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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 12/12

Davar Live – 12/12

Davar Live – 12/12

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala, pessoal. Boa noite.
Como que vocês estão? Tudo bem?
Eh, então,
hoje a gente vai fazer o seguinte,
nós vamos
conversar,
eh, a gente não vai ficar muito tempo
online. Eu não sei se vocês conseguem
perceber, a minha voz tá muito ruim. Eu
tô com a garganta ruim,
então não vou conseguir ficar muito
tempo conversando com vocês hoje. Eh,
mas é isso. A gente vai até onde a gente
conseguir aqui, talvez uma meia horinha,
40 minutos. Eu acho que vai dar.
Aí eu queria ouvir de vocês se o
microfone, aliás, o microfone tá meio
longe aqui, acho que melhor. Eh, se o
microfone tá bom, se vocês estão ouvindo
bem, se tem alguém aí, né? Eu sei que eu
atrasei também um pouco a transmissão.
Eu também atrasei para colocar
o o aviso da transmissão, então não sei
quantas pessoas viram que a transmissão
ia est hoje. Hoje eu tô assim, tipo,
quase que eu não faço. Eu só não fiz a a
live porque eu só não cancelei a live
porque a gente já tinha ficado sem live
esses tempos atrás.
Eh, então eu não quis cancelar mais
essas, né? Mas eu tô ouvendo aqui de
Joshua Kiss. Eh, boa noite desde Lisboa.
Tudo OK. Obrigado, Joshua. Eh, eu vou
ficar aqui com a minha água, com o meu
remedinho de garganta. Então, de vez em
quando vou ter que dar uma borrifada
aqui na garganta, beber uma água, porque
hoje tá ruim, viu, gente?
Então, queria saber se
como vocês estão, se vocês tem alguma
coisa que vocês queriam falar. Eu
separei uma coisa aqui que é o que a
gente tinha comentado semana passada.
A gente tem comentado esses últimos
tempos sobre arte e bíblia, né?
E eu tinha dado aí a sugestão da gente
falar sobre
umas obras de arte, sobre uns quadros
que tem temas bíblicos,
eh, e claro que vai ter muitas outras
coisas ali que estão além do que só a
referência ao tema bíblico. Eh, então
tem um que eu já separei, eu vi a
sugestão de vocês que vocês deram semana
passada. Eh, tá guardadinha a sugestão.
Hoje eu só não vou me estender por causa
disso mesmo, tá? Por causa desse
problema da na voz, na garganta. Mas aí
num na semana que vem a gente volta aí
falar desses quadros. A gente pode falar
de vez em quando disso também. É um
assunto que eu gosto.
Então, fora esse daqui, tem pelo menos
mais uns dois que
eu queria ver com vocês. A gente podia
ver juntos, conversar juntos sobre esses
quadros. Eh, então, pelo que eu entendi,
o som tá bom hoje, né, gente? Tá
funcionando bem? Eu acho que tá, né?
Então, tá. Eh, deixa eu pegar meu mouse
aqui.
Então, se vocês não tiverem nhum nenhum
assunto que queiram discutir antes,
alguma dúvida, alguma questão que vocês
queriam comentar, alguma coisa assim, a
gente já vai para esses
para essas coisas aqui que eu tava
separando pra gente conversar, né? O que
que vocês acham? E eu também eu tô com
muito delay, muito delay entre o o
vídeo que tá sendo transmitido e e eu tá
demorando muito, eu não sei por hoje tá
meio ruim, então talvez eu demore um
pouco para ver o o
aí as mensagens de vocês, tá bom, gente?
Então, tá? Eh,
que que eu ia falar hoje com vocês?
Um quadro que eu gosto muito, um quadro
que tem um tema que me faz pensar. Tirar
meu som aqui do celular para ele não
ficar apitando também, né?
Eh,
um quadro que eu gosto muito, um quadro
que tem um tema que me faz pensar, que
ele toca em temas, na verdade, que me
fazem pensar e assim é feito de uma
maneira tão genial, tão bonita.
e fala de uma maneira tão profunda, de
um jeito tão simples, que eu eu eu fazia
um tempo já que eu tinha vontade de
falar algumas coisas assim em relação à
arte, sabe? Eh, e esse daqui é um quadro
que foi pintado lá em 1826
por um pintor francês chamado Joseph
Deserrecourt.
