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Makários | Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei? | Mód. 2 – Aul. 2 | Jônatas Hübner

Makários | Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei? | Mód. 2 – Aul. 2 | Jônatas Hübner

Makários | Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei? | Mód. 2 – Aul. 2 | Jônatas Hübner

Aula 2 | Módulo 2
Curso de Teologia Makários
Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei?
Introdução ao Pentateuco

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เ
Muito boa noite a todos que nos
acompanham aqui no nosso canal da IBNU
no YouTube e também na
plataforma de ensino IBNU. Nós temos
essa possibilidade também de assistir
aula pela plataforma, mas eu não quero
falar que isso está 100% correto, porque
eu não estou conferindo exatamente agora
se isso já está acontecendo. Então
fiquem aqui comigo no YouTube mesmo,
porque é mais garantido da gente
assistir a nossa aula. É uma alegria
receber cada um de vocês na nossa aula
aqui sobre agora o módulo dois, passando
por por assuntos mais diretamente
conectados ao texto bíblico. a gente no
primeiro módulo trabalhou eh teologia
sistemática, um pouco mais sobre
teologia sistemática e no segundo módulo
agora nós estamos indo pro que a gente
não vai a gente não vai dizer que é
exatamente o oposto ou
ou vamos dizer
assim um contraponto, mas na verdade é
uma linha de de estudo bíblico que
complementa a teologia
sistemática. Eu diria até que é o
inverso, né? Eu eu sou mais fã da linha
de teologia bíblica, da gente poder a
partir da Bíblia da Bíblia extrair os
elementos que nós queremos aprender
e a teologia sistemática nos ajudar num
pensamento um pouco mais, vamos dizer
assim, filosófico a respeito do texto
bíblico, né? Uma ideia um pouco mais
focada na filosofia da religião e na
filosofia do texto como um todo, né? na
linha de pensamento, na e na forma como
nós interpretamos o texto bíblico, eh,
com categorias que nos sejam
inteligíveis, vamos dizer assim, porque
existem muitos elementos dentro da do
próprio texto que são tão distantes da
nossa realidade que podem parecer
estranhos e a gente ficar meio perdido
quando nós vamos estudá-los. Hoje a
gente vai falar de um tema muito
interessante. O Ála introduziu na última
aula o tema da do Antigo Testamento, fez
lá a digressão a respeito dos elementos
que estão ali dentro
do do texto do Antigo Testamento, o que
que você vai encontrar ali. E hoje a
gente vai começar com a
partimentalização do Antigo Testamento.
Nós vamos fazer isso tanto no Antigo
Testamento como no Novo Testamento
também. Vamos pegar os elementos
essenciais que compõem o Antigo
Testamento e o Novo Testamento e vamos
analisar de uma forma um pouco mais
profunda. Claro que, claro que esse
curso, ainda que nós tenhamos recebido
inúmeras mensagens de agradecimento,
tanto pela riqueza de conteúdo do curso,
pelos professores e tudo mais, e também
por entenderem que era algo que eles que
as pessoas que falaram isso estavam
precisando para se aprofundar. Esse é um
curso ainda assim introdutório, a gente
não é exaustivo nos assuntos aqui. Estou
deixando esse disclaimer aqui no início
da aula porque nós vamos falar hoje do
pentateu e o pentateuco, inclusive, a
gente tem até um título bonito para essa
aula aqui. Olha só, se estamos no tempo
da graça, importa entender a lei. Por
que que eu preciso entender a lei?
Por que eu preciso compreender os
elementos da lei para compreender Jesus,
para compreender a salvação, para
compreender a aquilo
que nós precisamos saber da da das dos
ensinamentos de Cristo para a nossa
vida.
Vou começar já dizendo que sem a correta
compreensão da lei é impossível entender
e compreender o amor salvífico de Deus.
É
impossível, porque a lei ela é o
espelho. A lei, como o próprio apóstolo
Paulo vai falar em Romanos, ela funciona
como um espelho que revela a nossa atual
situação, a nossa atual, o nosso atual
distanciamento, distanciamento dos
preceitos da vontade, da ordenança que
Deus passou.
Eh, a gente não vai
entrar, dá até para falar um pouco disso
mais para frente, mas a gente não não
vai entrar muito a fundo aqui. Mas uma
pergunta que é sempre importante ser
feita da gente pra gente poder pensar a
respeito disso é
por que existe a lei. A lei, quando nós
falamos de
lei, nós estamos
falando basicamente do que Moisés
entregou para o povo, não é? A gente
quando lembra de lei, a gente sempre vai
apontar para isso.
Ah, Moisés lá ensinando o povo,
recebendo as orientações de Deus lá no
monte eh do Senhor aí, o monte Orebbe, o
monte Sinai.
E Moisés passando isso para o povo. E aí
a pergunta que se levanta é: por que que
Deus fez isso? Porque que Deus cria um
corpo de leis? E será que essa lei ela
Jesus cumpre essa lei? Será que Jesus
ele obedece os preceitos dessa
lei? Porque a grande questão é a gente
entender quem é esse Deus. Ou seja, se
eu não entendo a lei, eu não entendo o
Deus que passa a lei. Se eu não entendo
o Deus que passa a lei, eu não entendo a
profundidade, o a a o impacto do
sacrifício de Cristo. Então, tudo isso
está conectado. A gente vai começar
falando primeiro sobre o que que é o
Pentateuco, né? Então, você tem aí uma
definição e nomenclatura dos cinco
primeiros livros do Antigo Testamento.
Esse termo pentateuco vem do grego,
significa penta, não é? Lembra do Penta
que a gente ganhou lá em 2002 e nunca
mais vamos ver uma taça tão cedo da Copa
do do Copa do Mundo? Penta são cinco,
não é? E Teuco são rolos. Por que rolos?
Porque era como os livros eram guardados
na época, eram guardados em rolos, couro
de de animal normalmente enrolado. E
esses
rolos abriam e fechavam, né? A gente
inclusive relembra
que Jesus quando está lá em Nazaré fala
o texto de de Mateus e também te de
Lucas, na verdade ele vai falar que
entregaram para ele o rolo de Isaías
porque era assim que os livros eram
guardados. Então esse nome Pentateuco
vem justamente do que era o conjunto dos
cinco primeiros livros escritos em por
Moisés. E aqui não vamos entrar no
debate se foi Moisés ou não foi Moisés
que escreveu. Na verdade, a gente vai
entrar dentro do assunto, mas a gente
não vai definir isso aqui hoje, tá? E
eles são popularizados, esse nome
Pentateuco é popularizado pelos judeus
de Alexandria no primeiro século depois
de Cristo. Os judeus de fala hebraica
tradicionalmente chamavam esses livros
de Torá, instrução em santidade. Isso
que a palavra Torá significa. significa
instrução. Outras denominações incluem
incluem o livro da lei ou livro da lei
de Moisés, composto por Gênesis, Êxodo,
Levítico, Números e Deuteronômio. São
esses cinco primeiros livros que a cuja
autoria é atribuída a Moisés.
O Pentateuco representa a primeira e
mais importante coleção literária do
canon hebraico, sempre posicionado no
início da divisão tríplice do Antigo
Testamento, que é a lei, os profetas e
os escritos. Então, se você pegar essas
três palavras em hebraico, você vai ter
Torá, você vai ter profeta, se chama
Nevi, Nabi é o profeta, né? E o plural é
Neviim, então você tem Torá, neviim e
ketuvim. que são os escritos históricos
e
sapienciais. Eh, com esses três nomes
você faz o que ele cham de Tanar ou
Tanac, que é o conjunto dos livros da
Bíblia hebraica. Esse é o Tanar. OK?
Então, vendo mais de perto aqui, a gente
vai fazer essa aproximação. Nós temos o
Pentateu, que são os livros, os cinco
rolos escritos em grego, Torá em
hebraico, também chamado de livro da
lei, o livro de Moisés, composto desses
primeiros cinco livros da Bíblia. tem
uma posição superior no cano hebraico,
principalmente pela sua autoria dentro
do judaísmo, dentro do pensamento judeu,
judaico. Eh, Moisés, ele é a figura mais
importante do da história, porque é ele
quem traz a lei. Justamente isso aqui
que nós estamos vendo. Então, Moisés a a
está lá no em
destaque e há uma primeira tradução
muito cuidadosa feita por esses mesmos
judeus aqui de Alexandria, eh, lá na
região, no ano
250, mais ou menos antes de
Cristo.
o líder da cidade, o o general lá, que é
o general
Ptolomeu, eh é um dos generais de
Alexandre, na verdade não é nem
Ptolomeu, é o seu filho, é Ptolomeu II
quem faz esse pedido. Ele pede que a
comunidade judaica escreva uma versão
grega do seu livro sagrado. E aí eles
escrevem, existe até a lenda da
Septoaginta, né, que é são 70 anciãos
que escrevem em 70 semanas cada um num
espaço separado, quando eles juntam as
cópias estão todas iguais e tudo assim,
existe essa lenda a respeito da
composição da
da Septoaginta.
E o primeiro é justamente a primeiro é
justamente o livro da Torá, o livro dos
cinco primeiros rolos de Moisés, OK? E
aí a gente pergunta sobre essa, a gente
fala sobre essa unidade literária do
Pentateuco. A gente não pode pensar na
Torá como cinco livros. São cinco tomos
do mesmo livro. São cinco eh partes
desses desse mesmo livro. Por quê? A
gente vai entender isso aqui agora. Olha
só. Embora dividido em cinco livros, o
Pentateuco foi concebido como uma
unidade literária. É um livro de cinco
volumes. David Kleines vai propor duas
divisões básicas desses desse rolo, que
seriam essas cinco volumes em um rolo
apenas.
Primeira divisão, Gênesis do capítulo 1
ao capítulo 11, que apresenta o problema
fundamental, queda e relacionamento
rompido entre Deus e a humanidade. Ou
seja, nesse primeiro conjunto de
histórias de
conteúdo, eh nós não temos eh, vamos
dizer assim,
temporalidade. Gostaram dessa palavra?
Pode dar esse nome pro seu gato.
Temporalidade. O que que significa isso?
Significa que o tempo é
fluido. Ficou pior agora, né? Deixa eu
ver se eu consigo consertar isso aqui. O
tempo não é tempo. O tempo existe, mas a
preocupação do autor e do texto não é o
tempo. É isso que eu quero dizer. Depois
a gente começa a ver marcações temporais
mais bem definidas e inclusive com
elementos, eh, vamos dizer
assim, anexos à história principal. Mas
nesses primeiros 11 capítulos, nós não
temos como marcar temporalmente os
elementos, as os acontecimentos que
estão ali. Professor, não entendi. Me dá
um exemplo. A primeira pergunta que eu
posso fazer a vocês é: quando nasceu
Adão e Eva? Ou não, eles não nasceram,
só pegadinha. Brincadeira. Quando Deus
criou Adão e Eva, em que ano foi isso?
Se nós estamos no ano 2025 depois do
nascimento de Cristo, com erro, nós já
sabemos que essa data está errada, não
é? O nascimento de Cristo é antes de
Cristo. Olha que bonito. Não sei se
vocês vão ver mais lá paraa frente. Eh,
mas se nós temos 2025 anos desse período
e nós conseguimos calcular com certa
precisão ali até a queda do templo de
Jerusalém, eh, o ano 586 antes de
Cristo, nós conseguimos calcular a queda
de Samaria 722 antes de Cristo. Nós
conseguimos nos aproximar do período de
Salomão e Davi e Saul, que ali por volta
do ano 1000 antes de Cristo. E aí temos
essas datas para trás. A pergunta é:
quanto tempo antes Deus fez Adão e Eva?
Não tem como a gente responder isso
biblicamente, ainda que haja aí em
alguns lugares uma tentativa de se
chegar a um número, não, se você somar
as datas, as idades que são mencionadas
ali, eh, no que são mencionadas ali
no texto bíblico, né, das genealogias,
nós vamos conseguir chegar numa data.
