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AME AQUELES QUE TE ENLOUQUECEM – HÉLDER CARDIN | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA

AME AQUELES QUE TE ENLOUQUECEM – HÉLDER CARDIN | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA

AME AQUELES QUE TE ENLOUQUECEM – HÉLDER CARDIN | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA

Está no ar mais um Podcast Edições Vida Nova! Neste episódio, conversamos com Hélder Cardin sobre o livro "Ame aqueles que te enlouquecem", do autor Jamie Dunlop, e tratamos das seguintes questões:

– Na igreja, como é possível amar aqueles aos quais não gostamos?
– Como o amor e sacrifício de Jesus pode ser exemplo para nós de amor ao próximo?
– Como promover a unidade na igreja?
– Como o perdão se manifesta nesses contextos difíceis?

Essas e muitas outras questões são respondidas nesse podcast!

Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/ame-aqueles-que-te-enlouquecem

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Legendas automáticas:

[Música]
E aí, eu sou o Saor Lucena, apresentador
do podcast da editora Vida Nova e seja
bem-vindo a mais um episódio do nosso
podcast. Aqui a gente procura conversar
com autores, pastores e teólogos em
geral sobre os livros lançados pela
editora Vida Nova e as questões
importantes que eles abordam. E no vídeo
de hoje, no podcast de hoje, nós vamos
conversar aqui sobre o livro Ame aqueles
que em te enlouquecem. Oito verdades
para promover a unidade na sua igreja do
Jamie Dunlop. Se você quer entender como
amar aquele irmãozinho difícil da sua
igreja, aquela irmãzinha complicada, se
você quer entender por que Deus colocou
pessoas difíceis na nossa igreja, como é
que nós podemos realmente a amá-las, ter
termos amizades com essas pessoas,
perdoarmos essas pessoas quando elas nos
ofenderem. Se você quer entender mais a
respeito dessas questões e de muitas
outras sobre esse assunto, então adquira
o livro, Ame aqueles que te enlouquecem
e também ouça agora a nossa conversa
sobre esse assunto tão importante para a
igreja, para a glória de Deus. Quem vai
conversar com a gente é o Élder Cardim,
que já esteve aqui com a gente em outras
oportunidades e agora volta para nos
ajudar nesse assunto também. Élder, seja
muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova.
É uma alegria ter você aqui com a gente
novamente, meu irmão. Saur, privilégio
meu, alegria desenvolver um pouquinho
mais desse livro que a gente vai
conversar aí ao longo desse bate-papo.
Maravilha, eu sei que você já esteve
aqui com a gente em outros episódios do
podcast, sempre bom conversar com você,
mas muitas pessoas podem estar chegando
agora pela primeira vez. Então, eu
queria te pedir que você se apresentasse
um pouquinho pro pessoal, falasse um
pouco do seu ministério, onde você tem
servido. Conta aí pra gente como é que
você tem servido ao Senhor aqui. Joia,
eh, atualmente eu sou pastor na Primeira
Igreja Batista em Araras há 4 anos. Eh,
sou também chanceler das escolas
teológicas da Palavra da Vida no Brasil.
Temos três escolas: Sudeste, Nordeste e
Norte. E também atualmente eu exerço a
presidência da Coalizão pelo Evangelho
Brasil.
25 anos de ministério pastoral, 24 anos
de educação
teológica. Então, e o privilégio de
poder contribuir com edições Vida Nova,
outras editoras também t sido uma
alegria para mim. Muito bom, meu irmão.
Que Deus continue te abençoando e usando
aí em todas essas áreas. Sei que deve
ser bem corrido aí bastante coisa, mas
que o senhor continue te conduzindo. E
falando em apresentações, eu acho que
uma boa apresentação pra gente fazer
também é a respeito do autor, né, do Jam
Dun Lope. Inclusive você falou que o
conhece, né? Eh, fala pra gente um pouco
a respeito dele, quem é o Jamie e por
que ele é alguém capacitado para
escrever esse livro que nós temos em
mãos. Joia. Eh, na verdade, meu
conhecimento pessoal dele vem, inclusive
de um tempo que eu passei lá na Capital
Hill, lá nos Estados Unidos, né? Fiz um
programa de de 14 dias ali de imersão no
contexto da igreja, onde eu tive que
naquela ocasião ler o livro dele, o
Comunidade Cativ e depois esse, né?
aqueles que te enlouquecem, fruto muito
do ministério dele de pastoreio ali da
igreja da Capol Rio como um um pastor
adjunto ali junto ao Mark dever, né? Eh,
uma das atuações do Dunlop, naquela
ocasião a gente teve contato com isso,
foi sobre toda o projeto educacional da
igreja, bem como a administração que ele
faz da igreja. É até interessante esse
lado dele. Ele é um dos responsáveis por
toda a parte administrativa financeira
da igreja, né, como supervisor. Eh, até
esse livro, Comunidade Cativante, muito
legal de como a igreja ela reflete a
glória de Deus, que é um dos
pressupostos dele nesse livro. Então, é
um homem muito apaixonado por pessoas,
muito apaixonado pela igreja e,
principalmente, Saor, pela unidade
orgânica da comunidade, né? deu até eh
uma ou duas palestras pra gente, né,
naquele grupo que nós estávamos ali eh
na igreja eh sobre essa convivência,
essa comunhão, essa relação interpessoal
de gente diferente numa mesma
comunidade. Um cara muito legal, viu?
Foi muito bom tempo ali com ele e com
outros pastores da Keper Rio. Muito bom,
meu irmão. Então, eh, foi aí no weekend,
é assim que chama esse encontro? Foi
isso aí que você passou ou foi no caso?
Eh, éramos um grupo de brasileiros e nós
tínhamos tipo um weekender grandão,
estendido, né? O weekender era só um
final de semana. Nós tivemos 10, 12 dias
de tempo ali, né? Eh, foi um tempo mais
estendido que o Ministério Nove Marcas
proporcionou para um grupo de
brasileiros. Se eu não me engano foi
2017 que eu estive lá 8 anos atrás.
Muito legal. E olha só, né, rapaz? 2017
já tá 8 anos para trás, né? Que coisa o
tempo tá passando muito rápido.
Mas vamos então falar aqui desse livro,
esse livrinho curtinho, mas com coisas
muito valiosas, lições valiosas pra
gente. Inclusive o livro diz aqui, né,
que vai trazer oito verdades para
promover a unidade. Até a vida nova fez
o trabalho aqui de sublinhar a palavra
unidade, que você também destacou em sua
frase, para falar da unidade na sua
igreja. E é interessante que é um livro
para falar sobre pessoas difíceis que
quer buscar a unidade, né? E você vem
aí, derá muitos anos já pastoreando. Eu
tô aqui no começo do meu ministério
pastoral, também já tenho lidado tanto
com pessoas um pouco mais fáceis, outras
um pouco mais difíceis, mas a gente
realmente precisa saber lidar com todas
elas para buscar a unidade da igreja,
né? Então, ah, o aqui no livro o Dun
López vai abordar a diversas perguntas
para falar sobre como a gente lida com
isso. E uma das perguntas que ele busca
responder é por Deus colocou pessoas
difíceis em minha igreja, né? E eu acho
que essa é uma pergunta que muitas vezes
os pastores realmente se fazem, né? Ah,
ou seja, tá ali em meio ao pastoreio,
Senhor, a gente pede, Senhor, pro Senhor
mandar alguém ali para capacitado, mas
às vezes vem um irmãozinho que é
difícil, a gente tem que lidar também.
