma
uma voz ativa aí a favor da Palestina,
cara. E aí é aquele negócio, né? A gente
tem tem que fazer esse tipo de aviso.
Por quê? Para você não confundir o
personagem com o ator. Umas senhoras que
vão no mercado e reclamam da atriz que
tá fazendo a vila da novela e aí ela
começa a gritar com a pessoa: "Sa pessoa
horrível, não faça isso com a Verinha".
Tá ligado?
Sou sua atriz. Às vezes é importante
avisar o Nerdola que isso, né? Também
não pode confundir o personagem com com
ator e com a atriz. Vai que ele reproduz
a prática de senhoras do mercado. É
trarder dó e a senhora do mercado tem
muito pouca diferenças.
Tem poucas diferenças. Pens bom, eu não
vou falar com Mas vamos lá. Tirando essa
parte importante aqui, a gente sim é a
favor das fake news, desde que elas
sejam legais, né? Mas a gente avisa daí
que a gente não verificou a informação.
É importante você avisar. Não pode
soltar informação não verificada. Como
se ela fosse verificada? Não foi
verificado. Preciso criar um banner. Não
foi verificado, ficou para outro
momento. Pô, da hora o Kevin comentando
que o Massacre de Gorman é bem o
contexto dessa batalha que o que o André
citou que o Massque de Gorman na segunda
que é na segunda temporada também já
vamos chegar nessa cena também que é uma
cena poderosa, poderosa, muito bom da
gente tocar as ideia, mas o ainda
construindo a a mira, por exemplo, isso
que você falou para mim é o que mais
pega no roteiro inteiro e aí eu já vou
entregar o ouro agora. O que mais pega
para mim no roteiro inteiro da de Andor
é que toda vez que alguém quer ser
espontâneo e fazer o que deu vontade,
ah, me deu vontade de fazer. Então, a
mira para ela cumprir com a lei do
império, ela quebra uma porrada de
protocolo e de processo porque ela deu
vontade. Então, eu quero pegar o cara
que é o líder da rebelião, ela vai
descumprindo uma porrada de lei para
fazer isso. Mesma coisa o Sir lá, o Sim,
o que é o cara que tem uma obsessão com
Andor, né, o Sérgio Moro, né?
que você falou é o Sérgio Moro. A gente
teve uma conversa sobre el o Sérgio Moro
ali é um personagem interessante, mas a
gente já chega no Sérgio Moro que é o
Silvo, mas a a Mira ela tem essa
obsessão, ela faz isso. E toda vez que
ela quebra a lei para os, na verdade não
é nem lei, ela quebra protocolos,
processos de organização, ela faz isso
para fazer cumprir o o a obsessão dela
em pegar o líder da rebelião, fazer o
seu nome. Tem um lance ali de que ela
quer crescer na empresa, né? Ela quer
crescer dentro da do império lá, BSI,
né? Ela quer crescer ali dentro. E toda
vez que ela faz isso, ela tem efeitos
catastróficos na tomada de decisão dela
para ela e para outros. Sim. E é
engraçado porque aí ela é recompensada
em certo sentido porque por ela ter esse
perfil, ela é chamada para um trabalho
secreto que tem a ver com Gorman, que é
que o Kevin comentou, né? Que tem a ver
com o que eles vão fazer naquele
planeta.
Mas por causa desse perfil de passar por
cima da lei, de ir fazer na obsessão
dela. Mas ainda assim os efeitos desse
perfil dela são terríveis para ela e
para outros. Isso. Isso eu achei muito
interessante. E também que é a mesma
coisa que o Cal. Apresenta pra gente o
Cal. Não, o Zero é um mimadinho aí de
classe média.
É o Sérgio Moro, mano. Não tem como
igualzinho. Depois que o Bruno falou,
não tem como desver. Você vê o Sir fala
Sérgio M. É Sérgio M só não tem voz de
pato. Mas se tivesse
até a boquinha de discético. É
o o CN é um mimadinho aí de classe
média, nascido em Coruscante, o planeta
capital,
criado por uma mãe aí quase que
literalmente leite com perira,
literalmente, né? É o leitinho azul lá
que ele come com ele fica comendo aquele
cereal dele. [ __ ] maravilhosa aquela. E
ele se enxerga como um herói, um cara
que vai se tornar um herói do império,
um herói da lei da ordem. Ele faz
exatamente, ele faz isso num nível muito
maior do que a Dedra, de passar por cima
de ordem, passar por cima de protocolo.
Ele faz o ele passa por cima de todo
mundo, viola tudo quanto é protocolo de
organização para fazer o que ele acha
que vai tornar ele um herói, que ele é o
escolhido para caçar o under.
Exatamente. Ele é o escolhido para caçar
o Cander. E ele passa por cima de todo
mundo e ele se só se ferra por causa
disso. Só se ferra toda vez. Não. E e é
da hora porque ele a apresentação dele
na série é ele com um uniforme todo na
estica assim que é numa corporação
policial pequena, como se fosse uma GCM
menor sem de poder de polícia. É uma
segurança terceirizada, né? É isso.
Exatamente. Que nem tem al tanto tanto
tanta gerência assim. Uhum. E ele é
obsecado em fazer ser mais justo que a
lei, né? Porque ele também quer crescer,
essa coisa toda. E ele chega lá e a
corporação ela é corrompida. Os caras
são meio tipo, ah, mano, larga isso aí,
nem tem importância e todo mundo é
corrupto dentro do negócio, mas ele é um
certinho assim. No primeiro episódio
isso já me me conquistou porque não é
nem que o negócio é corrupto, né? É que
o chefe dele fala: "Ó, esses dois
guardas que que o Andor matou, né? Ele
não sabia quem era Andor, esses dois
guardas que foram assassinado aí, eles
estavam fazendo merda. Claramente
estavam fazendo merda. Eles estavam num
lugar que eles não podiam estar, num
tipo de num tipo de bar que a gente não
podia ter.
E então, ó, consumindo coisas que eles
não deveriam consumir, que não deveriam
consumir. Então assim, eh, não investiga
isso porque só vai ser ruim pra gente.
Exatamente. Esses caras não merecem uma
investigação. Muitas camadas de
corrupção. Muitas camadas de corrupção.
E aí o o o Ciro, ele não não só tem,
acho que maior do que a obsessão dele
pelo certo, é a obsessão dele pelo pela
imagem. Sim. Da ordem, né? Então o ele
não não se importa com o fato de que
esses dois policiais morreram fazendo
merda, de que eles não eles estavam na
ilegalidade de investigar isso vai expor
essas ilegalidades. Não, preocupação
dele é dois policiais foram mortos.
Precisamos vingar esses dois policiais.
É a imagem da da corporação, né? A
imagem da lei da ordem. Eh, isso vale
mais do que qualquer outra coisa, mais
do que o certo, inclusive. Sim, sim,
sim, sim. A estética da ordem, da
organização. E é muito louco porque aí o
a corporação ela é pequena. O o Seri,
ele é só um cara todo fardadinho,
mimadinho. Ele quer ser mais justo que a
lei na execução da lei. E aí quando ele
vê que deu errado, ela já metem um
spoiler aqui. A série começa com Andor
matando dois policiais. Guarda
informação aí. primeira cena do da
série, provavelmente um monte de gente
já ficou interessado só por esse fato. E
aí menos 3 minutos da série. E aí o o
por causa desse crime que o Andre comete
em cima de outros crimes cometidos
anterior, é muito crime em cima de
crime, mas tudo bem, tem muito crime
sendo cometido. Mas os do os crimes do
C, a gente passa pano, a gente passa
pano, lógico que a gente passa pano,
porque quando é do nosso lado a gente
fica feliz.
Mas o o é crime atrás de crime. E o
cara, esse Cal vai ver o o descobre quem
é o Wer também por uma obsessão, ele é
um maluco maluco. Ele fica obsecado em
prender o Wor pela lei e pela ordem,
pela imagem dele e ele passa a série
inteira caçando o Andor e desrespeitando
tudo quanto é protocolo para atingir o
seu objetivo. Sim.
E aí, novamente, assim como a Mera, a
Meira lá, ele toda vez que ele faz o
aquilo que ele tem vontade, que ele tem
desejo para realizar o seu objetivo,
descumprindo a organização, ele é
punido. Sim. O o roteiro pune todo mundo
que faz isso. É, ele se se ferra muito
mais que a Dedra, inclusiveó só no final
que a Dedra se ferra bem assim, né? Mas
eh durante a série o Ciro é se ferra uma
vez a cada dois episódios por descumprir
esses protocolos aí. Um dos uma das
melhores partes da série é ver o Círio
se ferrar. É o quadro assim da Citycom.
Veja o Sérgio Moro tomando Pronto. E
aqui ó, como já que a gente falou Sérgio
Moro e Círio, o Círio é bem inexperiente
para o cargo que ele vai depois. Exato.
Exatamente. Como um tal de Sérgio, na
verdade, ele ocupa o cargo para cumprir
uma função específica, que é um plano de
acabar com a com a rebelião que tá por
trás dele ou de para criar, por exemplo,
a arma desse hora da morte. Ele tá
sempre sendo uma peça no jogo e ele acha
que ele é muito bom. Sim, ele acha que
ele é muito bom e na verdade ele é só um
otário. E aí um um otário de classe
média, frustrado, ressentido, que se
acha bonzão e que porque ele é o herói,
ele tem que realizar aquele negócio e
ele vai fazer seu salvador. Ele tem essa
imagem de que ele é o salvador. O o
Andor não tem essa imagem de que ele é
salvador. Então o Andor ele submete as
regras da rebelião. E aí a gente tem uma
rebelião que se organiza e trabalha em
processos organizados e um império que
se se desestabiliza exatamente porque os
agentes não estão organizados. Eles
atuam para realizar o que eles
consideram nobre, o que eles consideram
certo e fazem paraa sua vontade. Isso me
pega no roteiro por ser exatamente o
contrário do que um texto de Hollywood
faria. Não é o contrário especialmente
de Star Wars, né? Absoluto. Absoluto.
Tipo, eh, é muito louco porque o o
Sírio e a o o império é ele é bastante
organizado na série, né? Sim. Só que eh
o Sírio, por exemplo, ao achar que ele
não precisa se organizar, ao achar que
ele pode passar por cima das coisas por
para seguir sua obsessão pessoal aí, que
vai tornar ele um herói, que vai
concretizar aí a justiça e a ordem por
ele agir espontaneamente, ele é usado
por quem tá organizado.
Justo. Então você pega, ele vai pra
Gorman e aí é na segunda temporada, né,
que o eles querem lá eh extrair um
minério que só tem Gorman para poder
construir a a estrela da morte. E única
conexão grande com o universo grande
conexão.
Eh, e para isso eles precisam
desestabilizar o planeta para justificar
esse genocídio, né, que eles vão
destruir o planeta para pegar os
minérios, porque é vão pegar
praticamente toda a a crosta do planeta,
etc.
Eh,
e aí para isso a Dedra fala para eles,
né, vocês precisam ter uma rebelião lá
para fazer a coisa errada, coisa certa
na hora errada.
