EU TENHO AMIGOS EM TODO LUGAR – ANDOR | CONTEMPORAMA #094
13/06/2025
EU TENHO AMIGOS EM TODO LUGAR – ANDOR | CONTEMPORAMA #094
É isto! Guilherme Iamarino, Giovanni Zardini e Pedro Pamplona comentam sobre a grande e maravilhosa surpresa que é a série do universo Star Wars: Andor! Vem com a gente lutar contra o Império!
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
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[Música] Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Poderes cósmicos, terabites infinitos, dobras temporais, velas aromáticas e jantares românticos. Tudo o que o nerd sempre desejou em um só lugar. Junte seus neurônios, pegue seus son de ouvido, mantenha as mãos e pés dentro do veículo e se prepare para nunca mais pensar da mesma forma, porque é isso que acontece quando dois pastores e um seminarista se reúnem para discutir cinema, séries e cultura. Você está ouvindo? Contemporama. [Música] Este programa é uma produção, dois dedos de teologia. É isso, estamos aqui para mais uma semana, mais um episódio de Contemporâ maravilhosamente reunidos aqui para discutir. Você que é fã de Star Wars, chegou o seu momento ou finalmente chegou o seu momento. Então, para discutir sobre a série maravilhosa, uma obra de arte andor. Eu tô aqui com eu sou Giovanardini, pastor e também curto esse universo de uma galáxia muito distante. E fazendo um crossover aí com baixo clero, temos aí uma figura que já apareceu algumas vezes no contemporâ de novo, finalmente em vídeo conosco está. Fala pessoal, Pedro Pamplona por aqui também. Sou pastor e fanzaço de Star Wars. E Guilherme Marino, tenho amigos em todos os lugares. Cara, isso aí muito legal. Ei, eu acho que isso é uma boa uma boa tese assim pra gente começar, porque conta muito sobre o estilo do da série Under, né? Então, se você aqui nunca viu essa série ou ficou só sabendo, fugiu assim dos seus olhos porque você estava odiando Star Wars recentemente e tal e perdeu essa maravilha, saiba que Andor é uma série inusitada de Star Wars, provavelmente incomum de Star Wars. E ela tem essa tônica toda de meio espionagem. Então isso que o o Pamplona falou, que é uma frase que o Cassan Ander fala, né, para se identificar quando ele está em segredo, é muito legal. é, é um estilo de série bem ah, interessante e ao mesmo tempo que traz um teor Star Wars que a gente desejava muito ver. Então, pra gente já liberar assim, poder falar com spoilers, etc., vamos discutir um pouquinho sobre o a ambientação de Andor, né, que é uma série que começa em 2022 com a primeira temporada e a gente pode falar um pouquinho sobre ah todo o contexto da onde que está, etc. para ir já ir alimentando a nossa discussão. Quem quer falar primeiro? Eu sempre indico endor para principalmente para quem já viu Roge. Rog One fez muito sucesso e foi um acerto assim da Disney gigantesco, né? A do começo ao fim Rug One é excelente. E aí a gente ficou naquela assim, poxa, a Disney vai lançar uma série do CIA Endor, quem quer ver? Ninguém quer ver, o mais sem graça de todos. E se for na mesma pegada dessas últimas séries que estão saindo aí, tipo livro de Boba Fet, Obi Onean, né, Guilherme Marino? Também, eu gosto de Obian, não falem mal. Uma pessoa que eu conheço que gostou de Obian. Hello there. É. E aí, cara, nós fomos surpreendidos com uma obra de arte assim inigualável para mim. B, inigualável. Para mim, Endor, é uma das coisas assim que é uma prickle da pricle, né? Se uma pricle já não é legal, uma prickle da prickle. É isso aí. Mas cara, aqui está uma prol de verdade, né? Conta-se a história que vem antes de Rog One duas temporadas, né? Essa é a ambientação da série. E, cara, assim, e tem muita coisa para falar aqui nesse episódio, né? Porque o problema de você fazer uma preol geralmente é porque você já sabe o fim da história. Você sabe quem vai sobreviver, você sabe quem vai morrer, você sabe o que vai acontecer, né? Só que And ele dribla isso tudo, cara, com um roteiro história magnífica, cara. Eu vejo que não tem como falar de Endor sem falar de Rog One, como a gente já tá fazendo, né? Sim. meio que de retrospectiva, mas é uma é um filme pro futuro da série. Mas eu acho muito ousado. Rogue One foi maravilhoso, é lindo, é sensível, conseguiu trazer o assunto tanto da revolução, o assunto central de Star Wars, né, que julgo eu, é esperança, inusitada, esperança. Sim, Rog One tem tudo isso. é uma turma de rejeitados, de distintos, de desencontrados que vão fazer o que vão fazer e um filme que termina em si mesmo. Isso que eu chamei de de ousado, assim, eu achei muito corajoso o projeto Rogue One e esse espírito tá na série. A série traz esse esse fim em si mesma, embora ela não pretenda ser eh gigantesca. São duas temporadas que realmente encerram um ciclo. Eu não sei se vocês sentiram aquela pegada de gladiador no final. Não sei se pela pelos campos de trigo, mas a sensação ali de paz. É, é, principalmente com aquela música no final, né? E acho que assim, o Tony Gil Roy, que é o showrunner da série, o escritor assim, que propôs a série a como produtor executivo. É lógico que o Diego Luna participou e provocou, né? Ah, tudo isso, mas o Rogue One faz esse sucesso dentro do intercurso meio dúbio para Star Wars, que era o lançamento dos episódios, né, quando você tem o sete, o oito e o 9, que eram episódios que potencialmente eram gigantescos, mas acabaram flopando muito, principalmente com a camada de fãs antigas de Star Wars. E aí você tem um filme que ele é um grande sucesso. Eu fui no cinema ver na pré-estreia na época e, cara, todo mundo saiu assim impressionadíssimo com o filme. Impressionadíssimo assim. E aí é lógico que passa bastante tempo e a gente entra em 2022 e tem o Diego Luna propondo Under. A gente já naquela vibe de tipo, tá todo mundo querendo sugar dinheiro a e querendo ganhar dinheiro a a rodo e tal. Só que você vê uma proposta que ela é pro Tony Groy na na nas entrevistas que ele fala que ela é bem difícil de conseguir porque você já tem um começo com um final definido. Então isso te dá um limite de tempo e de trabalho para você construir a história. E eu acho que assim, é, ele conseguiu provar que a gente não precisa de temporadas atrás de temporadas atrás de temporadas, sabe, para fazer uma grande história, sabe? E essa toda essa ambientação assim de olha, vamos entender o que aconteceu antes da batalha de Avin, né, que é a batalha do episódio 6, que é quando de fato a aliança Rebelde ela ganha. Então o episódio seis Star Wars, ele tem essa grande vitória. A gente vê lá o finalzinho com o Luk, o Ransolo, Princesa a Leia lá ganhando as medalhinhas e etc e tudo mais, mas só que para esse dia chegar, coisas muito importantes aconteceram que estão para além do episódio 4, sabe? No episódio 4 a gente já viu alguma coisa, sabe? Eh, Luke Skywalker, o próprio Ransolo, eles estão meio à parte de todo essa aliança rebelde. Eles vão ser jogados na história, como qualquer herói é e tudo mais, mas só que o jeito que eles contaram o envolvimento de cada personagem, é lógico que a gente tá falando do Cor aqui, mas tem vários outros, né? Exatamente. E assim, eh, o que a série faz, bem como o Rogan também fez, que Star Wars não tinha feito com a profundidade que é feita, é a questão do sacrifício. O que o que você falou, Gui, de tanta coisa importante aconteceu pra gente chegar na coroação depois da batalha de Arvin. Teve sacrifícios e eu acho que tanto o filme quanto a série trata desse tema com com muita beleza, né? com muita sensibilidade, muito sacrifício, muita renúncia. O os filmes clássicos, a gente tem um pouquinho disso ali numa renúncia de deixar a casa, deixar o passado. Aí quando a gente vai para pra questão da cultura Jedai, a o não matrimônio, a renúncia da família, mas ainda é muito leve perto do que a gente vê que é muito mais visceral, né? o campo de guerra, a renúncia, a enfim, eh, o Star Wars clássico, ele tem uma jornada do herói assim bem abstrata, né? É aquela jornada do herói mais, acho que mais distante de nós. Ela é mais infantil também, quase mitológica. É, exatamente, né? Mas o você tem algo mais infantil e agora a série ela trouxe algo um pouco mais adulto e que toca justamente nesse nesse tema do sacrifício e da confusão da história das pessoas ali no dia a dia, porque elas não estão lutando só pela revolução, mas tem a vida dela envolvidos, né? Tem os relacionamentos, os amigos, né? A família, uma busca a pela irmã, uma busca por uma mãe adotiva, né? Os laços que foram construídos, né? A gente tem a questão de um filho depois, que é um final