Então, por que, Hélder, por que Deus
colocou pessoas difíceis na nossa
igreja? Joia, ô, ô, Saor, eu, deixa eu
confessar algumas coisas aqui, né?
Enquanto eu lia eh o livro,
especialmente esse capítulo, eh eu
fiquei pensando, quem de nós não é
difícil em alguma área, em alguma coisa
que nós nos agarramos tanto como
convicção, como jeitão, como mania? E
todos nós carregamos manias e jeitão,
né? Isso é natural. Eh, o problema é
quando esse jeitão, essas manias, essas
convicções extremamente fortes tornam-se
muito mais importantes do que a unidade
da igreja, né? E como você falou, né? E
é muito bem grifado, é até legal aqui,
né? O termo unidade, né? Circulado assim
meio como se a gente rabiscasse alguma
coisa de muita ênfase num livro, né? Eu
fico pensando, cara, quem de nós não é
difícil em alguma área, difícil em algum
trato, algum jeitão ou mania que nós
carregamos? Mas uma coisa muito legal
que o o Dom ele trabalha nesse capítulo,
né, porque Deus coloca pessoas difíceis
na nossa igreja, é que ele diz que essa
diversidade de pessoas numa mesma
comunidade tem por propósito demonstrar
a glória de Deus que é a única capaz de
promover unidade. Ou seja, quando uma
igreja é unida, apesar da diversidade
dos seus membros, a glória de Deus é
manifesta. E essa diversidade ela
reflete, manifesta, engrandece a beleza
do evangelho, né? Tem até uma uma
citação do do Dun Lop na página 48. Ele
diz assim: "Um grupo diversificado,
unido por Jesus exibe mais intensamente
sua glória do que um grupo homogêneo."
Por que, Saur? Porque só a graça de Deus
é capaz de unir gente tão diferente, tão
complexa, eventualmente até antagônica
nas suas preferências num corpo só
chamado igreja, né? Então, Deus coloca
ou permite pessoas difíceis e o tema e o
livro até é engraçado, né? Ele é
chamativo. Eh, ame aqueles que te
enlouquecem. E eu fiquei pensando,
Senhor, será que eu já enlouqueci
alguém, né, minha adolescência, minha
juventude, meus primeiros anos de
seminarista lá em
1996, meu pastor, a paciência que ele
teve comigo? Será que eu não testei a
paciência dele quando eu estava
aprendendo algumas coisas? E aí eu vejo,
né, e como o o Dun Lop trabalha, né, o
evangelho ele manifesta a glória de Deus
em meio à diversidade, né? Muito bom,
rapaz. Esse negócio de enlouquecer
pessoas, até eu lembro que quando eu
falei pra minha esposa do título desse
livro, a primeira vez, ela perguntou: "É
sobre o quê? É sobre criação de filhos?"
É porque essa é uma coisa que assim, né,
se a gente já enlouqueceu, olha, nos
primeiros anos de vida, em algum
momento, provavelmente, depois também
tem os momentos, né, também poderia ser
um livro sobre casamento facilmente com
esse título
aqui. Onde existe gente diferente, há
naturalmente uma complexidade
indigesta, tá? A complexidade ela não é
ruim, mas ela é potencialmente
indigesta. Cara, a gente não gosta de
lidar com gente tão diferente, tão
distinta, com convicções tão diferentes
das nossas, né? Até numa outra página,
na
172, o Dun Lope diz o seguinte: "A
beleza da igreja está em sua composição
imperfeita sendo transformada." E aqui
há um pano de fundo, o o Sauror, que
vale a pena mencionar, que é quando Dun
Lope escreveu esse livro. Ele escreveu
exatamente durante o COVID.
onde lá pelos anos 2020, início de 21,
aquele movimento Black Lives
Matter surge trazendo muita tensão
racial, cultural, até mesmo dentro de
ambientes teológicos e eclesiásticos.
E muita gente, Estados Unidos, aa e até
muito legal porque às vezes o livro
parece que é um testemunho do Dunlop
como ele e a igreja lidaram com
polarizações tão intensas dentro da
Ciral Rio. Imagina se tá em Washington
DC, que é a capital do país, tá? Onde
boa parte das manifestações políticas se
davam justamente ali e muitas das
pessoas da igreja estavam nessas
manifestações favoráveis e contrárias.
né? E aí chega o Dun Lope e diz: "A
beleza da igreja está em sua composição
imperfeita sendo transformada?" Cara, é
isso aí, né? Pessoas
imperfeitas compõem um corpo
naturalmente e humanamente imperfeito,
mas sendo transformada pelo evangelho
para que alcance a sua unidade gloriosa
em Cristo Jesus, né? Isso é bonito
demais, cara. Amém. Amém. É aquela
demais, é aquela frase, né, que às vezes
a gente fala, né, alguém chega pra
gente: "Ah, eu não quero ir pra igreja
porque lá tem muito hipócrita". E aí a
gente fala, né? Mas meu irmão, tem
espaço para mais um, né? Tem espaço para
para mais um e perfeito. Tem mais um ali
que também enlouquece, que pode ser
você, né? E eu acho que esse destaque
que você faz logo de início é muito bom
pra gente chamar a autorreflexão, porque
alguém pode ler esse título e começar
simplesmente a pensar, né, nos
irmãozinhos lá que são mais difíceis. Ô,
cada isso a gente pode tem uns, cada um
de nós tem uma listinha. Ex.
Exatamente. Exatamente. Alguns inclusive
com o nome circulado em vermelho desse
jeito assim.
Mas o a verdade é que nós também somos
difíceis, como você destacou, e isso
precisa ser chamado atenção logo de
início, até para que a gente olhe com
graça para buscar a unidade com esses
irmãos. São divergentes, né, diferentes,
porque muitas vezes a a dificuldade está
em nós até, né, em nós mesmos e como nós
lidamos com isso. Então, acho que isso é
muito importante para o início aqui da
nossa conversa. Agora, dando
continuidade a isso, né, ele vai falar
como, né, como nós podemos amar uma
pessoa assim, porque uma coisa é tentar
entender o por Deus fez isso, né,
colocou pessoas difíceis, mas a outra é,
tá, agora que eu entendi, como eu
consigo fazer isso? Como é que é
possível amar uma pessoa difícil assim?
Ô Saur, é, eu acho que a a o resuminho
desse capítulo, né, o capítulo dois, no
qual o Dom Lope lida isso, expressa
muito bem uma tendência natural que nós
temos. Tentamos amar pessoas por nós
mesmos e para nós mesmos. Tanto é que
todos nós pensamos em quais são atitudes
pessoais que eu posso ter para
demonstrar amor por alguém.