E aí ela vai e leva o Sírio, que é o
marido dela nessa hora, né? E o sírio tá
indo achando que vai para atrair a
rebelião. Agora eu vou pegar o under. E
aí no fim ele descobre que ele tava
ajudando no genocídio. Exatamente. E
entra em crise. E entra em crise. Entra
em crise. Ele descobre no aos 45 do
segundo tempo que ele estava sendo usado
por quem estava de fato organizado
enquanto ele tava fazendo o que dava na
tele. E aí essa cena também é
maravilhosa, porque
o Siro descobre que ele tá participando
de um genocídio, ele é um incompetente
que ele faz. Ele só tem esse ar de que
ele é nobre, de que ele é da moral, dos
bons costumes, essa coisa toda. E bom,
eu vou me controlar para outra janela
que abriu aqui. Mas na hora que ele tá
fazendo isso,
no meio dessa crise, na cena, ele vê o
Andor e o Andor era a grande obsessão
dele. E fazia tempo que na história do
Sir não aparecia o nome do Andor. Ele vê
o Under, reconhece o Under e ele passou
a série inteira caçando esse cara e ele
vai atrás do Under para pegar o Under.
Vou pegar o Andor no que ele tá indo
pegar o Andor no meio dessa crise que tá
numa guerra, tá numa luta, uma batalha
naquela situação, ele pula em cima do
Andor, vai para agredir o Andor, o Andor
cai com aquela luta entre os dois e ele
para olhando fixamente pro Andor, puto
da vida, querendo destruir o Andor, o
Andor olha para ele e fala: "Quem é
você?" Porque a série inteira o Andor
não fazia ideia de quem era o Sir que
tava perseguindo ele. Isso é brilhante,
mano. Isso é brilhante. que o cara passa
a série inteira sem sendo perseguido por
um cara e ele nem fazia ideia de que
tinha esse grande plano. Sim. E aí o
Andr tá vivendo a vida dele. O único que
tava obsecado era o o Rai do Sir, ele
era o único cara preocupado com essa
perseguição. O Andrero perseguido, nem
sabia porque ele tava preocupado com
problemas maiores, né? Problemas
coletivos. Ele não tava nessa examente
nessa viagem aí de ser um herói
romântico que vai salvar o mundo. E é
justa como a gente tá falando, é oposto
de Hollywood, é oposto de Star Wars,
porque Star Wars desde o começo é isso,
né? Assim, eu tenho muito carinho pelo
pelos filmes, tirando episódio e tenho
até pela pela segunda pela Purple, né, o
episódio 1 2 3, eu tenho um carinho, eu
tenho muito carinho pelo Jorge Lucas.
Ele principalmente no 456 ali, ele tinha
uma um paralelo claro ali com a a guerra
no Vietnã, né? Vietnã em que a rebelião
era os era os viets, os vietnamitas.
Sim.
Mas, eh, querendo ou não, o George Lucas
ainda caía nas ciladas do herói
romântico, na cilada eh da de ser um
filme que tá ali mais preocupado em eh
reciclar nostalgicamente alguns alguns
tropos, alguns eh algumas estruturas
narrativas. Daí o tem já tem muito texto
do de marxista falando disso, do
Frederick Jameson, do Mark Fisher
falando de como o Star Wars sempre foi
um um uma
recu nostálgico desde o episódio 4ro.
Era um recu nostálgico a sci-fi dos anos
50 e tudo mais, Space Opera. E sempre
foi um bagulho do herói romântico, né? O
herói romântico que passa por cima das
regras, faz o que ele acha certo. Essa é
Luke Skawalker faz isso, eh, Hansol faz
isso,
eh, é ter um crispe encantado, o Anakin
faz isso, eh, até a hora que ele vira o
Darth Vader, né? Estamos dando spoiler
de todos os filmes aqui. Não tem nem Ah,
pelo amor de Deus, não é spoiler, né,
gente? Da que o mundo tá mundo aí, tá?
É.
E o único filme de Star Wars que fez
diferente foi o episódio 8ito, né? Sim.
que é o único o único bom da trilologia,
né? Curiosamente que ele faz um
movimento muito parecido, né? Que é de
rebeldes achando que podem passar por
cima da organização, que sabem mais do
que a a rebelião organizada e a rebelião
falando: "Não, não, não, não, você não
sabe o que você tá fazendo". E eles
tendam que engolir o que o que eles
achavam que sabiam o que tava fazendo. E
Andor faz a mesma coisa, né? Andor
exatamente acaba com essa ideia de de
herói romântico e tudo mais e mostra que
eh a esperança, né? que a esperan uma
nova esperança, esperança não sei o quê.
E a rebelião são coisas construídas
coletivamente, organizadas, com
disciplina, trabalho duro. Disciplina.
Exatamente. Não é tipo, me deu vontade,
ai eu vim porque eu sou rebelde. Não,
não é de eu sou rebelde não, meu irmão.
Você tem que se organizar, tem que ser
disciplinado. E é muito massa aqui, ó. O
o Sir é morto por um militante pacifista
de não violência. É verdade, cara. Essa
cena também é muito boa. É, é o líder da
do movimento pacifista de Gormon, que é
um personagem, entre aspas,
desnecessário. Ele poderia ser
substituído por um poste, que não faria
diferença, porque ele é um cara ali, um
acessório para fazer a história
desenrolar. Uhum.
E ele mata o Siruel numa cena que o que
mostra a
futilidade da perseguição que o Sir tem
com o Andor. É uma questão dele, é uma
questão completamente fútil,
individualista,
eh fugaz, a frugalidade de sua, olha
como isso tá bonito hoje na na
linguagem. Mas ele tá ele ele tá nessa
nessa nessa posição de fútil assim,
cara, uma coisa interesseira só da sua
posição. E aí quando um cara, um
personagem aleatório acerta ele, essa
cena é muito boa, porque o Silvio morre
e a gente não sabe de onde veio o tiro.
Parece um deus ex máquina ali para
salvar o É, na verdade, um deus ex
máquina para salvar o o o Andor. E
quando a gente olha um personagem
desnecessário, que mostra que toda essa
cena foi toda a cena não, toda a
trajetória do Sir foi fútil, foi inútil,
foi do mesmo jeito, tipo, quem é você? E
ele morre por um Zé Ninguém. E o Zé
Ninguém mesmo que vira o herói que é o
Andor, é porque ele tá organizado. E o
Cb a perseguição dele, a trajetória dele
é fútil. Então é essa cena de quem quem
executa que é o tiozinho dos tecidos,
tiozinho dos tecidos é um excelente nome
aí pra gente criar um cara que seja
tecladista de forró. E aí o o imagina na
na sulanca lá de Caruaru, o cara faz
tiozinho dos tecidos
e vende os tecidos dele e o tapete que
tem aqui em casa. Então imagina essa e
esse cara completamente desnecessário.
Uma morte fútil para um personagem que
agiu de maneira fútil a sério. E é uma
morte completamente eh sem glamor, né?
Nenhum. Nenhum. Só toma o tiro, cai
duro, acabou. Não, não tem nenhum
melodrama, ele só morre. e toda essa
essa esse arco do eh militante
pacifista, né, dos militantes de Gorman
também acho que é uma outra demonstração
dessa dicotomia entre disciplina e
organização e e rebeldia. Eh, e de onde
vem essa disciplina, de onde vem essa
organização, porque Gorman e o o Cer é
mandado para lá pelo Luten, né, para
ajudar eles a começar a fazer ação
direta. Ah, eles querem roubar os carros
forte do império aqui, tal. Aí o cara
você chega lá e fala, ele olha, fala com
o pessoal, aí ele volta, fala: "Lutei,
não vai rolar, é um band de almofadinha
de classe média, tá se radicalizando
tarde demais, eles não vão aguentar a
bronca. Vocês começarem, eles não vão
aguentar o que vem depois. Então é
melhor não mexer." E o Lutem fala: "Não
interessa se eles não aguentam. Se eles
não aguentar, é problema deles. E aí tem
já tem uma dicotomia interessante aí que
é o o e aí tem várias eh dicotomias aí,
vários disputas, conflitos mesmo,
conflitos, vários conflitos, várias
formas diferentes de construir uma
rebelião, uma revolução e que não são
moralizadas, uma mais certa que a outra,
uma, enfim, mas é muito interessante que
o esse planeta que demorou demais para
se organizar, que eh começou a querer
partir para ação direta espontaneísta,
sem se organizar propriamente, sem
planejamento, sem nada, acaba caindo na
armadilha do império
e o Luen também, porque ele tava
apoiando esse tipo de de movimento
indisciplinado, esse movimento que não
era organizado desde baixo com o tempo,
porque o império queria justamente que
uma rebelião mal organizada,
despreparada, começasse naquele planeta
para justificar, destruir o planeta
inteiro, justificar o massacre
subsequente. Eles são rebeldes, mata
todo mundo. E exato. E depois o massacre
que vem é justamente porque eles não
estão preparados, né? Eles são massacr o
o toda a a cena da luta do Sírio contra
o Ander se dá no meio de um massacre de
civis.
Eh, e isso inclusive enfatiza o quão
fútil
é a luta do Sírio, né? que ele sai ali
no meio daquele massacre desconsolado
que acabou de descobrir que ele é
cúmplice de um genocídio e ao invés de
fazer alguma coisa a respeito, ele vê o
Ander e fala: "Não, vou vou vou eh
vingar, vou me vingar, vingar o meu o
meu valor aqui, o meu orgulho ferido,
eh, fazendo o que eu nasci para fazer,
que é caçar o isso no meio de massacre
de civismo, assim, eh,
e isso é muito, isso é muito forte, é
muito, é muito forte essa
como o o como Gorman, como
construir essa rebelião espontaneista,
mal organizada de de ação direta de
classe média ali de Gorman. Eh, acaba
servindo aos propósitos do império. Sim.
