Davar Live – 07/11
08/11/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal. Boa noite. Boa noite. Bem-vindos a mais uma live. Eh, já começo com aquelas perguntas básicas para quem tá aí, como é que tá aí o som. Eu acho que hoje tá OK. Deu uma olhadinha, fiz uns testezinhos aqui antes de começar. Parece que tá tudo certo, mas a gente nunca sabe, né? Eh, então vamos aí conversando um pouquinho enquanto o pessoal vai entrando, porque tem algumas coisas que eu queria falar hoje, né, só pra gente saber o que que vai rolar hoje aqui. Eh, hoje eu vou fazer a continuação do que a gente estava falando semana passada, né? Eh, e hoje eu também vou falar de uma questão que uma pessoa colocou nos comentários essa semana falando sobre Jesus histórico. Uma questão que eu acho interessante, a gente pode conversar um pouco sobre isso, tá bom? Então, boa noite aí pro Henrique Menezes. Falou que som e imagem OK, maravilha. Ana Carolina Arantes, boa noite. José Lima Aaz, boa noite a todos. Eh, então, boa noite aí para vocês, pessoal. Eh, deixa eu só baixar isso aqui. Pronto, melhor. E vamos lá, então. Eh, deixa eu abrir aqui esse comentário que eu que eu disse que eu disse que queria falar sobre ele hoje. Eu não sei se eu falo ele logo no começo ou se eu deixo um pouco mais pra frente, né? Mas tanto faz. Então, a ideia é falar um pouco sobre esse comentário e falar um pouco sobre eh a gente tinha falado semana passada sobre o que que é o que que tem no no monoteísmo, que é diferente de outras no monoteísmo bíblico, né, especificamente, que é diferente de outras religiões e tal. E a gente conversou um pouco sobre eh o Kaufman, né, o Rescal Kaufman, o conceito de eh o conceito de reino meta divino e tal. A gente vai continuar essa conversa esquisita aí, mas vão ter outras coisas que eu acho que são vão ser um pouco mais práticas, mais bacanas, que vão tocar em outros temas aqui que a gente que que a gente comenta de vez em quando, né? Eu tô já encontrando o comentário que eu queria. É só mais um segundinho aqui. É engraçado, né? Quando a gente quer ver o comentário, ele desaparece. Não sei mais onde tá, mas se eu não encontrar, eu sei qual que era o comentário em si. Achei, achei. Eh, bom, vamos lá. Caio Messias, boa noite. O Henrique falando aqui, é para aproveitar a live para ocupar a mente. O domingo vou fazer o Enem, pô. Boa sorte aí, Henrique. Aí isso dá uma espirada, tenta dormir bem eh o do sábado pro domingo, bebe bastante água. É aquelas coisas, né? Dormir bem é a melhor coisa, só que dormir bem é aquele negócio, né? você deitar na cama pensando, eu preciso dormir bem essa noite, pronto, acabou a noite, você não vai conseguir dormir. [risadas] São os paradoxos aí da nossa mente. Bom, então vamos lá, gente. Já vou então para esse comentário que eu falei aqui. Eh, é um comentário da RJ Neiva, do RJ Neiva ou da RJ Neiva, eu não lembro. Eu acho que ela, essa pessoa tava na, na outra live e a gente chegou a, eu cheguei a falar com essa pessoa, não lembro se é um homem ou mulher. O o nome que aparece para mim é @rjneiva, diz o seguinte: "Eh, gosto do seu canal. Gostaria que fizesse um vídeo sobre o Jesus histórico e o seu confronto dentológico com o Jesus da fé". Eh, então vamos lá. Eu eu achei interessante esse comentário porque há um tempo atrás eu vi um vídeo, é um vídeo que tá disponível na internet, é um vídeo eh da Yel University, universidade da de Yale dos Estados Unidos. Eles têm um curso de história do Novo Testamento com um professor chamado Martin Dale e ele comenta sobre esse aspecto. Ele tem uma aula de Jesus histórico, ele comenta sobre esse aspecto específico. Eu acho bem interessante, bem pertinente o comentário dele, né? Então funciona mais ou menos assim. Eh, a gente a gente tem um fenômeno, um fenômeno, digamos assim, um fenômeno histórico, eu vou dizer, que é a vida de Jesus aqui há 2000 anos atrás. Esse é o fenômeno histórico que a gente tem. Então, em relação a esse fenômeno histórico, eh, a gente tem um distanciamento. Nós estamos 2000 anos depois, né? E 2000 anos é muito tempo. Muitas coisas se perdem em 2000 anos, muitas coisas se desfazem em 2000 anos, muitas eh e o que é principal para pra historiografia, para para para você fazer uma reconstrução de um personagem de alguma coisa, o principal que se tem é o que chama as fontes históricas, né? E as fontes históricas elas também se deterioram em 2000 anos, elas desaparecem em 2000 anos. Então a gente não tem muita coisa do mundo há 2000 anos atrás, né? 2000 anos é muito tempo. Então a gente encara esse fenômeno de vários pontos de vistas diferentes, principalmente quando a gente tá falando de Jesus especificamente, porque Jesus não é só um personagem histórico. Jesus é para muitas pessoas, assim como para mim também, que sou religioso, Jesus é uma uma manifestação divina. Deus se manifestou como um ser humano, na pessoa num corpo humano há 2000 anos atrás. E o objetivo disso era eh dar ensinamentos éticos, era eh o pessoal tá falando que dava para subir um pouquinho mais o som. Eu tenho medo de estourar. Eu vou vou tentar aqui um pouquinho. Vamos lá. Será que assim melhora? Vamos lá. Acho que tá bom. Se eu subir mais, acho que estoura. Bom, então era fazer ensinamentos éticos, era restaurar questões religiosas de Israel. E do ponto de vista do cristianismo, de uma tradição que se forma em cima dessa pessoa, desse fenômeno histórico, eh ele veio para oferecer a si mesmo como sacrifício pelo perdão dos pecados da humanidade, como uma aliança divina entre Deus e a humanidade, para que assim fosse possível que a humanidade fosse redimida do do pecado, né? Eh, então esse é esse era o objetivo de Jesus há 2000 anos atrás. Então, quando a gente olha para esse fenômeno hoje, 2000 anos depois, você pode ver esse fenômeno de vários pontos de vista. Um ponto de vista é: "Eu quero ser redimido por Deus e eu quero que esses ensinamentos éticos façam parte da minha vida, porque eu acredito que Jesus é divino, que eu acredito que Jesus é uma manifestação de Deus". na terra. Eh, e eu acredito nesse Deus da Bíblia e tal e todas essas coisas que a gente sempre comenta aqui nos vídeos. Então, essa é uma forma de encarar esse fenômeno histórico, essa pessoa que viveu há 2000 anos atrás. Então, quando eu penso desse jeito, eu tô interessado eh nessas questões, o que Jesus ensinou, o legado que ele deixou e eu quero fazer parte dessa aliança entre Deus e o homem que é dado através do do sacrifício de Jesus na cruz, né? Então, basicamente resumindo, eh, seria isso, eh, pelo menos do da maneira como eu enxergo aqui o cristianismo. E acho que muitas pessoas eh o que acontece, você pode ver esse fenômeno de vários outros pontos de vista também. Essa história vai começar com Espinosa, Baru Espinosa, quando ele propõe que a Bíblia deve ser lida como se lê qualquer outro livro. Então, com as mesmas indagações, com as mesmas desconfianças, com os mesmos pressupostos de que quando você lê qualquer outro livro, isso é interessante ser uma novidade, porque até ali na época de Espinosa, a Bíblia era encarada como um fenômeno religioso e através da uma revelação divina, é a palavra de Deus, é uma expressão que também pode querer dizer muitas coisas e é através dela que você tem esse relacionamento com Deus e coisa e tal. Então você não lê a Bíblia, eu não, eu como religioso, eu não leio a Bíblia da mesma forma como eu leio outros livros. Aqui eu sempre dou o exemplo do Senhor dos Anéis, que eu acho que é um bom exemplo. Eu não leio a Bíblia do mesmo jeito que eu leio o Senhor dos Anéis, porque Senhor, o Senhor dos Anéis, eu posso ler uma passagem e falar: "Nossa, isso daqui não sei se eu concordo com esse ator, com esse autor, não, com o que o Token escreveu nessa passagem, não é isso aqui. Eu não sei se é bem assim, não. Bom, mas tudo bem, né? Outra época. a pessoa, as pessoas mudam de de cabeça. Aqui esse cara viajou, nossa, nada a ver isso daqui. Ah, aqui é bom e tal. Então, eu posso ler qualquer livro com esse senso crítico. Eu devo ler qualquer livro com esse senso crítico. Em certa medida, até a Bíblia eu preciso de um senso crítico, mas ele vai partir de pressupostos diferentes, né? Então, o que Baru Espinosa propôs é que a gente lesse a Bíblia dessa forma. você lê como lê qualquer outro livro e aí se inicia toda uma uma outra tradição de estudo da Bíblia como um fenômeno histórico, né? Eh, e aí você vai ler a Bíblia eh com outros pressupostos. Então, quando você pensa do ponto de vista histórico, você não tá preocupado em fazer parte da aliança que Deus estabeleceu através da morte de Jesus. Você não tá preocupado em seguir os ensinamentos éticos de Jesus porque eles são divinos, né? E nem nada disso. Não é essa sua preocupação. Você tá observando esse fenômeno histórico de um outro ponto de vista. E qual é o ponto de vista? O teu ponto de vista é você quer fazer uma construção historiográfica baseada nas fontes. Então o que a gente tá falando aqui da tal das fontes. O que que são as fontes? As fontes são tudo aquilo que me dá eh que me faz eh tirar informações sobre esse fenômeno histórico, entende? Então, por exemplo, o Novo Testamento é uma fonte. O Novo Testamento é uma fonte. Ele me dá informações sobre esse personagem histórico. Eu diria até que no caso de Jesus Cristo, o Novo Testamento é a fonte histórica mais importante, a fonte histórica mais próxima. Só que aí quando você lê o Novo Testamento, um ponto de vista histórico, crítico, você vai ler o Novo Testamento com outras