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A fé vem pelo ouvir

O QUE A CONDENAÇÃO DO LEO LINS TEM A VER COM UM PASTOR?

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Legendas automáticas:

Pode parecer completamente não
correlato, mas a condenação à prisão de
Léo Lins é um tema importante para
pastores, para teólogos, para cristãos e
para qualquer pessoa, veja só, que se
comunica publicamente e que possui
qualquer posição que seja sensível, que
ofenda sensibilidades contemporâneas. E
aí eu quero poder conversar um pouco
sobre a prisão do Léo Lins, a possível
prisão do Léo Lins, no caso, ele foi
condenado em primeira instância, ele
pode recorrer em liberdade, mas você viu
a notícia, o Leo Lins foi condenado a
uma multa milionária e há 8 anos de
chilindrw por contar piada, certo? Não
por contar piada, não, foi por racismo,
foi por apologia, a pedofilia, a
violência, ao preconceito, a xenofobia.
Também lembrando, este é um canal que
conta com alguns patrocinadores. Se você
quiser ajudar esse canal a continuar
vivo, você pode usar o nosso cupom Jesus
lá na Grove Suplementos. é o único canal
de teologia que é patrocinado pelos
marumba. É dinheiro dos marumbeiros indo
pra propagação de teologia e de opiniões
baseadas na palavra de Deus aqui na
internet. Se você quiser nos ajudar,
então você usa o cupom Jesus para dizer
pro pessoal da Grove que você cuida do
seu corpo pra glória do Deus vivo. Mas
vamos lá lidar com o tema de hoje que é
espinhoso, é complicado, vai ter um
monte de mal entendido, mas aí lhe peço
a considerar o argumento em sua
completude aqui para que você possa
entender o que eu quero dizer. Que a
galera comenta antes de ver o vídeo.
Então ouça, ouça aí comigo e vamos lá.
Por que é que um pastor está falando
sobre isso na internet? Tem nada a ver.
Isso aqui não é nem um canal sobre
humor, é um canal sobre Jesus, sobre
teologia. Mas, cara, esse é um tema que
me afeta diretamente, tá? Me afeta
diretamente porque é criação de
jurisprudência para avaliar questões de
discurso público. Eu quero convidá-lo a
pensar sobre isso comigo. Se você não me
conhece, chegou aqui de para-quedas. Eu
sou o pastor Iago Martins, sou pastor
Batista, sou mestre em teologia. E nesse
canal a gente tem vídeos todos os dias
de exegese bíblica. A gente explica
textos do novo tachamento, responde
perguntas do público, reage a coisas que
acontece no dia a dia. Se você tiver
interessado em aprender mais sobre
teologia, você pode se inscrever aqui no
canal e assinar as notificações para
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo. Deixa eu começar falando o
seguinte, não é? Um amigo meu me mandou
a sentença do Léo Lins. Eu li a
coordenação do Léo Lins. Pode parecer
uma coisa completamente aleatória, mas
não é. Se você não conhece, o Léo Linx é
um humorista que construiu carreira com
humor negro. Ele faz humor negro, ele
faz shows de standup, onde ele tenta
fazer rir pelo absurdo, não é? Tenta
fazer rir com temas altamente sensíveis
e aí vai para racismo, pedofilia, sei
lá, todo tipo de desgraça que você
imaginar. Eu gosto de humor negro assim,
um pouquinho, vai uma dose muito. Eu sou
cearense, gente. Cearense gosto de,
então assim, eu gosto de um pouquinho de
humor negro. Tem uma uma um caminho ali,
não é? Uma dó ali na boca miúda ali só
entre os brother. Aí a gente faz umas
piadas às vezes meio pesada, ri e fica
por aquilo mesmo. Normal. Nada, nada.
