O QUE A CONDENAÇÃO DO LEO LINS TEM A VER COM UM PASTOR?
06/06/2025
O QUE A CONDENAÇÃO DO LEO LINS TEM A VER COM UM PASTOR?
↓↓↓↓↓ MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO ↓↓↓↓↓
Seja membro e mande perguntas para os vídeos – https://www.youtube.com/channel/UCzGwyAyWLB2Si6VDFpq8rjw/join
ACESSE O SITE: https://doisdedosdeteologia.com
+ NOSSAS REDES
– Twitter: https://twitter.com/doisdedosdeteo
– Facebook: https://www.facebook.com/doisdedosdeteologia/
– Instagram: https://www.instagram.com/doisdedosdeteologia/
+ PLAYLISTS DO CANAL
– DOIS DEDOS DE TEOLOGIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8Qkipu-tZcL-LBe516QbiUM
– PERGUNTE AO PASTOR: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8RiYOvgtthDIqG_74kNNBOy
– PODCAST: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SdjEdBT40Ij_ZcosEF565H
– POR TEMAS: https://www.youtube.com/user/doisdedosdeteologia/playlists?shelf_id=13&view=50&sort=dd
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Pode parecer completamente não correlato, mas a condenação à prisão de Léo Lins é um tema importante para pastores, para teólogos, para cristãos e para qualquer pessoa, veja só, que se comunica publicamente e que possui qualquer posição que seja sensível, que ofenda sensibilidades contemporâneas. E aí eu quero poder conversar um pouco sobre a prisão do Léo Lins, a possível prisão do Léo Lins, no caso, ele foi condenado em primeira instância, ele pode recorrer em liberdade, mas você viu a notícia, o Leo Lins foi condenado a uma multa milionária e há 8 anos de chilindrw por contar piada, certo? Não por contar piada, não, foi por racismo, foi por apologia, a pedofilia, a violência, ao preconceito, a xenofobia. Também lembrando, este é um canal que conta com alguns patrocinadores. Se você quiser ajudar esse canal a continuar vivo, você pode usar o nosso cupom Jesus lá na Grove Suplementos. é o único canal de teologia que é patrocinado pelos marumba. É dinheiro dos marumbeiros indo pra propagação de teologia e de opiniões baseadas na palavra de Deus aqui na internet. Se você quiser nos ajudar, então você usa o cupom Jesus para dizer pro pessoal da Grove que você cuida do seu corpo pra glória do Deus vivo. Mas vamos lá lidar com o tema de hoje que é espinhoso, é complicado, vai ter um monte de mal entendido, mas aí lhe peço a considerar o argumento em sua completude aqui para que você possa entender o que eu quero dizer. Que a galera comenta antes de ver o vídeo. Então ouça, ouça aí comigo e vamos lá. Por que é que um pastor está falando sobre isso na internet? Tem nada a ver. Isso aqui não é nem um canal sobre humor, é um canal sobre Jesus, sobre teologia. Mas, cara, esse é um tema que me afeta diretamente, tá? Me afeta diretamente porque é criação de jurisprudência para avaliar questões de discurso público. Eu quero convidá-lo a pensar sobre isso comigo. Se você não me conhece, chegou aqui de para-quedas. Eu sou o pastor Iago Martins, sou pastor Batista, sou mestre em teologia. E nesse canal a gente tem vídeos todos os dias de exegese bíblica. A gente explica textos do novo tachamento, responde perguntas do público, reage a coisas que acontece no dia a dia. Se você tiver interessado em aprender mais sobre teologia, você pode se inscrever aqui no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Deixa eu começar falando o seguinte, não é? Um amigo meu me mandou a sentença do Léo Lins. Eu li a coordenação do Léo Lins. Pode parecer uma coisa completamente aleatória, mas não é. Se você não conhece, o Léo Linx é um humorista que construiu carreira com humor negro. Ele faz humor negro, ele faz shows de standup, onde ele tenta fazer rir pelo absurdo, não é? Tenta fazer rir com temas altamente sensíveis e aí vai para racismo, pedofilia, sei lá, todo tipo de desgraça que você imaginar. Eu gosto de humor negro assim, um pouquinho, vai uma dose muito. Eu sou cearense, gente. Cearense gosto de, então assim, eu gosto de um pouquinho de humor negro. Tem uma uma um caminho ali, não é? Uma dó ali na boca miúda ali só entre os brother. Aí a gente faz umas piadas às vezes meio pesada, ri e fica por aquilo mesmo. Normal. Nada, nada. exagerado, nada que fira muitas sensibilidades. Agora o Léo Lins, não, o Léo Lins ele faz uma carreira pública em pegar aquilo que normalmente seria uma piada de cinco caras num carro e transforma em um show de standup. O show dele tem essa essa ideia, não é? A ideia, o título do show já é esse, não é? Qual era o nome do título? Ô, Gabriel Tuller, era repugnante, era chocante, era uma coisa assim. Ele faz piadas terríveis, ele faz piadas zoando negro, faz piadas zoando gay, faz piadas zoando nordestinos. Eu sou um nordestino. Faz piadas zoando evangélicos, eu sou um evangélico. Faz piadas zoando mulheres, eu não sou mulher. sabe, dá para perceber. E ele toca em temas extremamente sensíveis pra nossa sociedade, como holocausto, como pedofilia e coisas do tipo. Agora veja, ele é um artista. Leo Lins é um artista. Leo Lins é um humorista fazendo uma peça de ficção em um palco, buscando tentar fazer rir com base no absurdo. É o tipo de humor que eu consumo. Não, apesar deu, como a maioria, confessa aí na tua casa que tu ri de umas piadas sem graça também. Apesar de muitos de nós gostar de algum nível de humor negro, alguns mais, alguns menos, ele obviamente faz rir, tenta fazer rir, faz rir de fato, a gente paga o ingresso para rir do absurdo. Qual é o problema? E aqui eu tô dando o setup pra gente chegar na Panteline daqui a pouco. O Léo Lins, quando ele sobe num palco com o microfoninho show de humor, ele não é um palestrante, ele não é um professor, ele não tá dando opinião, ele tá fazendo uma atuação ali em cima. Ele é um palhaço contando histórias fictícias e levando coisas ao absurdo para fazer rir. Ele acredita em tudo que ele tá dizendo no palco? Claro que não, porque é uma obra de ficção. Ele tá criando um setup humorístico. Então, quando as pessoas olham lá, ah, por que o Léo Links foi condenado? Ele foi condenado por preconceito, por xenofobia, por cristofobia. Tem tem lá preconceito evangélicos da coenação ao Leo Links e todo esse tipo de coisa. Qual é o problema dessa interpretação? Eu entendo um estiozão meio perdido, não é? A juíza, sei lá. Ah, não dá esse essa esse fascismo recreativo, né? Esse tipo de coisa. Eu eu entendo um estiozão meio perdido crer nisso. Mas você que é acostumado a algum contato com arte, alguma coisa, acreditar que uma peça de standup representa algum tipo de opinião ou de incentivo real à aquilo que tá sendo montado, é é tão tolo quanto acreditar que um personagem de ficção de um filme é aquilo ali, é tentar, sei lá, punir a a Carminha, sei lá, aquele aquela mulher, o povo da novela por cometer crime e novela. é pred ator porque ator matou no filme Iago. Mas um filme é uma obra de ficção. É o standup também é uma obra de ficção. O problema é que o Leo Lins, essa é a tolice do Léo Lins, a tol do Leo Lins é tentar fazer o humor de absurdo em um país em que as pessoas xingam atores pelas ações dos vilões das novelas. Eu já ouvi várias vezes atores da Globo comentando que são xingados na rua, chamados pelo nome do personagem que eles que eles representam e xingados na rua pelas ações dos personagens da televisão, entendeu? E veja, se as pessoas não conseguem perceber a diferença entre um personagem de uma novela, as ações do personagem de uma novela e de um ator, como é que o Léo Lins acredita que as pessoas e que os juízes, inclusive os advogados, opinião pública, os jornalistas, vão conseguir perceber a diferença entre ele de cara limpa, com o microfone na mão, fazendo um texto humorístico, ficcional e a opinião dele como indivíduo. Então, quando ele fala coisas completamente absurdas, complet assim, que para mim é um é um um texto humorístico que não tem graça, ele quer fazer rir pelo absurdo, pela idiotíci da da história. Achar que isso é um é um incentivo a a um ato criminoso é achar que que o ator é responsável pelas ações do personagem do filme. E é isso que meu Rafinha Baixo fez um vídeo, né, a falando chamamente sobre isso. Tem que mandar prender o pessoal da novela da Globo, então que tá atuando e tá encenando criminosos, pessoas que falam coisas absurdas, não é? E olha só, o o Léo Lins não é o único que faz esse tipo de humor escatológico, maluco, exagerado. Imagina Sof, né? Eu eu lembro quando eu era moleque assistia Soft Park. A gente vai criminalizar Sof Park, vai criminar criminalizar todo mundo que riu de Soft Park, né? E coisa assim. E vê, tem muitas piadas, e