E e o ponto de partida do Dun Lop não é
esse. Não é o que eu posso fazer para
amar pessoas difíceis ou como diz o
título, né? Pessoas que me enlouquecem,
me tiram do sério, confrontam minhas
ideias ou agem de forma diferente. A
base do nosso amor por essas pessoas
está no que Deus fez por nós em Cristo,
que o Dun Lop chama dessa misericórdia
de Deus. Quando ele fala que o amor
nasce da misericórdia de Deus, é um amor
impossível e improvável horizontalmente
que só é possível por causa da
verticalidade dessa misericórdia de Deus
em Cristo Jesus. Na página 54, ele tem
uma citação muito legal, né? Uma frase:
"O amor impossível flui da misericórdia
impossível ou improvável, né? Deus ama
pecadores quando esses ainda eram
pecadores, os redime em Cristo. E agora
esses pecadores devem amar seus irmãos
em Cristo, que já são redimidos, porém
não glorificados. A gente não pode
esquecer isso, né? Já fomos redimidos,
porém não glorificados. Ou seja, o nosso
ponto de partida é a misericórdia de
Deus, a mesma que Deus exerceu para
conosco em Jesus. Isso me lembra muito
de Primeira João 4, né? Nós amamos
porque ele nos amou primeiro. Ou
seja, sermos amados por Deus é a base do
podermos amar outras pessoas. Não é
porque a gente se gosta, não é porque a
gente simplesmente pensa as mesmas
coisas ou gosta das mesmas coisas, mas
porque fomos alvos de um mesmo amor. E
isso aí que você fala me chama atenção
também para a o que João também vai
falar sobre não é possível a gente amar
a Deus a quem não vemos se nós não
amamos ao próximo ali, aos nossos irmãos
ali, a quem nós vemos, né? E eu acho que
isso é uma mensagem importante de chamar
a reflexão, como você fez, de o amor do
Senhor, ele deve nos fazer amar o
próximo. E essa primeira autorreflexão
do início da nossa conversa, ela é
importante porque se você esquece que
você foi alvo de misericórdia, você
tende a ter mais dificuldade em oferecer
misericórdia a outros.
Ah, uma frase, Élder, que me marcou, eu
não lembro quem foi que me chamou
atenção para isso, mas desde então eu
sempre uso com a igreja. Eh, sobre como
hoje em dia, numa época de tanto
movimento desigrejado, onde as pessoas
não querem ir para igrejas porque vão
encontrar outras pessoas difíceis como
elas, a gente vê gente dizendo: "Ah, eu
amo Jesus". E eu lembro que alguém me
chamou atenção para dizer: "Você não
pode amar Jesus se você não ama aqueles
pelos quais ele morreu." Perfeito. Se
você diz que ama Jesus, mas não ama
aqueles que ele amou ao ponto de
entregar a própria vida por eles, esse
seu amor está incompleto. E isso me
chama muito atenção, porque eu tenho
filhos pequenos, eu tenho minha esposa e
se alguém dissesse que me amava, mas
visse minha esposa, meus filhos passando
dificuldade e não ajudasse essas
pessoas, mas dissessem que se importava
comigo, para mim essa pessoa estaria
sendo hipócrita, né? Então eu acho que
isso deve chamar a nossa atenção do amar
a Deus, amar ao próximo. Sim. E até
interessante ou dois pontos aqui que eu
queria interagir contigo. Eh, o primeiro
é que esse é o exato capítulo seguinte,
né?
Eh, quando ele fala, e se eu não quiser
amar essas pessoas, o Dunop, ele vai
dizer e a desunião da igre da da na
igreja mente a respeito de Jesus. Ou
seja, a desunião é uma contradição do
evangelho. Por quê? Porque o
evangelho é a manifestação do amor de
Deus por pecadores, os quais não foram
redimidos porque eram bondosos, capazes
de retornar algo positivo para Deus ou
completamente favoráveis ao Senhor. Não.
Deus fez por nós aquilo que nenhum de
nós faria por si mesmo ou pelos outros.
E agora eu sou desafiado a agir para com
os outros dos do mesmo jeito que Deus
agiu para comigo. E o segundo ponto que
eu queria interagir com a tua a tua fala
é é Tito capítulo 2, quando Paulo diz
que Jesus a si mesmo se deu a fim de
remir-nos de toda impureza e purificar
para si mesmo um
povo, tá? Um povo zeloso na prática das
boas obras, um povo exclusivamente seu,
mas zeloso na prática das boas obras. Já
percebeu, Sor, que ao longo de toda a
Bíblia, embora Deus tenha chamado um
indivíduo, Abraão, ele decidiu fazer
deste Abraão um povo. Deus sempre
trabalhou comunitariamente,
coletivamente,
corporativamente. Os indivíduos a quem
ele chama e capacita ou representavam ou
fariam parte de um povo. Então, igual
você falou, não pode dizer que ama Jesus
se não ama o corpo de Jesus, a família
de Deus, né? Ou como Paulo diz, nós que
somos cordeiros com Cristos, seus
coirmãos, né? Concordo contigo. E você
acha, Éer, que essa dificuldade de
entender como é possível amar pessoas
difíceis também tem a ver com a nossa
própria falha na sociedade atual de
entender o que é amor, porque a gente
vive numa sociedade onde amar
simplesmente é a expressão de
sentimentalismo, né, de arrepios e
coisas do tipo. Mas o que é amor paraa
escritura, Élder? E e que tipo de amor é
esse que nós somos chamados a oferecer
aqui? Joia. Saindo um pouquinho do livro
do Dun Lop, eh, o Zigbund Bman, aquele
sociólogo polonês já falecido, ele
escreveu aquele livro Amor líquido, em
que ele fala muito sobre a volubilidade,
volatilidade dos dos do relacionamentos
entre pessoas,
sobretudo em relação ao amor, né? Eh, o
o BMA vai dizer que temos amor muito
mais por interesses do que por alianças.
Ele não usa o conceito de aliança, mas
trazendo pro contexto bíblico, né?
Amamos muito mais porque temos
afinidades do que porque temos um
compromisso entre nós. Amamos muito mais
porque curtimos as mesmas coisas do que
porque fomos feitos pertencentes a uma
mesma comunidade. E aí eu digo o
seguinte, a mesma facilidade, e veja
como as redes sociais contribuem para
isso. A mesma facilidade com que por um
clique eu me torno seguidor de alguém,
não é mais nem amigo, né? é seguidor.
Saímos dos amigos de Workut, de
comunidade, Facebook para simples
seguidores, tá? As redes sociais. Com o
mesmo clique que eu me torno seguidor,
pelo mesmo clique eu deixo de seguir.
Por quê? Porque eu não gostei disso, não
gostei do que postou, não gostei do
posicionamento, do time de futebol, do
posicionamento político e por aí vai.
Então, eu acho que não é apenas o
conceito de amor que está deturpado, mas
eu diria que o conceito de pertencimento
e comunidade estão
deturpados. Por isso que amamos pessoas
que, dois pontos, pensam iguais a mim,
eh desejam as mesmas coisas que eu, tem
as mesmas afinidades. E a lista, Saur, é
infindável, tá bom? Cada um vai incluir
tópicos. Nós não amamos pessoas porque
nos pertencemos mutuamente e fomos
participantes ou somos participantes de
uma mesma comunidade ou povo, mas porque
temos interesses em comum. É aquela
coisa, né? A gente não ama o outro, na
verdade a gente ama aquilo de nós mesmos
que nós vemos no outro, né? Perfeito,
perfeito. E veja, por exemplo, as nossas
tensões políticas no ano de 2016 em
diante no Brasil, onde muitos
relacionamentos dentro de igreja,
igrejas e famílias cristãs foram
desfeitos, que por causa de uma eventual
divergência
política, de uma eventual divergência
até teológica, relacionamentos foram se
foram desfeitos. É verdade, Saor.
Existem posicionamentos em várias áreas
que são tão
conflitantes, tão diametralmente
opostos, que não dá para você ter
convivência com pessoas. Mas não me
parece que a base da comunhão cristã
seja a preferência política,
tá? Não, não pode. Não foi um político
ou uma ideologia que morreram para nos
redimirem e nos tornarem povo de Deus.
Foi Jesus. Então, a base do nosso amor é
Jesus, é a misericórdia de Deus, como eu
falei, eh, mencionando o o Dunlock.
