A LIÇÃO BÍBLICA DO FILME PECADORES
10/06/2025
A LIÇÃO BÍBLICA DO FILME PECADORES
↓↓↓↓↓ MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO ↓↓↓↓↓
Seja membro e mande perguntas para os vídeos – https://www.youtube.com/channel/UCzGwyAyWLB2Si6VDFpq8rjw/join
ACESSE O SITE: https://doisdedosdeteologia.com
+ NOSSAS REDES
– Twitter: https://twitter.com/doisdedosdeteo
– Facebook: https://www.facebook.com/doisdedosdeteologia/
– Instagram: https://www.instagram.com/doisdedosdeteologia/
+ PLAYLISTS DO CANAL
– DOIS DEDOS DE TEOLOGIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8Qkipu-tZcL-LBe516QbiUM
– PERGUNTE AO PASTOR: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8RiYOvgtthDIqG_74kNNBOy
– PODCAST: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SdjEdBT40Ij_ZcosEF565H
– POR TEMAS: https://www.youtube.com/user/doisdedosdeteologia/playlists?shelf_id=13&view=50&sort=dd
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Vocês me pediram muito para eu comentar o filme Siners, Pecadores e eu vou dizer: "Olha, tem muito o que falar desse filme, tá? Sin é um filme que evoca uma série de temáticas. Pessoas mandaram mensagem dizendo: "Iago, mas aí é um livro, é um filme do diabo, é um filme do capeta, é um filme que crente não pode ver." E deixa falar, é um filme que me faz pensar sim sobre temáticas religiosas. Eu vou falar disso nesse vídeo, sim sobre questões que envolvem raça, vou falar sobre racismo nesse vídeo. Mas antes de tudo, é um filme que me faz pensar muito sobre criação, sobre arte, sobre produção. É um filme que me faz lembrar que todo ser humano é um artista. A Bíblia começa a sua grande narrativa dizendo que Deus criou os céus e a terra. Não somente isso, mas que ele criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança. Criar, portanto, está na nossa essência. Para lembrar da obra de William Edgar, nós fomos criados para criar. Porém, a Bíblia também relata que o pecado de Adão e Eva corrompeu o ser humano e toda a criação. Agora, ao invés de criar para a glória de Deus, o ser humano cria para sua própria glória. Cria segregações, cria formas de abuso de poder, cria coisas que ofendem o criador soberano. O pecado nos afetou totalmente. E é por isso que uma forma de pensarmos sobre nós e sobre Deus é por meio do filme que se chama Pecadores. Essa é uma resenha a partir da Cosmovisão Cristã desse filme que chamou a atenção da Crítica Internacional e claro está repleto de spoilers. Pecadores é um filme dirigido e roteirizado por Hern Kugler, que também dirigiu e escreveu Pantera Negra, Creed e Pantera Negra Wakanda para sempre, além de estar na produção de Judas e o Messias Negro, Creed 2, e de Coração de Ferro, que até o momento da gravação desse vídeo estava em pré-lançamento. Ryan, portanto, é um artista que conta as várias facetas da cultura, vida e ideias do povo negro. Se em Pantera Negra assistimos à personificação dos ideais de Martin Luther King e de Malcon X, nos personagens de Tichala e Kilmunger, respectivamente, guardadas as devidas proporções em pecadores, nós vemos uma retratação da vida de Sunm, famoso cantor norte-americano falecido em janeiro desse ano de 2025. Uma retratação que vem por meio do uso de fantasias, lendas, músicas e elementos contextuais de sua época. O filme começa com a narração de lendas sobre pessoas capazes de estabelecer conexões espirituais e atemporais através da música. Essas pessoas eram conhecidas por vários nomes em diferentes culturas. E bem, não é verdade que algumas músicas nos afetam de forma que parecem causar uma transcendência? Não há músicas que tocam em nossas almas como se falassem diretamente a nós do filme. No entanto, o dilema vivido por Sem é que a música que ele gosta de ouvir, tocar e cantar é vista como pecado por seu pai, um pastor de uma pequena igreja local. Logo de cara, nós já vemos que um dos conflitos enfrentados por Sam é a disputa entre seus ideais e a forma como seu pai interpreta o mundo. Sam é um jovem que gosta de blues enquanto o pai entende que isso vem de Satanás. A leitura de Primeira Coríntios 10:13 no filme mostra como o pai criou o filho decorando versículos e suas pregações. Também mostra a leitura que o pai tem de músicas, entre aspas, do mundo. Com certeza qualquer cristão já ouviu frases como: "Essa música é do capeta. Esse jogo é do demônio. Ou como nos comentários do nossos vídeos sobre The Less of Us, que é que um cristão tá fazendo vendo uma série como essas? A questão é como o cristão se envolve na cultura. A visão do pai de Sem é da exclusão. Não à toa. O próprio prédio onde as pessoas se reúnem é um local afastado e separado da comunidade. É como se eles quisessem se excluir para não se deixar contaminar pelo pecado e pelos pecadores. A mensagem do pai é que se você continuar dançando com o diabo, um dia ele te seguirá até sua casa. A mensagem que o filme passa é que cristãos são um grupo anticultural, contrários a produções artísticas e avessos a expressões musicais que não sejam religiosas. que aqui a gente tem que reconhecer que alguns grupos cristãos e certas denominações de fato possuem essa visão segregacionista que vê a cultura como algo intrinsecamente demoníaco. São os José Irion da vida que saem procurando mensagem subliminar do capeta em filme, ouvindo música ao contrário, em busca de mensagem oculta, é lendo o rótulo da Coca-Cola de trás pra frente em busca de saudação ao diabo. Até o meu meu querido Monster Zero sabor prata acaba sendo alvo aí da da crítica do pessoal. Se você é mais novo, talvez perca algumas referências, mas o pessoal que cresceu evangélico na década de 90 ouviu muito sobre mensagens subliminares em filmes da Disney, mensagens demoníacas em disco de vinil da Xuxa e a conhecida polêmica da leitura da Coca-Cola. Mas nós não precisamos enxergar o mundo através de lentes tão embaçadas. Se você ajustar o seu grau, limpar os seus óculos, você vai perceber muita coisa bela a ser vista na cultura. Hanzukmaker, o famoso neocalvinista, escreveu que a cultura é o resultado da atividade criativa do homem dentro de estruturas dadas por Deus. Portanto, ela nunca pode ser algo à parte da nossa fé. Toda a nossa obra é, por fim, controlada por nossa resposta à pergunta sobre quem ou o que é o nosso Deus. E onde se encontra para nós a fonte suprema de toda a realidade de vida? No começo desse vídeo, falei que o ser humano é um artista e isso não deixa de ser verdade se você crê ou não em Deus ou em qual divindade você crê ou até mesmo se você não crê em nada. Criamos a partir do que cremos ser a verdade fundamental da existência, a razão de estarmos vivos. Na era das redes sociais, somos todos criadores de conteúdo. Só muda o quanto de seguidores temos. Há criadores cristãos, a criadores ateus, a criadores medíocres, a criadores excelentes, criadores de música, pintura, restauração de objetos e por aí vai. Criar está na nossa essência. Em relação à música especificamente, a Bíblia nos diz que Jubal, descendente de Caim, o primeiro assassino, foi, abre aspas, o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Veja só, a arpa que posteriormente seria usada por Davi para acalmar o espírito atribulado de Saul e para entoar as notas que embalariam os salmos, foi criada por descendentes de um assassino. É certo que os pecados específicos de um pai não são transmitidos para os seus filhos. Não é porque um pai é um abusador que seu filho será. Não é porque um pai é um alcólatra que seu filho será. Mas veja como uma visão segregacionista da cultura poderia ter nos privado vida, beleza e riquezas presentes nos salmos. Se os salmistas tivessem olhado para os que tocam arpa com o pensamento flor indiano de não se misturar com essa gentalha, porque eles tocam esse instrumento maldito dos filhos de Caim, como poderíamos ter então esse belo salmo? Como o Salmo 98, que diz: "Celebrem com júbulo ao Senhor todos os moradores da terra. Gritem de alegria, exultem e cantem louvores. Cantem com arpa louvores ao Senhor. Com arpa e voz de canto, com trombetas e ao som de buzinas exultem diante do Senhor que é rei. Davi e o salmista souberam o que aceitar, o que rejeitar e o que redimir à luz da revelação do Senhor na cultura, de forma que eles manifestassem uma arte que louvasse ao Senhor. Até mesmo o Ryan Kugler mostra esse elemento religioso em pecadores. A música de Sam eleva seus ouvintes a um estado de êxtase que se conecta espiritualmente com outros artistas e músicos do passado e do futuro. A simbologia é a seguinte: a música eleva os espíritos dos ouvintes, lhes dando experiências que os conectam com os outros, que foram guiados pelos outros artistas com o mesmo dom. Sam é como se fosse um sacerdote que guia as pessoas a uma conexão com a dimensão espiritual da existência. Neste culto, a palavra profética da verdade que liberta é pregada pelos irmãos Fumaça e Fuligem, ambos interpretados por Michael B. Jordan. Seus nomes de batismo, Elaia e Elija. Em português, Elias e Eliseu. Que algo