Inclusive, se eu não me engano, teve um
americano que fez isso, chegou na data
de mais ou menos 10.000 1000 anos a
Terra tem. Eh, eu posso até pesquisar
isso aqui rapidamente, é porque eu
realmente não pensei nisso aqui, né,
para essa aula, mas existe essa essa
datação. Só que a grande questão é que
você tem homens e mulheres que vivem 900
anos, 700 anos. Eh, o nosso famoso
Matusalém, que virou até piada. Ah, esse
cara é mais velho que Matusalém, né? Por
o Matusalém é a pessoa que vive o maior
tempo de acordo com o escrito bíblico.
Ele tem, acho que ele vive Matusalém
idade. Matusalém, a Bíblia vai dizer que
ele viveu
969
anos. Então, a gente tem muito
provavelmente aí uma marcação não de
idade do indivíduo, mas de dinastias.
Esse é uma, essa é uma das aproximações
com relação às datações desse período aí
de Gênesis que vai de 1 a 11. Em outras
palavras, essas datas, obrigado, Felipe.
F delivery, na verdade, não é Felipe.
Toda vez que eu leio leio Felipe,
desculpa. Eh, aliás, o pessoal do chat
aí já tem uma pergunta ali. Eh, quem
quiser perguntar alguma coisa, pode
colocar as perguntas que a gente
responde no final da aula, tá?
Então, eh, você tem essas marcações de
datas que não necessariamente
representam datas específicas, não é? E
não são somadas
linearmente, o que é um outro erro de
cálculo, né? A gente vai pegando todos
os números e vai somando linearmente.
Ah, esse aqui existe quando esse aqui
morre, esse aqui existe quando esse aqui
morre. E não funciona assim. Por
exemplo, quando acontece o dilúvio de
Noé, qual é o ano do dilúvio? Não tem
como nós respond, não tem como a gente
responder isso na Bíblia. Eh, Fernanda,
obrigado. Marlene está me ajudando.
Fernanda,
eh, não tem como a gente responder isso,
porque a Bíblia não está aí vem o pulo
do
gato. E eu vou ser polêmico aqui, porque
talvez você que está me acompanhando ou
vai me acompanhar no futuro goste de uma
linha de pensamento que tem sido muito
difundida. Nesse período que nós estamos
vivendo aqui, 2025, tem sido muito
difundida, que é a ideia do design
inteligente. E a ideia do design
inteligente quer marcar as datas de
tudo, principalmente desse período que
eu estou falando com vocês. Eles podem
até acertar. Eu não estou dizendo que
eles estão errados. Eu estou garantindo
para vocês que essa não é a intenção do
texto. O texto não tem intenção de
marcação de data. Ele não quer dizer
qual é o a a a o RG, o dia do nascimento
do RG do Moisés, nem do Abraão, nem do
Matusalém, nem do Adão. Não quer. Ele
quer mostrar isso aqui que nós chamamos
de uma teogonia ou de uma cosmogonia.
Eh, a gente chama de teogonia porque é
o, não é, não é a criação do Deus, mas é
a criação do Deus, ou seja, a criação
que o Deus fez não é criação de um Deus,
mas é a criação, nós chamamos de
cosmogonia.
eh o conceito de das das civilizações
antigas da criação do mundo. Então você
vai ter uma
cosmogonia egípcia, uma
cosmogonia hebreia, ou seja, que nós
estamos vendo aqui, vai ter uma
cosmogonia babilônica, assíria,
cananita, a Suméria, a Cadiana, você vai
ter várias cosmogonias dos Sidônios.
Então assim, as
divindades eh que aparecem a a nos
povos, elas surgem como divindades
criadoras ou
alteradoras, vamos deixar assim essa
palavra, que alteram a realidade. Então,
para a gente entender, por exemplo,
dentro da cosmogonia egípcia, você tem
um Deus que é o acho que é o Rá, ele é
intocável, ele é o Deus supremo, certo?
É o Deus que ninguém pode encostar. Mas
Deus R tem uma esposa e ele tem um
filho. E como Deus R ele é
transcendental, ele não mexe com a
matéria, porque na cabeça muito antiga a
matéria já está consumida de de desvios,
de pecado, de erros, de falhas, o Deus
não pode encostar na matéria. Então, ele
tem um emissário chamado normalmente de
demioro. e o demiurgo, que é quem vai
trabalhar nessa matéria para que essa
matéria ganhe a forma que ela tem. No
caso da cosmogonia do do Antigo
Testamento, da Bíblia Hebraica, não
existe esse demiurgo, porque o Deus que
é transcendente também é imanente,
também está no meio da sua criação. Não,
não, a criação não é inerente a esse
Deus. A gente falou isso na último
módulo, né, sobre a questão do da
separação entre a criatura e o criador,
né? Nós não somos criados dentro de
Deus, não é? As coisas que estão aqui
não são sagradas porque são parte de
Deus, mas é um Deus que vem e que mexe
na matéria. Lembra lá no texto de
Gênesis, capítulo 1, versos 1, 2 e
sequenciais, que diz que no princípio
criou Deus os céus e a terra. E o
segundo verso diz que a terra era sem
forma vazia e o espírito do Senhor
pairava sobre a face das águas. A
matéria já estava aqui para ser moldada.
Quem criou a matéria foi o próprio Deus,
né? A nossa concepção dentro da linha
filosófica que nós defendemos, mas não é
o Deus que não sai do próprio Deus, não
é uma parte do Deus essa matéria. Então
o que que acontece? Esse pedaço de
Gênesis, ele está desconstruindo e
reconstruindo uma cosmogonia. Ele está
destruindo as ideias presentes nos
outros povos que muito dos povos de
Israel carregou, porque o povo viveu 430
anos sob servidão lá no Egito, não nos
430 anos, mas esteve lá.
E
ah, ele traz consigo esses conceitos que
eles aprenderam lá.
Deus vai revelar através de Moisés que
não é nada daquilo que eles estão
pensando. É o próprio Deus quem cria
todas as coisas. E isso está nesse
primeiro trecho que vai até o capítulo
11. Por quê? Porque no capítulo 11 vem
as
genealogias. E a genealogia de Abraão
vai aparecer aí. E quando Abraão aparece
na história, aí se cria uma espécie de
história registrada, não é? a gente
entende o o conceito de história, ele só
é válido a partir da escrita. Então,
quando nós chamamos de pré-história,
aquilo que nós chamamos de
pré-histórico é algo que não está
escrito, não tem registro escrito, mesmo
que exista o objeto. Então, eu pego um
pote de cerâmica cuja data é anterior à
invenção da escrita, que é mais ou menos
ali pelo ano 5000 anes de. Cristo, não
é? Criado lá pelos pelos sumérios.
Eh, sumérios acadianos. Agora v me bater
uma dúvida aqui, mas enfim, o que é
antes da escrita não é histórico, é
pré-histórico. E aí o que que acontece?
Já em Abraão é história, porque está
sendo escrito. O que não quer dizer, nós
vamos chegar lá já, não quer dizer que a
história que está sendo mencionada lá em
Abraão, ela
é um registro
científico. Essa é a grande questão.
Porque quando você leva esse assunto pra
academia, principalmente academia
secular, a primeira pergunta que eles
vão fazer é: "Mas você considera esse
texto e verossímio? É tudo verdade o que
você tá lendo aqui? Você acredita
realmente que Abraão existiu? E você não
tem como comprovar isso historicamente,
certo? Não há nenhuma comprovação
histórica da existência de Abraão. Até
poucos anos atrás, não havia existência
histórica da da comprovação histórica da
existência de Davi. O rei Davi não tinha
comprovação histórica. Até 2019, se eu
não tô enganado, não, 2009, perdão,
2009, quando foi encontrada uma pedra,
uma estela que contava a vitória do
império assírio, de um de um general
assírio contra os reis de Israel. E
naquela pedra está escrito destruir a
casa de Davi, ou seja, eu destruir bait
David. Se existe o bait David, ou seja,
que é uma dinastia de
Davi, existe o Davi. Então foi a foi o
que, vamos dizer assim, acalmou o
coração dos arqueólogos mais críticos
com relação ao texto bíblico, certo?
Então, nós temos até o 11 e no Gênesis
12 em
diante, eh, até Deuteronômio 34, ou
seja, até o final do Pentateuco, é a
solução de Deus para esse lapso, para
essa queda de relacionamento. Ou seja,
do Gênesis de 1 a 11 tá sendo
apresentado a queda e as consequências.
Gênesis de 12 a 34, a solução. Então
essa estrutura revela o propósito
teológico unificado da obra centrado na
restauração do relacionamento divino
humano. Então você tem aí a pergunta
central é justamente essa, como esse
relacionamento pode ser restaurado? Ou
seja, se esse Deus é santo, puro e e
eterno e todo- poderoso, como que nós
vamos reatar, já que nós fizemos algo
para nos separar dele? Então essa
resposta está fundamentada onde? na
aliança de Abraão. Começa em Gênesis,
começa no, perdão, começa no capítulo 3
de Gênesis lá em Adão e
Eva. E ela começa, vamos dizer assim, a
ser moldada, formada através da aliança
de Abraão. OK? E aí, o que que nós vamos
ter mais? um tema teológico unificador,
a aliança abrâmica como fio condutor de
toda essa narrativa. Ou seja, o tema
central do Pentateuco é a promessa do
Senhor Abra a Abraão, em Gênesis
capítulo 12, né, verso 3, que constitui
a resposta divina ao dilema humano
apresentado em Gênesis de 1 a 11. Essa
promessa tríplice envolve prosperidade,
posteridade numérica, perdão, eu estou
lendo tudo errado. Posteridade numerosa,
concessão da terra prometida e bênção
que se estenderia a todas as nações. É
essa tríplice promessa eh que é
anunciada a Abraão, que vai fazer causar
a reversão desse quadro apresentado no
início do Gênesis. o que a humanidade
não conseguiu alcançar através de seu
orgulho e autossuficiência, simbolizado,
por exemplo, na história da Torre de
Babel, que é Gênesis capítulo 9, eh,
perdão, capítulo
10. Deus iniciou mediante a sua promessa
de aliança. Todos os eventos
subsequentes do Pentateuco são expansões
dessa promessa fundamental. Ou seja, ali
a partir de Abraão está esse contraste
que nós vamos ver aqui, a torre de
Babel, que é a solução pensada pelo
homem versus a promessa divina, que é
independente do homem. Então, não
depende mais das ações humanas, não
depende mais da capacidade do ser
humano, não depende do que o ser humano
é eh eh possui de riquezas, de bens, de
propriedades, não depende mais nada
disso. É o próprio Deus quem promete e o
próprio Deus quem garante essa promessa.
Isso aqui é algo muito lindo. Se você
ler Gênesis capítulo 15, você vai ver
algo fenomenal de uma forma de contrato
que é apresentada lá. E nessa forma de
contrato, as duas partes deveriam
passar no meio daquilo que era da
cerimônia, né, que os animais partidos
no meio. E naquele momento apenas os um
foga esfumaçante que representava a
divindade passa no meio dos animais. E
com isso tá querendo dizer o seguinte:
"Olha, quem garante essa promessa sou
eu. Eu não dependo de você garantir a
sua parte."
E aí você tem essa estrutura literária
que é essa expansão dessa promessa
tríplice. Ou seja, ela começa com essa
posteridade de Abraão, uma grande
família. Depois a concessão dessa terra,
não é? Ou seja, essa eleição e graça
divinas também faz parte porque eh Deus
escolhe Abraão em detrimento de todas as
outras pessoas, não em detrimento no
sentido assim eh eh de que de da
eliminação das outras pessoas, mas não
não foi pelo que as outras pessoas ou
pelo que Abraão fez. Ele simplesmente
escolheu Abraão para ser o portador
dessa mensagem, dessa promessa de
salvação para todas as as famílias da
terra. E
aí, ah, tudo que vai se desdobrar depois
disso, até lá, o final de Deuteronômio,
Deuteronômio, capítulo 34, quando Moisés
está na boca do gol e Deus fala:
"Pênalti, você está expulso". Ele não
entra na terra.
