O parecer agradou a todos | Rev. Thiago Santos
02/06/2025
O parecer agradou a todos | Rev. Thiago Santos
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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[Música] Vamos abrir a palavra de Deus em Atos capítulo 6. Atos capítulo 6, nós vamos ler do verso 1 ao verso 7. Ouça com fé, com atenção a leitura da palavra de Deus para nossa meditação nessa manhã. Atos dos Apóstolos, capítulo 6, do verso 1 ao verso 7. Diz assim a palavra de Deus. Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então, os 12 convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: "Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas." Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço. E quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a toda a comunidade e elegeram Estevão, homem cheio de fé e do espírito do santo. Felipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau Prosélito de Antioquia, apresentaram perante os apóstolos e estes, orando, lhes impuseram as mãos. Crescia a palavra de Deus e em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos. também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. Até aqui, Pai, nós te damos graças e louvamos ao Senhor por essa manhã, por esse momento que temos de podermos adorar e exaltar ao Senhor. E agora que vamos ouvir a tua voz, pedimos, te suplicamos, falha o nosso coração, a nossa alma, discurtina os nossos ouvidos, torna apto o nosso coração e que a tua palavra possa perfazer o nosso coração e a nossa mente, gerar em nós vida, frutos dignos de arrependimento e que possamos discernir e entender a vontade do Senhor. E que o teu nome seja glorificado em nós, a igreja seja edificada e o teu nome seja bendito. Assim oramos em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, como que é possível, apesar da adversidade de pessoas na igreja com pressuposições, com ideias, com pensamentos diferentes, o resultado agradar a todos. Como é possível? Como é possível diante dessa adversidade o resultado agradar a todos? Isso só é possível se nós entendermos que esse é um exercício espiritual e, portanto, um culto a Deus também, que não nos exime da nossa responsabilidade de escolher homens seguindo as diretrizes bíblicas, mas entendermos também que a vontade de Deus é soberana e ela sempre prevalece. Ela é sempre boa, perfeita e agradável. Quem chama, quem capacita é o Senhor. E assim a igreja, ao escolher, ao eleger, ela confirma a vontade do Senhor. A escolha, portanto, ela é imprescindível e de extrema importância. E ela deve ser feita, de acordo com Atos capítulo 14 verso 23, com oração e com jejum, consagrando esse momento para que realmente, discernindo e sensíveis ao Espírito Santo, possamos seguir a vontade do Senhor e entendendo que ele é quem estabelece a sua vontade. E nós estamos aqui diante é de um desses processos de organização espiritual, aonde a igreja é convocada a escolher homens qualificados para servirem as mesas. E esse parecer agrada a todos. O evangelho, irmãos, estava avançando diariamente. Pessoas foram convertidas e seguiam a Jesus. Mas vale nós lembrarmos que nós não estamos diante de uma igreja perfeita. Vemos, por exemplo, no meio dessa igreja a hipocrisia de Ananias e Safira, querendo requerer para si um determinado status através de uma atitude que não foi movida pelo Espírito Santo. E agora nós temos outro problema acontecendo no seio desse crescimento fenomenal da igreja, uma murmuração que ameaçava dividir a igreja. E veja que Lucas, ele tem alternado a sua perspectiva. É muito interessante isso, porque ele descreve algo fora da igreja, o testemunho dos apóstolos diante do Sinédrio, resultando em prisão, em açoite. Depois, Lucas vai tirar a sua câmera do lado de fora e vai voltar-se para algo externo na igreja. E você vai ver isso acontecer ao longo de Atos dos Apóstolos. Agora ele volta-se para um problema interno, para algo que está acontecendo dentro desse crescimento exponencial da igreja. Precisamos, portanto, então, mantermos o equilíbrio de entendermos que há sim dificuldades externas, dificuldades internas, mas nós precisamos entender que o nosso foco é proclamar o evangelho do Senhor. O nosso objetivo é glorificar ao Senhor. Então Lucas, ele vai descrever aqui para nós de maneira bem rápida o problema, a solução, o resultado, onde mais pessoas estavam servindo ao Senhor, mais pessoas estavam eh sendo alcançadas por Cristo e a unidade da igreja é mantida. E a pergunta que fica é como que esse parecer agradou a todos? Esse parecer agradou a todos porque, de fato, os apóstolos identificaram o problema. Havia um problema na igreja, uma dificuldade, e eles logo identificaram isso. E olha o que que o texto diz. Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Ou seja, com esse crescimento da igreja, alguns problemas administrativos foram surgindo no seio dela. E no início, os apóstolos poderiam facilmente aqui cuidar de toda a congregação. Porém, como que mais pessoas estavam aderindo à igreja, mais e mais pessoas, algumas pessoas ou algum grupo poderia ficar menosprezado. E aqui nós vemos que esse essa ação acontece dentro da igreja. E o nosso adversário, ele é ardiloso, ele usa realmente esses pequenos detalhes para gerar uma quebra de unidade, uma quebra de comunhão. E dentro dessa igreja, o texto nos diz que havia dois grupos. judeus helênicos, judeus de fala grega, que haviam se convertido em Pentecostes, aderido ao evangelho, nascido de novo. E você tem judeus hebreus, judeus nativos criados na Palestina e que inclusive entendiam a obrigação de cuidar dos órfã e das viúvas. Porém, os judeus de fala grega, que segundo eles era de segunda categoria, estavam sendo esquecidas. Portanto, havia um problema de desigualdade dentro dessa igreja. E nós precisamos lembrar aquilo que Atos tem enfatizado. Ninguém considerava exclusivamente nem sua uma das coisas. Tudo que possuía era em comum. Tá lá em Atos capítulo 4 verso 32. E apesar dessa harmonia e dessa união constituir parte da identidade da igreja, nós vemos que as viúvas estrangeiras estavam sendo esquecidas. E nós precisamos lembrar que Cristo Jesus na cruz quebrou essas barreiras. Judeus e gentios agora são unidos e justificados na pessoa dele, que a igreja agora caminha e segue debaixo da vontade de Deus. Portanto, esse problema não poderia existir, mas estava acontecendo e esses irmãos identificaram e logo trouxeram então a solução. O parecer agrada a todos porque primeiro identificaram o problema, mas agora a liderança trouxe uma solução. E observe o que o texto diz. Verso de número dois. Então os 12 convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: "Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir as mesas." A escolha, irmão, era fruto de duas necessidades. Primeiro, aliviar o trabalho e segundo, providenciar uma liderança oficial, responsável, capacitada, debaixo da vontade de Deus para enfrentar esse problema. E nós vemos isso acontecer em quatro etapas. A primeira etapa é que eles definiram a sua prioridade. Ao saberem do problema, os apóstolos, o que que eles fizeram? Chamaram toda a congregação. Eles não culparam ninguém. Eles não atacaram um ao outro. Eles nem se autodefenderam. Pelo contrário, eles convocaram a igreja para uma importante decisão, dizendo: "Olha, essa é uma questão urgente, mas nós temos uma prioridade bem estabelecida. Nós não podemos abandonar a palavra de Deus para servir as mesas". Eles entenderam que Deus os havia chamado para o ministério da palavra e qualquer coisa que o afastasse dessa prioridade seria o mesmo que descumprir a vontade do Senhor. Não é que os apóstolos não poderiam servir à mesa, não poderiam cuidar, não é isso, mas que eles tinham uma prioridade. Não é que eles não se envolvessem em necessidade física, mas que eles realmente precisavam agora delegar funções a outras pessoas para que pudessem então no nascer da igreja poderem ser também instrumentos e também abençoar e não dividir a igreja do Senhor. E dentro desse processo a gente observa em segundo lugar que eles estabeleceram um plano. O texto diz: "Mas, irmãos, vamos escolher dentre vós sete homens. de boa reputação, cheios do espírito e de sabedoria, os quais encarregaremos deste serviço. Note que eles fazem isso com ajuda igreja, da comunidade, nomear homens, segundo algumas qualificações específicas, para que esses homens pudessem então servir a essa causa, para que os apóstolos tivessem então o cumprimento daquilo que Deus havia chamado. E aqui nós vemos que essa responsabilidade não é apenas uma responsabilidade dos apóstolos e não é apenas uma responsabilidade do conselho, uma responsabilidade do pastor, mas é uma responsabilidade que é levada para toda a comunidade. Toda a comunidade se envolve nesse exercício espiritual. Mas note, irmãos, que dentro desse exercício espiritual não é eximido de nós a nossa responsabilidade. Se eles estabelecem uma prioridade, se eles aqui estabelecem um plano, agora eles vão selecionar as pessoas certas. Não são qualquer pessoas que podem servir a isso. A liderança do Senhor é uma liderança masculina, plural, qualificada, que debaixo da vontade de Deus, onde que Cristo é o cabeça. E todos nós somos servos. Todos nós servimos ao Senhor debaixo, submisso, à vontade de Deus. Então eles selecionam as pessoas certas, seguindo essas qualificações, cheios de sabedoria, cheios do Espírito Santo. E o verso de número cinco vai dizer que o parecer agradou a toda a comunidade. E elegeram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Felipe, Prócro, Nicanor, Timão, Parmenas, Nicolau, Prosélito, Dian, Tioquia. Esses irmãos foram escolhidos, segundo essas diretrizes, delegando a eles essa tarefa. Embora, irmãos, nós não vemos aqui o termo diáconos aparecendo, mas nós vemos essa ideia acontecendo em duas palavras que na língua portuguesa não está descrevendo nesse sentido, que é a palavra distribuição, que tá no verso um, e no verso 4ro a palavra ministério, é a palavra diáconos. De maneira que esses homens aqui estavam sendo escolhidas pela igreja para exercer esse ofício, esse diaconato, servir as mesas, cuidar da igreja, serem as mãos do Senhor, a abençoar vidas. De modo que esses sete homens aqui são servos em nome e em favor de Cristo para trazer e promover a harmonia, o cuidado, o amor que Cristo proclama e revela na igreja. É um grande erro, portanto, irmãos, nós colocarmos homens que não sejam espiritualmente qualificados, homens que não têm diretrizes de acordo com as características bíblicas. É imprescindível, irmãos, que nós, movidos pelo Espírito, debaixo da vontade de Deus, olhando as Escrituras, comparando a atitude, o comportamento daquilo que aquele homem é, para que assim possamos eleger homens que servem ao Senhor. E note, meus irmãos, que eles delegam o trabalho. O verso 6 vai dizer: "Apresentaram perante os apóstolos e estes orando, lhes impuseram as mãos. Depois que a congregação selecionou homens, eles foram apresentad aos apóstolos, os quais validaram essa escolha por meio da oração e pela imposição das suas mãos. Esses homens foram comissionados e chamados para uma tarefa específica e agora eles são investidos de autoridade. O problema da igreja foi resolvido. Os queixos não foram expulsos. Não foram evitados, mas o espírito resolveu o problema e o parecer agradou a todos. Agradou a todos. Essa deve ser também a nossa atitude de não apenas identificarmos o problema, mas ao mesmo tempo propor soluções para que debaixo da vontade de Deus, debaixo da ação do Espírito, possamos escolher homens capacitados que possam exercer o ofício. E assim a igreja seja edificada e o nome do Senhor seja glorificado. Por que que o parecer agradou a todos? Não porque só identificaram o problema, solucionaram, mas houve também um resultado. Olha o que que o texto diz no verso 7. Crescia a palavra de Deus e em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos. Também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. Primeiro, houve uma nova receptividade à mensagem. O texto diz que crescia a palavra de Deus. Segundo, muitos foram convertidos, diz, se multiplicava o número dos discípulos. Terceiro, muitas conversões também, muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. De maneira que a graça de Deus e a ação do Espírito estava mesmo que diante de uma ameaça perigosa, fazendo a igreja avançar, dando ainda mais e mais oportunidade para que essa igreja crescesse. Porque esses dois verbos multiplicar e crescer estão no imperfeito, indicando que a palavra de Deus extraordinariamente fazia com que isso ia acrescentando. E o Lucas faz realmente essa demonstração. Ele começa mostrando que a igreja começou com 120. Depois do sermão de Pedro, essa igreja cresceu para 3.000 pessoas, posteriormente para quase 5.000. E ele vai dizendo que a igreja crescia mais e mais de multidão de crentes. Os discípulos estavam sendo multiplicados. Muitíssimos estavam obedecendo a fé, mostrando realmente como que o evangelho, como que a palavra de Deus, como que essa ação do espírito, debaixo de uma liderança capacitada, de uma liderança chamada, estava cumprindo a vontade de Deus e o nome do Senhor estava sendo engrandecido. Mais uma vez, aquilo que poderia destruir a igreja é lançada por terra, porque Cristo é quem faz as coisas acontecerem. O resultado da palavra de Deus fazia com que muitos sacerdotes abraçavam a fé. Era uma questão de causa e efeito. Enquanto que problemas existiam, a igreja solucionava e o resultado era o crescimento cada vez mais da palavra de Deus. A palavra de Deus faz com que a igreja cresça e o nome do Senhor seja exaltado. Por fim, irmãos, como é possível? Apesar dessa adversidade de pessoas com pressuposições, com ideias, com pensamentos diferentes, o resultado de uma assembleia agradar a todos. Só é possível, irmãos, se nós entendermos que esse é um exercício espiritual e assim devemos nos submeter à vontade de Deus, mas não nos exime da nossa responsabilidade de escolher homens segundo as diretrizes bíblicas, mas entendendo que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável e ela sempre prevalece. Uma igreja bíblica formada entende a sua responsabilidade, não renuncia a ela. Escolhe líderes que dedicam a palavra e a oração, homens que exercem o seu mandato de presbiterato, regentes e docentes, mas também escolhem diáconos para exercerem o exercício da misericórdia. Tanto presbíteros quanto diáconos diante do Senhor são os mesmos. Embora as funções sejam diferentes, ambos estão glorificando a Cristo, ambos estão exaltando ao Senhor, ambos são servos de Cristo e cabe a nós, igreja do Senhor, escolhê-los conforme a vontade e conforme o designo do Senhor. E que o parecer dessa assembleia agrade, se assim Deus nos permitir. E o nome do Senhor seja glorificado. Vamos orar, meus irmãos.