O Deus que prova e provê | Rev. Edgar Lopes
09/06/2025
O Deus que prova e provê | Rev. Edgar Lopes
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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[Música] Meus irmãos, graça e paz a todos. Passaremos agora para o momento de exposição da palavra do Senhor. Para isso, abramos a palavra de Deus no texto de Gênesis, capítulo 22. A exposição será do versículo 1 até o 19. Mas para o nosso primeiro momento aqui, eu lerei apenas o versículo um. e dois. No decorrer da exposição, nós veremos os demais versos. Assim diz a palavra do Senhor. Depois dessas coisas, pois Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão, este lhe respondeu: "Eis-me aqui". Acrescentou o Deus: "Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá. oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que eu te mostrarei. Vamos orar. Pai bondoso, nós estamos diante da tua palavra. Tua palavra que é viva, eficaz, é autoridade sobre as nossas vidas. A palavra que é a nossa regra de fé e prática. Queremos, ó Deus, aprender mais do Senhor por meio da tua palavra. rogamos que teu santo espírito venha preparar o nosso coração, iluminar a nossa mente para que possamos receber a tua palavra e compreender, o aprendizado da tua palavra venha gerar mudança para que nós coloquemos em prática, vivamos para a glória do Senhor, como a tua palavra nos ensina a viver. É a nossa oração no nome de Cristo. Amém. Meus queridos, todos aqueles que fazem parte do povo de Deus em alguma medida e por algum tempo passarão ou passam ou passarão por alguma situação em que a nossa fé no Senhor será atestada. Se você ainda não teve que lidar com essa situação, é bem provável que você terá que enfrentá-la em algum dia. O texto que nós temos diante de nós aqui, texto de Gênesis, descreve para nós bem essa realidade. Esse livro dedica os capítulos de 12 a 25 para narrar a jornada de Abraão. Esse homem que é bastante conhecido na narrativa bíblica, foi chamado por Deus para sair de sua parentela rumo à terra que Deus lhe daria. O Senhor lhe fez promessas e mais o Senhor entrou em aliança com esse homem. E quando tudo parecia ir muito bem com Abraão, depois de uma longa jornada de desafios, aprendizados e cumprimentos de algumas promessas e outras bem encaminhadas para serem cumpridas, Deus aparece a esse homem mais uma vez e agora uma última vez para testar a sua fé. Mas agora Deus o faz de um modo, no mínimo, espantoso e desconcertante. Nós conhecemos bem a narrativa e nós sabemos o teor da dificuldade que é colocada diante de Abraão. Nós podemos dizer que essa narrativa descreve com certeza o momento mais crítico do relacionamento de Abraão com o Senhor. Os estudiosos destacam que aqui nós temos o clímax da sua jornada espiritual. é o ponto alto do seu relacionamento com Deus. É o texto da revirvolta na vida desse homem, desse patriarca, desse homem que é o pai da fé. Um importante estudioso do Antigo Testamento chamado Víctor Hamilton, ele diz que a história de Abraão é a história de como Deus tira uma pessoa do anonimato e a usa para alcançar e transformar o mundo. E toda essa história é alicada em confiança, fé, obediência e teste. E este teste é o ponto alto de tudo isso. Essa narrativa bem conhecida de todos nós apresenta Abraão na sua melhor versão. Abraão, em alguns momentos da sua caminhada e do seu relacionamento com o Senhor, ele tem as suas derrapadas. A gente não consegue imitar Abraão. Ele tem as suas derrapadas, não pelo menos na sua plenitude, ele tem os seus problemas, as suas dificuldades. Mas aqui nós estamos diante de um Abraão que está em seu melhor momento. A sua melhor performance é discreta aqui para nós, é apresentada para nós. Ele está em um momento do seu relacionamento com o Senhor, em que a sua confiança se destaca e destaca muito. Abraão vai tão bem nessa narrativa, meus irmãos, que é difícil não ficar encantado com a fé desse homem. Porém, eu preciso dizer para vocês logo de início que o foco não é Abraão, por mais que ele vai bem nessa narrativa, mas sim o Deus de Abraão. O objetivo desse texto não é que nós saiamos daqui nessa noite encantados com Abraão, mas com o Deus de Abraão. Gênesis 22 é um retrato belíssimo do Evangelho. Ele aponta de uma maneira belíssima para aquilo que o evangelho tem como mensagem e que chegou até nós e que foi anunciado até nós. É um texto que aponta para Cristo de uma maneira belíssima. E nós veremos isso no decorrer da exposição desse texto. Nós então aprenderemos hoje a importância de suportar as provações com confiança no Senhor, pois ele vem, ele é o Deus que nos provê e ele é o Deus que nos prova. E ele é o Deus que nos provê aquilo que é necessário quando ele traz a sua provação sobre nós. Ele é o Deus que prova e ele é o Deus que provê. Nós veremos isso em três partes. Nós veremos a prova sendo destacada nesse texto, veremos a submissão desse homem e por fim nós veremos a provisão. É isso que nós veremos nesse texto nessa noite. Primeiro nós temos então a prova e ela é descrita para nós nos versículos um e dois. Vejam comigo, vejamos novamente esse texto. Depois dessas coisas, pois Deus Abraão a prova e lhe disse: Abraão, este lhe respondeu: "Eis-me aqui". Acrescentou Deus: "Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai à terra de Moriá. oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que eu te mostrarei. Percebam, meus irmãos, que o versículo um inicia com uma informação que é preciosa demais para nós. Se nós quisermos entender o teor teste que será lançado sobre Abraão, nós precisamos nos atentar para aquilo que é dito logo no início do versículo um. E o que é dito que é tão importante? O versículo um começa dizendo para nós que Deus pois Abraão à prova. É importante destacar isso porque veremos a partir de agora que a maneira de entendermos esse texto precisa estar dentro desse contexto de uma provação. Também precisa ser entendido que nós sabemos que foi um teste para Abraão. Nós que lemos o texto, o texto somos informados que é um teste para a vida de Abraão. Mas Abraão não sabia que era um teste aquilo que Deus vai pedir desse homem. Deus não trouxe informações, legendas, dizendo: "Olha, é um teste, é apenas uma prova que eu estou apresentando, colocando diante de você". Abraão não sabia disso. A gente tem um outro texto no Antigo Testamento que há um exemplo como esse. Quando a gente olha paraa vida de Jó e por todo o sofrimento que aquele homem passou, por toda a sua provação, nós nos esquecemos que aquilo que nós sabemos no capítulo 1 e no capítulo dois, Jó não sabia. Ninguém falou para Jó que um dia Satanás teve uma conversa com Deus. Deus elogiou Jó e Satanás fez acusações e Deus então permitiu que aquela provação viesse até aquele homem. Nós sabemos disso. Os amigos de Jó não sabiam disso. Abraão aqui não sabia que era uma prova. Aquilo que nós temos aqui precisa então ser entendido dentro de um contexto de provação. É preciso também, irmãos, que se entenda que tudo o que aconteceu na jornada de Abraão até essa narrativa preparou esse homem para esse momento. Em Gênesis 12, Abraão foi chamado por Deus para deixar os seus parentes ir para uma terra que Deus lhe mostraria. Esse homem teria que viver por fé, em obediência ao Senhor. Agora em Gênesis 12, agora em Gênesis 22, Deus chama Abraão novamente. Mas percebam que desta feita é para ir a um monte, a uma terra de Moriá, e lá ele teria que ir até o monte. Ele teria que ir para sacrificar com as suas próprias mãos, nada mais, nada menos que o seu filho Isaque. E o texto deixa claro que era o seu único filho, o único que ele tivera com Sara, era o filho da promessa, aquele que o seu nome significava riso. Esse é o significado do nome de Isaque. Pois ele foi o riso de Sara, que evidenciava a viva e fiel ação de Deus sobre a vida desse casal. Deus chega então e pede a Abraão, Isaque em sacrifício. E aqui, meus queridos, há algumas perguntas que estão implícitas no texto que nós precisamos pensar sobre elas. Primeiro, com esse pedido, o que Deus estaria querendo desse homem? Na continuidade do Antigo Testamento, fica muito claro para nós que Deus não é como os falsos deuses das nações vizinhas que pediam sacrifícios inclusive de crianças, inclusive de pessoas. Será que Deus é como esses deuses das