assim que a gente fica, meu Deus, e agora o que que vai ser no Rog? Cara, você sabe o que acontece, né? É, você exatamente, você sabe o que vai acontecer e você fica com coração na mão, então é um pouco mais adulto e realmente mostrou essa parte do sacrifício. E é por isso que eu digo para todo mundo e eu fico recomendando assista endo, assista, porque nunca mais você vai assistir Star Wars da mesma forma, nunca mais você vai olhar pra rebelião da mesma forma, porque a galera deu a vida por aquilo ali, entendeu? Então dá muita profundidade para Star Wars e pro próprio Rog One, né, Andor? Sim, trás esse esse cara, esses caras perderam muito para tá aqui. Esses clanos da Bora da morte, eles não vieram de um download, de um robô apenas, né? Quando vocês terminaram, vocês viram o episódio 4? Cara, eu quero ver, mas eu não vi ainda não. Eu vi endo e aí já tava meia-noite assim e aí eu fui assistir Rog One de novo. Foi dormir de madrugada que eu tinha que assistir Rog One. Tem que emendar com Roge. Prit. É, o Rog eu vi, mas façam esse favor pra vida de vocês. Vejam o episódio 4 depois, cara. E agora não faz sentido o título. O título não faz sentido agora. Sentido. É, é, é assim. Posso falar do final? Posso falar do final do de Andor pra gente falar do episódio 4? Vamos, vamos, cara. Tá de ponta cabeça, mas assim, uma nova esperança. A a a B está segurando o bebê, ela tá naquele lugar pacífico. O bebê chora, ela fala: "Ir is OK". e olha pro horizonte, mas com um olhar sereno de uma esperança renovada. Cara, aquela mensagem tá ali com apenas essas duas palavras, tá tudo bem? E ela acalma o bebê dizendo: "Há uma esperança pro meu filho que tá aqui no meu colo". Aquilo ali para mim é muito forte com o que vai emendar com quatro, né? É belo, muito bem. toda a jornada da Big com toda a jornada do próprio Andor. A gente tá falando aqui de um grupo de heróis que, tipo, viveu a rebelião e um assunto que existe no na série do Andor, acho que primeira temporada ela começa muito bem mostrando isso, que é a opressão do império. Então, o que o episódio 4ro, o episódio 5, episódio 6 tentaram pincelar para nós, mas a sua própria maneira, por causa da do fluxo narrativo, o próprio estilo de filme, a própria parceria com o Steven Spielberg, a própria direção do Jorge Lucas, etc., deixou bem mais leve isso e mais voltado para esse lance e herói vilão. Então, Luke Skywalker, Dieve Vader, Luke Skywalker, D Vader, tudo muito eh dualista nesse sentido. Então o Andor ele vai visceralmente mostrar que como mostrar como você vê as consequências de um império opressor, sabe? é como que as pessoas vivem durante o domínio de um império que é opressor, que é ditatorial, que não liga para as pessoas e as consequências de você achar que você está do lado do império e no fundo você ser eliminado pelo império como um desconhecido, que é o caso dos personagens que estão alinhados, né, ao império, que é o Patargars, eh, o próprio Krenik. Você vê também a aquela Dedra, ah, você vê o Seel. Então, todos esses personagens que estão ali, eles estão vivendo o império e você vê destaque para eles. Isso que eu gostei muito, sabe? A destaque, a complexidade, a esse primeiro personagem que aparece que tem bastante destaque no começo da primeira temporada e na segunda, que é o Sido, eh, ele tem aquela relação com a mãe dele, doentia, sabe? Aí você entra nisso. Est É estranho. Que personagem bom, né, cara? Que personagem bom. Ilão, né? E do cara do império e ele e a Dedra são personagens. Ele tem ambição, né? Tipo, ele fica, não, eu quero isso tudo mais. É. E eles são assim, cara, eles são completamente destruídos pelo império também. Você tá vendo que o império ali ele tá, ele vem oprimindo inclusive os seus, né? Os caras são descartáveis total e eles ninguém tá nem aí para eles pro que eles querem, né? O cara inclusive é usado como uma marionete ali pelo próprio império, descartado. Então a primeira temporada ele lá perde o posto porque ele ele quer ser o certinho, porque ele quer se destacar, porque ele quer fazer as coisas. Aí ele vai ser jogado num outro trabalho completamente administrativo, no nossa, muit e isso é muito legal, tipo a a construção, roteiro, diálogo, tudo muito legal. Aí ele se destaca, ele é descoberto. Aí colocam ele para fazer um negócio num outro planeta que tá servindo de bote expiatório para uma revolução. Ele vai lá, se envolve, ele acha que ele tá por cima da carne seca até o final dele, que ele tá naquela revolta de Gorman lá na segunda temporada, dá todo aquele aquela revolução, tá todo mundo morrendo, o império atacando todo mundo. E aí ele encontra o Can Under, que é o grande, tipo, algo. Mais. Aí o Wonderor, cara, isso aqui maravilhoso. O Wonder, o Wonderor fala o seguinte: "Who are you?" Tipo, quem é você, mano? Tipo, nessa hora eu falei assim: "Caramba, sabe?" E é verdade, ele não sabia mesmo, né? É, cara, tem uma tem uma cena visual entre o final da primeira temporada e o final da segunda com a Dedra e na segunda e na primeira com Andor que são é a prisão. A prisão é visualmente um ponto de encontro narrativo, né? Um é colocado lá pelo império, o CIA, e vê no império um alvo de eh de antagonismo e sai dali com esperança. E ela também é colocada lá pelo império e fica catatônica. Então o império gera revolta e revolução no coração de um e destrói o coração da outra. Então assim, é interessante a É isso. É legal o contraponto visual que tem, né? É porque esse momento do Andor na prisão, inclusive é o meio da primeira temporada e é quando a primeira temporada ela fica tipo assim, ela já tá boa, você já tá curtindo, tem lá a Dani, né, que é todo aquele heist que eles fazem ali, explode de tudo quando você conhece um pouco do Luffil, que é esse personagem que ele é bem um arquiteto assim, super meio dúbio, inclusive meio sombrio, meio até É, eu não sabia se ele era violão, se ele não era, sabe? Se ele tava do lado de todo mundo, se ele era um espião. Eu ficava sempre na dúvida. E aí você entra no meio da temporada com a prisão do Cassanor e ele entrando naquele lugar. E é incrível, cara, como esses episódios são bons da prisão. As duas temporadas, as duas temporadas são muito parecidas, né? Elas começam ali já boas, mas assim aquele bom normal e elas vão crescendo, crescendo, crescendo até chegar num auge assim, cara, teose, né? E esse esse lance da prisão, cara, é incrível porque parece uma uma história, um parêntese mesma par e é mesmo porque tem um personagem que começa e fecha ali e você tem onde circles ali dando aula de atuação, cara, de discurso. É impressionante. É impressionante. E aí você acaba fica saber mais qual é a história desses caras, onde esses caras vão foram parar. Cadê o on? Não tem mais nada pra gente. A gente perdeu esses caras aí, né, cara? Não, mas é maravilhoso. É, é maravilhoso. Eu fiquei refletindo nisso semana passada, porque você tem o Andy Circus, que é esse personagem que ele tá tentando rodar a vida dele ali enquanto preso e ele é chefe e ele é vê o propósito dele ali. Vou dirigir essa prisão aqui, sou um preso. Se eu fizer o trabalho direitinho, eu vou sair mais rápido. Só que isso é uma grande mentira. E aí quando todo mundo descobre, é assim a baita, cara, o Cassenandor convencendo o Kinoloy, que é o personagem do do Andrings ali naquela sala enquanto eles estão falando secretamente, cara, é maravilhoso, é maravilhoso, sabe? E aí é é assim, eu eu tô um pouco emocionado porque é realmente é muito bom, porque quando eles saem todo mundo, eles fazem aquela aquela revolta, eles estão saindo, estão correndo, aí todo mundo tá caindo, a prisão aquela grandona assim que cai no mar e eles estão caindo no mar, estão caindo no mar, ele trava. E quando ele fala: "Eu não sei nadar", mano caramba, que roteiro. É, sabe? Tipo, isso é um roteiro, entendeu? Mas olha que legal, a gente vê que a série é feita com grandes discursos o tempo todo. Então você vê uma um cuidado de escrita muito bom. E não só o discurso dele falando com os outros presos é muito bom. Sim, mas tem uma talvez a alma, né, da primeira temporada é um personagem chamado Nemic, que é o o jovem que tá escrevendo um manifesto e ele fala muito de fé. Muito legal esse personagem. Ele é quem vai fazer o Andor começar a se convencer de que a vida não é só sobreviver e de que a vida não é só para si, mas que existe uma causa, existe a possibilidade de esperança. E aí tem um trecho que eu gostaria de de ler do do manifesto dele. A gente não tem acesso a esse manifesto. Ele poderia ter sido escrito por inteiro e nos poderia apresentar