preocupações. Vai ler um testamento eh eh tentando reconstruir essa figura histórica baseada em uma metodologia. E isso que é talvez o ponto que mais confunde a cabeça das pessoas. O Jesus histórico não é o Jesus real, enquanto o Jesus religioso é uma invenção. Não é isso. O Jesus histórico é uma construção. O Jesus histórico não é o Jesus real. O Jesus real no sentido de o Jesus que viveu há 2000 anos atrás, ele viveu 2000 anos atrás e já não tá mais aqui. Não tá aqui igual a minha mãe tá aqui. Eu posso ligar para ele e falar com ela. Eh, não, não é assim. Mesmo quem é religioso como eu, sabe que Jesus não é uma pessoa andando na rua hoje em dia, né? Então, digamos assim, desse ponto de vista, ninguém mais tem acesso ao Jesus que viveu, a pessoa Jesus que viveu há 2000 anos atrás. Você pode pensar do ponto de vista religioso que você tem acesso a essa pessoa através de um de uma da oração, de um ato religioso, mas aquela pessoa, aquele ser humano, você não tem mais acesso. Ele viveu há 2000 anos atrás, né? Eh, então, a o Jesus histórico não é o Jesus real. O Jesus real, esse Jesus pessoa, não existe mais eh do desse ponto de vista que eu tô falando. Vocês estão entendendo, né? Eh, o Jesus histórico não é o Jesus real. O Jesus histórico é uma construção baseado numa metodologia, né, que tem a intenção, sim, de se aproximar o máximo possível do que deveria ser uma figura histórica, partindo de um pressuposto metodológico, de uma metodologia. Então, nessa metodologia, eu tenho eh eu tenho princípios, eu não posso cometer eh anacronismo, eu tenho que ser crítico em relação às fontes, etc. e tal, né? Então esse acho que é o ponto que é o que aquele professor de eu tava falando que acho que é o mais importante. E eu não vejo as pessoas falando muito quando se fala de ler a Bíblia de um ponto de vista histórico. Tem excelentes canais e que eu gosto que falam da Bíblia de um ponto de vista histórico, né? Aquele, acho que é história estranha, estranha história. É um canal muito bom. Tem o Jonath, o Jonathas Matias, acho. Cheguei a conversar, trocar umas mensagens com ele lá no começo do canal dele. Ele ele ele gostava do Tem lá um vídeo antigo dele que ele comenta do do do nosso canal aqui, eh, que são pessoas que entendem muito do assunto. É muito interessante seguir, mas é bom saber que eles não estão entendendo esse fenômeno da mesma perspectiva que eu estou entendendo. Eles não estão tentando chegar eh no mesmo objetivo que eu estou tentando chegar quando eu tô lendo a Bíblia. Então, esse canal aqui, apesar de muitas vezes a gente falar sobre história da Bíblia, a gente só fala de história da Bíblia com a intenção. Eh, a gente só fala de história da Bíblia com a intenção de tirar conclusões religiosas, entende? Então não é não é um canal que tem uma pretensão de ser um canal histórico, até porque eu não tenho formação para isso. Eu gosto de história, mas eu não sou um historiador. Então eu acho que esse é um um ponto de vista bom e uma coisa que a gente deve sempre considerar. O Jesus religioso é um é é uma compreensão do fenômeno que aconteceu há 2000 anos atrás, que é a vida daquela pessoa, daquele ser humano. Eh, e o Jesus histórico é uma outra compreensão de outra perspectiva, partindo pressupostos diferentes e com objetivos diferentes desse mesmo fenômeno, que é a vida dessa pessoa que viveu há 2000 anos atrás, né? São duas coisas diferentes e não tem aqui a ideia de que quem é o o que tá falando Jesus real, quem é o o Jesus imaginário. Luan é essa questão. A questão é perspectivas diferentes que podem inclusive se complementar e se ajudar em alguns casos, né? Se não fossem os religiosos, se Jesus não fosse compreendido por muitas pessoas como sendo o Messias, como sendo Deus encarnado, os historiadores não teriam acesso a esse Jesus. Então, as fontes que a gente tem são fontes de pessoas que acreditavam na divindade de Jesus. E ao mesmo tempo, pra gente entender algumas coisas específicas do que Jesus tá falando, a gente também se apoia na na historiografia, no estudo da história, nessas pessoas que olham para esses fenômenos de um ponto de vista historiográfico, de um ponto de vista de uma construção metodológica, a partindo de de de pressupostos eh acadêmicos e e de princípios de de interpretação do ponto de vista histórico. crítico, vou dizer assim, né? Então, é isso que eu penso sobre tudo isso. Então, você estudar Jesus de um ponto de vista histórico crítico, de um ponto de vista historiográfico, eh você pode tirar boas conclusões do que Jesus fala paraa sua vida ou não, não faz diferença. Não é esse o objetivo, entende? Eh, assim como não é o objetivo de quem estuda a história de de, sei lá, de Stalin, ele concordar com aquilo e seguir aquilo pra vida dele, não. Ele tá fazendo um levantamento histórico. O objetivo é outro. Eh, enquanto que para quem é religioso, você estudar o que Jesus falou e o que que ele ensinou tem necessariamente como objetivo você se aproximar o máximo possível desse ideal, dessa ideia que ele tá trazendo, né? Que esses que esses ensinamentos façam parte da sua vida também, né? E que você aceita Jesus como o filho de Deus entregue como sacrifício pros nossos pecados, né? São coisas muito diferentes o Jesus histórico do Jesus religioso. Então é isso, essa é a ideia que eu queria trazer aqui sobre esse esse tema, tá bom? Eh, vamos lá, então. Adriana Maria comenta aqui da VAR, que saudade. Ah, legal, Adriana. Faz um tempinho que a gente voltou aí. Estamos fazendo lives, estamos soltando uns cortezinhos das lives. Caio Machado disse que o áudio melhorou. Inclusive, gente, ó, por exemplo, essa semana a gente não teve os cortes das lives, que é bom também porque às vezes alguém tem saudade do canal, gosta do que a gente fala, só que ele não tá a fim de assistir um vídeo de 2 horas, nem todo mundo tem disponibilidade para isso, né? Então, esses cortes, eu acho que eles são bacanas para isso. Eu pego temas que eu acho que foram bem desenvolvidos, que dá para colocar num vídeo conciso ali. Às vezes é um vídeo de 5, 6 minutos, às vezes chega até 20, 30 minutos, mas que a gente consiga colocar um tema inteiro ali. E eu na live aqui eu já vou fazendo também falando de temas, pensando nesses cortes, né? Esse é o que eu acabei de falar, era um desses exemplos. Mas essa semana, por exemplo, não teve cortes, porque eu voltei com as lives justamente pra gente não precisar, para eu não precisar parar e planejar um vídeo como eu tava fazendo, porque eu tava sem tempo, continuo sem tempo. Mas aí o que acontece? Depois que eu faço a live, eu tenho que editar um vídeo de 2 horas, né? Então não me ajudou muito. Nas semanas mais corridas, na semanas mais corridas é difícil, né? Pelo menos quando eu faço isso, quando eu edito o vídeo, eu consigo tirar ali vários cortes. Bom, o FH Batista diz assim: "Boa noite. Qual o seu entendimento sobre o livro de Ezequiel na passagem sobre o templo e o sacrifício? Simbólico, literal, algum outro? Acho que essa passagem é bastante difícil de entender. Eh, qual seria a passagem específica FH Batista? Porque assim, o livro de Ezequiel é um livro que faz tempo que eu li. Eu não tenho relido ele ultimamente. Eh, e eu não lembro de cabeça qual que é essa passagem. Eu sei que tem a visão do do templo, né, que o pessoal fala do terceiro templo, né, que na internet virou até meio meme nos últimos tempos aí falando: "Ah, é o anjo historic biblicamente correto que é mais uma daquelas rodas da visão de de Ezequiel sobre o templo, né? Mas mesmo sem você colocar aqui a passagem específica, eu quero já me arriscar sobre o uma resposta que acho que me vem à mente aqui. A gente já comentou isso uma vez aqui no canal, acho que mais de uma vez, mas isso é é legal a gente sempre repetir. Eu não sou tão fã assim dessa dicotomia entre literal e simbólico. Eu não acho que é exatamente uma dicotomiações para chuva e rajadas de vento forte nas próxima. >> É, gente, meu celular tá avisando aqui que vai ter chuva e vento forte nas próximas horas. Pronto, tá no silencioso. Bom, voltando o tema, eu não gosto muito dessa dicotomia entre histórico, eh, eh, entre literal e simbólico. Eh, o texto bíblico ele não se dá do nesses termos no sentido de que ele quer ou só contar uma história ou ele quer fazer uma alegoria, uma aplicação. Não é uma coisa ou outra, né? Eu acho que é sempre importante a gente ler o texto bíblico de um ponto de vista simbólico. E o ponto de vista simbólico não exclui o ponto de vista literal, histórico, né? Ele só coloca que o simbólico é mais importante que o que o que o histórico, porque como eu comentei numa outra hora aqui, o que aconteceu na sua vida, sei lá, há 10 anos atrás, aconteceu um fato na sua vida que mudou a sua vida, tá beleza? Ele é literal ou ele é ou é simbólico? É literal, aconteceu literalmente na sua vida, né? Vamos supor, você fez uma coisa errada e aí você se deu muito mal e aí uma pessoa falou: "Ó, tá vendo? Nunca mais faça isso. Você aprendeu nunca mais fazer isso." A história real dentro da nossa alegoria, ela é real. É uma história real. Ela aconteceu de verdade. Só que ela é simbólica também, porque se ela não fosse simbólica, ela não ia est afetando a sua vida até hoje. Ia ser só mais uma história, entende? Então, a Bíblia ela sempre simbólica e a dimensão simbólica mais importante do que a dimensão literal histórica. Eh, tanto é que existem histórias que são eh que são abertamente, intencionalmente alegóricas, que não são reais, que são as parábolas. Porque o mais importante não é a história em si, a historicidade em si, mas é o simbolismo. E quando eu falo o simbolismo, é nesse sentido, é o que isso significa para você, o que muda a sua vida, entende? No caso do livro de Ezequiel, o Ezequiel é um é um profeta ali do que tá falando de um contexto, ele vai ter várias coisas parecidas com Daniel, inclusive falando de um contexto ali do exílio, né, eh, da destruição do santuário. Então ele tem ideias para trazer, ideias acerca de que o Deus não abandonou o povo, as promessas de Deus vão permanecer, a gente não vai morrer aqui no exílio e desaparecer, né? Então, por exemplo, aquela visão dos ossos secos tá dentro desse contexto, dentro de um povo que tá em exílio. Izequiel profeta do exílio. A gente tá na Babilônia. O nosso templo foi destruído, a cidade foi arrasada. Eh, e Deus tá falando: "Olha, não se preocupem, vocês vão nascer de novo. Eu vou transformar vocês que são só um monte de ossos secos em pessoas, um povo, uma nação de novo, né? Então é nessa perspectiva, esse é um dos temas principais do do livro de Ezequiel, a perspectiva da do retorno do exílio. E nesse sentido, a ideia de o templo físico ter sido destruído. E ele tá falando de um templo espiritual que acompanha eles, onde o próprio Deus eh tá lá presente, é a ideia importante. Esse templo físico era muito importante, tal, ele foi destruído, mas não se preocupa, porque Deus é mais do que um prédio. existe uma ideia espiritual do templo e que não vai ser destruída, né? Então eu vejo desse ponto de vista, o ponto de vista simbólico que não necessariamente exclui o o literal, mas que o que é mais importante é qual é a mensagem que ele tá passando com essa com essas ideias que ele tá colocando, certo? É isso que eu penso pelo menos. Aí o Caio Messias coloca aqui Henrique Caldeira do Estranha História. É esse canal mesmo e o João Danta Matias. Concordo com a velocidade da existência de Jesus Cristo, mas não acreditam em sua apoteose. O João não tem a certeza. Henrique deixa em aberto. Então Caio, inclusive a gente vai falar sobre isso hoje, essa essa essa palavra específica apoteose. Eh, a gente vai falar mais tarde sobre ela, né? Mas, por exemplo, eu não sei nem se eles são teístas, eles acreditam na existência de Deus. Eh, eu nem tenho certeza. O Jonathan, eu sei que ele ele já foi eh ele já foi crente, mas crente, eu digo, não sei de que se ele era eh evangélico, né, mas ele já foi crente no sentido de crer, já foi teísta, mas hoje eu não sei mais, né? E o Henrique Caldeiro, eu não sei, não sei o que que ele pensa pessoalmente. E aí que tá esse isso que é o que faz a diferença. Esse canal tá baseado no que? Na minha crença pessoal, porque eu tô falando de coisas religiosas como uma pessoa religiosa. Eu acredito nessas coisas que eu tô falando e eu falo delas para as pessoas que acreditam e pessoas que não acreditam também, mas elas estão vendo uma pessoa religiosa falar sobre religiosidade, né? No caso deles, nem é tão importante o que que eles acreditam pessoalmente, porque eles estão falando de uma metodologia, de um método acadêmico, entendeu? Então, o que importa é se eles estão sendo fiéis a esse método, se eles estão sendo e intelectualmente honestos e tal. E na minha visão estão sim. Eh, então é um é um objetivo totalmente diferente. Essa perspectiva histórica é um objetivo totalmente diferente eh de uma leitura religiosa, embora possa ter contribuições, né? Aí, ah, tá. O FH Batista ainda complementou aqui a a a pergunta dele de Ezequiel. Pois se Jesus já foi o sacrifício verdadeiro, o porquê dos sacrifícios novamente? Ele vai comentar aqui mais para baixo. Contudo, eles servirão no meu santuário como guardas nas portas do templo e ministros deles. Elesão imolarão o holocausto e o sacrifício para o povo e estarão perante este para lhe servir. Ah, bacana se trazer já até um verso específico, porque o que acontece primeiro é a perspectiva do pós-es exílio, né? O templo vai ser reconstruído. Ah, eh, 457, eu acho que é isso. 457 anes de. Cristo. O ruim de de falar assim em live é que às vezes tem dados muito específicos e que eu não tenho. Vou colocar aqui eh data da re construção do santuário em Jerusalém, na volta do exílio. 538. 538. Confundi as datas de Daniel lá. Eh, não, pera aí. É 538. É o decreto para reconstru reconstrução do santuário. Eh, não é 457 mesmo. 457. É isso. 457 que é o início da profecia das sete semanas de Daniel, dos 490 anos lá e tal. É isso mesmo. Então não não viajei não. Então o que que eu tô querendo dizer aqui é [risadas] o Ezequiel tá falando de uma perspectiva de retorno do exílio. O templo é reconstruindo lá em 457. É o fim do exílio e tal, o retorno para Jerusalém e tal. Imagina 457 anes de Cristo. Você tem aí 400 anos até Jesus, né? e até um pouquinho mais. Jesus vai morrer ali por volta dos 30 anos, né? Então você tem aí muito templo ainda, muito tempo ainda desse santuário, desse templo, tendo sacrifícios oferecidos. Então, a ideia de reconstrução do templo e sacrifícios sendo feitos nesse santuário é é importante, até porque a maior parte do templo esse santuário vá tendo sacrifícios sendo feitos dentro desse sistema sacrificial, do ponto de vista de quem é cristão, né, de um sistema sacrificial eh que apontava para Jesus. Com considerando que depois que Jesus morre, esse sistema deixa de ter validade. Embora ele ainda continue por um templo. Lembra? Até Paulo ainda oferecia sacrifícios no santuário por um tempo. O livro de Hebreus, que foi escrito justamente para colocar essa teologia do sacrifício de Jesus, ele é mais tarde. Ele demorou pro pros seguidores de Jesus entenderem a função da morte de Jesus como um uma função sacrificial, substitutiva do santuário, né? Provavelmente isso acontece assim de vez, só depois que o santuário é destruído lá no ano 70, né? Eh, mas note, né, de 457 até o ano 70, o santuário tava oficiando com sacrifícios. Então, provavelmente é isso que a profecia tá falando. Eu não conheço muito bem essa profecia, mas eu até diria que existe uma perspectiva messiânica aí também. Pode ser que esse eh, contudo, eles servirão no meu santuário como guardas nas portas do templo e ministros dele. Eles imolarão o holocausto e o sacrifício para o povo e estarão perante este para lhe servir. O holocausto, né, o sacrifício. Provavelmente nessa tradução deve estar sendo traduzido no hebraico como tendo um artigo definido também, o holocausto ou sacrifício. E eu entenderia isso como sacrifício de Cristo, né? Aí em Ezequiel 44:11, assim a primeira olhada, né? Seria um texto que esses textos bíblicos mais específicos é sempre bom parar e dar uma estudada, eh, comparar com outros textos, mas assim, dando uma olhada por cima, é é para onde me aponta a conclusão desse texto aí. Então, vamos lá. Eh, voltando lá para cima, né? A gente leu a pergunta do do Caio Messias. A questão que ele fala aqui do Henrique Caldeiro do estranho história Jonathan Matias. Aí o Flávio Fernandes, é importante para nós conhecer o contexto em que a Bíblia foi escrita, pois melhora bastante a compreensão de alguns temas. Considero que um bom exemplo é o é o livro O Reino de Ponta Cabeça de Donald Cribill. Não conheço esse livro, Flávio, mas eu concordo com você. É importante. A Bíblia é um livro difícil e a Bíblia não é um livro que, como que eu vou conseguir explicar isso? Não é um livro que ele se sustenta sozinho no sentido de se você nunca ouviu falar de Deus, se você sentar e ler a Bíblia do cabo a rabo, você provavelmente não vai entender muita coisa. muita coisa você vai entender errada, porque o conhecimento sobre a Bíblia ele é construído socialmente, ele é construído em conjunto, ele é construído coletivamente, entende? Então, a Bíblia é a palavra de Deus, mas o conhecimento sobre a Bíblia é construído coletivamente. Eu não peguei li a Bíblia sozinho e tudo que eu sei, eu sei porque eu li que eu sou muito inteligentão, não é isso, né? Eu li bastante sobre a Bíblia. Eu li sobre o que outras pessoas perceberam no texto, que às vezes eu não teria nem capacidade de entender, porque eu não conheço tão bem as línguas originais quanto essas pessoas, porque eu não conheço, por exemplo, contextos históricos, né, como você tá falando. Eh, então o conhecimento sobre a Bíblia é construído coletivamente. Eh, e a gente se aproveita desse conhecimento construído, dessa tradição de conhecimento sobre o texto bíblico. Sem ela é muito difícil entender. É muito difícil entender até a mensagem básica da Bíblia. É, é mais complicada, né? Porque eh eu sempre penso na no caso do Etípe. Eh, gente, será que é isso mesmo? Eu eu detesto na live quando eu falo isso. É o Etiop que Felipe foi falar com ele da interpretação de Isaías. É isso. Deixa eu ver. Etiop e Felipe falou sobre a interpretação de Isaías. Deixa eu colocar isso, essas informações. É só para eu, só para eu falar e ficar certo, né? Porque se eu for fazer um corte depois, eu não vou fazer um corte com informação errada, né? Mas é isso mesmo, né? É um etiup e nucleo, um auto oficial. É isso mesmo, né? Que tava na sua carruagem. Então vamos lá. Eu sempre penso nesse caso de Felipe, que foi falar com o Etípe. A gente, o texto até deixa meio em aberto. O espírito levou ele até onde estava esse etípe. Isso quer dizer o quê? Ele foi teletransportado ou ele saiu andando e o espírito foi guiando ele para saber onde ele tá, onde ele chegar e tal. Não dá para saber. O texto fala que o o espírito levou ele, guiou ele até ali onde estava esse etípe que tava lendo o livro de Isaías, o a parte, eu não lembro se era Isaías 53, eu acho que é isso, Isaías 53, uma passagem messiânica, ele fala: "Eu não, eu tô lendo, eu não entendo o que eu tô lendo. Eu preciso que alguém me explique." E aí Felipe é levado pelo espírito até lá para explicar para ele esse texto. Ele explica, ele entende, ele entende que é Jesus e tal, né? Então, eu gosto do exemplo desse texto, é que a gente sempre ora para Deus nos iluminar quando a gente lê o texto bíblico, beleza? Mas a gente vê que na prática eh Deus pode até nos iluminar, entender melhor o texto bíblico, mas a forma como Deus pratica, eh, o que o conhecimento bíblico aumente é através de pessoas, assim como aconteceu lá nesse caso. Felipe foi lá pessoalmente falar com essa pessoa. Então Deus não só mandou uma mensagem dentro da cabeça do etípe para ele entender, mas ele mandou uma pessoa para explicar para ele. Isso é interessante porque o texto bíblico é uma fala de uma religiosidade que não é individual, é uma individual é uma uma religiosidade que é coletiva. Então quando as pessoas falam: "Ah, a salvação é individual". A salvação é individual no sentido de que o texto bíblico fala: "Você não vai ser condenado pelo pecado de outra pessoa". Mas ao mesmo tempo, a religiosidade, o seu relacionamento com Deus, ele não é só pessoal, ele é coletivo também. Eh, Deus estabeleceu um povo, uma comunidade de fé para se relacionar com essas pessoas através dessa coletividade também. Então, existe sempre essa perspectiva coletiva da religiosidade que é importante. Por isso que por isso que eu vou na igreja, por exemplo, né? né? Eu sei que às vezes é difícil, eu sei que temão tem complicações em relação a isso, eu sei que tem igrejas que acabam até afastando a gente de Deus mais do que aproximando e tal, mas faz parte da tradição bíblica a ideia de você se relacionar com Deus coletivamente junto das pessoas, né? Eh, por isso que eu digo que o a Bíblia pode ser a palavra de Deus, dada por Deus, mas o conhecimento bíblico, ele é um conhecimento construído coletivamente. A gente aprende sobre a Bíblia lendo a Bíblia e conversando com as pessoas. Elas explicam pra gente a Bíblia, a gente explica a Bíblia para outras pessoas. A própria ideia de discipulado que Jesus estabelece e de fazer discípulos e tal é é dentro dessa perspectiva, né? Esse reino de Deus que Jesus vem trazer, ele é inaugurado com pessoas que se propõe a coletivamente espalhar essa palavra, né? Pessoas ensinando pessoas sobre essas mensagens divinas, né? Eu só acho uma perspectiva bem legal, né? Eh, a religiosidade não é só individual, ela é coletiva também. Eh, bom, não sei se eu viajei aqui. Eh, qual que era a parte que Ah, tá. É o que o Flávio tinha comentado, né? Aí a Anne Silva coloca: "Boa noite, tem uma pergunta pessoal que realmente não entendo. Por que nas igrejas, principalmente as tradicionais, as mulheres não têm liberdade? Não entendo essa teoria de igualdade, só que missões diferentes. É, Anne, é complicado isso mesmo. A gente tem alguns fatores. Eu acho que um fator cultural aí é importante também. Qual que é esse fator cultural? Primeiro, a gente tem que ver a cultura que a gente tá. A gente tem que se perceber dentro de um contexto, de dentro de uma cultura. A gente vive dentro de uma cultura e e eu tô dentro dessa cultura também, tô junto também, tá bom? Eu não nego essa cultura, eu faço parte dela também, concordo com ela, mas eu sei que é uma cultura que a gente vive, é uma cultura que tem um valor de que homens e mulheres eh tem o o mesmo peso, o mesmo valor e eles têm as mesmas funções. Não há diferenças de funções de homens e mulheres dentro da nossa visão cultural. E eu acho que tem bons motivos pra gente acreditar nisso, mas eu sei que isso é um elemento cultural, faz parte da nossa cultura. Grande parte da história da humanidade não foi assim. E na época que um texto que o texto bíblico foi escrito também não era assim. Então, existe uma coisa que é muito difícil, muito complexa, que algumas pessoas dizem que não só é complexa, mas é impossível e nem se deve tentar fazer, que é tentar separar o que que a na Bíblia tá falando que é uma mensagem divina para nosso tempo e o que que é contexto cultural, entende? É muito difícil que essas coisas se misturam demais, demais. Eh, ler a Bíblia é um exercício cultural, porque eu tô lendo histórias às vezes de um povo nômade do antigo Oriente Médio, da idade do bronze, às vezes é muito distante culturalmente da da gente e é um esforço pra gente conseguir entender o que que aquela mensagem significava para aquelas pessoas para depois eu transpor o que que ela deveria significar para mim hoje. Então, eh, eu lembro de um texto que que um amigo me passou que fala que a Bíblia é um é um ex a a eh pôr em prática a religião bíblica é um exercício cultural de mão dupla, porque você tem que entender aquela cultura naquela época e depois você tem que trazer pra sua cultura hoje, entendeu o significado naquela cultura, depois entender o significado da sua cultura hoje, né? Aí tem a ver com o que a gente falou antes aqui. É bom entender também de história, entendeu? o contexto cultural, porque tem algumas coisas que precisam de um conhecimento específico de uma coisa cultural para você entender qual é o significado daquele texto e e como ele deveria fazer sentido pra gente hoje, né? Então, dentro disso, a Bíblia ela foi escrita dentro de uma cultura, eh, uma cultura patriarcal, para usar um termo aqui bem feminista, mas não tem um termo diferente, né? patriarcal, até no sentido de que a gente tem os patriarcas na Bíblia, literalmente, né? Abraão, Isaque e Jacó, embora Sara, Rebeca, Lei e Raquel também façam parte dessa aliança com Deus, né? Eh, mas essa aliança é sempre evocada em nome dos patriarcas, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, porque é uma cultura patriarcal, é uma cultura que ela tem o patriarca como uma referência e que tem uma função de liderança e tal, né? Então, embora tenham textos bíblicos, passagens que dão uma questionada séria nisso e até uma subvertida nessa nessa nessa nessa hierarquia fixa da da cultura da época, né? Como por exemplo o texto de Juízes 4 ou 5, que conta a história de Débora. Eh, e também como a própria história de eh Abraão querendo ter uma filha com outra mulher, porque Sara era estéril. E aí Deus falou: "Não, a aliança é com Sara também, não é só com você não, Abraão. É de Sara que vai vir esse filho. Eu vou fazer esse milagre porque a Sara tá incluída nessa aliança e tal". Então, embora a Bíblia ainda questione um pouco essa essa hierarquia, ela tá sendo escrita dentro de um contexto onde era essa a maneira da das pessoas entenderem a realidade, né? Então o que acontece é hoje as pessoas entendem muitas vezes dentro de um contexto igreja que a gente tá em guerra contra uma cultura, uma cultura eh secular, o que de certa forma eu até concordo, mas as pessoas incluem nessa guerra contra a cultura secular algum algumas alguns valores que não são valores contra o a mensagem bíblica, por exemplo, a valorização da mulher e não submeter a mulher e o homem a uma função específica e inquestionável, né? Eh, até porque historicamente a gente vê que isso não não faz tanto sentido assim, né? Eu sou eu sou a pessoa casada, mas não necessariamente meu casamento segue funções muito específicas. Minha mulher não é dona de casa, eu não sou sustentador. Nós dois somos pessoas que trabalham, nós dois somos pessoas que tentam dividir as tarefas e fazer as coisas em casa, tal, né? Então, não é esses valores. Eh, ser um bom cristão não é necessariamente viver a vida que se vivia no antigo Oriente Médio. É isso que eu quero dizer no final, né? E é isso que eu acho que às vezes as igrejas confundem. E é isso que eu entendo que faz com que essa confusão caia também em relação às funções de mulher e homem, né? Eh, eu acho que era isso que você tava querendo dizer, né? As mulheres não têm liberdades. A teoria de igualdade, só que missões diferentes. Exato. É a missão. E inclusive tem uma coisa aí, eh, Anne, que é curioso porque eu ouço falar em todo lugar, mas eu simplesmente não vejo isso na Bíblia, que é a ideia de que o homem é o sacerdote do lar. Eu ouço muito isso, mas eu não conheço um texto bíblico que fala: "Olha, o homem é o sacerdote da do lar e a mulher não". Inclusive, essa função de sacerdote na Bíblia é uma função que no Novo Testamento é a função de Cristo e é uma função de todos os crentes ao mesmo tempo também, né? Então essa função sacerdotal colocada como uma figura masculina dentro de casos é muito difícil, embora a gente tenha textos no Novo Testamento que falem dessas funções muito bem definidas, como aqueles textos de Paulo e tal, né? Qual que é a função do homem, qual a função da mulher, mulheres se submiss aos seus maridos, como, né, como a igreja submissa a Cristo e tal. Eh, a gente a gente fala que não, então esses são valores pra gente trazer hoje para nossa sociedade. Mas no mesmo texto, por exemplo, você fala de escravidão. Eh, os escravos devem ser submissos aos seus servos como a Cristo. A gente fala: "Não, isso daqui é o contexto da época". É uma coisa contexto da época, mas o verso anterior não é contexto da época. É uma mensagem universal. Então, eu não sei, eu não consigo ver desse dessa forma esses textos. Não, eu não acho que a mensagem bíblica de Deus paraa humanidade é uma função específica e fechada de uma missão específica e fechada pro homem e outra paraa mulher que um tem que mandar no outro e tal. Eu acho que inclusive a Bíblia estabelece lá no início que essa hierarquia do homem sobre a mulher é uma maldição do pecado e deve ser vista de forma negativa e que não faz parte do plano de Deus pra humanidade, né? Bom, é o que eu entendo, pelo menos eu sei que muita gente vai discordar, né? Porque essas questões são complicadas, que elas tocam em questões bíblicas, em questões culturais também e hoje em dia em questões políticas, porque tudo virou político, né? É, tudo entra na guerra cultural, mas aí já é outro assunto. Eh, aí o Kevin coloca aqui, gente, tem bastante coisa, vocês estão interagindo bastante hoje. Vamos ver se a gente consegue, daqui a pouco eu entro no tema que eu falei que ia falar. Eh, aí o Kevin fala aqui: "Oi, Rony, boa noite, feliz sábado. Recentemente, no ano bíblico, li as passagens do Novo Testamento de Jesus falando sobre a questão da alimentação. Pelo contexto dá entender que ele fala especificamente da tradição e não das leis de Levítico 11, mas fica com uma pulga na orelha sobre o tema. O que você pensa? Entende que as regras de alimentação ainda são válidas? Ou Jesus é literal em abolir os alimentos?" É interessante essa questão aí, Kevin. Kelvin, eh, eu vou falar a minha a minha percepção e é isso. Sabem que no canal eu evito falar de temas que são muito doutrinários, adventistas, mas eu acho que pode ter uma coisa aqui bacana para todo mundo, inclusive quem não é adventista aqui também. Eh, questão da alimentação na Bíblia muitas vezes é entendido como uma questão de saúde. Essa essa questão inclusive é dessa forma, inclusive que no próprio adventismo, do qual eu faço parte eh essa mensagem é falada. Levítico 11 é tratado como um texto, um texto sobre saúde. Então você cumpre essas regras para você ter uma saúde melhor, né? Eu discordo dessa interpretação com base no próprio texto. Em Levíticos 11, a palavra saúde simplesmente não aparece. A ideia de você cumprir esses mandamentos para o seu corpo funcionar melhor simplesmente é inexistente em Levítico 11. Eh, e ele dá outra justificativa, ele tem outro objetivo, né? Então, lá em Levítico 11, para quem não entende, não conhece bem esse texto, é um texto que fala sobre quais animais se deveria comer ou não, né? É o que os judeus vão falar das leis de caut, né? Do que que é caer, que que não é. Eh, que é basicamente é não comer porco, não comer camarão, que é aquelas coisas, né? Para resumir as regras aqui, né? Para ser bem específico, animais terrestres, o texto bíblico define que só animais que t o casco fendido e dois irruminam. E esse ruminar também não é não é necessariamente um ruminar científico que a gente entende hoje, mas é o mexer a boca. É um jeito de mexer a boca. Tanto que ele fala que o coelho mexe a boca desse jeito. Eh, e essa essas são as regras para os animais terrestres, né? Tem que ter o casco fendido em dois e tem que ruminar o as os animais eh aquáticos, eles têm que ter escamas e barbatanas. Eh, os animais eh as aves não tem uma regra, você tem que ver lá qual lista de aves que são proibidas, né? E alguns insetos, os insetos que saltam com as patas traseiras, ou seja, grilo, gafanhoto, tal, você pode comer de acordo com a Bíblia e outros insetos não. Aí tudo que se arrasta sobre a terra não se deve comer. Então, basicamente é é os animais que eram oferecidos como sacrifício no santuário, com a exceção dos insetos, né? eh, que são animais que Israel poderia comer. E isso é colocado dentro de um texto de uma perspectiva que eu acho tão interessante, tão profunda e que a gente fala tão pouco. Isso que é isso que eu acho isso que eu acho triste. Levítico 11 não tá falando de saúde, embora possível se fazer uma leitura de saúde hoje, falar: "Ah, não, olha só, se você se abster de certas coisas, você pode ter saúde. você tem que cuidar do seu corpo. É uma coisa que eu concordo e tal, né? Não tô falando que eu discordo da ideia de você cuidar do seu corpo. O que eu discordo é que o texto de Levítico 11 tem como objetivo promover saúde, né? A saúde física do seu corpo. O texto não fala isso. O texto vai falar de santidade. Você vai se abster desses animais porque vocês são um povo santo, porque Deus é santo. Ele usa um argumento parecido com Levítico 19. Eh, é paraa santidade. Ou seja, isso que é interessante, o que que tá sendo estabelecido. E não só em Levíticos 11, isso daqui é uma é uma é uma constante no texto bíblico, principalmente lá nas leis do antigo Israel. Existem questões que você estabelece na sua vida que são símbolos da sua aliança pessoal com Deus. Então, quando você vai comer no ato de comer, que é um ato fundamental, um ato básico, primitivo de você, de qualquer ser vivo, a coisa mais básica que um ser humano faz é comer. Quando você vai fazer isso, que é o básico, você faz de um jeito específico para você manifestar no seu ato de comer que você é uma pessoa religiosa, para você manifestar no seu ato de comer que você tem uma aliança com o Deus de Israel. Entende? Isso é muito bacana, isso é muito interessante, porque faz com que na nas coisas mais básicas da sua vida, nas ações básicas da sua vida, você faça elas de um jeito muito específico, arbitrariamente diferente, porque mesmo se for ver do ponto de vista de saúde, não, a a regra de um peixe barbatana e e escâ faz sentido, entendeu? Por mais que ah não, mas tem o camarão que come lá no fundo do mar. É, mas não necessariamente quem come camarão é menos saudável, sabe, né? Essas relações que a gente faz tão diretas são um pouco forçadas. Então, o que o objetivo do texto não é para o seu corpo funcionar melhor, é que no ato de comer, ao praticar o ato de se alimentar, o ato básico, você tá reconhecendo que você é temente a Deus. Você tá reconhecendo que você só come porque Deus te dá o alimento. Então, na hora de comer, eu como de um jeito específico. Eu eu me absteno de comer coisas específicas e tal para essa meu ato de comer ser um ato religioso. É um ato espiritual o ato de comer, entende? É por isso que eu sigo essas regras, né? É por isso que eu sigo essas regras. Eu e eu não acho que que eu não prego as leis de Levítico 11. Vocês têm que seguir essas leis, tal. Não, para mim elas fazem muito sentido, muito sentido. Eu sei que para muita gente não faz, para mim elas fazem muito sentido. E a gente vê que é uma constante no texto bíblico que não é só no ato de comer, no seu ato de comer, no no da maneira como você trabalha e você remunera os seus empregados e você trata tanto com seus empregados quanto com seu patrão. Você faz isso como um ato religioso. Você faz de um jeito específico porque você é religioso. a maneira como você e lida com a sua família, você vai lidar com um jeito específico, porque nessa nesse ato é um ato religioso. Na sua sexualidade, na sua na na forma como você faz todas as atividades do dia a dia, você faz de um jeito específico, porque aquilo é um símbolo, é um ato simbólico de expressão da sua religiosidade, do seu relacionamento com Deus, né? Então, é dessa forma que eu acho que faz sentido a gente enxergar Levítico 11. Levítico 11 mostra que o ato mais básico de subsistência do corpo humano que todo mundo faz, independe da crença, independe de onde vive, da da raça, da religião, da idade, nesse ato mais básico, você faz de um jeito específico para demonstrar seu relacionamento com Deus, para reconhecer que ele é o quem te sustade, eh, e reconhecer que ele é o doador da vida, que ele é um Deus santo e você tem a intenção de ser parte de um povo santo também, né? Eh, é isso. Bom, é isso que eu entendo, né? Bom, aí voltando aqui, só para concluir na questão de Jesus, né? Quando Jesus fala sobre isso, é interessante porque Jesus fala de uma questão que não é uma questão de Levíticos 11. Porque o que Jesus está questionando ali, o que os caras estão questionando é que, pô, eles estão comendo pão sem lavar a mão. Isso nem é uma regra de Levítico 11, entende? E Jesus falar: "Não, isso daí não deixa ninguém puro, isso não faz diferença, entende? Eh, Jesus em todos os textos, eh, se tem um princípio do Antigo Testamento que Jesus meio que passa por cima é a pureza ritual. Então, por exemplo, a mulher que tinha o fluxo de sangue, de acordo com o Levítico, é uma mulher impura e ela não pode tocar ninguém que alguém vai se tornar impuro e ela toca em Jesus e ela fica curada. Deve falar: "Só fé te salvou, vai em paz". Jesus não fica impuro, ele é imune à impureza ritual, entende? Porque existe em Levítico essa questão da impureza ritual. Qualquer dia a gente pode falar sobre isso, né? Também tem várias camadas simbólicas interessantes aí. Mas basicamente a regra é: se você toca em algo impuro, você fica impuro. Se você toca em uma coisa santa, você não necessariamente fica santificado, mas se você toca uma coisa impura, você vai ficar impuro. São poucas coisas que são consideradas santíssimas, que tudo que tocar nela vai ficar santificado, né? o o altar, por exemplo, no santuário. E o que é interessante é tudo que toca Jesus se torna santificado e Jesus nunca fica impuro com em nada que ele toca. Você vê então o que que o texto bíblico quer dizer com isso? Jesus é um é sagrado como o altar de sacrifícios do santuário. Eh, então, quando Jesus fala da alimentação, ele tá falando muito mais de uma tradição que não é bíblica. Ah, você tem que lavar a mão na hora de comer pão. Isso nem tá na Bíblia, né? É bom lavar a mão, é ótimo. Lavem a mão, né? Isso é uma questão de saúde, né? Inclusive, isso é uma questão de saúde muito mais do que comer camarão, [risadas] né? Isso é bem estabelecido, que se você lavar a mão, você tem uma longevidade maior, você evita uma peste negra que matou um terço da humanidade da época. Eh, mas eh isso é uma o ato de lavar a mão em si dentro daquele contexto era uma tradição dos fariseus. Eles estavam querendo impor isso como uma regra de pureza. E Jesus fala: "Não, não é uma questão, não é essa questão." Inclusive, você não fica puro por comer. Eh, é o que sai da sua boca que te que que que que torna o homem puro, não que entra, né? Então, você tem que cuidar muito mais com a sua religiosidade do que com essas ações mecânicas e tal. Então mesmo essas leis de alimentação que eu sigo, esse ato de Jesus é um alerta muito severo para que isso não se torne só um ato mecânico e destituído do significado. Porque quando isso acontecer, meu amigo, não faz diferença. Para Deus, isso não faz diferença. todo aquele sistema sacrificial que Deus estabeleceu, ele chega lá no final do livro de Isaías, fala: "Meu amigo, aliás, no final, né, no capítulo 1 e no capítulo 66, no começo e no final do livro, ele tá falando: "Meu amigo, isso daí me causa até um pouco de embrulho no estômago. Esse monte de sacrifício que vocês estão fazendo, isso não faz nenhum sentido. Isso é uma maluquice, né? Deus estabeleceu, mas ele olha para aquilo de uma forma assim, isso é abominável para mim. Não é isso que eu quero. Não é, eu não quero matança de bicho. Eu quero que nesses atos vocês entendam isso de uma forma espiritual, isso mude a vida de vocês, né? Então esse alerta de Jesus é mais importante do que seguir as leis alimentares em si, né? Eu acho que esse é o esse é o ponto. Aí ele até comenta aqui, é o mesmo, eu tive o mesmo entendimento sobre a as leis de alimentação, santidade, não somente saúde. Por isso, sigo crendo na relevância dessas ordenanças para além de somente uma pureza ritual ou saúde física. Exato, né? Eh, e penso assim, especialmente porque o sábado também passa pela mesma leitura semelhante, acima de tudo, uma santificação, não meramente o descanso físico e útil, como disse o reel de maneira lindíssima. Isso, exatamente, né? Exatamente. O sábado também é isso. Você, o tempo que você tem, você usa seu tempo de um jeito específico para você manifestar sua religiosidade no tempo que você tem de vida. Eu paro uma vez por semana, entendo como um tempo sagrado, porque eu tô reconhecendo o meu relacionamento com Deus. Eu tô manifestando a minha religiosidade, né? Eh, o eu tô manifestando que o meu reconhecimento de quem é Deus que me deu o meu tempo e a minha comida, né? e a minha vida e os meus amigos e a minha família e tudo. Bom, vamos lá. Será que vai dar tempo? Ã, o Flávio até coloca aqui, tendo vista que a a Bíblia condena a comunicação com os mortos, como se compreende o evento da transfiguração de Jesus em que Elias e Moisés são vistos pelos apóstolos, como explicar a um espírita. Mas logo embaixo, Ada coloca aqui, Elias não morreu, foi arrebatado e Moisés morreu, mas foi ressuscitado, conforme diz a Bíblia. Isso é Jesus. Eh, nesse episódio da transfiguração, Moisés e Elias, pô, Moisés e Elias são figuras muito importantes na Bíblia, eles têm um símbolo importante. Eh, o Antigo Testamento termina com a perspectiva da união de Moisés e Elias lá em Malaquias, capítulo 4. Eh, lembrai-vos da lei de Moisés. eis que enviou diante de vocês o profeta Elias e tal, eh, porque eles eles representam muitas coisas, mas além de muitas coisas que eles representam, o apocalipse, o livro de Apocalipse, acho que capítulo 11, se eu não me engano, que fala das duas testemunhas também é uma referência a Moisés e Elias. Eles também significam, além de muitas coisas, a ideia daqueles que que são levados ao céu sem passar pela morte, como é o caso de Elias. daqueles que são levados ao céu depois da morte, que é o caso de Moisés, né? O livro de Judas no Novo Testamento fala que o corpo de de Moisés foi eh disputado entre Jesus e Satanás, né? Eh, o que leva a ideia de que ele foi levado aos céus, né, e ressuscitado. Eh, e por isso que ele aparece na transfiguração de Jesus, né? Eh, então Moisés e Elias seriam duas pessoas que estão vivas hoje, vivem com Deus hoje, né? Um passou pela morte, outro não, né? E eles aparecem ali na transfiguração. Eh, a Roselia até pergunta: "O que vai acontecer depois do milênio de Cristo?" Nossa, Roselia, essa é uma pergunta tão complexa, tão cheia de coisas. A gente pode falar de Apocalipse uma outra hora que eu vi que também aqui no finalzinho o Melk até perguntou como interpretar o livro de Apocalipse. A gente vai falar uma outra hora, porque essas são perguntas muito complexas. É muita coisa para se falar. Muita coisa para se falar. Eh, o Melg também pergunta: "Você acred o que você acredita sobre o profetismo nos dias atuais? Pode me dar exemplos? Eu acredito que é possível ter profetas nos dias atuais, Melk. Eu acho que, pelo que eu leio no texto bíblico, me dá a entender que sim, nos últimos tempos vão ter profetas, vão ter pessoas tendo visões. Os jovens terão as visões, seus velhos terão sonhos e tal, eh, e vão ter profetas nos últimos tempos. me dá isso. Eu entendo sim. Eh, o Eduardo fala: "Vi um canal chamado A vida é um xadrez que defende a poligamia. Um dos argumentos é que se a poligamia fosse pecado, Deus não toleraria, como diz, já que as regras eram eram rígidas no Antigo Testamento. Então, Eduardo, tem um jeito facinho de quebrar esse argumento. Divórcio. Eh, o divórcio, apesar de não fazer parte do plano de Deus, e isso é um argumento que Jesus faz lá em Mateus 19, não é o ideal de Deus. Deus não queria que isso acontecesse, mas ele tolerou. Ele tolerou. Ele tanto tolerou que isso foi colocado no texto bíblico. Porque o as pessoas perguntam: "Ah, Moisés permitiu que vocês divorciassem?" E Jesus fala assim: "Ele permitiu por causa da dureza do coração de vocês." Não era esse o plano de Deus lá no princípio no Éden. Mas sim, Jesus permite, Deus permite coisas, inclusive estabelece isso no texto bíblico, e isso que é o difícil da Bíblia, que não são a intenção, não são o ideal divino. Nem sempre o que está no texto bíblico é o ideal divino. ou por ou por acaso o extermínio dos midianitas é o ideal divino. É pra gente sair e fazer um genocídio com o povo. Mata os homens, mulheres, as crianças, os animais, não é? Então, e a ideia de que Deus eh eh se fosse pecado, Deus não toleraria. Se Deus não tolerasse em certa medida do pecado, ninguém existia, né? Claro que ele tolerou. tolera hoje, tolerou no passado, na Bíblia recheada de exemplos, né? Eu vou ler só mais essa pergunta do Caio Messias e eu vou falar sobre o que eu ia falar hoje. Roney, você percebe que há uma supervalorização do texto bíblico e ele coloca entre parênteses, forma em detrimento a sua mensagem. Até que ponto só a escritura pode deixar de ser saudável? Que fique claro que quando eu falo eh em forma, eu não me refiro à estética ou enquadramento do texto. Acho isso super interessante serado na Bíblia. Eu acho, eu acho que esse é um, é um, é um tema complexo, viu, Caio? Eu acho que tem questões sensíveis aí, porque se por um lado o texto bíblico não é suficiente, no sentido de que você pode ler o texto bíblico inteiro, ser um grande conhecedor do texto bíblico e e declarar que você que ele define como a sua vida deve ser vivida e ainda assim não ter relacionamento nenhum real com Deus, né? Por outro lado, sem o texto bíblico, uma vida religiosa é complicada, porque aí vem a pergunta: você é fiel a Deus? Mas de que Deus você tá falando? Quem é Deus? E o que que você você tem um relacionamento com Deus? Que tipo de relacionamento? Eh, o que que Deus quer e o que ele não quer? Então, eu sou reticente, por exemplo, ah, como que é? O Caio Fábio fala muito disso, não, porque é uma idolatria do texto bíblico e tal. E Jesus é muito maior que o texto. Oi. Jesus é muito maior que o texto em si, sem dúvida. Mas sem o texto eu não sei quem é Jesus. Fica subjetivo. Cada um acha uma coisa diferente. Então o texto é uma revelação divina. Na minha compreensão, é uma revelação divina. Mas ainda assim, apesar de ter um um elemento, digamos assim, objetivo, é o mesmo texto para todo mundo, também tem uma subjetividade. Cada um vai entender o texto de uma forma um pouco diferente. Então eu entendo sim que existe uma questão de que não é só o texto em si, tem uma questão espiritual que vai além do texto que é mais importante, é mais importante que não vai acontecer sem o texto, mas o texto é necessário, mas não é suficiente, entende? precisa de uma coisa mais, precisa de uma de uma de uma de uma sinceridade de coração para quem é religioso, que você não vai conseguir isso só no texto, só lendo o texto. Sem isso não existe espiritualidade. E só com isso você vai ser uma pessoa com uma espiritualidade perdida, porque você não sabe que Deus você adora. É, é a velha história que o pessoal fala, né? O Deus que você cria sua imagem em semelhança, né? Que é uma coisa muito comum hoje, né? Ah, eu acredito em Deus, mas eu acho que Deus é um é a harmonia do mundo. Ah, eu acredito em Deus, mas eu acho que Deus é a força interior. Ah, eu acredito em Deus, mas eu acho que tá, você acredita em Deus como um ser superior, mas você Mas esse Deus, ele é só o que você acha. Ele tá Ele tá limitado ao a sua opinião. Ele tá limitado ao que? ao seu conhecimento, a sua perspectiva das coisas, entende? Então, a Bíblia deveria ser uma forma de Deus ir além dessa dessa dessa nossa perspectiva pessoal e individual sobre o que que a gente acha que Deus é, não tá lá revelado. Deus é aquilo. Ainda tem um espaço para uma individualidade, porque cada um vai entender de um jeito diferente, mas é mais do que aquilo. Então, eu entendo o que as pessoas querem dizer, que Jesus é mais do que a Bíblia. é mais do que a Bíblia, mas a gente só consegue entender o que é Jesus através da Bíblia. Então, apesar da Bíblia ser extremamente importante, ela é fundamental, ela é ela é necessária, também necessária até certo ponto, né? Não quer dizer que quem não teve a Bíblia não teve relacionamento com Deus, mas sem a Bíblia se causa muita confusão, mas ela não é suficiente. Ter a Bíblia não é o suficiente. Estudar a Bíblia, querer viver de acordo com a Bíblia, não é isso que é a religiosidade bíblica, né? Você precisa de uma sinceridade em realmente querer buscar, né? Eh, como Jesus fala, buscai e achareis. Então, Deus tá em busca do homem. as pessoas que estão de verdade mesmo em busca de Deus, Deus encontra elas. Eh, eh, e o texto bíblico devia fazer parte dessa equação, mas nem sempre faz, infelizmente. Eu sei que não é uma resposta tão clara e objetiva, mas acho que essas questões são assim, elas são difíceis, gente. Eu não vou falar, não vou continuar o que eu tava na semana passada, não. Eu vou deixar paraa semana que vem, tá? Eh, porque já são 15 paraas 10 e esse assunto que eu ia falar, ele é um pouco mais estendido e o papo tá bom aqui. Eu não quis parar de falar com vocês, não. Eh, então vou continuar lendo aqui os comentários de vocês e vou falando aqui, comentando sobre o que que vocês estão falando, tá? Eh, com relação ao comentário sobre Elias, é bem provável que ele não foi arrebatado como por exemplo foi Enoque. Diz aqui o José Lima. Eu não sei exatamente o que você quer dizer, José Lima, se por arrebatado você tá falando de um jeito específico, né? O texto bíblico diz que Elias subiu aos céus, né? Eh, aliás, a gente sempre fala que ele sobe ao céus numa carruagem de fogo, não aparece uma carruagem de fogo e ele sobe aos céus num num tornado, acho uma coisa assim, né? Mas isso é só detalhe, isso não é importante. Mas eu não sei exatamente o que você quer dizer com essa palavra, José Lima. Mas de qualquer forma, a ideia é que sim, ele foi tomado por Deus. Ele subiu aos céus, né? A gente não tem o texto bíblico a morte de Elias. Tanto que no final, no Antigo Testamento, esse texto de Malaquias fala de uma expectativa da volta de Elias e virou uma tradição dentro do judaísmo. Até hoje os judeus acreditam que o profeta Elias literalmente ele vai voltar pra Terra antes da vinda do Messias. Porque Malaquias fala: "Eis aí vos enviou o profeta Elias e tal". E novo testamento tem toda aquela interpretação de sendo João Batista, mas também tem uma outra ideia de Elias, uma coisa super interessante, a gente pode ver depois um dia. Eh, mas de certa forma sim, ele foi arrebatado, mas dependendo do que você quer dizer com essa palavra, eh pode ser que não. Aí o Kelvin coloca aqui. Eu tive mesmo. Ah, tá. Eu já li isso daqui. Aí tem games, trilhas e canções. Boa noite, meu amigo. Acompanhe seu trabalho há um bom tempo e gosto muito como você pensa sobre certos assuntos, principalmente no VT, no Velho Testamento. Gostaria de saber, você tem alguma descendência israelita? Eh, então, o pessoal pergunta isso porque eu gosto muito de falar sobre judaísmo, né? Eu tenho aqui uma conversa que eu tive com o Rabino, né, com o o Iir. Eh, eu gosto, eu li muito sobre o assunto, é uma das coisas que eu mais li dentro do contexto bíblico. Eh, então eu e as pessoas, né, me perguntam se eu tenho alguma ascendência. e tal. Existe uma suspeita de ascendência na minha família, de ascendência judaica, mas de qualquer forma, mesmo se ela se confirmasse, eu não cresci em tradição judaica nenhuma. Então, eu não me considero judeu. Eh, o judaísmo foi aprender sobre o que é judaísmo depois, quando eu era adulto, né? Então, eu não me considero judeu, né? Então, é, talvez possivelmente exista aí uma uma descendência, o pessoal disso, mas não sei, não sei. É difícil confirmar essas coisas e eu não me considero porque eu não, minha tradição na minha família não foi essa, entende? Eu acho que isso é o mais importante. Não responde muito a pergunta, né? Mas de qualquer forma, por ser cristão, eu acho eu me considero como eh como parte da descendência espiritual de Abraão, vamos dizer assim, de acordo com Gálatas, né? Eu eu me sinto como parte de um do povo de Deus também, né? Assim como os judeus também fazem parte desse povo de Deus, eu também faço parte do povo de Deus, assim como eles. A gente faz parte desse grande Israel, de desse todo Israel, desse todo Israel. Eh, eu não vou dizer que é um Israel espiritual, porque normalmente essa expressão é usada para falar, não existe o Israel real e o Israel espiritual. Israel real foi rejeitado por Deus e tal. Agora só tenho eu não acredito nessa teologia da substituição, mas eh mas eu acredito que existe um povo de Deus e que a Bíblia usa às vezes a expressão Israel de forma genérica para esse povo de Deus em todas as épocas, em todos os lugares. E os judeus fazem parte desse povo também, né? Mas existem outros de vários lugares, né? Rumel que coloca aqui: "Obrigado. Quando você citou o Joel, eu fiquei muito curioso com uma dúvida. Como interpretar a literatura profética da Bíblia hebraica, tendo em vista o Novo Testamento e as promessas para Israel?" É, Melk, essa é uma questão difícil porque vai depender do texto. Tem textos que você consegue fazer uma relação direta com a vinda de Jesus, com o o reino, o reino messiânico depois da vinda de Jesus, estabelecido por Cristo e tal. Tem textos que não. Então, eh, eu entendo eles de uma forma mais livre. Por exemplo, muitas descrições que se tem do lá no final do livro de Isaías sobre o retorno do exílio vão ser retomadas, vão ser citadas literalmente no no livro do Apocalipse, como se referindo a a a ao reino de de Deus instaurado na Terra depois da vinda de Cristo. Mas ao mesmo tempo ele tem elementos que parecem falar de um de um de um reino israelita meio meio messiânico. Existe uma mistura no texto quando você lê fala dos judeus na terra e as pessoas falando, pegando eles pelos sitsit, né, pelos por essas essas tranças nas pontas das vestes. Fal, ah, eh, eu quero conhecer sobre Deus, você vai me ensinar e tal. eh, dando uma intenção mais nacional de Israel, da nação antiga Israel, né? Eh, do que do que o Novo Testamento parece tá querendo dar um enfoque. Então, é difícil você teria que pegar, falar. Eu acho que cada texto tem uma forma diferente, mas eu acho que não tem um um uma chave a chave hermenêutica, o pessoal costuma falar, não existe um um pensamento, um um método só de você interpretar todos os textos do Antigo Testamento, tendo tendo em vista o Novo Testamento, né, o da Bíblia hebraica, que que é um termo, acho que até mais apropriado. É como não tem, eu acho que não tem um um jeito só de entender todos os textos da Bíblia hebraica e da perspectiva do Novo Testamento. O pessoal vai falar de Jesus como chave hermenêutica. Eu entendo essa expressão e eu acho que a revelação de Cristo é a revelação que dá o grande sentido da Bíblia. Entendo isso. Por outro lado, como você fala que Jesus é a chave hermenêutica do Antigo Testamento, quando você vai ser mais um um pouco mais técnico, um pouco mais específico, você vai perguntar: "Tá, mas de que texto estamos falando?" Porque Jesus não necessariamente é a chave hermenêutica de todos os textos que existem no Antigo Testamento, né? Na Bíblia hebraica. Às vezes tem textos que não é Jesus que que que vai elucidar o significado desse texto, né? Eh, então, sei lá, eu gosto muito do livro de Eclesiastes. Tem passagens do livro de Eclesiastes que não, você para você entender elas, você tem que ler o texto, o livro inteiro e tal. Não, não é Jesus que vai dar uma compreensão diferente sobre ela, né? Então, Jesus é a chave hermenêutica, eu entendo, sobre as questões de salvação do Antigo Testamento, o sobre o relacionamento de Deus e acho que principalmente sobre qual é o real caráter de Deus. Porque você pode entender muitas coisas sobre qual é o caráter de Deus quando você lê a Bíblia, o Antigo Testamento, né? E Jesus é a maneira correta de se entender qual é o real caráter de Deus. Um Deus misericordioso, bondoso, eh que tem como objetivo salvar a humanidade, tá disposto a se entregar para salvar, né? A entrega para salvação é parte essencial do caráter de Deus. E Jesus é uma chave hermenêutica nesse sentido, mas nem todo texto do Antigo Testamento você pega um verso específico de Provérbios. Então você precisa de Jesus para entender esse provérbio aqui com maçã de ouro e salva de pratos. N assim é a palavra dita ao seu tempo. Não, não necessariamente. Talvez Provérbios 8 seja Jesus seja importante para entender, mas outras passagens não necessariamente, né? Eh, então é difícil. teria que ver cada verso. Cada verso tem um, cada profecia diferente tem uma perspectiva diferente vista da perspectiva do Novo Testamento. Agora, as promessas para Israel, né, é difícil, como eu tava falando no Antigo Testamento, parece dar a a entender que existia um plano de que Israel se restaurasse. Talvez seja isso que Paulo se refere lá em Romanos 9 a 11, que é a expectativa de que Israel fosse restaurado na volta do exílio e que a partir dele você tem o plano de Deus se concretizado através daquele povo pro resto da história da