nações vizinhas como Moloque? Será que o Deus de Abraão, de Isaque e Jacó era dessa mesma maneira? Nós sabemos que não. E a continuidade do Antigo Testamento expressa isso para nós. Será que Deus não conhecia também o amor que Abraão agora tinha por Isaque? Sim, queridos, Deus conhecia. Tanto é que o versículo um destaca o fato de Abraão saber que de Deus saber que Abraão amava Isaque. O texto do versículo 1 diz: "Olha, toma o teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas." Tá claro? O próprio Deus traz essa descrição, essa declaração. Será que Deus não sabia que Isaque também simbolizava o cumprimento das promessas da aliança de terra e de descendência? Se Isaque fosse sacrificado, como ficaria a promessa de uma descendência? Que sentido teria terra se não tinha uma descendência para habitá-la? Como que Deus vem e faz um pedido como esse se Isaque é o símbolo do cumprimento da promessa? Queridos, Deus sabia. Foi ele mesmo que fez as promessas. Aquele que está provando Abraão, aquele que está fazendo um pedido dificílimo para Abraão, sabia muito bem de tudo isso, pois foi ele mesmo que entrou em aliança com esse homem e que fez essas promessas para ele. Isaque, meus irmãos, era a prova de que Deus cumpre a sua aliança. Ele está atento aos termos da aliança. Ele é cumpridor dos termos da aliança. Durante décadas, Abraão e Sara viveram na esperança de ter um filho aguardando o cumprimento da promessa de Deus. E eles tiveram miraculosamente Isaque. Eles o viram crescer. E agora vem Deus e pede Isaque em sacrifício. A ordem de Deus aqui, meus irmãos, desafia a razão humana. E quantas vezes nós nos deparamos com textos bíblicos que fazem isso? A gente se depara com textos bíblicos que parece que a nossa razão não consegue compreender. E acontece porque a nossa inteligência ela é humilhada. O nosso Deus, ele é o todo poderoso, ele é o Deus infinitamente sábio, mas nós não somos. E aqui a gente tem um texto que humilha a nossa razão, humilha a nossa inteligência. Será que Deus pode mesmo fazer isso? Ele pode, ele pode muito bem requerer de nós aquilo que tanto amamos, porque foi ele quem nos deu. A vida de Jó é uma exposição clara de tudo isso. Inclusive, o próprio Jó reconhece que Deus havia tomado aquilo que ele mesmo tinha dado. Talvez Abraão pudesse dizer para Deus aqui, olha, se o Senhor deu, Deus tá dado. O Senhor não pode tomar, mas Deus poderia tomar. O verso um, irmãos, demonstra que Abraão estava em uma fase da sua vida, que ele já tinha esse entendimento. Quando Deus chama Abraão, a sua resposta: "Eis-me aqui", indica que ele estava pronto para ouvir e obedecer. Isso mostra um amadurecimento nesse nesse patriarca, na fé desse patriarca. Esse texto dentro do seu contexto, e ele precisa ser entendido assim, dentro do seu contexto histórico maior, ele apresenta para nós um um contraste com aquilo que nós vemos no nos capítulos 18 e 19, em que Abraão, por meio de perguntas, por meio de argumentação, de audácia, ele tenta fazer Deus reconsiderar a sua a sua decisão de destruir Sodoma e Gomorra. Isso está presente nos capítulos 18 e 19. Mas aqui em contrapartida, Abraão mantém-se passivo. Ele está disposto a seguir as orientações dadas por Deus. Você não vê esse homem reclamar. Você não vê esse homem reclamar diante do Senhor. Em Gênesis 21, meus queridos, Abraão já tinha abdicado de Ismael por ordem do Senhor. Um filho já tinha ido embora. Mas agora vem o Senhor e pede esse homem para obedecer uma ordem terrível. E a ordem agora é: Eu quero Isaque em sacrifício. Ismael já foi e agora eu quero Isaque Como que esse homem vai lhe dar diante desse pedido? Como será sua resposta diante do pedido do Senhor? É o que a gente tem, meus irmãos, na continuidade do texto. E agora a gente passa para o segundo ponto, que é a submissão do patriarca. Vai do versículo 3 até o 10. Vejam comigo. Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho, rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado. Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. Então, disse a seus servos: "Esperai aqui com o jumento. Eu e o rapaz iremos até lá, e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho. Ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai, meu pai, respondeu Abraão, eis-me aqui, meu filho. Perguntou-lhe Isaque: "Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto. E seguiam ambos juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado. Ali edificou Abraão um altar sobre ele. Sobre ele dispôs a lenha. Amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar em cima da lenha. E estendendo a mão, tomou o cutelo paraolar o filho. Percebam que esses versos mostram para nós que Abraão seguiu as instruções do Senhor a risca. Deus pediu seu filho em sacrifício. Ele então prepara tudo que era necessário para que o sacrifício pudesse então ser feito. Os detalhes aqui desses versos são surpreendentes. Vejam comigo, Abraão se levanta de madrugada. Ele prepara um animal. Isso daqui me espanta, porque Abraão era um homem muito rico. Ele tinha muitos servos. Ele poderia pedir aos seus servos para fazer isso, mas é ele que vai. É ele que está preparando o animal. Ele prepara a lenha para o holocausto. É ele que vai oferecer o holocausto e ele está preparando o que era necessário para o oferecimento desse holocausto. Ele chama então dois servos. Ele chama o seu filho Isaque e ele então começa a peregrinar para moriar. Mas o versículo 4 destaca que Abraão demorou 3 dias para chegar ao lugar designado por Deus. Queridos, pense nisso. Deus chega até você, pede o seu filho aquilo que é precioso demais, aquilo que você ama demais e aí você se dispõe a obedecer ao Senhor. Deus pede aquilo que é caríssimo para você, é preciosíssimo para você e você se dispõe. O que a gente espera é que faça logo, que a gente consiga realizar logo. Mas olha só, o texto diz que Abraão teve que caminhar por três dias. Eu imagino que aqueles dias devem ter parecido uma eternidade para Abraão, mas lá vai o Abraão com obediência radical ao Senhor. Ele está disposto a sacrificar aquilo que era mais precioso para sua vida. Queridos, a obediência de Abraão aqui se parece muito com a obediência daqueles três amigos de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abidnego, que preferiram morrer a se curvar ao ídolo de Nabuco do Nozu. Mas há uma diferença aqui. Não é Abraão que será sacrificado, é o filho de Abraão. Os pais aqui sabem muito bem quando os nossos filhos estão doentes, às vezes a gente ora, Senhor, se possível, põe eu no lugar do meu filho. passo pela situação que ele está passando. Me coloque no lugar dele. Aqui é o filho, meus irmãos, que vai ser sacrificado. Não é Abraão que vai se entregar para o sacrifício. Chegando o terceiro dia de caminhada, Abraão então visualiza o local de longe e ele diz aos servos para ficar e esperar. Porém, no versículo 5, queridos, há algo também interessante. Abraão dá ordem aos seus servos para esperar ali. E ele faz uma declaração espantosa. Ele diz: "Porque ele e o seu filho iriam ao monte para adorar". Mas percebam, ele diz que voltariam juntos. O mais provável aqui é que Abraão não sabia como Deus iria agir, mas havia fé nesse homem para crer que Deus poderia agir de uma maneira diferente, um milagre poderia acontecer. E Deus não falou nada para ele sobre isso, mas a fé desse homem estava tão robusta, estava num nível tão alto que ele ele sobe com essa crença. Ele sobe crendo no Senhor que algo poderia ser feito de maneira diferente. O autor de Hebreus no capítulo 11, no versículo 19, quando põe Abraão na lista dos heróis da fé, ele chama a nossa atenção para o aspecto da fé desse homem, dizendo que ele creu que Deus era poderoso para ressuscitar Isaque. Mas a gente não tem nenhuma informação aqui dizendo que Deus havia prometido isso para ele, mas a fé desse homem estava em um nível tão bom que ele subiu crendo que Deus poderia inclusive ressuscitar Isaque. Eu vou lá, eu vou sacrificar o meu filho, mas esse Deus é poderoso para ressuscitá-lo. Afinal de conta, ele é o símbolo da promessa da aliança. Ele é o símbolo de que Deus está cumprindo a sua aliança para comigo. Com essa fé, irmãos, Abraão então toma a lenha do holocausto. Ele coloca sobre Isaque, ele porém leva o fogo e o cutelo e assim caminham juntos. E aqui é um momento de muita tensão na narrativa. E o escritor faz isso para que a gente perceba os detalhes, para que a gente entenda o que está sendo construído e apontado aqui para nós. Isaque foi posto para carregar a lenha do próprio sacrifício. Olha que imagem nós temos aqui. Isaque, irmãos, aqui foi colocado para carregar a lenha do seu próprio sacrifício. Isso daqui se parece muito com algo que é dito no Novo Testamento. No Novo Testamento, irmãos, nós temos a informação de alguém que carregou sobre os seus ombros a madeira que seria usada para o seu próprio sacrifício. Quem foi? Quem foi esse? Eu estou falando de Jesus, irmãos. Eu estou falando do filho de Deus, não filho de Abraão. Nesse sentido, Isaque aqui, ele está apontando para Cristo. Ele é um tipo de Cristo nessa caminhada para o monte Moriá. Porém, Isaque faz uma pergunta para o seu pai. E olha a pergunta que ele faz no versículo oito. Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Queridos, imagine o quanto essa pergunta deve ter sido muito doída para Abraão. Imagina Abraão ouvindo isso do seu próprio filho com lenha nas costas. Mas a resposta de Abraão foi assim para assustar. Abraão vira para o seu filho e diz: "Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto". Essa foi a resposta de Abraão e é a primeira referência que a gente tem explícita sobre a providência de Deus nas Escrituras, no enredo das escrituras. É a primeira vez que a gente tem uma declaração explícita sobre a providência de Deus. Às vezes, meus irmãos, no decorrer da caminhada, a gente tem que dizer: Deus proverá. Deus proverá. Às vezes, diante do cenário difícil, diante de decisões que são dificílimas para serem tomadas, nós precisamos dizer: Deus proverá. Chegando ao monte Moriá, chegando ao local, ele então monta o altar como Deus havia pedido. Abraão em obediência radical ao Senhor prepara esse altar. Ele põe sobre a lenha, sobre o altar o seu filho. Ele o amarra para colocá-lo então no altar. E talvez aqui tenha sido o momento mais difícil para Abraão, ter que amarrar o seu filho para colocá-lo sobre o altar. Ele o deita no altar em cima da lenha e então ele estende a sua mão. Ele toma o cutelo para sacrificar o seu filho. E aqui, queridos, que o texto apresenta para nós uma grande reviravolta. Deus aparece novamente em cena. E agora a gente tem a terceira parte. Nós temos então agora a provisão. Versículos de 11 a 14 mostram isso. Olha o que o texto diz. Mas do céu libradou o anjo do Senhor, Abraão. Abraão. Ele respondeu: "Eis-me aqui". Então lhe disse: "Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças, pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negastes o filho, o teu único filho." Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos. Tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. E pois Abraão, por nome aquele lugar, o Senhor proverá. Daí, daí dizer-se até o dia de hoje, no monte do Senhor se proverá. Vejam que maravilha, meus queridos. Vejam a reviravolta que nós temos agora naquilo que está sendo contado. Antes que Abraão executasse o seu filho em sacrifício ao Senhor, do céu bradou o anjo do Senhor, dizendo a Abraão para não prosseguir. Pois ficou claro que Abraão era verdadeiramente temente a Deus. Pelo fato dele não negar o seu filho, o único filho, o amado filho. Ficou claro que ele era temente a Deus. A fé de Abraão, meus queridos, não consistia apenas em palavras, mas também em atos. Isso é importante paraa nossa caminhada. Dizer que a gente tem fé no Senhor é uma coisa. Verbalizar isso é uma coisa. Mas e os nossos atos? Eles têm demonstrado que nós temos fé no Senhor, que nós confiamos no Senhor, que a nossa confiança no Senhor é uma confiança radical. A de Abraão. Ficou claro, irmãos. Ficou claro que ele era temente a Deus. E aqui pode parecer que o Deus de Abraão não é onisciente, porque o texto diz: "Olha, agora ficou claro que você é temente a Deus". Mas ele é, queridos, nós sabemos que ele é. John Piper, comentando esse texto destaca que Deus sempre soube que Abraão verdadeiramente confiava nele. O problema é que Abraão não sabia que a sua confiança e Deus iria até esse ponto. Por isso, Deus o provou. Isso nos ensina, meus irmãos, que a provação de Deus em nossa vida não é para o benefício de Deus, mas é para o nosso benefício. Em Deus não vai mudar nada, queridos, mas nós estaremos de maneira diferente quando nós passamos por uma aprovação e quando nós somos aprovados diante dela. Por isso que a palavra de Deus em Romanos 8:28 diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. E o bem, no versículo 29, a ser conformado à imagem de Cristo. As provas elas vêm, meus irmãos, para o nosso benefício. Não muda Deus, mas nós somos mudados quando nós somos provados. O texto diz que Abraão ergue os olhos. Então ele viu atrás de si um carneiro preso entre os arbustos. O carneiro foi preso ali. Ele pegou o carneiro e ele o oferece em sacrifício ao Senhor em lugar do seu filho Isaque. Deus providenciou um cordeiro, como ele havia dito: "Meu filho, Deus proverá para si. Ele proverá um cordeiro." Abraão, pôs o nome daquele lugar de O Senhor proverá. Esta é a primeira menção explícita na Bíblia de sacrifício substitutivo de uma vida sendo dada por outro. Que belíssima reviravolta nós temos aqui. Que providência maravilhosa, irmãos, nós temos diante de nós, sendo narrada, sendo descrita para nós. Mas deixa eu dizer algo para você. Essa não é a maior reviravolta de todas. Com essa substituição aqui, algo que precisa ficar claro e que não pode passar despercebido é que Isaque pôde ter novamente um relacionamento com o seu pai. Mas percebam, não foi sem sacrifício. Deus poderia muito bem ter virado para Abraão e dito: "Olha, eu vi que você agora temente a mim. Eu vi que você me obedece. Pode então desmanchar o altar, pega Isaque e voltem paraa casa de vocês. Mas o texto diz que o sacrifício teria que acontecer para que Isaque pudesse ter um relacionamento com o seu pai, um cordeiro, um carneiro, teria que morrer para que Isaque fosse substituído. Caso contrário, meus irmãos, esse relacionamento não poderia existir. O que que nós temos aqui sendo anunciado para nós, queridos? É a mensagem do evangelho, não é verdade? No Novo Testamento, os quatro evangelhos apresentam a maior reviravolta de toda a história. A maior provisão de todas é apresentada para nós nos Evangelhos e não aqui em Gênesis para que nós pudéssemos viver em relacionamento com Deus Pai. O que que teve que acontecer no Monte do Calvário, um pouquíssimo, um pouquinho distante de Moriá, porque em Moriá foi construído o templo de Salomão, mas no monte do Calvário, bem próximo do monte de Moriá, Deus Pai levou o seu único filho, aquele que ele também amava. Ele levou Jesus e ele o colocou na cruz, naquele monte. E ele o fez para que nós fizéssemos parte da família desse Deus, para que tivéssemos com ele um relacionamento vivo e verdadeiro. Mas houve uma grande diferença daquilo que aconteceu no Monte Calvário. Para isso que é narrado aqui em Gênesis 22, no monte em Moriá, no monte do Calvário. Nenhuma voz gritou do céu: "Pare". Nenhuma voz gritou do céu. O filho do Deus vivo estava lá para ser sacrificado, mas ninguém bradou do céu, dizendo: "Pare, pare." E ainda bem que não houve essa voz gritando do céu, porque senão nós não estaríamos aqui, queridos. Nós não faríamos parte da família de Deus. Nós não teríamos aliança com esse Deus. que é fiel à suas promessas. Esse Deus que é poderoso para nos provar, a fim de que nós sejamos beneficiados pela sua provação. Ninguém gritou: "Pare". O que se ouviu no monte do Calvário foi o filho dizendo: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por isso que foi ouvido ali ali na cruz, meus irmãos, o cordeiro de Deus deu a sua vida em lugar de lugar de muitos, não de um só. No monte Moriá, Isaque estava longe de ser um tipo de Cristo. Subindo, ele apontava para Cristo. Mas no monte Moriá, ele estava longe de ser um tipo de Cristo. Ele estava na mesma condição nossa, precisando do sacrifício do cordeiro providenciado por Deus, porque o seu sacrifício não satisfaria o próprio Deus. E até aqui, meus irmãos, nós nos maravilhamos com Abraão e talvez ficamos meio assim desconcertado com o pedido de Deus. Que Deus é esse que pede um filho em sacrifício? Porém, vejam a inversão, ele estava provando. Ele não permitiu o sacrifício de Isaque. Abraão teve o seu filho poupado, mas Deus não poupou o seu filho amado na cruz do Calvário. Abraão ia muito bem na nossa expectativa aqui. Mas aí Deus vem e passa Abraão assim, ó, em larga escala. A gente estava bem encantado com Abraão. Rapaz, esse homem, olha que bção. Mas agora vem Deus e deixa Abraão no chinelo. Sabe? Nós até ficamos aqui impressionados com Abraão. Nós ficamos impressionados com o amor de Abraão por Deus. Mas amor mesmo, irmãos, é o de Deus por nós. Até aqui o relacionamento de Abraão com Deus foi visto como algo belíssimo, mas relacionamento belo mesmo é aquele que Deus tem conosco por causa do filho. Abraão deu um nome daquele lugar de o senhor proverá. E esse nome chama toda a atenção da narrativa para Deus e não para Abraão. Não é Abraão conseguiu. Foi assim que monte se chamou. Mas é Deus proverá. No fim das contas, é no caráter de Deus, é na confiabilidade da sua palavra que deve ser baseada a nossa fé. Deus é capaz de cumprir as suas promessas sem a ajuda de ninguém. E ele deixa isso claro aqui em Gênesis 22, os versos de 15 a 18. Nós temos então Abraão recebendo pela última vez a promessa de Deus de lhe dar muitos descendentes, terra e bênção sobre as nações da terra por causa da sua semente. A partir daqui você já não tem mais fala de Deus com Abraão. Olha o que dizem esses versos. Então, do céu bradou pela segunda vez o anjo do Senhor a Abraão e disse: "Jurei por mim mesmo, diz o Senhor, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como areia na praia do mar. A tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos. Nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedecestes a minha voz". Então voltou Abraão aos seus servos e juntos foram para Berceba, onde fixou residência. Abraão foi uma bção, meus irmãos. Não dá para negar isso. Mas bênção mesmo é o que o nosso Deus fez por Abraão e pela sua descendência. Nós somos provas vivas de tudo isso. Nós somos resultado de tudo isso. Aplicações. Queridos, nenhum de nós teve a fé submetida a uma aprovação tão severa, tão desconcertante quanto Abraão. Eu acredito que aqui ninguém desejaria ter. Alguém? Ninguém. Abraão poderia ter desobedecido a Deus. Ele poderia ter ter dito para Deus: "Olha, Deus tá dado. Senhor me deu Abraão, Senhor me deu Isaque, Deus tá dado, mas ele não o faz. Sua fé estava firmada no Senhor. Ele optou pela obediência. Ele não se apegou apenas às promessas de Deus. Ele também se apegou ao Deus da promessa. E quando ele viu que as promessas estavam aparentemente ameaçadas, ele se apegou firmemente ao Deus das promessas, sem pedir explicações. Tem uma coisa que os evangélicos fazem nos nossos dias é pedir explicação para Deus. como se Deus tivesse obrigação de nos responder, de nos dar explicações, melhor dizendo, Deus não tem tem obrigação nenhuma, irmãos, de fazer isso. O que Deus faz é se revelar. Ele se faz conhecido para nós. Ele está em relacionamento conosco. Ele não nos deve explicações. A nossa mente é limitada, irmãos, para entender muitas coisas. E se Deus se revela, ele se faz conhecido para nós. Como você tem reagido quando a sua fé é colocada em prova? Você tem confiado no Senhor? Você tem confiado no fato de que ele é o seu, o meu, o nosso provedor? Senão, saiba que em Jesus Cristo, Deus já nos deu a maior prova de que ele é o nosso provedor. Ele é totalmente confiável, irmãos. Totalmente confiável. Totalmente. Isso significa que a nossa vida deve ser vivida com total confiança no Senhor, com obediência radical, se preciso for, dizendo sempre para nós mesmos e para aqueles que estão conosco. Deus proverá. Deus proverá que é realmente necessário, não aquilo que nós achamos que necessitamos. Deus proverá, irmãos. Ele é o Deus da provisão. Aquilo que realmente nós precisamos, ele proverá. Isaque precisava de um carneiro, de um cordeiro no seu lugar. Abraão precisava de um cordeiro. E Deus assim o fez. Aquilo que realmente nós precisamos, Deus proverá. Cristo é a prova viva de tudo isso. O Deus que prova, irmãos, é o Deus que provê. Que o Senhor assim nos abençoe. Vamos orar.