poderia ter um um arquivo secreto dentro do Disney Plus aí. Pô, a Apple não fazia isso com Severance. Faz pro faz uns negócios ali. A Disney podia fazer. Ele diz assim: "O império é uma máquina que pensa em si mesma como invencível, mas eles não percebem que é algo mais poderoso do que qualquer exército. Convicção. Convicção alimenta rebeliões. Convicção constrói pontes. Convicção transforma medo em fogo. Cada ato de rebelião é uma pedra jogada no vidro da autoridade. Algum dia tudo isso irá quebrar. convicção. Você percebe que o o Roy adquire convicção, o Cian tá com convicção. E aí essa ideia da pedra jogada na janela me lembrou o conto das janelas quebradas, né? Um dia um cara quebrou uma janela de um carro, aí outro passou lá e quebrou mais um pedaço e uma janela quebrada puxou a destruição. É uma crônica negativa, mas o ponto aqui é que aquele ato que eles fazem na primeira temporada é uma fagulha de esperança. O império não caiu, mas ele pode ser ferido e isso dá convicção pros pequenos que se ajuntam, né? Então, é, é, a fagulha da convicção corre, o manifesto trata disso. É muito legal, é muito inspirador. Cara, esse manifesto, inclusive, ele ele tá sendo escutado no rádio, né, pelo paragász antes dele tirar ali a vida num ato, sei lá, ele vai ser julgado, ele tá desesperado. Ele tá vendo que, cara, a rebelião tomou força, né? aconteceu, conseguiram o segredo que era não era para conseguir. Tem, tem uma frase, cara, que assim, eh, eu trabalho com roteiro, né, e eu trabalho escrevendo coisas assim e eu escrevo coisas para as pessoas falarem, né, e esse esse roteiro, mas ele é de uma de uma perfeição assim muito grande. Tem uma frase nesse nesse manifesto que fala assim: "A tirania requer esforço constante". E aí ela quebra, ela vaza. E a opressão é a máscara do medo. Inclusive, isso fica, isso fica sendo repetido, né? A opressão é a máscara do medo. Eles têm medo da rebelião, por isso que eles estão oprimindo cada vez mais. Tô t arrepiado aqui, cara. Opressão é a máscara do medo. Isso fica na cabeça da gente, cara. fica martelando assim quem tá assistindo e você vai vendo justamente o medo dos caras do império ali, daqueles que estão trabalhando mais à frente e como eles precisam oprimir e como é a opressão que está construindo a rebelião, né? Porque é interessante como o roteiro vai sendo escrito, porque ah o império ele precisa oprimir e ele precisa oprimir aquele pessoal ali, aquele plano todo de Gorman lá. Eles queriam oprimir o país, o planeta, para que eles saiam de lá, para que eles possam então minerar lá, porque tem o o a matéria paraa da morte. E o Lutem quer a mesma coisa, ele quer a mesma opressão para que a opressão levante a rebelião. Então eles estão assim meio que que alinhados, cara, porque eles querem a violência, eles querem que a opressão aconteça, né? Porque dali vão sair dois caminhos totalmente diferentes, né? E o que o Luffen fala, é? E e o Luffen fala: "Eu fui condenado a usar as mesmas armas dos meus inimigos". Que daí acho que assim, já que o o Zardin trouxe um discurso que eu quero exaltar o Luffil aqui, porque para mim assim, primeiro Stellan Scasgard, assim, tipo, atuação perfeita que, cara, a esse cara atuando, ele é um gênimo, cara. Dá para ficar em dúvida quem é o o verdadeiro, né? Exato. Dá para ficar em dúvida até o final da segunda temporada quem é o verdadeiro. Tem um trecho na primeira temporada que ele tá colocando a peruca lá e ele tá meio que treinando os movimentos dele, vendedor de de colecionador, etc. Cara, é maravilhoso, assim, maravilhoso. Mas ele tem tem um personagem que é o Lon, que ele trabalha no império e ele é ele trabalha ali perto da Dedra, do Patargars, ele tá ali espionando e tal, e o Lone sempre fica encontrando com o Luffen e o Lone chega numa hora que ele tá meio questionando assim, tipo, ele tem e família, ele fala assim, ó, não aguento mais, eu quero sair e tal. E o Luffen tá convencendo o Lone de não sair, falar assim: "Você é importante, você precisa estar ali, a gente tem uma missão maior do que a as nossas vontades. A gente tem tem Ele tá tentando passar essa coisa, sacrifício da maneira do Luffen, mas é aquela maneira muito sórdida assim, porque o Luffen também é o cara machucado pela angústia, sabe? E machucado por esse caminho assim meio que obrigatório. Aí o Lone ele fala assim: "Tá, mas o que que você tá se sacrificando?" Aí o o Luen fala, eu vou ler o o discurso inteiro. Ele fala assim: tranquilidade, gentileza, amizade, amor. Eu abri mão de toda possibilidade de paz interior. Eu fiz da minha mente um lugar sem sol. Eu divido os meus sonhos com fantasmas. Eu estou condenado pelo que eu faço. A minha raiva, o meu ego, a minha falta de vontade de me render, a ânsia por lutar me colocaram num caminho sem volta. Desejei ser um salvador contra a injustiça, sem contemplar o custo. E quando eu olhei para baixo, já não havia chão abaixo dos meus pés. Qual meu sacrifício? Eu queimei minha reputação pelo futuro de outro. Eu queimei a minha vida para possibilitar um alvorecer que eu sei que nunca verei. Agora o ego que começou essa batalha nunca teve um espelho ou uma plateia ou até mesmo uma demonstração de gratidão. Então, qual é o meu sacrifício? Daí ele grita, né? Everything. Ele fala tudo, sabe? Nossa. E ele é no mesmo discurso que ele fala, ó, eu tive que usar todas as armas do meu inimigo contra a o meu próprio inimigo. Cara, isso assim é de um de um peso dramático tão grande assim, cara. Eu arrepio. Foi, foi nesse episódio, cara, e nesse discurso que eu percebi que eu tava assistindo algo de outro nível, assim, de outro patamar. Foi nessa, foi nesse momento que eu falei assim: "Cara, Endor tem algo especial que nem um outro produto de Star Wars tem sim e que poucas séries tem. Foi foi nesse momento, cara, que eu percebi assim, cara, ah, isso aqui é histórico." Exatamente. E aí eu acho que é a gente vai percebendo, sendo conduzido nessa percepção de que a causa leva a sacrifício. Não se viverão, não se viverá grandes coisas sem grandes perdas. a Momófma, né, tá, ela tá sacrificando ali na na performance dela, né, a mentira, a identidade falsa. E aí tem uma coisa nesse arco do personagem que ela é uma senadora, né, e infiltrada, que luta pela causa e vive uma vida de fachada. É a dança dela sem sorriso. Ela dança, ela dança, ela dança, ela bebe e não sorri. Então ela tá em ambientes fechos da filha dela, né? Exatamente. É um arco muito doloroso. E bom, ela é um exemplo, a gente citou outros de renúncia. A segunda temporada parece que eles cancara essas renúncias e e vai nos mostrando assim a causa que eles estão vivendo. Aí eu volto no Nemc, ele fala uma frase assim: "A liberdade é uma ideia pura no manifesto dele." Aí você vai vendo que assim, você não precisa argumentar sobre liberdade. Liberdade tá intrínseca no coração. A gente precisa viver isso. Então, quando os personagens vão percebendo o tamanho da causa e alguns já estão vivendo essa percepção, eles estão dispostos a abrir. E aí o Csian vai vivendo também essa eh percepção crescente de renúncia à causa Vale e a e a disputa dele pelo amor da BX. E a BX chega a ponto de falar: "Olha, há um amor maior que você pode viver e vi". Chorei prdel, cara. É o ápice de falar assim, você não tá vivendo mais para sobreviver. Você tá vivendo por algo maior. Não é sobre você, é sobre outros, é sobre futuro, não é sobre o seu amor, é sobre o amor em si, né? A vida. E aí a gente não tem como não pensar no evangelho, né? Jesus falou algumas frases que a gente tem dificuldade de de encará-las num primeiro momento. Aquele que não deixa eh pai e mãe, aquele que não se torna adversário de pai e mãe por causa de mim, do evangelho, Marcos 8, né? Tome a sua cruz e siga-me. Parece que envolve morte, envolve renúncia, mas é a causa, é a esperança que o evangelho fala, né? Aqui você percebe esse esse tom de renúncia por algo que vale a pena viver e morrer. Sim, esses personagens todos eu usei recentemente num sermão. Tava pregando em Mateus 11, que é o trecho que João Batista ele envia os seus discípulos e ele pergunta através dos seus discípulos para Jesus, né? Eh, é você o que haveria de vir ou a gente tem que esperar outra, né? E aí Jesus ele ressalta, olha ó, os sinais do reino estão acontecendo. Cegos vêm, coxos andam, eh leprosos são purificados, surdos ouvem, mortos são ressuscitados, aos pobres está sendo pregado a as boas novas e tal. E ele fala de João Batista, ele ele exalta João Batista, ele fala: "Nenhum eh nascido de mulher foi maior que ele". Com no entanto, o menor no reino