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A fé vem pelo ouvir

O Deus que prova e provê | Rev. Edgar Lopes

O Deus que prova e provê | Rev. Edgar Lopes

O Deus que prova e provê | Rev. Edgar Lopes

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

[Música]
Meus irmãos, graça e paz a
todos. Passaremos agora para o momento
de exposição da palavra do Senhor. Para
isso, abramos a palavra de Deus no texto
de Gênesis, capítulo
22. A exposição será do versículo 1 até
o 19. Mas para o nosso primeiro momento
aqui, eu lerei apenas o versículo um. e
dois. No decorrer da exposição, nós
veremos os demais versos. Assim diz a
palavra do Senhor. Depois dessas coisas,
pois Deus Abraão à prova e lhe disse:
Abraão, este lhe respondeu: "Eis-me
aqui". Acrescentou o Deus: "Toma teu
filho, teu único filho, Isaque, a quem
amas, e vai-te à terra de Moriá.
oferece-o ali em holocausto sobre um dos
montes que eu te mostrarei. Vamos orar.
Pai bondoso, nós estamos diante da tua
palavra. Tua palavra que é viva, eficaz,
é autoridade sobre as nossas vidas. A
palavra que é a nossa regra de fé e
prática. Queremos, ó Deus, aprender mais
do Senhor por meio da tua palavra.
rogamos que teu santo espírito venha
preparar o nosso coração, iluminar a
nossa mente para que possamos receber a
tua palavra e compreender, o aprendizado
da tua palavra venha gerar mudança para
que nós coloquemos em prática, vivamos
para a glória do Senhor, como a tua
palavra nos ensina a viver. É a nossa
oração no nome de Cristo. Amém.
Meus queridos, todos aqueles que fazem
parte do povo de Deus em alguma medida e
por algum tempo passarão ou passam ou
passarão por alguma situação em que a
nossa fé no Senhor será atestada. Se
você ainda não teve que lidar com essa
situação, é bem provável que você terá
que enfrentá-la em algum dia. O texto
que nós temos diante de nós aqui, texto
de Gênesis, descreve para nós bem essa
realidade. Esse livro dedica os
capítulos de 12 a 25 para narrar a
jornada de Abraão. Esse homem que é
bastante conhecido na narrativa bíblica,
foi chamado por Deus para sair de sua
parentela rumo à terra que Deus lhe
daria. O Senhor lhe fez promessas e mais
o Senhor entrou em aliança com esse
homem. E quando tudo parecia ir muito
bem com Abraão, depois de uma longa
jornada de desafios, aprendizados e
cumprimentos de algumas promessas e
outras bem encaminhadas para serem
cumpridas, Deus aparece a esse homem
mais uma vez e agora uma última vez para
testar a sua fé. Mas agora Deus o faz de
um modo, no mínimo, espantoso e
desconcertante. Nós conhecemos bem a
narrativa e nós sabemos o teor da
dificuldade que é colocada diante de
Abraão. Nós podemos dizer que essa
narrativa descreve com certeza o momento
mais crítico do relacionamento de Abraão
com o Senhor. Os estudiosos destacam que
aqui nós temos o clímax da sua jornada
espiritual. é o ponto alto do seu
relacionamento com Deus. É o texto da
revirvolta na vida desse homem, desse
patriarca, desse homem que é o pai da
fé. Um importante estudioso do Antigo
Testamento chamado Víctor Hamilton, ele
diz que a história de Abraão é a
história de como Deus tira uma pessoa do
anonimato e a usa para alcançar e
transformar o mundo. E toda essa
história é alicada em confiança, fé,
obediência e teste. E este teste é o
ponto alto de tudo isso. Essa narrativa
bem conhecida de todos nós apresenta
Abraão na sua melhor versão. Abraão, em
alguns momentos da sua caminhada e do
seu relacionamento com o Senhor, ele tem
as suas derrapadas. A gente não consegue
imitar Abraão. Ele tem as suas
derrapadas, não pelo menos na sua
plenitude, ele tem os seus problemas, as
suas dificuldades. Mas aqui nós estamos
diante de um Abraão que está em seu
melhor momento. A sua melhor performance
é discreta aqui para nós, é apresentada
para nós. Ele está em um momento do seu
relacionamento com o Senhor, em que a
sua confiança se destaca e destaca
muito. Abraão vai tão bem nessa
narrativa, meus irmãos, que é difícil
não ficar encantado com a fé desse
homem. Porém, eu preciso dizer para
vocês logo de início que o foco não é
Abraão, por mais que ele vai bem nessa
narrativa, mas sim o Deus de Abraão. O
objetivo desse texto não é que nós
saiamos daqui nessa noite encantados com
Abraão, mas com o Deus de Abraão.