Não sei exatamente como pronuncia, né?
se é Joseph Deser Court, não sei, mas é
o nome dele.
Eh, foi e o quadro foi pintado lá em
1827.
O nome do quadro é Cena do Grande
Dilúvio.
Então vou compartilhar minha tela aqui
pra gente ver a composição do quadro,
pra gente ver algumas coisas aqui sobre
essa obra e e aí a gente vai
conversando. Eu quero também eu ver a
opinião de vocês, quem tá online aí, se
vocês estão vendo, que que que vocês
acham de interessante, o que que chamou
a atenção de vocês, porque a gente vai
comentando junto aqui sobre esse quadro
e a gente vai fazendo nosso comentários
sobre ele, né, o comentário aqui do
nosso canal.
Então, deixa eu compartilhar
com vocês é esse quadro aqui, né? As
cenas,
a a cena do grande dilúvio do Descorte,
Joseph Des record. Então, é esse quadro
aqui. Vou chegar um pouco mais perto
para vocês verem os detalhes do quadro.
Então, vocês estão vendo aí algumas
coisas iniciais sobre a composição do
quadro. Primeira coisa, a gente vê que
tem quatro elementos, quatro figuras,
quatro personagens aqui nesse quadro.
Logo de início, a gente tem esse homem
jovem, a gente tem esse senhor idoso, a
gente tem essa mulher jovem e a gente
tem essa criança. São esses quatro
elementos. A maneira como eles estão
distribuídos nesse quadro também é uma
maneira bem interessante, né? Existem
algumas eh alguns eixos nesse quadro. Eu
acho que o principal dos eixos é esse
daqui, ó. A gente vê que o quadro tem
uma divisão aqui na diagonal,
principalmente feita pelo corpo do homem
jovem que tá aqui. Então essa é vai ser
a principal divisão do quadro, né? A
gente vê inclusive que eh essa divisão
ela fica em contraparte a essa outra
divisão aqui, porque aqui essa risca que
eu fiz, vocês vem que é um facho de luz.
Esse canto do quadro e esse canto do
outro canto do quadro, eles estão um
pouco mais escuros, tem menos elementos.
Então a gente tem assim meio que um
quadro quase que em X. Aqui tem dois
eixos.
de composição
assim. E isso, claro, é interpretativo,
tem várias maneiras de você ver esse
quadro, de você entender ele. E essa
composição, outra maneira também é ver
uma composição em triângulo aqui, né? A
gente tem aqui esses elementos fazendo
essa essa direção basicamente também,
né?
Então, esse é o primeiro elemento.
Prestem bastante atenção nesses dois
eixos de composição. Primeiro, esse eixo
de do movimento do corpo, né? Esse esse
eixo daqui, né? A parte de baixo mais
cheia, com mais elementos, a parte de
cima mais vazia, mais escura também.
E esse outro eixo aqui guiado
principalmente pela iluminação do
quadro. Então isso que é o importante e
aí que a gente vai ver eh o que que esse
quadro tá falando. Ele tá tentando
contar uma história, ele tá tentando
colocar uma ideia. Quando vocês olham
para esse quadro aqui, o que que vocês
pensam? Que que vocês acham que esse
quadro tá querendo dizer? Mas o que que
você acha que tá passando na cabeça do
pintor para ele escolher esses elementos
e esse tema? Cena do grande dilúvio e
essas quatro pessoas. O que que tá
acontecendo? Então vamos ser mais
descritivo aqui pra gente entender.
A gente tem esse homem que é o elemento
principal do quadro aqui. A gente pode
falar até que ele é o personagem
principal desse quadro. Ele tá fazendo
uma coisa, né? Aliás, ele não tá só
fazendo uma coisa, o corpo dele inteiro
tá fazendo uma coisa. Essa direção aqui
é a direção do corpo dele inteiro, desde
a ponta do tornozelo até a ponta do dedo
da mão, ele tem essa direção. Ele tá se
movendo nesse sentido, né? Ele tá se
deslocando, ele a intenção dele tá para
cá. Então, o que esse personagem tá
fazendo tá totalmente voltado para quem?
Para esse outro personagem aqui, né? Eh,
a primeira coisa que a gente percebe,
eh, esse quadro todo tem essa composição
que tem esse sentido.
E o que que a gente percebe, a relação
entre esses dois personagens aqui? Bom,
esse homem jovem,
eh, é interessante a gente ver o
seguinte, tanto o o homem jovem e o
homem velho, eles têm coisas que estão
aí meio que em oposição, né? Olha pro
rosto deles. O homem jovem tá com o
rosto totalmente eh na sombra,
totalmente escurecido. Enquanto a gente
tem o homem velho que tá com o rosto
totalmente iluminado. O homem jovem tá
totalmente para cima, tá totalmente fora
da água. Enquanto a gente tem um homem
velho que ele tá
completamente submerso aqui na água, tá
só o rosto e as mãos para fora.
A gente vê que o homem jovem, ele tá se
esforçando totalmente para alcançar o
homem velho. Só que o homem velho, ele
não tá esticando as mãos dele. Ele só tá
com as mãos levantadas, mas ele não tá
se esticando para ser salvo, né? É
interessante a gente perceber um detalhe
aqui nesse quadro, que quando a gente
chega perto aqui desse homem idoso, a
gente vê que ele tem junto dele aqui eh
um elemento vermelho aqui, uma roupa
vermelha enrolada nele.
E ele também tá numa parte escura do
quadro. É como se ele tivesse fora da
composição, né? Eh, lembra o que a gente
tá falando do eixo da iluminação? Esse
eixo aqui,
esse personagem tá totalmente fora desse
eixo, percebe? É como se ele não fizesse
parte mais desse quadro, dessa
composição. Ele é um elemento, é quase
um elemento externo.
Então essa é a relação desses dois
personagens, né? Meio que uma relação de
oposição,
né? Mas ao mesmo tempo essa relação do
homem jovem se esforçando para alcançar
o homem idoso e o homem idoso, eh, ele
tá afundando ali, né? Agora a gente tem
esse outro lado do quadro que é a mulher
e a criança.
E vocês veem que a relação entre o
personagem e a mulher e a criança é
totalmente diferente entre a do que a
relação entre o personagem e o homem
idoso. É meio que oposta também. Vocês
vocês vem que tem várias coisas em
oposição em aspectos diferentes nessa
nesse quadro, né?
Essa mulher,
ela não tá totalmente submersa igual o o
homem idoso. Ela tem tá parte do corpo
dela para fora.
E mais do que isso, né? Em oposição ao
homem idoso que tem um movimento
descendente, movimento para baixo, ela
tem um movimento todo para cima. Ela tá
se esforçando para subir. E mais do que
isso, né? Eh, o único outro personagem
que tá totalmente fora das águas do
dilúvio aqui é essa criança que essa
mulher tá levantando.
Então, quando você olha para esse
quadro, você vê que esse homem ou o
homem personagem principal aqui,
ele tá totalmente voltado
pro homem idoso
e ele precisa se esforçar muito. E o
homem idoso meio que já foi, ele já tá
lá lá embaixo. Enquanto a criança que tá
do lado dele, que basta ele ele virar e
pegar pela mão, né? Ele tá ignorando
a criança e a mulher. E é muito
interessante também que a mulher também
tem eh uma uma roupa aqui branca, né? Em
oposição essa roupa vermelha desse
senhor idoso. E ela também segura um
ramo com folhas na mão. Um galho com
ramo com folhas na mão, né? Então, a
gente fez aqui uma descrição do quadro
e a gente vai começar a pensar no que
que ele quer dizer com isso daqui, né?
Então, eh, a gente pensa aqui,
principalmente, que a ideia do quadro é
o grande dilúvio. O quadro tá falando
sobre o dilúvio. E o dilúvio é um tema
bíblico
que tá relacionado com uma eh eh é
interessante que a gente quando a gente
vai olhar para uma obra e pensar sobre
ela, a gente vai pode fazer relações que
provavelmente nem o autor da obra
pensou, né? E isso que é a beleza da
arte. Eh, a gente tinha comentado
uns tempos atrás sobre arte, que a arte
ela é feita de um jeito que ela é aberta
a novos significados, de um jeito que
nem o próprio autor consegue entender a
dimensão que aquela arte pode alcançar,
né? Então, a gente vai falar várias
coisas aqui que talvez passe na cabeça
de vocês. Nossa, será que esse pintor
tava pensando nisso quando fez esse
quadro?
Essa é uma informação que é irrelevante
pra gente entender a arte, porque ainda
que eh algumas coisas que a gente vai
falar jamais tivessem passado pela
cabeça do do Joseph desse desse rei aqui
quando ele pintou o quadro, o fato é que
essas coisas estão aqui e a gente
consegue interpretar elas desse quadro.
Então, por mais que não fosse a intenção
do autor,
a gente consegue encontrar. Então, a
obra em si é maior do que o autor, né?
Então, vamos lá para para o que que a
gente pode entender desse quadro.
Eu não sei se vocês repararam na idade
dos personagens aqui. Quer dizer,
reparar, repararam, né? Mas não sei se
vocês pararam para pensar qual é a
intenção da idade desses personagens.
Então vocês veem que tem um homem idoso,
num canto escuro, já submerso, indo
embora e a gente tem uma criança na
parte mais iluminada do quadro sendo
levantada do lado do homem, eh, pronta
para ser colocada salva do dilúvio, né?
Então, esse esse elemento,
a a o conceito das idades pra gente
perceber que ele tá falando sobre uma
questão temporal, né? Fiquem com isso em
mente que a gente já vai voltar para
ela. Então,
o tema do quadro é o dilúvio. E sobre o
que que é o dilúvio na Bíblia, né? O
dilúvio é uma
é um tema bíblico, né? É uma história
bíblica, mas é também um tema bíblico
que fala sobre eh Deus renovar uma terra
que tava perdida.
Então tem uma ideia de limpeza, uma
ideia de renovação. É curioso que quando
a gente olha pro texto bíblico,
isso aparece de um jeito interessante,
porque a forma como o autor de Gênesis
vai descrevendo o dilúvio, é como se ele
fosse
fazendo referências à criação do mundo,
só que essa criação vai se desfazendo,
entende? Então, eh, é como se a gente
tem, eh, a separação da da parte seca
das águas e tal lá no no terceiro dia,
eh, a separação das águas de cima e de
baixo, a gente tem os elementos básicos,
a vegetação e tal. E quando a gente olha
pro dilúvio, as as separações são
desfeitas. A porção seca que apareceu,
ela desaparece. a os animais que foram
criados, a vegetação que foi criada
agora, ela volta tudo para debaixo da
água, como era tudo no início. Então o
dilúvio é meio que um resete
da criação, uma criação às avessas
pra criação poder meio que acontecer de
novo. Existe uma relação temática bem
forte, textual no texto de Gênesis,
entre o dilúvio e a criação. Então, é
como se o dilúvio fosse uma renovação, é
uma recriação.
Só um minutinho.
Preciso me medicar um pouco aqui pra
gente poder conseguir continuar. Então,
é como se o dilúvio fosse uma recriação.
Os temas estão relacionados. criação do
do mundo e dilúvio.
E de certa forma, nesse quadro existe
também essa essa ideia.
O que tá acontecendo é o autor tá
contando
através desses personagens, dessa
iluminação, dessa composição, da posição
do corpo de cada um e do tema que foi
escolhido, a ideia de um passar de
tempo.
A gente tem o idoso representando o o
passado
eh que tá se afundando, tá indo embora.
Esse passado ele já não ele já não vai
mais continuar, né? O tempo dele já foi,
o tempo dele já acabou.
E a gente tem do outro lado a criança
que tem a ideia de futuro, eh, a ideia é
oposta, né? E essa oposição é em todos
os sentidos, né? A gente vê que o
personagem do homem idoso, ele tá na
composição geral,
eh, em oposição de de em vários aspectos
da criança aqui, né? eh é o escuro e o
claro, é o que tá descendo, é o que tá
subindo e tal.
Então, existe, de certa forma nesse
quadro um dilema, né, entre uma escolha
entre o passado e o futuro. Esse homem
tá tentando escolher entre o passado
dele, que já foi, que não tem salvação,
que já se afundou, que já foi o tempo
dele e tá indo embora.
Deixa só fechar aqui. Tem um pessoal
acelerando lá fora.
E o futuro, o futuro que tá do lado
dele, o futuro que é a continuação dele,
é o futuro que tá indo para cima, é o
futuro que que faz tudo dar um sentido,
porque eh o que tá acontecendo nesse
quadro é sem sentido. Vocês conseguem
entender? Eh, o que tá acontecendo nesse
quadro é sem sentido.
A ideia da mulher é interessante porque
tem várias coisas que a gente pode
pensar sobre a mulher aqui, né? Eh,
algumas pessoas leem essa mulher nesse
quadro como representando o presente,
né? Então, existe uma leitura familiar
que se faz desse quadro, né? É um homem,
a sua esposa, o seu filho e seu pai. É
possível fazer essa leitura? Ela vai
apontar no final das contas pro mesmo
lugar que a gente tá indo, né?
o pai representando o passado,
a esposa representando o presente, a
criança representando o futuro e o homem
representando o dilema entre escolhas
que se faz, né?
E e essa mulher é interessante porque
ela também tá coberta com uma roupa que
tem eh uma cor que contrasta com a cor
do idoso. O idoso tá com uma roupa
vermelha ali afundando e ela tá com uma
roupa branca.
E ao mesmo tempo esse ramo nas mãos
dela, né? O que que seria esse ramo? Eu
tava pensando sobre ele e é interessante
que quando a gente faz a conexão com o
dilúvio, a gente lembra o ramo
do pássaro, né? Que o que Noé soltou e
que ele volta com um ramo nos bicos,
representando de que existe uma
esperança, existe algo para acontecer,
né? Eh, essa mulher, ela representa
isso.
É, esse é o esse é o símbolo dessa
mulher. Ela tá representando uma
esperança, um futuro. Ela tá levantando
o futuro nas mãos, né? E eu acho que
aqui a parte principal, que é o que é
até de certa forma um pouco assim eh é
desconfortável, né?
É o que que esse homem tá fazendo? É
entre esse dilema entre o passado e o
futuro e o presente/ra futuro,
é esse dilema entre aquilo que você não
pode salvar e aquilo que tá do seu lado
para ser salvo. A escolha que esse homem
tá fazendo. Vocês vem que ele tá quase
caindo, ele tá esticando o corpo dele
inteiro. Todas as intenções dele estão
voltadas
para salvar
aquilo que não pode ser salvo. para
salvar aquilo que já tá afundado, aquilo
que já foi,
enquanto aquilo que é novo, tá aqui do
lado dele, tá muito mais perto, é muito
mais fácil. Eh, é assim, é o que seria
racional, é o que parece que seria
instintivo, mas não é o que ele faz.
Esse homem tá escolhendo o passado
e tá rejeitando o futuro. Ele tá
escolhendo aquilo que não pode ser mais
alcançado, que já passou, que já foi, e
rejeitando aquilo que é o que dá sentido
pra existência, entende?
Eh, bom, então é isso, é isso que é e é
esse quadro
e eu queria ouvir de vocês, né? Por que
que eu trouxe esse quadro aqui pra gente
conversar, né?
Esse quadro faz a gente pensar sobre
sobre nós, as escolhas que a gente faz
todos os dias e o que que a gente tá
fazendo com a nossa vida às vezes.
E a gente para para se colocar no lugar
desse homem, claro, né? Eh, que é o o
personagem que tá tentando colocar aí a
escolha entre esse esse dilema.
Será que às vezes a gente também não
escolhe aquilo que passou na nossa vida?
Será que às vezes a gente não escolhe
aquilo que já tá afundado, que já teve a
sua época e já não existe mais?
E a gente rejeita aquilo que tá do nosso
lado, que é novo e que vai dar sentido e
esperança pro futuro, que é o próprio
futuro? Será que às vezes a gente não
abre mão do futuro, de um futuro que tá
do nosso lado, para se apegar a um
passado que já foi embora?
Então, essa é a pergunta perturbadora,
essa palavra que eu tava tentando
lembrar antes, essa é a pergunta
perturbadora que fica eando na nossa
mente quando a gente olha para esse
quadro. Será? Será que a gente tá sendo
esse homem?
Será que a gente tá tomando essa
escolha? Isso que é absolutamente
irracional, que não faz sentido, que é
mais difícil e que não leva nada?
às vezes é o que a gente tende a fazer,
porque o ser humano é estranho, porque
nós somos estranhos, porque a gente às
vezes toma decisões que não fazem
sentido e que realmente não levam a
nada, mas é o nosso jeito de ser. Então
esse quadro
é é ele traz uma ideia de humanidade
muito forte, que é justamente a gente
tomar decisões que não fazem sentido e
que não vão ter fruto nenhum. Mas é, a
gente toma essas decisões por causa de
um monte de outros motivos que tem na
nossa mente, né? Por um monte de outros
vieses, por um monte de outros
sentimentos e pensamentos que estão
ocorrando, que estão ocorrendo aqui na
nossa cabeça
e fazem a gente ser às vezes esse homem
aí. E é isso que às vezes eu me
pergunto,
eu tô esticando meu corpo inteiro,
tentando salvar aquilo que já foi, ou
era melhor eu virar pro lado e trazer
para cima aquilo que é o futuro, né?
Essa é a pergunta.
Então é isso, gente. Eh,
vocês vem que tô vendo aqui que um
pessoal entrou mais tarde, né? A Liliam,
o Oziel. Hoje eu não tô, minha garganta
não vai durar muito, então a gente vai
fazer uma live mais curtinha hoje, né? E
aí eu quis trazer esse quadro aqui pra
gente comentar um pouco sobre ele e
ouvir um pouco o que que vocês estão
pensando, o que que vocês acharam dessa
ideia desse quadro. Eu gosto bastante
dele, né? Eu tô vendo aqui o Caio
comentou, né? Vejo também o Fibonacci.
São pontos onde geralmente o nosso olhar
vai primeiro. Nessa obra seria o início
da parte da cabeça, faz o círculo na
mulher com a criança e termina no idoso,
né? É a sequência Fibonacci é aquela
sequência, ó,
eh, seria, na verdade, um um uma espécie
de um algoritmo, né, que é aquilo é
aquele que sempre quando ele vai um pra
frente, ele soma o passado, né? Então
você tem 1 + 1, 2, né? 2 + 1, 3 + 2, 5,
5 + 3. Então você pega a o elemento
anterior e soma. E aí você vai tendo
essa sequência Fibonacci. E as pessoas
colocam isso em uma forma e gráfica que
se torna aquele espiral Fibonacci, né? E
aí o Caio traz aqui, que é bem
interessante também, que muitas vezes
muita gente pensa nas composições das
artes, eh, da perspectiva do Fibonacci,
né, que é justamente olhar pra arte
dessa perspectiva,
eh, da espiral, né? Então, eh, é
interessante ver isso, que ele começa,
né, ali na cabeça da pessoa e termina no
idoso, né, é onde acaba a obra. Essa
obra aqui
é uma obra que eu tinha vontade de de eu
ter desenhado isso, eh, ter tido essa
ideia, ter desenhado, ter o talento que
a pessoa tinha para fazer e ter o
reconhecimento que ela teve, porque isso
daqui é tão genial que você olha e fala:
"Nossa, isso daqui faz muito sentido. Eu
queria eh eu queria participar dessa
arte", né? Então, é esse é o tipo de
obra de arte que levanta esses tipos de
questionamentos que a gente estava
fazendo agora. que é uma explicação do
que a gente tinha falado na na outra
na outra live, né? Eh, como muitas vezes
a arte leva a gente a questionar e faz a
gente pensar na nossa vida. Por isso que
a religiosidade e a arte se tocam, né?
Porque esses livros escritos por
pastores nômades há 3000 anos atrás no
Antigo Oriente Médio, esses livros
também falam com a gente, nos tocam e
fazem a gente pensar, questionar nossa
vida e mudar de atitude às vezes, né?
Eh, do mesmo jeito, a arte também tem
esse poder. Às vezes, uma arte que não
tem essa in não que quando o autor fez
isso não passou na mente dele, ela pode
levar você a questionamento sobre a sua
vida e fazer você mudar sua atitude na
sua vida, né? Então, é muito
interessante
a gente pensar a arte eh relacionada aí
com uma com a espiritualidade, né?
Eh, a Lilian tá comentando aqui que o
áudio ficou baixo de novo. É, aqui a
gente já tá chegando no final da live,
viu, gente? Eu não vou durar muito mais.
Eu tô igual aqui o idoso do quadro. Eh,
minha voz tá igual ele. Eh, mas qualquer
coisa depois que eu que eu editar,
quando eu for colocar no ar, eu subo um
pouquinho o volume, tá bom? Eh,
aí, eh, mana seis do carmo, acho que é
isso, né?
Conheço uma pessoa que se apega ao
passado. Isso é prejudicial em sua vida.
Sempre apresentamos algo novo para essa
pessoa mudar, mas ela sempre escolhe
viver no passado, do passado difícil.
Exato, né? E a pergunta é: será que todo
mundo não tem um pouquinho disso, né?
Quantas vezes a gente também acaba
escolhendo aquilo que que não tem
futuro, que não faz sentido, que já
acabou, que já tá submerso, né? Em
detrimento daquilo que tá do nosso lado,
que representa a continuidade, né?
É interessante que
eh a gente se questionar sobre isso,
olhando para essa obra,
eh ela traz uma perspectiva diferente da
ideia, né? Só falar não se apegue ao
passado é diferente de mostrar um quadro
desse, falar a gente fazer a gente
refletir um pouco sobre ele, né?
Eh, o José Lima em Lamentações, a Bíblia
nos ensina exatamente isso quando diz
trazer a memória o que me pode dar
esperança.
Exato. José Lima, eu lembro aqui também
do passagem que tem Eclesiastes que fala
eh não se questione porque no passado
tudo era melhor, porque essa pergunta
não vem da sabedoria,
né? E a gente
a gente tem uma questão de de se apegar
ao passado.
E isso isso tem a ver até um pouco com
neurociência também, né?
o nosso, o período que o nosso cérebro
tá em construção,
ele eh eh causa
memórias mais fortes, afetivas na gente.
É por isso, eu tava lendo um estudo,
inclusive outro dia que fala que as
músicas que você ouvia quando era
adolescentes
e elas trazem memórias afetivas mais
fortes. Então, por isso que as pessoas
tendem a gostar das músicas da época de
quando ele era adolescente, né? Isso é
uma coisa da nossa cabeça. As memórias
que a gente cria nessa idade, na nossa
infância, na nossa adolescência, nossa
juventude,
essas memórias elas estão associadas a
sentimentos de uma forma mais intensa,
né? De forma geral, a memória e e e as
emoções no nosso cérebro estão sempre
associadas.
estão sempre associadas, mas em especial
nesse período da vida, a gente forma
memórias que parecem ser mais intensas,
eh, intensas sentimentalmente,
emocionalmente, né?
E por isso a gente acaba sempre tendo a
sensação que o passado era uma época
muito boa, que o passado as coisas
aconteciam de forma melhor, mais
interessante e tal. Se a gente tivesse
como averiguar isso de forma fria, né,
de forma racional, a gente ia ver que
não é assim, mas o nosso cérebro
funciona desse jeito, né? Então, de
certa forma, todos nós temos essa
tendência de olhar pro passado e querer
resgatar ele o tempo todo, né? Essa
tendência nostálgica de resgate do
passado faz parte do jeito que a gente
pensa que o nosso cérebro é constituído.
Então, é uma tendência que a gente tem
que sempre estar lutando contra, porque
senão a gente acaba se tornando esse
essa figura aqui do quadro.
Eh, o Ozeal comenta aqui: "Achei
estranho a luz, mas não sei se faz parte
do quadro, porque ela vem da esquerda
forte e a sombra projetada do lado
direito." Exatamente. A gente comentou
um pouco sobre a luz aqui. A luz tá
fazendo uma quebra de eixo em relação ao
corpo do homem aqui.
Então, só pra gente voltar aqui, a gente
tem uma luz que pega principalmente essa
parte aqui,
enquanto a gente tem um movimento do
homem, principalmente pegando essa parte
aqui. Então, a gente tem aqui dois eixos
brigando
um com o outro, n? E a gente vê que a
luz tá justamente excluindo o idoso, né?
A luz tá em cima dos personagens e o
idoso tá meio que fora dela, né? Eh,
então a luz não necessariamente a luz é
natural aqui como ela seria no mundo
real. A luz tá aqui para contar uma
história.
É, eh,
é interessante que o
uma vez questionaram um diretor sobre
filme dele, por que que tem umas luzes
que não parecem fazer parte do da cena,
né? Tá lá as pessoas e ele percebe que
tem uma luz azul vindo de trás, tem uma
luz amarela vindo de não sei onde e o
diretor respondeu: "A luz tá vindo do
mesmo lugar que a trilha sonora tá
vindo".
Quer dizer, né? Não tem uma orquestra
tocando ao vivo no mundo real. É isso é
colocado no no filme para você criar uma
tensão, para você dar um direcionamento
para para você chegar em algum lugar,
né? a luz do mesmo jeito e
principalmente numa pintura que a luz
não tá lá sozinha, você tem que colocar
ela lá.