dos céus é maior que João Batista. E ele ele fala sobre João Batista como profeta prometido e tal. Aí você vai entendendo a coisa e eu conecto com o Andor a partir desse discurso todo ah do Nem, a partir do da fala do Luffen Rail, a partir do discurso sobre a verdade da Bonfma, a partir da da efusividade do Saul Guerreira, a partir do Csian, quando a depois do funeral da mãe dele, ele vai pro Luffen e fala assim: "Me usa ou me mata?" Eh, você percebe o seguinte, todos esses personagens que a gente já sabe o futuro, nenhum deles vai sobreviver, eh eles entregaram e sacrificaram a si mesmos por um alvorecer que eles não vão ver. Eles deram a vida deles para um futuro que não é o futuro deles. Eles estão entregando para a próxima geração uma bandeira, uma causa que eles estão forjando ou participando disso, é, sem colher a recompensa para si. Eh, o lance do sacrifício em Andor por uma rebelião que é maior do que si mesmo é de de fato um coração descentralizado nesse sentido. É de fato um coração que vive uma causa maior que si mesmo. E a temática da renúncia, ela é assim crucial e ela é pulsante em todas as coisas, sabe? Tipo, a cena da Mfma quando ela fala, né, o discurso dela sobre a verdade, né, olha, existe um abismo entre o que tá sendo dito aqui e a verdade. Se nós eh damos espaço paraa mentira, nós alimentamos um monstro e esse monstro vai vir nos devorar, sabe? É cada cada standup, sabe? As pessoas elas elas pela convicção, elas rígidas diante da verdade e elas enfrentam e o enfrentamento ele gera a necessidade de uma renúncia, sabe? É renúncia de uma família, é renúncia da riqueza, é renúncia a indo para anonimato, sem glória, sem fama, sem holofote, é a renúncia de um relacionamento, é a renúncia da sanidade, no caso do sol, sabe? Tipo, tudo isso, cara, o o luta pela liberdade, ela envolve um tipo de renúncia. É isso que eles estão falando. Quando você luta contra o império opressor, existe aqueles que vão renunciar a algo muito importante para que outros que talvez nem percebam que esses existiram possam desfrutar de paz e tranquilidade. Aí você vai pro episódio seis, quando tudo acaba, eles estão lá tranquilos, comemorando, sabe? E e tudo isso foi forjado com lágrimas, com sangue, com com renúncia, com muita guerra, luta interior, com quebra de relacionamento, com decepção, sabe? É, é muito nítido isso, sabe? as plantas que chegam, né, da estrada da morte na mão da Leia, aquilo ali parece algo muito corriqueiro de uma aventura qualquer. Entrar nas entranhas, né, da de como essas esse esse arquivo chegou ali. É, é, é toda essa dor, é todo esse sangramento que a gente vê aí, né? E aí, Gu, você tá falando, eu tô lembrando do da fala ainda da BX, quando ela fala: "O nosso amor pode ser adiado ou pode esperar". Me faz lembrar que pelo que a gente vive no evangelho, a gente pode duas coisas: ser privado de algumas alegrias, porque as viveremos completamente um dia depois das dores desse mundo. Em segundo lugar, o cristão, ele ele é habilitado a passar pela dor porque ele tem motivo para suportá-las. Nós temos condição e convicção para fazer renúncia e superar dores dessa vida e mesmo perder certas alegrias, porque vale, a gente sabe que a gente vai vivê-las um dia, né? Eles vi, a série ilustra muito desse dá para esperar um pouco porque alguma coisa urgente tá aconte cara essa essa esse arco da Big ele me pegou muito, cara. Inclusive eu falei pro Guilherme, Guilherme, mas eu não consegui dormir depois que eu assisti eh endor, é porque assim é uma prolle. E o que que eu tava pensando na minha cabeça assim, cara? A Big não tá em Rugy One, então a Big em algum momento ela vai morrer, cara. E eu fiquei esperando como eles vão dar uma morte digna pra BX, né? Como ela vai sacrificar por alguma coisa. Só que o que acontece é muito mais forte e muito mais profundo, porque não é uma morte, cara. Ela simplesmente abre mão do Endor. Ela abre mão do Csian e do amor e de qualquer coisa. E eu fiquei assim, meu irmão, o Csian entregou a vida sem nunca ter tido a oportunidade de ver a BX novamente e de ver o filho novamente, ver o filho dele e ver o filho, né, que eu não tinha visto. E e e a ideia era assim, olha, quando tudo estiver mais calmo, a gente se encontra de novo. Só que não deu, cara. Só que não deu. E aí o sacrifício dele se torna muito mais profundo, né? Muito mais profundo. Porque se a BX tivesse morrido assim, cara, a Big já morreu, vou me encontrar com ela, sei lá, eu vou morrer também. Minha vida não faz mais sentido sem ela, mas ela não morreu. Ela tá esperando por ele e ele sacrificou ainda mais assim. Então isso para mim é um é um brilhantismo do roteiro. Assim, eles conseguiram fazer algo muito mais forte, muito mais emocionante, muito mais profundo do que simplesmente ela morrer por alguma coisa, porque ela não vai aparecer no outro filme. Então isso é uma prol de respeito, cara. Isso é uma pricol de verdade, assim que pega todo mundo de surpresa. E quando ela saiu da cabana lá, quando o C tá vendo o filme que ela deixou para ele, eu fiquei pensando isso, cara. Não pode ser a última. A última participação dela não pode ser essa, cara. que é muito doloroso, cara. É muito doloroso assim, mas muito profundo também, né? E acabou que foi foi a foi a última vez que ele se viu. É agre doce, né? Tipo, é aquela facada sem anestesia que o Giovanardini, ele fala que Freiren é uma facada com anestesia. Essa é uma facada sem. É, vai, você não espera. E eu acho que eu fiquei do mesmo jeito que a MOFMA fica quando ela acaba o discurso. Aí ela vai, ela tem que escapar. O Andor é selecionado ali para e ela recebe esse aviso, tem o código I have friends everywhere. E aí quando ele fala isso, ela fica, mano, mas o que que tá acontecendo e tal. E aí ele vai levando ela e de repente as pessoas vão morrendo, vem gente e morre, vem gente e coisa, explode e tal e ela vai e ela tá assim, tipo, catatônica, porque a vida dela de cenado, de elegância, de um lugar pro outro com motorista, etc, acabou. E aí o Cen fala: "Welcome to rebellion, bem-vinda à rebelião." É, é, a vida real bateu, meu irmão, sabe? Tipo, eh, eh, ah, não é Hollywood nesse sentido. Você está lutando contra algo opressor no mundo, não é uma vida arco-íris, não vai baixar um unicórnio lindinho com asa e vai te levar para onde você quiser. E, cara, muitas vezes no ministério, eh, a gente tem que ser duro com seminaristas, a gente tem que ser duro com gente que quer ministério, etc. Tem que falar, cara, não é uma vida de Hollywood, porque às vezes você vê lá, não, porque o cara tem um canal no YouTube, porque o cara tem uma banda, porque o cara escreveu livro, porque o cara prega fora, porque que a a igreja cresce, etc. Então, às vezes tem esse abr brilha os olhinhos assim, às vezes jovens, ah, gente nova, mulheres e homens, assim, meninas, meninos e tal, todos não vamos lá, tal, vou fazer isso, vou fazer aquilo. Só que a vida cristã e não agora só ministério, mas tudo, ela não é Hollywood, entendeu? Ela exige umas renúncias, sabe? Ela deixa você catatônico em alguns casos e você tem que permanecer, você tem que continuar, você é chamado para isso, sabe? Tipo, para mim, cara, eu não tem assim assim, eu eu sou rendido a Star Wars, então eu gosto até das coisas ruim de Star Wars. Gosto mesmo assim, tipo, gosto, eu assisto com prazer, dou risada, eu compro coisa, etc. Agora isso assim, tipo, é para isso que eu vivi todos os anos. Depois de de eu ter assistido aquelas prels lá, finalizando o episódio 3 e todos os anos eu caçando quadrinho de Star Wars na internet, caçando quadrinho na banca que não lançava direito da editora Dark Horse, vendo as coisas, a todo o Legends, todo um monte de coisa do império, sombras do império, etc. Nossa, gente, ó lá. E agora isso tá em vídeo. Toda essa carga emocional que já tinha nos quadrinhos e tal, que tinha profundidade de roteiro, eh, que tinha substância e que a gente estava sentindo falta, convenhamos, os três filmes e algumas séries não estavam dando essa profundidade. Agora você tem aí, ó, servido, cara. E parece que melhora o que já existia, né? A sensação que eu tenho é que essa prle da prle melhora. É isso. Que já tinha. Ela respeita a obra que já existe, ela não desconstrói. Ela respeita e ela melhora porque dá profundidade para aquilo que talvez não foi nem intencionado pelo George Lucas. Traz conteúdo que era só uma uma trilogia de aventura. Era uma camada, tipo, uma camada da discussão era o império opressor, o imperador Palpatin, a a o Tarkin que aparece no episódio 4ro, episódio 5, e aí você tem