A Alegria que nos Conduz – Lucas Previde
13/06/2025
A Alegria que nos Conduz – Lucas Previde
Descubra como a obra de Cristo nos chama a viver uma vida de obediência e comunhão com os irmãos. Nesta pregação baseada em Filipenses 2:12-18, o Pr. Lucas Previde nos ensina sobre o desenvolvimento da salvação em Cristo, não como um esforço individual, mas como parte do corpo de Cristo, para a glória de Deus e o fortalecimento da comunhão dos santos. Este sermão revela como a humildade e a obediência, vividas em comunidade, refletem a alegria da cruz e iluminam o mundo com a luz do Evangelho.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Filipenses 2:12-18
Série: A Alegria da Cruz
Pregação número: 5 de 12
#ipsantoamaro #presbiteriana #alegriacrista #alegriaemdeus
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução
02:36 – Transformação pela obra de Cristo
19:54 – Entendendo a salvação
20:09 – Salvação no corpo de Cristo
31:19 – Fazer tudo sem reclamar
32:34 – Transformação de desejos
34:19 – Aprovação diante do Senhor
40:07 – Representantes de Deus no mundo
45:32 – Oração
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Filipenses. Nós daremos continuidade à nossa série de exposições a respeito da carta de Paulo ao aos Filipenses, na nossa série intitulada A alegria da Cruz, aonde temos visto como a alegria da cruz pode ser experimentada e apresentada pela vida cristã. Convido você a abrir a sua Bíblia e ler comigo. Filipenses capítulo 2, versos de 12 a 18. Filipenses 2 de 12 a 18. Assim diz a palavra do nosso Deus. Assim, meus amados, como vocês sempre obedeceram, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, desenvolvam a sua salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vocês tanto querer como realizar, segundo a sua boa vontade. Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que sejam irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual vocês brilham como lzeiros no mundo, preservando a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, poderei me gloriar de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente. Entretanto, mesmo que eu seja oferecido como libação sobre o sacrifício e serviço da fé que vocês têm, fico contente e me alegro com todos vocês. Assim também vocês, pela mesma razão, fiquem contentes e se alegrem comigo. Essa é a palavra do nosso Deus. Vamos orar. Ó Senhor, obrigado, ó Deus, por tamanho amor manifesto na obra de Cristo Jesus em nossa vida. E obrigado porque o Senhor se revelou por meio da sua palavra, ensina-nos, ó Pai, quem tu és, quem nós somos e como essa maravilhosa graça na obra de Cristo Jesus nos traz para perto de ti como povo seu. Pedimos, Senhor, que o seu Santo Espírito nos ilumine e nos conduza à tua verdade para nossa vida. Oramos em nome de Jesus. Amém. Nós temos visto que, apesar da igreja de Filipos ser uma igreja muito elogiada pela carta que Paulo escreve aos seus irmãos, nós vimos que, por determinados momentos, Paulo vai demonstrando que haviam problemas a serem tratados na igreja de Filipos. no capítulo 2 verso 3 e 4 ou depois no capítulo 4 verso 2. Nós vimos durante as outras pregações que haviam sinais de que a igreja de Filipos estava passando por problemas de relacionamentos internos. Por diversas vezes Paulo fala: "Não façam nada por interesse, por partidarismo, por vaidade. Tenha o outro acima de ti." Ele fala para Evodia e Cint que no capítulo 4: "Olha, vocês trabalham muito para o evangelho, mas parecem que não se entendem entre vocês. Tenham um único modo de pensar." Paulo exorta por diversas vezes estes irmãos e ele mostra que uma vida digna do evangelho, ele vai citar disso, vivam conforme o evangelho, vivam uma vida digna do evangelho a ser experimentada também, inclusive e obrigatoriamente no meio de vocês. para a defesa do evangelho. Ele vai falar no capítulo 1 verso 22 que a vida digna do evangelho em comunidade, em comunhão do corpo de Cristo, fortalecerá cada um a defesa do evangelho para aqueles que o atacam. No capítulo dois, no início, nós vimos que essa tratativa do serviço ao próximo, uns aos outros, sem interesses próprios, sem vaidade, mas em humildade, apontam para a obra de Cristo e a sua humilhação por nós. Ou seja, assim como Jesus Cristo se humilhou, se esvaziando, isso deve ser experimentado na vida cristã, dentro da comunhão dos santos. Nós temos aprendido que a vida cristã não é uma vida a ser tratada na sua individualidade, mas principalmente dentro do coletivo. Humildade essa expressa no chamado o hino de Cristo, que nós vimos na nossa última exposição, no capítulo 2 verso 5 até o verso 11. O hino de Cristo, a sua humilhação, uma das passagens mais profundas a respeito da encarnação de Cristo Jesus, sendo aplicada no contexto da comunidade, do povo de Deus. E eu entendo que Paulo continua na passagem que nós lemos falando a respeito disso, sobre a respeito de como nós experimentamos a nossa vida cristã no meio do povo de Deus e como ela é feita. Para isso da mesma forma, o texto que nós lemos começam com a expressão assim, dando a entender que Paulo está continuando aquilo que falou anteriormente, aprofundando ou trazendo novas perspectivas a respeito do que ele está tratando. E ao usar a expressão assim, Paulo dá continuidade a esse tema, demonstrando a relevância, a relevância da comunhão dos santos para a nossa vida. como cristãos ou para o exercício da salvação. Por isso, eu gostaria que nós pensássemos em quatro tópicos nesta noite, que a obra de Cristo em nossa vida nos conduz a sermos aquilo para o que fomos conquistados. A obra de Cristo em nossa vida nos conduz ao desenvolvimento de nossa salvação enquanto parte do corpo de Cristo. A obra de Cristo nos conduz à aprovação diante de Deus. E por último, a obra de Cristo nos conduz como representantes do Senhor diante desse mundo caído. Portanto, o primeiro ponto desta noite é que a obra de Cristo nos conduza a sermos aquilo para o que fomos transformados. Essa conjunção assim nos une à passagem anterior, demonstrando que da mesma forma com que Cristo obedeceu ao Pai, exercendo a aquilo que lhe fora proposto, da mesma forma nós devemos trazer para nossa vida uma vida de obediência que corresponda à aquilo em que fomos transformados. É esperado da vida cristã que ela corresponda à aquilo que ela significa para aquele que a concedeu a nós. O Senhor tem um propósito para o seu povo. Esse propósito é claro e definido nas suas escrituras. E assim como o Senhor cumpriu o seu papel diante do Pai, obedecendo, se humilhando, assim Paulo diz: "Meus amados irmãos, como vocês sempre obedeceram, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, obediência." Paulo demonstra que este assunto não se trata apenas de ordenanças baseadas na sua própria autoridade, mas que os irmãos de Filipos devem continuar obedecendo aquele evangelho que ele pregou a estes irmãos, que converteu-os a Cristo Jesus e que o que ele está falando continua vindo da parte de Deus e merece a mesma obediência. Meus amados, Paulo demonstra que ele não está preocupado simplesmente em pror regras. Essa é uma expressão muito utilizada pelo apóstolo Paulo em suas cartas, com com a qual ele quer dizer, olha, não é simplesmente Deus, ou não apenas Deus se importa e cuida de vocês, mas tudo que eu estou fazendo visa esse propósito, porque assim também eu os amo. Quando Paulo diz aos Filipenses que eles sempre obedeceram, ele está trazendo à memória que a mesma obediência do evangelho que trouxe eles à salvação também pode conduzi-los a continuar experimentando daquilo que Deus fez por eles. O Senhor nos conduz, o Senhor nos conduz a sermos aquilo para o que fomos conquistados. E qual é a ordem de Paulo expressa aqui? Desenvolvam a vossa salvação ou desenvolvam a sua salvação. Neste contexto, Paulo não está se referindo à nossa condição eterna. Paulo não está tratando daquilo que define a nossa condição eterna diante do Senhor. Eu creio que não, mas desenvolvendo a salvação que já nos foi concedida em Cristo Jesus. Não se trata do esforço para absolvição em relação à condenação eterna, não, mas no avanço sob as consequências daquilo que já recebemos. Em outras palavras, sejam aquilo que vocês já foram transformados ou desenvolvam aquilo que vocês já receberam. O verbo traduzido aqui por desenvolvam neste contexto dá o sentido de trabalhar até que algo se conclua. Não é um desenvolvimento aleatório, mas é um desenvolvimento que visa algo a ser concluído, podendo ser traduzido em outras versões mais próximo ao original, como operando aquilo que vai chegar