Makários | Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo | Módulo 2 – Aula 3 |Luiz Sayão
13/06/2025
Makários | Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo | Módulo 2 – Aula 3 |Luiz Sayão
Curso de Teologia Makários
Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo
Pentateuco
Introdução ao Êxodo
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[Música] Muito boa noite para todos que já estão acompanhando a nossa aula do curso Macários. Muito bom ter vocês de volta aqui para a nossa aula e também ter o Saião de volta aqui para eh nos conduzir nesse nessa jornada de estudo bíblico que a gente eh começou com uma nova etapa na semana passada. Graças a Deus que a gente tem essas duas boas notícias. A menor que é, a gente tá começando agora, você que tá chegando uma etapa nova do curso Macários, mas em especial, graças a Deus, o retorno de Saião para est com a gente aqui. Boa noite, Saião. Boa noite, Áila. Muito obrigado aí pela introdução e pelas boas-vindas, né, pela graça de Deus. Nós estamos de volta aqui, né? Esse é o primeiro dia de atividade aí com a IBNU ao vivo, né, depois dos momentos aí desafiantes que a gente enfrentou. Então, todos são bem-vindos e vamos aí para a nossa aula de hoje, agora nesse módulo voltado para o estudo bíblico propriamente dito, né? Hoje teremos o tema em torno do livro de Êxodo. Eh, Saião, a gente vai já começar o livro, a introdução ao livro de Êxodo, mas eu queria só começar respondendo uma pergunta importante que já colocaram no chat sobre o módulo, sobre o o eh o Macários, que eu acho que vai ser importante para quem tá pegando aqui o começo da aula, que é uma pergunta do Marco. Para quem marcou o curso concluído, ao fim do outro módulo, está bem complicado achar as novas aulas e atividades. É possível reverter esse status de curso? Então, duas orientações. Marcos, sim, é possível reverter. Existe um e-mail na nossa plataforma para o suporte, o websuporte. Você pode mandar que a pessoa responsável já fez isso outras vezes e vai saber como reverter. E para todas as pessoas que estão acompanhando na nossa plataforma, a orientação é: não marque curso concluído, porque o curso concluído não é para o módulo, mas para o curso completo, ao fim dos três módulos. Então, basta continuar acessando as aulas e o material, como já vinha fazendo depois de terminar o módulo um, que vai ficar tudo disponível do módulo dois na mesma página, tá bom? Só essa informação que outras pessoas já haviam perguntado sobre isso também. Agora vou projetar aqui a gente para dar início à aula aí de Êxodo. Muito bem, pessoal, todos são bem-vindos à nossa aula de êxodo, né? Uma aula muito eh especial e como nós vimos aí, a libertação de um povo que vai trazer esperança para o mundo todo, né? Então, vamos aí falar sobre o segundo livro da Bíblia, um livro extremamente importante, um livro que é inclusive a base de organização teológica de muito que aparece no próprio Antigo Testamento e até mesmo no Novo Testamento. Então, vamos prosseguir aí para ver, né? Como você sabe, Êxodo faz parte da Torá, os livros da lei, ou seja, os livros da instrução divina. E esses livros, né, nós temos aí o segundo livro da lei, né, que na tradição hebraica é chamado de schmot, né, porque no contexto hebraico você tem os livros sendo chamados a partir da primeira palavra que aparece no hebraico, né? Gênesis é Berechit, Êxodo é Eshmot, Levítica, Vaicrá, Números é Bamidubar e Deuteronômio Devarim. E assim vamos ver qual que é a o ensino, a diretriz para nós do livro de Êxodo. Prosseguindo aí. Então, veja lá, nós temos alguns, né, podemos assim chamar, temas fundamentais desse livro, que é chamado de êxodo por causa de como a tradição em grego, né, deu nome ao livro. O livro é chamado de êxodo, porque êxodo em grego quer dizer saída, falando da saída do povo do Egito, Exodos, né, como a gente conhece. Mas nós temos alguns eh alguns temas fundamentais que aparecem aí, por exemplo, a presença de Deus, né, que é o tema fundamental desse livro. Ah, nós vamos encontrar os atos de Deus na história. No Antigo Testamento você vê muito isso, que Deus não é descrito muito do ponto de vista assim filosófico, né, ou ontológico. É um Deus que age na história, né? Nós vamos ver a eleição de Israel. Israel escolhido por Deus como um povo que tem a uma diretriz missiológica, né, conforme nós encontramos eh com clareza, especialmente no capítulo 19, né, a aliança, que é um tema muito importante, né, que é exatamente essa proposta de parceria entre Deus e o ser humano, aliança do Monte Sinai, né, eh, muito nitidamente um ensino sobre teologia do culto, né? né, que vai aparecer principalmente a partir eh do que nós vemos lá no no tabernáculo, né? Vamos ver a essa ideia de que Deus age na história. Quer dizer que ele é o o senhor, né, o senhorio de Deus. quer dizer, a escravidão no Egito, os poderes eh que surgem no cenário histórico, nada disso impede a que Deus continue sendo o Senhor no sentido daquele que tem o domínio daquilo que eh eh transcorre na história, né? vemos também aí, né, a Deus apresentando o seu nome ou até os seus nomes, né, o que é uma definição do caráter de Deus, quem Deus é. Os seus nomes revelam a a qualidades específicas do criador, né? E é interessante que, claro, né, que Êxodo tá numa sintonia com aquilo que vem desde Gênesis. Então, a ligação, né, entre o que acontece lá na época dos pais e a terra, eh, quer dizer, eles são chamados, né, para sair ali do Egito, serem libertados da escravidão na direção da terra prometida que Deus fala lá para Abraão. Então nós temos a ligação, essa conexão e claro Deus se apresenta como um Deus que liberta, um Deus libertador, um Deus que traz salvação. Êxodo é interessante, ele tem uma organização básica geográfica, né? Se você for olhar pelo lado geográfico, nós temos a primeira parte do livro que se concentra ali no Egito, né, até o capítulo 13. Depois ah, no deserto, né, que prossegue até o capítulo 18, depois 19 até o final. O foco está na região do Monte Sinai. Prosseguindo, nós vamos aí observar algumas outras coisas importantes que nós encontramos no livro de Êxodo, né? Um livro, se formos falar do propósito da teologia de Êxodo, nós temos o quê, né? Aí a ideia muito nítida, né? Da aliança entre Deus e Israel. Ah, como nós já mencionamos, define-se ali o caráter de Deus e do seu povo nessa aliança, né? E aí nós vamos ver também que quem é Israel, né? Qual é o seu lugar no plano de Deus? Porque pense bem, né? Êxodo centralizado na pessoa de Moisés, né? Que é o porta-voz de Deus para trazer a palavra. Então a pergunta é: esse grupo de peregrinos que saem do Egito no deserto? Ou seja, a pergunta deles é: quem somos nós? De onde nós viemos? Qual é o nosso propósito? Então, quer dizer, essa compreensão, ela vai se definindo aí, porque somente, né, em Êxodo aqui, você vê Israel como povo mesmo. Antes você tem as famílias patriarcais e aqui nós temos um novo desenho no transcurso histórico, né, e alguns aspectos literários interessantes. Os antigos de Titas elaboraram uma espécie de tratado entre duas partes, que era comum no mundo antigo. Nós vamos ver isso, por