🔴AULIVE: O OUTRO LADO DO "DECOLONIAL" [PARA ALÉM DA EPISTEMOLOGIA]
22/01/2026
🔴AULIVE: O OUTRO LADO DO "DECOLONIAL" [PARA ALÉM DA EPISTEMOLOGIA]
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Uma utopia, livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos pologia diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Segundos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. Ciência do mundo, luz. Testemun ser da terra o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra ou sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, luz, deshun da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Bom dia. Tudo bem? Tão me ouvindo bem? Como é que tá o som? O som tá bom? Espero e desejo que sim. E se nada dá errado, tem musiquinha de fundo, mas ela não tá entrando. Ou seja, tô sendo sabotado pelo stream. Cadê minhas musiquinhas de fundo, Stream? Hum. Mas o som tá bom? Tá chegando bem o som aí. Vou ter que cantar desse jeito. A vida é para quem sabe viver. Procure aprender a arte para quando apanhar não se abater. Ganhar e perder faz parte. Aí agora sim. E agora tem musiquinha de f. Tava sendo sabotado, mas deu tudo certo. Bom dia. Bom dia, minha gente querida. Começando 15 minutos antes do horário adequado, mais cedo da madrugada, portanto, por motivos de, assim como semana passada, devido a questões de trabalho, terei que encerrar um pouco antes da nossa live. Então, vou começar um pouquinho mais cedo também e a gente tenta aproveitar um pouco mais. Mas é isso. Deixa eu ajudar aqui. Tá muito alto. Pronto, assim fica mais adequado. Ai ai. Se você tá chegando aqui pela primeira vez, buenos dias. Buenos dias carapa. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim, meu companheiro. E se você tá chegando aqui pela primeira vez, bom dia para você ou boa tarde ou boa noite, depende da hora que você tá assistindo aqui, onde você está. Não sei se você tá na no transporte público, se você está em casa, se você tá no escritório, se você tá tentando dormir, precisa de um barulho aí para poder te ajudar. Se você está tomando banho, tem gente que às vezes faz isso. Estranho, mas tem. Bota um som lá e fica nesse negócio. Mas se você tá chegando por aqui, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para engajar. Mesmo que você fala: "Pô, nem sei se é tão interessante assim, só dá aquela força, o canal é pequeno, não te dói nada." a gente poder compartilhar, espalar, espalhar aí a palavra por aí e considera ser membro, membra, membre, membrezinha aqui do canal, porque aqui no canal a gente tem conteúdos exclusivos para você, para você e todas as outras pessoas que também fazem parte da membresia do canal. Então não é só para você, mas você pode acompanhar alguns cursos bem bacanas como Marx e Religião, evangélico de política no Brasil, ah, como fazer o seu projeto de pesquisa, eh, filosofia latino-americana e mais um monte de coisa aí que a gente tem bastante conteúdo acumulado já, né, e pelo preço aí de muito mais barato que um café expresso. Então você pode ser convidado aí a participar e se você se torna membro, membro, membro e membresia aqui do canal, você também pode fazer parte do nosso grupo do WhatsApp, Primeira Igreja Barista do WhatsApp. E aí você pode trocar uma ideia com a gente lá. Inclusive os temas que tm surgido aqui nas lives vem graças aos debates que a gente tem por lá. Eu agradeço muito a galera que tem apoiado, tem suportado este canal em muitos sentidos possíveis de dar suporte e também de aguentar a gente. E além disso, você participando lá, você acaba tendo acesso a outros conteudinhos eh exclusivos, como livrinhos, referências, conteúdos aí que a gente vai compartilhando, vai discutindo, vai debatendo e a membresia que sustenta esse canal, porque eu não sei se perceberam, um canal bem pequenininho, mas fiel e resistente aqui com uma comunidade muito saudável que já tá presente aqui no chat. Então, seja muito bem-vindo, bem-vinda, bem-vindo, convidado aí tá com a gente, tá bom? Acho que esses são os avisos iniciais. Se eu não esqueci nada, esqueci, esquece de me apresentar. Meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em economia política, mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia, hoje atualmente trabalhando como coordenador de curso de prograduação, também professor de licenciatura em educação no campo. Espero ser útil e poder contribuir de alguma maneira aqui, produzindo conteúdo no canalzinho qualificado e acessível. É isso. Acho que não esqueci mais nada. Bom dia, carapa. Buenos dias. Como é que tá? Tudo bom? Espero desejo que sim. Opa, cheguei. Tô no trabalho. Bom dia, Cléber Lauer. Como é que você tá, Cléber? Tudo bom, cara? E bom que você tá no trabalho, significa que você consegue algum rendimento. Que ruim que a gente tem que trabalhar. Mas eu tô aqui para tentar auxiliar durante o trabalho. Vamos ver em situação de CLD, escritório. Vai me permitir assistir ao live, graças a Deus, porque tem condição material para ter internet, para poder acompanhar o papo. Além aí também de tá junto com a gente contribuindo, porque Thiago tá lá no nosso grupo do Zap também é membro aqui do canal. Eu agradeço muito porque tá sempre fortalecendo. Eu peço desculpa aqui pelo nariz trancado, mas é que repentinamente no meio de um verão, ficou frio pr caraca aqui em São Paulo. E a minha rinite foi pro teto. Eu acordei hoje, nossa, tá incomodado. E ainda tem que gravar uns bagulhos à tarde no escritório. Falando no escritório, tem o estúdio lá no escritório, eu vou gravar uns bagulhos e aí como é que eu vou gravar com o nariz desse jeito? Tudo trancado, mas não vai dar certo. A gente vai, né, se dopar para isso. Futuro clube do livro. É, eu tô em dívida por motivos de excesso de empregos e falta de tempo, mas eu tô devendo clube, nosso clube do livro mesmo. Mas teremos, ó. Mas por outro lado, não sei o que que vocês acham, eu posso estar equivocado na minha interpretação e na minha leitura. A gente não tem o clube do livro, mas a gente faz react de livro aqui constantemente react de texto. A gente faz leitura comentada dia assim dia também, ou seja, não tem o clube do livro propriamente dito, mas estamos lendo junto várias vezes e já lemos os livros inteiros quase. Aliás, se você que tá caindo de para-quedas nesse canal, em algum momento, a gente tem uma playlist muito boa que a gente não terminou ainda, mas ela tá aqui no canal de leitura do manifesto linha a linha, manifesto comunista, assim como um que leu o primeiro capítulo de As armas ideológicas da morte do Fran Kilam, bom para caramba também. Então, tudo aqui no canal, a gente lê bastante texto. Tem o clube do livro ainda? Não vai ter. Tô prometendo há muito tempo. Promessa é dívida. E dívida como um bom corintiano, eu sei que a gente não precisa pagar. Então vamos devagar. Ai meu nariz, perdão. Ah, vontade de espirrar. Perdão, mas ficou frio, mano. Tá frio demais. É, quebra, quebra a gente. Como é que a gente consegue? Ai, maldito capitalismo que destrói esse planeta e as condições climáticas. Nenhuma previsibilidade, tudo destruído. Mas vamos sobreviver. Exato. Eu pago quando puder e vocês vão ficar satisfeitos com o pagamento. Ele vai valer a pena. Vai ser com juros e correção. Ai, ai, ai. É, cara, a gente aprendeu que não necessariamente o Corinthians nos ensina. Eu como um bom corintiano, o Corinthians nos ensina que não necessariamente pagar a dívida é uma boa ideia. Se ano começou pagando, a gente tá tá até tá até estranhando o que tá acontecendo. Tenho medo do que pode acontecer daqui pra frente. Ai ai. Ixi. Ah, travou. Não, tá de boa. Ai, perdão. É, meu povo, mas hoje a gente vai tá batendo um papo interessante sobre decolonialidade, sobre pensamento decolonial, sobre amenidades acadêmicas, que parece que aí o pessoal dá bastante valor para elas e a gente vai levar elas a sério também. Então, já a gente comenta sobre isso, dá só um minutinho aqui, porque o algoritmo do YouTube ele é muito exigente e ele requer que a gente fique um tempo trocando ideia pro pessoal chegar na live e aí acontece isso. Transferban tá valendo, tá, mas a gente tá superando pouquinho a pouquinho, tá eliminando transferban bansfer ban, que me deixa muito preocupado porque significa organização e o meu time não funciona na base de organização. Corinthians organizado, ninguém nunca viu isso. A gente não sabe o que pode acontecer. me contrata para organizar teu canal. Não dá pra gente ficar até mais tarde no trabalho e roubar, quer dizer, de emprestar o material da empresa para te gravar teus cultos. É, então, então, ó, eu até te contrataria, mas não tenho prata. É plata ou plomo? Não tenho plata. talvez também não. Não vai rolar um dia, tipo se organizar esse canal mesmo, mas ele vai ficar bom dia. Ó, vamos pensar assim, o canal só produz conteúdo há do anos. Começou em janeiro de 2024, nós estamos em janeiro de 2026. Em 2 anos ele até que tá bom, ele não tá tão ruim, tá no meio de campo, tá? Time de segunda divisão, de terceira divisão que tá tentando subir, se organizar, que é o nosso canalzinho é praticamente um mira-sol. Ai, meu Deus do céu, meu nariz tá coando muito. Tá indo bem, só conteúdo da pesada. Tá indo, pô. Tamos junto. Concordo também, meu querido. Que no de cria. Adorei o seu nome. Eh, para mim não aparece o nome das pessoas, aparece só o nick do arroinha lá. E aí eu achei excelente. Que nós de cria é muito bom. Achei totalmente excelente. Ah, mas que bom, cara. Que bom conteúdo. Tem sido massa. Espero poder contribuir de alguma maneira adequadamente. Carapa é um gênio publicitário. Ele é. Eu não sou capaz de acompanhar ele. Mas não é nem só das ideias. Eu não sou capaz de acompanhar materialmente falando, falta tempo e recurso, mas tá melhorando até o cenário tá mais adequado. Antes era uma tristeza, era muita, muita poluição visual. Melhorou a câmera nesse período, melhorou o áudio. Me parece que agora está bom. Vocês ouvem mais adequadamente também, então estamos melhorando. Eh, tem até música no canal agora. Tem música de fundo, tem live, né, que é a saída que eu encontrei porque eu não conseguia mais gravar vídeo. Tem que mais que a gente tem aqui? Vídeos às vezes tem vídeo introdutório, tem álbum de música exclusivo para membresia do canal. Tá melhorando. Às vezes é melhor ficar na segunda enquanto organiza a casa e depois a gente vai pra primeira divisão. Exato. Exato. Sem dar uma pés um passo maior que a perna, né? Não dá para disputar Champions sem você tá preparado para isso. Coitado do Mira Sol, esse ano vai ter que jogar Libertadores, mas não tá preparado para isso ainda. Vai ser complicado, vai ser fácil. Então vamos devagarzinho. Vão dar início à produção de conteúdo daqui uns dias. Torça por mim. Tô torcendo já. Espero ter os deuses, materialismo, diético e e maloqueragem colocando a mão larada. Vai, em nome de Jesus. Amém. Mas tô torcendo já, mano. Que pô, espero que seja massa, que curta. Eu, cara, comecei no desespero e sem muito planejamento, fui organizando de pouquinho depois e hoje fica uma parada que eu gosto de fazer, gosto de trocar ideia, gosto de produzir algum conteúdo bacana, acho que tem sido útil para algumas pessoas, o que me deixa mais satisfeito, né? A utilidade pública de alguma coisa que a gente faz, acho que é o mais legal. E aí tá entrando num clima bom, tá um climinha bom, tá um climinha agradável. Bom dia, Guinho, como é que você tá, meu querido? Estamos falando sobre produção de conteúdo. Se você não segue o canal de Guinho, segue aqui o Guinho. Como é que você tá, meu bom? Tudo bom? Siga o canal do Guinho. Acompanha o nosso brother lá também, que veio, vez por outra também se arrisca nessa loucura que a gente faz aqui de brincar, de produzir conteúdo. Brincadeira séria. Mas eu fico satisfeito. Que bom que tá tá servindo para alguma coisa. Acho que às vezes contribui e essa parte é interessante. E isso aí é a cada dois meses também cai um cascalhinho. Cada dois meses, né? que dois meses não dá para todo mês. E eu tô achando que o YouTube Pilantra, senhor YouTube, seu Pilantra, vai me dar um calote esse mês, que eu já bati o bagulho da meta lá no tempo adequado, mas ele ainda não deu nenhum sinal de que vai fazer a transferência, que tem que ter juntar pelo menos $, né? E o meu canal leva de um a dois meses para fazer o ó. E aí eu tô achando que você vai me calotar, seu pilantra. Ele já fez isso uma vez. YouTube, vou trabalhar e deixar a live volando aqui. Que bom, cara. Espero ser útil. Espero ser útil. Hoje o papo vai ser legal. Acho que vai ser descontraído e vai falar um pouquinho sobre essa temática aí que apareceu em alguns nichos especializados essa semana de decolonialidade. Vou dar meu meu pitaco, meu pontinho. Seu conteúdo é bom, por isso quero que siga crescendo. Amém. Muito obrigado, carapa, pelo apoio. Espalhando uma boa palavra e se der grana fica melhor ainda. Pois é. Pois é. Não, tá. E tá funcionando porque a cada dois meses ele paga conta de luz, né? E é internet. Então, paga continha de luz, paga a internet, tá sucesso. A gente tem um um tem o baixo custo de vida aqui em casa, então tá tá sucesso. Alguém agora já pegou o conteúdo seu para reagir tentando dar uma humilhada, maninho? Cara, não, não, não. Acho que que pegar o conteúdo inteiro não. Já pegou, já teve comentário já assim, tipo, texto uma vez aquele, como é que é o nome dele? Padre Eduardo, padre, o tem cabeça de rolão, esqueci o nome dele. Direto no Brasil Paralelo. Tudo bem. Esse irmão aí, esse mano já fez uma vez um testão para reagir um um em reação ao vídeo que eu fiz. Teve o Iago Martins, né, que comentou, olha o comunistinho aí no vídeo dele, depois ele fez uns comentários no Twitter aleatório dizendo que a gente é irrelevante. Muito obrigado por considerar nossa irrelevância. Teve quem mais? Teve mais alguém? Teve já comentários positivos. Positivos teve bastante assim. Ah, tipo do cobor do tio João lá, o tio João, tio João, João, João Carvalho já comentou o nosso canalzinho. Peter evil, Peter Evel, muito obrigado, Petro. Quem mais já deu um espitaco de dar uma força? João Cobor, Piterivo. Tem mais alguns cantos. É que minha memória é uma desgraça. Depois eu vou lembrar e me arrepender de não ter lembrado. Foi mais coisas de comentário positivo e de indicação. De negativo não. Não. A gente apareceu no apareceu a vez no Galansã fez no comecinho do canal. A gravação era horrível. A gente fez um reactuá. Eh, onde mais, pô, teve mais algum canto? Antes de ter canal, eu dei entrevista para pessoal da Ópera Mund foi do canal, mas já era alguma coisinha. Mas cara, teve mais algum canal que fez um um aparador com o nosso conteúdo? Quero pelo canalzinho um pouco maior assim, mas não lembro, vou ficar na dívida. Foi mal, mas é isso. Ah, eu já fiquei muito satisfeito de uma vez encontrar o Cobor pessoalmente e apareceu lá na firma que eu trabalho e aí era um encontro com influencers e tal, não sei o que lá. E aí ia ter um rap hourzinho lá pós e aí eu tava no trabalho, fui pro rap hour, aí chega lá e tava os influencer, não sei quem pá. Aí daqui a pouco eu sento um mano encostando as minhas costas assim, aí eu viro para trás. Aí o cobor falou: "Gosto muito do seu conteúdo". Eu falei: "Mas o senhor sabe que eu sou?" Eu falou: "Sim, você reagiu meu o meu vídeo". A gente começou a papear. Eu falei: "Caraca, que da hora". Aí trocou uma ideia e falou: "Pô, você é muito bom, mano. Você é muito bom. A minha Aí ele contou, né, que a companheira dele falou: "Pô, você vê esse vídeo aqui que reagiram a teu conteúdo?" Aí ele assistiu e falou: "Pô, que legal". Aí a gente papeou e a gente se encontrou mais umas duas vezes assim se sombar em lugares aleatórios e ele achou que eu tava lá junto com encontros influencer, mas não é porque eu trabalhava no local em que eles estavam. Então acabamos trombando. Achei muito legal. Fiquei feliz, pô. O cara referenciou. Maió legal. Bom dia, querido Igor. Bom dia, meu bom. Tudo bem? Espero e desejo que sim. Obrigado aí por sempre fortalecer, aparecer com nós. Estamos junto. Grato. Até hoje ninguém ainda nunca pegou os jogamento do Bruno para refutar e poderia pegar e me humilhar tranquilamente. Às vezes eu já peguei coisas que eu falei, for p isso aqui, eu preciso melhorar, mas o grande ponto é que o meu canal é pequeno, então não faz cóssega, tá ligado? Galera não se incomoda para não dizer que assim é tão tão nada a ver assim. Tem um canal grande, crente que eu fiz uma provocação certa vez e fiz um baitezinho, armadilha para eles e eles caíram na minha armadilha. Já contei essa história aqui, vou contar rapidinho para quem não conhece. Tinha um canal que quando eu fazia react, porque eu não consigo mais fazer os react por causa do tempo mesmo, que o cara sempre ficava respondendo perguntas, então perguntas do internauta, né? O pessoal manda pergunta e o tudólogo, pastor responde tudo. E aí uma vez eu falei: "Pô, vou fazer uma brincadeira aqui, ver se os caras caem". E eles caíram, que foi a seguinte, eu falei: "Pô, obrigada". O cara leu a pergunta, né? E aí eu falei: "Obrigado pela pergunta". E respondi, acho que sei lá, Rodrigo, Fernando, não importa quem fez a pergunta, se é que você existe, porque essa pergunta pode ter sido feita por qualquer pessoa. A produção simplesmente inventou e o cara tá respondendo aí. e soltei. Na semana seguinte, os caras começaram o programa e fizeram e o apresentador do programa fez assim, fez uma introdução de que eles fazem sempre, falou: "E você pode mandar essa a sua pergunta e a e vai até pegar o caderno aí e a sua pergunta ela será lida, ó". E aí ele pega a plaquinha e faz assim. Aí ele mostra tipo como se fosse tipo alguém realmente mandou essa pergunta e aí ele volta e vai ler a plaquinha. Eu falei: "Ah, caíram pilantra". Aí imediatamente eu fiz o o eu gravei, né? Printei a tela, fiz a a gravação da tela e falei: "Muito obrigado aí por responder a nosso questionamento. Parece que vocês têm assistido o nosso canal, né? Pela primeira vez vocês fizeram isso. É malandradinha. Então a gente aparece vez por outra assim, mas é raro, é raro. O canal é pequeno, ninguém tá interessado em discutir com o canal pequeno. E olha que ele já reagiu assim uma pai de gente. É, né? A gente reagi um pouquinho. Bruno de Rit, eu sei que programa é e qual pastora é. É, não precisa de muito esforço. Daqui a pouco vocês procuram aqui no canal, acab maratonem os vídeos do canal que vocês descobrem com facilidade também. Não pegam para não tomar uma e aumentar o que refund. É, então pode ser. Eu gostaria, tem várias, vários que eu puxo de debate que eu gostaria de ter discussão, saca? Assim, gostaria de ter conversa, mas não estica muito. A galera não quer papear porque querendo internet não é para isso, né? Então acaba acaba não rolando, mas isso é legal que um dia tipo: "Ah, mano, vamos discutir, pô, não gostei, vamos bater um papo, vamos, sei lá, ia ser massa, eu ia gostar. Ainda que fosse meio de de ainda que fosse meio só para ser folgado ou para tentar dar aquela humilhada e lacrada, não tem problema. legal poder discutir e conversar adequadamente. Ou ver um conteúdo aqui aqui. Ô, que bom, Diogo. Tamo junto, cara. Que bom. Que bom que eu de alguma maneira tô interessado em debate e demonstro isso, porque eu tô mesmo. Tanto que assim, você pode ver que agora sem sacanagem, né? Eh, tipo, que nem hoje a gente vai falar sobre decolonialidade, né? O pensamento decolonial. Eu poderia entrar no couro de só falar issso aí é uma porcaria, não serve para nada. Poderia entrar no couro de dizer quem critica porque é branco, eh, moderno, conservador, babaca. Poderia ficar nesses extremos desse negócio. Não, mano. Vamos discutir o tema tentando complexificar um pouco, apresentar outros aspectos, tá ligado? O debate mesmo, eu acho mais interessante, não rende na internet. Eu sei disso. É uma estratégia puramente porque produzir um conteúdo legal que eu acho que é bacana, mas não rende, não vira. A internet não foi feito para isso. A gente tem que aceitar a realidade disso. Então é é isso. A estratégia de você ofender gratuitamente ou só ationar é muito muito melhor, né? Polarizar, fazer umas frases de efeito poderosas assim, mas a gente vai devagar, faz parte. Pior que a galera não teres a galera não teres apreço pelo saber é só compromisso com o dogma. Então se um desses tigrão de um passo, der um passo para trás, eles vão perder a audiência para [ __ ] Exato. Exatamente. Que é só você pisar no acelerador. Eu acho muito louco isso na internet, tá ligado? A galera só pisa no acelerador. Ninguém pisa no freio. Ninguém fala: "Pô, foi mal, pera aí, pera aí, pera aí. Talvez esteja, pô, dei mancada. É só no acelerador, tá ligado? É só pilhado, pilhado, pilhado, pilhado. E claro que tem a ver com o algoritmo, porque o algoritmo se alimenta disso e também a sua, o seu prestígio, vamos dizer assim, né? Que o cara tá contigo, ele tá te acompanhando, porque ele confia muito no teu conteúdo. Se você mostra uma fa, ele fala: "Ah, nem era tão bom assim". Então é isso, você tem que ser sempre o super homem, você tem que estar sempre tipo vencedor em tudo e é uma bosta de ideia e uma porcaria de de relação que a gente tem, né, com o conteúdo e com as pessoas e com com o debate. Mas tem razão, cara. Perde audiência mesmo. Se você desacelera, os caras ficar, ah, tem mais tanta graça também, né? Legal é poder Exatamente. Exatamente. Caraca, eu não faço ideia do que que a gente tá falando. Bruno, você prefere o tiposcidetes de Yuri de facto? de facto Juno, você prefere o tipo de facto por tô travado aqui que eu não tô entendendo. Eu deveria entender, mas eu não tô entendendo. ou de facto ah, o tipo de facto, sei lá, eu não tô entendendo. Então, perdão aí pela minha ignorância. Agora um adendo. Visagismo, tá em dia, hein, pai? Degradezinho no talento. Opa, já o efeito molhado. Que é isso, hein? Estamos no na pala hoje, mas eu tenho motivo, tá? O motivo é claro, eu tenho que gravar hoje um conteúdo na firma que é um conteúdo decente, né, assim, bem feito, estruturado. E aí ontem eu fui pô pro cabeleireiro, fui no Mendes, que é o camarada aqui do lado de casa, é o barbeiro aqui do lado de casa, que eu sempre corto. Mendes, camarada, fui no Mendes, mas o Mendes tá viajando, foi pra terra dele em Aracaju e Arredores. E aí eu falei, ih, lascou. Aí tava o outro camarada lá, falei: "Pô, mano, Mendes não tá aí, vou no outro, mano." Fui no Biju, que é perto do Mendes. Aí eu falei, pô, vou colar. Nunca tava chegando, o Biju tava saindo de moto falei: "Put, aí eu fui num outro mano lá que é um um novo lá que os caras criaram, que é mais caro, mas os caras são bom, uma equipe grande lá que é alfa não sei quê, tinha aqui lá tal". Aí colei lá no alvo, não sei quê. Aí eu aí consegui mas tive que pagar um pouco mais caro, mas queria ter no Mendes porque o Mendes é o meu camarada lá de confiança. Mas é isso, para dar o talento para o que hoje vou gravar e vou gravar eu tenho que estar na pala, tem que est daquele jeito, né? Aí eu até separei a camisa bonita, raro estar com a coisa mais estilosa, mas hoje vou gravar um bagulhinho mais bonitinho. Tem que estar no esquema. Aliás, bom dia. Faltei no bom dia. Bom dia. Bom dia, meu querido. Tá tudo em paz. Pode usufruir do viismo, visagismo e ser de esquerda, mas sem dúvida tem que tá bonito, tem que se sentir bem. Autoestima tem que tá lá em cima, faz diferença. Faz diferença. Tem que ter autoestima, pô. Tem que manter lá em cima. Eu achei da hora. Só que aí ontem cheguei em casa, minha companheira não curtiu muito não. Falou: "Pô, achei que tava mais legal antes". Eu falei: "É, foi mal aí, mas vou deixar no esquema. É que ela não tinha visto ainda com o gelzinho, o estilinho, mas tem que descer, tem que fazer a sobrancelhazinha aqui direitinho, fazer um esquema legal, né? Eu só não tenho barba infelizmente fica assim. Mas se eu tiro também esse esses resquícios de pelos desencontrados e mal feitos, e fica pior ainda. Então eu acho que eu deixo assim e ficar menos mais mais no esquema. Tem que curtir, tem que curtir, tem que ter autoestima aí. Tem que ter autoestima aí, pô. Cara, esses dias o Miurinho, o Miurinho já é engraçado. Abriu mão de uma viagem pra China porque os ancap do canal dele não iriam. Quê? Curti que ele ir para lá com os irmãos. Imagina isso. Ele não foi. Ele teve a chance de ir para China e não foi. [ __ ] irmão. Se tem viagem de graça, eu vou. Não importa para onde, pode ser para para uma cidade que eu já fui em Pernambuco, que é Brejo da Madre de Deus. Pode ser para lá. Eu vou. Eu vou paraa bera. Mas é de graça. Eu vou entender que ele tá falando de Yuri Alberto. É o paradoxo da soberania do direito. Boné. Então eu sou um animal nessa parte. Eu não faço ideia do que a gente tá falando, nem do que seria do que seria. Sem ideia. Então pra firma você se arruma, né? Com certeza. Pra gente que é ralé. Não, não. Aí a gente vai pra realidade. Pra firma eu me arrumo. Por quê? Porque o A a pra firma você é obrigado a manter certos padrões. É o emprego, é a minha meu meu pescoço está em jogo. A gente tem que ficar no esquema. Ah, pronto. Comunist corta cabelo. É, é. A gente corta no bairro aqui. Porque não sei se já perceberam, mas a quebrada é assim agora, né? É bar, barbearia e igreja. Bar barbearia igreja. Bar, barbearia e igreja. Fica, né? essa trinca a cada esquina que você vai tem barbaria igreja. Barbaria igreja. Fala aí, borduna. Cabei na régua. Tá no esquema. Tá bonitinho, ó. É. Pronto. Corta o cabelo. Pois é. Arte da guerra tá lá e tá curtido pr É. Pois é. Eu nem sei o que a gente tá falando mais. Eu já me perdi que eu fiquei muito tempo falando sobre cabelo. É caro, lógico que é. Pô, é doideira. É doideira. Melhor nem fazer essas contas. Melhor nem fazer essas contas que a gente fica triste. Vamos falar do decolonial e os decoloniais e a visão acadêmica BR deles. Vamos, vamos que vamos, vamos falar deles. Aliás, quando em viagem de cara, por exemplo, eu apliquei para uma bolsa para ir pra Malásia, os fui aprovado e fui 20 dias lá. Vamos viagem de graça. Vamos. Não importa. É melhor nem saber quanto custa depois. Não foi tudo pago para [ __ ] que besteira mano. Felipe Duran ia receber eles lá também. Doideira, né, pô? Doideira. Ele fez enquete us próprio. Ave Maria. Não, como assim, velho? Como assim, mano? Não pode. Tem a chance de viajar, você vai, mano. Não pode. Não importa para onde. Bom dia, Felipe. Felipe, nosso querido, primeira pessoa santificada no na igreja barista. Santificada em vida, beatificada em vida. Felip. Barba, Bearia, Igreja e farmácia. É, farmácia também tem aparecido bastante. É verdade. Não vou negar. Barbearia igreja. Impressionante. No comunismo tem viagem internacional grátis? Acho que não. Grátis não, mas facilitada sim. Eh, programando bonitinho, todo mundo fica feliz. Ai, ai, mas viagem é legal. Como que o cara não aceita viajar? Eu tô tentando cavar uma viagem pra China. Faz uma cota já uns dois ano que eu tô tentando cavar. Uma hora vai sair. A gente vai cavando as viagens, né? Eu tô tentando cavar, uma hora vai sair com tudo pago, obviamente, né? Ou quase tudo. Pelo menos estadia e viagem, passagem. Aí alimentação, a gente se vira. Ai, gato, derrubou os bagulho aqui. Pera aí, para ver que o meu gato cometeu um acidente. É tudo amador aqui. Um minutinho. Felinos. Tom, sobrevivemos. Ai, Jesus Cristo. E o like? Eu sempre esqueço de fazer isso, gente. Dá o like, eu esqueço disso. Obrigado, Guinho. Obrigado. Eu sempre esqueço. Pago pelo Xi, não diretamente pelo Xi, mas por pessoas de lá, pessoas acadêmicas de lá ou instituições religiosas de lá. Estamos tentando cavar aí. Ou as duas coisas articuladas. Estamos tentando cavar já faz um tempo, mas vamos cavar, né? Esperar o contato. Contato vem e vai dar tudo certo. Jogo, o jogo segue. Deixa o like, moçada. Deixa o like. No final é quem é soberano e quem tem poder de manter posse para justificar a soberania dos países independentes pós-colonialismo. Mas em português fica mais fácil. Eu vou te dizer que em português que é mais fácil. Nós é tudo amador. É, a gente ama muito. Não, cara, que é tudo. Um dia eu vou mostrar, tem um vídeo que eu mostrava como é que eu arrumava, acho que um dos primeiros vídeos do canal, eu mostro na abertura do vídeo como é que eu arrumava o meu estúdio improvisado com as coisas montadas em cima da minha cama. A câmera, o computador ficava em cima da câmera da da minha cama, né? Câmera, comp ficava tudo em cima da cama. Eu mostro como eu fazer isso. Hoje é outro lugar, é na mesa que divide a sala que tá aqui e a cozinha que tá aqui, mas ainda é tudo muito amador, né? Meu computador ele fica em cima de duas caixas de jogo de tabuleiro. Bem feito, né? Coisa bem feita aí. É TV. TV ao vivo. Xing pix sem querer singem pixes. Bom dia, William. Como é que você tá, meu querido? Tudo bom? Espero e desejo que sim. Pô, tá ruim aqui a foco, foco. Bom dia, bom. Bom, espero, desejo que as coisas estejam boas por aí. Mas vamos lá que a gente tem papo hoje para para comentar, porque o tema é decolonial, graças ao texto do excelentíssimo Vladimir Safat, é o qual nós não poderíamos ler porque ele está privado, ele foi colocado na versão só para assinantes da revista Piauí, mas tivemos acesso e pudemos ler. E também depois teve o vídeo comentado do Jones, que eu achei muito bom, muito interessante também. Então isso coloca algumas coisas na ordem do dia. E lá no nosso grupo da membreia do canal, o papo comeu solto a respeito. Eu nem consegui acompanhar todas as mensagens porque era muita discussão, muito profunda, galera respeitosa, mas sempre muito qualificada. E aí a gente trouxe para cá, graças ao Thiago, inclusive, obrigado Thiago pela dica de trazer esse papo sobre o decolonial por cá, inclusive porque faz parte da minha formação. Imagino que de muitos de vocês também que tenham tido contato ou com o termo ou com autores relacionados a essa brincadeira. Eh, senhor Vlad como relógio barato acertou. Enfim, calma, calma, tô brincando. Só que não, não. Então, aí que tá. A certa não, cara. Eu considero muitas não considero nem tenho que falar isso, porque se a gente for olhar por impacto na na discussão pública, produção acadêmica, trajetória, tal, safado, tem um cara super gabaritado, né, mano? Então, muita humildade e respeito à trajetória caminhada de cada um de cada uma. Mas dito isso, do ponto de vista de posições políticas, tenho muitas críticas a fazer, muitas mesmo. Sim. e algumas teóricas, mas aí discussões teóricas vão para outro âmbito. A maior maior questões que eu teria seriam questões políticas, né, de posicionamento político, né, de soluções políticas encontradas. Aí eu tenho pontos a discordar consideravelmente. Mas do ponto de vista teórico, cara, aprendo muito, aprendo muito. E esse texto do Vladimir Safat é muito bom, é um texto bem legal que eu não tenho o que, eu não tenho o que, o que retirar, né? Tenho, não tenho nada a tirar. Talvez eu tenha acrescentar, mas não ao texto, ao debate, que é diferente, que é o texto tá fechadinho, redondo. Quem não viu, veja. Quem não vai poder ver, assiste pelo menos o vídeo do Jones, que acho que ficou legal também o comentário dele ao texto Safatle, com alguns pontos que eu acho que a gente pode tensionar e discutir hoje, que aí discute, tensiona e agrega aos conteúdos já feitos, tanto pelo Safatle quanto pelo Jones. O texto safato é muito bom, então não vou aqui, tá certo? A crítica tá correta. apontamento tá muito bem feito, etc, etc, etc. E a trajetória lá que ele apresenta de surgimento da decolonial, bom, a retomada que o Jones faz no vídeo dele, bom. Então não é para dizer, viu? Eles estão tudo errado. Eles eh afogaram peixes no lago, cometendo crimes ambientais, afogando peixes no lago. Não. Ou n eles agrediram filhotes belos de gatos abandonados na rua. Não, não é isso. Eu dizer que eles estão tudo errado também, não. Então vamos devagar. Vamos devagar. a gente vai aqui agregar e fazer alguns apontamentos críticos, especialmente nos pontos cegos, seja da universidade, seja do que eles comentaram, porque tem alguns pontos cegos e aí não é por culpa deles de ter que saber de tudo, né? Tem culpa quem? E culpa todo mundo, não é? Ter que pensar especificamente em como dentro da própria universidade existem certos grupos e posições teóricas que são marginalizadas, especialmente na universidade brasileira e que aí a gente tem que observando esses grupos, talvez auxilie a gente a fazer a complexificar um pouco a observação de certos temas e e questões que envolvem o decolonial. Tô aqui falando em genérico que já já a gente vai entrar no no tema dito e estrito. Servimos bem para servir sempre. Amém. Não sei por, mas é isso. Viu o ministro do Canadá disse que a lei baseada em regras criada pelo Ze? É, o Zea nunca respeitou. Na verdade, é o seguinte, o pessoal que era aliado dos Estados Unidos achou, sabe Deus por quê, que ia dar para ficar vivendo daquele jeito lá, que eles vão agredir os pequenos e nós aqui do norte, do centro, né, do norte global, do centro do mercado mundial, os aliados aqui jamais seremos tocados. E que bom que os Estados Unidos faz esse papel de polícia do mundo, porque aí o resto desse país não precisa se preocupar com isso e ficava só fazendo suas transações financeiras. Quando os Estados