a um final determinado ou alcançando algo pelo meio do seu esforço. Além disso, esse verbo, na sua forma em que está conjugado no original, demonstra que aquele que está agindo durante o ato está sendo atingido ou recebendo os efeitos daquilo que está fazendo. É como se Paulo estivesse dizendo: "Desenvolvam a sua salvação, pois no desenvolvimento da vossa salvação vocês são impactados por este processo." Sim, em outras palavras, embora a salvação em relação à nossa condição eterna seja única e exclusiva, definitiva e satisfatoriamente pela obra de Cristo Jesus, a partir disso, somos conduzidos a um contínuo desenvolvimento daquilo que recebemos na obra de Cristo. Uma vez salvos e agora prontos para experimentarmos a multivariedade de bênçãos provenientes desta salvação. Eu confesso para vocês que eu tenho uma série de dificuldade com equipamentos eletrônicos. Ah, para mim os eletrônicos deveriam cumprir um único propósito, mas normalmente eles cumprem o propósito e mais 50 opções. Você compra um carro, não só um carro, mas ele tem ah altofalante, GPS, enfim. E eu tenho essa dificuldade porque me dá às vezes agonia porque eu não consigo desenvolver tudo aquilo que o equipamento que eu comprei serve. O celular devia só ligar e receber, mas ele hoje faz tudo e eu tenho dificuldades ou ou de certa forma agonia porque eu não consigo pegar um manual e olhar tudo que aquilo pode fazer. Algumas vezes a a minha esposa fica brava comigo quando nós compramos um carro ou temos algum equipamento que faz diversas coisas. Eu vou lá só ligo e desligo. Mas ele faz isso, faz aquilo e eu não consigo. Isso me dá agonia. Eu não consigo. É a velha batalha de funcionalidades dos eletrônicos versus a disposição e capacidade de aprender. Mas a questão que Paulo está dizendo aqui é que a nossa salvação já concedida em Cristo Jesus vem consigo repletas bênçãos a ser experimentadas, aproveitadas, aprofundadas. Uma vez salvo, sempre salvo. Uma vez salvo em Cristo Jesus, eternamente salvo por Cristo Jesus e constantemente experimentando a salvação em Cristo Jesus. Aqueles que têm um pouco mais de caminhada na vida cristã ou alguns anos de EBF, escola bíblica de férias, dela veem lembrar daquele cântico que nós cant cantávamos para as crianças. Eu até perguntei pra minha esposa se eu deveria cantar hoje. Ela disse: "Não, melhor não. Não, não faça isso com a igreja". Mas você deve ouvir ele diz: "Pouco a pouco a cada dia, pouco a pouco enquanto me guia. Cristo, transforma-me desde que a meia volta eu dei. Cresço na graça do meu rei. Cristo, transforma-me. Transforma-me, querido Cristo. Já não sou mais o que eu fui antes. E vendo à mudança, tenho confiança que um dia perfeito eu serei ou no céu morarei. Lembrou da música? Depois você me diz e tenta cantar para mim, tá? Mas o que eu estou querendo dizer é que o fato de o crente não perder a sua salvação não significa que a vida cristã é uma vida estática. O fato de nós termos certeza da nossa salvação não significa agora podemos dormir em berço esplêndido. Não. Em termos práticos, muitos se satisfazem apenas em afirmar que vão para o céu, mas não experimentam dos desdobramentos que esta afirmação traz para sua vida. não experimentam a multiforma das bênçãos contidas em nossa salvação. E o resultado disso é uma vida mesquinha, centrada apenas nos nossos próprios interesses. Muitos se satisfazem em serem cristãos nominais ou não praticantes. Outros contentam-se em cumprirem certos rituais e penitências que lhes tragam certo alívio na sua consciência em relação ao que são ou em relação ao que Deus diz que devem ser. Aqueles que buscam as mais variadas frentes e denominações evangélicas para comprar, adquirir o sentimento de que são bem-vindos na presença de Deus. Outros procuram lugares que transmitam emoções satisfatórias para determinado momento, mas quando saem daquele ambiente, quando as luzes se acendem, quando a música acaba e quando vão para casa, não conseguem experimentar do que esta salvação lhes proporciona ou deveria proporcionar. Por último, não menos preocupante, aqueles que refutam tudo isso e se apegam a linhas mais conservadoras, tradicionais, se valem de estudos teológicos, da busca pelo intelecto, mas da mesma forma não tem o coração transformado e aberto para