exemplo, e Deus faz a aliança do Sinai com Israel, principalmente quando os capítulos 19 a 24, né? Vamos encontrar uma discussão sobre cronologia. Até hoje os estudiosos debatem se a melhor data pro êxodo é século XV ou século XI, se a época do faraó Timoses terceiro ou quarto ou alguns que defendem essa ideia ou hã o faraó Hams I, que a maioria dos arqueólogos entende que seja o caso no século XI, né? Ah, interessante ver as pragas do Egito e o monoteísmo. Isso não tá claro pra gente, né? Mas as pragas do Egito aparecem como ah um juízo sobre os deuses do Egito, os deuses que legitimam aquele sistema de escravidão opressor. E, portanto, o Deus único eh está em favor dos israelitas na luta contra o grande império do Egito com todos os seus deuses, né? E também há uma discussão eh sobre a rota do Sidai, né? são são só peregrinos. Eh, eles escravos fugindo. Então, qual o caminho que eles tomaram? Maior parte das pessoas ainda entende que a melhor rota é descendo, né, pela penússula do Sinai, chegando até um lugar que é o chamado Gebelbua, né, do Monte Sinai e depois indo pela costa ocidental, costa oriental daquela península, subindo até a a região, né, onde eles vão entrar na Transjordânia para depois ir paraa terra, né? Aí nós temos também um esboço temático, né? Nós vimos um esboço geográfico, um esboço temático. Você tem a ideia de libertação e da viagem, né, que vai capítulo 18, depois a aliança para de capítulos 19, né? O tabernáculo Rio Puto que vai do 25 a 31. E aí nós temos a violação aliança, né? Quando adorar o bezerro de ouro, né? E essa aliança ela é renovada capítulos 32 a 34. Finalmente a edificação tabernáculo ali que estão de juntamente com a direção de Bezalel e a Oliabe aí capítulos 35 até capítulo 40, né? Ah, então vamos prosseguir aí. Eh, pessoal, tá conseguindo ouvir bem? Tá tudo tranquilo? Tá bom o som? Oi, oi, Saão. Eu acho que se você segurar talvez fique eh de fato melhor. Tá oscilando, talvez até o seu movimento em se aproximar e sair tá tá afetando, mas vamos ver se assim ajuda. Tá bom. Tá bom. Então, vamos lá. Vamos prosseguindo então e vamos desenvolver aí a nossa caminhada de uma maneira mais adequada aqui. Vamos lá, né? Ah, bom, prosseguindo pro próximo slide, a gente vai vendo aí a as possibilidades aí. Então, o que que o êxodo vai tratar? A presença de Deus. Interessante que essa presença ela se manifesta como presença libertadora, presença orientadora e presença exigente. Vou fazer algumas modificações aqui que eu acho que talvez ajude a gente em termos de ah de som. Vamos lá. Ah, então quer dizer, a presença de Deus se manifesta e essa presença liberta o povo. Depois ela vai se apresentar como orientadora do povo e depois uma presença exigente. Vamos adiante aí para conseguir caminhar aí na nossa. Então, veja que coisa interessante, né? Ah, o povo é escravo do Egito. E às vezes, ah, existem críticos que vão dizer, porque lembre-se, êxodo é uma história de mais de 3.000 anos, né? E algumas pessoas vão dizer: "Não, essa história não tem nenhuma razão de ser, né? Ainda que nós não tenhamos assim eh muitos elementos eh objetivos assim concretos, arqueológicos, nós temos alguns achados. Aí você tem um papiro muito famoso chamado Anastas 6, eh, que foi encontrado no Egito e que mostra na figura, você vê os egípcios ali um pouco mais morenos e uma tripo de eh beduínos semitas, no caso edomitas, né, que e faz parte aí desses antigos arquivos do Oriente Próximo, né? E isso mostra uma cena análoga ao que nós temos eh na descrição eh dos egípcios como grande império, recebendo e gente como pessoas, por exemplo, da família de Jacó, né, que chegam lá para buscar algum tipo de vida melhor. Prosseguindo, vamos ver, né, que essa realidade da fabricação de tijolos que é mencionada em Gênesis 1, né, particularmente versículo 10 e 11, nós vamos ver algo similar a num papiro encontrado no Egito que coloca aí as pessoas eh trabalhando nos escravos, na fabricação de tijolos. Então, é muito interessante eh observar, né? E hoje nós temos vários elementos assim que sinalizam ah uma presença eh israelita de alguma maneira. Uma casa, por exemplo, do mesmo tipo que tem Israel foi encontrada no Egito, né? Ah, nós temos a certeza de que os israelitas estão na Terra no século XI por causa da Estela de Mernepá. Então, são algumas curiosidades interessantes aí. que vale a pena considerar. Prosseguindo, nós vemos então qual é a questão. Deus se manifesta. Deus se manifesta movido por compaixão, porque os israelitas estão ah angustiados, porque eles estão chorando. E a presença de Deus não é somente uma presença, vamos dizer, eh, que se manifesta, mas ela chega com o seu perfil de libertação. Prosseguindo, vamos ver como é que isso se dá, né? Ah, essa presença libertadora é uma presença eh que manifesta para nós a vitória, né, sobre a o poder do faraó e dos seus deuses. Então, as pragas, né, que são muito significativas, né, eh quando nós vemos a transformação da água em sangue, da presença muito elevada das rãs do Egito, dos piolhos, depois das moscas, a morte dos rebanhos, né, atingidos, as feridas purulentas, depois o granizo que atinge todo o Egito, os gafanhot e outros e as trevas. Ah, e aí nós temos todas essas pragas eh ligadas a uma divindade egípcia. E quando elas caem sobre o Egito, além eh de desbaratar, né, o poder eh de um faraó que se coloca divino e que pratica a opressão, né, essas civilizações antigas muito marcadas por construções gigantes, por escravidão eh extensiva, né? Ah, então, eh, essa derrota que é culminada numa coisa que quando a gente lê parece pouco assim significativa e até talvez difícil de entender a morte dos primogênitos quando morre o primogênito, o filho do faraó, né? E qual é o sentido disso? sentido é que o filho do faraó é o próximo, um Deus que existe no Egito, que vai dar continuidade a essa realidade de opressão. Então aqui nós vemos e essa ideia de que os poderes subversivos do mundo antigo que se opõe ao poder que existe somente no Deus verdadeiro é confrontado na grande eh vitória da ação divina contra esse poder que ao mesmo tempo liberta os israelitas. Prosseguindo, a gente vai ver uma coisa significativa. Essa libertação, é muito curioso, isso, é uma libertação que vai estabelecer a identidade desse povo. Esse povo vai se compreender a partir desse ato salvífico, ato de libertação de Deus na história. E nesse momento vai acontecer a famosa Páscoa em hebraico, pessar, né? Por quê? Porque nós vamos ter a ideia do juízo divino chegando, né, sobre a terra do Egito. Os israelitas deviam então eh se reunir a portas fechadas com as suas famílias e ali comer pão sem fermento, comer ervas amargas e comer o sacrifício de um cordeiro e colocar o sangue nos umbrais ali da porta da sua moradia para que a ação de morte, de juízo, da parte de Deus que caísse sobre o Egito, não cairia sobre aqueles que depositavam essa fé. Curioso que esse ato especial da parte de Deus é uma refeição comunitária feita pelo povo numa situação especial aí eh diante de Deus, né? E é muito interessante isso. E a e a Páscoa vai ter um significado nós vamos ter mais tarde, né, desenvolvimento na ceia