exagerado, nada que fira muitas
sensibilidades. Agora o Léo Lins, não, o
Léo Lins ele faz uma carreira pública em
pegar aquilo que normalmente seria uma
piada de cinco caras num carro e
transforma em um show de standup. O show
dele tem essa essa ideia, não é? A
ideia, o título do show já é esse, não
é? Qual era o nome do título? Ô, Gabriel
Tuller, era repugnante, era chocante,
era uma coisa assim. Ele faz piadas
terríveis, ele faz piadas zoando negro,
faz piadas zoando gay, faz piadas zoando
nordestinos. Eu sou um nordestino. Faz
piadas zoando evangélicos, eu sou um
evangélico. Faz piadas zoando mulheres,
eu não sou mulher. sabe, dá para
perceber. E ele toca em temas
extremamente sensíveis pra nossa
sociedade, como holocausto, como
pedofilia e coisas do tipo. Agora veja,
ele é um artista. Leo Lins é um artista.
Leo Lins é um humorista fazendo uma peça
de ficção em um palco, buscando tentar
fazer rir com base no absurdo. É o tipo
de humor que eu consumo. Não, apesar
deu, como a maioria, confessa aí na tua
casa que tu ri de umas piadas sem graça
também. Apesar de muitos de nós gostar
de algum nível de humor negro, alguns
mais, alguns menos, ele obviamente faz
rir, tenta fazer rir, faz rir de fato, a
gente paga o ingresso para rir do
absurdo. Qual é o problema? E aqui eu tô
dando o setup pra gente chegar na
Panteline daqui a pouco. O Léo Lins,
quando ele sobe num palco com o
microfoninho show de humor, ele não é um
palestrante, ele não é um professor, ele
não tá dando opinião, ele tá fazendo uma
atuação ali em cima. Ele é um palhaço
contando histórias fictícias e levando
coisas ao absurdo para fazer rir. Ele
acredita em tudo que ele tá dizendo no
palco? Claro que não, porque é uma obra
de ficção. Ele tá criando um setup
humorístico. Então, quando as pessoas
olham lá, ah, por que o Léo Links foi
condenado? Ele foi condenado por
preconceito, por xenofobia, por
cristofobia. Tem tem lá preconceito
evangélicos da coenação ao Leo Links e
todo esse tipo de coisa. Qual é o
problema dessa interpretação? Eu entendo
um estiozão meio perdido, não é? A
juíza, sei lá. Ah, não dá esse essa esse
fascismo recreativo, né? Esse tipo de
coisa. Eu eu entendo um estiozão meio
perdido crer nisso. Mas você que é
acostumado a algum contato com arte,
alguma coisa, acreditar que uma peça de
standup representa algum tipo de opinião
ou de incentivo real à aquilo que tá
sendo montado, é é tão tolo quanto
acreditar que um personagem de ficção de
um filme é aquilo ali, é tentar, sei lá,
punir a a Carminha, sei lá, aquele
aquela mulher, o povo da novela por
cometer crime e novela. é pred ator
porque ator matou no filme Iago. Mas um
filme é uma obra de ficção. É o standup
também é uma obra de ficção. O problema
é que o Leo Lins, essa é a tolice do Léo
Lins, a tol do Leo Lins é tentar fazer o
humor de absurdo em um país em que as
pessoas xingam atores pelas ações dos
vilões das novelas. Eu já ouvi várias
vezes atores da Globo comentando que são
xingados na rua, chamados pelo nome do
personagem que eles que eles representam
e xingados na rua pelas ações dos
personagens da televisão, entendeu? E
veja, se as pessoas não conseguem
perceber a diferença entre um personagem
de uma novela, as ações do personagem de
uma novela e de um ator, como é que o
Léo Lins acredita que as pessoas e que
os juízes, inclusive os advogados,
opinião pública, os jornalistas, vão
conseguir perceber a diferença entre ele
de cara limpa, com o microfone na mão,
fazendo um texto humorístico, ficcional
e a opinião dele como indivíduo. Então,
quando ele fala coisas completamente
absurdas, complet assim, que para mim é
um é um um texto humorístico que não tem
graça, ele quer fazer rir pelo absurdo,
pela idiotíci da da história. Achar que
isso é um é um incentivo a a um ato
criminoso é achar que que o ator é
responsável pelas ações do personagem do
filme. E é isso que meu Rafinha Baixo
fez um vídeo, né, a falando chamamente
sobre isso. Tem que mandar prender o
pessoal da novela da Globo, então que tá
atuando e tá encenando criminosos,
pessoas que falam coisas absurdas, não
é? E olha só, o o Léo Lins não é o único
que faz esse tipo de humor escatológico,
maluco, exagerado. Imagina Sof, né? Eu
eu lembro quando eu era moleque assistia
Soft Park. A gente vai criminalizar Sof
Park, vai criminar criminalizar todo
mundo que riu de Soft Park, né? E coisa
assim. E vê, tem muitas piadas, e
planeta, Hermes e Renato, volta até pros
trapalhões aí, né? Pensaves, poxa
Chaves. Chaves tem humor com violência
infantil, pô. Entendeu? Chaves tem humor
com abuso infantil. É abuso infantil. A
violência, o Seu Madruga metendo a
cacetada no Chaves, entendeu? numa
criança órfã. Pô, Chaves, a gente fundou
o imaginário humorístico brasileiro em
uma peça de ficção em que um homem
adulto espanca um órfão a olhos vistos,
entendeu? Se você levar essas coisas à
junas consequências, muito da arte que
nós temos por aí, vai ter que ser
tratado como ato criminoso. Vai prender
todo mundo que gosta de Chaves, vai
prender o Bolanhos. Como é que é? Morreu
o Bolonhos, né? Tá nem como prender ele
mais. Mas qual é a diferença? A
diferença é que se o Léo Lins não tiver
de peruca e maquiagem, ninguém vai
entender que que ele é um ator, de que
ele tá fazendo uma peça de atuação, de
que ele está encenando um personagem no
palco, em que ele não tá falando as
ideias dele, as vontades dele, o que ele
acha que é certo. Eu vou dizer, se é
criminoso, se aí o que ele faz é um
incentivo ao crime, então por que que as
pessoas que compraram ingresso não estão
sendo punidas também? Você tem milhares
de pessoas, milhares de pessoas sentadas
ouvindo aquilo ali. Você acha aquele
monte de gente ali é racista? Aquele
monte de gente ali é pedófilo, aquele
monte de gente ali é homofóbico, é
cristofóbico. Claro que não. As pessoas
que estão ali, que pagaram o ingresso,
elas entendem que estão sentados para
ouvir absurdos e querem rir do absurdo e
serem tocadas de forma geral pelo
absurdo. Mas as pessoas que estão ali
não estão ali em busca, não é de
realmente isso é uma coisa realmente
muito certa. Eu vou agora, sei lá, odiar
evangélico e grei gay negro e criança,
entendeu? É absurdo. As pessoas que
estão ali assistindo, elas não estão ali
assistindo porque estão levando a sério
o que tá sendo dito. Elas querem rir
pelo constrangimento do absurdo. A, mas
eu acho que esse é um humor muito feio.
Tudo bem, eu também acho. É um humor
muito feio. Por isso eu não consumo. E
por isso eu critico, por isso eu acho
que crentes não deveriam participar. Por
isso que no livro que escrevi Pecados
Aceitáveis, que tem um capítulo sobre
humor, eu falo que a gente tem que tomar
cuidado com do que a gente ri. E muitas
vezes o modo como a gente ri pode ser
pecaminoso. Esse não é o problema. O
problema não é em nada a gente achar
ruim, pecaminoso, como uma coisa que não
deveríamos participar. a linha que tá
sendo tratada no Brasil de
criminalização do humor negro. Porque a
criminalização do humor negro, porque na
prática é isso, é criminalização do
humor negro. A criminalização do humor
negro que aconteceu aqui em primeira
instância é uma criminalização do humor
negro que afeta toda e qualquer pessoa
que trabalha publicamente com discurso,
principalmente aqueles que trabalham com
discurso que possa ofender alguma
sensibilidade cultural. Porque qual é o
argumento que eu mais vi ser repetido no
nosso querido Schweiter? é que liberdade
de expressão não é desculpa para cometer
crimes. Você deve ter ou visto ouvido
isso várias vezes. Liberdade de
expressão não é desculpa para cometer
crimes. Essa é a frase que me preocupa,
porque é claro que em um sentido
objetivo, liberdade de expressão não é
mentira, não é desculpa, cometer crime.
