Davar Live – 12/12
13/12/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal. Boa noite. Como que vocês estão? Tudo bem? Eh, então, hoje a gente vai fazer o seguinte, nós vamos conversar, eh, a gente não vai ficar muito tempo online. Eu não sei se vocês conseguem perceber, a minha voz tá muito ruim. Eu tô com a garganta ruim, então não vou conseguir ficar muito tempo conversando com vocês hoje. Eh, mas é isso. A gente vai até onde a gente conseguir aqui, talvez uma meia horinha, 40 minutos. Eu acho que vai dar. Aí eu queria ouvir de vocês se o microfone, aliás, o microfone tá meio longe aqui, acho que melhor. Eh, se o microfone tá bom, se vocês estão ouvindo bem, se tem alguém aí, né? Eu sei que eu atrasei também um pouco a transmissão. Eu também atrasei para colocar o o aviso da transmissão, então não sei quantas pessoas viram que a transmissão ia est hoje. Hoje eu tô assim, tipo, quase que eu não faço. Eu só não fiz a a live porque eu só não cancelei a live porque a gente já tinha ficado sem live esses tempos atrás. Eh, então eu não quis cancelar mais essas, né? Mas eu tô ouvendo aqui de Joshua Kiss. Eh, boa noite desde Lisboa. Tudo OK. Obrigado, Joshua. Eh, eu vou ficar aqui com a minha água, com o meu remedinho de garganta. Então, de vez em quando vou ter que dar uma borrifada aqui na garganta, beber uma água, porque hoje tá ruim, viu, gente? Então, queria saber se como vocês estão, se vocês tem alguma coisa que vocês queriam falar. Eu separei uma coisa aqui que é o que a gente tinha comentado semana passada. A gente tem comentado esses últimos tempos sobre arte e bíblia, né? E eu tinha dado aí a sugestão da gente falar sobre umas obras de arte, sobre uns quadros que tem temas bíblicos, eh, e claro que vai ter muitas outras coisas ali que estão além do que só a referência ao tema bíblico. Eh, então tem um que eu já separei, eu vi a sugestão de vocês que vocês deram semana passada. Eh, tá guardadinha a sugestão. Hoje eu só não vou me estender por causa disso mesmo, tá? Por causa desse problema da na voz, na garganta. Mas aí num na semana que vem a gente volta aí falar desses quadros. A gente pode falar de vez em quando disso também. É um assunto que eu gosto. Então, fora esse daqui, tem pelo menos mais uns dois que eu queria ver com vocês. A gente podia ver juntos, conversar juntos sobre esses quadros. Eh, então, pelo que eu entendi, o som tá bom hoje, né, gente? Tá funcionando bem? Eu acho que tá, né? Então, tá. Eh, deixa eu pegar meu mouse aqui. Então, se vocês não tiverem nhum nenhum assunto que queiram discutir antes, alguma dúvida, alguma questão que vocês queriam comentar, alguma coisa assim, a gente já vai para esses para essas coisas aqui que eu tava separando pra gente conversar, né? O que que vocês acham? E eu também eu tô com muito delay, muito delay entre o o vídeo que tá sendo transmitido e e eu tá demorando muito, eu não sei por hoje tá meio ruim, então talvez eu demore um pouco para ver o o aí as mensagens de vocês, tá bom, gente? Então, tá? Eh, que que eu ia falar hoje com vocês? Um quadro que eu gosto muito, um quadro que tem um tema que me faz pensar. Tirar meu som aqui do celular para ele não ficar apitando também, né? Eh, um quadro que eu gosto muito, um quadro que tem um tema que me faz pensar, que ele toca em temas, na verdade, que me fazem pensar e assim é feito de uma maneira tão genial, tão bonita. e fala de uma maneira tão profunda, de um jeito tão simples, que eu eu eu fazia um tempo já que eu tinha vontade de falar algumas coisas assim em relação à arte, sabe? Eh, e esse daqui é um quadro que foi pintado lá em 1826 por um pintor francês chamado Joseph Deserrecourt. Não sei exatamente como pronuncia, né? se é Joseph Deser Court, não sei, mas é o nome dele. Eh, foi e o quadro foi pintado lá em 1827. O nome do quadro é Cena do Grande Dilúvio. Então vou compartilhar minha tela aqui pra gente ver a composição do quadro, pra gente ver algumas coisas aqui sobre essa obra e e aí a gente vai conversando. Eu quero também eu ver a opinião de vocês, quem tá online aí, se vocês estão vendo, que que que vocês acham de interessante, o que que chamou a atenção de vocês, porque a gente vai comentando junto aqui sobre esse quadro e a gente vai fazendo nosso comentários sobre ele, né, o comentário aqui do nosso canal. Então, deixa eu compartilhar com vocês é esse quadro aqui, né? As cenas, a a cena do grande dilúvio do Descorte, Joseph Des record. Então, é esse quadro aqui. Vou chegar um pouco mais perto para vocês verem os detalhes do quadro. Então, vocês estão vendo aí algumas coisas iniciais sobre a composição do quadro. Primeira coisa, a gente vê que tem quatro elementos, quatro figuras, quatro personagens aqui nesse quadro. Logo de início, a gente tem esse homem jovem, a gente tem esse senhor idoso, a gente tem essa mulher jovem e a gente tem essa criança. São esses quatro elementos. A maneira como eles estão distribuídos nesse quadro também é uma maneira bem interessante, né? Existem algumas eh alguns eixos nesse quadro. Eu acho que o principal dos eixos é esse daqui, ó. A gente vê que o quadro tem uma divisão aqui na diagonal, principalmente feita pelo corpo do homem jovem que tá aqui. Então essa é vai ser a principal divisão do quadro, né? A gente vê inclusive que eh essa divisão ela fica em contraparte a essa outra divisão aqui, porque aqui essa risca que eu fiz, vocês vem que é um facho de luz. Esse canto do quadro e esse canto do outro canto do quadro, eles estão um pouco mais escuros, tem menos elementos. Então a gente tem assim meio que um quadro quase que em X. Aqui tem dois eixos. de composição assim. E isso, claro, é interpretativo, tem várias maneiras de você ver esse quadro, de você entender ele. E essa composição, outra maneira também é ver uma composição em triângulo aqui, né? A gente tem aqui esses elementos fazendo essa essa direção basicamente também, né? Então, esse é o primeiro elemento. Prestem bastante atenção nesses dois eixos de composição. Primeiro, esse eixo de do movimento do corpo, né? Esse esse eixo daqui, né? A parte de baixo mais cheia, com mais elementos, a parte de cima mais vazia, mais escura também. E esse outro eixo aqui guiado principalmente pela iluminação do quadro. Então isso que é o importante e aí que a gente vai ver eh o que que esse quadro tá falando. Ele tá tentando contar uma história, ele tá tentando colocar uma ideia. Quando vocês olham para esse quadro aqui, o que que vocês pensam? Que que vocês acham que esse quadro tá querendo dizer? Mas o que que você acha que tá passando na cabeça do pintor para ele escolher esses elementos e esse tema? Cena do grande dilúvio e essas quatro pessoas. O que que tá acontecendo? Então vamos ser mais descritivo aqui pra gente entender. A gente tem esse homem que é o elemento principal do quadro aqui. A gente pode falar até que ele é o personagem principal desse quadro. Ele tá fazendo uma coisa, né? Aliás, ele não tá só fazendo uma coisa, o corpo dele inteiro tá fazendo uma coisa. Essa direção aqui é a direção do corpo dele inteiro, desde a ponta do tornozelo até a ponta do dedo da mão, ele tem essa direção. Ele tá se movendo nesse sentido, né? Ele tá se deslocando, ele a intenção dele tá para cá. Então, o que esse personagem tá fazendo tá totalmente voltado para quem? Para esse outro personagem aqui, né? Eh, a primeira coisa que a gente percebe, eh, esse quadro todo tem essa composição que tem esse sentido. E o que que a gente percebe, a relação entre esses dois personagens aqui? Bom, esse homem jovem, eh, é interessante a gente ver o seguinte, tanto o o homem jovem e o homem velho, eles têm coisas que estão aí meio que em oposição, né? Olha pro rosto deles. O homem jovem tá com o rosto totalmente eh na sombra, totalmente escurecido. Enquanto a gente tem o homem velho que tá com o rosto totalmente iluminado. O homem jovem tá totalmente para cima, tá totalmente fora da água. Enquanto a gente tem um homem velho que ele tá completamente submerso aqui na água, tá só o rosto e as mãos para fora. A gente vê que o homem jovem, ele tá se esforçando totalmente para alcançar o homem velho. Só que o homem velho, ele não tá esticando as mãos dele. Ele só tá com as mãos levantadas, mas ele não tá se esticando para ser salvo, né? É interessante a gente perceber um detalhe aqui nesse quadro, que quando a gente chega perto aqui desse homem idoso, a gente vê que ele tem junto dele aqui eh um elemento vermelho aqui, uma roupa vermelha enrolada nele. E ele também tá numa parte escura do quadro. É como se ele tivesse fora da composição, né? Eh, lembra o que a gente tá falando do eixo da iluminação? Esse eixo aqui, esse personagem tá totalmente fora desse eixo, percebe? É como se ele não fizesse parte mais desse quadro, dessa composição. Ele é um elemento, é quase um elemento externo. Então essa é a relação desses dois personagens, né? Meio que uma relação de oposição, né? Mas ao mesmo tempo essa relação do homem jovem se esforçando para alcançar o homem idoso e o homem idoso, eh, ele tá afundando ali, né? Agora a gente tem esse outro lado do quadro que é a mulher e a criança. E vocês veem que a relação entre o personagem e a mulher e a criança é totalmente diferente entre a do que a relação entre o personagem e o homem idoso. É meio que oposta também. Vocês vocês vem que tem várias coisas em oposição em aspectos diferentes nessa nesse quadro, né? Essa mulher, ela não tá totalmente submersa igual o o homem idoso. Ela tem tá parte do corpo dela para fora. E mais do que isso, né? Em oposição ao homem idoso que tem um movimento descendente, movimento para baixo, ela tem um movimento todo para cima. Ela tá se esforçando para subir. E mais do que isso, né? Eh, o único outro personagem que tá totalmente fora das águas do dilúvio aqui é essa criança que essa mulher tá levantando. Então, quando você olha para esse quadro, você vê que esse homem ou o homem personagem principal aqui, ele tá totalmente voltado pro homem idoso e ele precisa se esforçar muito. E o homem idoso meio que já foi, ele já tá lá lá embaixo. Enquanto a criança que tá do lado dele, que basta ele ele virar e pegar pela mão, né? Ele tá ignorando a criança e a mulher. E é muito interessante também que a mulher também tem eh uma uma roupa aqui branca, né? Em oposição essa roupa vermelha desse senhor idoso. E ela também segura um ramo com folhas na mão. Um galho com ramo com folhas na mão, né? Então, a gente fez aqui uma descrição do quadro e a gente vai começar a pensar no que que ele quer dizer com isso daqui, né? Então, eh, a gente pensa aqui, principalmente, que a ideia do quadro é o grande dilúvio. O quadro tá falando sobre o dilúvio. E o dilúvio é um tema bíblico que tá relacionado com uma eh eh é interessante que a gente quando a gente vai olhar para uma obra e pensar sobre ela, a gente vai pode fazer relações que provavelmente nem o autor da obra pensou, né? E isso que é a beleza da arte. Eh, a gente tinha comentado uns tempos atrás sobre arte, que a arte ela é feita de um jeito que ela é aberta a novos significados, de um jeito que nem o próprio autor consegue entender a dimensão que aquela arte pode alcançar, né? Então, a gente vai falar várias coisas aqui que talvez passe na cabeça de vocês. Nossa, será que esse pintor tava pensando nisso quando fez esse quadro? Essa é uma informação que é irrelevante pra gente entender a arte, porque ainda que eh algumas coisas que a gente