esta realidade. Uma vez salvo, sempre salvo para continuamente, progressivamente experimentar desta salvação na vida prática. Mas há aqueles que se contentam apenas com a declaração de que vão para o céu e não se preocupam em experimentar da real salvação em sua vida, em experimentar aquilo que é o propósito ou proposto no dia da sua conversão até o dia que você irá se encontrar com Cristo. Você já parou para pensar nisso? O que você tem feito? Desde o dia em que você encontrou Cristo em sua vida até o dia que você encontrará o Senhor Jesus Cristo face a face. Isso é o que nós chamamos de vida cristã. Eu já utilizei essa expressão algumas vezes e utilizarei em outras oportunidades. Vida cristã é o que você faz desde o dia em que o Senhor abriu seus olhos para a obra de Cristo até o dia em que você irá se encontrar com ele. O apóstolo Paulo se recusava veementemente a admitir a possibilidade de uma vida cristã estagnada. Ainda escrevendo aos Filipenses, no capítulo 3, nós veremos mais detalhadamente no verso 12 e 14, Paulo diz: "Não que eu já tenha recebido isso ou já tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus". Paulo não está falando da salvação para a vida eterna ou a falta dela para a condenação, mas partindo do pressuposto que ele já havia tido essa regeneração, esse encontro com Cristo, ele diz: "Prossigo para conquistar aquilo para o que eu também fui conquistado por Cristo Jesus". Irmãos, quanto a mim, não julgo haver-lo alcançado, mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para os que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Isso não me parece uma atitude de alguém que não compreendeu o significado da obra de Cristo ou de alguém que acha que constantemente está perdendo a salvação e precisa recuperá-la. perde, ganha, perde, ganha. Não, mas de alguém que compreendeu os desdobramentos de sua salvação desde o tempo em que lhe fora revelada e agora prossegue até o dia em que o Senhor voltará. Portanto, a obra de Cristo em nossa salvação nos conduz continuamente a experimentarmos a cada dia aquilo que fomos transformados, uma vez salvos em Cristo Jesus, eternamente salvos por Cristo Jesus, para o constante experimentar dessa obra em nossa vida. Esta é a realidade contida em nossa salvação. O desenvolvimento daquilo que já recebemos no dia a dia, na segunda-feira pela manhã, na quarta-feira à tarde, no trabalho, em casa, na escola, na faculdade. E agora o nosso segundo ponto dentro do corpo de Cristo. A obra de Cristo nos conduz ao desenvolvimento de nossa salvação enquanto parte do seu corpo. Enquanto parte do seu corpo. E um bom motivo para afirmarmos isso está na análise do contexto em que essa ordem está sendo dada por Paulo. Paulo acaba, como nós vimos no começo do nosso sermão, Paulo acaba de encerrar falando a respeito da necessidade da humildade, da humilhação, do serviço ao próximo, no sentido do serviço ao irmão, de não ter vaidade, de colocar o outro acima de si, a semelhança de Cristo. Paulo demonstra que o seu intuito nesta passagem de 5 a 11 é o bem-estar do corpo de Cristo. E o que me parece pouco provável que agora ele vai mudar e vai falar apenas da nossa salvação no âmbito individual. Eu creio que Paulo dá continuidade. Parece que Paulo está reforçando a necessidade de que este desenvolvimento obrigatoriamente, preste atenção, o desenvolvimento da nossa salvação obrigatoriamente deve ser experimentado dentro do corpo de Cristo obrigatoriamente, ou seja, na comunhão dos santos na igreja. Esta é uma realidade que deveria ser encarada com seriedade pelos irmãos de Filipos, assim como por nós. Paulo diz: "Desenvolvam esta salvação com temor e tremor." Vimos que o desenvolvimento da salvação não se refere à nossa salvação em relação à condição eterna. E embora a expressão tremor e temor seja utilizada para designar a nossa, o nosso sentimento ou a nossa condição diante do Senhor, por diversas vezes no Antigo Testamento isso é apresentado. Eu acredito que Paulo está utilizando essa expressão temor e tremor vinculada à sua ordem de desenvolver a salvação. Ou seja, prestem atenção ou demonstrem a seriedade com que isso está sendo tratado por vocês. O desenvolver a salvação, a experimentar as bênçãos adivindas da salvação. Buscar um trabalho com objetivo, se esforçar para experimentar aquilo que vocês já receberam deve ser tratado com muita seriedade, com temor e tremor. A ênfase é como devemos considerar o mandamento do Senhor. Embora temor também significa medo ou desânimo diante do perigo, significa admiração e profundo respeito diante de algo ou de alguém. E aqui neste caso dos mandamentos ou do mandamento do Senhor para que desenvolvamos a nossa salvação. Sim, desenvolvam a salvação compreendendo a importância, a seriedade e o peso disso. Paulo é o único escritor no Novo Testamento a usar essa expressão e nunca a usa para descrever a atitude de pessoas para com Deus, mas sempre na relação entre irmãos. Você pode anotar ou depois eh buscar Primeira Coríntios 2 de 3 a 4. Paulo diz: "E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vocês. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do espírito de poder." Paulo falando aos Coríntios no capítulo 2, que o seu temor e tremor havia conduzido aquilo que ele havia feito. Na carta de Paulo ao segundo aos Coríntios, capítulo 7 verso 14, a partir do verso 14, particularmente no verso 15. E o grande afeto que ele tem por vocês, falando de Tito, aumenta cada vez mais quando ele se lembra da obediência de todos vocês, de como receberam com temor e tremor. Alegro-me porque em tudo posso confiar em vocês. E na carta aos Efésios, capítulo 6, no verso 5, ele diz: "Quanto a vocês, servos, obedeçam aos seus senhores aqui na terra com temor e tremor, com sinceridade de coração como a Cristo." Paulo está falando da de como nós devemos compreender a seriedade do desenvolvimento da nossa salvação, inclusive para o bem-estar, para a saúde do corpo de Cristo. Este desenvolvimento não pode ser experimentado a parte da comunhão dos santos. Pelo contrário, é na igreja o local onde a nossa santidade deve ser desenvolvida, alimentada e florescida. Não há como desenvolver uma vida cristã saudável à parte do corpo de Cristo. Não há como desenvolvermos a nossa salvação, experimentarmos das bênçãos que o Senhor nos deu e não estarmos em comunhão com o corpo ao qual fazemos parte. Nós vemos isso um pouco mais à frente quando Paulo fala a Evod e a Cíntic. Vocês têm trabalhado, vocês têm se esforçado, mas não conseguem alinhar o pensamento, não conseguem ter harmonia entre vocês. E o desenvolvimento da nossa salvação não trata somente da nossa particularidade com Deus, mas de como fomos trazidos para dentro do seu povo e agora fazemos parte dele. E devemos desenvolver a nossa salvação, as nossas bênçãos, os nossos dons, o nosso desejo para que este corpo cresça em harmonia. Não há como desenvolver a sua vida cristã à parte do corpo de Cristo. E eis que o ponto em questão é a resistência que nós temos disso. É muito bonito, é muito belo. Nós nos alimentamos quando pensamos no desenvolvimento da salvação apenas na nossa particularidade. Eu vou ler mais a Bíblia, eu vou orar, eu vou cantar hinos, eu vou ter essa vida. Mas quando isso é transportado para a obrigatoriedade de termos a mesma prática entre irmãos, isso parece algo pesado demais, porque entra o nosso ego, entra os nossos próprios desejos. Paulo disse anteriormente, vaidade, interesse próprio, orgulho, arrogância. E o que Paulo está nos ensinando é que isso também deve ser experimentado. Compreendemos que a vida em comunhão do corpo de Cristo não é feito, não é apenas um efeito colateral. Vejam isso. A comunhão no corpo de Cristo não é um efeito colateral da nossa salvação, é objetivo. Efeito colateral é aquilo que você recebe quando você não quer. Você vai buscar algo, um remédio, por exemplo, e o efeito colateral é o desdobramento que você não pode evitar. Comunhão com irmãos não é algo que você não pode evitar, é algo que você deve buscar. Comunhão do corpo de Cristo não é efeito colateral, é propósito, é objetivo, é algo pelo qual devemos trabalhar, desenvolver, alimentar, fortalecer, porque é para isso que fomos chamados. Não fomos chamados para sermos filho único, mas parte de uma grande família conquistada em Cristo Jesus. Isso pode parecer difícil aos nossos olhos e ouvidos. E Paulo sabe que o coração humano luta contra isso. E é nesse fato que ele coloca a interjeção, por exemplo, pois façam, desenvolvam, porque no verso 13, ou pois é Deus