Então, se eu não posso fraudar você, de
vender um produto, não, isso aqui compra
isso aqui, que isso aqui funciona. Você
compra e não funciona e dizer, não, não.
Eu só usei minha liberdade de expressão.
Pô, você não pode usar liberdade de
expressão para frraudar uma pessoa. Você
não pode chegar e mandar alguém
assassinar outra pessoa ou eu pago um
assassino. Tome aqui, assassino, mate
fulaninho. Assassino, mata fulaninho.
Pô, você financiou um crime? Não, não.
Só usei minha liberdade de expressão.
Você não pode, claro, usar a liberdade
de expressão como desculpa para cometer
crimes. Você não pode dar 10 tiros na
pessoa e dizer: "Não, foi só minha
liberdade de expressão". Porque claro,
isso não faz nenhum sentido. O problema
não é esse. O problema é que se existe
liberdade de expressão, a própria
expressão muito dificilmente tem que ser
considerada crime. E esse é o problema
que nós temos aqui. Porque a partir do
momento em que uma peça claramente
humorística, claramente ficcional,
ofende sensibilidades culturais através
de fazer um humor de absurdo. E este
humor de absurdo é um crime, porque é um
crime, é um crime porque ofende
minorias. Porque basicamente é isso, é
um crime porque ofende minorias, ofende
sensibilidades difusas, né, na
sociedade. Pau o que dá em Chico dá em
Francisco. Ora, como pregador, eu também
prego coisas que ofendem sensibilidades
culturais. Existem pessoas que querem a
criminalização do discurso de
homossexualidade é pecado. Existem
pessoas que querem a criminalização de
pais que não criam seus filhos de forma
gender affirmative, que não reconhecem
suas crianças como trans e os tratam de
acordo com o sexo biológico. Esta
criminalização já se estabelece em
países do norte do mundo. Então veja, se
a liberdade de expressão não é desculpa
para cometer crimes e o crime aqui no
caso é a própria expressão, é o próprio
discurso, é a ideia, é a opinião ou
mesmo a peça artística, o que é que isso
pode fazer com outros comunicadores que
possuem outros discursos que, claro, não
tem um aspecto estético extremo que é um
humor de absurdo, mas que fere
sensibilidades culturais com muito mais
força. Porque no caso, Léo Linzes faz
uma obra ficcional. A minha pregação não
é uma, não tem um, o intuito de ser uma
obra ficcional, tem a ideia de ser uma
asseveração verdadeira sobre a
realidade, uma asseveração sobre os
fatos. Crianças devem ser criadas de
acordo com o seu sexo biológico. Não,
não existe criança trans. Não existe
criança trans. Se entregar a um
relacionamento homossexual é pecado.
Todas essas esses temas são
culturalmente muito sensíveis. São temas
que a gente não tá fazendo ficção nos
púlpitos. A gente tá pregando, a gente
tá ensinando, a gente tá instruindo de
acordo com a cosmovisão que vai gerar
resultados reais na vida das pessoas.
Coisa que o discurso do Leen vai fazer.
Então, em um sentido de ferir
sensibilidades culturais, o aspecto
estético do discurso do Dains é mais
agressivo, mas o aspecto do fenômeno que
vai ser experimentado dentro dos
ambientes religiosos conservadores é
muito mais pungente. Então hoje é o Leéo
Lins que é um bocó. Hoje é o Lein é um
bocó. Mas e quando esse mesmo tipo de
discurso jurídico afetar outros que
falam em nome de suas crenças que ferem
sensibilidades contemporâneas? E aí que
a coisa começa a ficar um pouco
complicada. Aí você diz: "Ah, mas que
exagero, né, Iago? por favor. O pastor
agora tá fazendo humor de de com
pedofilia. Eu acho que não cabe no
sentido moral. Eu acho errado, acho
feio. Ainda mais quando isso expressa
publicamente. Em um sentido civil, né?
Eu acho que no sentido civil as pessoas
devem ter o direito civil de falar
coisas idiotas e a gente deve ter o
direito civil de refutar e dizer que é
feio, dizer que é errado, falar essas
coisas idiotas. Para mim, a única
consequência justa é pela via do
boicote. Essa é a consequência justa. O
boicote. Qualquer coisa que vá pro nível
jurídico, para mim, já é uma
consequência completamente injusta. Ele
não está cometendo nenhum crime em uma
peça ficcional, assim como um ator não
mata ninguém em um filme quando dá
tiros, quando você interpreta um vilão,
quando você interpreta um racista,
quando Kakibs era racista e classista,
era machista, era tudo de loucura lá, a
gente ria. A gente ria assistindo a
televisão e ninguém pedia pro Miguel
falar Bela ser preso. Agora de novo, se
o cara não aparecer de peruca e fazendo
um sotaque e botando outro nome, a
galera vai achar que o que ele fala ali
é de verdade. Mas para mim, a
consequência justa para esse tipo de
discurso é a vaia. A consequência justa
para esse tipo de discurso é a vaia. A
consequência justa para esse tipo de
discurso é a falência, é ninguém comprar
ingresso, entendeu? Para mim essa é a
consequência justa. É ser o tipo de
coisa que a gente não quer consumir como
sociedade. Mas aí quando entra no
processo jurídico, para mim já saiu da
esfera daquilo que é correto, do que é
correto, o que é certo, do que é justo.
Pena elevada em regime fechado, que pode
ser comparada com crimes muito graves
por 8 anos. 8 anos de prisão. Cara, dá
para matar e pegar menos e pegar menos
pena, viu? Dá para assassinar. Eu acho
que dá para assassinar, tá? Deixa eu ver
aqui. Qual a pena mínima para
assassinato no Brasil? 6 anos. A pena
mínima para homicídio é 6 anos. Então
assim, dá para você matar uma pessoa e
ser preso por menos tempo, pegar uma
pena menor, entendeu? Dá para você matar
uma pessoa, tirar a vida do ser humano e
pegar uma pena menor. É claramente um
tipo de de justiçamento ideológico que
tô fazendo com o cara. Uma lei de 2023
sendo usada para agravar a pena de um
crime que ocorreu em 2022. A gente tem
lei retroagindo no Brasil, né? Que coisa
maravilhosa, lei que retroagem. Mas sabe
o que é que me chama muito atenção? É
que nos debates de internet, ah, porque
tá vendo, o pessoal já cobra assim,
qualquer coisa que aconteça, quem é que
é cobrado? Eu que votei nulo, entendeu?
Qualquer coisa que aconteça, quem é
cobrado? Eu que votei nulo, você que
votou nulo, você. E aí? Não era a mesma
coisa, seus? Então, não era a mesma
coisa. Eu não sei se você sabe, tá? A
lei que foi usado para condenar o Léo
Lins, para agravar a pena do Leéo Lins,
foi defendida pela base do governo
Bolsonaro, foi votada a favor pelo
Eduardo Bolsonaro e foi sancionada pelo
governo Lula, tá? Esquerda e direita se
uniram, certo? fizeram a base dessa lei
aí que hoje condena o Leo Lins e agora
cada um quer, né, os louros de,
entendeu? Quando a gente diz que é tudo
a mesma coisa, são a mesma coisa de
formas diferentes. Obviamente é tudo a
mesma coisa no sentido moral, não é no
sentido da prática, mas às vezes na
prática direita e esquerda igualmente
tentam fazer o mal, né, no nosso país.