humanidade. Então, eh, quando Paulo vê que os judeus não estavam aceitando a Jesus como Messias, ele fala: "É, então eh não era isso que a gente esperava. A gente não tava esperando isso porque pelo Antigo Testamento a gente tava entendendo que eles iam aceitar Jesus como Messias, iam dar essa continuidade desse povo de Deus. Mas não é isso que acontece. Então depende das passagens, né? a a as promessas para Israel, elas podem ser cumpridas nessa perspectiva de Israel, não como uma descendência física, mas como se referindo ao povo de Deus em toda a história da humanidade ou em algumas em algumas passagens, sim, se referindo aos aos descendentes físicos de Abraão, aos judeus, sim, como algum papel a se ter no futuro, mas isso não é muito claro, especificamente na Bíblia, né? Alguns vão atribuir funções aos judeus no final dos tempos. Eh, e aí tem toda aquela ideia eh do enaltecimento do desse Israel moderno. Quando eu tô falando de Israel, tá, gente? Não tô falando do país Israel moderno, né? Né? Mas nesse caso, você vê, muitas igrejas têm a bandeira do país moderno de Israel e lá porque eles entendem o Israel como um cumprimento das profecias. Mas não tem uma profecia específica na Bíblia que fala eh dess desse país de Israel hoje e tal, mas aí tem uma corrente no protestantismo entre os evangélicos que entendem que Israel eh Israel no sentido os judeus, os judeus, os descendentes físicos de Abraão, os judeus. Eh, e isso, isso materializado na figura do Estado moderno de Israel. Eh, eles vão estar na terra, vão ser o povo de Deus durante o milênio, que é uma pergunta que apareceu aqui um pouco mais para trás. eh tem toda uma uma uma um conceito aí de uma de uma visão de se entender as profecias, que é muito comum no meio evangélico, né, que é o dispensacionalismo e tal, que entende que os os cristãos, o povo de Deus vai, os cristãos, povo de Deus vão ser arrebatados, mas o povo de Deus, judeus vão continuar na terra por 1000 anos e eles vão estabelecer o reino de Deus e tal. Então, é toda uma maneira de se entender as profecias que não é a minha maneira, eu não concordo com essa maneira, né? Mas tem essa maneira. Isso acaba influenciando muito o jeito das pessoas eh viver viverem hoje, né? Verem a Bíblia hoje, né? Por isso que tantas referências ao judaísmo dentro de igrejas hoje em dia. E aí o José Leima coloca: "Existe uma carta enviada ao rei Georão depois do Advento da carruagem de fogo". no Novo Testamento não fala do arrebatamento de Elias, como fala, por exemplo, sobre Enoque. Eu teria que dar uma estudadinha para entender melhor, José, essa parte aí, até onde eu sei, tem essa ideia de eh de que não tem a morte de Elias no Antigo Testamento. Ele subiu aos céus, né? Depois não conheço essa carta de orão. Vou vou precisar dar uma lida, vou dar uma olhada, gente. É isso. Então, 5 paraas 10. Comentei da pergunta que eu tinha visto durante a semana, que acho que vale a pena comentar aqui, né, da do Jesus histórico. A gente conversou bastante, foi bacana. Pelo jeito, hoje o som ajudou, eh, o microfone não me deixou na mão. Mas também tem uma coisa que eu percebi, né? Não adianta eu ficar com o computador, é que eu eu trabalho no computador. Aí quando vai chegando na na sexta à noite já deixo o computador ligado do trabalho, que já ficou o dia inteiro ligado. Às vezes eu até deixo uma coisa renderizando, que eu trabalho com animação, coisa assim. Às vezes o computador tá ligado desde quinta-feira e aí aí é capaz da dar problema mesmo. Então hoje eu fui mais espertinho, desliguei o computador e tal, ficou um tempo desligado. Aí depois eu liguei, testei aqui o microfone, as coisas pra live para ver se tava tudo OK e aí funcionou. Vou tentar manter isso, tentar lembrar de fazer isso. Tenho que criar um protocolo pra live aqui. Eh, sempre quando for fazer a live, eu tenho que desligar o computador, ligar de novo, reiniciar, ver se tá tudo conectado e tal. Tem que lembrar dessas coisas, né? Porque na minha cabeça vai tudo rapidinho. Aí o Caio Messias falou aqui, eh, entendi a resposta, agradeço dessa que ele tava falando de a supervalorização do texto bíblico, né? É, então tá bom, gente. Então, obrigado aí por me fazerem companhia aí. Eh, tá bom. Deixa eu ver mais essa mensagem que o Caio colocou. fazendo apenas um adendo. A minha indagação sobre a preciosidade da mensagem frente à escrita foi movida porque quando estudo sobre a igreja primitiva e patrística também, eu tenho a impressão de que eh diz aqui o Caio e aí ficou em aberto esperando uma nova mensagem aqui de que se dava uma importância maior à vida comunitária, o testemunha e a tradição oral. Mas entendo que é a Bíblia que nos permite o contato com Jesus e os ensinamentos divinos. Exato, Caio. É, tem uma questão aí que quando a gente tá lendo sobre como era a igreja no Novo Testamento, como você sabia quem era Jesus e o que que ele ensinou e o que ele não ensinou? Você perguntava pro João, o João, discípulo de Jesus, no caso, você perguntava pro pro Pedro, eles estavam lá, né? Eh, eles ouviram diretamente de Jesus. Então, a própria escrita do Novo Testamento aconteceu com essa preocupação de que as pessoas que conviveram diretamente com Jesus estão morrendo e se ficar só no boca a boca, daqui a pouco ninguém mais sabe o que que Jesus falou e o que que não falou. Então, se começa a a conservar as cartas que Paulo mandou para as igrejas, eh, a se tenta registrar essas histórias na forma de evangelhos e tal. Eh, porque essa, até você colocou aí até pelo distanciamento temporal. Exato. Porque essa, esse distanciamento começa a aumentar. Então, para você saber o que que você acredita e o que você não acredita, eh, acaba surgindo a necessidade de um texto escrito que todos compartilham do mesmo texto, né? Todos partem do mesmo texto, né? Então, realmente se dava, não se dava uma import, porque é que tá, a gente leu o Novo Testamento e no Novo Testamento não existia Novo Testamento, entende? Na época do Novo Testamento não existia Novo Testamento. Então eles ainda se reuniam para estudar as palavras da lei. Eles ainda se reuniam para estudar o Antigo Testamento. Tanto que eh na carta a as epístolas pastorais, né? É a carta a a ah ai gente, como fugiu aqui? Epístolas pastorais. Não é título nem Flemon, é a outra. epístolas. Ah, já lembrei. Timóteo, né? Nas cartas de Timóteo, por exemplo, ele fala: "Não, eu fui ensinado nas escrituras e tal, não se esqueça disso, esses são os fundamentos e tal". Então, a a a leitura do texto bíblico, o estudo do texto bíblico continuava na época do Novo Testamento, só que o texto bíblico para eles era o Antigo Testamento. E eles entendiam que agora com a vinda de Jesus, a gente tem que ver o Antigo Testamento dessa perspectiva. Essa revelação em Cristo é uma revelação, é a é a grande revelação de Deus paraa humanidade. Então você tira um pouco o foco, mas ao mesmo tempo você não tem um texto escrito mostrando sobre Cristo. Então, aos com um tempo, esse texto foi sendo produzido e ele foi sendo colocado como também um texto sagrado, né? Engraçado isso, né? Eh, eu acho que Paulo ia ficar de cabelo em pele, ia ficar doido se soubesse que as cartas que ele tava escrevendo para as igrejas ia ser colocado do lado da Torá e falar: "Não, a eles, essas duas esses dois escritos têm o mesmo peso". Eu acho que ele ia ficar doido com isso, né? Mas de fato é isso. Para pra nossa pr pra época que a gente vive tão distante da época de Paulo, eh é interessante, né? Hoje a gente vive mais distante da época de Paulo do que Paulo vivia da época do Antigo Testamento, que de Paulo pro pra época que o Antigo Testamento tá se referindo ali que teria sido escrito, se a gente for levar em consideração a tradição do próprio texto, é um mais ou menos 100 anes de. Crist, né, a época ali de Moisés e tal. E a gente tá a uma distância de 2000 e tralalá, né, de de Paulo, cerca de 2000 anos já. Eh, então, então e essa distância é importante pra gente colocar esses textos um do lado do outro e chamar tudo de palavras de Deus. Faz sentido, mas para Paulo provavelmente ele ia ficar doido se alguém fizesse isso, né? Eh, ele provavelmente não ia considerar a mesma coisa. Curioso, né? Mas é isso, gente. Valeu. Então, obrigado por vocês estarem aqui comigo, me fazerem companhia, eu fazer um pouco de companhia para vocês nessa sexta noite e a gente conversar aí de tanta coisa. É bacana, é bacana fazer live, conversar com vocês. Eh, mas é isso aí. E semana que vem eu eu acho que eu retomo aquilo que eu ia que eu comecei na outra semana, que a gente estava falando dos textos, da diferença entre a religião bíblica e a religião pagã. Eh, eu sei que aquela primeira parte é um pouco mais técnica e tal, mas a gente fala na próxima sobre coisas um pouco mais eh mais práticas, né, sobre implicações dessa parte teórica. Aí o Caio até coloca um uma live sobre a formação do canon bíblico. Seria interessante. A gente pode fazer, pode fazer, mas para frente a gente faz. Vou ter que ler alguma coisinha, mas eu também não quero ser tão técnico. Acho que é legal falar da da formação do do canon bíblico também no sentido de quais implicações, né, dessa do texto do canon bíblico ser formado daquele jeito. Mas é isso, gente. Valeu. Obrigado aí, Caio. O Kelvin já tá falando obrigado pela troca de ideias, mano. É isso aí. Quem era que ia fazer o Enem que falou lá no começo da live? Eh, é o Henrique. Henrique. Então, bom Enem para você no domingo. Bom sábado aí para vocês, gente. Bom descanso aí e até mais.