planeta, Hermes e Renato, volta até pros trapalhões aí, né? Pensaves, poxa Chaves. Chaves tem humor com violência infantil, pô. Entendeu? Chaves tem humor com abuso infantil. É abuso infantil. A violência, o Seu Madruga metendo a cacetada no Chaves, entendeu? numa criança órfã. Pô, Chaves, a gente fundou o imaginário humorístico brasileiro em uma peça de ficção em que um homem adulto espanca um órfão a olhos vistos, entendeu? Se você levar essas coisas à junas consequências, muito da arte que nós temos por aí, vai ter que ser tratado como ato criminoso. Vai prender todo mundo que gosta de Chaves, vai prender o Bolanhos. Como é que é? Morreu o Bolonhos, né? Tá nem como prender ele mais. Mas qual é a diferença? A diferença é que se o Léo Lins não tiver de peruca e maquiagem, ninguém vai entender que que ele é um ator, de que ele tá fazendo uma peça de atuação, de que ele está encenando um personagem no palco, em que ele não tá falando as ideias dele, as vontades dele, o que ele acha que é certo. Eu vou dizer, se é criminoso, se aí o que ele faz é um incentivo ao crime, então por que que as pessoas que compraram ingresso não estão sendo punidas também? Você tem milhares de pessoas, milhares de pessoas sentadas ouvindo aquilo ali. Você acha aquele monte de gente ali é racista? Aquele monte de gente ali é pedófilo, aquele monte de gente ali é homofóbico, é cristofóbico. Claro que não. As pessoas que estão ali, que pagaram o ingresso, elas entendem que estão sentados para ouvir absurdos e querem rir do absurdo e serem tocadas de forma geral pelo absurdo. Mas as pessoas que estão ali não estão ali em busca, não é de realmente isso é uma coisa realmente muito certa. Eu vou agora, sei lá, odiar evangélico e grei gay negro e criança, entendeu? É absurdo. As pessoas que estão ali assistindo, elas não estão ali assistindo porque estão levando a sério o que tá sendo dito. Elas querem rir pelo constrangimento do absurdo. A, mas eu acho que esse é um humor muito feio. Tudo bem, eu também acho. É um humor muito feio. Por isso eu não consumo. E por isso eu critico, por isso eu acho que crentes não deveriam participar. Por isso que no livro que escrevi Pecados Aceitáveis, que tem um capítulo sobre humor, eu falo que a gente tem que tomar cuidado com do que a gente ri. E muitas vezes o modo como a gente ri pode ser pecaminoso. Esse não é o problema. O problema não é em nada a gente achar ruim, pecaminoso, como uma coisa que não deveríamos participar. a linha que tá sendo tratada no Brasil de criminalização do humor negro. Porque a criminalização do humor negro, porque na prática é isso, é criminalização do humor negro. A criminalização do humor negro que aconteceu aqui em primeira instância é uma criminalização do humor negro que afeta toda e qualquer pessoa que trabalha publicamente com discurso, principalmente aqueles que trabalham com discurso que possa ofender alguma sensibilidade cultural. Porque qual é o argumento que eu mais vi ser repetido no nosso querido Schweiter? é que liberdade de expressão não é desculpa para cometer crimes. Você deve ter ou visto ouvido isso várias vezes. Liberdade de expressão não é desculpa para cometer crimes. Essa é a frase que me preocupa, porque é claro que em um sentido objetivo, liberdade de expressão não é mentira, não é desculpa, cometer crime. Então, se eu não posso fraudar você, de vender um produto, não, isso aqui compra isso aqui, que isso aqui funciona. Você compra e não funciona e dizer, não, não. Eu só usei minha liberdade de expressão. Pô, você não pode usar liberdade de expressão para frraudar uma pessoa. Você não pode chegar e mandar alguém assassinar outra pessoa ou eu pago um assassino. Tome aqui, assassino, mate fulaninho. Assassino, mata fulaninho. Pô, você financiou um crime? Não, não. Só usei minha liberdade de expressão. Você não pode, claro, usar a liberdade de expressão como desculpa para cometer crimes. Você não pode dar 10 tiros na pessoa e dizer: "Não, foi só minha liberdade de expressão". Porque claro, isso não faz nenhum sentido. O problema não é esse. O problema é que se existe liberdade de expressão, a própria expressão muito dificilmente tem que ser considerada crime. E esse é o problema que nós temos aqui. Porque a partir do momento em que uma peça claramente humorística, claramente ficcional, ofende sensibilidades culturais através de fazer um humor de absurdo. E este humor de absurdo é um crime, porque é um crime, é um crime porque ofende minorias. Porque basicamente é isso, é um crime porque ofende minorias, ofende sensibilidades difusas, né, na sociedade. Pau o que dá em Chico dá em Francisco. Ora, como pregador, eu também prego coisas que ofendem sensibilidades culturais. Existem pessoas que querem a criminalização do discurso de homossexualidade é pecado. Existem pessoas que querem a criminalização de pais que não criam seus filhos de forma gender affirmative, que não reconhecem suas crianças como trans e os tratam de acordo com o sexo biológico. Esta criminalização já se estabelece em países do norte do mundo. Então veja, se a liberdade de expressão não é desculpa para cometer crimes e o crime aqui no caso é a própria expressão, é o próprio discurso, é a ideia, é a opinião ou mesmo a peça artística, o que é que isso pode fazer com outros comunicadores que possuem outros discursos que, claro, não tem um aspecto estético extremo que é um humor de absurdo, mas que fere sensibilidades culturais com muito mais força. Porque no caso, Léo Linzes faz uma obra ficcional. A minha pregação não é uma, não tem um, o intuito de ser uma obra ficcional, tem a ideia de ser uma asseveração verdadeira sobre a realidade, uma asseveração sobre os fatos. Crianças devem ser criadas de acordo com o seu sexo biológico. Não, não existe criança trans. Não existe criança trans. Se entregar a um relacionamento homossexual é pecado. Todas essas esses temas são culturalmente muito sensíveis. São temas que a gente não tá fazendo ficção nos púlpitos. A gente tá pregando, a gente tá ensinando, a gente tá instruindo de acordo com a cosmovisão que vai gerar resultados reais na vida das pessoas. Coisa que o discurso do Leen vai fazer. Então, em um sentido de ferir sensibilidades culturais, o aspecto estético do discurso do Dains é mais agressivo, mas o aspecto do fenômeno que vai ser experimentado dentro dos ambientes religiosos conservadores é muito mais pungente. Então hoje é o Leéo Lins que é um bocó. Hoje é o Lein é um bocó. Mas e quando esse mesmo tipo de discurso jurídico afetar outros que falam em nome de suas crenças que ferem sensibilidades contemporâneas? E aí que a coisa começa a ficar um pouco complicada. Aí você diz: "Ah, mas que exagero, né, Iago? por favor. O pastor agora tá fazendo humor de de com pedofilia. Eu acho que não cabe no sentido moral. Eu acho errado, acho feio. Ainda mais quando isso expressa publicamente. Em um sentido civil, né? Eu acho que no sentido civil as pessoas devem ter o direito civil de falar coisas idiotas e a gente deve ter o direito civil de refutar e dizer que é feio, dizer que é errado, falar essas coisas idiotas. Para mim, a única consequência justa é pela via do boicote. Essa é a consequência justa. O boicote. Qualquer coisa que vá pro nível jurídico, para mim, já é uma consequência completamente injusta. Ele não está cometendo nenhum crime em uma peça ficcional, assim como um ator não mata ninguém em um filme quando dá tiros, quando você interpreta um vilão, quando você interpreta um racista, quando Kakibs era racista e classista, era machista, era tudo de loucura lá, a gente ria. A gente ria assistindo a televisão e ninguém pedia pro Miguel falar Bela ser preso. Agora de novo, se o cara não aparecer de peruca e fazendo um sotaque e botando outro nome, a galera vai achar que o que ele fala ali é de verdade. Mas para mim, a consequência justa para esse tipo de discurso é a vaia. A consequência justa para esse tipo de discurso é a vaia. A consequência justa para esse tipo de discurso é a falência, é ninguém comprar ingresso, entendeu? Para mim essa é a consequência justa. É ser o tipo de coisa que a gente não quer consumir como sociedade. Mas aí quando entra no processo jurídico, para mim já saiu da esfera daquilo que é correto, do que é correto, o que é certo, do que é justo. Pena elevada em regime fechado, que pode ser comparada com crimes muito graves por 8 anos. 8 anos de prisão. Cara, dá para matar e pegar menos e pegar menos pena, viu? Dá para assassinar. Eu acho que dá para assassinar, tá? Deixa eu ver aqui. Qual a pena mínima para assassinato no Brasil? 6 anos. A pena mínima para homicídio é 6 anos. Então assim, dá para você matar uma pessoa e ser preso por menos tempo, pegar uma pena menor, entendeu? Dá para você matar uma pessoa, tirar a vida do ser humano e pegar uma pena menor. É claramente um tipo de de justiçamento ideológico que tô fazendo com o cara. Uma lei de 2023 sendo usada para agravar a pena de um crime que ocorreu em 2022. A gente tem lei retroagindo no Brasil, né? Que coisa maravilhosa, lei que retroagem. Mas sabe o que é que me chama muito atenção? É que nos debates de internet, ah, porque tá vendo, o pessoal já cobra assim, qualquer coisa que aconteça, quem é que é cobrado? Eu que votei nulo, entendeu? Qualquer coisa que aconteça, quem é cobrado? Eu que votei nulo, você que votou nulo, você. E aí? Não era a mesma coisa, seus? Então, não era a mesma coisa. Eu não sei se você sabe, tá? A lei que foi usado para condenar o Léo Lins, para agravar a pena do Leéo Lins, foi defendida pela base do governo Bolsonaro, foi votada a favor pelo Eduardo Bolsonaro e foi sancionada pelo governo Lula, tá? Esquerda e direita se uniram, certo? fizeram a base dessa lei aí que hoje condena o Leo Lins e agora cada um quer, né, os louros de, entendeu? Quando a gente diz que é tudo a mesma coisa, são a mesma coisa de formas diferentes. Obviamente é tudo a mesma coisa no sentido moral, não é no sentido da prática, mas às vezes na prática direita e esquerda igualmente tentam fazer o mal, né, no nosso país. Inclusive o político que foi o responsável por pedir a censura do filme do Danilo Gentile, porque um personagem, um vilão, um vilão da história era pedófilo. Um vilão, vilão, um vilão da história é pedófilo. Um vilão da história é pedófilo. E aí a galera dizia que o filme fazia apologia a pedofilia, entendeu? Esse é esse é o nível do debate que a gente tá tendo aqui. Esse é o nível da interpretação do brasileiro médio sobre as coisas. O vilão da história, o vilão da história era um pedófilo e um político específico pediu a censura do filme porque defendia a pedofilia. Esse político tá agora defendendo o Léo Linx. Olha ele que maluquícia, né? E fazendo parecer que é a esquerda que persegue. Aí o cara que é da base bolsonarista, que é o cara que tira foto abraçado com o Bolsonaro, que era o candidato do Bolsonaro aqui na minha cidade, tá agora dizendo: "Olha o Leo Linho sendo perseguido, que coisa terrível". sendo que ele há pouco tempo tava perseguindo, sabe, outras obras de arte que eu também não consumo. Acho um filme ruim, não gosto do filme do Gentille, entendeu, né? O tipo de coisa que eu vejo. Mas vê como o cenário político é uma vergonha, a galera gosta de ficar, não, mas tá vendo a culpa é do Bolsonaro, é o Lula, cadê quem foi que votou nulo? A culpa é de vocês que voltou nulo? Cara, a culpa é dos políticos que nos odeiam todos, entendeu? E de um cenário cultural de vários pequenos ditadores, porque a gente é tudo nesse país bem pequeno ditador que quer a punição de qualquer pessoa que fiera as nossas sensibilidades ou que seja. E aí usa uma um uma lei até posterior, né, para condenar um cara que cometeu, no caso, um pretenso crime no ano anterior. Pena gravada por conta do conteúdo compartilhado pela internet. E aí a gente que tem canal no YouTube tá lascado. Pena gravada para você tratar de um ambiente de diversão ou recreação. Então o que deveria fazer com que a coisa fosse diferente, na verdade, entender como uma peça artística juíza falando em racismo recreativo e propagação de violência. Agora imagine essa mesma justiça julgando discursos religiosos. Alguns casos já estão acontecendo. Imagine esse tipo elevado de pena para pregadores que falam sobre o pecado da homossexualidade. Imagine a criação de novas leis para gravar discursos do passado. Imagine se sua igreja compartilhou o conteúdo na internet. Imagine se cria uma lei agravante por ser um ambiente religioso. Imagine se juízes começam a falar em homofobia religiosa em suas sentenças. Só imagine. É, não tem nada a ver com a realidade, né? Nada a ver com a realidade. Tem que avisar que é a ironia, tá? Tem que colocar uma placa de ironia porque senão o pessoal vai achar que eu tô falando, né? É, esse é o nível do do negócio. A gente vota em quem, cara? Se esquerda e direita. Tudo cada um querendo censurar os seus do mesmo jeito. E de novo, aqui não é nenhuma questão de voto. Até pegaram no meu pé quando eu escrevi o religião do bolsonarismo, onde eu falo que a gente precisaria votar em pessoas melhores, tal. Ah, mas não é o voto que vai resolver, não. Claro, o voto não vai resolver. Mas aqui a gente tem um problema de Ministério Público. Eu tô, ó, desde 2018 dizendo o seguinte, de que o nosso grande inimigo no Brasil, a liberdade religiosa, não tá nos presidentes. Se é Lula, se é Bolsonaro, meu irmão, em termos de liberdade religiosa vai fazer pouquíssima diferença. O nosso problema está no Ministério Público. O nosso problema são juízes, o nosso problema é essa galera. São eles que nos perseguem, são eles que tm uma sanha persecutória maluca em termos de liberdade de de expressão. Então são é aí que a gente tem que est preocupado e aí não tem eleição. E aí é mandar crente pra universidade. É é pegar crente formado em direito para fazer concurso público. É encontrar um clima cultural onde as pessoas respeitam liberdade de expressão e tem um pouco de juízo para poder interpretar o mundo como funciona e volta, né? Perseguições existem e existirão e em nome de Cristo passaremos por elas com perseverança e alegria. Mas não como covardes calados que aceitam tudo o que vem de autoridades ímpias e injustas. Léo Lins está longe de ser um santo, o exemplo para mim. Mas continuarmos de olhos e bocas fechados, o Leviat pode crescer demais ao ponto de ficar impossível de destruí-lo. Qual é minha preocupação? Minha preocupação é o Leéo Lins. Não conheço o Leéo Lins. Não sei nada sobre a vida do Leo Lins, entendeu? Então não, não é a parada. É porque é um humorista que eu gosto vai ser preso? Não, não gosto. É porque vão atacar o tipo de arte que eu consumo. Não consumo esse tipo de arte. Mas por muito menos tem gente sendo boicotada nos Estados Unidos, por exemplo, fazendo pressão pública e jurídica para calar humoristas que fazem piadas muito mais simples, muito mais simples, muito menos agressivas do que a do Leo Lins. Já tem pai perdendo guarda por misering seus filhos, por tratá-los como gênero errado, não é? Tem pregadores sendo perseguidos aí no mundo inteiro. Já foi denunciado ao Ministério Público por pregar Primeira Coríntios 8 e dizer que o cristianismo é a única religião verdadeira, entendeu? Já foi denunciado ao Ministério Público, o racismo religioso, por falar que o cristianismo é a única religião verdadeira, não é? Então assim, a gente tá sempre diante de censuras da nossa liberdade. Querem condenar e prender um comediante por fazer piadas idiotas, não é? Quando julgarem que a nossa pregação é criminosa, o que é que vai ser da gente também? Porque vão dizer assim, ó: "Liberdade religiosa não é desculpa para cometer crimes." E aí, como é que a gente vai ficar? Liberdade religiosa não é desculpa para cometer crimes. Então, pregar que o cristianismo é a única religião verdadeira vai no Ministério Público, racismo religioso. Foi o que fizeram comigo. Dizer que homossexualidade é pecado. Ministério Público, homofobia religiosa. Dizer que crianças devem ser criadas de acordo com o seu sexo biológico. Ministério Público, transfobia religiosa e a liberdade religiosa não pode ser desculpa para cometer crime. Muito complicado viver em um tempo de muitos pequenos ditadores querendo gerir a sociedade com base na violência política. Não é uma pena. Não consuma leolins. Acho uma porcaria. Mas se a gente quer uma sociedade livre e plural, uma sociedade onde as pessoas têm a liberdade de expressar suas ideias, a gente precisa de uma sociedade em que a gente tolera a existência dos idiotas, sem criminalizá-los por serem idiotas e fazerem suas piadas idiotas. Um livro aí de recomendação para quem quiser se aprofundar nesse assunto é o livro do meu amigo Gustavo Maustash Contra toda a censura. Para mim é o melhor material que você vai encontrar para discutir liberdade de expressão. Maash é um cara muito capaz, muito capaz. O livro dele fica aí. Vou botar um link na descrição se você quiser aprender sobre esse assunto, tá bom? Usa lá o nosso cupom na Grove, cupom Jesus, se quiser nos ajudar e se inscreve no canal se você tiver gostado desse tipo de comentário.