quem efetua em vocês tanto querer como realizar. Paulo deixa claro que Deus não está alheio à nossa dificuldade de fazermos isso. Deus não está alheio à nossa dificuldade de desenvolvermos a nossa salvação para o bem comum do corpo de Cristo. Ele não está alheio porque é ele quem produz isso em nós. É por Deus que nós podemos fazer. É pela obra de Cristo Jesus que nós podemos sim baixar a nossa guarda, lutar contra o nosso ego, remodelar aquilo que nós achamos como prioridade nos relacionamentos entre nós, irmãos. O verbo traduzido aqui como efetuem vem da palavra energia. Quando diz que Deus é quem efetua, apóstolo Paulo está falando que Deus é a fonte para isso. Ele é quem capacita. Ele é quem dá condições. E não é só a fonte, como a palavra no original destaca plenamente que Deus é a fonte que capacita de forma eficaz. Deus garante, Deus garante que o desenvolvimento da nossa salvação dentro do corpo produzirá frutos. A utilização desse verbo é algo típico do apóstolo Paulo, sendo que das 20 vezes que é encontrada no Novo Testamento, 18 são utilizadas pelo apóstolo Paulo. Gálatas 2, no verso 7, Paulo diz: "Pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, também operou eficazmente em mim para com os gentios. Essa expressão Deus é quem efetua, significa que é Deus quem trabalha no coração de cada um do seu povo, proporcionando que isso seja possível segundo a sua boa vontade. Mas qual seria essa boa vontade do Senhor? Qual seria senão a harmonia do corpo de Cristo em um único só pensamento? E nós já vimos isso. Um único só pensamento é tendo Cristo como único objetivo, sendo conduzidos verdadeiramente pela obra de Cristo Jesus em nossa vida em comunhão, experimentando aquilo que Deus fez. Façam tudo sem reclamar e discutir. Verso 14. Façam tudo sem reclamar e discutir. Murmuração, queixa, descontentamentos expressos por sussurros, fofocas, coxichos, que levam a minar a má vontade dentro do corpo em vez da boa vontade e harmonia. discussões, devisão, desejo para que a sua vontade prevaleça, de que a discussão termine com você saindo com a razão. Isso não faz parte daquilo que Deus desenvolve dentro do corpo. Os filipenses, talvez instigados por falsos mestres, nós veremos isso no capítulo 3, talvez instigados por esses falsos mestres estavam se envolvendo em especulações que ah ou discussões que só poderiam resultar em uma coisa, divisão, enfraquecimento do corpo. Portanto, nesse nosso segundo ponto desta noite, a obra de Cristo Jesus nos conduz ao desenvolvimento de nossa salvação para o bem-estar do corpo de Cristo. Ações como discussões, murmurações, amargura não tratada, ofensas veladas. Nada disso pertence ao corpo de Cristo. Deve ser abandonado, recusado. Outras ações que promovem a desunião, enfraquecimento, devem ser identificadas e combatidas. E não só isso, o desejo é transformado. Nós não só evitamos aquilo que atrapalha o crescimento do corpo, como desejamos desenvolver aquilo que alimenta o corpo. É tanto Deus que efetua, ou seja, que age eficazmente no querer como realizar. Quantas vezes você já pediu para o Senhor mudar o seu sentimento ou aquilo que você tem pelo outro, o irmão a qual você não consegue se relacionar? O quanto você confessou já ao Senhor que é difícil, mas que você deseja a reconciliação, que você deseja se aproximar, que você deseja ter restaurada a sua comunhão. Isso é o processo de experimentar o desenvolvimento da sua salvação dentro do corpo de Cristo. Isso nos ensina que tudo que o Senhor nos dá é aquilo que precisamos para nos apresentarmos aprovados diante dele. Esse é o terceiro ponto que nós temos nessa noite. A obra de Cristo nos conduz a sermos encontrados aprovados diante do Senhor, para que sejam irrepreensíveis, verso 15, irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis. Todas as ordenanças que Paulo dá aos Filipenses em toda a carta tem um propósito, que eles possam se tornar cada vez mais agradáveis diante do Senhor por conta do que Cristo realizou em suas vidas. Se eles estavam sendo caracterizados pela sua presunção, resmungo, vaidade, discussões, intrigas, Paulo exortaos a compreender e a identificar o caminho para mudar esta situação, o caminho que passa pela cruz de Cristo e os efeitos dela na vida prática individual e principalmente na saúde do corpo. Isso porque o próprio Senhor é quem irá fazê-los irrepreensíveis, puros, inculpáveis. É o Senhor quem atua na igreja. É o Senhor quem transforma os nossos corações. É o Senhor que amolece corações turrões. É o Senhor que traz humildade à aquele que não engole desaforo. É o Senhor que quebranta, que redime, que restaura e que alimenta a sua igreja para o propósito de que ela se apresente agradável aos seus olhos. Porque isso não parte de nós, mas dos efeitos da obra de Cristo em nossa vida. Quando deixamos ser alimentados pela sua palavra, Paulo aqui está apresentando o evangelho a estes irmãos e demonstrando como vivê-lo. E essa transformação é experimentada quando há uma resposta humilde e positiva de obediência. Obediência. Em última análise, deveríamos nos tratar como irmãos simplesmente pela obediência que o nosso pai assim mandou. A obediência alegre por saber quem somos em Cristo Jesus. O adjetivo irrepreensível aqui é derivado da culpa. Ou seja, Paulo está dizendo que em Cristo Jesus a nossa relação como irmãos nos torna inculpáveis diante deste mundo. Puros, sinceros, não por partidarismo. Cristianismo é algo que adentra a nossa vida, não pede licença e transforma. Quando compreendemos, quando desejamos, quando buscamos realmente vivermos aquilo que Deus tem para nós, passamos a entender a seriedade, a importância, a beleza e a riqueza do esforço, do abdicar-se, do tentar, tentar, tentar e quando cansarmos, tentarmos novamente. envolvam, trabalhem, operem, esforcem-se, busquem. Mas muitas vezes a nossa realidade ou a nossa relação com Deus está muito longe disso, estática, estagnada, apenas em breves confissões que satisfazem o nosso interior, que massageiam a nossa vida. simplesmente para nos sentirmos bem em determinados momentos, mas no final das contas não estamos nos apresentando agradáveis diante do Senhor como filhos do Senhor. Como filhos. O texto nos deixa muito claro. Sejam irrepreensíveis, inculpáveis, filhos de Deus. Filhos como luzeiros que brilham. Assim como nossos irmãos filipenses, somos conduzidos como povo de Deus a nos tornarmos verdadeiramente filhos de Deus. Experimentarmos o que é ser filho de Deus. É apresentar-se diante de Deus de forma agradável, não porque por quem somos, mas porque compreendemos a sua vontade e desejamos cumpri-la. Vejam só a importância, a singularidade e a beleza da vida em comunhão com o povo de Deus. o local onde o Senhor nos permite e nos conduz a nos apresentarmos a ele de forma agradável. E aqui é mais uma resposta de que você não irá se apresentar de forma agradável ao Senhor se você não estiver em comunhão com o corpo de Cristo. Deus não olha apenas para a particularidade da nossa vida, porque a vida do corpo de Cristo faz parte da nossa vida. Muitas vezes dicotomizamos e separamos como eu tenho a minha vida particular com Deus e tenho a minha vida com Deus enquanto eu estou na igreja. Não existe isso. Não existe isso. O Senhor nos chama para nos apresentarmos agradáveis diante dele, principalmente na vida da igreja, porque isso nos conduz a sermos a luz de Deus neste mundo. O quarto ponto desta noite, a obra de Cristo nos conduz como representantes de Deus neste mundo caído. Não somente em nossa individualidade, mas como corpo somos chamados para ser lzeiro no mundo, preservando a palavra da vida. E é bem nesse mundo de devastidão, de distorção da vontade de Deus que os filipenses foram chamados assim como nós fomos chamados. O desenvolvimento da nossa salvação, fazendo com que nós experimentemos aquilo para o que fomos transformados, chamados e conquistados. é vivido no meio do povo de Deus para nos tornarmos agradáveis diante do Senhor, para que este mundo veja como Deus é poderoso, soberano e como pessoas tão ruins, pecadoras, podem ser transformadas e podem viver de uma forma que este mundo não entende, abrindo mão das suas próprias vontades, servindo ao outro, amando isso. amando esta convivência, amando esse relacionamento, sendo rápidos para resolver problemas, humilhando-se quando necessário, pedindo perdão, perdoando, alegrando-se com que se alegram, chorando com os que choram e não novamente porque somos bons, mas porque fomos conquistados para isso, a igreja de Cristo é a portadora da vida no