Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Documentário: Insetos transmitem doenças? Herois ou vilões? | Pequenos Gigantes – Ep. 2 | ORIGENS

Documentário: Insetos transmitem doenças? Herois ou vilões? | Pequenos Gigantes – Ep. 2 | ORIGENS

Documentário: Insetos transmitem doenças? Herois ou vilões? | Pequenos Gigantes – Ep. 2 | ORIGENS

Eles causam medo, nojo ou até pânico. Mas será que os insetos merecem essa fama de vilões? Neste documentário, ORIGENS investiga a relação entre os insetos e a transmissão de doenças — e mostra como a culpa nem sempre é deles.

Você vai entender por que apenas uma pequena parcela dos insetos representa risco à saúde, como eles atuam como vetores e, mais importante, por que exterminar esses seres indiscriminadamente é um erro com consequências ecológicas. Insetos também são parte da solução!

👉 De onde viemos? Descubra no guia de estudos gratuito “A Origem de Tudo” em http://www.novotempo.com/origem

🔔 Inscreva-se no canal: https://www.youtube.com/@OrigensNT

ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida, da natureza e do universo. A cada episódio, cientistas de áreas como biologia, física, genética e paleontologia ajudam a investigar os mistérios por trás da existência humana, sempre com uma linguagem acessível e visual impactante.

A série Pequenos Gigantes revela como os insetos — apesar de minúsculos — são fundamentais para a vida no planeta. Polinizadores, recicladores, arquitetos e estrategistas, eles sustentam a biodiversidade em cada detalhe invisível da natureza.

#PequenosGigantes #Insetos #Doenças #OrigensNT #Documentário #Natureza #Ecossistemas #Ciência #Saúde #DocumentárioCientífico
___

Assista no canal Novo Tempo!
#ORIGENSNT – Inédito Sábado às 17:00
REPRISES:
Domingo 11:00
Segunda 12:30
Sexta 13:00
Sábado 09:30
___

Quer aprender mais? Veja aqui algum dos cursos do canal Novo Tempo:
https://biblia.com.br/

Legendas automáticas:

[Música]
Para muitos eles são pequenos vilões do
cotidiano, indesejados, temidos e às
vezes ignorados.
Um zumbido no ouvido, um susto
inesperado ou a lembrança de uma picada
podem fazer com que essas criaturas
minúsculas pareçam nossos maiores
inimigos.
[Música]
Mas e se olharmos mais de perto? E se
por um instante trocarmos o medo pela
curiosidade, por trás das asas
delicadas, das antenas inquietas e das
formas surpreendentes, existe um mundo
de histórias. Histórias que ajudaram a
moldar a vida na Terra e até o rumo da
história humana. Neste episódio, vamos
mergulhar em uma jornada para além dos
mitos e medos. Vamos entender o papel
que esses seres têm no equilíbrio do
planeta, os desafios que representam
para nossa saúde e como invariavelmente
dependemos deles para a nossa própria
sobrevivência.
[Música]
Ne.
[Música]
[Aplausos]
[Música]
Qual a sua reação quando falamos de
insetos. Para muitos, a simples menção
dessas pequenas criaturas evoca
sensações de desconforto, medo ou até
nojo. É como se a presença dos insetos
estivesse invariavelmente ligada ao
incômodo, à sujeira ou a algum tipo de
ameaça. Mas a outra face desse universo
que raramente exploramos. Se observamos
com atenção, os insetos revelam um mundo
fascinante de cores, formas e
comportamentos. Quem nunca se encontrou
com o voo de uma borboleta, com as luzes
de um vagalume piscando à noite ou com a
dança meticulosa de abelhas em um campo
florido? No episódio anterior,
discutimos como os insetos são
absurdamente diversos e abundantes e sua
importância vital para o equilíbrio do
planeta. Não é exagero dizer que sem os
insetos a vida na Terra simplesmente não
existiria. Mas esse fato não diminui em
nada a repulsa que as pessoas costumam
sentir ao se deparar com o inseto. É
verdade que compreender a incrível
diversidade dos insetos ajuda a explicar
por estudá-los é tão importante, mas não
resolve a grande questão. Por que eles
causam tanta repulsa? Afinal, de onde
vem esse medo tão profundo de criaturas
tão pequenas?
[Música]
As pessoas, creio que num contexto geral
tem aversão aos insetos, olhando ele
somente para os problemas diretos que
eles podem ocasionar. As pessoas,
ninguém vai querer ter uma barata dentro
de casa, porque a barata vive dentro de
um esgoto. Então, automaticamente já
associa o hábito de vida da barata com a
sujeira que pode estar dentro de uma
casa, dentro de um armário ou excesso de
formigas que estão sendo atraídas por
restos de alimentos. Então o ser humano
eles automaticamente a gente acaba
atrelando a presença de insetos dentro
de casa como um ambiente que não está
limpo. E ninguém quer viver em um
ambiente que não está confortável, que
não está limpo.
Sim, são insetos que podem nos morder ou
picar, que causam dor ou reações
alérgicas, que podem ameaçar a nossa
saúde. Certamente há diversas doenças
que podem ser espalhadas por insetos.
Quero dizer, esse é um dos pontos
negativos que alguns insetos trazem.
Algumas pessoas argumentam que os
mosquitos são um dos animais mais
mortais do planeta e eu acredito sim que
é um argumento que possa ser defendido.
Então tem um tem um motivo pra gente ter
esse
nojo da barata, tá? O medo às vezes é o
desconhecimento
que a gente tem desse bicho, desse desse
inseto. E aí a gente acaba criando
um monstro. Isso também é uma coisa que
é cultural, né? Algumas culturas não t,
mas a nossa cultura ocidental ela tem
muito essa questão eh com os insetos. E
com certeza, a partir do momento que
você tem eh uma espécie qualquer que
transmita uma doença, então que pode
causar malefício ao ser humano ou a um
outro animal ali que viva junto, isso
causa já eh uma repulsa, digamos assim,
né? E são eh animais que trazem um
prejuízo, seja na saúde, um prejuízo
econômico, né? a gente acaba olhando
sempre essa parte do prejuízo, sem ver
também é tudo de bom que os insetos
trazem pra gente, né, como eles é fazem
parte do nosso ecossistema e são
importantes. Então, a gente vê muito,
por exemplo, os barbeiros são
transmissores da doença de chagas, eles
são percevejos, assim como 150.000 e
outras espécies, mas acabam que todas as
outras espécies levam a fama, também são
rejeitadas por conta do barbeiro que
causa, né, transmite uma doença muito
importante. Então, com certeza, essa
parte, né, de ser vetor de doença vai eh
influenciar na nossa percepção. São
4.000 tipos de barata, 4000 espécies de
barata, né? Dessas 4.000 espécies, de,
vamos dizer, de 5 a 10 espécies, fazem
mal pr pro ser humano, tá? as cinco
espécies que essas cinco, 10 espécies
que fazem mal são na nossa são
associadas ao nosso modo de vida. Então,
automaticamente, o ser humano associa a
presença de inseto com um ambiente que
não está limpo, não está higienizado. É
extremamente normal, mas é bom as
pessoas também compreenderem que não
somente os insetos eles estão conectados
ou eles estão associados com ambientes
inóspitos, ambientes sujos, ambientes
que não trazem nenhum benefício para
nós, mas que também nós podemos tirar a
proveito como a importância econômica
dos insetos.
A maior parte desses insetos também
estão fazendo coisas valiosas. Não é tão
simples dizer que eles são ruins e
estaríamos melhores sem eles. A maioria
desses insetos estão fazendo coisas que
são importantes, que nós sentiríamos
falta se eles deixassem de existir.
Agora, eu diria que há certas espécies
de mosquitos que transmitem doenças e
que, na verdade, nós com certeza
seríamos melhores se essas espécies
específicas não existissem. Mas essa é
uma fração bem pequena.
É verdade que o medo muitas vezes não é
um sentimento racional. Quantas vezes
sentimos medo de coisas que sabemos
racionalmente serem inofensivas?
A sombra que se move no escuro, um som
inesperado de noite ou até mesmo falar
em público. Nossa mente entende que não
há perigo real, mas o corpo reage como
se a ameaça fosse iminente. Ainda assim,
medo é uma ferramenta poderosa,
projetada para nos proteger antes mesmo
de termos tempo para pensar. E insetos,
apesar de pequenos, tem a grande
capacidade de tirar o pior de nós. Seja
sincero, quem nunca se assustou com um
bichinho voando na sua direção? E se
tiver alguma coisa presa no cabelo, pode
até ser uma folha, mas só a ideia de ser
um inseto já causa uma sensação que
beira o desespero. Mas temos que
reconhecer que o medo nem sempre é
enfundado. Existem sim insetos que
representam riscos reais à saúde humana,
transmitindo doenças que precisam ser
estudadas e compreendidas. É por meio
desses estudos que conseguimos prevenir
e tratar as enfermidades que eles podem
causar.
Existem classes de insetos também que
são vetores.
Um, essa é uma das razões também a qual
os humanos, né, socialmente falando aí,
eh tem essa repulsa por insetos, né?
Porque existem insetos que são vetores
de determinadas doenças,
quando eles transportam espécies de
bactérias entre uma pessoa e outra. eh
ou entre um objeto em decomposição para
uma pessoa saudável, né? E essa bactéria
então pode gerar doença quando eles
transportam fungos ou quando eles
transportam parasitas que podem ser
protozoários,
são parasitas unicelulares que podem se
multiplicar de forma assexuada, né? ou
quando eles transportam mesmo eh
parasitas do tipo eintos, que são os
vermes. Então, tem classes de insetos
que podem fazer esse transporte,
né, de parasitoses
entre seres humanos contaminados, entre
um contaminado e o outro não. Mas quais
são algumas das doenças transmitidas por
insetos que podemos mencionar?
Bom, eh, eles transmitem muitas
arboviroses, que a gente fala que são os
são doenças causadas por arbovírus e que
são só transmitidos por artrópodides.
Então, a gente tem principalmente, né,
dentro das arboviroses dengue, zica,
chicungúnia, a febre amarela, seja ela
urbana ou silvestre. Recentemente a
gente viu os primeiros casos aqui no
Brasil da febre oropush. Então, tem
várias arboviroses que os insetos
transmitem. Eles podem também transmitir
eh doença de chagas, que é uma doença
endêmica. Aqui no Brasil a gente, apesar
dos números estarem melhores, né, nos
últimos anos, décadas, ainda tem uma
parcela significativa da população que
tem essa doença que é incurável. Mas eu
acho que quando a gente pensa no nível,
principalmente no nível global, a doença
que mais salta os óleos seria a malária,
né? Hoje nós temos aí uma média anual de
250 milhões de casos de malária todos os
anos. e centenas de milhares de mortes
todos os anos no mundo por malária.
Parte dessas mortes ocorrem aqui no
Brasil, mas principalmente na África,
né? A gente tem algumas estimativas que
a cada 15 segundos uma pessoa morre de
malária no mundo. A malária que é
gravíssima,
dependendo do tipo de de plasmódium, né?
O falsiparon é mais grave do que o
Vivax, por exemplo, e tá lá endêmico na
Amazônia, em regiões da África. Então, o
inseto vai ingerir o sangue de um
portador da malária.
Vai acontecer um ciclo do parasita.
Nesse sangue estará lá o parasita, uma
determinada forma do parasita. Vai
acontecer o ciclo desse parasita dentro
do inseto com mudança de formas.
Dentro do inseto forma-se a forma
infectante para humanos. E aí quando
esse inseto vai se alimentar em outro
ser humano saudável, ele transmite essa
parasitose grave. Então isso também é um
modelo de porqu seres humanos têm
repulsa por insetos, né? Agora, isso é,
isso faz parte do ciclo de vida do
inseto.
Tô citando aqui um exemplo de um ciclo
de vida negativo ao nosso do para do na
questão da saúde humana, né, do ponto de
vista médico, é negativo, mas é um ciclo
de vida para aquele tipo de inseto, né?
Agora, também existem
muitos outros microrganismos que eh são
transportados e que são inoc. tanto pros
seres humanos quanto para outras
espécies animais.
A malária é uma doença tão antiga quanto
a civilização. Há evidências
arqueológicas, incluindo estudo de
múmias, que sugerem que ela já era
endêmica no Egito antigo. Mas só no
final do século XIX foi descoberto que
essa doença terrível é transmitida por
um mosquito, estabelecendo aí a base
para estratégias de controle. Ronald
Ross, um médico britânico que trabalhava
nas Índias, foi quem demonstrou
definitivamente que a transmissão da
malária se dava através do mosquito, um
estudo que lhe rendeu um Nobel em 1902.
Ainda assim, doenças transmitidas por
insetos sempre assolaram o mundo e, de
certa forma, mudaram os rumos da
história da humanidade.
Mas há também formas não tão agradáveis
nas quais os insetos influenciaram a
história.
Então, nós também sabemos que outra
coisa que eles trocaram nesta rede
comercial foram as doenças. Então nós
podemos olhar, por exemplo, a peste
negra, um dos mais infames surtos da
história da humanidade, que matou uma
imensa quantidade de pessoas em diversos
períodos no tempo. E na verdade, a causa
dessa propagação, nós acreditamos que
tenha sido moscas. Eles espalharam os
microrganismos que transmitem a peste
bubônica. E essas moscas estavam sendo
transportadas em animais, provavelmente
em ratos, mas também potencialmente por
outros animais.
E porque as pessoas se movimentavam para
lá e para cá, ratos e outros animais
acompanhavam essas movimentações.
Então isso desempenhou um papel
importante na história também, porque
esses surtos de doenças foram eventos
devastadores. Influenciou os resultados
de todos os tipos de eventos na
história.
E como sabemos, houveram outras doenças
originárias de insetos que também
desempenharam papéis importantes.
Doenças originárias dos mosquitos, como
a malária e a febre amarela, foram muito
influenciáveis na história da
humanidade.
Elas até mesmo influenciaram o resultado
de certas guerras, por exemplo.
Ao longo da história, os mosquitos
desempenharam um papel surpreendente ao
influenciar o resultado de guerras e
revoluções.
Durante a revolução do Haiti, por
exemplo, a febre amarela devastou o
exército francês enviado por Napoleão,
forçando a retirada das tropas e
garantindo a independência do Haiti.
Mas da Grécia antiga, a Segunda Guerra
Mundial, houve muitos momentos em que
esses seres pequenos e silenciosos
carregaram doenças que dizimaram
batalhões inteiros e mudaram o rumo dos
conflitos, o que nos leva mais uma vez a
questionar a importância de se estudar
os insetos.
Ser vetor de uma doença significa ser um
organismo que transmite um agente
infectante, como um vírus, bactéria,
fungo, protozoário ou parasita de um ser
vivo para outro. Os mosquitos são os
vetores de doenças mais conhecidos.
Aliás, o Centro de Controle e Prevenção
de Doenças dos Estados Unidos classifica
os mosquitos como um animal mais letal
do planeta. Exatamente. Não são leões,
cobras ou escorpiões, mas esse pequeno
inseto magro de pernas longas, cujo
zumbido é capaz de tirar qualquer um do
sério. A UMS estima que doenças
transmitidas por insetos são
responsáveis por 700.000 mortes por ano
no mundo. Doenças essas que vem ganhando
força impulsionadas pelas mudanças
climáticas.
Quando a gente vê eh a os insetos, eles
não regulam a sua própria temperatura,
né? Então eles precisam da temperatura e
externa para conseguir se regular.
Então, por exemplo, eh eu posso ter o
vírus da dengue lá na Inglaterra, mas eu
não tenho mosquito, então eu acabo não
tendo a transmissão local. Isso a gente
via, por exemplo, aqui no na América do
Sul, a gente não tinha muito ali na
região do Uruguai, por ser muito frio,
insetos, eh, princialmente, por exemplo,
falando do Aedes. E hoje com o aumento
da temperatura, a gente vai vendo que
esse inseto, ele vai aumentando a sua
área de distribuição, né? Ele vai
expandindo a sua área, porque em locais
que antes era frio, aumentou 1 2º, já
vai dando condições para esse inseto
viver. Ele, cada inseto tem o seu ótimo
de temperatura, que a gente fala, né?
Uma temperatura onde eh ele é mais
viável, ele reproduz melhor, se alimenta
melhor e isso com certeza vai estar em
temperaturas um pouco mais quentes, né?
Então aumentou a temperatura, com
certeza vai aumentar o número de insetos
e se eles tiverem infectados, a gente
pode ter um aumento na circulação de
vírus e de doenças.
Vivemos em uma região especialmente
vulnerável a doenças transmitidas por
mosquitos. Graças ao clima tropical. O
Aedes Egipt, por exemplo, não é nativo
do Brasil, como o nome sugere, ele é
originário do Egito. É um inseto invasor
que encontrou no Brasil condições ideais
para se proliferar, calor e muita água
parada. Perfeito para seu ciclo de vida.
O que nos leva a questionar, será que os
insetos são os únicos vilões nessa
história? Ou o ser humano também tem sua
parcela de responsabilidade na
disseminação dessas doenças?
Por exemplo, a gente fala o cic ciclo
silvestre de uma doença. Então ele tem
um hospedeiro, aí pode ser um roedor, um
bicho preguiça, um tamandoá, né,
qualquer animal e o mosquito vivel. A
partir do momento que a gente adentra a
mata ou desmata, a gente vai causar um
deslocamento daquela espécie que antes
ela vivia ali no hábitat dela com suas e
seus recursos, suas fontes alimentares.
E agora isso acabou. Então ela tem que
ir atrás, principalmente esses insetos,
né, que são os vetores, eles se
alimentam de sangue. Então eles precisam
do sangue para completar o seu ciclo
reprodutivo. Então a partir do momento
que a gente tá destruindo, seja
ativamente, né, desmatando ou eh
contribuindo pro aquecimento global,
para essas mudanças climáticas, a gente
tá favorecendo essa mudança de nicho.
Quando a gente fala, por exemplo, do
Egipte, nós sabemos onde ele se
reproduz, onde como fazer, né? Osvaldo
Cruz começou no Brasil em 1903
a combater deseg Egipte. Na verdade, em
1901 começou em São Paulo com Emílio
Ribas e Adolfo Luts. Então, a gente já
sabe há mais de 120 anos o que que
resolve, que é não deixar a tampinha de
garrafa, virar o potinho, não deixar
acumular água no vasinho de planta. A
gente sabe disso tudo faz mais de 100
anos. Não mudou o método, mas a gente
não faz. Então a gente também não pode
ser ingênuo de achar que as nossas
ações, né, que as ações antrópicas no
meio, elas não vão ter consequências. Às
vezes elas não são imediatas, mas a
conta sempre chega. O que fazer então?
Seria possível eliminar todos os
mosquitos para nos vermos livres de
doenças? E mais, já que o medo nos
alerta do perigo iminente, seriam todos
os insetos prejudiciais?
Eh, veja, existem espécies de insetos
parecidas entre si, porém uma espécie
pode ser vetora de um microorganismo
patogênico e a outra espécie não. A
outra espécie pode ser eh pode servir
para um uma outra finalidade na
natureza. Então tem outros tipos de
pernil longos muito parecidos com a EDS
egipt, mas que não são transmissores e
eles acabam gerando um benefício para o
ecossistema, porque eles têm outras
funções. E aí quando se fala, vamos
exterminar então os pernilongos, vamos
exterminar os mosquitos, não é bem
assim, né? Porque se exterminar os de
uma maneira
grosseira, de uma maneira genérica os
mosquitos, os pene longos, vai acontecer
impacto ambiental em outras vertentes.
Então, estudar a entomologia, né,
estudar essa vertente importante, saber
identificar
quais são os patogênicos. Então, se eh a
pessoa passou por uma área endêmica em
que aquele mosquito está presente, em
que aquela doença está presente, essa
pessoa já sabe que ela tem que se
proteger contra a picada do inseto, né?
Ou que quando ela voltar pra sua região
de origem, ela já pode aí eh ser
medicada, ela vai procurar um médico,
vai expor a questão para receber um
tratamento e para que aquela parasitose,
por exemplo, seja ali eh impedida.
Então, o conhecimento
impede eh a a perda, né? Eh, o
conhecimento ele vai trazer benefícios,
não é? O extermínio da espécie da
família de insetos que vai eh trazer
resultados por causa de uma patologia,
não é? Então, conhecimento, porque
afinal de contas nós precisamos desses
seres também pra manutenção do nosso
ecossistema. Então, conhecer, saber
prevenir, saber o que procurar, tratar,
né, impedir que uma patologia evolua a
partir de uma possível transmissão por
inseto. Mas então, o que falta para
diminuir o medo?
sensibilidade e aceitação. As pessoas
precisam entender as importâncias e não
olhar apenas com um olhar grotesco, mas
de importância, quer seja ecológica,
econômica, médica, sanitária, enfim,
veterinária, dentre outras. Eles têm
muito a nos ensinar, principalmente se
nós pararmos de olhar com esse olhar de
asco e podermos observar o quão
importantes eles são para nós.
[Música]

Tags: