ME MANDARAM VÍDEOS SOBRE TEOLOGIA NEGRA
13/06/2025
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Índice
00:00 Introdução
00:38 Exercício físico para a glória de Deus
03:49 Sobre o evento do neocalvinismo
09:04 Do lado errado da história
12:45 Os santos católicos não substituem a Deus?
16:25 Jonas Madureira e a leitura das Escrituras
22:09 Teologia Negra e o cristianismo
25:51 Inscrevam-se no canal
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Seja muito bem-vindo ao Dois Dedos de Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e você está no Teólogos do Twitter, o programa em que todos nós temos um ataque de pânico, uma crise de ansiedade e enquanto vemos loucuras sendo faladas sobre Deus no TikTok, nós ficamos com Tic e com toque. Se você não me conhece, eu sou o pastor Iago Martins, sou seu sexto teólogo favorito aí do YouTube, talvez. E este é um canal que tem vídeo de segunda a sexta, sempre 10 horas da manhã. Vários tipos diferentes de vídeo. Tem a egese bíblica, tem as EGES do antigo Novo Tchamento, traduções bíblicas. A gente analisa questões culturais modernas, falo de filme, falo de tudo, sem partir da palavra da verdade. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Que que descobriram agora que todo mundo tem que ir pra academia? E por que que tem uma academia em cada esquina? Será que é só marketing? Jo Stot dizia que crer também é pensar. O Cristão tem que pensar um pouco. Será que eles estão enganando a gente? Você conheceu seu bisavô? Que carro ele tinha? O fogão dele era elétrico, a indução ou a gás? A lenha. Mas então, pelo menos ele comprava a lenha da chope. Nós fomos rodeados de comodidade. Deus seja louvado por isso. Só que paramos de nos mover. Os nossos avós cultivavam a terra, iam pro trabalho de aé ou de bicicleta, comiam alimentos naturais, as mulheres lavava roupa no rio ou quando muito num tanque mais na força do braço, eles já se movimentavam o suficiente. Esse não é o seu caso. Então, mov-se. É um texto de Paulo, ele diz: "O exercício físico é de pouco proveito. A piedade, porém, em tudo é proveitosa, porque tem a promessa tanto paraa vida presente quanto para a futura". Tá vendo, pastor? exercício físico, pouco proveito. O detalhe é que Paulo escreve pro primeiro século, em que tudo era abraçal, manual. A verdade que ser piedoso é muito poderoso e incomparável com qualquer outra coisa, mas nos nossos dias o exercício físico já não tem tão pouco proveito assim. Movimente-se, entre em ação, faça caminhadas. A qualidade da nossa vida, da nossa velice, depende do nosso movimento hoje. E quem não tem tempo para se exercitar, vai ter que entrar tempo para cuidar da doença. Olha, tem uma sabedoria boa aqui sobre a diferença de de vida, né? Os antigos se mexiam muito mais, comiam muito melhor, inclusive. Mas tem um ponto aqui do do versículo de Timóteo que eu acho muito interessante, porque Timóteo, eu acho que eu posso contribuir nesse sentido, que ele falou que é irretorquível, tá? Excelente. Mas esse ponto de Timóteo é um pouco mais profundo na minha opinião, no sentido de ele tá falando do quê? Ele tá falando da piedade. Que exercícios físicos são esses? Eram as práticas aséticas dos grupos gnósticos que acreditavam que por meio do acetismo físico eles alcançariam a Deus. E aí ele vai dizer: "O exercício físico tem pouco proveito, mas a piedade, né, tem resultados pra vida eterna". Então o que que Paulo tá dizendo? Que o exercício físico não tem resultado eterno. O exercício físico não vai te apresentar Deus. O exercício físico não vai te aproximar de Deus. O exercício físico não vai te dar uma espiritualidade mais profunda. O exercício físico tem pouco proveito. Que pouco proveito é esse? tem um bom corpo, é ter um corpo saudável, é ter saúde. Então, qual é esse pouco proveito do exercício físico? É um proveito muito bom pro nosso caso. Assim, é um pouco proveito no sentido espiritual. Você pode ser um marumbeiro e ser um endemoniado, ser um marumbeiro e uma pessoa que odeia Jesus, ser um marumbeiro e tá indo pro inferno. Mas existe um proveito ele em sentido espiritual diante do da vida eterna é pouco, é só saúde, mas é a piedade que vai nos dar a vida eterna. Então a gente tem que colocar o texto dentro do do seu do seu lugar, senão a gente acaba indo para um caminho de achar que Paulo tá se desfazendo, falando um pouco do exercício físico e tal, mas não tá não. Tá lembrando. Claro que se claro que aqui não tem como perder essa, né? Se você quer apoiar o nosso canal, cupom Jesus lá na Grove Suplementos. É uma forma de contar pro pessoal da Grove que você tá cuidando do seu corpo pra glória de Deus. E você ainda apoia o nosso canal. Tem tudo lá na Grove, acabou de chegar minha caixa da Grove hoje. Tem roupa de treino, tem creatina, tem pré-treino, tem Way Prot, tem barrinha de cereal, tem tudo lá pra sua vida fitness. usa o cupom Jesus, você ganha um desconto fazendo isso e você ainda ajuda o 2D do mitologia a continuar funcionando, tendo vídeo todos os dias. O link para ser lá na grupo suplementos vai tá aí na descrição. Mandaram para mim aqui do Anã, olha o caba, o famoso afrocrente. Vamos ver aqui se temos uma teologia pública no Brasil, ela começa na teologia negra. Não será sem homens brancos teólogos em uma sala na Maenze que vão mudar esse país. Ah, tá rolando em direta ao evento de neocalvinismo que a gente teve lá no Mackenzie. Rapaz, esse homem dorme e acorda pensando em nós, viu? Não sei se você sabe, esse afrocrente é um antigo perseguidor aqui do canal que me comparou com grupos neonazistas porque ele é doido e é isso aí, entendeu? Já foi no me chamar de higienista, dizer que meu máfia dos menos, era um livro higienista, um livro que eu literalmente digo para você se envolver com a vida dos pobres. É um livro higienista. Ah, quando porque eu digo que não é para dar esmola, é para se envolver profundamente na vida do pobre lá no máfia dos mendigos. E aí o cara tá bravo porque a gente teve esse evento sobre neocalvinismo no Mackenzie, onde o F teologóic Seminary, o teologista universitá de Utret, uma coisa assim, eu não sei falar holandês, então é por aí, e várias outras instituições aí do mundo, vieram, né, aqui pro Brasil. A gente teve um evento incrível discutindo neocalvinismo, Abran Kaier, Herman Doiverd, Bavink, cara, foi assim fenomenal e foi um dos melhores eventos que eu fui na minha vida, tá? Um monte de gringo vindo ouvir brasileiro, ouvir os brasileiros. E só vou dizer, tá? Eu já vim para eventos em que os gringos vinham para, sabe, no espírito de trazer civilização para esse monte de macaco, entendeu? Falar aqui entre nós aqui. A impressão que dava é que via os gringos no espírito de eu vou trazer aqui, sabe esse band de macaco, esse band de bicho solto na floresta que acha que é teólogo. Vou vir aqui trazer civilização para esses pobres coitados, não é? E era e é sempre uma situação terrível. O cara vem com a, sabe, com aquele espírito em páfia terrível para finalmente nos ensinar o beabá do evangelho, o basicão da teologia. Porque esses teólogos aqui com doutorado e mestrado provavelmente não sabem de nada da de teologia. Quantas vezes já vim em palestras e em aulas de pregadores americanos que vinham com a pregação mais escola bíblica dominical do mundo, a aula em seminário, em mestrado, que era coisa de escola bíblica dominical. E aí quando via o nível das perguntas, os alunos tinham que voltar envergonhados pro hotel para reprepar as aulas, porque viram que não era não era aquilo que ele que ele achou que ia encontrar aqui, não é? E aí vieram esses gringos tudo aqui pro Brasil num espírito de nos ouvir. Cara, eu achei isso inacreditável. Eles vieram querendo entender, querendo aprender, perguntando perguntas difíceis, nos ouvindo, um monte de brasileiro falando em inglês e eles ouvindo tudo. Cara, um negócio fenomenal. E não só aquela postura meio de, ah, fala aí, você pobrezinho, fala aí que eu quero lhe ouvir, vou lhe dar uma chance de falar. Não, não. Perguntando e discordando e questionando e propondo outras coisas e sabe, a gente sendo tratado como igual. Foi maravilhoso. Eu fiz uma postagem no meu Instagram comentando sobre esse evento do MKen. Eu vou até abrir aqui que eu acho que é uma postagem que resume bem aqui o o ponto. Eu comentei aqui, ó, até até lei que fica mais fácil. Nessa semana participei de um dos encontros mais ricos e inspiradores da minha vida acadêmica e ministerial. Um evento internacional sobre neocalvinismo no Macken com PhDs, teólogos, filósofos, historiadores e estudantes de doutorado de várias partes do mundo. Todos unidos por uma preocupação comum, como o cristianismo pode oferecer uma contribuição robusta, coesa e fiel às diversas áreas do conhecimento e cultura contemporânea. Foram dias intensos de painéis sobre neurociência, artes, políticas, saúde, economia e questões sociais, sempre atravessados por uma cosmovisão cristiana lúcida e comprometida. Também tivemos momentos valiosos de conversa, planejamento e amizade, reencontros e novos encontros que plantam sementes para o futuro. E aqui é o ponto que eu queria chamar a atenção, tá? Dois pontos que me marcaram profundamente. Um foi esse ambiente de troca genuína que eu comentei. Os gringos vieram para nos ouvir. Muito legal. E aqui é o ponto que eu quero levantar para criticar isso aqui do do afro discrente aqui. A palestra do Guilherme de Carvalho. Olha, olha, olha o que eu escrevi, ó. Faz tempo. Eu escrevi 24 de maio isso aqui. A palestra do Guilherme de Carvalho, no maior auditório do Mackenze, uma das principais universidades cristãs da América Latina. Ali estava ele, um homem de pele escura, de fora do eixo São Paulo Rio, oriundo de uma denominação carismática independente, palestrando em inglês fluente para uma audiência internacional de alto nível. Guilherme de Carvalho representa a cara real do evangelicalismo brasileiro e o faz com coragem, inteligência e uma tradição teológica sólida. Sua presença ali foi para mim um símbolo de esperança. O Brasil pode e deve ocupar seu lugar no debate público global. Então, vê só. Ah, mas a teologia tem que ser a teologia negra, que vai realmente ser uma teologia pública no Brasil. Por que é que o Guilherme de Carvalho não é considerado como parte da teologia negra no Brasil? Porque é um negro fazendo teologia. E é um negro fazendo teologia contextual para o Brasil. Por que não? Ah, porque ele é um intelectual que não é um esquerdista, ele não é um comunista, ele não é um cara que usa os padrões da teologia da libertação para poder fazer teologia. Ah, então ele não é representante da teologia negra, não é? Por que que eu não sou representante da teologia negra? Eu sei que tem um monte de luz clara aqui na minha cara, mas eu sou um cara pardo. Eu sou um cara pardo. Eu sou um cara que tem, o meu pai tem pele escura, minha mãe é loura, meu pai tem a pele escura. Cresci na favela do Ceará. Sou um nordestino de pele escura que pastorei na favela. Por que que eu não sou representante da teologia negra? Para esse pessoal porque eles pegam um monte de teólogo mais claro do que eu e coloco como teólogos da teologia negra, certo? Tem um monte de pardo mais claro do que eu que eles dizem que são pretos. Por que é que eu Porque é que eu não sou? Não é? É porque a minha teologia não é uma teologia de esquerda, porque se eu fosse de esquerda aí, pronto, aí seria teologia negra, né? Então cara, ó, 100 homens brancos teólogos, esses 100 homens brancos teólogos na sala do Mackenzie, brother, tinha um monte de mulher no Mackenzie. Tinha muitas mulheres falando. Tinha uma palestrante mulher falando só que tinha era mulher lá também. Porque as mulheres estão produzindo teologia robusta de qualidade no Brasil e no mundo também. E tinha um monte de gente que não era branca lá, cara. Um monte de pardo. Um monte de pardo. Porque o Brasil é majoritariamente pardo. Fazendo sim teologia pública de qualidade que tem influenciado o Brasil de verdade, tá? Desculpa aí, ô amigo Jackson, você vai continuar reclamando no Twitter de coisas que não vão acontecer, porque sim, essa galera tá fazendo diferença dentro da produção teológica do Brasil, não é essa galera da teologia da libertação aí que vai fazer, não, tá? E digo mais, tá? Digo o seguinte que eu vou aproveitar aqui o o querido afrocrente e vou dizer o seguinte: essas questões políticas de engajamento social, neocalvinismo, como a gente se relaciona com a cultura, com a sociedade, precisam de respostas boas, bíblicas, corretas. E não sei se você sabe, eu estou lançando neste momento um material sobre isso, que é esse aqui, ó, do lado errado da história, como uma escatologia política dos motiva nos salva da loucura em um mundo de causas perdidas, publicado pela Impacto Publicações. É um material de 250 páginas dividido em cinco capítulos que tenta discutir uma série de assuntos relacionados a engajamento cultural, escatologia bíblica e o papel da igreja. No meio disso tudo, esse livro registra palestras que eu dei em Portugal dois anos atrás, do norte ao sul do país, mas não são transcrições de palestras. É um livro que foi todo escrito antes de ser ministrado. Claro que as ministrações em Portugal me fizeram escrever mais coisa aqui. E porado em Portugal? Esse livro tem o prefácio do pastor português Thiago Cavaco. Livro conta com Introdução chamado Fugindo do Otimismo. Tem o capítulo um. Enquanto o fim não vem, o paradoxo do mandato cultural e a escatologia pessimista, onde eu explico por nós devemos nos engajar na cultura mesmo tendo uma escatologia de um mundo que piora. Capítulo dois, para que o fim não venha logo, a esperança pessimista da escatologia do adiamento. Eu falo sobre adiar o apocalipse. Você vai ter que clip para entender. Isso aqui foi uma palestra que eu dei junto do Guilherme de Carvalho. Guilherme de Carvalho ouviu essa palestra. Foi, foi, foi tenso. Apresentei essas ideias pela primeira vez com o Guilherme de Carvalho ouvindo. Capítulo três. Em nós, o fim já está vindo. A cidadania cristã como uma vida política alternativa. Esse capítulo aqui, olha, é teologia bíblica pura, discutindo como nós nos engajamos como peregrinos nessa terra. Quatro, vivendo o fim que já veio. Uma teologia do conformismo político, onde eu tento argumentar que a melhor forma de nós mudarmos o mundo é mostrando que mudar o mundo não é tão importante assim. E capítulo 5co, trazendo os homens para o povo do fim. missões a partir dos herdeiros do reino, que é basicamente uma teologia bíblica do reino e o seu relacionamento com a obra missionária. A conclusão se chama 10 conselhos para permanecer igreja em uma era política. É um material que eu tenho certeza que vai abençoar a sua vida e que vai te ajudar a entender melhor como a igreja participa das polêmicas, das dinâmicas do mundo contemporâneo. Então, ó, link na descrição, dá uma moral aí pro meu novo livro. tem umas histórias aí por trás dele. Ele era para ter sido um capítulo de um outro livro, o Idolatria Política, mas Idolatria Política muito grande e esse era uma temática que eu queria desenvolver mais. Então eu peguei o que era o último capítulo e desenvolvi mais e virou ele sozinho, um livro de 250 páginas, que para mim termina o que é ah confluência de uma obra, assim, é uma obra, tá? Eu acho que tudo que eu já escrevi na minha vida, o máfia dos mendigos e o do lado errado da história são as únicas coisas que eu posso dizer que são uma obra, assim, é, são ideias que você não vai encontrar do mesmo jeito em lugar nenhum. Eu acredito, todos os outros livros meio que são catalogações e organizações e aplicações de coisas que você encontra por aí, mas esse aqui é um livro que eu acho que tem ideias que eu não li em lugar nenhum. Eu acho que é depois de 22 livros depois, 22 livros depois, eu acho que finalmente escreveu alguma coisa que eu não li em lugar nenhum, que eu acho que tem muita citação, muito diálogo com outros autores, mas tem uma parada diferente aqui. Se você puder me dar a sua moral, certo, vá lá, vai ter um link na descrição para você poder comprá-lo. Tá bonito o livro, tá, tá bem bonitinho. Coisa legal aqui. As capas, ó, como é que é por dentro aqui, ó. Que legal, tem citações aqui, ó. Sempre tem capítulo três, tem uma citação aqui antes do capítulo e outra citação aqui quando