CORTES CRENTES: SOBRE O PASTOR QUE CAIU NO BAIT, FILOSOFIA GREGA E TATUAGEM
06/06/2025
CORTES CRENTES: SOBRE O PASTOR QUE CAIU NO BAIT, FILOSOFIA GREGA E TATUAGEM
Pix: [email protected]
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Como é que é que fala? Informantes por aí. É legal. E vez por outro eles deixam escapar que eles acompanham o conteúdo. Eu vou contar uma história para vocês. Não, talvez eu conte mais de uma. Vai lá, cara. O que acontece? Tem uma tem um programa específico de um humano específico que responde perguntas específicas de maneira genérica, praticando a tudologia eh opnológica generalizada. E esse camarada tem um programinha tipo como se fosse um um bate-papo e tal com outro cara, tal. E aí sempre a produção, a produção desse programa, ela recolhe perguntas aparentemente e eh discute a pergunta ali ao vivo, né? Ao vivo não, gravado no estúdio. Lê a pergunta e o outro cara responde e rola essa troca. Acontece, é um programa, tem vários desse tipo, né? Mas um desses aí eu joguei um bait e eu falei ano passado, eu falei com os camaradas meu, falei: "Mano, vou jogar um baitezinho para ver se se a gente se os cara pega". Por quê? Porque tinha um cara que é próximo à pessoa que organiza esse programa aí, que disse que o pastor desse programa já tinha assistido meu conteúdo e ficou um pouco bravo. Eu falei, já que ele assiste o conteúdo, apesar do canal ser pequeno, ele ter ficado bravo, vamos aproveitar. Aí eu joguei num vídeo um pouco polêmico e provocativo a seguinte frase: "Olha, muito legal a pergunta da pessoa aí que mandou a, né, fez essa pergunta aí. Muito interessante, muito interessante essa pergunta aí do ouvinte, se é que esse ouvinte existe, porque pode ser uma pergunta inventada pela produção. Não estou dizendo que seja, mas vai que é semanal esse programa. Na semana seguinte, o programa começa com cara assim, ó, o apresentador. Você pode mandar a sua pergunta e nós vamos ler, ó. E aí ele mostra pela primeira vez na história do programa o a pergunta. Nossa, nós lemos mesmo a sua pergunta, ó. A produção separa e volta para ler a pergunta. Eu falei: "Assiram o vídeo, peguei vocês". Mas não só essa vez, teve outros bait que eu fui soltando por aí, a galera vai pegando e fala: "É, tá lendo, né? Tá acompanhando o canalzinho pequenininho do Bruno". É isso. Estamos atingindo. Caiu no bait. Caiu, cara. Caiu. Caiu. Os cara caiu no bait. E foi uma malandragem, [Risadas] né? Foi, foi massa. Ah, aqui, ó. De quem é essa estátua? Atrás de você. Isso aqui é o Tinho. Sócratinho. É o Sócrates. Só que como ele é pequeno, tinha é o Sócratinho. Sócrates é um cara que me influencia muito, me influenciou muito, né? Hoje menos, mas na graduação primeira disciplina, primeiro a gente entrou tendo filosofia antiga, né? Tendo a tradição tripartite tosca de antiga, medieval e e moderna. E aí o o Tinho me influenciou muito. E aí a gente era em três pessoas, né? Três amigos muito muito brothers mesmos assim. Brothers mais que mais que irmãos. Nós éramos brothers que era eu, o Jarino, grande Jarino. Um beijo Jarino, saudade do e Pedro. Pedro Francisco da Conceição. Um beijo para o Pedro. E aí eu era. E aí o Pedro um dia a gente tocando ideia assim, né? E o Pedro falou, tá? Sei lá o que ele, como ele tá falando, é aqui a gente já tem, já percebe aqui que tem o Brunócrates, aí o Jarinales de Mileto e o Pedráclito. A gente começou a fazer esses apelidinhos sem vergonha e aí ficou nessa. E aqui tá o Tinho. Tinho, Tinho é um um, eu não posso esquecer dele. Aliás, já falando do Tinho, né? Por exemplo, que Sócrates a gente não sabe se ele existiu mesmo, né? uma personagem muito boa, utilizado por diferentes autores, aquela coisa toda. Eh, mas o o Platão me influenciou bastante. Tem até uma tatinha aqui, ó, que eu tenho, Pedro tem, não sei se Jarino tem, mas eh a gente não combinou de fazer a mesma tatu, juro por Deus, mas aí eu fiz essa tatua aqui, né, que é o Calepacalá, que significa aquilo que é belo, aquilo, aquilo que é belo, aquilo que é bom, é duro, é difícil, é árduo. É que é República de Platão. E aí um dia Pedro é professor de ensino médio aqui da rede pública de São Paulo. Pedro me convidou para ir dar aula com ele, com a molecada que ele dava aula lá. Era um colégio que tinha integral e ele era professor de filosofia e também dava aula de música. E ele tinha um grupo que ele trabalhava com a galera lá. Eu fui lá e aí fui com o Pedro. Aí eu chego e eu fui de metrô, peguei o trem e o Pedro ia me buscar no trem e ia ia me pegar de carro para levar pra escola. Quando eu cheguei, entrei no carro, eu olho para o braço do Pedro, não o braço inteiro, porque Pedro não tem esta parte do braço, de um dos braços, ele tem só o cotoquinho até aqui. E nesse braço que só vai até o cotoquinho, Pedro tinha tatuado, Calepata Calá. E eu olhei e falei: "E isso, Pedro?" Aí ele: "Ué, República de Platão". Eu falei: "Pedro, você tá de sacanagem". Ele: "Por quê?" Aí eu iso faz faz um ano e meio, dois anos que a gente já tinha saído da graduação, quase três, talvez. Aí ele: "Ah, não, eu falei: "Ah, não, digo eu, né, mano". Só que era uma outra fonte, outra parada. Só que não adianta. A gente entrou lá no na escola, a professora de matemática olhou pro meu braço. Você tem a tatuagem igual do Pedro? Aí eu, é, agora estamos eternizados, Pedro. Estamos unidos. Unidos. Acontece. Ai, tem tanta história nessa vida, gente, pelo amor de Deus. Inclusive, muita história para contar para vocês de pouco em pouco. Mas é isso, ó. O Guilherme tinha respondido. Foi mal, mano. Gu tinha respondido aqui que era o Socratinho. É o Tinho Socratinho, que como eu ainda não tenho o stream streamyard pago, né? Ele tá do lado do pato do Streamyard. É um pato, né? É um pato. Espero que seja. Parã. É, infelizmente eu sofro de heteronormatividade. Pedro não sei, mas então nunca rolou nada. Mas a gente é irmão mesmo, foi muito brother e continuamos sendo grande Pedro. Um beijo, Pedro. Tchu tchu. Ó, já já vou começar o tema aqui do nosso papo, senão vou me enrolar aqui. Eu tenho horário para terminar esse bagulho aqui. É action figure de filósofo, pelo menos não é BB Reborn de filósofo, mas tem toda a razão. Tem toda a [Risadas] razão, pô. Ó, que legal, pô. Massa Mandorova. Tava lendo Platão recentemente, vejo muitos temas que também são trabalhados por Paulo no Novo Testamento. Faz sentido? Eu tô maluco? Depende. Depende. Acaba acontecendo [Música] um historicamente, graças à mediação de Agostinho, a conexão entre a tradição cristã com a tradição da filosofia grega, né? Então, hoje a gente não tem como desver. você vê essas conexões e tem muito a se discutir de aproximações e de distâncias, de distanciamentos. Tem um livro, eu não tenho ele aqui, infelizmente aqui atrás, porque eu dei esse livro para um camarada meu, mas eu tenho PDF, pode ser que o camião caia aí, que é chama em português, em espanhol é as raízes del crítico, né? as raízes do pensamento crítico. Mas em português foi traduzido por a maldição que pesa sobre a lei. Ó, você vê que diferença radical. A maldição que pesa sobre a lei, que é um texto do Franzin Kelammert. E ele, eu vou até tentar colocar aqui, ó, para quem que se interessar em português, o PDF tá disponível na internet porque o autor liberou para nós. Então, é fácil, relativamente fácil de encontrar. Eh, foi escrito em espanhol originalmente, mas tá em português. A maldição que p sobre a lei. A primeira parte do livro é uma, o Rick Lamets dá o trabalho de mostrar não as convergências entre Platão e Paulo, mas exatamente as diferenças da racionalidade semita com a racionalidade eh greca. E, cara, é muito legal, é muito muito muito muito legal de ver. E aí a gente começa a trabalhar com duas coisas, a conexão historicamente existente entre filosofia grega e a tradição cristã. E as e as diferenças, você consegue andar nos dois mundos e trabalhar com as duas coisas, as diferenças existentes e como elas se conectaram historicamente. E aí acho que potencializa para fazer criticamente esse balanço aí entre Platão e e Paulo, né? nem identificar como se eles estivessem falando a mesma coisa, mas também não tratar como se eles nunca tivessem se conectado, que aí é só negação da história mesmo. Bebort do descartia ser ruim, né? Porque e eu não consigo ouvir o nome descart ou descarts, que é decis português, descarts, e não pensar no verbo de descartar. Então, é lícito descartar um bebê reborn. Fica aí o questionamento. Não sei, não sei te dizer. Eu não sei se eu deveria incentivar esse tipo de coisa, mas eu vou colocar por um segundo e tirar. Quem viu? Viu.