Makários | Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei? | Mód. 2 – Aul. 2 | Jônatas Hübner
06/06/2025
Makários | Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei? | Mód. 2 – Aul. 2 | Jônatas Hübner
Aula 2 | Módulo 2
Curso de Teologia Makários
Se estamos no tempo da Graça, importa entender a Lei?
Introdução ao Pentateuco
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Fonte: Com IBNU
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[Música] เ Muito boa noite a todos que nos acompanham aqui no nosso canal da IBNU no YouTube e também na plataforma de ensino IBNU. Nós temos essa possibilidade também de assistir aula pela plataforma, mas eu não quero falar que isso está 100% correto, porque eu não estou conferindo exatamente agora se isso já está acontecendo. Então fiquem aqui comigo no YouTube mesmo, porque é mais garantido da gente assistir a nossa aula. É uma alegria receber cada um de vocês na nossa aula aqui sobre agora o módulo dois, passando por por assuntos mais diretamente conectados ao texto bíblico. a gente no primeiro módulo trabalhou eh teologia sistemática, um pouco mais sobre teologia sistemática e no segundo módulo agora nós estamos indo pro que a gente não vai a gente não vai dizer que é exatamente o oposto ou ou vamos dizer assim um contraponto, mas na verdade é uma linha de de estudo bíblico que complementa a teologia sistemática. Eu diria até que é o inverso, né? Eu eu sou mais fã da linha de teologia bíblica, da gente poder a partir da Bíblia da Bíblia extrair os elementos que nós queremos aprender e a teologia sistemática nos ajudar num pensamento um pouco mais, vamos dizer assim, filosófico a respeito do texto bíblico, né? Uma ideia um pouco mais focada na filosofia da religião e na filosofia do texto como um todo, né? na linha de pensamento, na e na forma como nós interpretamos o texto bíblico, eh, com categorias que nos sejam inteligíveis, vamos dizer assim, porque existem muitos elementos dentro da do próprio texto que são tão distantes da nossa realidade que podem parecer estranhos e a gente ficar meio perdido quando nós vamos estudá-los. Hoje a gente vai falar de um tema muito interessante. O Ála introduziu na última aula o tema da do Antigo Testamento, fez lá a digressão a respeito dos elementos que estão ali dentro do do texto do Antigo Testamento, o que que você vai encontrar ali. E hoje a gente vai começar com a partimentalização do Antigo Testamento. Nós vamos fazer isso tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento também. Vamos pegar os elementos essenciais que compõem o Antigo Testamento e o Novo Testamento e vamos analisar de uma forma um pouco mais profunda. Claro que, claro que esse curso, ainda que nós tenhamos recebido inúmeras mensagens de agradecimento, tanto pela riqueza de conteúdo do curso, pelos professores e tudo mais, e também por entenderem que era algo que eles que as pessoas que falaram isso estavam precisando para se aprofundar. Esse é um curso ainda assim introdutório, a gente não é exaustivo nos assuntos aqui. Estou deixando esse disclaimer aqui no início da aula porque nós vamos falar hoje do pentateu e o pentateuco, inclusive, a gente tem até um título bonito para essa aula aqui. Olha só, se estamos no tempo da graça, importa entender a lei. Por que que eu preciso entender a lei? Por que eu preciso compreender os elementos da lei para compreender Jesus, para compreender a salvação, para compreender a aquilo que nós precisamos saber da da das dos ensinamentos de Cristo para a nossa vida. Vou começar já dizendo que sem a correta compreensão da lei é impossível entender e compreender o amor salvífico de Deus. É impossível, porque a lei ela é o espelho. A lei, como o próprio apóstolo Paulo vai falar em Romanos, ela funciona como um espelho que revela a nossa atual situação, a nossa atual, o nosso atual distanciamento, distanciamento dos preceitos da vontade, da ordenança que Deus passou. Eh, a gente não vai entrar, dá até para falar um pouco disso mais para frente, mas a gente não não vai entrar muito a fundo aqui. Mas uma pergunta que é sempre importante ser feita da gente pra gente poder pensar a respeito disso é por que existe a lei. A lei, quando nós falamos de lei, nós estamos falando basicamente do que Moisés entregou para o povo, não é? A gente quando lembra de lei, a gente sempre vai apontar para isso. Ah, Moisés lá ensinando o povo, recebendo as orientações de Deus lá no monte eh do Senhor aí, o monte Orebbe, o monte Sinai. E Moisés passando isso para o povo. E aí a pergunta que se levanta é: por que que Deus fez isso? Porque que Deus cria um corpo de leis? E será que essa lei ela Jesus cumpre essa lei? Será que Jesus ele obedece os preceitos dessa lei? Porque a grande questão é a gente entender quem é esse Deus. Ou seja, se eu não entendo a lei, eu não entendo o Deus que passa a lei. Se eu não entendo o Deus que passa a lei, eu não entendo a profundidade, o a a o impacto do sacrifício de Cristo. Então, tudo isso está conectado. A gente vai começar falando primeiro sobre o que que é o Pentateuco, né? Então, você tem aí uma definição e nomenclatura dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. Esse termo pentateuco vem do grego, significa penta, não é? Lembra do Penta que a gente ganhou lá em 2002 e nunca mais vamos ver uma taça tão cedo da Copa do do Copa do Mundo? Penta são cinco, não é? E Teuco são rolos. Por que rolos? Porque era como os livros eram guardados na época, eram guardados em rolos, couro de de animal normalmente enrolado. E esses rolos abriam e fechavam, né? A gente inclusive relembra que Jesus quando está lá em Nazaré fala o texto de de Mateus e também te de Lucas, na verdade ele vai falar que entregaram para ele o rolo de Isaías porque era assim que os livros eram guardados. Então esse nome Pentateuco vem justamente do que era o conjunto dos cinco primeiros livros escritos em por Moisés. E aqui não vamos entrar no debate se foi Moisés ou não foi Moisés que escreveu. Na verdade, a gente vai entrar dentro do assunto, mas a gente não vai definir isso aqui hoje, tá? E eles são popularizados, esse nome Pentateuco é popularizado pelos judeus de Alexandria no primeiro século depois de Cristo. Os judeus de fala hebraica tradicionalmente chamavam esses livros de Torá, instrução em santidade. Isso que a palavra Torá significa. significa instrução. Outras denominações incluem incluem o livro da lei ou livro da lei de Moisés, composto por Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. São esses cinco primeiros livros que a cuja autoria é atribuída a Moisés. O Pentateuco representa a primeira e mais importante coleção literária do canon hebraico, sempre posicionado no início da divisão tríplice do Antigo Testamento, que é a lei, os profetas e os escritos. Então, se você pegar essas três palavras em hebraico, você vai ter Torá, você vai ter profeta, se chama Nevi, Nabi é o profeta, né? E o plural é Neviim, então você tem Torá, neviim e ketuvim. que são os escritos históricos e sapienciais. Eh, com esses três nomes você faz o que ele cham de Tanar ou Tanac, que é o conjunto dos livros da Bíblia hebraica. Esse é o Tanar. OK? Então, vendo mais de perto aqui, a gente vai fazer essa aproximação. Nós temos o Pentateu, que são os livros, os cinco rolos escritos em grego, Torá em hebraico, também chamado de livro da lei, o livro de Moisés, composto desses primeiros cinco livros da Bíblia. tem uma posição superior no cano hebraico, principalmente pela sua autoria dentro do judaísmo, dentro do pensamento judeu, judaico. Eh, Moisés, ele é a figura mais importante do da história, porque é ele quem traz a lei. Justamente isso aqui que nós estamos vendo. Então, Moisés a a está lá no em destaque e há uma primeira tradução muito cuidadosa feita por esses mesmos judeus aqui de Alexandria, eh, lá na região, no ano 250, mais ou menos antes de Cristo. o líder da cidade, o o general lá, que é o general Ptolomeu, eh é um dos generais de Alexandre, na verdade não é nem Ptolomeu, é o seu filho, é Ptolomeu II quem faz esse pedido. Ele pede que a comunidade judaica escreva uma versão grega do seu livro sagrado. E aí eles escrevem, existe até a lenda da Septoaginta, né, que é são 70 anciãos que escrevem em 70 semanas cada um num espaço separado, quando eles juntam as cópias estão todas iguais e tudo assim, existe essa lenda a respeito da composição da da Septoaginta. E o primeiro é justamente a primeiro é justamente o livro da Torá, o livro dos cinco primeiros rolos de Moisés, OK? E aí a gente pergunta sobre essa, a gente fala sobre essa unidade literária do Pentateuco. A gente não pode pensar na Torá como cinco livros. São cinco tomos do mesmo livro. São cinco eh partes desses desse mesmo livro. Por quê? A gente vai entender isso aqui agora. Olha só. Embora dividido em cinco livros, o Pentateuco foi concebido como uma unidade literária. É um livro de cinco volumes. David Kleines vai propor duas divisões básicas desses desse rolo, que seriam essas cinco volumes em um rolo apenas. Primeira divisão, Gênesis do capítulo 1 ao capítulo 11, que apresenta o problema fundamental, queda e relacionamento rompido entre Deus e a humanidade. Ou seja, nesse primeiro conjunto de histórias de conteúdo, eh nós não temos eh, vamos dizer assim, temporalidade. Gostaram dessa palavra? Pode dar esse nome pro seu gato. Temporalidade. O que que significa isso? Significa que o tempo é fluido. Ficou pior agora, né? Deixa eu ver se eu consigo consertar isso aqui. O tempo não é tempo. O tempo existe, mas a preocupação do autor e do texto não é o tempo. É isso que eu quero dizer. Depois a gente começa a ver marcações temporais mais bem definidas e inclusive com elementos, eh, vamos dizer assim, anexos à história principal. Mas nesses primeiros 11 capítulos, nós não temos como marcar temporalmente os elementos, as os acontecimentos que estão ali. Professor, não entendi. Me dá um exemplo. A primeira pergunta que eu posso fazer a vocês é: quando nasceu Adão e Eva? Ou não, eles não nasceram, só pegadinha. Brincadeira. Quando Deus criou Adão e Eva, em que ano foi isso? Se nós estamos no ano 2025 depois do nascimento de Cristo, com erro, nós já sabemos que essa data está errada, não é? O nascimento de Cristo é antes de Cristo. Olha que bonito. Não sei se vocês vão ver mais lá paraa frente. Eh, mas se nós temos 2025 anos desse período e nós conseguimos calcular com certa precisão ali até a queda do templo de Jerusalém, eh, o ano 586 antes de Cristo, nós conseguimos calcular a queda de Samaria 722 antes de Cristo. Nós conseguimos nos aproximar do período de Salomão e Davi e Saul, que ali por volta do ano 1000 antes de Cristo. E aí temos essas datas para trás. A pergunta é: quanto tempo antes Deus fez Adão e Eva? Não tem como a gente responder isso biblicamente, ainda que haja aí em alguns lugares uma tentativa de se chegar a um número, não, se você somar as datas, as idades que são mencionadas ali, eh, no que são mencionadas ali no texto bíblico, né, das genealogias, nós vamos conseguir chegar numa data. Inclusive, se eu não me engano, teve um americano que fez isso, chegou na data de mais ou menos 10.000 1000 anos a Terra tem. Eh, eu posso até pesquisar isso aqui rapidamente, é porque eu realmente não pensei nisso aqui, né, para essa aula, mas existe essa essa datação. Só que a grande questão é que você tem homens e mulheres que vivem 900 anos, 700 anos. Eh, o nosso famoso Matusalém, que virou até piada. Ah, esse cara é mais velho que Matusalém, né? Por o Matusalém é a pessoa que vive o maior tempo de acordo com o escrito bíblico. Ele tem, acho que ele vive Matusalém idade. Matusalém, a Bíblia vai dizer que ele viveu 969 anos. Então, a gente tem muito provavelmente aí uma marcação não de idade do indivíduo, mas de dinastias. Esse é uma, essa é uma das aproximações com relação às datações desse período aí de Gênesis que vai de 1 a 11. Em outras palavras, essas datas, obrigado, Felipe. F delivery, na verdade, não é Felipe. Toda vez que eu leio leio Felipe, desculpa. Eh, aliás, o pessoal do chat aí já tem uma pergunta ali. Eh, quem quiser perguntar alguma coisa, pode colocar as perguntas que a gente responde no final da aula, tá? Então, eh, você tem essas marcações de datas que não necessariamente representam datas específicas, não é? E não são somadas linearmente, o que é um outro erro de cálculo, né? A gente vai pegando todos os números e vai somando linearmente. Ah, esse aqui existe quando esse aqui morre, esse aqui existe quando esse aqui morre. E não funciona assim. Por exemplo, quando acontece o dilúvio de Noé, qual é o ano do dilúvio? Não tem como nós respond, não tem como a gente responder isso na Bíblia. Eh, Fernanda, obrigado. Marlene está me ajudando. Fernanda, eh, não tem como a gente responder isso, porque a Bíblia não está aí vem o pulo do gato. E eu vou ser polêmico aqui, porque talvez você que está me acompanhando ou vai me acompanhar no futuro goste de uma linha de pensamento que tem sido muito difundida. Nesse período que nós estamos vivendo aqui, 2025, tem sido muito difundida, que é a ideia do design inteligente. E a ideia do design inteligente quer marcar as datas de tudo, principalmente desse período que eu estou falando com vocês. Eles podem até acertar. Eu não estou dizendo que eles estão errados. Eu estou garantindo para vocês que essa não é a intenção do texto. O texto não tem intenção de marcação de data. Ele não quer dizer qual é o a a a o RG, o dia do nascimento do RG do Moisés, nem do Abraão, nem do Matusalém, nem do Adão. Não quer. Ele quer mostrar isso aqui que nós chamamos de uma teogonia ou de uma cosmogonia. Eh, a gente chama de teogonia porque é o, não é, não é a criação do Deus, mas é a criação do Deus, ou seja, a criação que o Deus fez não é criação de um Deus, mas é a criação, nós chamamos de cosmogonia. eh o conceito de das das civilizações antigas da criação do mundo. Então você vai ter uma cosmogonia egípcia, uma cosmogonia hebreia, ou seja, que nós estamos vendo aqui, vai ter uma cosmogonia babilônica, assíria, cananita, a Suméria, a Cadiana, você vai ter várias cosmogonias dos Sidônios. Então assim, as divindades eh que aparecem a a nos povos, elas surgem como divindades criadoras ou alteradoras, vamos deixar assim essa palavra, que alteram a realidade. Então, para a gente entender, por exemplo, dentro da cosmogonia egípcia, você tem um Deus que é o acho que é o Rá, ele é intocável, ele é o Deus supremo, certo? É o Deus que ninguém pode encostar. Mas Deus R tem uma esposa e ele tem um filho. E como Deus R ele é transcendental, ele não mexe com a matéria, porque na cabeça muito antiga a matéria já está consumida de de desvios, de pecado, de erros, de falhas, o Deus não pode encostar na matéria. Então, ele tem um emissário chamado normalmente de demioro. e o demiurgo, que é quem vai trabalhar nessa matéria para que essa matéria ganhe a forma que ela tem. No caso da cosmogonia do do Antigo Testamento, da Bíblia Hebraica, não existe esse demiurgo, porque o Deus que é transcendente também é imanente, também está no meio da sua criação. Não, não, a criação não é inerente a esse Deus. A gente falou isso na último módulo, né, sobre a questão do da separação entre a criatura e o criador, né? Nós não somos criados dentro de Deus, não é? As coisas que estão aqui não são sagradas porque são parte de Deus, mas é um Deus que vem e que mexe na matéria. Lembra lá no texto de Gênesis, capítulo 1, versos 1, 2 e sequenciais, que diz que no princípio criou Deus os céus e a terra. E o segundo verso diz que a terra era sem forma vazia e o espírito do Senhor pairava sobre a face das águas. A matéria já estava aqui para ser moldada. Quem criou a matéria foi o próprio Deus, né? A nossa concepção dentro da linha filosófica que nós defendemos, mas não é o Deus que não sai do próprio Deus, não é uma parte do Deus essa matéria. Então o que que acontece? Esse pedaço de Gênesis, ele está desconstruindo e reconstruindo uma cosmogonia. Ele está destruindo as ideias presentes nos outros povos que muito dos povos de Israel carregou, porque o povo viveu 430 anos sob servidão lá no Egito, não nos 430 anos, mas esteve lá. E ah, ele traz consigo esses conceitos que eles aprenderam lá. Deus vai revelar através de Moisés que não é nada daquilo que eles estão pensando. É o próprio Deus quem cria todas as coisas. E isso está nesse primeiro trecho que vai até o capítulo 11. Por quê? Porque no capítulo 11 vem as genealogias. E a genealogia de Abraão vai aparecer aí. E quando Abraão aparece na história, aí se cria uma espécie de história registrada, não é? a gente entende o o conceito de história, ele só é válido a partir da escrita. Então, quando nós chamamos de pré-história, aquilo que nós chamamos de pré-histórico é algo que não está escrito, não tem registro escrito, mesmo que exista o objeto. Então, eu pego um pote de cerâmica cuja data é anterior à invenção da escrita, que é mais ou menos ali pelo ano 5000 anes de. Cristo, não é? Criado lá pelos pelos sumérios. Eh, sumérios acadianos. Agora v me bater uma dúvida aqui, mas enfim, o que é antes da escrita não é histórico, é pré-histórico. E aí o que que acontece? Já em Abraão é história, porque está sendo escrito. O que não quer dizer, nós vamos chegar lá já, não quer dizer que a história que está sendo mencionada lá em Abraão, ela é um registro científico. Essa é a grande questão. Porque quando você leva esse assunto pra academia, principalmente academia secular, a primeira pergunta que eles vão fazer é: "Mas você considera esse texto e verossímio? É tudo verdade o que você tá lendo aqui? Você acredita realmente que Abraão existiu? E você não tem como comprovar isso historicamente, certo? Não há nenhuma comprovação histórica da existência de Abraão. Até poucos anos atrás, não havia existência histórica da da comprovação histórica da existência de Davi. O rei Davi não tinha comprovação histórica. Até 2019, se eu não tô enganado, não, 2009, perdão, 2009, quando foi encontrada uma pedra, uma estela que contava a vitória do império assírio, de um de um general assírio contra os reis de Israel. E naquela pedra está escrito destruir a casa de Davi, ou seja, eu destruir bait David. Se existe o bait David, ou seja, que é uma dinastia de Davi, existe o Davi. Então foi a foi o que, vamos dizer assim, acalmou o coração dos arqueólogos mais críticos com relação ao texto bíblico, certo? Então, nós temos até o 11 e no Gênesis 12 em diante, eh, até Deuteronômio 34, ou seja, até o final do Pentateuco, é a solução de Deus para esse lapso, para essa queda de relacionamento. Ou seja, do Gênesis de 1 a 11 tá sendo apresentado a queda e as consequências. Gênesis de 12 a 34, a solução. Então essa estrutura revela o propósito teológico unificado da obra centrado na restauração do relacionamento divino humano. Então você tem aí a pergunta central é justamente essa, como esse relacionamento pode ser restaurado? Ou seja, se esse Deus é santo, puro e e eterno e todo- poderoso, como que nós vamos reatar, já que nós fizemos algo para nos separar dele? Então essa resposta está fundamentada onde? na aliança de Abraão. Começa em Gênesis, começa no, perdão, começa no capítulo 3 de Gênesis lá em Adão e Eva. E ela começa, vamos dizer assim, a ser moldada, formada através da aliança de Abraão. OK? E aí, o que que nós vamos ter mais? um tema teológico unificador, a aliança abrâmica como fio condutor de toda essa narrativa. Ou seja, o tema central do Pentateuco é a promessa do Senhor Abra a Abraão, em Gênesis capítulo 12, né, verso 3, que constitui a resposta divina ao dilema humano apresentado em Gênesis de 1 a 11. Essa promessa tríplice envolve prosperidade, posteridade numérica, perdão, eu estou lendo tudo errado. Posteridade numerosa, concessão da terra prometida e bênção que se estenderia a todas as nações. É essa tríplice promessa eh que é anunciada a Abraão, que vai fazer causar a reversão desse quadro apresentado no início do Gênesis. o que a humanidade não conseguiu alcançar através de seu orgulho e autossuficiência, simbolizado, por exemplo, na história da Torre de Babel, que é Gênesis capítulo 9, eh, perdão, capítulo 10. Deus iniciou mediante a sua promessa de aliança. Todos os eventos subsequentes do Pentateuco são expansões dessa promessa fundamental. Ou seja, ali a partir de Abraão está esse contraste que nós vamos ver aqui, a torre de Babel, que é a solução pensada pelo homem versus a promessa divina, que é independente do homem. Então, não depende mais das ações humanas, não depende mais da capacidade do ser humano, não depende do que o ser humano é eh eh possui de riquezas, de bens, de propriedades, não depende mais nada disso. É o próprio Deus quem promete e o próprio Deus quem garante essa promessa. Isso aqui é algo muito lindo. Se você ler Gênesis capítulo 15, você vai ver algo fenomenal de uma forma de contrato que é apresentada lá. E nessa forma de contrato, as duas partes deveriam passar no meio daquilo que era da cerimônia, né, que os animais partidos no meio. E naquele momento apenas os um foga esfumaçante que representava a divindade passa no meio dos animais. E com isso tá querendo dizer o seguinte: "Olha, quem garante essa promessa sou eu. Eu não dependo de você garantir a sua parte." E aí você tem essa estrutura literária que é essa expansão dessa promessa tríplice. Ou seja, ela começa com essa posteridade de Abraão, uma grande família. Depois a concessão dessa terra, não é? Ou seja, essa eleição e graça divinas também faz parte porque eh Deus escolhe Abraão em detrimento de todas as outras pessoas, não em detrimento no sentido assim eh eh de que de da eliminação das outras pessoas, mas não não foi pelo que as outras pessoas ou pelo que Abraão fez. Ele simplesmente escolheu Abraão para ser o portador dessa mensagem, dessa promessa de salvação para todas as as famílias da terra. E aí, ah, tudo que vai se desdobrar depois disso, até lá, o final de Deuteronômio, Deuteronômio, capítulo 34, quando Moisés está na boca do gol e Deus fala: "Pênalti, você está expulso". Ele não entra na terra. Eh, é desdobramento dessa aliança e dessa promessa. O que que nós temos de estrutura literária básica? Nós já falamos, né, Gênesis de 1 a 11, ou seja, cada livro contribui para o desenvolvimento da aliança abraâmica. Gênesis de 1 a 11, criação, queda e julgamento. Estabelece o problema. Gênesis de 12 até 50, a eleição de Abraão e a preservação providencial da sua família. Final de Gênesis, por exemplo, é aquele trecho maravilhoso. Pessoal, minha garganta tá um pouco ruim. Eu tô bebendo aqui para poder dar uma aliviada. Eh, aquele final maravilhoso onde a esperança tá se esvaindo, a uma fome muito grande na terra, como o próprio faraó tinha sonhado e o José tinha tinha interpretado para o faraó. E aí Deus permite que o povo saia da zona de morte, vamos dizer assim, que estava ali próximo da terra de Canaã, onde eles estavam vivendo, e os leva para o Egito para serem salvos, para serem preservados. Então isso também faz parte dessa dessa aliança, dessa confirmação do que Deus fez a Abraão e tá fazendo agora com seus seus descendentes. Êxodo, livramento do Egito, estabelecimento da aliança do Sinai. Levítico, leis de santidade para o povo que viverá com Deus. E aqui está o motivo e o propósito da lei. O propósito da lei existe, ele ele ele ela existe para que Deus tenha relação com seu povo. Porque se Deus não tivesse passado a lei, quando o povo pecasse, seja por ignorância, seja por, como é que a gente diz lá? O povo de dura serviz, né? cabeça dura. Quando o povo pecasse, Deus eliminaria o povo. Deus chegaria e não quero mais contato com vocês. Tchau, saiam daqui. E eliminaria o povo, porque Deus não pode habitar com o pecado. Mas Deus cria um corpo de regras, um corpo de leis que possui formas de retorno a esse contato, a esse encontro com Deus. Então a lei ela vem para leis de santidade para que o povo viva com Deus. É para isso que a lei existe. E Números, o livro de Números fala da provação e purificação durante a peregrinação no deserto. Lembra lá que em Êxodo, o o em logo no início de Números, perdão, o povo comete o pecado terrível de não confiar em Deus e querer novos líderes para que eles voltassem para o Egito. E Deus fala: "Tudo bem, vocês podem ficar tranquilos, vocês não vão ter mais problema, vocês ninguém vai precisar enfrentar nenhum dos gigantes que vocês disseram que tem lá, porque vocês todos vão morrer no deserto." E aí o povo chorou: "Não, não, nós vamos lá." E p, pô, tem uma história triste lá do povo querendo ir por conta própria. Deus não estava com eles. Eles vão lá e tomam uma surra de gato morto até que o gato miourou. Mas enfim. E no final nós temos o livro de Deuteronômio, a palavra pentateuco. Nós falamos que são cinco rolos. E Deuteronômio vem de deutero é do, né? Deutero é do e nômio é de nomos, que é lei, que é regra, que é ordenança. Então você tem o Deuteronômio, o que que é a segunda vez que a lei é promulgada diante do povo. Então é a renovação da aliança antes da entrada na terra prometida. Por é o último livro da da do Pentateuco. Moisés escreve ou produz esse livro para relembrar todo aquele povo que é descendente do povo que se rebelou contra Deus. Então, faz todo sentido ele repetir a lei para esse povo que vai entrar na terra, para que eles não entrem desavisados, para que eles saibam que Deus vai dar a terra em cumprimento à sua promessa. Mas a terra possui condição. A promessa salvífica de Deus não possui condição. É aquilo que nós chamamos de aliança unilateral. Mas a promessa da terra possui condição, é bilateral. Porque Deus fala isso logo em Êxodo capítulo 19, quando ele vai falar com Moisés e o povo está escutando logo que o povo chega ali no Monte Sinai, Deus vai falar para Moisés o seguinte: "Preste bastante atenção, vocês que eu tirei do Egito. Se vocês seguirem os meus estatutos e os meus preceitos e as minhas leis, então vocês serão para mim um tesouro pessoal e uma nação, um reino de sacerdotes. E vocês vão habitar na terra enquanto vocês seguirem os meus preceitos. A gente vai ver mais pra frente que eles vão perder o direito da terra. Não aqui no Pentateuco, mas eles vão perder o direito da terra porque eles não seguem os preceitos que Deus havia passado. Então está aí essa estrutura literária básica pra gente entender como que funciona o Pentateuco. Cada livro representa um estágio essencial no desenvolvimento da relação entre Deus e o povo escolhido para carregar essa aliança. OK? Diversidade de gêneros literários. OK? Não vamos confundir as coisas. Uma rica coleção de tipos literários que realça a natureza artística da obra. O Pentateuco contém múltiplos gêneros literários que contribuem para os seus temas teológicos principais. Essa diversidade inclui prosa narrativa, que é a maior parte do texto, poesia antiga, revelação profética e legislação. Essa parte da legislação é muito interessante, porque Moisés, deixa eu falar isso mais paraa frente, a gente vai chegar lá, pera aí. Cada gênero serve propósitos específicos na comunicação da mensagem divina. A prosa narrativa combina hilmente relatos históricos com interpretação teológica, enquanto a poesia preserva alguns dos exemplos mais antigos da literatura hebraica. Essa variedade literária tem sido diretamente responsável pelos debates contínuos sobre a composição e datação do Pentateuco. OK? Por quê? Porque a variação às vezes é muito grande. E há algumas questões de precisão aqui muito definitivas que as pessoas falam: "Não é possível, não é possível que essas esse escrito tenha sido feito há tanto tempo atrás. Essa obra é mais moderna, porque tem tanta precisão histórica e geográfica e geográfica que não tem condição desse povo lá 2000 anos antes de Cristo, 3.000 anos antes de Cristo tem escrito isso aqui. Não tem condição. Então, uma das coisas que a gente levanta aqui para esse debate é por que não vou dar o exemplo da lei. Eu falei sobre a questão da legislação. A lei, o código de Ramurab possui, ó, rapidinho aqui, Ramurab, eh, número de, ah, itens. O código de Ramurab possui 282 cláusulas. 202 cláusulas. O código de Moisés possui 613. Grande parte, prestem atenção, grande parte das leis de relacionamento humano, relacionamento interpessoal, como lidar com escravos, como lidar com propriedades e como lidar com bens, que está na Torá é reflexo direto do código de Hamurabi. Vocês ouviram? Vocês ouviram bem o que eu falei? Por exemplo, o texto bíblico vai falar que é olho por olho, dente por dente, não é? Essa expressão ela está sabe aonde no ahã Levítico, capítulo 24 verso 19. Olha o que diz o texto aqui. Eu tô na dúvida se eu tô escrevendo. Deixa eu pegar o texto em da NVI, que é o texto que a gente usa aqui na na IBNU. Levítico 24 versos 19 em sequenciais. Se alguém ferir seu próximo, deixando-o defeituoso, assim como fez, lhe será feito, fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. Assim como feriu o outro, deixando defeituoso, assim também será. ferido. Essa expressão olho por olho, dente por dente, é uma expressão que está diretamente no código de Amurabe. Em outras palavras, o que que eu quero dizer? Ah, quer dizer que Moisés copiou? Não, Moisés, ele aprendeu isso. Ele aprendeu isso porque Moisés estudou no principal centro de ensino da época. Vamos lembrar que Moisés foi salvo das margens do rio Nilo pela filha do faraó. E ele vai morar no palácio do faraó, nas redondezas do palácio, não necessariamente dentro do palácio, mas ele vai morar na elite do Egito, com a elite do Egito. Durante 40 anos. durante 40 anos, ele recebe a melhor educação que ele poderia receber. E aí o que que nós temos? Nós temos Moisés pegando alguns elementos do que ele aprendeu, ressignificando agora nessa nova lei, porque eram leis que se falava, leis que que diziam a respeito do relacionamento interpessoal. Então, não tem motivo de se jogar fora leis que já funcionavam. Então, a gente tem que entender isso. Muitos dos conteúdos que estão apresentados aqui no Pentateuco são conteúdos de proveniente de outras culturas, mas agora ressignificados dentro do tema bíblico, dentro do tema teológico que Deus quer eh passar para o povo. Então, nós temos essa rica coleção de gêneros e tipos literários, cujo os principais gêneros são ah ã ã ã, cadê? Que que eu estou fazendo? Me perdi. Não, voltei. Os principais gêneros. Agora sim, prosa narrativa, poesia antiga, revelação profética e a lei. E por conta desse dessa quantidade de gêneros, ele é o responsável, como nós falamos, pelo debate da sobre a composição e datação e possui essa natureza artística, ou seja, não é apenas um texto pensado para [Música] pensado para, como é que eu posso dizer, contar uma história para marcar um um evento. É um texto que ele é realmente de construído. Construído. Essa é a palavra que eu queria. Ele é um texto construído com intenção, com finalidade, com cada parte sendo colocada no seu lugar para causar naquele leitor ou nos leitores que viriam depois do autor, que é o caso Moisés, um sentimento justamente de primeiro de estar devendo por fazer parte de um de de um de uma criação que quebrou uma promessa, quebrou uma aliança com o Deus criador, mas agora também de fazer parte de um um povo que está sendo resgatado. Então você tem esses dois elementos aí que agem da mesma forma, vamos dizer assim, na composição desse livro. Quando a gente vai, a gente vai falar rapid daqui a pouco sobre a questão da composição do livro mesmo, né? E aí nós temos aqui um estilo mais simples, mais expressivo, que combina história e teologia. A maior parte do pentateu quando estão falando a característica da prosa, tá? Prosa narrativa. A maior parte do pentateuco consiste em prosa narrativa caracterizada por linguagem simples, direta e expressiva. O texto é predominantemente escrito na terceira pessoa, relatando a história israelita antiga entremeada com orações, declarações e discursos diretos. A linguagem é frequentemente antropomórfica, ou seja, atribuindo características humanas a Deus e inclui referências constantes à teofania, manifestações visíveis e audíveis de Deus. Melhor exemplo dessa combinação de história e interpretação teológica é a narrativa sobre José, onde o sofrimento é interpretado providencialmente para o benefício da família de Jacó. É aquilo que nós mencionamos agora a pouco. Você tem várias teofanias no texto, né? Por exemplo, Abraão tá na porta da sua tenda meio-dia, é um calor escaldante, e ele vê três homens com aspectos divinos e ele vai e se curva. E o texto dá a entender que é o próprio Deus quem desce e vem falar com com Abraão. Foi ou não foi? Não vamos entrar nessa briga porque nós não temos condição de saber se foi ou não foi. O texto tá dizendo que foi. Nós acreditamos que foi e segue a vida, segue o jogo. Então você tem essa linguagem antropomórfica. presente no texto, essa linguagem também teofânica, ou seja, de de dessas aparições, a sarça ardente na frente de Moisés, pergunta que não quer calar. Por que que Deus aparece para Abraão e senta com ele e come Moisés vem numa sarça ardente? São questões que o texto não explica, mas deixa aí pra gente poder entender que essa manifestação divina não está presa apenas à nossa percepção e aquilo que nós queremos. Inclusive, esse mesmo Deus vai aparecer novamente, corporalmente em outros pedaços da Bíblia, como o caso de Isaías capítulo 6. Ele não vai aparecer, mas vai ser a visão que Isaías vai ter do céu. E vai est lá o Senhor sentado no alto e sublime trono. Se a pessoa senta, ela tem que ter o formato de uma pessoa, tem que parecer uma pessoa. Então esse antropomorfismo serve justamente para que a é é a forma que Deus entende ser fácil o suficiente da criatura. compreender que está falando com o criador. Basicamente é isso. OK? Então nós temos exemplos, por exemplo, da intercessão de Abraão, discurso do Senhor a Moisés, diálogo do faraó com Moisés. São esses exemplos de prosa eh narrativa. Só para vocês entenderem uma coisa, todos os verbos hebraicos regulares, existem verbos irregulares também, mas todos os verbos hebraicos regulares, a forma raiz do verbo, como nós entendemos o infinitivo, né? Cantar, sorrir, beijar, pode pensar outro verbo aí. Então, para o hebraico, a forma natural do verbo, ela é composta das de três letras hebraicas. Então, você pode ter alef, bet gimel. Então, você tem as três letras e aí ela forma um verbo. Eh, Alef Bet Gim, eu não sei se forma um verbo, agora eu tô na dúvida, mas vamos pegar essas esse como um exemplo. E aí você tem essas três letras. Quando aparecem as três letras na forma natural, que aí você tem os sinais de cantilação e sinais de vocalização, né? Ah, sem sinal de vocalização, você vai ter que entender pelo contexto, mas com sinal de vocalização que você vai ter um cetá. Se tá nessa forma básica, a tradução é sempre na terceira pessoa do singular, do pretérito perfeito. Ou seja, em vez de ser falar, vai ser ele falou ou falou. Em vez de ser cantar, cantou. Certo? Então, o que que quero dizer com isso? A forma natural do verbo é uma forma que conta uma história, por isso que é uma prosa narrativa. A, o natural do texto bíblico é justamente alguém que conta uma história. Então, por isso é, ele fez, então, saiu e foi, eles foram, saiu daquela região, foi para outra região, comeu e tal, sempre no passado e quando está na forma natural, na forma singular da terceira pessoa do do do pretérito, certo? Então, é pra gente construção textual, como que ela funciona. Poesia antiga e revelação profética. Os exemplos mais antigos de poesia hebraica e manifestações proféticas estão lá no Pentateuco. O Pentateu contém alguns exemplos mais antigos de poesia que é provavelmente do século ao século X antes de Cristo. A gente vai falar sobre a datação já já. incluindo, por exemplo, o Cântico do Mar de Moisés, os oráculos de Balaão, que são poesias, as bênçãos de Jacó e de Moisés, a bênção araônica também é uma poesia. E essa literatura profética inclui tanto as previsões divinas quanto interpretações da revelação eh relacionada à aliança. Exemplos significativos incluem a revelação a Abraão, eh, Abraão no caso, né, sobre a opressão futura e os seus descendentes. Isso tá lá naquele capítulo 15 que eu falei para vocês, em Gênesis capítulo 15. Deus vira para Abraão e fala o seguinte, eu vou até ler esse trecho aqui, que ele é bem interessante para mostrar como é que era essa essa profecia direta, né? Então, quando Abraão foi tomado de um sono profundo, verso 12, Deus vai dizer para o seguinte, no verso 13 diz: "Então disse o Senhor: "Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por 400 anos. Mas eu castigarei a nação que servirão como escravos, tá?" tá? Ele dá continuidade. Então, é uma profecia muito antiga falada para Abraão. E falava sobre a opressão futura dos seus descendentes e a profecia sobre o profeta que apareceria em Israel cumprida em Jerus Nazaré, que é uma profecia que Moisés vai falar. Então, que que nós temos como poesia antiga aqui? Poesia do cântico do mar, logo depois da morte dos do exército de faraó, os oráculos de Balaão, a bênção de Jacó aos seus filhos, Gênesis 49. e cântico e bênção de Moisés, que é o final da sua vida lá em Deuteronômio 32 e 33. Nós poderíamos colocar o cântico de Miriã também, a irmã de Moisés, que ela também faz um cântico e outras coisas. formas de poesias específicas, orações, cânticos de louvor, hinos épicos, bênçãos patriarcais, profecias, promessas da aliança e os cânticos também de escárnio que também estão envolvidos aí no texto. Revelações proféticas, previsões e revelações divinas e exposições e interpretações que acontecem nesse texto. A lei no Pentateuco, mais de 600 leis organizando a vida moral, religiosa e civil de Israel. Eu já falei para vocês, são 613 mandamentos no total. A legislação bíblica não era exclusiva dos hebreus. Coleções legais existiam na Mesopotâmia desde 2000 a de. Cristo, o Antigo Testamento afirma a origem divina da lei hebraica através de Moisés. O Pentateuco contém mais de 600 leis, 613. Em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômios, quatro últimos livros do Pentateuco possuem essas leis que incluem mandamentos chamados de mitzva, possuir estatutos chamados de rock e ordenanças chamadas de mishpat. Então, você tem esses três termos aí que são eh que compõem esses mandamentos. O propósito era organizar e regular a vida de Israel conforme a santidade necessária para manter o relacionamento e aliança com o Senhor. As leis abrangem três categorias principais: civil, casamentos, heranças, propriedades, cerimoni, cerimonial, crimes morais e cútica, ou seja, adoração e os rituais de purificação, de agradecimento e tudo mais. Nós temos esse contexto do antigo Oriente Médio, pois nós temos Urnamu, Lipit Star e Esnuna e o Ramurab. São codexes que já foram encontrados, eh, que se sabem que que existem, né? A origem divina da lei hebraica através de Moisés, mais de 60 leis nos quatro livros. Você tem esses tipos de leis, cinco categorias principais, caso apodídicas, proibições, leis de morte e maldições. Três títulos, ou seja, lei civil, lei cerimonial e lei cúltica, e semelhança com aquelas alianças suzeranas, especialmente as alianças ititas. Ou seja, essa lei parece que Deus é o suzerano e os israelitas e o povo dele são os vassalos. Então, é basicamente uma réplica desse modelo que nós estamos vendo aqui nas leis. O contexto histórico. Vamos falar agora um pouco do contexto histórico daquilo que nós estamos vendo aqui. As narrativas do Pentateuco, desde o chamado de Abraão até a morte de Moisés, podem ser atribuídas a idades do bronze médio e tardio, aproximadamente de 2000 a 100 antes de Crist. Os patriarcas surgiram da cultura mesopotâmica influenciada pelos sumérios e modificada pelas dinastias semitas. O Egito desempenhou um papel crucial, especialmente durante o período de José até o êxodo. A influência egípcia é evidenciada pelos cerca de 45 empréstimos linguísticos do Pentateuco e pela completa aculturação dos hebreus da civilização egípcia durante séculos de residência no Delta do Nilo. Então nós temos essa característica desse contexto histórico que nós estamos vendo aí. Nós vamos falar agora sobre as questões cronológicas, mas aqui é importante a gente também lembrar que não dá para fechar questão, porque nós não temos elementos extrabíblicos para fechar questão a respeito disso, tá? Temos esses debates sobre a datação dos eventos patriarcais e do êxodo. Embora a maioria, a maior parte da história do Pentateuco, quero dizer, seja atribuída às idades do bronze médio e bronze tardio, não existe consenso sobre a cronologia exata. O debate centraliza-se em duas questões, a interpretação dos números bíblicos e o papel da arqueologia. A gente mencionou a primeira aqui, a interpretação dos números. Quanto ao êxodo, duas posições principais emergem a data mais antiga, que é do século XV antes de Cristo, baseada na interpretação literal de juízes 11:26 e Primeiro Rei 6:1, que é o texto lá de Salomão, né? Quando diz que Salomão vai construir o templo do Senhor, fala que é no quarto ano do seu reinado, 480 anos depois do povo sair do Egito. Como nós sabemos mais ou menos a data do início do reinado de Salomão, que é por volta do ano 970 antes de Cristo, no quarto ano do seu reinado, nós estamos falando do ano 966 antes de Cristo. Se nós somarmos 480 anos a essa data, nós teremos 1446 anos antes de Cristo. seria a data do êxodo. Essa é a data tradicional, certo? O que nós chamamos do êxodo, a data antiga. E aqui prioriza os dados arqueológicos, que seria a segunda data, eh, que é a data recente da que é do século XI, porque ela prioriza esses dados arqueológicos e as evidências extra bíblicas. Dadas as informações bíblicas escassas e até ambíguas, é preferível traçar uma cronol cronologia relativa para o período patriarcal. Então, nós temos duas questões principais, a interpretação dos números bíblicos e o papel da arqueologia. Duas abordagens cronológicas, uma de datas exatas, cronologia fixa e uma de data cronologia relativa, que são períodos gerais. Debate sobre o êxodo. Nós temos aqui a data mais antiga no século XV e a data mais recente no século XI. Existe uma data mais recente e recente, é recente 2.0 Plus, tá? E aí ela é por volta do ano 1000, eles puxam bem paraa frente. E existe uma outra interpretação, nós vamos ver já já, que nem êxodo não tem. Aí a gente resolve todos os problemas, acaba com êxodo, ninguém sofreu, tá valendo. Então vamos embora. Qual é a confiabilidade histórica que nós temos? Nós temos três escolas de pensamento eh sobre a historicidade dessa narrativa. Primeira questão da historicidade das narrativas patriarcais gerou três abordagens distintas. Primeira abordagem é a abordagem ortodoxa tradicional. Pressupõe origem sobrenatural e precisão histórica completa e só utiliza fontes extrabíblicas apenas para apoiar o registro bíblico. A gente chamava esses essa abordagem de principalmente na arqueologia de arbodagem maximalista. Tudo que o texto bíblico tá falando é verdade. Ah, mas a gente encontrou uma pedra aqui que desmente o período do rei Davi. Ah, então a pedra tá errada. A pedra que tá na minha mão tá errada. O texto tá certo. Então essa abordagem maximalista, ela encontrou um grande adversário que era a abordagem minimalista que dizia que tá tudo errado no texto bíblico. Tudo é invenção. A gente vai precisar rever tudo a partir dos achados arqueológicos. Então você tem essa abordagem histórico-arqueológica que considero antigamente o Antigo Testamento geralmente confiável. empregando dados arqueológicos como controles objetivos dos relatos bíblicos. E aí vem o terceiro que é o radical, que é o reconstrucionismo histórico. Assume a posição cética, esses que são os minimalistas, tá? Considerando outras fontes antigas mais confiáveis e usando metodologias críticas para reconstruir a história de Israel. Por exemplo, eles vão dizer que essa história de que Abraão recebeu o direito da terra do próprio Deus e depois seus filhos foram lá e conquistaram e habitaram a terra por mais de 2000 anos é uma fábula justif no período pós-romano para dizer que a Terra pertence aos judeus. E aí isso foi reconstruído no período ali do sionismo. Isso é uma, isso foi uma crítica, principalmente no período pós-iluminista alemão. E aqui nós temos um grande postulante dessa linha, não é? eh de que chamado de Julius Vhausen. Julius Vilhhausen, ele é o criador ou é o principal aí postulante do que ele chama de crítica das fontes. E ele vai dizer que o texto bíblico é muito posterior ao que as pessoas diziam. Então ele é uma obra literária muito mais recente do que a gente do que é realmente atribuído a ele. Para você ter uma ideia, o texto mais antigo na época em que Willhausen estudou a Bíblia, que ele é do século XIX, final do século XIX, ali, por volta do ano 1890 em diante, eh, talvez um pouco antes, eu posso estar errado aqui da datação do Vusen, mas eu acho que é eu acho que é dessa, desse período, sim. É, agora eu fiquei cucado. Júlios Vusen. É, tava certo. Eh, ele nasce em 1844, mas a seu período teológico é no final do século XIX, início do século XX. Ele vai falecer em 1918. Eh, do que que eu tava falando? Ah, sim. Então ele vai criar essa ideia de que os textos são muito mais recentes e outros vão também defender essa ideia. Para vocês terem uma noção, quando ele estuda o texto bíblico, o texto mais antigo hebraico que se tinha acesso era o Codex de Leningrado. O Codex de Leningrado, que é o Codex de Leningrado/ São Petersburgo, é do ano 915 da era cristã, da era pós Jesus Cristo. Ou seja, ele tinha um texto que tinha 1000 anos, eu tô falando do Antigo Testamento, 1000 anos do período de Jesus quase, certo? Aí em 1948 e sequencial, 1946, perdão, foi 48. Eu sou muito bom para essas datas, tá gente? É em 1940 alguma coisa, são encontrados os primeiros manuscritos do Mar Morto. E aí a sequência vai ser aquela busca desenfriada pelos manuscritos, que vai levar ao grande achado o rolo de Isaías. Os manuscritos do Marmorto são datados de 150 antes de Cristo a 50, 100 depois de Cristo, mais ou menos 250 anos. O texto dos manuscritos era praticamente idêntico ao texto de 912 depois de Cristo. Ou seja, você recuou 1000 anos na datação histórica do texto mais antigo que se tinha do Novo do Antigo Testamento, da da Bíblia hebraica. Mesmo assim não se tem nenhum texto anterior a isso, ainda não foi encontrado. E o que quer dizer com isso? que ele pode dizer que a datação do do das das construções dos textos da Torá e tudo mais pode ser do ano 300 a de. Cristo, 400 anes de. Cristo. Nós não temos como comprovar. pelos relatos históricos e pela comprovação arqueológica que tem sido feita, essa linha de pensamento já foi derrubada, na verdade, porque o texto bíblico fala de coisas que são muito anteriores aos textos do do dos manuscritos do Mar Morto. Então, e a e a arqueologia já encontrou elementos que comprovam que o texto tá falando. Então, assim, não tem por muito duvidar que esse texto é muito antigo. Agora, se ele é de 100 anes de Cristo, é de 1200 anes deco carece de mais achados. Certo? Então, quais são as três razões para o ceticismo? Falha na transmissão oral, distância temporal, como que a gente acabou de falar, e edição excessiva por motivos teológicos políticos. Por exemplo, na Torá, no Pentateuco, você vai ter um caso muito interessante. Quando você tem a guerra dos quatro reis contra os cinco reis, os cinco reis são da região de Sodoma e de Gomorra. LW está em Sodoma e Gomorra e Ló vai ser sequestrado pelos quatro reis que são vencedores, queedor Laomer e tem outros reis lá que são citados. Quando os reis vão fugir, o texto bíblico diz que Abraão ficou sabendo que seu seu sobrinho Ló tinha sido sequestrado. Ele junta lá os seus 318 guerreiros, homens preparados para a batalha da sua própria casa e persegue esses reis e vai alcançá-los em Dan. Dan é a região norte do território de Israel. Porém, nós estamos falando de Abraão. E Dan é um dos filhos de Jacó, que é neto de Abraão. Como que em Abraão já se cita o nome de uma tribo que nem nascida tinha ainda? E aí você fala: "Mas foi Moisés quem escreveu?" Beleza. Então, como que Moisés saberia que Dan ia ocupar a região norte de Israel se ele morre antes de entrar na terra? Ah, é revelamento, revelaridade, revelarice. Ou quando se fez a cópia do texto, alguém foi lá e escreveu: "É a região de Dan para o pessoal que está lendo naquela época já saber qual é a região." Então, esses problemas estão lá no texto, certo? Esses problemas estão lá no texto, mas não são problemas, vamos dizer assim, que causem um grande um grande tremor de terra, não causam, certo? São questões que estão lá no texto. Então, as três escolas de pensamento, como nós falamos, abordagem ortodoxa tradicional, abordagem histórico-arqueológica e reconstruismo histórico. E tem essa dependência das pressuposições sobre a natureza do texto, OK? Só para vocês terem uma noção, essa tabela tá num livro. Vocês vão ter esse material, a gente vai deixar esse material lá como material de apoio para vocês lerem. Eh, e ele compara esses sistemas cronológicos. Então, vocês estão vendo aqui, eu vou até pegar um um laser pointer aqui, ó, que existe o período mais antigo que coloca os patriarcas lá pro ano ates de. Cristo, a permanência no Egito, que seria de 1876 a 1446, a data que eu falei para vocês. Essa é a linha tradicional. E eles passam a ser escravos por volta de 1730 ou 1580 e tem esse período final lá de escravidão. Depois eles têm os 40 anos de peregrinação no deserto entrando na terra no ano 1406, porque são 40 anos. Conquista dos juízes vai de 1406 a 150. 150 começa o reinado de Salomão. De Saul. O reinado de Saul. 1050. 40 anos de reinado. 100. 10. Começa o reinado de Davi. Davi reina 40 anos. 970. 970 começa o reinado de Salomão. Salomão vai reinar 40 anos. 1930, que é quando o reino vai romper com o seu filho Roboão. E aí o bicho vai pegar daí então a terra meio, como diria o Saião. Aí eh você tem essa questão no na visão, vamos dizer assim, da permanência curta. A saída, na verdade aqui são duas, são duas revisões, né? Você tem a revisão que eles passam só 400 anos no Egito, já são escravizados. ou essa que eles permanecem no Egito durante muito tempo. No êxodo recente, nós temos a visão da saída deles por volta ali do ano 1000 a 250, 1200, não, 1200 e 70, porque eles vão passar 40 anos no deserto e em 1230 eles começam as conquistas dos juízes. Aí aqui tem um elemento muito interessante. Não coloquei aqui, me desculpem por essa falha, mas deveria ter colocado pelo menos uma imagem que é sobre a as pequenas estelas que foram encontradas na região de Amarna, na lá no Nilo, no Egito, na cidade de Amarna. E essas estelas foram datadas desse período 1250 a 1210, mais ou menos. Essas estelas são chamadas de cartas de Amarna. Elas possuem ah alguns trechos em que eles citam um tal de rapiro que na tradução é o povo que atravessa o mar, o povo que atravessa o rio, não é? E os rapiro, eh, alguns estudiosos, alguns eh, acadêmicos vão dizer que é de onde vem o nome hebreu, ou seja, rapiro é a é a corruptela do nome hebreu, que Ivrit, né, que é o nome hebreu em hebraico, eh, Ivrit é aquele que atravessa o rio, aquele que atravessa a água. Então, dentro dessa concepção da da do Êxodo recente, ah, esse é o povo que está incomodando asim, o que que são essas cartas de Amarna? Perdão. As cartas de Amarna são correspondência entre essas cidades da região de Canaã e o faraó do Egito, porque essas cidades eram vassalas do faraó. Então elas estão pedindo o socorro porque tá atravessando um povo aqui, o Rio, e tá conquistando as cidades, que seria justamente o período de Josué e dos juízes, né? Então, só pra gente entender o de onde vem os 480 anos que são mencionados lá em Salomão, se não são 480 anos literais. Vários estudiosos vão entender que esses 480 anos são a são a interpretação de dos 12 juízes. Como cada juiz possui um período, vamos dizer assim, de um período de de domínio de de governo. E alguns deles falam que Israel passou por 40 anos de paz, 40 anos de bonança, vamos dizer assim. Aí algumas pessoas, alguns estudiosos vão falar que a quando se colocaram os 480 anos, foi justamente com essa intenção de se chegar nesse nesse número. Ou seja, Salomão ele escreve a Eu tô tentando fazer um negócio aqui enquanto eu tô dando aula para vocês. Isso aqui não ia dar certo, mas agora eu consigo. Olha aqui, ó. Só para vocês terem noção. São essas cartas. As cartas de Amarna, elas são correspondências entre os governantes do de Canaã, das cidades de Canaã, e os governantes do Egito. Se você olhar aqui na direita, nesse mapa, eh, aqui você tem, eh, os rabiro, são os assentamentos rabiro, tem aqui na região próximo a Siquém. A região aqui é chamado Vale de Gesreel em alguns lugares. E ah, o o reino de Siquem que manda cartas pedindo apoio ao rei do Egito. E a datação que eu mostrei para você de 1300, 1200, eu dou uma exagerada ali. E o reinado de Ramissés I, que é mencionado inclusive a cidade de Piamisses em Êxodo capítulo primeiro, é de 1279 a 1213. Eh, ou seja, é bem possível que essas correspondências estejam conectadas aí, tá bom? E aí a gente tem que perguntar qual é a relação do Antigo Testamento com a igreja cristã, com a nossa realidade. Desde Marcião, século II, a igreja enfrenta o desafio de definir o papel do Antigo Testamento na sua fé cristã. Os extremistas, ou seja, os extremos incluem a rejeição total do Antigo Testamento versus o reconhecimento de sua autoridade absoluta. Durante a Idade Média, 404 métodos interpretativos surgiram: o literal, o pé da letra, o alegórico, que são significados ocultos, muito aqui alimentado por um grande filósofo judeu chamado Filon de Alexandria. eh os cristãos que interpretam a Torá e aí todo o livro do os livros do Antigo Testamento de forma alegórica aprendem a fazer isso com eh Filon de Alexandria. Eh, um método moral, ou seja, uma conduta cristã e o método analógico da esperança suprema. Pós reforma, duas abordagens básicas emergeram: interpretação dispensacionalista, sete eras independentes de distinção entre Israel e Igreja e a teologia da aliança, que é uma continuidade entre a aliança das obras e a aliança da graça. Então, nós temos essas posições aí. E aí você tem aqui um teólogo chamado John Golding que ele vai falar sobre esses quatro modelos. Esse, na verdade, esses modelos, essa interpretação do Goldingate, tá? Eh, e aí o que que nós temos? Como Jesus interpretou o Antigo Testamento, Jesus reconheceu a lei como legalismo, que exigia obediência e ordens detalhadas, mas ensinou que a sua verdadeira natureza eh reconheceu a lei. Quer dizer, eu não falei, ele reconheceu ou ensinou, não me lembro agora, mas vamos ler de novo. Jesus reconheceu a lei como legalismo, que exigia obediência a ordens detalhadas, mas ensinou que a sua verdadeira natureza transcendia a conduta externa. abrangendo justiça, misericórdia e fidelidade. Lá em Mateus 23:23, uma das funções principais da lei era expor o pecado humano e demonstrar a necessidade de redenção divina, preparando Israel e também depois consequentemente o mundo para a revelação de Cristo. Jesus cumpriu toda a lei em si mesmo e em seu ministério messiânico, não abolindo, mas esclarecendo suas intenções divinas e revelando que ela incorporava tanto pensamentos da mente quanto motivações do coração. E aí você tem as funções da lei, expor o pecado humano, demonstrar as necessidades de redenção, ensinar e preparar para Cristo e prenunciar o evangelho que vai ser apresentado ali no Novo Testamento. OK? continuidade e descontinuidade, ou seja, qual é a relação do Antigo Testamento e do Novo Testamento? Existe tanto continuidade quanto descontinuidade do AT e do NT. Os princípios teológicos fundamentais da lei permanecem intactos. O Antigo Testamento mantém plena autoridade como revelação inspirada por Deus, como diz lá segunda Timóteo 3:16. Passa a grafopneustos. É o que diz lá. Toda a escritura é divinamente inspirada. Quando a gente lê esse texto, a gente precisa pensar, mas de que escritura Paulo está falando? Paulo não tinha o Novo Testamento. Paulo é o Novo Testamento, grande parte do Novo Testamento. Então, o que que ele tá se tá tá se referindo? Tá se referindo à Torá, tá se referindo ao Tanar, na verdade, ao algo ao escrito da Bíblia hebraica. Então, toda a escritura é divinamente inspirada. E ele aí aí temos essas três abordagens interpretativas que conectam as alianças. tipológica, ou seja, tudo que acontece no Antigo Testamento é uma prenúncio do Novo Testamento. Ou seja, você tem lá José. José é uma figura que é um tipo de Cristo. Você tem Moisés, Moisés é uma figura que é um tipo de Cristo. Você tem Davi, Davi é uma figura que é um tipo de Cristo. Aí você tem essa interpretação alegórica que é figurada. Inclusive grandes teólogos utilizaram esse tipo de interpretação, entre eles Santo Agostinho, tá? até Santo Agostinho, até ele, Agostinho de Pona, voltasse para uma interpretação mais literal, ele escreve muita alegoria a respeito do texto bíblico e uma didática que tem um valor instrutivo. E o que que tem de descontinuidade? Jesus cancelou especificamente leis cerimoniais, alimentos puros, alimentos impuros. A legislação levítica sobre o sacerdócio de sacrifício foi substituída pela pessoa e obra de Cristo como sumo sacerdote superior e a expiação uma vez por todas pelo pecado. Hebreus vai falar isso com toda a clareza. OK? Nós estamos chegando ao final. Por que o Pentateuco permanece fundamental para a fé cristã? Pentateuco estabelece os fundamentos teológicos essenciais para compreender toda a história da salvação. Como eu mencionei lá no início, sem compreender o início, você não compreende o final. sem entender o que que Deus fez e sem entender a a o tamanho dos, vamos dizer assim, do sacrifício que ele e o seu filho, no caso, na figura do seu filho, fizeram para restaurar a criação, nós não conseguimos compreender eh eh o nosso papel nessa história, o quanto nós devemos nos comprometer com essa história, porque aí fica uma coisa muito ambígua e muito, vamos dizer assim, diusa, mas eu entendo o poder criador de Deus, entendo a sua capacidade de recreação se tivesse vontade, mas entendo o seu desejo de amar a sua criação. Ele poderia ter destruído tudo e começado do zero. Ele ama a criação e isso está lá no Pentateuco. Ele apresenta essa história pra gente poder continuar. Ou seja, a aliança abraâmica serve como um tema unificador que conecta a criação à redenção, demonstrando como Deus restaura o relacionamento rompido entre criador e criação. Sua diversidade literária enriquece nossa compreensão da revelação divina, enquanto o seu contexto histórico fornece base sólida para a fé. Para a igreja contemporânea, o Pentateu oferece princípios éticos e morais permanentes, tipos e sombras que apontam para Cristo, fundamentos para a identidade do povo de Deus e base para compreender a continuidade da obra salvífica divina que culmina no Novo Testamento. OK, meus queridos? Senô, temos perguntas, foi um prazer. Deixa eu dar uma olhada se temos perguntas aqui. Esse era o conteúdo da nossa aula e alguém até falou que minha câmera estava meio difusa e tá mesmo, né? É engraçado. Agora ela ajeitou. Eu tenho que chegar aqui na câmera e falar para ela parar de ter foco automático. Mas eu acho que essa esse esse software aqui não me deixa fazer isso. É, não deixa não. Mas enfim, vamos ver se nós temos perguntas. Perguntas, perguntas. Tá, tá, tá, tá. Aqui já temos pergunta. Fernanda, já ouvi que os 10 mandamentos foi inspiração pelo código de Amurabe. Exatamente o que eu falei aqui. Eu não posso afirmar categoricamente que o decálogo, né, que são os 10 mandamentos, tem base no código de Amurabe. Esse eu não posso afirmar, mas que existem, se eu não me engano, dos 200 e 280 e quantos que a gente falou? 280 [Música] e quebrados aqui do código de Amurabe. Eh, 282 cláusulas do código de Amurab, cento e poucas estão citadas no texto da Torá, tá? Então, existe uma conexão aí muito grande. E é muito óbvio que Moisés tem aprendido esse código, que era um código muito comum da época lá no templo, no no no palácio, enquanto ele estava lá, né? enquanto ele estava como hóspede luxo do faraó. Eh, vamos lá. Tarã tarã. Perdem mais tempo discursos assim que as boas novas. Ah, entrou na discussão do design inteligente aqui. Ah, bom, deixa eu eu eu tenho bom. Então isso aqui eu preciso corrigir. Não é que o design inteligente não é alinhado com o pensamento bíblico. Alguns postulantes do design inteligente definiram datações baseado nos no trecho de Gênesis de 1 a 11. Isso que aconteceu e isso foi combatido. E inclusive houve, eu estive em alguns desses ambientes, desmerecimento da parte literária dos dos linguistas, ou seja, como se dizendo assim, não, os linguistas não entendem a expressão do texto. O texto ele é, gente, eh, eu vou polemizar um pouco mais, eu adoro. Vamos lá. Existe um existe tanta doideira com relação a isso, tanta loucura. Ah, teve um um período do texto bíblico em que você tinha que achar Jesus em todos os livros da Bíblia. E aí eles pegaram Cantares, que é um texto que fala sobre a relação homem e mulher. é o texto dos do do rei lá do do homem com a sulamita, né? Então, e aí assim que tinham que achar Jesus em tudo quanto é lugar. Provérbios tinha que ter Jesus, sei lá, Abacu tinha que ter Jesus. E aí o que que acontece? Existia nessa época uma defesa da literalidade do texto bíblico. Ou seja, o texto ele era o mais literal possível. São seis dias. São seis dias e acabou. Ah, mas como que vai surgir relva verde se o sol só vai surgir no quarto dia? Ah, não quero saber. Deus fez. Então, assim, essa literalidade era problemática porque o texto e assim quando você vai conversar, por exemplo, com um judeu a respeito disso, ele ri, fala: "Gente, nunca foi intenção do texto isso agora. Não significa que, eu não tô dizendo que o design inteligente ele não tá alinhado, pelo contrário, eles têm uma uma linha filosófica de pensamento que é muito positiva com relação ao texto. Agora, eles não podem, assim, alguns postulantes lá da que fazem parte inclusive do design inteligente, dos das comissões e tudo mais, não podem querer se tornar juízo do texto. Esse é o problema. Ou seja, se é uma forma interpretativa, se é uma visão, OK, mas desmerecer as outras. E eu não tô aqui desmerecendo o design inteligente, eu tô dizendo que o texto não tem a pretensão que eles falam. Por exemplo, eu falei dos seis dias, você percebe que é uma linha didática. Por que são seis dias e o sétimo ele descansa? Quem que determinou que são seis dias e o sétimo ele descansa? Porque fecha um ciclo perfeito. O número sete já era um tempo definido pelos babilônios. Os babilônios muito antes já tinham dividido o dia de 24 horas em o dia em 24 horas e cada hora em 60 minutos. Já tinham dividido as semanas em 7 dias e os anos já tinham dividido. Eles tinham cálculos muito avançados de astronomia, certo? Isso já tava tudo definido. Os egípcios adotaram esse sistema e aí assim, claro que eles existiam outras outros eh outras escalas também. Eles tinham escala 10, por exemplo, tinham escala de sete, escala de 10. Eles tinham outras escalas para outros elementos, por exemplo, paraa produção era o sistema que regia era o o calendário lunar, porque a lua é que influencia com a com a agricultura, não é o sol, é a eh são as fases da lua. Então assim, tudo tava envolvido e havam vários, havia vários cálculos com relação a isso. Então quando a gente olha Gênesis capítulo 1 e capítulo 2, mas principalmente capítulo um, você percebe que há uma didática no texto para fixar os elementos que estão sendo apresentados. Então você tem seis dias de criação, três dias dão forma e três dias preenchem essa forma. Você vai ver lá, você pode depois ler o texto. Primeiro dia, Deus separa a a escuridão da luz. Então ele afasta-se luz. Deus viu que a luz era boa, então fez noite e dia. Estão divididos o primeiro dia. Depois ele vai separar águas de cima e águas de baixo. Depois ele vai separar água de terra seca. No quarto dia ele cria os luminares. Por qu no quarto dia ele vai preencher o que ele fez no primeiro dia. Se você tem três dias aqui, agora você tem o quarto, o quinto e o sexto. Então no quarto dia ele vai preencher os luminares. O luminar maior para iluminar o dia, o luminar menor para iluminar a noite e as estrelas também para iluminar a noite. Então você preencheu os elementos do primeiro dia. No segundo dia que no no quinto dia, que é relacionado ao segundo, ele vai colocar as aves do céu e os peixes do mar. Então você tem o preenchimento da água de cima e das águas de baixo, ou seja, o céu que as águas de cima são chamadas é a bóbola da celeste, é de onde vem a chuva. Então você tem chuva, ou seja, água que fica estocada em cima e água que fica estocada embaixo. Essa é a lógica. E no terceiro dia, que é o dia do terra seca e tudo mais, ele faz os animais. A terra já produz as plantas, isso é uma coisa importante. Então a Terra já produz as plantas. Quando você cria a separação da água com a terra seca, já produz as plantas. Então você tem esses elementos sendo construídos aqui. Não tem necessidade de ser literal porque o texto não tem esse esse esse intuito, entendeu? Ah, e vamos em frente. E a aliança é ainda feita nos dias de hoje. Poderia dar um exemplo? Eu não sei do que nós estamos falando. A aliança abraâmica até o nosso tempo. Sim. Sim. Porque nós estamos dentro da da debaixo da graça de Cristo Jesus, que é o resultado dessa aliança, não é? Aliança da terra, não. Aí nós temos umas brigas aí para resolver, mas nós temos a aliança da continuidade da bênção de Abraão. Ou seja, através da sua família serão abençoadas todas as famílias da terra. Isso faz parte da aliança que Deus faz com Abraão. E isso sim, nós estamos incluídos, tá? Aí eu vou voltar na pergunta da Ana Flora aqui. Eu tô entendendo que você está falando do modelo de aliança que Abraão e Deus fazem. Esse modelo, que eu saiba, não existe mais. Isso era um modelo muito antigo que se tratava em partir animais, deixar suas carcaças eh fazendo um corredor no meio dos dois lados. E o que que era o conceito dessa aliança? era você passar pelo meio e você dizia com esse ato, né? Você passava para de um lado pro outro e a outra pessoa passava do outro lado para o outro lado. Vocês cruzavam os lados. E o que que tava querendo ser dito nessa aliança? Que aconteça comigo e com o meu clã, com a minha família, o que aconteceu com esses animais se eu romper o meu contrato com você? É isso que essa aliança indicava, tá? Foi isso que acontece, isso que aconteceu ali em Gênesis capítulo 15. Ah, qual a aliança? Essa pergunta aqui é para derrubar, professor. Qual é a aliança vigente no Novo Testamento? Ah, se nós formos pensar em modelos de aliança, existem alianças que são decretos perpétuos do Senhor para com Israel e que são renovados ou são relembrados pelos profetas do período profético. Então, por exemplo, há uma linha teológica que a gente chama de linha continuísta, que ela tem um, é o que o melhor termo para designá-la é o substitucionismo, ou seja, o tempo de Israel encerra em Cristo. Agora é o tempo da igreja. Então, a igreja hoje ela é a receptora de todas as alianças abraâmicas. A terra não é a terra de Israel. A terra que vai ser devolvida é a terra prometida escatológica. Então você não tem que se preocupar em buscar se estabelecer em Israel. Os dispensacionalistas não, eles separam completamente a igreja de Israel. E aí eles colocam Israel como um relógio de Deus na história. E quando Israel voltar e retornar e se voltar para o Senhor, nós vamos ter eh o o relógio de Deus chegando ao seu final e vai chegar ao fim dos tempos. E são as sete dispensações. Então assim, você tem esse pensamento dispensacionalista. Quando nós pensamos em Novo Testamento, está em vigor a aliança abraâmica, certo? Porém, a aliança levítica, que é a aliança que nós chamamos araônica, essa cai porque essa é a aliança para o relacionamento com Deus. Então você tem lá nas leis que foram promulgadas todos os elementos necessários para que você se relacione com esse Deus. Então, por exemplo, você tem o dia do Yonkipur, que é um dia onde você vai oferecer eh um sacrifício de perdão. O sacerdote oferece pela família dele e pelo povo de Israel. Tem lá os dois bodes, né? o bode que vai ser enviado pro deserto de Azazel para que o pecado de Israel vá ser eh perdido no no deserto. Então você tem esses elementos presentes nessa aliança que se encerram em Cristo. Porém, as promessas feitas para Abraão e para a família de Abraão com relação à Terra não tem nenhum lugar que elas são revogadas. Então, quando muitas pessoas falam: "Ah, não tem mais que Israel voltar paraa Terra". Me desculpe, eu não eu não vejo dessa forma, eu vejo como um equívoco, porque não há revogação dessa aliança. E é uma aliança perpétua, porque faz parte da aliança abraâmica. Ele diz que a sua família vai habitar na terra que ele está dando para ele. Então, assim, são elementos que fazem parte desse trecho que a gente precisa tomar muito cuidado na hora de interpretar. Agora, se você me perguntar: "Ah, mas você acha que a igreja substitui a Israel?" Não. Na verdade, só existe um em Israel. Romanos vai ser muito claro com relação a isso. Principalmente nos capítulos 9, 10 e 11. Romanos vai falar: "Nós somos oliveira brava. Israel é oliveira verdadeira. Deus cortou os galhos da oliveira verdadeira que não produziam frutos. E nós entramos, fomos enxertados nos buracos que esses galhos deixaram. Só que ele dá um alerta. Atenção você que foi Oliveira brava enxertada. Se Deus não poupou os os ramos naturais, o que mais ele vai fazer com você se você se desviar do caminho? Então, ou seja, há uma interpretação na minha ideia, na na minha concepção, não vou não sei se eu chamo ela de continuísta, porém nós é que fomos enxertados em Israel. Israel não deixou de existir. Nós é que agora fazemos parte de Israel nessa nova aliança em Cristo Jesus. Então essa é a interpretação que eu dou para os para o período tanto abraâmico quanto o período do Novo Testamento. Pergunta: se ninguém pode cumprir a lei, o único que cumpriu foi Jesus. Porque Deus criou lei que ninguém podia cumprir na seu próprio filho desde a fundação do mundo? Olha que pergunta inteligente e interessante. Fernanda, o negócio é o seguinte. A lei ela não existe para cumprir, para ser cumprida. Ela existe para expor o nosso pecado. Havia possibilidade de cumprir a lei? Sim, porque Deus não é sádico. Nós cumpriremos a lei? Não. Por quê? Porque nós nascemos no pecado. Então é um uma dicotomia que existe a lei, ela é passível de ser cumprida, mas ninguém pode cumprir a lei porque não possui a conexão real com Deus. Só quem pode cumprir a lei é quem tem conexão real com Deus. E quem é que tem essa conexão real com Deus? O seu filho. Seu filho vem aqui deixando lá todas as capacidades divinas sem deixando de ser deixar de ser Deus. Filipenses capítulo 2 vai nos dizer isso. E ele vive a sua vida de acordo com o princípio da lei. Ah, mas ele trabalhou no sábado. Ah, mas ele comeu o pão de não sei que lá. Comeu, escolheu o espírito. Jesus vai mostrar isso. O espírito da lei é para o homem, não o homem para a lei. O sábado foi feito para o homem, não homem para o sábado. Tanto que ele sabia que os judeus burlavam a lei. Ele até cita um exemplo muito claro. Quem de vocês, quando o jumento cair no buraco no sábado vai esperar até o domingo para tirar? Se ele é a sua força de trabalho, você vai correr atrás e vai tirar ele do buraco. Ou seja, vocês estão interpretando a lei conforme lhes agrada. Então, Jesus cumpre a lei. Só que nós não teríamos condições de cumprir a lei porque nós não temos a conexão divina perfeita que Jesus tinha. Isso é impossível. Certo? Agora, nós não precisamos mais cumprir a lei, conforme a lei foi eh eh declarada por Moisés pela revelação de Deus. Porque Cristo cumpre a lei em nosso lugar. Mas ele não cumpre a lei para que a gente vive dissolutamente. Ele cumpre a lei para que a gente agora siga os seus passos. Nós sejamos seus seguidores. Isso é que é o, vamos dizer assim, a virada da de jogo do Novo Testamento. Podemos dizer que o Gênesis é o primeiro livro, é um livro em revelação narrativa e organização, mas não em cronologia. Qual seria o primeiro livro cronologicamente? Gênesis. Próxima pergunta. Eh, na verdade, a gente não tem como dizer que é outro livro. O único livro que pode ali estar um pouco fora cronologicamente é Jó, porque Jó é um livro que cronologicamente não está, vamos dizer assim, não é tão fácil de se encontrar qual é a datação da escrita de Jó, certo? Mas com certeza Gênesis é o primeiro livro, porque ele conta o início da história, né? E a história a partir de Abraão, ela é sequencial. Você vai ver que de Abraão até o final do livro dos Reis é uma história quase que unívoca. Ele vai contando todos os relatos. Ah, tem um outro livro que tá cronologicamente fora da ordem, que é Rut. Rute, na verdade, tinha que ser um dos capítulos do livro de Juízes. Não é uma coisa que já propus aí para Deus, mas ele rejeitou. Mas assim, a ideia é que Rute acontece no meio do livro de juízes, não é depois que que o período de juízo acaba, só para vocês entenderem, tá? E então, mas com certeza a cronologia é provavelmente o primeiro livro a ser escrito. Sim, tá? Isso porque nós temos que lembrar depois dos 40 anos de deserto e dos 40 anos pastoreando ovelhas, Moisés passa, quer dizer, depois dos 40 anos de palácio e 40 anos de pastoreando ovelhas, Moisés passa 40 anos no deserto. Ele tem tempo suficiente para escrever esses cinco livros aí. Tá bom? Ah, para algumas vezes minha cabeça dá um chicote estrala no meu cérebro. A isso aqui eu também, o meu faz isso também. Eh, já ouvi um judeu dizendo que as regras alimentares têm sentido de preservação da vida humana? Por exemplo, porco pode transmitir doença. Por que Deus tira essas regras? Eh, existe essa interpretação, sim, tá? Ela não é também definitiva, porque vários judeus vão falar, existem no meio das regras alimentares também questões cúticas, não é? não comer a carne no sangue da mãe. Isso é uma questão cúltica. A gente come isso aqui hoje, ninguém morre por conta disso. É porque na época, muito provavelmente, havia um culto pagão que fazia esse tipo de de prática. Então você não marcar o corpo, né? E todo mundo vai dizer: "Ah, não pode fazer tatuagem". Não é isso que o texto tá falando. A marcação lá é marcação de escravo, não é? Ele Deus tá ali, eh, proibindo eles de marcarem os escravos. Então você não deve marcar o corpo. Ah, então quer dizer que tá liberado fazer tatuagem. Você faz o que você quiser da sua vida. Eu não tenho nada a ver com isso, mas eu particularmente não faço tatuagem porque não dá para apagar depois e se apagar dói para caramba. Então assim, e melhor deixar sem tatuagem. Mas se deu Paulo se fez de louco para falar com os loucos, se isso tem propósito na sua vida para poder atingir um grupo, eu acho que você tem que fazer até na testa, se Deus quiser que você faça, vai lá e faz, fica à vontade. Eh, mas essa é a ideia dos alimentos. É isso, tá? Existem sima, existe uma interpretação. Por quê? Porque vários alimentos que são mencionados lá são alimentos que podem realmente causar muita doença. Por exemplo, frutos do mar. Israel tá no meio do deserto, não tem assim, tem lá o Oceano Atlântico, mar Mediterrâneo que tá ali do lado deles. Eh, mas a gente sabe que você pode comer, passar mal, pode ter alergia, você pode ter vários problemas com isso. Então, há uma interpretação de que alguns dos das algumas das regras alimentares, elas tinham muito sentido eh na questão da preservação da saúde do povo, que encaminharia por um longo tempo pelo deserto, né? Então eles falam, eles falam sobre isso sim, mas não é caso fechado. Eh, existem muitas regras alimentares que são passadas que têm muita correlação com os cultos pagãos da época, né? [Música] Eu estou perdido nas perguntas aqui. Pergunta: trono é uma categoria de anjos? Não é um trono. A palavra hebraica lá é para trono. É o mesmo trono usado para rei. Certo? Eu acho que foi por causa eu falei Isaías 6, né? Eh, mas vamos embora. A Suzili comentou isso na sua aula de angiologia. Quando a Suzi lider aula, lembrem dessa pergunta e perguntem de novo para ela. Tronos são uma das nove ordens de anos da hierarquia angelical mencionados em Colossenses 1:16. São chamados de anciãos ou sedes day. Essa é uma interpretação, né? Eh, precisaria dar uma pesquisada sobre isso. Eu não conheço essa interpretação. Os slides ficam disponíveis, talvez. Ah, já vi o nome dos hebreus v de Éber. Não, não é hebreu. E vrit é exatamente atravessar, tá? Essa informação importante aqui, ó. É aquele que atravessa o a uma porção de água. H Deus com de propósitos. Muito bom aprender. Me ajuda. Quando os toledotes contribuem de alguma forma? Toledotes ou toldotes? Acho que é toldotes. Não, mas os toledotes são as interpretações da Torá, né? Eh, é, então é o ele fal que toled é uma palavra hebraica que significa gerações ou descendentes. Eh, é uma não é não é não é uma parachá. A toledote é um pedaço do da Torá. E a parachá é esse ped esses trechos semanais que você precisa ler da Torá, né, que faz parte da da da vida comum ah dos dos judeus, né? Os judeus eles têm a parachá. E normalmente quando você vai fazer o bar mitva e o batitsva, que usa o bar mitva masculino, bat feminino, a criança lá, o menino, ele precisa ler a a parachá do seu nascimento, da semana que ele nasceu. Então ele vai lá, vai pegar o rolo da Torá que está lá no no no armário da da sinagoga, vai carregar ela pra mesa. mais ou menos o que aconteceu com Jesus lá em Nazaré, como a gente mencionou mais cedo, ele vai abrir na parachá da sua do sua do seu dia de nascimento e vai ler diante de todos, mostrando para todo mundo, eu estou apto a buscar a minha própria espiritualidade, porque a o baritsva, ele é uma cerimônia de emancipação espiritual, basicamente é o pai mostrando para os seus conterrâneos, seus vizinhos, que ele entregou uma criança apta a desenvolver a sua espiritualidade. É para isso que existe o Baritsman, tá? Ã ã K k estamos conectados. Adiciona eu. 282. Barba da hora, professor. Essa aqui eu vou até mostrar, ó. É nós. Ah. pergunta. Quando a lei diz isso é por estatuto perpétuo como devemos entender isso? A lei alimentar, lembrando em Atos 10, tá falando de pessoas e não de alimentos. Atos 10 é Pedro na casa de lá em Jope, né? Ah, quando a lei diz: "Está tudo perpétuo". Então é, quando fala de si, tá tudo perpeto, a Adri Dias tá falando que é de aliança unilateral, não necessariamente só as alianças unilaterais, por exemplo, um estatuto perpétuo, se eles seguirem os estatutos dos preceitos, eles vão habitar na terra. Isso é um estatuto perpétuo. Mas por que que eles não habitaram na terra perpetualmente? Porque eles não seguiram. Então, mesmo que seja uma aliança bilateral, Deus não muda a parte dele, mas ele deixa condicional para agir de acordo com o que ele eh eh quiser. Ã, e lei alimentar, a questão a questão lá em em Atos, ela é uma questão didática também. Algumas pessoas utilizam essa esse texto para poder justificar que pode se comer de tudo. E realmente o texto fala isso também, né? Mata e come. O que Deus purificou? Não, não, não, não. Como é que é? O que Deus santificou? Não, não dessantifique o homem. Eh, ali era Pedro sendo ensinado que a a o evangelho, o evangelho não era exclusivo do povo judeu e nem dos descendentes de Abraão, no caso, né? Porque os os samaritanos também são descendentes de Abraão, né? Os samaritanos aqueles judeus que se envolveram com mulheres estrangeiras, mas eles têm lá no sangue de Abraão. Então, assim, não era só para eles, eles precisavam expandir e ir até os romanos, que são os gentios. Então assim, aquele texto tá tá relacionado com isso, mas as leis alimentares, como a gente mencionou agora mais cedo, tinham essa esse esse toda essa esse ambiente de cultos pagãos, de questões de saúde e tudo mais, né? Eh, existe um bom livro, tem um livro que fala sobre isso, que é o, caramba, eu lembro do nome do livro em inglês, não lembro em português, que fala sobre as leis alimentares, é um livro judaico, não é nem um livro cristão. E ele vai fala, vai ter uma boa interpretação a respeito dessas leis. Eu posso procurar depois e colocar também como leitura complementar. Por Moisés escrever, citando o código de Amurab, é fato afirmar que ele interagia com Deus, que Deus respeitava com Moisés, com escrever e ele estava passando. É muito, é fato. Inclusive diz que Moisés falava com Deus face a face. A gente não tem nenhum motivo para não crer nisso. O que eu falei para vocês é o seguinte: toda a história do Antigo Testamento, eh, história extrabíblica, no caso do período do Antigo Testamento, você possui as cosmogonias. A cosmogonia que existe em Gênesis de 1 a 11, por exemplo, é uma recreação, uma recontagem dessa história. Um exemplo muito básico e claro é o é o a história de Noé. A história de Noé, ela é muito muito parecida com o conto de Gilgamesch, que também é da região lá de Amurabe. O conto de Gilgamesch ele é de pelo menos 800 anos anos antes do surgimento de Moisés. E essa história já era conhecida. Só que não só a história da do dilúvio também aparece em eh civilizações que nem grafia tem, civilizações ágrafas, nós dizemos, que possuem uma história de uma grande inundação de proporções mundiais. Acontece isso em tribos na Amazônia. Aí você me pergunta, como que essas tribos leram a história de Gilgamesch? Não leram. Essa parece ser aí uma história universal, algo que ficou marcado na história da humanidade. E aí as culturas replicam essa história. Então, da sua forma, obviamente, né? Eh, mas assim, a a isso não significa que pelo fato dele ter baseado parte dos seus escritos em escritos anteriores, que esse texto não é, vamos dizer assim, inspirado. É Deus falando, coloca isso aí. Isso é importante. As pessoas vão viver lá, vão habitar umas com as outras, vão ter problemas e você tem que dizer, se ele matar o seu amiguinho, vai morrer também. Então é isso que o texto tá falando ali, OK? Qual período nós estamos levando em consideração as festas de Israel? As festas de Israel, elas são baseadas no calendário agrícola, não é? E então tudo tá baseado nisso. Eh, o Saião tem uma aula muito boa, inclusive, no nosso canal, sobre essa sobre a questão das festas. Eh, e aí tem um calendário lá que mostra e o calendário é o calendário lunar. Então, assim, todos aqueles meses que são citados na Torá estão baseados nesse calendário lunar. Entendo que a salvação é pela fé, mas se não praticarmos a lei, jamais seremos salvos. Gálatas 3:12, Romanos 10:5, entre outros. Deus tem apenas um povo. Com certeza Deus tem apenas um povo, mas o cumprimento da lei é o cumprimento da inspiração da lei e não da letra da lei. Como eu já mencionei aqui, Jesus mesmo vai ensinar isso em todas as suas eh interações lá com o o os fariseus e com os com os os saduceus também e com os escribas, que eram os intérpretes da lei. Então, o que que eu quero dizer com isso? A gente já passou muito do horário, por sinal, né? acabei de olhar aqui, eh, que a prática da lei ela não salva. A prática da lei não acrescenta tijolinhos na nossa mansão celestial. Isso está escrito em Gálatas, que você citou, e também tá escrito em Hebreus, que a salvação se dá pela graça e misericórdia de Deus, através do sumo sacerdote perfeito que é Cristo Jesus. Inclusive, Hebreus capítulo 10, se eu não tô enganado, agora eu posso estar fugindo da memória, mas eu acho que é Hebreus capítulo 10, ele vai mencionar que o sacerdote no Yonkipur, no dia da expiação, precisava todo ano oferecer um sacrifício pela sua purificação e purificação da sua família, porque ele cometia pecados, ele não era perfeito. Jesus não precisa oferecer sacrifício por si mesmo. Por isso que o seu sacrifício é perpétuo, não precisa de repetição. Então já não é um cumprimento da lei. Você já não precisa cumprir essa parte da lei que fala sobre o sacrifício, porque o sacrifício perfeito foi feito em Cristo Jesus. Só pra gente poder enquadrar isso aqui direitinho, tá? Ah, meu Deus. Fê, você perguntou o que Zacarias vai falar. Zacarias tá lá na frente. Você pergunta de novo lá quando a gente falar dos profetas. Ahã. Sim, toledes é geração, mas eu não entendi o que que você, o que que você quer que eu explique sobre toledotes. Professor, quando os judeus estavam em campos de concentração, como eles cultuavam a sua fé em Deus? Bom livro para vocês lerem. Não vou botar lá não, mas um bom livro. Eh, Em Busca de sentido do Victor Frankel. vale muito a pena ler. Ele é um judeu condenado, eh, aprisionado em campo de concentração, faz uma leitura do seu período como e ele já era na época médico, ele era um médico psicanalista, se eu não me engano, e ele fala como as pessoas que desenvolveram a sua fé no campo de concentração persistiram e perduraram e pessoas que não tinham fé tiraram a própria vida, inclusive alguns deles. Então, assim, é um livro excelente para vocês lerem, para entender um pouco sobre isso aí também, tá? Olha, eu vou pesquisar mais isso aqui, admito a ignorância a respeito desse assunto, tá? Ah, exato. Isso acontece com os judeus também. Muito obrigado, Laila. Eh, acontece com judeus. Até judeus que falam assim: "Agora eu acredito em Yesua, ele não come carne de porco porque ele acredita?" Porque ele não foi criado fazendo isso. Então assim, não tem nenhum problema. O que você não pode e nem eu posso e ninguém pode fazer é atribuir a isso peso de salvação. Ah, eu sou mais salvo porque eu não faço essas coisas. O próprio Senhor Jesus vem e quebra eh quebra esse tipo de de pensamento. A salvação só se dá na crença da da da bênção salvífica de Deus através do seu filho e não é por outro motivo. Tá bom? Ah, mas assim, ah, eu particularmente, eu vou falar do fundo do meu coração, eu conheço pessoas que não comem carne porque preferem não tem pena dos animais. Eu adoro porque sobra mais para nós. Sem nenhum problema. Não quer comer, não come. Fica à vontade, meu querido. Você quer comer só grama? Come grama. Eu como o animal que come a grama. Então, nós estamos bem e seguimos. Porque sabe o que vai acontecer? O que não come grama e o que come grama, os dois vão morrer do mesmo jeito. Eclesiastes é uma obra maravilhosa para lei e para você aprender sobre isso. O final de todos é a sepultura. Então você tem que aprender a confiar no seu Senhor enquanto você tá aqui. É isso que nós aprendemos do texto bíblico. É isso que nós aprendemos também da Torá, que quanto nós queremos servir ao nosso Deus de todo coração, esse Deus ele se alegra de nós. E mesmo que a gente vai passar pelo deserto, a gente tá feliz porque Deus tá com a gente. Tá bom, meus queridos? Foi um prazer enorme estar com vocês. Vamos nos encontrar outras vezes nesse módulo dois aqui. E não esqueçam, se você não está inscrito no nosso canal, inscrito no nosso canal, faça sua inscrição, ative o sininho para você receber as notificações, curta esse vídeo também, porque esse vídeo, o a curtida do vídeo ajuda a ele se espalhar mais ainda aqui no no no Instagram, ó, no YouTube. E também acompanha aí a nossa nossas outras redes também no Instagram, também no Facebook, onde a gente posta as nossas agendas e os nossos eventos e também muito material, muito conteúdo para abençoar a vida de vocês, tá bom? Um forte abraço a todos, Deus os abençoe e nos vemos na próxima aula. E eu quero descobrir o que que eu coloco aqui. 3 2 Eita, nós não tá aqui. Ah, eu vou fazer uma dar uma roubadinha aqui. Um abraço, pessoal. Até a próxima.