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A fé vem pelo ouvir

ME MANDARAM VÍDEOS SOBRE TEOLOGIA NEGRA

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Índice
00:00 Introdução
00:38 Exercício físico para a glória de Deus
03:49 Sobre o evento do neocalvinismo
09:04 Do lado errado da história
12:45 Os santos católicos não substituem a Deus?
16:25 Jonas Madureira e a leitura das Escrituras
22:09 Teologia Negra e o cristianismo
25:51 Inscrevam-se no canal

Legendas automáticas:

Seja muito bem-vindo ao Dois Dedos de
Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e
você está no Teólogos do Twitter, o
programa em que todos nós temos um
ataque de pânico, uma crise de ansiedade
e enquanto vemos loucuras sendo faladas
sobre Deus no TikTok, nós ficamos com
Tic e com toque. Se você não me conhece,
eu sou o pastor Iago Martins, sou seu
sexto teólogo favorito aí do YouTube,
talvez. E este é um canal que tem vídeo
de segunda a sexta, sempre 10 horas da
manhã. Vários tipos diferentes de vídeo.
Tem a egese bíblica, tem as EGES do
antigo Novo Tchamento, traduções
bíblicas. A gente analisa questões
culturais modernas, falo de filme, falo
de tudo, sem partir da palavra da
verdade. Dito isso, simbora pro vídeo de
hoje. Que que descobriram agora que todo
mundo tem que ir pra academia? E por que
que tem uma academia em cada esquina?
Será que é só marketing? Jo Stot dizia
que crer também é pensar. O Cristão tem
que pensar um pouco. Será que eles estão
enganando a gente? Você conheceu seu
bisavô? Que carro ele tinha? O fogão
dele era elétrico, a indução ou a gás? A
lenha. Mas então, pelo menos ele
comprava a lenha da chope. Nós fomos
rodeados de comodidade. Deus seja
louvado por isso. Só que paramos de nos
mover. Os nossos avós cultivavam a
terra, iam pro trabalho de aé ou de
bicicleta, comiam alimentos naturais, as
mulheres lavava roupa no rio ou quando
muito num tanque mais na força do braço,
eles já se movimentavam o suficiente.
Esse não é o seu caso. Então, mov-se. É
um texto de Paulo, ele diz: "O exercício
físico é de pouco proveito. A piedade,
porém, em tudo é proveitosa, porque tem
a promessa tanto paraa vida presente
quanto para a futura". Tá vendo, pastor?
exercício físico, pouco proveito. O
detalhe é que Paulo escreve pro primeiro
século, em que tudo era abraçal, manual.
A verdade que ser piedoso é muito
poderoso e incomparável com qualquer
outra coisa, mas nos nossos dias o
exercício físico já não tem tão pouco
proveito assim. Movimente-se, entre em
ação, faça caminhadas. A qualidade da
nossa vida, da nossa velice, depende do
nosso movimento hoje. E quem não tem
tempo para se exercitar, vai ter que
entrar tempo para cuidar da doença.
Olha, tem uma sabedoria boa aqui sobre a
diferença de de vida, né? Os antigos se
mexiam muito mais, comiam muito melhor,
inclusive. Mas tem um ponto aqui do do
versículo de Timóteo que eu acho muito
interessante, porque Timóteo, eu acho
que eu posso contribuir nesse sentido,
que ele falou que é irretorquível, tá?
Excelente. Mas esse ponto de Timóteo é
um pouco mais profundo na minha opinião,
no sentido de ele tá falando do quê? Ele
tá falando da piedade. Que exercícios
físicos são esses? Eram as práticas
aséticas dos grupos gnósticos que
acreditavam que por meio do acetismo
físico eles alcançariam a Deus. E aí ele
vai dizer: "O exercício físico tem pouco
proveito, mas a piedade, né, tem
resultados pra vida eterna". Então o que
que Paulo tá dizendo? Que o exercício
físico não tem resultado eterno. O
exercício físico não vai te apresentar
Deus. O exercício físico não vai te
aproximar de Deus. O exercício físico
não vai te dar uma espiritualidade mais
profunda. O exercício físico tem pouco
proveito. Que pouco proveito é esse? tem
um bom corpo, é ter um corpo saudável, é
ter saúde. Então, qual é esse pouco
proveito do exercício físico? É um
proveito muito bom pro nosso caso.
Assim, é um pouco proveito no sentido
espiritual. Você pode ser um marumbeiro
e ser um endemoniado, ser um marumbeiro
e uma pessoa que odeia Jesus, ser um
marumbeiro e tá indo pro inferno. Mas
existe um proveito ele em sentido
espiritual diante do da vida eterna é
pouco, é só saúde, mas é a piedade que
vai nos dar a vida eterna. Então a gente
tem que colocar o texto dentro do do seu
do seu lugar, senão a gente acaba indo
para um caminho de achar que Paulo tá se
desfazendo, falando um pouco do
exercício físico e tal, mas não tá não.
Tá lembrando. Claro que se claro que
aqui não tem como perder essa, né? Se
você quer apoiar o nosso canal, cupom
Jesus lá na Grove Suplementos. É uma
forma de contar pro pessoal da Grove que
você tá cuidando do seu corpo pra glória
de Deus. E você ainda apoia o nosso
canal. Tem tudo lá na Grove, acabou de
chegar minha caixa da Grove hoje. Tem
roupa de treino, tem creatina, tem
pré-treino, tem Way Prot, tem barrinha
de cereal, tem tudo lá pra sua vida
fitness. usa o cupom Jesus, você ganha
um desconto fazendo isso e você ainda
ajuda o 2D do mitologia a continuar
funcionando, tendo vídeo todos os dias.
O link para ser lá na grupo suplementos
vai tá aí na descrição. Mandaram para
mim aqui do Anã, olha o caba, o famoso
afrocrente. Vamos ver aqui se temos uma
teologia pública no Brasil, ela começa
na teologia negra. Não será sem homens
brancos teólogos em uma sala na Maenze
que vão mudar esse país. Ah, tá rolando
em direta ao evento de neocalvinismo que
a gente teve lá no Mackenzie. Rapaz,
esse homem dorme e acorda pensando em
nós, viu? Não sei se você sabe, esse
afrocrente é um antigo perseguidor aqui
do canal que me comparou com grupos
neonazistas porque ele é doido e é isso
aí, entendeu? Já foi no me chamar de
higienista, dizer que meu máfia dos
menos, era um livro higienista, um livro
que eu literalmente digo para você se
envolver com a vida dos pobres. É um
livro higienista. Ah, quando porque eu
digo que não é para dar esmola, é para
se envolver profundamente na vida do
pobre lá no máfia dos mendigos. E aí o
cara tá bravo porque a gente teve esse
evento sobre neocalvinismo no Mackenzie,
onde o F teologóic Seminary, o
teologista universitá de Utret, uma
coisa assim, eu não sei falar holandês,
então é por aí, e várias outras
instituições aí do mundo, vieram, né,
aqui pro Brasil. A gente teve um evento
incrível discutindo neocalvinismo, Abran
Kaier, Herman Doiverd, Bavink, cara, foi
assim fenomenal e foi um dos melhores
eventos que eu fui na minha vida, tá? Um
monte de gringo vindo ouvir brasileiro,
ouvir os brasileiros. E só vou dizer,
tá? Eu já vim para eventos em que os
gringos vinham para, sabe, no espírito
de trazer civilização para esse monte de
macaco, entendeu? Falar aqui entre nós
aqui. A impressão que dava é que via os
gringos no espírito de eu vou trazer
aqui, sabe esse band de macaco, esse
band de bicho solto na floresta que acha
que é teólogo. Vou vir aqui trazer
civilização para esses pobres coitados,
não é? E era e é sempre uma situação
terrível. O cara vem com a, sabe, com
aquele espírito em páfia terrível para
finalmente nos ensinar o beabá do
evangelho, o basicão da teologia. Porque
esses teólogos aqui com doutorado e
mestrado provavelmente não sabem de nada
da de teologia. Quantas vezes já vim em
palestras e em aulas de pregadores
americanos que vinham com a pregação
mais escola bíblica dominical do mundo,
a aula em seminário, em mestrado, que
era coisa de escola bíblica dominical. E
aí quando via o nível das perguntas, os
alunos tinham que voltar envergonhados
pro hotel para reprepar as aulas, porque
viram que não era não era aquilo que ele
que ele achou que ia encontrar aqui, não
é? E aí vieram esses gringos tudo aqui
pro Brasil num espírito de nos ouvir.
Cara, eu achei isso inacreditável. Eles
vieram querendo entender, querendo
aprender, perguntando perguntas
difíceis, nos ouvindo, um monte de
brasileiro falando em inglês e eles
ouvindo tudo. Cara, um negócio
fenomenal. E não só aquela postura meio
de, ah, fala aí, você pobrezinho, fala
aí que eu quero lhe ouvir, vou lhe dar
uma chance de falar. Não, não.
Perguntando e discordando e questionando
e propondo outras coisas e sabe, a gente
sendo tratado como igual. Foi
maravilhoso. Eu fiz uma postagem no meu
Instagram comentando sobre esse evento
do MKen. Eu vou até abrir aqui que eu
acho que é uma postagem que resume bem
aqui o o ponto. Eu comentei aqui, ó, até
até lei que fica mais fácil. Nessa
semana participei de um dos encontros
mais ricos e inspiradores da minha vida
acadêmica e ministerial. Um evento
internacional sobre neocalvinismo no
Macken com PhDs, teólogos, filósofos,
historiadores e estudantes de doutorado
de várias partes do mundo. Todos unidos
por uma preocupação comum, como o
cristianismo pode oferecer uma
contribuição robusta, coesa e fiel às
diversas áreas do conhecimento e cultura
contemporânea. Foram dias intensos de
painéis sobre neurociência, artes,
políticas, saúde, economia e questões
sociais, sempre atravessados por uma
cosmovisão cristiana lúcida e
comprometida. Também tivemos momentos
valiosos de conversa, planejamento e
amizade, reencontros e novos encontros
que plantam sementes para o futuro. E
aqui é o ponto que eu queria chamar a
atenção, tá? Dois pontos que me marcaram
profundamente. Um foi esse ambiente de
troca genuína que eu comentei. Os
gringos vieram para nos ouvir. Muito
legal. E aqui é o ponto que eu quero
levantar para criticar isso aqui do do
afro discrente aqui. A palestra do
Guilherme de Carvalho. Olha, olha, olha
o que eu escrevi, ó. Faz tempo. Eu
escrevi 24 de maio isso aqui. A palestra
do Guilherme de Carvalho, no maior
auditório do Mackenze, uma das
principais universidades cristãs da
América Latina. Ali estava ele, um homem
de pele escura, de fora do eixo São
Paulo Rio, oriundo de uma denominação
carismática independente, palestrando em
inglês fluente para uma audiência
internacional de alto nível. Guilherme
de Carvalho representa a cara real do
evangelicalismo brasileiro e o faz com
coragem, inteligência e uma tradição
teológica sólida. Sua presença ali foi
para mim um símbolo de esperança. O
Brasil pode e deve ocupar seu lugar no
debate público global. Então, vê só. Ah,
mas a teologia tem que ser a teologia
negra, que vai realmente ser uma
teologia pública no Brasil. Por que é
que o Guilherme de Carvalho não é
considerado como parte da teologia negra
no Brasil? Porque é um negro fazendo
teologia. E é um negro fazendo teologia
contextual para o Brasil. Por que não?
Ah, porque ele é um intelectual que não
é um esquerdista, ele não é um
comunista, ele não é um cara que usa os
padrões da teologia da libertação para
poder fazer teologia. Ah, então ele não
é representante da teologia negra, não
é? Por que que eu não sou representante
da teologia negra? Eu sei que tem um
monte de luz clara aqui na minha cara,
mas eu sou um cara pardo. Eu sou um cara
pardo. Eu sou um cara que tem, o meu pai
tem pele escura, minha mãe é loura, meu
pai tem a pele escura. Cresci na favela
do Ceará. Sou um nordestino de pele
escura que pastorei na favela. Por que
que eu não sou representante da teologia
negra? Para esse pessoal porque eles
pegam um monte de teólogo mais claro do
que eu e coloco como teólogos da
teologia negra, certo? Tem um monte de
pardo mais claro do que eu que eles
dizem que são pretos. Por que é que eu
Porque é que eu não sou? Não é? É porque
a minha teologia não é uma teologia de
esquerda, porque se eu fosse de esquerda
aí, pronto, aí seria teologia negra, né?
Então cara, ó, 100 homens brancos
teólogos, esses 100 homens brancos
teólogos na sala do Mackenzie, brother,
tinha um monte de mulher no Mackenzie.
Tinha muitas mulheres falando. Tinha uma
palestrante mulher falando só que tinha
era mulher lá também. Porque as mulheres
estão produzindo teologia robusta de
qualidade no Brasil e no mundo também. E
tinha um monte de gente que não era
branca lá, cara. Um monte de pardo. Um
monte de pardo. Porque o Brasil é
majoritariamente pardo. Fazendo sim
teologia pública de qualidade que tem
influenciado o Brasil de verdade, tá?
Desculpa aí, ô amigo Jackson, você vai
continuar reclamando no Twitter de
coisas que não vão acontecer, porque
sim, essa galera tá fazendo diferença
dentro da produção teológica do Brasil,
não é essa galera da teologia da
libertação aí que vai fazer, não, tá? E
digo mais, tá? Digo o seguinte que eu
vou aproveitar aqui o o querido
afrocrente e vou dizer o seguinte: essas
questões políticas de engajamento
social, neocalvinismo, como a gente se
relaciona com a cultura, com a
sociedade, precisam de respostas boas,
bíblicas, corretas. E não sei se você
sabe, eu estou lançando neste momento um
material sobre isso, que é esse aqui, ó,
do lado errado da história, como uma
escatologia política dos motiva nos
salva da loucura em um mundo de causas
perdidas, publicado pela Impacto
Publicações. É um material de 250
páginas dividido em cinco capítulos que
tenta discutir uma série de assuntos
relacionados a engajamento cultural,
escatologia bíblica e o papel da igreja.
No meio disso tudo, esse livro registra
palestras que eu dei em Portugal dois
anos atrás, do norte ao sul do país, mas
não são transcrições de palestras. É um
livro que foi todo escrito antes de ser
ministrado. Claro que as ministrações em
Portugal me fizeram escrever mais coisa
aqui. E porado em Portugal? Esse livro
tem o prefácio do pastor português
Thiago Cavaco. Livro conta com
Introdução chamado Fugindo do Otimismo.
Tem o capítulo um. Enquanto o fim não
vem, o paradoxo do mandato cultural e a
escatologia pessimista, onde eu explico
por nós devemos nos engajar na cultura
mesmo tendo uma escatologia de um mundo
que piora. Capítulo dois, para que o fim
não venha logo, a esperança pessimista
da escatologia do adiamento. Eu falo
sobre adiar o apocalipse. Você vai ter
que clip para entender. Isso aqui foi
uma palestra que eu dei junto do
Guilherme de Carvalho. Guilherme de
Carvalho ouviu essa palestra. Foi, foi,
foi tenso. Apresentei essas ideias pela
primeira vez com o Guilherme de Carvalho
ouvindo. Capítulo três. Em nós, o fim já
está vindo. A cidadania cristã como uma
vida política alternativa. Esse capítulo
aqui, olha, é teologia bíblica pura,
discutindo como nós nos engajamos como
peregrinos nessa terra. Quatro, vivendo
o fim que já veio. Uma teologia do
conformismo político, onde eu tento
argumentar que a melhor forma de nós
mudarmos o mundo é mostrando que mudar o
mundo não é tão importante assim. E
capítulo 5co, trazendo os homens para o
povo do fim. missões a partir dos
herdeiros do reino, que é basicamente
uma teologia bíblica do reino e o seu
relacionamento com a obra missionária. A
conclusão se chama 10 conselhos para
permanecer igreja em uma era política. É
um material que eu tenho certeza que vai
abençoar a sua vida e que vai te ajudar
a entender melhor como a igreja
participa das polêmicas, das dinâmicas
do mundo contemporâneo. Então, ó, link
na descrição, dá uma moral aí pro meu
novo livro. tem umas histórias aí por
trás dele. Ele era para ter sido um
capítulo de um outro livro, o Idolatria
Política, mas Idolatria Política muito
grande e esse era uma temática que eu
queria desenvolver mais. Então eu peguei
o que era o último capítulo e desenvolvi
mais e virou ele sozinho, um livro de
250 páginas, que para mim termina o que
é ah confluência de uma obra, assim, é
uma obra, tá? Eu acho que tudo que eu já
escrevi na minha vida, o máfia dos
mendigos e o do lado errado da história
são as únicas coisas que eu posso dizer
que são uma obra, assim, é, são ideias
que você não vai encontrar do mesmo
jeito em lugar nenhum. Eu acredito,
todos os outros livros meio que são
catalogações e organizações e aplicações
de coisas que você encontra por aí, mas
esse aqui é um livro que eu acho que tem
ideias que eu não li em lugar nenhum. Eu
acho que é depois de 22 livros depois,
22 livros depois, eu acho que finalmente
escreveu alguma coisa que eu não li em
lugar nenhum, que eu acho que tem muita
citação, muito diálogo com outros
autores, mas tem uma parada diferente
aqui. Se você puder me dar a sua moral,
certo, vá lá, vai ter um link na
descrição para você poder comprá-lo. Tá
bonito o livro, tá, tá bem bonitinho.
Coisa legal aqui. As capas, ó, como é
que é por dentro aqui, ó. Que legal, tem
citações aqui, ó. Sempre tem capítulo
três, tem uma citação aqui antes do
capítulo e outra citação aqui quando
quando entra no capítulo. Tem trechos
muito legais aqui. Eu li alguns trechos
desse livro lá na Esperança, quando eu
tava pregando na igreja do Guilherme de
Carvalho e do amigo Igor Miguel. E ó, o
pessoal gostou muito dos trechos que a
gente fez depois de ler lá o lançamento.
Tá bonito, tá bonito. Puder aí me dê sua
moralzinha. Agradeço a sua leitura.
Política tá chegando aí, tá voltando aí
o tempo das eleições. Pessoal vai ficar
doidão. Então, ó, aproveite para
garantir o seu e garantir sua sanidade
também. Idolatria é substituir Deus. É
óbvio, é evidente, claro que as nossas
imagens de santos não substituem Deus,
porque os santos serviram com toda força
e graça a Deus. Os santos, as imagens
dos santos estão vinculadas
à sua vida. Vamos lá. Vamos lá. Vamos,
vamos, vamos começar aqui devagarzinho,
tá? Sim. Sim. Idolatria é substituir
Deus por alguma outra coisa. O que
acontece quando eu forneço a indivíduos
que morreram e foram pro céu? Atitudes.
Dou a eles características que eu
deveria dar apenas a Deus. Por exemplo,
devoção. Devoção a gente deveria dar
apenas a Deus. Os católicos não a
santos. E aí, que tal orações? A gente
ora a Deus e a gente pede oração para
pessoas à nossa volta. Quando você ora
ao santo e faz rezas ao santo que está
nos céus e que provavelmente nem vê a
sua vida aqui, você tá dando para ele
algo que você daria normalmente só a
Cristo Jesus. Porque não é pedir oração
para um colega que vai orar por você, é
orar ao santo. Temos devoção, temos
oração, os caras se prostram, se
ajoelham diante da imagem de santos e se
colocam em reverência muito profunda de
uma forma que isso é condizente a Deus.
Então a gente tem um problema aí, né?
Quando João se prostra diante de um anjo
no fim de Apocalipse, o anjo diz: "Opa,
opa, opa, se prostra para mim não, eu
sou conservo aí do Deus vivo igual você.
Vá se prostar os santos?" Ele diz isso
não. Ele diz: "Se pr apenas a Deus,
adoraremos apenas a Deus". Ele não
aponta para santo nenhum, porque a gente
não se dobra de forma nenhuma. Vê só,
ele disse com servo dos profetas, então
a gente também não se dobrava aos
profetas. Não deveria adorar profeta,
idolatrar profeta. Como é que os santos
podem eles serem instrumentos de um tipo
de devoção que a gente entregaria só o
Deus vivo? Não é? Eu sei que vocês pedem
para não colocar a música de Maria, mas
a velha referência, né? Eu sou de Jesus,
eu sou de Jesus. Eu sou de Jesus. Sou
dees. É aquela velha parada da da do
worship de Maria, né? Tudo que eu tudo
que eu tenho é dela. Tudo que é meu
passa por ela. Clamo Maria e quando eu
tenho Maria tenho também Jesus.
Entendeu? Isso não é adoração, meu
patrão. Isso é adoração. Isso é entregar
a indivíduos aquilo que nós normalmente
entregaríamos apenas a Deus. E a vida
dos santos é dar glória a Deus. Como que
uma imagem de alguém que dá glória a
Deus substitui Deus? Quando você oferece
a este alguém que deveria dar glória a
Deus, coisas que deveriam ser dadas
apenas a Deus, como prostração, devoção
e oração, é absurdamente ridículo. Não
tem sentido nenhum. Por isso que na arca
da aliança tem os querubins. Êxodo
25:18, Deus manda fazer os querubins. E
a gente vai fazer aqui uma defesa da do
de imagens, né? Da das imagens. Mas isso
é transversiar a questão em si, não é?
Porque o grande problema não é existir
uma imagem. Eu eu não tenho aqui em
casa. Acho que eu tenho um Luterinho.
Acho que tem um bucho de tem uma coisa
de Lutero em algum lugar aqui. Acho que
eu tenho um João Calvino. Não, acho que
eu eu eu acho que eu não tenho. Na
verdade, eu tenho ali, tenho um Anakin
Skywalk ali. Eu tenho um Gandalf,
mas eu tenho uns bonequinos no Toy
Story, mas podia ter aqui um bonequinho
de Lutero, um bustozinho de Calvino,
entendeu? Isso não é um problema. O
problema não é existir uma imagem, uma
um quadro, existir uma representação
física de um indivíduo e essa
representação física de alguma forma
rememorar o indivíduo. Não é esse o
problema. O problema é que vocês se
dobram, se prostram de joelhos à imagem
do indivíduo, beijam a imagem do
indivíduo, oram pra imagem do indivíduo
e tratam aquela imagem como se ela
tivesse uma sacralidade particular. Mas
você vai me dizer que isso não
representa também um tipo de idolatria?
Ah, eu acho complicado dizer que não tá.
Não vou continuar não, porque a parte do
não poder ter imagem é só
tchamentamento. Meus irmãos, existe um
trabalho de Satanás
para impedir as pessoas de se
aprofundarem nas escrituras. E esse
trabalho começa com a celebração da
ignorância sob o nome de simplicidade.
Ignorância tem nome, se chama
ignorância.
Simplicidade não tem nada a ver com
ignorância. Uma pessoa pode ser sábia,
pode ser inteligente, pode conhecer, ter
conhecimento e ser simples. A
simplicidade não é uma marca de burrice,
é uma marca de caráter, de pessoas que
são fáceis, fáceis de ensinar, fáceis de
aprender, porque aprenderam lendo,
lendo, lendo e descobriram o valor da
leitura. Sofreram para ler o que leem,
porque ninguém aprende a ler sem
sofrimento.
A, que lapar, que lapada inacreditável,
hein, rapaz. Jonas Madureiro aqui tá com
sangue no oi. É luta e é na força do
ódio que você vai ler a Bíblia. Por
isso, se existe um investimento de
Satanás em nossas igrejas, é o
investimento na ignorância das
Escrituras. E você, pastor, não pode ser
um alhado de Satanás na ignorância da
sua membresia. Não aceite que as pessoas
digam que está muito difícil. Olhe para
essas pessoas que estão dizendo: "Está
difícil". Diga assim: "Meu irmão, você
quer estar comigo aqui em oração? Todas
as quintas-feiras às 5 horas da manhã,
eu tô no meu escritório, vou te ensinar
a ler a Bíblia." Não sea, o povo de Deus
por baixo, o que é a leitura das
escrituras e a oração diária perto do
que Jesus fez na cruz. Que vergonha na
cara, irmão.
Jonas Madureira cuspindo fatos na cara
da sociedade. Tem muita gente que
critica pregadores difíceis, né? Os
caras que falam difícil, que se
aprofundam na, sabe, na sabedoria e no
conhecimento. E às vezes houve uma
palestra do Jonas Madureira e tem
referências complicadas. Você poxa, eu
lembro, eu lembro quando eu pela
primeira vez na minha vida ouvi uma
palestra do Guilherme de Carvalho. Foi
na semana CS News aqui em Fortaleza na
universidade, Universidade Federal do
Ceará. E eu lembro que eu não entendi
nada. Eu só entendi quando ele falou CS
le entendeu? Entendi nada. Eriago
seminarista na época tava indo pro
seminário, sei lá, acho nem tava
seminário ainda. E eu lembro que eu fiz
uma oração. A oração que eu fiz foi:
Deus, me deixa um dia ser inteligente
bastante para entender o Guilherme de
Carvalho. Eu só quero entender o
Guilherme de Carvalho. Se eu entender,
tá bom? Eu não quero nem ser capaz de
inventar as coes me fala, de criar,
sabe, as ideias que ele que ele também
desenvolve aqui. Eu só queria conseguir
entender, só entender. Para mim tava bom
isso antes aquele vídeo famoso do Clov
de Barro, né, sobre entender o que o que
o Kant escreve e tal. Não, é só uma
questão de brio.
Você tem brio? Eu lembro que para mim
foi uma das grandes vitórias da minha
vida no dia que eu ouvi uma palestra do
Guilherme de Carvalho. Entendi.
Obrigado, meu pai, entendi. E um dia
disse pro Guilherme: "Gilherme, não
simplifique." Eu disse para ele, ó, não
não aceite qualquer pressão à sua volta
e dizer: "Ah, você deveria falar mais
fácil, você deveria ser mais simples".
Já tem muita gente sendo simples. Ser
simples, qualquer pessoa consegue. Ser
simples, o Guilherme Carvalho consegue.
O Jos Madureiro consegue. Ser simples,
qualquer erudito consegue. Porque
nivelar para baixo, aí beleza. Uma
pessoa que sabe falar muito, também sabe
falar pouco. Uma pessoa que sabe falar
difícil também sabe falar fácil. Uma
pessoa que sabe desenvolver ideias
complexas também vai saber desenvolver
ideias simples. Agora, quem só sabe
falar fácil, quem só sabe desenvolver
ideias simples não consegue desenvolver
ideias complexas. Então, nós precisamos
de mais homens desenvolvendo ideias
complexas, mais homens pensando de
acordo com a palavra de Deus, pensando a
partir da escritura, levantando,
levantando o sarrafo da igreja,
entendeu? Ah, pastor, não entendi.
Talvez a culpa seja sua, de não ter
entendido, né? Talvez sei que devesse ir
atrás e entender, não tentar nivelar o
pastor por baixo para todo mundo ficar
burro igual a você, mas tentar você
deixar de ser burro, porque burro todos
nós já fomos um dia. Talvez você ainda
seja, talvez você seja uma pessoa de
inteligência média e a gente todo mundo
vai ser burro para alguma coisa. Não
entender faz parte da jornada da vida. E
o que que a gente faz quando a gente não
entende? Tenta entender. Mas a gente às
vezes condena o outro quando a gente é o
tolo. Poxa, eu sou o cara que não sabe,
sou o cara que não entende. Que bção.
Você tá num culto que você não entendeu
o sermão, que bção significa que você
está em um lugar que você vai ser puxado
para cima, entendeu? É uma bção. Olha
que vantagem, cara. Sabe, por exemplo,
deixa eu dar um exemplo. Sabe uma coisa
que é que é muito triste? É você estar
em um lugar que você sempre entende
tudo. É estar em um lugar que ninguém
está falando sobre o que você não
entende. É estar em um lugar onde
ninguém ninguém consegue te puxar para
cima. E aí, o que é que sobra para você?
Não é ficar estagnado. É tipo treinar.
Você vai, sabe, eu vou fazer musculação,
eu vou correr, eu eu corro na m, eu tô
tentando correr, né? Tentando deixar o
meu carro de mais divertido. E aí eu
conseguia correr uma determinada
quantidade de quilômetros. E aí o
pessoal com quem eu corro corre tão ruim
quanto eu, né? A gente corre tudo igual.
Tem um outro que corre mais, tal, mas a
maioria de nós corre ali tentando
aprender a correr devagarzinho e tal.
Ninguém é atleta. Tem uns atletas lá no
nosso meio, mas não são tantos. E aí
estamos ali e a gente vai ali igual,
entendeu? Aí um dia eu fui correr com
uma galera que era corredora mesmo, de
verdade, irmão. O cara não vamos lá, o
cara sabia, não vamos assim, ó, cuidado
com isso aqui e tal. O cara me deu um
monte de toque durante a corrida. Corri
a maior distância que já tinha corrido
na minha vida. Dei um tempo depois, fui
correr com a galera que já era corrida
corredora também, corria mais tempo, fui
correr, tinha umas noções, tal, pô,
corri mais do que nunca corri na vida.
Então, quando você tá em local, um local
em que você tem a bção de seu tolo,
quando você tá em local que você tem a
bção de ser quem sabe menos, isso
significa que Deus te colocou no lugar
em que você pode progredir, crescer,
aprender. A postura mais errada de todos
é você tentar nivelar por baixo, querer
que os outros diminuam o nível deles
para poder você se sentir melhor, não é?
Se sinta feliz quando você não entender.
Deus tá te dando a chance de crescer,
entendeu? Isso é muito bom. Claro. Aí
vai começar. Tudo bem. Podem existir
pastores que, por inexperiência, são
injustificadamente difíceis. Aí, OK. OK.
E o pastor tem que ter uma noção sobre o
público para o qual ele prega, para o
qual ele fala, tudo bem, tá tudo certo.
Mas essa não é a questão do dia a dia. A
questão é pessoas querem fugir muitas
vezes do aprendizado e do crescimento
intelectual, do crescimento teológico na
escritura. Por quê? Porque às vezes não
não quer aprender, não quer crescer e se
satisfaz com o que é. Uma pena.
Excelente corte. Aí, mais um agora aqui
de teologia negra, hein? Estudar
teologia negra é fundamental para uma fé
e um cristianismo comprometidos com a
luta antirracista. A teologia negra é um
resgate de personagens que foram
fundamentais na história do povo de
Deus. não apenas na história bíblica,
mas também ao longo de toda a história
de construção do cristianismo.
Personagens que contribuíram para a
teologia, mas que foram apagados por um
olhar eurocentrado.
A teologia negra é a teologia do
oprimido. A teologia que nos mostra Deus
participando ativamente da luta dos
oprimidos pela sua libertação. Você não
pode ficar de fora dessa. Vem com a
gente, vem mergulhar, vem estudar,
porque teologia negra é o passado, é o
presente e é o futuro do povo de Deus.
Tá, vamos devagar aqui, tá? Já tem um
vídeo aqui no canal onde eu discuto
essas hermenêuticas políticas, certo?
Tem um vídeo aqui inteiro que eu falo
sobre isso, sobre mediação socialítica,
teologia da missão integral, essa parada
toda. Tem uma polêmica quando eu lancei
esse vídeo na época aí que um dia vai
sair em livro aí, mas vai demorar porque
eu tô faz anos que tô estendo esse
negócio e nunca nunca terminei. Que é
uma teologia negra? Bom, você pode
pensar de duas formas. Você pode pensar
em fazer teologia sendo um negro e aí
você dentro do seu local você vai
conseguir responder as perguntas
relacionadas a ser um negro. Então se
você é um negro no Brasil ou é um negro
na África, um negro nos Estados Unidos
ou na Europa, existem realidades
contextuais completamente diferentes,
né? Eu sou contra teologias contextuais
de forma nenhuma. Eu acho que a teologia
precisa ser aplicada a realidades
particulares. Então, existem demandas no
Brasil que não existem nos Estados
Unidos. Existem demandas para mulheres
que não são para homens. Talvez negros
possuam demandas que brancos não possuem
e faz parte. Eu acho que isso é uma
realidade muito mais forte nos Estados
Unidos e eu acho que toda essa pauta de
teologia negra é uma pauta
americanizada, certo? Eu acho que essa
pauta de fazer uma teologia para o
preto, uma teologia negra, é coisa de
teólogo estadunidense, é teologia branca
estadunidense, certo? Porque existe uma
realidade estadunidense, uma realidade
norte-americana, há uma realidade de
segregação muito forte lá no norte do
país, que não é o mesmo caso do Brasil,
que tem uma outra história de
segregação, uma outra história lidando
com racismo, uma outra consequência
racial e um outra população
completamente diferente,
majoritariamente parda. Muitos dos
dramas americanos não são dramas
brasileiros, muitos dramas brasileiros
não são dramas americanos e existe uma
importação de pauta norte-americana para
cá de forma completamente absurda. Mas e
já é um já é um outro tema, já tô dando
diversando já. Para mim, fazer teologia
de forma contextual é importante, porque
se eu sou um cara, uma pessoa daquele
contexto, vai ser muito mais fácil eu
poder responder as perguntas daquele
contexto. Então, se eu quero discutir
trabalho e família para o Brasil, é mais
fácil fazer isso no brasileiro do que
sendo um cara da Holanda. Com certeza.
Não é porque você tem, você conhece a
realidade onde você tá inserido muito
melhor. O que é que não pode ser
teologia negra? É fazer uma teologia
cujo método hermenêutico passa por um
tipo de leitura política da escritura.
Aí você tem um problema mais grave,
porque você vai ter uma leitura bíblica
que não corresponde à palavra de Deus.
Se você quiser um livro bom sobre
racismo, de uma perspectiva mais
conservadora, bíblica, tem o livro da
Jacira, O estigma da cor, muito bom,
fica a indicação. Tem um vídeo com a
Jacira aqui no canal. Inclusive, se você
quiser um livro sobre leitura bíblica do
ponto de vista de um negro, você tem o
Reading Wild Black, mas é um material
também conservador que lê a escritura do
ponto de vista de um negro lendo a
escritura. E ele faz o quê? Ele tenta
responder questões que são comuns à
comunidade negra americana a partir da
escritura. O que é que você não pode
fazer e que é errado? É tentar ler a
Bíblia a partir de uma hermenêutica
negra, porque isso já é um um uma
aberração hermenêutica por si só. Você
quiser entender por, você vai ler o há
um significado nesse texto. É o livro do
Kevin Vaner, onde ele vai discutir
realismo hermenêutico, que é a forma de
interpretar a escritura que
conservadores seguem, que a galera da
teologia negra não deve odiar esse cara.
Com certeza. Você pode ver, se você não
quiser gastar um dinheiro, você vê o meu
vídeo aqui sobre isso, você já já pega
um panorama, uma entrada, até critico
teologia negra também lá. Não vamos por
esse caminho não, pelo amor de Deus.
Bom, este foi o teólogos do Twitter de
hoje. Obrigado pela sua companhia até
aqui. Lembre, a gente tem vídeo todos os
dias, segunda a sexta-feira, sempre 10
horas da manhã. Então se inscreve no
canal e acina as notificações para ficar
sabendo sempre que houver vídeo novo. Um
cheiro no seu cangote e até a próxima.
M.

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