Inclusive o político que foi o
responsável por pedir a censura do filme
do Danilo Gentile, porque um personagem,
um vilão, um vilão da história era
pedófilo. Um vilão, vilão, um vilão da
história é pedófilo. Um vilão da
história é pedófilo. E aí a galera dizia
que o filme fazia apologia a pedofilia,
entendeu? Esse é esse é o nível do
debate que a gente tá tendo aqui. Esse é
o nível da interpretação do brasileiro
médio sobre as coisas. O vilão da
história, o vilão da história era um
pedófilo e um político específico pediu
a censura do filme porque defendia a
pedofilia. Esse político tá agora
defendendo o Léo Linx. Olha ele que
maluquícia, né? E fazendo parecer que é
a esquerda que persegue. Aí o cara que é
da base bolsonarista, que é o cara que
tira foto abraçado com o Bolsonaro, que
era o candidato do Bolsonaro aqui na
minha cidade, tá agora dizendo: "Olha o
Leo Linho sendo perseguido, que coisa
terrível". sendo que ele há pouco tempo
tava perseguindo, sabe, outras obras de
arte que eu também não consumo. Acho um
filme ruim, não gosto do filme do
Gentille, entendeu, né? O tipo de coisa
que eu vejo. Mas vê como o cenário
político é uma vergonha, a galera gosta
de ficar, não, mas tá vendo a culpa é do
Bolsonaro, é o Lula, cadê quem foi que
votou nulo? A culpa é de vocês que
voltou nulo? Cara, a culpa é dos
políticos que nos odeiam todos,
entendeu? E de um cenário cultural de
vários pequenos ditadores, porque a
gente é tudo nesse país bem pequeno
ditador que quer a punição de qualquer
pessoa que fiera as nossas
sensibilidades ou que seja. E aí usa uma
um uma lei até posterior, né, para
condenar um cara que cometeu, no caso,
um pretenso crime no ano anterior. Pena
gravada por conta do conteúdo
compartilhado pela internet. E aí a
gente que tem canal no YouTube tá
lascado. Pena gravada para você tratar
de um ambiente de diversão ou recreação.
Então o que deveria fazer com que a
coisa fosse diferente, na verdade,
entender como uma peça artística juíza
falando em racismo recreativo e
propagação de violência. Agora imagine
essa mesma justiça julgando discursos
religiosos. Alguns casos já estão
acontecendo. Imagine esse tipo elevado
de pena para pregadores que falam sobre
o pecado da homossexualidade. Imagine a
criação de novas leis para gravar
discursos do passado. Imagine se sua
igreja compartilhou o conteúdo na
internet. Imagine se cria uma lei
agravante por ser um ambiente religioso.
Imagine se juízes começam a falar em
homofobia religiosa em suas sentenças.
Só imagine. É, não tem nada a ver com a
realidade, né? Nada a ver com a
realidade. Tem que avisar que é a
ironia, tá? Tem que colocar uma placa de
ironia porque senão o pessoal vai achar
que eu tô falando, né? É, esse é o nível
do do negócio. A gente vota em quem,
cara? Se esquerda e direita. Tudo cada
um querendo censurar os seus do mesmo
jeito. E de novo, aqui não é nenhuma
questão de voto. Até pegaram no meu pé
quando eu escrevi o religião do
bolsonarismo, onde eu falo que a gente
precisaria votar em pessoas melhores,
tal. Ah, mas não é o voto que vai
resolver, não. Claro, o voto não vai
resolver. Mas aqui a gente tem um
problema de Ministério Público. Eu tô,
ó, desde 2018 dizendo o seguinte, de que
o nosso grande inimigo no Brasil, a
liberdade religiosa, não tá nos
presidentes. Se é Lula, se é Bolsonaro,
meu irmão, em termos de liberdade
religiosa vai fazer pouquíssima
diferença. O nosso problema está no
Ministério Público. O nosso problema são
juízes, o nosso problema é essa galera.
São eles que nos perseguem, são eles que
tm uma sanha persecutória maluca em
termos de liberdade de de expressão.
Então são é aí que a gente tem que est
preocupado e aí não tem eleição. E aí é
mandar crente pra universidade. É é
pegar crente formado em direito para
fazer concurso público. É encontrar um
clima cultural onde as pessoas respeitam
liberdade de expressão e tem um pouco de
juízo para poder interpretar o mundo
como funciona e volta, né? Perseguições
existem e existirão e em nome de Cristo
passaremos por elas com perseverança e
alegria. Mas não como covardes calados
que aceitam tudo o que vem de
autoridades ímpias e injustas. Léo Lins
está longe de ser um santo, o exemplo
para mim. Mas continuarmos de olhos e
bocas fechados, o Leviat pode crescer
demais ao ponto de ficar impossível de
destruí-lo. Qual é minha preocupação?
Minha preocupação é o Leéo Lins. Não
conheço o Leéo Lins. Não sei nada sobre
a vida do Leo Lins, entendeu? Então não,
não é a parada. É porque é um humorista
que eu gosto vai ser preso? Não, não
gosto. É porque vão atacar o tipo de
arte que eu consumo. Não consumo esse
tipo de arte. Mas por muito menos tem
gente sendo boicotada nos Estados
Unidos, por exemplo, fazendo pressão
pública e jurídica para calar humoristas
que fazem piadas muito mais simples,
muito mais simples, muito menos
agressivas do que a do Leo Lins. Já tem
pai perdendo guarda por misering seus
filhos, por tratá-los como gênero
errado, não é? Tem pregadores sendo
perseguidos aí no mundo inteiro. Já foi
denunciado ao Ministério Público por
pregar Primeira Coríntios 8 e dizer que
o cristianismo é a única religião
verdadeira, entendeu? Já foi denunciado
ao Ministério Público, o racismo
religioso, por falar que o cristianismo
é a única religião verdadeira, não é?
Então assim, a gente tá sempre diante de
censuras da nossa liberdade. Querem
condenar e prender um comediante por
fazer piadas idiotas, não é? Quando
julgarem que a nossa pregação é
criminosa, o que é que vai ser da gente
também? Porque vão dizer assim, ó:
"Liberdade religiosa não é desculpa para
cometer crimes." E aí, como é que a
gente vai ficar? Liberdade religiosa não
é desculpa para cometer crimes. Então,
pregar que o cristianismo é a única
religião verdadeira vai no Ministério
Público, racismo religioso. Foi o que
fizeram comigo. Dizer que
homossexualidade é pecado. Ministério
Público, homofobia religiosa. Dizer que
crianças devem ser criadas de acordo com
o seu sexo biológico. Ministério
Público, transfobia religiosa e a
liberdade religiosa não pode ser
desculpa para cometer crime. Muito
complicado viver em um tempo de muitos
pequenos ditadores querendo gerir a
sociedade com base na violência
política. Não é uma pena. Não consuma
leolins. Acho uma porcaria. Mas se a
gente quer uma sociedade livre e plural,
uma sociedade onde as pessoas têm a
liberdade de expressar suas ideias, a
gente precisa de uma sociedade em que a
gente tolera a existência dos idiotas,
sem criminalizá-los por serem idiotas e
fazerem suas piadas idiotas. Um livro aí
de recomendação para quem quiser se
aprofundar nesse assunto é o livro do
meu amigo Gustavo Maustash Contra toda a
censura. Para mim é o melhor material
que você vai encontrar para discutir
liberdade de expressão. Maash é um cara
muito capaz, muito capaz. O livro dele
fica aí. Vou botar um link na descrição
se você quiser aprender sobre esse
assunto, tá bom? Usa lá o nosso cupom na
Grove, cupom Jesus, se quiser nos ajudar
e se inscreve no canal se você tiver
gostado desse tipo de comentário.

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