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A fé vem pelo ouvir

A HISTÓRIA DE MINHA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA: SIM, TIRAREMOS DÚVIDAS DO CHAT

A HISTÓRIA DE MINHA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA: SIM, TIRAREMOS DÚVIDAS DO CHAT

A HISTÓRIA DE MINHA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA: SIM, TIRAREMOS DÚVIDAS DO CHAT

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Legendas automáticas:

Fé, ciência do mundo, luz, testemunho
ser da terra, o
sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo
dia útil até a vitória final.
[Música]
Fala minha gente, bom dia. Tudo bem com
vocês? Eu espero e desejo que sim. Sejam
todos muito bem-vindos, muito
bem-vindas, muito bem-vindos aqui à
nossa segunda live no canalzinho e vamos
testar o som. Vamos ver se ele tá bom.
Como é que tá no ouvidinho de vocês? O
som tá bacana?
A voz tá legal, tá estourando, tá mais
ou menos? Eu não tenho como saber,
infelizmente. Se vocês puderem me dar
uma força
aí participando desse nosso papo, como é
que tá o áudio, como é que tá o som,
como é que tá a bagunça e ajuda
consideravelmente para começarmos muito
bem o dia aqui, beleza?
Sejam aí todos muito bem-vindos, muito
bem-vindas e muito bem-vindos pro nosso
papo, para o nosso dia. Bom dia. Bom
dia. Bom dia. Bom
dia. É isso daí. Pera
[Música]
aí. É, minha gente, pera
[Música]
aí. Tá muito alto. Tá bom.
Eu também, Gabriel. Eu também estou
empolgado para esse vídeo. Sabe por quê?
Porque eu não tô conseguindo gravar
muito durante a semana. Na verdade, a
vida tá impedindo aí com acúmulo de
funções e de exploração do trabalho. Tá
complicada a minha vida, né?
Mas, mas nós voltaremos aí de maneira
adequada para o nosso dia a dia de
gravações em algum momento. E aí eu fico
empolgado porque o dia que eu tenho para
gravar ao vivo aí com vocês. Beleza? Ai
que bom Jéssica. Muito bom ter você por
aqui com a gente. Agradeço profundamente
a confiança e a chegada. E aqui para
quem não conhece essa daqui é a Lionela,
a gatinha que eu tenho aqui em casa.
P que bom que o som tá bom. Espero que
esteja funcionando, chegando bem aos
ouvidos de vocês, porque aqui é o aquele
clima eh que eu quero deixar um áudio
agradável, gostosinho no fundo, né, para
acompanhar o nosso papo de maneira
animada, divertida, mas também séria,
que seja
aprasível, aprasível aos ouvidos de
vocês. Eu não sei se vocês têm essa
consciência de quem, né, não é do mundo
crente e vez por outra passa por aqui,
de que nós, pessoas
evangélicas, temos
o hábito de utilizar termos extremamente
arcaicos, especialmente quem vem aí da
Assembleia de Deus, porque nós
utilizamos uma tradução da Bíblia que
tem aquele português vertnáculo antigão.
Então, ao invés de dizer, olha, queria
deixar um um son gostosinho aí no ouvido
de vocês é falar, gostaria de porventura
garantir um conteúdo aprasível a vosso
gosto, né? Então, a gente fala dessa
maneira interessante aí. Uma vantagem de
ser crente aprende um grande
vocabulário. Mas é isso, tá? Espero que
esteja para dando me ouvir bem, tá?
Assim, espero que a música não esteja
demasiadamente alta em relação ao som de
minha terrível voz, mas a gente vai
descobrir isso enquanto a gente
papeia. Beleza? Sejam todos aí muito
bem-vindos, muito bem-vindas e muito
bem-vindos aqui ao nosso papo. Jéssica,
Gabriel e também João. João, que bom que
você apareceu aqui, João. Que bom que
você veio dar um salve. Eu espero que
você goste dessa conversa e a gente vai
conversar sobre isso aí, cara.
Será o comunismo é
anticristo? Onde foi que o comunismo
chegou? Ao poder ir. Três verbos aí no
meio. Não perseguiu os cristãos. Éonde
foi? Aonde foi? Vamos descobrir. Vamos
descobrir. João, que bom que você tá aí,
querido
João. Olá,
jovem carrapa. Tudo bem com você? Eu
espero que sim. Seja bem-vindo aqui ao
nosso papo. Muito bom ter você mais uma
vez com a gente numa quarta-feira pela
madrugada. Excelente, excelente. Estamos
aí
juntos. Seja muito
bem-vindo, Jéssica, minha querida, em
que área eu sou graduado? Isso é uma
Eita, pera aí que travou o meu
computador aqui. Computador, não me
deixa na
mão. Aí agora pronto. É, eu tenho um
computador um pouco antigo e ele sofre.
Que hora que eu sou graduado? história?
Não, não, não sou graduado de história.
Eu sou graduado em
filosofia. Minha graduação foi em
filosofia. Filosofia. Eu tenho uma
formação em teologia também, mas a minha
graduação foi em filosofia. Eu trabalhei
na filosofia, tive muitos gostos de
verdade que eu me ia lendo de tudo,
curtindo tudo, aproveitando ao máximo.
Eu nunca fui muito filiado a uma
corrente ou a outra.
que gostava de estudar mesmo, de ler. E
aí eu fiz o meu trabalho de
monografia pragmatismo estadunidense, a
filosofia pragmatista estadunidense, mas
foi em filosofia e eu gostei bastante. O
título do meu texto era o método
pragmático de John Dewy. Era muito
legal, muito legal. Eu curti bastante
estudar isso. Então sou formado em
graduação em filosofia. Porém, contudo,
todavia, pra gente não dizer que
perdemos toda a história, meu doutorado
foi em economia política mundial e a
área de trabalho que eu tive, né, a
linha de pesquisa era trajetória de
pensamento do Sul, mas a área de
trabalho propriamente dito, o campo que
eu trabalhei foi história do pensamento
econômico. Então aí eu tive um
treinamento mais adequado de história no
doutorado para ter que trabalhar com a
história do pensamento econômico. Não
sei se foi interessante saber dessas
informações. Talvez elas não tenham
absolutamente nenhuma validade, mas que
bom aí que eu pude contribuir com essa
pergunta e te agradeço por perguntar.
Sou filósofo de
formação. Deixa eu ajeitar umas
coisinhas aqui. E aquilo, né? Não sei se
vocês sabem
disso, mas aqui na na como é que é o
nome? no YouTube, nessa agora mal feita
chamada YouTube, dizem que eu tenho que
enrolar um pouco pra live ser entregue.
Me disseram exatamente essa frase. Você
tem que enrolar. Não vou enrolar. Não
vou enrolar. Eu produzi um conteúdo
qualificado desde o início, mas eu
encontrei daí mecanismos para dar uma
enrolada mesmo. Eu já já vou
utilizá-los. Inclusive fiz aqui um
roteirinho pra gente poder papear.
Filosofia. Eita. Como organização dos
estudos estudou desde o começo
filosofia, tá?
Grécia. Pois é, infelizmente, Jéssica,
infelizmente nós ainda temos
tradicionalmente estabelecido o estudo
da filosofia em naquele esqueminha
tripartite, filosofia antiga, filosofia
medieval e filosofia moderna.
E aí na universidade que eu estudei, que
é ser muito boa, ter sido muito bacana,
um curso bem diferente, por sinal, ele
começou filosofia antiga, depois
medieval, seguindo mesmo mesmo
estrutura, a gente começou estudando,
né, Sócrates, essa galera
toda. E aí, minha gente, é só tem essa
mesmo. É só isso. Praticamente você só
estuda filosofia grega e aí ela vai se
se atualizando, né? que aí o o pessoal
medieval vai recuperar a filosofia grega
e o pessoal na modernidade vai recuperar
ou dizer que recuperou os clássicos de
verdade da Grécia e tal. É umas
confusão. Em última instância foi
inventada essa ideia. E aí eu recomendo
inclusive as críticas de Henrique
Dusell, um filósofo argentino mexicano,
faleceu, acho que ano passado inclusive
sobre essa tradição da filosofia. Aí eu
recomendo mesmo porque ele faz uma
crítica muito interessante a essa
percepção do mundo meio tripartite,
sabe? Tipo antiga, média e e tal. E aí
ele propõe um outro tipo de estrutura,
que é uma estrutura que ele trabalha por
eticidades. E aí ele tenta trabalhar com
uma filosofia em perspectiva mundial,
como que ela se dá em diferentes
momentos, em diferentes campos e com
conexão entre culturas. Aí eu vou
aproveitar que você me deu uma deixa,
você e nosso querido camarada carapa.
A deixa é a seguinte para Merchan, né? A
deixa pro Merchan, obviamente. E a deixa
pro pro Merchan, que ela é muito
importante, muito importante, muito
importante, é
que aqui no curso nós temos o curso de
filosofia latino-americana,
introdução. É aqui no curso, ó, aqui no
YouTube a gente tem aqui na nossa
comunidade um curso de filosofia
latino-americano, introdução para quem é
membro, membra, membro e membresia que
do nosso canalzinho. E lá a gente
critica essa estrutura de filosofia
antiga, média e moderna. tenta trabalhar
em perspectiva mundial e aí apresenta aí
inclusive quais são elementos
fundamentais para poder fazer essa
crítica. Vou estender muito aqui esse
papo para não ficar muito cabeçudo, a
menos que a gente se interesse aqui no
chat, mas eh uma parada bem legal que a
gente para de trabalhar sobre a
filosofia dos gregos, dos modernos da
tal medievo, né? med uma grande invenção
maluca pra gente trabalhar em em outras
chaves, de outras maneiras de realmente
historicamente estabelecer critérios
mais factíveis com o desenvolvimento do
pensamento em nível global ou
mundializado. É muito mais legal, muito
mais
interessante. O
meu ponto de vista, diria assim um
nitiano, diria assim um pós-moderno, não
sabemos, tá bom? Mas acho que que já vai
um papinho aí massa. Mas tivemos aí esse
estudo de dos
clássicos clássicos medievais
modernos. Ah, e só para não perder a
linha, né? Eu fiz a minha minha meu
mestrado foi em filosofia
latino-americana. Fiz o mestrado em
filosofia foi filosofia latino-americana
lá na Federal do ABC. Ficou bem bom o
trabalhinho, viu? Modéstia a parte. Tá
bem bom. Bem bom, bem bom, bem bom, bom.
Fala Kevin. Salve irmão. Como é que você
tá? De boa. Que bom te ter por aqui.
Nosso querido, querido, querido Kevin
que é membro aqui do canalzinho, faz
parte da nossa membresia, um grupo
pequeno, mas fi resistente, sempre muito
camarada. Tamamos junto, mano. Bom dia.
Uma excelente quarta-feira pra gente. E
aí, João, o a Lionela aqui, ela tá
acelerada. Lionela é o gato, ela tá
querendo dar um papo, quer tá querendo
dar ideia ideia da dar ideia dela, mas
eu acho que a ideia dela é um pouco
fraca. Ela ainda é muito novinha, tem
que tem que amadurecer um pouco mais.
Olha, ela aí tá com dois anos só,
coitadinho. A já tá com teve alguns
problemas de saúde desde pequenininha. A
gente resgatou ela, ela tinha 10 dias de
vida. A gente foi meio que uma
incubadora da gata, coitada. E aí ela
ainda sofre muito com alguns
probleminhas de saúde desde então, quase
falecer. Tadinha da Lionel. Aí ela meio
grudada aqui com a minha existência,
porque eu de acordo com a minha
companheira eu fui a mãe da gata. E
aí teve um uma relação profundamente
umbilical, metaforicamente falando com o
gato. Então cá estamos. Mas estadinha
era muito pequenininha. 10 dias de vida,
gente. Imagina menor que minha mão
assim.
[Música]
Tô gostando do sonzinho? Fiz umas
musiquinhas novas aqui para ficar na
nossa trilha sonora, para ser aprasível
para vocês. E eu vou soltar aqui, minha
gente, também o excelente excelente
momento de agradecimentos aí que eu fiz
uma parte no semana passada, na primeira
live, vamos fazer aqui na
segunda. Canal do Guinho, bem-vindo,
Guinho. Querido, lindo Guinho. Sigam o
canal do Guinho. Eu vou tentar colocar
aqui. Sigam o canal do Guinho. Acompanhe
o Guinho. Guinho e Guinho. Guinho do
canal do Guinho. E aí vocês segam lá
Guinho, nosso camarada Guinho, um beijo.
Você também é lindo, uma pessoa linda.
Que pessoa bonita que nós temos aqui.
Que tem aí o seu sua habilidade de fazer
duas tarefas ao mesmo tempo e conseguir
cumprir as duas, tá? Eu garanto aqui que
ele cumpre as tarefas que ele está
realizando. E aqui, ó, chega aí, ó. Se
liga, segue no canal do Guinho porque
tem live mais tarde. Diferente de mim
que faço de madrugada, ele faz em
horários adequados. Então vocês, por
favor, sigam lá o trabalho do do canal
do Guin e hoje tem live mais tarde lá no
canal do Guin. O
[Música]
Guinho. Mas aqui nos nossos
agradecimentos, né? Sempre bom agradecer
o pessoal que ajuda a gente dar
fortalecida, fortalecida considerável,
porque que nem eu cometi na semana
passada, nossa primeira live, essa é a
segunda, a gente tem muita coisa para
perceber nessa vida, né? E eu comecei
esse canal aqui por puro desespero para
tentar vender uns cursos que a gente
tava precisando aí, né? É 9:30 da
madrugada, né? C pô, 9 horas da manhã,
cara, madrugada, não necessariamente
para mim, porque minha criança acordou
hoje às 5 horas. e 30 minutos da manhã
veio até a minha cama, que é o local
onde está apoiado as caixas de jogo de
tabuleiro, sobre as quais está o meu
laptop, a câmera e toda essa estrutura
completamente amadora que fica
balançando. E ela acordou às 5:30 da
manhã, veio me despertar, né, uma hora
antes da hora que eu levaria, prepararia
o café e depois levaria ela pra escola.