algumas logísticas assim do império, mas até então nada disso tinha sido explorado, assim, pouquíssima coisa disso na First order dos livos filmes mais novos e tal, pouquíssima coisa disso. E agora, mano, é assim, muito bom. assim, muito bom. A a eu gostava de ver os episódios quando chegava naquela hora daquela reuniãozinha do império que Patargar lá ele ele tinha que presidir branco. Nossa, cara, era muito legal isso. Reunião de conselho de igreja, um monte presbítero ali. Brincadeira, cara. Não, nem tem um episódio que eu queria lembrar assim, porque não a gente não pode esquecer, mas é o episódio do hospital, cara, que a Cléia precisa invadir o hospital para Cléia é muito bom. Falar da Cléia, né? Ah, esse episódio também é uma obra prima, cara. Assim, é muito bom. Primeiro o antes, né, de como ele conversa com a Dedra e e como ele tenta tirar a própria vida, né? O o luten ele é um ele ele tanto faz o sacrifício como ele também precisa fazer a parte difícil de proteger a rebelião. Então, por exemplo, ele quando o cara conta o segredo da estrela da morte para ele, ele mata o cara o o espião que teve ali o tempo todo, né? O Lone o tempo todo. E tu vê o cara no banco e o cara dormiu. Não, ele tá morto. L o Ludo teve que matar ele, mas depois ele tá disposto a se matar também por rebel, né? tentou, tentou isso. E quando você vai ver que aquela que é uma filha dele precisa matar ele, terminar o serviço, né, cara? É, é muito pesado, bicho. E esse episódio é bom é muito bom. É muito bom. Não, e o episódio é bom porque ele constrói a história e tipo isso é que é legal. É muito muito. Tem os flashbacks. O discurso do Luffen com a Cléia pequenininha quando eles estão num tipo um restaurante, um café, alguma coisa assim, e eles já ele já colocou ali e ele conversa com ela sobre o preço da rebelião, sobre as renúncias, etc., sobre, tipo, o compromisso que ela teria que ter, sobre como a vida dela e a percepção sobre a vida mudaria por causa das decisões difíceis que ela teria que tomar e levar as consequências e carregar a culpa disso. E aí quando ela eh intenciona apertar o botão, né, para explodir, ele segura e ele mesmo aperta. E aí você vê, tipo, na cara dela, tipo, a mudança assim, tipo, era sério a intenção dela, mas depois que ela vê a explosão, que ela vê que algumas coisas vão ter que acontecer para que uma semente de esperança seja plantada, cara, a Cléia, inclusive, eu fiquei achando que ia ter alguma conexão com a Leia e esperava que isso não fosse acontecer também. Sim, eu tinha assim, eu esperava assim, pelo amor de Deus, que era isso. É, eu falei: "Pelo amor de Deus, se acontecer vai ser super ruim". Mas graças a Deus não. Eh, graças a Deus. Inclusive, inclusive teve um momento, teve um momento que eu viajei assim assim, cara, talvez ela se a galera não pode fazer isso também. Pensei assim, ela não pode ser a Leia disfaçada disso, cara. Não pode ser a princesa Leia. Mas eu pensei que tinha ia ter alguma relação, porque elas meio que se parecem um pouco. Elas usam uma roupa parecida inclusive depois finais tem o nome parecido. Parece que tem uma uma é que a Leia temporalmente é um pouco mais nova do que a Cléa é na na no anos nos anos ali, porque ela eh no episódio 4 ela tem acho que 16, 17 anos por aí. Ela acho que ela é não chega a ter maior idade e a L é 4 anos antes disso, né? Hum. Então ela era uma adolescente, agora a Clé é mais velha, mas ela é uma personagem é bem tridimensional, assim, muitas camadas, ela tem muitas discussões boas com o Luff atuação dessa atriz quando ela sai da sala em que o Luffen está e você vê uma lágrima é é genial. É genial. O Andor faz isso também, o Diego Luna, quando ele ele tá voltando, saindo de Gorman, por exemplo, tem uma lágrima caindo dele. É porque você sabe assim, tipo, o cara é ele está emotivo, ele está sentindo, ele está aquilo, mas ele tá se privando da emoção desenfreada, porque ele tem um papel cumprir, sabe? Tem que ter. A mesma coisa acontece com o Andor quando a BX deixa ele. Ele vai lá, tem um momento de emoção e logo depois ele vai e ele tá lá reconstruindo o robô e etc. Tá? Sabe, cara? É muito, é é uma pancada boa na gente a Praça de Palme, né? ao massacre que acontece ali, eu acho ele muito importante, que tem essa cena do CIA com os olhos marejados fugindo, dá para você perceber a brutalidade da guerra e o senso de pequenez, né, ao mesmo tempo que com esperança, né, com com ele ainda está na ele ainda está na linha, ele ainda tá avançando, mas com senso assim de impotência muito grande. Mas o que que eu acho muito poderoso ali é porque do massacre da praça você teve testemunhas oculares, né? Gente que viu o que aconteceu e esse testemunho eh vai ser engrenagem pr pra revolução ganhar corpo na nos episódios seguintes. A gente sabe que o para muito além dos episódios seguintes e é muito assim, né? A o discipulado em Cristo se valeu muito disso, né? Algumas testemunhas viram aquilo e porque viram contaram para outros e esses outros creram e você vai formando uma engrenagem contra o Império Romano e sobrevive os primeiros séculos e tá aqui até hoje, né? Eles mostram isso da, o testemunho ali a partir do do massacre, eh, de forma muito legal, assim, como que tanto alguns do império também vêm e se escandalizam, quanto outros, né, que acreditaram agora que o império não tá por proteção ou por ordem, né? Todo esse arco é muito bom, cara. Inclusive, quando começou, eu fiquei assim sem entender muito bem assim o que que tá rolando nessa cidade aí, o que que tem a ver com a história, mas depois tudo se conectar e tal, é as aranha, tudo, tudo faz sentido, cara. E e é legal que aquele carinha do hotel da recepção, ele é o cara que, vamos dizer, nomeia uma nova esperança, né? Porque eles, olha, rebeliões são construídas com esperança e isso vira um lema, né? E é dito pela Jean Nerso. Na verdade, na verdade o Cenander disse para Jean Erso e a Jean Erso naquela roda em que ela tá tentando convencer as pessoas da da missão dela e para ir resgatar o pai dela, etc. Ela fala exatamente isso. Estão feitos na na esperança. Cara, é bem legal essas construçõezinhas. Eu acho muito caprichoso assim, sabe? Sim, esse personagem que você mencionou, não lembro o nome dele também, o recepcionista, eh, ele eh eh mostra um momento de amadurecimento do Csian, que nem o Csian aceita, né? Porque ele olha pro Csian com contemplação, né? O o olho dele brilha, né? Tipo assim, você é aquele de quem ouvimos falar, né? É como se ele tivesse passando essa mensagem. E o CIA não se permite essa fama, né? E ele não se permite ser heróico, né? É, mas o cara olha para ele como quem tá olhando para um para um herói famoso. Isso. E ele tem um histórico, né? Quando ele se encontra com o C pela primeira vez, ele conta a história do pai dele, que foi uma vítima ali de Gman também. E o cara tá lá agora como como informante, né, ali da participando de alguma forma da rebelião, né, para ajudar o Cácia sempre quando ele vai lá naquele hotel. E é muito legal ver esse ver esse esse lema que foi que foi criado ali naquele momento, né? É, é diferente quando outros prckles colocam assim nomes ou lemas de uma maneira muito artificial, tipo ran solo, né, e outras coisas assim. É, e eu eu confesso que tipo esse arco assim todo do do Andor indo para Gorman e participando dessa, porque em Gorman tá acontecendo uma rebelião paralela, né? existe essa intencionalidade. O império quer que isso aconteça porque daí ele justifica o massacre, justifica a ocupação. Então tem isso e ao mesmo tempo a aliança rebelde eh está tentando auxiliar também para que isso aconteça. Então os dois ali estão tentando a mesma coisa. Só que o povo de Gorman é a menina, o pai dela, muito inocentes. E aí você vê essa admiração inocente, essa também aproximação inocente com o império, porque eles começam a contar tudo pro sígil, sabe? E e ali eles é é uma rebelião muito assim imatura nesse sentido. E aí você percebe essas nuances e aí você fala: "Vai dar muito errado". Vai dar muito errado quando agora não lembro o nome da daquela personagem que é a prima da Movman e a outra menina lá que elas têm o o sabe? E acontece que ela isso, Velva personagem também não. A a Vel é a líder, não é? A Vel é a prima da Momof, mas ela ah, Vel. E aí tem a outra menina. É, é uma, é assim, é uma, é uma negra assim, cabelo bem pretinho. É isso. E aí ela, cara, a cena da morte dela, eu fiquei pensando nisso porque eles, elas estão lá, as duas que são baita guerreiras, elas são, t muita experiência, elas sabem fazer o que elas sabem fazer de melhor, elas são enviadas juntas porque elas querem ser enviadas juntas. A Vell, ela convence o Luffen de fazer isso e aí ela morre de um jeito idiota. numa briga de de rua, sabe? Não é na rebelião, cara. E tipo, tem coisas que acontecem na série que elas trazem uma complexidade das relações ali. E aí você fala, entendeu? Olha o que tá acontecendo. E tudo isso vai construindo o Gorman até o final, sabe? vai construindo, tipo, a invasão do império, vai construindo toda a sensação da população. O mesmo carinha que mata a outra, ele entra nessa rebelião, depois ele é um cara que dá opinião. Então você vê a evolução de personagem sem eh, como é que fala? Evolução de personagens sem ser à toa, entendeu? É essa esse discurso dela da Vel quando aquela parceira dela morre, cara, é outro momento que é uma cena assim, talvez de 2 minutos. É, é uma conversa dentro do carro de fuga que assim, cara, não teria nada ali se fosse outro roteirista, sei lá. Mas tem uma conversa lá muito pesada que o cara tá tentando se desculpar e dizendo: "Ah, porque assim, ele matou ela porque desobedeceu, né? Você não podia estar armado porque alguma coisa ia acontecer". E a Vel olha para ele e diz assim: "Ó, não vem me pedir desculpa não, assim, não vem atenuar, você vai carregar isso aí pro resto da vida, porque foi a vida dela que você tirou, né? E ela tá assim machucada, ela elogia, né? Ela é isso, ela é aquilo, você matou. E você vai você vai carregar isso. E são e essa série é recheada de momentos assim que são momentos né? Cenas que apenas conectam com outras cenas maiores, mas que essas cenas menores tem diálogos e discursos excelentes, cara. Assim, cara, e pensar que Gorman pensar em todos os momentos e pensar que Gorman tava no Legends, né? Então assim, agora entra no canon e você percebe o tanto que nós temos bons materiais, bons arcos dentro do Legends, que poderiam incrementar a linha histórica de uma forma muito legal, né? Agora eu vejo também nessas eh desventuras e também no personagem, numa personagem que aparece no final, não me recordo o nome dela, uma sensitiva. Isso foi usado também no Rog One, né? Uhum. eh, que é a sensibilidade à questão da força. E eu não achei que ia aparecer aqui porque tava demorando e apareceu. Eu achei que foi muito sutil e de bom tom. Aparece com o Organa, né? Ele ele fala a frase clássica pro Csian, né? Eh, que a força esteja com você. E quando ele tá chegando, o C tá chegando com a com a jaqueta emblemática, né? Eh, a sensitiva olha para ele, é um slow motion que acontece ali, ela percebe o Can chegando. Aí você olha para trás as duas temporadas e pensa: "Cara, a força esteve com esse cara". Então, assim, a força tá presente ali numa numa provisão, né? Numa providência dos fatos. E a gente sabe que ela vai que ela vai conduzir até o o a fala do Oban pro Luke quando ele vai fazer aquele tiro de um em 1 milhão. Luke use the force. Então ele vai dar um tiro com a providência da força e ele vai acertar. Ou seja, a força tem interesse nos alvos da rebelião e ela tá conduzindo essas. Então, o olhar dela pro C é muito interessante pra gente que que sabe da história completa, cara. A força dele providenciando. Tudo conectado, mano. Tudo conectado. Todos os eh possíveis furos de roteiro do episódio 4, eles se tornam agora um grande fluxo narrativo. Porque, tipo, o fato do Luke conseguir dar um tiro e um tiro explodir a estrela da morte é porque o Gallen Ner colocou o reator ali naquela posição para ser frágil e para explodir. E o Gallen Nurso gerou tudo isso. participou com Andor, que tem uma aliança rebelde por detrás, que tem todo um sacrifício e uma história de renúncia. E o ciclo então fecha perfeitamente. Ó, parabéns pros rotiristas, cara, porque foi um trabalho do cão para corrigir. Jorge Lucas tem que agradecer esses caras. O Jorge Lucas tem que agradecer porque eles eles fizeram Star Wars melhor do que já era. Uhum. Disney, a Disney fez muita coisa ruim com Star Wars, mas Andim, And melhorou a obra, cara. Agradece, eu assisti Rog One depois, né? E uma coisa que eu percebi, voltando aqui naquele assunto lá do sacrifício e do Endo e da BX, né, que é quando eles vão para aquele planeta lá que já é na quest final, né, assim, onde eles vão realmente pegar os planos lá da chora da morte, eles já vão meio que é uma missão suicida, já tem mais ou menos essa noção de que, cara, é lá e a gente vai acabar lá. Mas tem um momento que inclusive é o o Droid que percebe que quando eles estão lá perto do cofre e aí a os storm troopers e o pessoal do império, a polícia do império tá chegando e o próprio percebe, cara, a gente não vai sair daqui vivo, né? É aqui que a gente vai morrer. E naquela hora ali, cara, todas as duas temporadas de Endor fizeram sentido para mim, assim, tipo assim, naquele momento os três sabiam que daqui não vai passar, a gente vai morrer aqui. E aí você lembra de toda a história que foi construída, né, do Endor, né, e da Big e de todo o arco do Endo Luten, enfim, tudo convergiu para aquele momento ali que eles vão se sacrificar, né, cara, e que eles vão que eles vão morrer ali, que a ch da morte vai tirar a vida deles no final, né? Então, é, é uma história que se conecta muito bem, assim, de uma forma muito muito emocionante, cara. Muito muito muito mesmo, assim, né? É de de novo, é uma prel que já melhorou porque Rog One melhorou uma nova esperança. Aí você vem com o Endor que conseguiu melhorar Endor que conseguiu melhorar Rog One e que conseguiu melhorar uma nova esperança e o resto da trilogia inteiro. Então é só aplaudir mesmo que esses caras fizeram e dizer que qualquer fã de Star Wars precisa assistir Andy. Precisa, precisa. Fica a pergunta, será que o futuro de Star Wars é só para trás? Cara, depois daquela república eram, né? Acho que tinham que esquecer aquela ali para construir outro futuro. A vontade que dá é continua daí e vai, né? É, faz tudo de novo. É, continua aí. Só tem, é só prova um fato assim, tem boas histórias Star Wars que elas não precisam ser rendidas a um Skywalker, não precisam ser rendidas a duelo de sab. Tudo isso é legal. É legal. Não precisa ter Palpatini. Ó, o Palpatini não apareceu. O Palpatini não apareceu em Andor e fez mais do que na trilogia nova inteira. Ele é mencionado melhor do que como um clone. Cara, eu ia dizer quando a gente se interrompeu aqui, eu ia dizer a mesma coisa. Endle é a prova que você não precisa da Ray Skywalker, da Ray Palpatini, nada disso, cara. E você tem agora, pelo menos para mim, cara, existem dois grandes heróis Star Wars, Luke Skywalker e Cassander. São os dois, né? E um não é Jedi, não tem sabo de luz, não tem nada, cara. É isso mesmo. E e tipo assim, você tem personagens bons, atuações boas, assim, acho que a gente não falou ainda do Sol, assim, embora a gente já comentou dele, mas, cara, a o contraponto dele com Luthen Rail, com toda a base de Avin, assim, esse cara meio excêntrico e tal, ele tá ali, não, a hora que o Luen tá falando com ele para tentar negociar para onde ele vai e tal, daí o Luen fala assim: "Ah, você pode chamar o que você quiser". Daí ele fala assim: "Então vamos chamar de guerra", sabe? Tipo, ele um cara, vamos lá, é sangue nos olhos. E aí aquele menininho que é enviado para ensinar a mexer naquele detonador com várias opções e várias combinações e tal e depois a gente descobre que tem o cara que é o espião e não um menino. Aí a hora que ele tá ali numa apoteose da rebelião maluca do do sol, ele tira o negócio e o sol fala assim: "Respira, essa é rebelião, a verdade, a liberdade, você tem que respirar". Cara, tipo, é outra camada de maluquícia, de loucura, de de sabe, de não, vamos lá, a gente tem que lutar e tem muita gente lutando de maneiras diferentes e aí eles vão se encontrando, sabe, até serem convencidos e o Luffen Rail trazer a mensagem do tipo, olha, vai vir eh uma arma, a estrela da morte era algo para além do que a gente tá explic tava esperando. Agora as coisas se conectam e a Momofma até pagando eh dando um pouco de respeito para o Andor e acreditando, acreditando um pouco ele, escutando mais o senador, né? Eh, ainda meio politicão, não entrando meio na do cara, porque tem mesmo na rebelião o os inimigos entre si, as não as não as desavences, etc., Mas no fim, o que os une é a mesma missão. O império é esse monstro que veio para engolir a gente. Então tem que fazer alguma coisa. Você percebe que tem uma narrativa visual, eu sou muito ligado nessa questão da fotografia. Isso é muito um trabalho mais de direção do que de roteiro, mas eles usam muito a o visual das janelas desde a primeira temporada. É muito icônico ali a o CIA olhando para fora da nave através de uma portinhola redonda. E essa ideia da janela circular vai se repetir até a segunda temporada do ponto de vista da rebelião e do ponto de vista do império tem muitas janelas mais quadráticas, né? E o o sal você percebe que ele ele usa a menor das janelas usadas na na série. Ele tá o tempo inteiro olhando naquele naquela janela, um buraco que ele tem ali. Uhum. Muito o olhar dele é muito forte, né? Ele tem um um defeitinho no olho assim. Então, olha, a gente vê muito isso nele, chama muita atenção. Ele tá o tempo inteiro olhando naquele horizonte, mas é como se a o o a fotografia quisesse nos contar. O foco ou a perspectiva do sol é reduzida, é focada. Ele enxerga a liberdade por uma ótica bem sufocante, limitada. É a guerra, é armas. E aí ele faz esse recurso visual que é muito interessante. O círculo ele percorre a como argumento visual da série todinha. Muito da hora. É só só palmas para pra direção, para condução e direção de arte, figurino, tudo muito bom. Assim, depois, eu não sei se vocês já viram, mas assistam os extras da Disney, que conta um pouco disso, os caras falando sobre construir eh aquela base de Avin que aparece, né, nos filmes, na trilogia original, e eles reconstrem isso, eles fazerem todas as X-Wings, por exemplo, que vão aparecer ali, cara, maravilhoso, que é o ponto alto da segunda temporada, né? Enquanto a primeira temporada é a prisão, a segunda temporada quando aparece e vem a primeira vez, você fala assim: "Nossa, ah, você volta ali com qualidade". Cara, e essa produção de cenário, principalmente, toda a produção, para mim é um diferencial muito grande, porque eles estão em locações reais na maioria das vezes, né? Você pega aqueles primeiros episódios que são num país assim que é um milharal gigantesco, o milharal real, pelo menos naquela grande área que eles estão filmando, é de verdade, né? Eles estão, se você pegar a primeira temporada também, aquela aquela missão de roubar lá o tesouro do império, eles estão num num matagau assim, nas montanhas de verdade, cara, também. Então, as locações são verdadeiras. É diferente, por exemplo, de Mandalorian e e de Açoka, às vezes que são coisas boas, são, mas você é muito artificial, cara. E você estranha aquele, né? Não convence, não convence. Não convence. Exatamente. E torna a obra menor. Eu acho, quando você vê que, poxa, esse é um cenário grandioso, é um cenário verdadeiro, isso dá grandiosidade também a obra, né? E isso em End é muito bom, cara. Você tá você tá em cenários reais, com profundidade, você consegue realmente ver que os atores estão ali e que aquilo ali foi pensado, né? Aquela cena a do Can chegando para salvar a Big e ele tá atirando no Storm Trooper lá embaixo, o milharal, né? E aquele parceiro dele morrendo no milharal, cara. Tudo isso fica mais verdadeiro porque é tudo de verdade, cara, que tá acontecendo ali, né? Sim. Eles usam muitos planos abertos para valorizar isso. Muitos planos abertos. É outro acerto da série assim muito bom que faz muita diferença, né? É. mesmo os internos, assim, quando você vê a única as acho que a única o cenário e o único set que foi totalmente artificial foi o do Senado, que é realmente tipo bem difícil você realizar. Então a cena da MOFMA, inclusive a Genev, que é a atriz que ela fala sobre isso, ela fala assim: "Ah, eu fiz o meu discurso sozinha, assim, tipo, ela tava sozinha no set e foi a atuação mais difícil para ela na série, né? Mas os outros todos, tipo Yavin, eh, Aldani, você vê a prisão ali também, tudo sete gigantesco e real assim, sabe? Eh, o investimento vale a pena, mano. Entendeu? A série ela foi bem vista, ela tá sendo bem vista na na Disney Plus, ela tá tá sendo, você fica, é um marco assim, sabe? Eu tô pensando nessa série assim como um negócio que daqui 5 anos eu vou querer ver de novo. Quando a minha filha tiver maturidade para ver, eu vou querer mostrar para ela, sabe? é uma daquele daqueles eh aquelas obras culturais que ela vai ficar, não é uma série que vai ser esquecível, sabe? Tipo, eu não sei, sinceramente, eu não vou eu não sei se eu vou eh ver alguma vez de novo Casa do Dragão, primeira e segunda temporada. Eu não sei se eu vou ver alguma vez de novo Mandaloran, sabe? Eu não sei se eu vou ver alguma vez de novo algumas grandes séries que a gente sempre fica falando, é hypada, etc. Mas Andor, tipo, tranquilamente eu veria de novo. Você falou da Você falou da Momo Mófman. É, é interessante a a história dessa atriz, né? Ela fez a trilogia Prel e aí as cenas dela são cortadas, né? Ela não aparece no filme, né? Aparece uns extras assim, mas depois ela tá em rebels, né? Fazendo a voz, né, da personagem e ela parece um rug one bem rápido e aqui ela brilha, cara. Aqui ela é instontiante assim, né? Inclusive os sacrifícios que ela faz são muito grandes também porque ela vive uma vida de fachada, né? Ela vive um casamento de fachada. Ela tem que sacrificar a filha porque ela entrega para um para um casamento também que ela meio que tá vendendo a filha. É um baita uma baita cena e um baita discurso pra filha também. Exatamente. Aquela cena assim, poxa, a minha mãe, ela tava embriagada no meu casamento porque ela não queria aquilo e aí depois ela vai fazer o mesmo, ela vai se embriagar porque a filha dela tá sendo meio que dada pro nome da filha. Porque a filha dela disse assim: "Eu preferia que você tivesse bêbada". Exatamente. Então ela sacrificou muita coisa também e é uma é um presente assim para essa atriz o que os caras fizeram também, né? Ela ela ficou excelente. O discurso dela, cara, o discurso dela é sensacional. Vocês, deixa eu deixa eu citar aqui, cara, para vocês vai cada um citou um depois o jardim fala aí, né? Ela ela diz assim: "Ah, acredito que estamos em crise porque a distância entre o que é dito e o que se sabe ser verdade tornou-se um abismo. Todas as coisas em risco, a perda da realidade objetiva é talvez a mais perigosa. A morte da verdade é a vitória final do mal. Quando a verdade nos deixa, quando a deixamos escapar, quando ela é arrancada de nossas mãos, ficamos vulneráveis ao apetite de qualquer monstro que grite mais alto. É muito bom, cara. E assim, é uma realidade, é uma realidade política que nós vivemos hoje dos dois lados. Os dois lados têm estratégias em algumas pessoas. Exatamente disso, mano. É quem gritar mais, quem gritar quem grita a narrativa mais alto, descolada da realidade, né, consegue dominar, né? Então é um discurso assim muito forte. Todo mundo tá comentando esse discurso dela, né? Morenado muito. Não. E a frase é: "A morte da verdade é a vitória, a conquista do mal". Sabe, cara? Tipo, isso é muito isso é muito cristão, né, cara? Também assim, isso é muito cils também, a polição do homem. Eh, é, então, e, e você discutir sobre pósverdade hoje e tal, você tá ali, pensa o seguinte, a gente vive numa sociedade que discute isso o tempo todo. Eu não tô falando só de política, entendeu? Não tô falando só de de polarização, etc. Seria muito fácil a gente falar só disso. Agora assim, tudo é relativo nesse sentido. Tudo é um discurso de pós-verdade, tudo é um discurso de quem grita mais alto, etc. Tudo, tudo. As relações humanas, a as relações eclesiásticas, as relações políticas, as relações de trabalho, etc. tudo. A gente tá numa numa vivência em que quem grita mais alto é aquele que ganha, mas só que quem grita mais alto é o monstro que devorou a verdade para o seu próprio apetite. O que é isso senão o próprio discurso do apóstolo Paulo? Falando sobre aqueles que são os legalistas que fazem tudo de acordo com o próprio estômago, sabe? Querem um Deus de acordo com o próprio estômago. Isso é muito importante, cara. E às vezes gritar mais alto tem a ver até com a plataforma que se usa. E ali tem muito isso, né? Porque ela tá falando do Palpatine, ela tá falando que vai vir de cima, vai vir de uma autoridade política, vai vir de alguém que tem o púlpito na mão, o o a tribuna. Sim. E às vezes a plataforma importa, né? A verdade ela se torna ou verdade ou mais creditável a partir de onde se fala, de onde se fala. E de onde você fala, você controla isso, né? Tipo, você altera, você manipula, eh, e você usar o seu bel prazer por seu próprio, ah, benefício, né? E é isso que ela tá reclamando ali, porque, por exemplo, é, o que desperta o discurso dela é a tragédia de Gorman. E aí você lembra na série o discurso do senador de Gormand com ela, que ele fala assim: "Olha, se você falar eu vou perder, eu vou ser preso". Não tem o cara, o cara de Gorman, ele está assim, eh, hum, ele tá arrasado com a situação, mas ele tá de mãos atadas por causa do monstro. Depois que ela sai, mais uma vez, assim, eu sou eu sou muito fã da direção da série. A, lembra da cena que acontece? A túnica azul dela cai no salão. É. E o Can a veste com a jaqueta. emblemática jaqueta da rebeli visualmente é muito forte assim. Agora ela se expôs e não tem volta mais. O manto caiu. O é forte, é muito forte, muito bonito. Que que é o preço que é o preço que ela ela paga por continuar na rebelião e e é uma decisão dela que também coloca em choque o próprio Organa, né? Porque o organo ele continua no Senado, ele toma a decisão de continuar e ele não se expõe da mesma forma que a mãofma. E nessa nessa cena você tem uma divergência entre o senador e o Luthen Brail. Luffen ele quer proteger a Mmofma. Oana tem uma suspeita de que ele irá levar a Momoffa para selar outro lugar. E a galera dele tem infiltrados ali do do império. Eles estão tentando fazer. E o que a Mommófma faz? é sair do conforto da posição política, que é inevitável eh não estar uma vez que aconteceu o que aconteceu. ela conseguiu estar no lugar eh entre aspas confortável em que ela consegue recurso financeiro, ser protegida, estar ali nessa nessa situação política de alguma influência para um ponto em que para ela manter integridade ela tinha que se expor, sabe? Para ela manter integridade, ela tinha que falar a verdade. Isso custaria a posição dela como custou, sabe? E aí quando você vê ela em Hog One, é assim, faz todo sentido, faz todo sentido a preocupação dela, as falas dela, etc. Sabe uma coisa que essa série também tem que levar mérito? Ela nos fez respeitar os blasters, porque eles eram muito desacreditados, né, na na trilogia clássica e mesmo depois aqui já começa, né? Já começa assim, é, é um tiro, já foi e acabou. E é muito repentino, as mortes são muito repentinas. Tem muito isso na série, né? A vida é frágil e os blasters é são a galera acerta tiro, né? Storm acertou um tiro num cara numa moto, milharal, inclusive. Pois é, é letal. É muito letal, né? Até sem querer a galera acerta tiro nesse nessa série, né? Fica mais sério, né, cara? Tem mais consequência, né? É como ela diz: "Olha, não ande". Ela fala assim: "Não ande com o blaster porque você vai matar alguém, cara", né? Então é é meio que quando você quando você quando você assiste a uma Nova Esperança já começa assim, tem muito tiro rolando, entendeu? Acontece nada acontece. Exatamente. Pois é. Inclusive assim, façam isso, vejam Andor primeira temporada, segunda temporada, Rog e depois, como eu disse, vejam uma nova Esperança, mas relevem as partes de estética. Só, só presta atenção na história, na fluxo e tudo mais, que cara, tem algumas coisas que são muito forçadas, mas muito forçadas. É, mas é isso. Sabe o sentimento que eu tenho? Acho que eu vou encerrar dizendo isso. Eu lembro muito assim, nessa série, em vários personagens, eu lembro muito do apóstolo Paulo em segundo Timóteo, quando ele diz assim: "Cara, na minha primeira defesa, ninguém apareceu, ninguém, ninguém teve comigo, não teve plateia, não teve apoio, não teve nada, né? e é um cara que tá lhe gastando a vida também por um futuro que ele não vai ver, que ele sabe que ele não vai ver, por uma dispersão do evangelho que ele não vai testemunhar. E esse é o sentimento que eu tenho. Muitos, muitos ali morreram sem testemunha. O Lut tá morto num hospital. Ele tá morrendo num hospital, né? O Lone morreu assassinado numa praça. O Can também morreu e a Leia e o e ninguém, o Oban ninguém sabe quem ele é, entendeu? E os outros todos também. A vel tá entregando a vida, a momófma tá entregando a vida e muitos ali sem sem palco, sem nada e eles eles não vão ver nada, né? Então tem muito esse esse sentimento assim do do sacrifício mesmo, como a gente falou aqui, por um futuro que você não vai ver, né? A o Luten, ele diz no momento que ele ele tá gastando a vida dele por outras pessoas que ele nem conhece. É algo desse tipo assim, eu tô eu estou sendo indecente por pessoas que eu nem conheço no futuro, né? Então, esse esse esse autício de quem tá lutando por algo que não vai ver é é muito forte. É a pegada da série, né, como a gente já falou. E e traz essa vários textos do apóstolo Paulo, não só esse não só esse momento, mas vários textos em que ele tá ali, cara, eu tô mesmo para gastar minha vida, eu vou morrer por isso, eu não vou ver outros, mas outros vão, né? E Paulo começou uma rebelião também, né? O Paulo começou um movimento subversivo, né, pro futuro. Isso aí. Ah, é, eu tô lembrando para encerrar também minha parte, tô lembrando ainda, quero resgatar o Neme, que uma última vez ele tinha dificuldade de dormir e ele fala: "Eu tenho fé, mas a minha fé não me deixa dormir." E eu sinto que essa série nos inspira a olhar pra pra missão, pro discipulado, pro fazer discípulos, né? como alguém que deve se permitir ter fé ainda que não durma, fé ainda que tenha medo, fé ainda que eh de forma inusitada, improvável, medrosa, mas avante. Eu eu me senti inspirado nesse sentido, sabe? Eu lembro do Paul Washer falando num determinado vídeo há muitos anos atrás. Ele falava: "Olha, saia da internet, escolha um um povo para amar e morrer, pelo qual amar e morrer". E às vezes eu eu vejo isso, sabe? Falta-nos um pouco de convicção. Essa série nos inspira muito a a levar a esperança a sério como convicção que me faz sofrer e também escolher pelo qual viver, né? Quero ter fé, ainda que me custe o sono. Saiu inspirado, tá? É uma série que inspira a gente. Gostei disso. É, eu confesso que eu também. E para encerrar assim, tipo, é inevitável a gente lembrar sobre fé, já que você tratou aí essa temática, é inevitável a gente lembrar de um trecho importantíssimo pra gente que é cristão. Assim, eu acho que assim, os elementos de Star Wars, eles conseguem tocar profundamente a fé cristã, profundamente. aqui nesse final aqui enquanto a gente fala sobre aros invisíveis aqui enquanto a gente fala sobre pessoas que queimam para que haja um futuro brilhante e tudo mais, eu lembro do trecho de Hebreus, capítulo 11, que numa determinada altura do trecho, ele tá falando de todos esses personagens que tiveram fé ao longo da história. E ele fala no versículo 13 que todos morreram na fé. Eles não obtiveram as promessas, mas viram-las de longe e se alegraram com elas, confessando que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E se na verdade se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria superior, isto é celestial. Por isso, Deus que não se envergonha deles de ser chamado seu Deus, porque lhes preparou uma cidade. Então, óbvio, os personagens de Andor, eles estão ali queimando pela rebelião, etc. Nós que estamos aqui desse lado da eternidade e do lado da telinha, sabemos que queimamos porque uma cidade celestial nos foi prometida, sabe? A gente não vai ver agora, mas sabemos que um dia seremos recebidos. com os braços de Cristo nos acolhendo na cidade celestial. Isso é o que dá esperança de fala. Isso é. Amém. Amém. E que frase melhor, cara, para ser uma frase secreta do que I have friends everywhere. É muito cristão também. Temos amigos do reino em todo lugar, cara. Everywhere. Vou começar a falar isso quando encontrar, quando a gente se encontrar nas conferências, as coisas, vamos falar assim: "Eu tenho amigos em todos os lugares." Isso é bom, maravilha. Isso é bom. Muito bom. Que bom falar de Star Wars com sorriso mais uma vez, né? Com alegria. Pois é, exatamente que mundo nós esperávamos isso acontecesse. Que bom se empolgar com Star Wars de novo, né? Carolgar, cara. Ficar sem dormir com Star Wars, cara. Eu fiquei também. Fico mandando mensagem de madrugada. Pedro assim, olha essa cena, eu não consigo parar de pensar nisso. Mas é isso, gente. Esse foi sobre Andor, uma série de Star Wars, um conto de Star Wars maravilhoso que reacendeu a esperança eh nesse universo do nosso amigo Jorge Lucas. Então, há uma nova esperança porque existe Andor. É isso aí. Muito obrigado, Pedro. Obrigado, Giovani. Valeu, gente. Estamos aí todos a cada 15 dias temos um episódio e a gente espera vocês no próximo. Não deixa de compartilhar, de curtir esse vídeo, de se inscrever no canal caso você não esteja inscrito. E vamos espalhando aí o contemporâ discussões sobre o nosso universo geek favorito. Aí, quem sabe a série que você gosta, o mangá que você acabou de ler ou então o quadrinho que você tanto lia quando você era infância. Pode ser tema no próximo episódio. Comenta aí embaixo, a gente se vê. Falou.