do Senhor e Jesus morre na Páscoa. E o que que a gente pode ter, né? O teólogo britânico Je Mir, ele diz e ah, e faz um resumo interessante, né? A Páscoa envolve a propiciação, quer dizer a ira de Deus que se desvia daqueles que são protegidos aí, ah, pela fé no sangue, a segurança ou salvação, que é garantida, a substituição, né? Nesse momento a gente vê eh e essa essa realidade do sacrifício do cordeiro que é apresentado, uma libertação, né? Esse povo vai nesse momento sair inclusive às pressas. Por isso o pão é sem fermento, né? E por isso eles então vão e vão na direção da peregrinação, né, que adentra o deserto para então se dirigir à terra prometida. Prosseguindo, nós vamos então ver, né, que a Páscoa é, eu poderemos chamar assim, uma instituição, uma festa fundante, fundamental, né? a a saída do Egito celebrada pela Páscoa, podemos dizer que é o evento mais significativo de todo o Antigo Testamento. Quando você vai ler, por exemplo, Salmos, né, ou vai até mesmo pegar os profetas ou certos textos do Novo Testamento, você vai ver eh como a teologia do êxodo dessa libertação, ela é marcante, fundamental, né, e ela é instituída em Êxodo 12, que vai ser extremamente irrelevante para todo o desdobramento da história da redenção. Prosseguindo, nós vamos então ver que essa presença libertadora que se manifesta tirando o povo do Egito e trazendo juízo sobre o faraó e os seus deuses, ela na caminhada do êxodo ela passa a ser uma presença orientadora. Por quê? Porque esse povo e e a gente tem que entender isso, né? que o Egito é um lugar extraordinário, é o lugar, vamos dizer, mais poderoso e mais chique do mundo antigo, né? é uma extraordinária civilização. Então você deixar tudo isso para trás, né, e pro deserto, ah, e agora aguardar no futuro a chegada numa terra prometida e, e seguir as orientações de um indivíduo como Moisés. Eh, e então como é que isso é desafiante, né? É fácil criticar os israelitas, mas nem sempre é fácil observar o desafio disso. E aí você tem o que a gente chama de uma presença orientadora de Deus, né? Orientadora em que sentido? Vamos adiante aí para entender esse cenário, né? Através ah do da direção que Deus vai dar para esse povo. É uma direção geográfica para onde eles devem ir. E eles então vão descendo, né, ali pela costa, eh, nesse caso ocidental da península do Sinai, vão passar ali por Mara, por Elim, até então chegar, você tem esse texto, né, no capítulo 12, a Páscoa, 13, a preparação. E aí eles vão atravessar o Mar Vermelho, né? Temos o capítulo 14, a grande celebração do que acontece no capítulo 15. E eles prosseguem pela península do Sinai até chegar ali no final do 18, no 199 de Êxodo, estar no lugar que é o Monte Sinai. Vamos prosseguindo aí para ver, né, a sequência. O que vai acontecer, uma vez que Deus liberta o povo? Interessante isso. Deus estabelece a seguinte eh eh orientação pro povo que ele vai dizer, vai dizer: "Olha, ele faz isso no começo do capítulo 19, né? Eu eh eu quero fazer uma proposta para vocês. Se o Senhor então quer que vocês confirme se vocês desejam ele seja o Deus de vocês. Então todo o povo israelita confirma e diz que sim. E como então eles reconhecem Deus como o seu único Deus? Nós vamos ver que há uma proposta para que eles se transformem, se tornem, né, o que é chamado de uma nação de sacerdote. Você vai ver isso, sacerdotes, né, no versículo 5 e 6 do capítulo 19. E ali então vai se estabelecer a aliança sinaítica, que é o quê? A a ideia bíblica é o seguinte, né? Uma vez que Deus libertou o povo e eh se estabelece numa relação de ação graciosa em favor desse povo, ele propõe, vamos dizer, uma parceria para estar presente no meio deles. Ou seja, eh a gente lembrando da queda do gêneseis, do afastamento de Deus, Deus tem um caminho de reaproximação. E ele começa isso na história de Israel, fazendo essa aliança com a intenção de que ah eles sejam parceiros de uma aliança que tem aí os dois participando. Por isso é uma aliança que é muito definida no Êxodo 20, onde aparecem os famosos 10 mandamentos ou as 10 palavras. Já que vocês vão estar em parceria aliança com Deus. O que que isso exige de vocês? E aí essa aliança ela é bilateral, né? E que tipo de aliança conforme um documento comum no mundo antigo, como a gente falou, que era, né, que tinha sido desenvolvido pelos antigos de Titas num tratado entre Suzeranos e Vassalos. E ela exigiu que a fidelidade de Israel. A marca maior dessa exigência de fidelidade é o quê? Não terás outros deuses além de mim. Nesse sentido, toda vez que Israel se volta paraa idolatria, é uma eh uma ruptura, uma quebra dessa aliança que é tão definida, né? Por isso que é tão grave o que a gente vai ver ah no próprio livro de Êxodo, quando acontece o episódio do bezerro de outro. Prosseguindo, a gente então vai ver, né? Aí essa aí, então aqui no mapa vocês podem ver, tá vendo? Existe o que a gente chama de uma rota tradicional do êxodo. Essa é a rota mais, vamos dizer, eh, divulgada historicamente. Tá vendo? Eles saem da região mais ali ao norte do Egito, na terra de Gozen, hoje uma região chamada Avares, né? descem, atravessam, né, o Mar Vermelho, também conhecido como Mar de Juncos. E ali ele vai descer, passando por mar. Elim, tá vendo? Ainda até o sul da Península. Hoje, né, nessa localidade é o tradicional Monte Sinai. existe discussões se poderia ser em outro lugar, tal, mas ainda é o é o lugar mais assim destacado, né? O Gberma, que fica no sul da fronte, o sul da Península, ali onde hoje tá construído o famoso mosteiro Santa Catarina. Aí eles sobem pela margem ocidental, também passando pela área de Cades Barneia, ficando rodando no deserto para depois subir pela parte eh oriental ali da Transãjordânia. E lá na frente, depois ao norte do Mar Morto, eles vão atravessar eh o Jordão, né, entrando na na terra de Canaã, né, quer dizer, o povo vai entrar, não vai ser a mesma geração. Moisés não entra, né? Josué e Calebe vão entrar ali chegando e atravessando o Jordão junto de Jericó. Já prosseguindo, vamos ver o que temos na sequência aí. Então, nesse caminho de grande libertação, interessante ver o papel eh significativo de Deus se revelando a Moisés no Sinai. a maneira como Deus age é tão impressionante porque Moisés que tem um nascimento extraordinário, né, de uma família, especialmente da sua mãe, que resiste às ordens do faraó e que no seu nascimento tem um destaque para a participação eh feminina, né? Você pode ver que quando Moisés nasce é colocado ali nas águas do Nilo, nós temos a figura da mãe Joquebed, da irmã Mirian, ah, que estão presentes depois da princesa, ah, do filha do faraó, que a tradição judaica chama de Batiá. E e aí ele cresce nessa nessa vida, eh, vamos dizer, eh, dupla cultural, né, onde ele é egípcio, mas ele se reconhece como hebreu e então depois é chamado por Deus e tenta fazer alguma coisa, mas acaba fracassando, desiste vai embora, né? Vai inclusive lá no seu retro, né? Até que Moisés então desiste de tudo. E no momento enquanto ele está cuidando as ovelhas, né, a figura do pastor é relevante na Bíblia. E aqui ela tem um destaque muito significativo. Na sarça ardente, Deus se revela a Moisés. E aí você tem o nome de Deus que vai ser destacado na Bíblia, não só no Êxodo, né, que é o Y H escrito com letras hebraicas mais antigas e as letras eh que temos na Bíblia hebraica hoje, né? O nome ah eh Yhw, é nome impronunciável eh que temos aí. Mas Deus se revela a Moisés e revela-se também como aquele que diz: "Eu sou o que sou ou melhor, eu serei aquele que eu decidir ser, ou seja, um Deus incontrolável". Na sequência, vamos ver como é que foi essa conversa. Ela disse Deus ainda a Moisés: "Eu sou o Senhor". Aí os, aí aparece os quatro letras, né, do nome sagrado. Aparecia Abraão, a Isaque, a Jacó como Deus todo- poderoso. Mas pelo meu nome, né, que é aí o tetragramaton, Senhor, não me revelei a eles. Depois estabeleci com eles a minha aliança para dar-lhes a terra de Canaã, terra onde viveram como estrangeiros. E agora ouvi o lamento dos israelitas, a quem os egípcios mantém escravos e lembrei-me da minha aliança. Então, é muito interessante ver como é que Deus vai agir por meio de uma de um indivíduo inusitado, né, que é Moisés. Vai agir na vida de Moisés quando Moisés se apresenta como alguém fracassado e desmotivado. E é muito especial. a gente tá acostumado com a ideia, ah, no Antigo Testamento é tudo na lei, as pessoas tinham que fazer e aí então se elas merecessem, Deus abençoava. Você veja que antes de qualquer lei, no livro de Êxodo, você vai ver que Deus liberta os israelitas porque ouvi o lamento deles e lembrei-me da minha aliança. Então, a o agir divino não foi com base no comportamento dos israelitas, nem foi com base em eles serem obedientes ou fiéis, foi com base na sua misericórdia e na sua graça, né? graça presente no Antigo Testamento, no livro de Êxodo, que vai nos revelar a lei. Não tem essa coisa de que, ah, no Velho Testamento só tem lei, no Novo Testamento tem graça. Nós temos lei e graça no Antigo e no Novo. Prosseguindo, a gente vai ver que essa presença divina tem a seguinte lógica. Olha, Deus resolveu. Movido pela sua bondade, a sua mão poderosa e a sua misericórdia, resolveu trazer libertação e salvação pros israelitas. e deseja no seu projeto de abençoar todos os povos, o mundo, já que eles serão uma nação de sacerdotes, trazes a libertação e Deus vai habitar no meio deles. Qual que é a questão que se levanta? Como é que Deus pode habitar no meio de um povo impuro, de um povo pecador, povo limitado? Isso é possível? Tecnicamente não, porque Deus é perfeito, puro e santo e o povo não tem condições. Então, todo caminho da apresentação da lei vai ser uma manifestação da graça divina para permitir que o povo venha estar desfrutando dessa presença de Deus, uma presença libertadora, orientadora e exigente. Por isso, a lei vai mostrar um caminho de exigência dessa aliança. Como é que eu devo me comportar com o Deus único ah com o qual eu estou agora nessa parceria diferenciada? E o que que é necessário? E aí em termos cúicos, na minha relação com Deus, por isso começa aí essa proposta diferenciada que vai ter a ver com a teologia do culto em Êxodo. Vamos adiante para compreender isso de maneira um pouco mais adequada. A lei de Deus é dada. A lei que é, vamos dizer, emblematicamente resumida nos 10 mandamentos, se a gente for olhar tudo, eh, são os estudiosos judeus eh contam 613. Ela tem aspectos diferentes. Existem leis, por exemplo, que são leis cerimoniais, né? por exemplo, leis que vão nos falar de como as pessoas devem eh se lavar quando elas se tornarem impuras, vai ter leis que vão hã falar a respeito de como proceder com certos sacrifícios. Vão ter leis de perfil cerimonial. Outras leis são civis, elas vão eh dar orientação como é que se deve proceder dentro da comunidade, o que que as pessoas devem fazer quando alguém perir o outro, quando acontecer a morte de uma pessoa premeditada ou acidental, que que se faz com uma pessoa que furta, né? Então tem várias leis nessa direção e temos uma lei eh moral, e aqui leia-se moral barra teológica de princípios especialmente nítidos nos 10 mandamentos, né, que dizem lá não adulterarás, não ah terás outros deuses além de mim, né? Nós temos diversas leis dessa n dessa percepção, desse enfoque, né? Importante a gente ver que a lei ela tem esse aspecto completo da vida humana, mas ela tem mandamentos de características específicas, né? Vamos prosseguir. Quando a gente olha as leis, é muito interessante para fazer a conexão de êxodo com o Novo Testamento. Porque muitas pessoas quando falamos das leis do livro de Êxodo ou do Pentateu, elas ficam um pouco confusas sobre isso, né? E às vezes até as pessoas pegam no Antigo Testamento aquilo que lhes parece interessante. Então veja só. No total são 613 leis, sendo que 365 são proibições e 248 são mandamentos positivos em que se deve fazer alguma coisa. E muitas dessas leis, por exemplo, mesmo no contexto judaico, hoje elas são impraticáveis porque são leis eh cúticas ligadas ao tabernáculo, por exemplo, né, e ao lugar central de adoração. Eh, o judaísmo de hoje não possui, que seria o templo, né? Mas todas essas leis, elas de alguma maneira fazem referência às 10 leis mais importantes que estão em Êxodo 20, são repetidas em Deuteronômio 5, que são os quatro mandamentos referentes a Deus e os seis referentes aos seres humanos. os 10 mandamentos, né, desde a proibição da idolatria até a não cobiçar nada eh que tem a ver com o próximo. Quando nós abrimos o Novo Testamento e vemos Jesus falando sobre a lei, é interessante que Jesus não diz: "Olha, a lei de Moisés não tem valor, não. A lei de Moisés se perdeu o seu sentido, não. A lei de Moisés é ultrapassada, não. Ele vai dizer outra coisa. Ele vai dizer que o problema da lei nunca esteve na lei, mas na maneira como religiosos do seu tempo estavam interpretando a lei. A distinção entre Jesus e os fariseus é uma distinção essencialmente hermenêutica de interpretação. Por isso, o que que Jesus vai dizer? Um texto muito importante em Mateus 22:40, né? Que toda a lei literalmente, né? está dependurada em dois grandes mandamentos, ou seja, eh, toda a lei gravita em torno de dois princípios maiores, que são princípios apresentados, como a gente pode ver, né, em Deuteronômio, lá no má capítulo 6 e Levítico 19, onde nós temos que devemos amar o Senhor Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Então, o que que Jesus tá querendo dizer? Que quando você tem um mandamento em Êxodo ou mandamento em Levítico, Deuteronômio, Números, qualquer coisa, no Pentateuco, você tem a uma estipulação que é dada. Mas essa estipulação, ela tá definida num determinado contexto, num cenário histórico específico. E quando você tem a estipulação, a questão que tem que ser percebida é qual é o princípio por trás dessa estipulação. Existem leis, por exemplo, sobre se lavar, existe leis sobre ah raspar o perigo de contaminação de mofo na parede da casa. Existe eh lei eh que diz para não cortar o cabelo do lado da cabeça. A pergunta é: qual é a razão de ser de cada uma dessas leis? Qual é o princípio que as governa? E a ideia bíblica é o quê? que toda lei que foi dada tinha basicamente os dois objetivos, amar a Deus e amar ao próximo. Então, no final das contas, cada