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A fé vem pelo ouvir

A LIÇÃO BÍBLICA DO FILME PECADORES

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Legendas automáticas:

Vocês me pediram muito para eu comentar
o filme Siners, Pecadores e eu vou
dizer: "Olha, tem muito o que falar
desse filme, tá? Sin é um filme que
evoca uma série de temáticas. Pessoas
mandaram mensagem dizendo: "Iago, mas aí
é um livro, é um filme do diabo, é um
filme do capeta, é um filme que crente
não pode ver." E deixa falar, é um filme
que me faz pensar sim sobre temáticas
religiosas. Eu vou falar disso nesse
vídeo, sim sobre questões que envolvem
raça, vou falar sobre racismo nesse
vídeo. Mas antes de tudo, é um filme que
me faz pensar muito sobre criação, sobre
arte, sobre produção. É um filme que me
faz lembrar que todo ser humano é um
artista. A Bíblia começa a sua grande
narrativa dizendo que Deus criou os céus
e a terra. Não somente isso, mas que ele
criou o homem e a mulher a sua imagem e
semelhança. Criar, portanto, está na
nossa essência. Para lembrar da obra de
William Edgar, nós fomos criados para
criar. Porém, a Bíblia também relata que
o pecado de Adão e Eva corrompeu o ser
humano e toda a criação. Agora, ao invés
de criar para a glória de Deus, o ser
humano cria para sua própria glória.
Cria segregações, cria formas de abuso
de poder, cria coisas que ofendem o
criador soberano. O pecado nos afetou
totalmente. E é por isso que uma forma
de pensarmos sobre nós e sobre Deus é
por meio do filme que se chama
Pecadores. Essa é uma resenha a partir
da Cosmovisão Cristã desse filme que
chamou a atenção da Crítica
Internacional e claro está repleto de
spoilers.
Pecadores é um filme dirigido e
roteirizado por Hern Kugler, que também
dirigiu e escreveu Pantera Negra, Creed
e Pantera Negra Wakanda para sempre,
além de estar na produção de Judas e o
Messias Negro, Creed 2, e de Coração de
Ferro, que até o momento da gravação
desse vídeo estava em pré-lançamento.
Ryan, portanto, é um artista que conta
as várias facetas da cultura, vida e
ideias do povo negro. Se em Pantera
Negra assistimos à personificação dos
ideais de Martin Luther King e de Malcon
X, nos personagens de Tichala e
Kilmunger, respectivamente, guardadas as
devidas proporções em pecadores, nós
vemos uma retratação da vida de Sunm,
famoso cantor norte-americano falecido
em janeiro desse ano de 2025. Uma
retratação que vem por meio do uso de
fantasias, lendas, músicas e elementos
contextuais de sua época. O filme começa
com a narração de lendas sobre pessoas
capazes de estabelecer conexões
espirituais e atemporais através da
música. Essas pessoas eram conhecidas
por vários nomes em diferentes culturas.
E bem, não é verdade que algumas músicas
nos afetam de forma que parecem causar
uma transcendência? Não há músicas que
tocam em nossas almas como se falassem
diretamente a nós do filme. No entanto,
o dilema vivido por Sem é que a música
que ele gosta de ouvir, tocar e cantar é
vista como pecado por seu pai, um pastor
de uma pequena igreja local. Logo de
cara, nós já vemos que um dos conflitos
enfrentados por Sam é a disputa entre
seus ideais e a forma como seu pai
interpreta o mundo. Sam é um jovem que
gosta de blues enquanto o pai entende
que isso vem de Satanás. A leitura de
Primeira Coríntios 10:13 no filme mostra
como o pai criou o filho decorando
versículos e suas pregações. Também
mostra a leitura que o pai tem de
músicas, entre aspas, do mundo. Com
certeza qualquer cristão já ouviu frases
como: "Essa música é do capeta. Esse
jogo é do demônio. Ou como nos
comentários do nossos vídeos sobre The
Less of Us, que é que um cristão tá
fazendo vendo uma série como essas? A
questão é como o cristão se envolve na
cultura. A visão do pai de Sem é da
exclusão. Não à toa. O próprio prédio
onde as pessoas se reúnem é um local
afastado e separado da comunidade. É
como se eles quisessem se excluir para
não se deixar contaminar pelo pecado e
pelos pecadores. A mensagem do pai é que
se você continuar dançando com o diabo,
um dia ele te seguirá até sua casa. A
mensagem que o filme passa é que
cristãos são um grupo anticultural,
contrários a produções artísticas e
avessos a expressões musicais que não
sejam religiosas. que aqui a gente tem
que reconhecer que alguns grupos
cristãos e certas denominações de fato
possuem essa visão segregacionista que
vê a cultura como algo intrinsecamente
demoníaco. São os José Irion da vida que
saem procurando mensagem subliminar do
capeta em filme, ouvindo música ao
contrário, em busca de mensagem oculta,
é lendo o rótulo da Coca-Cola de trás
pra frente em busca de saudação ao
diabo. Até o meu meu querido Monster
Zero sabor prata acaba sendo alvo aí da
da crítica do pessoal. Se você é mais
novo, talvez perca algumas referências,
mas o pessoal que cresceu evangélico na
década de 90 ouviu muito sobre mensagens
subliminares em filmes da Disney,
mensagens demoníacas em disco de vinil
da Xuxa e a conhecida polêmica da
leitura da Coca-Cola. Mas nós não
precisamos enxergar o mundo através de
lentes tão embaçadas. Se você ajustar o
seu grau, limpar os seus óculos, você
vai perceber muita coisa bela a ser
vista na cultura. Hanzukmaker, o famoso
neocalvinista, escreveu que a cultura é
o resultado da atividade criativa do
homem dentro de estruturas dadas por
Deus. Portanto, ela nunca pode ser algo
à parte da nossa fé. Toda a nossa obra
é, por fim, controlada por nossa
resposta à pergunta sobre quem ou o que
é o nosso Deus. E onde se encontra para
nós a fonte suprema de toda a realidade
de vida? No começo desse vídeo, falei
que o ser humano é um artista e isso não
deixa de ser verdade se você crê ou não
em Deus ou em qual divindade você crê ou
até mesmo se você não crê em nada.
Criamos a partir do que cremos ser a
verdade fundamental da existência, a
razão de estarmos vivos. Na era das
redes sociais, somos todos criadores de
conteúdo. Só muda o quanto de seguidores
temos. Há criadores cristãos, a
criadores ateus, a criadores medíocres,
a criadores excelentes, criadores de
música, pintura, restauração de objetos
e por aí vai. Criar está na nossa
essência. Em relação à música
especificamente, a Bíblia nos diz que
Jubal, descendente de Caim, o primeiro
assassino, foi, abre aspas, o pai de
todos os que tocam harpa e flauta. Veja
só, a arpa que posteriormente seria
usada por Davi para acalmar o espírito
atribulado de Saul e para entoar as
notas que embalariam os salmos, foi
criada por descendentes de um assassino.
É certo que os pecados específicos de um
pai não são transmitidos para os seus
filhos. Não é porque um pai é um
abusador que seu filho será. Não é
porque um pai é um alcólatra que seu
filho será. Mas veja como uma visão
segregacionista da cultura poderia ter
nos privado vida, beleza e riquezas
presentes nos salmos. Se os salmistas
tivessem olhado para os que tocam arpa
com o pensamento flor indiano de não se
misturar com essa gentalha, porque eles
tocam esse instrumento maldito dos
filhos de Caim, como poderíamos ter
então esse belo salmo? Como o Salmo 98,
que diz: "Celebrem com júbulo ao Senhor
todos os moradores da terra. Gritem de
alegria, exultem e cantem louvores.
Cantem com arpa louvores ao Senhor. Com
arpa e voz de canto, com trombetas e ao
som de buzinas exultem diante do Senhor
que é rei. Davi e o salmista souberam o
que aceitar, o que rejeitar e o que
redimir à luz da revelação do Senhor na
cultura, de forma que eles manifestassem
uma arte que louvasse ao Senhor. Até
mesmo o Ryan Kugler mostra esse elemento
religioso em pecadores. A música de Sam
eleva seus ouvintes a um estado de
êxtase que se conecta espiritualmente
com outros artistas e músicos do passado
e do futuro. A simbologia é a seguinte:
a música eleva os espíritos dos
ouvintes, lhes dando experiências que os
conectam com os outros, que foram
guiados pelos outros artistas com o
mesmo dom. Sam é como se fosse um
sacerdote que guia as pessoas a uma
conexão com a dimensão espiritual da
existência. Neste culto, a palavra
profética da verdade que liberta é
pregada pelos irmãos Fumaça e Fuligem,
ambos interpretados por Michael B.
Jordan. Seus nomes de batismo, Elaia e
Elija. Em português, Elias e Eliseu. Que
algo mais claro do que isso? São os
profetas Elias e Eliseu, que resgatam
Sam, contração de Samuel, que significa
chamado por Deus, nome de um dos
profetas no Antigo Testamento, das mãos
religiosamente escravizadoras de seu pai
para que ele deixasse o seu domical
fluir livremente. Esse aspecto duplo de
espiritualidade, de segregação, também é
visto claramente por meio do personagem
de Remic, o vampiro. A principal
mensagem do filme é a segregação e
apropriação cultural que os negros
sofreram nos Estados Unidos durante o
século XX. Em determinado momento, é
dito que os brancos gostam de blues, mas
não de quem o faz. Hem personifica essa
maldade contra os negros e sua cultura.
A linguagem dele é profundamente
religiosa. Ele diz que dá vida eterna
por meio do sangue, que sua comunidade
vive em comunhão e amor, que eles são um
só. Os vampiros vivem como um grupo
religioso. Existe até mesmo uma música
que todos eles cantam. É bem
interessante como essa mitologia que
descreve as características do senso
comum sobre os vampiros serve como
metáfora para o mal contra os negros. Em
primeiro lugar, a ideia de que os
vampiros não podem entrar num
propriedade privada se não forem
convidados serve para mostrar duas
coisas. Primeiro que as pessoas se
sentiram amedrontadas pelos vampiros e
se sentiram presos dentro daquele
estabelecimento. O momento de apreciação
da música que o centou há pouco tempo se
transformou num momento de terror por
causa dos vampiros. Os negros não podiam
sair, senão poderiam ser transformados
em vampiros. uma forma de mostrar que o
racismo isolou a diversidade da cultura
negra dentro de suas próprias
comunidades. A segregação que os negros
sofreram acabou por deixá-los presos em
seus próprios costumes. Mas em segundo
lugar, a insistência que os vampiros
fazem para poder entrar no prédio é uma
forma de mostrar como a cultura racista
se apropria de elementos da cultura
negra. Vampiros inicialmente são
educados. Olha, também temos música.
Veja, podemos pagar o que vocês vendem
com o nosso dinheiro que vale mais. Eles
fingem educação para que possam entrar,
roubar o que quiserem e destruir tudo
que odeiam. Dessa forma, Hemek e seus
convertidos, ao mesmo tempo que isolam
os negros, querem se apropriar de sua
cultura. Ryan Kugler também faz essa
mesma crítica em Pantera Negra. No
discurso de abertura do filme, o
Titiala, ainda criança, é reensinado
sobre a origem e as riquezas de Wakanda
e pergunta pro seu pai: "Nós ainda nos
escondemos, papai?" "Sim", respondeu seu
pai, "por quê?" E a resposta é: se o
mundo descobrir o que realmente somos, o
que possuímos, podemos perder nosso
estilo de vida. Wakanda é mostrado como
um país rico, mas que se esconde devido
às guerras e exploração do mundo. Da
mesma forma, Semus amigos se prendem
naquele prédio que os gêmeos haviam
comprado. Eles se sentem forçados a
ficarem presos ali, como se tivessem
liberdade de exercer a sua cultura
dentro daqueles limites. O risco de sair
e perder o seu estilo de vida era
grande. Em terceiro lugar, a mitologia
vampírica de sugar o sangue de suas
vítimas serve para ilustrar como os
racistas estavam ali para sugar a
cultura dos negros sob a promessa de
comunhão e amor. Ao mesmo tempo, há o
elemento religioso aqui. Há um ritual
que envolve sangue, um sacrifício, um
indivíduo que morre e que ressuscita,
agora incapaz de morrer por vias
naturais. O indivíduo é mordido e tem
seu sangue sugado forçosamente ou
deliberadamente e quando é transformado,
passa a compartilhar da forma de pensar
de seu líder. Essa é uma forma como o
filme mostra o seu entendimento de
apropriação e destruição da cultura
negra. A situação muda quando a
personagem Lisa Chw, que representa
outro grupo que também sofreu
segregação, os asiáticos, em revolta
porque o seu marido foi transformado e
com medo de fazerem mal sua família,
chama os vampiros para entrar para que
possa matar todos os vampiros que ela
pudesse, especialmente seu marido agora
transformado. A batalha é travada
brutalmente. Todos os que haviam sido
transformados por Hammerick, incluindo
Mary, mas o personagem com simbolismo
religioso, e o próprio irmão de fumaça,
o Fuligem atacam o grupo. Hem persegue
sem a todo custo porque queria o seu dom
profético. foge, luta e até tenta
recitar o Pai Nosso como uma forma de
exorcizar o vampiro. Aqui vemos algo bem
interessante. O vampiro não apenas não é
afetado, como repete as palavras do Pai
Nosso com desden. Seria porque Sam não
tinha uma fé genuína, então o Pai Nosso
não funcionaria. Não temos como fazer
essa implicação, até porque o próprio
vampiro disse que outras pessoas já
detaram isso, mas não surstia efeito.
Era mentira. A gente não sabe, nenhum
filme dá pistas para essa inferência.
Mas é interessante ver como o filme nos
mostra que o vampiro conhece a palavra
de Deus da mesma forma que Satanás
também o conhece. O filme nos mostra que
a narrativa de Hamerrick é no sentido de
que Satanás tivesse sido excluído pelo
pai. Veja então que há uma identificação
entre Remck e Sam. É como se Remic
quisesse dissuadir Sam dizendo: "Assim
como seu pai lhe rejeita, o deus pai
também me rejeitou e expulsou". O que
muitos cristãos que assistem ao filme
podem achar repulsivo não é nada mais do
que a perspectiva do diabo de toda a
situação. Quando essas palavras saem na
boca de um ser maligno, não precisamos
tomá-las como verdade. Apesar de
ofensivas à fé, elas são as perspectivas
deles daquela situação. No entanto,
dentro da narrativa do filme, isso ganha
um significado impactante. Os músicos
são segregados e considerados pecadores.
Os negros são segregados e considerados
nojentos. Os vampiros são segregados e
considerados indignos. A segregação
permeia os grupos e cada um reage à sua
maneira para lutar contra os
segregadores e se alcançar a desejada
vida em liberdade, se possível, indo até
as últimas consequências. É como se os
grupos pudessem viver as palavras de
Kilmunger, o vilão da Marvel. Joguem-me
no mar com os meus ancestrais que
pularam de navios porque eles sabiam que
a morte era melhor que a prisão.
Enquanto ainda estava organizando a
noite de música, os gêmeos, Sam e outro
músico Delta Slim passam por um grupo de
negros com roupas de presidiários. Del
Teslin conta como eles foram presos
injustamente, sem direito a uma defesa.
Depois de lutarem contra vampiros,
fumaça ainda teria que lutar contra os
racistas que chegariam para matar a
todos. Antes, quando haviam comprado o
prédio de um branco, ele pergunta: "Você
não era da Cam?" Se referindo a Kuku
Clan, famoso grupo racista
norte-americano. O branco nega e diz:
"Amigo, a Can não existe mais. Isso é
coisa do passado. Como se ele dissesse:
"Não existe mais racismo, se é coisa do
passado, acabou já". Fumaça descobre, no
entanto, por meio de Hammerck, que a
venda do local foi uma armação e que a
cucos clan viria pela manhã. Não haveria
alternativa para eles. Era melhor se
deixarem converter pelos vampiros do que
morrer pelas mãos da Kakaká. Fumaça,
porém, não aceita isso. Ele sabe que se
a polícia chegasse ali, ele seria preso.
Então, encarnou as palavras de outro
personagem que o próprio Michael B.
Jordan interpretou. Ele prefere a morte
à prisão. Mesmo não podendo matar todos
os racistas, ele tentaria matar quem
pudesse. Mesmo sabendo que não viveria,
ele morreria matando. E foi assim que
sua vida terminou. Ele mata alguns
racistas, outros fogem e ele consegue
que Sam fuja dali em segurança porque
ele também venceu Remake com uma estaca
improvisada de violão quebrado que o Sam
usava para tocar. A cena de abertura do
filme é o desfecho dessa noite terrível.
Sam chega na igreja em que o pai é
pastor como o filho pródigo em busca de
amparo. Porém, em vez de receber o amor
que o pai da parábola deu ao filho, Sam
recebe mais rejeição. O arrependimento
que o pai impõe ao filho é solteão ou o
que havia sobrado do violão. O
arrependimento que o pai de Sam demanda
é simplesmente a expressão cultural e
não algo interno do coração. Sam rejeita
o pai e decide viver pela música. Como
dissemos no início, o filme emula a
carreira de Samur, mostrando como ele
fez sucesso. Figen e Mary, que haviam
sobrevivido ao amanhecer e que
encontraram alguma liberdade, porque não
mais sofrem o domínio mental de
Remerick, já que ele foi destruído,
chegam na casa de Show, onde
Samando, e lhe fazem a proposta de dar a
ele imortalidade. Sam, como se lembrasse
das palavras de Primeiro Coríntios
10:13, resiste à tentação e prefere
encarar a vida com a morte lhe
esperando. Ser imortal não viria de
graça. Como toda tentação, há algo de
grande prazer em evidência que esconde
consequências nefastas. Até hoje nos é
revelado no filme, vampiros queimam sob
a luz do sol. E só isso. Se há outra
consequência, não sabemos. Mas Sam deve
ter calculado que isso não valeria a
pena e preferido a morte. O filme tem
uma mensagem bem poderosa e há muitas
coisas que cristãos podem tirar como
pontos positivos de aplicação pra
própria vida. Aí primeiro, o cristão
pode se envolver com as artes que não
sejam necessariamente religiosas. Johan
Sebastian Bá, por exemplo, era um
cristão que fez belíssimas composições,
não necessariamente religiosas. Nelas,
ele assinava as partituras com SDG, que
significa só lid, glória, glória somente
a Deus. Nem por isso todas as suas
canções tinham temáticas cristãs. Quando
o cristão produz música, uma peça de
teatro, um filme, um poema, um vídeo no
YouTube, seja o que for, ele tá
destacando o elemento da criação de Deus
e expondo pro mundo uma forma de ver
aquilo. Isso é uma forma de evidenciar,
contemplar e apreciar a criação de Deus.
Em segundo lugar, o cristão pode
consumir obras de artistas num cristão
sem nenhum problema. Não é porque uma
música é produzida por alguém que não
crê em Deus que ela será necessariamente
blasfema. Mozar, por exemplo, não era um
cristão, mas suas composições são
belíssimas. A própria disputa com
Salieri, que é tema do filme Amadeus,
mostra como Mozart era um gênio. O ser
humano é imagem de Deus. O pecado
corrompeu o ser humano, mas não destruiu
essa semelhança. Por isso, o instinto de
criar é inato ao ser humano. E é por
isso que não cristãos podem produzir
coisas belas e úteis pro mundo sem
problema nenhum. Em terceiro lugar,
veja, nós não podemos ser totalmente
permissíveis ainda nesse contexto.
Existem composições que são blasfemas,
existem criações que ofendem ao criador,
existe o que chamam de arte, que na
verdade é lixo. O cristão deve ter
sabedoria ao lidar com os elementos que
compõem a existência. Não podemos travar
uma oposição total à cultura e nem viver
em uma permissividade indiscriminada. A
postura do cristão deve ser como a
descrita por Richard Niabur. O cristão
transforma a cultura. Ele analisa, retém
o que é bom, descarta o que é ruim e
cria o que reflete a natureza do
criador. Em quarto lugar, a gente pode
dizer que a segregação racial é algo que
vai contra o que a Bíblia ensina. A bela
verdade é que ao nos unirmos a Cristo,
não há mais judeu, nem grego, nem
escravo, nem liberto, nem homem, nem
mulher, porque todos são um em Cristo.
Cristo nos chama a renunciar nossos
pecados. Não é simplesmente a rejeição
de algo externo, mas o entendimento que
de fato somos pecadores. Cristo também
nos ensina que não nos tornamos melhores
que os outros ao nos convertermos. A
salvação é fruto da graça de Deus e isso
exclui qualquer mérito que nos faça quer
pensar em segregar a alguém. Além disso,
por que não dizer, em quinto lugar,
somos todos descendentes de Adão. Por
isso, não há raça superior nem inferior.
Não há um ser humano que seja mais ou
menos desenvolvido que o outro. Não há
motivo em nossa natureza para
segregação. O racismo é antireacional. O
racismo é uma ofensa ao criador.
Racismo, xenofobia, etarismo, qualquer
tipo de segregação é uma mácula ao que é
o ser humano. Deus é o criador do ser
humano e de todas as suas
potencialidades. É muito interessante
que CS Lews, em crónicas de Narnia e
Token Simarilon descrevam,
respectivamente Aslan, Iru e Lvatar como
criadores do mundo através da música.
Aslan é o leão que representa Cristo.
Ele canta e Narnia surge. Porém, para
aqueles que não conhecem seu poder, não
passa de um rugido incômodo de um leão.
Jaeru e Lvatar compõe uma música
harmoniosa num ato criacional que é
odiada e maculada por Melcor,
representação de Satanás. Que que a
gente aprende com pecadores? Que há
horror no mundo, que há segregação, que
há abuso, há mau uso da palavra de Deus.
Por outro lado, a contrarrativa é que há
beleza no mundo. Há criações que louvam
a Deus sem que sejam necessariamente
religiosas. a seres humanos criadores
que pegam elementos da criação divina e
fazem algo belo e apreciável. O Deus é o
criador dos artistas e é o salvador dos
pecadores. Bom, esse foi o mundo cópia
de Siners Pecadores. Eu quero saber o
que é que você acha. Deixa o comentário
aqui embaixo. Algo na mensagem do filme
lhe chamou atenção. Você quer
compartilhar? Vamos fazer da aba de
comentários parte do processo de
construção e de aprendizado, de reflexão
sobre esses filmes. Eu fico muito feliz
de saber que o mundo Cópia é usado por
muitos de vocês como instrumento
evangelístico, é usado por professores
para alunos, é usado em grupos de
adolescentes. Eu fico muito feliz que a
gente possa manter esse programa sempre
vivo aqui no canal. A gente tem vídeo
todos os dias, sempre às 10 horas da
manhã. Então se inscreve no canal e
acina as notificações para ficar sabendo
sempre que houver vídeo novo.

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