Uma Família em apuros | Rev. Thiago Santos
02/06/2025
Uma Família em apuros | Rev. Thiago Santos
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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[Música] Graça e paz, irmãos, da parte de Deus, nosso pai, do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que bom estarmos aqui. Todo o nosso culto comina nesse exato momento. Deus já tem falado conosco desde o prelúdio, a leitura da palavra de Deus, aos cânticos. Nesse exato momento, nós vamos ouvir o Senhor a falar através da sua palavra. Se você percebeu bem, Josué capítulo 24 fala sobre família, sobre a responsabilidade, sobre o compromisso. Jó vai nos falar acerca de um pai que cuida da espiritualidade dos seus filhos. Portanto, nós vamos falar sobre famílias. E aqui o meu intuito não é falar apenas de uma pessoa em si, mas é pegar o contexto a qual essa história está inserida e a gente possa extrair aplicações paraa nossa vida familiar, pro nosso contexto familiar. Então, quero convidar você a abrir a palavra de Deus em Primeira Samuel, capítulo 1. Nós vamos ler do verso 1 ao verso 18, a fim de que a gente possa entender esse drama familiar. e trazer algumas implicações e aplicações para a nossa vida. Primeira Samuel, capítulo 1, do verso 1 ao verso 18. Ouça com fé, ouça com atenção a leitura da palavra de Deus que nos diz: "Houve um homem de Ramataim Zofir, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Eucana, filho de Jorão, filho de Eliú, filho de Tul, filho de Zofu, Efraimita. Tinha ele duas mulheres, uma se chamava Ana e a outra Penina. Penina tinha filhos, Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Ofini e Fineéias, como sacerdotes do Senhor. No dia em que o Cano oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, a sua mulher e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ela, ele a amava, ainda mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril. A sua rival a provocava excessivamente para irritar, porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre. E assim o fazia ele de ano em ano. E toda vez que ele subia à casa do Senhor, a outra a irritava, pelo que chorava e não comia. Então Eucana, seu marido, lhe disse: "Ana, por que choras? E por que não comes? Porque está de coração triste. Não te sou eu melhor do que 10 filhos? Após terem comido e bebida em Siló, estendendo Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira junto a um pilar do templo do Senhor, levantou-se Ana e com amargura de alma orou ao Senhor e chorou abundantemente e fez um voto, dizendo: "Senhor dos exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Demorando-se ela no orar perante o Senhor, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios. Porquanto Ana só no coração falava, seus lábios se moviam, porém não lhe ouvia voz nenhuma. Por isso ele a teve por embriagado e lhe disse: "Até quando estará tu embriagada? Aparte de ti esse vinho?" Porém Ana respondeu: "Não, Senhor meu, eu sou mulher atribulada e de espírito. Não bebi nem vinho e nem bebida forte, porém venho derramando a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial, porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora". Então lhe respondeu: "Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste". E disse ela: "Ache a tua serva mercê diante de ti." Assim a mulher se foi ao seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste. Vamos orar. Senhor, nós te damos graças e louvamos ao Senhor pela tua bendita palavra. E agora que vamos examiná-la, pedimos ao Senhor que ilumine a nossa mente, discurtina os nossos ouvidos e torne o nosso coração apto para ouvir a tua voz e a tua direção. E que a tua palavra perpasse o nosso coração e a nossa mente, gerando em nós vida, frutos dignos de arrependimento, a fim de que possamos sair daqui edificado e o teu nome glorificado. visita o nosso coração, visita a nossa alma, que não sejam palavras meramente de sabedoria ou de conhecimento humano, mas que elas sejam permeadas pelo espírito e pelo poder do Senhor e possa encontrar a vida e possa nos tocar profundamente, a fim de que a nossa família, o nosso contexto familiar seja inundado, ó Deus, por uma vida que busca cuidar da espiritualidade, que descansa sobre o Senhor, mas que entende também a sua responsabilidade, o seu compromisso diante do mundo que nos cerca. Fala conosco. É o que te pedimos, é o que te suplicamos. Assim oramos em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, famílias em apuro. Recentemente o Triângulo Mineiro foi bombardeado pel uma tragédia ocorrida na cidade de Uberaba, mas precisamente no dia 8 de maio, onde um adolescente de 14 anos de uma comunidade cristã foi morta, golpeada por três facadas dentro de sala de aula por outro adolescente de 14 anos. também de uma comunidade evangélica. E quando foi feito as delações, o momento de interrogatório, o detetive perguntando a esse jovem de 14 anos o motivo pelo qual ele fez isso, essa atrocidade, ele disse que foi por inveja. A jovem era feliz demais. Ela tinha amigos, ela era sorridente, ela era alegre, ela era feliz e ele não era capaz de sentir alegria e nem felicidade. Esse foi o motivo pelo qual levou esse adolescente criado dentro da igreja a desferir golpes contra outra jovem dentro da igreja. E isso nos faz refletir, irmãos, um pouco acerca de como que esse mundo anda cruel, de como que a nossa vida deve ser vivida dentro de uma responsabilidade, dentro de um compromisso e do quanto nós precisamos pensar um pouco acerca das nossas famílias, do compromisso que nós temos diante de Deus, diante da palavra, de zelar, de instruir, de cuidar, de zelar pela espiritualidade da nossa família, a fim de que os nossos nossos familiares, os nossos filhos, a nossa esposa, o seu marido possa crescer em graça e em conhecimento da parte de Deus. Situações como essa, meus irmãos, nos mostra a crueldade desse mundo. Esse mundo quebrado, esse mundo manchado, esse mundo corrompido, esse mundo que carece da graça divina do Senhor. E com certeza os pais dessa adolescente, nós também, nós não sabemos o dia e nem a hora e muito menos se isso um dia acontecerá conosco. E muitas vezes nós vivemos a nossa vida preocupado com tantas coisas supérfluas. Nós ficamos preocupados com o nosso trabalho. Nós ficamos preocupados com as nossas coisas, com as nossas correrias do dia a dia. E nós nos esquecemos da nossa família. Nós nos esquecemos da nossa espiritualidade. Nós nos esquecemos de Deus, da palavra, da leitura, da oração, de que nós somos incapazes, de que nós dependemos totalmente do Senhor e da sua graça, não somente para nos sustentar, mas também para nos proteger a nós e a nossa família. Assim nós devemos confiar a nossa vida e os nossos familiares nas mãos benditas do Senhor. Tragédias como essa revela a luta e o apuro e o drama familiar que nós vivemos. Nós vivemos momentos difíceis aonde que pais já não querem mais serem a responsabilidade de serem pais. preferem criar um boneco, algo fictício, para que possa alimentar a mente, o coração deles, mas não querem a responsabilidade de criarem filhos. Não querem andar realmente de acordo com os princípios elementares da palavra de Deus, mas querem exigir de si uma sociedade doente, um povo doente, que na realidade carece da graça, da misericórdia e do amor do Senhor. Uma família que vive realmente em apuros. E esse é o texto que nós estamos diante de nós. Nós temos aqui um drama familiar e nós temos uma família em apuros. E se você observar bem, o livro de Primeira Samuel é dividido em três partes. E em cada uma dessas partes tem um personagem específico. Do capítulo 1 ao capítulo de número 7 você tem Samuel. Do capítulo 8 ao capítulo 14 você tem Saul. E do capítulo 15 até o capítulo 31 você tem Davi. Mas a história é narrada dentro de um contexto específico. Essa história é narrada depois do livro dos juízes. E se você voltar pro livro dos juízes, no capítulo de número 21, verso de número 25, você vai ver o seguinte, dizendo: "Naqueles dias não havia rei em Israel, e cada um fazia o que achava mais reto." De maneira que a condição espiritual, a situação daquele momento se assemelha muito com a nossa sociedade. Na época Israel, o povo de Deus vivia numa falência espiritual. Cada um fazia o que achava melhor, praticando segundo a sua vontade, andando e seguindo outras culturas, comum e totalmente pecaminoso para as nações ao redor, mas que não deveria ser comum dentro do povo de Deus. Todavia, Deus, na sua infinita graça e bondade sempre levanta um homem, um profeta, alguém que de fato é usado por Deus, chamado pelo Senhor para exortar o povo, levar o povo a arrependimento e fazer reconhecer a necessidade de um Messias, a necessidade de alguém que salva, a necessidade de alguém que purifica, a necessidade de alguém que pode realmente satisfazer plenamente as necessidades do nosso coração. E esse aqui é também um drama familiar, uma família temente a Deus. Se você observar ao longo da leitura, é uma família temente a Deus, mas uma família completamente em apuros. De um lado você tem a Estéreo Ana, que vivia com amargura, por não poder gerar filhos e cumprir o seu papel de esposa. Do outro lado, você tem a rejeitada Penina, que mesmo gerando filhos, cumprindo o seu papel perante a sociedade daquela época, não tinha a reciprocidade amorosa de seu marido e ficava em segundo plano. E entre as duas, Ana e Penina, você encontra Eucana. um homem devorto, um levita com duas esposas, possivelmente influenciado pela cultura pagando aquela época, tentando administrar os problemas familiares. Como assim duas mulheres? Talvez você possa estar questionando por que Deus permitiu lá no Antigo Testamento um homem ter duas mulheres? Na realidade, Deus nunca permitiu isso. Em momento algum Senhor ressaltou isso. Desde Gênesis a Apocalipse. O Senhor fala de uma relação monogâmica de um homem com uma mulher. Mas o homem depravado, desconfigurado na sua ambição, desobedeceu a ordem divina. E se você for analisar esses relacionamentos poligâmicos, você vai perceber que todas essas famílias eram famílias conflitosas, eram famílias que tinham destruição, eram famílias que sofria, como, por exemplo, você tem Ana com Penina, Sara com Agar, Raquel com Lia e Ana com certeza era uma mulher virtuosa que viveu numa cultura em que não gerar filhos era mesmo que uma infelicidade para uma mulher. casada. E é interessante isso, meus queridos, porque há quem acredita que Ana foi a primeira mulher de Eucana e que por não poder gerar filhos, ele se causou com penina pela falta dos filhos. E por que que isso aconteceu? Porque naquele contexto, naquele momento histórico, havia a descendência. E essa descendência que era esperada, que era tão aguardada, vinha e era prometida e vinha pela geração de filhos. Então isso era guardado com muita expectativa. No entanto, irmãos, o Senhor não permitiu que ela tivesse filhos. O Senhor não fez com que ela tivesse isso. E se você notar bem os detalhes do texto, no verso de número dois vai dizer que Penina tinha vários filhos. Ela não tinha apenas um, ela tinha vários. E isso trazia muita vergonha. Isso aflingia profundamente o coração de Ana. de maneira que colocava essa família completamente em apuros. Mas meus irmãos, como que nós podemos lidar com esse drama familiar, com esse apuro que nós vivemos no contexto de família? Como nós podemos lidar com isso? E o texto vai nos mostrar, então, que nós devemos cuidar da espiritualidade da nossa família. E que ao cuidar da espiritualidade da nossa família, nós precisamos descansar na ação soberana de Deus. Mas isso não exonera nós de cumprirmos a nossa responsabilidade como família diante do Senhor. Nós vamos ver isso em três momentos. E o primeiro passo importante que uma família em apuros deve ter é cuidar da espiritualidade da sua família. No entanto, irmãos, é preciso que a gente entenda bem essa atitude. A salvação é obra exclusiva da graça divina. Não é uma ação minha e nem uma ação sua. Nós somos apenas instrumentos nas mãos do redentor. Quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo é o espírito de Deus. Mas nós, como pais, mães, temos a responsabilidade de orientar os nossos filhos, de zelar pela nossa espiritualidade e não somente pela nossa espiritualidade, de zelar também pela espiritualidade da nossa família. O texto começa falando um pouco sobre a composição, a devoção e os conflitos que Eucana estava vivendo. Apesar dessa falência espiritual que a gente vê no contexto em que Israel vivia nesse período pósíes, havia um homem que mesmo diante desse contexto, um levita chamado Elcana, ele ia até a casa do Senhor para buscá-lo. Mesmo diante de um contexto terrível, ele cumpriu os seus itos judaicos. Ele cumpria aquilo que ele sabia muito bem que deveria fazer. E olha o que que o texto vai nos dizer no verso três. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló. Estava ali dois filhos de Eli, Ofini e Finéias, como sacerdotes do Senhor. Uma vez por ano, esse homem subia até a casa do Senhor. Ele providenciava os sacrifícios que era oferecido e conduzia até a sua família até adorar ao Senhor. A parte da espiritualidade era integrada à família. Não era somente um buscando, era toda a família tinha que ir. Isso era a finalidade pela qual a família vivia, glorificar e exaltar ao Senhor. E durante uma vez por ano eles iam lá. E observe o que que o texto diz. O que que eles faziam lá? Adorar e sacrificar ao Senhor dos. Eles iam com um motivo bem específico, louvar e glorificar ao Senhor, oferecer sacrifício pelas suas vidas. De que? Maneira de que, primeiramente, nós enxergamos aqui um homem que dentro dessa história, temente a Deus, dentro de um contexto difícil, buscando, indo à casa do Senhor, indo com o intuito de aprender do Senhor, indo com o intuito de oferecer sacrifícios ao Senhor e isso acontecia anualmente. Mas, meus irmãos, nós não precisamos mais oferecer nenhum sacrifício. O cordeiro imaculado, nosso Senhor Jesus Cristo, já ofereceu o sacrifício de uma vez por toda em nosso favor. Logo, aquilo que nós fazemos nesse contexto de leitura da palavra, de cânticos e de culto ao Senhor, deve ser uma busca incessante no nosso coração de fome e de sede por viver na presença de Deus, por colocar a nossa vida diante de Deus, por render a nossa vida diante de Deus, por oferecer a nossa vida como sacrifício santo a Deus, como sacrifício agradável ao Senhor, entregando a nossa vida, colocando a nossa existência nas mãos do Senhor. Mas ele não fazia somente isso. Ele não ia até lá, Siló, uma vez por ano, adorar e sacrificar a Deus somente por si. O que me chama atenção no texto é que ele ia lá para levar também a sua família. Ele cuidava da espiritualidade da sua família. Olha o que diz o verso 4 e o verso 5. No dia em que o Cano oferecia seu sacrifício, dava ele porções deste apenina a sua mulher e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele amava, ainda mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril. Observe que além de oferecer sacrifício, ele dava porção para uma e para Ana porção dupla. Ele levava a sua família, ele apresentava a sua família diante de Deus, de maneira que ele entendia o compromisso que ele tinha diante do Senhor. E um bom exemplo acerca disso é aquilo que nós lemos agora a pouco em Jó, um homem reto, íntegro e temente a Deus. Um homem que se desviava do mal, mas que diariamente, o que que ele fazia em favor dos seus filhos? O que que ele fazia diariamente em favor dos seus filhos? Tá no capítulo 1, verso 5, diz: "Santificava os seus filhos, levantava de madrugada, oferecia holocausto, segundo número de cada um deles." Que pai hoje faz isso, irmãos? Nós temos a obrigação quando nós e trazemos os nossos filhos ao batismo, é nos questionado, você promete servir de testemunho? Você promete cuidar da espiritualidade do seu filho. Você promete orar com ele, ler a palavra com ele, ajudá-lo a desviar das maus companhias, trazê-lo à casa de Deus para que no tempo certo ele possa decidir-se pelo Senhor. E muitas vezes nós não cumprimos com isso. Muitas vezes aquilo que nós nos comprometemos é muitas vezes da boca para fora. Mas o que nós vemos aqui nesse texto é um homem realmente compromissado com valores, com valores e preocupado com a sua família. Alguém que está buscando a espiritualidade da sua família, alguém que está lendo, alguém que está orando, alguém que tá trazendo seus filhos à igreja, a casa do Senhor. Mesmo que estivesse obedecendo os protocolos religiosos daquela época, ele estava fazendo isso. E uma das maiores negligências hoje no contexto familiar é o sacerdócio do lar. A falta de zelo pelo culto, a falta de zelo pela leitura, a falta de instruir. O maior campo missionário nosso hoje, meus irmãos, são os nossos filhos. Nós podemos estar ganhando tudo lá fora e perdendo quem está de dentro. De maneira que nós precisamos resgatar e preocupar com a espiritualidade, não apenas nossa, mas também com a espiritualidade da nossa família. Devemos nos esforçar, irmãos, para virmos à casa de Deus. incentivarmos os nossos filhos a amar ao Senhor, incentivarmos os nossos filhos a lerem a palavra, a decorarem versículos, a saberem responder a fé diante dos dilemas, diante das circunstâncias, com a palavra de Deus, com as Escrituras, orando constantemente paraa nossa família, servindo de testemunho, não só nos pequenos detalhes, mas também nos grandes detalhes. nos esforçar para que a palavra de Deus seja proclamada pelo testemunho, mas também pela fala ao instruir e pastorear o coração dos nossos filhos, da nossa esposa e também do marido. Nós precisamos cuidar da espiritualidade da nossa família. Mas ao cuidar da espiritualidade da nossa família, meus irmãos, nós precisamos descansar na ação divina. Uma família não age pela emoção e nem pelo momento. Ela descansa na ação do nosso Deus. Todos os propósitos estão debaixo das mãos do Senhor. Ele decretou todas as coisas, mas ele usa meios, instrumentos. A salvação em Cristo, a palavra de Deus, a oração, toda essa situação que envolvia a família não tinha acontecido apenas como um mero acaso ou como uma sorte do destino, nada que está fora do controle de Deus. E por que que eu digo isso? Porque a esterilidade de Ana era uma ação da parte de Deus. Olha o que que diz o verso 5. Ana dava porção dupla porque ele amava, ainda mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril. Quem deixou Ana estéril? O Senhor. O próprio Senhor é quem deixou ela nesse estado. Inclusive o verso de número seis vai enfatizar isso. Olha o que que diz. A sua rival a provocava excessivamente para irritar, porquanto o Senhor havia cerrado a madre. Mais uma vez uma ênfase. E nesse sentido, Deus é maléfico. Por isso, não é uma ação da exclusiva vontade do Senhor. Isso nos faz lembrar daquilo que acontece em João capítulo 9, em que os discípulos diante de um homem cego diz: "Senhor, quem pecou? Ele ouis?" E o Senhor diz, nem ele e nem os seus pais, mas para que manifestasse a glória de Deus. Mal sabia Ana, meus queridos, que seu filho Samuel seria um grande homem de Deus. Ele seria o juiz responsável para terminar a libertação de Israel das mãos do filisteus, iniciada por sanção. Samuel também seria responsável pela instituição da monarquia. Seria ele que o único a instituir, a ungir dois reis, Saul e Davi. Certamente Deus seria glorificado na vida dele. Certamente Deus seria exaltado. E tudo isso nada mais apontava para Cristo Jesus. Tudo isso apontava para o Senhor. E observe, irmãos, que em certos momentos da história, a gente percebe claramente Deus permitindo as coisas do jeito que são, diante das lutas que nós vivemos, para que ele revele ainda mais a grandeza do seu poder, da sua majestade e de maneira gloriosa a gente se renda a ele e glorifique o nome do Senhor. A gente percebe isso, por exemplo, Sara, Raquel e Rebeca. eram estérilos e se tornaram mãe de filhos. Diante do Mar Vermelho, encurralado pelo exército de Faraó, perto da morte, o povo de Deus vê Deus agindo e destruindo todo o exército, passando a pés enxutos. O desafio então por Golias, meus irmãos, durante 40 dias, Deus dá vitória através de um jovem com a pedrinha para mostrar a grandeza e a majestade de Deus. De maneira que na nossa família há momentos que nós não entendemos e que muitas vezes nós questionamos e não cabe nós a questionar, cabe nós a descansar e a confiar em Deus, na ação soberana de Deus. Porque nessa incapacidade deana de suprir as necessidades da sua esposa, nós vemos aqui de maneira muito clara a ação da graça de Deus, porque esse homem dava porções duplas a ela. Era uma forma de confortar, era uma forma de demonstrar amor, algo que para Penina era notório. Então você olha para esse contexto e você percebe um homem rico, um homem piadoso, um homem romântico, um homem carioso. Contudo, havia pedras no meio do caminho. Ana era infeliz, amargurada de coração. Além disso, ela tinha uma pedra no meio do sapato penina, que inclusive a sua rival provocava excessivamente, irritava. Isso gerava no coração de Ana angústia a ponto de chorar. e deixar de comer até no verso de número sete. E vendo o seu semblante, seu marido inclusive a questiona, olha o verso de número oito. Então cana, seu marido, lhe disse: "Ana, por que choras? Por que não comes? Por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que 10 filhos?" Observe que a ação deana é uma ação limitada. Ele não podia fazer nada mais para amenizar a dor de Ana. E o que você percebe aqui é um homem indignado, em certo sentido frustrado, porque está fazendo o que pode fazer para suprir as necessidades de sua esposa, de sua amada, mas ele é incapaz. Ele é incapaz disso. E meus irmãos, isso aqui não é tão distante de nós, porque existem famílias, por exemplo, que vivem essa situação. Mulheres que são tem muita vontade de serem mães, desejam, mas não podem, de que oram, de que clamam e que muitas vezes abrem mão do seu casamento. Inclusive algumas atentam até contra a própria vida. Mas o que nós vemos aqui é diante dessa incapacidade, a ação soberana de Deus com maior fugor. Porque quando nós não temos mais alternativas, muitos inclusive em dias, agora Deus é quem faz. Mas sempre foi Deus, irmãos, sempre é ele que tem que estar em primeiro lugar. É claro que Ana ficava angustiada por não ter filhos, se sentia pior ainda quando Penina irritava. E é claro que Elana se sentia frustrado por ser incapaz de produzir alegria ao coração da sua esposa. Inclusive isso gerava amargura no coração dela. Mas isso não quer dizer que Deus não estava no controle. Isso não quer dizer que Deus estava não estava conduzindo. Nem sempre é fácil, irmãos. Mas Deus nos humilha. Deus nos quebra a fim de nos mostrar a grandeza do poder dele, a fim de que a nossa família esteja realmente nas mãos do Senhor. E a melhor alternativa que nós temos é descansar sobre as mãos do Senhor. É confiar nele, é esperançar nele, é entregar a nossa família, o nosso ser, os nossos entes queridos nas mãos do Senhor. No entanto, irmãos, o terceiro passo que nós vemos, isso não exonera a gente de entender a nossa responsabilidade. Nós temos a nossa responsabilidade, família, marido, esposa, filhos, nós precisamos entender a nossa responsabilidade, porque anualmente ele subia para adorar e oferecer sacrifício ao Senhor no templo. No entanto, observa que aquele dia não era mais um dia, não era qualquer dia, era um dia diferente. Depois deles comerem e terem bebido, olha o que que o texto diz, verso 10 e o verso 11. Levantou-se Ana e com amargura de alma orou ao Senhor e chorou abundantemente e fez um voto dizendo: "Senhor dos exércitos, se benignamente atentares para aflição da tua serva e de mim te lembrares e da tua serva não te esqueceres e lhe deres um filho varão ao Senhor, o darei por todos os dias da sua vida e sobre a sua cabeça não passará Navalha, meus irmãos, num determinado momento, Ana encara a sua dor. Ana encara a sua amargura com a visão totalmente diferente. Ela pega sua angústia, ela pega o seu choro, ela pega aquela dor e ela direciona para o lugar correto. Ela leva para alguém que deve e que pode e que é capaz de cuidar. Mas ao compreender, ao perceber a rebeldia dos seus filhos, você tem que fazer isso, pegá-la e colocá-la no lugar certo, depositar aos pés do Senhor. Maridos, vocês têm que fazer isso, colocar aos pés do Senhor. Ao invés de jogarmos na cara, ao invés de criticarmos e de julgarmos, ao invés de abandonar a família, temos que lembrar do nosso compromisso, mas pegar a nossa dor e lançar para o lugar correto, colocar diante dos pés do Senhor. Não transfira sua angústia, sua mágoa, sua tristeza a quem te ama, a quem está do seu lado. Porque na maioria das vezes nós fazemos isso com quem nós mais amamos. Na maioria das vezes nós fazemos com aquele ou com aquela que está do nosso lado. E Ana, meus irmãos, é a única mulher que foi até o templo e que fez um voto ao Senhor, que se comprometeu em fazer, inclusive, de acordo com a tradição da época, esse voto poderia ser anulado pelo seu esposo caso Eucana não concordasse. A grande diferença entre Ana e as matriarcas que nós vemos aqui foi que ela levou os seus problemas em oração a Deus, foi que ela levou a sua dor debaixo da ação soberana de Deus, a fim de que Deus respondesse da maneira como ele quisesse. De maneira que a oração faz parte desse processo. É esse meio que Deus nos capacita. É um dos meios de graças para que nós possamos chegar diante de Deus. para que possamos derramar a nossa alma, derramar o nosso coração, falarmos com ele, sermos ouvidos por ele e saber que além de tudo, diante de tudo que nós podemos viver, Deus está cuidando de tudo. E isso custou muito caro pra Ana e com certeza muito cara, porque ela teve, ela foi descrita como uma mulher embriagada. Ela teve que manter o seu voto até que Samuel fosse desmamado. Ele não, ela não poderia ingerir nenhuma bebida alcoólica. Ela não viu seu filho crescer do seu lado. E o compromisso que ela faz diante de Deus é um compromisso sério, porque esse filho cresceria longe da família. Ele seria nazireu por toda a sua vida, não poderia passar navalha na cabeça, não deveria ter contato com mortos e por fim não poderia beber qualquer tipo de bebida forte. Além disso, todo levita serviria até os 50 anos, mas Samuel serviria por toda a sua vida. Por toda a sua vida. O que nós vemos aqui e mais interessante, meus irmãos, é que essa responsabilidade de confiar, de que ele ia olhar para aquela situação, a teve como embriagada, mas aquela mulher derrama sua alma, derrama o seu coração, dizendo: "Não, Senhor, eu sou mulher atribulada, amargurada, triste, eu não bebi nada. Eu estou aqui derramando a minha alma." E aquele sacerdote olhando para aquela situação, diz para ela: "Que Deus te conceda, vai-te em paz e que o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste". E qual que foi a resposta de Ana diante disso? Olha o verso 18. E disse ela: "Acha tua serva mercê diante de ti." Assim a mulher se foi, seu caminho e não comeu e o seu semblante já não era triste. O que que mudou, meus irmãos? O que que mudou? mudou que ela levou a sua dor para o lugar correto. Ela depositou aos pés do Senhor. E se você continuar lendo o texto na sua casa, verso 19, naquela noite ela deitou-se com seu marido e um filho foi gerado. Aquela mulher levou aos pés do Senhor. Ela colocou, ela confiou, ela entregou, ela tinha a sua responsabilidade, entendia sua responsabilidade, mas ela leva ao lugar correto, ela leva ao Senhor. Será que muitas vezes é isso que nós fazemos, irmãos? A história inclusive nos conta que Martinho Lutero quando estava agonizando no convento de Asfurt, ele leu a seguinte frase aqui do texto do verso 18: "O seu semblante já não era mais o mesmo." E conta-se que ao desanimar aquele homem se levanta e começa a a continuar a reforma que estava sendo produzido. E ele escreve na ocasião o seguinte, dizendo: "Abre aspas, na tristeza, não há tristeza para quem sobe à casa do Senhor. Derrama sua alma em oração e cumpre os seus votos. Fecha aspas. Não há tristeza, não há dor, não há agonia que o nosso Deus não entende e não é capaz de tratar. A nossa família precisa estar nas mãos do Senhor. Irmãos, nós vivemos um drama grande familiar, mas a soberania divina e a responsabilidade humana não são excludentes. Elas coadunam no único propósito, edificar vidas e glorificar ao nome do Senhor. Por fim, irmãos, nós não podemos concluir ou lembrar dessa história e não lembrar de que ela encontra-se numa história maior e que toca de cheio na nossa vida. de que Samuel, embora sendo um instrumento nas mãos do Senhor, alguém que tinha dois dos ofícios de Cristo, ele era sacerdote, ele era profeta, ele era apenas um instrumento usado nas mãos do Senhor e que apontava para alguém muito maior do que ele, para alguém que realmente abriu mão. Abriu mão em prol de uma grande família, abriu mão em prol de um drama familiar que nós vivemos. abriu mão para resgatar a nossa vida e para que eu e você pudéssemos ter uma espiritualidade sadia, pudéssemos ser reconciliados com Deus e pudéssemos descansar no sacrifício puro e perfeito dele. também nos chama a responsabilidade de sairmos ao mundo, de pregarmos o evangelho, de falarmos da cruz de Cristo, de sermos exemplos e modelos para os nossos familiares, de falarmos do poder dele, de colocarmos o nosso coração diante dele, de rasgarmos a nossa alma diante dele e de descansarmos de que ele está refazendo esse mundo, de que ele está conduzindo esse mundo e de que em breve vai voltar. E nós, como povo eleito dele, chamado e remido, seremos resgatados, amados. E junto com essa família da fé, juntos estaremos adorando e exaltando ao Senhor. Assim, irmãos, eu quero deixar para vocês pelo menos três aplicações bem práticas. Primeiro, no conflito familiar, volte-se pro Senhor. Nas dificuldades, não deixe a espiritualidade da sua família em segundo plano. Lembre-se, a sua família é o seu campo missionário. A sua família, ela tem que ser edificada. A sua família tem que estar envolvida. Leia a Bíblia, ore com eles, gaste. Ouça, aconselhe, aponte para Cristo, seja você mesmo modelo pro rebanho, sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor. Na crise, no drama, cuide da sua família, volte-se pro Senhor. Nos conflitos familiares, irmãos, em segundo, direcione a sua angústia ao Senhor. Ao invés de descontar no outro, na esposa, no esposo, a sua aflição, a sua angústia, a sua frustração, a sua raiva com aquele dia de trabalho, coloque tudo nas mãos do Senhor. Deixe ele carregar, troque de fardo com Jesus. Ele no chama, olha, vinde a mim, vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu julgo e aprenda de mim, porque eu sou manso e humilde coração, e acharei descanso para vossa alma, porque meu julgo é suave e meu fardo é leve. Troque de fardo, lance sobre ele a carga e pegue a responsabilidade. Saia com os ombros mais leves e tranquilos, porque tem coisas que somente ele pode fazer. Irmãos, sai daqui com coração tranquilo e aliviado. Ame a sua família. Os conflitos familiares, meus irmãos, cumpra também a sua responsabilidade. E qual que é a minha e a sua responsabilidade? Qual que é, irmãos? Considerar os outros em mais honra. do que nós, colocando em prática o amor, o perdão, o domínio próprio, a sabedoria, a palavra de Deus e como instrumentos nas mãos do Senhor, apenas reverberando os frutos do Espírito que está em nós, mas lançando para fora aquilo que o Senhor já tem feito em nós. Por fim, irmãos, lembra do relato da triste, horrível, da jovem de 14 anos? Eu quero deixar aqui o relato do pai em uma das entrevistas e olha o que que ele disse. Abre aspas. Nossa amada filha viu sua, serviu sua vida em Cristo, serviu ao Senhor até os últimos dias. Nossa menina desfruta da presença de Deus agora. Cremos na promessa do reencontro na vida eterna e no consolo do Espírito Santo. Cremos num Deus soberano, cujos planos jamais podem ser frustrados. Não cabe a nós questionarmos os porquês. Não é o nosso coração raivoso ou revolta. A dor é dilacerante, mas o amor de Cristo nos conforta. Fecha as homem que cuidou da espiritualidade, de um homem que descansou na soberania divina, de um homem responsável que cuidava da sua família. Vamos orar.