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A fé vem pelo ouvir

O Estudo Teológico e a Internet (PodCast com Paulo Won e Antonio Neto)

O Estudo Teológico e a Internet (PodCast com Paulo Won e Antonio Neto)

O Estudo Teológico e a Internet (PodCast com Paulo Won e Antonio Neto)

Pregações em Áudio, Vídeo e Texto + CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

[Música]
Vamos começar agora o nosso podcast e a
gente tá recebendo aqui o pastor Paulo
ele tá participando da nossa semana
magna aqui da escola Charles Espugon. é
um dos pré-eleitores,
eh, foi já deu as suas duas primeiras
palestras aqui sobre a teologia, o
estudo da teologia, as intenções.
E eu particularmente gostei muito,
aprendi muita coisa e fui confrontado em
outras coisas também.
Então, queria te agradecer tanto pelas
palestras como por aceitar estar aqui
conosco. É um prazer para mim também lhe
conhecer pessoalmente. Só lhe conhecia
pela internet.
>> Uhum.
>> E eu queria pedir para você me dizer
então como é que tá o seu dia, como é
que tá esses dias aqui em Curitiba. Tá
gostando? Show, querido. Muito obrigado
em primeiro lugar por esse essa
oportunidade de conversar com você
também, essa oportunidade de poder falar
com os alunos do Charles Expurion aqui
nessa semana magna. Tem sido uma
experiência muito legal e é sempre legal
vir a Curitiba, uma uma cidade que
particularmente já estive várias vezes,
gosto demais, principalmente do frio,
mas o frio tá tá abusando um pouquinho
da nossa,
eu gosto do frio, mas às vezes nem
tanto, mas uma cidade muito legal. Tenho
muitos amigos queridos nessa cidade e
ter o contato presencial com essa escola
que eu já ouvi falar muito, já fui muito
abençoado por muitas palestras de
grandes homens de Deus que passaram por
aqui. É sempre muito legal, né? E eu me
sinto constrangido até de estar aqui por
tanta gente boa que passou e espero não
ter atrapalhado e ter deixado alguma
contribuição na reflexão dos alunos aí e
da igreja que também está nos recebendo
nessa semana magna. Então, muito legal,
muito obrigado e estamos junto.
>> Nada, não atrapalhou nada, na verdade só
ajudou. Ah, na, você disse ontem algo em
uma das palestras que eu inclusive
postei no meu no meu Instagram que que
eu fiquei então martelando para eu
memorizar e guardar isso e depois usar
dando os créditos, né,
>> que a teologia é a inteligência eh
investigando a fé e a verdade revelada.
Uhum.
>> Então, eu achei isso bem interessante,
eh, por você colocar nessa definição a
questão da inteligência, né? É a
inteligência investigando a fé. Sim,
>> porque
eh eu eu mesmo já passei por isso assim
quando eu estava nessa fase de querer ir
pro seminário de pessoas dizendo o
seguinte: "Olha, eh vai vaiá
evangelizar,
eh vá
buscar o espírito, vá orar, não precisa
estudar teologia, né?
>> Teologia esfria o crente".
>> Teologia esfria o crente, né? É como se
fosse assim, inteligência é uma coisa
meio, não é muito bom de se usar, é
muito mais a emoção. Emoção vale mais,
né?
>> Então eu queria te perguntar nesse teu
processo também, como foi como foi esse
teu processo, né, de de entender que
queria estudar teologia,
eh, os desafios que você teve ali no
começo, se puder compartilhar aí com a
gente alguma coisa mais pessoal que você
enfrentou. Uhum.
>> Muito bom. Eu não, eu sempre tive uma
convicção do chamado de Deus sobre a
minha vida desde muito cedo, né? Eu sou
a quarta direção de crentes na minha
família. Então, eu sou daqueles crentes
que não sabe exatamente quando houve a
conversão.
>> Uhum. Mas que houve, houve, só não sei
definir quando. Foi um processo mais
estendido. E eu sempre gostava de
estudar a Bíblia, de escutar sobre as
histórias bíblicas. Isso ah moldou muito
daquilo que eu sou e das minhas
preferências.
Ah,
eu não pude estudar teologia logo depois
do ensino médio por vários fatores, mas
eu estudei, pela graça de Deus coisas
que eu também gostava de estudar. Eu sou
formado em relações internacionais,
passei quase uma década trabalhando no
mercado secular e isso foi para mim uma
experiência muito boa.
>> Uhum. Porque quando as pessoas imaginam
estudar teologia, geralmente as pessoas
imaginam o estudo de algo desconectado
com a nossa realidade.
>> Uhum.
>> Mas é justamente o contrário. E aí que
entra a questão da própria inteligência.
Porque se nós assumimos que a
inteligência faz mal e que o nosso
relacionamento com Deus e com as coisas
de Deus não pode ser pautado na
inteligência, nós temos que afirmar que
a inteligência não foi algo dado por
Deus e que a inteligência é do diabo.
>> Uhum.
>> Pode ser que o diabo use de inteligência
para nos ah incomodar. É, mas a
inteligência foi algo que dado por Deus
nos beneficia e nos faz
melhor maneira possível que nós podemos
viver aqui. Lógico que a nossa
inteligência tem as marcas do da queda
do pecado, mas a teologia é justamente
esse processo onde nós nos submetemos
diante de Deus. A nossa inteligência é
colocada diante do altar do Senhor para
que essa inteligência possa ser
restaurada, renovada, redimida.
Ah, até pegando emprestado a o nome do
livro do pastor Jonas Madureira, a nossa
inteligência é humilhada.
>> Uhum.
>> Não é anulada. Ela é humilhada no
sentido de
Deus nos mostrar
propósito do porque nós usamos a nossa
cabeça e como nós devemos usar as nossas
faculdades cognitivas, a nossa maneira
de pensar para a glória dele. E
propriamente a teologia é nós colocarmos
essa inteligência a serviço das coisas
de Deus. A citação que você fez é do
Alister Magreth e eu acho que sintetiza
muito bem aquilo que é o nosso esforço
diante de Deus. Então, estudar teologia
não é simplesmente sentir um arrepio
dentro do coração, porque nós sabemos
que o coração é enganoso, é
desesperadamente corrupto. Quem vai
garantir que o que eu tô sentindo
realmente é ou vem de Deus? Pode ser que
não,
>> mas quando nós somos expostos à palavra
de Deus e nós lemos a palavra de Deus
com honestidade e guiados pelo Espírito
Santo,
há uma transformação que acontece em
todos os âmbitos da nossa vida, na nossa
mente, no nosso coração, no nosso
intelecto, nossas nas nossas emoções. E
isso está diante de Deus para ser
transformado. E essa é a função básica
da teologia.
>> Uhum. Então, nós queimamos muita massa
cinzenta para aprender, para memorizar,
para entender, para raciocinar, mas esse
é também um exercício espiritual.
>> Aham.
>> É um exercício espiritual, é um
exercício devocional, é um exercício de
adoração.
>> É interessante isso, porque eu acho que
aí é que tá o problema. Eh, a galera
espiritual à emoção e o o a razão às
coisas do mundo, né? O racional à coisas
dessa vida
>> e a emoção, as coisas do espírito. É, é
quase que
>> é quase que se eu estou sentindo alguma
coisa, então é o espírito atuando em
mim. Uhum.