vai falar jamais tivessem passado pela cabeça do do Joseph desse desse rei aqui quando ele pintou o quadro, o fato é que essas coisas estão aqui e a gente consegue interpretar elas desse quadro. Então, por mais que não fosse a intenção do autor, a gente consegue encontrar. Então, a obra em si é maior do que o autor, né? Então, vamos lá para para o que que a gente pode entender desse quadro. Eu não sei se vocês repararam na idade dos personagens aqui. Quer dizer, reparar, repararam, né? Mas não sei se vocês pararam para pensar qual é a intenção da idade desses personagens. Então vocês veem que tem um homem idoso, num canto escuro, já submerso, indo embora e a gente tem uma criança na parte mais iluminada do quadro sendo levantada do lado do homem, eh, pronta para ser colocada salva do dilúvio, né? Então, esse esse elemento, a a o conceito das idades pra gente perceber que ele tá falando sobre uma questão temporal, né? Fiquem com isso em mente que a gente já vai voltar para ela. Então, o tema do quadro é o dilúvio. E sobre o que que é o dilúvio na Bíblia, né? O dilúvio é uma é um tema bíblico, né? É uma história bíblica, mas é também um tema bíblico que fala sobre eh Deus renovar uma terra que tava perdida. Então tem uma ideia de limpeza, uma ideia de renovação. É curioso que quando a gente olha pro texto bíblico, isso aparece de um jeito interessante, porque a forma como o autor de Gênesis vai descrevendo o dilúvio, é como se ele fosse fazendo referências à criação do mundo, só que essa criação vai se desfazendo, entende? Então, eh, é como se a gente tem, eh, a separação da da parte seca das águas e tal lá no no terceiro dia, eh, a separação das águas de cima e de baixo, a gente tem os elementos básicos, a vegetação e tal. E quando a gente olha pro dilúvio, as as separações são desfeitas. A porção seca que apareceu, ela desaparece. a os animais que foram criados, a vegetação que foi criada agora, ela volta tudo para debaixo da água, como era tudo no início. Então o dilúvio é meio que um resete da criação, uma criação às avessas pra criação poder meio que acontecer de novo. Existe uma relação temática bem forte, textual no texto de Gênesis, entre o dilúvio e a criação. Então, é como se o dilúvio fosse uma renovação, é uma recriação. Só um minutinho. Preciso me medicar um pouco aqui pra gente poder conseguir continuar. Então, é como se o dilúvio fosse uma recriação. Os temas estão relacionados. criação do do mundo e dilúvio. E de certa forma, nesse quadro existe também essa essa ideia. O que tá acontecendo é o autor tá contando através desses personagens, dessa iluminação, dessa composição, da posição do corpo de cada um e do tema que foi escolhido, a ideia de um passar de tempo. A gente tem o idoso representando o o passado eh que tá se afundando, tá indo embora. Esse passado ele já não ele já não vai mais continuar, né? O tempo dele já foi, o tempo dele já acabou. E a gente tem do outro lado a criança que tem a ideia de futuro, eh, a ideia é oposta, né? E essa oposição é em todos os sentidos, né? A gente vê que o personagem do homem idoso, ele tá na composição geral, eh, em oposição de de em vários aspectos da criança aqui, né? eh é o escuro e o claro, é o que tá descendo, é o que tá subindo e tal. Então, existe, de certa forma nesse quadro um dilema, né, entre uma escolha entre o passado e o futuro. Esse homem tá tentando escolher entre o passado dele, que já foi, que não tem salvação, que já se afundou, que já foi o tempo dele e tá indo embora. Deixa só fechar aqui. Tem um pessoal acelerando lá fora. E o futuro, o futuro que tá do lado dele, o futuro que é a continuação dele, é o futuro que tá indo para cima, é o futuro que que faz tudo dar um sentido, porque eh o que tá acontecendo nesse quadro é sem sentido. Vocês conseguem entender? Eh, o que tá acontecendo nesse quadro é sem sentido. A ideia da mulher é interessante porque tem várias coisas que a gente pode pensar sobre a mulher aqui, né? Eh, algumas pessoas leem essa mulher nesse quadro como representando o presente, né? Então, existe uma leitura familiar que se faz desse quadro, né? É um homem, a sua esposa, o seu filho e seu pai. É possível fazer essa leitura? Ela vai apontar no final das contas pro mesmo lugar que a gente tá indo, né? o pai representando o passado, a esposa representando o presente, a criança representando o futuro e o homem representando o dilema entre escolhas que se faz, né? E e essa mulher é interessante porque ela também tá coberta com uma roupa que tem eh uma cor que contrasta com a cor do idoso. O idoso tá com uma roupa vermelha ali afundando e ela tá com uma roupa branca. E ao mesmo tempo esse ramo nas mãos dela, né? O que que seria esse ramo? Eu tava pensando sobre ele e é interessante que quando a gente faz a conexão com o dilúvio, a gente lembra o ramo do pássaro, né? Que o que Noé soltou e que ele volta com um ramo nos bicos, representando de que existe uma esperança, existe algo para acontecer, né? Eh, essa mulher, ela representa isso. É, esse é o esse é o símbolo dessa mulher. Ela tá representando uma esperança, um futuro. Ela tá levantando o futuro nas mãos, né? E eu acho que aqui a parte principal, que é o que é até de certa forma um pouco assim eh é desconfortável, né? É o que que esse homem tá fazendo? É entre esse dilema entre o passado e o futuro e o presente/ra futuro, é esse dilema entre aquilo que você não pode salvar e aquilo que tá do seu lado para ser salvo. A escolha que esse homem tá fazendo. Vocês vem que ele tá quase caindo, ele tá esticando o corpo dele inteiro. Todas as intenções dele estão voltadas para salvar aquilo que não pode ser salvo. para salvar aquilo que já tá afundado, aquilo que já foi, enquanto aquilo que é novo, tá aqui do lado dele, tá muito mais perto, é muito mais fácil. Eh, é assim, é o que seria racional, é o que parece que seria instintivo, mas não é o que ele faz. Esse homem tá escolhendo o passado e tá rejeitando o futuro. Ele tá escolhendo aquilo que não pode ser mais alcançado, que já passou, que já foi, e rejeitando aquilo que é o que dá sentido pra existência, entende? Eh, bom, então é isso, é isso que é e é esse quadro e eu queria ouvir de vocês, né? Por que que eu trouxe esse quadro aqui pra gente conversar, né? Esse quadro faz a gente pensar sobre sobre nós, as escolhas que a gente faz todos os dias e o que que a gente tá fazendo com a nossa vida às vezes. E a gente para para se colocar no lugar desse homem, claro, né? Eh, que é o o personagem que tá tentando colocar aí a escolha entre esse esse dilema. Será que às vezes a gente também não escolhe aquilo que passou na nossa vida? Será que às vezes a gente não escolhe aquilo que já tá afundado, que já teve a sua época e já não existe mais? E a gente rejeita aquilo que tá do nosso lado, que é novo e que vai dar sentido e esperança pro futuro, que é o próprio futuro? Será que às vezes a gente não abre mão do futuro, de um futuro que tá do nosso lado, para se apegar a um passado que já foi embora? Então, essa é a pergunta perturbadora, essa palavra que eu tava tentando lembrar antes, essa é a pergunta perturbadora que fica eando na nossa mente quando a gente olha para esse quadro. Será? Será que a gente tá sendo esse homem? Será que a gente tá tomando essa escolha? Isso que é absolutamente irracional, que não faz sentido, que é mais difícil e que não leva nada? às vezes é o que a gente tende a fazer, porque o ser humano é estranho, porque nós somos estranhos, porque a gente às vezes toma decisões que não fazem sentido e que realmente não levam a nada, mas é o nosso jeito de ser. Então esse quadro é é ele traz uma ideia de humanidade muito forte, que é justamente a gente tomar decisões que não fazem sentido e que não vão ter fruto nenhum. Mas é, a gente toma essas decisões por causa de um monte de outros motivos que tem na nossa mente, né? Por um monte de outros vieses, por um monte de outros sentimentos e pensamentos que estão ocorrando, que estão ocorrendo aqui na nossa cabeça e fazem a gente ser às vezes esse homem aí. E é isso que às vezes eu me pergunto, eu tô esticando meu corpo inteiro, tentando salvar aquilo que já foi, ou era melhor eu virar pro lado e trazer para cima aquilo que é o futuro, né? Essa é a pergunta. Então é isso, gente. Eh, vocês vem que tô vendo aqui que um pessoal entrou mais tarde, né? A Liliam, o Oziel. Hoje eu não tô, minha garganta não vai durar muito, então a gente vai fazer uma live mais curtinha hoje, né? E aí eu quis trazer esse quadro aqui pra gente comentar um pouco sobre ele e ouvir um pouco o que que vocês estão pensando, o que que vocês acharam dessa ideia desse quadro. Eu gosto bastante dele, né? Eu tô vendo aqui o Caio comentou, né? Vejo também o Fibonacci. São pontos onde geralmente o nosso olhar vai primeiro. Nessa obra seria o início da parte da cabeça, faz o círculo na mulher com a criança e termina no idoso, né? É a sequência Fibonacci é aquela sequência, ó, eh, seria, na verdade, um um uma espécie de um algoritmo, né, que é aquilo é aquele que sempre quando ele vai um pra frente, ele soma o passado, né? Então você tem 1 + 1, 2, né? 2 + 1, 3 + 2, 5, 5 + 3. Então você pega a o elemento anterior e soma. E aí você vai tendo essa sequência Fibonacci. E as pessoas colocam isso em uma forma e gráfica que se torna aquele espiral Fibonacci, né? E aí o Caio traz aqui, que é bem interessante também, que muitas vezes muita gente pensa nas composições das artes, eh, da perspectiva do Fibonacci, né, que é justamente olhar pra arte dessa perspectiva, eh, da espiral, né? Então, eh, é interessante ver isso, que ele começa, né, ali na cabeça da pessoa e termina no idoso, né, é onde acaba a obra. Essa obra aqui é uma obra que eu tinha vontade de de eu ter desenhado isso, eh, ter tido essa ideia, ter desenhado, ter o talento que a pessoa tinha para fazer e ter o reconhecimento que ela teve, porque isso daqui é tão genial que você olha e fala: "Nossa, isso daqui faz muito sentido. Eu queria eh eu queria participar dessa arte", né? Então, é esse é o tipo de obra de arte que levanta esses tipos de questionamentos que a gente estava fazendo agora. que é uma explicação do que a gente tinha falado na na outra na outra live, né? Eh, como muitas vezes a arte leva a gente a questionar e faz a gente pensar na nossa vida. Por isso que a religiosidade e a arte se tocam, né? Porque esses livros escritos por pastores nômades há 3000 anos atrás no Antigo Oriente Médio, esses livros também falam com a gente, nos tocam e fazem a gente pensar, questionar nossa vida e mudar de atitude às vezes, né? Eh, do mesmo jeito, a arte também tem esse poder. Às vezes, uma arte que não tem essa in não que quando o autor fez isso não passou na mente dele, ela pode levar você a questionamento sobre a sua vida e fazer você mudar sua atitude na sua vida, né? Então, é muito interessante a gente pensar a arte eh relacionada aí com uma com a espiritualidade, né? Eh, a Lilian tá comentando aqui que o áudio ficou baixo de novo. É, aqui a gente já tá chegando no final da live, viu, gente? Eu não vou durar muito mais. Eu tô igual aqui o idoso do quadro. Eh, minha voz tá igual ele. Eh, mas qualquer coisa depois que eu que eu editar, quando eu for colocar no ar, eu subo um pouquinho o volume, tá bom? Eh, aí, eh, mana seis do carmo, acho que é isso, né? Conheço uma pessoa que se apega ao passado. Isso é prejudicial em sua vida. Sempre apresentamos algo novo para essa pessoa mudar, mas ela sempre escolhe viver no passado, do passado difícil. Exato, né? E a pergunta é: será que todo mundo não tem um pouquinho disso, né? Quantas vezes a gente também acaba escolhendo aquilo que que não tem futuro, que não faz sentido, que já acabou, que já tá submerso, né? Em detrimento daquilo que tá do nosso lado, que representa a continuidade, né? É interessante que eh a gente se questionar sobre isso, olhando para essa obra, eh ela traz uma perspectiva diferente da ideia, né? Só falar não se apegue ao passado é diferente de mostrar um quadro desse, falar a gente fazer a gente refletir um pouco sobre ele, né? Eh, o José Lima em Lamentações, a Bíblia nos ensina exatamente isso quando diz trazer a memória o que me pode dar esperança. Exato. José Lima, eu lembro aqui também do passagem que tem Eclesiastes que fala eh não se questione porque no passado tudo era melhor, porque essa pergunta não vem da sabedoria, né? E a gente a gente tem uma questão de de se apegar ao passado. E isso isso tem a ver até um pouco com neurociência também, né? o nosso, o período que o nosso cérebro tá em construção, ele eh eh causa memórias mais fortes, afetivas na gente. É por isso, eu tava lendo um estudo, inclusive outro dia que fala que as músicas que você ouvia quando era adolescentes e elas trazem memórias afetivas mais fortes. Então, por isso que as pessoas tendem a gostar das músicas da época de quando ele era adolescente, né? Isso é uma coisa da nossa cabeça. As memórias que a gente cria nessa idade, na nossa infância, na nossa adolescência, nossa juventude, essas memórias elas estão associadas a sentimentos de uma forma mais intensa, né? De forma geral, a memória e e e as emoções no nosso cérebro estão sempre associadas. estão sempre associadas, mas em especial nesse período da vida, a gente forma memórias que parecem ser mais intensas, eh, intensas sentimentalmente, emocionalmente, né? E por isso a gente acaba sempre tendo a sensação que o passado era uma época muito boa, que o passado as coisas aconteciam de forma melhor, mais interessante e tal. Se a gente tivesse como averiguar isso de forma fria, né, de forma racional, a gente ia ver que não é assim, mas o nosso cérebro funciona desse jeito, né? Então, de certa forma, todos nós temos essa tendência de olhar pro passado e querer resgatar ele o tempo todo, né? Essa tendência nostálgica de resgate do passado faz parte do jeito que a gente pensa que o nosso cérebro é constituído. Então, é uma tendência que a gente tem que sempre estar lutando contra, porque senão a gente acaba se tornando esse essa figura aqui do quadro. Eh, o Ozeal comenta aqui: "Achei estranho a luz, mas não sei se faz parte do quadro, porque ela vem da esquerda forte e a sombra projetada do lado direito." Exatamente. A gente comentou um pouco sobre a luz aqui. A luz tá fazendo uma quebra de eixo em relação ao corpo do homem aqui. Então, só pra gente voltar aqui, a gente tem uma luz que pega principalmente essa parte aqui, enquanto a gente tem um movimento do homem, principalmente pegando essa parte aqui. Então, a gente tem aqui dois eixos brigando um com o outro, n? E a gente vê que a luz tá justamente excluindo o idoso, né? A luz tá em cima dos personagens e o idoso tá meio que fora dela, né? Eh, então a luz não necessariamente a luz é natural aqui como ela seria no mundo real. A luz tá aqui para contar uma história. É, eh, é interessante que o uma vez questionaram um diretor sobre filme dele, por que que tem umas luzes que não parecem fazer parte do da cena, né? Tá lá as pessoas e ele percebe que tem uma luz azul vindo de trás, tem uma luz amarela vindo de não sei onde e o diretor respondeu: "A luz tá vindo do mesmo lugar que a trilha sonora tá vindo". Quer dizer, né? Não tem uma orquestra tocando ao vivo no mundo real. É isso é colocado no no filme para você criar uma tensão, para você dar um direcionamento para para você chegar em algum lugar, né? a luz do mesmo jeito e principalmente numa pintura que a luz não tá lá sozinha, você tem que colocar ela lá. O pintor coloca a luz do jeito que ele quer, né? Eh, do pintor coloca a luz do jeito que conta melhor a história que ele quer contar, né? Então, acaba sendo isso daqui, né? Aí o Osé fala: "Num tempestade, a primeira coisa que eu penso é excluída ao geral". Exato, né? De onde vem essa luz, né? Bom, gente, eu acho que eu acho que é isso. A gente faz uma live um pouco mais curtinha hoje. De repente aí na semana que vem a gente consegue conversar melhor. Não sei como vai ser semana que vem. A gente vai tá chegando no final do ano. Aí qualquer coisa a gente vai se conversando, né? Eh, qualquer coisa eu deixo no canal mesmo. Eu não sei se se todos conseguem ver. De vez em quando eu consigo postar coisas no canal escritas. Então, normalmente, quando eu não consigo fazer a live, eu coloco lá, gente, não vai ter live essa semana. Eu vejo que tem algumas pessoas que curtem o post. Pera aí só um pouquinho. Bom, eh, voltando, tem, eu vejo às vezes que as pessoas curtem esses posts, então eu coloco lá na o post. Então, eu vou pensar como vai ser aqui o fim de ano para mim. eh se eu vou os dias que eu vou estar em casa e tal que a gente consegue fazer live. Então, sempre que der, eu vou colocar, vou atualizar lá no nosso no canal mesmo, tá bom? Eh, tem uma parte ali de postagens, eu não, eu vou nem sei dizer como faz para quem tá olhando. Eu sei onde eu consigo consigo postar, né? Eu não sei quem eh onde fica para pras pessoas olharem, né? Eu vou terminar aqui com esse esse comentário da Lucilene, né? Nunca pensaria isso desse quadro. Será que é porque eu sou mulher? Só me vem à mente a razão do juízo de Deus que encerrou a falta de misericórdia por homens que pensam só em si. Eh, o pai é a identidade do homem. Faz muito sentido também, Lucilene. É uma forma interessante também de ler o quadro, né? Eh, essa irracionalidade, essa falta de sentido na escolha que o homem tá fazendo também é um é uma ideia de de uma humanidade que não tem não tem para que existir. É o tipo de humanidade que Deus se arrepende de ter feito, né? Como é a linguagem que aparece mais em Gênesis. Eh, é a humanidade que vai morrer num dilúvio, né? É uma é uma humanidade que vai desaparecer. o homem que rejeita o seu futuro eh para abraçar o seu passado. Até esqueci aqui a o quadro aqui. Mas é isso, gente. Eh, é isso. Eh, você vê como é, né? As leituras diferentes que se tem sobre a obra, elas não necessariamente se anulam, né? Então, você pode ver desse aspecto e você pode virar e ver de outro aspecto também. E não necessariamente um tá certo e outro errado. Eles vão se somando e isso que torna uma obra de arte, uma obra interessante, né? Bom, pessoal, é isso. Espero que vocês tenham gostado. Eu eu vi a sugestão que vocês colocaram de outros quadros e e de repente a gente conversa aí semana que vem nas outras sobre esses outros quadros. Tem um outro também que tava na minha mente que eu queria falar sobre ele. Inclusive, eu nem sei se eu já comentei aqui nesse canal sobre a ideia do homem animal que aparece lá em Daniel capítulo 4. Vou dar uma olhada aqui nas lives passadas. Eh, tem um quadro muito bacana do William Blake que também queria eh ver com vocês. E nesse caso, acho que a análise nem ia ser tanto do quadro, mas mais da ideia do quadro da história que é Daniel capítulo 4, né? O o rei animal, né? O rei animal Nabuco Donzor. Mas vamos ter outros, a gente vai fazer mais assim, mais lives assim. Eu acho que traz boas reflexões. Valeu, pessoal. Obrigado por ter acompanhado até aqui. Uma boa noite para vocês e até a próxima live. Ciao. Ciao.