mais claro do que isso? São os profetas Elias e Eliseu, que resgatam Sam, contração de Samuel, que significa chamado por Deus, nome de um dos profetas no Antigo Testamento, das mãos religiosamente escravizadoras de seu pai para que ele deixasse o seu domical fluir livremente. Esse aspecto duplo de espiritualidade, de segregação, também é visto claramente por meio do personagem de Remic, o vampiro. A principal mensagem do filme é a segregação e apropriação cultural que os negros sofreram nos Estados Unidos durante o século XX. Em determinado momento, é dito que os brancos gostam de blues, mas não de quem o faz. Hem personifica essa maldade contra os negros e sua cultura. A linguagem dele é profundamente religiosa. Ele diz que dá vida eterna por meio do sangue, que sua comunidade vive em comunhão e amor, que eles são um só. Os vampiros vivem como um grupo religioso. Existe até mesmo uma música que todos eles cantam. É bem interessante como essa mitologia que descreve as características do senso comum sobre os vampiros serve como metáfora para o mal contra os negros. Em primeiro lugar, a ideia de que os vampiros não podem entrar num propriedade privada se não forem convidados serve para mostrar duas coisas. Primeiro que as pessoas se sentiram amedrontadas pelos vampiros e se sentiram presos dentro daquele estabelecimento. O momento de apreciação da música que o centou há pouco tempo se transformou num momento de terror por causa dos vampiros. Os negros não podiam sair, senão poderiam ser transformados em vampiros. uma forma de mostrar que o racismo isolou a diversidade da cultura negra dentro de suas próprias comunidades. A segregação que os negros sofreram acabou por deixá-los presos em seus próprios costumes. Mas em segundo lugar, a insistência que os vampiros fazem para poder entrar no prédio é uma forma de mostrar como a cultura racista se apropria de elementos da cultura negra. Vampiros inicialmente são educados. Olha, também temos música. Veja, podemos pagar o que vocês vendem com o nosso dinheiro que vale mais. Eles fingem educação para que possam entrar, roubar o que quiserem e destruir tudo que odeiam. Dessa forma, Hemek e seus convertidos, ao mesmo tempo que isolam os negros, querem se apropriar de sua cultura. Ryan Kugler também faz essa mesma crítica em Pantera Negra. No discurso de abertura do filme, o Titiala, ainda criança, é reensinado sobre a origem e as riquezas de Wakanda e pergunta pro seu pai: "Nós ainda nos escondemos, papai?" "Sim", respondeu seu pai, "por quê?" E a resposta é: se o mundo descobrir o que realmente somos, o que possuímos, podemos perder nosso estilo de vida. Wakanda é mostrado como um país rico, mas que se esconde devido às guerras e exploração do mundo. Da mesma forma, Semus amigos se prendem naquele prédio que os gêmeos haviam comprado. Eles se sentem forçados a ficarem presos ali, como se tivessem liberdade de exercer a sua cultura dentro daqueles limites. O risco de sair e perder o seu estilo de vida era grande. Em terceiro lugar, a mitologia vampírica de sugar o sangue de suas vítimas serve para ilustrar como os racistas estavam ali para sugar a cultura dos negros sob a promessa de comunhão e amor. Ao mesmo tempo, há o elemento religioso aqui. Há um ritual que envolve sangue, um sacrifício, um indivíduo que morre e que ressuscita, agora incapaz de morrer por vias naturais. O indivíduo é mordido e tem seu sangue sugado forçosamente ou deliberadamente e quando é transformado, passa a compartilhar da forma de pensar de seu líder. Essa é uma forma como o filme mostra o seu entendimento de apropriação e destruição da cultura negra. A situação muda quando a personagem Lisa Chw, que representa outro grupo que também sofreu segregação, os asiáticos, em revolta porque o seu marido foi transformado e com medo de fazerem mal sua família, chama os vampiros para entrar para que possa matar todos os vampiros que ela pudesse, especialmente seu marido agora transformado. A batalha é travada brutalmente. Todos os que haviam sido transformados por Hammerick, incluindo Mary, mas o personagem com simbolismo religioso, e o próprio irmão de fumaça, o Fuligem atacam o grupo. Hem persegue sem a todo custo porque queria o seu dom profético. foge, luta e até tenta recitar o Pai Nosso como uma forma de exorcizar o vampiro. Aqui vemos algo bem interessante. O vampiro não apenas não é afetado, como repete as palavras do Pai Nosso com desden. Seria porque Sam não tinha uma fé genuína, então o Pai Nosso não funcionaria. Não temos como fazer essa implicação, até porque o próprio vampiro disse que outras pessoas já detaram isso, mas não surstia efeito. Era mentira. A gente não sabe, nenhum filme dá pistas para essa inferência. Mas é interessante ver como o filme nos mostra que o vampiro conhece a palavra de Deus da mesma forma que Satanás também o conhece. O filme nos mostra que a narrativa de Hamerrick é no sentido de que Satanás tivesse sido excluído pelo pai. Veja então que há uma identificação entre Remck e Sam. É como se Remic quisesse dissuadir Sam dizendo: "Assim como seu pai lhe rejeita, o deus pai também me rejeitou e expulsou". O que muitos cristãos que assistem ao filme podem achar repulsivo não é nada mais do que a perspectiva do diabo de toda a situação. Quando essas palavras saem na boca de um ser maligno, não precisamos tomá-las como verdade. Apesar de ofensivas à fé, elas são as perspectivas deles daquela situação. No entanto, dentro da narrativa do filme, isso ganha um significado impactante. Os músicos são segregados e considerados pecadores. Os negros são segregados e considerados nojentos. Os vampiros são segregados e considerados indignos. A segregação permeia os grupos e cada um reage à sua maneira para lutar contra os segregadores e se alcançar a desejada vida em liberdade, se possível, indo até as últimas consequências. É como se os grupos pudessem viver as palavras de Kilmunger, o vilão da Marvel. Joguem-me no mar com os meus ancestrais que pularam de navios porque eles sabiam que a morte era melhor que a prisão. Enquanto ainda estava organizando a noite de música, os gêmeos, Sam e outro músico Delta Slim passam por um grupo de negros com roupas de presidiários. Del Teslin conta como eles foram presos injustamente, sem direito a uma defesa. Depois de lutarem contra vampiros, fumaça ainda teria que lutar contra os racistas que chegariam para matar a todos. Antes, quando haviam comprado o prédio de um branco, ele pergunta: "Você não era da Cam?" Se referindo a Kuku Clan, famoso grupo racista norte-americano. O branco nega e diz: "Amigo, a Can não existe mais. Isso é coisa do passado. Como se ele dissesse: "Não existe mais racismo, se é coisa do passado, acabou já". Fumaça descobre, no entanto, por meio de Hammerck, que a venda do local foi uma armação e que a cucos clan viria pela manhã. Não haveria alternativa para eles. Era melhor se deixarem converter pelos vampiros do que morrer pelas mãos da Kakaká. Fumaça, porém, não aceita isso. Ele sabe que se a polícia chegasse ali, ele seria preso. Então, encarnou as palavras de outro personagem que o próprio Michael B. Jordan interpretou. Ele prefere a morte à prisão. Mesmo não podendo matar todos os racistas, ele tentaria matar quem pudesse. Mesmo sabendo que não viveria, ele morreria matando. E foi assim que sua vida terminou. Ele mata alguns racistas, outros fogem e ele consegue que Sam fuja dali em segurança porque ele também venceu Remake com uma estaca improvisada de violão quebrado que o Sam usava para tocar. A cena de abertura do filme é o desfecho dessa noite terrível. Sam chega na igreja em que o pai é pastor como o filho pródigo em busca de amparo. Porém, em vez de receber o amor que o pai da parábola deu ao filho, Sam recebe mais rejeição. O arrependimento que o pai impõe ao filho é solteão ou o que havia sobrado do violão. O arrependimento que o pai de Sam demanda é simplesmente a expressão cultural e não algo interno do coração. Sam rejeita o pai e decide viver pela música. Como dissemos no início, o filme emula a carreira de Samur, mostrando como ele fez sucesso. Figen e Mary, que haviam sobrevivido ao amanhecer e que encontraram alguma liberdade, porque não mais sofrem o domínio mental de Remerick, já que ele foi destruído, chegam na casa de Show, onde Samando, e lhe fazem a proposta de dar a ele imortalidade. Sam, como se lembrasse das palavras de Primeiro Coríntios 10:13, resiste à tentação e prefere encarar a vida com a morte lhe esperando. Ser imortal não viria de graça. Como toda tentação, há algo de grande prazer em evidência que esconde consequências nefastas. Até hoje nos é revelado no filme, vampiros queimam sob a luz do sol. E só isso. Se há outra consequência, não sabemos. Mas Sam deve ter calculado que isso não valeria a pena e preferido a morte. O filme tem uma mensagem bem poderosa e há muitas coisas que cristãos podem tirar como pontos positivos de aplicação pra própria vida. Aí primeiro, o cristão pode se envolver com as artes que não sejam necessariamente religiosas. Johan Sebastian Bá, por exemplo, era um cristão que fez belíssimas composições, não necessariamente religiosas. Nelas, ele assinava as partituras com SDG, que significa só lid, glória, glória somente a Deus. Nem por isso todas as suas canções tinham temáticas cristãs. Quando o cristão produz música, uma peça de teatro, um filme, um poema, um vídeo no YouTube, seja o que for, ele tá destacando o elemento da criação de Deus e expondo pro mundo uma forma de ver aquilo. Isso é uma forma de evidenciar, contemplar e apreciar a criação de Deus. Em segundo lugar, o cristão pode consumir obras de artistas num cristão sem nenhum problema. Não é porque uma música é produzida por alguém que não crê em Deus que ela será necessariamente blasfema. Mozar, por exemplo, não era um cristão, mas suas composições são belíssimas. A própria disputa com Salieri, que é tema do filme Amadeus, mostra como Mozart era um gênio. O ser humano é imagem de Deus. O pecado corrompeu o ser humano, mas não destruiu essa semelhança. Por isso, o instinto de criar é inato ao ser humano. E é por isso que não cristãos podem produzir coisas belas e úteis pro mundo sem problema nenhum. Em terceiro lugar, veja, nós não podemos ser totalmente permissíveis ainda nesse contexto. Existem composições que são blasfemas, existem criações que ofendem ao criador, existe o que chamam de arte, que na verdade é lixo. O cristão deve ter sabedoria ao lidar com os elementos que compõem a existência. Não podemos travar uma oposição total à cultura e nem viver em uma permissividade indiscriminada. A postura do cristão deve ser como a descrita por Richard Niabur. O cristão transforma a cultura. Ele analisa, retém o que é bom, descarta o que é ruim e cria o que reflete a natureza do criador. Em quarto lugar, a gente pode dizer que a segregação racial é algo que vai contra o que a Bíblia ensina. A bela verdade é que ao nos unirmos a Cristo, não há mais judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher, porque todos são um em Cristo. Cristo nos chama a renunciar nossos pecados. Não é simplesmente a rejeição de algo externo, mas o entendimento que de fato somos pecadores. Cristo também nos ensina que não nos tornamos melhores que os outros ao nos convertermos. A salvação é fruto da graça de Deus e isso exclui qualquer mérito que nos faça quer pensar em segregar a alguém. Além disso, por que não dizer, em quinto lugar, somos todos descendentes de Adão. Por isso, não há raça superior nem inferior. Não há um ser humano que seja mais ou menos desenvolvido que o outro. Não há motivo em nossa natureza para segregação. O racismo é antireacional. O racismo é uma ofensa ao criador. Racismo, xenofobia, etarismo, qualquer tipo de segregação é uma mácula ao que é o ser humano. Deus é o criador do ser humano e de todas as suas potencialidades. É muito interessante que CS Lews, em crónicas de Narnia e Token Simarilon descrevam, respectivamente Aslan, Iru e Lvatar como criadores do mundo através da música. Aslan é o leão que representa Cristo. Ele canta e Narnia surge. Porém, para aqueles que não conhecem seu poder, não passa de um rugido incômodo de um leão. Jaeru e Lvatar compõe uma música harmoniosa num ato criacional que é odiada e maculada por Melcor, representação de Satanás. Que que a gente aprende com pecadores? Que há horror no mundo, que há segregação, que há abuso, há mau uso da palavra de Deus. Por outro lado, a contrarrativa é que há beleza no mundo. Há criações que louvam a Deus sem que sejam necessariamente religiosas. a seres humanos criadores que pegam elementos da criação divina e fazem algo belo e apreciável. O Deus é o criador dos artistas e é o salvador dos pecadores. Bom, esse foi o mundo cópia de Siners Pecadores. Eu quero saber o que é que você acha. Deixa o comentário aqui embaixo. Algo na mensagem do filme lhe chamou atenção. Você quer compartilhar? Vamos fazer da aba de comentários parte do processo de construção e de aprendizado, de reflexão sobre esses filmes. Eu fico muito feliz de saber que o mundo Cópia é usado por muitos de vocês como instrumento evangelístico, é usado por professores para alunos, é usado em grupos de adolescentes. Eu fico muito feliz que a gente possa manter esse programa sempre vivo aqui no canal. A gente tem vídeo todos os dias, sempre às 10 horas da manhã. Então se inscreve no canal e acina as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo.