Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Uma Família em apuros | Rev. Thiago Santos

Uma Família em apuros | Rev. Thiago Santos

Uma Família em apuros | Rev. Thiago Santos

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE

Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial
TikTok: http://www.tiktok.com/@pipg.oficial
Twitter: http://www.twitter.com/pipg1
TV UCP: http://www.youtube.com/pipgkids

Legendas automáticas:

[Música]
Graça e paz, irmãos, da parte de Deus,
nosso pai, do nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. Que bom estarmos aqui.
Todo o nosso culto comina nesse exato
momento. Deus já tem falado conosco
desde o prelúdio, a leitura da palavra
de Deus, aos cânticos. Nesse exato
momento, nós vamos ouvir o Senhor a
falar através da sua palavra. Se você
percebeu bem, Josué capítulo 24 fala
sobre família, sobre a
responsabilidade, sobre o
compromisso. Jó vai nos falar acerca de
um pai que cuida da espiritualidade dos
seus filhos. Portanto, nós vamos falar
sobre famílias. E aqui o meu intuito não
é falar apenas de uma pessoa em si, mas
é pegar o contexto a qual essa história
está inserida e a gente possa extrair
aplicações paraa nossa vida familiar,
pro nosso contexto familiar. Então,
quero convidar você a abrir a palavra de
Deus em Primeira Samuel, capítulo 1. Nós
vamos ler do verso 1 ao verso 18, a fim
de que a gente possa entender esse drama
familiar.
e trazer algumas implicações e
aplicações para a nossa vida. Primeira
Samuel, capítulo 1, do verso 1 ao verso
18. Ouça com fé, ouça com atenção a
leitura da palavra de Deus que nos diz:
"Houve um homem de Ramataim Zofir, da
região montanhosa de Efraim, cujo nome
era Eucana, filho de Jorão, filho de
Eliú, filho de Tul, filho de Zofu,
Efraimita. Tinha ele duas mulheres, uma
se chamava Ana e a outra Penina. Penina
tinha filhos, Ana, porém, não os tinha.
Este homem subia da sua cidade de ano em
ano a adorar e sacrificar ao Senhor dos
Exércitos em Siló. Estavam ali os dois
filhos de Eli, Ofini e Fineéias, como
sacerdotes do Senhor. No dia em que o
Cano oferecia o seu sacrifício, dava ele
porções deste a Penina, a sua mulher e a
todos os seus filhos e filhas. A Ana,
porém, dava porção dupla, porque ela,
ele a amava, ainda mesmo que o Senhor a
houvesse deixado estéril. A sua rival a
provocava excessivamente para irritar,
porquanto o Senhor lhe havia cerrado a
madre. E assim o fazia ele de ano em
ano. E toda vez que ele subia à casa do
Senhor, a outra a irritava, pelo que
chorava e não comia. Então Eucana, seu
marido, lhe disse: "Ana, por que choras?
E por que não comes?
Porque está de coração
triste. Não te sou eu melhor do que 10
filhos?
Após terem comido e bebida em Siló,
estendendo Eli, o sacerdote, assentado
numa cadeira junto a um pilar do templo
do Senhor, levantou-se Ana e com
amargura de alma orou ao Senhor e chorou
abundantemente e fez um voto, dizendo:
"Senhor dos exércitos, se benignamente
atentares para a aflição da tua serva e
de mim te lembrares, e da tua serva não
te esqueceres,
e lhe deres um filho varão, ao Senhor o
darei por todos os dias da sua vida, e
sobre a sua cabeça não passará navalha.
Demorando-se ela no orar perante o
Senhor, passou Eli a observar-lhe o
movimento dos lábios. Porquanto Ana só
no coração falava, seus lábios se
moviam, porém não lhe ouvia voz nenhuma.
Por isso ele a teve por embriagado e lhe
disse: "Até quando estará tu
embriagada? Aparte de ti esse vinho?"
Porém Ana respondeu: "Não, Senhor meu,
eu sou mulher atribulada e de espírito.
Não bebi nem vinho e nem bebida forte,
porém venho derramando a minha alma
perante o Senhor. Não tenhas, pois, a
tua serva por filha de Belial, porque
pelo excesso da minha ansiedade e da
minha aflição é que tenho falado até
agora". Então lhe respondeu: "Vai-te em
paz e o Deus de Israel te conceda a
petição que lhe fizeste". E disse ela:
"Ache a tua serva mercê diante de ti."
Assim a mulher se foi ao seu caminho e
comeu, e o seu semblante já não era
triste. Vamos orar. Senhor, nós te damos
graças e louvamos ao Senhor pela tua
bendita palavra. E agora que vamos
examiná-la, pedimos ao Senhor que
ilumine a nossa mente, discurtina os
nossos ouvidos e torne o nosso coração
apto para ouvir a tua voz e a tua
direção. E que a tua palavra perpasse o
nosso coração e a nossa mente, gerando
em nós vida, frutos dignos de
arrependimento, a fim de que possamos
sair daqui edificado e o teu nome
glorificado. visita o nosso coração,
visita a nossa alma, que não sejam
palavras meramente de sabedoria ou de
conhecimento humano, mas que elas sejam
permeadas pelo espírito e pelo poder do
Senhor e possa encontrar a vida e possa
nos tocar profundamente, a fim de que a
nossa família, o nosso contexto familiar
seja inundado, ó Deus, por uma vida que
busca cuidar da espiritualidade, que
descansa sobre o Senhor, mas que entende
também a sua responsabilidade, o seu
compromisso diante do mundo que nos
cerca. Fala conosco. É o que te pedimos,
é o que te suplicamos. Assim oramos em
nome de Jesus. Amém. Meus irmãos,
famílias em apuro. Recentemente o
Triângulo Mineiro foi
bombardeado pel uma tragédia ocorrida na
cidade de Uberaba, mas precisamente no
dia 8 de maio, onde um adolescente de 14
anos de uma comunidade cristã foi morta,
golpeada por três facadas dentro de sala
de aula por outro adolescente de 14
anos. também de uma comunidade
evangélica. E quando foi feito as
delações, o momento de interrogatório, o
detetive perguntando a esse jovem de 14
anos o motivo pelo qual ele fez isso,
essa
atrocidade, ele disse que foi por
inveja.
A jovem era feliz
demais. Ela tinha amigos, ela era
sorridente, ela era alegre, ela era
feliz e ele não era capaz de sentir
alegria e nem
felicidade. Esse foi o motivo pelo qual
levou esse adolescente criado dentro da
igreja a desferir golpes contra outra
jovem dentro da igreja.
E isso nos faz refletir, irmãos, um
pouco acerca de como que esse mundo anda
cruel, de como que a nossa vida deve ser
vivida dentro de uma responsabilidade,
dentro de um compromisso e do quanto nós
precisamos pensar um pouco acerca das
nossas famílias, do compromisso que nós
temos diante de Deus, diante da palavra,
de zelar, de instruir, de cuidar, de
zelar pela espiritualidade da nossa
família, a fim de que os nossos nossos
familiares, os nossos filhos, a nossa
esposa, o seu marido possa crescer em
graça e em conhecimento da parte de
Deus.
Situações como essa, meus irmãos, nos
mostra a crueldade desse mundo. Esse
mundo quebrado, esse mundo manchado,
esse mundo corrompido, esse mundo que
carece da graça divina do
Senhor. E com certeza os pais dessa
adolescente, nós também, nós não sabemos
o dia e nem a hora e muito menos se isso
um dia acontecerá conosco. E muitas
vezes nós vivemos a nossa vida
preocupado com tantas coisas supérfluas.
Nós ficamos preocupados com o nosso
trabalho. Nós ficamos preocupados com as
nossas coisas, com as nossas correrias
do dia a dia. E nós nos esquecemos da
nossa família. Nós nos esquecemos da
nossa espiritualidade. Nós nos
esquecemos de Deus, da palavra, da
leitura, da
oração, de que nós somos incapazes, de
que nós dependemos totalmente do Senhor
e da sua graça, não somente para nos
sustentar, mas também para nos proteger
a nós e a nossa família.
Assim nós devemos confiar a nossa vida e
os nossos familiares nas mãos benditas
do Senhor. Tragédias como essa revela a
luta e o apuro e o drama familiar que
nós vivemos. Nós vivemos momentos
difíceis aonde que pais já não querem
mais serem a responsabilidade de serem
pais. preferem criar um boneco, algo
fictício, para que possa alimentar a
mente, o coração deles, mas não querem a
responsabilidade de criarem
filhos. Não querem andar realmente de
acordo com os princípios elementares da
palavra de Deus, mas querem exigir de si
uma sociedade doente, um povo doente,
que na realidade carece da graça, da
misericórdia e do amor do Senhor. Uma
família que vive realmente em apuros. E
esse é o texto que nós estamos diante de
nós. Nós temos aqui um drama familiar e
nós temos uma família em apuros. E se
você observar bem, o livro de Primeira
Samuel é dividido em três partes. E em
cada uma dessas partes tem um personagem
específico. Do capítulo 1 ao capítulo de
número 7 você tem Samuel. Do capítulo 8
ao capítulo 14 você tem Saul. E do
capítulo 15 até o capítulo 31 você tem
Davi. Mas a história é narrada dentro de
um contexto específico. Essa história é
narrada depois do livro dos juízes. E se
você voltar pro livro dos juízes, no
capítulo de número 21, verso de número
25, você vai ver o seguinte, dizendo:
"Naqueles dias não havia rei em Israel,
e cada um fazia o que achava mais reto."
De maneira que a condição espiritual, a
situação daquele momento se assemelha
muito com a nossa sociedade. Na época
Israel, o povo de Deus vivia numa
falência espiritual. Cada um fazia o que
achava melhor, praticando segundo a sua
vontade, andando e seguindo outras
culturas, comum e totalmente pecaminoso
para as nações ao redor, mas que não
deveria ser comum dentro do povo de
Deus.
Todavia, Deus, na sua infinita graça e
bondade sempre levanta um homem, um
profeta, alguém que de fato é usado por
Deus, chamado pelo Senhor para exortar o
povo, levar o povo a arrependimento e
fazer reconhecer a necessidade de um
Messias, a necessidade de alguém que
salva, a necessidade de alguém que
purifica, a necessidade de alguém que
pode realmente satisfazer plenamente as
necessidades do nosso coração.
E esse aqui é também um drama familiar,
uma família temente a Deus. Se você
observar ao longo da leitura, é uma
família temente a Deus, mas uma família
completamente em apuros. De um lado você
tem a Estéreo Ana, que vivia com
amargura, por não poder gerar filhos e
cumprir o seu papel de esposa. Do outro
lado, você tem a rejeitada Penina, que
mesmo gerando filhos, cumprindo o seu
papel perante a sociedade daquela época,
não tinha a reciprocidade amorosa de seu
marido e ficava em segundo plano. E
entre as duas, Ana e Penina, você
encontra Eucana.
um homem devorto, um levita com duas
esposas, possivelmente influenciado pela
cultura pagando aquela época, tentando
administrar os problemas familiares.
Como assim duas mulheres? Talvez você
possa estar questionando por que Deus
permitiu lá no Antigo Testamento um
homem ter duas mulheres?
Na realidade, Deus nunca permitiu isso.
Em momento algum Senhor ressaltou isso.
Desde Gênesis a Apocalipse. O Senhor
fala de uma relação monogâmica de um
homem com uma mulher. Mas o homem
depravado, desconfigurado na sua
ambição, desobedeceu a ordem divina. E
se você for analisar esses
relacionamentos poligâmicos, você vai
perceber que todas essas famílias eram
famílias conflitosas, eram famílias que
tinham destruição, eram famílias que
sofria, como, por exemplo, você tem Ana
com Penina, Sara com Agar, Raquel com
Lia e Ana com certeza era uma mulher
virtuosa que viveu numa cultura em que
não gerar filhos era mesmo que uma
infelicidade para uma mulher.
casada. E é interessante isso, meus
queridos, porque há quem acredita que
Ana foi a primeira mulher de Eucana e
que por não poder gerar filhos, ele se
causou com penina pela falta dos filhos.
E por que que isso aconteceu? Porque
naquele contexto, naquele momento
histórico, havia a descendência. E essa
descendência que era esperada, que era
tão aguardada, vinha e era prometida e
vinha pela geração de filhos. Então isso
era guardado com muita
expectativa. No entanto, irmãos, o
Senhor não permitiu que ela tivesse
filhos. O Senhor não fez com que ela
tivesse isso. E se você notar bem os
detalhes do texto, no verso de número
dois vai dizer que Penina tinha vários
filhos. Ela não tinha apenas um, ela
tinha vários. E isso trazia muita
vergonha. Isso aflingia profundamente o
coração de Ana. de maneira que colocava
essa família completamente em
apuros. Mas meus irmãos, como que nós
podemos
lidar com esse drama familiar, com esse
apuro que nós vivemos no contexto de
família? Como nós podemos lidar com
isso?
E o texto vai nos mostrar, então, que
nós devemos cuidar da espiritualidade da
nossa família. E que ao cuidar da
espiritualidade da nossa família, nós
precisamos descansar na ação soberana de
Deus. Mas isso não exonera nós de
cumprirmos a nossa
responsabilidade como família diante do
Senhor. Nós vamos ver isso em três
momentos. E o primeiro passo importante
que uma família em apuros deve ter é
cuidar da espiritualidade da sua
família. No entanto, irmãos, é preciso
que a gente entenda bem essa atitude. A
salvação é obra exclusiva da graça
divina. Não é uma ação minha e nem uma
ação sua. Nós somos apenas instrumentos
nas mãos do redentor. Quem convence o
homem do pecado, da justiça e do juízo é
o espírito de Deus.
Mas nós, como pais, mães, temos a
responsabilidade de orientar os nossos
filhos, de zelar pela nossa
espiritualidade e não somente pela nossa
espiritualidade, de zelar também pela
espiritualidade da nossa família. O
texto começa falando um pouco sobre a
composição, a devoção e os conflitos que
Eucana estava vivendo. Apesar dessa
falência espiritual que a gente vê no
contexto em que Israel vivia nesse
período pósíes, havia um homem que mesmo
diante desse contexto, um levita chamado
Elcana, ele ia até a casa do Senhor para
buscá-lo. Mesmo diante de um contexto
terrível, ele cumpriu os seus itos
judaicos. Ele cumpria aquilo que ele
sabia muito bem que deveria fazer. E
olha o que que o texto vai nos dizer no
verso três. Este homem subia da sua
cidade de ano em ano a adorar e a
sacrificar ao Senhor dos exércitos em
Siló. Estava ali dois filhos de Eli,
Ofini e Finéias, como sacerdotes do
Senhor. Uma vez por ano, esse homem
subia até a casa do Senhor. Ele
providenciava os sacrifícios que era
oferecido e conduzia até a sua família
até adorar ao Senhor. A parte da
espiritualidade era integrada à família.
Não era somente um buscando, era toda a
família tinha que ir. Isso era a
finalidade pela qual a família vivia,
glorificar e exaltar ao Senhor. E
durante uma vez por ano eles iam lá. E
observe o que que o texto diz. O que que
eles faziam
lá? Adorar e sacrificar ao Senhor
dos. Eles iam com um motivo bem
específico, louvar e glorificar ao
Senhor, oferecer sacrifício pelas suas
vidas. De que? Maneira de que,
primeiramente, nós enxergamos aqui um
homem que dentro dessa história, temente
a Deus, dentro de um contexto difícil,
buscando, indo à casa do Senhor, indo
com o intuito de aprender do Senhor,
indo com o intuito de oferecer
sacrifícios ao Senhor e isso acontecia
anualmente. Mas, meus irmãos, nós não
precisamos mais oferecer nenhum
sacrifício. O cordeiro imaculado, nosso
Senhor Jesus Cristo, já ofereceu o
sacrifício de uma vez por toda em nosso
favor.
Logo, aquilo que nós fazemos nesse
contexto de leitura da palavra, de
cânticos e de culto ao Senhor, deve ser
uma busca incessante no nosso coração de
fome e de sede por viver na presença de
Deus, por colocar a nossa vida diante de
Deus, por render a nossa vida diante de
Deus, por oferecer a nossa vida como
sacrifício santo a Deus, como sacrifício
agradável ao Senhor, entregando a nossa
vida, colocando a nossa existência nas
mãos do Senhor. Mas ele não fazia
somente isso. Ele não ia até lá, Siló,
uma vez por ano, adorar e sacrificar a
Deus somente por si. O que me chama
atenção no texto é que ele ia lá para
levar também a sua
família. Ele cuidava da espiritualidade
da sua família. Olha o que diz o verso 4
e o verso 5. No dia em que o Cano
oferecia seu sacrifício, dava ele
porções deste apenina a sua mulher e a
todos os seus filhos e filhas. A Ana,
porém, dava porção dupla, porque ele
amava, ainda mesmo que o Senhor a
houvesse deixado estéril. Observe que
além de oferecer sacrifício, ele dava
porção para uma e para Ana porção dupla.
Ele levava a sua família, ele
apresentava a sua família diante de
Deus, de maneira que ele entendia o
compromisso que ele tinha diante do
Senhor. E um bom exemplo acerca disso é
aquilo que nós lemos agora a pouco em
Jó, um homem reto, íntegro e temente a
Deus. Um homem que se desviava do mal,
mas que diariamente, o que que ele fazia
em favor dos seus filhos?
O que que ele fazia diariamente em favor
dos seus filhos? Tá no capítulo 1, verso
5, diz: "Santificava os seus filhos,
levantava de madrugada, oferecia
holocausto, segundo número de cada um
deles." Que pai hoje faz isso,
irmãos? Nós temos a obrigação quando nós
e trazemos os nossos filhos ao batismo,
é nos questionado, você promete servir
de testemunho? Você promete cuidar da
espiritualidade do seu filho. Você
promete orar com ele, ler a palavra com
ele, ajudá-lo a desviar das maus
companhias, trazê-lo à casa de Deus para
que no tempo certo ele possa decidir-se
pelo
Senhor. E muitas vezes nós não cumprimos
com
isso. Muitas vezes aquilo que nós nos
comprometemos é muitas vezes da boca
para fora. Mas o que nós vemos aqui
nesse texto é um homem realmente
compromissado com valores, com valores e
preocupado com a sua família. Alguém que
está buscando a espiritualidade da sua
família, alguém que está lendo, alguém
que está orando, alguém que tá trazendo
seus filhos à igreja, a casa do
Senhor. Mesmo que estivesse obedecendo
os protocolos religiosos daquela época,
ele estava fazendo isso. E uma das
maiores negligências hoje no contexto
familiar é o sacerdócio do lar.
A falta de zelo pelo culto, a falta de
zelo pela leitura, a falta de
instruir. O maior campo missionário
nosso hoje, meus irmãos, são os nossos
filhos. Nós podemos estar ganhando tudo
lá fora e perdendo quem está de
dentro. De maneira que nós precisamos
resgatar e preocupar com a
espiritualidade, não apenas nossa, mas
também com a espiritualidade da nossa
família. Devemos nos esforçar, irmãos,
para virmos à casa de Deus.
incentivarmos os nossos filhos a amar ao
Senhor, incentivarmos os nossos filhos a
lerem a palavra, a decorarem versículos,
a saberem responder a fé diante dos
dilemas, diante das circunstâncias, com
a palavra de
Deus, com as
Escrituras, orando constantemente paraa
nossa família, servindo de testemunho,
não só nos pequenos detalhes, mas também
nos grandes detalhes. nos esforçar para
que a palavra de Deus seja proclamada
pelo testemunho, mas também pela fala ao
instruir e pastorear o coração dos
nossos filhos, da nossa esposa e também
do marido. Nós precisamos cuidar da
espiritualidade da nossa família. Mas ao
cuidar da espiritualidade da nossa
família, meus irmãos, nós precisamos
descansar na ação divina.
Uma família não age pela emoção e nem
pelo momento. Ela descansa na ação do
nosso Deus. Todos os propósitos estão
debaixo das mãos do Senhor. Ele decretou
todas as
coisas, mas ele usa meios, instrumentos.
A salvação em Cristo, a palavra de Deus,
a oração, toda essa situação que
envolvia a família não tinha acontecido
apenas como um mero acaso ou como uma
sorte do destino, nada que está fora do
controle de
Deus. E por que que eu digo isso? Porque
a esterilidade de Ana era uma ação da
parte de Deus. Olha o que que diz o
verso 5. Ana dava porção dupla porque
ele amava, ainda mesmo que o Senhor a
houvesse deixado estéril. Quem deixou
Ana estéril? O
Senhor. O próprio Senhor é quem deixou
ela nesse
estado. Inclusive o verso de número seis
vai enfatizar isso. Olha o que que diz.
A sua rival a provocava excessivamente
para irritar, porquanto o Senhor havia
cerrado a madre. Mais uma vez uma
ênfase. E nesse sentido, Deus é
maléfico. Por isso,
não é uma ação da exclusiva vontade do
Senhor. Isso nos faz lembrar daquilo que
acontece em João capítulo 9, em que os
discípulos diante de um homem cego diz:
"Senhor, quem pecou? Ele ouis?"
E o Senhor diz, nem ele e nem os seus
pais, mas para que manifestasse a glória
de Deus. Mal sabia Ana, meus queridos,
que seu filho Samuel seria um grande
homem de Deus. Ele seria o juiz
responsável para terminar a libertação
de Israel das mãos do filisteus,
iniciada por
sanção. Samuel também seria responsável
pela instituição da monarquia.
Seria ele que o único a instituir, a
ungir dois reis, Saul e
Davi. Certamente Deus seria glorificado
na vida dele. Certamente Deus seria
exaltado. E tudo isso nada mais apontava
para Cristo Jesus. Tudo isso apontava
para o Senhor. E observe, irmãos, que em
certos momentos da história, a gente
percebe claramente Deus permitindo as
coisas do jeito que são, diante das
lutas que nós vivemos, para que ele
revele ainda mais a grandeza do seu
poder, da sua majestade e de maneira
gloriosa a gente se renda a ele e
glorifique o nome do Senhor. A gente
percebe isso, por exemplo, Sara, Raquel
e Rebeca. eram estérilos e se tornaram
mãe de filhos. Diante do Mar Vermelho,
encurralado pelo exército de Faraó,
perto da
morte, o povo de Deus vê Deus agindo e
destruindo todo o exército, passando a
pés enxutos.
O desafio então por Golias, meus irmãos,
durante 40 dias, Deus dá vitória através
de um jovem com a pedrinha para mostrar
a grandeza e a majestade de
Deus. De maneira que na nossa família há
momentos que nós não
entendemos e que muitas vezes nós
questionamos e não cabe nós a
questionar, cabe nós a descansar e a
confiar em Deus, na ação soberana de
Deus. Porque nessa incapacidade deana de
suprir as necessidades da sua esposa,
nós vemos aqui de maneira muito clara a
ação da graça de
Deus, porque esse homem dava porções
duplas a ela. Era uma forma de
confortar, era uma forma de demonstrar
amor, algo que para Penina era
notório. Então você olha para esse
contexto e você percebe um homem rico,
um homem piadoso, um homem romântico, um
homem carioso. Contudo, havia pedras no
meio do caminho. Ana era infeliz,
amargurada de
coração. Além disso, ela tinha uma pedra
no meio do sapato penina, que inclusive
a sua rival provocava excessivamente,
irritava. Isso gerava no coração de Ana
angústia a ponto de chorar. e deixar de
comer até no verso de número
sete. E vendo o seu
semblante, seu marido inclusive a
questiona, olha o verso de número
oito. Então cana, seu marido, lhe disse:
"Ana, por que
choras? Por que não
comes? Por que estás de coração triste?
Não te sou eu melhor do que 10 filhos?"
Observe que a ação deana é uma ação
limitada. Ele não podia fazer nada mais
para amenizar a dor de
Ana. E o que você percebe aqui é um
homem indignado, em certo sentido
frustrado, porque está fazendo o que
pode fazer para suprir as necessidades
de sua esposa, de sua amada, mas ele é
incapaz.
Ele é incapaz
disso. E meus irmãos, isso aqui não é
tão distante de nós, porque existem
famílias, por exemplo, que vivem essa
situação. Mulheres que
são tem muita vontade de serem mães,
desejam, mas não podem, de que oram, de
que clamam e que muitas vezes abrem mão
do seu casamento. Inclusive algumas
atentam até contra a própria vida.
Mas o que nós vemos aqui é diante dessa
incapacidade, a ação soberana de Deus
com maior
fugor. Porque quando nós não temos mais
alternativas, muitos inclusive em dias,
agora Deus é quem faz. Mas sempre foi
Deus, irmãos, sempre é ele que tem que
estar em primeiro lugar. É claro que Ana
ficava angustiada por não ter filhos, se
sentia pior ainda quando Penina
irritava. E é claro que Elana se sentia
frustrado por ser incapaz de produzir
alegria ao coração da sua esposa.
Inclusive isso gerava amargura no
coração dela. Mas isso não quer dizer
que Deus não estava no controle. Isso
não quer dizer que Deus estava não
estava conduzindo. Nem sempre é fácil,
irmãos. Mas Deus nos humilha. Deus nos
quebra a fim de nos mostrar a grandeza
do poder dele, a fim de que a nossa
família esteja realmente nas mãos do
Senhor. E a melhor alternativa que nós
temos é descansar sobre as mãos do
Senhor. É confiar nele, é esperançar
nele, é entregar a nossa família, o
nosso ser, os nossos entes queridos nas
mãos do
Senhor. No entanto, irmãos, o terceiro
passo que nós vemos, isso não exonera a
gente de entender a nossa
responsabilidade. Nós temos a nossa
responsabilidade, família, marido,
esposa, filhos, nós precisamos entender
a nossa
responsabilidade, porque anualmente ele
subia para adorar e oferecer sacrifício
ao Senhor no
templo. No entanto, observa que aquele
dia não era mais um dia, não era
qualquer dia, era um dia
diferente. Depois deles comerem e terem
bebido, olha o que que o texto diz,
verso 10 e o verso 11. Levantou-se Ana e
com amargura de alma orou ao Senhor e
chorou
abundantemente e fez um voto dizendo:
"Senhor dos exércitos, se benignamente
atentares para aflição da tua serva e de
mim te lembrares e da tua serva não te
esqueceres e lhe deres um filho varão ao
Senhor, o darei por todos os dias da sua
vida e sobre a sua cabeça não passará
Navalha, meus irmãos, num determinado
momento, Ana encara a sua dor. Ana
encara a sua amargura com a visão
totalmente
diferente. Ela pega sua angústia, ela
pega o seu choro, ela pega aquela dor e
ela direciona para o lugar correto. Ela
leva para alguém que deve e que pode e
que é capaz de cuidar.
Mas ao compreender, ao perceber a
rebeldia dos seus filhos, você tem que
fazer isso, pegá-la e colocá-la no lugar
certo, depositar aos pés do Senhor.
Maridos, vocês têm que fazer
isso, colocar aos pés do
Senhor. Ao invés de jogarmos na cara, ao
invés de criticarmos e de julgarmos, ao
invés de abandonar a família, temos que
lembrar do nosso compromisso, mas pegar
a nossa dor e lançar para o lugar
correto, colocar diante dos pés do
Senhor. Não transfira sua angústia, sua
mágoa, sua tristeza a quem te ama, a
quem está do seu lado. Porque na maioria
das vezes nós fazemos isso com quem nós
mais amamos. Na maioria das vezes nós
fazemos com aquele ou com aquela que
está do nosso
lado. E Ana, meus irmãos, é a única
mulher que foi até o templo e que fez um
voto ao
Senhor, que se comprometeu em fazer,
inclusive, de acordo com a tradição da
época, esse voto poderia ser anulado
pelo seu esposo caso Eucana não
concordasse. A grande diferença entre
Ana e as
matriarcas que nós vemos aqui foi que
ela levou os seus problemas em oração a
Deus, foi que ela levou a sua dor
debaixo da ação soberana de
Deus, a fim de que Deus respondesse da
maneira como ele
quisesse. De maneira que a oração faz
parte desse processo. É esse meio que
Deus nos capacita. É um dos meios de
graças para que nós possamos chegar
diante de Deus. para que possamos
derramar a nossa alma, derramar o nosso
coração, falarmos com ele, sermos
ouvidos por
ele e saber que além de tudo, diante de
tudo que nós podemos viver, Deus está
cuidando de tudo. E isso custou muito
caro pra Ana e com certeza muito cara,
porque ela teve, ela foi descrita como
uma mulher embriagada. Ela teve que
manter o seu voto até que Samuel fosse
desmamado. Ele não, ela não poderia
ingerir nenhuma bebida alcoólica. Ela
não viu seu filho crescer do seu lado. E
o compromisso que ela faz diante de Deus
é um compromisso sério, porque esse
filho cresceria longe da família. Ele
seria nazireu por toda a sua vida, não
poderia passar navalha na cabeça, não
deveria ter contato com mortos e por fim
não poderia beber qualquer tipo de
bebida forte. Além
disso, todo levita serviria até os 50
anos, mas Samuel serviria por toda a sua
vida. Por toda a sua vida. O que nós
vemos aqui e mais interessante, meus
irmãos, é que essa responsabilidade de
confiar, de que ele ia olhar para aquela
situação, a teve como embriagada, mas
aquela mulher derrama sua alma, derrama
o seu coração, dizendo: "Não, Senhor, eu
sou mulher atribulada, amargurada,
triste, eu não bebi nada. Eu estou aqui
derramando a minha alma."
E aquele sacerdote olhando para aquela
situação, diz para ela: "Que Deus te
conceda, vai-te em paz e que o Deus de
Israel te conceda a petição que lhe
fizeste". E qual que foi a resposta de
Ana diante disso? Olha o verso 18.
E disse ela: "Acha tua serva mercê
diante de ti." Assim a mulher se foi,
seu caminho e não comeu e o seu
semblante já não era triste. O que que
mudou, meus
irmãos? O que que mudou?
mudou que ela levou a sua dor para o
lugar
correto. Ela depositou aos pés do
Senhor. E se você continuar lendo o
texto na sua casa, verso 19, naquela
noite ela deitou-se com seu marido e um
filho foi
gerado. Aquela mulher levou aos pés do
Senhor. Ela colocou, ela confiou, ela
entregou, ela tinha a sua
responsabilidade, entendia sua
responsabilidade, mas ela leva ao lugar
correto, ela leva ao
Senhor. Será que muitas vezes é isso que
nós fazemos, irmãos?
A história inclusive nos conta que
Martinho Lutero quando estava agonizando
no convento de Asfurt, ele leu a
seguinte frase aqui do texto do verso
18: "O seu semblante já não era mais o
mesmo." E conta-se que ao desanimar
aquele homem se levanta e começa a a
continuar a reforma que estava sendo
produzido. E ele escreve na ocasião o
seguinte, dizendo: "Abre aspas, na
tristeza, não há tristeza para quem sobe
à casa do Senhor. Derrama sua alma em
oração e cumpre os seus votos. Fecha
aspas. Não há tristeza, não há dor, não
há agonia que o nosso Deus não entende e
não é capaz de tratar.
A nossa família precisa estar nas mãos
do Senhor.
Irmãos, nós vivemos um drama grande
familiar, mas a soberania divina e a
responsabilidade humana não são
excludentes. Elas coadunam no único
propósito, edificar vidas e glorificar
ao nome do
Senhor. Por fim, irmãos, nós não podemos
concluir ou lembrar dessa história e não
lembrar de que ela encontra-se numa
história maior e que toca de cheio na
nossa vida.
de que Samuel, embora sendo um
instrumento nas mãos do Senhor, alguém
que tinha dois dos ofícios de Cristo,
ele era sacerdote, ele era profeta, ele
era apenas um instrumento usado nas mãos
do Senhor e que apontava para alguém
muito maior do que ele, para alguém que
realmente abriu mão. Abriu mão em prol
de uma grande família, abriu mão em prol
de um drama familiar que nós vivemos.
abriu mão para resgatar a nossa vida e
para que eu e você pudéssemos ter uma
espiritualidade sadia, pudéssemos ser
reconciliados com Deus e pudéssemos
descansar no sacrifício puro e perfeito
dele. também nos chama a
responsabilidade de sairmos ao mundo, de
pregarmos o evangelho, de falarmos da
cruz de Cristo, de sermos exemplos e
modelos para os nossos
familiares, de falarmos do poder
dele, de colocarmos o nosso coração
diante dele, de rasgarmos a nossa alma
diante dele e de descansarmos de que ele
está refazendo esse mundo, de que ele
está conduzindo esse mundo e de que em
breve vai voltar. E nós, como povo
eleito dele, chamado e remido, seremos
resgatados, amados. E junto com essa
família da
fé, juntos estaremos adorando e
exaltando ao
Senhor. Assim, irmãos, eu quero deixar
para vocês pelo menos três aplicações
bem práticas.
Primeiro, no conflito familiar, volte-se
pro
Senhor. Nas dificuldades, não deixe a
espiritualidade da sua família em
segundo plano. Lembre-se, a sua família
é o seu campo
missionário. A sua família, ela tem que
ser edificada. A sua família tem que
estar envolvida. Leia a Bíblia, ore com
eles, gaste. Ouça, aconselhe, aponte
para Cristo, seja você mesmo modelo pro
rebanho, sacrifício vivo, santo e
agradável ao
Senhor. Na crise, no
drama, cuide da sua família, volte-se
pro Senhor. Nos conflitos familiares,
irmãos, em segundo, direcione a sua
angústia ao Senhor. Ao invés de
descontar no outro, na esposa, no
esposo, a sua aflição, a sua angústia, a
sua frustração, a sua raiva com aquele
dia de trabalho, coloque tudo nas mãos
do
Senhor. Deixe ele
carregar, troque de fardo com Jesus. Ele
no chama, olha, vinde a mim, vocês que
estão cansados e sobrecarregados, e eu
vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu
julgo e aprenda de mim, porque eu sou
manso e humilde coração, e acharei
descanso para vossa alma, porque meu
julgo é suave e meu fardo é leve.
Troque de fardo, lance sobre ele a carga
e pegue a responsabilidade. Saia com os
ombros mais leves e tranquilos, porque
tem coisas que somente ele pode fazer.
Irmãos, sai daqui com coração tranquilo
e aliviado. Ame a sua família. Os
conflitos familiares, meus irmãos,
cumpra também a sua
responsabilidade. E qual que é a minha e
a sua
responsabilidade? Qual que é, irmãos?
Considerar os outros em mais honra. do
que nós, colocando em prática o amor, o
perdão, o domínio próprio, a sabedoria,
a palavra de Deus e como instrumentos
nas mãos do Senhor, apenas reverberando
os frutos do Espírito que está em nós,
mas lançando para fora aquilo que o
Senhor já tem feito em
nós. Por fim, irmãos, lembra do relato
da triste, horrível, da jovem de 14
anos? Eu quero deixar aqui o relato do
pai em uma das entrevistas e olha o que
que ele disse. Abre aspas. Nossa amada
filha viu sua, serviu sua vida em
Cristo, serviu ao Senhor até os últimos
dias. Nossa menina desfruta da presença
de Deus agora. Cremos na promessa do
reencontro na vida eterna e no consolo
do Espírito Santo. Cremos num Deus
soberano, cujos planos jamais podem ser
frustrados.
Não cabe a nós questionarmos os porquês.
Não é o nosso coração raivoso ou
revolta. A dor é dilacerante, mas o amor
de Cristo nos conforta. Fecha
as homem que cuidou da espiritualidade,
de um homem que descansou na soberania
divina, de um homem
responsável que cuidava da sua
família. Vamos orar.

Tags: