A HISTÓRIA DE MINHA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA: SIM, TIRAREMOS DÚVIDAS DO CHAT
05/06/2025
A HISTÓRIA DE MINHA CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA: SIM, TIRAREMOS DÚVIDAS DO CHAT
Pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra, o sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [Música] Fala minha gente, bom dia. Tudo bem com vocês? Eu espero e desejo que sim. Sejam todos muito bem-vindos, muito bem-vindas, muito bem-vindos aqui à nossa segunda live no canalzinho e vamos testar o som. Vamos ver se ele tá bom. Como é que tá no ouvidinho de vocês? O som tá bacana? A voz tá legal, tá estourando, tá mais ou menos? Eu não tenho como saber, infelizmente. Se vocês puderem me dar uma força aí participando desse nosso papo, como é que tá o áudio, como é que tá o som, como é que tá a bagunça e ajuda consideravelmente para começarmos muito bem o dia aqui, beleza? Sejam aí todos muito bem-vindos, muito bem-vindas e muito bem-vindos pro nosso papo, para o nosso dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. É isso daí. Pera [Música] aí. É, minha gente, pera [Música] aí. Tá muito alto. Tá bom. Eu também, Gabriel. Eu também estou empolgado para esse vídeo. Sabe por quê? Porque eu não tô conseguindo gravar muito durante a semana. Na verdade, a vida tá impedindo aí com acúmulo de funções e de exploração do trabalho. Tá complicada a minha vida, né? Mas, mas nós voltaremos aí de maneira adequada para o nosso dia a dia de gravações em algum momento. E aí eu fico empolgado porque o dia que eu tenho para gravar ao vivo aí com vocês. Beleza? Ai que bom Jéssica. Muito bom ter você por aqui com a gente. Agradeço profundamente a confiança e a chegada. E aqui para quem não conhece essa daqui é a Lionela, a gatinha que eu tenho aqui em casa. P que bom que o som tá bom. Espero que esteja funcionando, chegando bem aos ouvidos de vocês, porque aqui é o aquele clima eh que eu quero deixar um áudio agradável, gostosinho no fundo, né, para acompanhar o nosso papo de maneira animada, divertida, mas também séria, que seja aprasível, aprasível aos ouvidos de vocês. Eu não sei se vocês têm essa consciência de quem, né, não é do mundo crente e vez por outra passa por aqui, de que nós, pessoas evangélicas, temos o hábito de utilizar termos extremamente arcaicos, especialmente quem vem aí da Assembleia de Deus, porque nós utilizamos uma tradução da Bíblia que tem aquele português vertnáculo antigão. Então, ao invés de dizer, olha, queria deixar um um son gostosinho aí no ouvido de vocês é falar, gostaria de porventura garantir um conteúdo aprasível a vosso gosto, né? Então, a gente fala dessa maneira interessante aí. Uma vantagem de ser crente aprende um grande vocabulário. Mas é isso, tá? Espero que esteja para dando me ouvir bem, tá? Assim, espero que a música não esteja demasiadamente alta em relação ao som de minha terrível voz, mas a gente vai descobrir isso enquanto a gente papeia. Beleza? Sejam todos aí muito bem-vindos, muito bem-vindas e muito bem-vindos aqui ao nosso papo. Jéssica, Gabriel e também João. João, que bom que você apareceu aqui, João. Que bom que você veio dar um salve. Eu espero que você goste dessa conversa e a gente vai conversar sobre isso aí, cara. Será o comunismo é anticristo? Onde foi que o comunismo chegou? Ao poder ir. Três verbos aí no meio. Não perseguiu os cristãos. Éonde foi? Aonde foi? Vamos descobrir. Vamos descobrir. João, que bom que você tá aí, querido João. Olá, jovem carrapa. Tudo bem com você? Eu espero que sim. Seja bem-vindo aqui ao nosso papo. Muito bom ter você mais uma vez com a gente numa quarta-feira pela madrugada. Excelente, excelente. Estamos aí juntos. Seja muito bem-vindo, Jéssica, minha querida, em que área eu sou graduado? Isso é uma Eita, pera aí que travou o meu computador aqui. Computador, não me deixa na mão. Aí agora pronto. É, eu tenho um computador um pouco antigo e ele sofre. Que hora que eu sou graduado? história? Não, não, não sou graduado de história. Eu sou graduado em filosofia. Minha graduação foi em filosofia. Filosofia. Eu tenho uma formação em teologia também, mas a minha graduação foi em filosofia. Eu trabalhei na filosofia, tive muitos gostos de verdade que eu me ia lendo de tudo, curtindo tudo, aproveitando ao máximo. Eu nunca fui muito filiado a uma corrente ou a outra. que gostava de estudar mesmo, de ler. E aí eu fiz o meu trabalho de monografia pragmatismo estadunidense, a filosofia pragmatista estadunidense, mas foi em filosofia e eu gostei bastante. O título do meu texto era o método pragmático de John Dewy. Era muito legal, muito legal. Eu curti bastante estudar isso. Então sou formado em graduação em filosofia. Porém, contudo, todavia, pra gente não dizer que perdemos toda a história, meu doutorado foi em economia política mundial e a área de trabalho que eu tive, né, a linha de pesquisa era trajetória de pensamento do Sul, mas a área de trabalho propriamente dito, o campo que eu trabalhei foi história do pensamento econômico. Então aí eu tive um treinamento mais adequado de história no doutorado para ter que trabalhar com a história do pensamento econômico. Não sei se foi interessante saber dessas informações. Talvez elas não tenham absolutamente nenhuma validade, mas que bom aí que eu pude contribuir com essa pergunta e te agradeço por perguntar. Sou filósofo de formação. Deixa eu ajeitar umas coisinhas aqui. E aquilo, né? Não sei se vocês sabem disso, mas aqui na na como é que é o nome? no YouTube, nessa agora mal feita chamada YouTube, dizem que eu tenho que enrolar um pouco pra live ser entregue. Me disseram exatamente essa frase. Você tem que enrolar. Não vou enrolar. Não vou enrolar. Eu produzi um conteúdo qualificado desde o início, mas eu encontrei daí mecanismos para dar uma enrolada mesmo. Eu já já vou utilizá-los. Inclusive fiz aqui um roteirinho pra gente poder papear. Filosofia. Eita. Como organização dos estudos estudou desde o começo filosofia, tá? Grécia. Pois é, infelizmente, Jéssica, infelizmente nós ainda temos tradicionalmente estabelecido o estudo da filosofia em naquele esqueminha tripartite, filosofia antiga, filosofia medieval e filosofia moderna. E aí na universidade que eu estudei, que é ser muito boa, ter sido muito bacana, um curso bem diferente, por sinal, ele começou filosofia antiga, depois medieval, seguindo mesmo mesmo estrutura, a gente começou estudando, né, Sócrates, essa galera toda. E aí, minha gente, é só tem essa mesmo. É só isso. Praticamente você só estuda filosofia grega e aí ela vai se se atualizando, né? que aí o o pessoal medieval vai recuperar a filosofia grega e o pessoal na modernidade vai recuperar ou dizer que recuperou os clássicos de verdade da Grécia e tal. É umas confusão. Em última instância foi inventada essa ideia. E aí eu recomendo inclusive as críticas de Henrique Dusell, um filósofo argentino mexicano, faleceu, acho que ano passado inclusive sobre essa tradição da filosofia. Aí eu recomendo mesmo porque ele faz uma crítica muito interessante a essa percepção do mundo meio tripartite, sabe? Tipo antiga, média e e tal. E aí ele propõe um outro tipo de estrutura, que é uma estrutura que ele trabalha por eticidades. E aí ele tenta trabalhar com uma filosofia em perspectiva mundial, como que ela se dá em diferentes momentos, em diferentes campos e com conexão entre culturas. Aí eu vou aproveitar que você me deu uma deixa, você e nosso querido camarada carapa. A deixa é a seguinte para Merchan, né? A deixa pro Merchan, obviamente. E a deixa pro pro Merchan, que ela é muito importante, muito importante, muito importante, é que aqui no curso nós temos o curso de filosofia latino-americana, introdução. É aqui no curso, ó, aqui no YouTube a gente tem aqui na nossa comunidade um curso de filosofia latino-americano, introdução para quem é membro, membra, membro e membresia que do nosso canalzinho. E lá a gente critica essa estrutura de filosofia antiga, média e moderna. tenta trabalhar em perspectiva mundial e aí apresenta aí inclusive quais são elementos fundamentais para poder fazer essa crítica. Vou estender muito aqui esse papo para não ficar muito cabeçudo, a menos que a gente se interesse aqui no chat, mas eh uma parada bem legal que a gente para de trabalhar sobre a filosofia dos gregos, dos modernos da tal medievo, né? med uma grande invenção maluca pra gente trabalhar em em outras chaves, de outras maneiras de realmente historicamente estabelecer critérios mais factíveis com o desenvolvimento do pensamento em nível global ou mundializado. É muito mais legal, muito mais interessante. O meu ponto de vista, diria assim um nitiano, diria assim um pós-moderno, não sabemos, tá bom? Mas acho que que já vai um papinho aí massa. Mas tivemos aí esse estudo de dos clássicos clássicos medievais modernos. Ah, e só para não perder a linha, né? Eu fiz a minha minha meu mestrado foi em filosofia latino-americana. Fiz o mestrado em filosofia foi filosofia latino-americana lá na Federal do ABC. Ficou bem bom o trabalhinho, viu? Modéstia a parte. Tá bem bom. Bem bom, bem bom, bem bom, bom. Fala Kevin. Salve irmão. Como é que você tá? De boa. Que bom te ter por aqui. Nosso querido, querido, querido Kevin que é membro aqui do canalzinho, faz parte da nossa membresia, um grupo pequeno, mas fi resistente, sempre muito camarada. Tamamos junto, mano. Bom dia. Uma excelente quarta-feira pra gente. E aí, João, o a Lionela aqui, ela tá acelerada. Lionela é o gato, ela tá querendo dar um papo, quer tá querendo dar ideia ideia da dar ideia dela, mas eu acho que a ideia dela é um pouco fraca. Ela ainda é muito novinha, tem que tem que amadurecer um pouco mais. Olha, ela aí tá com dois anos só, coitadinho. A já tá com teve alguns problemas de saúde desde pequenininha. A gente resgatou ela, ela tinha 10 dias de vida. A gente foi meio que uma incubadora da gata, coitada. E aí ela ainda sofre muito com alguns probleminhas de saúde desde então, quase falecer. Tadinha da Lionel. Aí ela meio grudada aqui com a minha existência, porque eu de acordo com a minha companheira eu fui a mãe da gata. E aí teve um uma relação profundamente umbilical, metaforicamente falando com o gato. Então cá estamos. Mas estadinha era muito pequenininha. 10 dias de vida, gente. Imagina menor que minha mão assim. [Música] Tô gostando do sonzinho? Fiz umas musiquinhas novas aqui para ficar na nossa trilha sonora, para ser aprasível para vocês. E eu vou soltar aqui, minha gente, também o excelente excelente momento de agradecimentos aí que eu fiz uma parte no semana passada, na primeira live, vamos fazer aqui na segunda. Canal do Guinho, bem-vindo, Guinho. Querido, lindo Guinho. Sigam o canal do Guinho. Eu vou tentar colocar aqui. Sigam o canal do Guinho. Acompanhe o Guinho. Guinho e Guinho. Guinho do canal do Guinho. E aí vocês segam lá Guinho, nosso camarada Guinho, um beijo. Você também é lindo, uma pessoa linda. Que pessoa bonita que nós temos aqui. Que tem aí o seu sua habilidade de fazer duas tarefas ao mesmo tempo e conseguir cumprir as duas, tá? Eu garanto aqui que ele cumpre as tarefas que ele está realizando. E aqui, ó, chega aí, ó. Se liga, segue no canal do Guinho porque tem live mais tarde. Diferente de mim que faço de madrugada, ele faz em horários adequados. Então vocês, por favor, sigam lá o trabalho do do canal do Guin e hoje tem live mais tarde lá no canal do Guin. O [Música] Guinho. Mas aqui nos nossos agradecimentos, né? Sempre bom agradecer o pessoal que ajuda a gente dar fortalecida, fortalecida considerável, porque que nem eu cometi na semana passada, nossa primeira live, essa é a segunda, a gente tem muita coisa para perceber nessa vida, né? E eu comecei esse canal aqui por puro desespero para tentar vender uns cursos que a gente tava precisando aí, né? É 9:30 da madrugada, né? C pô, 9 horas da manhã, cara, madrugada, não necessariamente para mim, porque minha criança acordou hoje às 5 horas. e 30 minutos da manhã veio até a minha cama, que é o local onde está apoiado as caixas de jogo de tabuleiro, sobre as quais está o meu laptop, a câmera e toda essa estrutura completamente amadora que fica balançando. E ela acordou às 5:30 da manhã, veio me despertar, né, uma hora antes da hora que eu levaria, prepararia o café e depois levaria ela pra escola. Mas fazer o quê? Então, para mim era madrugada 5:30. Agora então nem te conto, mas para algumas pessoas, não direi quem nem quais, 9:30 é madrugada, 9:30 da manhã o pessoal aí tá tipo: "Meu Deus, gente, que cedo, não é? Numa quarta-feira ainda que já é pré-fim de semana. Pô, eu também, Jésica. Ontem, inclusive, eu nem almocei às 11. Ontem eu almocei às 10. Eu me liguei, eu tava almoçando às 10 da manhã porque eu tinha que estar no trampo às 11. E aí eu almocei, saí, fui, daí cheguei lá às 11 em ponto, mas 10 da manhã eu tava terminando meu almoço, finalizando o almoço para sair. É isso, pulamos cedo e seguimos a vida, né? Cá estamos, gente. É uma loucura, loucura, loucura, loucura. Bom dia. Bom dia, do Seja muito bem-vindo, do aqui conosco. Espero que você curta o papo que a gente vai ter hoje, né? E enquanto a gente tiver conversando, dou, a gente vai poder aí desenrolar e espero um relacionamento de vínculo bacana. Seja muito bem-vindo aí ao conteúdo. Espero que você curta o papo que teremos hoje. Você tem um ponto, caráter, um ponto muito importante. Pré-almoço é perfeitamente plausível na rotina hot e somos hots. Podemos aproveitar aí a prática do pré-almoço, né? Faz sentido. Considero válido. Um almocinho ali entre o café da manhã e o almoço valendo. Mini almoço. Meio interessante. Não, não vou reclamar não. Acho que que é massa. Bala, bala bala bala ideia. Muito boa essa ideia. Param pam. Bom, pão, para além de ter recomendado o canal do Guinho, recomendo novamente, hein, você ser humano que está aqui e não segue o canal do Guinho para quem dou está dando bom dia. Liga o canal do Guinho porque de acordo com o Guinho, ele disse que hoje terá uma live mais tarde no canal dele, né? Uma live mais tarde, no horário adequado, não às 9 da madrugada, né? será num horário aí mais adequado. Então, quem puder seguir aí o o canal do Guinho, siga o canal do Guinho, assim como sigam esse aqui, ó. Sim, pode crer. Sim, pode crer. É o podcast ali que tem muito conteúdo interessante para quem gosta de desse tipo de discussão a respeito de religião. Canal mais progressista, liberal, aberto, mas que dialoga com todo mundo, tem entrevistas muito bacanas, mas eu estou aqui indicando, sim, pode crer, porque nesse início de lives, dessas primeiras lives aqui do canal, essa é a segunda que nós temos, eu tô fazendo alguns agradecimentos para quem apoiou o nosso trampo, né? Eu comecei o canalzinho aí no começo do ano passado e precisei de muita ajuda, muita força numa correria danada, inclusive porque tava naquele momento conhecido como entre empregos, né? Você tá entre empregos, lascado dos dois lados, né? no entre o emprego futuro que não chega e o passado que te abandonou, você fica ali no entre emprego. E aí o pessoal do Simpod Que me ajudou para caramba, me ajudou muito, pude dar uma força lá e com muitas de muitas maneiras, apoio moral, apoio psicológico de carinho, de camaradagem, de trampo também deu para fazer uns trampos juntos, eh, de espaço para poder apresentar o meu conteúdo também para fazer a propaganda do trabalho. Então, agradeço muito, muito a galera do Sim. Pode crer. Sigam o pessoal do Sim, Pode Crer. Aqui no YouTube também, no Instagram, essa coisa toda. E obviamente os host do Sim, pode crer. O Will CJC, também conhecido como Will Carvalho. E depois vocês perguntem para ele por que é CJC. Deixe ele se explicar. Mas agradeço demais, Will. Eu fui muito parça e comecei o canalzinho aqui só com o computador velho que eu tenho, completamente lascado e com a imagem que só Jesus na causa. E eu tinha um microfonezinho que eu tinha descolado, dica do Fábio Chocolate que eu agradeci na semana passada. E aí o o Will, cara, no ano passado ele desenrolou a câmera que permite com que vocês vejam em cores a minha cara, que antes tinha tons de pálido, agora e cores e uma cara pálida de sono e de encardida pela falta de sol em São Paulo, né? que você é impedido de ter contato com o sol, dependendo do trabalho que você tem em São Paulo. E aí fica massa e com essa câmera, pelo menos aí dá uma qualidade bacana e agradeço demais e eu foi muito parça, muito parça mesmo. Assim como o nosso querido Sérgio Pavarini aí o Pava Pava Blog, antigo Pava Blog. Quem quem não conheceu o Pava Blog era crente, não sabia do Pava Blog. Todo mundo conhecia. Pava é Pava, pô. E aí, o Pava também é roxo e fundador aí do Sim, pode crer junto com a demais a força de vocês de coração. E se vocês não conhecem Will CJC e Pavarini, Sérgio Pavarini, sigam lá os camaradas, eles deram uma força muito massa aqui pro canalzinho. Eu sou imensamente grato de coração. Valeu mesmo. Estamos junto, estamos muito, muito, muito, muito junto, fazendo aqui essas pequenas pílulas e gotas de agradecimento. É só um pouquinho, é com carinho, mas é muito massa. Beleza, minha gente. Então, necessário fazer esse tipo de agradecimento. Em breve faço mais, né, a medida que que a gente for fazendo, desenrolando os nossos trabalhos. Mas é sempre importante agradecer quem nos fortalece, porque nesse mundo nós não estamos sozinhos de maneira nenhuma. Somos absurdamente dependentes de outras pessoas que nos ajudam na correria. Isso é, acredito plenamente nisso. A gente depende de muita gente, cara. A gente não faz as coisas sozinho, somos interdependentes. E essa ideia de self made man, selfmade woman, a pessoa que se autorrealiza, são a lorota, cara. Lorota danada, ideologia barata e que nega a realidade, não só social, a realidade efetiva da espécie humana. A gente não pode deixar cair nessas armadilhas não. Então, agradeço muito aí quem fortalece e cada pessoa que está aqui ao vivo começando o nosso papo numa quarta-feira pela madrugada. Estamos junto. É verdade. João também tem essa razão, né? Almoça a qualquer momento. Sempre que tiver fome você vai lá e almoça. Deu fome? Foi almoçar. Pô, mas são 3:30 da madrugada aqui no Brasil. Ninguém disse que não são 3:30 da madrugada no Japão. E aí se eu tô atrasado pro almoço no Japão às 3:30 e não aqui. Então tem esse ponto, tem a questão aí de fuso horário. Não é que você tá almoçando na hora errada, é que o fuso horário tá errado de acordo com o seu almoço. Você tem que avaliar isso. Acho que faz muito sentido. Então deu fome, vai comer que em algum lugar do mundo é a hora do almoço. Você pode ir lá almoçar e sinta-se em paz com respeito a [Música] isso. Exatamente. Ex. Ninguém nasceu da terra. Dou, né? Dou. Ninguém nasceu da terra. Ninguém. Ninguém é filhote de chocadeira, né? Você nasceu de achocadeira, nasceu como um uma sementinha que caiu e brotou do nada. E ainda a sementinha tá conectada com uma rede muito maior do que ela. Contudo, porém, todavia, esse ah, não vou conseguir pegar o livro agora. Mas você sabia? que Robs Thomas Robs informação. Thomas Robs tem um determinado texto em que ele fala assim: "Os homens que nascem como cogumelos". Sim, sim. Como se fôssemos cogomelos, né? Não existe nenhuma participação entre duas pessoas para a existência de uma nova, né? uma relação entre dois seres humanos que fazem com que surja um novo. Não, não. De acordo com o Robs ali era os homens, né? Homens varões que nascem aí surgem na Terra como cogomelos, né? Que é uma excelente maneira de você ser um completo imbecil em questão à realidade, mas é importante pro tipo de filosofia que ele desenvolve, pra compreensão de mundo que ele tem, assim como paraa tal da modernidade liberal que vai surgir a partir daí, né? É isso, cara. Você vai os mitos da filosofia moderna da de surgimento, né, da sociedade, de formação de contrato, você precisa inventar de algum lugar que os seres humanos são indivíduos isolados. Então são esses grandes mitos fundantes de Lock, Hobbs e Rousseau. Os caras pro pro Hobbs lá, os homens que nascem como cogumelos, né, isolados aí uns dos outros na terra. E aí o do Robson, imagine que cada um estava andando pra terra e por cim consigo até e pegando as coisas de acordo com que lá aprouvesse que ele quisesse. E aí o primeiro que cercou lascou tudo, como se fossem indivíduos aí também isolados andando. Ninguém explica como é que surgiu esse ser humano. Ninguém considera a necessidade de um caval, né? Ninguém considera que quando você nasce tal qual eu, como corintiano, careca, sem dente, analfabeto, todo mundo nasce corintiano uma vez na vida, assim como eu. Você nasce, você depende de uma rede imensa de pessoas que cuidem de você, sua mãe, teu pai ou pessoas responsáveis, uma família mais ampliada, tios, avós, tias. Alguém vai precisar cuidar dessa criança e dar condições para ela crescer, senão ela não vai existir nem subsistir, sabe? questão meio básica, mas pra filosofia política moderna não, né? Seja para Rob, seja para Rousseau, seja para Lock, são indivíduos isolados que ficam andando por aí, né? O que é uma insanidade, gente, pelo amor de Deus, né? Se o Tico e Teco conversa, você não cai nisso. Mas essa parada ficou tão poderosa e um mito para explicar o surgimento de do do contrato social. E a gente leva isso a sério até hoje, né? Se você for conversar com um liberal médio, ele não se liga da necessidade de uma comunidade prévia e trabalhando arduamente para que um indivíduozinho se cresça, se desenvolva e chegue a uma determinada idade e possa realizar suas atividades, viver com relativa autonomia, mas ainda dependendo de um monte de outras pessoas são incapazes de perceber isso, que é uma coisa muito óbvia. Fazer o quê? E aí tá desde os clássicos. Então, há teóricos que fundam a filosofia moderna, política moderna, que trabalham assim. Então, é burrice filosoficamente justificada. Então, a gente tem que ser muito crítico para não cair nessas lorotas e se ligar, né, poder trocar a ideia. É uma coisa incrível que vai acontecendo. Pois é, Douge, eu também, né? Eu nasci corintiano e permaneci, né, de acordo com a minha natureza. Acho que você também, nós já entendemos aí o nosso lugar nesse mundo. E agora curioso, cara, que eu falei, né, por exemplo, a gente precisa de uma rede de pessoas cuidando da gente. No início alguém tinha comentado da Lionelo, né, a gata que tá aqui pedindo carinho do meu lado. E a a Lionela, a gente resgatou, ela tinha 10 dias de vida, ela dependeu de toda uma uma organização da nossa casa para ela sobreviver e quase que falece no meio do processo para est aqui. A gente depende de uma rede, gente, viva, efetiva. É óbvio, pelo amor de Jesus Cristo, né? Mas tudo bem. Falando em invenções, a meritocracia é uma ideia cristã? Não, a meritocracia, inclusive com esse nome, se eu não me engano, ela surge na na contemporaneidade, a modernidade que nós vivemos aí no século XX, se eu não me engano, foi aí que surgiu a partir de uma distopia, né? Uma distopia que aí surge essa expressão meritocracia, mas tem gente que levou ela a sério e achou que é uma boa ideia. Mas depois eu penso disso aí. E do ponto de vista cristão, a gente tem, poderia dizer inclusive, que existem duas possibilidades. Uma é dizer que você tem que fazer por merecer, né, a sua salvação. E tem uma outra galera que diz que não, você já recebeu mesmo, nem inclusive nem depende de você, é Deus que decide. Então, múltiplas possibilidades dessas disputas aí em que a gente vai vivenciando essa vida. Mas a não sei, não não cravaria, não cravaria essa essa afirmação. Teria que estudá-la. Soltei algumas pistas pra gente poder ver, mas se isso for um tema pra gente levar a sério, vou ter que estudar. Bom dia, Bruno. Bom dia, Carmbat. Carb, né, nosso querido. Eu olhei a revista Zelota, ela é bem ligada à igreja adventista. Sou ex-adventista. Muito prazer, Carmat. Me lembro de muito conservadorismo na igreja. Como a discussão política à esquerda se dá na igreja, pô. Excelente. Carbot. A gente vai conversar sobre isso hoje já já. Inclusive é o conteúdo aqui do nosso papo, né? A gente não vai fazer live de react porque de react cara já tem um monte. A gente vai aqui live discutindo e produzindo conteúdo qualificado como um não pastor diplomado. Eu acho que eu posso dar uma força nisso, mas a gente vai discutir sobre isso aí, cara. A gente vai falar, eu vou até anotar aqui, adicionar, né? Como que se dá a luta política especificamente. Eh, mas que bom que você olhou lá a zelota, cara. É uma a zelota é muito boa, muito boa mesmo, uma revista totalmente excelente, totalmente excelente. E aí você me dá até a deixa para eu poder dizer para vocês que leia revista Zelota. Faça como Carb Mat. Carb. Carb mat. Faça como Carb Mat. Leia a revista Zelota. Leia a revista Zelota. Inclusive, como Zelota, nós estávamos nesse fim de semana, é um encontro sobre a teologia da libertação e fizemos um furduncinho muito legal. fez uma bagunça interessante. Então, lei a revista Zelota, quem não conhece, vale muito, muito, muito a pena. Conheça a revista Zelota. [Música] Beleza. Ah, tem mais perguntas que eu acabei passando ou afirmações, né? A igreja é uma grande família. Pá, mas essa família é muito unida e também muito oriçada. Brigam por qualquer razão, mas acabam pedindo perdão. Picaça, pai, [ __ ] essa, [ __ ] essa filha. Eu também sou da família, também quero. É, sem família na verdade tem. Sim, tem, tem. Pior que tem, infelizmente tem. Dependemos uns dos outros. É verdade, João, eu concordo com você. A igreja pode ser uma grande família, pode ser uma excelente família, pode ser uma família muito ruim também. Podem ter pessoas extremamente abusivas, seja na família, seja na igreja, seja nas duas coisas. O problema não é a igreja ou a família, mas o que faremos de nós mesmos enquanto igreja, enquanto família e se é que a gente vai querer manter determinadas relações a se pensar. Temos que fazer certas reflexões aí no processo, mas sim, inclusive para muitas pessoas é graças a relações eh institucionalizadas dentro do espaço religioso que conseguem encontrar bens sociais, educação formal e mais um monte de coisa que são privilégios dentro do modo de produção e reprodução da vida que nós temos vigentes. Então, coisas para pensarmos por aí. Bom dia, Gabriel Cadash Salsen. É Gabriel Kadash Salsen. E bom dia. Bom dia. Um excelente dia e um nome muito interessante esse seu e um logo de anime também bastante curioso. Bastante curioso, diga-se de passagem. E talvez a musiquinha de fundo combine muito bem com a logo aí, com a fotinha do seu perfil. P. Quem pegou? pegou. Quem não pegou não pega [Música] mais. Mas bom dia, minha gente, sejam todos muito bem-vindos, muito bem-vindas e muito bem-vindes. Ah, que a gente tá na meritocracia nos serviços públicos, concurso público. É, então, mas aí que tá. Eu tenho dificuldade, minha gente, de chamar iso meritocracia, né? Eh, quando estiver atrás do que que é uma elitocracia, o que que significa esse termo, eh, não dá pra gente reduzir a a ao lance de você fazer uma prova ou de você ir bem num determinado conteúdo. Sim, tem a ver com mérito, tem a ver com a sua capacidade de realizar algo, mas meritocracia é uma estrutura de poder de toda uma uma organização, eh, de uma sociedade dentro de uma distopia na qual é tudo por mérito, tudo por exclusivamente pela sua capacidade de realizar determinada função e tal. E eu acho que o mérito ele é muito bom para determinadas funções, determinadas atividades, determinados critérios para tomada de decisão, mas não é o único e nem deve ser a força básica para decidir sobre tudo, né? Então uma coisa é você ter um mérito, uma prova, algo para você realizar e um tipo de critério para determinadas atividades, mas isso não é para tudo. A meritocracia pressupõe você ampliar isso para todas as relações de vida. Não faz sentido nenhum. Então tomaria cuidado com a palavra. É exatamente aqui o que o nosso camarada Carapa tá falando. As pessoas confundem mérito com meritocracia. Exatamente. É do mérito. Tem coisa que tem que ser por méritos. Estou de em pleno acordo. Só que tem momentos que o mérito atrapalha consideravelmente e o mérito se torna um se torna um péssimo critério, né? Então, eh, a organização econômica de uma sociedade baseada no mérito é uma burrice, sem sacanagem. especialmente sobre o critério de garantir as condições de produção e reprodução da vida dos seres humanos. Como é que você estabelece méritos sobre todas o tipo de atividade que você vai realizar? Não tem como. Então é distinto uma coisa de outra. Então acho que é importante isso daí, né? É. E e aqui o Kevin tem um ponto importante, ponto importante para Kevin. O Moro, né? nosso querido Sérgio Pato Moro foi capaz de passar um concurso público. Então, não necessariamente não existe a obrigatoriedade entre a capacidade de você passar numa prova e a sua capacidade em realizar atividade que vem decorrente dessa prova que você passou. Pode ser que haja aí uma distância considerável entre o papel que você conseguiu assinalar corretamente e a realização da atividade à qual você se presta. Então isso é verdade. Digamos aí que Kevin encontrou um excelente ponto pra gente poder colocar em questão se é que esse esquema só dos méritos da prova e dessa parada é o suficiente para decidir o mais adequado sobre a nossa realidade, sobre uma determinado tipo de atividade. Eu estou de acordo com Kevin. Aí o Moro é um excelente exemplo e encontraríamos muito mais se a gente fizer um pequeno esforço. Talvez não tão pequeno assim, rapidinho a gente encontra outros exemplos desse tipo. É, minha gente. É, minha [Música] gente. É, vamos fazer uma pequena enquete aqui rapidamente. Vou ver se eu encontro aqui também. Também Jéssica, tem um ponto aqui. Wer ex-leão também é um bom exemplo. Passou no vestibular, entrou numa universidade das mais tradicionais desse país, o que não significa que ele esteja apto para ali desempenhar as atividades dentro daquele ambiente. Talvez aí um último eh massacre que a gente chama de debate que aconteceu, deixou isso bem eh provado, né? Inclusive aqui eu vou vou aqui fazer uma denúncia. Denúncia, uma denúncia. Denúncia importante. Perigoso isso aí, hein? Perigoso esse negócio que o senhor Jones e seu irmão Manuel tem feito. Essa dupla Jones e Manuel que estão aí caçando fantasmas e monstros de influências da extrema direita, tem feito algo muito perigoso. Eles estão caçando grilo com bazucas e aí acontece o estrago que aconteceu, por exemplo, com Wilker Leão. Então fica aqui a denúncia e o alerta para essa dupla Jones e Manuel, esses irmãos caçadores de fantasmas da extrema direita que estão aí utilizando bazucas contra grilos para caçar grilos. Você não precisa de uma bazuca para pegar um grilo. Faz um estrago danado. Faz um furdonço, um barulho danado. Pode acertar aí pessoas inocentes em volta. Faz os meninos voltar chorando para casa. Isso é sério. Isso é sério. Pessoal tem família. Pessoal tem família. Então fica aí algo para para se pensar se é necessário uma bazuca para você caçar um grilo. Então fica aí pro questionamento pra gente pensar nos próximos dias e pra gente conversar com esses irmãos aí, Jones e Manuel que estão fazendo esse tipo de trabalho. Mas dito isso, voltemos. Pois é, minha [Música] gente. Ai, ai, eu também tinha assim nesse nesses ambientes de trabalhar no serviço público, na universidade, passando por diferentes setores, cara, várias vezes a gente descobre que o mérito é mera gargantado, assim, ele não existe. E muitas vezes as pessoas que defendem a tal da meritocracia e do mérito são herdeiro. teve o mérito de conhecer a pessoa certa no dia certo para ter um emprego que tem, tem o mérito de receber uma excelente indicação, né? O mérito de estar na família correta, né? Você você tem muito mérito aí de ter sido um privilegiado de classe média que pode acessar um monte de bem social que é escasso na nosso tipo de organização social, né? Do modo como nós organizamos a nossa vida em sociedade no Brasil. Então é complicado ficar fala de meritocracia, não rola, né? E mesmo de mérito isolado de de todas as demais coisas, não faz sentido algum. Não faz sentido algum. Então, grande mérito, nasci na família certa, tô na rede de contatos correta, saca? Me ajuda a te ajudar. Me ajuda a te ajudar. Vocês devem conhecer um monte de gente assim também, né? Qual que é o mérito da pessoa? Nossa, é o lugar certo. Vamos falar, por exemplo, de um cara tipo Elão Mosca. Elon Musk. O Elon Musk é o quê? Um bilionário herdeiro que só sentam de senta porque tem dinheiro. Simples assim. Só tem o reconhecimento que tem porque tem dinheiro. Porque não sabe, meu amigo mesmo Donald Trump da vida, o mérito dos caras é ser rico, né? Ter dinheiro. Não tava onde tava, não tomava decisão que tomava, não fazia o que fazia. Porque são burro, pô. São incapazes de exercer a função que eles exercem. fazer outra outra denúncia importante aqui, por exemplo, quantas pessoas e talvez vocês trabalham em empresas? Quantas pessoas, talvez vocês trabalham em empresas cujos administradores, gerentes, sei lá que nome que vai ter, diretores, tomam decisões baseado no que eles gostam, no que eles acham interessante, tem ideias que não são nem um pouco técnicas, é porque deu vontade. E aí todo mundo move força imensa de um monte de trabalhador e trabalhadora para fazer aquilo se realizar. Só que assim, e aí esses trabalhadores e essas trabalhadoras vão corrigindo todas as cagadas no meio do caminho porque a ideia tinha sido ruim e é mal executada e a galera vai tudo se coordenando, se ajeitando para fazer a mágica acontecer. No final realiza, entrega o produto e aí quem vai sair como gênio que teve a ideia, que fez a coisa é o cara que é o dono da empresa, é não sei o que lá. P p p p pá, mas na verdade não fez nada. na verdade atrapalhou inclusive talvez tenha tido uma péssima decisão, porque se utilizasse critérios técnicos, talvez fosse melhor. Se tivesse uma equipe qualificada de pessoas especializadas próximas, talvez conseguisse construir melhor ainda o produto ou um outro mais interessante. Mas é isso. E aí vai tomando decisão de acordo com o que acha, achismo, intuição e os trabalhadores e as trabalhadoras dos níveis abaixo vão fazendo a mágica acontecer. Minha gente, isso é mais Eita, Deus, o gato puxou a a a o fio da câmera aqui. Um minuto. Esse é mais velho que andar pra frente. A quem interessa nos canais, hein? É quem interessa nos canais. Pronto, voltou. Certo. Vocês concordam comigo? É isso, mano. É uma loucura, mas acaba acontecendo isso direto. Os caras vão fazendo, vão inventando ideia, tudo no achismo e a gente que vai fazendo a coisa acontecer. Trabalhador, trabalhadora dos níveis eh inferiores, né? Subordinados à empresa que faz o negócio acontecer. E é isso. Então, mérito, com todo respeito, tá bem longe, né, minha gente? É verdade. Carapa tem uma posição importantíssima. Terrar já é o mérito. E tem gente que utiliza muito desse tempo. Pode errar à vontade. Utiliza. Vixe, não para de meter os pés pelas mãos. Adoidado. Isso, meu pai amado. Tá [Música] doido. Isso também. O melhor é quando o chefe percebe que quanto menos ele deve ptar o trabalho vai sair melhor. Exatamente. Quanto menos se meter no trabalho dos outros, melhor sai o resultado. Só que sabe quando isso acontece? quase nunca. Normalmente o chefe sempre tem as grandes ideias, né? É um gênio que resolveu fazer o negócio. Exatamente. O problema é que isso é muito raro, raríssimo, raríssimo. Às vezes o cara vai se conter em aceitar o que os caras que são qualificados para fazer o trabalho estão fazendo. Muito ao contrário. Muito ao contrário. Mas é isso. Mas minha gente, bora lá, né? aquele famoso papo, o tema do nosso da nossa conversa de hoje. O tema da nossa conversa de hoje para quem nos sacou. William, bom dia. Bom dia. Chegou no horário correto que agora os 40 e poucos minutos aqui de live, a gente vai começar o papo do da live mesmo. Até esse momento a gente estava trocando uma ideia, falando mal de chefes, falando sobre gatos, falando sobre vidas, né? Então a gente agora vai começar um o papo que era o papo da live. Até o momento a gente estava no na no clickbait. Exatamente. Trabalhei com engenheiro civil que não sabia nada de construção. Vixe, meu amigo. É, mas isso aí tá cheio de coisa. Cheio de coisa. Você tem um ponto, Willam. Você tem um ponto. Você perder a melhor parte da live. Por isso que da próxima vez acorde às 9:30 da madrug. Brincadeira. Acordea enquanto eles dormem. Toma um banho gelado. Eh, não, cara. Não, não, pelo amor de Deus. O ruim é que esse horário aqui, eu sei que o pessoal não pode participar em geral, é difícil. A gente arranja umas janelas, a gente dá uns miguer para poder participar, mas é o horário que eu tô tendo, gente, viu? Então, foi mal, minha gente, foi mal. Às 9:30 da madrugada é o horário que eu tô tendo. É um horário muito ruim para lives, mas é o horário pra gente poder trocar ideia, poder fazer um um papo legal. E aí eu não tô conseguindo encontrar outros momentos para isso. Tô acumulando três trabalhos simultâneos e aí fica complicado, né? A gente vai encontrando um jeito de organizar as coisas. Mas seja bem-vindo, William. Bom dia, meu irmão. Estamos junto. Mas bora lá. Bora lá. Bora lá. Bora lá. Aqui, meu povo, meu povo, meu povo querido. Importante, não esqueçam de dar like na live. Eu sei que vocês chegaram aí, tão dando like na live, lógico que não, mas deem. Me ajuda aí, dá aquela força para espalhar, porque eu só tô podendo gravar um videozinho por semana, que é nesse horário ao vivo, das quartas-feiras pelas manhãs. Então, me ajuda. E aí, o William está de parabéns porque ele tá em situação de Canadá e situação de Canadá te dá uma hora de vantagem, que é o que a gente estava conversando agora h pouco sobre o almoço. Quem perdeu essa parte é importante, que o almoço é uma coisa meio um pouco relativa. Ontem eu tava almoçando às 10 da manhã porque eu acordei muito cedo. Hoje eu vou almoçar daqui a pouquinho, porque acordei tão cedo quanto ontem, mas eu vim aqui gravar a livezinha. Jéssica almoça às 11 da manhã, mas aí você pode almoçar, na verdade a qualquer momento. O momento que te deu fome, como o João disse pra gente, é a hora que você vai comer. E aí você fala: "Não, mas Bruno, 3:30 da manhã não é almoço, não é almoço aqui, mas é almoço em algum lugar do mundo." A questão não é o almoço, é o fuso horário errado. Você tá adequando o seu fuso horário ao seu almoço, viu? Então é aí que tá o ponto. Não precisa se preocupar com isso. Deu fome, você vai comer, vai almoçar. Deu fome, vai almoçar. Mas não é o horário do almoço. Em algum lugar do mundo é só tá de acordo com aquele fuso horário. Tá tudo certo sobre isso. Não esqueçam de dar uma força pra gente. Bom dia, Iek. Iek. Seja muito bem, muito bem-vindo, bem-vindo, bem-vindos aqui ao nosso papo aqui pela manhã. E bom, que bom que você almoça 5 da tarde, você é um presente, né? Você pode almoçar 5, você pode almoçar a meio, se você conseguir fazer um combo de almoço às 11, às às 2as e às 5, o sucesso venceu na vida. Três almoço, vitória da trabalhadora. Fica aí a dica que é uma possibilidade, hein? Possibilidade interessantíssima você fazer três almoços por dia. Quem puder, arrebente. Arrebente, que tem uma coisa boa nessa vida, é comer. Eu gosto também de fazer comida, mas aí é um um outro problema, porque fazer comida dá muito trabalho. Eu gasto muito tempo do meu dia preparando comida. Então, isso é uma coisa curiosa. [Música] Aliás, ponto importante aqui, se eu lembrar de fazer um um comentário daqui a pouco sobre almoço, almoço e comunismo. Pera aí, eu preciso fazer essa anotação aqui no roteiro. Tem que adicionar isso aqui pra gente papear. Almoço e comunismo. Isso é uma conversa séria. Que fera que séria mesmo. Almoço, comunismo, luta política na igreja. É isso aí. A gente vai bater esse papo aí, pô. Muito massa. Mas ah, p pa pá. Bom dia aí, 21 pessoas que estão conosco. Vocês são uma pessoas maravilhosas. Muito obrigado aí por colar com a gente nessa quarta-feira de manhã, sem absolutamente mais nada interessante para fazer. Então, agradeço aí o total chate da vida de vocês para estar com a gente. Muito bom, muito bom. e fique cada vez mais chato e que eu apareça ser alguma coisa legal no meio desse caminho. Então, muito bom aí a gente poder estar junto. Anota dica. Muito boa essa dica aí, hein? 11 2 5. Excelente. Ai, que massa. Pô, a gente precisa inventar uns nomes legais aqui pro nosso time, pra comunidadezinha que vai se encontrando, né? Eu não tenho nome ainda pra nossa pequena comunidade de participantes da live. Gostaríamos de um nome legal. E precisamos de um nome legal também para as pessoas que virarem futuramente moderadores, moderadoras, moderador lá aqui da nossa do nosso grupo, do nosso canal também. Iso é massa. Eu preciso de nomes legais. Eu tô sem criatividade nesse momento. Mas se alguém tiver ideias, estão abertos as os canais, os abertos canais para você poder dar ideias, tudo bem? Então fica aí a nesse fim de semana, minha gente, deixa eu mostrar pr vocês um bagulho aqui, pá. Esse fim de semana, quinta-feira passada, de quinta até domingo, eu tive que fazer uma negociaçãozinha para poder participar. Eu tava nesse encontro aqui, ó. Não sei se dá para ver aí. Pá, zelotinho. Aí, Zelotinhos me pegou porque eu conseguia imaginar os camarada que trampa comigo voluntariamente, militantemente na zelota com cara de bebê. E aí eu fiquei com vontade de fazer um videozinho com eles com cara de bebê. chamado de zelotinhos. Ia ser maravilhoso, mas tudo bem. Agora atividade vai longe. Eu tava nesse encontro aqui, ó, Teologia da Libertação, encontro nacional de novas gerações. E aparentemente eu faço parte de novas gerações ou alguém considerou que eu poderia ser parte dela. E távamos lá, né, pessoal da teologia da libertação trocando uma ideia nesse fim de semana. Foi interessante, intenso, com conflitos de muitos tipos, mas conflito não é uma coisa ruim, na verdade eu considero muito bom. Sou uma pessoa defensora de conflitos e da mediação de conflitos. Eu aprendi na graduação, já que a gente começou conversando sobre graduação aqui no começo da live. Na graduação, tive um professor que me disse algo que me incomodou a época e depois eu fui me adaptando e entendendo que ele tava certo. Grava a frase: "Sem conflito não há crescimento. Guarda esto. Sem conflito não há crescimento. Cara, isso é um papo muito importante. Sem conflito não tem crescimento. E eu achei muito massa ouvir isso, assim, eu falei, tipo, no começo me incomodou, mas depois eu fui pensando e falei: "É verdade, cara, o conflito, o tensionamento, ele é importante pra gente crescer, pra gente amadurecer, eh, pra gente se ajustar. Ele não precisa ser violento, né? O conflito não precisa ser uma coisa violenta, não precisa ser uma coisa agressiva, não precisa ser nada abusivo, mas o tensionamento, a discussão, o debate franco, a transparência, o eh esse poder criticar e ser criticado em espaço seguro, né? a gente precisa criar espaços saudáveis para isso. É muito importante. A gente amadurece, né? Com os erros a gente aprende, com as críticas a gente aprende. Então, sem conflito não tem crescimento. E nesse encontro que a gente estava da teologia da libertação, novas gerações, a gente teve nossos conflitos, teve muita coisa interessante pra gente vivenciar. Eu ainda tô ruminando, né? Coisa de vaca ficar mastigando o que a do que ela se alimentou na no fim de semana. Vou ficar um tempo aqui ainda pensando algumas coisas, mas foi bastante interessante e eu acho que acho, não, eu tenho muita certeza agora, já é quase uma convicção de que quem é de teologia da libertação, essa parada, esse espaço para crescer, ele vai crescer para além das estruturas institucionais religiosas. Ou seja, se há futuro por uma fé popular, ela vai ser a uma fé efetivamente popular, organizada e liderada por pessoas que não necessariamente executam a função de lideranças religiosas. É aí que tá o espaço. O que não significa negar a necessidade de instituições religiosas, né? Eu sou uma pessoa que considera muito importante o desempenho e a estrutura institucional, ter pessoas designadas para determinadas funções. Eh, importante, né, a gente se organizar e dividir o trabalho. Divisão do trabalho era muito importante. Mas isso não significa que a mesma pessoa que aquela que é liderança religiosa vai ser a vanguarda de uma de uma espiritualidade libertadora ou de uma teologia libertadora. Acho o contrário. Acho que eu vem é da uma galera que tá para além dessas estruturas, porque elas estão muito fechadinhas, muito viciadinhas e muito presas a elas mesmas. E aí as pessoas que se enredam ali ficam mais presas ainda. Então a gente vai precisar de um uma galera externa que faça boas críticas e conduza aí trabalhos interessantes. Fica aí um apontamento das reflexões que eu tive nesse fim de semana nessa ida com a galera da teologia da libertação Novas Gerações. Fiquei muito feliz de encontrar gente muito querida, que eu gosto muito, que poucas vezes a gente se encontra. Inclusive, vou fazer já um muito importante aqui. Se você não conhece esse camarada aqui, você deveria conhecer. Existe um canal aqui no YouTube chamado não é heresia. E eu recomendo que você procure o canal Noé Hereia. Nosso querido camarada Carlos Nunes é quem orienta esse trampo. Ele faz um trampo militante, solitário, se autofinanciando. enquanto professor da rede pública de educação desse país e de ensino médio e fundamental, faz sua militância, tanto política quanto religiosa, e tem um canal aí que ele produz muito conteúdo bacana, muito curso legal, dá voz para pessoas que muitas vezes não têm voz nos espaços religiosos, nos espaços institucionais e aí é um cara muito de vanguarda que dá muita força. Carlos, o Carlos é muito massa e do canal Não é heresia e aí tem curso para caramba lá tem live com um monte de gente qualificada. É muito bom, muito bom. E o cara faz a correria sozinho. Então a gente tem que fortalecer. Quem puder apoiar o camarada, tamo junto, porque é assim que a gente se ajuda, a gente faz a coisa acontecer. Então, recomendo demais. Canal não é eles. Tem uns cursos meu lá também, umas lives, você pode dar uma olhadinha, mas eu recomendo que ve de tudo. E aí, ó, Kevin comentando, já assisti um curso seu, meu, no caso lá. E tem mesmo, tem lá um que é um que é sobre evangélicos no Brasil, tem um que é sobre fascismo, que é muito bacana, fascismo em religião, e tem um outro lá que é sobre o Franz Rinkelammert, que é um autor, acho que é o único inclusive curso sobre Frans Rinkel que tem aberto aqui no Brasil, seja no YouTube ou qualquer outra plataforma, que é um autor que me influencia muito e que aí eu fiz um curso lá bacana por ele, sobre ele. Então, lá no Não é Heresia, recomendo demais, hein, conheçam o canal Não É heresia do camarada Carlos, Carlos Nunes. Beleza? Aqui dicas importantes que eu tava com ele nesse fim de semana, bom lembrar de gente que que apoia a gente, que fortalece a gente e é muito massa, tá? Então, quem se interessa por esse tipo de tema, tá lá um espaço legal para para ter conteúdo. Conteúdo muito bom, muito bom mesmo. E é isso, é isso, minha gente. É isso, minha gente. Ó, eu gostaria agora chama dias de atenção. Chama dia de atenção. Extra, olha a notícia extra. Notícias fresquinhas, boas de ruins. Jornais extra, extra. É isso aí, minha gente. Extra, extra, extra. Chamar atenção aqui para vocês uma coisa importante. Aqui no canal nós temos conteúdo como para quem é membro, membra, membre membresia do canal de cursos, cursos totalmente excelentes para você poder acompanhar, além de conteúdos exclusivos semanais. Então, vale a pena você dar uma olhadinha lá. Tem conteúdos muito bons, muito bons, muito bons, muito bons, muito bons. E aí com já temos lá os cursos de Marx e Religião, são nove aulas, já temos o curso de filosofia latino-americana, são quatro aulas, já temos o curso de teologia da libertação, que está cada semana saindo um um videozinho novo, a bala já saiu uma aula e depois um conteúdo extra. Então, fiquem atentos além dos três cursos que a gente teve de contexto da teologia da libertação. Então, tem bastante curso lá aberto, viu? aqui na para quem é membro, membro, membro e membrrezia do canal. Então eu recomendo que vocês deem uma olhadinha lá, beleza? Então vale a pena aí vir com a gente, estar com a gente sempre, sempre. Beleza? Isso é importante aqui fazer o extra. Eu adoro essa Chaves. Peg, ganha, ganha o meu coraçãozinho, né? Não tem como, cara. Chaves é bom demais. Mas bora lá. Ah, cadê? Cadê? Dito isso, dito extra extra. Membrzia do canal, quero recomendar para vocês que façam agora muitas perguntas e questionamentos e apontamentos quem puder aqui no canal, porque nós vamos começar o papo sobre crente comunista, onde vivem, como vivem, como se reproduzem. Importante a gente bapear sobre isso. Pode parecer uma besteira, mas acho que é bem sério, porque a coisa mais fácil que tem alguém dizer: "Não dá para ser crente comunista, não existe comunismo cristão. Pi pi pi pi pi pi pi po p po p po pó". Ai que chato. Mas velho que andar pra frente. Mas a gente vai, né? Vai. E vamos começar com um papo importante. Cara, como é que dá para ser crente comunista ao mesmo tempo? Porque eu sou comunista. Acho que dá para ver aqui, né? E sou crente, eu vou na igreja, inclusive tá aqui umas três bíblias diferente que a gente usa para estudar, para ler, para discutir umas coisas. Como é que dá para fazer essas duas coisas ao mesmo tempo? E é bem simples, é só você ir à igreja e praticar sua fé e ter uma clareza sobre o projeto político de sociedade que você tem pro futuro. Basicão, hein? Simples, mamata. mata prática religiosa, vai lá seu culto, tem uma clareza de que que eu cara de projeto futuro, tá suave, não entendi a dificuldade, mas tudo bem, tudo bem, a gente tem que desenvolver, né? Por exemplo, a pergunta muito mais da que ser crente e comunista é pós-modernismo? Me parece que não. Crente é uma coisa moderna, né? uma religião moderna e o pessoal que é protestante e o comunismo também. Não brincando, mas é é bem simples assim, cara. Não, não é não é pós-modernismo, né? E é interessante porque agora falando uma coisa muito bacana, na história na história na história das revoluções e das lutas populares, nas fileiras dos revolucionários, sabe quem estavam lá? Pessoas religiosas. mesmo entre dirigências, sabe quem estavam lá? Pessoas religiosas. E é engraçado que uma vez que uma vez eu tava no canal do Mateus Mateus Mateus Panta Rei, né? Aqui no a gente teve um papo muito legal no canal dele e o Mateus falou quando eu falei isso, o Mateus, pô, mas até óbvio, né? Porque assim, sei lá, vamos chutar que a gente tenha 6% de ateus no mundo. As revoluções acontecem por movimentos populares de massa. Essa massa, ela não tá nesses 6%. Ela tá distribuída entre pessoas religiosas. Exatamente. Exatamente. Por isso, inclusive, apesar da teoria marxista ser uma teoria ateia, ou seja, ela não conta com o transcendente, com a metafísica, com o divino em sua análise da realidade social e da história, a necessidade de ser ateu não é uma prioridade. mesmo Lenin que faz a partir a defesa de um ateísmo e de uma militância ateísta e de um e de que o partido deveria ser ateu e deveria promover uma propaganda ateísta. O fato dele falar que o partido deve fazer isso, ele não coloca isso como uma política de estado, ou seja, que o estado deva promover isso e que a gente então tem que obrigar as pessoas a não ter sua religião. Ao contrário, se o cara quer ter a religião dele suave, só que ele saiba o limite do espaço de atuação de sua religião. E tudo bem quanto a isso. Eh, e mesmo outros que vão vão dirigindo exatamente para esse caminho. Não é uma prioridade, não é uma prioridade exatamente por consciência de como funciona a história, de como se dá as relações sociais. Então, mesmo dentro da teoria aí, acho que é importante a gente sacar isso, tá? E aí vem a pergunta que eu acho que é a mais teoricamente a mais interessante, não necessariamente do ponto de vista da história, mas teoricamente a mais interessante, que é a pergunta que o nosso camarada Diego fez que tá aqui, tá aqui, tá aqui, Diego. Inclusive, cara, obrigado pela força por est aí com a gente. Espero que o papo seja legal, espero poder contribuir, mano. Obrigadão mesmo pela confiança, pela parceria e por estar aí com nós. Estamos juntos. Mas dia fez uma pergunta muito importante, cara. Dá para ser crente materialista? Dá. Por quê? Porque qual que é o ponto? Ah, o materialismo ou o que a gente conversa sobre o materialismo, que seria o materialismo, ele é uma um modo de você perceber a realidade que não considera o elemento transcendente na hora de observar o que tá acontecendo. É basicamente isso. Ou seja, eu não vou criar essências, eu vou olhar pra história de como ela se desenvolve. Eu não vou considerar que é um plano paralelo. Eu vou olhar para esse plano real aqui que eu tenho acesso e que eu posso incidir sobre. E é isso. É aqui onde dá para atuar. O ponto se você acredita se existe ou não um transcendente, o elemento e para além desse plano, ele não tá na conta, ele vem a posterior. Não é a base. A base não é um elemento de crença, é um elemento de como você observa a realidade, como você atua nela. Então, por exemplo, eu como cristão, né, e comunista, ou seja, como uma pessoa que é materialista, que faz uma análise materialista da realidade, olho pra realidade, preciso solucionar os problemas dela. Então, eu não conto com o divino na hora de ver onde eu posso atuar e o que que dá para fazer. Então, não vou naturalizar mercado, não vou naturalizar estado, naturalizar a essência da essência humana. Não dá para fazer isso. Não é isso que a gente vai fazer. Eu não vou naturalizar esses elementos, eu vou tratar eles historicamente, ver o que que a gente pode atuar e como a gente pode atuar, quais são os as limites, as capacidades que a gente tem de fazer as incidências necessárias. Eh, e é isso. Então, vou construir um projeto político dentro do que nós temos de dados de informação científica estabelecido tranquilamente. Aqui, tá? Aqui, aqui é aqui que a gente trabalha. Ah, mas cara, você acredita em alguma outra parada? O que eu acredito e como eu vivencio a fé em comunidade e tal é outra coisa. Ela não vai entrar nessa análise. Ela vai entrar em outro espaço, em outro momento, em outro ambiente, em outra disposição com a vida. Então, vou ao culto, vou à igreja, me encontro com os meus amigos, minhas amigas, meus irmãos, minhas irmãs, a gente se reúne, a gente tem a nossa fé na espiritualidade. Mas isso ali, inclusive, é uma prática que eu compreendo, inclusive como comunitária, historicamente determinada, em que a gente vivencia nossa fé daquela maneira. Não é nem porque a gente decidiu ou porque o divino decidiu, é porque estamos aqui nesse espaço, nesse momento. E se eu posso ter contato ou com as minhas experiências, né, espirituais e que de fé com essa divindade é nossa, da nossa comunidade, como a gente tá vivendo e tá tudo bem. Isso não implica em eu ter que observar o mundo contando com esse divino. Não, cara, é uma análise científica da realidade. Eu, ó, cara, o que que a gente pode incidir? O mesmo esse transcendente, esse divino não tá no meu controle. Se tiver, mano, a gente tá muito mais poderoso que ele. E aí que eu acho que é o a grande arrogância do mundo crente de achar que pode determinar sobre o divino que dizem que é o mais poderoso de todos, é o cara, tal, não sei o que lá. E os caras acha aqueles que decidem sobre o que que o divino faz ou não faz, quando faz e como faz. Então, simples assim, simple as, né? Então, cara, é isso. Então, é essa essa separação, ela é muito tranquila da gente perceber e da gente realizar. Qual é o problema? O problema é que para manter o controle e o domínio sobre os fiéis, o a pessoa, a instituição religiosa e a pessoa que ocupa o cargo religioso, ela tem que fazer com que esse divino participe de absolutamente tudo a todo momento e todo instante, porque aí ela mantém a sua posição de decidir sobre os demais e de incidir sobre a realidade social, como se tivesse uma força superior. E aí que tá o problema. Entendeu? Agora é perfeitamente possível. Opa, perdão. Você é uma pessoa cristã, uma pessoa religiosa e materialista. Simples. É, é, é bem tranquilo na real assim. Então, é, é só sacar em que ambiente você faz o quê, né? Então, a pessoa fala: "Olha, e no dia a dia as pessoas são muito práticas, pragmáticas". É só pensar assim, normalmente, né? Óbvio, tem suas exceções, mas no geral é: "Ai, tô com a dor de cabeça, ah, eu vou orar por você". Mas toma esse advio aqui. Ah, descobri que eu tô com com uma doença grave e tal. Tô Vai fazer o tratamento médico e estaremos oração por você, mas você vai fazer o tratamento médico simples assim. No dia a dia a gente faz assim, a gente age assim, a gente atua assim, tá ligado? Então, eh, é muito prático, muito pragmático. A vivência é muito popular, né? Então, é, é massa da gente entender essas dinâmicas e poder conversar sobre elas. Então, isso é isso é bem bem bacana da gente discutir, né? Aí, ó, o William, nosso querido camarada que sofre com o Canadá, sofre aí de Canadá, né? Uma questão, situação aí muito peculiar. Achava que era incompatível há pouco tempo aí cristianismo e e comunismo, mas já percebeu que há compatibilidade. É possível. Aliás, cara, tem um texto que eu agora vou não quero fazer, não vou fazer aqui teoria da ferradura sem querer, mas tem um texto em que eu que eu escrevi para falar que o fascista também vai na igreja, tá ligado? E por que que eu falo, tô falando isso? Porque dá para compatibilizar infinitas coisas nessa vida. Afinal, nós não estamos tratando com essências. Opa, ô gato, o gato tá derrubando meu computador. Nós não estamos tratando com essências imutáveis de fenômenos históricos. Nós estamos trabalhando sobre com relações sociais. E relações sociais e como elas vão se dar na história depende de como as pessoas agem, atuam, decidem e se organizam para atingir seus objetivos historicamente. Dito isso, dá pra gente fazer um monte de combinação maluca nessa história, nessa vida, exatamente porque não são essências imultáis, não é uma combinação de ideias, né? Olha, esse é o corpo de ideias do comunismo, esse é o corpo de ideias do cristianismo, vamos chocar. Não, não é como as pessoas se organizam, atuam, realizam suas ações e aí, né, historicamente vão combinando essas ações e coordenando elas e tomando suas decisões. Então, o grande a grande pergunta é: o que faremos de nós mesmos? E aí a gente vai descobrir quais sãoos as coisas e não as ideias abstratas que vão se encontrando aí de valores sem história, tá ligado? Então, realmente acho que são pontos legais da gente perceber. Olha, tem um ponto importante aqui do senhor pastor Eliel Batista. Como pastor eu digo, é mais contraditório ser crente e ser capitalista se de fato quer levar Jesus a sério. E é verdade, inclusive porque capitalista mesmo deve ter umas 200 e poucas pessoas nesse mundo. Efetivamente, quem decide sobre o capital hoje, né? Os rentistas que realmente decide o capital hoje é um grupo muito pequeno. Eu é eu chutei 200 e pouco, mas fala chutei um pouco baixo. Mas são pouc um grupelho de capitalista. O resto não é capitalista porque não tem capital, né? Não tem capital se não é capitalista. E esse cara que detém capital, ele tem que decidir se ele quer deter capital ou se ele quer ser crente. Não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo. Aí eu vou vou vou bater também que vai ficar complicado. Pô, tamos junto, Diego. Massa, cara. muito massa. Tamos junto, tamos junto, tamos junto. É nós, pô. Que bom, Gabriel. Cara, fico feliz demais, cara. Que legal que o canal contribuiu de alguma maneira interessante e útil, né, para você poder articular essas coisas. E eu acho que é perfeitamente possível. O esforço é a gente conseguir diálogo, né? A gente conseguir espaço pra gente poder atuar e esconder eh nossa militância ou esconder as posições do que a gente crê. É pior, né? é pior não poder falar abertamente das coisas. Então acho que se o canal tá podendo contribuir com isso, eu fico muito feliz, cara. Fico muito feliz mesmo. E eu e eu te entendo, cara, assim, é muito difícil mesmo a gente se sentir parte de uma igreja depois que a gente tem contato com esse processo de conscientização a respeito de como se dá as relações sociais. Porque dentro do ambiente religioso é muito raro que haja uma reflexão sobre a própria estrutura da igreja, o papel que ela desempenha na realidade social. É muito raro, muito raro. Então a gente vai se sentindo incômodo e e é difícil pertencer a um espaço assim, inclusive porque se a gente militar, a gente vai ser perseguido, né? No geral, é isso que acontece por n fatores historicamente estabelecidos. Então não é fácil, não é fácil e me solidarizo profundamente aí com a situação, camarada. Sem sacanagem, sem sacanagem. Sei, é difícil, é duro, falo por experiência própria. Eu depois que saí da da comunidade religiosa que eu fazia parte até voltar a frequentar outra, eu ficou uns fiquei uns dois anos meio limbo, tá ligado? No meio do dificuldade de se sentir pertencente. É difícil mesmo. É difícil. Te entendo plenamente, plenamente. Que inclusive tem a ver com o que o camarada colocou agora h pouco sobre as lutas políticas dentro das igrejas, né? Como é que se dá isso e tal. Então é é embaçado, é embaçado, embaçado, embaçado, embaçado. Pô, João, eu eu gosto que você consegue trazer todos os fantasmas de uma vez só, cara. Eu fico feliz, satisfeito com os comentários que sempre reproduzem as coisas que a gente já vê no senso comum. Então ajuda a gente ali a limpar terreno. Eh, dá para defender pautas progressistas como aborto, temção de drogas, da família, profissional. Cara, primeiro eu recomendo que você acompanhe a nossa leitura do manifesto comunista. O último vídeo, não precisa nem assistir tudo, não. Vê o último vídeo. O último vídeo que é sobre a família e vê se tem defesa da destruição da família lá. Aí eu vou recomendar para você dar uma olhadinha lá, beleza? que você sempre tá aqui pelo canal, assiste aquele lá, o último videozinho, tá bom? Tá bala. A gente leu sobre esse trecho da destruição da família, o que que isso significa? E não é destruição da família, tá? Já vou avisar para você que não tem como, não tem como a gente acabar com a família com as relações de afeto, responsabilidade, cuidado, existentes e necessárias paraa reprodução da sociedade como um todo. O que a gente pode alterar é a forma de organização da família. sobre uma sociedade burguesa, ou seja, civil, baseada num direito específico, como nós temos a forma de família baseada num contrato de propriedade. As criança vira propriedade, a companheira vira propriedade, o que importa são os bens e os negócios feitos no meio do caminho e não as relações de afeto, de carinho, responsabilidade efetivamente necessárias e existentes. Ponto para reflexão aí sobre as demais pautas. acompanha a revista Zelota que nós falamos sobre absolutamente todas elas. Inclusive recomendo que você desarve um pouco aí dos preconceitos pra gente poder ter um diálogo sem o senso comum e sem os chavões. E dá dá para ser crente e fazer tudo isso aí que tá nesse comentário aqui, ó. Absolutamente tudo, tranquilamente isso. E logo abaixo já temos um outro comentário. Tem uma coisa que dificulta os crimes por acharem que ser comunista defender abord família para ditadura, quer liberdade, pode falar sobre isso, podemos falar sobre tudo, absolutamente tudo. Eu vou até guardar aqui para daqui a pouquinho falar sobre os temas cabeludos, porque a gente tem que criar o que aqui? Criar expectativa. É isso que disseram pra gente. Tem que criar expectativa. O fomo. Meu meu Deus do céu, que que ele vai falar? Vamos lá colocar aqui as pautas, as pautas morais no fundo. Eu vou colocar deixar pra frente pra gente criar aquele momento do, né? Ele vai falar. Expectativa importante. Tamos junto, Ederson. E aí, senhor YouTube? Senhor YouTube, você não está entregando esse vídeo aqui pras pessoas. Estou sabendo disso, hein? Sacanagem. Sacanagem, senhor YouTube. Faça o que lhe é devido, cumpre a sua função. Senhor YouTube é embaçado. Ai, meu Deus do céu, cara. Quais autores, Mateus? Tem, cara, tem muito, tem muito autor legal. Problema. Tem muito que não tá em português. Nós temos poucas coisas em português. Isso é uma parte que me deixa um pouco triste. A gente tem pouca coisa em português e aí embaça um pouco o papo. Mas cara, vou tentar colocar aqui em escrito uns comentários que acho que vai facilitar. O primeiro que eu sempre recomendo é o Roland Bower. Esse primeiro camarada aqui. Esse cara é bom. Bom. Roland Bower. Roland Bower. O Roland Bower, eh, ele tem um livro chamado Red Theology, no qual ele fala sobre a relação entre religião e revoluções comunistas, movimentos comunistas na Europa, Ásia, Europa e Ásia, na Europa e na Ásia. E é muito legal, cara. Vale muito a pena é conhecer. E eu acho que ele é um dos caras que faz o trabalho mais inovador assim na área. Então, eu recomendo muito Roland Bower, tá? Outro autor, mas aí para pensar América Latina é o próprio Michel Lovi. Deixa eu colocar aqui pra gente não perder. É o Michel Lovi com o livro que ele tem O que é o cristianismo de libertação para pensar eh a teologia da libertação na América Latina. Ele articula essa, eu tenho algumas críticas a a esse ponto que eu não falo aqui só para dizer tipo, então veja como ele é problemático, não é? Porque eu acho que a gente tem que tensionar o debate, que nem eu falei no comecinho lá, quem tava acompanhando aí sobre os conflitos. É importante, mas é excelente o trabalho do do Lovi. E para pensar daí a teologia da libertação e a relação entre marxismo e movimento religioso aqui na América Latina. Muito bacana. Tem um outro chamado David, como é que é isso? [Música] Mcleand Cleand Mcleand. Pronto. David Mcleand também é um cara muito bom, cara. Muito, muito, muito, muito bom. David Mcleand é um cara que tem um dos primeiros trabalhos sobre Marx e religião, só que ele não fala sobre Marx, fala Marx, Lenin, Engels, faz Rosa Luxemburgo, faz umas discussões muito interessantes. Eu esqueci o título do livro agora. Eu acho que é Marxman Legion. Eu acho que é isso. Marxismo e religião. Marxism and religion aqui é muito interessante. Tem um outro cara chamado Andreel Maquinon também é muito bacana. Ele tem um um texto sobre o uma pesquisa que ele fez sobre o ópio do povo que é maravilhoso. Aquele texto do Marx lá, do Angel Maquinon também, um cara muito muito massa. Ah, deixa eu pensar outra outro camarada. Tem um cara chamado Bruno Reikd que tem uns textos na revista Zelota bem interessantes sobre esse tema, assim, não que seja o melhor, mas tem uns textos legais, tem um curso dele que tá, onde é que tá mesmo? Tá, meu Deus do céu, onde é que tá o curso do do Ah, é, tá aqui no YouTube, no nosso canalzinho, tem o curso importante que você pode fazer como membro, membra, membre membresia aqui do nosso canalzinho. Você pode fazer o curso de marx religião. São nove, nove aulas. É só se tornar membro, membro, membre e você já tem acesso a eles aqui no no canal do YouTube. Olha aqui, merchan totalmente excelente. Metemos um merchan no meio de uma resposta e você pode acompanhar o curso marcismo e religião. E lá tem um monte de autores, autoras e conteúdos bem bacanas, exclusivos para você. Quer dizer, não só para você, porque para todo mundo que tá participando ali como membro, membra, membre, membreia do nosso canalzinho. Mas é legal, beleza, fica a dica aí. Tem que aproveitar, tem que aproveitar os momentos que dão pra gente, minha gente. Ah, vamos lá. Deixa eu pensar outro autor legal, cara. Andrew Maquinon p. Cara, os próprios, quando a gente pega os próprios textos dos marxistas mais clássicos sobre religion é legal. Seja o Ernest Blor, né, que ele tem um texto, alguns textos legais. Inclusive o Ernest Blor tem um livro que eu acho que para não tem em português, pô, sacanagem, mas tem em espanhol que cai em caminhões aí pela internet e tem em inglês e alemão, obviamente, eh, que tem um livro dele chamado O ateísmo no cristianismo, que é muito bom, cara, é muito legal e eu recomendo aí para as pessoas que seguem esse canalzinho, que não são crentes, inclusive, é muito legal. Ernis, o livro O ateísmo no cristianismo. [ __ ] livro legal, cara. E ele tem um outro que tem uma publicação em português, mas infelizmente com uma tiragem antiga e que o PDF dá para achar, mas não é aquela facilidade toda, que é Thomas Minzer, o teólogo da revolução e recupera da tradição protestante a essa linha mais revolucionária. Então o pessoal das lutas camponesas na Alemanha, né, tem o texto do Engel sobre as lutas camponesas na Alemanha que são legais. Então fica aí com bastante coisa pra gente poder conhecer e e e ter conteúdo aí bacana. Beleza? Então não sei se ajudou, cara, mas são algumas dicas aí que eu acho que podem ser podem ser massa massa, tá? Pois é, Mateus, talvez você tenha ouvido falar nesse tal de Bruno. Talvez tem possibilidade. Não sei. Mas caso tenha ouvido falar, tome cuidado com ele. Me disseram que ele ronca. Então fica aí o alerta. A pessoa que ronca alto. Então temos aí um probleminha. Tch tch tchum tchum tchum tum. Aí, ó, isso é um ponto também, um ponto importante também, ó. Tem igrejas que são chamadas de progressistas, são classificadas como se fossem comunistas. Mas será que são? É óbvio que não. Porque se for para ser comunista, você tem que ter um projeto claro, projeto de sociedade, futuro que você deseja alcançar por meio do desenvolvimento das forças produtivas e também depois do desenvolvimento das relações sociais. São duas pernas de um projeto comunista: desenvolver forças produtivas, desenvolver as relações e as formas sociais. Se não tem clareza sobre esses dois campos, não dá para ser comunista, porque você não está dentro de um projeto comunista. Então, a gente tem que ter esse mínimo de bom senso, né, minha gente? Isso é um [ __ ] Tudo bem que tem até comunista que não faz ideia disso, né? Então eu também não vou cobrar do pessoal de saber isso. Tem comunista que acha que o comunismo é só a gente dizer capitalismo a cada 2 minutos. Isso é culpa do capitalismo. E aí daqui a pouco fal capitalismo, não sabe dizer outra coisa. Eh, complicada essa vida, né? A gente tem que tem que qualificar aí o papo, minha gente. Foi mal, carapa. Foi mal. Às vezes a gente tem aí um acúmulo de leituras e, infelizmente a gente tem pouco tempo para elas, mas se Deus quiser, a gente vai conseguir ter tempo suficiente na vida para ler aquilo que a gente gosta, se Deus quiser, que não significa que vai ser muito fácil. Falta ele querer e o capitalismo ajudar também. Capitalismo, né? Aí eu metendo o capitalismo aí como culpa de novo. A gente precisa de tempo para fazer as coisas que a gente gosta, né, mano? Então é, não é fácil. Não é fácil. Aí, João, vem cá, mano. Chega com nós, cola do nosso lado. Ouve os conteúdos até para criticar coisa legal, melhorar a crítica. Pô, eu quero criticar, mas eu quero criticar agora com com propriedade, pô. Isso é massa. Seja bem-vindo como membro, membra, membre membrezia do nosso canalzinho. Chega aí, pô. É nós. Beleza. E aí, minha gente, seguinte, eh, e é isso, ó. Ó, Kevin também deu a dica. quando puder. Vale a pena ser membro, João. Vale a pena ser membro, João. Ou você ser o membro João. É importante aí você ser o membro João. Beleza? Mas gente, ó, é curioso, né? Eh, o meu processo de radicalização, ele dá Fala aí, Mandorova. Como tá, camarada Mandorova, seja bem-vindo, bem-vinda, bem-vind aqui no nosso encontro. Tamos junto. Chegou atrasado, mas em tempo. Tá sempre em tempo. Tamos junto. Esse esse lance de de radicalizar, né, ou de você começar a ter mais claro o tipo de projeto de sociedade que você pelo qual você viveria e pelo qual você luta. Na minha trajetória de vida, eu pude, e aliás assim, eu tô fazendo essa parada, não é para dizer: "Olha como o Bruno é um cara legal". É porque da minha tradição que eu vim pentecostal, o testemunho tem um papel muito importante, você testemunhar, você falar sobre o que você vive, aquilo que você viveu e compartilhar com as pessoas, porque por meio do testemunho, a pessoa pode se identificar, ela pode viver ver as coisas do cotidiano, né? E se a gente conseguir articular um testemunho com pensamento reflexivo e crítico sobre a realidade, meu amigo, isso aqui fica muito poderoso. Mas vamos lá. Testemunho do tipo de discursivo, né, de apresentar minha história. Na igreja e na minha casa, que era uma família religiosa, eu aprendi a ter o mínimo de sensibilidade social, né, o mínimo de cuidado com os seres humanos que estão eh em volta de nós e que a gente se sinta responsabilizado por eles, por elas. Amo o próximo como a ti mesmo, ama teus inimigos. eh distribuir a comida, dividir aquilo que