Mas fazer o quê? Então, para mim era
madrugada 5:30. Agora então nem te
conto, mas para algumas pessoas, não
direi quem nem quais, 9:30 é madrugada,
9:30 da manhã o pessoal aí tá tipo: "Meu
Deus, gente, que cedo, não é? Numa
quarta-feira ainda que já é pré-fim de
semana. Pô, eu também, Jésica. Ontem,
inclusive, eu nem almocei às 11. Ontem
eu almocei às
10. Eu me liguei, eu tava almoçando às
10 da manhã porque eu tinha que estar no
trampo às 11. E aí eu almocei, saí, fui,
daí cheguei lá às
11 em
ponto, mas 10 da manhã eu tava
terminando meu almoço, finalizando o
almoço para sair. É isso, pulamos cedo e
seguimos a vida, né? Cá estamos, gente.
É uma loucura, loucura, loucura,
loucura. Bom dia. Bom dia, do
Seja muito bem-vindo, do
aqui conosco. Espero que você curta o
papo que a gente vai ter hoje, né? E
enquanto a gente tiver conversando, dou,
a gente vai poder aí desenrolar e espero
um relacionamento de vínculo bacana.
Seja muito bem-vindo aí ao conteúdo.
Espero que você curta o papo que teremos
hoje. Você tem um ponto, caráter, um
ponto muito importante. Pré-almoço é
perfeitamente plausível na rotina
hot e somos
hots. Podemos aproveitar aí a prática do
pré-almoço, né? Faz sentido. Considero
válido. Um almocinho ali entre o café da
manhã e o almoço valendo. Mini almoço.
Meio interessante. Não, não vou reclamar
não. Acho que que é massa. Bala, bala
bala bala ideia. Muito boa essa ideia.
Param
pam. Bom,
pão, para além de ter recomendado o
canal do Guinho, recomendo novamente,
hein, você ser humano que está aqui e
não segue o canal do Guinho para quem
dou está dando bom dia. Liga o canal do
Guinho porque de acordo com o Guinho,
ele disse que hoje terá uma live mais
tarde no canal dele, né? Uma live mais
tarde, no horário adequado, não às 9 da
madrugada, né? será num horário aí mais
adequado.
Então, quem puder seguir aí o o canal do
Guinho, siga o canal do Guinho, assim
como sigam esse aqui, ó.
Sim, pode crer. Sim, pode crer. É o
podcast ali que tem muito conteúdo
interessante para quem gosta de desse
tipo de discussão a respeito de
religião. Canal mais progressista,
liberal, aberto, mas que dialoga com
todo mundo, tem entrevistas muito
bacanas, mas eu estou aqui indicando,
sim, pode crer, porque nesse início de
lives, dessas primeiras lives aqui do
canal, essa é a segunda que nós temos,
eu tô fazendo alguns agradecimentos para
quem apoiou o nosso trampo, né? Eu
comecei o canalzinho aí no começo do ano
passado e precisei de muita ajuda, muita
força numa correria danada, inclusive
porque tava naquele momento conhecido
como entre empregos, né? Você tá entre
empregos, lascado dos dois lados, né? no
entre o emprego futuro que não chega e o
passado que te abandonou, você fica ali
no entre emprego. E aí o pessoal do
Simpod Que me ajudou para caramba, me
ajudou muito, pude dar uma força lá e
com muitas de muitas maneiras, apoio
moral, apoio psicológico de carinho, de
camaradagem, de trampo também deu para
fazer uns trampos juntos, eh, de espaço
para poder apresentar o meu conteúdo
também para fazer a propaganda do
trabalho. Então, agradeço muito, muito a
galera do Sim. Pode crer. Sigam o
pessoal do Sim, Pode Crer. Aqui no
YouTube também, no Instagram, essa coisa
toda. E obviamente os host do Sim, pode
crer. O Will
CJC, também conhecido como Will
Carvalho. E depois vocês perguntem para
ele por que é
CJC. Deixe ele se explicar. Mas agradeço
demais, Will. Eu fui muito parça e
comecei o canalzinho aqui só com o
computador velho que eu tenho,
completamente lascado e com a imagem que
só Jesus na causa. E eu tinha um
microfonezinho que eu tinha descolado,
dica do Fábio Chocolate que eu agradeci
na semana passada. E aí o o Will, cara,
no ano passado ele desenrolou a câmera
que permite com que vocês vejam em cores
a minha cara, que antes tinha tons de
pálido, agora e cores e uma cara pálida
de sono e de encardida pela falta de sol
em São Paulo, né? que você é impedido de
ter contato com o sol, dependendo do
trabalho que você tem em São Paulo. E aí
fica massa e com essa câmera, pelo menos
aí dá uma qualidade bacana e agradeço
demais e eu foi muito parça, muito parça
mesmo. Assim como o nosso querido Sérgio
Pavarini aí o Pava Pava Blog, antigo
Pava Blog. Quem quem não conheceu o Pava
Blog era crente, não sabia do Pava Blog.
Todo mundo conhecia. Pava é Pava, pô. E
aí, o Pava também é roxo e fundador aí
do Sim, pode crer junto com a demais a
força de vocês de coração. E se vocês
não conhecem Will CJC e Pavarini, Sérgio
Pavarini, sigam lá os camaradas, eles
deram uma força muito massa aqui pro
canalzinho. Eu sou imensamente grato de
coração. Valeu mesmo. Estamos junto,
estamos muito, muito, muito, muito
junto, fazendo aqui essas
pequenas pílulas e gotas de
agradecimento. É só um pouquinho, é com
carinho, mas é muito massa. Beleza,
minha gente. Então, necessário fazer
esse tipo de agradecimento. Em breve
faço mais, né, a medida que que a gente
for fazendo, desenrolando os nossos
trabalhos. Mas é sempre importante
agradecer quem nos fortalece, porque
nesse mundo nós não estamos sozinhos de
maneira nenhuma. Somos absurdamente
dependentes de outras
pessoas que nos ajudam na correria. Isso
é, acredito plenamente nisso. A gente
depende de muita gente, cara. A gente
não faz as coisas sozinho, somos
interdependentes. E essa ideia de self
made man, selfmade woman, a pessoa que
se autorrealiza, são a lorota, cara.
Lorota danada, ideologia barata e que
nega a realidade, não só social, a
realidade efetiva da espécie humana.
A gente não pode deixar cair nessas
armadilhas não. Então, agradeço muito aí
quem fortalece e cada pessoa que está
aqui ao vivo começando o nosso papo numa
quarta-feira pela madrugada. Estamos
junto. É verdade. João também tem essa
razão, né? Almoça a qualquer momento.
Sempre que tiver fome você vai lá e
almoça. Deu fome? Foi almoçar. Pô, mas
são 3:30 da madrugada aqui no Brasil.
Ninguém disse que não são 3:30 da
madrugada no Japão. E aí se eu tô
atrasado pro almoço no Japão às 3:30 e
não aqui. Então tem esse ponto, tem a
questão aí de fuso horário. Não é que
você tá almoçando na hora errada, é que
o fuso horário tá errado de acordo com o
seu almoço. Você tem que avaliar isso.
Acho que faz muito sentido. Então deu
fome, vai comer que em algum lugar do
mundo é a hora do almoço. Você pode ir
lá almoçar e sinta-se em paz com
respeito a
[Música]
isso. Exatamente. Ex. Ninguém nasceu da
terra. Dou, né? Dou. Ninguém nasceu da
terra. Ninguém. Ninguém é filhote de
chocadeira, né? Você nasceu de
achocadeira, nasceu como um uma
sementinha que caiu e brotou do nada. E
ainda a sementinha tá conectada com uma
rede muito maior do que ela. Contudo,
porém, todavia, esse ah, não vou
conseguir pegar o livro agora. Mas você
sabia? que Robs Thomas
Robs informação. Thomas Robs tem um
determinado texto em que ele fala assim:
"Os
homens que nascem como
cogumelos". Sim, sim. Como se fôssemos
cogomelos, né? Não existe nenhuma
participação entre duas pessoas para a
existência de uma nova, né?
uma relação entre dois seres humanos que
fazem com que surja um novo. Não, não.
De acordo com o Robs ali era os homens,
né? Homens varões que nascem aí surgem
na Terra como cogomelos, né? Que é uma
excelente maneira de você ser um
completo imbecil em questão à realidade,
mas é importante pro tipo de filosofia
que ele desenvolve, pra compreensão de
mundo que ele tem, assim como paraa tal
da modernidade liberal que vai surgir a
partir daí, né? É isso, cara. Você vai
os mitos da filosofia moderna da de
surgimento, né, da sociedade, de
formação de contrato, você precisa
inventar de algum lugar que os seres
humanos são indivíduos isolados. Então
são esses grandes mitos fundantes de
Lock, Hobbs e Rousseau. Os caras pro pro
Hobbs lá, os homens que nascem como
cogumelos, né, isolados aí uns dos
outros na terra. E aí o do Robson,
imagine que cada um estava andando pra
terra e por cim consigo até e pegando as
coisas de acordo com que lá aprouvesse
que ele quisesse. E aí o primeiro que
cercou lascou tudo, como se fossem
indivíduos aí também isolados andando.
Ninguém explica como é que surgiu esse
ser humano. Ninguém considera a
necessidade de um caval, né? Ninguém
considera que quando você nasce tal qual
eu, como corintiano, careca, sem dente,
analfabeto, todo mundo nasce corintiano
uma vez na vida, assim como
eu. Você nasce, você depende de uma rede
imensa de pessoas que cuidem de você,
sua mãe, teu pai ou pessoas
responsáveis, uma família mais ampliada,
tios, avós, tias. Alguém vai precisar
cuidar dessa criança e dar condições
para ela crescer, senão ela não vai
existir nem subsistir, sabe? questão
meio básica, mas pra filosofia política
moderna não, né? Seja para Rob, seja
para Rousseau, seja para Lock, são
indivíduos isolados que ficam andando
por aí, né? O que é uma insanidade,
gente, pelo amor de Deus, né? Se o Tico
e Teco conversa, você não cai nisso. Mas
essa parada ficou tão poderosa e um mito
para explicar o surgimento de do do
contrato
social. E a gente leva isso a sério até
hoje, né? Se você for conversar com um
liberal médio, ele não se liga da
necessidade de uma comunidade prévia e
trabalhando arduamente para que um
indivíduozinho se cresça, se desenvolva
e chegue a uma determinada idade e possa
realizar suas atividades, viver com
relativa autonomia, mas ainda dependendo
de um monte de outras pessoas são
incapazes de perceber isso, que é uma
coisa muito óbvia. Fazer o quê? E aí tá
desde os clássicos. Então, há teóricos
que fundam a filosofia moderna, política
moderna, que trabalham assim.
Então, é burrice filosoficamente
justificada. Então, a gente tem que ser
muito crítico para não cair nessas
lorotas e se ligar, né, poder trocar a
ideia. É uma coisa incrível que vai
acontecendo. Pois é, Douge, eu também,
né? Eu nasci corintiano e permaneci, né,
de acordo com a minha natureza.
Acho que você também, nós já entendemos
aí o nosso lugar nesse
mundo. E agora curioso, cara, que eu
falei, né, por exemplo, a gente precisa
de uma rede de pessoas cuidando da
gente. No início alguém tinha comentado
da Lionelo, né, a gata que tá aqui
pedindo carinho do meu lado. E a a
Lionela, a gente resgatou, ela tinha 10
dias de vida, ela dependeu de
toda uma uma organização da nossa casa
para ela sobreviver e quase que falece
no meio do processo para est
aqui. A gente depende de uma rede,
gente, viva, efetiva. É óbvio, pelo amor
de Jesus Cristo, né? Mas tudo bem.
Falando em invenções, a meritocracia é
uma ideia cristã? Não, a meritocracia,
inclusive com esse nome, se eu não me
engano, ela surge na na
contemporaneidade, a modernidade que nós
vivemos aí no século XX, se eu não me
engano, foi aí que surgiu a partir de
uma distopia, né? Uma distopia que aí
surge essa expressão meritocracia, mas
tem gente que levou ela a sério e achou
que é uma boa
ideia. Mas depois eu penso disso aí. E
do ponto de vista cristão, a gente tem,
poderia dizer inclusive, que existem
duas possibilidades. Uma é dizer que
você tem que fazer por merecer, né, a
sua salvação. E tem uma outra galera que
diz que não, você já recebeu mesmo, nem
inclusive nem depende de você, é Deus
que decide. Então, múltiplas
possibilidades dessas disputas aí em que
a gente vai vivenciando essa vida. Mas a
não sei, não não cravaria, não cravaria
essa essa afirmação. Teria que
estudá-la.
Soltei algumas pistas pra gente poder
ver, mas se isso for um tema pra gente
levar a sério, vou ter que
estudar. Bom dia, Bruno. Bom dia,
Carmbat.
Carb, né, nosso querido. Eu olhei a
revista Zelota, ela é bem ligada à
igreja adventista. Sou ex-adventista.
Muito prazer, Carmat. Me lembro de muito
conservadorismo na igreja. Como a
discussão política à esquerda se dá na
igreja, pô. Excelente. Carbot. A gente
vai conversar sobre isso hoje já já.
Inclusive é o conteúdo aqui do nosso
papo, né? A gente não vai fazer live de
react porque de react cara já tem um
monte. A gente vai aqui live discutindo
e produzindo conteúdo qualificado como
um não pastor diplomado. Eu acho que eu
posso dar uma força nisso, mas a gente
vai discutir sobre isso aí, cara. A
gente vai falar, eu vou até anotar aqui,
adicionar, né? Como que se dá a luta
política
especificamente.
Eh, mas que bom que você olhou lá a
zelota, cara. É uma a zelota é muito
boa, muito boa mesmo, uma revista
totalmente excelente, totalmente
excelente. E aí você me dá até a deixa
para eu poder dizer para vocês que leia
revista Zelota. Faça como Carb Mat.
Carb. Carb mat. Faça como Carb Mat. Leia
a revista Zelota. Leia a revista Zelota.
Inclusive, como Zelota, nós estávamos
nesse fim de semana, é um encontro sobre
a teologia da libertação e fizemos um
furduncinho muito legal.
fez uma bagunça interessante. Então, lei
a revista Zelota, quem não conhece, vale
muito, muito, muito a
pena. Conheça a revista
Zelota.
[Música]
Beleza.
Ah, tem mais perguntas que eu acabei
passando ou afirmações, né? A igreja é
uma grande família.
Pá, mas essa família é muito unida e
também muito oriçada. Brigam por
qualquer razão, mas acabam pedindo
perdão. Picaça, pai, [ __ ] essa, [ __ ]
essa filha. Eu também sou da família,
também quero.
É, sem família na verdade tem. Sim, tem,
tem. Pior que tem, infelizmente tem.
Dependemos uns dos outros. É verdade,
João, eu concordo com você. A igreja
pode ser uma grande família, pode ser
uma excelente família, pode ser uma
família muito ruim também. Podem ter
pessoas extremamente abusivas, seja na
família, seja na igreja, seja nas duas
coisas. O problema não é a igreja ou a
família, mas o que faremos de nós mesmos
enquanto igreja, enquanto família e se é
que a gente vai querer manter
determinadas relações a se pensar.
Temos que fazer certas reflexões aí no
processo, mas sim, inclusive para muitas
pessoas é graças a relações eh
institucionalizadas dentro do espaço
religioso que conseguem encontrar bens
sociais, educação formal e mais um monte
de coisa que são privilégios dentro do
modo de produção e reprodução da vida
que nós temos vigentes. Então, coisas
para pensarmos por aí. Bom dia, Gabriel
Cadash Salsen. É Gabriel Kadash Salsen.
E bom dia. Bom dia. Um excelente dia e
um nome muito interessante esse seu e um
logo de anime também bastante curioso.
Bastante curioso, diga-se de passagem. E
talvez a musiquinha de fundo combine
muito bem com a logo aí, com a fotinha
do seu perfil.
P. Quem pegou? pegou. Quem não pegou não
pega
[Música]
mais. Mas bom dia, minha gente, sejam
todos muito bem-vindos, muito bem-vindas
e muito
bem-vindes. Ah, que a gente tá na
meritocracia nos serviços públicos,
concurso público. É, então, mas aí que
tá. Eu tenho dificuldade, minha gente,
de chamar iso meritocracia, né?
Eh, quando estiver atrás do que que é
uma elitocracia, o que que significa
esse
termo, eh, não dá pra gente reduzir a a
ao lance de você fazer uma prova ou de
você ir bem num determinado
conteúdo. Sim, tem a ver com mérito, tem
a ver com a sua capacidade de realizar
algo, mas
meritocracia é uma estrutura de poder de
toda uma uma
organização, eh, de uma sociedade dentro
de uma distopia na qual é tudo por
mérito, tudo
por exclusivamente pela sua capacidade
de realizar determinada função e tal. E
eu acho que o mérito ele é muito bom
para determinadas funções, determinadas
atividades, determinados critérios para
tomada de decisão, mas não é o único e
nem deve ser a força básica para decidir
sobre tudo, né? Então uma coisa é você
ter um mérito, uma prova, algo para você
realizar e um tipo de critério para
determinadas atividades, mas isso não é
para tudo. A meritocracia pressupõe você
ampliar isso para todas as relações de
vida. Não faz sentido nenhum. Então
tomaria cuidado com a palavra. É
exatamente aqui o que o nosso camarada
Carapa tá falando. As pessoas confundem
mérito com meritocracia. Exatamente. É
do mérito. Tem coisa que tem que ser por
méritos. Estou de em pleno acordo. Só
que tem momentos que o mérito atrapalha
consideravelmente e o mérito se torna um
se torna um péssimo critério, né? Então,
eh, a organização econômica de uma
sociedade baseada no mérito é uma
burrice, sem sacanagem.
especialmente sobre o critério de
garantir as condições de produção e
reprodução da vida dos seres humanos.
Como é que você estabelece méritos sobre
todas o tipo de atividade que você vai
realizar? Não tem como. Então é distinto
uma coisa de outra. Então acho que é
importante isso daí,
né? É. E e aqui o Kevin tem um ponto
importante, ponto importante para Kevin.
O Moro, né? nosso querido Sérgio Pato
Moro foi capaz de passar um concurso
público. Então, não necessariamente não
existe a obrigatoriedade entre a
capacidade de você passar numa prova e a
sua capacidade em realizar atividade que
vem decorrente dessa prova que você
passou. Pode ser que haja aí uma
distância considerável entre o papel que
você conseguiu assinalar corretamente e
a realização da atividade à qual você se
presta. Então isso é verdade. Digamos aí
que Kevin encontrou um excelente ponto
pra gente poder colocar em questão se é
que esse esquema só dos méritos da prova
e dessa parada é o suficiente para
decidir o mais adequado sobre a nossa
realidade, sobre uma determinado tipo de
atividade. Eu estou de acordo com Kevin.
Aí o Moro é um excelente exemplo e
encontraríamos muito mais se a gente
fizer um pequeno
esforço. Talvez não tão pequeno assim,
rapidinho a gente encontra outros
exemplos desse
tipo. É, minha gente. É, minha
[Música]
gente. É, vamos fazer uma pequena
enquete aqui rapidamente. Vou ver se eu
encontro
aqui também. Também Jéssica, tem um
ponto
aqui. Wer ex-leão também é um bom
exemplo. Passou no vestibular, entrou
numa universidade das mais tradicionais
desse país, o que não significa que ele
esteja apto para ali desempenhar as
atividades dentro daquele ambiente.
Talvez aí um
último eh massacre que a gente chama de
debate que aconteceu, deixou isso bem eh
provado, né? Inclusive aqui eu vou vou
aqui fazer uma denúncia. Denúncia, uma
denúncia. Denúncia
importante. Perigoso isso aí, hein?
Perigoso esse negócio que o senhor Jones
e seu irmão Manuel tem
feito. Essa dupla Jones e Manuel que
estão aí caçando fantasmas e monstros de
influências da extrema
direita, tem feito algo muito
perigoso. Eles estão caçando grilo com
bazucas e aí acontece o estrago que
aconteceu, por exemplo, com Wilker Leão.
Então fica aqui a denúncia e o alerta
para essa dupla Jones e Manuel, esses
irmãos caçadores de fantasmas da extrema
direita que estão aí utilizando bazucas
contra grilos para caçar grilos. Você
não precisa de uma bazuca para pegar um
grilo. Faz um estrago
danado. Faz um furdonço, um barulho
danado. Pode acertar aí pessoas
inocentes em volta. Faz os meninos
voltar chorando para casa. Isso é sério.
Isso é sério. Pessoal tem família.
Pessoal tem família.
Então fica aí algo para para se pensar
se é necessário uma bazuca para você
caçar um grilo. Então fica aí pro
questionamento pra gente pensar nos
próximos dias e pra gente conversar com
esses irmãos aí, Jones e Manuel que
estão fazendo esse tipo de trabalho. Mas
dito isso, voltemos.
Pois é, minha
[Música]
gente. Ai, ai, eu também tinha assim
nesse nesses ambientes de trabalhar no
serviço público, na
universidade, passando por diferentes
setores, cara, várias vezes a gente
descobre que o mérito é mera gargantado,
assim, ele não existe. E muitas vezes as
pessoas que defendem a tal da
meritocracia e do
mérito são
herdeiro. teve o mérito de conhecer a
pessoa certa no dia certo para ter um
emprego que tem, tem o mérito de receber
uma excelente indicação, né? O mérito de
estar na família correta, né? Você você
tem muito mérito aí de ter sido um
privilegiado de classe média que pode
acessar um monte de bem social que é
escasso na nosso tipo de organização
social, né? Do modo como nós organizamos
a nossa vida em sociedade no Brasil.
Então é complicado ficar fala de
meritocracia, não rola, né? E mesmo de
mérito isolado de de todas as demais
coisas, não faz sentido algum. Não faz
sentido algum. Então, grande mérito,
nasci na família certa, tô na rede de
contatos correta,
saca? Me ajuda a te ajudar. Me ajuda a
te ajudar. Vocês devem conhecer um monte
de gente assim também, né? Qual que é o
mérito da pessoa? Nossa, é o lugar
certo. Vamos falar, por exemplo, de um
cara
tipo Elão Mosca. Elon Musk. O Elon Musk
é o quê? Um
bilionário herdeiro que só sentam de
senta porque tem dinheiro. Simples
assim. Só tem o reconhecimento que tem
porque tem dinheiro. Porque não sabe,
meu
amigo mesmo Donald Trump da vida, o
mérito dos caras é ser rico, né? Ter
dinheiro. Não tava onde tava, não tomava
decisão que tomava, não fazia o que
fazia. Porque são burro, pô. São
incapazes de exercer a função que eles
exercem.
fazer outra outra denúncia importante
aqui, por
exemplo, quantas pessoas e talvez vocês
trabalham em empresas?
Quantas pessoas, talvez vocês trabalham
em
empresas cujos
administradores, gerentes, sei lá que
nome que vai ter, diretores, tomam
decisões baseado no que eles gostam, no
que eles acham
interessante, tem ideias que não são nem
um pouco técnicas, é porque deu vontade.
E aí todo mundo move força imensa de um
monte de trabalhador e trabalhadora para
fazer aquilo se realizar.
Só que assim, e aí esses trabalhadores e
essas trabalhadoras vão corrigindo todas
as cagadas no meio do caminho porque a
ideia tinha sido ruim e é mal executada
e a galera vai tudo se coordenando, se
ajeitando para fazer a mágica acontecer.
No final realiza, entrega o produto e aí
quem vai sair como gênio que teve a
ideia, que fez a coisa é o cara que é o
dono da empresa, é não sei o que lá. P p
p p pá, mas na verdade não fez nada. na
verdade atrapalhou inclusive talvez
tenha tido uma péssima decisão, porque
se utilizasse critérios técnicos, talvez
fosse melhor. Se tivesse uma equipe
qualificada de pessoas especializadas
próximas, talvez conseguisse construir
melhor ainda o produto ou um outro mais
interessante. Mas é isso. E aí vai
tomando decisão de acordo com o que
acha, achismo, intuição e os
trabalhadores e as trabalhadoras dos
níveis abaixo vão fazendo a mágica
acontecer. Minha gente, isso é mais
Eita, Deus, o gato puxou a a a o fio da
câmera aqui. Um minuto. Esse é mais
velho que andar pra frente. A quem
interessa nos canais, hein? É quem
interessa nos canais. Pronto, voltou.
Certo. Vocês concordam comigo? É isso,
mano. É uma loucura, mas acaba
acontecendo isso direto. Os caras vão
fazendo, vão inventando ideia, tudo no
achismo e a gente que vai fazendo a
coisa acontecer. Trabalhador,
trabalhadora dos níveis eh inferiores,
né? Subordinados à empresa que faz o
negócio acontecer.
E é isso. Então, mérito, com todo
respeito, tá bem longe, né, minha
gente? É verdade. Carapa tem uma posição
importantíssima. Terrar já é o
mérito. E tem gente que utiliza muito
desse tempo. Pode errar à vontade.
Utiliza. Vixe, não para de meter os pés
pelas mãos. Adoidado. Isso, meu pai
amado. Tá
[Música]
doido. Isso também. O melhor é quando o
chefe percebe que quanto menos ele deve
ptar o trabalho vai sair melhor.
Exatamente. Quanto menos se meter no
trabalho dos outros, melhor sai o
resultado. Só que sabe quando isso
acontece?
quase nunca. Normalmente o chefe sempre
tem as grandes ideias, né? É um gênio
que resolveu fazer o negócio.
Exatamente. O problema é que isso é
muito raro, raríssimo, raríssimo. Às
vezes o cara vai se conter em aceitar o
que os caras que são qualificados para
fazer o trabalho estão fazendo. Muito ao
contrário. Muito ao contrário. Mas é
isso. Mas minha gente, bora lá, né?
aquele famoso papo, o tema do nosso da
nossa conversa de hoje. O tema da nossa
conversa de hoje para quem nos sacou.
William, bom dia. Bom dia. Chegou no
horário correto que agora os 40 e poucos
minutos aqui de live, a gente vai
começar o papo do da live mesmo. Até
esse momento a gente estava trocando uma
ideia, falando mal de chefes, falando
sobre gatos, falando sobre vidas, né?
Então a gente agora vai começar um o
papo que era o papo da live. Até o
momento a gente estava no na no
clickbait. Exatamente. Trabalhei com
engenheiro civil que não sabia nada de
construção. Vixe, meu
amigo. É, mas isso aí tá cheio de coisa.
Cheio de
coisa. Você tem um ponto, Willam. Você
tem um ponto. Você perder a melhor parte
da live. Por isso que da próxima vez
acorde às 9:30 da madrug. Brincadeira.
Acordea enquanto eles dormem. Toma um
banho
gelado. Eh, não, cara. Não, não, pelo
amor de Deus. O ruim é que esse horário
aqui, eu sei que o pessoal não pode
participar em geral, é difícil. A gente
arranja umas janelas, a gente dá uns
miguer para poder participar, mas é o
horário que eu tô tendo, gente, viu?
Então, foi mal, minha gente, foi mal. Às
9:30 da madrugada é o horário que eu tô
tendo. É um horário muito ruim para
lives, mas é o horário pra gente poder
trocar ideia, poder fazer um um papo
legal. E aí eu não tô conseguindo
encontrar outros momentos para isso. Tô
acumulando três trabalhos simultâneos e
aí fica complicado, né? A gente vai
encontrando um jeito de organizar as
coisas. Mas seja bem-vindo, William. Bom
dia, meu irmão. Estamos junto. Mas bora
lá. Bora lá. Bora lá. Bora
lá. Aqui, meu povo, meu povo, meu povo
querido.
Importante, não esqueçam de dar like na
live. Eu sei que vocês chegaram aí, tão
dando like na live, lógico que não, mas
deem. Me ajuda aí, dá aquela força para
espalhar, porque eu só tô podendo gravar
um videozinho por semana, que é nesse
horário ao vivo, das quartas-feiras
pelas manhãs. Então, me ajuda. E aí, o
William está de parabéns porque ele tá
em situação de Canadá e situação de
Canadá te dá uma hora de vantagem, que é
o que a gente estava conversando agora h
pouco sobre o almoço. Quem perdeu essa
parte é importante, que o almoço é uma
coisa meio um pouco relativa. Ontem eu
tava almoçando às 10 da manhã porque eu
acordei muito cedo. Hoje eu vou almoçar
daqui a pouquinho, porque acordei tão
cedo quanto ontem, mas eu vim aqui
gravar a livezinha. Jéssica almoça às 11
da manhã, mas aí você pode almoçar, na
verdade a qualquer momento. O momento
que te deu fome, como o João disse pra
gente, é a hora que você vai comer. E aí
você fala: "Não, mas Bruno, 3:30 da
manhã não é almoço, não é almoço aqui,
mas é almoço em algum lugar do mundo." A
questão não é o almoço, é o fuso horário
errado. Você tá adequando o seu fuso
horário ao seu almoço, viu? Então é aí
que tá o ponto. Não precisa se preocupar
com isso. Deu fome, você vai comer, vai
almoçar. Deu fome, vai almoçar. Mas não
é o horário do almoço. Em algum lugar do
mundo é só tá de acordo com aquele fuso
horário. Tá tudo certo sobre isso. Não
esqueçam de dar uma força pra
gente. Bom dia, Iek. Iek. Seja muito
bem, muito bem-vindo, bem-vindo,
bem-vindos aqui ao nosso papo aqui pela
manhã. E bom, que bom que você almoça 5
da tarde, você é um presente, né? Você
pode almoçar 5, você pode almoçar a
meio, se você conseguir fazer um combo
de almoço às 11, às
às 2as e às 5, o sucesso venceu na vida.
Três almoço, vitória da trabalhadora.
Fica aí a dica que é uma possibilidade,
hein? Possibilidade interessantíssima
você fazer três almoços por dia. Quem
puder, arrebente. Arrebente, que tem uma
coisa boa nessa vida, é comer. Eu gosto
também de fazer comida, mas aí é um um
outro problema, porque fazer comida dá
muito
trabalho. Eu gasto muito tempo do meu
dia preparando comida. Então, isso é uma
coisa curiosa.
[Música]
Aliás, ponto importante aqui, se eu
lembrar de fazer um um comentário daqui
a pouco sobre
almoço,
almoço e comunismo. Pera
aí, eu preciso fazer essa anotação aqui
no roteiro. Tem que adicionar isso aqui
pra gente papear. Almoço e comunismo.
Isso é uma conversa séria. Que fera que
séria mesmo. Almoço, comunismo, luta
política na igreja. É isso aí. A gente
vai bater esse papo aí, pô. Muito
massa. Mas ah, p pa pá. Bom dia aí, 21
pessoas que estão conosco. Vocês são uma
pessoas maravilhosas. Muito obrigado aí
por colar com a gente nessa quarta-feira
de manhã, sem absolutamente mais nada
interessante para fazer. Então, agradeço
aí o total chate da vida de vocês para
estar com a gente. Muito bom, muito bom.
e fique cada vez mais chato e que eu
apareça ser alguma coisa legal no meio
desse caminho. Então, muito bom aí a
gente poder estar
junto. Anota dica. Muito boa essa dica
aí,
hein? 11 2 5.
Excelente. Ai, que massa. Pô, a gente
precisa inventar uns nomes legais aqui
pro nosso time, pra comunidadezinha que
vai se encontrando, né? Eu não tenho
nome ainda pra nossa pequena comunidade
de participantes da live. Gostaríamos de
um nome legal.
E precisamos de um nome legal também
para as pessoas que virarem futuramente
moderadores, moderadoras, moderador lá
aqui da nossa do nosso grupo, do nosso
canal também. Iso é massa. Eu preciso de
nomes legais. Eu tô sem criatividade
nesse momento. Mas se alguém tiver
ideias, estão abertos as os canais, os
abertos canais para você poder dar
ideias, tudo bem? Então fica aí a nesse
fim de semana, minha gente, deixa eu
mostrar pr vocês um bagulho aqui, pá.
Esse fim de semana, quinta-feira
passada, de quinta até domingo, eu tive
que fazer uma negociaçãozinha para poder
participar. Eu tava nesse encontro aqui,
ó. Não sei se dá para ver
aí. Pá,
zelotinho. Aí, Zelotinhos me pegou
porque eu conseguia imaginar os camarada
que trampa comigo voluntariamente,
militantemente na zelota com cara de
bebê. E aí eu fiquei com vontade de
fazer um videozinho com eles com cara de
bebê. chamado de zelotinhos. Ia ser
maravilhoso, mas tudo bem. Agora
atividade vai longe. Eu tava nesse
encontro aqui, ó, Teologia da
Libertação, encontro nacional de novas
gerações. E aparentemente eu faço parte
de novas gerações ou alguém considerou
que eu poderia ser parte dela. E távamos
lá, né, pessoal da teologia da
libertação trocando uma ideia nesse fim
de semana. Foi interessante, intenso,
com conflitos de muitos tipos, mas
conflito não é uma coisa ruim, na
verdade eu considero muito bom.
Sou uma pessoa defensora de conflitos e
da mediação de conflitos. Eu aprendi na
graduação, já que a gente começou
conversando sobre graduação aqui no
começo da live.
Na graduação, tive um professor que me
disse algo que me incomodou a época e
depois eu fui me adaptando e entendendo
que ele tava
certo. Grava a
frase: "Sem
conflito não há
crescimento. Guarda
esto. Sem
conflito não há
crescimento. Cara, isso é um papo muito
importante. Sem conflito não tem
crescimento. E eu achei muito massa
ouvir isso, assim, eu falei, tipo, no
começo me incomodou, mas depois eu fui
pensando e falei: "É verdade, cara, o
conflito, o tensionamento, ele é
importante pra gente crescer, pra gente
amadurecer, eh, pra gente se ajustar.
Ele não precisa ser violento, né? O
conflito não precisa ser uma coisa
violenta, não precisa ser uma coisa
agressiva, não precisa ser nada abusivo,
mas o tensionamento, a discussão, o
debate franco, a transparência, o eh
esse poder criticar e ser criticado em
espaço seguro, né? a gente precisa criar
espaços saudáveis para isso. É muito
importante. A gente amadurece, né? Com
os erros a gente aprende, com as
críticas a gente aprende. Então, sem
conflito não tem crescimento. E nesse
encontro que a gente estava da teologia
da libertação, novas gerações, a gente
teve nossos conflitos, teve muita coisa
interessante pra gente vivenciar. Eu
ainda tô ruminando, né? Coisa de vaca
ficar mastigando o que a do que ela se
alimentou na no fim de semana. Vou ficar
um tempo aqui ainda pensando algumas
coisas, mas foi bastante
interessante e eu acho que acho, não, eu
tenho muita certeza agora, já é quase
uma
convicção de
que quem é de teologia da libertação,
essa parada, esse espaço para crescer,
ele vai crescer para além das estruturas
institucionais religiosas. Ou seja, se
há futuro por uma fé popular, ela vai
ser a uma fé efetivamente popular,
organizada e liderada por pessoas que
não necessariamente executam a função de
lideranças religiosas. É aí que tá o
espaço. O que não significa negar a
necessidade de instituições religiosas,
né? Eu sou uma pessoa que considera
muito importante o desempenho e a
estrutura institucional, ter pessoas
designadas para determinadas
funções. Eh, importante, né, a gente se
organizar e dividir o trabalho. Divisão
do trabalho era muito importante. Mas
isso não significa que a mesma pessoa
que aquela que é liderança religiosa vai
ser a vanguarda de uma de uma
espiritualidade libertadora ou de uma
teologia libertadora. Acho o contrário.
Acho que eu vem é da uma galera que tá
para além dessas estruturas, porque elas
estão muito fechadinhas, muito
viciadinhas e muito presas a elas
mesmas. E aí as pessoas que se enredam
ali ficam mais presas ainda. Então a
gente vai precisar de um uma galera
externa que faça boas críticas e conduza
aí trabalhos interessantes. Fica aí um
apontamento das reflexões que eu tive
nesse fim de semana nessa ida com a
galera da teologia da libertação Novas
Gerações. Fiquei muito feliz de
encontrar gente muito querida, que eu
gosto muito, que poucas vezes a gente se
encontra. Inclusive, vou fazer já um
muito importante
aqui. Se você não conhece esse camarada
aqui, você deveria conhecer. Existe um
canal aqui no
YouTube chamado não
é
heresia. E eu recomendo que você procure
o canal Noé Hereia. Nosso querido
camarada Carlos Nunes é quem orienta
esse trampo. Ele faz um trampo
militante, solitário, se
autofinanciando. enquanto professor da
rede pública de educação desse país e de
ensino médio e
fundamental, faz sua militância, tanto
política quanto religiosa, e tem um
canal aí que ele produz muito conteúdo
bacana, muito curso legal, dá voz para
pessoas que muitas vezes não têm voz nos
espaços religiosos, nos espaços
institucionais e aí é um cara muito de
vanguarda que dá muita força. Carlos, o
Carlos é muito massa e do canal Não é
heresia e aí tem curso para caramba lá
tem live com um monte de gente
qualificada. É muito bom, muito bom. E o
cara faz a correria sozinho. Então a
gente tem que fortalecer. Quem puder
apoiar o camarada, tamo junto, porque é
assim que a gente se ajuda, a gente faz
a coisa acontecer. Então, recomendo
demais. Canal não é eles. Tem uns cursos
meu lá também, umas lives, você pode dar
uma olhadinha, mas eu recomendo que ve
de tudo. E aí,
ó, Kevin comentando, já assisti um curso
seu, meu, no caso lá. E tem mesmo, tem
lá um que é um que é sobre evangélicos
no Brasil, tem um que é sobre fascismo,
que é muito bacana, fascismo em
religião, e tem um outro lá que é sobre
o Franz Rinkelammert, que é um autor,
acho que é o único inclusive curso sobre
Frans Rinkel que tem aberto aqui no
Brasil, seja no YouTube ou qualquer
outra plataforma, que é um autor que me
influencia muito e que aí eu fiz um
curso lá bacana por ele, sobre ele.
Então, lá no Não é Heresia, recomendo
demais, hein, conheçam o canal Não É
heresia do camarada Carlos, Carlos
Nunes. Beleza? Aqui dicas importantes
que eu tava com ele nesse fim de semana,
bom lembrar de gente que que apoia a
gente, que fortalece a gente e é muito
massa, tá? Então, quem se interessa por
esse tipo de tema, tá lá um espaço legal
para para ter
conteúdo. Conteúdo muito bom, muito bom
mesmo. E é isso, é isso, minha gente. É
isso, minha gente. Ó, eu gostaria
agora chama dias de atenção. Chama dia
de
atenção. Extra, olha a
notícia extra. Notícias fresquinhas,
boas de ruins. Jornais
extra, extra.
É isso aí, minha gente. Extra, extra,
extra. Chamar atenção aqui para vocês
uma coisa importante. Aqui no canal nós
temos conteúdo como para quem é membro,
membra, membre membresia do canal de
cursos, cursos totalmente excelentes
para você poder acompanhar, além de
conteúdos exclusivos semanais. Então,
vale a pena você dar uma olhadinha lá.
Tem conteúdos muito bons, muito bons,
muito bons, muito bons, muito bons. E aí
com já temos lá os cursos de Marx e
Religião, são nove aulas, já temos o
curso de filosofia latino-americana, são
quatro aulas, já temos o curso de
teologia da libertação, que está cada
semana saindo um um videozinho novo, a
bala já saiu uma aula e depois um
conteúdo extra. Então, fiquem atentos
além dos três cursos que a gente teve de
contexto da teologia da libertação.
Então, tem bastante curso lá aberto,
viu? aqui na para quem é membro, membro,
membro e membrrezia do canal. Então eu
recomendo que vocês deem uma olhadinha
lá, beleza? Então vale a pena aí vir com
a gente, estar com a gente sempre,
sempre. Beleza? Isso é importante aqui
fazer o extra. Eu adoro essa Chaves.
Peg, ganha, ganha o meu coraçãozinho,
né? Não tem como, cara. Chaves é bom
demais. Mas bora lá. Ah, cadê? Cadê?
Dito isso, dito extra extra. Membrzia do
canal, quero recomendar para vocês que
façam agora muitas perguntas e
questionamentos e apontamentos quem
puder aqui no canal, porque nós vamos
começar o papo sobre crente comunista,
onde
vivem, como
vivem, como se reproduzem. Importante a
gente bapear sobre isso. Pode parecer
uma besteira, mas acho que é bem sério,
porque a coisa mais fácil que tem alguém
dizer: "Não dá para ser crente
comunista, não existe comunismo cristão.
Pi pi pi pi pi pi pi po p po p po pó".
Ai que chato. Mas velho que andar pra
frente. Mas a gente vai, né? Vai. E
vamos começar com um papo
importante. Cara, como é que dá para ser
crente comunista ao mesmo tempo? Porque
eu sou comunista. Acho que dá para ver
aqui, né?
E sou crente, eu vou na igreja,
inclusive tá aqui umas três bíblias
diferente que a gente usa para estudar,
para ler, para discutir umas coisas.
Como é que dá para fazer essas duas
coisas ao mesmo
tempo? E é bem simples, é só você ir à
igreja e praticar sua fé e ter uma
clareza sobre o projeto político de
sociedade que você tem pro
futuro. Basicão, hein? Simples, mamata.
mata prática religiosa, vai lá seu
culto, tem uma clareza de que que eu
cara de projeto futuro, tá
suave, não entendi a dificuldade, mas
tudo bem, tudo bem, a gente tem que
desenvolver, né? Por exemplo, a pergunta
muito mais da que ser crente e comunista
é pós-modernismo? Me parece que não.
Crente é uma coisa moderna, né? uma
religião moderna e o pessoal que é
protestante e o comunismo
também. Não brincando, mas é é bem
simples assim, cara. Não, não é não é
pós-modernismo, né? E é interessante
porque agora falando uma coisa muito
bacana, na história na história na
história das revoluções e das lutas
populares, nas fileiras dos
revolucionários, sabe quem estavam lá?
Pessoas religiosas.
mesmo entre dirigências, sabe quem
estavam lá? Pessoas
religiosas. E é engraçado que uma vez
que uma vez eu tava no canal do Mateus
Mateus Mateus Panta Rei, né? Aqui no a
gente teve um papo muito legal no canal
dele e o Mateus falou quando eu falei
isso, o Mateus, pô, mas até óbvio, né?
Porque assim, sei lá, vamos chutar que a
gente tenha 6% de ateus no mundo. As
revoluções acontecem por movimentos
populares de massa. Essa massa, ela não
tá nesses
6%. Ela tá distribuída entre pessoas
religiosas.
Exatamente.
Exatamente. Por isso, inclusive, apesar
da teoria marxista ser uma teoria ateia,
ou seja, ela não conta com o
transcendente, com a metafísica, com o
divino em sua análise da realidade
social e da
história, a necessidade de ser ateu não
é uma
prioridade. mesmo Lenin que faz a partir
a defesa de um ateísmo e de uma
militância ateísta e de um e de que o
partido deveria ser ateu e deveria
promover uma propaganda ateísta.
O fato dele falar que o partido deve
fazer isso, ele não coloca isso como uma
política de estado, ou seja, que o
estado deva promover isso e que a gente
então tem que obrigar as pessoas a não
ter sua religião. Ao contrário, se o
cara quer ter a religião dele suave, só
que ele saiba o limite do espaço de
atuação de sua religião. E tudo bem
quanto a isso. Eh, e mesmo outros que
vão vão dirigindo exatamente para esse
caminho. Não é uma prioridade, não é uma
prioridade exatamente por consciência de
como funciona a história, de como se dá
as relações sociais.
Então, mesmo dentro da teoria aí, acho
que é importante a gente sacar isso, tá?
E aí vem a pergunta que eu acho que é a
mais teoricamente a mais interessante,
não necessariamente do ponto de vista da
história, mas teoricamente a mais
interessante, que é a pergunta que o
nosso camarada Diego fez que tá aqui, tá
aqui, tá aqui, Diego. Inclusive, cara,
obrigado pela força por est aí com a
gente. Espero que o papo seja legal,
espero poder contribuir, mano. Obrigadão
mesmo pela confiança, pela parceria e
por estar aí com nós. Estamos juntos.
Mas dia fez uma pergunta muito
importante, cara. Dá para ser crente
materialista?
Dá. Por quê? Porque qual que é o ponto?
Ah, o materialismo ou o que a gente
conversa sobre o materialismo, que seria
o materialismo, ele é uma um modo de
você perceber a
realidade que não considera o elemento
transcendente na hora de observar o que
tá acontecendo. É basicamente isso. Ou
seja, eu não vou criar essências, eu vou
olhar pra história de como ela se
desenvolve. Eu não vou considerar que é
um plano paralelo. Eu vou olhar para
esse plano real aqui que eu tenho acesso
e que eu posso incidir
sobre. E é isso. É aqui onde dá para
atuar. O ponto se você acredita se
existe ou não um transcendente, o
elemento e para além desse plano, ele
não tá na conta, ele vem a posterior.
Não é a base. A base não é um elemento
de crença, é um elemento de como você
observa a realidade, como você atua
nela.
Então, por exemplo, eu como cristão, né,
e comunista, ou seja, como uma pessoa
que é materialista, que faz uma análise
materialista da
realidade, olho pra realidade, preciso
solucionar os problemas dela. Então, eu
não conto com o divino na hora de ver
onde eu posso atuar e o que que dá para
fazer. Então, não vou naturalizar
mercado, não vou naturalizar estado,
naturalizar a essência da essência
humana. Não dá para fazer isso. Não é
isso que a gente vai fazer. Eu não vou
naturalizar esses elementos, eu vou
tratar eles historicamente, ver o que
que a gente pode atuar e como a gente
pode atuar, quais são os as limites, as
capacidades que a gente tem de fazer as
incidências
necessárias. Eh, e é isso. Então, vou
construir um projeto político dentro do
que nós temos de dados de informação
científica estabelecido tranquilamente.
Aqui, tá? Aqui, aqui é aqui que a gente
trabalha. Ah, mas cara, você acredita em
alguma outra parada? O que eu acredito e
como eu vivencio a fé em comunidade e
tal é outra coisa. Ela não vai entrar
nessa análise. Ela vai entrar em outro
espaço, em outro momento, em outro
ambiente, em outra disposição com a
vida. Então, vou ao culto, vou à igreja,
me encontro com os meus amigos, minhas
amigas, meus irmãos, minhas irmãs, a
gente se reúne, a gente tem a nossa fé
na espiritualidade. Mas isso ali,
inclusive, é uma prática que eu
compreendo, inclusive como comunitária,
historicamente determinada, em que a
gente vivencia nossa fé daquela maneira.
Não é nem porque a gente decidiu ou
porque o divino decidiu, é porque
estamos aqui nesse espaço, nesse
momento. E se eu posso ter contato ou
com as minhas experiências, né,
espirituais e que de fé com essa
divindade é nossa, da nossa comunidade,
como a gente tá vivendo e tá tudo bem.
Isso não implica em eu ter que observar
o mundo contando com esse divino. Não,
cara, é uma análise científica da
realidade. Eu, ó, cara, o que que a
gente pode incidir? O mesmo esse
transcendente, esse divino não tá no meu
controle. Se tiver, mano, a gente tá
muito mais poderoso que ele. E aí que eu
acho que é o a grande arrogância do
mundo crente de achar que pode
determinar sobre o divino que dizem que
é o mais poderoso de todos, é o cara,
tal, não sei o que lá. E os caras acha
aqueles que decidem sobre o que que o
divino faz ou não faz, quando faz e como
faz.
Então, simples assim, simple as, né?
Então, cara, é isso. Então, é essa essa
separação, ela é muito tranquila da
gente perceber e da gente realizar. Qual
é o problema?
O problema é que para manter o controle
e o domínio sobre os fiéis, o a pessoa,
a instituição religiosa e a pessoa que
ocupa o cargo religioso, ela tem que
fazer com que esse divino participe de
absolutamente tudo a todo momento e todo
instante, porque aí ela mantém a sua
posição de decidir sobre os demais e de
incidir sobre a realidade social, como
se tivesse uma força superior. E aí que
tá o problema. Entendeu? Agora é
perfeitamente possível. Opa, perdão.
Você é uma pessoa cristã, uma pessoa
religiosa e materialista. Simples. É, é,
é bem tranquilo na real assim. Então, é,
é só sacar em que ambiente você faz o
quê, né? Então, a pessoa fala: "Olha, e
no dia a dia as pessoas são muito
práticas, pragmáticas". É só pensar
assim, normalmente, né? Óbvio, tem suas
exceções, mas no geral é: "Ai, tô com a
dor de cabeça, ah, eu vou orar por
você". Mas toma esse advio
aqui. Ah, descobri que eu tô com com uma
doença grave e tal. Tô Vai fazer o
tratamento médico e estaremos oração por
você, mas você vai fazer o tratamento
médico simples assim. No dia a dia a
gente faz assim, a gente age assim, a
gente atua assim, tá ligado? Então, eh,
é muito prático, muito pragmático. A
vivência é muito popular, né? Então, é,
é massa da gente entender essas
dinâmicas e poder conversar sobre elas.
Então, isso é isso é bem bem bacana da
gente discutir,
né? Aí, ó, o William, nosso querido
camarada que sofre com o Canadá, sofre
aí de Canadá, né? Uma questão, situação
aí muito peculiar. Achava que era
incompatível há pouco tempo aí
cristianismo e e comunismo, mas já
percebeu que há compatibilidade. É
possível. Aliás, cara, tem um texto que
eu agora vou não quero fazer, não vou
fazer aqui teoria da ferradura sem
querer, mas tem um texto em que eu que
eu escrevi para falar que o fascista
também vai na igreja, tá ligado? E por
que que eu falo, tô falando
isso? Porque dá para compatibilizar
infinitas coisas nessa vida. Afinal, nós
não estamos tratando com essências. Opa,
ô gato, o gato tá derrubando meu
computador. Nós não estamos tratando com
essências imutáveis de fenômenos
históricos. Nós estamos trabalhando
sobre com relações sociais. E relações
sociais e como elas vão se dar na
história depende de como as pessoas
agem, atuam, decidem e se organizam para
atingir seus objetivos historicamente.
Dito isso, dá pra gente fazer um monte
de combinação maluca nessa história,
nessa vida, exatamente porque não são
essências imultáis, não é uma combinação
de ideias, né? Olha, esse é o corpo de
ideias do comunismo, esse é o corpo de
ideias do cristianismo, vamos chocar.
Não, não é como as pessoas se organizam,
atuam, realizam suas ações e aí, né,
historicamente vão combinando essas
ações e coordenando elas e tomando suas
decisões. Então, o grande a grande
pergunta é: o que faremos de nós mesmos?
E aí a gente vai descobrir quais sãoos
as coisas e não as ideias abstratas que
vão se encontrando aí de valores sem
história, tá ligado? Então, realmente
acho que são pontos legais da gente
perceber. Olha, tem um ponto importante
aqui do senhor pastor Eliel Batista.
Como pastor eu digo, é mais
contraditório ser crente e ser
capitalista se de fato quer levar Jesus
a sério. E é verdade, inclusive porque
capitalista mesmo deve ter umas 200 e
poucas pessoas nesse
mundo. Efetivamente, quem decide sobre o
capital hoje, né? Os rentistas que
realmente decide o capital hoje é um
grupo muito pequeno. Eu é eu chutei 200
e pouco, mas fala chutei um pouco baixo.
Mas são pouc um grupelho de capitalista.
O resto não é capitalista porque não tem
capital, né? Não tem capital se não é
capitalista. E esse cara que detém
capital, ele tem que decidir se ele quer
deter capital ou se ele quer ser crente.
Não dá para ser as duas coisas ao mesmo
tempo. Aí eu vou vou vou bater também
que vai ficar
complicado. Pô, tamos junto, Diego.
Massa, cara. muito massa. Tamos junto,
tamos junto, tamos junto. É
nós, pô. Que bom, Gabriel. Cara, fico
feliz demais, cara. Que legal que o
canal contribuiu de alguma maneira
interessante e útil, né, para você poder
articular essas coisas. E eu acho que é
perfeitamente possível. O esforço é a
gente conseguir diálogo, né? A gente
conseguir espaço pra gente poder atuar e
esconder eh nossa militância ou esconder
as posições do que a gente crê. É pior,
né? é pior não poder falar abertamente
das coisas. Então acho que se o canal tá
podendo contribuir com isso, eu fico
muito feliz, cara. Fico muito feliz
mesmo. E eu e eu te entendo, cara,
assim, é muito difícil mesmo a gente se
sentir parte de uma igreja depois que a
gente tem contato com esse processo de
conscientização a respeito de como se dá
as relações sociais. Porque dentro do
ambiente religioso é muito raro que haja
uma reflexão sobre a própria estrutura
da igreja, o papel que ela desempenha na
realidade social. É muito raro, muito
raro. Então a gente vai se sentindo
incômodo e e é difícil pertencer a um
espaço assim, inclusive porque se a
gente militar, a gente vai ser
perseguido, né? No geral, é isso que
acontece por n fatores historicamente
estabelecidos. Então não é fácil, não é
fácil e me solidarizo profundamente aí
com a situação, camarada. Sem sacanagem,
sem sacanagem. Sei, é difícil, é duro,
falo por experiência própria. Eu depois
que saí da da comunidade religiosa que
eu fazia parte até voltar a frequentar
outra, eu ficou uns fiquei uns dois anos
meio limbo, tá ligado? No meio
do dificuldade de se sentir pertencente.
É difícil mesmo. É difícil. Te entendo
plenamente, plenamente. Que inclusive
tem a ver com o que o camarada colocou
agora h pouco sobre as lutas políticas
dentro das igrejas, né? Como é que se dá
isso e tal. Então é é embaçado, é
embaçado, embaçado, embaçado,
embaçado. Pô, João, eu eu gosto que você
consegue trazer todos os fantasmas de
uma vez só, cara. Eu fico feliz,
satisfeito com os comentários que sempre
reproduzem as coisas que a gente já vê
no senso comum. Então ajuda a gente ali
a limpar
terreno. Eh, dá para defender pautas
progressistas como aborto, temção de
drogas, da família,
profissional. Cara, primeiro eu
recomendo que você acompanhe a nossa
leitura do manifesto comunista. O último
vídeo, não precisa nem assistir tudo,
não. Vê o último vídeo. O último vídeo
que é sobre a família e vê se tem defesa
da destruição da família lá. Aí eu vou
recomendar para você dar uma olhadinha
lá, beleza? que você sempre tá aqui pelo
canal, assiste aquele lá, o último
videozinho, tá bom? Tá bala. A gente leu
sobre esse trecho da destruição da
família, o que que isso significa? E não
é destruição da família, tá? Já vou
avisar para você que não tem como, não
tem como a gente acabar com a família
com as relações de afeto,
responsabilidade, cuidado, existentes e
necessárias paraa reprodução da
sociedade como um todo. O que a gente
pode alterar é a
forma de organização da família. sobre
uma sociedade burguesa, ou seja, civil,
baseada num direito específico, como nós
temos a forma de família baseada num
contrato de propriedade. As criança vira
propriedade, a companheira vira
propriedade, o que importa são os bens e
os negócios feitos no meio do caminho e
não as relações de afeto, de carinho,
responsabilidade efetivamente
necessárias e existentes. Ponto para
reflexão aí sobre as demais pautas.
acompanha a revista Zelota que nós
falamos sobre absolutamente todas elas.
Inclusive recomendo que
você desarve um pouco aí dos
preconceitos pra gente poder ter um
diálogo sem o senso comum e sem os
chavões. E dá dá para ser crente e fazer
tudo isso aí que tá nesse comentário
aqui, ó. Absolutamente tudo,
tranquilamente isso. E logo abaixo já
temos um outro comentário. Tem uma coisa
que dificulta os crimes por acharem que
ser comunista defender abord família
para ditadura, quer liberdade, pode
falar sobre isso, podemos falar sobre
tudo, absolutamente tudo. Eu vou até
guardar aqui para daqui a pouquinho
falar sobre os temas cabeludos, porque a
gente tem que criar o que aqui? Criar
expectativa. É isso que disseram pra
gente. Tem que criar expectativa. O
fomo. Meu meu Deus do céu, que que ele
vai falar? Vamos lá colocar aqui as
pautas, as pautas
morais no fundo. Eu vou colocar deixar
pra frente pra gente criar aquele
momento do, né? Ele vai falar.
Expectativa
importante. Tamos junto, Ederson. E aí,
senhor YouTube? Senhor YouTube, você não
está entregando esse vídeo aqui pras
pessoas. Estou sabendo disso, hein?
Sacanagem. Sacanagem, senhor YouTube.
Faça o que lhe é devido, cumpre a sua
função. Senhor YouTube é
embaçado. Ai, meu Deus do céu, cara.
Quais autores, Mateus? Tem, cara, tem
muito, tem muito autor
legal. Problema. Tem muito que não tá em
português. Nós temos poucas coisas em
português. Isso é uma parte que me deixa
um pouco triste. A gente tem pouca coisa
em português e aí embaça um pouco o
papo. Mas cara, vou tentar colocar aqui
em escrito uns comentários que acho que
vai
facilitar. O primeiro que eu sempre
recomendo é o Roland Bower. Esse
primeiro camarada
aqui. Esse cara é bom. Bom. Roland
Bower. Roland Bower. O Roland
Bower, eh, ele tem um livro chamado Red
Theology, no qual ele fala sobre a
relação entre religião e revoluções
comunistas, movimentos comunistas na
Europa, Ásia, Europa e Ásia, na Europa e
na Ásia. E é muito legal, cara. Vale
muito a pena é conhecer. E eu acho que
ele é um dos caras que faz o trabalho
mais inovador assim na área. Então, eu
recomendo muito Roland Bower, tá? Outro
autor, mas aí para pensar América Latina
é o próprio Michel
Lovi. Deixa eu colocar aqui pra gente
não
perder. É o Michel Lovi com o livro que
ele tem O que é o cristianismo de
libertação para pensar eh a teologia da
libertação na América Latina. Ele
articula essa, eu tenho algumas críticas
a a esse ponto que eu não falo aqui só
para dizer tipo, então veja como ele é
problemático, não é? Porque eu acho que
a gente tem que tensionar o debate, que
nem eu falei no comecinho lá, quem tava
acompanhando aí sobre os conflitos. É
importante, mas é excelente o trabalho
do do
Lovi. E para pensar daí a teologia da
libertação e a relação entre marxismo e
movimento religioso aqui na América
Latina. Muito bacana. Tem um outro
chamado
David, como é que é isso?
[Música]
Mcleand Cleand
Mcleand. Pronto. David Mcleand também é
um cara muito bom, cara. Muito, muito,
muito, muito bom. David Mcleand é um
cara que tem um dos primeiros trabalhos
sobre Marx e religião, só que ele não
fala sobre Marx, fala Marx, Lenin,
Engels, faz Rosa Luxemburgo, faz umas
discussões muito interessantes. Eu
esqueci o título do livro agora. Eu acho
que é Marxman Legion. Eu acho que é
isso. Marxismo e religião. Marxism and
religion aqui é muito interessante. Tem
um outro cara chamado
Andreel Maquinon também é muito bacana.
Ele tem um um texto sobre o uma pesquisa
que ele fez sobre o ópio do povo que é
maravilhoso. Aquele texto do Marx lá, do
Angel Maquinon também, um cara muito
muito
massa. Ah, deixa eu pensar outra outro
camarada. Tem um cara chamado Bruno
Reikd que tem uns textos na revista
Zelota bem interessantes sobre esse
tema, assim, não que seja o melhor, mas
tem uns textos legais, tem um curso dele
que tá, onde é que tá mesmo?
Tá, meu Deus do céu, onde é que tá o
curso do
do Ah, é, tá aqui no YouTube, no nosso
canalzinho, tem o curso importante que
você pode fazer como membro, membra,
membre membresia aqui do nosso
canalzinho. Você pode fazer o curso de
marx religião. São nove, nove aulas. É
só se tornar membro, membro, membre e
você já tem acesso a eles aqui no no
canal do YouTube. Olha aqui, merchan
totalmente excelente. Metemos um merchan
no meio de uma resposta e você pode
acompanhar o curso marcismo e religião.
E lá tem um monte de autores, autoras e
conteúdos bem bacanas, exclusivos para
você. Quer dizer, não só para você,
porque para todo mundo que tá
participando ali como membro, membra,
membre, membreia do nosso canalzinho.
Mas é legal, beleza, fica a dica aí.
Tem que aproveitar, tem que aproveitar
os momentos que dão pra gente, minha
gente. Ah, vamos
lá. Deixa eu pensar outro autor legal,
cara. Andrew Maquinon
p. Cara, os próprios, quando a gente
pega os próprios textos dos marxistas
mais clássicos sobre religion é legal.
Seja o Ernest Blor, né, que ele tem um
texto, alguns textos legais. Inclusive o
Ernest Blor tem um livro que eu acho que
para não tem em português, pô,
sacanagem, mas tem em espanhol que cai
em caminhões aí pela internet e tem em
inglês e alemão, obviamente, eh, que tem
um livro dele chamado O ateísmo no
cristianismo, que é muito bom, cara, é
muito legal e eu recomendo aí para as
pessoas que seguem esse canalzinho, que
não são crentes, inclusive, é muito
legal. Ernis, o livro O ateísmo no
cristianismo. [ __ ] livro legal, cara. E
ele tem um outro que tem uma publicação
em português, mas infelizmente com uma
tiragem antiga e que o PDF dá para
achar, mas não é aquela facilidade toda,
que
é Thomas Minzer, o teólogo da revolução
e recupera da tradição protestante a
essa linha mais revolucionária. Então o
pessoal das lutas camponesas na
Alemanha, né, tem o texto do Engel sobre
as lutas camponesas na Alemanha que são
legais. Então fica aí com bastante coisa
pra gente
poder conhecer e e e ter conteúdo aí
bacana. Beleza? Então não sei se ajudou,
cara, mas são algumas dicas aí que eu
acho que podem ser podem ser massa
massa, tá?
Pois é, Mateus, talvez você tenha ouvido
falar nesse tal de Bruno. Talvez tem
possibilidade. Não sei. Mas caso tenha
ouvido falar, tome cuidado com ele. Me
disseram que ele
ronca. Então fica aí o alerta. A pessoa
que ronca alto. Então temos aí um
probleminha. Tch tch tchum tchum tchum
tum.
Aí, ó, isso é um ponto também, um ponto
importante também, ó. Tem igrejas que
são chamadas de progressistas, são
classificadas como se fossem comunistas.
Mas será que são? É óbvio que não.
Porque se for para ser comunista, você
tem que ter um projeto claro, projeto de
sociedade, futuro que você deseja
alcançar por meio do desenvolvimento das
forças produtivas e também depois do
desenvolvimento das relações sociais.
São duas pernas de um projeto comunista:
desenvolver forças produtivas,
desenvolver as relações e as formas
sociais. Se não tem clareza sobre esses
dois campos, não dá para ser comunista,
porque você não está dentro de um
projeto comunista. Então, a gente tem
que ter esse mínimo de bom senso, né,
minha gente? Isso é um [ __ ] Tudo bem que
tem até comunista que não faz ideia
disso, né? Então eu também não vou
cobrar do pessoal de saber isso. Tem
comunista que acha que o comunismo é só
a gente dizer capitalismo a cada 2
minutos. Isso é culpa do capitalismo. E
aí daqui a pouco fal capitalismo, não
sabe dizer outra coisa. Eh, complicada
essa vida, né? A gente tem que tem que
qualificar aí o papo, minha
gente. Foi mal, carapa. Foi mal. Às
vezes a gente tem aí um acúmulo de
leituras e, infelizmente a gente tem
pouco tempo para
elas, mas se Deus quiser, a gente vai
conseguir ter tempo suficiente na vida
para ler aquilo que a gente gosta, se
Deus quiser, que não significa que vai
ser muito fácil. Falta ele querer e o
capitalismo ajudar também. Capitalismo,
né? Aí eu metendo o capitalismo aí como
culpa de novo. A gente precisa de tempo
para fazer as coisas que a gente gosta,
né, mano? Então é, não é fácil. Não é
fácil. Aí, João, vem cá, mano. Chega com
nós, cola do nosso lado. Ouve os
conteúdos até para criticar coisa legal,
melhorar a crítica. Pô, eu quero
criticar, mas eu quero criticar agora
com com propriedade, pô. Isso é massa.
Seja bem-vindo como membro, membra,
membre membrezia do nosso canalzinho.
Chega aí, pô. É nós. Beleza. E aí, minha
gente, seguinte, eh, e é isso, ó. Ó,
Kevin também deu a dica. quando puder.
Vale a pena ser membro, João. Vale a
pena ser membro, João. Ou você ser o
membro João. É importante aí você ser o
membro João. Beleza? Mas gente, ó, é
curioso, né?
Eh, o meu processo de radicalização, ele
dá Fala aí,
Mandorova. Como tá, camarada Mandorova,
seja bem-vindo, bem-vinda, bem-vind aqui
no nosso encontro. Tamos junto. Chegou
atrasado, mas em tempo. Tá sempre em
tempo. Tamos
junto. Esse esse lance de de
radicalizar, né, ou de você começar a
ter mais claro o tipo de projeto de
sociedade que você pelo qual você
viveria e pelo qual você
luta. Na minha trajetória de vida, eu
pude, e aliás assim, eu tô fazendo essa
parada, não é para dizer: "Olha como o
Bruno é um cara legal". É porque da
minha tradição que eu vim pentecostal, o
testemunho tem um papel muito
importante, você testemunhar, você falar
sobre o que você vive, aquilo que você
viveu e compartilhar com as pessoas,
porque por meio do testemunho, a pessoa
pode se identificar, ela pode viver ver
as coisas do cotidiano, né? E se a gente
conseguir articular um testemunho com
pensamento reflexivo e crítico sobre a
realidade, meu amigo, isso aqui fica
muito poderoso. Mas vamos lá. Testemunho
do tipo de discursivo, né, de apresentar
minha história. Na igreja e na minha
casa, que era uma família religiosa, eu
aprendi a ter o mínimo de sensibilidade
social, né, o mínimo de cuidado com os
seres humanos que estão eh em volta de
nós e que a gente se sinta
responsabilizado por eles, por elas. Amo
o próximo como a ti mesmo, ama teus
inimigos.
eh distribuir a comida, dividir aquilo
que você tem com quem não tem, eh,
valores básicos de qualquer cristão e de
conduta cristã, que deveria ser básico,
né? Então, aprendi a ter essa
sensibilidade, a ter como meta poder
viver de tal maneira como Jesus viveu. E
Jesus viveu nesse lance de testemunhar e
de
de se preocupar com as outras pessoas.
Só que no âmbito religioso isso muitas
vezes fica um pouco mascarado, um pouco
individualizado,
pouco socialmente planejado e
articulado. Então vira uma parada muito
mais de você eh ter boa vontade, né?
caridade, fazer o bem por você mesmo,
fazer o bem porque você acredita que é
bom, porque você acredita que é legal e
essa coisa toda. Então, nessa dinâmica,
você perde a análise da realidade social
e o envolvimento com ela. Você fica
muito mais voltado, obviamente, pro
trabalho ali de
de eh
contato diário.
Eh, Forerba chamaria de
amor. Ludwiig Forba, filósofo alemão,
que de acordo com Engel já restaura o
trono do materialismo pra filosofia
moderna, ele chamaria de amor, é você
ter amor pela humanidade, ter amor pela
outra pessoa, você querer agir com esses
esses bons sentimentos, né? você querer
fazer aquilo que é bom, aquilo que é
certo. Só que o esse bom sentimento,
esse amor, essa coisa, ela é uma parada
abstrata, ela não tem conteúdo, ela tá
descolada de uma análise das relações
sociais, da viabilidade da gente tornar
efetivo os projetos que a gente tem.
Então, se eu quero criar uma sociedade
em que as pessoas se amem, que as
pessoas sejam irmãs, que as pessoas
tenham que comer, se as pessoas tenham
que beber, tenham que vestir, não é o
que eu faço sozinho como caridade.
Aquela famosa,
famosíssima, famosíssima história do,
cadê o gato? Vem aqui para cá.
Famosíssima história do, ah, o menininho
pegava as estrelas do mar e jogava na
água. Eh, tava passando live em estrela
do mar e jogava no mar. Aí alguém passou
e falou: "Por que que você tá fazendo
isso?" "Ah, eu vim salvar essa
estrelinha do mar, mas olha quanta, você
não vai conseguir salvar todos, mas pelo
menos essa eu salvei." É bonito, é fofo,
nos inspira, dá valor. Mas cara, é isso.
É você falar, cara, sistemicamente não
resolve. Para problemas sociais que são
sistêmicos, que exigem intervenção
contínua e qualificada do nosso dia a
dia para realizar os projetos que a
gente deseja, eu não posso ficar nas
intenções, eu tenho que então planejar.
E eu não planejo sozinho, senão
coletivamente, me organizando com os
camaradas, com as pessoas. Esse passo
ele é muito importante. Do âmbito
religioso, eu aprendi a ter empatia, eu
aprendi a amar, eu aprendi a me
preocupar com o outro, eu me eu aprendi
os valores que eu deveria orientar minha
vida e os mantenho. Contudo, quando eu
olho pra realidade social, para que
esses valores sejam possíveis de ser
realizados, eu não posso fazer
simplesmente pela minha caridade
individual. Eu tenho que organizar
socialmente, planejar qual o projeto que
nós vamos realizar.
Esse passo é muito importante para
entender o qual é a sociedade que nós
queremos, qual lugar a gente ocupa nessa
sociedade, qual sociedade nós
queremos. E eu ainda tô no ponto de
vista moral, tá? ainda do ponto de vista
moral, tentando ajustar o mundo. Esse
passo já me radicaliza, já me joga para
um marxismo da vida, que é poder começar
a analisar quais são os problemas da
sociedade. Olha, veja bem, o capital
funciona assim, a forma social funciona
assim, a economia política legitima
determinado tipo de exploração do
trabalho, tá? Vou perceber a parada.
Massa bala. Chegamos aqui, show de bola,
estamos evoluindo. Então aqui estamos no
marxismo, né? umismo que percebe que,
cara, tem que analisar aqui criticamente
e cientificamente essa realidade. Bala,
bala, bala, bala, bala.
Beleza. Próximo
passo. Cara, não adianta só a gente
analisar essa realidade aqui do ponto de
vista moral, porque eu vou chegar pro
camarada que é capitalista, bater na
porta dele
lá. Oi, lindo, tudo bem? Bom dia. Eh,
não sei se o senhor percebeu, mas o tipo
de exploração do trabalho que o senhor
realiza tá lascando a vida das nossas
famílias, né? A gente tá transformando
as crianças em produtos futuros a se
venderem no mercado, né? A gente tá aqui
querendo, né, viver e vocês não estão
permitindo. Vocês estão extraindo as
condições de vida, de reprodução da
vida, do planeta, da gente. Não tá
legal. Não é moralmente legal. E olha a
desigualdade. Olha essa desigualdade
como ela é abissal, né? É um pouco
obsceno você não saber como é que frita
um ovo, porque nunca precisou pensar
nisso e toma um café da manhã do tamanho
de um sei lá o que que é, de um caminhão
inteiro que você come sozinho, você e
sua família, de três pessoas, enquanto a
gente aqui tá passando fome, né? Não é
legal, é desigual. Será que o senhor
poderia, por obséquio largar a mão de
ser dono proprietário privado do meio de
produção e começar a trabalhar aqui
conjuntamente aqui nas nossas
cooperativas coletivas e tal? O ser
humano vai olhar pra minha cara e eu
falar: "Se liga,
tio". E ele provavelmente ele vai até
arranjar uma desculpa moral ou com
aparência aparência científica para
dizer que não, não vou fazer
isso. E aí a gente emperra, né? E aí
ficou só um discurso moral pelo moral e
aí vai pro
brabismo. Aí não dá certo. Quem é mais
brabo, quem vai para cima e tal.
Para passar e superar esse âmbito do
moral, a gente ainda tem que ir então
para uma questão racional, científica,
ou seja, demonstrar para os seres
humanos, porque racionalmente é estúpido
você manter o tipo de exploração
capitalista e hoje em dia com o tipo de
exploração rentista, né? Nem é mais só
capital, é renta, não renda, renta, né?
que você fazer uma grana com capital
financeiro e finanças sobre finanças e
extrai drena drina capital e e dinheiro
da de todo mundo. Mas tá, é perceber que
olha esse processo quando você
transforma o trabalho em mercadoria que
tem que se vender como qualquer outro
objeto e você chega lá e a demanda do
valor desse trabalho altera de acordo
com o desenvolvimento da força
produtiva, essa parada toda. E o que
acontece em última instância? A gente
não tem renda para poder consumir. A
gente produz mais do que a capacidade
que a gente tem para consumir. E o
capital acumulado não retorna em
melhoria pro ciclo econômico. Ele é
decidido a partir dos interesses em
busca de lucro dos donos do meio de
produção, do dono de capital. Ou seja, é
socialmente produzido, socialmente
consumido, mas o rumo do nosso futuro tá
sendo decidido de acordo com o seu
interesse individual, em busca de lucro
e não de planejamento econômico. Eh,
científica e racionalmente é imbecil
esse modo de organizar a sociedade. Ele
cria ciclos de crise infinitos. Ele é um
ciclo que não garante o consumo, não
garante a reprodução e aposta que de
algum momento aí tudo vai dar certo,
porque o acúmulo de capital é infinito,
o acúmulo de lucro é infinito, só que o
planeta é infinito, as pessoas são
finitas, a vida é finita, bem-vindo à
finitude do mundo. Mas esses caras não
saca isso, né? E aí racionalmente a
gente demonstra, meu lindo, viu? Ó,
moralmente teria que mudar, não mudou.
Racionalmente o teu tua economia é uma
porcaria. E aí a gente demonstra
racionalmente. Olha, racionalmente tá
demonstrado aqui. Vamos alterar. Aí o
camarada fala o
quê? Não. Por quê? Porque agora vou
perder meu poder e pá. Nesse momento
desse último, não, depois de todos esses
níveis, a gente descobre a importância
da organização da classe trabalhadora
para uma revolução comunista, visando
uma sociedade que racionalize a economia
para garantir uma produção e reprodução
social equilibrada.
atendendo as necessidades do sujeito que
consome e que produz, que dentro dessa
tipo de sociedade é a classe
trabalhadora. A gente não produz por
nada e a gente não consome por nada. É
um ciclo vital que dentro da espécie
humana se converte em um ciclo social
específico. Então, pô, pra gente
coordenar esse bagulho aqui, a gente tem
que mudar. para mudar vai ter um
conflito entre classes. Conflito que nem
eu comentei, não é necessariamente
violento nem agressão. Lá no começo da
live, logo no comecinho da nossa live, a
gente comentou sobre isso. Conflito não
é necessariamente tensão, não é
necessariamente agressivo. Ele tem n
maneiras de ser mediado, de ser
realizado, mas tem um conflito de
interesse. Quem tá numa classe
privilegiada não vai querer baixar a
guarda e quem tá na classe de baixo, se
entende sua posição, quer superar esse
tipo de relação social vigente. Então,
precisa combinar aí como é que a gente
vai organizar as coisas.
Esse conflito pode se dar de muitas
maneiras, mas ele se dá entre um projeto
de manutenção da ordem, visão do
capital, e um projeto outro. Esse
projeto tem que tá claro. E o nome desse
projeto na sociedade moderna que nós
temos é
comunismo. É o historicamente realizado,
é o que historicamente tem bagagem, é o
que aponta e entende um futuro possível,
é aquilo que nós temos como estof e como
arma hoje. Ponto. Ai, mas ele deu errado
em 1000, não sei quanto no seu canal,
gente, não tem nem 100 anos. cent e
poucos anos esse negócio aconteceu
agora, foi ontem na história da
humanidade. Então a gente ainda tem,
acabou, tá aprendendo a realizar esse
projeto, mas ele é um projeto. Então na
igreja eu aprendi esse ambiente, essa
disposição
moral. Com o marxismo eu aprendi a fazer
análise da realidade social e como
comunista eu aprendi que eu tenho que
defender um outro tipo de sociedade com
projeto claro e racionalmente construído
para que ele não se perca na hora de
produzir e reproduzir as condições
necessárias paraa classe trabalhadora.
Dado aí a as possibilidades de
factibilidade que nós temos para fazer o
possível. Para isso, a gente tem que se
organizar. Então, vou militar, vamos
militar. E veja que é um processo de
transformações, de evoluções, mas não
necessariamente de rupturas. E é aquilo
que a gente tinha comentado, contando
aqui meu testemunho, nesse processo de
compreensão do mundo, de radicalização,
de entender essas dinâmicas, a gente
também vai se reapropriando da história,
de como realmente as coisas aconteceram,
de perceber que as revoluções foram
realizadas por uma classe trabalhadora
majoritariamente
religiosa e que posteriormente, ainda
que dentro de partidos dirigentes e
ainda que a teoria marxista seja ateia,
isso não implica em eliminar a religião,
não implica. Vamos encontrar isso na
história sim, especificamente em um
país.
Um e nos outros teve conflitos, óbvio,
especialmente porque a religião ela é
utilizada como meio ideológico pra
manutenção do imperialismo e pro
anticomunismo. Ela foi e é utilizada
para
isso, especialmente porque os
evangélicos vêm de dentro de uma
tradição estadunidense de manutenção de
ordem. E aí tem muitas coisas que a
gente poderia discutir do do dessa
relação entre religião e e capitalismo e
defesa do capitalismo, que eu acho que
vai ser o tema da próxima live, religião
e defesa do capitalismo, né? como qual
papel que a igreja desempenha dentro da
reprodução social, por
exemplo. Mas veja que quando eu conto
essa história e apresento essa parada,
faz muito sentido. Uma pessoa de fé
falou: "Pô, beleza, qual o problema
então da gente querer uma outra
sociedade e fazer as intervenções
políticas necessárias?" Inclusive para
essas intervenções, como a gente já
comentou quando o Diego perguntou pra
gente sobre o a questão do materialismo,
né? ser crente materialista. Uma coisa,
como eu analiso a realidade e atuo sobre
ela, outra se eu tenho minha fé ou
não. Uma coisa não entra em contradição
com a
outra. O que vai entrar em contradição é
porque a instituição existente, ela vai
exigir uma defesa de leitura única e
exclusiva do texto bíblico como
autoridade espiritual, porque ela vai
apregoar, né, vai apagar a história e
dizer que ela tem a única e verdadeira
revelação. Aí a gente vai ter conflito
mesmo, porque vamos ver onde é que a
gente para com isso aí. Mas isso aí é um
outro ponto, um outro tipo de disputa e
de debate. E aí eu acho que entra no que
o camarada tinha comentado sobre o
conflito nas igrejas, né? O conflito que
dá dentro das igrejas, com todo
respeito, minha gente, não é entre
valores, tá? Não
é, é uma disputa de
classe, classes sociais. Nós temos uma
luta de classes dentro da igreja. A luta
de classes não pede licença, ela entra,
ela faz parte.
E a gente tem que observar isso e
perceber
isso. A luta de classe tá entranhada na
formação do sujeitos, na reprodução da
do social. A gente se reproduz enquanto
classe e dentro de classes e conflitando
entre
classes. E aí eu vou recomendar, vou até
pegar aqui o título, o texto para quem
se interessar pelo tema.
Turum tum. Lá naota tem um textinho bem
legal, cara, bem bom
mesmo. Tum, que é o
o tá carregando aqui porque o computador
é lento, mas eu vou pegar para
vocês, que é sobre a luta de classe na
igreja.
[Música]
P. Colocar dois textos. O primeiro é
esse aqui,
ó. O primeiro já aqui, fundamentalismo e
reprodução social, que lá a gente fala
um pouquinho sobre isso, né?
[Música]
E outro, deixa eu pegar ele aqui porque
já ficou lá para trás, é um texto
antigo. No vale de lágrimas entre a
religião e a política. A gente vai
colocar aqui também. E aí dentro desses
dois textos tem referências para outros
textos e referências bibliográficas que
podem ser interessantes. Então salva aí
para aquele momento de leitura em algum
dia aí, alguma hora de no banheiro, né,
que você vai no trabalho ali, matar o
seu tempo de trabalho no banheiro,
aproveita para ler o texto. Você pode,
em vez de ver os res do Instagram, vai
ler um texto. Em vez de você ficar preso
em segundos do TikTok que se convertem
em 2 horas meia, vai ler um texto. Eu
sou defensor agora da leitura de textos.
Leia textos, recupere a capacidade de
ler. Somos alfabetizados e somos capazes
para tal. Então eu recomendo aí para
vocês darem uma olhadinha. Então dá uma
olhadinha lida lá nos textos. Faz salve
Juan. Juan Gabriel. Salve, Bruno
Requeijão. Eu nunca tinha ouvido esse
apelido, mas eu gostei. Eu gostei. Bruno
Renqueijão. Gostei. Ficou
bonito. Pô, tamo junto, Paulo. Querido
Paulo, Paulo, querido Paulo. Eh, pô,
cara, isso aí é complicado, mano.
Encontrar a comunidade é muito, não é
não é simples. É importante, mas não é
simples. E é show. Que bom que esse papo
tá sendo massa, Paulo. Tamo junto, cara.
A questão do comunismo são os radicais.
Mas eu sou um radical, João. Eu sou um
radical. Radical. Eu sou um radical como
Charlie
Brown. Tchau. Tchau. Play. Não só do
comunismo. Tem muita gente no Brasil que
sonha com extermínio dos cristãos. Não,
não tem, João. Não
tem. Quase que falei. Infelizmente não
tem. Não tem, João. O problema é que não
tem, cara. O problema é que não tem.
Eh, o número de pessoas que se revolta
com alguma pauta conservadora é muito
pequeno, muito
mesmo. E o tem uma coisa chamada pânico
moral, cara, que é o que o pessoal usa
com frequência nas igrejas, em muitos
espaços, que é você pegar um negocinho
bem pequenininho que aconteceu isolado
lá no Hikto e transforma isso, bota uma
lupa como se fosse a catástrofe do fim
dos tempos. Esse olha pra realidade, a
gente tem outros problemas muito mais
sérios para resolver. Só que se você não
fica atento, você acha que é isso, né?
Que tá uma grande perseguição contra
conservadores. Aí você olha pro pro por
Congresso Nacional Brasileiro e a
maioria é conservadora. Você olha pro
Senado, a maioria é conservadora. Nos
últimos anos teve algumas sequências de
eleições conservadoras para cargos
executivos no
país. O risco de comunismo é quase zero,
meu bom.
Quem tá lascando esse país são os
conservadores. Fica a dica, é só
observar a
realidade. É, cara, também tem isso, né,
mano? É complicado. É, é, é, é muita,
muita, muita coisa aconteceu nessa
história. Muita coisa aconteceu nessa
história. E o anticomunismo é um bagulho
muito
forte. Ah, isso é verdade, pô. Tem toda
a
razão, tudo é culpa do do do pecado
original. É culpa do
pecado.
Preguiça. Ai meu Deus. Tudo é culpa do
pecado. Tudo é culpa do
pecado. E aí a gente, né, a dor de
cabeça também é culpa do pecado, mas o
cara vai lá e toma ibuprofeno, né? Mas
aí no problema social ele não quer
mexer, né? Aí não quer fazer uma
intervenção científica e com bom senso
na
realidade. Pre isso da puxa off topic.
Fala aí, Luiz. Luiz é um camarada muito
firme mesmo, apoiou demais, ajudou a
gente demais aqui no canalzinho.
Agradeço demais, Luiz. Tamo junto, mano.
Faltou a organização alenista para as
organizadas ontem. Infelizmente a
revolução corintiana ainda não veio.
Ainda não veio, infelizmente.
Infelizmente. Mas,
ó, em breve virá.
Rapaz, se os corintianos virasse
comunista, meu irmão, isso aqui já tinha
viano que a gente tava aqui chinês já
fazendo uns negócio muito mais legal,
tava em outro outro planeta. E eu já
falei, todo mundo nasce corintiano.
Falei no começo dessa live aqui, no
começo da live eu falei, todo mundo
nasce corintiano. É da nossa
natureza. Pam pum
tum tum tum.
Já já eu vou finalizar esse papo aqui,
hein, minha gente. Eu estou aqui
ultrapassando. Deixa eu ver se esqueci
um tópico. Ah, esqueci um tópico. É o
tópico que eu falei que eu ia
falar. Então, João, eu vou recomendar
livros que não são ficção e você vai
gostar. Vai por mim. Sério mesmo? E o
livro chamado Revolução dos Bichos, ele
é
uma ficção, uma brincadeira ali do
George Orbell, tentando reproduzir
ideias que ele tem, mas que seriam
aplicáveis a muitas coisas, né? Há
muitas coisas. Além de que o Revolução
dos Bíps é um livro profundamente
anticomunista envolvido aí na Guerra
Fria. Então, ao invés de ler um livro de
ficção, eu recomendo que a gente comece
a trabalhar aí com outros livros, outras
referências bibliográficas que tratem da
história, que eu acho que vai ser bem
mais legal. a gente vai entender melhor
algumas coisas e aí pode ser muito útil,
cara. Tô falando numa boa. E aí de novo,
né? Se quiser virar membro, membra,
membra, membrez do nosso canalzinho, tá
mais que convidado, João, estamos junto,
pô. Mas eu recomendo aí que não leia o
livro Revolução dos Bichos. Prefiro que
você leia outros livros mais
interessantes que não sejam ficções, que
a gente oriente as nossas vidas pela
história e por livros científicos. Vai
ajudar bem mais, vai dar mais. E aí a
ficção a gente usa para ter ideias,
inspirações e tal que animam a vida. É
fundamental, é importante, mas na hora
de tomar decisão pragmática sobre o
futuro, eu recomendo outros tipos de
leitura. Isso aqui é bom. Isso aqui vai
ficar para uma live aí. Não vou falar
hoje não, mas isso é bom. Como que lida
com o conceito de pecado
original? Vai ser bem original a minha
leitura. É que não é minha, obviamente
que não, que a gente aprende na vida,
né? É
massa.
Obrigado. T t t.
P. Cara, olha, massa, como é que foi a
minha recepção na unidade popular?
Totalmente excelente. Totalmente
excelente. Me chamaram inclusive para
dar formação. Já teve formação de
leitura do capital, de discussão sobre
religião. Suave, pô. Suave
mesmo. A gente cria fantasmas nas nossas
cabeças. Mas deixa eu te expli, deixa eu
falar uma parada legal para todo mundo
que tá aqui. O que importa na
mobilização popular e da organização dos
trabalhadores é atender, criar projetos
e realizar ações que atendam as
necessidades da classe trabalhadora.
Então, pô, cara, se você acredita em
Jesus, em em na
nas sei lá, cara, qualquer outra coisa
que quiser, se você lê o Corão, se
você eh vai no terreiro, bate seu ponto,
pega, faz o teu passe, recita e e
reproduz, lê ou trabalha com os itãs,
cara, suave, mano.
a gente se une pelo projeto de sociedade
que a gente quer. E é isso. E é isso.
Aliás, tá mais que provado isso, né? Ô,
vem cá. O a
última última reunião de gado que teve
aqui na região da Avenida Paulista em
São Paulo, tinha gente de diferentes
credos, né? que quando interessa esse
conservador que fica reproduzindo e
cuspindo racismo religioso, quando
interessa ele se une. Assim como quando
interessa o pessoal que é tudo contra
ecumenismo, faz um ecumenismo
conservador. A vida é muito mais
pragmática do que essa disputa de
valores. E se a gente cair na armadilha
das disputas de ideias vazias, a gente
não consegue ir pra frente não, gente.
Sejamos ligeiros e
malandros. Como é que é? Astutos como a
serpente e simples como a pomba. Já
diria um livro
[Música]
aí. É nós, João. É nós. Seja bem
bemvenido. Vem aqui pro nosso pra nossa
membresia. Beleza, minha gente? E aí,
até falando isso, né? Um monte de coisa
que nós chamaria chamaríamos de pautas
morais, né?
Então, todos os pantalhos de pautas
morais que vocês imaginarem. Imagine por
um segundo que a gente discutisse essas
pautas morais. Ô Jesus Cristo, vem cá.
Ai gato. Os gatos hoje estão atado aqui.
Imagine se a gente discutisse as pautas
morais, não como pautas morais. Se a
gente olhasse do ponto de vista da
organização, da sociedade como um todo,
como política pública, como planejamento
social, projeto de futuro, e a gente
utilizasse os recursos científicos e os
dados que nós temos para tomar decisão.
Pô, seria maravilhoso, né?
[Música]
É só isso que se
pede, só. E aí a partir daí a gente
começa a construir políticas públicas,
acompanhamento das pessoas e tal. E vai,
vamos tentar te jogar, quebrar essas
correntes que são só moralistas e não
tem pé no chão, né? acompanhando aquela
trajetória que eu falei lá sobre
empatia, discussão moral, análise
econômica daí mobilização política e
planejada da classe trabalhadora,
contando um pouquinho, né, de partir de
testemunho, cara, é isso que a gente
precisa fazer também nas nos
tensionamentos do debate público. A
gente não pode cair nessas armadilhas,
não. Então, ah, porque vocês são a favor
do pintar o cabelo
azul. Problemão, hein, mano?
Poxa, imagina.
Ah, porque agora o menino veste rosa.
Poxa, problemão, hein, mano? Caraca.
Olha, porque aí o pessoal tá fazendo
educação sexual na escola. Poxa,
problemão,
hein? Aí, emprego, casa, saúde pública
garantida, diminuição de jornada de
trabalho, aquilo que afeta a nossa vida
mesmo. A gente vai deixando passar, né?
Aí não é
problema. Vamos ser mais ligeiro, pô.
pelo amor de Jesus Cristo.
Oh, como diria
Jesus? O sábado foi feito para as
pessoas ou as pessoas foram feitas para
o sábado? Ou seja, a lei é feita para as
pessoas ou as pessoas são feitas para a
lei? Ah, não, a lei é feita para as
pessoas. Sim. Então, as pessoas são a
referência, é a vida real que importa.
Ela decide sobre como a gente vai
resolver os nossos problemas moralistas,
legais e tal. Então, se as condições de
vida mudam, se as necessidades humanas
mudam, a gente também tem que rever como
a gente trabalha com a lei. Isso aí é
básico, básico da leiturinha que Jesus
faz aí da tradição dele mesmo. Então,
fica bom dia, Rodrigo. Bom dia, Rodrigo.
Bom dia aí. Quase
tarde. Tamamos junto, pô. Gente, eu
espero que vocês tenham curtido o nosso
papo hoje. Espero que tenha sido massa.
Não sei se o som ficou bom. Eu espero
que
sim. Eh, e eu espero que vocês estejam
curtindo o papo que a gente tá tendo,
que a gente vai ter. E na semana que
vem, então, a gente vai falar sobre o
capitalismo e as igrejas ou as igrejas
do capitalismo. Eu acho que vai ser
bala, eu acho que vai ser interessante e
a gente vai poder trocar uma ideia bem
bem bem bem legalzinha e eu espero que
vocês curtam.
Beleza? Massa. Curtiram? Eu espero que
sim. Espero que tenha sido sido
interessante esse papo. E bom, bom, bom,
bom, bom. Também, Rec, recomendo
cochilo, mas ó, oita, cadê? Antes do
almoço ainda. Justo, Rodrigo.
Ó, gostei, gostei, gostei cochilar. Mas,
ó, já são 11:16, ainda dá tempo do
primeiro almoço. Aí você vai poder às
2:16 o segundo almoço e às 17 o terceiro
almoço. Dá tempo, dá tempo aí de
trabalhar. Se trabalhar legal, dá para
comer, dormir, comer, dormir, comer,
dormir. Meu amigo, isso aí é vida, todo
mundo sonhou. Então são opções aí,
possibilidades. Certo, minha gente?
Certo, certo, certo. Então bora
partindo dessa para uma melhor. Nos
vemos em breve. A gente vai seguir aí
trazendo a boa nova quase todo dia útil
quando der certo. Nem sempre dá certo. A
gente vai tentar fazer com que dê certo.
E se deu certo, deu certo. Se não deu
certo, deu errado. Então, se nada der
errado, tudo dará certo. E a gente vai
trazendo a boa nova útil.
Todo dia. Não, pera aí. Trazendo a boa
nova. Pera aí. Me ajuda aqui. Música.
É isso mesmo. Todo dia útil até a
vitória final.
Todo dia útilé.
Valeu. Fiquem bem. Trazendo a boa nova
todo dia ú vitória final. Tamamos junto.
Falou.

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