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A fé vem pelo ouvir

Apocalipse para discípulos – BTCast 604

Apocalipse para discípulos – BTCast 604

Apocalipse para discípulos – BTCast 604

O que a cultura pop entendeu (ou distorceu) sobre o Apocalipse de João? Arrebatamento, catástrofes, juízo final, chip da besta, fim do mundo… Mas será que o último livro da Bíblia fala mesmo sobre isso? Neste episódio, mergulhamos no Apocalipse, que não é apenas um olhar para futuro, mas uma denúncia do presente. Ele anuncia a queda dos impérios, revela o Cristo soberano e convida a igreja à ser uma resistência fiel. Como ler esse livro sem cair em pânico nem em teoria da conspiração? Essas e outras perguntas são respondidas nesse BTCast.

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Video do Guilherme que ele comentou: https://youtu.be/W6kkhE83ntA?si=F1zFBgE1Y7Sn0kjZ

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

A outra coisa que eu acho que é
interessante saber e que fica fácil
quando a gente faz a comparação entre
literatura profética e literatura
apocalíptica é que não tem um
apocalipse. É um apocalipse é um corpo
de literatura com muitos livros e o
Antigo Testamento já tem pelo menos um
livro com um pezinho lá que é Daniel.
Existe uma diferença entre literatura
profética e literatura apocalíptica. O
profeta, via de regra, ele é o cara que
olha pro rei israelita e vê o rei
israelita se distanciar da lei e ele
fala: "Opa, vou lá puxar a orelha do
cara. Quem sabe ele volta pros caminhos
do Senhor e o povo de Israel volta pro
seu propósito, pra sua missão." E a
literatura profética, ela é feita desse
jeito. O que que acontece quando o rei
não é mais um israelita? Não adianta
você ir puxar a orelha do cara e falar:
"Ó, volta pra lei". Você vai fazer isso
com Nabuco Donozor? Você vai fazer isso
com Daril Persa? vai fazer isso com
Alexandre da Macedônia, não tem como
você ir para esses caras e falar: "Volta
pra lei". A lei para começar nem é do
povo deles. Então o ofício profético
começa a se dar num outro tipo de
literatura. E essa literatura é o que
acontece quando Deus intervém
diretamente no reinado desses homens
poderosos.
Começa agora o BTCast. Teologia é nosso
esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número. Aparece na tela o
número. Eu sou Rodrigo Bibo e o mundo
ainda não acabou e vai demorar um pouco
ainda, na minha opinião. Tô aqui com o
Luiz. Aí faço a minha abertura. Ah,
então tá bom. Eu sou o Luís Henrique.
Não é Mickey. Mickey. Mickey teológico.
Eu quero Mickey teológico. Misca musca
Mickey.
Olha só, eu estou aqui com o Luís agora
gravando BTC com mesa, galera. Mas não
se acostumem tanto. Vamos gravar alguns
episódios. Depois vai ser um pouco
diferente de novo, mas vai agora BTC com
imagem aqui no YouTube. Você que assiste
ou ouve no Spotify, tem imagem no
Spotify também? Tem imagem imagem
área de comentários também que o pessoal
não usa. Nunca vamos ler os comentários
do Spotify, mas se você quiser comentar,
comenta. Não, eu leio, eu leio, eu, eu,
eu leio, leio. Caramba, mano, que legal.
Bacana. O Luiz lê. Então, gente, eu não
leio, mas o Luiz lê. Então, tá tudo
certo. Faz um bloco, depois eu só lendo
as melhor os melhores comentários. os
melhores comentários do Spotify. Mas
olha só, você que ouve no Spotify, pode
adicionar o vídeo aí também. Adicionar o
vídeo no Spotify. A gente vai, eu não
sei se esse episódio vai ter vídeo no
Spotify, eu acho que não, mas em breve
teremos vídeo no Spotify. Mas você que
ouve no Spotify, vem aqui no YouTube, dá
um likezinho, um comentáriozinho e tal,
tal, tal. Mas hoje nós estamos sozinho
nessa mesa aqui, diretamente dos
estúdios da plenitude distribuidora. Da
boa, viu? Onde viemos parar? Campinas.
Em Campinas, exato. É Sumaré, que é
Campinas. Campinas, mas é tudo ali no
meio termo assim, é nessa zona lost
assim, né? Estamos aqui no nos estúdios
do Plancast, o podcast da Plenitude
Distribuidora e olha só, abre a câmera,
DJ. Estamos aqui com Vittor Fontana.
Olha aí, ladies and gentleman, Víor
Fontana, Guilherme Nunes também. E agora
você tem que fazer a tua aberturinha.
Esqueci dessa parte aqui. É, então eu
tava vendo que é é que você faz de
gravar ao vivo e numa mesa. Eu sou eu
sou muito favorável a não ter mais
abertura, mas já que a gente vai ter, é,
vai lá. Eu sou o Víor Fontan e eu não
leio comentários do Spotify. Ele não lê
nenhum comentário. Não leio um
comentário bíblico. Ah, garoto. Muito
bom. Muito bom. Drop the Mike. Drop the
Mike. Ag. Drop the Mike. Exatamente. E
você é quem? Bom, sou Guilherme Nunes e
hum eu leio comentários. Ah, então sabe,
né? Faz, faz, mas eu seleciono assim
visualmente. O que for terrível já tira.
Foi. É que o teu lance, né, a tua
atuação ministerial online é muito no
Instagram, né, Nunes? Isso, isso. Por
exemplo, vorou muito no YouTube, tem,
né, um dos melhores canais do YouTube
hoje. A gente até falou isso. Ah, isso é
um baita do exagero. Não, mas deixa, o
exagero é meu. Tá bom. O exagero é meu.
Deixa eu exagerar. Mas eu tenho que ter
a falsa modéstia aqui pro pessoal achar
que achar que eu sou mais homeninho e
humilde que eu não que todo mundo sabe
que eu não sou, mas já cheirou corte
agora, né? Agora Victor humilde.
Víctoro, Víctor humildão. Exato. Ó, o
Vittor investiu mais no YouTube. O o
Nunes ainda tem um canal no YouTube
também, mas investe mais ah no Instagram
e ali tu lê os as DMs e tal. Bom, só de
15 em 15 dias.
Só você não segue o Guilherme? É, tem
que seguir. É bom você seguir para você
pegar as resposta. Tudo nota de rodapé e
livro de pesquisa. Exato. É nota de
rodapé. E e e muitas meninas assim te
mandando dem. Eita,
valorosas e tal. Acho que é
interessante, né, mano? Assim, tipo,
vamos lá, meus amigos, o papo hoje é
apocalíptico. O papo hoje é
apocalíptico. Eu quero começar o
seguinte, vamos um aquecimento aqui, tá?
Três, top três, top três é artigos
culturais, peças culturais, artefatos
culturais. Artefatos cultur artefatos
culturais. É, hookmer. Vamos lá. Mas top
três eh eh filmes e peças de teatro,
músicas, vídeo no YouTube, enfim, não
sei quê. Livro, catástrofes naturais,
fim do mundo, top três. É,
apocalípticos. Exato. Aliás, isso aqui,
esse top três é para fomentar inclusive
a leitura errada que a gente faz de
apocalipse.
Vamos lá. Quer começar, Vitor? Você tem
um? Eu tenho três, eu acho. Acho que
acho que eu tenho três. Fala um depois a
gente faz o outro dele. É, então não,
então vou começar por um clássico que eu
acredito que tenha sido a novela de
menor duração da história da Rede Globo,
o fim do mundo de Paulo Bet. Mano, 35
capítulos apenas. Eu sei que isso
existiu, foi um fenômeno na época, mas
eu não assisti. Foi um fenômeno. Não,
gerou críticas. Tiveram críticas
contundentes da igreja. Eu me lembro.
Teve, teve toda a novela da Globo gera
esse de crítica. Não, mas porque lá em
casa nós temos a cultura.
Exatamente. Não, não. Novelística. P
novelística. Claro, claro. Rei do gado.
A viagem já passou por viagem é bom. A
viagem é bom, hein? Tem que ser naquele
é muito bom. Eu gostava de barriga de
aluguel. Agora aguenta coração. Cara, eu
gostava roupa nova. Eu gostava muito de
a viagem porque tinha um mascarado, né,
mano? Essa parada do mascarado é louade.
Eu o cadeerudo da Indomada era muito
bom, mano. Olha, olha, olha o baú que eu
abri, meu amigo. Falando pode se tornou
o principal da novela. Uma caixa de
E se a gente lesse apocalipse como
novela, talvez seria até melhor do que a
gente Ô, mas agora sobre novela é porque
isso realmente é é porque a gente é da
geração que assistiu muita novela mesmo,
né, mano? Tu não, né, Nunes, tu assistia
a novela o quê? Minha casa tinha muita
novela. Sério? Eh, o do cadeiru, do o do
rockiro.
É porque vinha as reprises, né? As
reprises, as reprises do rei do gado e
tal.
Rutinha, mano.
Mulheres de areia. Agora, mano, a
próxima vítima, Ton da Lua. Tonho da
lua. Nossa, a próxima vítima era massa,
mano. Eu lembro do fenômeno da próxima
vítima que é a os atores. Sou vítima da
sua janela indiscreta. Deus do céu,
galera.
Rit o pessoal, não sei. O pessoal não
sabia quem era o assassino, cara. O
elenco foi saber no dia da gravação e
parece que a gravação foi muito perto da
exibição, assim, foi um fenômeno
novelístico e tal. Foi muito legal, mas
o fim do mundo, essa eu não assisti, foi
muito curtinha, 35 capítulos. Eu acho,
acho, não tenho certeza, que é a novela
de menor duração da história da Rede
Globo, Paulo Bet. E ela se passava na
cidade de Tabacópolis. Tabacópolis.
A galera fumava muito, né? Borr, o
tabaco faz mal, galera. Fica aí a
recomendação. Fumar faz mal. Nunes, a
sua peça cultural. Vamos lá. Ah, a
oitava sintonia. Não, vou citar um
anime. Vou citar um animo. Olha aí.
Acho que a Tyon Titan. A Tyon Titan. Já
me falaram dessa. O o Erlan, Orlan
Toches, grande Erlan Toches, falou para
eu assistir a Tones, que seria uma boa
entrada no anime. Gigante pelado, né?
Gigante pelado. Gostou, mano?
É isso que tu gostou isso
gigante com músculo esponja. Exatamente.
Exatamente. É, é pelado, mas é sem pele,
então aparece o músculo para fora.
Caramba, mano. Attack ao Titans. É
porque eu acho que é um tipo de
apocalipse que faz com que a gente se
pergunte assim, o que é apocalipse? É o
que? O mal, o o fim sendo algo bom ou
aquilo que sobrou da injustiça? Hum. E
olha, mano, é porque o que é apocalipse?
É o que sobrou da injustiça. Esses
desenhos japonês faz você pensar, mesmo
quando não é japonês, é coreano ou
chinês. Isso é muito bom. E ele também
tem a ideia de que gigantes invadem uma
cidade, eles atropelam e comem as
pessoas. Aham. Só que o anime vai
desenrolando e o mangá também vai
desenrolando sobre a natureza desses
gigantes. Quem são esses gigantes que
comeram aquelas pessoas? Será que eles
são gigantes mesmos?
E no fim a gente fica assim se
perguntando quem é o vilão da história e
quem é o herói? Onde foi parar o
Messias? Caraca, car. Por que que onde
foi parar o Messias? Porque
para
para tudo aí só. E ele acabou de dar um
baita spoiler para quem não assistiu.
Não, mas é, mas já faz 10 anos eu acho,
né, gente? É. Ok. Então eu ia assistir,
não vou mais que agora não, mas não é
tão simples assim. É tanto que até hoje
a gente não sabe. Existem 17 finais para
estar com Titans. Então, caramba, você
assistiu todos? Não, não assistir, não
é? Mas é, mas é muito bom pra gente
entender essa, essa ideia de que o
apocalipse ele é muito mais complexo.
Por que que o vilão, o herói pode ter
sido o vilão, mas será que a solução do
vilão do vilão não é a boa no final?
Caramba, mano. Ol essa pergunta. E tem
outro, tem um outro uma outra obra. Vai,
já vai o teu top três, então vai.
Pronto, meu top três. Meu segundo aqui é
uma obra de Vanangog. É o trigo. O
grito. Ah, não é como é? É. Eu não sei,
eu não vou nem eu não não é o o C Agora
que eu percebi o
errado, mano. Mas tudo bem a obra, o
grito de quem que é? Pera aí que é não,
a gente pesquisa pesquisa. Não é Vangog,
não é Vangog. É o É essa de essa de
Vanangog é o campo de trigo e dos
corvos. Acho que é uma coisa assim.
Caramba. E é uma obra onde ele pinta um
campo de trigo muito belo, amarelo.
Uhum. O céu ele é esverdeado para azul e
tem corvos assim voando em cima deles.
Caramba. E por que que essa obra para
mim é importante? Porque ela foi feita
próximo da morte e do e da de Van Gog
tirar a vida. Van Gog ali por 1888, 89,
ele vai maluco para para se internar,
fica louco e ele arranca a orelha e logo
depois ele vai pro interior da França,
onde vários expressionistas,
impressionistas iam. E ali ele pinta
esse quadro. E o covo ele é um animal de
presságio. Isso. Só que a ideia é que
quando você olha pro covo e aí você pode
ver na sua casa, você não consegue ver
se ele tá voando para cá ou para lá.
Eita nós. Você fica olhando assim para
onde Vanog tá tá voando, para quem tá
pintando ou para quem ou indo embora.
Aham. E aí você fica, será que ele tava
prevendo de que alguns meses depois ele
ia tirar a vida dele porque o povo tava
vindo para ele? Só que ninguém sabia,
né? Então acho que Vanangog ele consegue
perceber beleza. Aham. Mas no meio da
beleza, o trigo amarelo e belo, ele vê o
terrível se aproximando ou não. Mas ele
tá ali. Caramba, que da hora. Quem fez o
grito? Vocês viram aí? Edward Munch.
Munch. Ó, não foi assim, ó. A confusão
ela é justificada, velho, porque pelo
menos é é protoxpressionismo. Então,
lembro mesmo. E o Bog também tem o
quadro dele que é uma autoexpressão
dele, um autorretrato dele com a orelha
cortada aqui. É a cara dele. Ele não tá
gritando, mas é um é o rosto, né? Eu eu
a piada foi boa, mas foi ruim. Vamos lá.
E o seu, o seu segundo top três, meu
segundo vai pro clássico apocalípticos
integrados do Humberto Eco. Caramba, que
isso? Perfeito, perfeito. É uma música
isso aí? Um dos maiores linguistas. Eu
sei, mano. É, é nome da rosa. É que eu
perto, eu queria fazer uma piada com o
cara. Só que apocalípticos integrados
não é um romance, diferentemente de O
nome da Rosa, Baldolino, que são obras
de ficção, romances, né? São obras de
ficção do Humberto e populares. É,
apocalípticos e integrados.
É um clássico de Humberto Eco sobre
crítica da cultura.
E aí ele chama de apocalípticos aqueles
que vem a produção cultural dentro do
capitalismo como o fim do mundo e
integrados aqueles que sucumbiram ao
sistema. E aí ele faz uma crítica de
ambos e é um clássico assim,
apocalípticos e integrados. Eh, nem tudo
que eu tô com a minha série da Netflix,
mas ele equilibrou com uma novela. Não,
vamos indicar.
É, vamos indicar, não, vamos deixar só
os convidados fazer.
Muito bom. Como é que é o nome?