>> Mas se eu tô estudando e e aprendendo,
aí já não é
>> porque parece muito um negócio de
autojustificação, né? Eu estou fazendo
algo pelo meu esforço e a emoção é
simplesmente deixar acontecer. O
espírito parece tem mais liberdade
quando age nas nossas emoções. Eu acho
que é um pacote fechado. Deus trabalha
com pacote fechado, com porteira fechada
e dentro dessa porteira está o cérebro e
o coração.
>> Então, ambas as coisas nunca
quando é que a nossa cabeça funciona
separada da do nosso coração? A gente
acha que sim, mas na verdade tá tudo
integrado. É,
>> então nós precisamos nos entregar
integralmente, inteiramente a Deus para
que haja essa transformação, para que a
minha maneira de pensar possa também ser
transformada e para que essa maneira de
pensar possa ser ferramenta para que
possamos entender algo que nós não
conseguimos entender de fato com a
cabeça.
É aí que nós temos o grande pulo da
inteligência para o aspecto da fé.
>> Sim. Sim. E aí, pegando esse gancho,
cara, eh, então, nesse caso, a gente
pensando nessa perspectiva, isso de
certa forma justifica
e de alguma forma isso justifica a
necessidade da gente estudar, da gente
procurar mestres. Inclusive o apóstolo
Paulo nos diz em Efésios 4 que Deus, que
o Senhor Jesus Cristo, quando ele
derrama dons, ele derrama dons para
mestres. Então é porque ele quer que a
gente busque mestres para aprender
todos,
>> pastores, mestres, né? E e daí eu
queria, só antes da gente entrar mais a
fundo nessa questão, eh uma curiosidade
pessoal mesmo, eh, você fala um pouco da
tua própria jornada de estudo. Você
falou agora a pouco que passou uns 10
anos
atuando eh no meio que a galera chama
secular, né? E você é formado em
relações
>> internacionais.
>> Internacionais.
>> Uhum.
>> E e como que foi esse processo?
eh, de você abandonar isso e ir paraa
teologia, né?
>> Uhum. Legal.
>> O que foi o que foi no meu caso, cara?
Eu eu não sou entrevistado, mas só
porque eu acho curioso, no meu caso, foi
uma apresentação do grupo Logos, cara.
>> Olha só,
>> eu era fazia faculdade de administração
de empresas,
>> fui numa apresentação do grupo Logos e
aí ele daquela música Mão no Arado.
>> Hum. Eu pensei, cara, quer saber?
Meu coração queima assim por querer
estudar a teologia e tudo. Eu acho que
tá na hora de eu ir atrás disso.
>> É, às vezes Deus nos coloca numas numas
situações em que ele nos encurrala, né?
>> Uhum.
>> E ele diz assim: "É agora? É agora.
Vamos, é agora".
E às vezes as pessoas pensam o seguinte:
"Nossa, deve ter sido muito duro para
você abandonar tudo e ir pra obra,
porque eu tinha um emprego que eu
ganhava muito bem, tinha o conforto que
talvez muitas pessoas na minha idade não
teriam, uma estabilidade econômica,
ah, uma estabilidade emocional boa,
mas sempre o chamado estava de alguma
maneira no coração e chegou um ponto em
que Deus começou a abrir as portas. É
por aqui que você tem que ir. E quando
você tem uma clareza daquilo que Deus
quer para você,
fica fácil você tomar a decisão.
>> Aham.
>> O seu coração fica dividido quando você
não tem claro aquilo que Deus tem para
você. Mas quando cai a ficha e quando
você tem aquele momento, né, aquela
aquele momento meio que epifânico, diz
assim: "Não, eu nasci para isso. Deus tá
me chandando para isso e Deus tá abrindo
as e você vê as portas abrirem.
A coisa mais fácil só entrar.
>> Aham.
>> Só entrar. Então, eu não senti muita
dificuldade, eu não senti muito esse
negócio de apego, eu só senti
que a vida era muito diferente, que a
vida ia ficar muito diferente.
E foi bom para mim porque eu sempre
gostei de estudar.
Então, estudar daquilo que eu mais
gostava de estudar com mais
profundidade, aí é juntar a comida com a
vontade de comer. Então, acabou sendo
>> um processo que para mim foi muito
gostoso, foi assim, foi muito
edificante.
Tivemos desafios, tivemos muitos
desafios. Isso da teologia não é de
graça.
>> Uhum. Isso da teologia não é simples.
Isso da teologia, ainda mais em num
contexto em que eu pude também me
especializar lá fora, é uma dificuldade
ainda maior, porque os brasileiros já
entram já perdendo na competição.
>> Sim,
>> por inúmeros fatores.
Mas noputo geral,
eu posso, eu tenho a certeza que Deus
esteve comigo nessa jornada.
E eu e eu e quem sou eu para falar que,
né, valeu a pena, assim como se eu
tivesse fazendo uma avaliação da vida
inteira, né? Eu ainda ainda espero viver
muitas décadas para lá depois dos 90
anos, olhar para trás e falar assim:
"Valeu a pena". Mas até aqui onde eu
estou, na metade da vida,
>> tem valido a pena. tem valido e valido
muito a pena.
>> Aham. E aí, no caso, você onde foi que
você foi estudar, no caso, o seu seu
seminário, né? Estudou onde?
>> Eu eu estudei no seminário servo de
Cristo em São Paulo. Em São Paulo. Fiz o
mestrado em divindade lá. São Paulo.
>> E depois automaticamente se abriram as
portas para eu estudar fora, onde eu fiz
o meu mestrado. Eu fiz o mestrado em
Novo Testamento na Universidade de
Edemburgo, na Escócia.
Retornei aqui pro Brasil em 16,
>> família para lá e tudo.
>> Na época eu tinha só dois filhos, eu
tenho três, eu tinha só dois. Eu fui com
a minha esposa e foi aquela
aquela aquele momento de dificuldade,
né? Eh, não é fácil você ir com a
família.
>> É, imagina.
>> Então, até eu falo assim pros meus
alunos, se você quer isso da fora, vai
antes de casar.
>> Uhum.
O que você quiser fazer em termos de
estudo, em termos de aprimoramento,
se der para antecipantes do casamento,
faz. Porque depois que você casa,
as suas prioridades mudam radicamente,
radicalmente.
E se a sua família não assimila a missão
que Deus deu para você como a missão da
família, aí fica também muito mais
difícil. Graças a Deus, a nossa família
é muito generosa com isso, entendeu o
chamado de Deus. Passamos dois anos
maravilhosos na Escócia, passando muito
aperto, né? Porque isso da fora é muito
caro,
>> né?
>> Mas deu tudo certo. A gente gastou até o
último centavo daquilo que Deus nos
permitiu ter e voltamos em 16. E a
partir de então começando a servir
especificamente de forma integral na
obra do Senhor, ensinando, pastoreando.
>> Aí então no caso, pelo que eu já te
acompanho, né?
Eh, quando quando tu voltou da Escócia,
tu foi ser pastor em Cuiabá, cara?
>> Fui ser pastor por dois anos numa igreja
de imigração coreana em São Paulo.
>> Ah, certo. Certo.
>> Na igreja Presbiteriana Chinam. E depois
eu passei 5 anos na Igreja Presbiteriana
de Cuiabá,
onde eu fui recebido, acolhido e fui
cuidado
para ser encaminhado ao pastorado.
Então, todo o meu processo de ordenação
aconteceu debaixo do cuidado da Igreja
Presbiteriana de Cuiabá.
Foram anos desafiadores, porque lá fora,
em Cuiabá, longe de toda a minha rede de
assistência de família, só a nossa
família,
nós passamos os anos de pandemia.
>> Então, foi um desafio muito grande,
trabalhando mais do que em qualquer
outro tempo da vida, mas também
experimentando muito do cuidado de Deus,
né? Fui ordenado e pude também servir
como pastor auxiliar lá. E retornei a
São Paulo, que é minha cidade natal,
agora no final de 2023, para também
participar de um projeto muito, muito
singular na minha vida, que é que foi a
plantação da nossa igreja, aonde eu
também pastorei, que é a Igreja
Presbiteriana Metropolitana, na cidade
de Campinas. Uhum. Então, Deus me deu
a grande, o grande privilégio de viver a
realidade acadêmica, mas também viver
a realidade prática, onde desemboca toda
a academia.
>> Sim.
>> Por isso a ênfase da minha perspectiva
teológica, e quando eu falo de teologia,
em qualquer lugar eu falo isso, a
teologia não pode ser um exercício
solitário em cima de uma torre de
marfim.
>> Sim. A teologia tem que desembocar para
a glória de Deus e para o serviço de
Deus no mundo, seja fazendo missões,
seja plantando igreja, mas algo de
concreto tem que acontecer com aquilo
que nós somos desafiados por meio da
teologia, né? Então, uma coisa que eu
que eu tô achando bem interessante é que
eh que na verdade a tua preparação
ministerial
ela você não considera como ela já tendo
começado quando você foi pro seminário,
né?
>> Não,
>> ela começou quando você não sei se era
CLT, né? Quando você era, era que eu
tenho eu tenho um um ditado que eu eu
carrego comigo. O nome do seminário que
eu estudei é seminário Batista do
Cariri.
Aham.
>> E eu digo que os meus dois anos de CLT
foram tão importante quanto os meus 4
anos de SBC.
>> Sim, sim, sim.
>> Eh, e aí depois da do seu tempo na
academia, Deus tem te dado também
um caminho no chão da igreja na prática.
>> Na prática,
>> né? Então, então assim, o que é que você
diria, cara, pra galera que tá querendo
também trilhar esse caminho da teologia,
né? Eh, no caso, eh, mais
especificamente pensando no sustento,
cara.
>> Humum.
mais especificamente pensando nisso,
assim, eh,
de de do largar
>> tudo e e viver de teologia na
>> na sua perspectiva, tanto bíblica quanto
na sua experiência, quanto naquilo que
na naquilo que você vê do Brasil hoje, a
situação do nosso país, tanto das
igrejas, da situação econômica e tudo
>> o que que você diria assim, cara, para
uma ah não não necessariamente uma
fórmula, porque não existe uma fórmula,
né?
>> Mas pra galera que tá pensando assim,
rapaz, eu quero estudar a teologia, eu
quero viver de teologia ou ser pastor ou
>> ou ser um teólogo e tal,
>> quais seriam algumas etapas assim, você
julga crucial? Eu acho essa pergunta
uma pergunta muito importante que traz
uma responsabilidade muito grande,
porque não existe resposta
certa no sentido de só existir uma
possibilidade de nós respondermos a essa
pergunta.
Efetivamente, a gente tem que definir o
que que é viver de teologia, o que que a
pessoa espera
>> Uhum. ao falar que vive de teologia da
aula, por exemplo, você sabe que no
Brasil o professor é uma das classes
menos valorizadas.
>> Uhum.
>> Imagine um professor de teologia
não tem nenhum prestígio e
financeiramente
é um tiro no pé.
Ah, lidar com teologia. Só
>> interrompendo, cara. Quero falar uma
coisa. Me lembrei que teve uma uma trend
>> h algum tempo atrás no em
>> no Facebook, na verdade,
>> que era assim:
>> "Ah, qual é a tua profissão?" Aí o cara
respondia: "Engenheiro,
ô cara, então eh me diz como eu posso
colocar esse tijolo aqui. Aí e tu, cara,
qual é a tua profissão? Aí eu sou
médico. Ô, cara, eh, tô sentindo uma dor
aqui, sabe?
>> Aí, e tu, qual é a tua profissão?
Aí eu sou, sei lá, engenheiro elétrico.
Cara, pode trocar essa lâmpada aí. O
cara da do ATI, tu pode formatar meu
computador, né? Aí eu entrei nessa trend
dizendo quando as pessoas chegavam para
mim e perguntavam: "O que é que você
faz?" Aí eu di aí quando eu dizia, "Eu
sou professor de teologia".
>> Uhum.
>> Aí as pessoas só diziam: "Ah,
nunca tinha um um interesse, nunca tinha
assim um
>> uma expectativa, né? Então, é bem isso
que você tá dizendo, mas pode continuar.
Desculpe.
>> É, é, é a própria forma de nós vivermos
essa realidade acadêmica no Brasil. Fora
fora do Brasil, nos Estados Unidos, no
Reino Unido, por exemplo, na Europa,
existem posições acadêmicas onde o
professor de teologia estuda, faz
pesquisa e consegue viver até
relativamente bem com a atividade
docente, não é a realidade aqui no
Brasil. Então, nós precisamos pensar
ah no que move o nosso coração ou quais
são as nossas motivações
que nos fazem estudar teologia. Se for
para ganhar dinheiro, eu aconselho
firmemente a fazer outra coisa melhor no
sentido de ser mais rentável. O teólogo
não estuda teologia ou não deveria
estudar teologia por causa dos seus
rendimentos ou das entradas financeiras
ou das divisas que isso pode trazer.
Segundo ponto é que eu creio que num
cenário desafiador como o nosso, nós
precisamos olhar para um dos nossos
mentores maiores, que é o apóstolo
Paulo, que dentro de todas as suas
limitações, sendo ele um teólogo por
excelência e ao mesmo tempo um pastor de
muita qualidade,
ele não quis ser peso para suas
comunidades. Então ele trabalhou, ele
costurava tendas, ele fazia o corre
dele, como nós costumamos falar, para
poder ter até autonomia e liberdade para
falar o evangelho de forma plena. Porque
tem aquele negócio, se você depende
muito financeiramente, isso acaba sendo
um empecílio na hora de você proclamar o
evangelho. Porque você sabe, sempre vai
perguntar assim:
>> "Se eu proclamar isso, se eu falar essa
verdade, será que como que a minha
comunidade vai receber?" É, é o caso de
Paulo com os patrões de Coríntios,
Corinto, né?
>> É toda uma situação contextual de Paulo
que também pode ser replicada aos nossos
tempos.
>> Uhum.
>> E não existe esse negócio. Ah, eu vou
ser só um professor de teologia.
O nosso campo brasileiro é um campo que
desesperadamente precisa de muitos
obreiros. Então não tem luxo para pra
pessoa ficar falando que ele é só faz
isso e não faz outras coisas, que ele só
joga numa posição, ele é só é atacante.
>> Uhum.
>> Mas nós temos que ter a visão de que o
nosso time não tá com 11 jogadores, tá
com nove.
>> É.
>> Então o atacante tem que voltar lá para
trás para fazer as vezes de zagueiro.
Tem que às vezes tapar o gol com o
joelho, com mão, com o pé, do jeito que
der.
Então, a diante da urgência da obra aqui
no Brasil, diante da falta de obreiros e
diante até do próprio perfil de igreja
que nós temos, eu creio que o teólogo
precisa vislumbrar
a algo muito mais essencial, que é a
questão do ministério, o que que ele
quer fazer para Deus, como ele quer
servir, seja ensinando, seja auxiliando
as pessoas, seja acudindo os
necessitados
e encontrar ar o seu norte teológico
dentro dessas práticas,
porque senão eu creio que quem entrar
com a motivação incorreta, além de todos
os outros problemas que pode trazar para
trazer para outras pessoas, inclusive
pra igreja, vai sair muito frustrado,
porque
com essa onda de teologia reformada, com
essa onda de pessoas influenciadores,
né, que são uma bênção,
As pessoas podem ser seduzidas a pensar
de uma forma muito romântica e você sabe
e eu sei que não tem nada de romântico
no ministério.
>> Uhum. E nossa, mas eu quero ser um
preleitor internacional que viaja que
viaja num esquema de 30, ou seja, 30
dias no mês o cara tá em todos os
lugares.
Eu não acho que isso é a maior chiqueza
do mundo.
>> Eu acho que isso é a coisa mais
trabalhosa do mundo, a coisa mais
sacrificante do mundo,
>> a coisa mais massante do mundo. E
precisa ter uma convicção do chamado
muito grande de Deus para fazer tudo
isso com qualidade. Temos pessoas que
fazem isso com qualidade, mas isso não é
para todo mundo. Então, não pode
romantizar sobre estereótipos que nós
criamos, sobre teólogos que tem algum
tipo de visibilidade, como se todos
tivessem o mesmo uso. Deus não usa uma
mesma pessoa de forma igual à outra.
Deus é multiforme em graça. Deus tem um
propósito para você. Deus tem um
propósito para mim. Encontrar esse
propósito, eu acho que é a coisa mais
importante que vai nos fazer enxergar
para outras coisas, além de meras coisas
que também são importantes, mas questões
financeiras, tudo isso acaba virando
algo secundário.
>> É. E e agora sim, pastor, tem um tem um
fator que a gente precisa levar em conta
nessa nessa questão,
>> que é o fator internet, né?
>> Sim. O fato é que a internet hoje ela
ela meio que democratizou, ela meio que
possibilitou que pessoas de qualquer
profissão ou de qualquer expertise,
digamos assim, elas possam monetizar sua
expertise, né?
>> Sim. Sim.
>> Então, tipo,
>> eh, eu já vi pessoas na internet que são
faxineiros nos Estados Unidos.
>> Aham. Então a ela pessoa começa a filmar
a sua rotina como fachineiro e tudo e e
aí começa a ganhar muitos seguidores,
muita visibilidade e nesse processo faz
parcerias e e chega um certo ponto que a
pessoa tá ganhando mais dinheiro com
essas trabalhos na internet do que com a
própria faxina. Então, pensando na na
teologia,
eh nos últimos anos a gente tem visto um
aumento substancial
de professores, de cursos que são dados
pela internet, né? Inclusive, é o meu
caso e é o o seu caso é o caso da escola
Charles Spugon, né?
E a gente poderia citar muitos outros
casos aqui também de teólogos que estão
pegando a sua expertise na teologia e
estão monetizando isso na internet.
>> Uhum. E então, de certa forma, o cara
que tá querendo viver de teologia,
ele pode vislumbrar aí uma possibilidade
de que não é fácil, mas a gente, é isso
que eu queria falar contigo,
>> mas ele pode meio que vislumbrar aí uma
uma chance de talvez pelo menos pagar o
seu aluguel, sua conta de água, luz e
tal. Só que aí vem as dificuldades. E aí
como como você
>> você já tem bastante experiência, você
tem um um canal no YouTube expressivo,
seu Instagram também, você tem uma
escola de teologia de Dascalia, né? E só
que só que quem te conhece, quem te
acompanha
eh consegue perceber nitidamente algumas
características, certo? E eu queria
falar sobre elas, tá bom? aqui, eh, para
galera que tá assistindo e para mim
também, obviamente, entender se você faz
isso com
de alguma forma
eh intencional ou se você faz isso é
porque é o seu temperamento mesmo. Por
exemplo, eh algo que ajuda muito a a
quem quem quer viver de teologia na
internet é polêmica.
>> Aham. Certo? E eu não me lembro de de
ver envolvido em polêmica, não assim
intencionalmente, né?
>> É, às vezes a gente faz sem querer.
>> Às vezes você faz e a polêmica vem até
você.
>> É isso, isso, isso,
>> né? Agora sim, ah, no caso, por exemplo,
de fazer propositalmente,
eh, pegar um um trecho que uma pessoa
falou e e você saber que aquela é uma
pessoa controversa. uma pessoa que tem
>> muito alcance e tudo. Eh, eu eu sempre
tive essa impressão que que essa não é
muito a sua tônica do teu ministério na
internet, certo?
>> Então, o que eu queria saber de ti é o
seguinte,
>> eh, isso seria intencional? Existem
alguns princípios que que você acredita
pessoalmente, que você recomendaria para
outros dessa dessa teologia
pública feita na internet.
>> O o Humberto Eco diria que a internet
deu plataforma pros loucos falarem.
>> Uhum. Então, a internet é uma bênção. Se
você for pensar numa perspectiva maior
do alcance que a nossa voz tem de
proclamar o evangelho. Nunca na história
da humanidade tivemos um tempo tão
propício de portas abertas para falarmos
o que nós queremos falar, inclusive o
evangelho. O que nós falamos aqui pode
ser ouvido por um português, por um
moçambicano, por um angolano.
>> Uhum. por um cearense, por um Manauara,
sem sair do conforto daqui, da onde que
nós estamos. Nesse sentido, é uma bênção
pessoas poderem se expressar e também
ensinar. Eu não acho ruim. Eu não sou
das pessoas que acham que existe uma
categoria de pessoas que só eles podem
ensinar. Eu acho que todos temos o o
jeito peculiar de ensinar, de falar, que
pode não servir para um, mas servir para
outro. Então, temos audiências variadas.
Agora,
o como nós fazemos isso é o grande
problema.
Ah, e o como tá tá relacionado à nossa
filosofia de trabalho e filosofia
ministerial, porque eu encaro o trabalho
na internet como ministério.
>> Uhum.
A Igreja Católica usa um termo para os
seus influenciadores digitais, que é o
apostolado.
A Igreja Católica reconhece como
apostolado o trabalho digital de
evangelização.
Eu reconheço como missão o grande campo
missionário dos nossos tempos é a
internet, que é um campo de doido, que
que tem gente ímpia, que tem gente
maltosa com intenções que são realmente
intenções mercadológicas que produzem
conteúdo só para monetizar.
tem um certo nível
do juízo que nós temos que confiar que é
pertencente apenas a Deus, porque nós
não sabemos a intenção das pessoas por
detrás de tudo isso.
>> Mas às vezes o próprio tipo de conteúdo
nos faz realmente desconfiar se a pessoa
tá fazendo uma intenção boa ou uma
intenção ruim.
>> Sim. Sim.
>> Aquilo pode ser até bênção para outras
pessoas, mas para aquele que produz com
intenção ruim vai ser juízo de Deus.
Então, Deus é tão bom que pode pregar
por meio da boca de um asno.
>> Uhum.
>> Certo? Então isso daí eu acho que
precisamos ter
não restrições, mas um discernimento e
ensinarmos a nossa igreja a ter
discernimento, a consumir produtos e
consumir conteúdos teológicos e bíblicos
na internet. Tendo dito isso, isso tá
muito relacionado com a minha filosofia
de trabalho. Você tocou num ponto que
para mim é um ponto muito importante. Eu
não me envolvo em polêmica. Não é porque
eu sou bom, é porque eu não tenho
capacidade mental e saúde para lidar com
isso. Eu não sou polemista. Eu
lido bem falando daquilo que eu sei, do
jeito que eu sei, mas levantando
polêmica,
eu não eu não consigo lidar bem com
isso.
