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A fé vem pelo ouvir

Tomando de volta a nossa alma | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 210

Tomando de volta a nossa alma | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 210

Tomando de volta a nossa alma | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 210

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
[música]
se nomine.
Hum.
Eu tenho confissão a a fazer.
Eu nunca me senti à vontade inteiramente
com a internet.
Nunca me senti conformado com esse meio
de comunicação que eu acho perigoso. É
útil sim. É, todos os meios
potencialmente são bons. Eu já usei
outros, inclusive já fiz rádio. Fiz
rádio por 20 anos,
mas rádio é palavra, é mensagem.
Internet não é algo mais.
Minha primeira tentativa de usar a
internet
e foi pelo aplicativo Twitter, hoje é
chamado X, né? Em poucas palavras, o
desafio era cunhar uma mensagem suscinta
e consequente.
Eu nem me lembro quantas caracteres
usávamos. Era um limite bem pequeno, mas
não eram muitos, né? Pois o número e eh
mas mas tinha uma disciplina, né? Hã,
depois o número foi dobrado.
H,
eh, mas ainda era por meio de palavras
que nós nos comunicávamos. Ninguém podia
botar fotos ou vídeos como hoje em dia
no X pode.
Mas havia algo novo que não existia no
pelo rádio. Pessoas podiam reagir à
mensagem.
Aí, eh, surgiram controvérsias.
Controvérsias gerava interesse,
retuitadas,
pessoas interagiam e a controvérsia
criou fóruns e debates dos mais
acalorados.
Pessoas se ofendiam livremente.
Aí apareceram os trolls, a trollagem,
né? Quem se lembra do desenho animado do
Shrek, né? E é um troll, é um é um ogre,
é um brutamontes. E esses brutamontes do
Twitter, né, ficavam apostos só
esperando alguém que podia menosprezar
de graça. E o nível baixou, sempre baixa
assim, assim baixa. Livre uma luta
livre.
Não se respeitava senhoridade,
hierarquia, experiência, idade, qualquer
coisa.
As pessoas se ofendiam sem nenhuma
consequência.
os que levavam a sério meio acabavam
tendo infartes e perdiam sono, se
amarguravam.
No início até ficava bem chateado, mas
depois surgiu Facebook, outro meio que
supostamente criava ligações sociais,
era chamado a grande rede social foi
Facebook, né? Teve até um filme, fizeram
filme sobre isso.
As pessoas compartilhavam fotos,
histórias e opiniões e os trolls vieram
de reboque, né? Acharam logo o novo
playground onde podiam surrar os menos
resistentes e os mais os menos
habilidosos, né?
No meio de tudo isso, o aplicativo foi
descoberto pelo comércio e toda uma via
de propaganda se abriu. E onde há espaço
para propaganda, certamente a política
também vem de reboque. E foi o que
aconteceu.
Twitter e Facebook foram sugados por
por Instagram,
TikTok, Reels.
E tudo conspirou para uma tempestade
perfeita durante as campanhas políticas.
Todo mundo demonizava seu oponente e a
selvageria rolou solto. Rola até hoje,
para dizer a verdade. Criou toda uma
sociedade
hostil.
Aí veio a pandemia. Com o cenário
internacional girando em torno dessa
nova estrutura de comunicação e de
poder, a população mundial foi submetida
a um trauma que poucos conseguem
compreender até hoje. Mas mesmo sem
entender, todos sentiram o BAC. Sentimos
muito. Ouso dizer que nunca mais o mundo
foi o mesmo.
Nunca vimos tanta gente solitária,
tensa, doente, aflita, confusa e sem
rumo.
Nunca vimos a população tão agressiva,
tão opinada e tão sem noção.
Brigamos sobre coisas que nem
compreendemos.
As pessoas não têm cabeça, mas a sua
adrenalina jorra em cada velia.
Multidões dormem com o zumbido nos
ouvidos. Multidões se vem apreensivos,
ansiosos,
temerosos pelo dia de amanhã. Não
falamos sobre isso, né? Parece que se
não falarmos não vai nos afetar tanto,
mas afeta sim.
Tô falando,
mesmo sem reconhecer ou expressar,
estamos todos como ratos num labirinto,
tentando chegar ao fim do percurso a
algum lugar de descanso que nos dê um
pouquinho de sossego.
Poucos compreendem que essa neurose é
fruto de uma estratégia diabólica.
Estamos sendo manipulados,
creia em mim mim.
Embora a ideia nos meta medo se
desligarmos os nossos smartphones, nem
que seja por um dia apenas, parece que a
alma surrada
ganha um pouco de fôlego e se redescobre
um pouco.
Mas mais uma checada no Instagram e o
pequeno flash de sanidade desaparece.
Voltamos a mergulhar no marasmo digital
que não passa de uma enorme ratoeira
virtual com pequenas doses de
de seratonina, dopamina para alegrar o
coração, nem que seja um pouquinho,
microalegrias,
mas com isso estamos sendo empurrados,
estamos sendo monitorados e usados por
forças que não compreendemos.
Estamos sendo vendidos. Nossos dados,
nossas preferências, nossas mentes,
nossas almas.
Somos escravos de um sistema que
implacavelmente suga, empurra e gera em
nós o desequilíbrio necessário para nos
manter dóceis e controlados.
Aí entra a igreja.
A igreja também está no caldo. Ela
também se sujeita às forças ocultas.
Algumas até têm um culto virtual.
Eu conheci um rapaz outro dia que disse
que o pastor dele profetizou que ele
criaria um aplicativo de telefone que
mudaria o mundo.
Eu não rie ofender. Ele tava muito, ele
era muito sincero, mas senti pena. Mais
um escravo útil, mais um drone do
sistema.
Então, brigamos sobre a fé, brigamos
sobre denominações, brigamos sobre quem
manda aqui, brigamos os católicos brigam
com os protestantes, os protestantes
brigam com os católicos,
brigamos. É a única linguagem que sobra
para uma sociedade doente.
Ninguém reflete, ninguém ora, ninguém se
compadece.
Todos parecem saber qual é o problema da
igreja.
Quantas vezes eu vejo nos comentários os
meus vídeos, bispo, o problema é aí já
dizem qual é o problema. Todos parecem
saber o que há de errado com a igreja,
com os pastores de hoje. E poucos
parecem entender que se não tivermos
misericórdia, paciência e orarmos,
nada vai mudar para o melhor.
Fiquei tão impressionado com o fim do
livro de Jonas que eu li. Eu leio
frequentemente Jonas. Aliás, todo ama.
Eu lei o Jonas.
Ele ficou chateado que Deus havia
poupado o Nínibe da destruição. Disse:
"Eu sabia, eu sabia que o Deus, se eu
pregasse e se eu anunciasse, Deus
pouparia". Mas Deus falou que Jonas
deveria ter tido compaixão. Por quê?
Porque os nenevitas nem sabiam
distinguir entre a sua mão direita e sua
mão esquerda. E é o caso de hoje.
Deus sabe que estamos perdidos, que
estamos confusos. E como ratos, no meio
de uma experiência científica, estamos
nos mordendo e correndo pelo labirinto,
tentando achar uma razão pela angústia
que nos aflige.
Mas é hora de parar um pouco, é hora de
desligar o grid, guardar o telefone,
apagar o aplicativo e deixar que o
silêncio nos cure. Sim, pois precisamos
recuperar o silêncio,
o tédio. Tédi um santo remédio.
Acredite,
precisamos de bonança, que sempre foram
fontes
de saúde mental.
É impossível ter saúde no meio dessa
cacofonia ensurdecedora,
desse barulho, dessa confusão feita de
luzes, vozes, músicas, mensagens,
propaganda, frases feitas e manipulação
da mídia, de tudo, até do noticiário,
especialmente do noticiário.
Temos que parar o suficiente para ouvir
a nossa própria respiração.
Temos que nos lembrar do fato de que não
somos siborgues, não temos que ficar
ligados a essas máquinas. Temos que
tirar os filtros do nosso telefone que
distorcem o nosso rosto, que criar
avatar, que nada tem a ver com quem
somos. Tem pessoas com nariz de de
coelho, orelhas, mudam de rosto.
Nós somos ser humanos que somos homens e
mulheres, filhos, filhas, pais, mães,
irmãos. Somos criaturas feitas na imagem
e semelhança de Deus.
Temos uma alma, temos um criador, temos
um destino.
Muitos caminham na direção errada.
Adquirimos hábitos que estão nos matando
e e nos tirando não somente o prazer de
viver, mas a capacidade de viver.
Somos cegos, sendo guiados por outros
cegos
e estamos andando em círculos e nos
perdendo.
Estamos viciados naquilo que está nos
devorando, que está devorando a nossa
mente e a nossa alma.
A igreja tem que cumprir seu papel
nisso, gente. Temos que promover almas
saudáveis, movidas por esperança, que
não desaponta. Paulo fala dessa
esperança, não desaponta. Isso vem pelo
como? Pelo espírito de Deus.
Então, temos que priorizar a comunhão
com o Deus vivo.
Mas devoção não começa com uma apoteose,
um culto bem bolado. Ela começa no
silêncio.
Devoção exige foco, concentração
e uma intenção clara e medida de ser se
humilhar na presença de quem nos criou.
Devoção espera ouvir o sopro de Deus.
Ela tira tempo para abrir as sagradas
letras e deixá-las curar a sua alma.
Temos que tomar de volta a nossa alma,
temos que tomar de volta a nossa mente,
temos que tomar de volta o nosso rumo.
Temos que investir no que dá saúde para
os nossos ossos e uma boa noite de sono
para os nossos olhos e mentes exaustos.
Estamos intoxicados,
obesos, vazios, confusos e prostrados
perante os ídolos dessa geração.
A igreja hoje em muitos arraiais é um
templo de paganismo, mais uma rugia de
vaidades e confusão com um pouquinho de
Bíblia, né, salpicado.
Algumas frases feitas com pastor
descolado. Bacana.
Meus caros irmãos do clero, meus irmãos
de fé, sejamos homens de palavras
simples e bíblicas. Sejamos homens
modestos.
Sejamos homens que vivem vidas tementes
a Deus com toda reverência e humildade.
A multidão continua como ovelhas sem
pastor.
Mas eu sei que há muitos que
compartilham no meu sentimento que isso
não pode continuar. Não dá. Isso não dá.
Não serve.
Chegou uma hora que
que nós líderes
temos que desligar o cordão umbilical da
internet e botar os nossos joelhos no
chão.
Temos que clamar pelas almas
escravizadas por este mundo, a começar
pela nossa própria alma.
Quem buscar em primeiro lugar o reino de
Deus e a sua justiça, terá tudo que
precisa de Deus. Mas tem que buscar em
primeiro lugar.
Aquele que veste os lilos do campo e
alimenta os pássaros do céu, nos
valoriza mais do que os pássaros, nos
ama mais do que as flores. Nós somos a
menina dos seus olhos.
É hora de tomar de volta a nossa alma,
pois não compensa ganhar o mundo todo e
perdermos a nossa alma.
Jesus Cristo, filho de Deus, que tira o
pecado do mundo, tem misericórdia de nós
pecadores que somos,
salva a nossa nação iníqua e perdoa os
nossos muitos pecados.
antes de ir para você que fica comigo
até o fim, eu sei que muitos ficam,
muitos estão dizendo isso.
Então, vamos lembrar
que a cada dia, cada um de nós que
cremos em Jesus Cristo tem Deus para
glorificar, Jesus para imitar, salvação
para desenvolver com temor e tremor, um
corpo para glorificar a Deus, pecados
para [música] confessar, virtudes para
adquirir, o inferno para evitar.
O céu para alcançar
eternidade para não perder de vista.
Tempo para remir, vizinhos para servir,
o mundo para desfrutar,
a criação para cuidar,
ofensas para pacientemente
suportar, bondades para voluntariamente
praticar, justiça para almejar,
tentações para vencer, a morte para
possivelmente sofrer. E em tudo isso o
amor de Deus para nos sustentar.
É isso,
eu volto.
A paz.

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