Gênesis 22 é um retrato belíssimo do
Evangelho. Ele aponta de uma maneira
belíssima para aquilo que o evangelho
tem como mensagem e que chegou até nós e
que foi anunciado até nós. É um texto
que aponta para Cristo de uma maneira
belíssima. E nós veremos isso no
decorrer da exposição desse texto. Nós
então aprenderemos hoje a importância de
suportar as provações com confiança no
Senhor, pois ele vem, ele é o Deus que
nos provê e ele é o Deus que nos prova.
E ele é o Deus que nos provê aquilo que
é necessário quando ele traz a sua
provação sobre nós. Ele é o Deus que
prova e ele é o Deus que provê. Nós
veremos isso em três partes. Nós veremos
a prova sendo destacada nesse texto,
veremos a submissão desse homem e por
fim nós veremos a provisão. É isso que
nós veremos nesse texto nessa noite.
Primeiro nós temos então a prova e ela é
descrita para nós nos versículos um e
dois. Vejam comigo, vejamos novamente
esse texto. Depois dessas coisas, pois
Deus Abraão a prova e lhe disse: Abraão,
este lhe respondeu: "Eis-me aqui".
Acrescentou Deus: "Toma teu filho, teu
único filho, Isaque, a quem amas, e vai
à terra de Moriá. oferece-o ali em
holocausto sobre um dos montes que eu te
mostrarei. Percebam, meus irmãos, que o
versículo um inicia com uma informação
que é preciosa demais para nós. Se nós
quisermos entender o teor teste que será
lançado sobre Abraão, nós precisamos nos
atentar para aquilo que é dito logo no
início do versículo um. E o que é dito
que é tão importante? O versículo um
começa dizendo para nós que Deus pois
Abraão à prova. É importante destacar
isso porque veremos a partir de agora
que a maneira de entendermos esse texto
precisa estar dentro desse contexto de
uma provação. Também precisa ser
entendido que nós sabemos que foi um
teste para Abraão. Nós que lemos o
texto, o texto somos informados que é um
teste para a vida de Abraão. Mas Abraão
não sabia que era um teste aquilo que
Deus vai pedir desse homem. Deus não
trouxe informações, legendas, dizendo:
"Olha, é um teste, é apenas uma prova
que eu estou apresentando, colocando
diante de você". Abraão não sabia disso.
A gente tem um outro texto no Antigo
Testamento que há um exemplo como esse.
Quando a gente olha paraa vida de Jó e
por todo o sofrimento que aquele homem
passou, por toda a sua provação, nós nos
esquecemos que aquilo que nós sabemos no
capítulo 1 e no capítulo dois, Jó não
sabia. Ninguém falou para Jó que um dia
Satanás teve uma conversa com Deus. Deus
elogiou Jó e Satanás fez acusações e
Deus então permitiu que aquela provação
viesse até aquele homem. Nós sabemos
disso. Os amigos de Jó não sabiam disso.
Abraão aqui não sabia que era uma prova.
Aquilo que nós temos aqui precisa então
ser entendido dentro de um contexto de
provação. É preciso também, irmãos, que
se entenda que tudo o que aconteceu na
jornada de Abraão até essa narrativa
preparou esse homem para esse momento.
Em Gênesis 12, Abraão foi chamado por
Deus para deixar os seus parentes ir
para uma terra que Deus lhe mostraria.
Esse homem teria que viver por fé, em
obediência ao Senhor. Agora em Gênesis
12, agora em Gênesis 22, Deus chama
Abraão novamente. Mas percebam que desta
feita é para ir a um monte, a uma terra
de Moriá, e lá ele teria que ir até o
monte. Ele teria que ir para sacrificar
com as suas próprias mãos, nada mais,
nada menos que o seu filho Isaque. E o
texto deixa claro que era o seu único
filho, o único que ele tivera com Sara,
era o filho da promessa, aquele que o
seu nome significava riso. Esse é o
significado do nome de Isaque. Pois ele
foi o riso de Sara, que evidenciava a
viva e fiel ação de Deus sobre a vida
desse casal. Deus chega então e pede a
Abraão, Isaque em sacrifício. E aqui,
meus queridos, há algumas perguntas que
estão implícitas no texto que nós
precisamos pensar sobre elas. Primeiro,
com esse pedido, o que Deus estaria
querendo desse homem? Na continuidade do
Antigo Testamento, fica muito claro para
nós que Deus não é como os falsos deuses
das nações vizinhas que pediam
sacrifícios inclusive de crianças,
inclusive de pessoas. Será que Deus é
como esses deuses das nações vizinhas
como Moloque? Será que o Deus de Abraão,
de Isaque e Jacó era dessa mesma
maneira? Nós sabemos que não. E a
continuidade do Antigo Testamento
expressa isso para nós. Será que Deus
não conhecia também o amor que Abraão
agora tinha por Isaque? Sim, queridos,
Deus conhecia. Tanto é que o versículo
um destaca o fato de Abraão saber que de
Deus saber que Abraão amava Isaque. O
texto do versículo 1 diz: "Olha, toma o
teu filho, teu único filho, Isaque, a
quem amas." Tá claro? O próprio Deus
traz essa descrição, essa declaração.
Será que Deus não sabia que Isaque
também simbolizava o cumprimento das
promessas da aliança de terra e de
descendência? Se Isaque fosse
sacrificado, como ficaria a promessa de
uma
descendência? Que sentido teria terra se
não tinha uma descendência para
habitá-la?
Como que Deus vem e faz um pedido como
esse se Isaque é o símbolo do
cumprimento da promessa? Queridos, Deus
sabia. Foi ele mesmo que fez as
promessas. Aquele que está provando
Abraão, aquele que está fazendo um
pedido dificílimo para Abraão, sabia
muito bem de tudo isso, pois foi ele
mesmo que entrou em aliança com esse
homem e que fez essas promessas para
ele. Isaque, meus irmãos, era a prova de
que Deus cumpre a sua aliança. Ele está
atento aos termos da aliança. Ele é
cumpridor dos termos da aliança. Durante
décadas, Abraão e Sara viveram na
esperança de ter um filho aguardando o
cumprimento da promessa de Deus. E eles
tiveram miraculosamente Isaque. Eles o
viram crescer. E agora vem Deus e pede
Isaque em sacrifício. A ordem de Deus
aqui, meus irmãos, desafia a razão
humana. E quantas vezes nós nos
deparamos com textos bíblicos que fazem
isso? A gente se depara com textos
bíblicos que parece que a nossa razão
não consegue
compreender. E acontece porque a nossa
inteligência ela é humilhada. O nosso
Deus, ele é o todo poderoso, ele é o
Deus infinitamente sábio, mas nós não
somos. E aqui a gente tem um texto que
humilha a nossa razão, humilha a nossa
inteligência. Será que Deus pode mesmo
fazer isso? Ele pode, ele pode muito bem
requerer de nós aquilo que tanto amamos,
porque foi ele quem nos deu. A vida de
Jó é uma exposição clara de tudo isso.
Inclusive, o próprio Jó reconhece que
Deus havia tomado aquilo que ele mesmo
tinha dado. Talvez Abraão pudesse dizer
para Deus aqui, olha, se o Senhor deu,
Deus tá dado. O Senhor não pode tomar,
mas Deus poderia tomar. O verso um,
irmãos, demonstra que Abraão estava em
uma fase da sua vida, que ele já tinha
esse entendimento. Quando Deus chama
Abraão, a sua resposta: "Eis-me aqui",
indica que ele estava pronto para ouvir
e obedecer. Isso mostra um
amadurecimento nesse nesse patriarca, na
fé desse patriarca. Esse texto dentro do
seu contexto, e ele precisa ser
entendido assim, dentro do seu contexto
histórico maior, ele apresenta para nós
um um contraste com aquilo que nós vemos
no nos capítulos 18 e 19, em que Abraão,
por meio de perguntas, por meio de
argumentação, de audácia, ele tenta
fazer Deus reconsiderar a sua a sua
decisão de destruir Sodoma e Gomorra.
Isso está presente nos capítulos 18 e
19. Mas aqui em contrapartida, Abraão
mantém-se passivo. Ele está disposto a
seguir as orientações dadas por Deus.
Você não vê esse homem reclamar. Você
não vê esse homem reclamar diante do
Senhor. Em Gênesis 21, meus queridos,
Abraão já tinha abdicado de Ismael por
ordem do Senhor. Um filho já tinha ido
embora. Mas agora vem o Senhor e pede
esse homem para obedecer uma ordem
terrível. E a ordem agora é: Eu quero
Isaque em sacrifício. Ismael já foi e
agora eu quero
Isaque Como que esse homem vai lhe dar
diante desse pedido? Como será sua
resposta diante do pedido do Senhor? É o
que a gente tem, meus irmãos, na
continuidade do texto. E agora a gente
passa para o segundo ponto, que é a
submissão do patriarca. Vai do versículo
3 até o 10. Vejam comigo. Levantou-se,
pois, Abraão de madrugada e, tendo
preparado o seu jumento, tomou consigo
dois dos seus servos e a Isaque, seu
filho, rachou lenha para o holocausto e
foi para o lugar que Deus lhe havia
indicado. Ao terceiro dia, erguendo
Abraão os olhos, viu o lugar de longe.
Então, disse a seus servos: "Esperai
aqui com o jumento. Eu e o rapaz iremos
até lá, e, havendo adorado, voltaremos
para junto de vós. Tomou Abraão a lenha
do holocausto e a colocou sobre Isaque,
seu filho. Ele, porém, levava nas mãos o
fogo e o cutelo. Assim caminhavam ambos
juntos. Quando Isaque disse a Abraão,
seu pai, meu pai, respondeu Abraão,
eis-me aqui, meu filho. Perguntou-lhe
Isaque: "Eis o fogo e a lenha, mas onde
está o cordeiro para o holocausto?"
Respondeu Abraão: Deus proverá para si,
meu filho, o cordeiro para o holocausto.
E seguiam ambos juntos. Chegaram ao
lugar que Deus lhe havia designado. Ali
edificou Abraão um altar sobre ele.
Sobre ele dispôs a lenha. Amarrou
Isaque, seu filho, e o deitou no altar
em cima da lenha. E estendendo a mão,
tomou o cutelo paraolar o filho.
Percebam que esses versos mostram para
nós que Abraão seguiu as instruções do
Senhor a risca. Deus pediu seu filho em
sacrifício. Ele então prepara tudo que
era necessário para que o sacrifício
pudesse então ser feito. Os detalhes
aqui desses versos são surpreendentes.
Vejam comigo, Abraão se levanta de
madrugada. Ele prepara um animal. Isso
daqui me espanta, porque Abraão era um
homem muito rico. Ele tinha muitos
servos. Ele poderia pedir aos seus
servos para fazer isso, mas é ele que
vai. É ele que está preparando o animal.
Ele prepara a lenha para o holocausto. É
ele que vai oferecer o holocausto e ele
está preparando o que era necessário
para o oferecimento desse holocausto.
Ele chama então dois servos. Ele chama o
seu filho Isaque e ele então começa a
peregrinar para moriar. Mas o versículo
4 destaca que Abraão demorou 3 dias para
chegar ao lugar designado por Deus.
Queridos, pense nisso. Deus chega até
você, pede o seu filho aquilo que é
precioso demais, aquilo que você ama
demais e aí você se dispõe a obedecer ao
Senhor. Deus pede aquilo que é caríssimo
para você, é preciosíssimo para você e
você se
dispõe. O que a gente espera é que faça
logo, que a gente consiga realizar logo.
Mas olha só, o texto diz que Abraão teve
que caminhar por três dias. Eu imagino
que aqueles dias devem ter parecido uma
eternidade para Abraão, mas lá vai o
Abraão com obediência radical ao Senhor.
Ele está disposto a sacrificar aquilo
que era mais precioso para sua vida.
Queridos, a obediência de Abraão aqui se
parece muito com a obediência daqueles
três amigos de Daniel, Sadraque, Mesaque
e Abidnego, que preferiram morrer a se
curvar ao ídolo de Nabuco do Nozu. Mas
há uma diferença aqui. Não é Abraão que
será sacrificado, é o filho de Abraão.
Os pais aqui sabem muito bem quando os
nossos filhos estão doentes, às vezes a
gente ora, Senhor, se possível, põe eu
no lugar do meu filho. passo pela
situação que ele está passando. Me
coloque no lugar dele. Aqui é o filho,
meus irmãos, que vai ser sacrificado.
Não é Abraão que vai se entregar para o
sacrifício. Chegando o terceiro dia de
caminhada, Abraão então visualiza o
local de longe e ele diz aos servos para
ficar e esperar. Porém, no versículo 5,
queridos, há algo também interessante.
Abraão dá ordem aos seus servos para
esperar ali. E ele faz uma declaração
espantosa. Ele diz: "Porque ele e o seu
filho iriam ao monte para adorar". Mas
percebam, ele diz que voltariam juntos.
O mais provável aqui é que Abraão não
sabia como Deus iria agir, mas havia fé
nesse homem para crer que Deus poderia
agir de uma maneira diferente, um
milagre poderia acontecer. E Deus não
falou nada para ele sobre isso, mas a fé
desse homem estava tão robusta, estava
num nível tão alto que ele ele sobe com
essa crença. Ele sobe crendo no Senhor
que algo poderia ser feito de maneira
diferente. O autor de Hebreus no
capítulo 11, no versículo 19, quando põe
Abraão na lista dos heróis da fé, ele
chama a nossa atenção para o aspecto da
fé desse homem, dizendo que ele creu que
Deus era poderoso para ressuscitar
Isaque. Mas a gente não tem nenhuma
informação aqui dizendo que Deus havia
prometido isso para ele, mas a fé desse
homem estava em um nível tão bom que ele
subiu crendo que Deus poderia inclusive
ressuscitar Isaque. Eu vou lá, eu vou
sacrificar o meu filho, mas esse Deus é
poderoso para ressuscitá-lo. Afinal de
conta, ele é o símbolo da promessa da
aliança. Ele é o símbolo de que Deus
está cumprindo a sua aliança para
comigo. Com essa fé, irmãos, Abraão
então toma a lenha do holocausto. Ele
coloca sobre Isaque, ele porém leva o
fogo e o cutelo e assim caminham juntos.
E aqui é um momento de muita tensão na
narrativa. E o escritor faz isso para
que a gente perceba os detalhes, para
que a gente entenda o que está sendo
construído e apontado aqui para nós.
Isaque foi posto para carregar a lenha
do próprio
sacrifício. Olha que imagem nós temos
aqui. Isaque, irmãos, aqui foi colocado
para carregar a lenha do seu próprio
sacrifício. Isso daqui se parece muito
com algo que é dito no Novo
Testamento. No Novo Testamento, irmãos,
nós temos a informação de alguém que
carregou sobre os seus ombros a madeira
que seria usada para o seu próprio
sacrifício. Quem foi? Quem foi esse? Eu
estou falando de Jesus, irmãos. Eu estou
falando do filho de Deus, não filho de
Abraão. Nesse sentido, Isaque aqui, ele
está apontando para Cristo. Ele é um
tipo de Cristo nessa caminhada para o
monte Moriá. Porém, Isaque faz uma
pergunta para o seu pai.
E olha a pergunta que ele faz no
versículo oito. Eis o fogo e a lenha,
mas onde está o cordeiro para o
holocausto? Queridos, imagine o quanto
essa pergunta deve ter sido muito doída
para Abraão. Imagina Abraão ouvindo isso
do seu próprio filho com lenha nas
costas. Mas a resposta de Abraão foi
assim para assustar. Abraão vira para o
seu filho e diz: "Deus proverá para si,
meu filho, o cordeiro para o
holocausto". Essa foi a resposta de
Abraão e é a primeira referência que a
gente tem explícita sobre a providência
de Deus nas Escrituras, no enredo das
escrituras. É a primeira vez que a gente
tem uma declaração explícita sobre a
providência de Deus. Às vezes, meus
irmãos, no decorrer da caminhada, a
gente tem que dizer: Deus proverá. Deus
proverá. Às vezes, diante do cenário
difícil, diante de decisões que são
dificílimas para serem tomadas, nós
precisamos dizer: Deus proverá. Chegando
ao monte Moriá, chegando ao local, ele
então monta o altar como Deus havia
pedido. Abraão em obediência radical ao
Senhor prepara esse altar. Ele põe sobre
a lenha, sobre o altar o seu filho. Ele
o amarra para colocá-lo então no altar.
E talvez aqui tenha sido o momento mais
difícil para Abraão, ter que amarrar o
seu filho para colocá-lo sobre o altar.
Ele o deita no altar em cima da lenha e
então ele estende a sua mão. Ele toma o
cutelo para sacrificar o seu filho. E
aqui, queridos, que o texto apresenta
para nós uma grande reviravolta. Deus
aparece novamente em cena. E agora a
gente tem a terceira parte. Nós temos
então agora a provisão. Versículos de 11
a 14 mostram isso. Olha o que o texto
diz. Mas do céu libradou o anjo do
Senhor, Abraão. Abraão. Ele respondeu:
"Eis-me aqui".
Então lhe disse: "Não estendas a mão
sobre o rapaz e nada lhe faças, pois
agora sei que temes a Deus, porquanto
não me negastes o filho, o teu único
filho." Tendo Abraão erguido os olhos,
viu atrás de si um carneiro preso pelos
chifres entre os arbustos. Tomou Abraão
o carneiro e o ofereceu em holocausto em
lugar de seu filho. E pois Abraão, por
nome aquele lugar, o Senhor proverá.
Daí, daí dizer-se até o dia de hoje, no
monte do Senhor se proverá. Vejam que
maravilha, meus queridos. Vejam a
reviravolta que nós temos agora naquilo
que está sendo contado. Antes que Abraão
executasse o seu filho em sacrifício ao
Senhor, do céu bradou o anjo do Senhor,
dizendo a Abraão para não
prosseguir. Pois ficou claro que Abraão
era verdadeiramente temente a Deus. Pelo
fato dele não negar o seu filho, o único
filho, o amado filho. Ficou claro que
ele era temente a Deus. A fé de Abraão,
meus queridos, não consistia apenas em
palavras, mas também em
atos. Isso é importante paraa nossa
caminhada. Dizer que a gente tem fé no
Senhor é uma coisa. Verbalizar isso é
uma coisa. Mas e os nossos atos? Eles
têm demonstrado que nós temos fé no
Senhor, que nós confiamos no Senhor, que
a nossa confiança no Senhor é uma
confiança radical.
A de Abraão. Ficou claro, irmãos. Ficou
claro que ele era temente a Deus. E aqui
pode parecer que o Deus de Abraão não é
onisciente, porque o texto diz: "Olha,
agora ficou claro que você é temente a
Deus". Mas ele é, queridos, nós sabemos
que ele é. John Piper, comentando esse
texto destaca que Deus sempre soube que
Abraão verdadeiramente confiava nele. O
problema é que Abraão não sabia que a
sua confiança e Deus iria até esse
ponto. Por isso, Deus o provou. Isso nos
ensina, meus irmãos, que a provação de
Deus em nossa vida não é para o
benefício de Deus, mas é para o nosso
benefício. Em Deus não vai mudar nada,
queridos, mas nós estaremos de maneira
diferente quando nós passamos por uma
aprovação e quando nós somos aprovados
diante dela. Por isso que a palavra de
Deus em Romanos 8:28 diz que todas as
coisas cooperam para o bem daqueles que
amam a Deus. E o bem, no versículo 29, a
ser conformado à imagem de Cristo. As
provas elas vêm, meus irmãos, para o
nosso benefício. Não muda Deus, mas nós
somos mudados quando nós somos provados.
O texto diz que Abraão ergue os olhos.
Então ele viu atrás de si um carneiro
preso entre os arbustos.
O carneiro foi preso ali. Ele pegou o
carneiro e ele o oferece em sacrifício
ao Senhor em lugar do seu filho Isaque.
Deus providenciou um cordeiro, como ele
havia dito: "Meu filho, Deus proverá
para si. Ele proverá um cordeiro."
Abraão, pôs o nome daquele lugar de O
Senhor proverá. Esta é a primeira menção
explícita na Bíblia de sacrifício
substitutivo de uma vida sendo dada por
outro. Que belíssima reviravolta nós
temos aqui. Que providência maravilhosa,
irmãos, nós temos diante de nós, sendo
narrada, sendo descrita para nós. Mas
deixa eu dizer algo para você. Essa não
é a maior reviravolta de todas. Com essa
substituição aqui, algo que precisa
ficar claro e que não pode passar
despercebido é que Isaque pôde ter
novamente um relacionamento com o seu
pai.
Mas percebam, não foi sem sacrifício.
Deus poderia muito bem ter virado para
Abraão e dito: "Olha, eu vi que você
agora temente a mim. Eu vi que você me
obedece. Pode então desmanchar o altar,
pega Isaque e voltem paraa casa de
vocês. Mas o texto diz que o sacrifício
teria que acontecer para que Isaque
pudesse ter um relacionamento com o seu
pai, um cordeiro, um carneiro, teria que
morrer para que Isaque fosse
substituído. Caso contrário, meus
irmãos, esse
relacionamento não poderia existir. O
que que nós temos aqui sendo anunciado
para nós, queridos? É a mensagem do
evangelho, não é
verdade? No Novo Testamento, os quatro
evangelhos apresentam a maior
reviravolta de toda a história. A maior
provisão de todas é apresentada para nós
nos Evangelhos e não aqui em
Gênesis para que nós pudéssemos viver em
relacionamento com Deus Pai. O que que
teve que
acontecer no Monte do Calvário, um
pouquíssimo, um pouquinho distante de
Moriá, porque em Moriá foi construído o
templo de Salomão, mas no monte do
Calvário, bem próximo do monte de Moriá,
Deus Pai levou o seu único filho, aquele
que ele também
amava. Ele levou Jesus e ele o colocou
na cruz, naquele monte. E ele o fez para
que nós fizéssemos parte da família
desse Deus, para que tivéssemos com ele
um relacionamento vivo e
verdadeiro. Mas houve uma grande
diferença daquilo que aconteceu no Monte
Calvário. Para isso que é narrado aqui
em Gênesis 22, no monte em Moriá, no
monte do Calvário. Nenhuma voz gritou do
céu: "Pare".
Nenhuma voz gritou do
céu. O filho do Deus vivo estava lá para
ser
sacrificado, mas ninguém bradou do céu,
dizendo:
"Pare,
pare." E ainda bem que não houve essa
voz gritando do céu, porque senão nós
não estaríamos aqui, queridos. Nós não
faríamos
parte da família de Deus. Nós não
teríamos aliança com esse Deus.
que é fiel à suas promessas. Esse Deus
que é poderoso para nos provar, a fim de
que nós sejamos beneficiados pela sua
provação. Ninguém gritou:
"Pare". O que se ouviu no monte do
Calvário foi o filho dizendo: Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?
Por isso que foi ouvido ali ali na cruz,
meus irmãos, o cordeiro de Deus deu a
sua vida em lugar de lugar de muitos,
não de um só. No monte Moriá, Isaque
estava longe de ser um tipo de Cristo.
Subindo, ele apontava para Cristo. Mas
no monte Moriá, ele estava longe de ser
um tipo de Cristo. Ele estava na mesma
condição nossa, precisando do sacrifício
do cordeiro providenciado por Deus,
porque o seu sacrifício não satisfaria o
próprio
Deus. E até aqui, meus irmãos, nós nos
maravilhamos com Abraão e talvez ficamos
meio assim desconcertado com o pedido de
Deus. Que Deus é esse que pede um filho
em
sacrifício? Porém, vejam a inversão, ele
estava
provando. Ele não permitiu o sacrifício
de Isaque. Abraão teve o seu filho
poupado, mas Deus não poupou o seu filho
amado na cruz do
Calvário. Abraão ia muito bem na nossa
expectativa aqui. Mas aí Deus vem e
passa Abraão assim, ó, em larga escala.
A gente estava bem encantado com Abraão.
Rapaz, esse homem, olha que bção. Mas
agora vem Deus e deixa Abraão no
chinelo.
Sabe? Nós até ficamos aqui
impressionados com
Abraão. Nós ficamos impressionados com o
amor de Abraão por Deus. Mas amor mesmo,
irmãos, é o de Deus por nós. Até aqui o
relacionamento de Abraão com Deus foi
visto como algo belíssimo, mas
relacionamento belo mesmo é aquele que
Deus tem conosco por causa do filho.
Abraão deu um nome daquele lugar de o
senhor proverá. E esse nome chama toda a
atenção da narrativa para Deus e não
para Abraão. Não é Abraão conseguiu. Foi
assim que monte se chamou.
Mas é Deus proverá. No fim das contas, é
no caráter de Deus, é na confiabilidade
da sua palavra que deve ser baseada a
nossa fé. Deus é capaz de cumprir as
suas promessas sem a ajuda de ninguém. E
ele deixa isso claro aqui em Gênesis
22, os versos de 15 a 18. Nós temos
então Abraão recebendo pela última vez a
promessa de Deus de lhe dar muitos
descendentes, terra e bênção sobre as
nações da terra por causa da sua
semente. A partir daqui você já não tem
mais fala de Deus com Abraão. Olha o que
dizem esses versos. Então, do céu bradou
pela segunda vez o anjo do Senhor a
Abraão e disse: "Jurei por mim mesmo,
diz o Senhor, porquanto fizeste isso e
não me negaste o teu único filho, que
deveras te abençoarei e certamente
multiplicarei a tua descendência como as
estrelas dos céus e como areia na praia
do mar. A tua descendência possuirá a
cidade dos seus inimigos. Nela serão
benditas todas as nações da terra,
porquanto obedecestes a minha voz".
Então voltou Abraão aos seus servos e
juntos foram para Berceba, onde fixou
residência. Abraão foi uma bção, meus
irmãos. Não dá para negar isso. Mas
bênção mesmo é o que o nosso Deus fez
por Abraão e pela sua descendência. Nós
somos provas vivas de tudo isso. Nós
somos resultado de tudo isso.
Aplicações. Queridos, nenhum de nós teve
a fé submetida a uma aprovação tão
severa, tão desconcertante quanto
Abraão. Eu acredito que aqui ninguém
desejaria ter. Alguém?
Ninguém. Abraão poderia ter desobedecido
a Deus. Ele poderia ter ter dito para
Deus: "Olha, Deus tá dado. Senhor me deu
Abraão, Senhor me deu Isaque, Deus tá
dado, mas ele não o
faz. Sua fé estava firmada no Senhor.
Ele optou pela
obediência. Ele não se apegou apenas às
promessas de Deus. Ele também se apegou
ao Deus da
promessa. E quando ele viu que as
promessas estavam aparentemente
ameaçadas, ele se apegou firmemente ao
Deus das promessas, sem pedir
explicações. Tem uma coisa que os
evangélicos fazem nos nossos dias é
pedir explicação para Deus.
como se Deus tivesse obrigação de nos
responder, de nos dar explicações,
melhor dizendo, Deus não tem tem
obrigação nenhuma, irmãos, de fazer
isso. O que Deus faz é se revelar. Ele
se faz conhecido para nós. Ele está em
relacionamento
conosco. Ele não nos deve
explicações. A nossa mente é limitada,
irmãos, para entender muitas coisas.
E se Deus se revela, ele se faz
conhecido para nós. Como você tem
reagido quando a sua fé é colocada em
prova? Você tem confiado no
Senhor? Você tem confiado no fato de que
ele é o seu, o meu, o nosso provedor?
Senão, saiba que em Jesus Cristo, Deus
já nos deu a maior prova de que ele é o
nosso provedor. Ele é totalmente
confiável, irmãos. Totalmente confiável.
Totalmente. Isso significa que a nossa
vida deve ser vivida com total confiança
no Senhor, com obediência radical, se
preciso for, dizendo sempre para nós
mesmos e para aqueles que estão conosco.
Deus proverá. Deus
proverá que é realmente necessário, não
aquilo que nós achamos que
necessitamos. Deus proverá, irmãos.
Ele é o Deus da provisão. Aquilo que
realmente nós precisamos, ele proverá.
Isaque precisava de um carneiro, de um
cordeiro no seu lugar. Abraão precisava
de um
cordeiro. E Deus assim o fez. Aquilo que
realmente nós precisamos, Deus proverá.
Cristo é a prova viva de tudo
isso. O Deus que prova, irmãos, é o Deus
que provê.
Que o Senhor assim nos abençoe. Vamos
orar.

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