Mais algo que eu até gostaria de deixar
como reflexão para vocês que são jovens,
muito mais jovens e que querem ganhar
com a internet,
é que eu aprendi e eu vivo isso e eu vi
isso, vejo isso a todo momento, demora
uma vida para construir uma reputação.
>> Uhum.
que com uma fala
na internet de 5 segundos, você pode
destruí-la completamente. E às vezes, e
na maioria das vezes, nós somos
injustos. Por exemplo,
>> vai dar muito ibope dizer que tal pessoa
é herege
e alguma são mesmo.
>> Uhum. algumação e nós temos que
denunciar o pecado, nós temos que
denunciar os falsos mestres,
mas chamar dege todo mundo virou moda.
E nós, porque isso da Ibope, nós
chamamos qualquer um dege
e não impomérios corretos para chamar
alguém de herege. Nós chamamos de alguém
de herege porque a pessoa simplesmente
não comunga de todos os cânis
doutrinários que eu comungo. Mas às
vezes a pessoa discorda de um aspecto
que é extremamente secundário, que a
teologia chama de a diáfora,
que
aquilo é suficiente para eu considerar a
pessoa um inimigo da fé e eu como
paladino, como grande defensor da fé,
porque as pessoas se acham grandes
defensoras da fé no campo da internet,
né? Eu tenho, eu me vejo na sagrada
missão, quase uma cruzada que Deus me
deu para acabar com os herges. A minha
pergunta é: será que isso tá certo? Será
que a medida não é pesada demais para
algumas pessoas?
>> Uhum.
>> Você a questão é o seguinte: você tem a
certeza absoluta que o seu juízo está
correto? E se não estiver, você tem a
humildade suficiente de se retratar?
Muitas pessoas só jogam, mas quando
confrontadas do seu erro não se
retratam. Isso fala muito da integridade
dos nossos corações
que se perdem muito facilmente dentro
das seduções da internet, porque é um é
uma injeção de dopamina muito grande vê
que o seu vídeo tá viralizando.
>> É,
>> você faz isso uma vez, aí você acha
legal, mas você ainda tem aquele peso na
consciência de de não fazer certas
coisas. Você faz duas vezes, terceira,
quarta, na sexta vez você já manda pro
espaço tudo que você tem de consciência
ética. Por quê? Porque te traz
visualização,
te traz dinheiro, gente. E diante do
dinheiro, quero ver um gigante na fé
dizer que não treina.
>> Uhum. É mesmo, né? E e aí, ô ô Paulo,
uma coisa que que pelo menos eu no no
meu Instagram, eu eu luto com isso no
meu coração e eu queria ver o que é que
você o que é que você pensa, o que é que
você faz para para lidar com ou se você
lida com isso também, que é a seguinte,
cara. Eh, queira ou não queira, você
precisa de views.
>> Uhum. Certo? A gente precisa de
visualização.
Então, existe existem as técnicas de
comunicação
>> Uhum.
>> de copy copyrighting, coisas desse tipo.
>> Ganchos.
>> Ganchos, isso mesmo. Que fazem como, por
exemplo, a ideia de que os três
primeiros segundos do vídeo precisa ter
um gancho que é para quanto mais tempo a
pessoa passar, mais o Instagram entrega.
>> Cruel, né?
>> É. Então, então quando você vai pensar
em publicar um conteúdo, você pensa
nessas técnicas porque você quer views,
você quer. Só que que o o que eu o que
eu particularmente penso é o seguinte, é
que a única coisa que poderia justificar
o meu desejo por views é se eu entregar
algo que seja realmente útil para as
pessoas.
>> OK?
>> Certo? Uhum.
>> Então, se eu entregar algo que vai me
trazer views, eh, vai me trazer
benefícios financeiros, portanto, mas
que não não for realmente útil, for uma
polêmica, for algo que vai gerar, enfim.
Então, ah, o que que você pensa assim,
cara? Como como que você lida com essa,
com essa necessidade
de views, né?
>> Ótima pergunta e sendo bem sincero, eu
acho muito legítimo as pessoas quererem
ter views, porque senão não estariam nas
mídias sociais.
>> Uhum.
>> É a mesma coisa de nós queremos
querermos ter uma grande audiência para
escutar a nossa pregação. Qual é o
pregador que não quer?
>> Uhum.
>> Pregar para 5.000 pessoas, pregar para
uma audiência enorme? todo mundo quer.
Eu acho que o querer não tá errado.
Mais uma vez, eu acho que é a questão da
motivação.
Nós usarmos as técnicas
que de alguma maneira tornam o nosso
vídeo mais visível às pessoas, não tá de
todo errado, porque o ser humano sempre
fez isso na arte da comunicação. Veja o
apóstolo Paulo, como que ele se
comunicava? Ele ele se comunicava de
acordo com as regras de retórica do seu
tempo. Veja só a carta de Filemon. É um
grande exercício retórico de
convencimento que Paulo faz. As cartas
>> é um instrumento da época que os
apóstolos usaram para a finalidade de
pastorear. carta é aquilo que é técnico.
É, é como se fosse o nosso reals hoje.
Se o Paulo tivesse vivo hoje, ele faria
um baita reals.
Mas só que qual que é o problema? O
problema não são as técnicas, os
ganchos, os os catching phrases, não são
essas coisas. O problema é de nós
corrompermos a nossa mensagem e de
adequarmos a nossa mensagem para que
ela seja palatável
ou que ela seja demasiadamente,
vamos dizer assim,
amigável aos algoritmos,
>> certo?
Ah, nós podemos manter a essência da
mensagem fazendo um gancho legal,
às vezes até um pouquinho polêmico, que
te que prende a atenção, como nós
fazemos isso durante a pregação.
>> Uhum. Aqui a pregação nós temos um tempo
maior, mas as nossas mídias sociais,
gente, é um negó é um, se você parar
para pensar, é um exercício muito
injusto e muito inglório, porque você
tem 90 segundos para vender uma ideia,
vender uma ideia
>> para cativar a atenção de uma pessoa que
tem 1 milhão de outros views que vai
existir em sequência.
>> Uhum. E a grande pergunta é: a mensagem
do evangelho vai ficar na cabeça da
pessoa quando o outro reals que vê que
vem na sequência for uma de piada,
for uma de conteúdo sensual?
>> Uhum.
>> É, cara,
>> aí a gente tem que confiar muito no
Espírito Santo, que é ele que convence
do pecado, da justiça e do juízo.
>> É verdade.
>> Mas eu acho que nós podemos usar ao
nosso favor, sem vender a nossa alma,
sem vender os nossos princípios.
>> Uhum. fazer um carrossel lindo de
qualidade, colocar as frases corretas,
não tem nenhum problema com isso. Ô
cara, se tu vender um curso de como
fazer carrocelo que tu faz, eu compro
esse curso, cara.
>> Tem muitos segredos escondidos.
>> Os teus carrosséis são e não não apenas
o conteúdo, esteticamente são lindos,
cara. Não,
>> o que,
>> mas um grande uma grande coisa que o
trabalho da internet me ensinou é: "Não
trabalhe sozinho."
>> Uhum.
>> Eu tenho um grande amigo, Gabriel, que
trabalha junto comigo e todos os
carrosséis nascem num tipo de interação
que nós fazemos, né?
>> Certo.
>> E aí, gente, a gente tem que usar tudo
que estiver ao nosso dispor. Tem que
usar inteligência artificial. Vamos a
inteligência artificial para melhorar o
texto e para deixar o texto mais
resumido, mais conciso, mais que não
perca a essência. Vamos usar uma
estética legal. Vamos usar, gente. Por
que crente faz tudo feio?
>> Uhum.
>> Né? Por que que crente tem que fazer uma
arte que é feia, que ninguém vê? Depois
reclama que não tem visualização,
lógico, tá feio.
>> Aham. Não, não, não, não, não, não, não
desperta curiosidade nem do filho, nem
da mulher, nem a mulher dele quer ver o
que ele produz na internet. Nós
precisamos ter criatividade, ter esse
cuidado que não é vender a alma pro
sistema. Sim,
>> é usar os mecanismos da tecnologia ao
nosso favor e em benefício de algo muito
maior.
Visualização,
receita, tudo isso é justo. É justo
porque isso faz parte do nosso trabalho.
Faz parte do nosso trabalho. O pastor
não ganha sua cóngroa para pregar o
evangelho. E se nós formos pregar o
evangelho, vender um curso que seja
realmente uma bênção, que não seja
enganação nem charlatanismo, tudo isso
faz parte da justa e é justo a pessoa
ser remunerada pelo trabalho, feita com
honestidade e com um coração na obra.
Então, nós muitas vezes demonizamos o
que não deveríamos e santificamos o que
é inadequado. É, cara. E uma das coisas
que o pessoal demoniza é justamente o
vender curso, né? Eu já eu já ouvi muito
isso de que vender curso é
>> como se eu tivesse mercadejando a fé.
>> Aham. E e eu fico imaginando
eh como que foi e na época que as
pessoas começaram a vender livros.
>> Pois é,
>> né?
>> Eu já fui criticado porque eu eu tô
vendendo os meus livros.
Aham.
>> Assim, por que que você vende os seus
livros? De graça receber e de graça dai
a pessoa falar o seguinte, falar isso,
né? Aí eu respondo pra pessoa: "Pois é,
mas para eu ter que escrever esse livro,
eu paguei e muito caro para ter esse
conhecimento."
>> Aham.
É verdade.
>> E a minha parte ninguém vai pensar, só
que a pensar a parte do produto pronto,
isso eu tenho que dar de graça. E às
vezes a gente dá muito de graça, as
pessoas não sabem dos bastidores. A
gente a gente não a gente não vende
apenas para pessoas que realmente têm
necessidade paraa obra missionária, a
gente dá ao monte. É, mas eu acho muito
interessante esse tipo de questionamento
e para eu não ter, não me pegar com o
coração corrompido e nem fazendo a coisa
errada,
uma filosofia de trabalho que eu tenho é
o seguinte: no máximo das minhas
possibilidades, eu vou colocar as coisas
gratuitamente e naquilo que realmente
for um negócio mais técnico, um negócio
que tenha um propósito mais específico,
isso eu coloco para vender. A pessoa
reclamou dos meus cursos, eu
simplesmente falo o seguinte: "Então
você não precisa comprar, vai no meu
canal do YouTube e tem milhares de
vídeos, você pode passar um ano inteiro
maratonando os vídeos lá que você vai
ser muito abençoado." Agora, esse
conteúdo é um conteúdo muito específico
>> que
custou para produzir, porque as pessoas
imaginam que manter câmera, manter
microfone, isso daqui caiu do céu, né?
Isso daqui caiu por obra do Espírito
Santo, se materializou. E quem que vai
pagar isso daqui, né? Quem que vai pagar
energia? Quem que vai pagar o prato de
comida das crianças do produtor?
>> Aham.
>> Então não tem cabimento. E a Bíblia não
condena isso. Condena você ser
mercenário.
>> Aham.
>> Você tirar a vantagem injusta, né? e
ímpia com o evangelho. Isso sim, isso
deve ser condenado.
>> Mas não tem problema nenhum. Não tem
problema nenhum. Se tivesse problema, eu
eu estaria com um grande problema nas
mãos.
>> Aham. Inclusive, cara, eu me lembro
quando eu comecei a produzir cursos e
que eu entrava no teu canal para ver
qual era o microfone que tu usava
>> e aí atrás e só que tu muda muito de
microfone, cara. Às vezes é um road, às
vezes é um um outro. E aí eu entrava no
teu Instagram e ficava vendo se tu
tirava alguma foto que pegasse qual era
a câmera que tu usa, tá entendendo?
>> Eu fazia isso muito, eu fazia isso
muito.
>> A a minha a assim, eu sempre fui muito
chato com essas coisas. Então, desde o
começo, eu sempre quis ter uma estética
boa nos vídeos, né? Porque eu comecei
relativamente tarde. Então, muitas
pessoas chegaram muito antes no YouTube
e constituíram um arsenal paraa gente
poder fazer o benchmarking para você
para nós podermos fazer a a como que é?
Para nós vermos como exemplo, como
modelo.
>> Sim. Então, ah, mas tudo isso assim eu
fazia de acordo com as minhas
possibilidades,
mas é um, até isso foi muito bom para
mim, porque você aprende
desde o começo até o fim qual que é a
esteira completa da produção de um
conteúdo.
>> Uhum. E você aprende. Isso custa, custa
seu trabalho, custa o seu dinheiro.
E é justo o trabalhador ter a paga pelo
seu esforço. E a Bíblia fala que aquele
que prega a palavra é digno de dupla
honra.
>> Uhum.
>> Né? A gente não a gente não vai chegar
ao nível das igrejas meio estranhas por
aí e ficar fazendo campanha de
arrecadação de fundos, né? Eu nunca fiz
uma vaquinha, né? O curso tá lá, quem
quiser paga, quem não quiser, glória a
Deus, tem muita coisa gratuita e é assim
que funcionam as coisas. Não sei porque
que a gente tem que demonizar.
Geralmente quem demoniza
não entende como é todo o processo e às
vezes quer apenas levantar uma polêmica
para ele próprio se capitalizar com
isso.
>> É, eu eu já vi, cara, já vi o um já vi
um um cara do Instagram, um pastor, na
verdade, né, que um um dos principais
argumentos que ele utiliza para
desabonar alguém é ele vem de curso.
Uhum.
>> Então, é como se fosse assim, já que
você vende curso, tudo o que você fala,
você fala porque você quer vender curso.
>> Uhum.
>> Né?
>> E
isso, ah, isso obviamente que deve ter
muita gente que faz isso.
>> Tem,
>> tem muita gente que faz isso, mas isso
despreza
essa compreensão de que fazer curso não
é fácil, não é? Eh, o o vender o curso é
uma das partes mais difíceis, mas não é
a única parte. Ixi,
>> as pessoas acham que é fácil sentar na
frente de uma câmera e começar a falar
de qualquer assunto.
>> Uhum.
>> Gente, isso daí tem gente que não
consegue lidar com isso. Tem gente que
tem que ter ajuda mesmo de outras
pessoas para conseguirem fazer isso.
Então, é um trabalho, é um, é um
trabalho como qualquer outro. É um
trabalho como qualquer outro, é um
trabalho digno, é um trabalho que honra
o nome do Senhor. Então, eu creio que
nós precisamos ter muito mais pessoas.
Agora, voltando pro nosso aspecto
inicial, o meu grande medo é que
qualquer um faça qualquer coisa,
>> certo?
E que qualquer um se ache no direito que
porque leu duas páginas de uma boa
teologia sistemática,
se acha o valentão da fé que vai com o
seu canalzinho no YouTube eh resolver
todos os problemas que estão na
cristandade há 2000 anos.
>> Uhum.
>> Né? Eu fico muito impressionado com
algumas pessoas assim, eh, citando
exemplos, né? Mas que a gente vê muito
acontecer.
O cara
mal saiu de uma educação formal na
igreja, mal frequenta uma escola bíblica
e quer debater com o católico, com o
padre católico.
>> Uhum.
>> Assim, qual é a motivação? Não, porque
eu vou desmascarar as heresias
do catolicismo.
Você vai fazer isso. Você não conhece
nem a doutrina da sua própria igreja.
Você não sabe nem argumentar. Você não
conhece a doutrina do outro. Então, a
internet é palco para um bater no
espantalho do outro.
>> Uhum.
>> Então, é uma briga de espantalhos. Não
se chega na discussão que é o centro de
todas as coisas.
>> Sim. fica só na questão da aparência, na
pirotecnia. E isso é um aspecto com
certeza muito negativo que as pessoas
têm que tomar muito cuidado.
>> É, cara. E e é e é exatamente por isso,
cara, que eu eu particularmente
estabeleci isso como uma cerca no meu
coração, que é
eh o que eu o que eu vou oferecer tem
que ser útil pras pessoas, cara. É,
>> tem que ser útil.
Porque tipo assim, cara, ah, eu vou
debater com não, voltando um pouco,
pensa assim, então no final das contas,
em que momento uma pessoa ela pode achar
que ela
que ela tá pronta para poder ter o
ministério na internet?
>> Hum. Hum.
>> Se se você parar para pensar,
>> hum,
>> eh, ninguém se acha que tá, eu eu pelo
menos acho que eu não teria condições.
Eu eu morro de medo, por exemplo, de
alguém de quando eu falo de um story,
quando eu escrevo um story, alguém vi
desmascarar.
>> Aham.
>> Que eu ali pareci muito bom. E não tô,
na verdade, tô falando de um assunto que
não é, entende?
>> Aham. Então, em eh em que momento uma
pessoa ela pode olhar e pensar assim:
"Eh, eu acho que agora eu posso eh atuar
na internet."
>> Hum.
>> Não sei se você já parou para pensar na
minha mente é o seguinte, cara. É se a
pessoa tem alguma coisa realmente útil
que ela pode ajudar,
>> tá entendendo?
Eh, e
dificilmente, cara, a opinião
das pessoas sobre as coisas é algo
realmente útil,
>> tá entendendo?
É, as pessoas se pronunciam na internet
como se a sua opinião fosse a opinião
mais importante do mundo.
>> É como se as pessoas tivessem, é como se
fosse assim, o Brasil está esperando a
opinião do Antônio Neto.
>> Ah, assim, quem já quem pensa isso é
porque já não bate muito bem da cabeça,
né? achar que ele é o a última bolacha
do pacote. Quem geralmente pensa isso
tem um ego que precisa ser tratado pelo
próprio Espírito Santo.
Ah,
é muito difícil nós mensurarmos
como que nós avaliamos se uma pessoa tá
pronta ou não.
Se eu olhar para mim,
eu não sei se eu tô pronto.
>> Uhum. Eu tô acostumado com certas coisas
que eu aprendi a manejar nesse meu
ministério online, mas eu não tô pronto
para muita coisa. Tem assuntos que eu
não falo. Por exemplo, eu não falo de
filosofia. Por quê? Porque eu não manjo
de filosofia.
Eu sei algumas coisas assim de nota de
rodapé,
mas eu não debato sobre filosofia.
E tem coisas que eu não debato
porque realmente não não traz
edificação.
Por exemplo, eu sou especialista em
política internacional e em ciência
política. Eu conheço bem o sistema
político brasileiro. Eu estudei isso
muitos anos. Eu poderia dar aula disso,
mas eu me recuso a falar de política nas
minhas mídias sociais. Por quê?
Porque eu me vejo com menos autoridade.
Não, eu tenho muito mais autoridade do
que muita gente que acha que tá falando
e arrebentando falando de política. Mas
eu não faço isso porque
eu tenho uma igreja.
>> Sim.
>> Eu tenho pessoas que são muito queridas.
>> Uhum.
E dependendo de do que eu falo e como eu
falo,
eu posso causar um ruído,
não conversão da pessoa a uma ideologia,
mas na conversão da pessoa a Cristo.
>> Uhum.
Então, de certas coisas eu não falo. Eu
falo em círculos íntimos de amizade, mas
eu não vou defender candidato A ou B,
>> até porque eu acho que eu não sirvo para
isso. Tem gente que faz isso, é problema
dessa pessoa. Eu não faço. Eu mal tenho
tempo de falar do evangelho nos meus
canais, né? Por que que eu vou falar de
outra coisa? Por que que eu vou gastar
meu esforço, minha saúde mental para ter
que administrar
um monte de coisa que pode acontecer com
isso? Eu não vou em debate. Por quê?
Porque isso me faz mal. Eu não sei
debater.
>> Uhum.
>> Eu sei conversar. Eh, algumas pessoas,
alguns grandes canais assim, entrar em
contato com, ah, participa desse debate,
eu falei: "Não, eu não, eu não gosto de
debate". E eu e para ser chato, né, e
até para ser um pouquinho jocoso, falar
assim, mas se for se for para eu ser
entrevistado sozinho, eu vou,
>> mas debate eu não vou, porque eu não sei
debater, tem ótimos debatedores.
Deixa eles. Eu não é minha praia, não é
minha, eu não sou polemista, tem ótimos
polemistas. Deixa os ótimos polemistas,
então, falarem com autoridade. Eu vou
falar no meu feijão com arroz.
>> Sim. naquilo que eu sei falar, naquilo
que Deus me capacitou.
Eu acho que isso é importante,
não ter a falsa sedução de que você pode
fazer tudo só porque tem um microfone e
uma câmera diante de você.
>> Sim,
porque a Bíblia fala que de tudo que nós
falarmos, Deus vai trazer juízo.
>> Sim.
>> E às vezes isso faz a nossa perna
tremer. Eu tenho o mesmo medo que você.
Muitas vezes eu postei um vídeo
e depois eu pensei, cara, eu poderia ter
falado isso de outra forma e isso não tá
legal.
>> Aham.
>> Ou muitas vezes você posta uma coisa que
você vê, revê, revisa e um comentário
diz assim: "Mas isso tá errado por isso,
isso, isso, isso". E você coloca a mão
na cabeça e fala assim: "Nossa, mas esse
comentário tá certo, o que que eu faço
agora?
>> Que é que eu faço agora?" Que que eu
faço? Às vezes eu só retiro sem dar o
mínima explicação. Às vezes eu eu
mantenho e respondo falando o quê? Meu
irmão, você está certo. Então, nesse
ponto eu estou errado por isso, isso,
isso, isso. Mas às vezes eu deixo o post
lá
para
me lembrar
que eu sou falho, desesperadamente
falho.
>> Aquilo que eu acho ser a melhor forma de
comunicar pode não estar sendo pra
pessoa que tá lendo do outro lado. Sim.
>> Então, Paulo, foi muito boa essa
conversa, cara. assim, não só para mim,
eu acho que para muita gente que que vai
assistir, eh,
não apenas para quem quer, eh, atuar na
internet ou na teologia, mas também para
quem consome esse tipo de conteúdo para
ter mais saber, assim,
>> ter um pouco mais de critério, né? Mas
pra gente terminar mesmo,
pensando agora então assim na tua
experiência,
ah, voltando pra questão de quem quer
estudar a teologia, né?
>> Uhum.
>> Eh, pensando na tua experiência
e nos nas pessoas que hoje querem
estudar teologia,
especialmente os que desejam estudar na
escola Charles Espon.
Então, qual que seria
na sua mente, qual que seria assim o
conselho, o tier um de conselho
para o estudante de teologia na tua
perspectiva?
>> Que pergunta difícil. Talvez se eu
tivesse uma resposta pronta, né, seria
uma resposta de milhões.
Eu acho que principalmente quando nós
estamos lidando com ensino teológico
online,
a a principal preocupação ou a principal
coisa que a o estudante de teologia deve
pensar
é que a teologia é algo físico,
encarnado.
Mesmo que a nossa
experiência do aprendizado seja digital
e online,
não pode permanecer como tal, tem que
ser encarnada na nossa vida, na nossa
forma de pensar, na nossa forma de
servir ao Senhor. Então, o que eu falo
pros nossos estudantes de teologia é o
seguinte: se você não estiver disposto a
servir com as suas mãos e com seus pés a
causa de Cristo, não vai estudar
teologia imaginando que o seu ministério
será ficar sentado em um escritório e
ficar lendo o livro o dia inteiro e
achar que você tá edificando a igreja.
>> Uhum.
Nós não precisamos de intelectuais
soberbos, nós precisamos de teólogos
piedosos, que vai muito de encontro com
o tema da semana magna que nós estamos
falando aqui.
>> Teologia e piedade.
>> Teologia e piedade. Uma teologia que
glorifica Deus,
serve a igreja e também serve a criação.
que nós não podemos imaginar que a
igreja, que a teologia é apenas um
exercício para falar para membros da
igreja. Não. A teologia é uma
proclamação também ao mundo que precisa
ouvir a voz de Cristo.
Essa é uma missão muito grande.
>> Aham. E a minha expectativa é que os
estudantes de teologia não
miniaturizem essa visão, capitalizando
apenas para os seus interesses pessoais
e interesses próximos, que pensemos na
glória de Deus.
>> Uhum.
>> Dentro da qual
aquilo que eu faço faz sentido.
>> Amém. Eu sempre termino com uma pergunta
totalmente off topic.
>> Aham.
>> E a a que eu queria fazer para ti é o
seguinte. Você fala ou não fala coreano,
cara?
>> Falo.
>> Fala.
>> Falo coreano.
>> Que legal, cara.
>> Falo coreano. Foi a primeira, foi a
minha língua materna.
>> Ah, é?
>> Por quê? Porque os meus pais vieram pro
Brasil e como eles já vieram crescidos,
eles não falam português confluência.
Então, a língua materna deles foi o
coreano. Então, eu nasci aprendendo
coreano. Eu só fui aprender a língua
portuguesa quando eu entrei no maternal.
Então eu sou um brasileiro meio que
esquisito que não aprendeu português
como a sua língua original. A sua língua
original já tô pensando em Bíblia. Sua
língua natal, sua língua primeira.
>> Falo, não falo com tanta fluência como
um nativo, mas
>> tu assisti dorama legenda ou sem
legenda?
>> Sem legenda, sem legenda. Sem legenda.
Como um crente adequado, sem legenda,
com o dom da interpretação das línguas.
>> Legenda. É, cara. Eu foi, eu tinha um
dorama de uma menina autista, como é o
nome do dorama, cara? É
>> uma advogada.
>> Isso. Uma extraordinária. Excelente.
Excelente. Bom is é bom isso. É série,
cara. E
>> e daí eu fui assistir em em comecei em
coreano.
>> Cara, você conseguiu entender?
>> Não, não, não. Com legenda.
>> Ah, mas mesmo com legenda ela fala muito
rápido.
>> Isso aí eu percebi. Não, cara. E ela e
ela cita lei em coreano.
>> É, aí eu não não consegui acompanhar e
aí coloquei dublado. Aí dublado eu já
perdeu a graça.
>> Já já perdeu a graça, né?
>> Então você é beneficiado de poder.
>> Mas tem que ser tem que fazer que nem
crente, tem que apenas crer, irmão. Crê
crer. O que tá falado tá falado.
>> Aham. Pois, pastor Paulo, obrigadão,
cara. Obrigado por esse papo.
>> Eh, então, pessoal que que quiser lhe
acompanhar no Instagram, se quiser
deixar aí o o seu,
>> no meu caso é muito fácil, é só entrar
no Google e digita Paulo on. Só tem eu.
>> Então, eh, eu lhe acompanho, eu sei que
você sempre produz conteúdos úteis,
conteúdos realmente edificantes, certo?
Então que Deus continue abençoando seu
ministério continu todos nós, a todos
nós. Nós dois somos produtores de
conteúdo.
>> Precisamos da graça de Deus para nos
sustentar.
>> É verdade.Essa loucura. Verdade. Às
vezes dá uma, inclusive tá no meu, tava
no meu roteiro, eu acabei não não
falando sobre isso, mas às vezes dá
aquela vontadezinha assim de desistir,
porque
>> eh presença digital é
>> não é algo
>> tão satisfatório como as pessoas acham
que é
>> glório, né?
Então, mas também falando agora também
para o pessoal que tá nos assistindo
aqui, entre no nosso site, no site da
Escola Teológica Charles Spugon, conheça
os nossos cursos. A gente tem o nosso
curso de teologia, tem também o nosso
curso de aconselhamento
de teologia sistemática.
Nós também, você pode procurar um polo
perto aí da sua região e
se quiser uma preparação teológica a
nível de seminário,
considere estudar conosco, tá? Na Escola
Teológica Charles Espugel, entra em
contato para mais, se você quiser mais
informações.
E também o pastor Paulo também tem
vários treinamentos.
a escola de didascalia.
>> Isso,
>> certo? Que
>> escola de dascalia,
>> que é uma escola paraa liderança, é
isso?
>> É uma escola para o crente,
>> certo?
>> Né?
>> Não é uma formação completa em teologia.
Nós temos vários cursos que auxiliam o
crente normal, né? Na compreensão melhor
da Bíblia e da teologia. Temos muito
conteúdo também na área de igreja, de
ministério,
de teologia missional. Então, convido
você também a conhecer a nossa
plataforma.
>> Beleza? O que eu sei eh quando você
liberou lá um um teste gratuito lá, eu
fiz e o que eu posso dizer para o
pessoal é que qualidade técnica e de
conteúdo eles vão encontrar, né? Então,
o pastor Paulo sempre foi assim: "Vou lá
no canal dele,
>> agradecido. Agradecido,
>> vou lá no canal dele para ver o que é
que ele tá usando para ver se eu usa
meu querido. Muito obrigado mais uma
vez, tá? Eu vou pedir a gentileza se
orar pra gente terminar nosso tempo.
>> Vamos orar. nosso Deus. Muito obrigado.
O Senhor é o Senhor sobre todas as
coisas, sobre os domínios físicos e
também sobre o o domínio digital do qual
tanto nós falamos aqui. E nós queremos
que o Senhor realmente seja o Senhor
que nos guievermos
a realidade concreta do teu evangelho e
a proclamarmos com ousadia, com
fidelidade, mas também com criatividade
e inteligência a tua palavra eterna.
Abençoe, Senhor, todos os nossos
ouvintes. Abençoe, Senhor, outros
trabalhos tão importantes da escola
Charles Spur, do seu corpo docente,
decente, que repouse sobre todos a tua
graça e a tua paz, no nome de Jesus.
Amém.
>> Amém. Valeu, pessoal. Até a próxima.
Tcho.

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