quando entra no capítulo. Tem trechos muito legais aqui. Eu li alguns trechos desse livro lá na Esperança, quando eu tava pregando na igreja do Guilherme de Carvalho e do amigo Igor Miguel. E ó, o pessoal gostou muito dos trechos que a gente fez depois de ler lá o lançamento. Tá bonito, tá bonito. Puder aí me dê sua moralzinha. Agradeço a sua leitura. Política tá chegando aí, tá voltando aí o tempo das eleições. Pessoal vai ficar doidão. Então, ó, aproveite para garantir o seu e garantir sua sanidade também. Idolatria é substituir Deus. É óbvio, é evidente, claro que as nossas imagens de santos não substituem Deus, porque os santos serviram com toda força e graça a Deus. Os santos, as imagens dos santos estão vinculadas à sua vida. Vamos lá. Vamos lá. Vamos, vamos, vamos começar aqui devagarzinho, tá? Sim. Sim. Idolatria é substituir Deus por alguma outra coisa. O que acontece quando eu forneço a indivíduos que morreram e foram pro céu? Atitudes. Dou a eles características que eu deveria dar apenas a Deus. Por exemplo, devoção. Devoção a gente deveria dar apenas a Deus. Os católicos não a santos. E aí, que tal orações? A gente ora a Deus e a gente pede oração para pessoas à nossa volta. Quando você ora ao santo e faz rezas ao santo que está nos céus e que provavelmente nem vê a sua vida aqui, você tá dando para ele algo que você daria normalmente só a Cristo Jesus. Porque não é pedir oração para um colega que vai orar por você, é orar ao santo. Temos devoção, temos oração, os caras se prostram, se ajoelham diante da imagem de santos e se colocam em reverência muito profunda de uma forma que isso é condizente a Deus. Então a gente tem um problema aí, né? Quando João se prostra diante de um anjo no fim de Apocalipse, o anjo diz: "Opa, opa, opa, se prostra para mim não, eu sou conservo aí do Deus vivo igual você. Vá se prostar os santos?" Ele diz isso não. Ele diz: "Se pr apenas a Deus, adoraremos apenas a Deus". Ele não aponta para santo nenhum, porque a gente não se dobra de forma nenhuma. Vê só, ele disse com servo dos profetas, então a gente também não se dobrava aos profetas. Não deveria adorar profeta, idolatrar profeta. Como é que os santos podem eles serem instrumentos de um tipo de devoção que a gente entregaria só o Deus vivo? Não é? Eu sei que vocês pedem para não colocar a música de Maria, mas a velha referência, né? Eu sou de Jesus, eu sou de Jesus. Eu sou de Jesus. Sou dees. É aquela velha parada da da do worship de Maria, né? Tudo que eu tudo que eu tenho é dela. Tudo que é meu passa por ela. Clamo Maria e quando eu tenho Maria tenho também Jesus. Entendeu? Isso não é adoração, meu patrão. Isso é adoração. Isso é entregar a indivíduos aquilo que nós normalmente entregaríamos apenas a Deus. E a vida dos santos é dar glória a Deus. Como que uma imagem de alguém que dá glória a Deus substitui Deus? Quando você oferece a este alguém que deveria dar glória a Deus, coisas que deveriam ser dadas apenas a Deus, como prostração, devoção e oração, é absurdamente ridículo. Não tem sentido nenhum. Por isso que na arca da aliança tem os querubins. Êxodo 25:18, Deus manda fazer os querubins. E a gente vai fazer aqui uma defesa da do de imagens, né? Da das imagens. Mas isso é transversiar a questão em si, não é? Porque o grande problema não é existir uma imagem. Eu eu não tenho aqui em casa. Acho que eu tenho um Luterinho. Acho que tem um bucho de tem uma coisa de Lutero em algum lugar aqui. Acho que eu tenho um João Calvino. Não, acho que eu eu eu acho que eu não tenho. Na verdade, eu tenho ali, tenho um Anakin Skywalk ali. Eu tenho um Gandalf, mas eu tenho uns bonequinos no Toy Story, mas podia ter aqui um bonequinho de Lutero, um bustozinho de Calvino, entendeu? Isso não é um problema. O problema não é existir uma imagem, uma um quadro, existir uma representação física de um indivíduo e essa representação física de alguma forma rememorar o indivíduo. Não é esse o problema. O problema é que vocês se dobram, se prostram de joelhos à imagem do indivíduo, beijam a imagem do indivíduo, oram pra imagem do indivíduo e tratam aquela imagem como se ela tivesse uma sacralidade particular. Mas você vai me dizer que isso não representa também um tipo de idolatria? Ah, eu acho complicado dizer que não tá. Não vou continuar não, porque a parte do não poder ter imagem é só tchamentamento. Meus irmãos, existe um trabalho de Satanás para impedir as pessoas de se aprofundarem nas escrituras. E esse trabalho começa com a celebração da ignorância sob o nome de simplicidade. Ignorância tem nome, se chama ignorância. Simplicidade não tem nada a ver com ignorância. Uma pessoa pode ser sábia, pode ser inteligente, pode conhecer, ter conhecimento e ser simples. A simplicidade não é uma marca de burrice, é uma marca de caráter, de pessoas que são fáceis, fáceis de ensinar, fáceis de aprender, porque aprenderam lendo, lendo, lendo e descobriram o valor da leitura. Sofreram para ler o que leem, porque ninguém aprende a ler sem sofrimento. A, que lapar, que lapada inacreditável, hein, rapaz. Jonas Madureiro aqui tá com sangue no oi. É luta e é na força do ódio que você vai ler a Bíblia. Por isso, se existe um investimento de Satanás em nossas igrejas, é o investimento na ignorância das Escrituras. E você, pastor, não pode ser um alhado de Satanás na ignorância da sua membresia. Não aceite que as pessoas digam que está muito difícil. Olhe para essas pessoas que estão dizendo: "Está difícil". Diga assim: "Meu irmão, você quer estar comigo aqui em oração? Todas as quintas-feiras às 5 horas da manhã, eu tô no meu escritório, vou te ensinar a ler a Bíblia." Não sea, o povo de Deus por baixo, o que é a leitura das escrituras e a oração diária perto do que Jesus fez na cruz. Que vergonha na cara, irmão. Jonas Madureira cuspindo fatos na cara da sociedade. Tem muita gente que critica pregadores difíceis, né? Os caras que falam difícil, que se aprofundam na, sabe, na sabedoria e no conhecimento. E às vezes houve uma palestra do Jonas Madureira e tem referências complicadas. Você poxa, eu lembro, eu lembro quando eu pela primeira vez na minha vida ouvi uma palestra do Guilherme de Carvalho. Foi na semana CS News aqui em Fortaleza na universidade, Universidade Federal do Ceará. E eu lembro que eu não entendi nada. Eu só entendi quando ele falou CS le entendeu? Entendi nada. Eriago seminarista na época tava indo pro seminário, sei lá, acho nem tava seminário ainda. E eu lembro que eu fiz uma oração. A oração que eu fiz foi: Deus, me deixa um dia ser inteligente bastante para entender o Guilherme de Carvalho. Eu só quero entender o Guilherme de Carvalho. Se eu entender, tá bom? Eu não quero nem ser capaz de inventar as coes me fala, de criar, sabe, as ideias que ele que ele também desenvolve aqui. Eu só queria conseguir entender, só entender. Para mim tava bom isso antes aquele vídeo famoso do Clov de Barro, né, sobre entender o que o que o Kant escreve e tal. Não, é só uma questão de brio. Você tem brio? Eu lembro que para mim foi uma das grandes vitórias da minha vida no dia que eu ouvi uma palestra do Guilherme de Carvalho. Entendi. Obrigado, meu pai, entendi. E um dia disse pro Guilherme: "Gilherme, não simplifique." Eu disse para ele, ó, não não aceite qualquer pressão à sua volta e dizer: "Ah, você deveria falar mais fácil, você deveria ser mais simples". Já tem muita gente sendo simples. Ser simples, qualquer pessoa consegue. Ser simples, o Guilherme Carvalho consegue. O Jos Madureiro consegue. Ser simples, qualquer erudito consegue. Porque nivelar para baixo, aí beleza. Uma pessoa que sabe falar muito, também sabe falar pouco. Uma pessoa que sabe falar difícil também sabe falar fácil. Uma pessoa que sabe desenvolver ideias complexas também vai saber desenvolver ideias simples. Agora, quem só sabe falar fácil, quem só sabe desenvolver ideias simples não consegue desenvolver ideias complexas. Então, nós precisamos de mais homens desenvolvendo ideias complexas, mais homens pensando de acordo com a palavra de Deus, pensando a partir da escritura, levantando, levantando o sarrafo da igreja, entendeu? Ah, pastor, não entendi. Talvez