uma das leis tinha a intenção, né, palavra hebraica cavaná, de mostrar o que significa amar a Deus e amar ao próximo. E isso precisa ser percebido, né? Depois, mais para frente a gente vai ter no nosso curso a oportunidade de ver como é que essa questão da lei, né, e do êxodo é visto pelo pelos ensinos, né, das epístolas de Paulo. Mas aqui muito importante fazer essa conexão. Prosseguindo, vamos ver o que temos. É interessante, né, como nós vimos, Êxodo, a gente pode ali fazer uma divisão básica do capítulo 1 até o 18, depois do 19 ao 24. E olha só, do 25 em diante nós temos o tabernáculo. Uau, é muita coisa, né? Nós temos aí eh cerca de 40% do êxodo voltado paraa edificação do tabernáculo. Tabernáculo, qual é o sentido disso? e que Deus está habitando do meio do seu povo. E ele então resolve convocar o povo para eh experimentar a teologia do Lego, né? teologia da construção de um cenário concreto para mostrar aquilo que Deus tem a nos apresentar sobre o seu poder, a sua santidade, a sua bondade, a sua graça. Então o tabernáculo é construído, né, dividido, ele tem um espaço aí no pátio, né, eh, de 45 m por 22,5. Tem um altar grande chamado altar dos holocaustos, com uma bacia de bronze e um espaço especial chamado tenda do encontro de 13,5 m por 4,5. Então vamos prosseguir para ver de perto o tabernáculo aí. Então, olha lá, no lugar santíssimo, 4,5 m por 4,5 m estava a arca de aliança feita de madeira de acá, a árvore que cresce no deserto, juntamente com a sua tampa, também chamada tampa do propiciatório, tudo revestido de ouro. Esse é o lugar santíssimo onde só o sumo sacerdote entravam uma vez por ano no Yonkipur, o dia do perdão, da purificação. Depois, na sequência, nós temos a área do lugar santo, que era o dobro do lugar do lugar santíssimo, 9 m por 4,5. Lá estava a mesa dos pais da presença, o altar do incenso com cerca de 90 cm de altura. Ah, ali quase, né, na na perto da cortina que separava os dois ambientes e o famoso candelabro ou amenorá com sete braços, né? Ah, ali representando aí a presença iluminada de Deus no meio do seu povo. E a única peça que não tem medida, só tem o peso. Foi feito com um talento de ouro, mais ou menos uns 35 a 40 kg. Prosseguindo, vemos então que o tabernáculo, temos aí as peças com o resumo para vocês. A arca da aliança, essa caixa retangular de madeira de acácia recoberta de ouro, os 10 mandamentos foram colocados ali, né? Então, simbolizava a aliança de Deus com o povo de Israel e ficava no lugar santíssimo. A famosa arca que ninguém sabe qual foi o seu destino e onde ela foi parar. A tampa da arca, o tempo do tampa do propiciatório encaixada sobre a arca, simbolizando a presença de Deus entre o seu povo, tinha dois querubins que ficavam sobre a tampa da arca, inclusive de frente, um pro outro, olhando para a arca, né? E é curioso os querubins, uma obra artística, eh, que não era permitida em nenhum outro contexto no Israel antigo, o véu que separava o lugar santo do santíssimo, simbolizando a separação entre Deus e o povo por causa do pecado. Prosseguindo o candelabro, né, amenorar e suas lâmpadas. Ele era de ouro batido, ficava no lugar santo, tinha sete lâmpadas e o ao óleo, o azeite que iluminava o local de uma maneira muito especial. A mesa era de madeira de acácia, também no lugar santo. Lá estavam os pães da presença e alguns outros utensílios. possuía quatro argolas de ouro. E os pães eram 12 pães assados por causa das 12 tribos de Israel, simbolizavam o alimento espiritual que Deus concede ao seu povo na sua trajetória. o altar do incenso em frente da cortina do lugar santo, né? Era usado para queimar o incenso especial, inclusive feito com 11 ah especiarias distintas, né, que simbolizavam as orações feitas, né, que eram elevadas a Deus. Ah, e o óleo da unção especial usado para ungir os sacerdotes e todos os utensílios. Claro, o óleo feito do azeite, né, de oliveira, era um sinal de separação para Deus. Que coisa, vamos adiante. Que coisa surpreendente a gente ver, né? Olha como é impressionante para mim assim a gente lembrar como é que Deus age na história para trazer, né, essa dimensão ah de elementos teológicos profundos que falam de santidade, de grandiosidade, ah, e e do pecado humano e e do da comunhão, da apresentação, da aproximação diante de Deus por meio de algo tão concreto e ao mesmo tempo simples para um povoa de pastor no contexto desértico. E às vezes as pessoas até falam: "Mas que coisas saiam? Esses negócios são muito diferentes." Vamos adiante pra gente comentar um pouquinho mais sobre isso. Então, todo esse conjunto de 13,5 m por 4,5 era chamado de tenda do encontro. As versões antigas chamam de tenda da congregação ou Helmoed, né? Que ficava lá. dentro do espaço da área do tabernáculo e era o o contexto principal do encontro com Deus. Indo adiante, a gente vê então o tabernáculo completo. Tá vendo? Você ainda tem ali a na área o sumo sacerdote que tinha oito vestes diferentes. Aqui ele está com a roupa azul e o sacerdote comum com quatro vestes diferentes. Tínhamos lá perto da entrada da tenda a do encontro à bacia de bronze, onde era possível lavar as mãos e o altar do holocausto, onde eram oferecidos os sacrifícios a Deus. E alguém pergunta: "Mas por que esse negócio de oferecer animal para Deus? Deus é churrasqueiro. Que coisa mais diferente?" Pessoal, esse povo é nômade. Esse povo é nômade pastoril. Eles estão no deserto. Eles não têm outras coisas. O que eles comem no seu cotidiano é carne de ovelha e de cabra. Eles não têm aí um um, né, um ambiente com uma grande quantidade de vegetais. eles não estão a beira marar, então eles só poderiam oferecer, né, todo esse ensinamento só teria sentido dentro desse contexto antropológico, histórico e cultural. Prosseguindo, que que nós temos na sequência? OK, então aqui nós vemos de maneira muito especial o que que acontece. E paraa gente encerrar, né, a nossa primeira parte aqui antes das perguntas, né, é muito interessante a gente ver que Deus, o Espírito Santo, enche bezal e a Oliabe para confeccionar todo o tabernáculo. E como nós vimos no esboço, é surpreendente descobrir que, apesar, né, de o povo ter visto tudo isso, maneira mais inusitada possível, acontece o episódio do bezerro de ouro. E o bezerro de ouro chama atenção, por quê? Porque ah nós temos o eh sumo sacerdote Arão, irmão de Moisés. Ele é eh eh se deixa levar pelo povo e acaba fazendo bezerro de ouro. Enquanto Moisés está lá no Monte Sinai, eh, diante de Deus, recebendo as tábuas da lei, que ele vai acabar quebrando, né, revoltado com o que ele vê, que ele chega lá embaixo e vê o verdadeiro carnaval do pessoal. E ele então acaba eh quebrando. Depois Deus eh vai eh fazer uma segundas tábuas da lei. E aí eh ou seja, mal Deus libertou o povo, fez aliança e estabeleceu tudo isso com detalhes, deu toda a orientação da construção do tabernáculo. rompem e traem essa aliança de maneira explícita e completa. E é impressionante como você vê mais uma vez a graça de Deus. Deus até diz para Moisés que ele deveria dar fim ao povo. Moisés intercede pelo povo de uma maneira muito bonita, especial. Ele é transformado por Deus à medida em que ele vai servindo ao Senhor na caminhada. E quando ele mantém essa sua firmeza espetacular e extraordinária, é muito impressionante eh ver que Deus preserva o povo, manifesta a sua graça e e reitera, né, renova sua aliança. E essa desobediência acontece bem no meio entre a orientação de construção do tabernáculo e a própria construção e edificação que vai acontecer ali a partir do capítulo 34, né? E fecha o livro de Êxodo com a glória do Senhor descendo sobre o tabernáculo no capítulo 40, de uma maneira extraordinária e especial. Então, livro de Êxodo, presença de Deus no meio do seu povo de maneira extraordinária. Uma libertação de um povo que abriu o caminho para trazer esperança pro mundo todo. Terminamos aqui o nosso momento de exposição, agora chamando o Áila aí para a gente conversar com as perguntas. Pois é, o pessoal tá animado aqui com seu retorno, graças a Deus e animado também que a gente voltou no você voltou no momento certo. Esse módulo de Bíblia começando pelo Antigo Testamento, a gente não tinha Sim. Aliás, olha só, nós estamos chegando agora quase 150.000 inscritos no canal. Verdade. Não, o pessoal esqueça de quem sabe vai ser verdade verdade. Falando de de números que são simbólicos e aparece muitos e êxodo, né? Aparece esse. O nosso número de alunos também cresce. Há pouco tempo a gente passou de 700 pessoas inscritas no curso Macários. Então a gente agradece o pessoal e pede para você que tá assistindo a gente continuar ajudando a divulgar o canal Cum Macos. Bom, a gente tem a primeira pergunta aqui da Fernanda. O que a instituição da Páscoa com o sacrifício do cordeiro simboliza e qual o seu significado para a história do povo israelita na atualidade? Pois muitos nem acreditam que Jesus veio eh como cordeiro eterno para nossa redenção. São duas perguntas, na verdade, né? Então, aí, Opa, agora sim. Ah, o que acontece, veja, eh, no contexto judaico até hoje, eh, existem que são chamados, né? as festas instituídas. E a festa primeira, assim mais significativa e importante, é a festa da Páscoa, né? Cai às vezes em março, às vezes em abril e ela é muito celebrada. Os judeus gostam muito de dizer: "Olha, o Psar é a o jantar mais antigo do mundo que tem sido comemorado de maneira ininterrupta. Ah, e e a comemoração, a celebração, ela é uma celebração voltada para a libertação do povo no Egito. Eh, o que às vezes é difícil para uma pessoa fora do contexto judaico entender é que as histórias bíblicas, além de serem histórias sobre Deus, sobre orientação paraa vida, no caso do contexto judaico, é a história do povo, né? Então pensa-se o o brasileiro, né, o mexicano, o romeno, né, o indiano, né, ele vai ter a sua história, né, e a história judaica, ela tá em grande parte, né, na própria Bíblia. Então, é muito compreendido nesse sentido, quando Deus libertou o povo do Egito, então se faz uma celebração especial. Eles não comem pão com fermento. Eles fazem uma um o que é chamado ceder de pessar, né? Uma espécie de celebração de jantar. Todas as sinagogas, as famílias fazem. Tem uma série de elementos que estão na Bíblia e outros que fazem parte da cultura histórica, né? Alguns eh judeus hoje são judeus messiânicos, né? que creem em Jesus. E quando fazem isso, então fazem a ligação direta com a revelação do Novo Testamento, mostrando que o cordeiro que aparece lá no livro de Êxodo tem o desdobramento no cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, né? Ah, é claro que isso não tem a mesma eh condição assim, percepção no ambiente onde não se percebe Jesus como Messias. Agora, uma coisa curiosíssima, aquela e para todos, né, que tem aí para pensar, é que uma das coisas curiosas é que o pão sem fermento é quebrado em três partes, né? E a segunda parte dos pães fermentos, curiosamente, na cerimônia da Páscoa judaica, é chamado de aficomã, que é um uma palavra grega, né, que tem a ver com aquele que vem ou aquele que veio. E eles embrulham num lenço de linho branco esse segundo pedaço e mand e escondem. E as crianças vão procurar o Aficoman para trazer no final da festa. Então o que que a gente imagina que é uma possibilidade? é que no primeiro século, quando os judeus que criam em Jesus, os que não criam, conviviam e eles não estavam pensando em duas religiões, mas dois enfoques diferentes da mesma tradição, é que isso acabou entrando e talvez o sentido de você quebrar em três partes, né, o pão sem fermento e a segunda, exatamente, você pensar no Pai, no Filho e no espírito santo, é embrulhado num lençol escondido depois trazido, né, que é uma maneira de lembrar do que significa morte, ressurreição de Jesus. é muito curioso e a gente vê isso em muitas celebrações de PER ah, num contexto messiânico. Isso é bastante eh ressaltado, né? Eh, para mostrar a ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Ah, bom, a Carla faz a seguinte pergunta: "Pode-se dizer que o povo de Israel não tem uma etnia definida, levando em consideração os que se convertem ao judaísmo? Eu vou até emendar assim uma pergunta assim relacionado a isso. É o que é que define se uma pessoa é um judeu ou não? É descendência do pai, da mãe? É convicção? Então, ah, eu acho que eh nós temos um mundo moderno, principalmente a partir do século XVI, mais século XIX, que na minha opinião assim criou uma obsessão com esse negócio de raça, né? Em muitos ambientes da Europa, as pessoas começaram a a tentar definir eh a os indivíduos do mundo de maneira exageradamente ligado à sua etnia, né? Esse tipo de preocupação não existia no mundo bíblico, né? Por exemplo, você vai ver lá eh pessoas no contexto do Egito antigo de Israel, você não não tem exatamente os detalhes da sua feição porque era irrelevante. Se alguém era preto, se era moreno, se era branco, não não dá, né? Eu vejo pessoas discutindo como é que era o faraó. Tem faraó de todo tipo. Tem faraó com um jeitão mais europeu, mais moreno, tem faraó preto e e isso não tinha importância. Então, quando você lê a Bíblia com atenção, lembre-se, Jacó teve 12 filhos e os filhos se casaram com quem? Com mulheres que não faziam parte da família. O próprio José casou com a filha do sacerdote de homem. Então, Manassés e Efraim tinham mãe egípcia. Quando a gente lê a história de Israel, a gente vai ver que Israel não é um conceito étnico, não tem a ver com essa ideia racial que vira uma obsessão europeia em tempos mais recentes. Tanto é que você tem na Bíblia hebraica uma crítica ao gentil, né, por causa da idolatria e das suas práticas. E o elogio do gentil. Você vai ver isso na figura de Namã, você vai ver isso na figura de Rute Amoabita, você vai ver isso na figura de Raab, né? O importante é que as pessoas estivessem na aliança com Deus. Qualquer pessoa poderia se tornar parte de Israel à medida que se reconhe que reconhecesse o Deus único e entrasse em aliança com ele. Então, nunca foi um critério eh racial. né? E então, através da história, os judeus têm, na verdade e originalmente um povo semita do o antigo oriente próximo. Eles têm se misturados com com árabes, com africanos, com europeus, com germânicos, latinos, esclavos. Tem judeu com feições orientais. Eu já eu eu conheci judeus que que são da região do norte da Índia, da China, que são judeus com com a gente diria, com cara de japonês, né? Eu conheço judeus negros pretos em Israel. Eu conheço judeu loiro de olho azul, que você fala: "Não, esse cara deve ser holandês ou norueguês. Tem judeu com cara de português, tem judeu moreno, tem judeu de tudo quanto é tipo, né? Então, não é um elemento étnico. Agora, como é que alguém é entendido como judeu? O critério é principalmente eh cultural religioso. Eh, por quê? Porque eh a tradição, o o judeu enquanto na na povo envolve ser alguém de uma origem judaica, né, em termos de família, independente da sua da sua característica étnica específica, se é mais moreno, se é branco, isso é irrelevante, né? eh a família, se ele tem alguma conexão com a religião e os valores e os costumes judaicos, não é? Um critério mais eh religioso, antropológico, cultural. Então, por exemplo, eh se você vai querer imigrar para Israel, existe um processo que é chamado de aliá. E e quem vai fazer isso vai passar por uma avaliação, né? E essa avaliação é feita disso. E e a decisão rabínica que vem dos tempos antigos é que é considerado alguém que faz parte do povo judeu, alguém que é filho de mãe judia. Por quê? Porque na antiguidade, né, você tinha eh aí pessoas que talvez pudessem querer se identificar como judeu, porque o pai dele era judeu, mas quem é sua mãe? Onde você foi criado? Então, não é só o fato de alguém ter algum ancestral judeu, é que ele pode eh se considerar como judeu. Ele precisa estar numa sintonia com a cultura e com o jeito de ser, né? Porque o o a povo judeu tem toda uma cultura muito peculiar, né, que envolve desde alimentação, de festas e coisas que se alguém faz parte daquilo e é um negócio muito estranho, não é só uma questão eh meramente religiosa, né? Agora, Israel lançou uma lei interessante que é a seguinte: se você pode ser identificado como descendente de judeus eh até a segunda geração, se você um dos seus avós era judeu e por causa da sua aparência ou do seu nome, da maneira como você se identifica, você corre risco de vida por causa do que aconteceu no nazismo numa atitude antsemita. Você pode arrumar a mala e sair correndo, chegar em Israel e dizer: "Olha, eu tô fugindo porque queimaram a minha casa, porque descobriram que o meu nome tem alguma associação." Então, é mais essa essa questão. E às vezes a pessoa é aceita. Eu soube de um, acho que um padre que fugiu lá de uma perseguição, porque um dos seus avós era judeus, mas ele foi aceito com base nessa, digamos assim, lei de refúgio. Muito bem. Eh, a gente também tem a pergunta aqui do Caio. Eh, quando Moisés quebra a tábua dos 10 mandamentos, ele pecou ao esquecer o que Deus entregou e focar em repreender o povo sem a lei? Olha, não desta dúvida que Moisés teve teve uma reação intempestiva. O texto bíblico não diz, né, que ele pecou, nem diz que o Senhor se aborreceu e irou com isso. Então, a gente tem que ser cauteloso em dizer: "Olha, Moisés cometeu um pecado." Mas assim, eu fico imaginando o tamanho da frustração e decepção de Moisés, né? Porque veja bem, quem quem tá, né, gastando a sua vida ensinando as pessoas no caminho de Deus, quem tá numa função pastoral ou similar ou educativa, e você ensina um pessoal durante, sei lá, 5 anos, aí você termina, vai ver, é possível, a pessoa não entendeu nada, que isso. Então você imagina só, Moisés está lá na presença de Deus e aquela coisa impressionante, manifestação da glória, do poder de Deus, ele desce e vê o pessoal lá, desculpa a expressão, literalmente caindo na gandaia, dançando, gritando. Ah, ele, vamos dizer assim, perdeu a cabeça, né? Ele ele ele acho que por um momento ele parou de pensar naquilo que ele tinha nas mãos, né? E e se fica imaginando, se eu tô trazendo aqui os princípios que o povo deve levar em conta paraa sua vida e olha o que eles estão fazendo lá embaixo, né? Então ele realmente, vamos dizer, perdeu aí a a o bom equilíbrio e reagiu. E acho que isso é uma coisa que eu acho espetacular na Bíblia, né? Que os personagens bíblicos são seres humanos, né? Eles mostram as reações, não é um uma coisa configurada, criada para trazer um bom efeito pra gente. Então, eu acho extraordinário o que acontece e Deus não o repreende por causa disso. Ah, o Wilson faz a seguinte pergunta: "Os israelitas durante o êxodo já falavam em hebraico?" Então, eh, essa pergunta ela é um pouquinho, eh, difícil pelo fato de que, eh, por exemplo, eu pergunto para vocês, que língua nós estamos falando aqui? Vocês vão dizer que é português, mas na verdade essa língua é latim, né? Só que esse latim foi se modificando, modificando e na região da Lusitânia ele virou um português. Então a língua não existe um hebraico, existe vários hebraicos, né? A gente tem pelo menos quatro hebraicos distintos, o hebraico bíblico, o hebraico tammúdico ou michnaico, o hebraico medieval e o hebraico moderno. Então assim, a gente pergunta, será que eles estavam falando hebraico? hebraico que hoje as pessoas estando lá iriam entender. Então, existe um um desenvolvimento do hebraico. Eu posso dizer que se não é um hebraico, é no mínimo um protoico, porque à medida que você volta no passado, as línguas estão menos diferenciadas, né? Você sabe que até o século XI não tem português e espanhol, depois as línguas se dividem. Então, quando você pensa nas línguas semíticas antigas, você tem lá um protossemítico antigo, né? Depois você tem o semítico no contexto norte ocidental. Aí a gente vai ter, né, o que vai ser falado entre os cananeus, o que vai ser falado eh talvez com alguma variação na fenícia, você vai ter o dialeto moabita, você vai ter ali, né, algumas línguas que vão se separar depois, né, mas com certeza é um um hebraico inicial ou um protoico, né, que vai ser diferente de o hebraico de alguns séculos depois. Ah, a pergunta a sobre os números que aparecem aqui no êxodo também 12 também é um número de completude. Há algum significado específico? Acho que a gente não precisa falar de todos, mas tem alguns que se repetem, né? Tem o três, o 4, 6, o 7. Quais são alguns desses números mais recorrentes e se é que tem algum significado para isso no livro de Êxodo? Ah, então, eh, não é tão tão simples assim a gente, eh, definir, né, esses significados exatos dos números, né? Com certeza. O número 12 é um número eh bastante significativo que tem a ideia de algo completo. Mas isso também não não em Êxodo, mas por exemplo, em Gênesis número 10 tem esse sentido de algo completo, né? Com o tempo a gente vai ver, né? Eh, essa essa questão, por exemplo, mais lá na frente, né? você vai ter 12 como algo como 3 x 4, né? Porque três é um número que pode indicar divindade. 4, o mundo é chamado os quatro cantos do mundo. 3 x 4 é 12. 144 é 12 x 12. Então assim, nem sempre o número é escrito. Isso que eu tenho que levar em consideração com uma intenção de um significado. Às vezes o número é dado porque é o número que faz parte do relato ali, né? Ah, e às vezes ele tem essa ideia. Com certeza 12 deve ser bem destacado juntamente com os seus múltiplos, principal, principalmente 144 e com certeza número sete, né? sete que tem essa ideia, por exemplo, dos sete braços da menor do candelabro, que tem a ver com o elemento perfeito, né? Como nós temos os 12 pães da presença e os sete braços do candelabro. Uma pergunta que não está tão relacionada apenas ao êxodo, mas tem gente perguntando aqui sobre a Bíblia do Rota 66. Acho que a gente podia aproveitar que foi lançado, está sendo lançado no momento. Quem tiver interesse, poderia dizer pra gente como é que é consegue a comprar a Bíblia do Rota 66. Olha, a Bíblia do Rota 66 tem o livro de Êxodo e tem bastante comentário e notas lá. Eh, essa Bíblia foi publicada pela editora geográfica no site luizai.com. você encontra inclusive eh com desconto, uma facilidade boa também, né? E ela também foi feita em parceria com a a Rádio Trans Mundial, né, que claro foi que iniciou todo o projeto eh em áudio, né? Então ela tá disponível. A maneira mais fácil mesmo é peloissaion.com, né? E eu reforço a todo mundo, não sei, podem depois confirmar aí, eh, que nós vamos ter em setembro um um grande encontro de arqueologia no Brasil com arqueólogos especiais que realmente fizeram, né, algumas das descobertas recentes lá em Israel, né, e aí vai ser de quatro a seis, então as vagas estão diminuindo, então, por favor, quem quiser se apress aí porque vai valer muito a pena. Bom, a gente tem ainda uma pergunta aqui da Cristal. Professor, nós devemos ter medo de Deus. O que significa quando em Êxodo mostra o Deus justo? Então, ah, medo é uma palavra que pode ter sentidos eh variados, né? Medo pode ter um sentido muito negativo, né? Quando você tem uma relação eh de ruptura, de distanciamento e de ameaça de alguém, você fica cheio de medo, né? Olha, eu vi um indivíduo ali, parece que ele é perigoso, ele ter armado, eu estou com medo, né? E isso não é uma maneira de fazer referência a Deus, né? Inclusive, primeira João vai dizer que o perfeito amor lança fora o medo. Mas existe uma espécie de eh de sentimento positivo favorável, eh que tem a ver com um respeito no sentido mais amplo do termo, eh, diante de alguém que é digno de honra. Ah, e e desse dessa reverência diferenciada. Por isso, eh, de uma maneira correta, eh, os textos bíblicos quando fala dessa relação com Deus chamam isso de temor. Temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Quer dizer, se Deus é tão grandioso, tão impressionante assim, a gente tem essa reação diante dele. Quem chega, por exemplo, para visitar as cataratas do Iguaçu, né, e vê aquela coisa grandiosa com aquelas águas, a pessoa sente um certo medo, mas não medo assim de uma coisa ruim, né? É diante daquela potência, daquela grandiosidade, daquela. Então você imagina Moisés lá no monte diante da presença de Deus, né, com raios e trovões, ainda que ele estivesse seguro, você tem um santo temor. Quando você tem uma espiritualidade sadia que conduz à santidade, essa espiritualidade ela ela traz um temor, ela traz uma reverência, um senso assim de reconhecimento, né? Os bons teólogos contemporâneos, eles gostavam de enfatizar, né, especialmente teólogos a partir de parte, eles gostavam muito de dizer que Deus é o totalmente outro, né? Ele é o totaliter. Aliter. Ele é aquele que é tão distinto de nós. Existe o que é chamado de uma infinita distinção, diferença qualitativa entre Deus e nós. Então, nesse sentido, sim, o Rudolfo Otto, que escreveu uma obra muito interessante chamado Sagrado, ele diz que em Deus existe o que ele chama de um mistério tremendo. Então, nesse sentido, a gente tem um santo temor em relação a Deus, o que é muito diferente de você eh ter medo de algo que ameaça você de maneira negativa. Eh, pra gente caminhar aqui pro final da nossa conversa, tem a pergunta da Ana. Por que o bezerro de ouro e não outro animal? Pois é, muito interessante essa pergunta, né? Primeiro, vamos assim dizer, eles na sua realidade do dia a dia, eles não tinham muitas opções de animais lá, né? E eles tinham eh principalmente cabras e ovelhas, né? E alguns animais do contexto do rebanho bovino, né? E é interessante que no mundo antigo o o o boi, a vaca, né, eles eram muito reverenciados. No Egito antigo, eles adoravam, né, o boiápis. É muito famosa a história do boiápis, né, inclusive quando cambises conquista o Egito no ano 525, na batalha de Pelúzia, logo ele foi lá e matou o Boiapes pro desespero dos egípcios. né, a deusa vaca do Egito, Hator, né, que era muito cerebrada também. Então, uma das possibilidades é que esse pessoal saiu do Egito, mas o Egito não saiu tanto deles assim, não. Então, eles estavam lá no meio do deserto e para você evocar alguma coisa, eles pecaram, vamos dizer, o animal mais eh mais, vamos dizer, que pudesse chamar atenção de algo poderoso. Em vez de ouvir cabra, que seriam muito mais simples, vamos pegar um bovino, né? aí o o bezerro, que é símbolo de fertilidade, de força. E também, curiosamente, bezerro também é adorado eh entre os cananeus. Então, né, até alguns estudiosos acham que a palavra utilizada lá pode remeter mais ao que vai ser encontrado em Canaã do que no Egito, né? De qualquer maneira, parece que o que o bezerro pode, né, apresentar, aparecer diante da era mais convidativo do que qualquer outro animal disponível, né? Tanto é que esse negócio de boi e vaca continua, né? Você vai lá em Wall Street até hoje tem um um baita de um boi lá, né? Então você vê que a coisa parece ter desdobramentos em outros ambientes mais tarde. Bom, pessoal, nós eh agradecemos a companhia de vocês até aqui o final da nossa aula, da nossa conversa de hoje, alguns avisos importantes. A gente já tem as perguntas sobre êxodo disponíveis na nossa plataforma. Então, quem tá acompanhando o curso completo no site ensino.com.br br. Já pode acessar esse material. Temos também as perguntas da aula passada e a leitura. A gente disponibilizou, na verdade, uma entrevista com o John Walton, que foi a referência que a gente comentou no nosso último encontro aqui. Em breve a gente vai também compartilhar um material de leitura sobre o livro de Êxodo. Então o nosso encorajamento aí é que você não fique limitado, apesar da aula ter sido muito boa apenas na aula, mas se aprofunde respondendo as perguntas, lendo a o material e a gente vai continuar aqui na nossa conversa sobre o Pentateuco na próxima terça-feira falando sobre o livro do Levítico. Então, mais uma vez obrigado saião. Seu retorno foi muito celebrado, não só por mim, mas por todo mundo que tá acompanhando a gente, que tá colocando as mensagens aqui no chat. Graças a Deus pela sua recuperação e pela sua eh possibilidade já em tão pouco tempo de estar com a gente aqui. Mais uma vez, obrigado, Saião, e obrigado todo mundo. Sua palavra aí, seu boa noite também pra gente. Muito obrigado a todos. Eu tô liberto do cativeiro do hospital e saí dali deixando, né, tudo para trás. E eu agradeço de coração aí a atenção de todos e o interesse em ouvir a palavra de Deus. Peço desculpas pelas dificuldades técnicas aqui que atrapalharam um pouco aí na questão do som, mas depois acho que se estabilizou, né? E muito obrigado, Áila. Parabéns aí pelo trabalho, né, que tá sendo conduzido. Boa noite a todos. Que Deus abençoe e de maneira especial.