Então eu acho que não é só o
entendimento de amor que está
equivocado, mas o entendimento de mútuo
pertencimento ou de membros uns dos
outros, uns dos outros, que até o Dunop
vai falar num dos seus capítulos sobre
essa inter e mútua relação entre os
crentes de uma mesma comunidade e o
significado de comunidade. Comunidade
não é simplesmente um grupo ao qual com
o qual você participa de determinados
eventos, mas é antes de tudo uma
comunidade com a qual você se
identifica, pertence, com a qual você
cresce, a qual você serve e é servido,
porque ela, aquela é uma expressão
microcósmica do grande corpo de Cristo,
de crentes por de todos os tempos, desde
Gênesis até o Apocalipse, né? Então, um
mau entendimento de amor, um mau
entendimento de comunidade e membresia
ou pertencimento, é que leva essa
bagunça que a gente tem muitas vezes
dentro da igreja. Ah, o fulano de tal
disse uma coisa que eu não gostei, vou e
saio da igreja. Ah, o fulano, o pass, a
cultura do cancelamento dentro da igreja
também, né? Cancela as amizades por
qualquer coisa. É, e até o que o Ban
Balman fala, né? São relacionamentos
descartáveis. Parece que a gente não
entendeu a perenidade desses
relacionamentos. E eu digo o seguinte,
Saor, cara, pessoal, é melhor você
aprender a amar logo o seu irmãozinho,
porque você vai passar eternidade com
ele, tá? Então, Deus tá te dando um
teste drive aqui para você desfrutar na
plenitude lá, né? Mas aí tem uns que
dizem o seguinte: "Não, tomara que minha
casa no céu seja muito longe da do
outro, né?"
Tá, então assim, somos pecadores,
pecadores sempre tem os argumentos, né?
Tem, tem outro turma miserável, né? Mas
assim, eh, eu, eu diria para você que
nós não temos a opção de não amá-las em
Jesus, ou seja, eh, o, a base ou
propósito do amor é a nossa nova
identidade em Cristo e a nova comunidade
a qual pertencemos. Eu diria também saor
que eventualmente aquilo que Paulo fala
em Romanos 12 vai ser muito real em
vários desses relacionamentos no que
depender de nós manteremos a paz. E essa
paz muitas vezes significará que nós não
vamos ter o convívio mais íntimo, mais
estreito, de cumplicidade com que normal
que normalmente temos com algumas poucas
pessoas, tá? O problema é eu não estar
aberto à interação, a esse serviço
mútuo, aquelas várias mutualidades do
Novo Testamento. Aí eu diria: "Isso é
pecado, tá bom? Agora, isso não quer
dizer que nós vamos ser aqueles amigos
mais chegados que irmãos de Provérbios,
mas nós vamos viver
harmonicamente como corpo de Cristo,
cooperando pela unidade da igreja,
abrindo mão muitas vezes das nossas
diferenças e por aí vai. Eu me lembro
aqui de Paulo em Primeira Coríntios, né?
Ninguém busca o seu próprio interesse
sim o do outro. Eh, eu acho que que isso
tem a ver com tudo que a gente tá
falando, né? É uma questão de a gente,
talvez, como você falou, a gente não
precisa ser amiguinho íntimo de todo
mundo, mas a gente vê algum irmão ali eh
que poderia ser servido por nós e a
gente deixar de servir, deixar ele ali
numa necessidade sem servir, é é uma má
compreensão do que significa o amor das
escrituras, né? Um texto saor que eu que
eu gosto muito e já o preguei várias
vezes em vários contextos, desde igreja
como um todo até casamento, juventude,
por aí vai. O de Filipenses 2, quando
Paulo diz: "Completai a minha alegria de
modo que penseis a mesma coisa, tenhais
o mesmo amor, sejais unidos de alma,
tendo o mesmo sentimento." Interessante
essa expressão, né? tenhais o mesmo
amor. E não é o meu amor ou o teu amor,
é o amor de Jesus como base. Ou seja, eu
não amo a pessoa porque eu gosto dela,
mas porque conjuntamente fomos amados
por Deus em Cristo Jesus. Eventualmente
nos desentenderemos. É o amor de Jesus
que leva ao perdão. Então eu amo até o
Dun Lop diz isso, né? Eh, amar é muito
mais do que gostar, é valorizar a
unidade por amor a Cristo. Ou seja, eu
amo tanto Jesus e o povo de Jesus que eu
quero fazer de tudo para que esse corpo
seja e esteja unido em Jesus, mesmo que
nós tenhamos as nossas diferenças. Amém.
Amém. É entender onde é que tá o centro
aí da motivação de tudo isso e da
capacitação também, né? Agora, Élder,
diante do que você falou, por exemplo,
olha, a gente não precisa ser amiguinho,
a gente não precisa est tão perto. Com
certeza tem algumas pessoas que podem
ouvir isso e
dizer: "Será que não seria melhor, a
igreja não seria melhor sem essas
pessoas?" Que é justamente uma das
perguntas que o o Dom Lop vai fazer
aqui, né? No capítulo 4, ele traz a
dúvida: "Não estaríamos melhor sem
elas?" E aí estaríamos, É, não? Então,
aí é um ponto interessante, né? Deixa eu
voltar minha primeiríssima fala. E se eu
um desses camaradas
difíceis? Sabe,
a gente nunca pensa nesses termos, né,
Saor? A gente pensa que nós somos sempre
os os direitinhos, os corretinhos, que
pensam organizadamente, que não tem
nenhuma mania, nenhum jeitão que às
vezes produz
descontentamento na vida das pessoas. a
gente acha que a gente nunca fala algo
que fere pessoas ou trata eh com algum
descaso, alguma situação, não com o
devido valor. A gente acha que nunca
seria nunca é essa pessoa. Então, por
isso nós sempre olhamos coisa, para o
outro, como a igreja seria melhor sem o
outro, né? Exato. A gente sempre se vê
como a vítima e os outros como culpados,
né? Nós sempre somos os mocinhos versus
os, se eu não me engano, embora não
concorde com a filosofia dele, mas a
ideia interessante, acho que foi o Joan
Paul Sart, né, que disse que o inferno
são os outros, né? É, é isso daí. Parece
que o outro é pior. É, acho que foi o o
Jean Paul Sart mesmo. Mas assim, o
Dunlop, ele tem uma ideia muito legal,
eh, é quando ele desenvolve o conceito
de igreja como família. A igreja é uma
família, não uma instituição. E eu gosto
de ilustrar da seguinte forma. Eh, eu
tenho meu time de futebol, tá? Eh, tem a
Tor, se você falar seu time de futebol
aqui, já vai criar um bocado de
problema, né? Já, já, já vai, porque já
começõ não vou falar que eu sou
palmeirense, tá? Eu eu vou me guardar
aqui, mas vamos lá. Os os nossos times
de futebol, ô Saur, eles têm torcida,
né?
E o indivíduo só tá naquela torcida por
causa do time. Ou seja, ele não aceita
ninguém que torça para outro time e que
não seja concordante com ele naquele
momento. Nós temos associação de bairro
que tá interessada com a segurança da da
das ruas, a limpeza das ruas, a escola
do bairro, né? Queremos no orçamento
participativo trazer verba para ter uma
uma UPA, né, uma unidade de pronto
atendimento. Tudo bem, isso é associação
de bairro. Aí a gente tem eh a reunião
do condomínio. Todo mundo quer o
interesse do condomínio, né? O o
bem-estar, a limpeza, pode ou não pode
cachorro, todas aquelas brigas, né? Por
quê? Porque a gente tem um interesse em
comum. Ora, mas isso não é igreja. Isso
não é igreja. A igreja não é uma reunião
de de pessoas com interesses em comum.
Ela é uma família, ela não é uma
instituição eh eh de uma empresa, de um
de um de um de um condomínio ou de um
time de futebol. Ela é uma família. E na
família tem gente
diferente, tá? Tem o pai, tem a mãe, tem
mulher, tem filho, tem idoso, tem
criança nova, tem gente eventualmente
com dificuldades ou necessidades
especiais. Tem gente com habilidades
distintas. Isso é família. A família é
um é uma microcélula ou um
microorganismo dos mais diversos que
existe. Por que que a igreja deveria
existir apenas com um tipo de perfil de
pessoas? Um tipo de gente? Isso não me
parece igreja, isso parece associação de
bairro, torcida de futebol ou reunião da
empresa, mas não é igreja. Lembra de
Paulo em Gálatas capítulo 3, quando ele
fala que em
Cristo homem, temos homem, temos mulher,
temos judeu, temos gentil, temos servos,
temos senhores, ou seja, uma diversidade
impressionante. Então, o ser família
espiritual, diferente de uma empresa ou
de uma instituição humana, já me diz que
não tem como você não ter pessoas
diferentes e eventualmente
difíceis, contrárias às nossas
preferências, às nossas vontades, né?
Até num página 86, o Dun Lop, ele
desenvolve a seguinte ideia, né? Quando
nós tentamos eliminar essas pessoas
difíceis, é como se estivéssemos
tentando reduzir a glória da graça de
Deus, que pode unir os diferentes por
causa de um propósito comum. E aí eu me
lembro, Senhor, de Efésios 3, quando
Paulo fala para que pela igreja a
multiforme sabedoria de Deus seja
manifesta. E o que que ele quer dizer
com isso? capítulo 2, verso 11, quando
ele fala que aqueles que estavam
distantes, gentios, foram aproximados
dos que estavam próximos, os judeus. Por
quê? Porque Deus pôs abaixo um muro de
separação da inimizade que fazia
separação entre judeus e gentius. Então,
se existe uma instituição que é capaz de
reunir pessoas difíceis, complexas,
eventualmente contraditórias, é a
igreja. Tirá-las da igreja, mandá-las
embora pelo simples fato de serem
diferentes, elimina ou mancha essa
multiforme graça de Deus, essa sabedoria
de Deus que junta diferentes. Até quando
eu prego sobre isso na igreja, Saor, eu
digo o seguinte: "E frequente, viu? Não
o mesmo texto, mas a mesma ideia que eu
falo, gente, olhe, por exemplo, para
essa celebração. Temos aqui pessoas
diferentes, faixas etárias, contexto
socioeconômico, culturais, que torcem
para times de futebol diferente, que
trabalham em empresas que competem pelo
mesmo mercado e tem a outra empresa como
rival. Agora tudo isso daí ficou lá
fora, porque o que justifica, o que
legitima essa nossa comunhão é o sermos
povo de Deus salvos em Cristo Jesus. Eu
não posso jogar fora essas pessoas. Eu
não posso eliminá-las. Por quê? Porque é
justamente na unidade em meio à
diversidade que fica expressa a
multiforme graça e sabedoria de Deus,
né? Eliminar essas pessoas me faz
ressaltar minha conveniência, mas não
minha santidade. Aprender a lidar com
elas me desafia a santidade em Jesus. É
o que o Dun Lope vai lhe dar também
nesse capítulo, página 86, 87. Rapaz,
essa frase é bonita, viu? Dava para
ficar aí no, dava para fazer uma
frasezinha no Instagram com ela. Eh,
agora, depois disso tudo, Welder, o Don
Lopes vai chegar no capítulo 5 e ele vai
tentar responder a pergunta: "Como posso
ser amigo daquelas pessoas?" E a falando
de amizade, né? Parece que a gente tá
ah, trazendo aqui o contrário do que a
gente estava abordando antes. Não
precisar ser tão próximo. Que tipo de
amizade é essa? O que é que ele responde
aqui? na verdade sobre como é que eu
posso ser amigo daquelas pessoas. Um
grande termo que o o Dunlop ele usa
nesse capítulo, né, como posso ser amigo
de pessoas difíceis, é o termo
esperança. Eh, agora a esperança, ô, ô
Saor, não no sentido de positivismo
irrefletido, não, no fim das contas a
gente vai se amar, vai dar tudo certo,
né? A gente vai se gostar e vai se
interagir. Não, não, não é esperança
nesse sentido, tá? A esperança de que a
obra de Cristo é que nos torna pacientes
no processo de aceitação e dura e e
trato com a pessoa. É a esperança que
nos genuína que nos move a progredir no
amor do
próximo, tá? Ou seja, é a certeza de que
Deus é capaz de me fazer ser amigo,
conviver com essas pessoas, tá? E eu
lembro de algumas circunstâncias ao
longo da minha história, o Saur, que eu
já tive que lidar com pessoas difíceis
na igreja. Eu, Éer, sou normalmente
muito da paz, tá, né? Tô até aqui o o
simbolozinho, né? Você tem você tem,
cara, você tem jeito aí? Não, eu sou,
cara, eu não sou dos mais, né, como a
gente usaria treta de internet. Não,
isso não é, cara. Eu eu eu falo muito
pros meus filhos, inclusive o seguinte,
Saur, muito mesmo. Eu tenho dois filhos,
né, já jovens, 22, 20 anos de idade. Eh,
eu falo: "Meninos, sejam pessoas
agradáveis, sejam pessoas caridosas,
sejam pessoas respeitosas, sejam pessoas
que não ficam só falando de si mesmas,
né, que querem monopolizar ou dominar um
uma conversa ou atrair todos os olhares
para vocês. Sejam pessoas que pessoas
gostam de estar com vocês. Então, eu
creio muito nisso. Eu quero ser a pessoa
mais agradável. Agora, agradável não no
sentido de agradar pessoas, porque o é
um cara de muitas convicções e eu sou
muito firmes nelas. Então, ser agradável
não é ser conivente, não é querer
agradar pessoas, não. É naquilo que
depender de você, seja uma pessoa legal,
que é gostoso estar com, tem sempre algo
a contribuir, é interessado e amoroso
pelas pessoas. Tá? Então o Éder é assim,
bem bem bem paz e amor mesmo, tá? Bem de
boa. Mas o Éder também é difícil em
algumas coisas, viu Saor? quando mexe
mexe em convicções bíblico teológicas,
quando mexe naquilo que eu entendo ser a
perspectiva bíblica para a igreja, cara,
não tá em negociação não. E é natural
que pessoas de opinião sejam muitas
vezes eh mal entendidas, até mesmo que
não queiram, sejam eventualmente
perseguidas, tá? Ou rejeitadas ou até
difamadas. Eu lembro que teve gente,
inclusive, Saer, que foi me procurar uma
vez na minha sala, não foram eh uma vez,
especificamente nesses termos. Queria
vir te pedir perdão porque eu te boicoto
de bastidor, eu te difamo de bastidor,
mas eu queria te pedir perdão. Eu falei
aquilo que eu tinha para falar paraa
pessoa, perdoei a pessoa e cada um
seguiu a sua vida, né? A gente não
trabalha mais juntos, mas eu tive que
perdoar, tá bom? Por mais que a
difamação dela, por mais que os boicotes
delas de bastidor tenham me ocasionado
muita coisa ruim, mas eu não posso reter
o perdão. Num dos capítulos e e a gente
vai chegar lá, o Dun Lop lida muito com
o conceito de perdão, né? Mas assim,
sim, sim. Eu quero eu quero chegar nesse
capítulo aí, nesse tema aí depois. Eu
quero chegar nesse tema aí depois. Uma
coisa que eu queria ver com você,
desculpa aí te cortar, uma coisa que eu
queria ver com você é só frisar essa
questão que você falou sobre convicção e
sobre ser alguém agradável, né? A gente
vive numa sociedade que acha que para
você ser alguém agradável, você tem que
ser tolerante com a o erro. E a firmeza
é vista, na verdade como algo rude, né?
Quem é firme é rude. Uhum. Uhum. E como
é que você lida então com isso de ser
firme e ao mesmo tempo a conciliar essa
esse seu objetivo de ser alguém de
acordo com a vontade do Senhor?
Agradável? Muito bom. Ô, ô, Saor,
inclusive eu passei por uma situação
muito triste no meu ministério que
implicou até a saída de uma das igrejas
que eu pastoreei quando eu fui
literalmente boicotado de bastidor, tá?
Aquele negócio bem de trama, de bastidor
e tudo mais. Eu lembro que eu conversei
com um pastor que foi meu professor,
depois se tornou até um mentor para mim,
alguém que eu respeito muito, que eu
tenho modelo eh de vida, de família, um
cara muito legal. Eu lembro que eu pedi
para conversar, ele foi até em casa,
conversou comigo, com a minha esposa, de
como lidar com essa situação pela qual
nós passamos, né? E ele disse o
seguinte, Élder, eh, quando nós
aprendemos a lidar com pessoas como
nossas irmãs em Cristo, em que as nossas
opiniões diferentes não são impeditivas
de nossa amizade em Jesus, numa reunião
da liderança, você discorda,
você põe as suas opiniões e
eventualmente como pastor até impõe
algumas delas, mas você sai dali ali
come uma pizza junto com o pessoal. Por
quê? Porque o vínculo do relacionamento
ou da amizade existente existente entre
as pessoas é muito maior do que a nossa
diferença de
opiniões. Isso me levou o Saor e eu
sempre quis isso e Deus me deu a graça e
bondade de em dois dos dois dos três
contextos que eu pastoreei desenvolver
isso, amigos no
ministério. Tem até muitas palestras
minhas em canais de YouTube sobre a
importância de amigos no ministério. Eu
creio muito nisso, Sa. Porque quando nós
desenvolvemos amizades no ministério, as
nossas opiniões diferentes, elas não são
questões pessoais contra os
outros, mas a gente tá lidando no âmbito
de opiniões. Eu sei que nós brasileiros
não sabemos lidar com isso, tá?
A opinião de alguém é o alguém. Então,
rejeitar uma opinião é rejeitar a
pessoa. E aí eu devo muito até do
entendimento a um dos meus professores,
que foi inclusive reitor no seminário
que hoje eu represento, né, o Carlos
Osvaldo. Ele dizia: "Pessoal, preste
atenção, eu estou rejeitando a ideia da
pessoa, não a pessoa." A gente não sabe
fazer isso, Saor, tá? eu ir contra uma
ideia sua é como se eu estivesse indo
contra você.
Então aí eu aprendi com esses dois
homens e tenho podido desfrutar hoje,
né, nessa terceira igreja que eu
pastoreio, juntamente com um amigo que
eventualmente a gente pensa diferente de
algumas coisas, mas aquilo que a gente
pensa de diferente não é o suficiente
para desfazer a nossa amizade, o nosso
companheirismo, o amor que temos um pelo
outro e o amor que temos por nossa
igreja, entendeu? E nem são questões
essenciais, fundamentais, que ferem a
verdade do evangelho,
não. Então, quando a gente não sabe
lidar de forma correta, o significado de
pensar diferente, o significado do fazer
diferente, a gente carrega para essas
coisas uma tensão tão brutal, tão
pesada, que a convivência se torna
impossível, né? E aí foi muito positiva
a vinda desse pastor amigo. Hoje ele é
missionário na África. Eh, a vinda desse
pastor amigo conversar comigo, com a
Juliana, eu falei: "Entendi é isso daí.
Estamos sempre em busca de amigos no
ministério em que mesmo que pensemos
diferente, podemos trabalhar juntos.
Porque a questão não é da minha ou da
sua opinião, mas daquilo que nós dois
devemos buscar biblicamente exercer no
contexto da igreja. eventualmente vamos
divergir. Teremos que trabalhar pela
unidade, não pelo prevalecimento de uma
ou de outra opinião, né? Então assim, eu
eu tristemente tenho experiências muito
ruins que custaram muito caro para mim,
para minha esposa, para os meus filhos.
Mas aprendendo com alguns homens de
Deus, pude entender e reafirmar, viu,
Saor, que eu eu e aí disso eu desenvolvi
um conceito sobre o qual eu prego muito,
especialmente para pastores. Eu prefiro
correr o risco da traição de amigos no
ministério a me privar da bênção de
tê-los comigo no
ministério, tá? Olha que eu prefiro
correr o risco da traição de pessoas no
ministério a me privar da bênção de
tê-las como minhas amigas no ministério.
É isso aí. E e tá falando alguém que não
tem 2 anos de ministério e que nunca
passou por nada? Não. Citei pelo menos
dois casos. Poderia tristemente citar
outros. Foram muito pesados, muito
difíceis para mim e paraa minha família
sobre traição no ministério, tá?
Colegas, né? pessoas a quem eu inclusive
ensinei como
professor ser apunhalado por trás não é
fácil. Então, aprendi a amar essas
pessoas, a perdoá-las em Jesus, a a orar
hoje, inclusive para que Deus abençoe o
ministério deles, porque a graça
restaura. É isso que o o Dom Lopes fala
sobre a esperança, né? Ele diz que é a
esperança que nos torna pacientes com o
processo que Deus está fazendo no outro
também. Deus não está atuando só na
minha vida, Deus está atuando no outro.
Então eu perdoo e sou paciente porque do
jeito que Deus tá atuando em mim, ele tá
atuando no outro. Então eu não amo
porque ele é legal. Eu não sou amigo
porque eu gosto dele, mas porque o mesmo
Deus que está atuando em mim está
atuando no outro. Amém. Amém. E diante
disso, você falando aí da importância do
perdão, tá muito conectado, como você
mesmo já adiantou, com o que o Don Lopes
vai tratar em um outro capítulo, que é
justamente o capítulo seguinte, né? Eu
acho interessante até que é uma conexão
que ele faz. Ele fala no capítulo 5
sobre amizade, no seis ele fala sobre
perdão, né? Até porque a amizade para
ser mantida precisa ter a capacidade de
perdoar. Mas como posso perdoar de
verdade? Intentavitavelmente nós vamos
entrar em conflito, tá bom?
Inevitavelmente nós vamos ter tensões
difíceis entre nós. Isso é inevitável.
Isso é inerente à natureza humana,
inerente à complexidade dos
relacionamentos.
Não
permaneceremos concordantes em tudo todo
tempo. Não faremos as mesmas coisas
iguais por todo sempre. A gente vai
pensar diferente, a gente vai fazer
diferente, nós vamos preferir diferente.
Por causa disso, deixaremos de ser
amigos. Por causa disso, nos tornaremos
inimigos. Não, por isso que você falou
capítulo seguinte, eu acabei te
interferindo, me desculpe. Por isso que
o capítulo seguinte, né, que isso eu lhe
perdoo. Eu lhe perdo eu lhe perdo aqui.
Tá certo. É só você me responder agora
justamente como é que perdoa esses
irmãos difíceis que dá tudo perdoar.
Joia. Ou como nós clamamos pelo perdão
deles quando nós somos difíceis, né?
Como é que a gente clama a Deus pelo
perdão desses irmãos? Eh, o Dom Nope,
ele tem uma questão muito muito legal,
né? Eh, o perdão é, antes de tudo, a
manifestação da justiça de Deus na cruz
de Jesus.
Perdão, Saor. Não é simplesmente eu te
dizer tudo bem, faz de conta que nada
aconteceu, não releva, nem foi tão grave
assim. Não, não, não. Perdão significa e
o que você fez contra mim ou eu fiz
contra você é tão grave, é tão sério,
que se Jesus não tivesse morrido na
cruz, eu não teria
condições de lidar com esse seu pecado.
É isso aí. Isso, isso nos leva, e é
interessante que a Bíblia, Saor, tem
três conceitos bem ilustrativos, bem
visuais sobre perdão de Deus. Dois deles
vem da daquele dia da expiação, o dia do
perdão do Antigo Testamento. Lembra que
dois bodes eram trazidos até o sumo
sacerdote? Um, ele colocava a mão na
cabeça como que simbolizando a
imputação, a contabilização do pecado do
povo sobre aquele bode e o bode era
solto na floresta para ir embora,
simbolizando o quê? Perdão de Deus
significa que ele levou nossos pecados
para longe de nós. E recentemente, Saor,
eu tava lidando com uma situação bem
complexa na igreja e eu disse o
seguinte: "Sabe por que a ilustração do
perdão é levar os pecados para longe?
para que eles estejam tão distantes que
seja difícil recuperá-los na
mente. Cara, tá tão longe que
recuperá-los, trazer esses pecados para
perto de mim dá tanto trabalho que é
melhor deixar ele lá. Isso é perdão na
Bíblia. É Deus levando para longe os
pecados. Por isso que o Deus onisciente
é capaz de dizer que se esquece dos
nossos pecados.
Não porque ele não tem a capacidade
cognitiva de se lembrar deles, mas
porque como Miqueias diz, ele os lançou
nas profundezas do mar, que ter que
trazê-los lá do de do fundo demora
muito, dá muito trabalho, né? Então essa
é a primeira ilustração. A segunda
ilustração vem do segundo bode, que era
morto. Seu sangue era colocado numa
bacia e aquele sangue ele era aspergido
na mesa da
propiciação. E e o termo usado é
cobrimento. O pecado ele era coberto.
Lembra que Davi fala: "Bem-aventurado o
homem cujo pecado é coberto". Coberto
pelo quê? Pelo sangue, tá? Então, perdão
significa cobrir pecado. Agora, cobrir
não pelo meu
sacrifício, mas cobrir pelo sacrifício
de Jesus. Por isso que eh o Dom Lope
fala, né, que o perdão só é possível por
causa da justiça de Jesus na cruz. Saor,
eu não tenho condições de perdoar o seu
pecado. Jesus tem. Por isso, eu vou até
a
cruz e lanço mão de créditos infinitos
da graça de Deus em Jesus e eu deposito
no banco entre nós dois, dizendo: "Os
méritos dele são suficientes para cobrir
esse nosso pecado." Então, perdão é
cobrimento. Não pelo meu esquecimento,
não pelos meus esforços ou pelos seus.
Você não pode reparar seu pecado, Saor.
Eu não posso reparar o meu. Vamos supor,
eu peco contra você, né? Eu sou desses
caras muito louco que é indigesto e
difícil. Que que eu posso fazer para
reparar isso? Nada, Saul. Jesus já fez.
A graça de Jesus é infinita. Ele tem
crédito suficiente para bancar o meu
pecado. Então, quando você me perdoa,
você está lançando mão dos créditos de
Jesus e dizendo: "Élder, seu pecado foi
coberto. Jesus te perdoou do jeito que
eu estou te perdoando." E a terceira
figura, ela é muito legal porque ela é
usada tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento. E aí a gente vai até
entender disciplina e João 10 e Mateus
18, que é a ideia do
desatar. Até no popular, infelizmente,
na maioria das vezes, com uma
conceituação errada, usa-se a ideia de
liberar perdão. Já viu? liberar perdão.
Mas esse é esse é uma é um dos
significados do termo, é você desatar um
nó, é você e
descaracterizar uma ligação que é
impossível de ser de ser solta até que
haja perdão. Ou seja, perdoar significa
desatar um nó que era mantido pelo
pecado. Se eu pequei contra você, eu e
você estamos ligados por algo que não é
bom, é o pecado. fiz algo contra você.
Que que é perdoar? Desatar esse nó. Por
isso que então Jesus vai dizer: "O que
ligar na terra será ligado no céu e o
que for desligado na terra será
desligado no céu. Ou seja, aquilo que
mantiver se mantiver ligado, porque
ainda não houve perdão na terra, estará
ligado no céu." E até um outro autor da
do ministério Nove Marcas, colega de
ministério do Jamie Dun Lope, que é o
Jonathan Lima, ele vai dizer, né? Os
céus
reconhecem a legitimidade do perdão na
terra, dizendo: "Se houve perdão
genuíno, desatou, desamarrou, o céu se
reconhece como desligado. No entanto,
né, se não há perdão, ainda está ligado.
Os céus não reconhecem como tendo havido
perdão." Então, essa é a terceira
figura, né? Se vamos supor, se eu pequei
contra você, te difamei, falei mal, sou
uma pessoa indigesta, tô mais preocupado
com as as nossas diferenças políticas do
que com a nossa irmandade em Jesus, mas
de repente eu te peço perdão e você me
perdoa. Sabe o que isso significa,
Élder? Aquilo que nos prendia
negativamente um ao outro, que é o
pecado, já não nos prende mais. Temos
liberalidade no amor de Jesus, né?
Então, essas três figuras me ajudam a
entender o que é perdão na Bíblia. Não é
fazer de conta que nada aconteceu. Não é
diminuir a gravidade do acontecido. Não
é simplesmente se esquecer no passado,
mas é imputar o pecado sobre alguém que
foi que foi levado para longe. Aliás, me
lembrei, lembra de Hebreus quando
Hebreus diz que Jesus foi morto fora da
cidade? É isso aí, cara. É isso aí. Por
que que ele foi morto fora da cidade?
para simbolizar aquele aquele bode do
dia da expiação, Deus levando o pecado
para longe de nós, né? Então é por isso
que a gente tem que perdoar. Não pode
não perdoar. É pecado não perdoar. Saor,
eu não tô dizendo que eu não vá ter que
lidar com a a as dificuldades
resultantes do pecado, eventuais
consequências que não se desfazem com o
perdão. Mas eu não posso não perdoar,
mesmo que seja muito complexo lidar com
as implicações do pecado de alguém
contra mim.
Não foi fácil perdoar aquele camarada
que veio falar na minha sala que me
boicotava, que me difamava e eu o
perdoei em Jesus. L tive que lidar por
algum tempo com as consequências, mas eu
não posso não perdoá-lo. Não posso,
porque temos uma irmandade em Jesus,
mesmo que eventualmente não trabalhemos
juntos mais. Que o Senhor nos ajude
realmente a ter essa capacidade que vem
dele de perdoar, né? Eh, por que que a
gente eh pode olhar pro perdão como uma
demonstração de que nós somos perdoados,
né? Porque a gente só tem como oferecer
perdão se antes a gente recebeu, né? Se
a gente não recebeu, a gente não tem o a
fonte aqui, a gente não tem nada para
entregar, né? Não. E tem até uma ideia
legal do do Don Lope na página 127, mais
ou menos assim: "Se a morte de Cristo é
suficiente para me perdoar, então ela
deve ser suficiente para que eu perdoe."
Entendeu? Sim. Se a se se a morte de
Jesus é suficiente para Deus me perdoar,
o que mais além da morte eu precisaria
para poder perdoar alguém? Não, essa
graça também é suficiente. É Mateus, é
Mateus 18, né? É a história do credor
incompassível lá, né? Que foi perdoado
de uma dívida absurda, mas não quer
perdoar uma pequena. Isso não faz
sentido, né? Às vezes a gente fica, né?
Mas pastor, eu não tenho com perdão.
Você não sabe, pastor, o que é que ele
fez comigo? Aí dá vontade de dizer: "Meu
irmão, foi pior do que o que você fez
com Cristo? Foi pior do que o que você
fez com Deus?" Não, né? Então, como você
foi perdoado, meu irmão, sei que pode
ser difícil, mas busque o perdão do
Senhor, se encha, né, do perdão do
Senhor para que você tenha como oferecer
perdão também. E é só ele que nos ajuda.
Inclusive, a gente tem alguns capítulos
a mais aqui no livro, né? Ele vai falar
ainda sobre como posso parar de julgar e
desprezar aquelas pessoas. vai falar:
"Como posso amar aquelas pessoas quando
elas estão erradas?"
E caminhando pro final, ele vai falar a
esperança somente em Cristo. A gente não
vai ter condições aqui de no podcast
responder o que ele fala aqui nos
capítulos 7 e oito sobre essas verdades.
Sete e oito que fazem parte dessas oito
verdades aqui que ele aborda no livro,
mas fica até como um estímulo para o
pessoal a adquirir o livro e ler por si
mesmo. Um livrinho curtinho, escrita
gostosa e que vai ser bênção. Mas eu
queria terminar aqui perguntando para
você e enfatizando mais junto com você,
como só Cristo pode nos dar esperança em
tudo isso para viver essa unidade em
meio a pessoas que nos enlouquecem e a
quem enlouquecemos. Joia. Eh, primeiro
ponto que eu sempre digo, eh, por que é
que somos aceitos por Deus? Porque entre
nós e Deus há
Jesus. Se não houvesse Jesus entre nós,
não importava. Não importaria o quão
bondosos
somos, o quão corretos tentamos ser ou o
quanto tentamos impressionar Deus com a
nossa caridade. Deus nos aceita em
Cristo e por Cristo. Isso quer dizer,
Saor, que entre mim e você deveria
existir Jesus, que, aliás, eu só seu
irmão em Cristo por causa de Jesus. Nós
não somos de uma torcida de futebol, não
somos de uma associação de bairros, nem
trabalhamos numa mesma empresa,
entendeu? Entre nós a Jesus, tá? Então
isso para mim é muito reconfortante.
Segundo, eu tenho sempre que pensar
comunitariamente,
corporativamente, não individualmente.
Eu digo até o seguinte, Saor, eh, na
igreja há espaço paraa
individualidade, só não há espaço para o
individualismo. O Wlder não deixou de
ser o Wélder. Até o Kevin Van Ruser em
vários dos livros que a gente tem pel
edições e da Nova, ele fala da tal
catolicidade, a importância de múltiplas
vozes e
influências dentro do cristianismo. E
algumas delas não não porque uma
herética, porque heresia, heresia e tá
errado, né? Mas às vezes são formas
distintas de se comunicar uma mesma
verdade com ênfases distintas, né? Então
assim, eh, eu tenho espaço para minha
individualidade. O que não há espaço na
igreja pro individualismo, o meu contra
o seu, o meu a qualquer custo. Então, eu
tenho que me lembrar que Deus está
formando um corpo em
Cristo ao qual o Éder pertence. O Éder
não é a igreja. O Éder pertence a uma
igreja. O Éder se identifica com uma
igreja. Então eu parto desse povo de
Jesus, dessa igreja de Cristo para
aceitar meus irmãos em Cristo. Terceiro,
aquilo que Jesus disse em João capítulo
15 em diante: "Nisto conhecerão que sois
meus discípulos se vocês se amarem uns
aos outros". Eu preciso acreditar e
batalhar, Saor, para que o amor
cristão seja a maior evidência da
genuinidade do nosso cristianismo no
mundo
cético, contra relacionamentos
interpessoais, relacionamentos genuínos
e comprometidos uns com os outros, de um
mundo que rejeita a instituição igreja e
que deveria haver nos crentes
a genuinidade do amor que caracteriza a
instituição. Então isso isso é
importante, né? E quarto e e por fim,
né? A a prática do
perdão. Saor, nós temos de tudo para dar
errado, tá bom? E na verdade sermos nós
mesmos implicará em dar errado. Nossos
relacionamentos, nossas amizades, nossa
convivência. Que todas as vezes que algo
der errado entre nós, a cruz de Jesus
seja suficiente para nos perdoar e nos
reabilitar na nossa comunhão para que
desfrutemos da intimidade com o Senhor.
Ou seja, por causa de Jesus, esse, entre
aspas, negócio chamado igreja é
possível. Amém, meu irmão. Muito
obrigado pelas palavras. Agradeço por
esse tempo de conversa. Sempre é uma
alegria conversar com você. Me perdoe aí
qualquer coisa que eu tenha feito e meu
irmão, até uma próxima aí pra gente
conversar mais sobre outros livros bons
de da editora Vidal. Perfeito. Valeu.
Privilégio meu, viu, Saor? Sempre uma
alegria e é sempre legal nos bastidores
aqui com você saber um pouquinho mais da
sua vida, do seu ministério que Deus tem
feito por sua vida. Que que Jesus brilhe
cada vez mais a glória dele na sua vida,
sua família e do seu ministério também.
Parabéns à Edições Vida Nova, né? Sempre
livros muito úteis, né? e essa série da
Ministério Nove Marcas, muito conectados
à realidade da igreja. Então fica a
recomendação, pastores, líderes, pessoas
que trabalham com faixas etárias, que
aconselham pessoas na igreja, né? Esse
livro foi escrito para vocês, para todos
os crentes, mas também para aqueles que
lidam com relacionamentos, pessoas no
contexto da igreja. Amém, meu irmão. Que
Deus continue abençoando você e usando
você também em todas as esferas que você
está envolvido, inclusive na sua família
também, meu irmão. E você aí de casa que
nos ouviu, ficou interessado, quer saber
como lidar com aquele irmãozinho
difícil, começou a perceber que você
também é difícil, quer saber como lidar
consigo mesmo na unidade da igreja, quer
entender mais, como pode viver pra
glória de Deus em meio a essa unidade na
diversidade? Então esse livrinho aqui,
ame aqueles que te enlouquecem oito
verdades para promover a unidade na sua
igreja vai ser muito útil para você. Se
você gostou da nossa conversa sobre o
livro também, além de adquiri-lo e
lê-lo, também nos ajude compartilhando
esse podcast com outras pessoas. Deixe
seu like, deixe seu comentário, sua
recomendação de livros da vida nova que
você gostaria que nós conversássemos
aqui, opções de pessoas para
conversarmos juntos e também se inscreva
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preferido para não perder nenhum dos
podcasts que vem pela frente e também
assistir as dezenas que nós já gravamos.
É isso aí, até a próxima. Valeu,
[Música]

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