Acaba servindo os propósitos de
construir a estrela da morte e inclusive
acaba eh isso vai se reproduzindo em
vários em várias escalas, né? tem nessas
escalas maiores, mas por exemplo
isso acontece logo de cara numa escala
menor quando a Vel vai ajudar no roubo,
né? Porque aí eu ia comentar isso
exatamente essa cena que eu essa para
mim é muito louco porque chega alguém
para organizar um o roubo que o under
não quer participar, o Andor olha e
fala: "Mano, não estão organizados, não
estão preparados para fazer uma ação
direta". E aí ele tira o corpo fora. Aí
o Lut manda então uma outra pessoa da
rebelião, que é a Vel. A vel chega, ela
encontra lá a companheira, porque ela
tem uma relação que isso também é um
veículo ofativo importante. E aí o
roteiro, mais uma vez, e isso para mim é
impressionante, não, o roteiro é
implacável. Toda vez que alguém decide
fazer uma ação espontânea sem respeitar
a ordem, é punido. No caso, a ordem era:
"Ninguém vai armado, só as duas, só as
duas que sabem o que fazer com uma
arma". Inclusive, ninguém vai armado. Aí
um maluco desse movimento espontaneísta
desorganizado, que tá querendo fazer
geração direta, descumpre essa regra
básica e vai armado. No que ele vai
armado, ele entra em conflito com alguém
que não tinha nada a ver com a história
e acidentalmente executa uma das duas
líderes que tinha chegado lá e com quem
a gente tem algum vínculo como
espectadores emocional com ela. Ou seja,
o roteiro puniu mais uma vez uma ação
espontaneista. Toda vez que alguém
resolve agir de maneira espontânea,
porque me deu vontade, é punido pelo
roteiro. E toda vez, seja da rebelião,
seja do império, e toda vez que alguém
se submete a uma organização básica
coletiva, é recompensado. E isso me leva
a uma cena deprimente, mas que é
importante a gente destacar. Toda vez
que um personagem se submete a uma
organização, é recompensado. Toda vez
que ele não se submete, ele é punido. E
a personagem BX apresenta ela pra gente,
porque a gente vai chegar na cena mais
dramática desse negócio. Pera aí, pera
aí. Antes disso, vamos ver aqui os
comentários que eu tô esquecendo. Eu
gostei de Duna porque o herói já vem, já
é meio vilão. É porque na verdade é esse
o ponto ali. O o segredo de Duna é esse,
Lisa, que o a ideia do eleito, a gente
imediatamente se identifica com ele,
porque a gente precisa desse salvador e
a gente vê que ele tá ajudando o pessoal
que que é que tá lascado. Só que esse
poder desse salvador se converte
imediatamente num poder executor contra
inclusive a organização que eles estão
fazendo ali. Ele toma decisões por conta
dele. ele não respeita a a organização
da luta coletiva. Então, por isso de
Duno é maravilhoso, iscional e é uma
crítica direta, longa alinhagem de
sonhos heróicos, especialmente nerdolas,
né? Sim, sim. Detro que dá letra para o
império usar a rebelião. Exatamente. Ara
é ligeira. Ela, por isso que ela tá
naquele grupo seleto de quem vai
planejar a a o a extração e destruição
de Gorma, né? Ela porque ela sabe
quebrar as leis para atingir seus
objetivos e fazer esse tipo de
malandragem que aquele uso da rebelião,
uso de rebelião colorida, de revolução
colorida, cara, tem muita coisa
legalanda, pelo amor de Deus. É, é
muita, muita reflexão interessante,
obviamente, para benefício do império.
Exatamente, K. Exatamente. Deixa eu ver
se tem mais algum comentário que eu
deixei passar que eu esqueci.
Você tinha falado em apresenta o Ciro?
Não,
não era o Zero. Zero, que é um, é que os
nomes Star Wars também são os nomezinhos
desagradável de falar em português, o
Ciril, mas pelo menos não tenho, porque
assim, a gente sabe que ali no universo
de Star Wars tem alguém que trabalha ali
que é brasileiro. Por quê? Porque tem o
Conde Doucu,
é, tem aquele, como é que é? Tem um
alguma coisa do pau.
Ele tem algum brasileiro lá que tá
morrendo de ri toda vez que ele trabalha
com tem um brasileiro. Faz sentido. Faz
sentido. Deve ser o Quando foi para Deve
ser o cara da Disney. Porque na Disney,
não sei se você já percebeu, todo
personagem problemático se chama Bruno
nos últimos anos.
E Bruno não é um nome comum.
Não é o nome que você vai falar qual que
é o nome que eu vou botar no personagem.
Bruno nos Estados Unidos. Eles nem sabem
pronunciar Bruno. É Bruno. Ele não sabe
falar Bruno. A Disney é Brunofóbic.
Então eu acho, acho que tem algum algum
cara que trabalha na Disney que se chama
Bruno e ninguém que faz as animações
gosta dele. E aí eles falam: "Já sei
como a gente vai se vingar do Bruno. A
gente vai todo personagem problemático,
a gente vai fazer o quê? Nome Bruno. Aí
eles vão fazer uma série sobre América
Latina e precisa de um personagem que
seja problemático, que é o do Encanto.
Aham. Aí faz o Bruno. Aí faz o Bruno.
Bruno é um nome que só tem no Brasil,
meu amigo. Em nenhum outro país na
América Latina tem um maluco chamado
Bruno. E só tem aqui porque veio da
Itália, porque tem um monte de colônia
fascista e anarquista italiana que não
fazia as duas coisas. Então aí botaram
os nomes Bruno, mas aí o cara botou
Bruno sendo uma série colombiana, um
filme colombiano. Será que vem um gedai
chamado do Bruno?
Provavelmente ele vai ser problemático,
ele vai ser alguém que que faz alguma
coisa muito desagradável e o pessoal vai
fazer piadinhas e músicas com ele. Mas
comentário completamente aleatório, como
eu tenho uma filha, eu tive que me
aprofundar nesse universo Disney de
desenhos. E aí, sabe por que o nome do
cara é Bruno? Hã, do encanto. Hã,
informação. Informação verificada.
É só por causa da música do We don't
Talk About Bruno. Não falamos de Bruno
porque Bruno termina com no. We don't
talk about Brun. No, no, no, no. Ah, só
por isso. Só por isso.
Que sem graça, né? Por causa da música.
Aí para rimar com a musiquinha ficou p
Falem do Nemic. Quer falar do Nemic
antes da gente falar da BX? Vamos. Vamos
falar do Nemic. Nemo que é importante
Neno que é um um moleque
um moleque juvenil aí que é um querido
eh que ele é apresentado na primeira
temporada no assalto aí a Aldani, ao
banco de Aldani. Ele é um
idealista aí, um rebelde que acredita na
causa e um sonhador é o cara que é o
cara que escreve a teoria e a propaganda
e a agitação. E aí ele escreve o
manifesto, né? Manifesto aí rebelde. E e
ele morre logo depois. Coitado. Nem ele
dura três episódios e morre. É, é o
Nemes porque coitado, é um menino sem
experiência metido num assalto a uma das
maiores fortalezas do império no meio de
uma ditadura militar fascista. Mas é
legal porque ele é meio poeta, né? Ele é
um cara sonhador, ele é um cara que ele
escreve muito bem na O manifesto é muito
legal e ele realmente acredita no
negócio. E eu acho muito uma bruteza
muito grande ele falecer, sofrer do
falecimento, mas é uma bruteza que eu
acho interessante no roteiro, porque não
romantiza a luta do da rebelião. Sim,
sim. E isso é muito massa também. Não é
uma um ódio à rebelião. Não é tipo dizer
assim: "A rebelião é legal, olha que
fofa que ela é". Não, a rebelião ela é
somente problemática. Um menino que
escreveu o manifesto e que é um poeta e
que é um menino todo animado e que
acredita no negócio, ele morreu, mano.
Morreu e não não por um ah porque a
rebelião é ruim, é porque a revolução é
um bagulho difícil, é um bagulho duro,
cruel. Exatamente. É cruel. A luta
política é difícil, é cruel. E e o Nem
que é uma vítima dessa dessa luta, né? E
e infeliz, né? Porque ele não morre em
batalha, ele morre num acidente dentro
da nave. Exato. Então assim, é por um
efeito do processo, o cara morre entre
aspas de maneira fútil, um acidente
mesmo. Mas é não não romantiza a luta,
não romantiza. E a Lisa tá desejando que
a gente morra, tipo, o Nem que é vocês.
Exatamente. Obrigado aí pelo carinho.
Por isso que a gente vai fazer o quê?
Evitar participar de assaltos. Nós já
vamos deixar claro aqui que nós evitamos
a prática do assalto. Nós não não não
compactuamos. Não, não. Mentira.
Não compactuamos com a nossa
participação. Isso em assalto da banco.
É exatamente. E no momento, no momento
eu não compactuo com assaltos às 5 horas
da manhã no ponto de ônibus. É isso aí.
Eu não compactu isso eu posso afirmar.
Eu não compactuo com dois caras numa
moto. Isso eu posso afirmar com
tranquilidade. Isso eu posso afirmar. É,
espero a gente também espera que a gente
não morra. A gente a gente trabalha para
isso. A gente trabalha para não morrer
literalmente. Então isso, vamos
continuar trabalhando nessa, nessa
metaí. A meta tá aberta e ela vai
desdobrar
um pouquinho, mas o Nem, apesar de
morrer, ele ele é muito importante pr
pra série, né? No último episódio ele tá
aparecendo lá, que é uma um callback
muito bom, um callback muito bom, que aí
o líder da inteligência do imperial tá
lá se ferrando, tá tudo desmoronando em
volta dele, porque os planos da estrela
da morte vazaram, a existência da da
morte vazou e ele antes de se suicidar
começa a escutar o manifesto do Nemic,
que tá circulando por toda a galáxia. E
é muito massa. E isso é muito legal.
Muito dito isso, o Nem, que é o
personagem que falece nesse processo,
não há romantização da rebelião,
não há romantização do próprio romance,
da própria relação afetiva. É a própria,
a grande romance que a gente tem na
série é entre Andor e a outra personagem
que é chamada BX, que eu vou a BX.
Então, esse é o romance, o núcleo
amoroso fundamental da série, mas nem
essa relação entre os dois, ela é
leve, romantizada, flores, vamos viver
felizes para sempre. Apresenta pra gente
a BX. BX é uma outra habitante do
planeta do Trambique, Herrix,
eh, cresceu aí com Under, eles namoraram
aí no na primeira temporada eles estão
separados, mas a segunda temporada eles
já são um casal de novo. Eh, na primeira
temporada, claro, porque o C ainda tá
nessa vai não vai com a revolução.
Quando no final da temporada ele se
junta definitivamente à revolução, aí
ele se torna um casal novamente. É, por
motivos também de que o companheiro dela
acaba falecendo no processo. É isso. nos
primeiros episódios da primeira
temporada e mereceu, né? É. X9 morre
cedo. É. Aí ele acho que foi um momento
moralizante do roteiro. Mas esse eu
apoio. Esse moralismo contra X9 eu
sempre apoio. O cara fez X9 foi canal
por motivos de espontaneidade, né? Ele
ele falou tava achando que era corno. Tô
fulo da vida. A B tá pegando and e não
tava. Não tava não tava. Significa que
você aí que quer se vingar por ser
corno. Você pode falecer. Exatamente.
Fica aí a dica. Deixa, seja um corno
manso.
É melhor aí ter outros meios, né? Ou ou
pelo menos conversa com a sua mulher
antes de denunciar o amante dela pra
polícia. Exatamente. Porque você pode
acabar falecendo depois. Exato. Que a PM
bate na sua casa, acha que você é o
amante e te dá um tiro e você acaba.
Aconteceu isso. Aconteceu. Aconteceu.
Mas a a Big depois fica junto com com
Andor e perdão. É, ela fica junto com o
Andor. E aí a
eles têm momentos ali românticos de
casal muito bonitos porque são um casal
comprometido com a luta juntos. Então
eles são eh, então tem cenas românticas,
mas também tem cenas de conversas
difíceis, de luta conjunta. Eh,
é um um relacionamento muito bonito de
acompanhar, muito inspirador, que tem um
final muito triste. É, é como diriam os
jovens, a gente chipa o casal dentro,
chipa muito, muito. Odeio essa
expressão,
até porque é atriz também a latina, né?
Também é portriquenha, maravilhosa.
E a gente tá ali chipando o casal de
latino no planeta Paraguai.
É,
faz sentido. E é, eu fiquei muito feliz
na segunda temporada quando já começou
ele juntos, né? Já se uniram com razões
das circunstâncias da vida. É. E é
bonito mesmo a relação entre os dois, um
apoia o outro, eles estão juntos na
luta. É, ele resgata ela da tortura, né?
Sim, sim. E aí eles vão juntos depois
justiçar o torturador e destruir o o
mecanismo de tortura que ele inventou.
Eh, isso é muito da muito da hora. Sim.
E cara, e ó que louco, tô pensando aqui
antes da gente falar do desfecho, né,
porque é um desfecho muito forte. Acho
que é uma das cenas mais mais
impactantes da série, mas a esse essa
construção do roteiro que ela sempre
pune a o espontaneismo e eh, como é que
fala? Recompensa quem se organiza. Tem
aquela cena do Will, o menino é o Will,
acho que é o Will. Qual Wil? Wilkson.
Wilkson. O o ele é um personagem muito
secundário, mas que ele tá junto do
braço do Andor, da BX, daquele planeta
meio fazendo, que eles são isolados.
Aquele menino lá, ele naquela cena
daquele planeta em que o braço acaba
falecendo também, todo mundo falece, eh,
nessa cena do do que eles são nesse
planeta,
eles falam: "Ó, vamos organizar as
coisas pra gente ir embora e depois a
gente volta". E aí esse menino, ele tem
um romance com a filha de um dos
fazendeiros. É. E ele resolve na hora
que eles estão se organizando para ir
embora, ir visitar ela e depois voltar
rapidinho. Só vou dar uma porque deu
vontade.
No que ele faz isso é exatamente a cena
que deflagra o desfecho desagradável e
todo mundo sofre o efeito negativo dessa
decisão dele. Sim, pessoal, porque ele
tava a fim de encontrar a mina que ele
gosta e não cumpriu a organização do
grupo. O roteiro vai lá e pune, pune
todo mundo. Toda vez que o personagem
faz isso, seja da rebeliança, o roteiro
pune. Eu achei isso muito louco, pô. Eu
fico encantado porque eu fiquei pô,
genial. Toda vez que um personagem,
mesmo secundário, toma uma decisão por
vontade, tipo, me deu vontade, porque eu
gosto, porque eu amo, pelos meus
sentimentos, pelo não sei o que lá, o
roteiro pune, então ele quebra todo
momento de moralizante ou todo momento
meio romântico, ele vai lá e te destroça
imediatamente. E não destroça falando
tipo moralizando na direção oposta, né?
Falando é errado, não é? Porque a a luta
é dura, a vida é dura, a a revolução é
um uma luta cruel contra um inimigo
cruel. Sim. E não ter disciplina nessa
hora da vazão sentimentalismo,
espontaneismo pode custar sua vida.
Tem que proibir o amor.
A ali. Eu acho que tem que proibir o a
romantização do amor. A gente tem que
começar a lidar com o amor de maneira
mais realista. É, aqui aqui você tem
dois homens extremamente casados. É,
isso chama casamento
não, mas essa é uma parada forte porque
a gente já vai falar inclusive sobre
essas do amor, porque é sério, porque a
personagem BX ela coloca a gente numas
situações curiosas, mas o Kevin tem um
outro ponto importante, esse menino
tinha uma mulher em cada planeta. O que
significa também que é verdade. Se a
gente considerar que ele é um menino com
muito, muito alibido, ele para onde ele
vai, ele acaba romanceando com alguém.
Não, mas calma, calma. Vamos, vamos dar
uma, uma dá um desconto pro menino,
coitado. É, dá um desconto pro menino,
porque ele saiu daquele planeta da
fazenda, nunca mais ia voltar e aí ele
foi pra Gorman e aí ele entrou num
relacionamento sério com uma das
militantes de Gorman e e até a série
acabar, ele ainda tava com ela, continua
com ela. Inclusive, umas únicas únicas
vezes em que o espontaneismo não é
punido na hora que ele resolve ficar com
ela ao invés de fugir com o Cásia.
E não não sei se seria exatamente isso
pontarido, porque ele escolhe ficar com
a organização da base, né? Exatamente.
Ele quer lutar. Então eu não sei se ele
só escolhe a lealdade a organização que
tá no chão ao invés de fugir pr pr pro
planeta da da rebelião, né? Terei que
rever essa cena por um detalhe
importante. E aí nessa hora todo mundo,
você termina essa cena pensando,
morreram. Morreram porque é é o padrão
da série, né? Imediatamente. Mas depois
você descobre que eles são vivos. O
menino só ficou meio manco.
Verdade. Mas é, mas ainda assim porque
ele queria lutar na organização. Sim.
Ele não queria por lealdade. É os
camaradas que ele fez ali, né? Não
queria deixar eles para trás. Mas é
muito louco isso aí. Isso aí o menino
realmente tem bastante libido. Ele tá
animado. Animado. É jovem. Um jovem, né?
Jovem jovem.
Mas bom, falando do menino, né? Não,
antes da gente falar do menino, cara,
essa cena é bizarra, né? que a BX era
torturada, ela sofre um processo muito
muito duro e isso vai conduzir a segunda
temporada
boa parte dos conflitos que ela tem com
ela mesma, né? Ela tá em conflito direto
com ninguém e com ela mesma. Contudo,
porém, entretanto, tem a raio a tal da
cena em que eles conseguem se livrar do
torturador dela, que tá nos pesadeiros
dela. E aí parece que é um desfecho que
vai aliviar a gente. E agora a gente
pode viver em paz com casalzão, um casal
bonito, um casal poderoso, porém, com
tudo, todavia, é tanto que até esse
momento eles eram um casal em conflito,
né? Eles eram um casal em conflito
porque a Bic estava ali com muita
dificuldade de lidar com os traumas que
ela sofreu no final da última temporada.
O C tava ali tentando ajudar ela, mas
ele não tinha como ajudar a superar o
trauma de uma tortura sozinho. E depois
que eles se unem para matar o torturador
e destruir o mecanismo de tortura, eles
viram a vida deles em casal fica muito
mais harmoniosa, né? Acaba os conflitos,
eles estão eles, eles são mais felizes
como casal. Eh, inclusive, só fazendo um
parêntese aqui, que a a tortura
também achei muito genial. Ah, sim, sim.
forma como a tortura é apresentado,
porque o
império ele é ele é sempre apresentado
como esse
triunfo de modernização da tecnologia,
da racionalidade e até a tortura deles é
uma coisa desencarnada, né? É uma coisa
não material, é um bagulho que é só na
sua cabeça,
é um bagulho que não não te deixa com
marcas no corpo, igual as torturas que a
gente tá acostumado a a conhecer e de
estudar ditaduras militares, etc. a do
império não é uma ditadura que fica só
uma tortura que fica só na sua cabeça e
que, claro, é extremamente cruel,
extremamente desgraçada,
mas que condiz muito com essa natureza
do império assim, né? Em oposição, a
rebelião, que é um bagulho mais pé no
chão, mão na massa, eh, vida concreta,
né? O o império não é o império é da
abstração, da da burocracia, da da da
fetixização, enfim. Sim, sim. Pô, isso é
muito massa, cara. Muito. E a
pô, voltando só para não perder o
processo do que a a Big Sof, eles
conseguem um espaço agora que eles são
mais harmoniosos e aí o sonho deles é ir
para pro planeta da resistência, que é o
planeta mais seguro, então que eles
estão conseguindo se isolar e ter uma
vida em paz. E aí o Andra começa a fazer
os planos de vamos viver tranquilo,
vamos ficar por aqui, vamos se ajeitar e
tal. É, eles se ajeitam, né? Eles vão
pro planeta, tem uma casinha lá no meio
do mato que o planeta ele é ele tem ele
tá é uma base militar ali que é um
acampamento guerrilheiro que é na selva,
só que super organizado, tal. Eles têm a
casinha deles, tem uma vida eh tranquila
lá, exceto quando o CAN sai pra missão.
Eh,
e eles eles estão bem nesse sentido até
o momento em que o Can eh vai numa
missão e cai de para-quedas no meio do
massacre de Gorman.
que
tá acontecendo justamente porque o Lut
não seguiu o conselho dele, né?
Exatamente. E ele vai e cai lá no meio e
e ele quase quase é ele que paga o pato
pelo reerro do do Luten. Mas esse esse
massacre meio que abala a determinação
dele, né? Sim, sim, sim, sim. E ele e
ele volta pr pra casa e fala: "Não, BX,
acabou. Vamos embora daqui. Vamos para
um planetinha aí no meio do nada. Vamos
fazer ficar na nossa vidinha juntos. Eu
só quero ficar com você, não quero mais
saber de rebelião, não quero te perder,
não quero te deixar para trás. Eh,
enfim. E aí vem a tal da cena. A tal da
cena. E aí é exatamente esse comentário
do Kevin aqui.
Todo o tempo tá sendo discutida lealdade
total à causa sobre sobre inclusive os
relacionamentos. E é exatamente é essas
contradições que são contradições muito
fortes que nesse momento e agora vem o
spoiler dos spoilers dos spoilers maior
spoiler, spoiler possível.
Quando eles então parece que vão ficar
juntos e que o Andor tá querendo fugir
pro canto dele, a BX quebra esse
espontaneismo do Andor e ela se retira.
É, ela abandona o Andor e fala, deixa a
mensagem para ele dizendo: "Ó, quando a
gente vencer, a gente se encontra de
novo. De lealdade da lealdade à causa."
Sim. E vai embora e deixa o under porque
ele tem um papel a desempenhar. Sim. E
ela fala, né? Enquanto eu tiver aí, você
não vai entregar tudo que você tem
porque você vai estar preocupado comigo.
E ele fala, ela ela fala: "Eu escolho a
rebelião." Essa cena é brutal. É brutal.
Eu chorei igual um filho da [ __ ]
Todo mundo que é gado de mulher de da
sua esposa fica pensando, putz, já
pensou? Já pensou? Cara, eu eu fiquei
fiquei muito encantado com essa cena,
porque eu falei, cara, ela e a causa
mobiliza ela e mas assim, tem um
desfecho no final que eu achei muito
delicado, que é quando aparece ela com
uma criança no colo. Tem uma cena muito
simples que ela põe a mão na barriga
quando ela tá falando. Uhum. Que aí tudo
bem, dá a entender, mas não tem certeza.
Mas quando aparece depois ela, ela
longe, ela eh no outro planeta, tal, ela
tá com filho no colo, que é o filho do
Cáio. É, é uma cena para créditos, acho,
né? É, é bem no finalzinho assim, tá
fechando. Quando ela tá com esse filho
no colo, é tipo assim, eu tô indo embora
e a gente precisa vencer por causa da
criança. Uhum.
E eu falo isso do lugar de quem entende
a necessidade de uma radicalização
depois que descobre que vai ter um
filho. Ele fala: "Mano, beleza, uma
coisa eu ficar discursando, outra coisa
eu me organizar, uma coisa é eu querer
por liv
ser um cara que fica falando os bagulhos
ou até me organizar num partido, me
organizar no coletivo, me porque qual é
o futuro que essa criança vai ter?" Sim.
Tava conversando essa e eh esses dias
com a Abel Henrique. Ab Henrique, eu
recomendo que vocês aí acompanhem. Ontem
tava tava trocando ideia com ele, a
gente foi lá gravar uns bagulhos e aí eu
ele ele fala isso que ele falou a mesma
mesma parada. Quando que ele se
radicalizou? Quando que ele se
organizou, quando ele começou a
entender, cara, eu preciso ter uma
posição mais crítica, tal, quando ele
descobriu que ia ter um filho, uma
filha. Putz, é isso, cara. Que mundo
essa criança vai ter? Essa quando essa
cena aparece lá no finalzinho, ela
justifica a posição da BX. Uhum.
Enquanto a gente não vencer, não tem
muito seguro. Então, quando a gente
quando a gente vencer com a rebelião, a
gente volta, né? E ela ela não abandona
a rebelião, né? Ela só se separa do
Cácsi. Então, a rebelião sabe onde ela
tá, ela continua atuando com a rebelião.
Ela, só o Cá não sabe onde ela tá, né? E
isso é muito massa. E é muito triste
assim, porque você sabe o que vai
acontecer com C, né? Eh, afinal Undor é
uma série que é uma prquel de uma prquel
e é uma série que mostra o passado do de
um dos protagonistas do filme Hog One,
que é o passado do episódio 4 de uma
nova Esperança, que é o primeiro filme
de Star Wars. Exato. E Ogan constrói a
faz uma ressignificação aí de toda essa
história do do primeiro Star Wars, eh,
mostrando que a estrela da Morte, que é
uma a arma de destruiução e massa do
império, né, é sei lá, equivalente à
bomba atômica aqui que a gente tem, mas
que consegue destruir planetas. E a
destruição da CA da morte no episódio 4
só é possível graças à organização e ao
sacrifício de muitos militantes e muitos
rebeldes. E o C é o cara que torna tudo
isso possível e sacrifica a própria vida
para que a estrela da morte possa ser
destruída no Rogan. Então, carapa e ele
morre, mas não na série, é no filme. É
exato.
Ele morre no filme do Rog One. Por isso
que eu falei, ele morre no final, não na
série, mas depois mente, né?
Infelizmente aí acontece que
não, mas a gente morre de medo, cara.
Morremos de medo. Exatamente. Morremos
de medo. Mas o ponto é esse, te coloca
em crise, porque, pô, que mundo que essa
criança vai viver, entendeu? A crise é
essa. A crise é essa, minha posição em
que mundo a criança vai viver, que mundo
meu filho vai est, mundo minha filha vai
est. Então é muito louco isso, muito
louco. É uma atenção muito massa. E
Jéssica tem um ponto, não esqueça de dar
like, é o like, porque eu sempre
esqueço, eu sempre esqueço. Perdão aí
por todas as livre, né? É, se inscreve
também, mas quem tá aqui já tá inscrito.
É verdade. Que pessoa maluca acordaria
das 9 horas da madrugada para acompanhar
um papo sobre nós. Então estamos junto.
Mas cara, eu acho essa cena muito muito
muito forte, muito massa. E o que que
ela tem a ver com jeúbica?
[Risadas]
Porque é isso, né? To toda todo
crente que se envolve com o mundo pop,
ele tem que falar: "E o que isso tem a
ver com a Bíblia? Não. E o que isso tem
a ver com Jesus? Não, a gente só tá
discutindo p
Jesus. Eu trouxe ele pra gente não ter
que falar sobre isso, porque se ele auto
se autoapresenta falando sobre Andor,
ele já tá fazendo a conexão. Exatamente.
Foi uma boa piada, né? Foi, foi boa.
Então, beleza.
Pronto. Ah, façam demandas agora aqui,
ó. Falem da do discurso da mãe do que é
a cena que tá na tamb. Discurso da mãe
do Cer na primeira temporada e do
enterro dela. Vai lá, mano. Lembra dessa
cena maravilhosa? Essa cena é
incrível, é linda. É a mãe do Can, ela
tá velha, fica para trás. O Can chama
ela para fugir com ele para um planeta
porque ele conseguiu dinheiro lá do
assalto a Dane. Ela não quer ir porque
ela tá comprometida com a rebelião que
ela não sabe o que é. Ela sabe, a
rebelião tá aí. Ela sabe, graças a
assalto tem a ela não sabe que o filho
dela participou. Pô, putz, esse
comentário é muito bom. A mãe do C, que
é uma trambiqueira,
contrabandista, ela se radicaliza ali
naquele momento da idade dela, senhora,
já depois de ter vivido um monte de
coisa na vida, porque ela fica sabendo
que teve assalto em Aldani. Se os caras
estão fazendo isso lá, enche ela de
esperança na quebrada que ela tá. Fala,
[ __ ] isso, pô. E o, e ela não sabe que
o ela mostra sem saber que o filho dela
participou, né? que o filho dela é um
dos heróis que ela tanto tava admirando.
E aí ela morre ali numa ocupação
imperial, né? Porque depois que o o
Sírio faz as pataquadas dele lá e tenta
pegar o o Andor lá e se ferra, o império
ocupa diretamente Ferrex, né? E no meio
dessa ocupação, a a mãe dele morre e ela
deixa um recado, né? Sim. deixa um
recado aí pro eh gravado para ser
transmitido durante o funeral dela. E
esse recado é
tão inspirador que transforma o funeral
em uma rebelião aberta contra o império,
né? Sim, sim, sim. né? E e
potencializada essa rebelião, porque o
cara que tá como prefeito, que se
autodenominou prefeito, que achei
maravilhosa essa cena também, o cara do
exército imperial é enviado lá para
controlar o território lá de Ferits,
porque teve aquela confusão. E ele chega
e ele pergunta para pr pra Dedra, né,
pra Mira, eh, eu posso ser chamado de
prefeito?
pega o título que você quiser. O cara tá
ali só para tipo segreter e aí ele vai
lá e ele como ele quer mostrar serviço,
que ele é o cara tal, não sei o que lá,
ele faz, ele quer ter ação direta de de
reprimir constantemente os os rebeldes.
Então ele quer mostrar serviço, ele quer
ser o brabo novamente. Poderia ser
organizado, poderia não, mas ele quer
ser o brabo. E quando ele faz isso, ele
deflagra uma rebelião muito pior. Sim,
isso é muito muito massa. E o o discurso
dela é muito doido, né? Porque ela fica
animando o pessoal para pra luta
e ela e só que é uma é uma animação de
uma senhora. E eu isso achei muito
massa, muit muito legal. Não jovem
ousado, é uma senhora que fala: "Cara,
já fui, mas vocês conseguem". Sim, eu
acho isso muito bonito, assim, muito,
muito massa. Buenos dias. Buenos dias,
Thago dos Santos. Buenos dias. Buenos
dias. Saudações de Rio das Outas.
Saudações do Capão Redondo. Cá estamos
gravando do Capão a Rio das Ostas tem
muita quebrada conectada.
Mas vamos lá, se puder. Claro que a
gente ainda tem mais uns minutinhos aqui
antes da gente fechar. Mas ele falou ali
um bagulho, ele mandou outro comentário
ali ah não, eu vou, eu vou pegar, vou
pegar, vou pegar, vou pegar que o Mon
Motma,
Mon Motma é um nome difícil de falar,
né? Luthen e Cleia. A Cléia, cara, eu
deixei, achei ela extremamente
desnecessária até o finalzinho. Aí no
45, segundo tempo, eu falei: "Ah,
comecei a gostar dessa personagem". Não,
que isso? Maravilhosa. Pô, eu achava
meio muito chato, muito chato. Mas o
papel dela era ser chato, então.
Desagradável, zero carisma. Mas o
carisma dela era esse. Cara de má assim.
Ela ela que faz o bagulho acontecer, pô.
É, ela p bota, então aí que tá, né? Ela
bota o o lutem quando fica o coração
molinho, ela vai lá e dá uma chicotada
no lut. É sempre ela que faz o bagulho
acontecer. Ela que impede o lut de se
ferrar várias vezes até o final, né? Mas
vamos lá. O o luten consegue apresentar
o personagem Luten. Luten é um eh Você é
o especialista em em Andor. É, você fez
o a pós-graduação. Tem tem o curso, né?
quiser fazer o um curso de de and aí com
40 horas de voluntariado. 40 horas de
voluntariado e você sai com
especialização em eh o Luten é um
vendedor de obras de arte de
antiguidades
almofadinha
na que vende antiguidades pra elite de
Coruscante, que é a capital da galáxia.
Mas isso é a o que ele quer que os
outros vejam. Na verdade, ele é um dos
grandes articuladores da rebelião,
eh, um dos grandes articuladores, eh,
que articula os quadros, articula os o
assalto ao Dani, articula o várias ações
diretas e faz que é o elo entre vários
grupos diferentes.
E no nos últimos episódios a gente
descobre que ele era um um sargento
imperial, né, que mudou de lado depois
de ver o que que o império tava fazendo,
depois de resgatar a Cleia de um
massacre do qual ele era cúmplice.
Exato. E adotar a Cleia como filha.
E é um personagem muito interessante,
muito complexo. Sim, sim. Eh, e vida
dupla de porque é difícil entender a
motivação dele. Sim. A gente só vai
descobrir a motivação do Lute.
É, a gente sabe que ele tem uma
determinação muito forte, mas a gente
não sabe qual o motivo, né? O que
construiu aquilo. E ele é um personagem
que toma muitas decisões certas e muitas
decisões erradas, né? Decisão errada,
ele é bom nisso.
Ele é bom nisso. Mas é engraçado porque
o a gente esses esse mistério do luten
até o final da temporada é o que dá o
carisma para personagem. Sim.
Porque é engraçado, tem, por exemplo,
desculpa de sair de um roteiro bom para
um roteiro terrível de tipo Stranger
Things, né? Nossa, terrível. Eu tô
falando roteiro terrível. Ah, eu gosto
de Stranger Things, é ruim, mas tudo
bem.
Tá, o roteiro de Stranger Things
terrível. O antagonista, qual é a
motivação dele? Só porque ele é mal. Mal
por ser mal. Estupidez em qualquer
sentido. Eh, mas no caso do Luen, a
gente fica a série inteira falando: "Meu
Deus, e qual que é a motivação desse
desgraçado?" Porque do ponto de vista do
império ele é do mal. Ele é um cara com
a trama complicada. E do nosso ponto de
vista que tem uma estrutura moral
básica, quando você vê o Lutem tomando
certas decisões, fala que canalha e
depois fala que gênio. Então você fica
no nesse limar, mas nunca apresenta a
motivação dele no final das da da
segunda temporada, ou seja, no final da
série, quando mostra ele entrando em
crise com massacre do qual ele tá
participando num determinado planeta que
a gente nem sabe qual é. Só sabe que a
Cléia tá lá. Sim.
e ele salva aquela criança e aí cria
essa relação de afeto com a criança. Aí
você faz OKud
que entendi, entendi. O lutem tá
arrependido nesse processo. Então isso é
isso é má. Sim. E
e eu acho que ele tem uma uma relação
muito interessante e complexa aí com a
rebelião, a revolução, porque ele ele é
o equivalente à inteligência, né, da
revolução. Ele ele é meio que o o
espectro oposto aí da Dedra Mirror e da
inteligência lá. Apesar que ele tem um
papel muito grande de organizador
também. Principalmente quando a rebelião
tá ali na fase mais oculta. Sim. É, é, é
a Dedra e o Luten. A Dedra com obsessão
de perseguir o Lut e o Serial e o Andor,
né? Os dois andares de de perseguições.
E na época em que o só que a partir do
momento em que a rebelião se organiza o
suficiente para ter um planeta e uma
base própria de operações, o Luting
começa a perder força de de liderança,
né? E e os a liderança da rebelião
começa a ver ele com uma certa
desconfiança, porque ele é autônomo, ele
é muito autônomo, né? né? Ele é como é o
cara da inteligência, ele não se submete
e ele acaba, os erros que ele comete
para voltar na nossa na dicotomia que a
gente tava falando, né? Acabam
acontecendo justamente por ele ser um
organizador que tá desconectado da das
organizações de base, né? Sim, sim, sim.
Ele ele é o cara que ele tá ali nas
manipulando as cordas ali, falando para
onde vai cada organização, mas ele não
tá ali para saber o o o dia a dia dessas
organizações. Então, e é isso que leva
ele a cometer os erros. Sim, sim, sim. É
isso que leva ele a cometer todo o papel
dele ali no massacre de Gorman. Ele
acaba ajudando o império por não estar
conectado e não ouvir o Cassan quando o
Cassan vai lá e vê de perto o que que tá
acontecendo. E o louco é que o Luten, em
último instância, ele acaba sendo punido
pela sequência de erros dele. Tipo, isso
eu achei muito massa, porque no final,
inclusive, ele tem que se submeter à
causa e quando ele vai se submeter, ele
tem que se se matar. Sim, exato. E bota
aí mais uma vez a Cleia, ela não vai na
porque ela poderia tentar salvar o
Luten, ela poderia deixar o Lutemal.
Não, ela em nome da rebelião vai lá e
finaliza o a tentativa do Lutem se se
matar. Sim, exatamente. Para não se
entregar. Cara, eu acho isso uma
sequência de construções que faz toda E
aí o é a benef a rebelião é é é
premiada, ela é beneficiada. A Cléia é
premiada quando ela faz isso, porque ela
consegue daí fugir pelo roteiro, ela vai
pro pro planeta. Então mesmo a sequência
de de ações que vão desencadeando eh
esse conflito entre ação espontânea e e
submissão e organização, quem submete
organização é recompensado. A CL é
recompensado no final. Ele tem toda uma
uma relação aí que o o Lut ele é punido,
mas no fim ele consegue alertar a
rebelião sobre a existência de uma arma
de destruição em massa. Sim. Para cuja
construção ele contribuiu.
Justo. Ele, apesar dele ser punido e ter
contribuído pra construção dessa arma
por não estar conectado com a base, ele
consegue meio que se redimir avisando a
rebelião dessa arma, porque ela ela tava
sendo mantida em segredo, né? Eh, e a
Cléa, ela justamente ela ela passa por
ela termina a trajetória do Luten,
porque os dois eram muito desconfiados
dessa rebelião maior que se organizou,
do planeta Ivin, da base guerrilheira lá
e que sai do controle deles. Sai do
controle deles e a Cléia vai para lá
meio meio resistindo, né? Meio
desconfiada. Ah, que que esses band de
caipira vai fazer? Vou fazer o que lá? E
você vê nos últimos episódios ela tendo,
ela se encontrando lá, né? Sim, sim. Se
encontrando um um um lugar confortável,
uma um afeto, cuidado e e uma
organização melhor do que ela esperava,
assim, isso é muito legal. Esse esse é o
ponto do Kevin que eu deixei aqui
destacado enquanto a gente tá fazendo
esse papo, é porque eu também é uma
parada, cara, que eu tenho que pensar um
pouco sobre essa relação de pai e filho
da da Clé, porque é uma paternidade não
assumida, mas ela acaba, ele se
relaciona de uma maneira muito forte,
mas é uma paternidade que não é
assumida. Então tem uma relação clara
que a gente vê de paternidade ali,
paternidade e e ela como filha, mas não
é assumida. Então é muito conflituoso, é
uma situação muito esquisita, né? Eles
se aceitam e não se aceitam ao mesmo
tempo. Então a parada meio tem que olhar
mais com cuidado esse negócio aí. Antes
da gente voltar para outro outro assunto
que a gente tava aqui, que é a
apresentação de outros personagens
maluco. Fala aíuna. Bom dia. Tá
atrasado, mas estamos junto. Depois você
volta aqui o papo que o papo tá legal. O
papo tá massa. A gente conversando sobre
coisas importantes, né? Finalmente um
assunto relevante nesse canal. Até então
era só assuntos irrelevantes religião,
política, comunismo, Iago Martins, só
coisa sem importância nenhuma. E agora
finalmente algo que importa que é ando,
né? Então, estamos aí falando de coisas
assim importantes, importantes.
Finalmente. Finalmente.
A série não mostra força. Mostra um T
bem. A série não mostra força, pelo
menos até os últimos episódios da
segunda temporada, quando é apresentado
como horizonte de Andor. Excelente.
Cara, você tem um comentário sobre a
força? Só tem um, mas você pode pode
mandar se quiser antes, não pode falar
primeiro. Pô, a minha meu comentário
aqui, cara, que que me parece que em
teoria no universo Star Wars todo mundo
tem certo acesso à força, mas só os
eleitos iniciados que conseguem fazer
aquele paranauê todo dos Jedi lá. Mas
finalmente mostraram uma personagem ali
que é meio curandeira, meio não sei o
que lá, que tem uma sensibilidade ali
com a força. Uhum.
aparece indicando o under como um
escolhido, vamos dizer assim, ó, você
tem um papel para cumprir. Mas é muito,
eu achei muito interessante porque isso
abre os olhos da BX, porque a BX se
sente mais balançada. A gente já depois
do copo que ela tava grávida, que tem
que ela vai se submeter às regras, tal,
não sei o que lá. Mas eu achei uma
participação da força lá muito mais pé
no chão. Para mim fazer muito mais
sentido que aquela aposta no limite em
que você não não tem mais porque que a
gente vai continuar lutando. Sim. Aí
aparece esse limite uma cara aposta,
mano. Vai ter que tomar essa decisão. E
eu achei legal, achei sensível, achei
muito delicado. É uma força sutil que
aparece mais ou menos, a pessoa não tem
controle sobre isso e dá mais
humanidade, sei lá, para pr para essa
experiência, sabe?
que anima, que você ajuda. Então, achei
achei muito sutil e e tira o peso dos
eleitos, dos iluminados, dos únicos que
são capazes de ter esse poder todo. É, é
muito legal porque a força, para quem
não tá familiarizado com o universo Star
Wars, a força é a transcendência
mística,
a a esse negócio espiritual, o que dá
substrato pra pra religiosidade no
universo de Star Wars, né? E só que por
conta das histórias de Star Wars, toda
essa ênfase em escolhido, não sei o quê,
essa transcendência sempre foi uma coisa
muito idealista, muito mística e
messiânica. No sentido da palavra, é, é
no sentido mais reacionário, idealista e
descolado da realidade possível, assim,
no sentido de que existe uma teleologia,
um propósito pré-definido para as coisas
e
e você só tem que cumpri-lo. Sim, sim,
sim. E não na série Under foi só essa
cena. Mas eu achei muito legal. E aí,
inclusive conectando com esse outro
comentário aí do do Víctorai, né? Ele
aqui é que tava querendo falar. Quem
diria
que o que isso tem a ver com Jesus? O
que isso tem a ver com Jesus? O que
Andor tem a ver com a Bíblia?
coisas que jamais faríamos, mas tem a
ver discussão da religião. Mas eu acho
muito legal essa cena, justamente pelo
que ela traz de potencial pra gente
entender essa força transcendente, essa
religi essa essa substrato de
religiosidade no universo de Star Wars,
que aí pode falar de religião na vida
real também, que seja revolução, etc.
que essa visão da transcendência e da e
da
dessa ordem que que dá o substrato paraa
sua mística, pro seu pra sua crença em
algo que você não vê, pra sua esperança
como algo muito mais dialético, justo. É
algo que se que é construído através das
contradições e da luta e da
de se sentir parte daquilo ali, né?
E e o que ela vê ali não é um
um roteiro pré pré-definido,
embora e e e é muito engraçado ela
conseguir fazer isso sendo que o roteiro
está pré-definido, porque é uma prol de
uma prola, né? É, mas tá muito bem
determinado, porque a gente a gente como
espectador já sabe o resultado. Exato.
Mas ela consegue e a série consegue
passar aí de uma forma em que não é que
o Andor é é o escolhido num roteiro que
que Deus escreveu. Sim, sim. No final
não vai aparecer andor ao lado de outros
espiritualmente apresentados como
espectros, né?
O o Deus aí, a força eh escolheu ele
como o aquele que vai eh ser o
representante de uma de um polo, de uma
luta nessa nessa nesse choque de
contradições que é a construção
dialética dessa dessa sociedade, né? e
entender a a transcendência, a
religiosidade, a mística dessa forma,
eh, é muito fértil, muito bonito. Ali eu
achei que pareceu nessa nessa, porque eu
gostei muito de como foi sutil, que
realmente aí tem um sentido meio de
transcendência imanente, tá ligado?
Tipo, é uma parada que a gente não tem
controle, mas ela faz parte desse mundo.
Uma parada que excede as nossas ações,
mas ela faz parte desse mundo. No
universo Star Wars, que a gente sai de
Andor e vai pros eleitos, a aristocracia
Skywalker, sei lá, eh, é uma é uma
transcendência que realmente parece que
já tem a armação feita. Uhum. Então, ah,
você é o eleito, você vai fazer isso, no
final, essa força conduz para vitória e
você é a ponta de lança do negócio. E
constrói, fica tão harmonioso que você
perde essa dimensão dos conflitos, né?
Fica, fica tipo, ah, já tava pr parado,
a gente já sabia quem ganha no final e é
a graça de Andora que não é quem ganha
no final. A graça de Andor é essa
construção de luta popular e organizada,
porque uma coisa é o o cara que vai ser
lembrado no filme no canon e tal, não
sei o que lá e o herói. Outra coisa é a
luta popular. Ali mostra a luta popular,
as peças que morrem no processo, como é
duro você tomar uma posição, você poder
nenhum ter que ter que agir e sem
romantização, que é diferente do que
acontece no na dinâmica mais ampla lá.
Pô, acho isso muito muito fera, muito
fera. Porque a rebelião, como diria a
Borduna, não é sobre uma pessoa, é um
movimento. Resumiu de maneira muito
simples de que a gente tá falando aqui
há 1 hora 42 minutos.
Mas é basicamente isso. E é verdade.
Fica a dica aí, gente. Conhecer a
revolução arelina, Vietnã, carago e tudo
mais é importante. É importante conhecer
esse processo, inclusive porque eles
inspiram inclusive esse universo que nós
estamos aqui discutindo.
Deixa eu ver se tem mais alguma
coisinha. T. Ó, dica, dica, dica aí para
nós, hein. O filme Army of Shadows do
Jean Pierre Nev tem muito da história do
luten. O filme trata da Resistência
Francesa. Caraca. Vivendo e aprendendo.
A resistência francesa é uma grande
inspiração, se não me engano, do
Isso aqui me pegou.
Os usuários eleitos da força. Jedais
calvinistas. Exatamente. Os caras
lutando ali para que todo mundo seja
calmo.
Ai meu pai que oitado. Pessoal chegou
atrasado, mas chegou. Heritam junto pô.
Depois você acompanha o papo aqui que eu
acho que foi legal. E se você não
assistiu Andor, a gente tá fazendo
propaganda gratuita aqui.
Justo. Justo. O [ __ ] para assistir o
Rogon, ó que vale a pena. Rogon é bom.
Rever bom. Rog é bom. O o monje
representa uma outra aplicação da força.
É cara, esse uso sutil da força eu acho
muito mais legal, muito mais
interessante que também a gente já tá
cansado de espadinha que brilha.
Espadinha que brilha, gente, ah, eu já
cansei, eu tô até gosto. Se for bem
escrito, eu gosto. Se for bem feito, é o
jums, eu gostei das séries al da
animação dos vídeos. Achei legal. Legal
mesmo. É bom mesmo. Mas eu acho que é
isso. E o que que isso se conecta com a
salvação no
Tod vez eu fazer essa piada. Mas é isso,
minha gente. Eu acho que o papo foi
muito mais, eu queria, era muito legal
conversar sobre Andor, cara. Ainda mais
para alguém que é especialista em Então
é importante a gente falar sobre Andor.
Andor, mas se todos esses spoilers eu
Exato. Vale a pena, Lisa, mesmo com
spoiler, vale a penair, porque é
divertido mesmo. E eu acho que ela, a
não romantização da luta, como eles
fizeram ali, é muito bacana. Eu acho que
ela anima. Ah, é
o Mon Motma,
ele é muito socialdemocrata. Ela, né?
Ela muito, perdão, ela é muito
socialdemocrata, cara. A Motma, acho que
é o personagem mais fantasioso da série,
né? que é o político rico que ajuda a
revolução e não ajuda o fascismo. Eu não
sei se é fantasioso ou se é uma caridade
tão grande que alguém da elite participe
de uma organização popular por sei lá
qual o motivo, crise pessoal, porque é
humanista, porque teve uma formação
ainda que conservadora humanista, é tão
difícil que a gente tem mais dificuldade
de conectar ela com a base. É, e ela
também tá desconectada, po. É só ver as
tomadas de decisão dela. é completamente
desconectada. Eu eu então só que ao
mesmo tempo, agora pensando bem, ao
mesmo tempo ela é uma personagem muito
importante, muito importante para
financiar a rebelião e para dar voz nos
ambientes institucionais da posição de
antipério. Sim. É, eu tenho eu tenho um
carinho por ela. Tenho um carinho por
ela, porque ela ela claramente ela é uma
membra da elite
humanista, meio conservadora,
socialdemocrata, que só tá ali a
princípio contra os abusos do império
que estão violando a tal normalidade
democrática da República.
Eh,
mas na hora do Vamos ver, quando o Luten
leva a rebelião pro próximo estágio com
o assalto a Aldan, ela não muda de lado.
Sim. Ela continua do lado da rebelião e
ela ela não gosta do que acontece. Ela
fica muito eh brava lá com Lutem, briga
com ele, eles ficam com uma relação cada
vez mais desgastada, mas ela nunca deixa
de apoiar a rebelião. Sim, sim, sim. E
isso é muito legal. Eh, e ela busca
meios, né? É engraçado isso. Ela busca
meios dentro do mundo dela, né? Dentro
do mundo do elites, do do socialite, o
casamento da filha, mano. A casa é a
casa da filha com filho de um bandido,
né? Maluco, completamente canalha. Sim.
Buscando ascensão social. É. E e
e ao mesmo tempo ela ela tá desconectada
das bases, por isso ela acaba não tendo
que tomar as decisões tão difíceis que o
Cen tem que tomar, que o Lut tem que
tomar ou às vezes que o Luten se arroga
no direito de tomar, né? Mas tanto que
quando o C resgata ela e ele executa o
motorista dela tem na frente dela, ela
meu Deus, meu Deus. É exatamente a muito
muito curiosa quea. Ah, ele v me minha
filha segunda tia. Bora.
E
e mesmo assim ela tenta ali fazer, tomar
as próprias decisões difíceis, fazer o
que ela consegue fazer. Aquela o
primeiro ato ali da segunda temporada,
né, que é quando o Luten decide por ela
que vai matar o amigo dela. Sim. E e ela
fala: "Eu não entendo o que você quer
dizer, ele como isso é bom para você",
né? Não entendeu o que a gente quer
dizer. E isso é muito é é muito
lustrativo assim da posição dela, mas é
de do papel que ela desempenha, apesar
dessa posição, né? Sim. Sim. E eu acho
da hora, cara, porque assim, a gente tem
uma que é mais uma camada bacana da de
uma elite humanista que se aproxima das
lutas e que vai ter que tomar uma
decisão no final. Ela acaba sendo
pressionada. A filha dela é extremamente
conservadora. Eu achei isso muito louco.
A filha dela extremamente conservadora.
São cenas delicadas, mas mostra que ela
tá dentro de um culto. A, que é prima
dela, né, que tá na rebelião efetiva,
passa e fala: "Por que que ela tá
fazendo isso?" Pô, ela gosta desse
negócio. Faz parte daquela tradição raiz
do povo dela, bem conservadora. Sim.
E aí ela participa de um casamento
conservador, todo esses processo e ela
tem que lidar com isso. E eu gostei do
desfecho de como ela lida, assim, que é
aquela festa de o casamento em que ela
começa a dançar, beber e tipo, mano,
perdi a linha. É, é aqui que eu vou vou
vou meio que que aliviar tal, não sei o
que lá. E aí quando entra no conflito
que ela vai ser executada, que aí ela
[ __ ] vai para e van e aí tem uma
história ainda não desenrolada. Mas eu
achei legal, cara. Achei é mais difícil
da gente entrar esse contato, porque é
difícil imaginar o bom burguês. Uhum. É
difícil imaginar alguém da elite que tem
esse apoio, mas não é tão difícil assim.
Se você pensar um pouquinho, você vai
encontrar pessoas na sua cabeça que
fazem esse tipo de coisa. E aí é
interessante. Eu só queria um bilionário
financiando uma revoluçãozinha.
Tudo que a gente pede é tudo que a gente
pede financia a gente aqui pra gente
poder trabalhar, viver bem.
Eh, eu vou passar rapidamente. Você não
precisa comentar sobre isso. A gente só
pode deixar na tela por um minuto para
alguém printar em algum momento e soltar
o print. Print na tela.
E esse outro que eu também vou deixar só
por um minuto.
Ah, é. Acho que essa última cena que a
gente tem que comentar antes da gente
fechar aqui que eu ficou aberto e a
gente não comentou a cena da prisão. Ah,
sim, cara.
É brutal essa cena da prisão. Ela é
brutal e é maravilhosa, mas é brutal. E
a gente tem que falar do arco da prisão.
Quer puxar ou eu puxo? Ah, o arco da
prisão é um dos melhores, né? É um
momento em que o Can vê que não tem para
onde correr do império, que ele foge
para um planeta, um planeta meio Caribe
assim, né? É um um
resort. Resort. Um resort tá lá vivendo
comidão inter falsa. E ele é preso
porque tava passeando na no calçadão de
Panema na hora errada. Quem mandou ser
um imigrante nos Estados Unidos? É,
basicamente é isso. O cara olha para
ele: "Imigrante". E prendeu ele. É isso.
E aí ele é preso quando ela há seis anos
de cadeia sem motivo nenhum. Nenhum.
Absolutamente não. Ah, você foi pego.
Pronto, toma, toma essa aí. E é se anos
que na verdade são uma prisão perpétua,
que é o que ele descobre depois, né?
Porque ele é mandado para um planeta
prisão lá. É, tem várias prisões no meio
do mar. E eles é um complexo industrial
militar ali, onde eles estão construindo
peças préfila da morte, não sabem. E
eles são mão de obra escrava. Eh,
e aí o que eles não sabem é que depois
que acaba o
a a prisão deles, eles são mandados para
outro andar. Exatamente. E reseta a
que é conhecido também como sistema
carcerário brasileiro. Você o cara por
nada é pego por uma merreca ou qualquer
coisa que fez, vai parar lá dentro e
fica depois preso nesse ciclo infinito
de entradas e saídas como egresso e
reingresso no no ex. Para ser
igualzinho, só falta ficar igual aos
Estados Unidos, que é botar os
prisioneiros para trabalhar, né? Escrava
que é que essa cena foi, acho que a
cena, a primeira que a gente conversou,
que a gente falou, como é que a Disney
liberou essa, né? Foi a primeira que a
gente conversou quando a gente assistiu
a primeira temporada, a gente falou:
"Meu irmão, como é que que a gente
deixou o negócio dele?
Porque é simplesmente uma crítica
bizarra ao sistema prisional
estadunidense, ao esquema antiimigração.
É um bagulho que foi meu, como que você
foi parar tão explicitamente assim, né?
A gente consegue fazer os paralelos com
o sistema carcelário brasileiro, mas o
ponto é como rola na gringa, né? Sim. E
aí a galera é obrigada a trabalhar para
poder pagar sua pena. Sim, uma
bizarrísimo. Mas o lance é aí eu tem um
uma liderança interna que mantém a ordem
porque ele tá buscando ser livre, ter o
seu privilégio. Só que aí eles descobrem
que tem esse ciclo infinito, que você
nunca sai da prisão, você só muda de
andar dentro da prisão. Você tá preso
ali para sempre por rar da sua vida. E
aí esse cara descobre isso por uma
situação específica e a galera começa
então a planejar uma rebelião. É. E é o
o
a trajetória desse personagem, desse
líder, né?
É a mesma trajetória do do Andor nesse
nesse arco, que é descobrir que não tem
como fugir da opressão, a não ser se
rebelando. Não tem, não adianta ser
bonzinho, não adianta ir para um canto,
faz ficar na sua, uma hora vai chegar na
sua porta. E aí o o Andor aprende ali
que ele tem que se organizar e vira uma
grande liderança na rebelião. Tentando
convencer o cara de, cara, a gente tem
que fazer alguma coisa. A gente tem que
fazer alguma coisa. é a escola de de
organização do under. Sim. E aí eles
conseguem, né, depois de um de uma
parada consegue fugir. E é brutal a cena
final em que essa prisão ela tá no meio
do mar, né? Então você só tem como sair
se for nadando. Uhum. E dentro de um
planeta. Ou seja, só vai sair primeiro
nadando e depois você conseguir uma nave
para ter depois é impossível de sair
daquela desgraça. Sim.
Então, o próprio processo de rebelião e
de libertação que a gente comemora e
você fala: "Pô, legal, todo mundo se
libertou, o roteiro vai lá e mais uma
vez quebra sua animação, sua sentido de
moral alegre com a vitória do
trabalhador e fala: "Então, um monte de
gente vai morrer no processo". É,
inclusive o Capatais que ajudou a
organizar porque ele não sabe nadar, não
sabe nadar. Aí, cara, é muito massa. É
muito massa, porque toda hora que você
se anima, você é quebrado com, ó,
realidade, meus queridos. Então, é uma
fantasia que te bota nessas
contradições. Isso para mim é brilhante.
Vale muito a pena assistir, gente, pelo
amor de Deus. A gente aqui fazendo
propaganda gratuita e a Disney nem vai
me pagar nada. Pois é, [ __ ] [ __ ]
desgraça.
Mas é isso, minha gente. É isso. É isso.
Tem considerações finais aí?
Considerações finais?
Eh,
eu diria que
a lição de Andre que é esperança tá aí,
mas é difícil, tem que lutar, tem que se
organizar. Organize-se em algum
coletivo, em algum partido, faça as
coisas coletivamente, não faça por conta
própria e
e que essa série quebre as pernas da
Disney para ela parar de fazer bosta.
recupera o universo Star Wars de maneira
decente, mas não vai recuperar porque
eles querem vender bonequinho. Eles
querem vender bonequinho, mas Andor tá
criando um problema dis porque tá
gerando muita assinatura só para under.
Só para under. E aí eles vão ver o que
tem mais de Star Wars lá e só tem bosta.
E não vai dar para vender bonequinho do
Não dá para vender bonequinho do Não dá
vender bonequinho do O pun doord ele é
muito genérico. É,
ele pode ser qualquer personagem. Funco
de camponês, funco de minerador, funco
de trambiqueiro. Não vai dar certo. É
muito genérico. Não vai dar certo.
[Música]
Cara, a minha consideração final, minha
gente, é que é o seguinte. Eu tenho um
bagulho para combinar.
Obras de ficção, eh, seja um romance,
seja uma peça de teatro, seja uma
música, seja um produto genérico da
Disney, eh todos esses conteúdos, eles
fazem parte desse âmbito que a gente
chama do espiritual, vamos dizer assim,
porque faz parte da história, faz parte
do esquema material, mas é aquilo que a
gente consome, que nos dá ideias. cria
horizonte, você imagina utopias, você
vivencia coisas que estão distantes, mas
que fazem parte do seu dia a dia. Eu
diria que é um laboratório experimental
para aquilo que você gostaria de fazer,
né? São cenários mentais. A gente cria
cenários mentais, inclusive pelo
romance, pela história. Então, esse
exercício de fazer as leituras de
roteiros bons, né? Não, roteiros ruins,
importa porque roteiro ruim, lacaça de
papel,
coisa ruim. Meu Deus, vocês gostam
dessas porcarias.
Vou ofender gratuitamente.
Eh, pegar essas palavras que, pô, faz a
gente pensar, faz a gente trabalhar, faz
a gente criar cenários mentais e ter
tempo para digerir, né? Porque essa é
uma outra parada que fica atrás de
sério, atrás de sério, não, cara. Um
tempo para digerir, discutir sobre,
ajuda a gente a fazer esses experimentos
com os nossos sentimentos. Eh, é meio
que o que que eu vivenciaria nessa
situação, o que que e isso eu acho muito
importante porque faz parte de um
processo de ampliação de consciência
mesmo, de transformação de consciência,
de tomada de consciência. E isso pode
ser feito de n fatores, seja a gente
assistindo uma série, seja lendo um
livro, seja eh se você faz parte de uma
tradução religiosa, vivenciar essas
essas situações ela é muito importante.
Aí eu te agradeço muito aí pelo fato,
porque especialista emor é difícil de
encontrar. O pessoal não coloca no
lápis. Nem eu
devia ter colocado, mas tudo bem. É isso
aí, minha gente. Valeu demais. Valeu
demais. É isso, cara. Ó, a galera curtiu
te conhecer. Conheço, André. Ó, prazer
conhecer vocês aí. Prazer, Borduna.
André Canaciro, valeu demais, tamos
juntos. Muito fera Kevin, que bom que
você curtiu, mano. Vale muito a pena. Eu
eu não vou fazer fazer dica de coisa
ruim não. Eu falo da revista Zelota.
Revista Zelota, fundada por André Carcin
junto com Felipe Carmo. É coisa, só
coisa boa. Tamo junto. Valeu demais,
Thiago. Você também demais, mano. Tamos
junto. Um abraço para Rio das Ostras. Um
abraço para Rio das Ostias. Mas não todo
mundo que tá em Rio das Ostras, porque
tem uns caras lá que a gente conhece.
Beleza. Próximo é de Power Rangers SPD.
Pode ser, pode ser. A gente pode
assistir aí Power Rangers SPD, a gente
pode assistir.
Eu tenho vontade de fazer vários papos
dele sobre séries e coisas que eu gosto.
Família Dinossauro.
Eu não assisto faz mais de 20 anos,
então é bom voltar a assistir. Formou a
minha o meu conhecimento sobre comédia e
meu amor sobre críticas, inclusive a
terceira temporada. Fica dica. Assistam.
Olha de novo. Eu tô fazendo propaganda
pra Disney
porque tá no aplicativo da Disney. Tá
desgraça. Ô Disney, me paga alguma
coisa.
Nunca te pedi nada. Eh, eu sou
consumidor desde criança. Eh, o a
família dinossauro terceira temporada, o
pessoal disse que é muito ruim, mas é
porque ela ia ser cancelada e o pessoal
avisou os diretores de que eles iam
cancelar antes de terminar a terceira
temporada. Aí eles começaram a vacalhar.
Aí eles fizeram uma crítica
metanarrativa à própria indústria da TV.
Então, tipo, ela tem piadas internas e
piadas que você tem que entender o
contexto para você falar: "Caraca, por
que que esses caras estão fazendo isso?"
Então ela é muito boa, cara. Eu eu sou
muito fã de família de dinossauro. Vou
vou ter que fazer uma live com quatro
pessoas para falar sobre família de
dinossauro. Mas uma delas vai ser minha
companheira que gosta muito, mas ela
gosta só da piada mesmo, só do porque a
Bruna é muito engraçada e gosta de
diversão. A gente como nerds por
esporte, a gente gosta de falar de
cultura pop. É, adanta de por esporte.
Então a gente pode estar aí falando de
coisas diferentes. Quem sabe um dia a
gente não briga aí falando de The Last
of F porque você gosta mais do que eu,
apesar de eu gostar também. Pô, mas
dance para fazer bom para caramba, cara.
Eu tenho minhas questões, mas eu gosto.
Gost pô, eu gosto. Eu gostei. Achei
muito delicada as coisas, como eles
fizeram a construção. Achei bonito.
Achei bonito. Achei a cheio bonito. Mas
já discu dark? Não. Hum. Mas eu nem
lembro mais nada. Eu lembro. Eu lembro
que eu fiquei puto,
porque no final eu queria voltar pro
começo.
No final eu queria voltar. Começo tava
marcal. Mas é que pode ser. Pode ser. A
gente vai trazer uns papos legal. Se
nada dar errado, vou fazer um um papo
também sobre comédia com o pessoal que
gosta de comédia, porque eu gosto de
roteiro de comédia. A gente vai
discutir, porque eu eu manjo, é a
primeira vez que eu me arrisco a te
falar sobre coisas que não sejam de
comédia sobre texto. Então vamos ver se
eu consigo falar com outra parada. Mas é
graça a você porque você tem um
especialista. O quê? Das também não é
especialista em em roteiros. Você é
especialista em andor e em roteiros. Um
crítico de cultura. O cara que traduz
jogo tem que ser especialista em rolê.
Não sei se você sabe isso. Se você tá
falando, eu não acredito. É isso. Lógico
que é. Lógico que é. O pessoal tá
dizendo que você pode ver de slash na
próxima. Aí eu preciso ter o cabelo um
pouco mais enroladinho, né? Eu também
acho. Eu achei slash de chapinha. Slash
de chap. Isso aí é fez alisamento. Fez
alisamento. O slash slash ni pânico que
fez a Tá. Good play. Good play merece.
Merece good play é legal. Eu me diverti.
Apesar de que na terceira temporada eles
começaram a dar um looping no roteiro
que eu fiquei meio puto que não tinha
retorno, mas ficou bom. Eu gosto de good
plays. Gosto de good plays. Mas é isso,
minha gente. Fiquem bem. Um excelente,
pera aí, peraí que eu tenho que fazer um
negócio aqui. É, cadê os bagulhos? Um
excelente fim de semana, porque hoje é
quarta-feira, então a gente se prepara
pro fim de semana. É, e começa amanhã,
né? É, é quarta-feira, feriado do corpo
de quarta-feira à tarde já é já é
feriado. É, exatamente. E qualquer
quarta-feira à tarde você já começa a
pensar, e não que eu faça isso, empresa,
já começa a pensar como é que eu faço
para tornar uma atividade de 20 minutos
em 4 horas. Começa a fazer esse cálculo
no seu dia a dia. Jamais faria isso. Não
faço isso, empresa. Só uma piada. Piada.
Car Cristo me pegou.
Tinha que ser o PA, o nosso web master
aí.
Esse cara é um gênio. Pô, cara na crista
é é bom. Caracista é bom. É bom.
Quarta-feira semana é isso. Qualquer
quarta-feira é isso. Mas pera aí que eu
não po perder um pouco. Então final de
semana que tá chegando a hora do almoço,
o pessoal tá acordando e entrando na
live. Tá vendo que é hora que o pessoal
acorda no que 9:30 da manhã é madrugada.
A gente que é maluco de acordar nessa
hora da madrugada.
É complicado. É complicado. É que para
terminar eu sempre esqueço do bagulho
aqui. Pera aí. E é isso, minha gente.
Voltamos em breve.
Não, não, não é essa. Errei a música
aqui. Essa aqui. Valeu, minha gente.
Praticamente fim de semana.
Até vitória final. Até vitória final.
Até a vitória final, minha gente. Valeu.
Estamos junto. Um grande abraço.
André, conheçam o André. É nós.

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