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A fé vem pelo ouvir

CORTES CRENTES: SOBRE O PASTOR QUE CAIU NO BAIT, FILOSOFIA GREGA E TATUAGEM

CORTES CRENTES: SOBRE O PASTOR QUE CAIU NO BAIT, FILOSOFIA GREGA E TATUAGEM

CORTES CRENTES: SOBRE O PASTOR QUE CAIU NO BAIT, FILOSOFIA GREGA E TATUAGEM

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Legendas automáticas:

Como é que é que
fala? Informantes por aí. É legal. E vez
por outro eles deixam escapar que eles
acompanham o conteúdo. Eu vou contar uma
história para
vocês. Não, talvez eu conte mais de uma.
Vai lá, cara. O que acontece? Tem uma
tem um programa específico de um humano
específico que responde
perguntas específicas de maneira
genérica, praticando a
tudologia eh opnológica generalizada. E
esse camarada tem um programinha tipo
como se fosse um um bate-papo e tal com
outro cara, tal. E aí sempre a produção,
a produção desse programa, ela recolhe
perguntas
aparentemente
e eh discute a pergunta ali ao vivo, né?
Ao vivo não, gravado no estúdio. Lê a
pergunta e o outro cara responde e rola
essa troca. Acontece, é um programa, tem
vários desse tipo, né? Mas um desses aí
eu joguei um
bait e eu falei ano passado, eu falei
com os camaradas meu, falei: "Mano, vou
jogar um baitezinho para ver se se a
gente se os cara pega". Por quê? Porque
tinha um cara que é próximo à pessoa que
organiza esse programa aí, que disse que
o pastor desse programa já tinha
assistido meu conteúdo e ficou um pouco
bravo. Eu falei, já que ele assiste o
conteúdo, apesar do canal ser pequeno,
ele ter ficado bravo, vamos aproveitar.
Aí eu joguei num vídeo um pouco polêmico
e provocativo a seguinte frase: "Olha,
muito legal a pergunta da pessoa aí que
mandou a, né, fez essa pergunta aí.
Muito interessante, muito interessante
essa pergunta aí do ouvinte, se é que
esse ouvinte existe, porque pode ser uma
pergunta inventada pela produção. Não
estou dizendo que seja, mas vai
que é semanal esse programa. Na semana
seguinte, o programa começa com cara
assim, ó, o apresentador. Você pode
mandar a sua pergunta e nós vamos ler,
ó. E aí ele mostra pela primeira vez na
história do
programa o a pergunta. Nossa, nós lemos
mesmo a sua pergunta, ó. A produção
separa e volta para ler a pergunta. Eu
falei: "Assiram o vídeo, peguei vocês".
Mas não só essa vez, teve outros bait
que eu fui soltando por aí, a galera vai
pegando e fala: "É, tá lendo, né? Tá
acompanhando o canalzinho pequenininho
do Bruno". É isso. Estamos atingindo.
Caiu no bait. Caiu, cara. Caiu. Caiu. Os
cara caiu no bait. E foi uma
malandragem,
[Risadas]
né? Foi, foi
massa. Ah, aqui, ó. De quem é essa
estátua? Atrás de você.
Isso aqui é o
Tinho. Sócratinho. É o Sócrates. Só que
como ele é
pequeno, tinha é o
Sócratinho. Sócrates é um cara que me
influencia muito, me influenciou muito,
né? Hoje menos, mas na
graduação primeira disciplina, primeiro
a gente entrou tendo filosofia antiga,
né? Tendo a tradição tripartite tosca de
antiga, medieval e e moderna. E aí o o
Tinho me influenciou muito. E aí a gente
era em três pessoas, né? Três amigos
muito muito brothers mesmos assim.
Brothers mais que mais que irmãos. Nós
éramos brothers que era eu, o Jarino,
grande Jarino. Um beijo Jarino, saudade
do e Pedro. Pedro Francisco da
Conceição. Um beijo para o
Pedro. E aí eu era. E aí o Pedro um dia
a gente tocando ideia assim, né? E o
Pedro falou, tá? Sei lá o que ele, como
ele tá falando, é aqui a gente já tem,
já percebe aqui que tem o
Brunócrates, aí o Jarinales de Mileto e
o
Pedráclito. A gente começou a fazer
esses apelidinhos sem vergonha e aí
ficou nessa. E aqui tá o Tinho. Tinho,
Tinho é um um, eu não posso esquecer
dele. Aliás, já falando do Tinho, né?
Por exemplo, que Sócrates a gente não
sabe se ele existiu mesmo, né? uma
personagem muito boa, utilizado por
diferentes autores, aquela coisa toda.
Eh, mas o o Platão me influenciou
bastante. Tem até uma tatinha aqui, ó,
que eu tenho, Pedro tem, não sei se
Jarino tem, mas eh a gente não combinou
de fazer a mesma tatu, juro por Deus,
mas aí eu fiz essa tatua aqui, né, que é
o Calepacalá, que significa aquilo que é
belo, aquilo, aquilo que é belo, aquilo
que é bom, é duro, é difícil, é
árduo. É que é República de Platão. E aí
um dia Pedro é professor de ensino médio
aqui da rede pública de São Paulo. Pedro
me convidou para ir dar aula com ele,
com a molecada que ele dava aula lá. Era
um colégio que tinha integral e ele era
professor de filosofia e também dava
aula de música. E ele tinha um grupo que
ele trabalhava com a galera lá. Eu fui
lá e aí fui com o
Pedro. Aí eu chego e eu fui de
metrô, peguei o trem e o Pedro ia me
buscar no trem e ia ia me pegar de carro
para levar pra escola. Quando eu
cheguei, entrei no carro, eu olho para o
braço do Pedro, não o braço inteiro,
porque Pedro não tem esta parte do
braço, de um dos braços, ele tem só o
cotoquinho até
aqui. E nesse braço que só vai até o
cotoquinho, Pedro tinha
tatuado, Calepata Calá. E eu olhei e
falei: "E isso, Pedro?" Aí ele: "Ué,
República de Platão". Eu falei: "Pedro,
você tá de sacanagem". Ele: "Por quê?"
Aí
eu iso faz faz um ano e meio, dois anos
que a gente já tinha saído da graduação,
quase três, talvez. Aí ele: "Ah, não, eu
falei: "Ah, não, digo eu, né,
mano". Só que era uma outra fonte, outra
parada. Só que não adianta. A gente
entrou lá no na escola, a professora de
matemática olhou pro meu
braço. Você tem a tatuagem igual do
Pedro? Aí eu, é, agora estamos
eternizados, Pedro. Estamos unidos.
Unidos.
Acontece. Ai, tem tanta história nessa
vida, gente, pelo amor de Deus.
Inclusive, muita história para contar
para vocês de pouco em pouco. Mas é
isso, ó. O Guilherme tinha respondido.
Foi mal, mano. Gu tinha respondido aqui
que era o Socratinho. É o Tinho
Socratinho, que como eu ainda não tenho
o stream streamyard pago, né? Ele tá do
lado do pato do Streamyard. É um pato,
né? É um pato. Espero que seja.
Parã. É, infelizmente eu sofro de
heteronormatividade. Pedro não sei, mas
então nunca rolou nada. Mas a gente é
irmão mesmo, foi muito brother e
continuamos sendo grande Pedro. Um
beijo, Pedro.
Tchu tchu. Ó, já já vou começar o tema
aqui do nosso papo, senão vou me enrolar
aqui. Eu tenho horário para terminar
esse bagulho
aqui. É action figure de filósofo, pelo
menos não é BB Reborn de filósofo, mas
tem toda a razão. Tem toda a
[Risadas]
razão, pô. Ó, que legal, pô. Massa
Mandorova. Tava lendo Platão
recentemente, vejo muitos temas que
também são trabalhados por Paulo no Novo
Testamento. Faz sentido? Eu tô maluco?
Depende. Depende. Acaba acontecendo
[Música]
um historicamente, graças à mediação de
Agostinho, a conexão entre a tradição
cristã com a tradição da filosofia
grega, né? Então, hoje a gente não tem
como desver. você vê essas
conexões e tem muito a se discutir de
aproximações e de distâncias, de
distanciamentos. Tem um livro, eu não
tenho ele aqui, infelizmente aqui atrás,
porque eu dei esse livro para um
camarada meu, mas eu tenho PDF, pode ser
que o camião caia
aí, que é
chama em português, em espanhol
é as raízes del crítico, né? as raízes
do pensamento crítico. Mas em português
foi traduzido
por a maldição que pesa sobre a lei. Ó,
você vê que diferença radical. A
maldição que pesa sobre a lei, que é um
texto do Franzin Kelammert. E ele, eu
vou até tentar colocar aqui, ó, para
quem que se interessar em
português, o PDF tá disponível na
internet porque o autor liberou para
nós. Então, é fácil, relativamente fácil
de encontrar.
Eh, foi escrito em espanhol
originalmente, mas tá em português. A
maldição que p sobre a lei. A primeira
parte do livro é uma, o Rick Lamets dá o
trabalho de mostrar não as convergências
entre Platão e Paulo, mas exatamente as
diferenças da racionalidade semita com a
racionalidade eh
greca. E, cara, é muito legal, é muito
muito muito muito legal de ver. E aí a
gente começa a trabalhar com duas
coisas, a conexão historicamente
existente entre filosofia grega e a
tradição cristã. E as e as diferenças,
você consegue andar nos dois mundos e
trabalhar
com as duas coisas, as diferenças
existentes e como elas se conectaram
historicamente. E aí acho que
potencializa para fazer criticamente
esse balanço aí entre Platão e e Paulo,
né? nem identificar como se eles
estivessem falando a mesma coisa, mas
também não tratar como se eles nunca
tivessem se conectado, que aí é só
negação da história
mesmo. Bebort do descartia ser ruim, né?
Porque e eu não consigo ouvir o nome
descart ou descarts, que é decis
português, descarts, e não pensar no
verbo de descartar. Então, é lícito
descartar um bebê reborn. Fica aí o
questionamento. Não sei, não sei te
dizer. Eu não sei se eu
deveria incentivar esse tipo de
coisa, mas eu vou colocar por um segundo
e tirar. Quem viu? Viu.

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