O pintor coloca a luz do jeito que ele
quer, né? Eh, do pintor coloca a luz do
jeito que conta melhor a história que
ele quer contar, né? Então, acaba sendo
isso daqui, né?
Aí o Osé fala: "Num tempestade, a
primeira coisa que eu penso é excluída
ao geral". Exato, né? De onde vem essa
luz, né?
Bom, gente, eu acho que
eu acho que é isso. A gente faz uma live
um pouco mais curtinha hoje. De repente
aí na semana que vem a gente consegue
conversar melhor. Não sei como vai ser
semana que vem. A gente vai tá chegando
no final do ano.
Aí qualquer coisa a gente vai se
conversando, né? Eh, qualquer coisa eu
deixo no canal mesmo. Eu não sei se se
todos conseguem ver. De vez em quando eu
consigo postar coisas no canal escritas.
Então, normalmente, quando eu não
consigo fazer a live, eu coloco lá,
gente, não vai ter live essa semana. Eu
vejo que tem algumas pessoas que curtem
o post. Pera aí só um pouquinho.
Bom, eh, voltando, tem, eu vejo às vezes
que as pessoas curtem esses posts, então
eu coloco lá na o post. Então, eu vou
pensar como vai ser aqui o fim de ano
para mim. eh se eu vou os dias que eu
vou estar em casa e tal que a gente
consegue fazer live. Então, sempre que
der, eu vou colocar, vou atualizar lá no
nosso no canal mesmo, tá bom? Eh, tem
uma parte ali de postagens, eu não, eu
vou nem sei dizer como faz para quem tá
olhando. Eu sei onde eu consigo consigo
postar, né? Eu não sei quem eh onde fica
para pras pessoas olharem, né?
Eu vou terminar aqui com esse esse
comentário da Lucilene, né? Nunca
pensaria isso desse quadro. Será que é
porque eu sou mulher? Só me vem à mente
a razão do juízo de Deus que encerrou a
falta de misericórdia por homens que
pensam só em si. Eh, o pai é a
identidade do homem. Faz muito sentido
também, Lucilene. É uma forma
interessante também de ler o quadro, né?
Eh, essa irracionalidade,
essa falta de sentido na escolha que o
homem tá fazendo também é um é uma ideia
de de uma humanidade que não tem não tem
para que existir. É o tipo de humanidade
que Deus se arrepende de ter feito, né?
Como é a linguagem que aparece mais em
Gênesis. Eh, é a humanidade que vai
morrer num dilúvio, né? É uma é uma
humanidade que vai desaparecer. o homem
que rejeita o seu futuro eh para abraçar
o seu passado. Até esqueci aqui a o
quadro
aqui. Mas é isso, gente. Eh, é isso. Eh,
você vê como é, né? As leituras
diferentes que se tem sobre a obra, elas
não necessariamente se anulam,
né? Então, você pode ver desse aspecto e
você pode virar e ver de outro aspecto
também. E não necessariamente um tá
certo e outro errado. Eles vão se
somando e isso que torna uma obra de
arte, uma obra interessante, né?
Bom, pessoal,
é isso. Espero que vocês tenham gostado.
Eu eu vi a sugestão que vocês colocaram
de outros quadros e e de repente a gente
conversa aí semana que vem nas outras
sobre esses outros quadros. Tem um outro
também que tava na minha mente que eu
queria falar sobre ele. Inclusive, eu
nem sei se eu já comentei aqui nesse
canal sobre a ideia do homem animal que
aparece lá em
Daniel capítulo 4. Vou dar uma olhada
aqui nas lives passadas. Eh, tem um
quadro muito bacana do William Blake que
também queria eh ver com vocês. E nesse
caso, acho que a análise nem ia ser
tanto do quadro, mas mais da ideia do
quadro da história que é Daniel capítulo
4, né? O o rei animal, né? O rei animal
Nabuco Donzor.
Mas vamos ter outros, a gente vai fazer
mais assim, mais lives assim. Eu acho
que traz
boas reflexões.
Valeu, pessoal. Obrigado por ter
acompanhado até aqui. Uma boa noite para
vocês e até a próxima live. Ciao. Ciao.

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