você tem com quem não tem, eh, valores básicos de qualquer cristão e de conduta cristã, que deveria ser básico, né? Então, aprendi a ter essa sensibilidade, a ter como meta poder viver de tal maneira como Jesus viveu. E Jesus viveu nesse lance de testemunhar e de de se preocupar com as outras pessoas. Só que no âmbito religioso isso muitas vezes fica um pouco mascarado, um pouco individualizado, pouco socialmente planejado e articulado. Então vira uma parada muito mais de você eh ter boa vontade, né? caridade, fazer o bem por você mesmo, fazer o bem porque você acredita que é bom, porque você acredita que é legal e essa coisa toda. Então, nessa dinâmica, você perde a análise da realidade social e o envolvimento com ela. Você fica muito mais voltado, obviamente, pro trabalho ali de de eh contato diário. Eh, Forerba chamaria de amor. Ludwiig Forba, filósofo alemão, que de acordo com Engel já restaura o trono do materialismo pra filosofia moderna, ele chamaria de amor, é você ter amor pela humanidade, ter amor pela outra pessoa, você querer agir com esses esses bons sentimentos, né? você querer fazer aquilo que é bom, aquilo que é certo. Só que o esse bom sentimento, esse amor, essa coisa, ela é uma parada abstrata, ela não tem conteúdo, ela tá descolada de uma análise das relações sociais, da viabilidade da gente tornar efetivo os projetos que a gente tem. Então, se eu quero criar uma sociedade em que as pessoas se amem, que as pessoas sejam irmãs, que as pessoas tenham que comer, se as pessoas tenham que beber, tenham que vestir, não é o que eu faço sozinho como caridade. Aquela famosa, famosíssima, famosíssima história do, cadê o gato? Vem aqui para cá. Famosíssima história do, ah, o menininho pegava as estrelas do mar e jogava na água. Eh, tava passando live em estrela do mar e jogava no mar. Aí alguém passou e falou: "Por que que você tá fazendo isso?" "Ah, eu vim salvar essa estrelinha do mar, mas olha quanta, você não vai conseguir salvar todos, mas pelo menos essa eu salvei." É bonito, é fofo, nos inspira, dá valor. Mas cara, é isso. É você falar, cara, sistemicamente não resolve. Para problemas sociais que são sistêmicos, que exigem intervenção contínua e qualificada do nosso dia a dia para realizar os projetos que a gente deseja, eu não posso ficar nas intenções, eu tenho que então planejar. E eu não planejo sozinho, senão coletivamente, me organizando com os camaradas, com as pessoas. Esse passo ele é muito importante. Do âmbito religioso, eu aprendi a ter empatia, eu aprendi a amar, eu aprendi a me preocupar com o outro, eu me eu aprendi os valores que eu deveria orientar minha vida e os mantenho. Contudo, quando eu olho pra realidade social, para que esses valores sejam possíveis de ser realizados, eu não posso fazer simplesmente pela minha caridade individual. Eu tenho que organizar socialmente, planejar qual o projeto que nós vamos realizar. Esse passo é muito importante para entender o qual é a sociedade que nós queremos, qual lugar a gente ocupa nessa sociedade, qual sociedade nós queremos. E eu ainda tô no ponto de vista moral, tá? ainda do ponto de vista moral, tentando ajustar o mundo. Esse passo já me radicaliza, já me joga para um marxismo da vida, que é poder começar a analisar quais são os problemas da sociedade. Olha, veja bem, o capital funciona assim, a forma social funciona assim, a economia política legitima determinado tipo de exploração do trabalho, tá? Vou perceber a parada. Massa bala. Chegamos aqui, show de bola, estamos evoluindo. Então aqui estamos no marxismo, né? umismo que percebe que, cara, tem que analisar aqui criticamente e cientificamente essa realidade. Bala, bala, bala, bala, bala. Beleza. Próximo passo. Cara, não adianta só a gente analisar essa realidade aqui do ponto de vista moral, porque eu vou chegar pro camarada que é capitalista, bater na porta dele lá. Oi, lindo, tudo bem? Bom dia. Eh, não sei se o senhor percebeu, mas o tipo de exploração do trabalho que o senhor realiza tá lascando a vida das nossas famílias, né? A gente tá transformando as crianças em produtos futuros a se venderem no mercado, né? A gente tá aqui querendo, né, viver e vocês não estão permitindo. Vocês estão extraindo as condições de vida, de reprodução da vida, do planeta, da gente. Não tá legal. Não é moralmente legal. E olha a desigualdade. Olha essa desigualdade como ela é abissal, né? É um pouco obsceno você não saber como é que frita um ovo, porque nunca precisou pensar nisso e toma um café da manhã do tamanho de um sei lá o que que é, de um caminhão inteiro que você come sozinho, você e sua família, de três pessoas, enquanto a gente aqui tá passando fome, né? Não é legal, é desigual. Será que o senhor poderia, por obséquio largar a mão de ser dono proprietário privado do meio de produção e começar a trabalhar aqui conjuntamente aqui nas nossas cooperativas coletivas e tal? O ser humano vai olhar pra minha cara e eu falar: "Se liga, tio". E ele provavelmente ele vai até arranjar uma desculpa moral ou com aparência aparência científica para dizer que não, não vou fazer isso. E aí a gente emperra, né? E aí ficou só um discurso moral pelo moral e aí vai pro brabismo. Aí não dá certo. Quem é mais brabo, quem vai para cima e tal. Para passar e superar esse âmbito do moral, a gente ainda tem que ir então para uma questão racional, científica, ou seja, demonstrar para os seres humanos, porque racionalmente é estúpido você manter o tipo de exploração capitalista e hoje em dia com o tipo de exploração rentista, né? Nem é mais só capital, é renta, não renda, renta, né? que você fazer uma grana com capital financeiro e finanças sobre finanças e extrai drena drina capital e e dinheiro da de todo mundo. Mas tá, é perceber que olha esse processo quando você transforma o trabalho em mercadoria que tem que se vender como qualquer outro objeto e você chega lá e a demanda do valor desse trabalho altera de acordo com o desenvolvimento da força produtiva, essa parada toda. E o que acontece em última instância? A gente não tem renda para poder consumir. A gente produz mais do que a capacidade que a gente tem para consumir. E o capital acumulado não retorna em melhoria pro ciclo econômico. Ele é decidido a partir dos interesses em busca de lucro dos donos do meio de produção, do dono de capital. Ou seja, é socialmente produzido, socialmente consumido, mas o rumo do nosso futuro tá sendo decidido de acordo com o seu interesse individual, em busca de lucro e não de planejamento econômico. Eh, científica e racionalmente é imbecil esse modo de organizar a sociedade. Ele cria ciclos de crise infinitos. Ele é um ciclo que não garante o consumo, não garante a reprodução e aposta que de algum momento aí tudo vai dar certo, porque o acúmulo de capital é infinito, o acúmulo de lucro é infinito, só que o planeta é infinito, as pessoas são finitas, a vida é finita, bem-vindo à finitude do mundo. Mas esses caras não saca isso, né? E aí racionalmente a gente demonstra, meu lindo, viu? Ó, moralmente teria que mudar, não mudou. Racionalmente o teu tua economia é uma porcaria. E aí a gente demonstra racionalmente. Olha, racionalmente tá demonstrado aqui. Vamos alterar. Aí o camarada fala o quê? Não. Por quê? Porque agora vou perder meu poder e pá. Nesse momento desse último, não, depois de todos esses níveis, a gente descobre a importância da organização da classe trabalhadora para uma revolução comunista, visando uma sociedade que racionalize a economia para garantir uma produção e reprodução social equilibrada. atendendo as necessidades do sujeito que consome e que produz, que dentro dessa tipo de sociedade é a classe trabalhadora. A gente não produz por nada e a gente não consome por nada. É um ciclo vital que dentro da espécie humana se converte em um ciclo social específico. Então, pô, pra gente coordenar esse bagulho aqui, a gente tem que mudar. para mudar vai ter um conflito entre classes. Conflito que nem eu comentei, não é necessariamente violento nem agressão. Lá no começo da live, logo no comecinho da nossa live, a gente comentou sobre isso. Conflito não é necessariamente tensão, não é necessariamente agressivo. Ele tem n maneiras de ser mediado, de ser realizado, mas tem um conflito de interesse. Quem tá numa classe privilegiada não vai querer baixar a guarda e quem tá na classe de baixo, se entende sua posição, quer superar esse tipo de relação social vigente. Então, precisa combinar aí como é que a gente vai organizar as coisas. Esse conflito pode se dar de muitas maneiras, mas ele se dá entre um projeto de manutenção da ordem, visão do capital, e um projeto outro. Esse projeto tem que tá claro. E o nome desse projeto na sociedade moderna que nós temos é comunismo. É o historicamente realizado, é o que historicamente tem bagagem, é o que aponta e entende um futuro possível, é aquilo que nós temos como estof e como arma hoje. Ponto. Ai, mas ele deu errado em 1000, não sei quanto no seu canal, gente, não tem nem 100 anos. cent e poucos anos esse negócio aconteceu agora, foi ontem na história da humanidade. Então a gente ainda tem, acabou, tá aprendendo a realizar esse projeto, mas ele é um projeto. Então na igreja eu aprendi esse ambiente, essa disposição moral. Com o marxismo eu aprendi a fazer análise da realidade social e como comunista eu aprendi que eu tenho que defender um outro tipo de sociedade com projeto claro e racionalmente construído para que ele não se perca na hora de produzir e reproduzir as condições necessárias paraa classe trabalhadora. Dado aí a as possibilidades de factibilidade que nós temos para fazer o possível. Para isso, a gente tem que se organizar. Então, vou militar, vamos militar. E veja que é um processo de transformações, de evoluções, mas não necessariamente de rupturas. E é aquilo que a gente tinha comentado, contando aqui meu testemunho, nesse processo de compreensão do mundo, de radicalização, de entender essas dinâmicas, a gente também vai se reapropriando da história, de como realmente as coisas aconteceram, de perceber que as revoluções foram realizadas por uma classe trabalhadora majoritariamente religiosa e que posteriormente, ainda que dentro de partidos dirigentes e ainda que a teoria marxista seja ateia, isso não implica em eliminar a religião, não implica. Vamos encontrar isso na história sim, especificamente em um país. Um e nos outros teve conflitos, óbvio, especialmente porque a religião ela é utilizada como meio ideológico pra manutenção do imperialismo e pro anticomunismo. Ela foi e é utilizada para isso, especialmente porque os evangélicos vêm de dentro de uma tradição estadunidense de manutenção de ordem. E aí tem muitas coisas que a gente poderia discutir do do dessa relação entre religião e e capitalismo e defesa do capitalismo, que eu acho que vai ser o tema da próxima live, religião e defesa do capitalismo, né? como qual papel que a igreja desempenha dentro da reprodução social, por exemplo. Mas veja que quando eu conto essa história e apresento essa parada, faz muito sentido. Uma pessoa de fé falou: "Pô, beleza, qual o problema então da gente querer uma outra sociedade e fazer as intervenções políticas necessárias?" Inclusive para essas intervenções, como a gente já comentou quando o Diego perguntou pra gente sobre o a questão do materialismo, né? ser crente materialista. Uma coisa, como eu analiso a realidade e atuo sobre ela, outra se eu tenho minha fé ou não. Uma coisa não entra em contradição com a outra. O que vai entrar em contradição é porque a instituição existente, ela vai exigir uma defesa de leitura única e exclusiva do texto bíblico como autoridade espiritual, porque ela vai apregoar, né, vai apagar a história e dizer que ela tem a única e verdadeira revelação. Aí a gente vai ter conflito mesmo, porque vamos ver onde é que a gente para com isso aí. Mas isso aí é um outro ponto, um outro tipo de disputa e de debate. E aí eu acho que entra no que o camarada tinha comentado sobre o conflito nas igrejas, né? O conflito que dá dentro das igrejas, com todo respeito, minha gente, não é entre valores, tá? Não é, é uma disputa de classe, classes sociais. Nós temos uma luta de classes