a culpa seja sua, de não ter entendido, né? Talvez sei que devesse ir atrás e entender, não tentar nivelar o pastor por baixo para todo mundo ficar burro igual a você, mas tentar você deixar de ser burro, porque burro todos nós já fomos um dia. Talvez você ainda seja, talvez você seja uma pessoa de inteligência média e a gente todo mundo vai ser burro para alguma coisa. Não entender faz parte da jornada da vida. E o que que a gente faz quando a gente não entende? Tenta entender. Mas a gente às vezes condena o outro quando a gente é o tolo. Poxa, eu sou o cara que não sabe, sou o cara que não entende. Que bção. Você tá num culto que você não entendeu o sermão, que bção significa que você está em um lugar que você vai ser puxado para cima, entendeu? É uma bção. Olha que vantagem, cara. Sabe, por exemplo, deixa eu dar um exemplo. Sabe uma coisa que é que é muito triste? É você estar em um lugar que você sempre entende tudo. É estar em um lugar que ninguém está falando sobre o que você não entende. É estar em um lugar onde ninguém ninguém consegue te puxar para cima. E aí, o que é que sobra para você? Não é ficar estagnado. É tipo treinar. Você vai, sabe, eu vou fazer musculação, eu vou correr, eu eu corro na m, eu tô tentando correr, né? Tentando deixar o meu carro de mais divertido. E aí eu conseguia correr uma determinada quantidade de quilômetros. E aí o pessoal com quem eu corro corre tão ruim quanto eu, né? A gente corre tudo igual. Tem um outro que corre mais, tal, mas a maioria de nós corre ali tentando aprender a correr devagarzinho e tal. Ninguém é atleta. Tem uns atletas lá no nosso meio, mas não são tantos. E aí estamos ali e a gente vai ali igual, entendeu? Aí um dia eu fui correr com uma galera que era corredora mesmo, de verdade, irmão. O cara não vamos lá, o cara sabia, não vamos assim, ó, cuidado com isso aqui e tal. O cara me deu um monte de toque durante a corrida. Corri a maior distância que já tinha corrido na minha vida. Dei um tempo depois, fui correr com a galera que já era corrida corredora também, corria mais tempo, fui correr, tinha umas noções, tal, pô, corri mais do que nunca corri na vida. Então, quando você tá em local, um local em que você tem a bção de seu tolo, quando você tá em local que você tem a bção de ser quem sabe menos, isso significa que Deus te colocou no lugar em que você pode progredir, crescer, aprender. A postura mais errada de todos é você tentar nivelar por baixo, querer que os outros diminuam o nível deles para poder você se sentir melhor, não é? Se sinta feliz quando você não entender. Deus tá te dando a chance de crescer, entendeu? Isso é muito bom. Claro. Aí vai começar. Tudo bem. Podem existir pastores que, por inexperiência, são injustificadamente difíceis. Aí, OK. OK. E o pastor tem que ter uma noção sobre o público para o qual ele prega, para o qual ele fala, tudo bem, tá tudo certo. Mas essa não é a questão do dia a dia. A questão é pessoas querem fugir muitas vezes do aprendizado e do crescimento intelectual, do crescimento teológico na escritura. Por quê? Porque às vezes não não quer aprender, não quer crescer e se satisfaz com o que é. Uma pena. Excelente corte. Aí, mais um agora aqui de teologia negra, hein? Estudar teologia negra é fundamental para uma fé e um cristianismo comprometidos com a luta antirracista. A teologia negra é um resgate de personagens que foram fundamentais na história do povo de Deus. não apenas na história bíblica, mas também ao longo de toda a história de construção do cristianismo. Personagens que contribuíram para a teologia, mas que foram apagados por um olhar eurocentrado. A teologia negra é a teologia do oprimido. A teologia que nos mostra Deus participando ativamente da luta dos oprimidos pela sua libertação. Você não pode ficar de fora dessa. Vem com a gente, vem mergulhar, vem estudar, porque teologia negra é o passado, é o presente e é o futuro do povo de Deus. Tá, vamos devagar aqui, tá? Já tem um vídeo aqui no canal onde eu discuto essas hermenêuticas políticas, certo? Tem um vídeo aqui inteiro que eu falo sobre isso, sobre mediação socialítica, teologia da missão integral, essa parada toda. Tem uma polêmica quando eu lancei esse vídeo na época aí que um dia vai sair em livro aí, mas vai demorar porque eu tô faz anos que tô estendo esse negócio e nunca nunca terminei. Que é uma teologia negra? Bom, você pode pensar de duas formas. Você pode pensar em fazer teologia sendo um negro e aí você dentro do seu local você vai conseguir responder as perguntas relacionadas a ser um negro. Então se você é um negro no Brasil ou é um negro na África, um negro nos Estados Unidos ou na Europa, existem realidades contextuais completamente diferentes, né? Eu sou contra teologias contextuais de forma nenhuma. Eu acho que a teologia precisa ser aplicada a realidades particulares. Então, existem demandas no Brasil que não existem nos Estados Unidos. Existem demandas para mulheres que não são para homens. Talvez negros possuam demandas que brancos não possuem e faz parte. Eu acho que isso é uma realidade muito mais forte nos Estados Unidos e eu acho que toda essa pauta de teologia negra é uma pauta americanizada, certo? Eu acho que essa pauta de fazer uma teologia para o preto, uma teologia negra, é coisa de teólogo estadunidense, é teologia branca estadunidense, certo? Porque existe uma realidade estadunidense, uma realidade norte-americana, há uma realidade de segregação muito forte lá no norte do país, que não é o mesmo caso do Brasil, que tem uma outra história de segregação, uma outra história lidando com racismo, uma outra consequência racial e um outra população completamente diferente, majoritariamente parda. Muitos dos dramas americanos não são dramas brasileiros, muitos dramas brasileiros não são dramas americanos e existe uma importação de pauta norte-americana para cá de forma completamente absurda. Mas e já é um já é um outro tema, já tô dando diversando já. Para mim, fazer teologia de forma contextual é importante, porque se eu sou um cara, uma pessoa daquele contexto, vai ser muito mais fácil eu poder responder as perguntas daquele contexto. Então, se eu quero discutir trabalho e família para o Brasil, é mais fácil fazer isso no brasileiro do que sendo um cara da Holanda. Com certeza. Não é porque você tem, você conhece a realidade onde você tá inserido muito melhor. O que é que não pode ser teologia negra? É fazer uma teologia cujo método hermenêutico passa por um tipo de leitura política da escritura. Aí você tem um problema mais grave, porque você vai ter uma leitura bíblica que não corresponde à palavra de Deus. Se você quiser um livro bom sobre racismo, de uma perspectiva mais conservadora, bíblica, tem o livro da Jacira, O estigma da cor, muito bom, fica a indicação. Tem um vídeo com a Jacira aqui no canal. Inclusive, se você quiser um livro sobre leitura bíblica do ponto de vista de um negro, você tem o Reading Wild Black, mas é um material também conservador que lê a escritura do ponto de vista de um negro lendo a escritura. E ele faz o quê? Ele tenta responder questões que são comuns à comunidade negra americana a partir da escritura. O que é que você não pode fazer e que é errado? É tentar ler a Bíblia a partir de uma hermenêutica negra, porque isso já é um um uma aberração hermenêutica por si só. Você quiser entender por, você vai ler o há um significado nesse texto. É o livro do Kevin Vaner, onde ele vai discutir realismo hermenêutico, que é a forma de interpretar a escritura que conservadores seguem, que a galera da teologia negra não deve odiar esse cara. Com certeza. Você pode ver, se você não quiser gastar um dinheiro, você vê o meu vídeo aqui sobre isso, você já já pega um panorama, uma entrada, até critico teologia negra também lá. Não vamos por esse caminho não, pelo amor de Deus. Bom, este foi o teólogos do Twitter de hoje. Obrigado pela sua companhia até aqui. Lembre, a gente tem vídeo todos os dias, segunda a sexta-feira, sempre 10 horas da manhã. Então se inscreve no canal e acina as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Um cheiro no seu cangote e até a próxima. M.