mundo de mortos. A igreja de Cristo é aquela que mantém e preserva a palavra da vida em o mundo de mortos. Na comunhão dos santos, o Senhor desenvolve a salvação concedida a cada um dos seus. E por meio desta comunhão, sua igreja se desenvolve em pureza e repreensabilidade, agradando ao Senhor e testemunhando o nome de Deus a este mundo caído. Não se trata de massagear o nosso ego, não se trata apenas de sentir emoções, não se trata apenas do que você pode ganhar, mas daquilo que você pode conceder enquanto parte do corpo de Cristo para que o mundo veja. para que brilhemos a luz do nosso Deus neste mundo caído, preservando, veja qual é a forma, preservando a palavra. Por isso que uma das marcas de uma igreja verdadeira é a fidelidade às escrituras. Nós sempre falamos isso em nossas aulas de catecúminos. A marca de uma igreja verdadeira é o quanto ela preserva a palavra da vida, seja apresentando Cristo Jesus como a plenitude da palavra ou como todos os mandamentos que advém disso, preservando a palavra, tendo os nossos relacionamentos conduzidos pela palavra, tendo as nossas intrigas, discussões sendo resolvidas pela palavra, sabendo como exortar uns aos outros pela palavra. sabendo como disciplinar uns aos outros por meio da palavra. Permaneçam, preservem a palavra e serão lzeiro neste mundo caído. Esta é a luz que deve brilhar a partir de nós na comunhão dos santos. Este mundo conhece ao Deus que servimos e aquilo que ele faz em nossa vida e no meio de nós. Sim, o mundo conhece ao Deus que servimos quando apresentamos o que ele faz em nossa vida e no meio de nós. Portanto, o apóstolo Paulo exorta os seus irmãos na cidade de Filipos em um grande bloco, a partir do capítulo 1, verso 27 até o verso 18, em como podemos experimentar a obra de Cristo em nossa vida para o aperfeiçoamento da nossa própria condição diante de Deus, mas principalmente para o bem-estar, para o crescimento e o fortalecimento do corpo de Cristo. Eu não sei o quanto você compreende o seu lugar dentro do corpo de Cristo. Eu não sei o quanto você compreende a seriedade, a profundidade de ser o membro do corpo de Cristo. Mas a palavra de Deus nos diz que isso está estritamente ligado à obra de Cristo em sua vida. Faz parte. Não é um efeito colateral, é um propósito. Que o Senhor traga alegria ao nosso coração por fazermos parte do seu povo. Que o Senhor nos lembre desenvolvendo, nos esforçando, desejando, buscando ardentemente experimentar dos efeitos da salvação em nossa vida, principalmente no meio do povo que fazemos parte. Que Deus nos abençoe. Vamos orar. Ó Senhor, obrigado porque o Senhor sabe o quanto somos falhos, o quanto não merecemos, ó Pai, estarmos diante de ti. Obrigado porque o Senhor nos revela esta realidade, ao mesmo tempo nos permite, ó Pai, nos aproximarmos de ti, porque Cristo Jesus nos conquistou para isso. Aprendemos que a alegria do apóstolo Paulo era compreender esta verdade e ensinar aos seus irmãos que no dia de Cristo, no dia que encontraremos com nosso Senhor e Redentor, poderemos, Senhor, não descobrir se somos salvos ou não, mas compreender o quanto, ó Pai, conseguimos ser mordomos ou experimentarmos daquilo que recebemos. Esta é a alegria do nosso irmão apóstolo Paulo. Mesmo preso, sofrendo, partilhava disso com seus irmãos, que da mesma forma se alegravam. Senhor, dê-nos esta alegria. Dê-nos a alegria, Senhor, de experimentarmos dos efeitos, dos desdobramentos da tua obra em nossa vida e principalmente, Senhor, em compreendermos que a nossa família em Cristo Jesus é local para isso. Mude o nosso desejo, mude a nossa vontade. Conduza-nos, Senhor para a sua boa vontade. Alimente-nos, Senhor, de todo o afeto. Alimente-nos, Senhor, de toda a humildade necessária para que a tua casa, para que o teu povo, ó Pai, seja realmente luz neste mundo. Trabalha o nosso coração, ó Deus. Obrigado. Obrigado, porque em Cristo Jesus recebemos o perdão, a qual devemos conceder uns aos outros e lembrarmos, Senhor, do que está nos proposto, sermos filhos, filhos teus. Obrigado por tamanha alegria que o Senhor nos concede em Cristo Jesus. E obrigado porque pela obra de Cristo Jesus o Senhor nos conduz a esta realidade. Louvamos, pedimos e cremos no teu poder em nossa vida. No nome do Senhor Jesus Cristo oramos. Amém. M.