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A fé vem pelo ouvir

Makários | Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo | Módulo 2 – Aula 3 |Luiz Sayão

Makários | Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo | Módulo 2 – Aula 3 |Luiz Sayão

Makários | Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo | Módulo 2 – Aula 3 |Luiz Sayão

Curso de Teologia Makários
Êxodo: Libertação de um povo, esperança para o mundo todo
Pentateuco
Introdução ao Êxodo

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Legendas automáticas:

[Música]
Muito boa noite para todos que já estão
acompanhando a nossa aula do curso
Macários. Muito bom ter vocês de volta
aqui para a nossa aula e também ter o
Saião de volta aqui para eh nos conduzir
nesse nessa jornada de estudo bíblico
que a gente eh começou com uma nova
etapa na semana passada. Graças a Deus
que a gente tem essas duas boas
notícias. A menor que é, a gente tá
começando agora, você que tá chegando
uma etapa nova do curso Macários, mas em
especial, graças a Deus, o retorno de
Saião para est com a gente aqui. Boa
noite, Saião.
Boa noite, Áila. Muito obrigado aí pela
introdução e pelas boas-vindas, né, pela
graça de Deus. Nós estamos de volta
aqui, né? Esse é o primeiro dia de
atividade aí com a IBNU ao vivo, né,
depois dos momentos aí desafiantes que a
gente enfrentou. Então, todos são
bem-vindos e vamos aí para a nossa aula
de hoje, agora nesse módulo voltado para
o estudo bíblico propriamente dito, né?
Hoje teremos o tema em torno do livro de
Êxodo. Eh, Saião, a gente vai já começar
o livro, a introdução ao livro de Êxodo,
mas eu queria só começar respondendo uma
pergunta importante que já colocaram no
chat sobre o módulo, sobre o o eh o
Macários, que eu acho que vai ser
importante para quem tá pegando aqui o
começo da aula, que é uma pergunta do
Marco. Para quem marcou o curso
concluído, ao fim do outro módulo, está
bem complicado achar as novas aulas e
atividades. É possível reverter esse
status de curso? Então, duas
orientações. Marcos, sim, é possível
reverter. Existe um e-mail na nossa
plataforma para o suporte, o websuporte.
Você pode mandar que a pessoa
responsável já fez isso outras vezes e
vai saber como reverter. E para todas as
pessoas que estão acompanhando na nossa
plataforma, a orientação é: não marque
curso concluído, porque o curso
concluído não é para o módulo, mas para
o curso completo, ao fim dos três
módulos. Então, basta continuar
acessando as aulas e o material, como já
vinha fazendo depois de terminar o
módulo um, que vai ficar tudo disponível
do módulo dois na mesma página, tá bom?
Só essa informação que outras pessoas já
haviam perguntado sobre isso também.
Agora vou projetar aqui a gente para dar
início à aula aí de Êxodo.
Muito bem, pessoal, todos são bem-vindos
à nossa aula de êxodo, né? Uma aula
muito eh especial e como nós vimos aí, a
libertação
de um povo que vai trazer esperança para
o mundo todo, né? Então, vamos aí falar
sobre o segundo livro da Bíblia, um
livro extremamente importante, um livro
que é inclusive a base de organização
teológica de muito que aparece no
próprio Antigo Testamento e até mesmo no
Novo Testamento. Então, vamos prosseguir
aí para ver, né? Como você sabe, Êxodo
faz parte da Torá, os livros da lei, ou
seja, os livros da instrução divina.
E esses livros, né, nós temos aí o
segundo livro da lei, né, que na
tradição hebraica é chamado de schmot,
né, porque no contexto hebraico você tem
os livros sendo chamados a partir da
primeira palavra que aparece no
hebraico, né? Gênesis é Berechit, Êxodo
é Eshmot, Levítica, Vaicrá, Números é
Bamidubar e Deuteronômio Devarim.
E assim vamos ver qual que é a o ensino,
a diretriz para nós do livro de Êxodo.
Prosseguindo aí. Então, veja lá, nós
temos alguns, né, podemos assim chamar,
temas fundamentais desse livro, que é
chamado de êxodo por causa de como a
tradição em grego, né, deu nome ao
livro. O livro é chamado de êxodo,
porque êxodo em grego quer dizer saída,
falando da saída do povo do Egito,
Exodos, né, como a gente conhece. Mas
nós temos alguns eh alguns temas
fundamentais que aparecem aí, por
exemplo, a presença de Deus, né, que é o
tema fundamental desse livro. Ah, nós
vamos encontrar os atos de Deus na
história. No Antigo Testamento você vê
muito isso, que Deus não é descrito
muito do ponto de vista assim
filosófico, né, ou ontológico. É um Deus
que age na história, né? Nós vamos ver a
eleição de Israel. Israel escolhido por
Deus como um povo que tem a uma diretriz
missiológica, né, conforme nós
encontramos eh com clareza,
especialmente no capítulo 19, né, a
aliança, que é um tema muito importante,
né, que é exatamente essa proposta de
parceria entre Deus e o ser humano,
aliança do Monte Sinai, né, eh, muito
nitidamente um ensino sobre teologia do
culto, né? né, que vai aparecer
principalmente a partir eh do que nós
vemos lá no no tabernáculo, né? Vamos
ver a essa ideia de que Deus age na
história. Quer dizer que ele é o o
senhor, né, o senhorio de Deus. quer
dizer, a escravidão no Egito, os poderes
eh que surgem no cenário histórico, nada
disso impede a que Deus continue sendo o
Senhor no sentido daquele que tem o
domínio daquilo que eh eh transcorre na
história, né? vemos também aí, né, a
Deus apresentando o seu nome ou até os
seus nomes, né, o que é uma definição do
caráter de Deus, quem Deus é. Os seus
nomes revelam a a qualidades específicas
do criador, né? E é interessante que,
claro, né, que Êxodo tá numa sintonia
com aquilo que vem desde Gênesis. Então,
a ligação, né, entre o que acontece lá
na época dos pais e a terra, eh, quer
dizer, eles são chamados, né, para sair
ali do Egito, serem libertados da
escravidão na direção da terra prometida
que Deus fala lá para Abraão. Então nós
temos a ligação, essa conexão e claro
Deus se apresenta como um Deus que
liberta, um Deus libertador, um Deus que
traz salvação.
Êxodo é interessante, ele tem uma
organização básica geográfica, né? Se
você for olhar pelo lado geográfico, nós
temos a primeira parte do livro que se
concentra ali no Egito, né, até o
capítulo 13. Depois ah, no deserto, né,
que prossegue até o capítulo 18, depois
19 até o final. O foco está na região do
Monte Sinai. Prosseguindo, nós vamos aí
observar algumas outras coisas
importantes que nós encontramos no livro
de Êxodo, né? Um livro, se formos falar
do propósito da teologia de Êxodo, nós
temos o quê, né? Aí a ideia muito
nítida, né? Da aliança entre Deus e
Israel. Ah, como nós já mencionamos,
define-se ali o caráter de Deus e do seu
povo nessa aliança, né? E aí nós vamos
ver também que quem é Israel, né? Qual é
o seu lugar no plano de Deus? Porque
pense bem, né? Êxodo centralizado na
pessoa de Moisés, né? Que é o porta-voz
de Deus para trazer a palavra. Então a
pergunta é: esse grupo de peregrinos que
saem do Egito no deserto? Ou seja, a
pergunta deles é: quem somos nós? De
onde nós viemos? Qual é o nosso
propósito? Então, quer dizer, essa
compreensão, ela vai se definindo aí,
porque somente, né, em Êxodo aqui, você
vê Israel como povo mesmo. Antes você
tem as famílias patriarcais e aqui nós
temos um novo desenho no transcurso
histórico, né, e alguns aspectos
literários interessantes. Os antigos de
Titas elaboraram uma espécie de tratado
entre duas partes, que era comum no
mundo antigo. Nós vamos ver isso, por
exemplo, e Deus faz a aliança do Sinai
com Israel, principalmente quando os
capítulos 19 a 24, né? Vamos encontrar
uma discussão sobre cronologia. Até hoje
os estudiosos debatem se a melhor data
pro êxodo é século XV ou século XI, se a
época do faraó Timoses terceiro ou
quarto ou alguns que defendem essa ideia
ou hã o faraó Hams I, que a maioria dos
arqueólogos entende que seja o caso no
século XI, né? Ah, interessante ver as
pragas do Egito e o monoteísmo.
Isso não tá claro pra gente, né? Mas as
pragas do Egito aparecem como
ah um juízo sobre os deuses do Egito, os
deuses que legitimam aquele sistema de
escravidão opressor. E, portanto, o Deus
único eh está em favor dos israelitas na
luta contra o grande império do Egito
com todos os seus deuses, né? E também
há uma discussão eh sobre a rota do
Sidai, né?
são são só peregrinos.
Eh, eles escravos fugindo. Então, qual o
caminho que eles tomaram? Maior parte
das pessoas ainda entende que a melhor
rota é descendo, né, pela penússula do
Sinai, chegando até um lugar que é o
chamado Gebelbua, né, do Monte Sinai e
depois indo pela costa ocidental,
costa oriental daquela península,
subindo até a a região, né, onde eles
vão entrar na Transjordânia para depois
ir paraa terra, né? Aí nós temos também
um esboço temático, né? Nós vimos um
esboço
geográfico, um esboço temático. Você tem
a ideia de libertação e da viagem, né,
que vai capítulo 18, depois a aliança
para de capítulos 19, né? O tabernáculo
Rio Puto que vai do 25 a 31. E aí nós
temos a violação aliança, né? Quando
adorar o bezerro de ouro, né? E essa
aliança ela é renovada capítulos 32 a
34. Finalmente a edificação tabernáculo
ali que estão de juntamente com a
direção de Bezalel e a Oliabe aí
capítulos 35 até capítulo 40, né? Ah,
então vamos prosseguir aí. Eh, pessoal,
tá conseguindo ouvir bem? Tá tudo
tranquilo? Tá bom o som? Oi, oi, Saão.
Eu acho que se você segurar talvez fique
eh de fato melhor. Tá oscilando, talvez
até o seu movimento em se aproximar e
sair tá tá afetando, mas vamos ver se
assim ajuda. Tá bom. Tá bom. Então,
vamos lá. Vamos prosseguindo então e
vamos desenvolver aí a nossa caminhada
de uma maneira mais adequada aqui. Vamos
lá, né? Ah, bom, prosseguindo pro
próximo slide, a gente vai vendo aí a as
possibilidades aí. Então, o que que o
êxodo vai tratar? A presença de Deus.
Interessante que essa presença ela se
manifesta como presença libertadora,
presença orientadora
e presença exigente. Vou fazer algumas
modificações aqui que eu acho que talvez
ajude a gente em termos de ah de som.
Vamos lá.
Ah, então quer dizer, a presença de Deus
se manifesta e essa presença liberta o
povo. Depois ela vai se apresentar como
orientadora do povo e depois uma
presença exigente. Vamos adiante aí para
conseguir caminhar aí na nossa. Então,
veja que coisa interessante, né? Ah, o
povo é escravo do Egito. E às vezes, ah,
existem críticos que vão dizer, porque
lembre-se, êxodo é uma história de mais
de 3.000 anos, né? E algumas pessoas vão
dizer: "Não, essa história não tem
nenhuma razão de ser, né? Ainda que nós
não tenhamos assim eh muitos elementos
eh objetivos assim concretos,
arqueológicos, nós temos alguns achados.
Aí você tem um papiro muito famoso
chamado Anastas 6,
eh, que foi encontrado no Egito e que
mostra na figura, você vê os egípcios
ali um pouco mais morenos e uma tripo de
eh beduínos semitas, no caso edomitas,
né, que e faz parte aí desses antigos
arquivos do Oriente Próximo, né? E isso
mostra uma cena análoga ao que nós temos
eh na descrição eh dos egípcios como
grande império, recebendo
e gente como pessoas, por exemplo, da
família de Jacó, né, que chegam lá para
buscar algum tipo de vida melhor.
Prosseguindo, vamos ver, né, que essa
realidade da fabricação de tijolos que é
mencionada em Gênesis 1, né,
particularmente
versículo 10 e 11, nós vamos ver algo
similar a num papiro encontrado no Egito
que coloca aí as pessoas eh trabalhando
nos escravos, na fabricação de tijolos.
Então, é muito interessante eh observar,
né? E hoje nós temos vários elementos
assim que sinalizam
ah uma presença eh israelita de alguma
maneira. Uma casa, por exemplo, do mesmo
tipo que tem Israel foi encontrada no
Egito, né? Ah, nós temos a certeza de
que os israelitas estão na Terra no
século XI por causa da Estela de
Mernepá. Então, são algumas curiosidades
interessantes aí. que vale a pena
considerar. Prosseguindo, nós vemos
então qual é a questão. Deus se
manifesta. Deus se manifesta movido por
compaixão, porque os israelitas estão ah
angustiados, porque eles estão chorando.
E a presença de Deus não é somente uma
presença, vamos dizer, eh, que se
manifesta, mas ela chega com o seu
perfil de libertação. Prosseguindo,
vamos ver como é que isso se dá, né? Ah,
essa presença
libertadora
é uma presença eh que manifesta para nós
a vitória, né, sobre a o poder do faraó
e dos seus deuses. Então, as pragas, né,
que são muito significativas, né, eh
quando nós vemos a transformação da água
em sangue, da presença muito elevada das
rãs do Egito, dos piolhos, depois das
moscas, a morte dos rebanhos, né,
atingidos,
as feridas purulentas, depois o granizo
que atinge todo o Egito, os gafanhot e
outros e as trevas.
Ah, e aí nós temos todas essas pragas eh
ligadas a uma divindade egípcia. E
quando elas caem sobre o Egito, além eh
de desbaratar, né, o poder eh de um
faraó que se coloca divino e que pratica
a opressão, né, essas civilizações
antigas muito marcadas por construções
gigantes, por escravidão eh extensiva,
né? Ah, então, eh, essa derrota que é
culminada numa coisa que quando a gente
lê parece pouco assim significativa e
até talvez difícil de entender a morte
dos primogênitos quando morre o
primogênito, o filho do faraó, né? E
qual é o sentido disso? sentido é que o
filho do faraó é o próximo, um Deus que
existe no Egito, que vai dar
continuidade a essa realidade de
opressão. Então aqui nós vemos e essa
ideia de que os poderes subversivos do
mundo antigo que se opõe ao poder que
existe somente no Deus verdadeiro é
confrontado na grande eh vitória da ação
divina contra esse poder que ao mesmo
tempo liberta os israelitas.
Prosseguindo, a gente vai ver
uma coisa significativa. Essa
libertação, é muito curioso, isso, é uma
libertação que vai estabelecer a
identidade desse povo. Esse povo vai se
compreender
a partir desse ato salvífico, ato de
libertação de Deus na história. E nesse
momento vai acontecer a famosa Páscoa em
hebraico, pessar, né? Por quê? Porque
nós vamos ter a ideia do juízo divino
chegando, né, sobre a terra do Egito. Os
israelitas deviam então eh se reunir a
portas fechadas com as suas famílias e
ali comer pão sem fermento, comer ervas
amargas e comer o sacrifício de um
cordeiro e colocar o sangue nos umbrais
ali da porta da sua moradia para que a
ação
de morte, de juízo, da parte de Deus que
caísse sobre o Egito, não cairia sobre
aqueles que depositavam essa fé. Curioso
que esse ato especial da parte de Deus é
uma refeição comunitária
feita pelo povo numa situação especial
aí eh diante de Deus, né? E é muito
interessante isso. E a e a Páscoa vai
ter um significado
nós vamos ter mais tarde, né,
desenvolvimento na ceia do Senhor e
Jesus morre na Páscoa. E o que que a
gente pode ter, né? O teólogo britânico
Je Mir,
ele diz e ah, e faz um resumo
interessante, né? A Páscoa envolve a
propiciação, quer dizer a ira de Deus
que se desvia daqueles que são
protegidos aí, ah, pela fé no sangue, a
segurança ou salvação, que é garantida,
a substituição, né? Nesse momento a
gente vê eh e essa essa realidade do
sacrifício do cordeiro que é
apresentado, uma libertação, né? Esse
povo vai nesse momento sair inclusive às
pressas. Por isso o pão é sem fermento,
né? E por isso eles então vão e vão na
direção da peregrinação, né, que adentra
o deserto para então se dirigir à terra
prometida. Prosseguindo,
nós vamos então ver, né, que a Páscoa é,
eu poderemos chamar assim, uma
instituição, uma festa fundante,
fundamental, né? a a saída do Egito
celebrada pela Páscoa, podemos dizer que
é o evento mais significativo de todo o
Antigo Testamento. Quando você vai ler,
por exemplo, Salmos, né, ou vai até
mesmo pegar os profetas ou certos textos
do Novo Testamento, você vai ver eh como
a teologia do êxodo dessa libertação,
ela é marcante, fundamental, né, e ela é
instituída em Êxodo 12, que vai ser
extremamente irrelevante para todo o
desdobramento da história da redenção.
Prosseguindo, nós vamos então ver que
essa presença libertadora que se
manifesta tirando o povo do Egito e
trazendo juízo sobre o faraó e os seus
deuses, ela na caminhada do êxodo ela
passa a ser uma presença orientadora.
Por quê? Porque esse povo e e a gente
tem que entender isso, né? que o Egito é
um lugar extraordinário, é o lugar,
vamos dizer, mais poderoso e mais chique
do mundo antigo, né? é uma
extraordinária civilização. Então você
deixar tudo isso para trás, né, e
pro deserto, ah, e agora aguardar no
futuro a chegada numa terra prometida e,
e seguir as orientações de um indivíduo
como Moisés.
Eh, e então como é que isso é
desafiante, né? É fácil criticar os
israelitas, mas nem sempre é fácil
observar o desafio disso. E aí você tem
o que a gente chama de uma presença
orientadora de Deus, né? Orientadora em
que sentido? Vamos adiante aí para
entender esse cenário, né?
Através ah do da direção que Deus vai
dar para esse povo. É uma direção
geográfica para onde eles devem ir. E
eles então vão descendo, né, ali pela
costa, eh, nesse caso ocidental da
península do Sinai, vão passar ali por
Mara, por Elim, até então chegar, você
tem esse texto, né, no capítulo 12, a
Páscoa, 13, a preparação. E aí eles vão
atravessar o Mar Vermelho, né? Temos o
capítulo 14, a grande celebração do que
acontece no capítulo 15. E eles
prosseguem pela península do Sinai
até chegar ali no final do 18, no 199
de Êxodo, estar no lugar que é o Monte
Sinai. Vamos prosseguindo aí para ver,
né, a sequência. O que vai acontecer,
uma vez que Deus liberta o povo?
Interessante isso. Deus estabelece a
seguinte eh eh orientação pro povo que
ele vai dizer, vai dizer: "Olha,
ele faz isso no começo do capítulo 19,
né? Eu eh eu quero fazer uma proposta
para vocês.
Se o Senhor então quer que vocês
confirme se vocês
desejam ele seja o Deus de vocês. Então
todo o povo israelita
confirma e diz que sim. E como então
eles reconhecem Deus como o seu único
Deus?
Nós vamos ver que há uma proposta para
que eles se transformem, se tornem, né,
o que é chamado de uma nação de
sacerdote. Você vai ver isso,
sacerdotes, né, no versículo 5 e 6 do
capítulo 19. E ali então vai se
estabelecer a aliança sinaítica, que é o
quê? A a ideia bíblica é o seguinte, né?
Uma vez que Deus libertou o povo e eh se
estabelece
numa relação de ação graciosa em favor
desse povo, ele propõe, vamos dizer, uma
parceria para estar presente no meio
deles. Ou seja, eh a gente lembrando da
queda do gêneseis, do afastamento de
Deus, Deus tem um caminho de
reaproximação. E ele começa isso na
história de Israel, fazendo essa aliança
com a intenção de que ah eles sejam
parceiros de uma aliança que tem aí os
dois participando. Por isso é uma
aliança que é muito definida no Êxodo
20, onde aparecem os famosos 10
mandamentos ou as 10 palavras. Já que
vocês vão estar em parceria aliança com
Deus. O que que isso exige de vocês? E
aí essa aliança ela é bilateral, né? E
que tipo de aliança conforme um
documento comum no mundo antigo, como a
gente falou, que era, né, que tinha sido
desenvolvido pelos antigos de Titas
num tratado entre Suzeranos e Vassalos.
E ela exigiu que a fidelidade de Israel.
A marca maior dessa exigência de
fidelidade é o quê? Não terás outros
deuses além de mim. Nesse sentido, toda
vez que Israel se volta paraa idolatria,
é uma eh uma ruptura, uma quebra dessa
aliança que é tão definida, né? Por isso
que é tão grave o que a gente vai ver ah
no próprio livro de Êxodo, quando
acontece o episódio do bezerro de outro.
Prosseguindo,
a gente então vai ver, né? Aí essa aí,
então aqui no mapa vocês podem ver, tá
vendo? Existe o que a gente chama de uma
rota tradicional do êxodo. Essa é a rota
mais, vamos dizer, eh, divulgada
historicamente. Tá vendo? Eles saem da
região mais ali ao norte do Egito, na
terra de Gozen, hoje uma região chamada
Avares, né? descem, atravessam, né, o
Mar Vermelho, também conhecido como Mar
de Juncos. E ali ele vai descer,
passando por mar. Elim, tá vendo? Ainda
até o sul da Península. Hoje, né, nessa
localidade é o tradicional Monte Sinai.
existe discussões se poderia ser em
outro lugar, tal, mas ainda é o é o
lugar mais assim destacado, né? O
Gberma,
que fica no sul da fronte, o sul da
Península, ali onde hoje tá construído o
famoso mosteiro Santa Catarina. Aí eles
sobem pela margem ocidental, também
passando pela área de Cades Barneia,
ficando rodando no deserto para depois
subir pela parte eh oriental ali da
Transãjordânia. E lá na frente, depois
ao norte do Mar Morto, eles vão
atravessar eh o Jordão, né, entrando na
na terra de Canaã, né, quer dizer, o
povo vai entrar, não vai ser a mesma
geração. Moisés não entra, né? Josué e
Calebe vão entrar ali chegando e
atravessando o Jordão junto de Jericó.
Já prosseguindo, vamos ver o que temos
na sequência aí. Então,
nesse caminho de grande libertação,
interessante ver o papel eh
significativo
de Deus se revelando a Moisés no Sinai.
a maneira como Deus age é tão
impressionante porque Moisés
que tem um nascimento extraordinário,
né, de uma família, especialmente da sua
mãe, que resiste às ordens do faraó e
que no seu nascimento tem um destaque
para a participação eh feminina, né?
Você pode ver que quando Moisés nasce é
colocado ali nas águas do Nilo, nós
temos a figura da mãe Joquebed, da irmã
Mirian, ah, que estão presentes depois
da princesa,
ah, do filha do faraó, que a tradição
judaica chama de Batiá.
E e aí ele cresce nessa nessa vida, eh,
vamos dizer, eh, dupla cultural, né,
onde ele é egípcio, mas ele se reconhece
como hebreu e então depois é chamado por
Deus e tenta fazer alguma coisa, mas
acaba fracassando, desiste vai embora,
né? Vai inclusive lá
no seu retro, né?
Até que Moisés então desiste de tudo. E
no momento enquanto ele está cuidando as
ovelhas, né, a figura do pastor é
relevante na Bíblia. E aqui ela tem um
destaque muito significativo.
Na sarça ardente, Deus se revela a
Moisés. E aí você tem o nome de Deus que
vai ser destacado na Bíblia, não só no
Êxodo, né, que é o Y H escrito com
letras hebraicas mais antigas e as
letras eh que temos na Bíblia hebraica
hoje, né? O nome ah eh Yhw,
é nome impronunciável
eh que temos aí. Mas Deus se revela a
Moisés e revela-se também como aquele
que diz: "Eu sou o que sou ou melhor, eu
serei aquele que eu decidir ser, ou
seja, um Deus incontrolável". Na
sequência, vamos ver como é que foi essa
conversa. Ela disse Deus ainda a Moisés:
"Eu sou o Senhor".
Aí os, aí aparece os quatro letras, né,
do nome sagrado. Aparecia Abraão, a
Isaque, a Jacó como Deus todo- poderoso.
Mas pelo meu nome, né, que é aí o
tetragramaton, Senhor, não me revelei a
eles. Depois estabeleci com eles a minha
aliança para dar-lhes a terra de Canaã,
terra onde viveram como estrangeiros.
E agora ouvi o lamento dos israelitas, a
quem os egípcios mantém escravos e
lembrei-me da minha aliança. Então, é
muito interessante ver como é que Deus
vai agir por meio de uma de um indivíduo
inusitado, né, que é Moisés.
Vai agir na vida de Moisés quando Moisés
se apresenta como alguém fracassado e
desmotivado.
E é muito especial. a gente tá
acostumado com a ideia, ah, no Antigo
Testamento é tudo na lei, as pessoas
tinham que fazer e aí então se elas
merecessem, Deus abençoava. Você veja
que antes de qualquer lei, no livro de
Êxodo, você vai ver que Deus liberta os
israelitas porque ouvi o lamento deles e
lembrei-me da minha aliança.
Então, a o agir divino não foi com base
no comportamento dos israelitas, nem foi
com base em eles serem obedientes ou
fiéis, foi com base na sua misericórdia
e na sua graça, né? graça presente no
Antigo Testamento, no livro de Êxodo,
que vai nos revelar a lei. Não tem essa
coisa de que, ah, no Velho Testamento só
tem lei, no Novo Testamento tem graça.
Nós temos lei e graça no Antigo e no
Novo. Prosseguindo, a gente vai
ver que essa presença divina tem a
seguinte lógica. Olha, Deus
resolveu. Movido pela sua bondade, a sua
mão poderosa e a sua misericórdia,
resolveu trazer libertação e salvação
pros israelitas. e deseja no seu projeto
de abençoar todos os povos, o mundo, já
que eles serão uma nação de sacerdotes,
trazes a libertação e Deus vai habitar
no meio deles. Qual que é a questão que
se levanta? Como é que Deus pode habitar
no meio de um povo impuro, de um povo
pecador, povo limitado? Isso é possível?
Tecnicamente não, porque Deus é
perfeito, puro e santo e o povo não tem
condições. Então, todo caminho da
apresentação da lei vai ser uma
manifestação da graça divina para
permitir que o povo venha
estar desfrutando dessa presença de
Deus, uma presença libertadora,
orientadora e exigente.
Por isso, a lei vai mostrar um caminho
de exigência dessa aliança. Como é que
eu devo me comportar
com o Deus único ah com o qual eu estou
agora nessa parceria diferenciada?
E o que que é necessário? E aí em termos
cúicos,
na minha relação com Deus, por isso
começa aí essa proposta diferenciada que
vai ter a ver com a teologia do culto em
Êxodo. Vamos adiante para compreender
isso de maneira um pouco mais adequada.
A lei de Deus é dada.
A lei que é, vamos dizer,
emblematicamente resumida nos 10
mandamentos, se a gente for olhar tudo,
eh, são os estudiosos judeus eh contam
613. Ela tem aspectos diferentes.
Existem leis, por exemplo, que são leis
cerimoniais, né? por exemplo, leis que
vão nos falar de como as pessoas devem
eh se lavar quando elas se tornarem
impuras, vai ter leis que vão hã falar a
respeito de como proceder com certos
sacrifícios. Vão ter leis de perfil
cerimonial. Outras leis são civis, elas
vão eh dar orientação como é que se deve
proceder dentro da comunidade, o que que
as pessoas devem fazer quando alguém
perir o outro, quando acontecer a morte
de uma pessoa premeditada ou acidental,
que que se faz com uma pessoa que furta,
né? Então tem várias leis nessa direção
e temos uma lei eh moral, e aqui leia-se
moral barra teológica de princípios
especialmente nítidos nos 10
mandamentos, né, que dizem lá não
adulterarás, não ah terás outros deuses
além de mim, né? Nós temos diversas leis
dessa n dessa percepção, desse enfoque,
né? Importante a gente ver que a lei ela
tem esse aspecto completo da vida
humana, mas ela tem mandamentos de
características específicas, né? Vamos
prosseguir.
Quando a gente olha as leis, é muito
interessante para fazer a conexão de
êxodo com o Novo Testamento. Porque
muitas pessoas quando falamos das leis
do livro de Êxodo ou do Pentateu, elas
ficam um pouco confusas sobre isso, né?
E às vezes até as pessoas pegam no
Antigo Testamento aquilo que lhes parece
interessante. Então veja só.
No total são 613 leis, sendo que 365
são proibições e 248
são mandamentos
positivos em que se deve fazer alguma
coisa. E muitas dessas leis, por
exemplo, mesmo no contexto judaico, hoje
elas são impraticáveis porque são leis
eh cúticas ligadas ao tabernáculo, por
exemplo, né, e ao lugar central de
adoração. Eh, o judaísmo de hoje não
possui, que seria o templo, né? Mas
todas essas leis, elas de alguma maneira
fazem referência
às 10 leis mais importantes que estão em
Êxodo 20, são repetidas em Deuteronômio
5, que são os quatro mandamentos
referentes a Deus e os seis referentes
aos seres humanos. os 10 mandamentos,
né, desde a proibição da idolatria até a
não cobiçar nada eh que tem a ver com o
próximo. Quando nós abrimos o Novo
Testamento e vemos Jesus falando sobre a
lei, é interessante que Jesus não diz:
"Olha, a lei de Moisés não tem valor,
não. A lei de Moisés se perdeu o seu
sentido, não. A lei de Moisés é
ultrapassada, não. Ele vai dizer outra
coisa. Ele vai dizer que o problema da
lei nunca esteve na lei, mas na maneira
como religiosos do seu tempo estavam
interpretando a lei. A distinção entre
Jesus e os fariseus é uma distinção
essencialmente hermenêutica de
interpretação. Por isso, o que que Jesus
vai dizer? Um texto muito importante em
Mateus 22:40, né? Que toda a lei
literalmente, né?
está dependurada
em dois grandes mandamentos, ou seja,
eh, toda a lei gravita em torno de dois
princípios maiores, que são princípios
apresentados, como a gente pode ver, né,
em Deuteronômio, lá no má capítulo 6 e
Levítico 19, onde nós temos que devemos
amar o Senhor Deus sobre todas as coisas
e amar o próximo como a si mesmo. Então,
o que que Jesus tá querendo dizer? Que
quando você tem um mandamento em Êxodo
ou mandamento em Levítico, Deuteronômio,
Números, qualquer coisa, no Pentateuco,
você tem a uma estipulação que é dada.
Mas essa estipulação, ela tá definida
num determinado contexto, num cenário
histórico específico.
E quando você tem a estipulação, a
questão que tem que ser percebida é qual
é o princípio por trás dessa
estipulação. Existem leis, por exemplo,
sobre se lavar, existe leis sobre ah
raspar o perigo de contaminação de mofo
na parede da casa. Existe eh lei eh que
diz para não cortar o cabelo do lado da
cabeça. A pergunta é: qual é a razão de
ser de cada uma dessas leis? Qual é o
princípio que as governa? E a ideia
bíblica é o quê? que toda lei que foi
dada tinha basicamente os dois
objetivos, amar a Deus e amar ao
próximo. Então, no final das contas,
cada uma das leis tinha a intenção,
né, palavra hebraica cavaná, de mostrar
o que significa amar a Deus e amar ao
próximo. E isso precisa ser percebido,
né? Depois, mais para frente a gente vai
ter no nosso curso a oportunidade de ver
como é que essa questão da lei, né, e do
êxodo é visto pelo pelos ensinos, né,
das epístolas de Paulo. Mas aqui muito
importante fazer essa conexão.
Prosseguindo, vamos ver o que temos. É
interessante, né, como nós vimos, Êxodo,
a gente pode ali fazer uma divisão
básica do capítulo 1 até o 18, depois do
19 ao 24. E olha só, do 25 em diante nós
temos o tabernáculo.
Uau, é muita coisa, né? Nós temos aí eh
cerca de 40% do êxodo voltado paraa
edificação do tabernáculo. Tabernáculo,
qual é o sentido disso? e que Deus está
habitando do meio do seu povo. E ele
então resolve convocar o povo para eh
experimentar a teologia do Lego, né?
teologia da construção
de um cenário concreto para mostrar
aquilo que Deus tem a nos apresentar
sobre o seu poder, a sua santidade, a
sua bondade, a sua graça. Então o
tabernáculo é construído, né, dividido,
ele tem um espaço aí no pátio, né, eh,
de 45 m por 22,5.
Tem um altar grande chamado altar dos
holocaustos, com uma bacia de bronze e
um espaço especial chamado tenda do
encontro de 13,5 m por 4,5. Então vamos
prosseguir para ver de perto o
tabernáculo aí. Então, olha lá, no lugar
santíssimo,
4,5 m por 4,5 m estava a arca de aliança
feita de madeira de acá, a árvore que
cresce no deserto,
juntamente com a sua tampa, também
chamada tampa do propiciatório, tudo
revestido de ouro. Esse é o lugar
santíssimo onde só o sumo sacerdote
entravam uma vez por ano no Yonkipur, o
dia do perdão, da purificação. Depois,
na sequência, nós temos a área do lugar
santo,
que era o dobro do lugar do lugar
santíssimo, 9 m por 4,5. Lá estava a
mesa dos pais da presença, o altar do
incenso com cerca de 90 cm de altura.
Ah, ali quase, né, na na perto da
cortina que separava os dois ambientes e
o famoso candelabro ou amenorá com sete
braços, né? Ah, ali representando aí a
presença
iluminada de Deus no meio do seu povo. E
a única peça que não tem medida, só tem
o peso. Foi feito com um talento de
ouro, mais ou menos uns 35 a 40 kg.
Prosseguindo, vemos então que o
tabernáculo, temos aí as peças com o
resumo para vocês. A arca da aliança,
essa caixa retangular de madeira de
acácia recoberta de ouro, os 10
mandamentos foram colocados ali, né?
Então, simbolizava a aliança de Deus com
o povo de Israel e ficava no lugar
santíssimo. A famosa arca que ninguém
sabe qual foi o seu destino e onde ela
foi parar.
A tampa da arca, o tempo do tampa do
propiciatório encaixada sobre a arca,
simbolizando a presença de Deus entre o
seu povo, tinha dois querubins que
ficavam sobre a tampa da arca, inclusive
de frente, um pro outro, olhando para a
arca, né? E é curioso os querubins, uma
obra artística,
eh, que não era permitida em nenhum
outro contexto no Israel antigo, o véu
que separava o lugar santo do
santíssimo, simbolizando a separação
entre Deus e o povo por causa do pecado.
Prosseguindo
o candelabro, né, amenorar e suas
lâmpadas. Ele era de ouro batido, ficava
no lugar santo, tinha sete lâmpadas e o
ao óleo, o azeite que iluminava o local
de uma maneira muito especial. A mesa
era de madeira de acácia, também no
lugar santo. Lá estavam os pães da
presença e alguns outros utensílios.
possuía quatro argolas de ouro. E os
pães eram 12 pães assados por causa das
12 tribos de Israel, simbolizavam o
alimento espiritual que Deus concede ao
seu povo na sua trajetória. o altar do
incenso em frente da cortina do lugar
santo, né? Era usado para queimar o
incenso especial, inclusive feito com 11
ah especiarias distintas, né, que
simbolizavam as orações feitas, né, que
eram elevadas a Deus.
Ah, e o óleo da unção especial usado
para ungir os sacerdotes e todos os
utensílios. Claro, o óleo feito do
azeite, né, de oliveira, era um sinal de
separação para Deus. Que coisa, vamos
adiante. Que coisa surpreendente
a gente ver, né? Olha como é
impressionante para mim assim a gente
lembrar como é que Deus age na história
para trazer, né, essa dimensão
ah de elementos teológicos profundos que
falam de santidade, de grandiosidade,
ah, e e do pecado humano e e do da
comunhão, da apresentação, da
aproximação diante de Deus por meio de
algo tão concreto e ao mesmo tempo
simples para um povoa
de pastor no contexto desértico. E às
vezes as pessoas até falam: "Mas que
coisas saiam? Esses negócios são muito
diferentes." Vamos adiante pra gente
comentar um pouquinho mais sobre isso.
Então, todo esse conjunto de 13,5 m por
4,5
era chamado de tenda do encontro. As
versões antigas chamam de tenda da
congregação ou Helmoed, né? Que ficava
lá.
dentro do espaço da área do tabernáculo
e era o o contexto principal do encontro
com Deus. Indo adiante, a gente vê então
o tabernáculo completo. Tá vendo? Você
ainda tem ali a na área o sumo sacerdote
que tinha oito vestes diferentes. Aqui
ele está com a roupa azul e o sacerdote
comum com quatro vestes diferentes.
Tínhamos lá perto da entrada da tenda
a do encontro à bacia de bronze, onde
era possível lavar as mãos e o altar do
holocausto, onde eram oferecidos os
sacrifícios a Deus. E alguém pergunta:
"Mas por que esse negócio de oferecer
animal para Deus? Deus é churrasqueiro.
Que coisa mais diferente?" Pessoal, esse
povo é nômade. Esse povo é nômade
pastoril. Eles estão no deserto. Eles
não têm outras coisas. O que eles comem
no seu cotidiano é carne de ovelha e de
cabra. Eles não têm aí um um, né, um
ambiente com uma grande quantidade de
vegetais. eles não estão a beira marar,
então eles só poderiam oferecer, né,
todo esse ensinamento só teria sentido
dentro desse contexto antropológico,
histórico e cultural. Prosseguindo,
que que nós temos na sequência? OK,
então aqui nós vemos de maneira muito
especial o que que acontece. E paraa
gente encerrar, né, a nossa primeira
parte aqui antes das perguntas, né, é
muito interessante a gente ver que Deus,
o Espírito Santo, enche bezal e a Oliabe
para confeccionar todo o tabernáculo. E
como nós vimos no esboço, é
surpreendente descobrir que, apesar, né,
de o povo ter visto tudo isso, maneira
mais inusitada possível, acontece o
episódio do bezerro de ouro. E o bezerro
de ouro chama atenção, por quê? Porque
ah nós temos o eh sumo sacerdote Arão,
irmão de Moisés. Ele é eh eh se deixa
levar pelo povo e acaba fazendo bezerro
de ouro. Enquanto Moisés está lá no
Monte Sinai, eh, diante de Deus,
recebendo as tábuas da lei, que ele vai
acabar quebrando, né, revoltado com o
que ele vê, que ele chega lá embaixo e
vê o verdadeiro carnaval do pessoal. E
ele então
acaba eh quebrando. Depois Deus eh vai
eh fazer uma segundas tábuas da lei. E
aí eh ou seja, mal Deus libertou o povo,
fez aliança
e estabeleceu tudo isso com detalhes,
deu toda a orientação da construção do
tabernáculo.
rompem e traem essa aliança de maneira
explícita e completa. E é impressionante
como você vê mais uma vez a graça de
Deus. Deus até diz para Moisés que ele
deveria dar fim ao povo. Moisés
intercede pelo povo de uma maneira muito
bonita, especial. Ele é transformado por
Deus à medida em que ele vai servindo ao
Senhor na caminhada. E quando ele mantém
essa sua firmeza espetacular e
extraordinária,
é muito impressionante eh ver que Deus
preserva o povo, manifesta a sua graça e
e reitera, né, renova sua aliança. E
essa desobediência acontece bem no meio
entre a orientação de construção do
tabernáculo e a própria construção e
edificação que vai acontecer ali a
partir do capítulo 34, né? E fecha o
livro de Êxodo com a glória do Senhor
descendo sobre o tabernáculo no capítulo
40, de uma maneira extraordinária e
especial. Então, livro de Êxodo,
presença de Deus no meio do seu povo de
maneira extraordinária. Uma libertação
de um povo que abriu o caminho para
trazer esperança pro mundo todo.
Terminamos aqui o nosso momento de
exposição, agora chamando o Áila aí para
a gente conversar com as perguntas.
Pois é, o pessoal tá animado aqui com
seu retorno, graças a Deus e animado
também que a gente
voltou no você voltou no momento certo.
Esse módulo de Bíblia começando pelo
Antigo Testamento, a gente não tinha
Sim. Aliás, olha só, nós estamos
chegando agora quase 150.000
inscritos no canal.
Verdade. Não, o pessoal
esqueça de quem sabe vai ser
verdade verdade. Falando de de números
que são simbólicos e aparece muitos e
êxodo, né? Aparece esse. O nosso número
de alunos também cresce. Há pouco tempo
a gente passou de 700 pessoas inscritas
no curso Macários. Então a gente
agradece o pessoal e pede para você que
tá assistindo a gente continuar ajudando
a divulgar o canal Cum Macos. Bom, a
gente tem a primeira pergunta aqui da
Fernanda. O que a instituição da Páscoa
com o sacrifício do cordeiro simboliza e
qual o seu significado para a história
do povo israelita na atualidade? Pois
muitos nem acreditam que Jesus veio eh
como cordeiro eterno para nossa
redenção.
São duas perguntas, na verdade, né?
Então,
aí,
Opa, agora sim.
Ah, o que acontece, veja, eh, no
contexto judaico até hoje, eh, existem
que são chamados,
né?
as festas instituídas. E a festa
primeira, assim mais significativa e
importante, é a festa da Páscoa, né? Cai
às vezes em março, às vezes em abril e
ela é muito celebrada. Os judeus gostam
muito de dizer: "Olha, o Psar é a o
jantar mais antigo do mundo que tem sido
comemorado de maneira ininterrupta.
Ah, e e a comemoração, a celebração, ela
é uma celebração
voltada para a libertação do povo no
Egito. Eh, o que às vezes é difícil para
uma pessoa fora do contexto judaico
entender é que as histórias bíblicas,
além de serem histórias sobre Deus,
sobre orientação paraa vida, no caso do
contexto judaico, é a história do povo,
né? Então pensa-se o o brasileiro, né, o
mexicano, o romeno, né, o indiano, né,
ele vai ter a sua história, né, e a
história judaica, ela tá em grande
parte, né, na própria Bíblia. Então, é
muito compreendido nesse sentido, quando
Deus libertou o povo do Egito, então se
faz uma celebração especial. Eles não
comem pão com fermento.
Eles fazem uma um o que é chamado ceder
de pessar, né? Uma espécie de celebração
de jantar. Todas as sinagogas, as
famílias fazem. Tem uma série de
elementos que estão na Bíblia e outros
que fazem parte da cultura histórica,
né? Alguns eh judeus hoje são judeus
messiânicos, né? que creem em Jesus. E
quando fazem isso, então fazem a ligação
direta com a revelação do Novo
Testamento, mostrando que o cordeiro que
aparece lá no livro de Êxodo tem o
desdobramento no cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo, né? Ah, é claro
que isso não tem a mesma eh condição
assim, percepção no ambiente onde não se
percebe Jesus como Messias. Agora, uma
coisa curiosíssima, aquela e para todos,
né, que tem aí para pensar, é que uma
das coisas curiosas é que o
pão sem fermento é quebrado em três
partes, né? E a segunda parte dos pães
fermentos, curiosamente, na cerimônia da
Páscoa judaica, é chamado de aficomã,
que é um uma palavra grega, né, que tem
a ver com aquele que vem ou aquele que
veio. E eles embrulham num lenço de
linho branco
esse segundo pedaço e mand e escondem. E
as crianças
vão procurar o Aficoman para trazer no
final da festa. Então o que que a gente
imagina que é uma possibilidade?
é que no primeiro século, quando os
judeus que criam em Jesus, os que não
criam, conviviam e eles não estavam
pensando em duas religiões, mas dois
enfoques diferentes da mesma tradição, é
que isso acabou entrando e talvez o
sentido de você quebrar em três partes,
né, o pão sem fermento e a segunda,
exatamente, você pensar no Pai, no Filho
e no espírito santo, é embrulhado num
lençol escondido depois trazido, né, que
é uma maneira de lembrar do que
significa morte, ressurreição de Jesus.
é muito curioso e a gente vê isso em
muitas celebrações de PER ah, num
contexto messiânico. Isso é bastante eh
ressaltado, né? Eh, para mostrar a
ligação entre o Antigo e o Novo
Testamento.
Ah, bom, a Carla faz a seguinte
pergunta: "Pode-se dizer que o povo de
Israel não tem uma etnia definida,
levando em consideração os que se
convertem ao judaísmo? Eu vou até
emendar assim uma pergunta assim
relacionado a isso. É o que é que define
se uma pessoa é um judeu ou não? É
descendência do pai, da mãe? É
convicção?
Então, ah, eu acho que eh nós temos um
mundo moderno, principalmente a partir
do século XVI, mais século XIX, que na
minha opinião assim criou uma obsessão
com esse negócio de raça, né?
Em muitos ambientes da Europa, as
pessoas começaram a a tentar definir eh
a os indivíduos do mundo de maneira
exageradamente ligado à sua etnia, né?
Esse tipo de preocupação não existia no
mundo bíblico, né? Por exemplo, você vai
ver lá eh pessoas no contexto do Egito
antigo de Israel, você não não tem
exatamente os detalhes da sua feição
porque era irrelevante. Se alguém era
preto, se era moreno, se era branco, não
não dá, né? Eu vejo pessoas discutindo
como é que era o faraó. Tem faraó de
todo tipo. Tem faraó com um jeitão mais
europeu, mais moreno, tem faraó preto e
e isso não tinha importância. Então,
quando você lê a Bíblia com atenção,
lembre-se, Jacó teve 12 filhos e
os filhos se casaram com quem? Com
mulheres que não faziam parte da
família. O próprio José casou com a
filha do sacerdote de homem. Então,
Manassés e Efraim tinham mãe egípcia.
Quando a gente lê a história de Israel,
a gente vai ver que Israel não é um
conceito étnico, não tem a ver com essa
ideia racial que vira uma obsessão
europeia em tempos mais recentes. Tanto
é que você tem na Bíblia hebraica uma
crítica ao gentil, né, por causa da
idolatria e das suas práticas. E o
elogio do gentil. Você vai ver isso na
figura de Namã, você vai ver isso na
figura de Rute Amoabita, você vai ver
isso na figura de Raab, né? O importante
é que as pessoas estivessem
na aliança com Deus. Qualquer pessoa
poderia se tornar parte de Israel à
medida que se reconhe que reconhecesse o
Deus único e entrasse em aliança com
ele. Então, nunca foi um critério eh
racial. né? E então, através da
história, os judeus
têm, na verdade e originalmente um povo
semita do o antigo oriente próximo. Eles
têm se misturados com com árabes, com
africanos, com europeus, com germânicos,
latinos, esclavos. Tem judeu com feições
orientais. Eu já eu eu conheci judeus
que que são da região do norte da Índia,
da China, que são judeus com com a gente
diria, com cara de japonês, né? Eu
conheço judeus negros pretos em Israel.
Eu conheço judeu loiro de olho azul, que
você fala: "Não, esse cara deve ser
holandês ou norueguês. Tem judeu com
cara de português, tem judeu moreno, tem
judeu de tudo quanto é tipo, né? Então,
não é um elemento étnico. Agora, como é
que alguém é entendido como judeu? O
critério é principalmente
eh cultural religioso.
Eh, por quê? Porque eh a tradição, o o
judeu enquanto na na povo envolve ser
alguém de uma origem judaica, né, em
termos de família, independente da sua
da sua característica étnica específica,
se é mais moreno, se é branco, isso é
irrelevante, né?
eh a família, se ele tem alguma conexão
com a religião e os valores e os
costumes judaicos, não é? Um critério
mais eh religioso, antropológico,
cultural.
Então, por exemplo, eh se você vai
querer imigrar para Israel, existe um
processo que é chamado de aliá.
E e quem vai fazer isso vai passar por
uma avaliação, né? E essa avaliação é
feita disso. E e a decisão rabínica que
vem dos tempos antigos é que é
considerado alguém que faz parte do povo
judeu, alguém que é filho de mãe judia.
Por quê? Porque na antiguidade, né, você
tinha eh aí pessoas que talvez pudessem
querer se identificar como judeu, porque
o pai dele era judeu, mas quem é sua
mãe? Onde você foi criado? Então, não é
só o fato de alguém ter algum ancestral
judeu, é que ele pode eh se considerar
como judeu. Ele precisa estar numa
sintonia com a cultura e com o jeito de
ser, né? Porque o o a povo judeu tem
toda uma cultura muito peculiar, né, que
envolve desde alimentação, de festas e
coisas que se alguém faz parte daquilo e
é um negócio muito estranho, não é só
uma questão eh meramente religiosa, né?
Agora, Israel lançou uma lei
interessante que é a seguinte: se você
pode ser identificado como descendente
de judeus
eh até a segunda geração, se você um dos
seus avós era judeu e por causa da sua
aparência ou do seu nome, da maneira
como você se identifica, você corre
risco de vida por causa do que aconteceu
no nazismo numa atitude antsemita. Você
pode arrumar a mala e sair correndo,
chegar em Israel e dizer: "Olha, eu tô
fugindo porque queimaram a minha casa,
porque descobriram que o meu nome tem
alguma associação." Então, é mais essa
essa questão. E às vezes a pessoa é
aceita. Eu soube de um, acho que um
padre que fugiu lá de uma perseguição,
porque um dos seus avós era judeus, mas
ele foi aceito com base nessa, digamos
assim, lei de refúgio.
Muito bem. Eh, a gente também tem a
pergunta aqui do Caio. Eh, quando Moisés
quebra a tábua dos 10 mandamentos, ele
pecou ao esquecer o que Deus entregou e
focar em repreender o povo sem a lei?
Olha,
não desta dúvida que Moisés
teve teve uma reação intempestiva.
O texto bíblico não diz, né, que ele
pecou, nem diz que o Senhor se aborreceu
e irou com isso. Então, a gente tem que
ser cauteloso em dizer: "Olha, Moisés
cometeu um pecado." Mas assim, eu fico
imaginando o tamanho da frustração e
decepção de Moisés, né? Porque veja bem,
quem quem tá, né, gastando a sua vida
ensinando as pessoas no caminho de Deus,
quem tá numa função pastoral ou similar
ou educativa, e você ensina um pessoal
durante, sei lá, 5 anos, aí você
termina, vai ver, é possível, a pessoa
não entendeu nada, que isso. Então você
imagina só, Moisés está lá na presença
de Deus e aquela coisa impressionante,
manifestação da glória, do poder de
Deus, ele desce
e vê o pessoal lá, desculpa a expressão,
literalmente caindo na gandaia,
dançando, gritando. Ah, ele, vamos dizer
assim, perdeu a cabeça, né? Ele ele ele
acho que por um momento ele parou de
pensar naquilo que ele tinha nas mãos,
né? E e se fica imaginando, se eu tô
trazendo aqui os princípios que o povo
deve levar em conta paraa sua vida e
olha o que eles estão fazendo lá
embaixo, né? Então ele realmente, vamos
dizer, perdeu aí a a o bom equilíbrio e
reagiu. E acho que isso é uma coisa que
eu acho espetacular na Bíblia, né? Que
os personagens bíblicos são seres
humanos, né? Eles mostram as reações,
não é um uma coisa configurada, criada
para trazer um bom efeito pra gente.
Então, eu acho extraordinário o que
acontece e Deus não o repreende por
causa disso.
Ah, o Wilson faz a seguinte pergunta:
"Os israelitas durante o êxodo já
falavam em hebraico?"
Então, eh, essa pergunta ela é um
pouquinho, eh,
difícil pelo fato de que, eh, por
exemplo, eu pergunto para vocês, que
língua nós estamos falando aqui? Vocês
vão dizer que é português, mas na
verdade essa língua é latim, né? Só que
esse latim foi se modificando,
modificando e na região da Lusitânia ele
virou um português. Então a língua não
existe um hebraico, existe vários
hebraicos, né? A gente tem pelo menos
quatro hebraicos distintos, o hebraico
bíblico, o hebraico tammúdico ou
michnaico, o hebraico medieval e o
hebraico moderno. Então assim, a gente
pergunta, será que eles estavam falando
hebraico? hebraico que hoje as pessoas
estando lá iriam entender. Então, existe
um um desenvolvimento
do hebraico. Eu posso dizer que se não é
um hebraico, é no mínimo um protoico,
porque à medida que você volta no
passado, as línguas estão menos
diferenciadas, né? Você sabe que até o
século XI não tem português e espanhol,
depois as línguas se dividem. Então,
quando você pensa nas línguas semíticas
antigas, você tem lá um protossemítico
antigo, né? Depois você tem o semítico
no contexto norte ocidental. Aí a gente
vai ter, né, o que vai ser falado entre
os cananeus, o que vai ser falado eh
talvez com alguma variação na fenícia,
você vai ter o dialeto moabita, você vai
ter ali, né, algumas línguas que vão se
separar depois, né, mas com certeza é um
um hebraico inicial ou um protoico, né,
que vai ser diferente de o hebraico de
alguns séculos depois.
Ah, a pergunta a sobre os números que
aparecem aqui no êxodo também 12 também
é um número de completude. Há algum
significado específico? Acho que a gente
não precisa falar de todos, mas tem
alguns que se repetem, né? Tem o três, o
4, 6, o 7. Quais são alguns desses
números mais recorrentes e se é que tem
algum significado para isso no livro de
Êxodo?
Ah, então, eh, não é tão tão simples
assim a gente, eh, definir, né, esses
significados exatos dos números, né?
Com certeza. O número 12 é um número eh
bastante significativo que tem a ideia
de algo completo.
Mas isso também não não em Êxodo, mas
por exemplo, em Gênesis número 10 tem
esse sentido de algo completo, né? Com o
tempo a gente vai ver, né? Eh, essa essa
questão, por exemplo, mais lá na frente,
né? você vai ter 12 como algo como 3 x
4, né? Porque três é um número que pode
indicar divindade. 4, o mundo é chamado
os quatro cantos do mundo. 3 x 4 é 12.
144 é 12 x 12. Então assim, nem sempre o
número é escrito. Isso que eu tenho que
levar em consideração com uma intenção
de um significado. Às vezes o número é
dado porque é o número que faz parte do
relato ali, né? Ah, e às vezes ele tem
essa ideia. Com certeza 12 deve ser bem
destacado juntamente com os seus
múltiplos, principal, principalmente 144
e com certeza número sete, né? sete que
tem essa ideia, por exemplo, dos sete
braços da menor do candelabro, que tem a
ver com o elemento perfeito, né? Como
nós temos os 12 pães da presença e os
sete braços do candelabro.
Uma pergunta que não está tão
relacionada apenas ao êxodo, mas tem
gente perguntando aqui sobre a Bíblia do
Rota 66. Acho que a gente podia
aproveitar que foi lançado, está sendo
lançado no momento. Quem tiver
interesse, poderia dizer pra gente como
é que é consegue a comprar a Bíblia do
Rota 66.
Olha, a Bíblia do Rota 66 tem o livro de
Êxodo
e tem bastante comentário e notas lá.
Eh, essa Bíblia foi publicada pela
editora geográfica no site luizai.com.
você encontra inclusive eh com desconto,
uma facilidade boa também, né? E ela
também foi feita em parceria com a a
Rádio Trans Mundial, né, que claro foi
que iniciou todo o projeto eh em áudio,
né? Então ela tá disponível. A maneira
mais fácil mesmo é peloissaion.com,
né? E eu reforço a todo mundo, não sei,
podem depois confirmar aí, eh, que nós
vamos ter em setembro um um grande
encontro de arqueologia no Brasil com
arqueólogos especiais que realmente
fizeram, né, algumas das descobertas
recentes lá em Israel, né, e aí vai ser
de quatro a seis, então as vagas estão
diminuindo, então, por favor, quem
quiser se apress aí porque vai valer
muito a pena.
Bom, a gente tem ainda uma pergunta aqui
da Cristal. Professor, nós devemos ter
medo de Deus. O que significa quando em
Êxodo mostra o Deus justo?
Então, ah, medo é uma palavra que pode
ter sentidos eh variados, né? Medo pode
ter um sentido muito negativo, né?
Quando você tem uma relação eh de
ruptura, de distanciamento e de ameaça
de alguém, você fica cheio de medo, né?
Olha, eu vi um indivíduo ali, parece que
ele é perigoso, ele ter armado, eu estou
com medo, né? E isso não é uma maneira
de fazer referência a Deus, né?
Inclusive, primeira João vai dizer que o
perfeito amor lança fora o medo. Mas
existe uma espécie de eh de sentimento
positivo favorável,
eh que tem a ver com um respeito no
sentido mais amplo do termo, eh, diante
de alguém que é digno de honra. Ah, e e
desse dessa reverência diferenciada. Por
isso, eh, de uma maneira correta, eh, os
textos bíblicos quando fala dessa
relação com Deus chamam isso de temor.
Temor do Senhor é o princípio da
sabedoria. Quer dizer, se Deus é tão
grandioso,
tão impressionante assim, a gente tem
essa reação diante dele. Quem chega, por
exemplo, para visitar as cataratas do
Iguaçu, né, e vê aquela coisa grandiosa
com aquelas águas, a pessoa sente um
certo medo, mas não medo assim de uma
coisa ruim, né? É diante daquela
potência, daquela grandiosidade,
daquela. Então você imagina Moisés lá no
monte diante da presença de Deus, né,
com raios e trovões, ainda que ele
estivesse seguro, você tem um santo
temor. Quando você tem uma
espiritualidade sadia que conduz à
santidade,
essa espiritualidade ela ela traz um
temor, ela traz uma reverência, um senso
assim de reconhecimento, né? Os bons
teólogos contemporâneos, eles gostavam
de enfatizar, né, especialmente teólogos
a partir de parte, eles gostavam muito
de dizer que Deus é o totalmente outro,
né? Ele é o totaliter. Aliter. Ele é
aquele que é tão distinto de nós. Existe
o que é chamado de uma infinita
distinção, diferença qualitativa entre
Deus e nós. Então, nesse sentido, sim, o
Rudolfo Otto, que escreveu uma obra
muito interessante chamado Sagrado, ele
diz que em Deus existe o que ele chama
de um mistério tremendo. Então, nesse
sentido, a gente tem um santo temor em
relação a Deus, o que é muito diferente
de você eh ter medo de algo que ameaça
você de maneira negativa.
Eh, pra gente caminhar aqui pro final da
nossa conversa, tem a pergunta da Ana.
Por que o bezerro de ouro e não outro
animal?
Pois é, muito interessante essa
pergunta, né? Primeiro, vamos assim
dizer,
eles na sua realidade do dia a dia, eles
não tinham muitas opções de animais lá,
né? E eles tinham eh principalmente
cabras e ovelhas, né? E alguns animais
do contexto do rebanho bovino, né? E é
interessante que no mundo antigo o o o
boi, a vaca, né, eles eram muito
reverenciados. No Egito antigo, eles
adoravam, né, o boiápis. É muito famosa
a história do boiápis, né, inclusive
quando cambises conquista o Egito no ano
525, na batalha de Pelúzia, logo ele foi
lá e matou o Boiapes pro desespero dos
egípcios. né, a deusa vaca do Egito,
Hator, né, que era muito cerebrada
também. Então, uma das possibilidades
é que esse pessoal saiu do Egito, mas o
Egito não saiu tanto deles assim, não.
Então, eles estavam lá no meio do
deserto e para você evocar alguma coisa,
eles pecaram, vamos dizer, o animal mais
eh mais, vamos dizer, que pudesse chamar
atenção de algo poderoso. Em vez de
ouvir cabra, que seriam muito mais
simples, vamos pegar um bovino, né? aí o
o bezerro, que é símbolo de fertilidade,
de força. E também, curiosamente,
bezerro também é adorado eh entre os
cananeus. Então, né, até alguns
estudiosos acham que a palavra utilizada
lá pode remeter mais ao que vai ser
encontrado em Canaã do que no Egito, né?
De qualquer maneira, parece que o que o
bezerro pode, né, apresentar, aparecer
diante da era mais convidativo do que
qualquer outro animal disponível, né?
Tanto é que esse negócio de boi e vaca
continua, né? Você vai lá em Wall Street
até hoje tem um um baita de um boi lá,
né? Então você vê que a coisa parece ter
desdobramentos em outros ambientes mais
tarde.
Bom, pessoal, nós eh agradecemos a
companhia de vocês até aqui o final da
nossa aula, da nossa conversa de hoje,
alguns avisos importantes. A gente já
tem as perguntas sobre êxodo disponíveis
na nossa plataforma. Então, quem tá
acompanhando o curso completo no site
ensino.com.br
br. Já pode acessar esse material. Temos
também as perguntas da aula passada e a
leitura. A gente disponibilizou, na
verdade, uma entrevista com o John
Walton, que foi a referência que a gente
comentou no nosso último encontro aqui.
Em breve a gente vai também compartilhar
um material de leitura sobre o livro de
Êxodo. Então o nosso encorajamento aí é
que você não fique limitado, apesar da
aula ter sido muito boa apenas na aula,
mas se aprofunde respondendo as
perguntas, lendo a o material e a gente
vai continuar aqui na nossa conversa
sobre o Pentateuco na próxima
terça-feira falando sobre o livro do
Levítico. Então, mais uma vez obrigado
saião. Seu retorno foi muito celebrado,
não só por mim, mas por todo mundo que
tá acompanhando a gente, que tá
colocando as mensagens aqui no chat.
Graças a Deus pela sua recuperação e
pela sua eh possibilidade já em tão
pouco tempo de estar com a gente aqui.
Mais uma vez, obrigado, Saião, e
obrigado todo mundo. Sua palavra aí, seu
boa noite também pra gente.
Muito obrigado a todos. Eu tô liberto do
cativeiro do hospital e saí dali
deixando, né, tudo para trás. E eu
agradeço de coração aí a atenção de
todos e o interesse em ouvir a palavra
de Deus. Peço desculpas pelas
dificuldades técnicas aqui que
atrapalharam um pouco aí na questão do
som, mas depois acho que se estabilizou,
né? E muito obrigado, Áila. Parabéns aí
pelo trabalho, né, que tá sendo
conduzido. Boa noite a todos. Que Deus
abençoe e de maneira especial.

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