Unidos decide por questões de crises internas, ou seja, problemas internos do império, ele está em crise, tá em crise interna, estrutural, como solução partir por tudo ou nada e quebrar as regras que eles mesmos criaram e o papel que era desempenhado, eles quebram as alianças que eles tinham também com esses países de centro. E agora esses países de centro estão se vendo na posição daqueles países de periferia que eram agredidos pelo império. Aí ai acabou as regras. Qual? Aquela que a gente deixava passar porque a polícia do mundo aí podia funcionar e a gente ficava de boa. Ninguém precisava ficar com o exército peitelhando os outros. Os Estados Unidos fazia o trabalho sujo pra gente. Agora que a sujeira bateu na porta de casa. Ai gente, o pessoal aí também não respeita mais esse acordo, né? Que bom, né? Que bom que vocês perceberam isso, mas não vem por uma iluminação e pela por nobres valores, né? Veio porque o os poderosos resolveram pisar no pé de seus aliados que se subjugavam a eles. Aí o pessoal ficou chateado. Que pena, que pena. Já sabíamos que isso aconteceria. E se distanciou oficialmente para os Estados Unidos e abriu pra China? Sim, pelo menos no discurso e nas alinhamentos de dos primeiras movimentos de negócio tá acontecendo isso, né? E a tendência é que aconteça, a tendência é que extensionamento vá o Estados Unidos, né, com essa expressão maluca, especialmente diante do grupo que tá junto com Trump, recomendo que vocês assistam a live que a gente falou sobre Venezuela. lá a gente explica com mais calma quem é esse grupo, quem são os capitalistas em disputa, quais são os capitais que estão em crise dentro dos Estados Unidos, essa coisa toda, e como isso desemboca no Trump, sendo um dos representantes, tanto econômico quanto político desse grupo. Eh, o objetivo é esse, né? é quebrar a ordem, as ordens internacionais estabelecidas, as relações comerciais, as instituições vigentes. Por quê? Se mantém a em condições normais de temperatura e pressão, os Estados Unidos só se lasca e o há uma nova ordem que surge dentro das próprias contradições dessas regras que eles criaram. Assim, todo mundo sabe disso. Há quanto tempo vocês vê a gente falando isso nesse canal? Sem sacanagem. Quem tá aqui há mais tempo, tudo bem que só tem dois anos no canal, mas sempre que a gente fala sobre análise de conjuntura, sobre uma observação do que tá acontecendo no mundo, a gente fala isso sempre. E é isso. Assim, qualquer pessoa com bom senso, tirando o professor rock, porque não tem bom senso, vai olhar e falar: "É isso, é isso se continua como tava, os Estados Unidos cai, cai, acabou e não tem o que fazer. Há uma novo rearranjo, não significa que nunca mais serve para nada, que vai virar periferia do mundo. Não, isso não vai ser mais a polícia e o centro econômico. Há um rear arranjo, mas isso é óbvio e notório. E eles também sabem disso. Aí a solução que eles estão encontrando é quebrar com tudo. Acaba com tudo aí, acaba com toda a ordem estabelecida porque ela não nos beneficia. O que não significa que o resultado será necessariamente positivo, mas é porque no outro eles têm certeza que será negativo. Então é isso. Negativo do ponto de vista de quem manda no mundo, né? Assim de querer se manter no poder. O Trump só acelerando o isolamento dos Estados Unidos. Sim, é o objetivo. Não é tipo, ah, ele tá fazendo sem saber, não. É o objetivo. A, é declarado, anunciado. E do ponto de vista deles, tem uma parada importante na hora de fazer análise ou mesmo de participar de debate e argumentação. Você tem que se colocar na posição do seu adversário pensar como ele racionalmente, não no espantalho que eu tenho dele. Se eu estivesse na posição desse cara, se eu tivesse na posição do meu adversário, se eu tivesse no lugar dele assumindo as regras e como o o os mecanismos de jogo que ele utiliza, o que eu faria para me manter? O que é racionalmente aceitável dentro desses padrões de comportamento? O que que é racional, lógico, encadeado para obter de maneira eficaz um determinado objetivo? Pô, é isso aí. Você entende a racionalidade desse cara, desse adversário, ainda que seja imbecil, ainda que você fala: "Pô, essa racionalidade ela é suicida, ela é maluca, ela é inconsequente". Mas então, mas é essa a saída que tem. Eu entendo como racionalmente esse cara opera. Então, pô, ajuda a ter uma certa previsibilidade de presi. Caraca, hoje tá difícil. previsibilidade dos próximos passos, mas também quando é no caso dessa racionalidade quase irracional ou suicida, né, como é desse galera que o Trump encarna, eh você saber que o próximo passo, a tendência é destruir o que tá existindo. Esse é o objetivo, sem esperar que vá no final ter um grande paraíso, um grande projeto, é o destruir o que existe para espolhar o máximo possível. É isso que esses caras estão fazendo. Vamos destruir o que tem para espolhar o máximo. Ah, então a gente vai ter uma nova ordem que a gente controla. Não, esse cálculo não existe. O que existe é destruir o que tá vigente, porque o que está vigente impede que a gente continue mantendo o nosso poder. Então, destrói, espolia o máximo e a gente vê o próximo resultado. Entendendo isso, você fala: "Pô, é pensado, saca? Ainda que seja idiota, é pensado, porque você fala: "Pô, beleza, não sou mais o centro do mundo, mas eu consigo aqui criar um mínimo de projeto que eu respiro um pouco, que eu diminuo danos, que eu não, esses caras vão para cima, eles vão para um tipo de racionalidade que é um uma racionalidade irracional porque ela destrói ou tende a destruir as condições de sua própria reprodução, mas para eles não importa. Então, a gente é importante perceber isso, faz parte dessa dessa análise, né? Se puder fazer uma ponte do texto das posições teóricas e as falas de Nego Bispo, seria muito valioso. Cara, eu não sei se eu vou conseguir. Vou tentar, mas eu acho que eu não vou conseguir. Talvez fique para outro dia, mas posso fazer algum comentário. Eles respeitaram quando foi conveniente. Exato. Aí respeitaram daquelas, né? Eles impuseram, mas eles mesmos não respeitavam. Hoje nem isso, não mesmo. Que sindia chorando no inferno, vendo Trump implodir a Outanha ONU. Exatamente. Era a lei baseada em regras apenas para países brancos e ricos. Exato. É, mas é uma ordem pensada para proteger o G7. É basicamente é isso. Dinamarca está assustada com a polícia como uma classe média alta tomando enquadro pela primeira vez. É, não. A a União Europeia inteira, o Canadá, todo mundo tá assustado. Por tipo, caraca, mano, que que a gente faz? Não vai dar para fazer nada. Ou talvez ele esteja feliz. Esse é alemão. Não precisa outra coisa. Fala Bruno, como é que tá? Tô bem, tô vivo, sobrevivendo, então tá ótimo. Olá gente, tudo certo? Tudo certo. RZ, bom dia, meu querido. Que bom que você tá aqui com a gente. Tamo junto, pô. Fala, Bruno. Fala aí, Pedro. Como é que você tá, irmão? De boa. Salve. Fui seu aluno. Eu tô ligado. E nós fomos camarada também de sala, eu acho. Talvez, não sei. No antigo e sec. acompanha seu canal desde início. Suas elocubrações t feito fazer boas sinapses. Que bom, que bom que a gente tá encontrando sinapses de bo caminho. Que bom que você tá aqui, mano. Tamo junto, Pedro. Então, você que é um especialista no assunto, a régua tá boa? Você é um especialista no assunto? A régua tá legal? Ficou bem feita? Se o Veredito for assim, vou dar os parabéns pro camarada que cortou. Senão vou falar, você precisa aprender melhor. Mas vamos lá, né, gente? Bora lá. Bom, para começar, né? Para começar, para começar, que a gente tem que ser mais curto hoje nosso papo, mas vai dar certo. Sobreviveremos para começar. Eu não é essa aqui que eu queria. Pera aí, pera ver. Pa pa. Ah, pô. Cadê a musiquinha legal de fundo que eu tenho aqui para para esse momento de papo? Não, não é essa aqui. Vou botar isso aqui. Bom, vamos lá. Vai começar. O som tá bom? Só espero que o som esteja bom. Se não tiver, vocês me avisam. Se tiver muito baixo também vocês me avisam. Vou parabenizá-lo, Igor. É que Pedro é especialista. Mas ó, vamos lá. Gente, o para começar, eu tive a minha formação na graduação com um encantamento muito grande com pragmatismo estadunidense. Acho que é importante eu falar isso porque ajuda a dizer o o chão no qual é o piso, o background que eu tenho, sei lá o que que vai ser. O pragmatismo estadunidense me marca muito, especialmente do ponto de vista metodológico de como pensar e de como produzir conteúdo dentro do âmbito da filosofia, mas também das ciências humanas, sociais. Então ele me marca muito. Mas na graduação, eu já tive contato com a filosofia latino-americana por questões muito específicas, muito específicas. Isso. William James. William James é pure. Charles PSE. Gosto muito. Inclusive John Dewy foi o que mais me influenciou ponto de vista de método. John Dewy. John Dewy para mim é um cara genial assim para mim, né? Ele mas não é muito estudado na academia brasileira. Assim, se você perguntar maior parte das pessoas que fizeram filosofia ou outras ciências sociais, ninguém estudou pragmatismo, pragmatismo estadunidense, quase. A gente, o grupo é uma combi, né? O pessoal se encontra numa combi para comer lá um no food truck, um espetinho, é o suficiente. Enche a combi ali, tá tudo certo. Então, quase ninguém conhece. Charles purs, William James, John Dewy, essa galera toda, ninguém conhece, tá ligado? É, Dewi é [ __ ] Bom para caramba. Bom para caramba. Meu meu TCC foi sobre Dewy, minha monografia, né? O método do John Dewy, eu gosto muito, pô. Que legal. Aí, ó, se o seu irmão estuda John De, ele já faz parte dessa desse pessoal da Kombi que vai comer espetinho. Inclusive aqui perto de casa tem um espetinho maravilhoso. Vão chamar de pósmoderno. É capaz. É capaz. Especialmente porque o Richard Horting, né, que é um neopragmatista, ele acaba sendo uma ponta de lança dos desdobramentos do pragmatismo nos Estados Unidos. E ele se assume como pós-moderno em crítica à racionalidade moderna, mas não pós-moderno tilelê francês. É uma outra pegada, uma parada do pragmatismo. Quer dizer, razão nem é tudo isso aí, hein? Essa racionalidade que conhece o mundo e sabe de tudo e hum não é bem isso aí não, hein? E tudo bem, gente, porque é uma crítica básica, mas vai, vamos lá. Mas beleza. Eh, e assim ainda acho o pessoal que lê Hort achando que ele é um pósmoderno, tal qual eh Dele, Foucault, Derridar, sei lá. Não, mano, vocês estão lendo errado, tão lendo com orelha, mas tudo bem, é outro tipo de crítica. Mas já já a gente chega lá. Ah, Jeová, nos ajude. Vamos lá. O, a gente tava lá, eh, eu estudei muito esses caras. Eu gostei muito deles. O método pragmático me auxiliou muito a ter muito pé no chão, assim, falar: "Cara, pera aí, né?" Aquilo que a gente comentou, acho que até na última live, o mais importante não é o resultado que esse cara chega, a sentença final, é o método, é o caminho tomado. Ele eu compartilho, discuto, aperfeiço faço outras paradas. o caminho que você toma para chegar no resultado. Enquanto tava estudando pragmatismo, eu tive contato com a filosofia latino-americana e eu me encantei muito por questões muito particulares também, porque na universidade a gente teve acesso a isso, mas é raro. Agora sim, se quase ninguém estuda filosofia estadunidense pragmatista, imagina a filosofia latino-americana, pessoal nem sabe de existência. Tipo, quando eu chego em algum lugar para contar sobre, para trabalhar conteúdos desenvolvidos na filosofia latino-americana, eu, nossa, parece que eu tô trazendo assim a iluminação dos céus, o pessoal, oh, que coisa incrível e tal. E é um bagulho que já tá aí há milando, sendo construído, feito e tal, mas a universidade brasileira rejeita filosofia latino-americana, não lê autor latino-americano, não lê, não lê. Ponto, não lê. Ah, mas não sei. Não lê, não lê autor latino-americano. Não considera espanhol uma língua estrangeira. Não considera, especialmente no âmbito da filosofia. Não considera espanhol língua estrangeira, não lê filosofia latino-americana, considera aí, ah, tem esse pessoal aí que fala da América Latina, tão nem aí, ão nem aí. E aí perde um uma produção de conteúdo extremamente qualificada, conectada com problemas da nossa realidade e que pensa questões que não dá para você pensar a partir de outro território. E aí aqui já é um primeiro ponto. Território é um elemento fundamental paraa produção de conhecimento. Ninguém pensa desde o abstrato e desde o além. E essa é uma crítica que vai aparecendo, seja como no movimento anticolonial, nas lutas, né, efetivas por contra o colonialismo da primeira metade do século XX e o início da segunda metade do século XX, eh, seja depois do pensamento pós-colonial que vai aparecer numa discussão epistemológica ou mesmo no decolonial que vai vir tudo isso. Tem um elemento que é importante, questão do território, que você tem que considerar aí falar: "Ah, pô, porque ninguém pensa tejo universal." Esses âmbitos da discussão epistemológica, eles têm um desdobramento de você perceber que a realidade depende do lugar de onde você tá, as conexões que você enfrenta. E aí, usando o que eu falei sobre pragmatismo, quais problemas você tem que resolver? Uma parada que eu aprendi com pragmatismo é que você desenvolve soluções para problemas existentes. Você pensa para resolver problemas. Ah, isso pode ser meio mecânico, meio duro, sei lá, se dá o nome que você quiser, não importa para mim. A gente pensa para resolver problema. Em cada território, momento e lugar e contexto, você tem que resolver problemas distintos. Isso faz com que as sinapses tenham que correr para lugares distintos. o trabalho conjunto e coletivo de discussão, de argumentação, de diálogo vá para ambientes distintos. Então, resolvo problemas distintos em contextos distintos, porque eu tô tendo que enfrentar as outras coisas. É aí que tá. Beleza? Beleza. Então, essa questão de pensar o território é muito importante. No pensamento brasileiro, na universidade brasileira, academia brasileira, ninguém tá nem aí pra filosofia latino-americana, pro pensamento. Ninguém tá nem aí. Ah, os caras fala espanhol. Espanhol nem é língua estrangeira. reproduz uma parada que é uma latinização preconceituosa, tipo assim, ah, isso aí é, ai, eu já tive que ouvir isso, mano. E de América Latrina, sabe essas bobagens? Ai, ai, que ódio. Ou ainda vou falar a universidade. Eu fui na Universidade de São Carlos, Universidade Federal de São Carlos, para um congresso de filosofia e fui apresentar. Eu éramos em quatro amigos e que é o nome de uma pizzaria aqui perto de casa e de postos que você encontra por aí. Mas éramos em quatro amigos, um grupo bem diverso e interessante. E aí um de do do grupo falou: "Pô, tô indo lá para São Carlos para participar do concresto de filosofia. Bora não tava num momento que eu não queria ir e tal, mas aquela pressão de grupo, falei: "Bora". Aí eu mandei um trabalho bem provocativo, sem vergonha, pilantra, cujo título era: "Eh, o que é isto?" A filosofia latino-americana. E era uma brincadeira, na verdade, uma crítica. O título, a palestra do Heidegger, o que é isto à filosofia, que é um livro, virou depois um livretinho. O que é isto? A filosofia. Vocês podem encontrar fácil esse texto. E aí, o que é isto? A filosofia. No na palestra ele fala que só dá para fazer filosofia em grego ou alemão. Aí eu pego exatamente esta frase e aí eu faço aquela zoeira acadêmica, crítica e qualificada com rigor. Mas eu dou uma desmontada nessa brincadeira de que só dá para fazer filosofia em grego alemão para fazer uma crítica a partir da América Latina, da filosofia latino-americana pensada a partir do território das questões da América Latina, como ela se desenvolve aqui para além do grego e do alemão. e fazendo essa provocação, porque na filosofia tradicional que a gente aprende e reproduz, ela é grega ou alemã ou no caso brasileiro muito marcada por francesa. Então pensar, eu tô colocando esse problema na América Latina do pensar a partir do território porque ninguém pensa a partir do universal, ninguém pensa a partir do além, ninguém começa, tipo, grandes problemas aleatórios. parte dos problemas que tem que resolver na vida, no dia a dia. Espero que assim faça, independentemente de onde esteja, seja Kantin Conberg, que nunca saiu daquela cidadezinha merda, seja coitado, eu sou adoro Câtimo, mas tudo bem. Seja o o Heráclito, vai que tá em Éfeso, seja o Parmênides de Leia, veja que eu estou falando lugares, cidades, territórios em que eles estão. Estão resolvendo seus problemas, estão enfrentando seus problemas e daí surgem pensamentos distintos, diferentes, né, em diferentes contextos. E tudo bem, isso é um uma questão séria da gente considerar. a gente tem que levar isso muito a sério para não cair em ideias vagas de que o pensamento ele é abstrato, ele é universalizante, eh porque os efeitos disso é complicado. O que não significa que não exista uma pretensão universal, que não exista eh uma busca por encontrar elementos compartilháveis entre os seres humanos. Não tá suave. E acho que a gente tem que procurar isso, padrões, compartilhar critérios comuns, essa parada toda, pretendendo uma universalidade. Acho que isso ajuda a gente, inclusive a conviver, tem uma ajuda a conviver. Por isso que eu acho tão importante a questão do da discussão sobre racionalidade, sobre espaço público, sobre discurso comum. Não é uma ilusão de que, ah, isso vai salvar a gente, não. É porque essas ideias, esses projetos de tentar conviver, eles auxiliam a gente a nos organizarmos sem precisar se matar, né? Então, beleza. E isso é fruto da modernidade, diga-se de passagem. Beleza, vamos lá. Vamos lá. Coisa de cada vez. Tô trazendo uma questão. Resolver a partir dos problemas, a partir do território e olhar pra América Latina. Por que olhar pra América Latina? Porque eu fui formado depois nesse processo de filosofia latino-americana que me conduz a ter conhecimento sobre o pensamento decolonial, o que vai se tornar esse pensamento decolonial. Só que esse acesso da via filosofia latino-americana. E toda vez que eu vejo um debate sobre pensamento decolonial, nunca é citado a filosofia latino-americana, o pensamento latino-americano. que em especial, porque a gente tem que considerar isso, cara, que mesmo dentro do âmbito dessa decolonialidade, a academia nega e abandona e não tá nem aí e não conhece filosofia latino-americana, não conhece. E ela também tem contribuição pro pensamento decolonial. Por que que eu tô puxando dando essas voltas importantes? Porque óbvio que é isso, o texto do safato ele é perfeito, ele tá crítica, perfeita crítica. O a reação que o Jones faz ao ao texto excelente. Inclusive para quem não puder ler o texto do Safat, é uma excelente abordagem e a exposição dos conteúdos centrais, mas ali reproduz esse esse bagulho de que não existe. E aí não é culpabilizando que eles têm que conhecer, tá? Ninguém tem obrigado a conhecer tudo, mas é que há uma contribuição pro pensamento decolonial ou paraa crítica a a estrutura eurocurocêntrica. a esse tipo de pensamento que se hegemoniza, como diria o querido Anibalquirano, esse sim muitas vezes citado, mas exceção quase já digo porquê. As ideias não se tornam hegemônicas só porque elas são boas, elas se tornam hegemônicas muitas vezes porque elas chegam por meio de canhões. E isso é importante, entendeu? essa crítica de perceber de que, cara, não vou reproduzir uma ideia simplesmente porque parece que ela tá vigente, então muitas vezes chega pro canhão. Então constrar esses aspectos, essas contribuições elas precisam ser trazidas de volta, elas precisam fazer parte do jogo, porque eu acho que elas complexificam a nossa própria crítica ao que é decolonial e também a nossa aceitação de elementos importantes que surgem da discussão decolonial. A gente conseguir fazer crítica. Crítica não é abandono, não é rechaço e jogar fora. Crítica, como a gente já falou várias vezes aqui, é você conseguir pôr em crise o que está sendo dito. E aí tem coisa que na hora que você põe em crise fica, tem coisa que você na hora que você põe em crise manda embora. Aquela cena do Monte Python no filme da vida de Brian ou A vida de Brian do Monte Python, tem uma cena muito bacana que na hora que tá aquele grupo revolucionário, um dos muitos grupos revolucionários judeus estão sentados dentro uma sala e falando um discurso bem inflamado, né? Porque Roma não nos trouxe nada de importante? Porque Roma só serve para nos oprimir e nos escravizar? O que que eles fizeram de bom? Aí o cara diz que foi saneamento básico. Tá, tá, tá tirando saneamento básico. Que mais? Segurança. Ah, é verdade, é verdade. Antes era muito Tá, tá, tá, tá. Tirando samento básico e segurança. Que mais de bom que eles trouxeram? Vinho. Aí, tipo, vai falando, tá bom? Tirando segurança, tirando básico, tirando vinho, tirando não sei o quê, tirando não sei o que lá. Realmente, o que que é isso de bom? Aí, pessoal, é nada, nada, nada. Exatamente. Esse do rechaçar tudo, jogar fora, é postura idiota. Então, que a gente não pode fazer, pô, que bosta que a gente é escravizado, que a gente é oprimido, que sofreu um mundo desse negócio. Mas, pô, que bom que a gente consegue aproveitar esses elementos a nosso favor, né? Então, tipo, pá, como é que a gente vive dentro das contradições existentes na realidade e consegue pôr em crise pegar aquilo que é bom, joga fora aquilo que é ruim. Pronto. Então, só pra gente poder ilustrar aqui de maneira adequada. Não tinha me atentado isso. Eu tô lendo o chat, mas pronto, eu tô me assustando. Mas é isso, essa é uma pequena introdução aqui inicial pra gente ver que apesar de discutir o tema decolonial, ele também não pode ser discutido em abstrato, tá? Novamente o texto do Safat tá correto, o vídeo de reação do Jones também, mas há uns aspectos que podem contribuir pra gente complexificar o debate e perceber outros elementos, que é o que eu vou fazer e o que nós estamos fazendo nesse momento. Mas deixa eu só voltar aqui pro chat um cadquinão, coitado. E pá, justo, justo. Quatro amigos. É, foi mal, gente. Eu não lembrei que existia um grupo de standup chamado quatro amigos. Coitado do Cant. É, coitado. Nem viajar por dia. O bichinho tá triste. Coitadinho do Kant. Não, não dá, não dá. Exatamente. Universalidade para diálogo, né? Construída de maneira conjunta e coletiva. Isso é um elemento importante. Bom dia, Kevin. Como é que você tá, meu querido? Espero desejo que bem. Que bom que você tá deixando o like. Espero que todos os humanos aqui presentes também. Não, deixemos aí se possível, obviamente só citam francês. É, e os fed francês, os franceses e os fit francês, porque é o que fundou a universidade brasileira, né, assim, a universidade basicamente que reproduz francês, especialmente no âmbito das ciências humanas, filosofia e tal, é francês, pô. Missão francesa de ultramar. Não, não é sem querer que tem esse nome. Universidade internacionalista, como foi Universidade de Amizade dos POS Patríci Mumbá. Ô louco, aí sim, hein? Por que que a USP é filial do departamento de sensos humanos de Paris? Também exato. Exato. Eu não sei o que que é exato, mas é exatamente isso. Propaganda essencial. Assim se criaram pessoas que não entendem o próprio lugar tal qual estadunidense que não manja de geografia do próprio país. Pois é, né? E do dos entender que você em seu território resolve problemas distintos do cara de outro lugar e que essas transições não são simples, né? Mas é complicado. É [ __ ] porque muitas pessoas, muitas vezes as pessoas não estão preparadas para crítica. Sim, sim, mas faz parte da vida, né? Bem-vindos ao jogo. É que a gente entende crítica como falar mal, como acabar. Eu tenho que te demolir, tá ligado? Que é uma racionalidade imbecil, assim, com todo respeito, tá? que aí é uma outra parada que aí sim eu aprendi, por exemplo, na filosofia latino-americana que na contribuição que ela dá, inclusive para esse pensamento decolonial e outras coisas da gente conseguir ter mais critérios de modos de atuação na realidade que não seja meramente eliminação do do alheio do outro, né? Pode parecer uma coisa óbvia, mas assim, em geral, a racionalidade e o pensamento desenvolvido a partir da modernidade, como ela se constitui na prática, se por um lado ela contribui para pensar diálogo, razoabilidade, universalidade, comunhão da diversidade, se por um lado ela consegue fazer isso, ao mesmo tempo, por outro ela se funda na violência e eliminação tudo diferente ao mesmo tempo. Você tem as duas coisas constituindo esse esse momento histórico, esse processo histórico ao mesmo tempo. Então eu tenho que ter critérios para conseguir burilar esse negócio e falar: "Pô, essa parte aqui do diálogo, da razoabilidade, eu preciso dela. Essa parte da eliminação do outro, ela inclusive me elimina". Então eu tenho que me livrar disso aqui. Esse negócio aqui não pode fazer parte do meu modus operand sempre. Não é só Cmit em relação a amigo e inimigo, né? Tipo, você é meu amigo, te protejo, você é meu inimigo, te elimino. Não, calma, pera. No mundo há uma complexidade um pouquinho maior. Então a gente tem que aprender alguns critérios, alguns recursos para poder fazer essas seleções e também para sacar que sim, na prática operacionalmente esse modo de se relacionar com o mundo busca a eliminação do do interlocutor. Ele não considera um interlocutor, ele elimina. No debate, o debate teu objetivo é eliminar o seu adversário e não produzir o conhecimento comum. A gente entende debate assim porque ele reproduz esse modo de se relacionar no mundo e tá errado. Crítica é acabar com outro, né? Não, o cara humilhou. Nossa, mano, que idiota. Tá ligado? E tá produzindo conhecimento. Produção de conhecimento, ela se dá no discussão, ela se dá na crítica, se dá no debate. Debate é espaço de produção de conhecimento comum. Qual que é o nosso objetivo? Tá ligado? É óbvio que tem alguns espaços e alguns interlocutores que são inimigos e eu tenho que saber reconhecer o inimigo. Preciso de critério para isso também. E aí a brincadeira fica diferente. Mas são critérios. É importante a gente pensar um pouquinho, né? Eh, sim, sim. Não, mas você tem toda a razão. Tem toda a razão, Gabriel. Aí que tá o lance. A gente precisa buscar esses critérios comuns, cara. Concordo contigo. Concordo contigo. Essa essa discussão do sobre universalidade, que é um tema à parte, vamos dizer assim, mas que vai acabar passando por aqui, ela tem muitos modos de ser abordada e trabalhada. E aprender esses métodos, esses modos de trabalho é importante, com critérios legais, né? Então é massa. Aí volta paraa lógica atual das redes. Exato. Um algoritmo pensado para isso e o modo de uso dele também, né? Se você quer crescer aqui, você tem que crescer na na pancadaria. E aí também no lance do, ah, se o cara não falou que eu gosto de ouvir, eu tenho que que parar de ouvir. Tipo assim, o humano que você tá ouvindo, ele tem que reproduzir aquilo que você gosta. Tipo, o cara tem que falar o que você curte. Tem que ser viés de confirmação, senão você vai abandonar. Então aqui, se eu fiz, se eu eu tenho certeza que algum camarada chega aqui no na no nossa live, eu falo: "Ó, o pensamento colonial tem esse negócio, mas tem essa parada boa." Na hora que eu falar, tem essa parada boa aí, ó, faz decolonial aí, quer levantar aspectos interessantes, tá? Eh, acadêmico, não sei o que lá e reproduz daí a alguma taxação. Por quê? Por que fala um bagulho que eu nunca acho que não é assim? Porque eu gosto mais do outro jeito de fazer. Merda, né? É horrível. Mas é isso. Usando um pouco da pós pós do ICL pós. Faço lá o ICL pós. A Chain tem aquele texto da universidade operacional. Podemos dizer que a internet virou um campo operacional onde se elimina, xinga porque chama mais atenção. É, é, é uma performance que ganha, né? Faz você render bem. E o, o público que é isso, tem muita coisa. muita coisa, muita coisa pra gente pensar. Mas dito isso, tem o pensamento latino-americano que é importante da gente considerar. E aí eu vou fazer um uns apontamentos. Por exemplo, a crítica que o Safatle, que o Jones fazem estão corretos, né? O Jones dando eando Safatle para facilitar, pra gente não ficar só no texto do Safatle, porque não tá acessível. Ela vai para essa galera que se constitui como decolonial, eh, Walter Miolo, companhia, mas tem outros outros grupos, né? Tenha um, até mandei lá no grupo da membresia umas divisões interessantes, né, de como você pode perceber o que é esse colonial, decolonial e tal, as pessoas que se inserem nesse movimento, toda essa trajetória, mas é uma galera que parte da epistemologia para ver o mundo. Então é um pensamento que eles chamam, né, pensamento de fronteira. É um negócio para você mudar o saber, reconhecer os saberes e tal, para daí você lidar com a realidade. Assimilação de saberes e tal, que tem seus aspectos interessantes. Mas qual o problema? O problema é que parte já de um ponto que é secundário, que é a racionalização, sem considerar quais são os problemas que fazem com que esse saber surja, saca? parte desse saber como um conhecimento que tá desconectado de elementos, apesar de falar sobre o território, mas quais são os problemas que esse pensamento tenta resolver? Porque seja os problemas que ele tenta resolver não são equivalentes aos problemas que a gente tá tentando resolver, ele pode ampliar meu repertório, mas ele não contribui como ferramenta de resolução de de problemas. Eu tenho que pesar quais são os problemas envolvidos para surgir um tipo de pensamento e saber outro. Tranquilo, fazer uma crítica epistemológica, tal. E aí parte da epistemologia pensar o que que é ciência ou como diria o Juan Rossé Bautista Segales, eh, o que eu penso quando eu penso, como eu penso e quanto eu penso, essa essa reflexão sobre a ciência, sobre o saber, sobre essa parada toda. Parte daí para falar sobre a realidade, sobre as relações interpessoais, sobre relações políticas, sobre relações com o mundo. E é um caminho ruim, é um caminho operacionalmente ruim e que dá efeitos de você ter discussões tão abstratas que você não consegue resolver problemas efetivos. é distinto, por exemplo, do caminho que o pessoal da filosofia latino-americana acaba fazendo, especialmente do movimento que vem da tal da filosofia da libertação, que acaba sendo uma nuance muito marcante da filosofia latino-americana, porque teve envolvimento político nas lutas populares durante a segunda metade do século XX aqui na América Latina, que vem da teologia da libertação, essa galera toda, eh, e que se constitui porque tem figuras também intelectualmente ente muito impactantes, muito fortes. Então você tem essas duas coisas, vai, teve mobilização popular que garante um espaço privilegiado para esse grupo. Tem figuras muito fortes e tem instituições muitas vezes ligadas a ambientes religiosos que t grana para sustentar o trabalho desses caras. Então eles acabam meio que funcionando num garantindo uma escola, mas que ela não é tão amplamente conhecida, mas que ela se fortalece e que ela dá contribuições para esse pensamento decolonial. Só que o caminho que esse pessoal toma é um caminho mais interessante novamente, caminho como método, né? Não parte da epistemologia para ver o mundo, parte da dos problemas do mundo para fazer uma crítica da epistemologia. E aí os problemas do mundo que eles vêm num primeiro momento é um problema político de libertação efetiva da realidade nacional, da população, que as lutas da da na América Latina da segunda metade do século XX que buscam revoluções. Nesse processo de perceber a luta política, eles eles acabam enfrentando um problema que é, mas quais são os critérios pra nossa tomada de decisão em favor do das lutas populares do ponto de vista acadêmico, né? Porque a galera tá lutando, pô. Aí um acadêmico quer fazer uma reflexão sobre isso, tá? Mas por que que a gente apoia essa galera? A gente tá engajado numa luta política, mas como é que eu faço aqui um uma justificação, uma legitimação do que a gente tá fazendo? Porque eu tenho que dar razões uns pros outros, a gente precisa dar razões, né? Aí eles vão para um âmbito da ética. Então, quais são esses elementos centrais que nos dão justificativa paraa conduta que a gente toma na luta popular? Política, ética. E aí na hora que eles estão construindo isso, isso tá muito conectado com prática efetiva da realidade, eles têm que manejar um problema conjunto, que é como isso contribui para projetos de desenvolvimento. E aí eles também têm que acabar tocando no elemento econômico que vai acompanhar esse pensamento. A partir dos anos 80, essa galera começa a se voltar pro problema da epistemologia. Henrique Dúci, Franzin Kelamt, depois surgiu José Bautista Segales, a Cátia Comenares e mais uma galera que vai formando um grupo aí que vai daí se voltar pra questão da epistemologia porque vai falar: "Ó, beleza, a gente tentou processos revolucionários, a gente conseguiu estabelecer aqui projetos políticos, queremos seguir marcha de desenvolvimento, estruturamos uma base ética que justifica e legitima nossas tomadas de posição, mas parece que uma série de movimentos que a gente toma os efeitos dele na hora de analisar a realidade estão sendo falhos. A análise tá ruim, a gente não tá tendo capacidade de fazer análise de conjuntura mais interessantes. Talvez seja um problema de se como pensar o mundo. E aí vai pra questão da epistemologia. E na hora que eles vão paraa questão da epistemologia, a partir dos anos 90, eles também estão alinhados com esses movimentos que paralelamente surgiram por questões eh de discutir o chamado oriente, né, na África e Oriente, que aí vem escola francesa, essa coisa toda e que aparece lá nos Estados Unidos com Walter Minholo, Santiago Castro Gomes, Maldonado Torres, essa galera toda. Ah, mas o pessoal aí é meio latino-americano, mas escreve inglês, meu irmão. Escreve inglês pra Universidade Gringa. O plano de trabalho não é resolver problemas ligados a esses movimentos de luta popular, é ligado pro âmbito da academia. E nesse âmbito eles estão discutindo, fazendo essas discussões que vai formar esse movimento decolonial que é epistemológico sobre outros saberes, outro modo de ser, não sei quê, não sei quê, não sei quê, outro modo de perceber o mundo. E aí nesse nesse passo esses grupos se alinham e aí essa galera do pensamento de libertação latino-americano também dá contribuições pra discussão do pensamento colonial. Mas veja que são trajetórias distintas e que buscam resolver problemas distintos também. E aí as contribuições desse pessoal vai para um âmbito muito mais prático, distinto da galera da epistemologia. E a crítica do Safat e do Jones vai para essa galera que discute da a partir da epistemologia, a partir desse problema de reflexões epistemológicas que depois tenta perceber o mundo. A crítica vai para esse grupo que tá desconectado de lutas populares, que é muito marcado pelo academicismo e por pessoas que enquanto sujeitos acadêmicos em seu labor, seu trabalho, querem resolver problemas acadêmicos. E aí eu não posso ter expectativa também de que o cara que é acadêmico, quer resolver problema acadêmico, seja um um revolucionário, porque ele já nem tá se propondo a isso. Eu também não posso ter essa expectativa sobre esse grupo. Então é uma crítica válida para quem tá na luta popular e fala: "Ó, tem que olhar com desconfiança porque essa galera não tá preocupada com a nossa luta popular". Mas pra galera que tá na academia fala: "Eu nem tava preocupado com isso mesmo." Então eu não posso ter essa expectativa, tá ligado? já já distingue um pouco também o um uma abordagem de que assim a expectativa é minha, não dessa galera que tá fazendo essa essa essa discussão. Mas beleza, é diferente da trajetória desse pensamento latino-americano que parte da ética, parte dessas questões políticas vai pro âmbito epistemológico e a partir dos anos 2000, ligado à onda rosa aqui na América Latina com os governos progressistas e com movimentos populares mais radicalizados que estão tentando se reorganizar, começa a discutir a economia política de novo. E aí durante os anos 2000, o próprio Dci Hinelamtel Bautista Segales, a própria Ktia Comenares, o próprio Garramon Grossfogel aparece para voltar para cá para acompanhar o processo lá na Venezuela. Essa galera também tá tá conectada com luta política. Pode ser não a não é aquela que eu gosto, não é não sei o quê, mas são movimentos populares e que estão envolvidos com tentar resolver problemas efetivos dos Estados nacionais da América Latina durante os anos 2000, nessa onda rosa que a gente teve, que é do dos governos chamados progressistas ou que são progressistas, né, mas a esquerda que rolou na América Latina toda. E essa galera produz e se assume muitas vezes como alguém que tá produzindo conhecimento neoliberal, neoliberal. Mas ô, olha o efeito, o efeito do ato falho, né? Conhecimento neoliberal e e parada neoliberal, porque eu quero criticar a galera que faz uma discussão epistemológica. Já saiu antes para essa galera. Perdão aí, perdão aí. Voltando, é uma galera que faz uma discussão decolonial, mas que não é neoliberal ainda, porque é distinto do processo da galera que tá discutindo a epistemologia pela epistemologia, porque essa galera da discussão abstrata se adequa agora sim ao projeto neoliberal efetivamente, porque aí sim é uma discussão mais individualizada, fragmentada de coletivos, etc, etc, etc, etc. Esse outro pessoal tá tentando fazer um desenvolvimento propriamente dito, eh, verdade por no calma, tá envolvido com outro tipo de projeto, com outro tipo de processo, saca? E dentro das contradições, a gente pode perceber essas contribuições, essas essas diferenças, né? E aí dentro desse pensamento decolonial ou chamado decolonial, tal, tem esses aspectos que a gente pode considerar ou deve considerar. E aí tem uma parada só que eu acho interessante, achei interessante o Jones falar no vídeo dele que aí eu vou fazer uma crítica ao modo como ele abordou, que ele falou assim, ó, olha bem e tal, porque eu prefiro adotar uma corrente anticolonial e aí depois falou vê a corrente que você vai adotar. Eu achei interessante ele falar sobre isso. De um lado, eu entendo. Eu entendo porque significa que eu quando vou fazer uma produção de conhecimento, eu não faço de mim por mim mesmo. Então eu realmente eu me alinho a correntes. Mas o lance do adotar, né, de você de acordo com a sua preferência pegar, pensar esse ou aquele, aí eu acho ruim no âmbito da produção de conhecimento, porque não é o que você vai adotar, cara. Você tem que ler de tudo e seja crítico. E o meu critério não é a corrente, se ela é legal ou não, se ela é bonita ou feia. Meu critério é se ela me ajuda ou não a resolver problema. Qual problema eu tô enfrentando? Esse me ajuda para isso e aquele me ajuda para aquilo. Simples assim. Então, não é pela adoção do que você acha mais interessante, mais feio, mais bonito, mas não para resolver problema, né? Quais problemas eu tenho que enfrentar? Certos elementos me ajudam aqui, os outros me ajudam lá e tá tudo certo, né? Então isso, o critério tá na resolução do problema da realidade. Aqui que eu vou enfrentar e quais são os efeitos que eu espero nesse enfrentamento à realidade, porque aí, cara, é é muito importante a gente a gente considerar isso para ir encaminhando aqui um uma finalização, vamos dizer assim, desse dessa minha longa longa longa longa longuíssima explanação. Eu dou aula em agora falando muito de experiência local, comunitária muito prática. é muito localizada. Eu dou aula na licenciatura em educação no campo, professor de de licenciatura em educação no campo, curso de pós de de um curso de graduação, de um projeto muito específico, que precisa de recurso público para funcionar. E ele tá e e especificamente esse projeto acaba atuando em comunidades tradicionais Quilombola, Caiçara e Guarani. A discussão sobre projeto nacional de desenvolvimento não resolve os problemas na luta do território que esses caras estão fazendo. Ela faz parte. Ela faz parte. E essa é uma coisa que a gente sempre discute lá nas aulas. Faz parte. Eu tenho que pensar nisso, mas a luta pela terra imediata ali não ajuda, porque não é uma parada média, longo prazo. Essa galera não pode abrir mão do tipo de enfrentamento local contra latifundiário, contra especulação imobiliária, quanto não pode abrir mão dessa parada porque ele tem que agora fazer uma reflexão macro, não sei o que lá. Isso vai contribuir, isso entra no negócio, mas no dia a dia ele é distinto. E mesmo na resistência luta pela manutenção de tradições que são importantes paraa preservação daquele grupo, paraa sua luta e resistência, porque aí é uma outra parada assim, não é tipo assim, ah, eu acho legal e porque eu acho bonito que os povos tradicionais mantenham sua tradição, a gente deixa eles fazer as coisas dele lá. Não, não pode ser assim. Pera aí, não, pera aí, pera aí. Como é que a gente se organiza? como é que a gente pensa a partir de relações efetivas materiais, de lutas constantes nessa realidade, nesse conjunto, nesse coletivo, nesse nesse contexto, né? E aí, por exemplo, um discurso decolonial e o pensamento dessa linha que eu trouxe para vocês da América Latina, pensando a partir da questão política, ética, depois indo paraa reflexão epistemológica, voltando pra realidade, discutindo economia, política e tal, nesse círculo, nesse espaço, nesse nesse veio, as contribuições do pensamento de colonial são muito importantes. E mesmo dessas da discussão epistemológica abstrata, que vem sabe Deus de onde, que a gente tem que ser muito crítico na recepção, elas também contribuem na reflexão desse sujeito sobre o mundo. Elas resolvem o problema do desenvolvimento nacional, da soberania, da autonomia? Não, definitivamente nem penso sobre isso, infelizmente. Mas elas também não se pretendem a isso. Elas auxiliam em outros aspectos e esses outros aspectos têm que ser considerados, que são aspectos, gostem vocês do nome ou não, subjetivos, no sentido de materialmente subjetivos. de reconhecimento de si enquanto sujeito, de fortalecimento enquanto pessoa, enquanto comunidade, de formação de comunidade, de recuperação de elos comunitários, ajuda para caramba, cara. É muito importante é ver isso acontecendo, tá ligado? falar assim: "Pô, eu simplesmente trazer aqui determinadas discussões que nada tem a ver com essa esse espaço importante de você fortalecer uma comunidade, de do grupo ter ferramentas para se reconhecer, para manejar com seus problemas, para fazer reflexões que tm a ver com recuperação de de tradições e de seu posicionamento no mundo. É muito importante. Então, eu não posso simplesmente rechaçar e jogar fora. Eu tenho que saber fazer esse meio de campo. Ah, mas também é só o pessoal branco, acadêmico, que não sei o que lá. É verdade. Muita galera aí, tem um monte de maluco aí que é só universidade que tá fazendo isso aí mesmo e só tá lá produzindo o conteúdo deconial porque é bonito, é na moda que consegue bolsa. É verdade. É verdade. Mas por outro lado, na prática, na real, esses conteúdos muitas vezes chegam como no numa divulgação e num processo aí de popularização como reforço ou mesmo recurso, ferramenta para fortalecimento de grupos humanos em sua subjetividade, materialmente falando. E isso é importante, eu tenho que considerar. Eu tenho que considerar. E aí são ambientes diferentes, enfrentando problemas diferentes e buscando soluções distintas. E aí conseguir balancear e articular toda essa complexidade aí pra gente não ficar só no gosto, não gosto, feio, bonito. Ai muito muito demodê, tá muito fora de moda isso aí. Não, cara, não. Essas discussões elas são sérias, tá ligado? é uma parada importante. Então, acho acho legal a gente a gente considerar esses elementos para poder fazer uma crítica um pouco mais complexa e sendo leitor, leitora, né, daquilo que tá diante de nós. marxista vejo muitas limitações e muitos problemas essa discussão epistemológica, muitas vezes individualista, fragmentária, que não considera uma porrada de coisa, que é acho uma porcaria, que fica inventando os nomes que não faz sentido nenhum, mas ao mesmo tempo enquanto pessoa convivendo na comunidade, trabalhando em diferentes coletivos, de diferentes locais, percebendo os impactos, os efeitos que esse tipo de discussão traz, que pode ser útil na resolução de problemas, na formação de subjetividades mais consistentes, que se percebem no mundo de outro modo e que ajuda como ferramenta para enfrentamento de questões. Fundamental. Então, tem que saber aliar e saber resolver, olhar como critério o problema que a gente tem que resolver dentro dessa comunidade para que consiga produzir, reproduzir, desenvolver sua vida de maneira minimamente equilibrada, né? E acho que isso é é importante. Inclusive, assim, é engraçado quando a gente entra muito nessas discussões que vai entrando nesse ambiente muito distante da realidade macroeconômica e considerações que a gente não pode abandonar, obviamente que não. Eu falo assim, é gente, só não esquece uma coisa, fumaça não respeita a fronteira, né? Aí o pessoal aí aquele minuto que você para crer, né? É, não. Então, a gente tem que pensar assim, o conjunto como um todo, estado como um todo, sociedade como um todo e aí o papo fica fica massa. Acho que foi massa, né? Que que vocês acharam? Gostaram? Pontamentos críticos. Foi legal? Era isso que eu tinha para contribuir, meus pitacos, meus pingados de breves reflexões. Meus pingadinhos de breves reflexões. Mas ficou bonitinho. Ficou, ficou bonitinho. Eita, perdi um monte de mensagem aqui. Link tava comentando a mesma coisa no domingo à noite sobre ouvir quem concorda com você. Aí ó, o link. Gosto de jogar Zelda, não sei. Piada idiota. Tem como colocar em destaque o nome do texto que está se discutindo? Cara, não, não peguei nenhum texto específico. Eu hoje foi freestyle. Hoje foi a partida foi tristemunho a partir do meu testemunho. O Nicoleles explicou isso bem como a questão de da dissonância cognitiva ser mais fácil que parece com o James que aceita ali em aceitar a ilusão útil por ser mais prático. Em suma, via de confirmação é conveniente. Ah sim. Vixe. Vi é muito conveniente, muito mais fácil. Economia política deixa de ser xingamento. Ah, em nome de Jesus. É fundamental, pô. Aquela hora foi ato falha. Perdão, foi sem querer. Ele ele pensa por isso mesmo. Ele escolhe eh não sei quem escolhe isso aqui. Pelo que ele acha que é certo politicamente, ele chama de decolonial de perfumaria porque não fez nada e o marxismo fez. É. É. Então, bom, eu aí vou vou me resguardar a ao silêncio conveniente. Usar a ferramenta certa para o que ela propõe ajuda muito. Exato. Não tem como esperar que o martelo funcione para furar a parede, tá ligado? Ah, mas eu acho que tem que furar a parede. É, meu martelo não fura a parede. Não fura. Ele quebra, ele estoura a parede. Não vai ser legal. Se você for colocar um quadro na sua casa tendo apenas um martelo, não vai ficar legal. Você tem uma ferramenta, utilize ela para aquilo que ela foi feita, né? Não dá para esperar que ela faça um negócio. Assim como eu não posso esperar que as pessoas façam uma parada pela qual elas não se propõem. Eu vou criticar dentro do que ela se propõe, né? Acho que ajuda bastante. Olá, bom dia. Bom dia, como é que você tá? P espera de fique bem. Bruno, você é primo do Peter Ubner? Por incrível que pareça assim. E a gente não sabia disso. O mundo ele é pequeno, um ovo e muito mal frequentado. A gente não sabia disso. Eu sou primo dele. Um dia, aleatoriamente eu recebo uma mensagem no Twitter. Bruno, você é parente da Elsa? Eu falei, acho que ela é irmã do meu bisavô. Ela, ele é minha avó. Eu falei, nós somos primos. Nós descobrimos que éramos primos. Eu e Peter Hubler. Eu e Peter Rubler nos descobrimos primos. O mundo é mal frequentado mesmo. Ele é um ovo. Falei: "Caraca, velho, que doideira". Não é mesmo? Que mundo pequeno é esse que nós vivemos? Mas somos. Chegou no final, mas tá tranquilo, tá de boa. Ai, ai. Achei que teria texto. Perdão, perdão. Eu no na próxima live eu vou ler um trecho dos condenados da Terra do France Falou. Esqueci de falar isso, né? Pô, isso aqui era importante pro corte. Problema da galera decolonial que apenas discute o elemento epistemológico sem considerar a realidade, sem considerar partir da questão política, ética, de outras outros problemas e necessidades que a gente tem que enfrentar, é que leu Anibalquirano como crítica da colonialidade do saber, sem considerar a colonialidade do poder. O Kirrano critica as duas coisas, inclusive ele começa pela colonialidade do poder. Você não pode falar: "O problema é o saber sem constrar o poder." Tá faltando a crítica do poder. E aí você não pode abandonar marx, não pode abandonar a luta popular, não pode abandonar essas paradas que fazem parte dessa crítica do poder dentro do âmbito da modernidade e mesmo da crítica da modernidade. Assim como não lembro quem falou, mas eu concordo plenamente. Lê pele negra máscaras brancas sem ler os condenados à terra. Como é que você faz um negócio desse? Não pode. Se abstraiem um elemento fundamental que considerar essas lutas populares a a realidade material, os problemas aos quais efetivamente se tem enfrentado. Então, não pode ir para âmbito epistemológico sem considerar ética, política e o elemento fundamental que é economia. economia no sentido de que só dá pra gente discutir as outras coisas se a gente tá em condições de fazer isso. Como já diria o Ben dito do materialismo de Marx e Angels, eu só posso tá vivo se tem condição de eu tá vivo. Essas condições são os elementos de ponto de partida pra gente criticar e desenvolver todo o demais, tendo garantido as condições da gente poder respirar, comer, se desenvolver, ter tempo para pensar, agora a gente consegue também ver quais são os papéis desempenhados por cada uma das ideias dentro dessa reprodução social. Então, não dá para discutir colonialidade de saber sem considerar colonialidade do poder. Não dá para discutir pele negra, máscaras brancas sem considerar quem são os condenados da Terra. Acho que vai ficar bom esse corte aí. Resume, não é? Já acabou. Perdão, perdão. É que eu eu tenho que fazer os bagulhos que eu falei hoje. Por isso que eu tô na régua, gente. Então, perdão aí. Se você for um giver, talvez, é, talvez você consiga. Se você for uma giver, você não precisa nem de um martelo, nada que um chiclete, um clipse e um elástico não resolva. Adoro o Peter. Ah, que da hora. O Peter é legal mesmo, cara. Que bagulho da hora. É, é um bagulho muito particular, né? É um negócio que eu sempre, sempre que eu eu ouço o Peter, eu falo: "Cara, é um, um tipo de pensamento de humor que é muito particular. É uma galera que assim, eu gosto, eu gosto, me pega, me pega". Falou: "Cara, a construção do texto dele, como ele pensa os bagulhos". Eu falo: "Caraca, esse maluco é muito bom, velho. Ele é muito embaçado." Só que não é todo mundo que vai pegar. É um bagulho bem particular mesmo. Eu gosto, eu gosto. Peter não conheço. Conheça, conheça Peter. Meu primo. Meu primo. A gente não sabia que a gente era primo. A gente se descobriu primo. É, o Peter tá muito mais tempo na internet que eu, mas muito mais. Nossa, não tem nem comparação. Peter é legal, cara. Professor de filosofia. Ele é professorzas de filosofia. Excelente. Eu não li ainda os Condenados da Terra, infelizmente. Pronto, semana que vem a gente vai ler. Então estejam aí porque a gente vai ler trechos do dos condenados da Terra. Sim, ele é muito único. Ele é único, um F. O Peter é uma pessoa, cara, a produção de conteúdo dele é única. É isso. É único. Então, nem sei se todo mundo saca e curte. Eu gosto muito, muito mesmo. Mas eu sei que é um bagulho muito específico, assim, fala: "Cara, quem saca, quem pega o que tá rolando fala: "Caraca, isso aqui é bom, hein, mano". Qual que qualidade, qualidade, ó. É bom, eu gosto. Tetra é bom. Tetra é muito bom. Mas é isso, Peblo. Falei bastante. Espero que tenha sido legal. Espero que vocês tenham tenham curtido. Espero que rumine adequadamente aí algumas ideias legais e a gente se vê na semana que vem, né? Porque afinal a gente já tá aí que de hoje? Quarta-feira. Quarta-feira, quase fim de semana, como todos sabemos. Então, sobreviveremos e estaremos muito bem. E eu não posso esquecer de dizer para vocês que Eita, puxa. Pera aí, tá travando tudo aqui. Ah, não. Ah, meu Deus. aqui. Se você é uma pessoa que tá aí desempregada, se você é uma pessoa que não tá conseguindo aí aproveitar os seus dias de maneira adequada, fala: "Pô, não tenho tempo para nada, a vida tá me sugando, ela tá me destruindo." Não esqueça de ficar com mais ódio ainda, sabendo que um bando de desocupado, que é funcionário público e recebe dinheiro por ter sido eleito em algum momento, em alguma eleição, tá andando sei lá de onde para não sei onde, por absolutamente nada, seguindo o maluco completamente idiota que simplesmente resolveu fazer uma caminhada por saber o quê? E ninguém tá entendendo, mas eles estão andando e filmando e cada hora aparece mais um elemento para se somar a esta gang para ficar andando de um lado para outro. Então você fica com mais ódio ainda. Fala, eu queria ter tempo para fazer alguma coisa. Esses caras t em vez de fazer alguma coisa, ú caminhando aí caminhando, andando, exindo não é a canção. Eles conseguindo sabe Deus o quê? A gente não entende muito bem. Mas esse bando de animal que tá fazendo isso, esse gado, precisa pelo menos tomar alguns cuidados. Eu vou fazer aqui algumas recomendações para eles. Tome bastante vitamina C para não ficar gripado, né? Especialmente menino pavanato lá precisa tomar cuidado, né? Aí ficar gripado, menino. Vai tomar e fica no relento, fica gripado, não entra, não entra. Fica gripado. Muita vitamina C, hein? Passa bastante protetor solar para não ficar queimadinho. Vai ficar queimado, vai ficar machucado, perigoso. Come banana, muita banana para não dar câimbra, né? Tem que aguentar aí uma jornada. Banana, banana importante e hipogloss. Não esqueçam do hipogloss. Passa direitinho hipogloss porque de calça jeans, bermuda jeans e falta de preparo vão ficar tudo assado. Então não esquece aí, vitamina C, protetor solar, banana e hipogloss. E se vocês tiverem a capacidade de passar o hipogloss na banana, mergulhar na vitamina C e misturar com protetor e comer, a gente vai ficar muito satisfeito também. Desafio vocês a fazerem isso de ficar muito mais mais alegre caso vocês tornem esse tipo de atitude. Então fiquem com bastante ódio no coraçãozinho pensando nesses nessas pessoas queridas que estão fazendo esse incrível, essa essa passeada, essa marcha de cascos que vai ser muito legal, tá bom? Então fica aí com seu ódio tranquilamente, tá tranquilo, ficar todo mundo bem e eu desejo todos assados, todo mundo assado. Tô desejando muito que no dia que eles tiverem medo dessa caminhada aí ficar tudo assado, tudo machucado. Tem que ficar cheirando hipoglose quando for fazer aquela junção de gente lá que eles estão tentando fazer para fazer uma bagunça. Tá bom? Dito isso, minha gente, a gente vai tentar aqui seguir todo o dia útil, mas na verdade apenas quartas-feiras, trazendo a boa nova. >> É a vitória final. Fiquem bem, Deus abençoe. Aproveitem a semana, aproveitem o fim de semana, aproveitem. Bom dia vocês fiquem bem. É nós. Estamos juntos. Valeu, beijo. Até semana que vem te ler os condenados à terra. Ai,