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A fé vem pelo ouvir

O parecer agradou a todos | Rev. Thiago Santos

O parecer agradou a todos | Rev. Thiago Santos

O parecer agradou a todos | Rev. Thiago Santos

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
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Legendas automáticas:

[Música]
Vamos abrir a palavra de Deus em Atos
capítulo
6. Atos capítulo 6, nós vamos ler do
verso 1 ao verso 7. Ouça com fé, com
atenção a leitura da palavra de Deus
para nossa meditação nessa manhã. Atos
dos Apóstolos, capítulo 6, do verso 1 ao
verso 7. Diz assim a palavra de Deus.
Ora, naqueles dias, multiplicando-se o
número dos discípulos, houve murmuração
dos helenistas contra os hebreus, porque
as viúvas deles estavam sendo esquecidas
na distribuição diária. Então, os 12
convocaram a comunidade dos discípulos e
disseram: "Não é razoável que nós
abandonemos a palavra de Deus para
servir às mesas."
Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete
homens de boa reputação, cheios do
espírito e de sabedoria, aos quais
encarregaremos deste serviço. E quanto a
nós, nos consagraremos à oração e ao
ministério da palavra. O parecer agradou
a toda a comunidade e elegeram Estevão,
homem cheio de fé e do espírito do
santo. Felipe, Prócoro, Nicanor, Timão,
Pármenas e Nicolau Prosélito de
Antioquia, apresentaram perante os
apóstolos e estes, orando, lhes
impuseram as mãos. Crescia a palavra de
Deus e em Jerusalém se multiplicava o
número dos discípulos. também
muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.
Até aqui, Pai, nós te damos graças e
louvamos ao Senhor por essa manhã, por
esse momento que temos de podermos
adorar e exaltar ao Senhor. E agora que
vamos ouvir a tua voz, pedimos, te
suplicamos, falha o nosso coração, a
nossa alma, discurtina os nossos
ouvidos, torna apto o nosso coração e
que a tua palavra possa perfazer o nosso
coração e a nossa mente, gerar em nós
vida, frutos dignos de arrependimento e
que possamos discernir e entender a
vontade do Senhor. E que o teu nome seja
glorificado em nós, a igreja seja
edificada e o teu nome seja bendito.
Assim oramos em nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos, como que é possível, apesar
da adversidade de pessoas na igreja com
pressuposições, com ideias, com
pensamentos diferentes, o resultado
agradar a todos. Como é possível? Como é
possível diante dessa
adversidade o resultado agradar a todos?
Isso só é possível se nós entendermos
que esse é um exercício espiritual e,
portanto, um culto a Deus também, que
não nos exime da nossa
responsabilidade de escolher homens
seguindo as diretrizes bíblicas, mas
entendermos também que a vontade de Deus
é soberana e ela sempre prevalece. Ela é
sempre boa, perfeita e agradável. Quem
chama, quem capacita é o Senhor. E assim
a igreja, ao escolher, ao eleger, ela
confirma a vontade do Senhor. A escolha,
portanto, ela é imprescindível e de
extrema importância. E ela deve ser
feita, de acordo com Atos capítulo 14
verso 23, com oração e com jejum,
consagrando esse momento para que
realmente, discernindo e sensíveis ao
Espírito Santo, possamos seguir a
vontade do Senhor e entendendo que ele é
quem estabelece a sua vontade. E nós
estamos aqui diante é de um desses
processos de organização espiritual,
aonde a igreja é convocada a escolher
homens qualificados para servirem as
mesas. E esse parecer agrada a todos. O
evangelho, irmãos, estava avançando
diariamente. Pessoas foram convertidas e
seguiam a Jesus. Mas vale nós lembrarmos
que nós não estamos diante de uma igreja
perfeita. Vemos, por exemplo, no meio
dessa igreja a hipocrisia de Ananias e
Safira, querendo requerer para si um
determinado status através de uma
atitude que não foi movida pelo Espírito
Santo. E agora nós temos outro problema
acontecendo no seio desse crescimento
fenomenal da igreja, uma murmuração que
ameaçava dividir a igreja. E veja que
Lucas, ele tem alternado a sua
perspectiva. É muito interessante isso,
porque ele descreve algo fora da igreja,
o testemunho dos apóstolos diante do
Sinédrio, resultando em prisão, em
açoite. Depois, Lucas vai tirar a sua
câmera do lado de fora e vai voltar-se
para algo externo na igreja. E você vai
ver isso acontecer ao longo de Atos dos
Apóstolos. Agora ele volta-se para um
problema interno, para algo que está
acontecendo dentro desse crescimento
exponencial da igreja.
Precisamos, portanto, então, mantermos o
equilíbrio de entendermos que há sim
dificuldades externas, dificuldades
internas, mas nós precisamos entender
que o nosso foco é proclamar o evangelho
do Senhor. O nosso objetivo é glorificar
ao Senhor. Então Lucas, ele vai
descrever aqui para nós de maneira bem
rápida o problema, a solução, o
resultado, onde mais pessoas estavam
servindo ao Senhor, mais pessoas estavam
eh sendo alcançadas por Cristo e a
unidade da igreja é mantida. E a
pergunta que fica é como que esse
parecer agradou a todos? Esse parecer
agradou a todos porque, de fato, os
apóstolos identificaram o problema.
Havia um problema na igreja, uma
dificuldade, e eles logo identificaram
isso. E olha o que que o texto diz. Ora,
naqueles dias, multiplicando-se o número
dos discípulos, houve murmuração dos
helenistas contra os hebreus, porque as
viúvas deles estavam sendo esquecidas na
distribuição diária. Ou seja, com esse
crescimento da igreja, alguns problemas
administrativos foram surgindo no seio
dela. E no início, os apóstolos poderiam
facilmente aqui cuidar de toda a
congregação. Porém, como que mais
pessoas estavam aderindo à igreja, mais
e mais pessoas, algumas pessoas ou algum
grupo poderia ficar menosprezado. E aqui
nós vemos que esse essa ação acontece
dentro da igreja. E o nosso adversário,
ele é ardiloso, ele usa realmente esses
pequenos detalhes para gerar uma quebra
de unidade, uma quebra de comunhão. E
dentro dessa igreja, o texto nos diz que
havia dois grupos. judeus helênicos,
judeus de fala grega, que haviam se
convertido em Pentecostes, aderido ao
evangelho, nascido de novo. E você tem
judeus hebreus, judeus nativos criados
na Palestina e que inclusive entendiam a
obrigação de cuidar dos órfã e das
viúvas. Porém, os judeus de fala grega,
que segundo eles era de segunda
categoria, estavam sendo esquecidas.
Portanto, havia um problema de
desigualdade dentro dessa igreja. E nós
precisamos lembrar aquilo que Atos tem
enfatizado. Ninguém considerava
exclusivamente nem sua uma das coisas.
Tudo que possuía era em comum. Tá lá em
Atos capítulo 4 verso 32. E apesar dessa
harmonia e dessa união constituir parte
da identidade da igreja, nós vemos que
as viúvas estrangeiras estavam sendo
esquecidas. E nós precisamos lembrar que
Cristo Jesus na cruz quebrou essas
barreiras. Judeus e gentios agora são
unidos e justificados na pessoa dele,
que a igreja agora caminha e segue
debaixo da vontade de Deus. Portanto,
esse problema não poderia
existir, mas estava acontecendo e esses
irmãos identificaram e logo trouxeram
então a solução. O parecer agrada a
todos porque primeiro identificaram o
problema, mas agora a liderança trouxe
uma solução. E observe o que o texto
diz. Verso de número dois. Então os 12
convocaram a comunidade dos discípulos e
disseram: "Não é razoável que nós
abandonemos a palavra de Deus para
servir as
mesas." A escolha, irmão, era fruto de
duas necessidades. Primeiro, aliviar o
trabalho e segundo, providenciar uma
liderança oficial, responsável,
capacitada, debaixo da vontade de Deus
para enfrentar esse problema. E nós
vemos isso acontecer em quatro etapas. A
primeira etapa é que eles definiram a
sua prioridade. Ao saberem do problema,
os apóstolos, o que que eles fizeram?
Chamaram toda a congregação. Eles não
culparam ninguém. Eles não atacaram um
ao outro. Eles nem se autodefenderam.