dentro da igreja. A luta de classes não pede licença, ela entra, ela faz parte. E a gente tem que observar isso e perceber isso. A luta de classe tá entranhada na formação do sujeitos, na reprodução da do social. A gente se reproduz enquanto classe e dentro de classes e conflitando entre classes. E aí eu vou recomendar, vou até pegar aqui o título, o texto para quem se interessar pelo tema. Turum tum. Lá naota tem um textinho bem legal, cara, bem bom mesmo. Tum, que é o o tá carregando aqui porque o computador é lento, mas eu vou pegar para vocês, que é sobre a luta de classe na igreja. [Música] P. Colocar dois textos. O primeiro é esse aqui, ó. O primeiro já aqui, fundamentalismo e reprodução social, que lá a gente fala um pouquinho sobre isso, né? [Música] E outro, deixa eu pegar ele aqui porque já ficou lá para trás, é um texto antigo. No vale de lágrimas entre a religião e a política. A gente vai colocar aqui também. E aí dentro desses dois textos tem referências para outros textos e referências bibliográficas que podem ser interessantes. Então salva aí para aquele momento de leitura em algum dia aí, alguma hora de no banheiro, né, que você vai no trabalho ali, matar o seu tempo de trabalho no banheiro, aproveita para ler o texto. Você pode, em vez de ver os res do Instagram, vai ler um texto. Em vez de você ficar preso em segundos do TikTok que se convertem em 2 horas meia, vai ler um texto. Eu sou defensor agora da leitura de textos. Leia textos, recupere a capacidade de ler. Somos alfabetizados e somos capazes para tal. Então eu recomendo aí para vocês darem uma olhadinha. Então dá uma olhadinha lida lá nos textos. Faz salve Juan. Juan Gabriel. Salve, Bruno Requeijão. Eu nunca tinha ouvido esse apelido, mas eu gostei. Eu gostei. Bruno Renqueijão. Gostei. Ficou bonito. Pô, tamo junto, Paulo. Querido Paulo, Paulo, querido Paulo. Eh, pô, cara, isso aí é complicado, mano. Encontrar a comunidade é muito, não é não é simples. É importante, mas não é simples. E é show. Que bom que esse papo tá sendo massa, Paulo. Tamo junto, cara. A questão do comunismo são os radicais. Mas eu sou um radical, João. Eu sou um radical. Radical. Eu sou um radical como Charlie Brown. Tchau. Tchau. Play. Não só do comunismo. Tem muita gente no Brasil que sonha com extermínio dos cristãos. Não, não tem, João. Não tem. Quase que falei. Infelizmente não tem. Não tem, João. O problema é que não tem, cara. O problema é que não tem. Eh, o número de pessoas que se revolta com alguma pauta conservadora é muito pequeno, muito mesmo. E o tem uma coisa chamada pânico moral, cara, que é o que o pessoal usa com frequência nas igrejas, em muitos espaços, que é você pegar um negocinho bem pequenininho que aconteceu isolado lá no Hikto e transforma isso, bota uma lupa como se fosse a catástrofe do fim dos tempos. Esse olha pra realidade, a gente tem outros problemas muito mais sérios para resolver. Só que se você não fica atento, você acha que é isso, né? Que tá uma grande perseguição contra conservadores. Aí você olha pro pro por Congresso Nacional Brasileiro e a maioria é conservadora. Você olha pro Senado, a maioria é conservadora. Nos últimos anos teve algumas sequências de eleições conservadoras para cargos executivos no país. O risco de comunismo é quase zero, meu bom. Quem tá lascando esse país são os conservadores. Fica a dica, é só observar a realidade. É, cara, também tem isso, né, mano? É complicado. É, é, é, é muita, muita, muita coisa aconteceu nessa história. Muita coisa aconteceu nessa história. E o anticomunismo é um bagulho muito forte. Ah, isso é verdade, pô. Tem toda a razão, tudo é culpa do do do pecado original. É culpa do pecado. Preguiça. Ai meu Deus. Tudo é culpa do pecado. Tudo é culpa do pecado. E aí a gente, né, a dor de cabeça também é culpa do pecado, mas o cara vai lá e toma ibuprofeno, né? Mas aí no problema social ele não quer mexer, né? Aí não quer fazer uma intervenção científica e com bom senso na realidade. Pre isso da puxa off topic. Fala aí, Luiz. Luiz é um camarada muito firme mesmo, apoiou demais, ajudou a gente demais aqui no canalzinho. Agradeço demais, Luiz. Tamo junto, mano. Faltou a organização alenista para as organizadas ontem. Infelizmente a revolução corintiana ainda não veio. Ainda não veio, infelizmente. Infelizmente. Mas, ó, em breve virá. Rapaz, se os corintianos virasse comunista, meu irmão, isso aqui já tinha viano que a gente tava aqui chinês já fazendo uns negócio muito mais legal, tava em outro outro planeta. E eu já falei, todo mundo nasce corintiano. Falei no começo dessa live aqui, no começo da live eu falei, todo mundo nasce corintiano. É da nossa natureza. Pam pum tum tum tum. Já já eu vou finalizar esse papo aqui, hein, minha gente. Eu estou aqui ultrapassando. Deixa eu ver se esqueci um tópico. Ah, esqueci um tópico. É o tópico que eu falei que eu ia falar. Então, João, eu vou recomendar livros que não são ficção e você vai gostar. Vai por mim. Sério mesmo? E o livro chamado Revolução dos Bichos, ele é uma ficção, uma brincadeira ali do George Orbell, tentando reproduzir ideias que ele tem, mas que seriam aplicáveis a muitas coisas, né? Há muitas coisas. Além de que o Revolução dos Bíps é um livro profundamente anticomunista envolvido aí na Guerra Fria. Então, ao invés de ler um livro de ficção, eu recomendo que a gente comece a trabalhar aí com outros livros, outras referências bibliográficas que tratem da história, que eu acho que vai ser bem mais legal. a gente vai entender melhor algumas coisas e aí pode ser muito útil, cara. Tô falando numa boa. E aí de novo, né? Se quiser virar membro, membra, membra, membrez do nosso canalzinho, tá mais que convidado, João, estamos junto, pô. Mas eu recomendo aí que não leia o livro Revolução dos Bichos. Prefiro que você leia outros livros mais interessantes que não sejam ficções, que a gente oriente as nossas vidas pela história e por livros científicos. Vai ajudar bem mais, vai dar mais. E aí a ficção a gente usa para ter ideias, inspirações e tal que animam a vida. É fundamental, é importante, mas na hora de tomar decisão pragmática sobre o futuro, eu recomendo outros tipos de leitura. Isso aqui é bom. Isso aqui vai ficar para uma live aí. Não vou falar hoje não, mas isso é bom. Como que lida com o conceito de pecado original? Vai ser bem original a minha leitura. É que não é minha, obviamente que não, que a gente aprende na vida, né? É massa. Obrigado. T t t. P. Cara, olha, massa, como é que foi a minha recepção na unidade popular? Totalmente excelente. Totalmente excelente. Me chamaram inclusive para dar formação. Já teve formação de leitura do capital, de discussão sobre religião. Suave, pô. Suave mesmo. A gente cria fantasmas nas nossas cabeças. Mas deixa eu te expli, deixa eu falar uma parada legal para todo mundo que tá aqui. O que importa na mobilização popular e da organização dos trabalhadores é atender, criar projetos e realizar ações que atendam as necessidades da classe trabalhadora. Então, pô, cara, se você acredita em Jesus, em em na nas sei lá, cara, qualquer outra coisa que quiser, se você lê o Corão, se você eh vai no terreiro, bate seu ponto, pega, faz o teu passe, recita e e reproduz, lê ou trabalha com os itãs, cara, suave, mano. a gente se une pelo projeto de sociedade que a gente quer. E é isso. E é isso. Aliás, tá mais que provado isso, né? Ô, vem cá. O a última última reunião de gado que teve aqui na região da Avenida Paulista em São Paulo, tinha gente de diferentes credos, né? que quando interessa esse conservador que fica reproduzindo e cuspindo racismo religioso, quando interessa ele se une. Assim como quando interessa o pessoal que é tudo contra ecumenismo, faz um ecumenismo conservador. A vida é muito mais pragmática do que essa disputa de valores. E se a gente cair na armadilha das disputas de ideias vazias, a gente não consegue ir pra frente não, gente. Sejamos ligeiros e malandros. Como é que é? Astutos como a serpente e simples como a pomba. Já diria um livro [Música] aí. É nós, João. É nós. Seja bem bemvenido. Vem aqui pro nosso pra nossa membresia. Beleza, minha gente? E aí, até falando isso, né? Um monte de coisa que nós chamaria chamaríamos de pautas morais, né? Então, todos os pantalhos de pautas morais que vocês imaginarem. Imagine por um segundo que a gente discutisse essas pautas morais. Ô Jesus Cristo, vem cá. Ai gato. Os gatos hoje estão atado aqui. Imagine se a gente discutisse as pautas morais, não como pautas morais. Se a gente olhasse do ponto de vista da organização, da sociedade como um todo, como política pública, como planejamento social, projeto de futuro, e a gente utilizasse os recursos científicos e os dados que nós temos para tomar decisão. Pô, seria maravilhoso, né? [Música] É só isso que se pede, só. E aí a partir daí a gente começa a construir políticas públicas, acompanhamento das pessoas e tal. E vai, vamos tentar te jogar, quebrar essas correntes que são só moralistas e não tem pé no chão, né? acompanhando aquela trajetória que eu falei lá sobre empatia, discussão moral, análise econômica daí mobilização política e planejada da classe trabalhadora, contando um pouquinho, né, de partir de testemunho, cara, é isso que a gente precisa fazer também nas nos tensionamentos do debate público. A gente não pode cair nessas armadilhas, não. Então, ah, porque vocês são a favor do pintar o cabelo azul. Problemão, hein, mano? Poxa, imagina. Ah, porque agora o menino veste rosa. Poxa, problemão, hein, mano? Caraca. Olha, porque aí o pessoal tá fazendo educação sexual na escola. Poxa, problemão, hein? Aí, emprego, casa, saúde pública garantida, diminuição de jornada de trabalho, aquilo que afeta a nossa vida mesmo. A gente vai deixando passar, né? Aí não é problema. Vamos ser mais ligeiro, pô. pelo amor de Jesus Cristo. Oh, como diria Jesus? O sábado foi feito para as pessoas ou as pessoas foram feitas para o sábado? Ou seja, a lei é feita para as pessoas ou as pessoas são feitas para a lei? Ah, não, a lei é feita para as pessoas. Sim. Então, as pessoas são a referência, é a vida real que importa. Ela decide sobre como a gente vai resolver os nossos problemas moralistas, legais e tal. Então, se as condições de vida mudam, se as necessidades humanas mudam, a gente também tem que rever como a gente trabalha com a lei. Isso aí é básico, básico da leiturinha que Jesus faz aí da tradição dele mesmo. Então, fica bom dia, Rodrigo. Bom dia, Rodrigo. Bom dia aí. Quase tarde. Tamamos junto, pô. Gente, eu espero que vocês tenham curtido o nosso papo hoje. Espero que tenha sido massa. Não sei se o som ficou bom. Eu espero que sim. Eh, e eu espero que vocês estejam curtindo o papo que a gente tá tendo, que a gente vai ter. E na semana que vem, então, a gente vai falar sobre o capitalismo e as igrejas ou as igrejas do capitalismo. Eu acho que vai ser bala, eu acho que vai ser interessante e a gente vai poder trocar uma ideia bem bem bem bem legalzinha e eu espero que vocês curtam. Beleza? Massa. Curtiram? Eu espero que sim. Espero que tenha sido sido interessante esse papo. E bom, bom, bom, bom, bom. Também, Rec, recomendo cochilo, mas ó, oita, cadê? Antes do almoço ainda. Justo, Rodrigo. Ó, gostei, gostei, gostei cochilar. Mas, ó, já são 11:16, ainda dá tempo do primeiro almoço. Aí você vai poder às 2:16 o segundo almoço e às 17 o terceiro almoço. Dá tempo, dá tempo aí de trabalhar. Se trabalhar legal, dá para comer, dormir, comer, dormir, comer, dormir. Meu amigo, isso aí é vida, todo mundo sonhou. Então são opções aí, possibilidades. Certo, minha gente? Certo, certo, certo. Então bora partindo dessa para uma melhor. Nos vemos em breve. A gente vai seguir aí trazendo a boa nova quase todo dia útil quando der certo. Nem sempre dá certo. A gente vai tentar fazer com que dê certo. E se deu certo, deu certo. Se não deu certo, deu errado. Então, se nada der errado, tudo dará certo. E a gente vai trazendo a boa nova útil. Todo dia. Não, pera aí. Trazendo a boa nova. Pera aí. Me ajuda aqui. Música. É isso mesmo. Todo dia útil até a vitória final. Todo dia útilé. Valeu. Fiquem bem. Trazendo a boa nova todo dia ú vitória final. Tamamos junto. Falou.