Eh, é desdobramento dessa aliança e
dessa
promessa. O que que nós temos de
estrutura literária básica? Nós já
falamos, né, Gênesis de 1 a 11, ou seja,
cada livro contribui para o
desenvolvimento da aliança abraâmica.
Gênesis de 1 a 11, criação, queda e
julgamento. Estabelece o problema.
Gênesis de 12 até 50, a eleição de
Abraão e a preservação providencial da
sua família. Final de Gênesis, por
exemplo, é aquele trecho
maravilhoso. Pessoal, minha garganta tá
um pouco ruim. Eu tô bebendo aqui para
poder dar uma
aliviada. Eh, aquele final maravilhoso
onde a esperança tá se esvaindo, a uma
fome muito grande na terra, como o
próprio faraó tinha sonhado e o José
tinha
tinha interpretado para o faraó.
E aí Deus permite que o povo saia da
zona de morte, vamos dizer assim, que
estava ali próximo da terra de Canaã,
onde eles estavam vivendo, e os leva
para o Egito para serem salvos, para
serem preservados. Então isso também faz
parte dessa dessa aliança, dessa
confirmação do que Deus fez a Abraão e
tá fazendo agora com seus seus
descendentes. Êxodo, livramento do
Egito, estabelecimento da aliança do
Sinai. Levítico, leis de santidade para
o povo que viverá com Deus. E aqui está
o motivo e o propósito da lei. O
propósito da lei existe, ele ele ele ela
existe para que Deus tenha relação com
seu povo. Porque se Deus não tivesse
passado a lei, quando o povo pecasse,
seja por ignorância, seja
por, como é que a gente diz lá? O povo
de dura serviz, né? cabeça dura. Quando
o povo pecasse, Deus eliminaria o povo.
Deus chegaria e não quero mais contato
com vocês. Tchau, saiam daqui. E
eliminaria o povo, porque Deus não pode
habitar com o pecado. Mas Deus cria um
corpo de regras, um corpo de leis que
possui formas de retorno a esse contato,
a esse encontro com Deus. Então a lei
ela vem
para leis de santidade para que o
povo viva com Deus. É para isso que a
lei existe. E Números, o livro de
Números fala da provação e purificação
durante a peregrinação no deserto.
Lembra lá que em Êxodo, o o em logo no
início de Números, perdão, o povo comete
o pecado terrível de não confiar em Deus
e querer novos líderes para que eles
voltassem para o
Egito. E Deus fala: "Tudo bem, vocês
podem ficar tranquilos, vocês não vão
ter mais problema, vocês ninguém vai
precisar enfrentar nenhum dos gigantes
que vocês disseram que tem lá, porque
vocês todos vão morrer no deserto." E aí
o povo chorou: "Não, não, nós vamos lá."
E p, pô, tem uma história triste lá do
povo querendo ir por conta própria. Deus
não estava com eles. Eles vão lá e tomam
uma surra de gato morto até que o gato
miourou. Mas enfim. E no final nós temos
o livro de Deuteronômio, a palavra
pentateuco. Nós falamos que são cinco
rolos. E Deuteronômio vem de deutero é
do, né? Deutero é do e nômio é de nomos,
que é lei, que é regra, que é ordenança.
Então você tem o Deuteronômio, o que que
é a segunda vez que a lei é promulgada
diante do povo. Então é a renovação da
aliança antes da entrada na terra
prometida. Por é o último livro da da do
Pentateuco. Moisés escreve ou produz
esse livro para relembrar todo aquele
povo que é descendente do povo que se
rebelou contra Deus.
Então, faz todo sentido ele repetir a
lei para esse povo que vai entrar na
terra, para que eles não entrem
desavisados, para que eles saibam que
Deus vai dar a terra em cumprimento à
sua promessa. Mas a terra possui
condição. A promessa salvífica de Deus
não possui condição. É aquilo que nós
chamamos de aliança unilateral. Mas a
promessa da terra possui condição, é
bilateral. Porque Deus fala isso logo em
Êxodo capítulo 19, quando ele vai falar
com Moisés e o povo está escutando logo
que o povo chega ali no Monte Sinai,
Deus vai falar para Moisés o seguinte:
"Preste bastante atenção, vocês que eu
tirei do Egito. Se vocês seguirem os
meus estatutos e os meus preceitos e as
minhas leis, então vocês serão para mim
um tesouro pessoal e uma nação, um reino
de sacerdotes. E vocês vão habitar na
terra enquanto vocês seguirem os meus
preceitos. A gente vai ver mais pra
frente que eles vão perder o direito da
terra. Não aqui no Pentateuco, mas eles
vão perder o direito da terra porque
eles não seguem os preceitos que Deus
havia passado. Então está aí essa
estrutura literária básica pra gente
entender como que funciona o Pentateuco.
Cada livro representa um estágio
essencial no desenvolvimento da relação
entre Deus e o povo escolhido para
carregar essa aliança. OK?
Diversidade de
gêneros
literários. OK? Não vamos confundir as
coisas. Uma rica coleção de tipos
literários que realça a natureza
artística da obra. O Pentateuco contém
múltiplos gêneros literários que
contribuem para os seus temas teológicos
principais. Essa diversidade inclui
prosa narrativa, que é a maior parte do
texto, poesia antiga, revelação
profética e legislação. Essa parte da
legislação é muito interessante, porque
Moisés, deixa eu falar isso mais paraa
frente, a gente vai chegar lá, pera aí.
Cada gênero serve propósitos específicos
na comunicação da mensagem divina. A
prosa narrativa combina hilmente relatos
históricos com interpretação teológica,
enquanto a poesia preserva alguns dos
exemplos mais antigos da literatura
hebraica. Essa variedade literária tem
sido diretamente responsável pelos
debates contínuos sobre a composição e
datação do Pentateuco.
OK? Por quê? Porque a variação às vezes
é muito grande. E há algumas questões de
precisão aqui muito definitivas que as
pessoas falam: "Não é possível, não é
possível que essas esse escrito tenha
sido feito há tanto tempo atrás. Essa
obra é mais moderna, porque tem tanta
precisão histórica e geográfica e
geográfica
que não tem condição desse povo lá 2000
anos antes de Cristo, 3.000 anos antes
de Cristo tem escrito isso aqui. Não tem
condição. Então, uma das coisas que a
gente levanta aqui para esse debate é
por que não vou dar o exemplo da lei. Eu
falei sobre a questão da
legislação. A lei, o código de Ramurab
possui,
ó, rapidinho aqui,
Ramurab, eh, número de, ah,
itens. O código de Ramurab possui
282 cláusulas.
202 cláusulas.
O código de Moisés possui
613. Grande parte, prestem atenção,
grande parte das leis de relacionamento
humano, relacionamento interpessoal,
como lidar com escravos, como lidar com
propriedades e como lidar com bens, que
está na
Torá é reflexo direto do código de
Hamurabi. Vocês ouviram? Vocês ouviram
bem o que eu falei? Por exemplo, o texto
bíblico vai falar
que é olho por olho, dente por dente,
não
é? Essa expressão ela está sabe
aonde
no ahã Levítico, capítulo
24 verso 19. Olha o que diz o
texto aqui. Eu tô na dúvida se eu tô
escrevendo. Deixa eu pegar o texto em da
NVI, que é o texto que a gente usa aqui
na na IBNU. Levítico 24 versos 19 em
sequenciais. Se alguém ferir seu
próximo, deixando-o defeituoso, assim
como fez, lhe será feito, fratura por
fratura, olho por olho, dente por dente.
Assim como feriu o outro, deixando
defeituoso, assim também será. ferido.
Essa expressão olho por olho, dente por
dente, é uma expressão que está
diretamente no código de Amurabe. Em
outras palavras, o que que eu quero
dizer? Ah, quer dizer que Moisés copiou?
Não, Moisés, ele aprendeu isso. Ele
aprendeu isso porque Moisés estudou no
principal centro de ensino da época.
Vamos
lembrar que Moisés foi salvo das margens
do rio Nilo pela filha do faraó. E ele
vai morar no palácio do faraó,
nas redondezas do palácio, não
necessariamente dentro do palácio, mas
ele vai morar na
elite do Egito, com a elite do Egito.
Durante 40 anos.
durante 40 anos, ele recebe a melhor
educação que ele poderia receber. E aí o
que que nós temos? Nós temos Moisés
pegando alguns elementos do que ele
aprendeu, ressignificando agora nessa
nova lei, porque eram leis que se
falava, leis que que diziam a respeito
do relacionamento interpessoal. Então,
não tem motivo de se jogar fora leis que
já funcionavam. Então, a gente tem que
entender isso. Muitos dos conteúdos que
estão apresentados aqui no Pentateuco
são conteúdos de proveniente de outras
culturas, mas agora ressignificados
dentro do tema bíblico, dentro do tema
teológico que Deus quer eh passar para o
povo. Então, nós temos essa rica coleção
de gêneros e tipos literários, cujo os
principais gêneros são ah
ã ã ã, cadê? Que que eu estou
fazendo? Me perdi. Não,
voltei. Os principais gêneros. Agora
sim, prosa narrativa, poesia antiga,
revelação profética e a lei. E por conta
desse dessa quantidade de gêneros, ele é
o responsável, como nós falamos, pelo
debate da sobre a composição e datação e
possui essa natureza artística, ou seja,
não é apenas um texto
pensado para
[Música]
pensado
para, como é que eu posso dizer, contar
uma história para marcar um um evento. É
um texto que ele é
realmente de construído. Construído.
Essa é a palavra que eu queria. Ele é um
texto construído com intenção, com
finalidade, com cada parte sendo
colocada no seu lugar para causar
naquele leitor ou nos leitores que
viriam depois do autor, que é o caso
Moisés, um sentimento justamente de
primeiro de estar devendo por fazer
parte de um de de um de uma criação que
quebrou uma promessa, quebrou uma
aliança com o Deus criador, mas agora
também de fazer parte de um um povo que
está sendo
resgatado. Então você tem esses dois
elementos aí que agem da mesma forma,
vamos dizer assim, na composição desse
livro. Quando a gente vai, a gente vai
falar rapid daqui a pouco sobre a
questão da composição do livro mesmo,
né? E aí nós temos aqui um estilo mais
simples, mais expressivo, que combina
história e teologia. A maior parte do
pentateu quando estão falando a
característica da prosa, tá? Prosa
narrativa. A maior parte do pentateuco
consiste em prosa narrativa
caracterizada por linguagem simples,
direta e expressiva. O texto é
predominantemente escrito na terceira
pessoa, relatando a história israelita
antiga entremeada com orações,
declarações e discursos diretos. A
linguagem é frequentemente
antropomórfica, ou seja,
atribuindo características humanas a
Deus e inclui referências constantes à
teofania, manifestações visíveis e
audíveis de Deus. Melhor exemplo dessa
combinação de história e interpretação
teológica é a narrativa sobre José, onde
o sofrimento é interpretado
providencialmente para o benefício da
família de Jacó. É aquilo que nós
mencionamos agora a pouco. Você tem
várias teofanias no texto, né? Por
exemplo, Abraão tá na porta da sua tenda
meio-dia, é um calor escaldante, e ele
vê três homens com aspectos divinos e
ele vai e se curva. E o texto dá a
entender que é o próprio Deus quem desce
e vem falar com com
Abraão. Foi ou não foi? Não vamos entrar
nessa briga porque nós não temos
condição de saber se foi ou não foi. O
texto tá dizendo que foi. Nós
acreditamos que foi e segue a vida,
segue o jogo. Então você tem essa
linguagem antropomórfica.
presente no texto, essa linguagem também
teofânica, ou seja, de de dessas
aparições, a sarça ardente na frente de
Moisés, pergunta que não quer calar. Por
que que Deus aparece para Abraão e senta
com ele e come Moisés vem numa sarça
ardente? São questões que o texto não
explica, mas deixa aí pra gente poder
entender que essa manifestação divina
não está presa apenas à nossa percepção
e aquilo que nós queremos. Inclusive,
esse mesmo Deus vai aparecer novamente,
corporalmente em outros pedaços da
Bíblia, como o caso de Isaías capítulo
6. Ele não vai aparecer, mas vai ser a
visão que Isaías vai ter do céu. E vai
est lá o Senhor sentado no alto e
sublime trono. Se a pessoa senta, ela
tem que ter o formato de uma pessoa, tem
que parecer uma pessoa. Então esse
antropomorfismo serve justamente para
que a é é a forma que Deus entende ser
fácil o suficiente da criatura.
compreender que está falando com o
criador. Basicamente é
isso. OK? Então nós temos exemplos, por
exemplo, da intercessão de Abraão,
discurso do Senhor a Moisés, diálogo do
faraó com Moisés. São esses exemplos de
prosa eh narrativa. Só para vocês
entenderem uma coisa, todos os verbos
hebraicos regulares, existem verbos
irregulares
também, mas todos os verbos hebraicos
regulares, a forma raiz do verbo, como
nós entendemos o infinitivo, né? Cantar,
sorrir,
beijar, pode pensar outro verbo aí.
Então, para o hebraico, a forma natural
do verbo, ela é composta das de três
letras hebraicas. Então, você pode ter
alef, bet gimel. Então, você tem as três
letras e aí ela forma um verbo. Eh, Alef
Bet Gim, eu não sei se forma um verbo,
agora eu tô na dúvida, mas vamos pegar
essas esse como um
exemplo. E aí você tem essas três
letras. Quando aparecem as três letras
na forma natural, que aí você tem os
sinais de cantilação e sinais de
vocalização, né? Ah, sem sinal de
vocalização, você vai ter que entender
pelo contexto, mas com sinal de
vocalização que você vai ter um
cetá. Se tá nessa forma básica, a
tradução é sempre na terceira pessoa do
singular, do pretérito
perfeito. Ou seja, em vez de ser falar,
vai ser ele falou ou falou. Em vez de
ser cantar, cantou.
Certo? Então, o que que quero dizer com
isso?
A forma natural do verbo é uma forma que
conta uma história, por isso que é uma
prosa narrativa. A, o natural do texto
bíblico é justamente alguém que conta
uma história. Então, por isso é, ele
fez, então, saiu e foi, eles foram, saiu
daquela região, foi para outra região,
comeu e tal, sempre no passado e quando
está na forma natural, na forma singular
da terceira pessoa do do do pretérito,
certo?
Então, é pra
gente construção textual, como que ela
funciona.
Poesia antiga e revelação profética. Os
exemplos mais antigos de poesia hebraica
e manifestações proféticas estão lá no
Pentateuco. O Pentateu contém alguns
exemplos mais antigos de poesia que é
provavelmente do século ao século X
antes de Cristo. A gente vai falar sobre
a datação já já. incluindo, por exemplo,
o Cântico do Mar de Moisés, os oráculos
de Balaão, que são poesias, as bênçãos
de Jacó e de Moisés, a bênção araônica
também é uma poesia. E essa literatura
profética inclui tanto as previsões
divinas quanto interpretações da
revelação eh relacionada à aliança.
Exemplos significativos incluem a
revelação a Abraão, eh, Abraão no caso,
né, sobre a opressão futura e os seus
descendentes. Isso tá lá naquele
capítulo 15 que eu falei para vocês, em
Gênesis capítulo 15. Deus vira para
Abraão e fala o seguinte, eu vou até ler
esse trecho aqui, que ele é bem
interessante para mostrar como é que era
essa essa profecia direta, né? Então,
quando Abraão foi tomado de um sono
profundo, verso 12, Deus vai dizer para
o seguinte, no verso 13 diz: "Então
disse o Senhor: "Saiba que os seus
descendentes serão estrangeiros numa
terra que não lhes pertencerá, onde
também serão escravizados e oprimidos
por 400 anos. Mas eu castigarei a nação
que servirão como escravos, tá?" tá? Ele
dá continuidade. Então, é uma profecia
muito antiga falada para
Abraão. E falava sobre a opressão futura
dos seus descendentes e a profecia sobre
o profeta que apareceria em Israel
cumprida em Jerus Nazaré, que é uma
profecia que Moisés vai falar. Então,
que que nós temos como poesia antiga
aqui? Poesia do cântico do mar, logo
depois da morte dos do exército de
faraó, os oráculos de Balaão, a bênção
de Jacó aos seus filhos, Gênesis 49. e
cântico e bênção de Moisés, que é o
final da sua vida lá em Deuteronômio 32
e 33. Nós poderíamos colocar o cântico
de Miriã também, a irmã de Moisés, que
ela também faz um cântico e outras
coisas. formas de poesias específicas,
orações, cânticos de louvor, hinos
épicos, bênçãos patriarcais, profecias,
promessas da aliança e os cânticos
também de escárnio que também estão
envolvidos aí no texto. Revelações
proféticas, previsões e revelações
divinas e exposições e interpretações
que acontecem nesse texto. A lei no
Pentateuco, mais de 600 leis organizando
a vida moral, religiosa e civil de
Israel. Eu já falei para vocês, são 613
mandamentos no total. A legislação
bíblica não era exclusiva dos hebreus.
Coleções legais existiam na Mesopotâmia
desde 2000 a de. Cristo, o Antigo
Testamento afirma a origem divina da lei
hebraica através de Moisés. O Pentateuco
contém mais de 600 leis, 613.
Em Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômios, quatro últimos livros do
Pentateuco possuem essas leis que
incluem mandamentos chamados de mitzva,
possuir estatutos chamados de rock e
ordenanças chamadas de mishpat. Então,
você tem esses três termos aí que são eh
que compõem esses mandamentos. O
propósito era organizar e regular a vida
de Israel conforme a santidade
necessária para manter o relacionamento
e aliança com o Senhor. As leis abrangem
três categorias principais: civil,
casamentos, heranças, propriedades,
cerimoni, cerimonial, crimes morais e
cútica, ou seja, adoração e os rituais
de purificação, de agradecimento e tudo
mais. Nós temos esse contexto do antigo
Oriente Médio, pois nós temos Urnamu,
Lipit Star e Esnuna e o Ramurab. São
codexes que já foram encontrados, eh,
que se sabem que que existem,
né? A origem divina da lei hebraica
através de Moisés, mais de 60 leis nos
quatro livros. Você tem esses tipos de
leis, cinco categorias principais, caso
apodídicas, proibições, leis de morte e
maldições. Três títulos, ou seja, lei
civil, lei cerimonial e lei
cúltica, e semelhança com aquelas
alianças suzeranas, especialmente as
alianças ititas. Ou seja, essa lei
parece que Deus é o suzerano e os
israelitas e o povo dele são os
vassalos. Então, é
basicamente uma réplica desse modelo que
nós estamos vendo aqui nas leis.
O contexto histórico. Vamos falar agora
um pouco do contexto histórico daquilo
que nós estamos vendo aqui. As
narrativas do Pentateuco, desde o
chamado de Abraão até a morte de Moisés,
podem ser atribuídas a idades do bronze
médio e tardio, aproximadamente de 2000
a 100 antes de Crist. Os patriarcas
surgiram da cultura mesopotâmica
influenciada pelos sumérios e modificada
pelas dinastias semitas. O Egito
desempenhou um papel crucial,
especialmente durante o período de José
até o êxodo. A influência egípcia é
evidenciada pelos cerca de 45
empréstimos linguísticos do Pentateuco e
pela completa aculturação dos hebreus da
civilização egípcia durante séculos de
residência no Delta do Nilo. Então nós
temos essa característica desse contexto
histórico que nós estamos vendo aí. Nós
vamos falar agora sobre as questões
cronológicas, mas aqui é importante a
gente também lembrar que não
dá para fechar questão, porque nós não
temos elementos extrabíblicos para
fechar questão a respeito disso,
tá? Temos esses debates sobre a datação
dos eventos patriarcais e do êxodo.
Embora a
maioria, a maior parte da história do
Pentateuco, quero dizer, seja atribuída
às idades do bronze médio e bronze
tardio, não existe consenso sobre a
cronologia exata. O debate centraliza-se
em duas questões, a interpretação dos
números bíblicos e o papel da
arqueologia. A gente mencionou a
primeira aqui, a interpretação dos
números. Quanto ao êxodo, duas posições
principais emergem a data mais antiga,
que é do século XV antes de Cristo,
baseada na interpretação literal de
juízes 11:26 e Primeiro Rei 6:1, que é o
texto lá de Salomão, né? Quando diz que
Salomão vai construir o templo do
Senhor, fala que é no quarto ano do seu
reinado, 480 anos depois do povo sair do
Egito. Como nós sabemos mais ou menos a
data do início do reinado de Salomão,
que é por volta do ano 970 antes de
Cristo, no quarto ano do seu reinado,
nós estamos falando do ano 966 antes de
Cristo. Se nós somarmos 480 anos a essa
data, nós teremos
1446 anos antes de Cristo. seria a data
do êxodo. Essa é a data tradicional,
certo? O que nós chamamos do êxodo, a
data
antiga. E aqui prioriza os dados
arqueológicos, que seria a segunda
data, eh, que é a data recente da que é
do século XI, porque ela prioriza esses
dados arqueológicos e as evidências
extra bíblicas. Dadas as informações
bíblicas escassas e até ambíguas, é
preferível traçar uma cronol cronologia
relativa para o período patriarcal.
Então, nós temos duas questões
principais, a interpretação dos números
bíblicos e o papel da arqueologia. Duas
abordagens cronológicas, uma de datas
exatas, cronologia fixa e uma de data
cronologia relativa, que são períodos
gerais. Debate sobre o êxodo. Nós temos
aqui a data mais antiga no século XV e a
data mais recente no século XI. Existe
uma data mais recente e recente, é
recente 2.0 Plus, tá? E aí ela é por
volta do ano 1000, eles puxam bem paraa
frente. E existe uma outra
interpretação, nós vamos ver já já, que
nem êxodo não tem. Aí a gente resolve
todos os problemas, acaba com êxodo,
ninguém sofreu, tá valendo. Então vamos
embora. Qual é a confiabilidade
histórica que nós temos? Nós temos três
escolas de
pensamento eh sobre a historicidade
dessa narrativa. Primeira questão da
historicidade das narrativas patriarcais
gerou três abordagens distintas.
Primeira abordagem é a abordagem
ortodoxa tradicional. Pressupõe origem
sobrenatural e precisão histórica
completa e só utiliza fontes
extrabíblicas apenas para apoiar o
registro bíblico. A gente chamava esses
essa abordagem de principalmente na
arqueologia de arbodagem maximalista.
Tudo que o texto bíblico tá falando é
verdade. Ah, mas a gente encontrou uma
pedra aqui que desmente o período do rei
Davi. Ah, então a pedra tá errada. A
pedra que tá na minha mão tá errada. O
texto tá certo. Então essa abordagem
maximalista, ela encontrou um grande
adversário que era a abordagem
minimalista que dizia que tá tudo errado
no texto bíblico. Tudo é invenção. A
gente vai precisar rever tudo a partir
dos achados arqueológicos. Então você
tem essa abordagem
histórico-arqueológica que considero
antigamente o Antigo Testamento
geralmente confiável.
empregando dados arqueológicos como
controles objetivos dos relatos
bíblicos. E aí vem o terceiro que é o
radical, que é o reconstrucionismo
histórico. Assume a posição cética,
esses que são os minimalistas, tá?
Considerando outras fontes antigas mais
confiáveis e usando metodologias
críticas para reconstruir a história de
Israel. Por exemplo, eles vão dizer que
essa história de que Abraão recebeu o
direito da terra do próprio Deus e
depois seus filhos foram lá e
conquistaram e habitaram a terra por
mais de 2000 anos é uma fábula justif no
período pós-romano para dizer que a
Terra pertence aos judeus. E aí isso foi
reconstruído no período ali do sionismo.
Isso é uma, isso foi uma crítica,
principalmente no período pós-iluminista
alemão. E aqui nós temos um
grande postulante dessa linha, não é?
eh de que chamado de Julius Vhausen.
Julius Vilhhausen, ele é o criador ou é
o principal aí postulante do que ele
chama de crítica das fontes. E ele vai
dizer que o texto bíblico é muito
posterior ao que as pessoas diziam.
Então ele é uma obra literária muito
mais recente do que a gente do que é
realmente atribuído a ele. Para você ter
uma ideia, o texto mais antigo na época
em que Willhausen estudou a Bíblia, que
ele é do século XIX, final do século
XIX, ali, por volta do ano 1890 em
diante, eh, talvez um pouco antes, eu
posso estar errado aqui da datação do
Vusen, mas eu acho que é eu acho que é
dessa, desse período, sim. É, agora eu
fiquei cucado.
Júlios
Vusen. É, tava certo. Eh, ele nasce em
1844, mas a seu período teológico é no
final do século XIX, início do século
XX. Ele vai falecer em
1918.
Eh, do que que eu tava falando? Ah, sim.
Então ele vai criar essa ideia de que os
textos são muito mais recentes e outros
vão também defender essa ideia. Para
vocês terem uma noção, quando ele estuda
o texto bíblico, o texto mais antigo
hebraico que se tinha acesso era o Codex
de Leningrado. O Codex de Leningrado,
que é o Codex de Leningrado/ São
Petersburgo, é do ano
915 da era cristã, da era pós Jesus
Cristo. Ou seja, ele tinha um texto que
tinha 1000 anos, eu tô falando do Antigo
Testamento, 1000 anos do período de
Jesus quase, certo?
Aí em
1948 e
sequencial, 1946, perdão, foi
48. Eu sou muito bom para essas datas,
tá gente? É em 1940 alguma coisa, são
encontrados os primeiros manuscritos do
Mar Morto. E aí a sequência vai ser
aquela busca desenfriada pelos
manuscritos, que vai levar ao grande
achado o rolo de Isaías. Os manuscritos
do Marmorto são datados de 150 antes de
Cristo a 50, 100 depois de Cristo, mais
ou menos 250 anos.
O texto dos manuscritos era praticamente
idêntico ao texto de 912 depois de
Cristo. Ou seja, você recuou 1000 anos
na datação histórica do texto mais
antigo que se tinha do Novo do Antigo
Testamento, da da Bíblia
hebraica. Mesmo assim não se tem nenhum
texto anterior a isso, ainda não foi
encontrado. E o que quer dizer com isso?
que ele pode dizer que a datação do do
das das construções dos textos da Torá e
tudo mais pode ser do ano 300 a de.
Cristo, 400 anes de. Cristo. Nós não
temos como comprovar. pelos relatos
históricos e pela comprovação
arqueológica que tem sido feita, essa
linha de pensamento já foi derrubada, na
verdade, porque o texto bíblico fala de
coisas que são muito anteriores aos
textos do do dos manuscritos do Mar
Morto. Então, e a e a arqueologia já
encontrou elementos que comprovam que o
texto tá falando. Então, assim, não tem
por muito duvidar que esse texto é muito
antigo. Agora, se ele é de 100 anes de
Cristo, é de 1200 anes deco carece de
mais achados. Certo? Então, quais são as
três razões para o ceticismo? Falha na
transmissão oral, distância temporal,
como que a gente acabou de falar, e
edição excessiva por motivos teológicos
políticos. Por exemplo, na Torá, no
Pentateuco, você vai ter um caso muito
interessante. Quando você tem a guerra
dos quatro reis contra os cinco reis, os
cinco reis são da região de Sodoma e de
Gomorra. LW está em Sodoma e Gomorra e
Ló vai ser sequestrado pelos quatro reis
que são vencedores, queedor Laomer e tem
outros reis lá que são citados.
Quando os reis vão fugir, o texto
bíblico diz que Abraão ficou sabendo que
seu seu sobrinho Ló tinha sido
sequestrado. Ele junta lá os seus 318
guerreiros, homens preparados para a
batalha da sua própria casa e persegue
esses reis e vai alcançá-los em Dan. Dan
é a região norte do território de
Israel. Porém, nós estamos falando de
Abraão. E Dan é um dos filhos de Jacó,
que é neto de Abraão. Como que em Abraão
já se cita o nome de uma tribo que nem
nascida tinha ainda? E aí você fala:
"Mas foi Moisés quem escreveu?" Beleza.
Então, como que Moisés saberia que Dan
ia ocupar a região norte de Israel se
ele morre antes de entrar na terra?
Ah, é revelamento,
revelaridade,
revelarice. Ou quando se fez a cópia do
texto, alguém foi lá e escreveu: "É a
região de Dan para o pessoal que está
lendo naquela época já saber qual é a
região." Então, esses problemas estão lá
no texto, certo? Esses problemas estão
lá no texto, mas não são problemas,
vamos dizer assim, que causem um
grande um grande tremor de terra, não
causam, certo? São questões que estão lá
no texto. Então, as três escolas de
pensamento, como nós falamos, abordagem
ortodoxa tradicional, abordagem
histórico-arqueológica e reconstruismo
histórico. E tem essa dependência das
pressuposições sobre a natureza do
texto, OK? Só para vocês terem uma
noção, essa tabela tá num livro. Vocês
vão ter esse material, a gente vai
deixar esse material lá como material de
apoio para vocês lerem. Eh, e ele
compara esses sistemas cronológicos.
Então, vocês estão vendo aqui, eu vou
até pegar um um laser pointer aqui, ó,
que existe o período mais antigo que
coloca os patriarcas lá pro ano ates de.
Cristo, a permanência no Egito, que
seria de 1876 a 1446, a data que eu
falei para vocês. Essa é a linha
tradicional. E eles passam a ser
escravos por volta de 1730 ou 1580 e tem
esse período final lá de escravidão.
Depois eles têm os 40 anos de
peregrinação no deserto entrando na
terra no ano 1406, porque são 40 anos.
Conquista dos juízes vai de 1406 a 150.
150 começa o reinado de Salomão. De
Saul. O reinado de Saul. 1050. 40 anos
de reinado. 100. 10. Começa o reinado de
Davi. Davi reina 40 anos. 970. 970
começa o reinado de Salomão. Salomão vai
reinar 40 anos. 1930, que é quando o
reino vai romper com o seu filho Roboão.
E aí o bicho vai pegar daí então a terra
meio, como diria o Saião. Aí
eh você tem essa questão no na visão,
vamos dizer assim, da permanência curta.
A saída, na verdade aqui são duas, são
duas revisões, né? Você tem a revisão
que eles passam só 400 anos no Egito, já
são escravizados. ou essa que eles
permanecem no Egito durante muito tempo.
No êxodo recente, nós temos a visão da
saída deles por volta ali do ano 1000 a
250, 1200, não, 1200
e 70, porque eles vão passar 40 anos no
deserto e em 1230 eles começam as
conquistas dos juízes. Aí aqui tem um
elemento muito interessante. Não
coloquei aqui, me desculpem por essa
falha, mas deveria ter colocado pelo
menos uma imagem que é sobre a as
pequenas estelas que foram encontradas
na região de Amarna, na lá no Nilo, no
Egito, na cidade de Amarna. E essas
estelas foram datadas desse período
1250 a 1210, mais ou menos. Essas
estelas são chamadas de cartas de
Amarna. Elas possuem ah alguns trechos
em que eles citam um tal de rapiro que
na tradução é o povo que atravessa o
mar, o povo que atravessa o rio, não é?
E os rapiro, eh, alguns estudiosos,
alguns eh, acadêmicos vão dizer que é de
onde vem o nome hebreu, ou seja, rapiro
é a é a corruptela do nome hebreu, que
Ivrit, né, que é o nome hebreu em
hebraico, eh, Ivrit é aquele que
atravessa o rio, aquele que atravessa a
água. Então, dentro dessa concepção da
da do Êxodo recente,
ah, esse é o povo que está incomodando
asim, o que que são essas cartas de
Amarna? Perdão. As cartas de Amarna são
correspondência entre essas cidades da
região de Canaã e o faraó do Egito,
porque essas cidades eram vassalas do
faraó. Então elas estão pedindo o
socorro porque tá atravessando um povo
aqui, o Rio, e tá conquistando as
cidades, que seria justamente o período
de Josué e dos juízes, né? Então, só pra
gente entender o de onde vem os 480 anos
que são mencionados lá em Salomão, se
não são 480 anos literais. Vários
estudiosos vão entender que esses 480
anos são
a são
a
interpretação
de dos 12 juízes. Como cada juiz possui
um período, vamos dizer assim,
de um período de de domínio de de
governo. E alguns deles falam que Israel
passou por 40 anos
de paz, 40 anos de bonança, vamos dizer
assim. Aí algumas pessoas, alguns
estudiosos vão falar que a quando se
colocaram os 480 anos, foi justamente
com essa intenção de se chegar nesse
nesse número. Ou seja, Salomão ele
escreve
a Eu tô tentando fazer um negócio aqui
enquanto eu tô dando aula para vocês.
Isso aqui não ia dar certo, mas agora eu
consigo. Olha aqui, ó. Só para vocês
terem noção. São essas cartas. As cartas
de Amarna, elas são correspondências
entre os
governantes do de Canaã, das cidades de
Canaã, e os governantes do Egito. Se
você olhar aqui na direita, nesse mapa,
eh, aqui você tem, eh, os rabiro, são os
assentamentos rabiro, tem aqui na região
próximo a Siquém. A região aqui é
chamado Vale de Gesreel em alguns
lugares. E
ah, o o reino de Siquem que manda cartas
pedindo apoio ao rei do Egito. E a
datação que eu mostrei para você de
1300, 1200, eu dou uma exagerada ali. E
o reinado de Ramissés I, que é
mencionado inclusive a cidade de
Piamisses em Êxodo capítulo primeiro, é
de 1279 a 1213.
Eh, ou seja, é bem possível que essas
correspondências estejam conectadas aí,
tá bom? E aí a gente tem que perguntar
qual é a relação do Antigo Testamento
com a igreja cristã, com a nossa
realidade. Desde Marcião, século II, a
igreja enfrenta o desafio de definir o
papel do Antigo Testamento na sua fé
cristã. Os extremistas, ou seja, os
extremos incluem a rejeição total do
Antigo Testamento versus o
reconhecimento de sua autoridade
absoluta. Durante a Idade Média, 404
métodos interpretativos surgiram: o
literal, o pé da letra, o alegórico, que
são significados ocultos, muito aqui
alimentado por um grande filósofo judeu
chamado Filon de Alexandria. eh os
cristãos que interpretam a Torá e aí
todo o livro do os livros do Antigo
Testamento de forma alegórica aprendem a
fazer isso com eh Filon de
Alexandria. Eh, um método moral, ou
seja, uma conduta cristã e o método
analógico da esperança suprema. Pós
reforma, duas abordagens básicas
emergeram: interpretação
dispensacionalista, sete eras
independentes de distinção entre Israel
e Igreja e a teologia da aliança, que é
uma continuidade entre a aliança das
obras e a aliança da graça. Então, nós
temos essas posições aí. E aí você tem
aqui um teólogo chamado John Golding que
ele vai falar sobre esses quatro
modelos. Esse, na verdade, esses
modelos, essa interpretação do
Goldingate, tá?
Eh, e aí o que que nós temos? Como Jesus
interpretou o Antigo
Testamento, Jesus reconheceu a lei como
legalismo, que exigia obediência e
ordens detalhadas, mas ensinou que a sua
verdadeira natureza eh reconheceu a lei.
Quer dizer, eu não falei, ele reconheceu
ou ensinou, não me lembro agora, mas
vamos ler de novo. Jesus reconheceu a
lei como legalismo, que exigia
obediência a ordens detalhadas, mas
ensinou que a sua verdadeira natureza
transcendia a conduta externa.
abrangendo justiça, misericórdia e
fidelidade. Lá em Mateus 23:23, uma das
funções principais da lei era expor o
pecado humano e demonstrar a necessidade
de redenção divina, preparando Israel e
também depois consequentemente o mundo
para a revelação de Cristo. Jesus
cumpriu toda a lei em si mesmo e em seu
ministério messiânico, não abolindo, mas
esclarecendo suas intenções divinas e
revelando que ela incorporava tanto
pensamentos da mente quanto motivações
do coração. E aí você tem as funções da
lei, expor o pecado humano, demonstrar
as necessidades de redenção, ensinar e
preparar para Cristo e prenunciar o
evangelho que vai ser apresentado ali no
Novo Testamento. OK?
continuidade e descontinuidade, ou seja,
qual é a relação do Antigo Testamento e
do Novo Testamento? Existe tanto
continuidade quanto descontinuidade do
AT e do NT. Os princípios teológicos
fundamentais da lei permanecem intactos.
O Antigo Testamento mantém plena
autoridade como revelação inspirada por
Deus, como diz lá segunda Timóteo 3:16.
Passa a grafopneustos. É o que diz lá.
Toda a escritura é divinamente
inspirada. Quando a gente lê esse texto,
a gente precisa pensar, mas de que
escritura Paulo está falando? Paulo não
tinha o Novo Testamento. Paulo é o Novo
Testamento, grande parte do Novo
Testamento. Então, o que que ele tá se
tá tá se referindo? Tá se referindo à
Torá, tá se referindo ao Tanar, na
verdade, ao algo ao escrito da Bíblia
hebraica. Então, toda a escritura é
divinamente
inspirada. E ele aí aí temos essas três
abordagens interpretativas que conectam
as alianças. tipológica, ou seja, tudo
que acontece no Antigo Testamento é uma
prenúncio do Novo Testamento. Ou seja,
você tem lá José. José é uma figura que
é um tipo de Cristo. Você tem Moisés,
Moisés é uma figura que é um tipo de
Cristo. Você tem Davi, Davi é uma figura
que é um tipo de Cristo. Aí você tem
essa interpretação alegórica que é
figurada. Inclusive grandes teólogos
utilizaram esse tipo de interpretação,
entre eles Santo Agostinho, tá? até
Santo Agostinho, até ele, Agostinho de
Pona, voltasse para uma interpretação
mais literal, ele escreve muita alegoria
a respeito do texto bíblico e uma
didática que tem um valor instrutivo. E
o que que tem de descontinuidade? Jesus
cancelou especificamente leis
cerimoniais, alimentos puros, alimentos
impuros. A legislação levítica sobre o
sacerdócio de sacrifício foi substituída
pela pessoa e obra de Cristo como sumo
sacerdote superior e a expiação uma vez
por todas pelo pecado. Hebreus vai falar
isso com toda a clareza.
OK? Nós estamos chegando ao final. Por
que o Pentateuco permanece fundamental
para a fé cristã? Pentateuco estabelece
os fundamentos teológicos essenciais
para compreender toda a história da
salvação. Como eu mencionei lá no
início, sem compreender o início, você
não compreende o final. sem entender o
que que Deus fez e sem entender a a o
tamanho dos, vamos dizer assim, do
sacrifício que ele e o seu filho, no
caso, na figura do seu filho, fizeram
para restaurar a criação, nós não
conseguimos compreender eh eh o nosso
papel nessa história, o quanto nós
devemos nos comprometer com essa
história, porque aí fica uma coisa muito
ambígua e muito, vamos dizer assim,
diusa, mas eu entendo o poder criador de
Deus, entendo a sua capacidade de
recreação se tivesse vontade, mas
entendo o seu desejo de amar a sua
criação. Ele poderia ter destruído tudo
e começado do zero. Ele ama a criação e
isso está lá no Pentateuco. Ele
apresenta essa história pra gente poder
continuar. Ou seja, a aliança abraâmica
serve como um tema unificador que
conecta a criação à redenção,
demonstrando como Deus restaura o
relacionamento rompido entre criador e
criação. Sua diversidade literária
enriquece nossa compreensão da revelação
divina, enquanto o seu contexto
histórico fornece base sólida para a fé.
Para a igreja contemporânea, o Pentateu
oferece princípios éticos e morais
permanentes, tipos e sombras que apontam
para Cristo, fundamentos para a
identidade do povo de Deus e base para
compreender a continuidade da obra
salvífica divina que culmina no Novo
Testamento. OK, meus queridos?
Senô, temos perguntas, foi um prazer.
Deixa eu dar uma olhada se temos
perguntas aqui. Esse era o conteúdo da
nossa aula e alguém até falou que minha
câmera estava meio difusa e tá mesmo,
né? É engraçado. Agora ela ajeitou. Eu
tenho que chegar aqui na câmera e falar
para ela parar de ter foco automático.
Mas eu acho que essa esse esse software
aqui não me deixa fazer isso. É, não
deixa
não. Mas enfim, vamos ver se nós temos
perguntas. Perguntas,
perguntas. Tá, tá, tá, tá.
Aqui já temos pergunta. Fernanda, já
ouvi que os 10 mandamentos foi
inspiração pelo código de Amurabe.
Exatamente o que eu falei
aqui. Eu não posso afirmar
categoricamente que o decálogo, né, que
são os 10 mandamentos, tem base no
código de Amurabe. Esse eu não posso
afirmar, mas que existem, se eu não me
engano, dos 200 e 280 e quantos que a
gente falou?
280
[Música]
e quebrados aqui do código de Amurabe.
Eh, 282 cláusulas do código de Amurab,
cento e poucas estão citadas no texto da
Torá, tá? Então, existe uma conexão aí
muito grande. E é muito óbvio que Moisés
tem aprendido esse código, que era um
código muito comum da época lá no
templo, no no no palácio, enquanto ele
estava lá, né? enquanto ele
estava
como hóspede luxo do
faraó.
Eh, vamos lá.
Tarã
tarã. Perdem mais tempo discursos assim
que as boas novas.
Ah, entrou na discussão do design
inteligente
aqui. Ah, bom, deixa eu eu eu
tenho bom. Então isso aqui eu preciso
corrigir. Não é que o design inteligente
não é alinhado com o pensamento bíblico.
Alguns postulantes do design inteligente
definiram
datações baseado nos no trecho de
Gênesis de 1 a 11. Isso que aconteceu e
isso foi combatido. E inclusive houve,
eu estive em alguns desses ambientes,
desmerecimento da parte literária dos
dos
linguistas, ou seja, como se dizendo
assim, não, os linguistas não entendem a
expressão do texto. O texto ele é,
gente,
eh, eu vou polemizar um pouco
mais, eu adoro. Vamos lá.
Existe
um existe tanta doideira com relação a
isso, tanta loucura.
Ah, teve um um período do texto bíblico
em que você tinha que achar Jesus em
todos os livros da
Bíblia. E aí eles pegaram Cantares, que
é um texto que fala sobre a relação
homem e mulher. é o texto dos do
do rei lá do do homem com a sulamita,
né? Então, e aí assim que tinham que
achar Jesus em tudo quanto é lugar.
Provérbios tinha que ter
Jesus, sei lá, Abacu tinha que ter
Jesus. E aí o que que acontece? Existia
nessa época uma defesa da literalidade
do texto bíblico. Ou seja, o texto ele
era o mais literal possível. São seis
dias. São seis dias e acabou. Ah, mas
como que vai surgir relva verde se o sol
só vai surgir no quarto dia? Ah, não
quero saber. Deus fez. Então, assim,
essa literalidade era problemática
porque o texto e assim quando você vai
conversar, por exemplo, com um judeu a
respeito disso, ele ri, fala: "Gente,
nunca foi intenção do texto isso agora.
Não significa que, eu não tô dizendo que
o design inteligente ele não tá
alinhado, pelo contrário, eles têm uma
uma linha filosófica de pensamento que é
muito positiva com relação ao texto.
Agora, eles não podem, assim, alguns
postulantes lá da que fazem parte
inclusive do design inteligente, dos das
comissões e tudo mais, não podem querer
se
tornar juízo do texto. Esse é o
problema. Ou seja, se é uma forma
interpretativa, se é uma visão, OK, mas
desmerecer as outras. E eu não tô aqui
desmerecendo o design inteligente, eu tô
dizendo que o texto não tem a pretensão
que eles falam. Por exemplo, eu falei
dos seis dias, você percebe que é uma
linha
didática. Por que são seis dias e o
sétimo ele descansa? Quem que determinou
que são seis dias e o sétimo ele
descansa? Porque fecha um ciclo
perfeito. O número sete já era um tempo
definido pelos babilônios. Os babilônios
muito antes já tinham dividido o dia de
24 horas em o dia em 24 horas e cada
hora em 60 minutos. Já tinham dividido
as semanas em 7 dias e os anos já tinham
dividido. Eles tinham cálculos muito
avançados de astronomia, certo? Isso já
tava tudo definido. Os egípcios adotaram
esse sistema e aí assim, claro que eles
existiam outras outros eh outras escalas
também. Eles tinham escala 10, por
exemplo, tinham escala de sete, escala
de 10. Eles tinham outras escalas para
outros elementos, por exemplo, paraa
produção era o sistema que regia era o o
calendário lunar, porque a lua é que
influencia com a com a agricultura, não
é o sol, é a eh são as fases da lua.
Então assim, tudo tava envolvido e havam
vários, havia vários cálculos com
relação a isso. Então quando a gente
olha Gênesis capítulo 1 e capítulo 2,
mas principalmente capítulo um, você
percebe que há uma didática no texto
para fixar os elementos que estão sendo
apresentados. Então você tem seis dias
de criação, três dias dão forma e três
dias preenchem essa forma. Você vai ver
lá, você pode depois ler o
texto. Primeiro dia, Deus
separa a a escuridão da luz. Então ele
afasta-se luz. Deus viu que a luz era
boa, então fez noite e dia. Estão
divididos o primeiro dia. Depois ele vai
separar águas de cima e águas de baixo.
Depois ele vai separar água de terra
seca. No quarto dia ele cria os
luminares. Por qu no quarto dia ele vai
preencher o que ele fez no primeiro dia.
Se você tem três dias aqui, agora você
tem o quarto, o quinto e o sexto. Então
no quarto dia ele vai preencher os
luminares. O luminar maior para iluminar
o dia, o luminar menor para iluminar a
noite e as estrelas também para iluminar
a noite. Então você preencheu os
elementos do primeiro dia. No segundo
dia que no no quinto dia, que é
relacionado ao segundo, ele vai colocar
as aves do céu e os peixes do mar. Então
você tem o preenchimento da água de cima
e das águas de baixo, ou seja, o céu que
as águas de cima são chamadas é a bóbola
da celeste, é de onde vem a chuva. Então
você tem chuva, ou seja, água que fica
estocada em cima e água que fica
estocada embaixo. Essa é a lógica. E no
terceiro dia, que é o dia do terra seca
e tudo mais, ele faz os animais. A terra
já produz as plantas, isso é uma coisa
importante. Então a Terra já produz as
plantas. Quando você cria a separação da
água com a terra seca, já produz as
plantas. Então você tem esses elementos
sendo construídos aqui. Não tem
necessidade de ser literal porque o
texto não tem esse esse esse intuito,
entendeu?
Ah, e vamos em
frente. E a aliança é ainda feita nos
dias de hoje. Poderia dar um exemplo? Eu
não sei do que nós estamos
falando. A aliança abraâmica até o nosso
tempo. Sim. Sim. Porque nós estamos
dentro da da debaixo da graça de Cristo
Jesus, que é o resultado dessa aliança,
não é? Aliança da terra, não. Aí nós
temos umas brigas aí para resolver, mas
nós temos a aliança da
continuidade da bênção de Abraão. Ou
seja, através da sua família serão
abençoadas todas as famílias da terra.
Isso faz parte da aliança que Deus faz
com Abraão. E isso sim, nós estamos
incluídos, tá? Aí eu vou voltar na
pergunta da Ana Flora aqui. Eu tô
entendendo que você está falando do
modelo de aliança que Abraão e Deus
fazem. Esse modelo, que eu saiba, não
existe mais. Isso era um modelo muito
antigo que se tratava em partir animais,
deixar suas carcaças eh fazendo um
corredor no meio dos dois lados. E o que
que era o conceito dessa aliança? era
você passar pelo meio e você dizia com
esse ato, né? Você passava para de um
lado pro outro e a outra pessoa passava
do outro lado para o outro lado. Vocês
cruzavam os lados. E o que que tava
querendo ser dito nessa aliança? Que
aconteça comigo e com o meu clã, com a
minha família, o que aconteceu com esses
animais se eu romper o meu contrato com
você? É isso que essa aliança indicava,
tá? Foi isso que acontece, isso que
aconteceu ali em Gênesis capítulo 15.
Ah, qual a aliança? Essa pergunta aqui é
para derrubar, professor. Qual é a
aliança vigente no Novo Testamento?
Ah, se nós formos pensar em modelos de
aliança, existem alianças que são
decretos perpétuos do Senhor para com
Israel e que são renovados ou são
relembrados pelos profetas do período
profético. Então, por exemplo, há uma
linha teológica que a gente chama de
linha continuísta, que ela tem um, é o
que o melhor termo para designá-la é o
substitucionismo, ou seja, o tempo de
Israel encerra em Cristo. Agora é o
tempo da igreja. Então, a igreja hoje
ela é a receptora de todas as alianças
abraâmicas. A terra não é a terra de
Israel. A terra que vai ser devolvida é
a terra prometida escatológica. Então
você não tem que se preocupar em buscar
se estabelecer em
Israel. Os dispensacionalistas não, eles
separam completamente a igreja de
Israel. E aí eles colocam Israel como um
relógio de Deus na história. E quando
Israel voltar e retornar e se voltar
para o Senhor, nós vamos ter eh o o
relógio de Deus chegando ao seu final e
vai chegar ao fim dos tempos. E são as
sete dispensações. Então assim, você tem
esse pensamento dispensacionalista.
Quando nós pensamos em Novo Testamento,
está em vigor a aliança abraâmica,
certo? Porém, a aliança levítica, que é
a aliança que nós chamamos araônica,
essa cai porque essa é a aliança para o
relacionamento com Deus. Então você tem
lá nas leis que foram promulgadas todos
os elementos necessários para que você
se relacione com esse Deus. Então, por
exemplo, você tem o dia do Yonkipur, que
é um dia onde você vai oferecer eh um
sacrifício de perdão. O sacerdote
oferece pela família dele e pelo povo de
Israel. Tem lá os dois bodes, né? o bode
que vai ser enviado pro deserto de
Azazel para que o pecado de Israel vá
ser eh perdido no no deserto. Então você
tem esses
elementos presentes nessa aliança que se
encerram em Cristo. Porém, as promessas
feitas para Abraão e para a família de
Abraão com relação à Terra não tem
nenhum lugar que elas são revogadas.
Então, quando muitas pessoas falam: "Ah,
não tem mais que Israel voltar paraa
Terra". Me desculpe, eu não eu não vejo
dessa forma, eu vejo como um equívoco,
porque não há revogação dessa aliança. E
é uma aliança perpétua, porque faz parte
da aliança abraâmica. Ele diz que a sua
família vai habitar na terra que ele
está dando para ele. Então, assim, são
elementos que fazem parte desse trecho
que a gente precisa tomar muito cuidado
na hora de interpretar. Agora, se você
me perguntar: "Ah, mas você acha que a
igreja substitui a Israel?" Não. Na
verdade, só existe um em Israel. Romanos
vai ser muito claro com relação a isso.
Principalmente nos capítulos 9, 10 e 11.
Romanos vai falar: "Nós somos oliveira
brava. Israel é oliveira verdadeira.
Deus cortou os galhos da oliveira
verdadeira que não produziam frutos. E
nós entramos, fomos enxertados nos
buracos que esses galhos deixaram. Só
que ele dá um alerta. Atenção você que
foi Oliveira brava enxertada. Se Deus
não poupou os os ramos naturais, o que
mais ele vai fazer com você se você se
desviar do caminho? Então, ou seja, há
uma interpretação na minha ideia, na na
minha concepção, não vou não sei se eu
chamo ela de
continuísta, porém nós é que fomos
enxertados em Israel. Israel não deixou
de existir. Nós é que agora fazemos
parte de Israel nessa nova aliança em
Cristo Jesus. Então essa é a
interpretação que eu dou para os para o
período tanto abraâmico quanto o período
do Novo
Testamento. Pergunta: se ninguém pode
cumprir a lei, o único que cumpriu foi
Jesus. Porque Deus criou lei que ninguém
podia cumprir na seu próprio filho desde
a fundação do mundo? Olha que pergunta
inteligente e interessante. Fernanda, o
negócio é o seguinte. A lei ela não
existe para cumprir, para ser cumprida.
Ela existe para expor o nosso pecado.
Havia possibilidade de cumprir a lei?
Sim, porque Deus não é sádico. Nós
cumpriremos a lei? Não. Por quê? Porque
nós nascemos no pecado. Então é um uma
dicotomia que existe a lei, ela é
passível de ser cumprida, mas ninguém
pode cumprir a lei porque não possui a
conexão real com Deus. Só quem pode
cumprir a lei é quem tem conexão real
com Deus. E quem é que tem essa conexão
real com Deus? O seu filho. Seu filho
vem aqui deixando lá todas as
capacidades divinas sem deixando de ser
deixar de ser Deus. Filipenses capítulo
2 vai nos dizer isso. E ele vive a sua
vida de acordo com o princípio da lei.
Ah, mas ele trabalhou no sábado. Ah, mas
ele comeu o pão de não sei que lá.
Comeu, escolheu o espírito. Jesus vai
mostrar isso. O espírito da lei é para o
homem, não o homem para a lei. O sábado
foi feito para o homem, não homem para o
sábado. Tanto que ele sabia que os
judeus burlavam a lei. Ele até cita um
exemplo muito claro. Quem de vocês,
quando o jumento cair no buraco no
sábado vai esperar até o domingo para
tirar? Se ele é a sua força de trabalho,
você vai correr atrás e vai tirar ele do
buraco. Ou seja, vocês estão
interpretando a lei conforme lhes
agrada. Então, Jesus cumpre a lei. Só
que nós não teríamos condições de
cumprir a lei porque nós não temos a
conexão divina perfeita que Jesus tinha.
Isso é impossível. Certo? Agora, nós não
precisamos mais cumprir a lei, conforme
a lei foi eh
eh declarada por Moisés pela revelação
de Deus. Porque Cristo cumpre a lei em
nosso lugar. Mas ele não cumpre a lei
para que a gente vive dissolutamente.
Ele cumpre a lei para que a gente agora
siga os seus passos. Nós sejamos seus
seguidores. Isso é que é o, vamos dizer
assim, a virada da de jogo do Novo
Testamento. Podemos dizer que o Gênesis
é o primeiro livro, é um livro em
revelação narrativa e organização, mas
não em cronologia. Qual seria o primeiro
livro cronologicamente? Gênesis. Próxima
pergunta. Eh, na verdade, a gente não
tem como dizer que é outro livro. O
único livro que pode ali estar um pouco
fora cronologicamente é Jó, porque Jó é
um livro que cronologicamente não está,
vamos dizer assim, não é tão fácil de se
encontrar qual é a datação da escrita de
Jó, certo? Mas com certeza Gênesis é o
primeiro livro, porque ele conta o
início da história, né? E a história a
partir de Abraão, ela é sequencial. Você
vai ver que de Abraão
até o final do livro dos Reis é uma
história quase que unívoca. Ele vai
contando todos os relatos. Ah, tem um
outro livro que tá cronologicamente fora
da ordem, que é Rut. Rute, na verdade,
tinha que ser um dos capítulos do livro
de Juízes. Não é uma coisa que já propus
aí para Deus, mas ele rejeitou. Mas
assim, a ideia é que Rute acontece no
meio do livro de juízes, não é depois
que que o período de juízo acaba, só
para vocês entenderem, tá? E então, mas
com certeza a cronologia é provavelmente
o primeiro livro a ser escrito. Sim, tá?
Isso porque nós temos que lembrar depois
dos 40 anos de deserto e dos 40 anos
pastoreando ovelhas, Moisés passa, quer
dizer, depois dos 40 anos de palácio e
40 anos de pastoreando ovelhas, Moisés
passa 40 anos no deserto. Ele tem tempo
suficiente para escrever esses cinco
livros aí. Tá bom?
Ah, para algumas vezes minha cabeça dá
um chicote estrala no meu cérebro. A
isso aqui eu também, o meu faz isso
também. Eh, já ouvi um judeu dizendo que
as regras alimentares têm sentido de
preservação da vida humana? Por exemplo,
porco pode transmitir doença. Por que
Deus tira essas regras? Eh, existe essa
interpretação, sim, tá? Ela não é também
definitiva, porque vários judeus vão
falar, existem no meio das regras
alimentares também questões cúticas, não
é? não comer a carne no sangue da mãe.
Isso é uma questão cúltica. A gente come
isso aqui hoje, ninguém morre por conta
disso. É porque na época, muito
provavelmente, havia um culto pagão que
fazia esse tipo de de prática. Então
você não marcar o corpo, né? E todo
mundo vai dizer: "Ah, não pode fazer
tatuagem". Não é isso que o texto tá
falando. A marcação lá é marcação de
escravo, não é? Ele Deus tá ali, eh,
proibindo eles de marcarem os escravos.
Então você não deve marcar o corpo. Ah,
então quer dizer que tá liberado fazer
tatuagem. Você faz o que você quiser da
sua vida. Eu não tenho nada a ver com
isso, mas eu particularmente não faço
tatuagem porque não dá para apagar
depois e se apagar dói para caramba.
Então assim, e melhor deixar sem
tatuagem. Mas se deu Paulo se fez de
louco para falar com os loucos, se isso
tem propósito na sua vida para poder
atingir um grupo, eu acho que você tem
que fazer até na testa, se Deus quiser
que você faça, vai lá e faz, fica à
vontade. Eh, mas essa é a ideia dos
alimentos. É isso, tá? Existem sima,
existe uma interpretação. Por quê?
Porque vários alimentos que são
mencionados lá são alimentos que podem
realmente causar muita doença. Por
exemplo, frutos do mar. Israel tá no
meio do deserto, não tem assim, tem lá o
Oceano Atlântico, mar Mediterrâneo que
tá ali do lado deles.
Eh, mas a gente sabe que você pode
comer, passar mal, pode ter alergia,
você pode ter vários problemas com isso.
Então, há uma interpretação de que
alguns dos das algumas das regras
alimentares, elas tinham muito sentido
eh na questão da preservação da saúde do
povo, que encaminharia por um longo
tempo pelo deserto, né? Então eles
falam, eles falam sobre isso sim, mas
não é caso fechado. Eh, existem muitas
regras alimentares que são passadas que
têm muita correlação com os cultos
pagãos da época, né?
[Música]
Eu estou perdido nas perguntas
aqui.
Pergunta: trono é uma categoria de
anjos?
Não é um
trono. A palavra hebraica lá é para
trono. É o mesmo trono usado para rei.
Certo? Eu acho que foi por causa eu
falei Isaías 6, né? Eh, mas vamos
embora. A Suzili comentou isso na sua
aula de angiologia.
Quando a Suzi lider aula, lembrem dessa
pergunta e perguntem de novo para
ela. Tronos são uma das nove ordens de
anos da hierarquia angelical mencionados
em Colossenses 1:16. São chamados de
anciãos ou sedes day. Essa é uma
interpretação, né?
Eh, precisaria dar uma pesquisada sobre
isso. Eu não conheço essa interpretação.
Os slides ficam disponíveis, talvez.
Ah, já vi o nome dos hebreus v de Éber.
Não, não é hebreu. E vrit é exatamente
atravessar, tá? Essa informação
importante aqui,
ó. É aquele que atravessa o a uma porção
de água.
H Deus com de propósitos. Muito bom
aprender. Me ajuda. Quando os toledotes
contribuem de alguma
forma? Toledotes ou toldotes? Acho que é
toldotes.
Não, mas os toledotes são as
interpretações da Torá, né?
Eh, é, então é o ele fal que toled é uma
palavra hebraica que significa gerações
ou descendentes.
Eh, é uma não é não é não é uma parachá.
A
toledote é um pedaço do da Torá. E a
parachá é esse ped esses trechos
semanais que você precisa ler da Torá,
né, que faz parte da da da vida comum ah
dos dos judeus, né? Os judeus eles têm a
parachá. E normalmente quando você vai
fazer o bar mitva e o batitsva, que usa
o bar mitva masculino, bat feminino, a
criança lá, o menino, ele precisa ler a
a parachá do seu nascimento, da semana
que ele nasceu. Então ele vai lá, vai
pegar o rolo da Torá que está lá no no
no armário da da sinagoga, vai carregar
ela pra mesa. mais ou menos o que
aconteceu com Jesus lá em Nazaré, como a
gente mencionou mais cedo, ele vai abrir
na parachá da sua do sua do seu dia de
nascimento e vai ler diante de todos,
mostrando para todo mundo, eu estou apto
a buscar a minha própria
espiritualidade, porque a o baritsva,
ele é uma cerimônia de emancipação
espiritual, basicamente é o pai
mostrando para os
seus conterrâneos, seus vizinhos, que
ele entregou uma criança apta a
desenvolver a sua espiritualidade. É
para isso que existe o Baritsman, tá?
Ã
ã K k estamos conectados. Adiciona eu.
282. Barba da hora, professor. Essa aqui
eu vou até mostrar,
ó. É nós. Ah.
pergunta. Quando a lei diz isso é por
estatuto perpétuo como devemos entender
isso? A lei alimentar, lembrando em Atos
10, tá falando de pessoas e não de
alimentos. Atos 10 é Pedro na casa de lá
em Jope,
né? Ah, quando a lei diz: "Está tudo
perpétuo". Então
é, quando fala de si, tá tudo perpeto, a
Adri Dias tá falando que é de aliança
unilateral, não necessariamente só as
alianças unilaterais, por exemplo, um
estatuto perpétuo, se eles seguirem os
estatutos dos preceitos, eles vão
habitar na terra. Isso é um estatuto
perpétuo. Mas por que que eles não
habitaram na terra perpetualmente?
Porque eles não seguiram. Então, mesmo
que seja uma aliança bilateral, Deus não
muda a parte dele, mas ele deixa
condicional para agir de acordo com o
que ele eh eh quiser.
Ã, e lei
alimentar, a questão a questão lá em em
Atos, ela é uma questão didática também.
Algumas pessoas utilizam essa esse texto
para poder justificar que pode se comer
de tudo. E realmente o texto fala isso
também, né? Mata e come. O que Deus
purificou? Não, não, não,
não. Como é que é? O que Deus
santificou? Não, não dessantifique o
homem.
Eh, ali era Pedro sendo ensinado que a a
o
evangelho, o evangelho não era exclusivo
do povo judeu e nem dos descendentes de
Abraão, no caso, né? Porque os os
samaritanos também são descendentes de
Abraão, né? Os samaritanos aqueles
judeus que se envolveram com mulheres
estrangeiras, mas eles têm lá no sangue
de Abraão. Então, assim, não era só para
eles, eles precisavam expandir e ir até
os romanos, que são os gentios. Então
assim, aquele texto tá tá relacionado
com isso, mas as leis alimentares, como
a gente mencionou agora mais cedo,
tinham essa esse esse toda essa esse
ambiente de cultos pagãos, de questões
de saúde e tudo mais, né? Eh, existe um
bom livro, tem um livro que fala sobre
isso, que é
o, caramba, eu lembro do nome do livro
em inglês, não lembro em português, que
fala sobre as leis alimentares, é um
livro judaico, não é nem um livro
cristão. E ele vai fala, vai ter uma boa
interpretação a respeito dessas leis. Eu
posso procurar depois e colocar também
como leitura complementar.
Por Moisés escrever, citando o código de
Amurab, é fato afirmar que ele interagia
com Deus, que Deus respeitava com
Moisés, com escrever e ele estava
passando. É muito, é fato. Inclusive diz
que Moisés falava com Deus face a face.
A gente não tem nenhum motivo para não
crer nisso. O que eu falei para vocês é
o seguinte: toda a história do Antigo
Testamento, eh,
história extrabíblica, no caso do
período do Antigo Testamento, você
possui as cosmogonias.
A cosmogonia que existe em Gênesis de 1
a 11, por exemplo, é uma recreação, uma
recontagem dessa história. Um exemplo
muito básico e claro é o é o a história
de Noé. A história de Noé, ela é muito
muito parecida com o conto de
Gilgamesch, que também é da região lá de
Amurabe. O conto de Gilgamesch ele é de
pelo menos 800 anos anos antes do
surgimento de Moisés. E essa história já
era conhecida. Só que não só a história
da do dilúvio também aparece
em eh civilizações que nem grafia tem,
civilizações ágrafas, nós dizemos, que
possuem uma história de uma grande
inundação de proporções mundiais.
Acontece isso em tribos na
Amazônia. Aí você me pergunta, como que
essas tribos leram a história de
Gilgamesch? Não leram. Essa parece ser
aí uma história universal, algo que
ficou marcado na história da humanidade.
E aí as culturas replicam essa história.
Então, da sua forma, obviamente, né?
Eh, mas assim, a a isso não significa
que pelo fato dele ter baseado parte dos
seus escritos em escritos anteriores,
que esse texto não é, vamos dizer assim,
inspirado. É Deus falando, coloca isso
aí. Isso é importante. As pessoas vão
viver lá, vão habitar umas com as
outras, vão ter problemas e você tem que
dizer, se ele matar o seu amiguinho, vai
morrer também. Então é isso que o texto
tá falando ali,
OK? Qual período nós estamos levando em
consideração as festas de Israel? As
festas de Israel, elas são baseadas no
calendário agrícola, não é? E então tudo
tá baseado nisso. Eh, o Saião tem uma
aula muito boa, inclusive, no nosso
canal, sobre essa sobre a questão das
festas. Eh, e aí tem um calendário lá
que mostra e o calendário é o calendário
lunar. Então, assim, todos aqueles meses
que são citados na Torá estão baseados
nesse calendário
lunar. Entendo que a salvação é pela fé,
mas se não praticarmos a lei, jamais
seremos salvos. Gálatas 3:12, Romanos
10:5, entre outros. Deus tem apenas um
povo. Com certeza Deus tem apenas um
povo, mas o cumprimento da lei é o
cumprimento da inspiração da lei e não
da letra da lei. Como eu já mencionei
aqui, Jesus mesmo vai ensinar isso em
todas as suas eh interações lá com o o
os fariseus e com os com os os saduceus
também e com os escribas, que eram os
intérpretes da lei. Então, o que que eu
quero dizer com isso? A gente já passou
muito do horário, por sinal, né? acabei
de olhar aqui, eh,
que a prática da lei ela não
salva. A prática da lei não acrescenta
tijolinhos na nossa mansão celestial.
Isso está escrito em Gálatas, que você
citou, e também tá escrito em Hebreus,
que a salvação se dá pela graça e
misericórdia de Deus, através do sumo
sacerdote perfeito que é Cristo Jesus.
Inclusive, Hebreus capítulo 10, se eu
não tô enganado, agora eu posso estar
fugindo da memória, mas eu acho que é
Hebreus capítulo 10, ele vai mencionar
que o sacerdote no Yonkipur, no dia da
expiação, precisava todo ano oferecer um
sacrifício pela sua purificação e
purificação da sua família, porque ele
cometia pecados, ele não era perfeito.
Jesus não precisa oferecer sacrifício
por si mesmo. Por isso que o seu
sacrifício é perpétuo, não precisa de
repetição. Então já não é um cumprimento
da lei. Você já não precisa cumprir essa
parte da lei que fala sobre o
sacrifício, porque o sacrifício perfeito
foi feito em Cristo Jesus. Só pra gente
poder enquadrar isso aqui direitinho,
tá?
Ah, meu
Deus. Fê, você perguntou o que Zacarias
vai falar. Zacarias tá lá na frente.
Você pergunta de novo lá quando a gente
falar dos
profetas. Ahã.
Sim, toledes é geração, mas eu não
entendi o que que você, o que que você
quer que eu explique sobre toledotes.
Professor, quando os judeus estavam em
campos de concentração, como eles
cultuavam a sua fé em
Deus? Bom livro para vocês lerem. Não
vou botar lá não, mas um bom livro. Eh,
Em Busca de sentido do Victor Frankel.
vale muito a pena ler. Ele é um judeu
condenado, eh, aprisionado em campo de
concentração, faz uma leitura do seu
período como e ele já era na época
médico, ele era um médico psicanalista,
se eu não me engano, e ele fala como as
pessoas que desenvolveram a sua fé no
campo de concentração persistiram e
perduraram e pessoas que não tinham fé
tiraram a própria vida, inclusive alguns
deles. Então, assim, é um livro
excelente para vocês lerem, para
entender um pouco sobre isso aí também,
tá?
Olha, eu vou pesquisar mais isso aqui,
admito a ignorância a respeito desse
assunto,
tá?
Ah, exato. Isso acontece com os judeus
também. Muito obrigado, Laila. Eh,
acontece com judeus. Até judeus que
falam assim: "Agora eu acredito em
Yesua, ele não come carne de porco
porque ele acredita?" Porque ele não foi
criado fazendo isso. Então assim, não
tem nenhum problema. O que você não pode
e nem eu posso e ninguém pode fazer é
atribuir a isso peso de salvação. Ah, eu
sou mais salvo porque eu não faço essas
coisas. O próprio Senhor Jesus vem e
quebra eh quebra esse tipo de de
pensamento. A salvação só se dá na
crença da da
da bênção salvífica de Deus através do
seu filho e não é por outro motivo. Tá
bom?
Ah, mas assim, ah, eu particularmente,
eu vou falar do fundo do meu coração, eu
conheço pessoas que não comem carne
porque preferem não tem pena dos
animais. Eu adoro porque sobra mais para
nós. Sem nenhum problema. Não quer
comer, não come. Fica à vontade, meu
querido. Você quer comer só grama? Come
grama. Eu como o animal que come a
grama. Então, nós estamos bem e
seguimos. Porque sabe o que vai
acontecer? O que não come grama e o que
come grama, os dois vão morrer do mesmo
jeito. Eclesiastes é uma obra
maravilhosa para lei e para você
aprender sobre isso. O final de todos é
a sepultura. Então você tem que aprender
a confiar no seu Senhor enquanto você tá
aqui. É isso que nós aprendemos do texto
bíblico. É isso que nós aprendemos
também da Torá, que quanto nós queremos
servir ao nosso Deus de todo coração,
esse Deus ele se alegra de nós. E mesmo
que a gente vai passar pelo deserto, a
gente tá feliz porque Deus tá com a
gente. Tá bom, meus queridos?
Foi um prazer enorme estar com
vocês. Vamos nos encontrar outras vezes
nesse módulo dois aqui. E não esqueçam,
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para abençoar a vida de vocês, tá bom?
Um forte abraço a todos, Deus os abençoe
e nos vemos na próxima aula. E eu quero
descobrir o que que eu coloco aqui. 3 2
Eita, nós não tá aqui. Ah, eu vou fazer
uma dar uma roubadinha aqui. Um abraço,
pessoal. Até a próxima.

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