Pelo contrário, eles convocaram a igreja
para uma importante decisão, dizendo:
"Olha, essa é uma questão urgente, mas
nós temos uma prioridade bem
estabelecida. Nós não podemos abandonar
a palavra de Deus para servir as mesas".
Eles entenderam que Deus os havia
chamado para o ministério da palavra e
qualquer coisa que o afastasse dessa
prioridade seria o mesmo que descumprir
a vontade do Senhor. Não é que os
apóstolos não poderiam servir à mesa,
não poderiam cuidar, não é isso, mas que
eles tinham uma prioridade. Não é que
eles não se envolvessem em necessidade
física, mas que eles realmente
precisavam agora delegar funções a
outras pessoas para que pudessem então
no nascer da igreja poderem ser também
instrumentos e também abençoar e não
dividir a igreja do Senhor. E dentro
desse processo a gente observa em
segundo lugar que eles estabeleceram um
plano. O texto diz: "Mas, irmãos, vamos
escolher dentre vós sete homens. de boa
reputação, cheios do espírito e de
sabedoria, os quais encarregaremos deste
serviço. Note que eles fazem isso com
ajuda igreja, da
comunidade, nomear homens, segundo
algumas qualificações específicas, para
que esses homens pudessem então servir a
essa causa, para que os apóstolos
tivessem então o cumprimento daquilo que
Deus havia chamado. E aqui nós vemos que
essa responsabilidade não é apenas uma
responsabilidade dos apóstolos e não é
apenas uma responsabilidade do conselho,
uma responsabilidade do pastor, mas é
uma responsabilidade que é levada para
toda a comunidade. Toda a comunidade se
envolve nesse exercício espiritual. Mas
note, irmãos, que dentro desse exercício
espiritual não é eximido de nós a nossa
responsabilidade. Se eles estabelecem
uma prioridade, se eles aqui estabelecem
um plano, agora eles vão selecionar as
pessoas certas. Não são qualquer pessoas
que podem servir a isso. A liderança do
Senhor é uma liderança masculina,
plural, qualificada, que debaixo da
vontade de Deus, onde que Cristo é o
cabeça. E todos nós somos
servos. Todos nós servimos ao Senhor
debaixo, submisso, à vontade de Deus.
Então eles selecionam as pessoas certas,
seguindo essas qualificações, cheios de
sabedoria, cheios do Espírito Santo. E o
verso de número cinco vai dizer que o
parecer agradou a toda a comunidade. E
elegeram Estevão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo, Felipe, Prócro, Nicanor,
Timão, Parmenas, Nicolau, Prosélito,
Dian, Tioquia. Esses irmãos foram
escolhidos, segundo essas diretrizes,
delegando a eles essa tarefa.
Embora, irmãos, nós não vemos aqui o
termo
diáconos aparecendo, mas nós vemos essa
ideia acontecendo em duas palavras que
na língua portuguesa não está
descrevendo nesse sentido, que é a
palavra distribuição, que tá no verso
um, e no verso 4ro a palavra ministério,
é a palavra diáconos. De maneira que
esses homens aqui estavam sendo
escolhidas pela igreja para exercer esse
ofício, esse
diaconato, servir as mesas, cuidar da
igreja, serem as mãos do Senhor, a
abençoar vidas.
De modo que esses sete homens aqui são
servos em nome e em favor de Cristo para
trazer e promover a harmonia, o cuidado,
o amor que Cristo proclama e revela na
igreja. É um grande erro, portanto,
irmãos, nós colocarmos homens que não
sejam espiritualmente qualificados,
homens que não têm diretrizes de acordo
com as características bíblicas. É
imprescindível, irmãos, que nós, movidos
pelo Espírito, debaixo da vontade de
Deus, olhando as Escrituras, comparando
a atitude, o comportamento daquilo que
aquele homem é, para que assim possamos
eleger homens que servem ao Senhor. E
note, meus irmãos, que eles delegam o
trabalho. O verso 6 vai dizer:
"Apresentaram perante os apóstolos e
estes orando, lhes impuseram as mãos.
Depois que a congregação selecionou
homens, eles foram apresentad aos
apóstolos, os quais validaram essa
escolha por meio da oração e pela
imposição das suas mãos. Esses homens
foram comissionados e chamados para uma
tarefa específica e agora eles são
investidos de
autoridade. O problema da igreja foi
resolvido. Os queixos não foram
expulsos. Não foram evitados, mas o
espírito resolveu o problema e o parecer
agradou a todos. Agradou a todos.
Essa deve ser também a nossa atitude de
não apenas identificarmos o problema,
mas ao mesmo tempo propor soluções para
que debaixo da vontade de Deus, debaixo
da ação do Espírito, possamos escolher
homens capacitados que possam exercer o
ofício. E assim a igreja seja edificada
e o nome do Senhor seja
glorificado. Por que que o parecer
agradou a todos? Não porque só
identificaram o problema, solucionaram,
mas houve também um resultado. Olha o
que que o texto diz no verso 7. Crescia
a palavra de Deus e em Jerusalém se
multiplicava o número dos discípulos.
Também muitíssimos sacerdotes obedeciam
a fé. Primeiro, houve uma
nova receptividade à mensagem. O texto
diz que crescia a palavra de Deus.
Segundo, muitos foram convertidos, diz,
se multiplicava o número dos discípulos.
Terceiro, muitas conversões também,
muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.
De maneira que a graça de Deus e a ação
do Espírito estava mesmo que diante de
uma ameaça perigosa, fazendo a igreja
avançar, dando ainda mais e mais
oportunidade para que essa igreja
crescesse. Porque esses dois verbos
multiplicar e crescer estão no
imperfeito, indicando que a palavra de
Deus
extraordinariamente fazia com que isso
ia acrescentando. E o Lucas faz
realmente essa
demonstração. Ele começa mostrando que a
igreja começou com 120. Depois do sermão
de Pedro, essa igreja cresceu para 3.000
pessoas, posteriormente para quase
5.000. E ele vai dizendo que a igreja
crescia mais e mais de multidão de
crentes. Os discípulos estavam sendo
multiplicados. Muitíssimos estavam
obedecendo a fé, mostrando realmente
como que o evangelho, como que a palavra
de Deus, como que essa ação do espírito,
debaixo de uma liderança capacitada, de
uma liderança chamada, estava cumprindo
a vontade de Deus e o nome do Senhor
estava sendo
engrandecido. Mais uma vez, aquilo que
poderia destruir a igreja é lançada por
terra, porque Cristo é quem faz as
coisas acontecerem. O resultado da
palavra de Deus fazia com que muitos
sacerdotes abraçavam a fé. Era uma
questão de causa e efeito. Enquanto que
problemas existiam, a igreja solucionava
e o resultado era o crescimento cada vez
mais da palavra de Deus. A palavra de
Deus faz com que a igreja cresça e o
nome do Senhor seja exaltado. Por fim,
irmãos, como é possível? Apesar dessa
adversidade de pessoas com
pressuposições, com ideias, com
pensamentos diferentes, o resultado de
uma assembleia agradar a todos.
Só é possível, irmãos, se nós
entendermos que esse é um exercício
espiritual e assim
devemos nos submeter à vontade de Deus,
mas não nos exime da nossa
responsabilidade de escolher homens
segundo as diretrizes bíblicas, mas
entendendo que a vontade de Deus é boa,
perfeita e agradável e ela sempre
prevalece. Uma igreja bíblica formada
entende a sua
responsabilidade, não renuncia a ela.
Escolhe líderes que dedicam a palavra e
a oração, homens que exercem o seu
mandato de
presbiterato, regentes e docentes, mas
também escolhem diáconos para exercerem
o exercício da misericórdia. Tanto
presbíteros quanto diáconos diante do
Senhor são os mesmos.
Embora as funções sejam diferentes,
ambos estão glorificando a Cristo, ambos
estão exaltando ao Senhor, ambos são
servos de Cristo e cabe a nós, igreja do
Senhor, escolhê-los conforme a vontade e
conforme o designo do Senhor. E que o
parecer dessa assembleia agrade, se
assim Deus nos permitir. E o nome do
Senhor seja
glorificado. Vamos orar, meus irmãos.

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