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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 07/11

Davar Live – 07/11

Davar Live – 07/11

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala, pessoal. Boa noite. Boa noite.
Bem-vindos a mais uma live.
Eh, já começo com aquelas perguntas
básicas para quem tá aí, como é que tá
aí o som. Eu acho que hoje tá OK. Deu
uma olhadinha, fiz uns testezinhos aqui
antes de começar. Parece que tá tudo
certo, mas a gente nunca sabe, né?
Eh,
então vamos aí conversando um pouquinho
enquanto o pessoal vai entrando,
porque tem algumas coisas que eu queria
falar hoje, né, só pra gente saber o que
que vai rolar hoje aqui.
Eh, hoje eu
vou fazer a continuação do que a gente
estava falando semana passada, né?
Eh, e hoje eu também vou falar de uma
questão que uma pessoa colocou nos
comentários essa semana falando sobre
Jesus histórico.
Uma questão que eu acho interessante, a
gente pode conversar um pouco sobre
isso, tá bom?
Então, boa noite aí pro Henrique
Menezes. Falou que som e imagem OK,
maravilha. Ana Carolina Arantes, boa
noite. José Lima Aaz, boa noite a todos.
Eh, então, boa noite aí para vocês,
pessoal.
Eh, deixa eu só baixar isso aqui.
Pronto, melhor.
E
vamos lá, então.
Eh,
deixa eu abrir aqui esse comentário que
eu que eu disse
que eu disse que queria falar sobre ele
hoje.
Eu não sei se eu falo ele logo no começo
ou se eu deixo um pouco mais pra frente,
né? Mas tanto faz. Então, a ideia é
falar um pouco sobre esse comentário
e falar um pouco sobre eh
a gente tinha falado semana passada
sobre o que que é o que que tem no no
monoteísmo, que é diferente de outras no
monoteísmo bíblico, né, especificamente,
que é diferente de outras religiões e
tal. E a gente conversou um pouco sobre
eh o Kaufman, né, o Rescal Kaufman, o
conceito de eh o conceito de reino meta
divino e tal. A gente vai continuar essa
conversa esquisita aí, mas vão ter
outras coisas que eu acho que são vão
ser um pouco mais práticas, mais
bacanas, que vão tocar em outros temas
aqui que a gente
que que a gente comenta de vez em
quando, né? Eu tô já encontrando o
comentário que eu queria.
É só mais um segundinho
aqui.
É engraçado, né? Quando a gente quer ver
o comentário,
ele desaparece.
Não sei mais onde tá,
mas se eu não encontrar, eu sei qual que
era o comentário em si.
Achei, achei.
Eh, bom, vamos lá. Caio Messias, boa
noite.
O Henrique falando aqui, é para
aproveitar a live para ocupar a mente. O
domingo vou fazer o Enem, pô. Boa sorte
aí, Henrique. Aí isso dá uma espirada,
tenta dormir bem
eh o do sábado pro domingo, bebe
bastante água. É aquelas coisas, né?
Dormir bem é a melhor coisa, só que
dormir bem é aquele negócio, né? você
deitar na cama pensando, eu preciso
dormir bem essa noite, pronto, acabou a
noite, você não vai conseguir dormir.
[risadas]
São os paradoxos aí da nossa mente.
Bom, então vamos lá, gente. Já vou então
para esse comentário que eu falei aqui.
Eh,
é um comentário
da RJ Neiva, do RJ Neiva ou da RJ Neiva,
eu não lembro. Eu acho que ela, essa
pessoa tava na, na outra live e a gente
chegou a, eu cheguei a falar com essa
pessoa, não lembro se é um homem ou
mulher. O o nome que aparece para mim é
@rjneiva,
diz o seguinte:
"Eh, gosto do seu canal.
Gostaria que fizesse um vídeo sobre o
Jesus histórico e o seu confronto
dentológico com o Jesus da fé". Eh,
então vamos lá. Eu
eu achei interessante esse comentário
porque
há um tempo atrás eu vi um vídeo, é um
vídeo que tá disponível na internet, é
um vídeo eh da Yel University,
universidade da de Yale dos Estados
Unidos. Eles têm um curso de história do
Novo Testamento
com um professor chamado Martin Dale
e ele comenta sobre esse aspecto. Ele
tem uma aula de Jesus histórico, ele
comenta sobre esse aspecto específico.
Eu acho bem interessante, bem pertinente
o comentário dele, né? Então funciona
mais ou menos assim.
Eh,
a gente a gente tem um fenômeno, um
fenômeno, digamos assim, um fenômeno
histórico, eu vou dizer, que é a vida de
Jesus aqui há 2000 anos atrás. Esse é o
fenômeno histórico que a gente tem.
Então, em relação a esse fenômeno
histórico,
eh, a gente tem um distanciamento. Nós
estamos 2000 anos depois, né? E 2000
anos é muito tempo. Muitas coisas se
perdem em 2000 anos, muitas coisas se
desfazem em 2000 anos,
muitas eh e o que é principal para pra
historiografia, para para
para você fazer uma reconstrução de um
personagem de alguma coisa, o principal
que se tem é o que chama as fontes
históricas, né? E as fontes históricas
elas também se deterioram em 2000 anos,
elas desaparecem em 2000 anos. Então a
gente não tem muita coisa do mundo há
2000 anos atrás, né? 2000 anos é muito
tempo.
Então a gente encara esse fenômeno de
vários pontos de vistas diferentes,
principalmente quando a gente tá falando
de Jesus especificamente,
porque Jesus não é só um personagem
histórico.
Jesus é para muitas pessoas, assim como
para mim também, que sou religioso,
Jesus é uma uma manifestação divina.
Deus se manifestou como um ser humano,
na pessoa num corpo humano há 2000 anos
atrás. E o objetivo disso era eh dar
ensinamentos éticos, era
eh o pessoal tá falando que dava para
subir um pouquinho mais o som. Eu tenho
medo de estourar. Eu vou vou tentar aqui
um pouquinho.
Vamos lá. Será que assim melhora? Vamos
lá. Acho que tá bom. Se eu subir mais,
acho que estoura. Bom, então era fazer
ensinamentos éticos, era restaurar
questões religiosas de Israel.
E do ponto de vista do cristianismo, de
uma tradição que se forma em cima dessa
pessoa, desse fenômeno histórico, eh ele
veio para oferecer a si mesmo como
sacrifício pelo perdão dos pecados da
humanidade, como uma aliança divina
entre Deus e a humanidade, para que
assim fosse possível que a humanidade
fosse redimida do do pecado, né? Eh,
então
esse é esse era o objetivo de Jesus há
2000 anos atrás. Então, quando a gente
olha para esse fenômeno hoje, 2000 anos
depois,
você pode ver esse fenômeno de vários
pontos de vista.
Um ponto de vista é: "Eu quero ser
redimido por Deus e eu quero que esses
ensinamentos éticos façam parte da minha
vida, porque eu acredito que Jesus é
divino, que eu acredito que Jesus é uma
manifestação de Deus". na terra. Eh, e
eu acredito nesse Deus da Bíblia e tal e
todas essas coisas que a gente sempre
comenta aqui nos vídeos. Então, essa é
uma forma de encarar esse fenômeno
histórico, essa pessoa que viveu há 2000
anos atrás.
Então, quando eu penso desse jeito, eu
tô interessado eh nessas questões, o que
Jesus ensinou, o legado que ele deixou e
eu quero fazer parte dessa aliança entre
Deus e o homem que é dado através do do
sacrifício de Jesus na cruz, né? Então,
basicamente resumindo, eh, seria isso,
eh, pelo menos do da maneira como eu
enxergo aqui o cristianismo. E acho que
muitas pessoas
eh o que acontece, você pode ver esse
fenômeno de vários outros pontos de
vista também.
Essa história vai começar
com Espinosa, Baru Espinosa, quando ele
propõe que a Bíblia deve ser lida como
se lê qualquer outro livro.
Então, com as mesmas indagações, com as
mesmas desconfianças,
com os mesmos pressupostos de que quando
você lê qualquer outro livro, isso é
interessante ser uma novidade, porque
até ali na época de Espinosa, a Bíblia
era encarada como um fenômeno religioso
e através da uma revelação divina, é a
palavra de Deus, é uma expressão que
também pode querer dizer muitas coisas e
é através dela que você tem esse
relacionamento com Deus e coisa e tal.
Então você não lê a Bíblia, eu não, eu
como religioso, eu não leio a Bíblia da
mesma forma como eu leio outros livros.
Aqui eu sempre dou o exemplo do Senhor
dos Anéis, que eu acho que é um bom
exemplo. Eu não leio a Bíblia do mesmo
jeito que eu leio o Senhor dos Anéis,
porque Senhor, o Senhor dos Anéis, eu
posso ler uma passagem e falar: "Nossa,
isso daqui não sei se eu concordo com
esse ator, com esse autor, não, com o
que o Token escreveu nessa passagem, não
é isso aqui. Eu não sei se é bem assim,
não. Bom, mas tudo bem, né? Outra época.
a pessoa, as pessoas mudam de de cabeça.
Aqui esse cara viajou, nossa, nada a ver
isso daqui. Ah, aqui é bom e tal. Então,
eu posso ler qualquer livro com esse
senso crítico. Eu devo ler qualquer
livro com esse senso crítico. Em certa
medida, até a Bíblia eu preciso de um
senso crítico, mas ele vai partir de
pressupostos diferentes, né? Então, o
que Baru Espinosa propôs é que a gente
lesse a Bíblia dessa forma. você lê como
lê qualquer outro livro e aí se inicia
toda uma uma outra tradição de estudo da
Bíblia como um fenômeno
histórico, né? Eh, e aí você vai ler a
Bíblia eh com outros pressupostos.
Então, quando você pensa do ponto de
vista histórico, você não tá preocupado
em fazer parte da aliança que Deus
estabeleceu através da morte de Jesus.
Você não tá preocupado em seguir os
ensinamentos éticos de Jesus porque eles
são divinos, né? E nem nada disso. Não é
essa sua preocupação. Você tá observando
esse fenômeno histórico de um outro
ponto de vista.
E qual é o ponto de vista? O teu ponto
de vista é você quer fazer uma
construção historiográfica baseada nas
fontes.
Então o que a gente tá falando aqui da
tal das fontes. O que que são as fontes?
As fontes são tudo aquilo que me dá eh
que me faz eh tirar informações sobre
esse fenômeno histórico, entende? Então,
por exemplo, o Novo Testamento é uma
fonte. O Novo Testamento é uma fonte.
Ele me dá informações sobre esse
personagem histórico. Eu diria até que
no caso de Jesus Cristo, o Novo
Testamento é a fonte histórica mais
importante, a fonte histórica mais
próxima. Só que aí quando você lê o Novo
Testamento, um ponto de vista histórico,
crítico, você vai ler o Novo Testamento
com outras preocupações. Vai ler um
testamento eh eh
tentando reconstruir essa figura
histórica baseada em uma metodologia.
E isso que é talvez o ponto que mais
confunde a cabeça das pessoas. O Jesus
histórico não é o Jesus real, enquanto o
Jesus religioso é uma invenção. Não é
isso. O Jesus histórico é uma
construção. O Jesus histórico não é o
Jesus real. O Jesus real no sentido de o
Jesus que viveu há 2000 anos atrás, ele
viveu 2000 anos atrás e já não tá mais
aqui. Não tá aqui igual a minha mãe tá
aqui. Eu posso ligar para ele e falar
com ela. Eh, não, não é assim. Mesmo
quem é religioso como eu, sabe que Jesus
não é uma pessoa andando na rua hoje em
dia, né? Então,
digamos assim, desse ponto de vista,
ninguém mais tem acesso ao Jesus que
viveu, a pessoa Jesus que viveu há 2000
anos atrás. Você pode pensar do ponto de
vista religioso que você tem acesso a
essa pessoa através de um de uma da
oração, de um ato religioso, mas aquela
pessoa, aquele ser humano, você não tem
mais acesso. Ele viveu há 2000 anos
atrás, né? Eh, então, a o Jesus
histórico não é o Jesus real. O Jesus
real, esse Jesus pessoa, não existe mais
eh do desse ponto de vista que eu tô
falando. Vocês estão entendendo, né? Eh,
o Jesus histórico não é o Jesus real. O
Jesus histórico é uma construção
baseado numa metodologia,
né, que tem a intenção, sim, de se
aproximar o máximo possível do que
deveria ser uma figura histórica,
partindo de um pressuposto metodológico,
de uma metodologia. Então, nessa
metodologia, eu tenho eh eu tenho
princípios, eu não posso cometer eh
anacronismo, eu tenho que ser crítico em
relação às fontes, etc. e tal, né? Então
esse acho que é o ponto que é o que
aquele professor de eu tava falando que
acho que é o mais importante. E eu não
vejo as pessoas falando muito quando se
fala de ler a Bíblia de um ponto de
vista histórico. Tem excelentes canais e
que eu gosto que falam da Bíblia de um
ponto de vista histórico, né? Aquele,
acho que é história estranha, estranha
história. É um canal muito bom. Tem o
Jonath, o Jonathas Matias, acho. Cheguei
a conversar, trocar umas mensagens com
ele lá no começo do canal dele. Ele ele
ele gostava do Tem lá um vídeo antigo
dele que ele comenta do do do nosso
canal aqui, eh, que são pessoas que
entendem muito do assunto. É muito
interessante seguir, mas é bom saber que
eles não estão entendendo esse fenômeno
da mesma perspectiva que eu estou
entendendo. Eles não estão tentando
chegar eh no mesmo objetivo que eu estou
tentando chegar quando eu tô lendo a
Bíblia. Então, esse canal aqui, apesar
de muitas vezes a gente falar sobre
história da Bíblia, a gente só fala de
história da Bíblia com a intenção.
Eh, a gente só fala de história da
Bíblia com a intenção
de tirar conclusões religiosas,
entende? Então não é não é um canal que
tem uma pretensão de ser um canal
histórico, até porque eu não tenho
formação para isso. Eu gosto de
história, mas eu não sou um historiador.
Então eu acho que esse é um um ponto de
vista bom e uma coisa que a gente deve
sempre considerar. O Jesus religioso
é um é é uma compreensão do fenômeno que
aconteceu há 2000 anos atrás, que é a
vida daquela pessoa, daquele ser humano.
Eh, e o Jesus histórico é uma outra
compreensão de outra perspectiva,
partindo pressupostos diferentes e com
objetivos diferentes desse mesmo
fenômeno, que é a vida dessa pessoa que
viveu há 2000 anos atrás, né?
São duas coisas diferentes
e não tem aqui a ideia de que quem é o o
que tá falando Jesus real, quem é o o
Jesus imaginário. Luan é essa questão. A
questão é perspectivas diferentes que
podem inclusive se complementar e se
ajudar
em alguns casos, né? Se não fossem os
religiosos,
se Jesus não fosse compreendido por
muitas pessoas como sendo o Messias,
como sendo Deus encarnado, os
historiadores não teriam acesso a esse
Jesus. Então, as fontes que a gente tem
são fontes de pessoas que acreditavam na
divindade de Jesus.
E ao mesmo tempo, pra gente entender
algumas coisas específicas do que Jesus
tá falando, a gente também se apoia na
na historiografia, no estudo da
história, nessas pessoas que olham para
esses fenômenos
de um ponto de vista historiográfico, de
um ponto de vista de uma construção
metodológica, a partindo de de de
pressupostos eh acadêmicos e e de
princípios de de interpretação do ponto
de vista histórico. crítico, vou dizer
assim, né? Então, é isso que eu penso
sobre tudo isso. Então,
você estudar Jesus de um ponto de vista
histórico crítico, de um ponto de vista
historiográfico,
eh
você pode tirar boas conclusões do que
Jesus fala paraa sua vida ou não, não
faz diferença. Não é esse o objetivo,
entende? Eh, assim como não é o objetivo
de quem estuda a história de de, sei lá,
de Stalin, ele concordar com aquilo e
seguir aquilo pra vida dele, não. Ele tá
fazendo um levantamento histórico. O
objetivo é outro. Eh, enquanto que para
quem é religioso, você estudar o que
Jesus falou e o que que ele ensinou tem
necessariamente como objetivo você se
aproximar o máximo possível desse ideal,
dessa ideia que ele tá trazendo, né? Que
esses que esses ensinamentos façam parte
da sua vida também, né? E que você
aceita Jesus como o filho de Deus
entregue como sacrifício pros nossos
pecados, né? São coisas muito diferentes
o Jesus histórico do Jesus religioso.
Então é isso, essa é a ideia
que eu queria trazer
aqui sobre esse esse tema, tá bom?
Eh,
vamos lá, então. Adriana Maria comenta
aqui da VAR, que saudade. Ah, legal,
Adriana. Faz um tempinho que a gente
voltou aí. Estamos fazendo lives,
estamos soltando uns cortezinhos das
lives. Caio Machado disse que o áudio
melhorou.
Inclusive, gente, ó, por exemplo, essa
semana a gente não teve os cortes das
lives, que é bom também porque às vezes
alguém tem saudade do canal, gosta do
que a gente fala, só que ele não tá a
fim de assistir um vídeo de 2 horas, nem
todo mundo tem disponibilidade para
isso, né? Então, esses cortes, eu acho
que eles são bacanas para isso. Eu pego
temas que eu acho que foram bem
desenvolvidos, que dá para colocar num
vídeo conciso ali. Às vezes é um vídeo
de 5, 6 minutos, às vezes chega até 20,
30 minutos,
mas que a gente consiga colocar um tema
inteiro ali. E eu na live aqui eu já vou
fazendo também falando de temas,
pensando nesses cortes, né? Esse é o que
eu acabei de falar, era um desses
exemplos. Mas essa semana, por exemplo,
não teve cortes, porque eu voltei com as
lives justamente pra gente não precisar,
para eu não precisar parar e planejar um
vídeo como eu tava fazendo, porque eu
tava sem tempo, continuo sem tempo. Mas
aí o que acontece? Depois que eu faço a
live, eu tenho que editar um vídeo de 2
horas, né? Então não me ajudou muito.
Nas semanas mais corridas, na semanas
mais corridas é difícil, né? Pelo menos
quando eu faço isso, quando eu edito o
vídeo, eu consigo tirar ali vários
cortes.
Bom, o FH Batista diz assim: "Boa noite.
Qual o seu entendimento sobre o livro de
Ezequiel na passagem sobre o templo e o
sacrifício? Simbólico, literal, algum
outro? Acho que essa passagem é bastante
difícil de entender.
Eh,
qual seria a passagem específica FH
Batista? Porque assim, o livro de
Ezequiel é um livro que faz tempo que eu
li. Eu não tenho relido ele ultimamente.
Eh, e
eu não lembro de cabeça qual que é essa
passagem. Eu sei que tem a visão do do
templo, né, que o pessoal fala do
terceiro templo, né, que na internet
virou até meio meme nos últimos tempos
aí falando: "Ah, é o anjo historic
biblicamente correto que é mais uma
daquelas rodas da visão de de Ezequiel
sobre o templo, né?
Mas mesmo sem você colocar aqui a
passagem específica,
eu
quero
já me arriscar sobre o uma resposta que
acho que me vem à mente aqui.
A gente já comentou isso uma vez aqui no
canal, acho que mais de uma vez, mas
isso é é legal a gente sempre repetir.
Eu não sou tão fã assim dessa dicotomia
entre literal e simbólico.
Eu não acho que é exatamente uma
dicotomiações para chuva e rajadas de
vento forte nas próxima.
>> É, gente, meu celular tá avisando aqui
que vai ter chuva e vento forte nas
próximas horas.
Pronto, tá no silencioso.
Bom, voltando o tema, eu não gosto muito
dessa dicotomia entre histórico, eh, eh,
entre literal e simbólico.
Eh,
o texto bíblico ele não se dá do nesses
termos no sentido de que ele quer ou só
contar uma história ou ele quer fazer
uma alegoria, uma aplicação.
Não é uma coisa ou outra, né? Eu acho
que é sempre importante a gente ler o
texto bíblico de um ponto de vista
simbólico. E o ponto de vista simbólico
não exclui o ponto de vista literal,
histórico, né?
Ele só coloca que o simbólico é mais
importante que o que o que o histórico,
porque
como eu comentei numa outra hora aqui,
o que aconteceu na sua vida, sei lá, há
10 anos atrás, aconteceu um fato na sua
vida que mudou a sua vida, tá beleza?
Ele é literal ou ele é ou é simbólico? É
literal, aconteceu literalmente na sua
vida, né? Vamos supor, você fez uma
coisa errada e aí você se deu muito mal
e aí uma pessoa falou: "Ó, tá vendo?
Nunca mais faça isso. Você aprendeu
nunca mais fazer isso." A história real
dentro da nossa alegoria, ela é real. É
uma história real. Ela aconteceu de
verdade. Só que ela é simbólica também,
porque
se ela não fosse simbólica, ela não ia
est afetando a sua vida até hoje. Ia ser
só mais uma história, entende? Então, a
Bíblia ela sempre simbólica e a dimensão
simbólica mais importante do que a
dimensão literal histórica. Eh, tanto é
que existem histórias que são eh que são
abertamente, intencionalmente
alegóricas, que não são reais, que são
as parábolas. Porque o mais importante
não é a história em si, a historicidade
em si, mas é o simbolismo. E quando eu
falo o simbolismo, é nesse sentido, é o
que isso significa para você, o que muda
a sua vida, entende?
No caso do livro de Ezequiel, o Ezequiel
é um é um profeta ali do que tá falando
de um contexto, ele vai ter várias
coisas parecidas com Daniel, inclusive
falando de um contexto ali do exílio,
né, eh, da destruição do santuário.
Então ele tem ideias para trazer, ideias
acerca de que o
Deus não abandonou o povo, as promessas
de Deus vão permanecer,
a gente não vai morrer aqui no exílio e
desaparecer, né? Então, por exemplo,
aquela visão dos ossos secos tá dentro
desse contexto, dentro de um povo que tá
em exílio. Izequiel profeta do exílio. A
gente tá na Babilônia. O nosso templo
foi destruído, a cidade foi arrasada.
Eh, e Deus tá falando: "Olha, não se
preocupem, vocês vão nascer de novo. Eu
vou transformar vocês que são só um
monte de ossos secos em pessoas, um
povo, uma nação de novo, né? Então é
nessa perspectiva, esse é um dos temas
principais do do livro de Ezequiel, a
perspectiva da do retorno do exílio. E
nesse sentido, a ideia de o templo
físico ter sido destruído. E ele tá
falando de um templo espiritual que
acompanha eles, onde o próprio Deus eh
tá lá presente, é a ideia importante.
Esse templo físico era muito importante,
tal, ele foi destruído, mas não se
preocupa, porque Deus é mais do que um
prédio.
existe uma ideia espiritual do templo e
que não vai ser destruída, né? Então eu
vejo desse ponto de vista, o ponto de
vista simbólico que não necessariamente
exclui o o literal, mas que o que é mais
importante é qual é a mensagem que ele
tá passando com essa com essas ideias
que ele tá colocando, certo? É isso que
eu penso pelo menos.
Aí o Caio Messias coloca aqui Henrique
Caldeira do Estranha História. É esse
canal mesmo e o João Danta Matias.
Concordo com a velocidade da existência
de Jesus Cristo, mas não acreditam em
sua apoteose. O João não tem a certeza.
Henrique deixa em aberto. Então Caio,
inclusive a gente vai falar sobre isso
hoje, essa essa
essa palavra específica apoteose.
Eh, a gente vai falar mais tarde sobre
ela, né? Mas, por exemplo, eu não sei
nem se eles são teístas, eles acreditam
na existência de Deus. Eh, eu nem tenho
certeza. O Jonathan, eu sei que ele ele
já foi
eh ele já foi crente,
mas crente, eu digo, não sei de que se
ele era eh evangélico, né, mas ele já
foi crente no sentido de crer, já foi
teísta, mas hoje eu não sei mais, né? E
o
Henrique Caldeiro, eu não sei, não sei o
que que ele pensa pessoalmente. E aí que
tá esse isso que é o que faz a
diferença. Esse canal tá baseado no que?
Na minha crença pessoal,
porque eu tô falando de coisas
religiosas como uma pessoa religiosa. Eu
acredito nessas coisas que eu tô falando
e eu falo delas para as pessoas que
acreditam e pessoas que não acreditam
também, mas elas estão vendo uma pessoa
religiosa falar sobre religiosidade, né?
No caso deles, nem é tão importante o
que que eles acreditam pessoalmente,
porque eles estão falando de uma
metodologia, de um método acadêmico,
entendeu? Então, o que importa é se eles
estão sendo fiéis a esse método, se eles
estão sendo e intelectualmente honestos
e tal. E na minha visão estão sim. Eh,
então é um é um objetivo totalmente
diferente. Essa perspectiva histórica é
um objetivo totalmente diferente eh de
uma leitura religiosa, embora possa ter
contribuições, né?
Aí, ah, tá. O FH Batista ainda
complementou aqui a a a pergunta dele de
Ezequiel. Pois se Jesus já foi o
sacrifício verdadeiro, o porquê dos
sacrifícios novamente? Ele vai comentar
aqui mais para baixo. Contudo, eles
servirão no meu santuário como guardas
nas portas do templo e ministros deles.
Elesão imolarão o holocausto e o
sacrifício para o povo e estarão perante
este para lhe servir. Ah, bacana se
trazer já até um verso específico,
porque o que acontece primeiro é a
perspectiva do pós-es exílio, né? O
templo vai ser reconstruído. Ah, eh,
457,
eu acho que é isso. 457 anes de. Cristo.
O ruim de de falar assim em live é que
às vezes tem dados muito específicos e
que eu não tenho. Vou colocar aqui eh
data da re
construção
do santuário
em Jerusalém,
na volta do exílio.
538.
538. Confundi as datas de Daniel lá.
Eh, não, pera aí. É 538. É o decreto
para reconstru reconstrução do
santuário.
Eh,
não é 457 mesmo. 457. É isso.
457 que é o início da profecia das sete
semanas de Daniel, dos 490 anos lá e
tal. É isso mesmo. Então não não viajei
não. Então o que que eu tô querendo
dizer aqui é [risadas]
o
Ezequiel tá falando de uma perspectiva
de retorno do exílio.
O templo é reconstruindo lá em 457. É o
fim do exílio e tal, o retorno para
Jerusalém e tal. Imagina 457 anes de
Cristo. Você tem aí 400 anos até Jesus,
né? e até um pouquinho mais. Jesus vai
morrer ali por volta dos 30 anos, né?
Então você tem aí muito templo ainda,
muito tempo ainda desse santuário, desse
templo,
tendo sacrifícios oferecidos. Então, a
ideia de reconstrução do templo e
sacrifícios sendo feitos nesse santuário
é é importante, até porque a maior parte
do templo esse santuário vá tendo
sacrifícios sendo feitos dentro desse
sistema sacrificial, do ponto de vista
de quem é cristão, né, de um sistema
sacrificial
eh que apontava para Jesus. Com
considerando que depois que Jesus morre,
esse sistema deixa de ter validade.
Embora ele ainda continue por um templo.
Lembra? Até Paulo ainda oferecia
sacrifícios no santuário por um tempo. O
livro de Hebreus, que foi escrito
justamente para colocar essa teologia do
sacrifício de Jesus, ele é mais tarde.
Ele demorou pro pros seguidores de Jesus
entenderem a função da morte de Jesus
como um uma função sacrificial,
substitutiva do santuário, né?
Provavelmente isso acontece assim de
vez, só depois que o santuário é
destruído lá no ano 70, né? Eh, mas
note, né, de 457 até o ano 70,
o santuário tava oficiando com
sacrifícios. Então, provavelmente é isso
que a profecia tá falando. Eu não
conheço muito bem essa profecia, mas eu
até diria que existe uma perspectiva
messiânica aí também. Pode ser que esse
eh, contudo, eles servirão no meu
santuário como guardas nas portas do
templo e ministros dele. Eles imolarão o
holocausto e o sacrifício para o povo e
estarão perante este para lhe servir. O
holocausto, né, o sacrifício.
Provavelmente nessa tradução deve estar
sendo traduzido no hebraico como tendo
um artigo definido também, o holocausto
ou sacrifício. E eu entenderia isso como
sacrifício de Cristo, né? Aí em Ezequiel
44:11, assim a primeira olhada, né?
Seria um texto que esses textos bíblicos
mais específicos é sempre bom parar e
dar uma estudada,
eh, comparar com outros textos, mas
assim, dando uma olhada por cima, é é
para onde me aponta a conclusão desse
texto aí.
Então, vamos lá. Eh,
voltando lá para cima, né?
A gente leu a pergunta do do Caio
Messias. A questão que ele fala aqui do
Henrique Caldeiro do estranho história
Jonathan Matias. Aí o Flávio Fernandes,
é importante para nós conhecer o
contexto em que a Bíblia foi escrita,
pois melhora bastante a compreensão de
alguns temas. Considero que um bom
exemplo é o é o livro O Reino de Ponta
Cabeça de Donald Cribill. Não conheço
esse livro, Flávio, mas eu concordo com
você. É importante.
A Bíblia é um livro difícil e a Bíblia
não é um livro que,
como que eu vou conseguir explicar isso?
Não é um livro que
ele se sustenta sozinho no sentido de se
você nunca ouviu falar de Deus, se você
sentar e ler a Bíblia do cabo a rabo,
você provavelmente não vai entender
muita coisa. muita coisa você vai
entender errada, porque o conhecimento
sobre a Bíblia ele é construído
socialmente, ele é construído em
conjunto, ele é construído
coletivamente, entende? Então, a Bíblia
é a palavra de Deus, mas o conhecimento
sobre a Bíblia é construído
coletivamente.
Eu não peguei li a Bíblia sozinho e tudo
que eu sei, eu sei porque eu li que eu
sou muito inteligentão, não é isso, né?
Eu li bastante sobre a Bíblia. Eu li
sobre o que outras pessoas perceberam no
texto, que às vezes eu não teria nem
capacidade de entender, porque eu não
conheço tão bem as línguas originais
quanto essas pessoas, porque eu não
conheço, por exemplo, contextos
históricos, né, como você tá falando.
Eh, então o conhecimento sobre a Bíblia
é construído coletivamente.
Eh, e a gente se aproveita desse
conhecimento construído, dessa tradição
de conhecimento sobre o texto bíblico.
Sem ela é muito difícil entender. É
muito difícil entender até a mensagem
básica da Bíblia. É, é mais complicada,
né? Porque
eh eu sempre penso na no caso do Etípe.
Eh, gente, será que é isso mesmo? Eu eu
detesto na live quando eu falo isso. É o
Etiop que Felipe foi falar com ele da
interpretação de Isaías. É isso. Deixa
eu ver. Etiop e Felipe falou sobre
a interpretação
de Isaías.
Deixa eu colocar isso, essas
informações.
É só para eu, só para eu falar e ficar
certo, né? Porque se eu for fazer um
corte depois, eu não vou fazer um corte
com informação errada, né? Mas é isso
mesmo, né? É um etiup e nucleo,
um auto oficial.
É isso mesmo, né? Que tava na sua
carruagem. Então vamos lá.
Eu sempre penso nesse caso de Felipe,
que foi falar com o Etípe. A gente, o
texto até deixa meio em aberto. O
espírito levou ele até onde estava esse
etípe. Isso quer dizer o quê? Ele foi
teletransportado ou ele saiu andando e o
espírito foi guiando ele para saber onde
ele tá, onde ele chegar e tal. Não dá
para saber. O texto fala que o o
espírito levou ele, guiou ele até ali
onde estava esse etípe que tava lendo o
livro de Isaías, o a parte, eu não
lembro se era Isaías 53, eu acho que é
isso, Isaías 53, uma passagem
messiânica, ele fala: "Eu não, eu tô
lendo, eu não entendo o que eu tô lendo.
Eu preciso que alguém me explique." E aí
Felipe é levado pelo espírito até lá
para explicar para ele esse texto. Ele
explica, ele entende, ele entende que é
Jesus e tal, né? Então, eu gosto do
exemplo desse texto, é que a gente
sempre ora para Deus nos iluminar quando
a gente lê o texto bíblico, beleza? Mas
a gente vê que na prática eh Deus pode
até nos iluminar, entender melhor o
texto bíblico, mas a forma como Deus
pratica,
eh, o
que o conhecimento bíblico aumente é
através de pessoas,
assim como aconteceu lá nesse caso.
Felipe foi lá pessoalmente falar com
essa pessoa. Então Deus não só mandou
uma mensagem dentro da cabeça do etípe
para ele entender, mas ele mandou uma
pessoa para explicar para ele. Isso é
interessante porque o texto bíblico é
uma fala de uma religiosidade que não é
individual,
é uma individual é uma uma religiosidade
que é coletiva. Então quando as pessoas
falam: "Ah, a salvação é individual". A
salvação é individual no sentido de que
o texto bíblico fala: "Você não vai ser
condenado pelo pecado de outra pessoa".
Mas ao mesmo tempo, a religiosidade, o
seu relacionamento com Deus, ele não é
só pessoal, ele é coletivo também.
Eh, Deus estabeleceu um povo, uma
comunidade de fé para se relacionar com
essas pessoas através dessa coletividade
também. Então, existe sempre essa
perspectiva coletiva da religiosidade
que é importante. Por isso que por isso
que eu vou na igreja, por exemplo, né?
né? Eu sei que às vezes é difícil, eu
sei que temão tem complicações em
relação a isso, eu sei que tem igrejas
que acabam até afastando a gente de Deus
mais do que aproximando e tal, mas faz
parte da tradição bíblica a ideia de
você se relacionar com Deus
coletivamente junto das pessoas, né? Eh,
por isso que eu digo que o a Bíblia pode
ser a palavra de Deus, dada por Deus,
mas o conhecimento bíblico, ele é um
conhecimento construído coletivamente.
A gente aprende sobre a Bíblia lendo a
Bíblia e conversando com as pessoas.
Elas explicam pra gente a Bíblia, a
gente explica a Bíblia para outras
pessoas. A própria ideia de discipulado
que Jesus estabelece e de fazer
discípulos e tal é é dentro dessa
perspectiva, né? Esse reino de Deus que
Jesus vem trazer,
ele é inaugurado com pessoas que se
propõe a coletivamente espalhar essa
palavra, né? Pessoas ensinando pessoas
sobre essas mensagens divinas, né? Eu só
acho uma perspectiva bem legal, né? Eh,
a religiosidade não é só individual, ela
é coletiva também.
Eh, bom, não sei se eu viajei aqui.
Eh, qual que era a parte que Ah, tá. É o
que o Flávio tinha comentado, né? Aí a
Anne Silva coloca: "Boa noite, tem uma
pergunta pessoal que realmente não
entendo. Por que nas igrejas,
principalmente as tradicionais, as
mulheres não têm liberdade? Não entendo
essa teoria de igualdade, só que missões
diferentes.
É, Anne, é complicado isso mesmo.
A gente tem alguns fatores. Eu acho que
um fator cultural aí é importante
também.
Qual que é esse fator cultural?
Primeiro, a gente tem que ver a cultura
que a gente tá. A gente tem que se
perceber dentro de um contexto, de
dentro de uma cultura.
A gente vive dentro de uma cultura e e
eu tô dentro dessa cultura também, tô
junto também, tá bom? Eu não nego essa
cultura, eu faço parte dela também,
concordo com ela, mas eu sei que é uma
cultura que a gente vive, é uma cultura
que tem um valor de que homens e
mulheres
eh tem o o mesmo peso, o mesmo valor e
eles têm as mesmas funções. Não há
diferenças de funções de homens e
mulheres dentro da nossa visão cultural.
E eu acho que tem bons motivos pra gente
acreditar nisso, mas eu sei que isso é
um elemento cultural, faz parte da nossa
cultura. Grande parte da história da
humanidade não foi assim. E na época que
um texto que o texto bíblico foi escrito
também não era assim.
Então, existe uma coisa que é muito
difícil, muito complexa,
que algumas pessoas dizem que não só é
complexa, mas é impossível e nem se deve
tentar fazer,
que é tentar separar
o que que a na Bíblia tá falando que é
uma mensagem divina para nosso tempo e o
que que é contexto cultural,
entende? É muito difícil que essas
coisas se misturam demais, demais.
Eh, ler a Bíblia é um exercício
cultural, porque eu tô lendo histórias
às vezes de um povo nômade do antigo
Oriente Médio, da idade do bronze, às
vezes é muito distante culturalmente da
da gente e é um esforço pra gente
conseguir entender o que que aquela
mensagem significava para aquelas
pessoas
para depois eu transpor o que que ela
deveria significar para mim hoje. Então,
eh, eu lembro de um texto que que um
amigo me passou que fala que a Bíblia é
um é um ex
a a
eh pôr em prática a religião bíblica é
um exercício cultural de mão dupla,
porque você tem que entender aquela
cultura naquela época e depois você tem
que trazer pra sua cultura hoje,
entendeu o significado naquela cultura,
depois entender o significado da sua
cultura hoje, né? Aí tem a ver com o que
a gente falou antes aqui. É bom entender
também de história, entendeu? o contexto
cultural, porque tem algumas coisas que
precisam de um conhecimento específico
de uma coisa cultural para você entender
qual é o significado daquele texto e e
como ele deveria fazer sentido pra gente
hoje, né? Então, dentro disso,
a Bíblia ela foi escrita dentro de uma
cultura,
eh, uma cultura patriarcal, para usar um
termo aqui bem feminista, mas não tem um
termo diferente, né? patriarcal, até no
sentido de que a gente tem os patriarcas
na Bíblia, literalmente, né? Abraão,
Isaque e Jacó, embora Sara, Rebeca, Lei
e Raquel também façam parte dessa
aliança com Deus, né? Eh, mas essa
aliança é sempre evocada em nome dos
patriarcas, o Deus de Abraão, Isaque e
Jacó, porque é uma cultura patriarcal, é
uma cultura que ela tem o patriarca como
uma referência e que tem uma função de
liderança e tal, né?
Então, embora tenham textos bíblicos,
passagens
que dão uma questionada séria nisso e
até uma subvertida nessa nessa nessa
nessa hierarquia fixa da da cultura da
época, né? Como por exemplo o texto de
Juízes 4 ou 5, que conta a história de
Débora.
Eh, e também como a própria história de
eh Abraão querendo ter uma filha com
outra mulher, porque Sara era estéril. E
aí Deus falou: "Não, a aliança é com
Sara também, não é só com você não,
Abraão. É de Sara que vai vir esse
filho. Eu vou fazer esse milagre porque
a Sara tá incluída nessa aliança e tal".
Então, embora a Bíblia ainda questione
um pouco essa essa hierarquia, ela tá
sendo escrita dentro de um contexto onde
era essa a maneira da das pessoas
entenderem a realidade, né?
Então o que acontece é
hoje
as pessoas entendem muitas vezes dentro
de um contexto igreja que a gente tá em
guerra contra uma cultura, uma cultura
eh secular,
o que de certa forma eu até concordo,
mas as pessoas incluem nessa guerra
contra a cultura secular algum algumas
alguns valores que não são valores
contra o a mensagem bíblica, por
exemplo, a valorização da mulher e não
submeter a mulher e o homem a uma função
específica e inquestionável, né? Eh, até
porque historicamente a gente vê que
isso não não faz tanto sentido assim,
né? Eu sou eu sou a pessoa casada, mas
não necessariamente meu casamento segue
funções muito específicas. Minha mulher
não é dona de casa, eu não sou
sustentador. Nós dois somos pessoas que
trabalham, nós dois somos pessoas que
tentam dividir as tarefas e fazer as
coisas em casa, tal, né? Então, não é
esses valores. Eh, ser um bom cristão
não é necessariamente
viver a vida que se vivia no antigo
Oriente Médio. É isso que eu quero dizer
no final, né? E é isso que eu acho que
às vezes as igrejas confundem. E é isso
que eu entendo que faz com que essa
confusão caia também em relação às
funções de mulher e homem, né? Eh, eu
acho que era isso que você tava querendo
dizer, né? As mulheres não têm
liberdades. A teoria de igualdade, só
que missões diferentes. Exato. É a
missão. E inclusive tem uma coisa aí,
eh, Anne, que é curioso porque eu ouço
falar em todo lugar, mas eu simplesmente
não vejo isso na Bíblia, que é a ideia
de que o homem é o sacerdote do lar. Eu
ouço muito isso, mas eu não conheço um
texto bíblico que fala: "Olha, o homem é
o sacerdote da do lar e a mulher não".
Inclusive, essa função de sacerdote na
Bíblia é uma função que no Novo
Testamento é a função de Cristo
e é uma função de todos os crentes ao
mesmo tempo também, né? Então essa
função sacerdotal colocada como uma
figura masculina dentro de casos é muito
difícil, embora a gente tenha textos no
Novo Testamento que falem dessas funções
muito bem definidas, como aqueles textos
de Paulo e tal, né? Qual que é a função
do homem, qual a função da mulher,
mulheres se submiss aos seus maridos,
como, né, como a igreja submissa a
Cristo e tal. Eh,
a gente a gente fala que não, então
esses são valores pra gente trazer hoje
para nossa sociedade. Mas no mesmo
texto, por exemplo, você fala de
escravidão.
Eh, os escravos devem ser submissos aos
seus servos como a Cristo. A gente fala:
"Não, isso daqui é o contexto da época".
É uma coisa contexto da época, mas o
verso anterior não é contexto da época.
É uma mensagem universal. Então, eu não
sei, eu não consigo ver desse dessa
forma esses textos. Não, eu não acho que
a mensagem bíblica de Deus paraa
humanidade é uma função específica e
fechada de uma missão específica e
fechada pro homem e outra paraa mulher
que um tem que mandar no outro e tal. Eu
acho que inclusive a Bíblia estabelece
lá no início que essa hierarquia do
homem sobre a mulher é uma maldição do
pecado e deve ser vista de forma
negativa e que não faz parte do plano de
Deus pra humanidade, né?
Bom, é o que eu entendo, pelo menos eu
sei que muita gente vai discordar, né?
Porque essas questões são complicadas,
que elas tocam em questões bíblicas, em
questões culturais também e hoje em dia
em questões políticas, porque tudo virou
político, né? É, tudo entra na guerra
cultural, mas aí já é outro assunto.
Eh,
aí o Kevin coloca aqui, gente, tem
bastante coisa, vocês estão interagindo
bastante hoje. Vamos ver se a gente
consegue, daqui a pouco eu entro no tema
que eu falei que ia falar.
Eh, aí o Kevin fala aqui: "Oi, Rony, boa
noite, feliz sábado. Recentemente, no
ano bíblico, li as passagens do Novo
Testamento de Jesus falando sobre a
questão da alimentação. Pelo contexto dá
entender que ele fala especificamente da
tradição e não das leis de Levítico 11,
mas fica com uma pulga na orelha sobre o
tema. O que você pensa? Entende que as
regras de alimentação ainda são válidas?
Ou Jesus é literal em abolir os
alimentos?"
É interessante essa questão aí, Kevin.
Kelvin, eh, eu vou falar a minha a minha
percepção e é isso. Sabem que no canal
eu evito falar de temas que são muito
doutrinários, adventistas, mas eu acho
que pode ter uma coisa aqui bacana para
todo mundo, inclusive quem não é
adventista aqui também.
Eh, questão da alimentação na Bíblia
muitas vezes é entendido como uma
questão de saúde. Essa essa questão
inclusive é dessa forma, inclusive que
no próprio adventismo, do qual eu faço
parte eh essa mensagem é falada.
Levítico 11 é tratado como um texto, um
texto sobre saúde. Então você cumpre
essas regras para você ter uma saúde
melhor, né? Eu discordo dessa
interpretação com base no próprio texto.
Em Levíticos 11, a palavra saúde
simplesmente não aparece. A ideia de
você cumprir esses mandamentos para o
seu corpo funcionar melhor simplesmente
é inexistente em Levítico 11. Eh, e ele
dá outra justificativa, ele tem outro
objetivo, né? Então, lá em Levítico 11,
para quem não entende, não conhece bem
esse texto, é um texto que fala sobre
quais animais se deveria comer ou não,
né? É o que os judeus vão falar das leis
de caut, né? Do que que é caer, que que
não é. Eh, que é basicamente é não comer
porco, não comer camarão, que é aquelas
coisas, né? Para resumir as regras aqui,
né? Para ser bem específico, animais
terrestres, o texto bíblico define que
só animais que t o casco fendido e dois
irruminam. E esse ruminar também não é
não é necessariamente um ruminar
científico que a gente entende hoje, mas
é o mexer a boca. É um jeito de mexer a
boca. Tanto que ele fala que o coelho
mexe a boca desse jeito.
Eh,
e
essa essas são as regras para os animais
terrestres, né? Tem que ter o casco
fendido em dois e tem que ruminar
o as os animais eh aquáticos, eles têm
que ter escamas e barbatanas.
Eh, os animais eh as aves não tem uma
regra, você tem que ver lá qual lista de
aves que são proibidas,
né? E alguns insetos, os insetos que
saltam com as patas traseiras, ou seja,
grilo, gafanhoto, tal, você pode comer
de acordo com a Bíblia e outros insetos
não. Aí tudo que se arrasta sobre a
terra não se deve comer. Então,
basicamente é é os animais que eram
oferecidos como sacrifício no santuário,
com a exceção dos insetos, né? eh, que
são animais que Israel poderia comer. E
isso é colocado dentro de um texto de
uma perspectiva que eu acho tão
interessante, tão profunda e que a gente
fala tão pouco. Isso que é isso que eu
acho isso que eu acho triste.
Levítico 11 não tá falando de saúde,
embora possível se fazer uma leitura de
saúde hoje, falar: "Ah, não, olha só, se
você se abster de certas coisas, você
pode ter saúde. você tem que cuidar do
seu corpo. É uma coisa que eu concordo e
tal, né? Não tô falando que eu discordo
da ideia de você cuidar do seu corpo. O
que eu discordo é que o texto de
Levítico 11 tem como objetivo
promover saúde, né? A saúde física do
seu corpo. O texto não fala isso. O
texto vai falar de santidade.
Você vai se abster desses animais porque
vocês são um povo santo, porque Deus é
santo. Ele usa um argumento parecido com
Levítico 19.
Eh, é paraa santidade. Ou seja, isso que
é interessante,
o que que tá sendo estabelecido. E não
só em Levíticos 11, isso daqui é uma é
uma é uma constante no texto bíblico,
principalmente lá nas leis do antigo
Israel.
Existem questões que você estabelece na
sua vida
que são símbolos
da sua aliança pessoal com Deus.
Então, quando você vai comer no ato de
comer, que é um ato fundamental, um ato
básico, primitivo de você, de qualquer
ser vivo, a coisa mais básica que um ser
humano faz é comer.
Quando você vai fazer isso, que é o
básico,
você faz de um jeito específico para
você manifestar no seu ato de comer que
você é uma pessoa religiosa, para você
manifestar no seu ato de comer que você
tem uma aliança com o Deus de Israel.
Entende? Isso é muito bacana, isso é
muito interessante, porque faz com que
na nas coisas mais básicas da sua vida,
nas ações básicas da sua vida, você faça
elas de um jeito muito específico,
arbitrariamente diferente, porque mesmo
se for ver do ponto de vista de saúde,
não, a a regra de um peixe barbatana e e
escâ faz sentido,
entendeu? Por mais que ah não, mas tem o
camarão que come lá no fundo do mar. É,
mas não necessariamente quem come
camarão é menos saudável, sabe, né?
Essas relações que a gente faz tão
diretas
são um pouco forçadas. Então, o que o
objetivo do texto não é para o seu corpo
funcionar melhor, é que no ato de comer,
ao praticar o ato de se alimentar, o ato
básico, você tá reconhecendo
que você é temente a Deus. Você tá
reconhecendo que você só come porque
Deus te dá o alimento. Então, na hora de
comer, eu como de um jeito específico.
Eu eu me absteno de comer coisas
específicas e tal para essa meu ato de
comer ser um ato religioso.
É um ato espiritual o ato de comer,
entende? É por isso que eu sigo essas
regras, né? É por isso que eu sigo essas
regras. Eu e eu não acho que que
eu não prego as leis de Levítico 11.
Vocês têm que seguir essas leis, tal.
Não, para mim elas fazem muito sentido,
muito sentido. Eu sei que para muita
gente não faz, para mim elas fazem muito
sentido. E a gente vê que é uma
constante no texto bíblico que não é só
no ato de comer, no seu ato de comer, no
no da maneira como você trabalha e você
remunera os seus empregados e você trata
tanto com seus empregados quanto com seu
patrão.
Você faz isso como um ato religioso.
Você faz de um jeito específico porque
você é religioso. a maneira como você e
lida com a sua família, você vai lidar
com um jeito específico, porque nessa
nesse ato é um ato religioso. Na sua
sexualidade, na sua
na na forma como você faz todas as
atividades do dia a dia,
você faz de um jeito específico, porque
aquilo é um símbolo, é um ato simbólico
de expressão da sua religiosidade, do
seu relacionamento com Deus, né? Então,
é dessa forma que eu acho que faz
sentido a gente enxergar Levítico 11.
Levítico 11 mostra que o ato mais básico
de subsistência do corpo humano que todo
mundo faz, independe da crença,
independe de onde vive, da da raça, da
religião, da idade, nesse ato mais
básico,
você faz de um jeito específico para
demonstrar seu relacionamento com Deus,
para reconhecer que ele é o quem te
sustade,
eh, e reconhecer que ele é o doador da
vida, que ele é um Deus santo e você tem
a intenção de ser parte de um povo santo
também, né?
Eh, é isso.
Bom, é isso que eu entendo, né?
Bom, aí voltando aqui, só para concluir
na questão de Jesus, né? Quando Jesus
fala sobre isso, é interessante porque
Jesus fala de uma questão que não é uma
questão de Levíticos 11.
Porque o que Jesus está questionando
ali, o que os caras estão questionando é
que, pô, eles estão comendo pão sem
lavar a mão. Isso nem é uma regra de
Levítico 11, entende? E Jesus falar:
"Não, isso daí não deixa ninguém puro,
isso não faz diferença,
entende? Eh, Jesus em todos os textos,
eh, se tem um princípio do Antigo
Testamento que Jesus meio que passa por
cima é a pureza ritual.
Então, por exemplo, a mulher que tinha o
fluxo de sangue, de acordo com o
Levítico, é uma mulher impura e ela não
pode tocar ninguém que alguém vai se
tornar impuro e ela toca em Jesus e ela
fica curada. Deve falar: "Só fé te
salvou, vai em paz". Jesus não fica
impuro, ele é imune à impureza ritual,
entende? Porque existe em Levítico essa
questão da impureza ritual. Qualquer dia
a gente pode falar sobre isso, né?
Também tem várias camadas simbólicas
interessantes aí. Mas basicamente a
regra é: se você toca em algo impuro,
você fica impuro.
Se você toca em uma coisa santa, você
não necessariamente fica santificado,
mas se você toca uma coisa impura, você
vai ficar impuro. São poucas coisas que
são consideradas santíssimas, que tudo
que tocar nela vai ficar santificado,
né? o o altar, por exemplo, no
santuário.
E o que é interessante é tudo que toca
Jesus se torna santificado e Jesus nunca
fica impuro com em nada que ele toca.
Você vê então o que que o texto bíblico
quer dizer com isso? Jesus é um é
sagrado como o altar de sacrifícios do
santuário.
Eh, então,
quando Jesus fala da alimentação, ele tá
falando muito mais de uma tradição que
não é bíblica. Ah, você tem que lavar a
mão na hora de comer pão. Isso nem tá na
Bíblia, né? É bom lavar a mão, é ótimo.
Lavem a mão, né? Isso é uma questão de
saúde, né? Inclusive, isso é uma questão
de saúde muito mais do que comer
camarão, [risadas]
né? Isso é bem estabelecido, que se você
lavar a mão, você tem uma longevidade
maior, você evita uma peste negra que
matou um terço da humanidade da época.
Eh, mas eh isso é uma o ato de lavar a
mão em si dentro daquele contexto era
uma tradição dos fariseus. Eles estavam
querendo impor isso como uma regra de
pureza. E Jesus fala: "Não, não é uma
questão, não é essa questão." Inclusive,
você não fica puro por comer.
Eh, é o que sai da sua boca que te que
que que que
torna o homem puro, não que entra, né?
Então, você tem que cuidar muito mais
com a sua religiosidade do que com essas
ações mecânicas e tal. Então mesmo essas
leis de alimentação que eu sigo,
esse ato de Jesus é um alerta muito
severo para que isso não se torne só um
ato mecânico
e destituído do significado. Porque
quando isso acontecer, meu amigo, não
faz diferença. Para Deus, isso não faz
diferença. todo aquele sistema
sacrificial que Deus estabeleceu, ele
chega lá no final do livro de Isaías,
fala: "Meu amigo, aliás, no final, né,
no capítulo 1 e no capítulo 66, no
começo e no final do livro, ele tá
falando: "Meu amigo, isso daí me causa
até um pouco de embrulho no estômago.
Esse monte de sacrifício que vocês estão
fazendo, isso não faz nenhum sentido.
Isso é uma maluquice, né? Deus
estabeleceu, mas ele olha para aquilo de
uma forma assim, isso é abominável para
mim.
Não é isso que eu quero. Não é, eu não
quero matança de bicho. Eu quero que
nesses atos vocês entendam isso de uma
forma espiritual, isso mude a vida de
vocês, né? Então esse alerta de Jesus é
mais importante do que seguir as leis
alimentares em si, né? Eu acho que esse
é o esse é o ponto.
Aí ele até comenta aqui, é o mesmo, eu
tive o mesmo entendimento sobre a as
leis de alimentação, santidade, não
somente saúde. Por isso, sigo crendo na
relevância dessas ordenanças para além
de somente uma pureza ritual ou saúde
física. Exato, né? Eh, e penso assim,
especialmente porque o sábado também
passa pela mesma leitura semelhante,
acima de tudo, uma santificação, não
meramente o descanso físico e útil, como
disse o reel de maneira lindíssima.
Isso, exatamente, né? Exatamente. O
sábado também é isso. Você, o tempo que
você tem, você usa seu tempo de um jeito
específico para você manifestar sua
religiosidade no tempo que você tem de
vida. Eu paro uma vez por semana,
entendo como um tempo sagrado, porque eu
tô reconhecendo o meu relacionamento com
Deus. Eu tô manifestando a minha
religiosidade, né? Eh, o eu tô
manifestando que o meu reconhecimento de
quem é Deus que me deu o meu tempo e a
minha comida, né? e a minha vida e os
meus amigos e a minha família e tudo.
Bom, vamos lá.
Será que vai dar tempo? Ã, o Flávio até
coloca aqui, tendo vista que a a Bíblia
condena a comunicação com os mortos,
como se compreende o evento da
transfiguração de Jesus em que Elias e
Moisés são vistos pelos apóstolos, como
explicar a um espírita.
Mas logo embaixo, Ada coloca aqui, Elias
não morreu, foi arrebatado e Moisés
morreu, mas foi ressuscitado, conforme
diz a Bíblia. Isso é Jesus. Eh, nesse
episódio da transfiguração, Moisés e
Elias, pô, Moisés e Elias são figuras
muito importantes na Bíblia, eles têm um
símbolo importante.
Eh, o Antigo Testamento termina com a
perspectiva da união de Moisés e Elias
lá em Malaquias, capítulo 4. Eh,
lembrai-vos da lei de Moisés. eis que
enviou diante de vocês o profeta Elias e
tal, eh, porque eles
eles representam muitas coisas, mas além
de muitas coisas que eles representam, o
apocalipse, o livro de Apocalipse, acho
que capítulo 11, se eu não me engano,
que fala das duas testemunhas também é
uma referência a Moisés e Elias. Eles
também significam, além de muitas
coisas, a ideia daqueles que
que são levados ao céu sem passar pela
morte, como é o caso de Elias.
daqueles que são levados ao céu depois
da morte, que é o caso de Moisés, né? O
livro de Judas no Novo Testamento fala
que o corpo de de Moisés foi eh
disputado entre Jesus e Satanás, né?
Eh, o que
leva a ideia de que ele foi levado aos
céus, né, e ressuscitado. Eh, e por isso
que ele aparece na transfiguração de
Jesus, né? Eh, então Moisés e Elias
seriam duas pessoas que estão vivas
hoje,
vivem com Deus hoje, né? Um passou pela
morte, outro não, né? E eles aparecem
ali na transfiguração.
Eh,
a Roselia até pergunta: "O que vai
acontecer depois do milênio de Cristo?"
Nossa, Roselia, essa é uma pergunta tão
complexa, tão cheia de coisas. A gente
pode falar de Apocalipse uma outra hora
que eu vi que também aqui no finalzinho
o Melk até perguntou como interpretar o
livro de Apocalipse. A gente vai falar
uma outra hora, porque essas são
perguntas muito complexas. É muita coisa
para se falar. Muita coisa para se
falar.
Eh, o Melg também pergunta: "Você acred
o que você acredita sobre o profetismo
nos dias atuais? Pode me dar exemplos?
Eu acredito que é possível ter profetas
nos dias atuais, Melk. Eu acho que, pelo
que eu leio no texto bíblico, me dá a
entender que sim, nos últimos tempos vão
ter profetas, vão ter pessoas tendo
visões. Os jovens terão as visões, seus
velhos terão sonhos e tal, eh, e vão ter
profetas nos últimos tempos. me dá isso.
Eu entendo sim.
Eh, o Eduardo fala: "Vi um canal chamado
A vida é um xadrez que defende a
poligamia. Um dos argumentos é que se a
poligamia fosse pecado, Deus não
toleraria, como diz, já que as regras
eram eram
rígidas no Antigo Testamento. Então,
Eduardo, tem um jeito facinho de quebrar
esse argumento.
Divórcio.
Eh,
o divórcio, apesar de não fazer parte do
plano de Deus,
e isso é um argumento que Jesus faz lá
em Mateus 19, não é o ideal de Deus.
Deus não queria que isso acontecesse,
mas ele tolerou. Ele tolerou. Ele tanto
tolerou que isso foi colocado no texto
bíblico.
Porque o as pessoas perguntam: "Ah,
Moisés permitiu que vocês divorciassem?"
E Jesus fala assim: "Ele permitiu por
causa da dureza do coração de vocês."
Não era esse o plano de Deus lá no
princípio no Éden. Mas sim, Jesus
permite, Deus permite coisas,
inclusive estabelece isso no texto
bíblico, e isso que é o difícil da
Bíblia, que não são a intenção, não são
o ideal divino. Nem sempre o que está no
texto bíblico é o ideal divino. ou por
ou por acaso o extermínio dos midianitas
é o ideal divino. É pra gente sair e
fazer um genocídio com o povo. Mata os
homens, mulheres, as crianças, os
animais,
não é? Então, e a ideia de que Deus eh
eh se fosse pecado, Deus não toleraria.
Se Deus não tolerasse em certa medida do
pecado, ninguém existia, né? Claro que
ele tolerou. tolera hoje, tolerou no
passado, na Bíblia recheada de exemplos,
né?
Eu vou ler só mais essa pergunta do Caio
Messias e eu vou falar sobre o que eu ia
falar hoje.
Roney, você percebe que há uma
supervalorização do texto bíblico e ele
coloca entre parênteses, forma em
detrimento a sua mensagem. Até que ponto
só a escritura pode deixar de ser
saudável? Que fique claro que quando eu
falo eh em forma, eu não me refiro à
estética ou enquadramento do texto. Acho
isso super interessante serado na
Bíblia.
Eu acho, eu acho que esse é um, é um, é
um tema complexo, viu, Caio? Eu acho que
tem questões sensíveis aí,
porque se por um lado o texto bíblico
não é suficiente, no sentido de que você
pode ler o texto bíblico inteiro, ser um
grande conhecedor do texto bíblico
e e declarar que você
que ele define como a sua vida deve ser
vivida e ainda assim não ter
relacionamento nenhum real com Deus, né?
Por outro lado,
sem o texto bíblico, uma vida religiosa
é complicada, porque aí vem a pergunta:
você é fiel a Deus? Mas de que Deus você
tá falando?
Quem é Deus? E o que que você você tem
um relacionamento com Deus? Que tipo de
relacionamento? Eh, o que que Deus quer
e o que ele não quer? Então, eu sou
reticente, por exemplo, ah, como que é?
O Caio Fábio fala muito disso, não,
porque é uma idolatria do texto bíblico
e tal. E Jesus é muito maior que o
texto. Oi. Jesus é muito maior que o
texto em si, sem dúvida. Mas sem o texto
eu não sei quem é Jesus. Fica subjetivo.
Cada um acha uma coisa diferente.
Então o texto é uma revelação divina. Na
minha compreensão, é uma revelação
divina.
Mas ainda assim, apesar de ter um um
elemento, digamos assim, objetivo, é o
mesmo texto para todo mundo, também tem
uma subjetividade. Cada um vai entender
o texto de uma forma um pouco diferente.
Então eu entendo sim que existe uma
questão de que não é só o texto em si,
tem uma questão espiritual que vai além
do texto que é mais importante, é mais
importante que não vai acontecer sem o
texto,
mas o texto é necessário, mas não é
suficiente, entende?
precisa de uma coisa mais, precisa de
uma de uma
de uma
de uma sinceridade
de coração
para quem é religioso, que você não vai
conseguir isso só no texto, só lendo o
texto. Sem isso não existe
espiritualidade. E só com isso você vai
ser uma pessoa com uma espiritualidade
perdida, porque você não sabe que Deus
você adora. É, é a velha história que o
pessoal fala, né? O Deus que você cria
sua imagem em semelhança, né? Que é uma
coisa muito comum hoje, né? Ah, eu
acredito em Deus, mas eu acho que Deus é
um é a harmonia do mundo. Ah, eu
acredito em Deus, mas eu acho que Deus é
a força interior. Ah, eu acredito em
Deus, mas eu acho que tá, você acredita
em Deus como um ser superior, mas você
Mas esse Deus, ele é só o que você acha.
Ele tá Ele tá limitado ao a sua opinião.
Ele tá limitado ao que? ao seu
conhecimento, a sua perspectiva das
coisas, entende? Então, a Bíblia deveria
ser uma forma de Deus ir além dessa
dessa
dessa nossa perspectiva pessoal e
individual sobre o que que a gente acha
que Deus é, não tá lá revelado. Deus é
aquilo. Ainda tem um espaço para uma
individualidade, porque cada um vai
entender de um jeito diferente, mas é
mais do que aquilo. Então, eu entendo o
que as pessoas querem dizer, que
Jesus é mais do que a Bíblia. é mais do
que a Bíblia, mas a gente só consegue
entender o que é Jesus através da
Bíblia. Então, apesar da Bíblia ser
extremamente importante, ela é
fundamental, ela é ela é necessária,
também necessária até certo ponto, né?
Não quer dizer que quem não teve a
Bíblia não teve relacionamento com Deus,
mas sem a Bíblia se causa muita
confusão,
mas ela não é suficiente. Ter a Bíblia
não é o suficiente. Estudar a Bíblia,
querer viver de acordo com a Bíblia, não
é isso que é a religiosidade bíblica,
né?
Você precisa de uma sinceridade em
realmente querer buscar,
né? Eh, como Jesus fala, buscai e
achareis.
Então, Deus tá em busca do homem.
as pessoas que estão de verdade mesmo em
busca de Deus, Deus encontra elas.
Eh, eh, e o texto bíblico devia fazer
parte dessa equação, mas nem sempre faz,
infelizmente.
Eu sei que não é uma resposta tão clara
e objetiva,
mas acho que essas questões são assim,
elas são difíceis, gente. Eu não vou
falar, não vou continuar o que eu tava
na semana passada, não. Eu vou deixar
paraa semana que vem, tá? Eh, porque já
são 15 paraas 10 e esse assunto que eu
ia falar, ele é um pouco mais estendido
e o papo tá bom aqui. Eu não quis parar
de falar com vocês, não. Eh, então vou
continuar lendo aqui os comentários de
vocês e vou falando aqui, comentando
sobre o que que vocês estão falando,
tá?
Eh,
com relação ao comentário sobre Elias, é
bem provável que ele não foi arrebatado
como
por exemplo foi Enoque. Diz aqui o José
Lima. Eu não sei exatamente o que você
quer dizer, José Lima, se por arrebatado
você tá falando de um jeito específico,
né? O texto bíblico diz que Elias
subiu aos céus, né?
Eh, aliás, a gente sempre fala que ele
sobe ao céus numa carruagem de fogo, não
aparece uma carruagem de fogo e ele sobe
aos céus num num
tornado,
acho uma coisa assim, né? Mas isso é só
detalhe, isso não é importante. Mas eu
não sei exatamente o que você quer dizer
com essa palavra, José Lima. Mas de
qualquer forma, a ideia é que sim, ele
foi tomado por Deus. Ele subiu aos céus,
né? A gente não tem o texto bíblico a
morte de Elias. Tanto que no final, no
Antigo Testamento, esse texto de
Malaquias fala de uma expectativa da
volta de Elias e virou uma tradição
dentro do judaísmo. Até hoje os judeus
acreditam que o profeta Elias
literalmente ele vai voltar pra Terra
antes da vinda do Messias.
Porque Malaquias fala: "Eis aí vos
enviou o profeta Elias e tal". E novo
testamento tem toda aquela interpretação
de sendo João Batista, mas também tem
uma outra ideia de Elias, uma coisa
super interessante, a gente pode ver
depois um dia.
Eh, mas de certa forma sim, ele foi
arrebatado, mas dependendo do que você
quer dizer com essa palavra,
eh
pode ser que não. Aí o Kelvin coloca
aqui. Eu tive mesmo.
Ah, tá. Eu já li isso daqui.
Aí tem games, trilhas e canções. Boa
noite, meu amigo. Acompanhe seu trabalho
há um bom tempo e gosto muito como você
pensa sobre certos assuntos,
principalmente no VT, no Velho
Testamento. Gostaria de saber, você tem
alguma descendência israelita? Eh,
então, o pessoal pergunta isso porque eu
gosto muito de falar sobre judaísmo,
né? Eu tenho aqui uma conversa que eu
tive com o Rabino, né, com o o Iir.
Eh, eu gosto, eu li muito sobre o
assunto, é uma das coisas que eu mais li
dentro do contexto bíblico.
Eh, então eu
e as pessoas, né, me perguntam se eu
tenho alguma ascendência. e tal. Existe
uma suspeita de ascendência na minha
família, de ascendência judaica,
mas de qualquer forma, mesmo se ela se
confirmasse,
eu não cresci em tradição judaica
nenhuma. Então, eu não me considero
judeu. Eh, o judaísmo foi aprender sobre
o que é judaísmo depois, quando eu era
adulto, né? Então, eu não me considero
judeu, né? Então, é, talvez
possivelmente exista aí uma uma
descendência, o pessoal disso, mas não
sei, não sei. É difícil confirmar essas
coisas e eu não me considero porque eu
não, minha tradição na minha família não
foi essa, entende? Eu acho que isso é o
mais importante. Não responde muito a
pergunta, né?
Mas de qualquer forma, por ser cristão,
eu acho eu me considero como eh como
parte da descendência espiritual de
Abraão, vamos dizer assim, de acordo com
Gálatas, né? Eu eu me sinto como parte
de um do povo de Deus
também, né? Assim como os judeus também
fazem parte desse povo de Deus, eu
também faço parte do povo de Deus, assim
como eles. A gente faz parte desse
grande Israel, de desse todo Israel,
desse todo Israel. Eh, eu não vou dizer
que é um Israel espiritual, porque
normalmente essa expressão é usada para
falar, não existe o Israel real e o
Israel espiritual. Israel real foi
rejeitado por Deus e tal. Agora só tenho
eu não acredito nessa teologia da
substituição,
mas eh mas eu acredito que existe um
povo de Deus e que a Bíblia usa às vezes
a expressão Israel de forma genérica
para esse povo de Deus em todas as
épocas, em todos os lugares. E os judeus
fazem parte desse povo também, né? Mas
existem outros de vários lugares, né?
Rumel que coloca aqui: "Obrigado. Quando
você citou o Joel, eu fiquei muito
curioso com uma dúvida. Como interpretar
a literatura profética da Bíblia
hebraica, tendo em vista o Novo
Testamento e as promessas para Israel?"
É, Melk, essa é uma questão difícil
porque vai depender do texto.
Tem textos que você consegue fazer uma
relação direta com a vinda de Jesus, com
o o reino, o reino messiânico depois da
vinda de Jesus, estabelecido por Cristo
e tal. Tem textos que não.
Então, eh, eu entendo eles de uma forma
mais livre. Por exemplo, muitas
descrições que se tem do lá no final do
livro de Isaías
sobre o retorno do exílio
vão ser retomadas, vão ser citadas
literalmente no no livro do Apocalipse,
como se referindo a a a ao reino de de
Deus instaurado na Terra depois da vinda
de Cristo. Mas ao mesmo tempo ele tem
elementos que parecem falar de um de um
de um reino israelita meio meio
messiânico.
Existe uma mistura no texto quando você
lê fala dos judeus na terra e as pessoas
falando, pegando eles pelos sitsit, né,
pelos por essas essas tranças nas pontas
das vestes. Fal, ah, eh, eu quero
conhecer sobre Deus, você vai me ensinar
e tal. eh, dando uma intenção mais
nacional de Israel, da nação antiga
Israel, né? Eh, do que do que o Novo
Testamento parece tá querendo dar um
enfoque. Então, é difícil você teria que
pegar, falar. Eu acho que cada texto tem
uma forma diferente,
mas eu acho que não tem um um uma chave
a chave hermenêutica, o pessoal costuma
falar, não existe um
um pensamento, um um método só de você
interpretar todos os textos do Antigo
Testamento, tendo tendo em vista o Novo
Testamento, né, o da Bíblia hebraica,
que que é um termo, acho que até mais
apropriado.
É
como não tem, eu acho que não tem um um
jeito só de entender todos os textos da
Bíblia hebraica e da perspectiva do Novo
Testamento. O pessoal vai falar de Jesus
como chave hermenêutica.
Eu entendo essa expressão e eu acho que
a revelação de Cristo é a revelação que
dá o grande sentido da Bíblia. Entendo
isso. Por outro lado, como você fala que
Jesus é a chave hermenêutica do Antigo
Testamento, quando você vai ser mais um
um pouco mais técnico, um pouco mais
específico, você vai perguntar: "Tá, mas
de que texto estamos falando?"
Porque Jesus não necessariamente é a
chave hermenêutica de todos os textos
que existem no Antigo Testamento, né? Na
Bíblia hebraica. Às vezes tem textos que
não é Jesus que que que vai elucidar o
significado desse texto, né?
Eh, então, sei lá, eu gosto muito do
livro de Eclesiastes.
Tem passagens do livro de Eclesiastes
que não, você para você entender elas,
você tem que ler o texto, o livro
inteiro e tal. Não, não é Jesus que vai
dar uma compreensão diferente sobre ela,
né? Então, Jesus é a chave hermenêutica,
eu entendo, sobre as questões de
salvação do Antigo Testamento, o sobre o
relacionamento de Deus e acho que
principalmente sobre qual é o real
caráter de Deus.
Porque você pode entender muitas coisas
sobre qual é o caráter de Deus quando
você lê a Bíblia, o Antigo Testamento,
né? E Jesus é a maneira correta de se
entender qual é o real caráter de Deus.
Um Deus misericordioso, bondoso, eh que
tem como objetivo salvar a humanidade,
tá disposto a se entregar
para salvar,
né? A entrega para salvação é parte
essencial do caráter de Deus. E Jesus é
uma chave hermenêutica nesse sentido,
mas nem todo texto do Antigo Testamento
você pega um verso específico de
Provérbios. Então você precisa de Jesus
para entender esse provérbio aqui com
maçã de ouro e salva de pratos. N assim
é a palavra dita ao seu tempo. Não, não
necessariamente. Talvez Provérbios 8
seja Jesus seja importante para
entender,
mas outras passagens não
necessariamente, né? Eh, então é
difícil. teria que ver cada verso. Cada
verso tem um, cada profecia diferente
tem uma perspectiva diferente vista da
perspectiva do Novo Testamento.
Agora, as promessas para Israel, né,
é difícil, como eu tava falando no
Antigo Testamento, parece dar a a
entender que existia um plano de que
Israel se restaurasse. Talvez seja isso
que Paulo se refere lá em Romanos 9 a
11, que é a expectativa de que Israel
fosse restaurado na volta do exílio e
que a partir dele você tem o plano de
Deus se concretizado através daquele
povo pro resto da história da
humanidade. Então, eh, quando Paulo vê
que os judeus não estavam aceitando a
Jesus como Messias, ele fala: "É, então
eh não era isso que a gente esperava. A
gente não tava esperando isso porque
pelo Antigo Testamento a gente tava
entendendo que eles iam aceitar Jesus
como Messias, iam dar essa continuidade
desse povo de Deus. Mas não é isso que
acontece. Então depende das passagens,
né? a a as
promessas para Israel, elas podem ser
cumpridas nessa perspectiva de Israel,
não como uma descendência física, mas
como
se referindo ao povo de Deus em toda a
história da humanidade ou em algumas em
algumas passagens, sim, se referindo aos
aos descendentes físicos de Abraão, aos
judeus, sim, como algum papel a se ter
no futuro, mas isso não é muito claro,
especificamente na Bíblia, né? Alguns
vão atribuir funções
aos judeus no final dos tempos. Eh, e aí
tem toda aquela ideia eh do
enaltecimento do desse Israel moderno.
Quando eu tô falando de Israel, tá,
gente? Não tô falando do país Israel
moderno, né? Né? Mas nesse caso, você
vê, muitas igrejas têm a bandeira do
país moderno de Israel e lá porque eles
entendem o Israel como um cumprimento
das profecias. Mas não tem uma profecia
específica na Bíblia que fala eh dess
desse país de Israel hoje e tal, mas aí
tem uma corrente no protestantismo entre
os evangélicos que entendem que Israel
eh Israel no sentido os judeus, os
judeus, os descendentes físicos de
Abraão, os judeus.
Eh, e isso, isso materializado na figura
do Estado moderno de Israel.
Eh, eles vão estar na terra, vão ser o
povo de Deus durante o milênio, que é
uma pergunta que apareceu aqui um pouco
mais para trás. eh tem toda uma uma uma
um conceito aí de uma de uma visão de se
entender as profecias, que é muito comum
no meio evangélico, né, que é o
dispensacionalismo e tal, que entende
que os os cristãos, o povo de Deus vai,
os cristãos, povo de Deus vão ser
arrebatados, mas o povo de Deus, judeus
vão continuar na terra por 1000 anos e
eles vão estabelecer o reino de Deus e
tal. Então, é toda uma maneira de se
entender as profecias que não é a minha
maneira, eu não concordo com essa
maneira, né? Mas tem essa maneira. Isso
acaba influenciando muito o jeito das
pessoas
eh viver viverem hoje, né? Verem a
Bíblia hoje, né? Por isso que tantas
referências ao judaísmo dentro de
igrejas hoje em dia.
E aí o José Leima coloca: "Existe uma
carta enviada ao rei Georão depois do
Advento da carruagem de fogo". no Novo
Testamento não fala do arrebatamento de
Elias, como fala, por exemplo, sobre
Enoque.
Eu teria que dar uma estudadinha para
entender melhor, José,
essa parte aí, até onde eu sei, tem essa
ideia de eh de que não tem a morte de
Elias no Antigo Testamento. Ele subiu
aos céus, né? Depois não conheço essa
carta de orão. Vou vou precisar dar uma
lida, vou dar uma olhada,
gente. É isso. Então, 5 paraas 10.
Comentei da pergunta que eu tinha visto
durante a semana, que acho que vale a
pena comentar aqui, né, da do Jesus
histórico. A gente conversou bastante,
foi bacana.
Pelo jeito, hoje o som ajudou, eh, o
microfone não me deixou na mão. Mas
também tem uma coisa que eu percebi, né?
Não adianta eu ficar com o computador, é
que eu eu trabalho no computador. Aí
quando vai chegando na na sexta à noite
já deixo o computador ligado do
trabalho, que já ficou o dia inteiro
ligado. Às vezes eu até deixo uma coisa
renderizando, que eu trabalho com
animação, coisa assim. Às vezes o
computador tá ligado desde quinta-feira
e aí aí é capaz da dar problema mesmo.
Então hoje eu fui mais espertinho,
desliguei o computador e tal, ficou um
tempo desligado. Aí depois eu liguei,
testei aqui o microfone, as coisas pra
live para ver se tava tudo OK e aí
funcionou. Vou tentar manter isso,
tentar lembrar de fazer isso. Tenho que
criar um protocolo pra live aqui. Eh,
sempre quando for fazer a live, eu tenho
que desligar o computador, ligar de
novo, reiniciar, ver se tá tudo
conectado e tal.
Tem que lembrar dessas coisas, né?
Porque na minha cabeça vai tudo
rapidinho.
Aí o Caio Messias falou aqui, eh,
entendi a resposta, agradeço dessa que
ele tava falando de a supervalorização
do texto bíblico, né?
É,
então tá bom, gente. Então, obrigado aí
por me fazerem companhia
aí. Eh, tá bom. Deixa eu ver mais essa
mensagem que o Caio colocou.
fazendo apenas um adendo. A minha
indagação sobre a preciosidade da
mensagem frente à escrita foi movida
porque quando estudo sobre a igreja
primitiva e patrística também, eu tenho
a impressão de que
eh diz aqui o Caio e aí ficou em aberto
esperando uma nova mensagem
aqui de que se dava uma importância
maior à vida comunitária, o testemunha e
a tradição oral. Mas entendo que é a
Bíblia que nos permite o contato com
Jesus e os ensinamentos divinos. Exato,
Caio. É, tem uma questão aí que quando a
gente tá lendo sobre como era a igreja
no Novo Testamento,
como você sabia quem era Jesus e o que
que ele ensinou e o que ele não ensinou?
Você perguntava pro João, o João,
discípulo de Jesus, no caso, você
perguntava pro pro Pedro, eles estavam
lá, né? Eh, eles ouviram diretamente de
Jesus. Então, a própria escrita do Novo
Testamento aconteceu com essa
preocupação de que as pessoas que
conviveram diretamente com Jesus estão
morrendo e se ficar só no boca a boca,
daqui a pouco ninguém mais sabe o que
que Jesus falou e o que que não falou.
Então, se começa a a conservar as cartas
que Paulo mandou para as igrejas, eh, a
se tenta registrar essas histórias na
forma de evangelhos e tal. Eh, porque
essa, até você colocou aí até pelo
distanciamento temporal. Exato.
Porque essa, esse distanciamento começa
a aumentar. Então, para você saber o que
que você acredita e o que você não
acredita,
eh,
acaba surgindo a necessidade de um texto
escrito que todos compartilham do mesmo
texto, né? Todos partem do mesmo texto,
né? Então,
realmente se dava, não se dava uma
import, porque é que tá, a gente leu o
Novo Testamento e no Novo Testamento não
existia Novo Testamento, entende?
Na época do Novo Testamento não existia
Novo Testamento. Então
eles ainda se reuniam para estudar as
palavras da lei. Eles ainda se reuniam
para estudar o Antigo Testamento. Tanto
que eh na carta a as epístolas
pastorais, né? É a carta a a
ah
ai gente, como fugiu aqui?
Epístolas pastorais. Não é título nem
Flemon, é a outra. epístolas.
Ah, já lembrei. Timóteo, né? Nas cartas
de Timóteo, por exemplo, ele fala: "Não,
eu fui ensinado nas escrituras e tal,
não se esqueça disso, esses são os
fundamentos e tal". Então, a a a leitura
do texto bíblico, o estudo do texto
bíblico continuava na época do Novo
Testamento, só que o texto bíblico para
eles era o Antigo Testamento.
E eles entendiam que agora com a vinda
de Jesus, a gente tem que ver o Antigo
Testamento dessa perspectiva. Essa
revelação em Cristo é uma revelação, é a
é a grande revelação de Deus paraa
humanidade. Então você tira um pouco o
foco, mas ao mesmo tempo você não tem um
texto escrito mostrando sobre Cristo.
Então, aos com um tempo, esse texto foi
sendo produzido e ele foi sendo colocado
como também um texto sagrado, né?
Engraçado isso, né? Eh, eu acho que
Paulo ia ficar de cabelo em pele, ia
ficar doido se soubesse
que as cartas que ele tava escrevendo
para as igrejas ia ser colocado do lado
da Torá e falar: "Não, a eles, essas
duas esses dois escritos têm o mesmo
peso". Eu acho que ele ia ficar doido
com isso, né? Mas de fato é isso. Para
pra nossa
pr pra época que a gente vive tão
distante da época de Paulo, eh é
interessante, né? Hoje a gente vive mais
distante da época de Paulo do que Paulo
vivia da época do Antigo Testamento,
que de Paulo pro pra época que o Antigo
Testamento tá se referindo ali que teria
sido escrito, se a gente for levar em
consideração a tradição do próprio
texto, é um mais ou menos 100 anes de.
Crist,
né, a época ali de Moisés e tal.
E a gente tá a uma distância de 2000 e
tralalá, né, de de Paulo,
cerca de 2000 anos já. Eh,
então,
então e essa distância é importante pra
gente colocar esses textos um do lado do
outro e chamar tudo de palavras de Deus.
Faz sentido, mas para Paulo
provavelmente ele ia ficar doido se
alguém fizesse isso, né?
Eh, ele provavelmente não ia considerar
a mesma coisa.
Curioso, né? Mas é isso, gente. Valeu.
Então, obrigado por vocês estarem aqui
comigo, me fazerem companhia, eu fazer
um pouco de companhia para vocês nessa
sexta noite e a gente conversar aí de
tanta coisa.
É bacana, é bacana fazer live, conversar
com vocês. Eh,
mas é isso aí. E semana que vem eu eu
acho que eu retomo aquilo que eu ia que
eu comecei na outra semana, que a gente
estava falando dos textos, da diferença
entre a religião bíblica e a religião
pagã. Eh, eu sei que aquela primeira
parte é um pouco mais técnica e tal, mas
a gente fala na próxima sobre
coisas um pouco mais
eh mais práticas, né, sobre implicações
dessa parte teórica. Aí o Caio até
coloca um uma live sobre a formação do
canon bíblico. Seria interessante.
A gente pode fazer, pode fazer, mas para
frente a gente faz. Vou ter que ler
alguma coisinha, mas eu também não quero
ser tão técnico. Acho que é legal falar
da da formação do do canon bíblico
também no sentido de quais implicações,
né, dessa do texto do canon bíblico ser
formado daquele jeito. Mas é isso,
gente. Valeu. Obrigado aí, Caio. O
Kelvin já tá falando obrigado pela troca
de ideias, mano. É isso aí. Quem era que
ia fazer o Enem que falou lá no começo
da live?
Eh,
é o Henrique. Henrique. Então, bom Enem
para você no domingo.
Bom sábado aí para vocês, gente. Bom
descanso aí e até mais.

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