Apocalípticos integrados. Apocalípticos
integrados de Humberto Eco. É um
escritor fantástico, né? Um escritor, a
escrita dele, escritor, né? Um pensador
para ele que fala que a internet deu voz
aos aos idiotas. Isso. Ele mesmo. Ele
mesmo. Ele tá certo. A minha terceira,
lembrei agora. Tax driver. Ah, muito
bom. Mas é apocalíptico. Eu acho que ele
é um profeta movido pela raiva e não tem
revelação nenhuma. Ele não diz nada, ele
só tem raiva. Então, na apocalipse,
então,
então é porque é porque o que que seria?
Porque apocalipse para mim pergunta
sempre, tô entrando no tema aqui agora.
O Nunes não dá ponto sem não. O Nunes é
que já vai costurando tudo e tal. É
porque para mim apocalipse não é porque
o mal existe, mas para para onde vai o
mal.
E essa é uma pergunta do Travis Bac
Bacle, né, que é a ideia de para onde
vai o mal se eu não der jeito nele?
Então a espécie de forçar o apocalipse.
Então tem gente que força o apocalipse.
É o profeta que só tem raiva. Ele não
consegue dizer revelação, Deus tá vindo,
né? Então acho que e e o escocês ele
pinta aquele aquele aquele filme de uma
maneira muito bela. A maneira em que ele
de repente sai nas ruas tentando ser o
justiceiro. Uhum. Né? Tentando provocar
o apocalipse. Então e para mim é o meu
filme top assim. mesmo muito. Ele é a
mão direita de Deus ali pra execução,
né? É, ele se sente assim, exato. Só que
ele se perde no vazio, né? Que eu acho
que isso é uma ideia. A galera usa o
apocalipse para poder fazer essas
profetadas da raiva e acabam que eles
são vazios de revelação sobre quem é
Deus. Coisa que o apocalipse é cheia,
né? Caramba, sensa foi mais um BTC.
Muito obrigado. Fica a dica. Eu, se eu
contar, eu nunca assisti Taxi Driver.
Não, pera aí. É uma boa, é uma boa. Eu
que só assisto Marvel. É cara assist
assistindo. É, não é não é o seu perfil.
Ó, clássicos que eu nunca assisti, de
verdade. Eu gosto de cinema, mas eu
nunca assisti Taxi Driver, nunca assisti
a trilogia do Poderoso Chefão. Que é
isso? Nunca assisti. Cara, seu
desgraçado insensível. De verdade. Cara,
a trilogia do Poderoso Chefão. É, eu vou
te falar, é bom. Não, dizem, diz. Não é
um clássico à toa, né? Não é um clássico
à toa. Minha terceira aqui. O dia do
juízo final ou a morte do Superman?
Cara, nossa, porque é o vilão, é o
próprio apocalipse apocalipse. E para
mim, a prova de que o mundo pop não
entendeu o livro de apocalipse é ficar
dando o nome de apocalipse para vilão.
Vilão. Exato. Ai, caramba.
Maravilhoso. A galera tá achando que é
só diquinha que batata. É, não tem
preciosidades aqui, meus amigos. Tanto
na quanto na DC, apocalipse é vilão.
Apocalipse tinha que ser o herói. P Ex.
Olha aí, meu. Sensacional. Muito bom. Eu
nunca li essa HQ também, nem vi a
animação. A animação das EC são muito
boas, mas eu nunca vi essa aí também.
Não, o dia do juízo, o dia do juízo
final vale a pena, cara. A morte de
Superhomem, né, cara? Foi, eu lembro,
eu, eu não, eu sempre preferi Marvel,
né? Mas eu falei, cara, isso daqui, isso
daqui eu tenho que ver. Eu tenho um
quadrinho lá da M. Vocês lembram quando,
por falar em Superman e a morte, lembram
quando o Christopher Reeves morreu e o
Schnegger assumiu a o governo da
Califórnia? os memes que deram, mano.
Superman morreu, exterminador do futuro
assumiu o governo.
Que que que aliás é uma outra referência
de mundo pós-apocalíptico, apocalíptico
muito bom. Exterminador do futuro. Cara,
o Simpsons é muito bom porque tem uma
realidade ali, tem uma um frame do filme
dos Simpsons que eu acho que é que vai
acontecer é o fim do mundo ser anunciado
e a galera da igreja correr pro bar, a
galera do bar correr pra igreja.
Muito bom, cara. Muito bom. Tá, mano. Eu
citar o Esador Futuro dois, eu vi semana
retrasada, cara. Que filme sensacional.
O dia do jual do um e o dois. Os dois
são muito bons. São muito bons. Não,
aquela descend
descendo. Aquele bracinho descendo no
ferro derretido, fazendo sensacional. É
pedindo um like, né, mano? Pedindo um
like. Essa é a deixa para você dar um
like nesse vídeo agora. lá. Vamos lá,
Nunes. A sua terceira, seu terceiro
cultural. Eu disse quantas? Eu disse
três. Já disse três? Titan é homens
pelados, né? Que é o Titan. Não é
gigantes pelados. O quadro do Vanangog,
né? Van Gog e e Tax Driver. E Tax
Driver. Muito bom. E tu disse três, né?
A morte do Superman, a novela da Globo e
apocalípticos integrados. A gente não
vai falar não. Já deu, já deu. Fala um.
Vai lá. Eu, eu já falei o meu. Eu vou
falar, então vou falar dos quadrinhos da
década de 60. O eternauta feito pelo
Héctor Geman. E aí eu esqueci o último
sobrenome que é inglês, que retrata uma
invasão alienígena
em Buenos Aires. Cara, essa série da
Netflix é boa? Cheirou uma série
adaptação, mas estou falando dos
quadrinhos porque são vários quadrinhos.
existe a escrita da no final da década
de 60 e para quem não sabe é uma crítica
política ali, principalmente diante de
um estado em que nada era confiável,
principalmente por causa da ditadura eh
argentina.
Eh, foram seis, né, no espaço de 20, de
duas décadas, seis golpes de estados, se
eu não me engano. Victor, corrige aí. É
isso mesmo. Na Argentina, por aí, por
cinco, seis, sete, car. Você que sabe
quantos golpes comenta na Argentina, por
favor. No Brasil também que a gente não
não liga para isso, mas teve. Exato. E
diante desse clima onde você não
consegue confiar em ninguém, não sabe o
que que é a notícia, ele escreve uma
obra sensacional de que existem alguns
homens reunidos em Buenos Aires e eles
não sabem o que está acontecendo, mas
eles precisam se lidar com uma neve, uma
nevasca que cai, que é tóxica e que ao
toque acaba matando instantaneamente uma
pessoa até descobrir que é uma invasão
alienígena, gente, não é spoiler, né?
E no piloto, mas tudo bem. Olha lá,
deveria ter sentiado. Então, mas tem
várias versões, inclusive quando ele vai
se direcionando a uma crítica mais
política, em que ele refaz algumas
questões e republica a história, mudando
alguns aspectos também, dizendo que essa
nevasca que cai é um comchave entre os
alienígenas e os países do primeiro
mundo. Olha aí que só essa nevasca só
caiu no sul global. E é qual que é a
grande questão? É a incerteza que está
por trás ali de toda essa obra que faz
com que esses homens tentem buscar algum
tipo de resposta enquanto lutam para
sobreviver. E eu acho que não existe
nada mais apocalíptico do que isso, né?
Uma revelação diante de uma
sobrevivência, um testemunho fiel.
Sensacional. Muito bom. Ó, vamos estar
com os top três aqui. Você que está
assistindo este podcast, comenta aí qual
o seu top três peças culturais. Ó, aqui
teve novela, livro, série, teve de tudo,
filmes, quadros. Então você pode
comentar aí o seu, a sua peça cultural
que representa aí o fim do mundo e tal.
Top três. Coloca aí nos comentários o
seu top três. Beleza? Eu é isso. Já
rodou vinheta, não sei se tem vinheta, é
um formato novo para nós aqui também.
Vamos lá. O papo hoje é apocalipse, meus
amigos. E eu quero conversar porque a
primeira pergunta que eu quero fazer
para vocês dois que são os convidados
aqui dessa mesa, porque o Luiz tá aqui
como host meu, tá aqui como coostinho
do sabe o Huguinho não da da Natalina. O
Guinho. Sei quem que é o Guinho é tipo
Louro José. É tipo Louro. Ei, obrigado.
É porque eu conheço do Charinho. Sou
tipo Xaropinho. Tá bom. Ou podia ser o
Minion também. O Davinho. O Dav.
Você é o Davin. É o Davin. Vamos lá.
Você sabe que o Ed Renê ia ter um
programa desse, ia ter o Talmidinho
aqui, né? Talmidinho. Nossa, cara, mas
nada supera o tal mendingo. Ai,
mendingo. O tal mendingo. O o cara,
cadê? Onde tá aquele Marcos Botelho,
mano? Cadê o Marcos Botelho da da
Testamento? Colos é há muito tempo.
Visão que ele fazia colagem. Cadê o
Marcos Botho? Do do Luero era isso aí. É
o concurc. Isso aí é o Luitero do
Botelha. É a mina da das milhas. É,
enfim. É, enfim. Mas, mano, o tal
Mindingo era muito bom. Tal mendingo era
sensa Mas enfim. Se a gente deixar que a
gente fica falando, né, coisas e sem
parar. Mas ó, o apocalipse é ah um livro
da Bíblia e geralmente é isso, né? Até o
o top três que a gente fez aqui é isso,
né? A gente associa ao fim do mundo, a
desgraça ao fim. E de fato a leitura que
a gente faz parece mesmo ser isso, tipo,
é cavaleiro da morte, é taça, é selo, é
tragédia, morreu um terço de não sei
quantos sobre cara, é tanto selo, é
tanta taça, é tanta coisa que não sei
como sobra a gente para poder morrer na
próxima coisa que vai ser aberta, que
vai ser lida e por aí vai. Mas por que
que nós hoje a gente lê Apocalipse,
grosso modo, movimento evangélico, lê o
Apocalipse nessa vibe assim, tipo fim do
mundo e tal. O apocalipse é sobre o fim
do mundo. Os leitores originais de
apocalipse, eles liam a assim também.
Caraca, marca da besta, chip, ferrou,
galera. Pá, vamos parar de comprar. Acho
que eles olhavam o Império Romano e
falavam: "Caraca, ferrou".
[Risadas]
É, acho que começa a responder parte da
nossa. Vamos lá, gente. Eu queria
entender um pouquinho sobre os os
destinatários de apocalipse, né? A gente
lê muito apocalipse para nós hoje
comparando com as coisas, não? que
aquele escreveu isso aqui era um tanque
de guerra, isso aqui é um helicóptero.
Mas eu queria um pouquinho dos
destinatários de apocalipse. Se eles
liam mesmo isso, cara, é isso. É o fim.
A gente tá lendo um livro sobre o fim do
mundo. Helicóptero. Eles não imagina.
Eles não leriam isso em apocalipse, né?
Não, eu digo que nós, a gente, ó, aqui
eles viram como não sei quem, mas era um
helicóptero. A galera faz essa leitura
hoje. Acho que uma primeira coisa que a
gente pode deixar muito claro é que os
primeiros leitores eles viviam ali
naquela região da Ásia. Então eles eles
viviam naquilo que a gente chama de Ásia
Menor. Uhum. Um grupo de pessoas que já
que já tinham vivido e dentro do seu
histórico e pré-histórico era um
histórico de vivência de guerras, eh, de
domínio, de de um império dominando a
outro império. A gente tem uma série de
impérios se dominando e e se entregando
e de repente eles estavam sobre um, mas
já não estavam mais. Então você percebe
que claramente uma uma primeira coisa
que a gente pode afirmar muito claro,
isso não tem tanta discussão em
Apocalipse, é era um povo que vivia
debaixo de um império e esse império
chegou ali por guerra e chegou ali por
pela base da opressão. Ele não chegou
ali porque foi votação. Então, fazendo
um tipo de contraste de hoje, não
existia isso aqui. Não era, não era
olhar pra política como a o bonzinho, em
quem eu voto, é em quem eu aceito
adorar, em quem eu tenho que me
submeter. Isso, a minha questão, né?
Isso é isso é bem mais forte, porque
dentro da nossa cultura hoje, a gente
talvez nunca consiga viver isso
realmente. Talvez em países onde a coisa
seja mais pesada de de de ditaduras,
etc. Ah, possa respirar um pouquinho o
que foi aquela época. Mas mesmo assim
não tem a percepção de que o ditador no
poder detém o controle global de tudo
aquilo que é conhecido. O Império
Romano, o Império Romano ele tinha essa,
ele colocava para quem morava no
Mediterrâneo, na Ásia Menor, no norte da
África, a ideia de que o mundo conhecido
é dominado por eles, a propaganda, né? A
famosa propaganda. Exato. Então, quando
você olha pro Déspota, não é que esse
Déspota é o dono da minha região, era o
dono do mundo,
tá? Essa, isso é uma coisa importante da
gente perceber do clima do que é
apocalipse. Quando se fala, ah, o
Império Romano ah, César, a gente tá
falando de alguém que domina o mundo
conhecido.
Tudo bem, eles tinham uma noção sobre
Extremo Oriente, mas é uma noção, porque
a topografia ela representa uma
separação eh considerável dentro do que
era tecnologia e possibilidade de
transporte na época eh dos povos do
Extremo Oriente e da Ásia Menor para cá.
Então assim, ah, os persas tinham algum
contato com os mongóis, cara? Alguma
coisinha tinha, mas atravessar aquelas
montanhas todas ali não é moleza, sabe?
Então, o que que era o mundo conhecido?
O mundo conhecido era a região do
Levante, era Península Arábica, era o
norte da África
e era a Europa. E o Roma dominou tudo
isso daí. Então, a outra coisa que eu
acho que é interessante saber e que fica
fácil quando a gente faz a comparação
entre literatura profética e literatura
apocalíptica é que não tem um
apocalipse. É um apocalipse é um corpo
de literatura com muitos livros e o
Antigo Testamento já tem pelo menos um
livro com um pezinho lá que é Daniel.
Existe uma diferença entre literatura
profética e literatura apocalíptica. Que
que acontece?
O profeta, via de regra, ele é o cara
que olha pro rei israelita e vê o rei
israelita se distanciar da lei e ele
fala: "Opa,
vou lá puxar a orelha do cara. Quem sabe
ele volta pros caminhos do Senhor e o
povo de Israel eh volta pro seu
propósito, paraa sua missão." E a
literatura profética, ela é feita desse
jeito.
Que que acontece quando o rei não é mais
um israelita? Não adianta você ir puxar
a orelha do cara e falar: "Ó, volta
paraa lei". Você vai fazer isso com a
com Nabuco Donzor? Você vai fazer isso
com Daril Persa, você vai fazer isso com
Alexandre da Macedônia ou com Ptolomeu
ou ou com Celeuco. Não, não, não faz
sentido. Não, não tem como você ir para
esses caras e falar: "Volta pra lei". A
lei para começar nem é do povo deles.
Então,
o ofício profético começa a se dar num
outro tipo de literatura. E essa
literatura é o que acontece quando Deus
intervém diretamente no reinado desses
homens poderosos,
porque não adianta puxar a orelha deles.
Então o que sobra é uma intervenção
direta de Deus, porque eles estão
amarrados, né?
os profetas, a gente não tem como fazer
isso. Então, a gente depende
literalmente de uma ação divina, porque
a gente não tem para onde recorrer no
sentido que então a literatura
apocalíptica, ela é sempre um decreto de
quando que o reinado ou o império ou a
tirania desse homem poderoso acaba.
Então, o livro de Daniel ele já traz
esses decretos sobre o fim de grandes
impérios. Não é só mais restauração, mas
é libertação também. Aham. Exatamente. E
esse fim desses impérios se dá por meio
de uma revelação. Por isso apocalipses,
tá? A palavra grega apocalipses é
revelação. A revelação de como Deus
intervém nesses grandes impérios.
E aí a literatura apocalíptica, os
livros apocalípticos, eles têm essa
tônica. Vitor, os livros apocalí, tá?
Vamos lá. Os livros proféticos, uma
crítica mais interna. Os apocalípticos
tem uma pegada aqui já cósmica. É
cósmica, acho que é uma palavra boa, né?
Agora eu pensei, por exemplo, num Jonas
e num naum,
porque eles não lidam com o rei de
Israel, né? É, não, mas é que aí a gente
teria que fazer um episódio sobre Jonas,
porque Jonas é sobre Israel, não é sobre
Nínive. Eita! Boa, boa.
Tá fechado. A gente tem um episódio
sobre Jonas, a gente precisa eh a gente
precisa requentar ele, mas assim, e é
lógico que é sobre Nínive, mas tem uma
meta narrativa que é sobre Israel.
Então, você tem o chamado, você tem a
desobediência, você tem exílio e você
tem um retorno rancoroso ou ressentido
do exílio. A história de Jonas reproduz
a história de Israel. Uma ótima novela,
né? Muito bom mesmo.
Tá aí, Globo, se você Ai, ai. Vamos lá,
vamos lá. Boa, boa, Víor. Boa. Entendi.
O que você quer? Fala aí. é esse povo
que vive debaixo desse império e dessa
vivência de de expectativa para onde o
império vai, o que que vai fazer, como o
mundo vai acabar, como esse império vai
acabar. havia uma relação entre figuras
humanas e os deuses. Então o apocalipse
é é escrito dentro de um contexto onde
Ártemis, onde Apolo influencia
diretamente em guerra, segundo eles,
onde o imperador, o prefeito de tal vila
só tá ali porque eres Eri ou outros
ligados a Zeus determinaram aquilo.
Uhum. Então, era um tipo de poder que
era muito mais do que humano, era
sobrehumano. Por exemplo, na cidade de
Éfeso, a gente sabe que Xenofonte, por
exemplo, que viveu muito tempo em em
Corinto, mas também escreveu coisas
sobre Éfeso, as palavras de maldição que
algumas pessoas aprenderam com os deuses
e elas falavam nas praças e nas águas e
falavam aquelas palavras e todos ficavam
com medo daquelas palavras, aquela,
daquelas palavras. Por quê? Porque os
deuses iam acabar com o destino daquela
pessoa. Paulo escreve em Éfeso para para
e em Éfeso lá no final, né, os dados
inflamados do maligno, as potestades. E
ele fala muito sobre todo tempo sobre
sobre seres espirituais, sobre demônios,
sobre isso, aquilo, dentro daquele
contexto de uma cidade que estava num
domínio eh muito grande de política, só
que também esse domínio tinha a ver com
questões espirituais. Em Apocalipse,
acho que isso é muito legal, porque
quando você olha João fazendo os
símbolos, as figuras, né, você vê a
Babilônia. A Babilônia não é só uma
estrutura de poder, ela tem á, ele tem,
elas ela tem uma espécie de de campo
quase que divino. Você vai ver a mulher
que persegue o dragão, ela tem poderes
que dentro de uma cultura judaica e
grega é quase que divina. Então o povo
vendo aquilo é dá para você percebe que
tá muito mais dentro do contexto deles.
Não é só o político vazio e humano, é o
político divino que influencia, né? Eu
queria colocar uma questão, porque muito
se fala sobre aquilo que que se
convencionou se chamar sobre a Pax
Romana, a ideia de que o império ele
garantia que todos os povos ali por meio
de uma intervenção, por uma intervenção
militar ou até mesmo política, social e
tudo mais, organizasse e colocasse isso
e as as culturas abaixo dela para que
possam viver de maneira harmoniosa.
Vamos, vamos colocar e especificamente
assim, o quão isso também está ligado
com uma questão divina, o quão isso
porque muitas vezes, ó, a gente pula pr
para apocalipse e se o pastor, se o
professor ele não de escola de bíblica
dominical não explicar que era um
contexto de perseguição, automaticamente
a nossa tentativa de ler Apocalipse está
na onde? No futuro, no que está
acontecendo agora. Porque o que João viu
viu para nós hoje. Agora, diante disso,
o que a gente poderia levar em
consideração da Pax Romana, desse
conceito de divindade e como os
primeiros leitores eles entendiam
Apocalipse como uma espécie para paz
igualar, alguma coisa do tipo? Fiz
entendido com a pergunta? Cara, eu acho
que é importante para responder a tua
pergunta, perceber que sim, existe uma
perseguição iminente. Em outras
palavras,
a gente não tem certeza que as igrejas
da Ásia estavam sendo diretamente
perseguidas, mas existe uma percepção de
que a perseguição é possível
e existe uma sedução da Pax Rombana. E
isso fica bem claro nas cartas das
igrejas. A ideologia de Roma promete uma
série de benefícios se você sucumbir a
ela, se você capitular e você fazer
parte das guildas comerciais da sua
cidade, você vai ter que prostituir
algumas das suas ideias, você vai ter
que fazer parte eh de alguns cultos,
alguns rituais que não deveria. Quando
você olha paraas reprimendas, as os
juízos sobre as igrejas da Ásia, muitas
vezes a preocupação é sincretismo,
muitas vezes a preocupação
é se mesclar com a cultura e os costumes
daquela cidade específica.
Por que isso? Porque a Pax Romana é
sedutora.
Porque você dizer que César é o
verdadeiro senhor não é uma coisa que
você declara apenas com a boca. Às vezes
você se furta de declarar com a boca,
mas com o teu coração tá lá. Ou seja,
uma coisa confortar Pax Romana, diante
de um mundo de incertezas, eu tenho uma
passa, ou seja, eu tô protegido dos
inimigos. Desde que eu pague o tributo
aqui, não incomode o Não incomode o
status qu. Exatamente. E aí,
evangelizar na praça pública às vezes é
incomodar o status qu.
deixar de participar de alguns cultos.
A igreja fora da sinagoga já é um vou
dar um exemplo. O antijudaísmo surge
numa dessas. Surge numa dessas. Surge um
monte de dessas. Mas uma das coisas que
ocasiona o antijudaísmo na antiguidade é
não se conformar com alguns cultos
públicos. Roma deixar você adorar quem
você quisesse. Você quer adorar quem
você quiser na tua casa, Roma não vai
implicar com isso. Você quer na tua casa
não adorar César, Roma não vai implicar
com isso. Não tem e eh não tem uma lei
que vá fazer você ir pra Cova dos Leões
fazendo paralelo com Daniel, tá? Só que
imagina uma cidade e e aqui eu tô dando
exemplo real, tá? Imagina uma cidade que
volta e meia tem um abalo sísmico.
Como que essa cidade lida com abalo
sísmico? Vamos fazer sacrifícios aos
deuses
para amainar a ira dos deuses e e não
ter mais terremoto por aqui. Só que a
gente sabe que vai continuar tendo
terremoto. E aí tem o próximo terremoto.
A culpa é de quem?
é de quem não veio aqui fazer culto
público paraa deusa patrona da cidade.
Obviamente os judeus da dispersão vão
ser os primeiros a sofrer com isso.
Então quando você pega os primeiros
séculos antes de Cristo,
já existe um antijudaísmo que é
proveniente de uma série de coisas, mas
inclusive esse tipo de coisa. O autor de
Apocalipse tá sugerindo
pro pessoal das igrejas da Ásia que não
participe desse tipo de cerimônia. Aí
você tem uma guilda comerciante que tem
um deus patrono e você faz parte dos
comerciantes daquela cidade. É a tua
atividade econômica, é aquilo que você o
teu ganhapão. Porque não se dividia na
nessa época religião e de atividade
econômica. E aí o que acontece? De
repente você tem um conflito, uma
guerra, e que uma uma cidade que era
consumidora tua deixa de deixa de
consumir o produto da tua cidade. E quem
que é a culpa? Ah, quem que é o
comerciante que não tá vindo aqui pagar
tributos pro nosso Deus patrono? É assim
que se dá a dinâmica de conflitos
sociais e econômicos ligadas à questão
da idolatria.
Então, é uma dinâmica de perseguição
iminente e certamente uma dinâmica de
sedução.
Dentro dessa sedução da Pax Romana, o
que que o autor de Apocalipse tá
garantindo? que César é uma caricatura
do verdadeiro rei.
Olha, vocês vão resistir. Ao resistir
vocês serão perseguidos. Não poderão
comprar nem vender. Tá vendo só? Uhum.
Ao resistir vocês serão perseguidos.
Nossa, caiu agora o deixados para trás.
Tá, agora caiu. Caiu.
Mas quando vocês forem perseguidos,
invés de olhar paraa Roma e pros
palácios e pro Senado e para mármore pro
ouro, olhem pros céus e observem as
estrelas, as nuvens, porque ali está o
verdadeiro dono do universo
em oposição aquele que se diz ser dono
desse mundo que vocês conhecem. Uma
pergunta agora. Tu, acho que eu vou
fugir muito do assunto, mas se a
pergunta for muito ruim, vocês tu vai
para tuas anotações aí, tá bom? Gui, uma
pergunta que eu ia fazer a seguinte. É
por isso que de alguma forma João
escreve até um pouco nessa linguagem
muito figia sentido para pros leitores
de João? Porque, mano, ele usa muita
linguagem estapa food assim, né?
Figurada. Figurada. Tipo isso era é a
literatura apocalipse é marcada por isso
mesmo, essa coisa muito estrombólica e
tal. Faz sentido a minha pergunta?
Porque no fundo é como se a galera se se
alguém pegasse esse pergaminho, essa,
né, esse papiro, sei lá no que que ele
escreveu, né? A galera, ó, pessoal, a
galera tá tramando contra a gente assim.
Então tinha um pouco dessa, difícil
anticensura. Anticensura. Exato. Tipo,
vamos aqui falar de um jeito que os
nossos opressores não vão entender o que
a gente tá lendo aqui. Nada a ver. Mas
é, não, não, não, não tem nada a ver.
Beleza. Próximo. Por quê? Porque o
pensamento cristão ele era muito
público. Hum. Ele não era escondido.
Assim, os cristãos não tinha medo de
tornar o que eles sabem. É tanto que os
filósofos da época e todo mundo falam
dos cristãos e e parece saber muito bem
o que nós falamos. Alguns com
caricatura, mas muito bem. Mesmo a
caricatura é montada em cima de algo que
foi feito público. É. Então assim, então
de uma forma e era muito claro. Agora
Paulo também tem uma veia antiimperial e
a gente vai perceber em Romanos. Atos
não tanto Atos você não vê em nenhum
minuto a Lucas falando contra Roma.
Justamente talvez com medo de Paulo já
tá preso e aquilo ia aumentar ali para
ele, né, o problema dele. Então você não
vê. É diferente de Mateus e Marcos, que
coloca a culpa nos romanos, mas Atos não
vai fazer isso. Então o que que
significa? que existe uma tensão com o
império. Agora, o cristianismo nunca
escondeu o que eles criam. Isso que o
Vitor falou é muito importante, porque
vai muito do tipo de de perseguição que
a gente pensa. A perseguição cristã, por
exemplo, em primeira de Pedro é uma
perseguição que já tava acontecendo no
meio do ostracismo. Ou seja, para você
entrar naquela rua, naquela praça, fazer
parte daquela sociedadezinha ali
pequena, você precisa oferecer uma pomba
branca com sangue nessa vasilha. Então
você só vai fazer parte desse aqui. E
fazer parte dessa aqui é dar o direito
de você entrar naquele mercado que tem
logo depois. Então, por exemplo, e em
primeira Coríntios, Paulo faz aquele
aquela coisa sobre o mercado e o templo.
O mercado era no centro da cidade, o
templo da deusa era de lado do mercado e
o templo maior era aqui. O que
significa? A ideia é, você tem o mercado
e você tem o templo. E você tem mercado
e templo. Para chegar às vezes no outro
mercado, você tem que passar pelo templo
mesmo, por esse corredor. Uhum. Por quê?
Porque senão tal Deus e tal Deus não vai
gostar do que você vai pegar as coisas
dele para comer. E Paulo precisa lidar
com isso. Pedro precisa lidar com isso.
A a escolha com relação a fazer certas
coisas em sociedade cada vez mais
ficando diminuta. E eles precisavam
tomar essa atitude. Paulo trata disso em
Primeira Coríntios, como eu falei, e
Paulo deixa claro, não vão no templo.
Isso é uma coisa mais clara que Paulo
deixa naquele livro difícil de Primeira
Coríntios.
A única coisa que a gente vê assim, fuja
da imoralidade, não vá no templo. Por
que que ele diz não vá no templo, mas
coma tudo o que tiver no mercado sem
perguntar? Ora, porque o templo era um
ambiente de prostituição junto com o
culto de a deuses, a deuses. E você
percebe, não vá lá. Só que tem a
questão, será que tudo que tá no mercado
é o que eles precisam? Algumas coisas
eram colocadas somente no templo. O F
deixa isso muito muito claro assim.
Algumas coisas só estariam ali. Então,
ou seja, é um tipo de perseguição em
termos de ostracismo. Você é e não sei
se a gente consegue perceber isso hoje,
mas problema é tipicamente gentílico,
né? É, você vai você quer água, pois
agora você tem que ir ali. Só que às
vezes algumas leis e algumas provocações
começaram a surgir contra os cristãos.
Isso. Aham. E aí era muito claro do
tipo, você não vai entrar ali, bota essa
lei aí que o cristão não entra ali. Eu
tenho uma coisa só para encerrar esse
ponto. Eu tava uma vez pregando em
Cochabamba e eu passei um bom um um 30
dias por ali, 30 e poucos dias na
Bolívia. É Bolívia. É uma cidade na
Bolívia, perto de lá. Tá bom. E foi
Santa Cruz de Lacier, uma cidade mais em
cima, que eu vi um um rapaz chegando
para mim dizendo assim: "Isso na época,
isso há uns 10 anos atrás, eu não sei se
hoje tá assim, hoje tem ainda isso que
eu vou falar, mas talvez seja muito mais
flexível". Ele disse o seguinte:
"Pastor, eu eu trabalho numa mina, numa
mina de cavão e uma de mineradora mesmo
também. E para eu entrar lá agora, eles
estão pedindo um sacrifício que eu mate
ali pros deuses e tal. Só que se eu não
tiver ali, se eu não se eu não
sacrificar aquilo ali, eu não vou
conseguir viver, eu não vou conseguir
comprar certas coisas. E tem outra
coisa, ele fala: "Se eu, se se em alguma
outra mina dessa cidade me aceitarem e
souberem que eu vim para cá porque eu
rejeitei aquilo, eles vão me deixar tudo
mais difícil para mim aqui hoje." Existe
uma realidade hoje no mundo de um tipo
de perseguição que não é vou te prender,
como o Vitor falou, né? Não, não é que
eu vou te existe a perseguição não era
perseguição do coliseu. Isso é porque na
nossa perfeito. Na nossa mente tudo é
aquilo. Só que tem algumas perseguições
que vão querer que elas querem te matar
por dentro, elas querem te implodir. E
Roma sabia fazer muito bem isso. É tanto
que ela mesmo cai nessa armadilha e
implode anos depois, né, séculos depois.
Então, acho que Apocalipse tá lidando
não só com um tipo de perseguição, eu tô
com medo que que me batam em mim, não é
com relação à sua família, são coisas
reais, né? E aí, respondendo a questão
do Víor, eu eu do do Bíblia, eu acho que
ele usa os símbolos porque é uma
literatura apocalíptica,
mas também porque os símbolos
representam também toda uma realidade,
uma realidade deles, mais do que uma
única coisa ou há um há um uso do
símbolo para poder eh eh ter várias
camadas de significado, tanto para eles
naquele momento,
é uma linguagem universal também, mas eu
acho que eu tô um pouco com Bill aqui,
com Gregory Bill, uma ideia de que
existe algum tipo de camada no símbolo
onde vai se vir para eles, vai servir
para nós, vai se vir para quem vier
antes deles. E é algo deixa deixa o
texto rico, né? É, e tem existem coisas
também que simplesmente são eh
tendências culturais. Então, da mesma
maneira como a gente produz um
determinado, existe um determinado
jeito, um determinado padrão de se fazer
poesia, você pegar uma letra de bossa
nova e tentar colocar uma música de rock
and roll, vai ficar esquisito. E se você
pegar uma música do Charlie Brown Júnior
e tentar fazer uma bossa nova também vai
e vai ficar esquisito. E é que nem um
nem outro é melhor ou pior
necessariamente.
tem letras profundas dos dois lados, mas
são e eh jeitos diferentes de fazer a
coisa e às vezes uma tendência vai
pegando.
Daniel e alguns outros autores lançam
essa tendência da linguagem simbólica
assim para para muito além
da linguagem concreta. Ah, a gente vai
usar a linguagem simbólica no limite, no
extremo. Daniel lança meio que lança
essa tendência. Sofonias tem um pouco
também. né? Eh, Ezequiel tem alguma
coisa ali, mas essa tendência ela vai
pegando. O motivo pelo qual essa
tendência pega, principalmente na
literatura intertestamentária, é alvo de
debate.
Mas conforme a literatura
interestamentária avança, você pega
quarto esdras
eh eh
você pega quarto esdras, você pega mesmo
dentro de terceiro e quarto uma cabeça
alguma coisa, de repente isso se
prolifera e vira um estilo literário.
E ao virar esse estilo literário, parece
haver uma prática de simbologia e
decodificação de simbologia.
E aí faz parte da cultura, assim como
faz parte ah da nossa cultura. Isso é a
literatura apocalíptica que você está se
referendo, certo? Porque é porque também
tem a questão de que se a gente pega o o
João judeu ou o autor judeu e a gente vê
em Apocalipse que aquele autor tem
rastros que ele é um judeu. Uhum. A
gente percebe que dentro do judaísmo,
como o Víor falou, tinha essas escolas
que já vinham formando livros
apocalípticos. E você tinha sessões do,
eu não quero falar aceita, tinha sessões
do apocalipse, né? Sessões de dentro de
do judaísmo, comunidades comunidades
dentro do judaísmo que elas só falavam
muito, por exemplo, do fim dos tempos ou
falava sobre o a queda do império. Elas
não tinham mais aquela literatura de
ensino de outros que estão presente na
literatura rabínica. Então, eh, você tem
ali o no, principalmente dentro da
comunidade curamita, uma quantidade
absurda de textos que foi criada usando
essa simbologia, justamente vindo de
Daniel e justamente
eh sobre esse cataclisma do fim do
mundo, assim. Então, acho que João, o
autor, ele tá bebendo muito dessa, eles
vão identificar do que eu quero dizer.
Tudo bem. Apocalipse não é sobre
deixados para trás, mas é alguma coisa
de que o mundo vai mudar, né? Tem algum
tem algo de futurismo ali. E esse algo
de futurismo ali tem tanto futuro
iminente
para muito perto da vivência deles com o
Império Romano, quanto pro futuro
definitivo. E o futuro definitivo é a
ideia de novo de novo sair e nova terra.
Só que essa ideia de novo sair nova
terra, de futuro definitivo, que nem
mesmo nós ainda experimentamos, esse
ainda não, do reino de Deus, não tá
presente em Apocalipse apenas, né? Eh,
tá desde Paulo. Então, a literatura
cristã, lembrando aqui que o apóstolo
Paulo é quem inaugura a redação do Novo
Testamento, né?
A literatura cristã, ela é permeada por
esse futurismo escatológico
desde o seus primeiros escritos. Basta
lembrar que tudo a partir do evento
ressurreição, né? Influenciado pelo
evento ressurreição, né?
e o evento ressurreição que faz com que
Paulo imagine que se inaugurou uma nova
era. Basta lembrar que a gente tem duas
cartas que disputam ali quem, qual foi o
primeiro documento do Novo Testamento a
ser escrito. Ou é Gálatas ou é Primeira
aos Tessalonicenses. E quando a gente
vai para primeiro aos Tessalonicenses, a
preocupação com o evento final tá muito
evidente ali.
Eh, então toda a literatura do Novo
Testamento é recheada desses elementos
de futuro definitivo, porque o advento
Cristo é um advento de futuro
definitivo, ou seja, por futuro
definitivo, se eu tô entendendo, é aquil
resolve história, é que a gente não, ou
seja, não tem discussão teológica se é
pré, mid, pós, não é o futuro
definitivo, é novos céus e nova terra é
Deus chegando e resolvendo a parada. Tem
uma coisa que eu, isso que o Víor falou
sobre um futuro iminente e o futuro é
para nós, vamos dizer assim, para eles
também, né? É, é que apocalipse para mim
tem muito do tempo.
Eh, eu tenho um vídeo no YouTube que é
uma duas lições que eu aprendi sobre
apocalipse. Pro nosso tempo hoje, quando
a gente vê o mal existindo no mundo, a
gente sempre pergunta por quê, né? Por
que o mal existe? Por que o mal tá aqui?
E eu acho que isso é uma pergunta muito
ocidentalizada. O porquê da natureza das
coisas dentro do judaísmo. A gente tem,
e o Richard Balcan, para quem quer
estudar sobre isso, Richard Balkan, ele
analisa dentro do judaísmo uma outra
tensão, o mal existe.
Essa é a tensão. A, nós temos uma tensão
hoje, né, que é o mal existe, Deus é
bom. E aí, como é que a gente, Deus é
soberano, né? Esse é o nosso probleminha
clássico. O nosso problema do mal é
perguntando por o mal existe. Dentro do
judaísmo, a pergunta não é por, é até
quando? Hum. Hum. E nas palestras o
Paulo Marçal é como é como
diz como me diz como. E a pergunta ser
por
a pergunta ser porquê muda muita coisa,
porque eles também estavam vivendo. O
mal existe, o a injustiça tá imperando.
E a pergunta não é porque Deus permiti
isso? Caramba, não tem a pergunta mesmo.
A pergunta é até quando ele vai permitir
isso?
E a ideia é que a solução para o
problema do mal dentro do judaísmo não é
querer saber o porquê, mas é querer
saber o quando. Uhum. Isso nos basta. E
aí Apocalipse diz assim: "Porque haverá
um dia." Ou seja, isso vai. É por isso
que eu acho que em Apocalipse, por que
que Apocalipse descreve tão bem Deus
fazendo juízos?
É muito detalhe. Na minha concepção de
ideia é que ele tá querendo deixar muito
claro que nada de injustiça que foi
feito vai ser vai passar. passar ficar
sem uma resposta. Nada vai ficar sem uma
resposta. Então, Apocalipse para mim é a
resposta do problema do mal. Assim, não
na nossa concepção, mas na concepção
judaica de até quando? Em breve. Uhum.
Ele vai. Então, qual é a resposta? É ele
vai. Abacuk faz essa pergunta. Salmos. O
Salmo 13 faz essa pergunta porque essa
era a ideia deles. É, Abacuk é a
teodiceia do Antigo Testamento por
excelência, né? A gente fala muito, a
gente fala muito de Jó. É verdade. Eh,
mas a bacuk é a teodiceia do Antigo
Testamento. J talvez seja mais sobre
sabedoria do que sobre problema do mal,
né? Exato. Exato. Para nós vira uma
questão do problema do mal e pros amigos
de Jó também. É.
E a gente identifica mais os amigos de
Jó. Alade. Quer saber onde tá a maldade.
Uma um alô pro professor Saião que me
influenciou nessa rima.
Melhoras, professor, no momento dessa
livro dessa gravação, saão tá se
recuperando aí. Ele tem um livro
maravilhoso, maravilhoso sobre Abacuk,
sobre odisseia, sobre abacu e o problema
do mal. O saão tem, né? Tem verdade o
problema do mal no Antigo Testamento.
Exato. Acho que é é isso aí. É, eu
lembro. É de outra editora, mas é muito
boa. Vai, vai. É porque sim, a gente
falou muito sobre essa questão do
contexto, mas por que a gente ainda
insiste em ler Apocalipse pros nossos
dias?
Porque isso é uma uma tônica para nós.
Eu acho que tem um que de
sensacionalismo e que é sedutor também,
essa coisa assim de eu sei o que vai
acontecer. Isso é tentador mesmo, cara.
A planilha, o plano divino através dos
séculos. Tem cara que gostava de ser
mentira. E então, e aí tem uma outra
coisa que a sensação de ver tudo se
encaixando, ela é boa. Então, quando
alguém explica pra gente eh essa essas
escatologias em que tudo se encaixa
perfeitamente, sou assim, nossa, cara,
isso é que responde um anseio, né? Por
exemplo, a gente tá diante de um de uma
catástrofe natural, mano. Aí a gente vem
com o porquê, que a gente gosta do
porquê, né? Por que Deus não, porque em
apocalipse já tava dizendo que o mar
iria engolir não sei o que. Apocalipse é
para conspiração nesse caso, né? Agora é
agora tem uma coisa que é o seguinte,
cara. Eh, todo o texto bíblico, todo
texto bíblico clama dizendo: "Eu sou
para os seus dias".
Tá? Eh, só que pra gente chegar nisso, a
gente tem que entender o que ele quis
dizer nos dias dele.
Mas todo texto bíblico clama. E aí é uma
é da natureza de um ser humano
espiritual, de um homem não carnal, de
um homem espiritual que, eh, como diria
Marcelinho Carioca, o homem carnal vive
do que vê, o homem espiritual crê no que
não vê. Meu Deus, o Marcelinho falou
isso mesmo. Eu não sei. Para mim,
Marcelo, Marcelinho Carioca para mim era
jogador de futebol. É ele mesmo. Mas ele
tinha, mas ele tinha junto com
Amaralzinho do olho caído uma banda de
pagode chamada Divina Inspiração.
Caramba, impron
Mas tu não sabe que o Víor é o cara com
o maior número de conhecimento randômico
que existe na internet.
É uma sequência de out tab assim.
Talvez empate com o joga. É, é verdade.
Verdade. É o nosso easy nobre, né?
Claro, só que mais inteligente,
obviamente. Mas enfim, qual era o
assunto? Marcelinho carioca com o gol em
casa. É isso? O que eu que eu quero
dizer é que assim, o homem espiritual ao
ler as escrituras, ele tem um anseio
para que ela fale com ele, para que a
palavra de Deus fale consigo. Então é
natural que a gente queira, pô, tá no
canon, é inspirado por Deus. Eh, falou
no primeiro século, fala hoje também.
Exato. Exato. Então eu acho que isso tem
que ser levado em consideração. Sim.
Agora, primeiro a gente tem que entender
o que o texto quer dizer e aí a gente
pensa em como isso Uhum. vem pra gente.
Aliás, é isso. É. Aí eu ia puxar como é
que o Scott Mcnight e o Cody Matchat
Matchet Cody Matchet. Cut, como é que é?
Cody. Cody Matchet. É isso. Olha aí.
Cody Matchet. Curget. Como é que esses
dois autores Scott Mcight, um cara que
gosta do que ele escreve, né? Aliás, eu
li só o que dele, eu li só o Tve e
comecei a ler um do Evangelho dele lá
também. Mas aí, ó, nós temos aqui, ó,
Apocalipse Paradiscidentes do Scott
Mcight e do Mat Chat. Como é que eles os
ajudam então, né? Apocalipse para diss
para discípulos dissidentes ou o inglês
é apocalipse para o resto de nós? Acho
que o nome em inglês, né? Bom, mas eu
acho que o nome em português foi muito
feliz. Muito feliz. Isso muito legal.
Apocalipse para discípulos de acidentes,
ou seja, nós, né? Ou seja, como é que
esse livro aqui nos ajuda a ler
Apocalipse? Vocês que já leram a obra e
tal, fala um pouquinho para nós aí,
Víor. Inclusive, você fez resenha no seu
canal? Já tá pronta a resenha ou ainda
não? Ah, tá, tá, tá. Eu já falei, eu eu
falei desse livro em vários vídeos já no
meu canal. Vários vídeos. Antes de
chegar em português, você já tava
falando e e com ele já em português
também, assim, e eu acho que ele
completa muito bem, como se fosse uma
trinca, como se fosse uma trilogia, o
teologia de apocalipse do Balkan e como
ler apocalipse com responsabilidade, ler
apocalipse com responsabilidade de
Norman. Eu acho que ele completa muito
bem. Por quê? Porque ele é um livro de
discipulado. Ele faz exatamente isso.
Ele eh como que esse livro tão complexo
serve pra gente hoje. E aí, ou seja, é
para nos discipular. Exatamente. Sair da
conspiração e ir para o discipular,
aplicação prática da vida diária. Muito
dessa coisa do dissidente é o quê? é o
cara que tá olhando paraas seduções da
cultura e está dizendo não, caramba. E
aí? E ele topa a perseguição. E ele topa
esse tipo de perseguição que o Gui
trouxe pra gente. Muitas das coisas que
a gente diz não, não vai nos levar para
Coliseu, mas vai fazer com que a gente
deixe de experimentar tudo que a
sociedade ocidental tem para nos
proporcionar. Prejuízo, segundo a
linguagem econômica. Exatamente.
Exatamente. Quer dizer, não a nossa PX
romana. Então assim, eh, ou não o lance
da simbologia é tão rico que é o que o
Gregory Bill traz que assim, beleza, a
gente tá chamando Roma de Babilônia e
não de Roma. Se eu tô chamando Roma de
Babilônia, quem mais eu posso chamar de
Babilônia? O Scott McNight vai tratar.
Caramba, sensacional, sensacional,
gente. É isso. Então, Apocalipse para
Dissidentes, lançamento aí da Thomas
Nelson Brasil. Você tem o link para
adquirir essa obra aqui e fazer uma
leitura de apocalipse mais decente, mais
assim para aplicações assertiva,
aplicações para vida prática. Livro para
pequeno grupo. Sério? Olha essa
informação isso é verdade. Livro para
pequeno grupo. Vocês recomendam
recapitular. Eu acho que uma coisa que
ele traz muito boa nesse livro é que ele
traz o evangelho pro centro da mensagem
desse livro. Exato. E como foi
perguntado, né? Como aplicar esse livro
para hoje? A resposta que ele dá é
talvez em tod todas as páginas, que é
qual? É quando eu foco naquilo que era
comum entre eu e eles lá. E o que era
comum? Jesus. Jesus que é apresentado
como um leão, mas ele é um cordeiro. O
evangelho que vence leão não pela força,
pela morte. Então ele traz o evangelho
de volta pro centro das discussões em
apocalipse que às vezes se perde em
numerologia e tal. É o trovão reverso do
do Eugan Peterson. Perfeito, perfeito. J
Peterson. Beleza, gente. Muito bem.
Então é isso, foi mais um BTC, o
primeiro de mesa. Obrigado meus amigos
por toparem esse desafio. Bettcash
presencial numa mesa tomando uma água.
Obrigado essa marca de água que nos
patrocinou. Por isso que a gente tirou o
rótulo. Mentira. Vai ter sim. Quer
colocar camisa? Exato. Cadê a plaquinha
da Insider? Aí eu tô usando Insider.
Vittor Fontan está usando Insider.
Você está usando Insider? Não, não tá
usando. Não. Faltou a plaquinha da Bet
aqui, né? Não, não, essa não. Essa aí é
a besta do apocalipse. Essa é a dizão.
Não, a gente olhou pro leão e pro
cordeiro, não pro tigre.
Sensacional.
[Música]
Ah.
[Música]

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