🔴TRUMP ATACA A VENEZUELA: NÃO É SÓ POR CAUSA DE PETRÓLEO!
07/01/2026
🔴TRUMP ATACA A VENEZUELA: NÃO É SÓ POR CAUSA DE PETRÓLEO!
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Uma utopia, livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos pologia diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. Ciência do mundo, luz. Testemunos ser da terra o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Segue nos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, luz descer da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Bom dia, América Latina. Fala, minha gente. Bom dia. Tudo bem com vocês? Como é que estão por aí? Espero e desejo que bem. Espero e desejo que bem. Espero que deseja também que estejam ouvindo bem o que eu tô aqui falando, que o som esteja bom. O som tá bom? O som tá bom. É, meus amigos, como é que tá o clima tenso? Por isso tá essa musiquinha tensa no fundo, ó. Normalmente a gente começa com low fers de boa. Calma lá, pera aí, vem de colher porque hoje é dia de sopa. Bom dia, gordura. Tudo bom, mano? Como é que você tá? Espero desejo que bem. Fala aí, visão comunista. Buenos dias. Como está camarada? Espero deseja comigo também. E Rubens, bom dia. D um cafezinho para você. Tomem suas xícaras. Bora lá que hoje tá que tá, né? Como é que tá, meus queridos amigos do chat? Tá bom, o som tá bom. Que bom. Que bom. Bom dia, querida. Como é que você tá? Como é que tá, Jes? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Volta às aulas. Pois é. Estamos aqui de live em pleno dia 7 de janeiro. Que coisa, não? Eh, bom dia, Víor Wakai, como é que você tá? Buenos dias. Buenos dias. América Latina. Espero e desejo que bem. Sonzinho tá bom aí? Espero que sim. Que a musiquinha no fundo também esteja naquele clima gostoso, mais tenso, latino mais preocupado. Bora ver. Ah, os feios também, porque ano novo. Não, aqui não tem gente feia. Aqui a beleza ela é relativa e tem gosto para tudo que estamos em outro clima. Ai me pueblon hoje tá que tá hein o anin de 2026 começou tenso. Eu queria fazer um papo sobre séries, sobre filmes, né? começar nesse nesse climinha de séries e filmes, mas aí vem o imperialismo e dá esse presente para nós. Queria estar falando mal de Stranger Things nesse exato momento. Queria estar ofendendo não gratuitamente, mas com todas as razões do mundo, a série produzida a partir da série da do temporada dois. Mas cá estamos. Queria tá falando mal dos Duffers Brothers lá, os irmãos Pateta. Mas exatamente, começamos querendo 2027, mas não necessariamente 2027 vai ser melhor, porque a gente sabe que não tem nada ruim que não possa piorar, mas também não significa que necessariamente será pior. É aquela linha tênue entre manter a esperança e o desespero, conhecido como realismo, né? Botar o pé no chão. E é o que a gente vai tentar fazer hoje, inclusive. Bom dia, cara. Esqueci de dar um bom dia para você, meu querido. Ai, pueblo. Mas vamos lá, vamos lá, vamos lá, que hoje a gente ainda tem também muitas coisas acontecendo nesta casa, na casa a qual eu mostro para vocês, incluindo que tem criança em férias escolares. Diga rapidinho. Vem cá. Chega aí. Dá um salve aí. Se vocês estavam desesperançados, agora tem esperança. Diga. Posso passar? Pode. Eu não quero ninguém. Não vai. Ai ai ai. Buenos dias. Vocês viram que a criatura que habita minha casa está em férias escolares. Então fizemos um combinado aí de que se ela for aparecer, ela aparece de óculos escuros, porque não tem muito o que fazer. Não é, mas se você tá caindo aqui de para-quedas pela primeira vez, né, você tá aqui caindo de paraquedas, já vou começar aqui dando alguns avisos, a gente começa um papozinho mais de boa e depois a gente vai conduzindo aqui o tema da nossa live, né? Nós temos um chat maravilhoso, muito saudável, pessoas muito comprometidas e gentis. E aí a gente vai trocando ideia aqui numa manha, fechou? Mas além disso, né, eh, a gente tá desde com esse canalzinho aqui, desde o ano da graça de 2024, no início de 2024. 2024, isso é 2024 passou 2024, 2025 e agora nós estamos entrando no terceiro ano do canalzinho. Vamos completar ainda três anos no ano que vem e estamos muito saudosos já do início quando nós fazemos reacts constantes e quase diários. Porém, contudo, todavia, a vida não permite mais fazer isso. Então, todas as quartas-feiras pela manhã, a gente tem uma livezinha aqui no canal pra gente poder papear sobre a vida, sobre problemas, sobre conteúdos sérios e tentando trazer de maneira qualificada algumas abordagens sobre fenômenos da realidade ou outras coisas que estão acontecendo por aí. E meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e tô tentando produzir um conteudinho específico aqui no canal. Sou professor de ensino superior e também agora coordeno uma pós-graduação bem bacana, bastante distinta e inovadora. Espero que seja bem bem bem bem interessante também eu poder trazer alguns elementos dela para cá e quem sabe um dia fazer umas propagandas mais qualificadas a respeito dela. Além disso, você pode considerar ser membro, membro, membre, membresia aqui do canal, porque a gente tem conteúdos exclusivos e cursos para você, para você e todas as outras pessoas que também são membros, membras membresia aqui do canal. Então não é exclusivo porque é para bastante gente, espero. E quanto mais pessoas estiverem participando aqui da membresia, melhor pro canalzinho, porque ele se sustenta a partir da membresia. Nós somos um canal pequeno, não temos tantas visualizações, mas temos um grupo considerável de membros, membras, membres, membresia aqui que sustenta e faz com que funcione essa brincadeira de que a gente leva muito a sério em certos momentos, mas que é para misturar um pouco de entretenimento e educação qualificada. Tem cursos de marketing e religião, evangélicos e política no Brasil, como fazer seu projeto de pesquisa, filosofia latino-americana, que tem tudo a ver com coisas que eu pude produzir e trabalhar durante a minha vida. Espero que você curta. Então, considere. Gostaria também curtir esse vídeo, comentar para engajar, espalhar a palavra por aí, fica aí trocando ideia com a gente porque vale a pena, tá bom? Acho que é isso. Se eu não esqueci de nada, alguém pode me lembrar, mas normalmente o carapa me lembra. Eu talvez tenha esquecido, mas considera isso aí, tá? esteja aqui com a gente. Vale a pena, imagino eu. O é um pouco quebrado, mas a gente tenta. Beleza? Mas hoje, distinto de outras vezes, a gente vai direto pro assunto. A gente vai ter que ir um pouco mais que tem muita coisa para falar. Hoje é o dia de falar sobre análise de conjuntura, que é uma coisa que eu não gosto muito de fazer. Vou ser sincero, tenho o que fazer, mas não gosto. Fui formado para tal, mas não gosto por alguns motivos que já já vou comentar também. Mas é isso. Deixa eu dar uma olhadinha aqui no nosso chats do Opa, do jeito que tá. Vamos ter saudade de 2026 daqui 5 anos. Então força na peruca. É, eu tenho saudade do ano da graça de 1996, que foi quando eu ganhei meu primeiro videogame. Então, fiquei muito satisfeito, muito feliz. Primeiro e único, né? Então, foi muito legal, estilosa demais, né? Pois é, estilo. E se ela aparecer aqui de novo, eu vou mostrar para vocês a camiseta que ela tá usando. Eu tô vim hoje fardado, né? Vim aqui com manto. Tô de farda. Ela tá com uma outra farda. Tomara que não, viu? É, não sei o que que é. Ah, é. Tomara que não. Não, piore. Saudade do problema ser professor rock. Eu também. Ele, eu, eu, cara, eu preciso ver o que ele tem feito, né? Tá um momento interessante para ver o que o professor Rock tem groselhado por aí, mas eu não vi ainda o que que ele tem falado, mas a gente já sabe, né? Imperialistinha, testa de ferro do imperialismo, né? Para quem não conhece o professor Rock, ele é uma testa de ferro do imperialismo. Testa começa acima da sobrancelha e termina na nuca. complicado. >> Pode. Ela vai trocar a farda. Tá cedo para fazer uma piada com a entrada do canal do canal do Bruno desde 2024. Entrada do canal do Bruno 2024. Não, não pode fazer piada. Piada, piada. Tá no canal do Bruno. Entrar no meu canal. Entrar no meu canal. Nossa, falo nisso, eu preciso fazer um tratamento de canal. Rock defendeu em algum canal que ser quintal dos Estados Unidos tem vantagens estratégicas. É claro que tem. Você ser quintal. A vantagem estratégica é você não ser bombardeado, né? Uma coisa legal. Você aceita ser quintal e eles prometem não explodir você. Ó que legal. É uma acordo interessantíssimo. Ai meu Deus. É cara de pau. Cara de cara de pau e testa de ferro. Quer dizer, o bicho é uma mistura estranha. Como é que o cara consegue ser cara de pau e testa de ferro? Ele tem que passar ao mesmo tempo, óleo de perobrar com alguma coisa aí. Bom dia, os campeões da Copa do Brasil. Bom dia, querido Kevin. Cá estamos nós, né? Bom dia. Só tá quem é campeão da Copa do Brasil, apesar da Não pode, não temos um dia de paz enquanto corintianos, né? Então a gente começa a comemorar, já vem alguma desgraça, estamos atolado de dívida. Vamos lá, mas também a gente vai ver hoje que os Estados Unidos também está atolado de dívida. Então dívida talvez não seja também um grande problema a depender do ponto de vista, mas a gente vai ver já já. Tá bom. Ai ai, pueblo, cá estamos. Mas vamos lá. Vamos direto aqui para algumas coisas importantes. Algumas coisas importantes. Pera aí. Hoje não tinha como não tá usando a xícara do tarifinho, né? Acho que é bem propícia nesse exato momento. Bom dia, William. Como é que você tá, meu querido? Espero desejo que bem. Buenos TS. E tá faltando um negócio aí, um item importante. E tem a E você não botou o braço direito? Não, não. Aí, ajeiti. Vai lá. Quase, quase, quase. Não é tá no buraco. Isso. Para cima. Tira, tira de novo. Isso. Tira, tira, tira aí. Ajeita aí. Excelente. Bom dia para quem é de bom final de festa. Bom dia. Bom dia, querido Gabriel. Espero que esteja bem, meu meu querido. Espero que esteja bem. Espero que esteja bem. Vamos lá. Vamos lá. Primeiro vamos tirar o elefante da sala. Op. Pera aí. Tem muitas músicas novas. Eu tô confuso já. Ó, vamos, vamos lá. Vamos primeiro tirar o o elefante da sala. Precisamos tirar o elefante da sala. O elefante da sala é o seguinte. Eita, caraca, eu errei a música de novo. Vamos tirar o elefante. O elefante não quer sair da sala, aparentemente. Mas vamos lá, cara. Vamos tirar o elefante da sala. O elefante é o seguinte, a gente tem um um problema sério, porque obviamente que a gente vai falar aqui criticamente a ação imperialista dos Estados Unidos, tá tudo bem? Então, nós seremos críticos, nós vamos fazer uma análise, nós tentemos tomar todo cuidado do planeta para não ficar aqui só de ufanismo e partidarismo nem nada. Mas seremos críticos. Então vamos pro primeiro elefante da sala. O primeiro elefante da sala é: você não pode criticar os Estados Unidos se você não criticou. Utilize o adjetivo que você quiser paraa Venezuela, para Maduro, pro bolivarianismo. Não importa. Bolivarianismo, as pessoas nem sabem esse nome, inclusive no geral. Ah, você não pode criticar a ação do Trump se você não critica ditador. Já falaremos sobre isso também. Pera aí, vamos lá. Olha, Malduro, o o Trump é um autocrata? Sim, ele é um autocrata, mas o Maduro também é. Os Estados Unidos faz coisa assim, mas a Venezuela também faz. No mundo das abstrações, eu posso comparar uma abóbora com uma mxirica, porque elas são laranjas. No caso, sobre esse critério, poderia comparar com Trump também, já que ele tem essa coloração. Mas no mundo da abstração, você pode comparar a abóbora com a mxirica, porque o teu critério é a laranja, ser laranja. Você pode dizer 1 + 1 é 2 abstratamente, do ponto de vista formal do número. Mas quando você coloca conteúdo, qualidade, quando você coloca contexto, materialidade, concretamente, não dá para dizer que 1 mais um é do porque pode ser uma unidade de uma coisa e outra de outra. Então, uma xícara de café e uma barra de ferro não dá dois. No mundo das abstrações, você pode comparar qualquer coisa com qualquer coisa. Por isso é importante praticar ciência. Por isso é importante fazer análise de conjuntura, contextualizar, olhar as relações envolvidas e aí sim começar a dar passos para julgamentos e críticas e apontamentos. Eu não posso simplesmente falar: "Não, não, não, mas eu critico os dois ladismos lá porque eu sou eh os dois lados". Eu critico os dois lados, dois dois ladistas porque abstratamente lançam um critério e aí eu posso comparar qualquer coisa com qualquer coisa. Então é isso, eu posso comparar abóbora com mxirica porque ambas são laranjas. Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não. No mundo das abstrações você não pode fazer isso. Aliás, você pode fazer isso. No mundo das abstrações, você pode fazer isso, mas no mundo da realidade, quando você começa a colocar essas abstrações em concreto, ver as relações envolvidas, você não consegue simplesmente fazer paralelos desse tipo. Você vai ter que tomar posição na vida real e você vai ter que saber do que que você tá falando. Não é um discurso moral, beleza? Não é moralidade, não é de garganta, não é uma parada para dizer minha preferência é A ou B. A gente tá fazendo análise, a gente tá fazendo discussão, a gente tá fazendo crítica, apontamento crítico. Então eu tenho que ter um passo de saber julgar o que tá acontecendo, mas ao mesmo tempo eu tenho que saber julgar o que tá acontecendo a partir de um de uma construção teórica bem feita, de um elemento, de um conteúdo bem analisado, de uma ciência bem desenvolvida. Então assim, eu vou fazer um julgamento moral, mas primeiro eu preciso fazer uma análise científica da realidade concreta, crítica. Aí sim a gente vai poder ter elementos para julgar, para tomar posição. E aí você pode tomar a posição que você quiser, mas não sobe só por preferência ou por abstração. Beleza? >> Diga-me. >> Eu sei, é que eu precisava de um minutinho. É que eu quando tiver falando fica complicado. >> Rapidamente dá um salve pra galera aí. Depois aqui de cusp teoria. Momento fofo. Show. Exatamente. Materialidade. É disso que a gente precisa, de análise concreta, de observação. Não tem como simplesmente você fazer um uma discussão em abstrato, comparando coisa com coisa, porque tá, então é para dizer assim: "Ah, porque um autocrata, o outro também, ah, porque você falou negócio aqui, não falou daquele lá, meu irmão, minha irmã, vida real, tomar decisão, tomar posição. Então, precisa fazer uma boa análise. Se você conseguir fazer uma boa análise, boa análise de conjuntura, olhar e falar: "Cara, olha o que tá acontecendo e é o meu lugar no mundo" e me comprovar que eu tenho que defender posição imperialista, show, mas vai ter que me convencer por análise. Sim, real, tem que ser num debate que não é simplesmente moralista de gargantada. Fechou? Ótimo. Então, agora a gente já começou aqui, nem sei em que minutagem a gente começou esse papo, mas caso apareça algum humano por aqui, que é possível que apareça um ano por aqui dizendo: "Ah, mas você tá criticando aí os Estados Unidos, mas você não criticou Maduro e a ditadura na Venezuela." A gente vai falar, volta pro início desse vídeo, porque lá a gente começou tirando esse elefante da sala e aí agora a gente vai justificar a posição crítica tomada. tá? E fazer uma análise bem feita de elementos importantes da realidade concreta. Fechou? E mais uma vez isso não é defesa de postura violenta A, postura violenta B, repressão A, repressão B, acontecimento é análise do que tá acontecendo e qual é a nossa posição. Nossa posição não é imaginária, ela é real. O que que você, enquanto ser humano brasileiro do século XX, no ano da graça de 2026, sobre a realidade vigente hoje e agora? O que que você tem que fazer? Qual é a tua posição? Você não tá no além, você não é um observador distante. O que está acontecendo te afeta. Então, analise direito para tomar uma boa decisão. Show. Show. Comecemos aqui na velocidade máxima. Bom dia, Felipe. Nosso primeira pessoa santificada pela nossa igreja barista. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Que bom que você tá aqui com nós. Buenos dias. Vamos lá. Show. Então, primeiro é isso. Primeiro é isso. A gente no mundo abstrato, cara, você pode comparar qualquer coisa com qualquer coisa, assim, sério mesmo. Você pode ficar taxando qualquer coisa, qualquer coisa. Aí na hora de fazer análise da realidade do mundo real, né? E outra coisa, coisa importante, a gente não tá aqui para fazer desfile de posição moral, né? Não, eu vejo, mas eu estou aqui moralmente. Não, cara, a gente tá aqui para entender o que tem que fazer. A vida real, política é pragmática. Ela é uma exigência de tomada de posição que afeta você, sua família, o entorno, os vizinhos, o mundo que você tá, o país que você vive. É, é na realidade, não é não é fora dela. Então tem que fazer uma boa análise de conjuntura, tá bom? Tem que tem que começar a colocar o pezinho no chão e parar de ficar na discurseira de parecer, você tem que se apresentar como uma pessoa santa porque você sabe reproduzir um discursinho A ou B. Não faça análise. Tem instrumento para fazer análise, para tomada de posição e entenda os efeitos das posições que você escolhe. Elas têm efeitos. Não existe posição neutra, tá? Toda ação produz as toda ação produz efeitos intencionais e não intencionais. E eles têm que estar no horizonte da nossa percepção da realidade. Beleza? Eita nós. Estamos lá, estamos lá, estamos lá. Aí, antes da gente prosseguir aqui, acho que tirando esse elefantinho da sala importante, pra gente já deixar claro do de que estamos falando, eh, tenha moral. Não sei se dará tempo hoje, mas tenha moral. Tenham moral. Não sei se vai dar tempo hoje, Bruno, você como humano do século do do ano de 2027, mas não, pera, pera, pera aí, 2027 ano que vem que trabalha online nesse mundo digital responderá quando sua mini você quiser fazer no canal do YouTube. Ah, é? Ah, é. Então, eu já não respondi já pra criança porque ela já perguntou. Ela já perguntou, ela já chegou para mim e falou sobre isso. Pai, eu quero fazer um canal no YouTube porque ela é é diga-se de passagem, minha filha não tem acesso ao YouTube, tá? Eu não permito ela assistir isso aqui não. Ela não tem acesso nem o YouTube Kids nem nada. É só outras paradas porque aí mais fácil de de acompanhar o que tá rolando, o que tá aparecendo, né? Porque do nada pula um gato galático na frente da tela, não quero que ela veja essa desgraça. Então não, mas pelo menos não, por enquanto ela não tem acesso ao YouTube. Mas ela já me perguntou sobre YouTube e aí eu falei que não. Ela pode ter um canal no futuro, se ela quiser um dia produzir conteúdo, pode produzir, mas é produzir por diversão ou para contribuir com um grupinho pequeno tal qual nós fazemos aqui. Mas isso não é um uma meta de vida, pelo amor de Deus. Então ela tem inclusive porque ela mora no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Bem-vinda à realidade. Vai ter que trampar muito, estudar muito, ralar muito. Mas é isso. Beleza. Tur turum. N. Então é que apesar de ter 8 minutos só, eu preparei um materialzaço pra gente discutir hoje e talvez ainda faça um react a um vídeo do Cobor, então tem que ver. É aí que eu vou ter que calcular se eu vou fazer se se eu consigo parar para fazer. Se não der hoje, a gente faz em outro momento também, mas aí dá para desenrolar. Ai criaturinha. Ah, cadê? Cara, eu sou a favor de ir sem tela até os 15 anos, mas tem o detalhe, eu não sou É, é que sem tela é impossível. Lembra o que que tem que fazer? >> Não, >> então tem que procurar. Vai lá. Procura, procura, procura. Deve tá no seu quarto. Eh, salve. Fala, Guilherme. Bom dia, meu querido. Tudo bem com você? Eu só tô passando um produtinho pr não explicar assim que eu passei um negócio. >> Beleza. Show de bola. >> Os Pokémon tá tudo com protetor solarém, >> porque eles se senão eles se queimam. Entendi. Faz sentido. Faz muito sentido. >> Você não tem nenhum Pokémon de calor. Não tem nenhum Pokémon de calor. >> Não tem o Charmander ou Charizard. >> O Sharzard eu tenho, mas que pr ele não ficar com com picadas, ele é alérgico a só tem protetor solar. >> Hum. Faz sentido. >> Tem protetor solar ele fica ele fica lá. >> Entendi. >> Cheio de bolinha. Show. >> É, até é importante. Ela tem uns Pokémon aqui que ela tá passando protetor solar para elas não eles não ficarem queimados no sol. Perigoso. >> Verdade. Pode ficar de verdade. Podem até >> é justo, né? >> Sabe quando você colocar aquele aquela espátula no fogo, ela não queimou? >> Sim. >> Então com aquele só pode acontecer a mesma coisa. Você tem razão. Você tem toda a razão. Toda a razão. É para você ver Pokémon de calor. Você vê que aqui tem um todo um cálculo de proteção dos Pokémons para eles não ficarem queimados de sol. Tem eleição em países considerado a maior democracia do mundo, que quem tem mais votos não é eleito. Ninguém pede ata de votações. É para você ver, né? Acontece aí uma coisa. Vamos com seu material, mestre. Que isso? Não, não. Bora, bora, bora. Separei uns negocin aqui, mas vai vai dar bom. O livro Introdução ao Marcos da W8 Tempo é bom. Introdução ao Marcos. Mas qual que é a introdução ao Marx? Tem várias introdução ao Marx. Eu não sei qual que é o W tempo. O W tempo é o do Grespan. Se for é bom. É legal. Eu não acho mais acessível, mas é bom. É bom bom, bom, bom. Pokémon de calor nesse verão. É, eles estão se divertindo. Magmar. É verdade. Bom dia, pessoas. E 2026, espalmente excelente para Baris. Noaris. Bom dia, William em situação de Canadá. Tudo bem? Como é que você tá? É, espero dijo que sim, cara. Pois é, excelente dia pra gente, para todo mundo que é barista e não barista. Skinc de Pokémon. É, pr você ver, tem que proteger o Pokémon. Ela tá fazendo o skincare dela e dos bichinhos dela. Importante. É o do Grespan mesmo. Ah, então é bom, é muito bom, muito bom, muito bom mesmo. O Grespan ia tá na minha banca de qualificação do doutorado. Aí ele no último no finalzinho, teve algum evento lá que ele não poôde participar e ele teve, putz, deu ruim e tal. Mas o conteúdo é muito bom. O livro é muito bom. Eh, não é o mais acessível. Eu acho que tem textos mais acessíveis, mais mais didáticos, mas é bom. É muito bom. O home office do pai de família não é fácil. Papo aleatório de criança é muito bom. Fo que pode botar o boné do Pokémon também. É que os Pokémons são pequenininhos. Mas é isso. O do GRP sobre iluminismo é muito bom. Eu nunca li, pô. Vou ter que ver. Joor ter que ver. Mas é isso, Peblo. A gente tá aqui nessa nesse pompeto aqui importante. Tem muito elemento pra gente discutir, tem que fazer boa análise. Aliás, rapidamente pergunta aqui para nós o que ser análise de conjuntura. Alguém teria uma sugestão? Que que a gente faz quando a gente faz análise de conjuntura? Que é isso, cara? Eu não posso simplesmente ficar nas abstrações, no além, achar que é uma discussão moral sobre posição que você toma. Mas não tem que ter análise, pô. Você você analisa e toma uma posição. Em última instância, você vai fazer um julgamento da realidade, mas esse julgamento tem que tá sustentado, né? Não é por princípios abstratos aleatórios, ainda mais na modernidade, não é? Na qual nós ainda estamos, imagino eu. Então, eh, e ser análise de conjuntura, alguém conseguiria fazer uma definição? Senão, não tem problema. É difícil também, né, fazer definição em pouquíssimos caracteres do YouTube. Ai, que que tá acontecendo aqui, Jeová? Aí, eita, puxa. Pera aí. Ah, meu computador não me atrapalha. Ai, computador me dando trabalho. Pronto, acho que agora vai dar certo. Tchum. Onde é o o cadê? Onde é o historiografia? Onde é a análise de conjuntura? Pois é, boa pergunta. Acho que essa pergunta é muito boa e acho que vai, eu vou conseguir responder. Legal. análise de conjuntura ver porque o preço das coisas tá caro também. Envolve, viu? Não vou negar não. Envolve. Mas eu vou ler o texto de um cara chamado Hélio Gadiardo, tá? que é um filósofo, cientista social, eh, trabalhou em diferentes países da América Latina, muito tempo em formação popular lá em Cuba. E acho que ele tem um textinho aqui que é interessante pra gente falar sobre isso, mas eu sempre entendo a análise de conjuntura como uma análise das forças políticas atuando no presente em determinado problema. Também pode ser. Pode ser. E quando a gente fala sobre análise de conjuntura, muitas vezes a gente pensa só nos contexto global, geopolítico, mas ele pode ter diferentes aspectos da análise de conjuntura. Eu vou ler um trechinho aqui, porque o o Gardo produziu um materialzinho que era de análise de conjuntura para formação popular em sindicato, essas paradas todas. E ele é bem interessante. E eu vou ler só um trechinho pra gente poder entender o que que a gente tá fazendo aqui, tá? Se tudo der certo, nosso podcast falha de conjuntura sair. C pô, falha de conjuntura é bom, hein? Caraca, velho. Falha de conjuntura é muito bom. Nossa, que nome bom. Eu entendo como analisar contexto de um determinado evento histórico atual. Exato. Contexto, contextos e relações, né? Gostei muito do texto Venezuela. Breve história e análise da Revolução Bolivariana do Roberto Santana Santos. É bom. É bom mesmo. Muito bom. Muito bom. Muito bom. Muito bom. Muito bom. Eh, mas ó, se liga. Deixa eu ver se eu consigo aqui. Não, não é aqui. Ô decho, compartilhar um trem aqui para vocês. Aqui, ó. Fundamentos de formação política. Análise de conjuntura. Isso é um manual pequenininho do Hélio Gadiardo, que era um cara filósofo muito massa, muito engajado com a luta popular, com a organização de sindicatos na América Latina e eu acho que vai ser legal falar um pouquinho sobre isso. Falha de conjuntura no estilo do falha de cobertura, mas comentando notícias ser muito não ser bom demais. É, ser cara seria excelente assim. E aí você fazer uma parada às vezes muito séria, mas com aquele humor quebrado, pô, excelente. Esse nome é muito bom. dentro da coletânia América Latina na encruzilhada low fair golpes de lutas de classe. Atílio Boron. Atío Boron é um outro cara muito bom de para entender América Latina, hein, cara. Atíboron. A galera da Claxon tem muito material bom, cara. É tipo astrologia, mas em vez de astro os objetos de análise são essas forças políticas. Pode ser, pode ser. Tirando que astrologia dá uma errada às vezes. Não, análise de conjuntura também tem vários problemas. Eu evito fazer análise de conjuntura porque ela requer tempo e a galera faz como se fosse comentando em tempo real, tá ligado? Como se desse para fazer isso. E não é assim, gente, precisa de tempo. Você tem que ter um recorte específico. É complicado. Mas vamos lá. Falando em Atilio Boron e Claxo, eu fui convidado para escrever o capítulo de um livro para Claxo, tenho que mandar até mês que vem, que acho que vai sair na metade do ano, finalzinho do ano. Tô felizão, nunca publiquei com a Calaxo. A inspiração é essa mesmo. As referências são essa geopolítica freestyle. Pô, tem que ter o professor rock, né? Não, não precisa ser o personagem, mas tem que ter alguém que faça o papel ali de testa de ferro do imperialismo. A testa começa acima da sobrancelha e termina na nuca. Fazem como fritar pastel. Exato. É tipo assim, você comenta qualquer coisa a qualquer momento, né? O cara vai fazendo, não, tá aqui uma análise de conjuntura. Pá, é o o tal do rock faz isso direto, né? O que o autointitulado professor rock, ele ele faz isso direto. Ele acorda no amanhã e ele fala sobre Irã, sobre Rússia, sobre China, sobre Paquistão, sobre eh Banglad, sobre ilhas Fige, sobre crise na Namíbia. E depois no outro dia ele fala sobre problemas sérios em Burundi, sabe? Tipo, ele o cara tudo conhece a realidade e conjuntura e especificidade dos quase 300 países desse planeta. Um negócio maluco. É doiteira. E tem uns caras na esquerda que faz igual, tá? Mas não vou, prefiro evitar um pouquinho aqui meu desgaste. Mas ó, fundamentos de formação política. Esse textinho aqui do do Gadiard, eu vou ler só o início. Ii, caraca, travou de novo. De acho. Ah, aí, feste conjuntura. Segue com a velocidade de um expresso. Exatamente. É um até do outro. R apenas um um dos representantes do arquétipo. Analista de conjuntura. É, analista de conjuntura. Exatamente. E eu tenho a impressão que para ser fazer análise de conjuntura na direita você tem que ser careca ou calvo, né? me parece que existe essa exigência, não sei, uma suspeita que eu tenho, mas vamos lá. Eu vou ler só um trechinho aqui, né? Esse daqui, esse esse do essa versão do fundamento de formação política do Gadiardo foi publicado pelo Day, porque ele utilizava na formação lá no Day também, na Costa Rica. Eh, mas vou ler só um trechinho no começo. É, é um texto assim muito simples. Ele tá um pouco datado nas atividades e nos conteúdos que ele tá discutindo, mas é muito legal porque, ó, a ideia, a nação de a noção de conjuntura supõe relações de uma articulação, vai explicar o que é conjuntura. Aí aí tem exercícios para você fazer esforços de análise de conjuntura para tentar aproximar as pessoas com ferramentas para que você possa tentar desenvolver no seu grupo, na sua comunidade. Eu acho isso muito legal, cara. Então, coisas que me para mim me falta em português encontrar mais materiais assim. Eu sei que existe, eu sei que a galera da militância produz umas paradas legais, eh, mas a gente tem que ter cada vez mais materiais assim voltados, não só pro pra especificidade da academia e tal, mas pra formação popular que seja de fácil circulação em PDF para sair compartilhando por aí, sabe? Acho que tem muito cara graduadão aí, doutor, não sei o que lá, que só se preocupa em produzir paraa academia e tem pouca coisa para poder compartilhar como ferramenta pro pra galera em espaços mais amplos, né? Então é isso, ó. Análise de conjuntura é uma forma de conhecer o real. Aí tem exercícios e tal. É muito legal, cara. Eu só vou ler o comecinho desse texto, tá? Porque é só uma introdução, mas é tem três partes. É um texto mais robusto do que o que eu vou fazer aqui. E começa com uma citação de Malsetung. Então já realmente ele ganhou meu coração aqui, mas aí é um outro momento. Eu vou ler a citação. Vai. Quem são os nossos inimigos e quem são os nossos amigos? Essa é uma questão de importância primordial para a revolução, que é um ponto muito importante. Começo com essa citação de de Maletungo, mas eu vou pular para a aqui a essa introdução, o prefácio. Vou direto aqui para cá. Pronto. Vamos lá. Primeira aproximação, conjuntura e cotidianidade. Ã, a noção de conjuntura supõe relações ou uma articulação. Isso aqui é bem didático, bem básico, mas, cara, o didático, básico e óbvio tem que ser explicitados. A noção de conjuntura supõe relações ou uma articulação. É isso que a gente vai tentar fazer aqui hoje, tá? A forma mais imediata ou mais simples, mais óbvia de dar conteúdo à noção geral de conjuntura é associá-la com a com relação ou vinculação. A conjuntura designa sempre algo que está unido, ou melhor, articulado com outra coisa. Então, conjuntura é você conseguir ser capaz de perceber a união ou conexão entre dois elementos. Vamos começar por aqui. Ponto 1 1 1 básico do básico, do óbvio, do inicial. Por exemplo, conjuntura é juntura ou a junção ou articulação, a conexão aqui das juntas, as juntas móveis de um osso com outro. Pô, isso aqui é meio básico, mas é muito massa, cara. muito massa é você observar aqui a junção de um elemento com outro. Vou observar a anatomia de um corpo humano. A junção, as juntas, a conexão das juntas vai fazendo uma conjuntura. Show. Você vai entendendo o desenho das conexões existentes entre diferentes fenômenos, beleza? Por exemplo, a juntura move de um osso com outro com sua articulação, das nossas articulações. Isso aqui já é um exemplo gráfico, didático e óbvio, muito importante. A conjuntura pode ser também a uma ocasião favorável ou desfavorável para realizar algo. Oão, momento favorável ou desfavorável para você fazer alguma coisa. Então, vou atravessar a rua e aí eu vou olhar o que tá acontecendo à minha volta. se é favorável ou não eu atravessar nesse momento na pista, se tem carro vindo, que que tem do outro lado, o a pista tá molhada, né? Tá chovendo. Uma vez eu quase sofri um acidente sendo atropelado por um Fusca quando eu era criança, porque eu estava levando uma ferramenta de um local para outro porque tava tendo uma reforma na casa de um vizinho. Eu fui buscar a ferramenta numa outra casa e aí na volta que ficava umas ruas para baixo. Na volta eu fui atravessar uma rua que era relativamente movimentada na cidade pequena que eu morava que tinha poucas ruas movimentadas, estava chovendo. Eu fui tentar frear, eu estava com uma chuteirinha de trava, né? Acho teria um tênis que tinha pequenas travinhas. Não sei porque que inventaram isso em determinado momento da minha existência. E aí eu fui tentar frear e escorreguei. Escorreguei e quase que dá no Fusca, meu amigo. Eu fui atravessar, vi que o carro tava vindo e escorreguei e caiu, viu? Senti o o ventinho da roda do Fusca passando na frente do meu pé. Eita, Deus, ia dar uma desgraça aqui. Ou seja, analisar se um determinado contexto é favorável ou não para uma ação que você quer realizar. Isso é importantíssimo. Eu preciso observar a realidade é ou não efetivo para dar um passinho paraa frente. Quero fazer algo. Analisa o contexto que você tá. Olha essas conexões para daí você poder passar, atravessar, andar, por exemplo, num determinado momento, realizar uma ação cujos efeitos sejam intencionais, adequados e que você consiga alcançá-los. Tudo bem? Então, o outro ponto aqui importante, cadê a conjuntura? Pode ser também ocasião favorável, desfavorável para realizar ao dia, militar um banho sozinho? >> Pode. Você consegue? >> Sim. Mas é o único que eu não sei é deixar o banho quentinho. >> Eu já vou lá. Você me dá 5 minutos. Show. É nós. Então vamos lá. Continuando um minutinho, dizemos comumente: "Nessas condições ou circunstâncias, não me atrevo a faltar ao trabalho, por exemplo, né? E agora não vai dar para matar o trabalho, não vai dar para meter atestado." Ou tentar organizar um sindicato. É, isso hoje em dia tá bem difícil aqui. As noções de condições, circunstâncias designam um conjunto articulado ou ao menos concorrente, que concorrem, que se juntam eh de fatos ou fenômenos. Por exemplo, na semana anterior foram despedidos três companheiros, dada a reorganização da empresa. São exemplos de situações que não são favoráveis, que você vai ter que dar uma olhada que tá acontecendo. O Código do Trabalho não respalda nem em geral e nem em particular as posições do trabalhador. A situação econômica da minha família, suas necessidades se eh tornam indispensável que me mantenha permanentemente trabalhando. Ou seja, não vou poder largar meu emprego, não vou poder talvez fazer uma uma greve, não vou poder, não vai rolar. Por quê? Porque sozinho não vai dar, eu vou ter que continuar trabalhando por causa da minha família. São análises das condições para você ver se é favorável ou não uma ação. Meu tipo de trabalho é pouco qualificado e posso ser substituído com facilidade. Meus companheiros de trabalho se mostram eh muito eh poucas vezes se mostram solidários. Ou seja, é isso que a gente vai tentar fazer, observar as conexões, as junções entre determinados fenômenos, relações e situações de uma determinada realidade, de um determinado momento, e daí perceber se são favoráveis ou não para uma determinada ação, para uma determinada posição. Beleza? Então é isso, as encruzilhadas tem que ser observadas nessas situações de tensão, nessas condições. Eu não posso falar: "Ah, olha, gente, seria muito bom agora se a gente declarasse que os Estados Unidos tem que acabar." Sim, no dia seguinte tem um porta-avião na na costa, entendeu? Você não pode ser inconsequente. Você tem que analisar a realidade, observar a conjuntura, ver as relações quais são favoráveis, não para uma determinada ação. E isso não é fácil. Quais são as conexões existentes numa determinada situação para você julgar um acontecimento, julgar um ocorrido? Qual é a sua posição nesta realidade para você tomar a posição, para você saber para onde você vai? Ah, não, mas eu tenho que apoiar aqui porque valeu a pena, porque pelo menos agora tirou o maluco lá da presidência que eu não gosto. O animal, quem é você no mundo? Quem é você na fila do pão? Isso te afeta como? Afeta a tua casa como? Afeta a realidade em que você está? Como? Para você saber o que que você faz, como você fala, onde você anda. Faz sentido, né? Então, tem que saber olhar essas esses conjuntos de relações e as articulações existentes entre elas e eu verificar se a situação é favorável ou desfavorável para uma determinada ação. Você não faz análise pela análise, você faz para saber como atuar, como agir. Um canalita, né? um pilantrinho, um safado, um safado, talvez não, porque eu não sei como é que é a realidade pessoal dele, mas numa pessoa que se presta ao papel de testa de ferro do imperialismo, tal qual o professor Roque faz, com a testa começa assim, mas sobre se ele termina na nuca, ele diz que ele tá só observando, mas ele esquece de avisar que essa observação implica em qual é a ação que você quer tomar na realidade, quais são os efeitos dela. Então, na verdade, a análise que ele tá fazendo é uma análise para justificar uma subserviência, análise para legitimar uma ação de um império, análise para você poder falar: "Olha, fica paradinho aí". Então não é análise. Na verdade, ele tá fazendo ideologia, propaganda, não tá analisando. Ele não apresenta os elementos. Pode ver, começa com si. Se os Estados Unidos fizer não sei o que lá e se ao mesmo tempo Taiwan não sei o que lá e a China se um dia fizer não sei quê e se o outro cara lá fizer não sei o que lá certeza que acontece tal coisa. Tipo, meu irmão, isso não é análise, isso não é não é nada, isso aí é grosélia, isso aí é propaganda, isso aí é suposição, isso aí é futurologia, vidência e qualquer outra coisa que não faz nenhum sentido. Então assim, é beleza? Então assim, a gente vai tentar fazer aqui uma análise de conjuntura, observar as conexões entre diferentes relações, fenômenos e situações de maneira articulada para observar esta situação, essas relações, essa estrutura, a gente poder saber se é favorável ou não tomar uma determinada ação, observando seus efeitos, inclusive, porque a gente faz isso para entender qual que é a posição que a gente vai tomar. Eu sou chefe de estado? Não, vocês que acompanham esse canalzinho aqui são chefe de estado também não. O nosso máximo de alcance é na família, em casa, nos vizinhos, numa comunidade, um espaço de militância que a gente tenha, no trabalho, em algum ambiente mínimo. Então, que que eu faço na minha posição, no meu discurso, na minha fala, nesses ambientes mínimos com seus efeitos para tentar trazer as pessoas para uma determinada posição? Como eu faço isso? Que que eu faço? Que eu sou capaz. E no momento que tiver uma mobilização grande popular, qual é a minha posição nessa mobilização? Dada essa condição que eu pude analisar. É isso que a gente tem que fazer. Então eu tenho que saber os limites, as possibilidades. Eu não tenho como ficar exigindo. Olha gente, eu acho que agora mesmo a Rússia, o Putin, por que que você não tá botando, tá atacando os Estados Unidos? Por que que os caras não estão ameaçando de guerra? Seja burro, entendeu? Essas especulações, esses momentos que o pessoal vai se empolgando, baixa, acalma, analisa, observa, vê os efeitos, vê as condições, vê o que você tá fazendo, quem é você no mundo e limita, organiza o espaço de confabulação. Isso é muito, muito importante. Espera, quer dizer que a conjuntura é o resultado de eventos pretéritos não cai do céu? Por incrível que pareça. Por incrível que pareça, tem gente já cai nessa primeira parte aí. Feliz 2026 fazer o watch. Como é que você tá, cara? Tudo bem? Que é sempre fazer o what? A todos baristas e não baristas. Considerava Venezuela como a democrática uma loucura. Eh, tá, mas e daí? Eu não sei também se é uma loucura. Vai ter pontos aí pra gente avaliar como isso me afeta no meu quarto. Pronto. Faça um skincare, falha de conjuntura. É um bom é um bom nome. Excelente nome. Skinc de Pokémon importante. Observar a realidade é muito materialismo. Ah, imagina, né? Observação imparcial e técnica. Miau. Você é contra o rock? Não, não. Eu gosto de rock, exceto alguns rocks. Tem alguns rocks que eu não gosto. Conjuntura cacique, cobra coral. Tem isso também. Tem os cara conjunto. Pera aí. Mas que que eu fiz? Ah, tá. É o cur foi do foi muito boa essa mesmo. Quem ainda falar em hairland é loucura. Fala em hairland. Que que é hairland? Mundo dos cabelos. Ele não tem lent. He que que é lent? Eu não faço ideia. P tá falando besteira. Eu pensei em hairland com H assim, ó. Hairand. Professor Rock poderia falar sobre Haland, que é o mundo dos cabelos, que é onde ele não está. Melhores anális de conjuntura do clima do Brasil. É conjuntura CCI, cobra coral. Não, e fica legal, né? Porque o o a sigla para isso é 4C ou CCCC. Hurtland. Ah, o Hertland. Escrevi errado. É, tudo bem, tudo bem. Hearland. Hurtland. Inglês é uma língua estúpida, não é? Aquele negócio de junção da Alemanha com a Rússia, acho. Ah, é, né? Ai, Jesus Cristo. O mundo é muito ferrado. E analisar as consequências da ação no futuro também. Essa invasão dos Estados Unidos. Ah, eu. Ai, ficou legal. Gostei. Só cuidado para não estragar esse trem. Aí, >> eu vou lá preparar, gente. Um minutinho que eu vou preparar um um trem aqui pra criança que ela vai brincar aqui num canto da casa. E enquanto eu faço isso, rapidamente, a gente volta agora para fazer a análise de conjuntura, já que a gente explicou. Daqui um minutinho, eu vou deixar uma música com vocês enquanto eu arrumo aqui um tranque pra criança para poder brincar aqui ao lado. Estamos em férias escolares infantis. Enquanto eu faço isso, vou deixar uma música com vocês muito profunda, muito profunda, que é uma versão eh para uma versão de um hit de sucesso aqui do canal, que é a música Aborço natural. Só que na versão eh hit de verão para churrascos hipotéticos, tá? Então, hit de verão para churrascos hipotéticos. Eu vou fazer aqui o trem. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Colocar uma musiquinha para vocês. Volto no minuto também. Não, não me abandonem. É só preciso ajeitar aqui o negócio pra criança. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Não, assim não. Pera aí, pera aí. Já nãoé, pera aí, pera aí. Vou lá, vou lá, vou lá. Tá bom. Um minutinho. Só colocar a música pro pessoal ouvir aqui que o pessoal gosta de música. Estão ouvindo? >> Espero que eles ouçam. >> A gente também vai ouvir? >> Não, a gente não. Pera aí, deixa eu pausar aqui. Ah, já volto. Um minuto, não me abandonem. >> Fica com vocês a música. A burrice natural versão para eh churrascos hipotéticos. Foi só mais 72 horas. Quartel celular pro céu. Hora de apontar a luz. Vamos invocar intervenção de ET militar. Caminhão de para-choque, manifestação. Burricão. Acertaram o STF. Tio França não estava de blef. >> Poderia ser algo ocasional, mas é umaada. Fenômeno social. Um dado bom, muito ignorado. A burrice afetando todo o gado. Não é algo estranho a burrice natural. Dato relevante da realidade social estranho. Aburrice natural. Gato relevante da realidade social. Não, não é só no povão. Tem coronel, general e capitão. Cria provas gravando reunião. Se incrimina, cai em contradição. Teve ministro com disparo acidental em aeroporto. Uma ideia genial. Recompra de relógio no exterior. Por advogado em loja de penh >> poderia ser >> algo ocasional, mas é mais nada. >> Fenômeno social. Um dado bom, muito ignorado. A burrice afetando todo o gado. Não é algo estranho a burrice natural. Dato relevante da realidade social. Não é algo estranho. A burrice natural. Dato relevante da realidade social. É golpe, não é golpe, é estratégia sem querer. Doideira seguidora do zap ou da TV, acredita em mentira, em tudo o que vê. Uma doença perigosa que quem sofre não é você. Oh. Não é algo estranho a burrice natural. Tato relevante da realidade social. Não é algo estranho. Aburrice natural. Tatro relevante da realidade social. E aí, eu vou colocar só mais uma musiquinha que eu não terminei de ajeitar o trem ali. Um minuto. Tô cuidando da criança. Já veio, já veio. Eu vou botar aqui. Pera aí, pera aí, pera aí. O hino da igreja barista para não perder o costume. Também versão para churrascos hipotéticos. Eu volto no minuto. Salvando a criança. É nós. >> Com fé por café. >> Bênçãos em grãos irmãos. Intenso todo dia, quente pela manhã. Jleira na cozinha com manteiga e pão. Encorpado, suave, expresso profusão. O que importa é fazer do café religião. Pingado na padaria, coado na repartição. De máquina no escritório ou a francesa na pressão. Uma bilate italiana. Qualquer preparação, só não pode estar fun. Aqui é profanação. É popular, é de lei. É bebida divina. Quem descobriu? Eu não sei. Só quero muito cafeína. Café com amor por me rude hino da primeira igreja para YouTube. Trapino, >> Vietnam ou do Sudão, da Costa Rica ou de Minas, >> com boa torreção 100% arábica contra toda queimação. O mundo todo unido por nossa religião. Prepare em casa seu café. É para glorificar de pé qualquer hora do dia. >> Essa bebida universalmente divina seu café. >> A qualquer hora do dia, >> a qualquer hora do dia. >> Essa bebida universalmente divina >> é popular, é de lei, é de divina. Quem descobriu? Eu não sei. Só quero muito cafína. Café com amor do meu rude, hino da primeira igreja barista do YouTube. Uh! É popular, é de lei, é bebida divina. Quem descobriu? Eu não sei. Só quero muito cafeína. Café com amor do meu rude, hino da primeira igreja barista do YouTube. Amém. É popular, é de lei, é de vida divina. Quem descobriu? Eu não sei. Só quero muito cafina. Café com amor meu hino da primeira igreja barista do YouTube. Amém. >> Amém. E aí, musiquinhas, não é? Ai, é cada uma que a gente faz aqui nesse canalzinho. Ai, ai. Aqui portal férias escolares. Criança tá se divertindo aqui em casa. Aí, que que eu faço aqui em minha casa é um apartamento de útil 34 m², tá? E aí, ah, a criança tem 6 anos, então aí ela consegue ainda ocupar um local que é um bacião que eu tenho para lavar roupa. E aí eu encho de água quente do chuveiro e ela se diverte. Ela ela fica ali no box brincando um cadquinho. São atividades de verão. Uhu! Pera aí, pera aí que eu já me perdi. Onde é que a gente tava? Um plug. É, foi versão plug da música. É para é música em em para churrascos hipotéticos que a gente tem aqui. É uma musiquinha importante e ao vivo. Por que Bruno 780? Será que o Bruno nasceu no 780? Bruno 780. Quem é Bruno 780? Eu depois explico que Bruno 780. Todo mundo já deu like? Espero que sim. Não esquece de dar o like aí, pô. Agora a gente vai começar a falar, fazer análise de conjuntura. A gente já falou sobre, tiramos o elefante da sala sobre a crítica ao imperialismo, né? E e tudo mais. Eh, aqui não tem que ter dois ladismos, coisa nenhuma, mas já a gente explica. Já falamos sobre isso no início da live, a gente já explicou o que é análise de conjuntura. Agora a gente vai fazer an de conjuntura. Isso aqui é muito bem estruturada essa live aqui. P 2026, meu querido Sintron, como é que você tá, Cintron? Cintra. Cintron. Aqui para mim aparece Sintron, então tá ótimo. Onde encontra essa música? Cara, essa música tá pra membrezinha aqui do canal. Obrigado pela pergunta. Quem faz parte da membreia do canal tem acesso às músicas, pode baixar e curtir adoidado em seu reprodutor de áudio preferido e a gente disponibiliza. Aí tem as músicas suas versões aparentemente originais e tem na versão agora Summer 2026 Summer Hits 2026 para churrascos hipotéticos. Esse é o nome do álbum inclusive. E aí a gente se diverte um pouquinho. Bênçãos grãos. Eu adoro essa expressão. Bênçãos engrãos, irmãos. Tab natural encontra onde? Mesma coisa empresia do canal a gente manda para geral cafezinho para nós, né? Ela já finalizou todos do games do NES, cara. A gente joga Mário, né? E aí a gente tá lá do nosso Nintendinho, o emulador de Nintendinho. A gente tá jogando Mario, Super Mario World. E a gente tá tá indo bem, pô. Demoramos um pouco, eu e ela juntos, jogamos juntos. E a gente conseguiu chegar já no mundo três. Então, estamos indo bem. Estamos estamos indo bem. É o agora que ela tá de férias que eu tô trabalhando em casa, é o Happ hour. Então ela vai poder jogar no final do dia quando eu terminar meu serviço, porque senão a gente se anima aqui, aí a gente joga junto e depois ela joga mais um pouquinho junto sozinho. Tá de boa água aqui na sua quebrada, Bruno? Cara, ela tá fraca e vez por outra chega barrenta. Essa semana mesmo chegou água barrenta, nojenta. [ __ ] que ódio, cara. Sério mesmo. Água barrenta é sacanagem. E aí assim tem um um governador no estado onde eu moro, estado de São Paulo, que ele deveria estar preocupado, né? A função de governador é estrada e rio. Ele tem cuidado de estrada e de rio. Estrada Rio. E Rio inclui represa, né? De estrada e Rio. Estrada e Rio. E ele fica falando sobre Venezuela. Ele fica falando sobre qualquer outro problema que não seja da realidade do estado que que a gente tá em São Paulo, né? Ai que ódio no meu coraçãozinho. Cintrão. É Centrão. Tamos junto, Centrão. Mario Bros 3 é bravo. Emula aí é da hora, pô. A você joga na na gente joga na TV. Comprei um emuladorzinho. R$ 65 jogos. Só que a gente só joga Mário porque o que tá divertido. Tá divertidíssimo, cara. A gente tá discutindo para caramba. Que bonitinho. É, é legal. Muito massa. E ela tá curtindo. É o primeiro videogamezinho que ela tem, né? Então, tá sendo legal. Eu desenrolei um outro, um outro emuladorzinho pra TV, que é um de um Play 2, mas esse o cara tá me enrolando para entregar e aí eu tô ficando com leve ódio no meu coraçãozinho, assim, bem ódio mesmo. Vou dizer que eu estou com ódio no meu coraçãozinho, mas vamos superar. Barato, pô. 65 conto. Nintendinho 600. Vem 600 jogos. A gente fica jogando lá. Bota o controlinho. Uma delícia. Delícia. Divertimento muito, muito gostoso assim. Aí ela tá curtindo, tá se divertindo. Ai, ai. Primeiro videogamezinho que a gente tem aqui em casa. Mas vamos lá, né? Fazer análise de conjuntura. Conjuntura. A gente acabou de ler o texto do Hélio Gadiardo. Deixa eu já fechar ele para eu não me confundir. Eh, e eu não lembro onde é que tava a página do texto que eu queria ler. Aqui é a página oito. Desse daqui é a página oito que eu lembro. Eu vou contar um negócio para vocês, tá? Algumas coisas, né? Ã, exatamente. 65 cont da um do Sutch. Exato. Não. E aí, cara? Emuladorzinho divertido. O jogo é simples, é adequado pra idade, ela consegue, consegue jogar, né? Aprende rápido. É legal. Aí, ó, fiz o mesmo com o meu filho. Comprei para introduzir ele nos games em arcade box. Que legal, um arcade box. E jogamos Golden X. Que da hora. É da hora, pô. É divertido. Acho que é é um tipo de coisa assim que eu acho legal de porque é uma brincadeira simples, não é não é cara, é acessível e junta de gerações. Dá dá para brincar. É legal. Vou dizer que foi um investimento muito bom. Foi presente de Natal legal e obviamente que eu também estou me aproveitando dele. Mas vamos lá. Vamos lá, gente. Seguinte, né? Bom dia. Bom dia, Alexandre. Como é que você tá, meu querido? Buenos días dias. Espero desejo que bem. Vamos começar agora a nossa análise de conjuntura. A gente já explicou aqui para quem tá chegando agora, a gente explicou porque a gente toma posição, né? como deve tomar essas posições. A gente já comentou o que é uma análise de conjuntura e agora a gente vai fazer análise de conjuntura, certo? Vamos lá. Ã, deixa eu botar esse bomba, esse aqui. Vamos lá. H, exatamente. A gente dá desculpa para comprar videogame, obviamente. E no caso, um videogame de R$ 65, eu fiquei muito satisfeito. Mas, ó, cara, o seguinte, a gente tem que fazer análise de conjuntura, porque para tomar posição você tem que ter noção, né, de onde você tá, com quem você tá, quais são as relações que você tem que enfrentar, o que que tá acontecendo no mundo. As coisas não estão em abstrato, pelo amor de Deus. Se no caso a gente quer conversar e o título da live na tamb, né, os Estados Unidos contra o mundo, porque é isso que tá acontecendo, é os Estados Unidos contra o mundo. Isso é um efeito de um processo que já tem ocorrido há um tempo. Que que a gente tem que observar? Em primeiro lugar, que a ordem mundial, a ordem global que se estabelece a partir do final da Segunda Guerra começa a ser desvantajosa para os Estados Unidos. e para os países de centro, que hoje a gente pode chamar norte global, começa a ser desvantajosa. É um efeito não intencional, tá? um efeito não intencional. Mas isso se agrava a partir dos anos 80, quando tem a o projeto neoliberal efetivamente sendo implementado em nível global, tendo como grandes referências a Margaret Thatcher e o Ronald Reagan, né, na Inglaterra, nos Estados Unidos, vem a reboque e vem junta a tal da globalização que vem nos anos 90. É o que acontece. Neoliberalismo, essa ideia de livre circulação das mercadorias, livre circulação de de capitais, diminuição do papel do Estado na regulação dos capitais. Quando você faz isso, você tem por objetivo aumentar consideravelmente os seus lucros imediatos. E os países de centro começam a ter a brilhante ideia de transferir as suas os custos de sua produção, portanto, transferir as suas indústrias, suas bases industriais para as periferias. Mas é claro que não são as indústrias de ponta só ou propriamente as de ponta, eles continuam mantendo bonitinho seus territórios. Se trata de outros tipos de indústria, fica mais barato, aproveitar a mão de obra mais barata e começar daí a também implementar um uma estratégia de fazer dinheiro com financeirização, com especulação financeira. final do da Segunda Guerra, quando se implementa o tal do chamado Breton Woods, essa coisa toda, o dólar vai virar a moeda que manda em tudo, essa essa parada. É implementado também um ato, né, ou lei Stef que impedia você ter fundos internacionais, grandes fundos internacionais de capital. Era para limitar essa possibilidade a partir dos anos 90. especialmente com Bill Clinton, você tem um novo ato que reprime esse stealth aí anterior e que você agora pode ter grandes fundos internacionais. Então, a estratégia de fazer dinheiro vai pra especulação financeira, vai pro capital financeiro. E a galera faz muita grana com especulação, muita grana com com financierização, com brincadeira de cassino, de imposto de valores. A galera faz muita grana, beleza? fazendo muita grana nessas brincadeiras, você tem uma predileção pela financierização e uma menor preocupação com as indústrias. Por que que é importante considerar isso? Indústria depende de território. Indústria você depende do local onde você tá. Indústria não fica circulando de um lado pro outro. Não tem como agora você desmontar a fábrica e transferir para outro país. O custo é alto. Você pode fazer, pode, mas tem que valer muito a pena. Porque são custos altos. Além de que você tem que considerar a possibilidade de você ter, por exemplo, energia fácil, recursos, insumos fáceis e próximos, né? Então, se eu boto uma indústria, uma indústria que mexa com aço, com ferro, sei lá o que lá, eu tenho, eu estou mais próximo de reservas que me garantem essas matérias primas, eu diminuo custos. Se eu tenho energia mais barata, eu diminuo custos. Tudo isso tá no cálculo da produção. Produzir é caro, fazer dinheiro com finança, não. Então, quando começa o projeto neoliberal e quando começa esse processo de globalização, livre circulação de mercadorias e de capitais, os grandes capitalistas, uma parte deles, começa a fazer muito mais dinheiro com especulação financeira e fazem grandes mega estruturas financeiras. E as indústrias vão indo para as periferias, pros países então considerados de terceiro mundo, depois se chamar sul global. Esse os países que aproveitaram essa onda, que é um processo violento, tá? A globalização, né, liberalismo, todo mundo tá ligado, o processo violento, eu não vou repetir aqui porque a maioria do pessoal que acompanha o nosso conteúdo é de esquerda, já tá ligado. Então o ponto não é isso. O ponto é um processo violento, é um processo complicado, é um processo que traz um monte de contradições para as realidades locais. Mais alguns países conseguiram se aproveitar dessa saída de indústrias dos países centrais. Os tigres asiáticos, China e Índia são grandes exemplos de quem soube receber as indústrias e começar projetos de desenvolvimento a partir das indústrias que estavam chegando nesse local com diferentes estratégias. Da estratégia da Coreia e da Coreia do Sul é diferente da estratégia da China que é diferente da estratégia da Tailândia, que é diferente da estratégia da Indonésia. diferente da estratégia da Índia, mas conseguem absorver indústrias e a partir dessas indústrias desenvolver um capital nacional, uma estrutura nacional, um projeto nacional mais ou menos estruturada, mas com relativo equilíbrio. Tudo bem? Então isso é importante, mas nessa onda de globalização, nessa onda de industrialização dentro dessas de de saída das indústrias do centro indo pro sul e nessa onda de de globalização, neoliberalismo, essa coisa toda, na América Latina tem o fim das ditaduras e a ascensão dos governos de esquerda, majoritariamente de esquerda, e que nesse processo de redemocratização começam a ter apoio popular em seu rescaldo. E ainda que não seja uma esquerda rococó, ela ainda é de certa maneira eh próp programas de reparação histórica, melhora de condições de vida da população, seja por crédito, seja por programas sociais. Há uma melhora de condições da vida das populações também, projetos nacionais que começam a surgir, uns mais fortes, outros mais fracos, uns mais eh revolucionários, outros menos, mas vão surgindo. Toda essa dinâmica para dizer o vai se constituindo as relações da chamado sul global. E a gente tem que entender o que é isso pra gente poder saber porque os Estados Unidos está quebrando tudo e qualquer ordem internacional vigente, existente. Porque esse processo de globalização e do neoliberalismo que num primeiro momento dava vantagem para esse pessoal que estava fazendo dinheiro com especulação financeira, quando vem as crises, o que vai sustentar é quem tem produção real, efetiva. E aí esse tal sul global se fortalece consideravelmente. A fuga das indústrias enfraquece muito a capacidade dos centros de terem maior autonomia sobre sua economia, maior autonomia para decidir para onde vão e ficam dependentes do consumo de outros países. A China, chamada então de fábrica do mundo, produz praticamente tudo que é consumido nos Estados Unidos. E aí não é consumo, tipo da tecnologia de ponta, não sei o que, não. Consumos básicos, coisas básicas, coisas do dia a dia. Então isso afeta diretamente a população desse país. E claro, também insumos para outras indústrias. Muitas indústrias vão paraa China, fica mais barato para produzir lá. Só que agora a China também aprendeu a desenvolver lá. Esse sul global se fortalece. E aí as regras internacionais de respeito, soberania, não invasão, não sei o que lá que os Estados Unidos nunca nunca aceitou minimamente, sempre quebrou, elas se tornam cada vez mais complicadas paraa manutenção da ordem que os Estados Unidos é o centro. a manutenção da ordem, que é seria o centro econômico, porque tem monopólio sobre o dólar e o dólar, portanto, decidia sobre tudo a partir eh Bretton Woods. Tem o monopólio sobre as armas, porque até então era o monopólio sobre a guerra. Depois da Segunda Grande Guerra, quem vai desatando guerra é os Estados Unidos. E tem uma indústria bélica muito poderosa. E daí consequentemente tem uma posição política privilegiada, né? Conselho da ONU tem poder direto dos Estados Unidos, um outro país que vai entrando depois, os países de centro em geral, mas você tem econômico, político e militar, então tá tá estruturada essa força. Só que os Estados Unidos foi perdendo o poder político com as leis que ele mesmo criou a partir da ONU, a partir dessa parada toda, vai perder no poder econômico como efeito não intencional do próprio processo de globalização e do neoliberalismo. Vai restando o poder militar. Mantendo condições de temperatura e pressão constantes, os Estados Unidos cai e uma outra ordem surge. Isso aqui é bem óbvio. Por isso que ele precisa mudar as regras do jogo. Por isso que o o por meio de Trump tá tendo essa pressão toda. Mas mas não é só os Estados Unidos, essa entidade mística. A gente vai discutir um pouquinho também o que acontece dentro dos Estados Unidos, porque eu tenho que olhar quais são os capitais que estão em disputa dentro desta nação, porque senão a gente cai numa mística de imaginar que os Estados Unidos é um grande grupo constante que sempre tem interesses iguais e ele nunca muda. E quando ele muda, ele muda em bloco. Não, Estados Unidos está em crise porque ele tá em crise interna, tem disputa de capitalistas dentro dos próprios Estados Unidos. E a gente vai ver isso já já. A gente já comentou em um outro lugar, mas a gente vai. Tá bom? Então vamos lá, vamos de passinho a passinho. Agora que a China tá assegurando cadeias de suplimento, vai ser difícil quebrar. É aí que tá. É aí que tá. E não é só a China, é o tal do sul global ou em especial, se a gente quiser também, é o tal do dos bricks. São os bricks. Os bricks são tem um poder bizarro que a gente não tem noção. Às vezes a gente esquece disso. A gente esquece do do que que é o bricks, tá ligado? A gente tem que ter noção disso aí. Mas ó, quer ver? Deixa eu compartilhar com vocês. Opa, errei. Ah, compartilhar a tela, pô. Já que nosso camarada fazer o what? Quer ser fazer o quê? Comentou. Ah, pera aí que eu compartilhei errado. Oh, desgraça. Compartilhar. A tela essa da Pronto, agora vai. Agora sim. Pronto, travou, mas voltou. Que poder de síntese é, às vezes a gente consegue, não é sempre, mas a gente tenta, Cabral, mas a gente vai conseguir dar melhoradinha até, né? O termo do momento é maioria global, que também é maioria global, né? Mas, ó, eu vou vou explicar de pouquinho em pouquinho. Esse mapa aqui é um mapa muito massa, que eu acho ele bem interessante, que é o mapa sobre as cadeias globais de valor. Cadeias globais de valor, que são essas conexões que você tem entre diferentes economias. que desenvolvem diferentes tipos de exploração de trabalho, de indústria, de materiais, etc, etc. E essas cadeias elas vão se complexificando, tá? Então, um negocinho que é produzido aqui na Argentina é transferido para algum país aqui na Ásia, sei lá, na Indonésia e na Indonésia passa pro processo de transformação que vai pra China, que finaliza a maquilagem de não sei o quê, que vende nos Estados Unidos, né? Então, tipo, você tem uma cadeia super complexa entre diferentes produtos, insumos, matérias, uma bagaceira complicada. Só que aqui a gente tem uma coisa interessante que é o tipo de atividade desenvolvida em cada um dos países, né? E a escala que é tem uma baixa participação nas cadeias globais de valor, tá mais clarinho assim, ó. Beleza? Então, mais clarinho. Ou lacunas de dados, né? Tá faltando muita informação, então fica complicado. Baixa participação. No caso do Paraguai, aqui é baixa participação, tá? em laranjinha é exploração de commodity mais limitada, ou seja, você não tem tanta commodity assim para para para exp você explora, mas não é intensivo, não é bizarramente explorado uma determinada comod. Ela é uma exploração limitada, ela tem aí um teto relativamente baixo. E aí estão em laranjinha, pode ver que aqui que tem muitos países em laranjinhas, né? base de exploração de de de base produtiva de commodity intensiva, exploração intensiva de commodity. Tem um vermelhinho aqui que é a Venezuela, que é petróleo, por exemplo, né? Então, a gente tem aqui basicamente isso. Praticamente isso. Eh, o azulzinho mais claro, manufatura simples. O Brasil, por exemplo, tá na manufatura simples. É uma estrutura industrial. Nós temos indústrias, mas são indústrias simples. Tem a questão da participação da de situação de commodity, tem, mas ainda não é mais dentro das cadeias globais de valor, a gente ainda tem o papel de produção de manufatura simples. O azulzinho um pouquinho mais claro é manufatura avançada em serviços, que a gente vai encontrar alguns aqui, tipo a China, tipo a Índia. E o azulão é o atividades inovadoras. Hoje a China tá em Azulão também, aqui é de 2020, tá? Mas a gente já pode considerar hoje, passados pouco mais de 5 anos, que aqui também tá azulão, azulão, azulão. E rapidão, volto no minuto enquanto vocês vão observando esse maravilhoso gráfico, porque eu ouço a criança me chamar. Um minutinho. Criança salva, eh, indústria t, não, por exemplo, montadora. Montadora. Então, o Brasil, por exemplo, indústria automotiva montadora, né? Você não tá produzindo, inovando tecnologicamente produção de carros. Você não produz carros autônomos, você monta carros. Isso é uma manufatura simples para ser mais claro. Beleza? Eh, mas é mais ou menos isso. A gente tem, então, tem tem essa distribuição no papel, nos padrões de inserção nas cadeias globais de valores. Você se insere como? Você tá desenvolvendo como, tá participando como nesse processo. Isso é importante a gente ver, porque antes, se a gente aqui, eu não tenho o mapa anterior, infelizmente, mas se a gente fosse olhar há 50 anos atrás, de verdade, 50 anos atrás, esse mapa aqui tá praticamente vermelhinho e laranja. O fato da gente ter mais azulzinho aparecendo é porque efetivamente a gente tem eh uma mudança nos processos de na participação do desenvolvimento industrial, do desenvolvimento de tecnologia, da participação do próprio da própria economia mundial, da própria economia global, tá? Então isso é importante da gente perceber eh que não produz tecnologia, então ah, pode até produzir, mas em setores muito específicos, mas aí na cadeia global de valor não necessariamente tem um grande impacto. Então, por exemplo, sei lá, na questão da do agro, o Brasil tem uma tecnologia de ponta, a gente produz coisas incríveis pro agro, sei lá, mas é uma coisa específica que não afeta diretamente a cadeia global de valor, né? você não consegue ser determinante, ser decisivo sobre esse processo de como ele funciona, de como a divisão trabalho internacional funciona. Você não decide sobre agora uma um desenvolvimento tecnológico de ponta hoje de uma Bigtec decide, né? O desenvolvimento de um Iar para um determinado setor altera todo o processo produtivo, altera toda, você acaba determinando o jogo, é com maior ou menor capacidade de determinar sobre esse jogo. Quanto menos você tem indústria, menos você é capaz de determinar. você tem que produzir daí commodity. Produzir commodity você não tem autonomia, você vai de acordo com a demanda, só isso. Você não inova, você não impõe, vamos dizer assim, né? Mas beleza, mas não só isso, mas apesar de tudo isso, acho que esse gráfico é o mais interessante pra gente falar um pouquinho sobre porque que os Estados Unidos tá tão preocupado, né? O que que tá rolando. 1995, ano que a gente pode dizer 94, quando Bill Clinton é eleito pela primeira vez, a gente vai dizer que aí é um marco importante para pro neoliberalismo e da financierização da economia. O G7, o G7, os países que compõem o G7 tinham a participação no produto interno global, né? Então o GPD, o produto interno bruto, produto bruto do global de todo o planeta. A participação do G7 era de 44.9%. Se eu pego o G7, tudo que é produzido no planeta com produto bruto, tal, não sei o que lá, a participação do G7 no ano da graça de 1995 era de 44.9%. Então esses sete países tinham esta participação no produto interno, produto global. No ano da graça de 2010 a gente já tem uma queda considerável, ou seja, vai para 34%. Os bricks tinham ali 17% praticamente no ano de 95, já é 26.6% no ano de 2010. No ano de 2023 a participação no produto interno bruto global, preste atenção, a participação do produto interno bruto global dos bricks é maior do que a do G7. Vocês conseguem perceber a dimensão da perda econômica que você tem aqui? Gente, isso é muito sensível assim, certo? Isso é muito sensível você ter esse grau de de mudança na na participação do do no produto interno bruto é bizarro. Olha isso, mano. Em 20 anos os bricks, esse grupinho aqui de 1 2 3 4 5 países, tem esse salto bizarro de produzir mais do que o G7 países de centro. Isso é a perda. Isso é uma perda econômica considerável. Aí, claro, mantém a hegemonia do dólar. Claro que você ainda tem eh sobre outros critérios um poder muito maior do desse G7, mas a participação no produto interno, produto global é é um negócio bizarro. Esse é o poder dos bricks. Às vezes a gente não tem noção disso, não tem dimensão disso. Ao observar um gráfico desse, você fala: "Caraca, agora eu tô entendendo porque que os Estados Unidos tá tão preocupado". Isso é perda de hegemonia, porque os Estados Unidos isso é trup, o G7, como ele tá bem estabelecidinho aqui. E a gente já vai até falar um pouquinho mais sobre o G7 já. Mas essa estrutura, ela é bizarra, ela controla >> que foi? >> Não tô conseguindo >> Ah, tá aqui para mim eu te ajudo. Ó, qualquer coisa você aperta outra camiseta, mas você quer pôr essa? Então tá. E E aí tem que se secar direitinho. Fechou? Secar. Tá bom. >> E isso. Boa parte. Na verdade mais de 60%, acho que 65% é da China. Talvez eu tenha colocado um gráfico aqui sobre isso. Eu não lembro se eu coloquei ou não. Mas óbvio que a grande produção aqui é da China. China é que tem a maior participação e no gráfico aqui o o quadradinho maior aqui é da China. O o dos menores é Brasil e e África do Sul, só pra gente ter noção. Mas é mas é isso, entendeu? Então, a China tem um grande papel nisso, é a fábrica do mundo, mas aí a união de China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil, esses cinco países, dá essa brincadeira. É pesado, pô. E o dólar começando a perder hegemonia também. Aí que tá uma das grandes entraves o dólar, mas a galera começou a se liberar de dólar, já que a gente tá falando sobre Venezuela, porque isso aqui entender o ação dos Estados Unidos contra a Venezuela é entender essa grande quadro para daí a gente fala sobre o específico. A Venezuela negocia com a China, não em dólar, em Yan. A Venezuela negocia petróleo com a China em Yan, não em dólar, ou seja, escapa das garras da águia estadunidense. Calma. Pera dar tudo aqui. Che do céu, roupa de menina é muito difícil de pôr, né? Uns vestidos esquisito. Tá perdendo a hegemonia, obviamente o dólar tá perdendo. E aí você perde esse poder, né? Você perde essa capacidade de controlar. A China e a Índia estão tentando, a China e a Rússia criaram um sistema alternativo ao sistema eh Swift, que é o sistema de transações internacionais, né? Você fazer as transações de de capitais internacionais pro Swift, eles criam uma alternativa, estão tentando superar isso. O Pix é um problema danado para você ter controle sobre uma economia outra. um monte de coisa que a gente vai vendo aqui de pouquinho, mas assim, tá perdendo o poder do dólar, tá perdendo, já perdeu consideravelmente o poder econômico da produção efetiva, né? Não tem autonomia. Por isso que o Trump fica anunciando que vai trazer as indústrias de volta, fez esse maluquício do tarifá para tentar pressionar não sei o que lá, que são ações desesperadas, tá? Mas é por perder, estar perdendo essa posição privilegiada e sabe que tá perdendo. Então precisa agir. Se economicamente tá frágil, politicamente a vantagem fica para esses grupos aqui, porque os bricks e outras pa outros blocos que vão surgindo vão surgindo dentro da Organização Mundial da do de um comércio, a OMC, vão surgindo dentro das regras internacionais. Se você mantém as regras do jogo, esses países continuam se beneficiando. Os Estados Unidos vendo que tá perdendo quer virar o tabuleiro, quer jogar o jogo para cima. Ah, também não brinco mais. Vou levar a bola de volta para casa, entendeu? Adoro mapinhas, eu também. E gráficos. Então, é importante a gente perceber isso, cara, que é o papel e o poder dos bricks, né? Se o Brasil expandir a Embraer para bater de frente com a Boing, o Brasil cresce aí nesse gráfico aí. Sim. E a Boing, os Estados Unidos tenta sabotar a gente. Esse é o ponto, entendeu? que o tem que acontecer isso, tem que investir na Embraer, tem que investir na Embrapa, tem que investir em tudo isso. Só que cada passo que você dá para uma tentativa de projeto de autonomia vai vir uma reação de quem não quer que você tenha autonomia. A Arábia Saudita tá negociando em One também. Ixe, gente, o muita gente tá negociando eman. O Banco dos Bricks propõe uma cesta de ã, existe um projeto correndo, né, de uma cesta de moedas, de você ter uma moeda própria, essa coisa toda. Isso supera o dólar, pô. Havendo moeda própria dos bricks, por exemplo, e Cuba participando dos bricks, sabe o que acontece? Você negocia sem precisar passar pelo pros Estados Unidos. Tranquilo, dá para ficar mais tranquilo. Então essa ordem, ela está sendo estremecida pelo próprio Estados Unidos. Ele está indo contra o mundo porque o mundo está se desenvolvendo para além de suas garras. É aí que tá, né? Então esse mapinha ele é muito bom pra gente perceber isso, tá? Eh, eu nem Ah, é. E esse outro mapa aqui, pronto, eu botei esse mapinha aqui importante pra gente pensa o papel dos bricks, né, como eles são importantes. E esse outro mapinha aqui é pra gente entender onde é que tá esse G7 e onde é que tá o resto. Tudo bem? O G7, o centro do mundo, né, ou o que a gente chama de norte global, é essa parte colorida do mapa. Isso aqui, ó. Tudo bem? Percebe essa parte do mapa aqui colorida? É o chamado norte global. O chamado sul global é essa outra parte cinza. Cinza e triste. Brincadeira. É só para distinguir. Então, quando a gente tá falando sobre eh norte global, sul global, o papel dos bricks, o G7, a gente tá falando de um mundo que tá organizado mais ou menos nesta divisão aqui do ponto de vista de quem observa o mundo do surglobal, porque vai ter de ser diferente da gente falar isso de como, por exemplo, a linha adotada por Trump e sua trup fala sobre hemisfério ocidental e hemisfério oriental. O acidente é nosso. Eles olham o mundo dividido no meio aqui. Espero que o meu cursor esteja aparecendo na tela. Eles imaginam o mundo dividido no meio e esse lado fica para eles e o resto fica pro Oriente. A gente vai controlar aqui, ó. Isso aqui é nosso. Esse quadradão aqui é nosso. O resto fica para vocês. A América Latina tá incluído nessa divisão de hemisférios. Já o pessoal que fala sobre sul e norte global vê o mundo assim, ó. Nessa perspectiva, nessa observação, os Estados Unidos quer manter uma ordem na qual existe a divisão entre oriente e ocidente e ele controle o ocidente, o que ele chama de ocidente. Já essa galera sul global, Brixta, não sei o que lá, observa outro, é divisão entre norte e sul com essa linhazinha e a gente consegue observar os países que estão colocados fora desse chamado norte. Isso é muito bom da gente observar, tá? São duas maneiras de olhar pro mundo, olhar pro mapa. O mapa é observado de maneiras diferentes e aí as análises e as conclusões chegam de maneira diferente também. Mas aqui nesse chamado norte global, a gente tem, deixa eu dar um zoom aqui, 73% da renda mundial, tá aqui 73% da renda mundial, ou seja, não é da produção, da renda, dos resultados que você tem, do que você consegue adquirir e acumular com a produção. 73% tá acumulado aqui. Tudo bem? Vem para cá. Os resultados da produção global vem para cá. 73% da renda mundial vem para cá. Aqui, voltando, é de participação na produção, no produto interno. Aqui é a renda. Veja que a diferença. A diferença. Beleza? Então, ó, aqui tá 73% da renda mundial. Só que nesse coloridinho aqui, onde tá 73% da renda mundial, tem só 14% da população mundial. 14% da população mundial, o que diz, se todo mundo fosse trabalhador, só 14% dos trabalhadores. Já aqui no na parte cinza, 86% da população mundial está concentrada e tem 27% da renda. Ainda que haja maior participação na produção, a renda, os resultados, o fruto desse bagulho em riqueza fica concentrado nesse no norte global e subaproveitado no chamado sul global, onde tem a maior parte da população. Essas são as contradições desse mundinho. Então, a perda de controle, a perda de poder, a perda de centralidade de hegemonia coloca em crise a própria estrutura de extração de capital desse mundo que vem aqui para esse centro. Então esta ordem está sendo colocada em em questão. O crescimento dos bricks, a reorganização de outros blocos, o fortalecimento de projetos nacionais de desenvolvimento na periferia do mundo. Coloque em crise esse centro, coloque em crise esse norte global, coloque em risco esta ordem e não risco tipo para daqui a 300 anos. Eles percebem que foi muito acelerado esse desenvolvimento. É só olhar aqui de novo, aqui em cima, na participação do produto interno bruto global. Eh, 90, de 95 para 2023, você tem essa distância de participação entre o G7 e os bricks. Os bricks superam, inverte uma brincadeira. E aqui é a produção real. E aí uma galera se deu conta de que qualquer capitalismo que se preste depende de produção, produção de verdade, não especulação financeira. Isso é fundamental, isso é central, isso é determinante. O que decide efetivamente sobre uma economia é a produção real. E por e por que o Brasil não apoiou a entrada da Venezuela na Venezuela nos bricos, hein? Hum. Esse aí é um ponto importante. Eu também gostaria de saber que alguém me explicasse o motivo pelo qual parece que alguém tá sendo roubado, hein? Pois é. Eu não sei se vocês perceberam, mas parece que alguém tá sendo roubado. Tem a maior participação na produção, mas a renda fica no num outro lugar, no outro território. Hum. Que que tá acontecendo? Certo? Então isso aqui é pra gente dar uma olhadinha no cenário global, no geral, naquilo que tá acontecendo no globo. Então o que acontece na Venezuela com essa insanidade de você intervir, invadir um país, sequestrar um presidente, sequestrar um presidente. Olha, meu Deus do céu. É efeito dessa loucura. Tudo bem. É loucura desta loucura que é um país vendo a perda de sua hegemonia. E a esposa. Exatamente. E a esposa, né? Nem só o cara, o cara e a esposa. Sequestro, mano. Bom, além disso, vamos lá. nos Estados Unidos, no centro dos Estados Unidos. Isso é um uma leitura que eu aprendi com o pessoal do Observatório Internacional da Crise, muito tempo dirigido pelo Wind Dirkens, né? E hoje eu acho que deve ter o Walter Fomento, o Gen Remi, que deve estar organizando lá as paradas no observatório. Eu aprendi muita coisa com eles. Eu tenho preocupações com as projeções que eles fazem, as propções, eles são ufanistas do sul global. né? Então é uma galera ufanista do sul global dizendo que vamos ganhar a qualquer custo. O o mundo multipolar é inevitável. Não, calma aí gente, pera aí que que é inclusive o meu problema às vezes com algumas afirmações do Cobore. Eu gosto muito do professor Cobor, respeito demais. A gente há muito parecido nas análises, mas nas prospecções eu tenho alguns cuidados que eu gostaria de tomar. Mas beleza, essa galera fala muito sobre isso e é muito fanista a respeito e chega a ponto de às vezes entrar numas paranoia que eu também não concordo, umas conspirações malucas e tal, de verdade, a galera vai se animando com essas ideias, vai entrando em paranoia. Mas tem uma uma análise que o pessoal do Observatório Internacional da Crise fez que abriu meus olhos, que eu não tinha sacado, que é muito importante da gente fazer, que é dentro da economia estadunidense, a gente não tem só um projeto, nós temos disputas entre capitais e projetos distintos. Show. Especialmente o Win Win Dirks, nos livros mais recentes, ele tem feito, fez algumas análises, né? Ele faleceu. Eu eu pude fazer última entrevista e com ele, né? Em vida. Fiz entrevista com ele porque acho que depois de vida não dava para fazer entrevista, mas a última entrevista que ele deu foi comigo. Foi muito massa. Um dia a gente vai conseguir lançar essa entrevista ainda, tá? Fazendo uns tratamentos de imagem e de legenda para ficar legal. Mas tem uma parada muito massa que ele falava e que ele indicava. Dentro dos Estados Unidos, você tem pelo menos três grandes blocos de capitalistas e de capitais que disputam entre si e que tm seus representantes. O grupo que fica forte a partir dos anos 80 e durante os anos 90 é o grupo que o pessoal chama de gerenciamento de capital global ou se você quiser usar o termo globalista. Só que qual o problema de usar o termo globalista? É que aí vem os doido Olavo de Carvalho e malucos do tipo e já entra na conspiração, né? os espaços conspiracionistas. Então, eu não gosto de usar esse termo porque esse termo, especialmente em português, virou coisa de maluco, mas é a galera que faz a gestão do capital internacional e que fez a aposta no acúmulo de capital pela essa gestão financeira global. Esse tipo de estratégia dependia de livre de circulação de mercadorias e livre circulação de capitais. Então, eu tenho que baixar a restrição, eu tenho que deixar o pessoal circular, deixa a indústria correr para um lado e pro outro. deixa especular, porque aí você vai brincando de cassino e vai fazendo dinheiro com investimentos e especulação financeira e não precisa estar preocupado com a produção efetiva. E aí essa gestão ela tem que ser meio que diluída, ela é de transnacionais, ela não é de produções locais nacionalistas, é de transnacionais. Eu tenho que observar o globo e fazer dinheiro com tudo que for possível. Então é uma galera que vai começar, inclusive incentivar o discurso de diversidade, de identidade, de liberalidade e tal. Porque é adequado a um projeto neoliberal que precisa dessa circulação de mercadorias desse tipo. Vai se constituir durante os anos 90 e vai tá muito forte por quase 20 anos até a crise de 2008, quando essa galera que liderava essa estratégia de de gestão global, de capitais global, perde muita força, porque tem uma crise bizarra lá do Lemon Brothers, essa coisa toda. Mas essa galera tem esse tipo de estratégia de gestão global das finanças, então privilegiando financeiras, grandes grupos financeiros. internacionais, né? Existe uma outra galera que você pode chamar de continentalista, que é uma galera que pensa em blocos que privilegiam produções e o capital financeiro, o sistema bancário, essa coisa toda que seja mais localizada e que daí se aproxima dos grandes grupos de industriais, de capital industrial. coincidentemente a galera mais conservadora, nacionalista, mais chavinista. Por quê? Porque eu preciso que a minha indústria fique nesse território para eu ter controle de autonomia sobre ela. Então vai ter circulação de finanças para lá e para cá, mas a referência é aqui, o nosso cantinho. Até então eram esses dois grandes grupos que tinham muita força. E aí você tem os nacionalistas maluco que é pensando só nós aquele localista mesmo. É a finança, produção, tudo é aqui, né? Mas é uma galera, era uma galera muito minoritária. As grandes disputas era entre esse capital de gestão global das finanças e o capital que pensava o continente, pensava localizado, mas do tal do continentalista, né? Pensando aqui, eh um bom representante é o George Bush, né? Um bom representante político desse grupo é o George Bush. Porque o Bush, quando ele tenta criar, por exemplo, a alca, quando tem a formação de projetos como a nafta e essa coisa toda que são continentes, tenta pensar um controle continental mais localizado, diferente da galera que pensa o capital financeiro global e essa gestão distinta são capitais que disputam entre si. Os democratas são, é um partido que representa muito mais esse grupo e os republicanos o outro. Só que dentro dos republicanos agora tem um outro grupo que é o grupo completamente insano, que é o localista mesmo, que é America first, né? America é o maga da vida, make America great again, essa coisa toda. E é uma galera que surge com dificuldade de apoio no primeiro momento, mas depois da crise de 2008 vai se fortalecendo. O grande representante é o Trump, que nem é só um representante político, ele é um representante econômico desse grupo também. De hotelaria você não faz especulação financeira, você precisa de um hotel em um determinado lugar, entendeu? Assim como a galera de produção de tecnologia de BigTech, é uma produção que você não fica transportando ela de um lado pro outro. Você precisa de autonomia, de regulação, de controle, de proteção industrial. você precisa estar num local específico. Então é o vale do silício, eh, a galera concentrada, produção é aqui e você precisa gerir os recursos que você depende em outros países. Então eu preciso de um big data, um um big data, não, um data center no Brasil, eu preciso controlar os recursos do Brasil, eu preciso de terras raras para produzir chip, eu preciso controlar esse negócio, não pode ser livre mercado, eu tenho que estar sob controle disso. Então, é uma galera que tem um projeto expansionista nacionalista, não de gestão global. E aí você vê os conflitos entre esses grupos, né? O Trump representa esse grupo maluco aí. Esse grupo maluco não, esse grupo que cujo interesse distinto do financeiro, distinto da galera que se beneficiou com neoliberalismo e a circulação de granos e tudo mais, industrial e precisa de capital industrial. As bigtecs não são grandes financeiras, são grupos que são de indústria localizada, territorializada, precisa de recursos que estão em determinado local. Eu preciso controlar esse local. Não posso deixar sobre autonomia de alguém que vai qualquer hora poder parar de me fornecer, escolher o outro comprador. Não, ele não pode ter essa liberdade. Então, o discurso de livre comércio atrapalha esse grupo. O discurso de livre de circulação de mercadorias e capitais atrapalha esse grupo. Você acha que Bigtec tá preocupado com o livre comércio? Ao contrário, isso afeta ela afeta diretamente. Vou conseguir terra raraondde vou conseguir os insumos para produzir minha minha minha para desenvolver minha tecnologia onde, saca? Então, Trump representa além da crise dos Estados Unidos, esse tipo de estratégia desse grupo de capital, desse grupo específico de capitalistas que disputam com outros. Show. Faz sentido? Beleza. Eh, não é simples, porque senão a gente pode cair num fetiche de achar que os Estados Unidos é sempre a mesma coisa. É um um uma constante, né? Tipo, é sempre a mesma fita aqui, ó. Eles têm um projeto desde 1603 que eles nem existiam, eles já tinham esse projeto em em em voga, não? A disputas internas. E aí os filmes que a gente assiste hoje, vai, já que eu queria falar de filme, né? filme que a gente assiste hoje sobre Guerra Civil, tipo o filme do Guerra Civil, ser tipo filme agora Uma Batalha após a outra. Excelente filme. Eh, e esses outros que estão mostrando tantas crises internas dos Estados Unidos são crises que eles realmente estão vivendo. Eles estão vivendo essas crises. Isso é efeito do cara olhar e falar: "Deu ruim". E estão em disputa interna e crises internas. E agora o grupo que tá hegemonicamente fazendo valer sua força é esse sobre Trump. E eles não respeitam a ordem internacional porque literalmente sem nenhum cuidado, porque para eles não é interessante, porque atrapalha o projeto de garantir seu controle e seu poder. Então esse ataque tá dentro desse contexto, tá dentro dessa conjuntura. é imperialismo, mas não é um específico, mas é o imperialismo dentro de um tipo de relação estrutura historicamente determinada neste grupo que agora tem poder sobre a estrutura do estado estadunidense e tá tentando fazer valer ali seus interesses, enquanto você tem outros capitalistas que estão buscando outros interesses. E aí você tem que entender o jogo, como ele tá indo. A diferença do Bush pro Trump, a diferença do Bush pro Trump é que o o Bush ainda tinha um grupo que estava minimamente preocupado com gestão de finanças também, minimamente, tá? Não muito. É bem distinto. Eles são mais radicalizados. A galera que vem com Trump é muito mais radicalizada. É nacionalista mesmo. Tipo assim, é American mesmo, tá ligado? É isso, é diferente nesse sentido. É tipo, é a gente dane-se. Não tem nenhuma preocupação em montar bloco, preocupar com o outro. Não, eu vou te submeter. Eu vou submeter vocês. Não existe respeito nenhum. Não tem acordo comercial. Submeto. Vou para cima. Os americanos estão se tocando agora que eles são os imperialistas. Pois é, quem diria, não é? Pois é, quem diria? E são seria só que em em estrutura geopolítica. Eles levam a sério isso daí. Então assim, é uma parada muito louca. Eu vou ler um trechinho de um texto do Henkilam, que acho que é legal, eh, que aí vai resumir um pouco o que eu falei e aí é só uma leitura mesmo, tá? Não vou fazer tantos comentários não, só para justificar um pouquinho, não ficar só tão tanto só na minha gargantada. Deixa eu ler aqui, ó, um texto HK Lambert para falar um pouquinho sobre essa trajetória do da globalização. É um texto chamado eh esse aqui, qual como é que o nome desse livro aqui? Acho que esse livro é ixe, deixa eu ver. Ah, esse aqui é o Ué. Ah, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê a vida? capital. Alternativas a vida ou capital. Quem escreveu é um uma um texto conjunto entre Franzin Kelamt e Uri Dro. Os dois escreveram esse texto aqui, só que ele tá em espanhol, tem a versão em espanhol, não tem a versão em alemão. E também acho melhor eu traduzir em espanhol do que em alemão. Mas é um trechinho de um capítulo que ele fala sobre o furacão da globalização. E aí eu vou ler só esse trechinho para deixar claro o que eu tinha comentado sobre essa mudança de estratégia de alguns países que se aproveitaram da globalização e que aí mantendo a ordem como ela tava sendo feita, continua sendo vantajoso para esses países. Então hoje a posição dos bricks, por exemplo, é defender a ordem internacional. E os Estados Unidos que criou a ordem internacional, a posição deles é ir contra, porque essa ordem aí tá não tá beneficiando mais, eles querem jogar o tabuleiro fora, né? A estratégia da globalização incrementa o capital que pressiona por possibilidades de investimento rentável. Quanto mais a competição pelos salários iguala os níveis desses para baixo, tanto mais a concentração dos investimentos ou das rendas, né? E as rendas altas se inclinam em maior medida para o arroxo e os eh salários baixos. Então vai tudo bem, essa parte a gente vai pular. Ã, cadê? Cadê? Aqui era a parte de baixo que me interessava. Perdão, perdão, perdão, perdão. Ã, aqui contudo, ainda se desenvolveram novos centros. O Rinkel, diferente do sul e norte global, ele fala sobre um arquipélago. Eu não gosto dessa análise, mas ela faz sentido. Tá bom? faz sentido. Eu não gosto dessa análise, mas ela faz sentido. Fala que existem vários centros, porque agora o mundo é um grande arquipélago com centros e esses centros estão em diferentes países. Então ele vai chamar as elites capitalistas de cada país e as o a os trabalhadores muito precarizados. Ele fala isso porque falava que num na socialdemocracia ou mesmo no capitalismo com rosto humano, as classes médias, as classes baixas ainda tinham certas vantagens que deixavam elas não tão subjugadas. eram trabalhadores, eram explorados, mas tinham dignidade. Aí quando acaba o socialismo com o capitalismo com o rosto humano, quando acaba a socialdemocracia, aí esquece, aí começa a aparecer a palperização nos centros também. Mas eu não gosto dessa análise, mas a gente vai, mas ela faz sentido quando você entende a premissa, mas ela não ajuda na análise da da conjuntura. Nós vimos isso, né, desses novos centros, de acordo com com Rick L. E aí tem um bom ponto também, ele chama de centro eh centro da economia, ou seja, indústrias. A indústria se torna centro que cria suas periferias. Também tem esse pressuposto que aí faz sentido, mas tudo bem. Vimos no caso dos chamados tigres asiáticos e observamos hoje nas regiões da China e Índia, assim como no caso de outros países da Ásia Oriental. Mas em nenhum caso esses novos centros surgem pela submissão à estratégia da globalização. Então não submete inteiramente aos Estados Unidos e e não não você aproveita da onda da globalização com o desenvolvimento interno por criando um projeto nacional de desenvolvimento. O fazem propriamente para seu aproveitamento. Esses países partem de um estreito entrelaçamento entre os grandes entre as grandes burocracias, seja estatal e as burocracias privadas e empresariais. né, utiliza empresas e estrutura estatal. Nessa coalizão, são realizadas a promoção das empresas nacionais para que sejam capazes de se introduzir mediante a exploração de mercadorias e de capitais na economia mundial globalizada para que se desenvolve se desenvolvam como empresas multinacionais, que é a Nissan, a Hyundai, a BYD, as empresas de tecnologia da da Indonésia, daí sei lá mais de onde. Então vai surgindo essa galera. Aí é elaborado uma planificação econômica que parte das empresas e se integra no Plano Nacional Estatal, o qual apoia essas empresas de maneira tal que elas consigam se expandir. Nesse processo, eh são recorridos aos meios clássicos de fomento do desenvolvimento, como as taxas eh de importação e de proteção, as taxas aduaneiras de proteção, limitações quantitativas das importações e desvalorização sistemática das moedas. o mesmo que eh ou mesmo que os obstáculos para o investimento de capitais estrangeiros nos setores chaves da produção. É você fazer um projeto de desenvolvimento industrial com protecionismo, né? É isso. Política de campeões nacionais é o que a galera fez, pô. Na na na Ásia, nos tigres asiáticos que o pessoal tanto ama, o pessoal fez isso, cada um com sua situação específica, né? A China, por exemplo, cria seus campeões de um modo muito particular. Então, e aí propriamente com uma direção socialista do negócio, que é uma um um caso muito à parte da humanidade. Mas esse processo faz com que surjam essas novas economias pujantes e aí faz com que surjam novos grupos que ameaçam a hegemonia, tá? Isso aqui é só para poder justificar o que eu tinha falado em sem bibliografia, agora com mínimo de bibliografia, tá bom? Então é isso. É importante a gente considerar isso, cara. É importante a gente ver porque que os Estados Unidos tá com tanto medo. Então esse é o quadro geral, esse é o big picture, a grande figura. Essa é a conjuntura global da brincadeira na qual se insere o que aconteceu recentemente no 3 de janeiro. Tudo bem, faz sentido? É o multilateralismo que o Lula não pode falar. Não para de falar. Exato. O multilateralismo, as relações internacionais, o poder circ que tem que fazer uma defesa desse liberalismo? Porque ele ele ele beneficia a galera que tá crescendo. É óbvio. Ai, meu Deus do céu. Os bricks se beneficiam da ordem internacional. A China se beneficia da Organização Mundial do do Comércio. Ah, o cara comunista, mas não é socialismo, gente. Entenda o que está acontecendo, entendeu? O imperialismo é enfrentado na ordem que ele mesmo criou. Ele criou condições para sua própria tropeço. Mas isso não é uma análise dialética da realidade, pelo amor de Deus. Quais são as contradições da realidade em que os efeitos não intencionais de uma ação criam as condições paraa sua própria destruição? Então, o Estados Unidos tá contra a ordem, tá contra a ordem internacional, tá contra a Organização Mundial do Comércio, tá contra a ONU, tá contra toda essa coisa, tá contra a própria globalização que eles mesmo inventaram, porque atrapalha, porque virou pedra de tropeço, desgraça. Então eles não vão respeitar, não vão respeitar nada. E e isso a gente tem que entender é Estados Unidos contra o mundo que eles mesmos criaram de ódio que eu tenho. Acaba tal da chamada Guerra Fria, o pessoal anuncia o fim da história, os liberal tudo animado. Por quê? É porque agora gente, é a gente que criou esse mundo. O mundo é nosso. Só que o pessoal esqueceu que o mundo, a história é transitória. O mundo gira, aliás, ele capota e a roda muda. E o girou a roda, gente, você não tem controle. Os efeitos não intencionais que você fez. Não é você agiu e todo mundo ficou parando parado assistindo. Tá todo mundo se mexendo, tá todo mundo tomando suas decisões. Quem fez uma melhor análise da do dos anos 90 e começo dos anos 2000 nesse processo de globalização, quem fez uma boa análise de conjuntura e aproveitou a onda, fez dinheiro. Quem fez uma boa análise e aproveitou a onda enquanto estado nacional fez projeto de desenvolvimento. A crítica passa por isso. Eu tenho que ser capaz de ser crítico do capitalismo e querer que acabe essa desgraça e ao mesmo tempo, ao olhar a conjuntura, como a gente comentou já, quais são as condições favoráveis e as desfavoráveis, que que eu posso fazer? Porque não é o meu sonho, é a realidade botar o pé no chão. Que que dá para fazer? Ô, dá para fazer isso. Quem fez se beneficiou. E aí, cara, v uma crítica importante aqui a galera da esquerda brasileira radical, a qual eu faço parte, né, que ouve Charlie Brown anda de skate. Nós somos radicais, cara. A gente que é que é comunista, a gente tem que entender o que é a crítica do capitalismo, entender esses problemas, rebentar com esse bagulho, quer acabar com isso. OK? Agora, analisa a realidade. Que que a gente consegue fazer? Porque a história não se dá no meu sonho, ela se dá na realidade. E aí, meus amigos, fazendo uma boa análise, olhar as condições favoráveis e desfavoráveis para apostar no melhor projeto possível e viável. E a gente atrapalha às vezes quando a gente fica de gargantada irresponsável. A gente fica de gargantada irresponsável, querendo sonho. Esquece de olhar pro mundo, mano. Esquece de olhar pra realidade. Como isso afeta a gente. Não adianta você ficar gritando, esbravejando que agora a gente vai derrubar tudo porque não dá. E se você tentar, você vai ser engolido, porque não é de acordo com os nossos sonhos. E a gente não vai ser medido pela coragem do tipo, aliás, pela coragem, sim. Não vai ser medido pela, como é que é que fala? Temeridade, né? Tem um diálogo muito famoso do Sócrates que ele faz a diferenciação entre o coragem e temeridade. Eu ir sozinho para cima de um exército é temeridade. Vem um exército e eu tô sozinho, eu me escondo porque eu não sou burro, porque é temeridade. Agora começo a aumentar minhas chances quando eu tendo tendo uma estratégia melhor e mais gente do meu lado, eu já começo a avaliar se dá para ser corajoso. Não vou ser temerário agora. Nossa, a nossa galera não sabe diferenciar uma coisa da outra. Todo mundo temerário quer botar fogo em tudo e não viu ainda se o fogo não te queima, não viu a capacidade que você tem de tomar a decisão, pelo amor de Deus, né? Então, ai difícil, né? É lindo ver ao vivo em corvão, capitalismo e autofágico. É. E aí que então e é da hora porque assim, uma coisa é o chavão, aí eu tenho que demonstrar isso. Eu não posso simplesmente ficar na frase, tá ligado? Capitalismo cria suas próprias contradições. Verdade. Ele se autodestrói. Verdade. Demonstra aqui, ó. Então tem que apontar. Você cria condições para sua destruição, né? Em resumo, era tudo muito bom quando era só quando só eu era o dono da bola. É isso. Os Estados Unidos é isso. Olha, eu criei as regras, botei o jogo. Mas vocês vocês estão ganhando. Eu viro o tabuleiro, guardo as coisas. É, ninguém mais brinca. É o Kiko. Eh, quer dizer, não é lindo não. Não é, não é desesperador, mas é legal ao mesmo tempo. Dá para ter mais noção, né? Tem que ter sabedoria, tem que ter malandragem, tem que saber viver. Tem que saber viver. Qual mentira? Eu vou acreditar, né? O mundo gira. vacilão roda. Tem isso também. Não é só na força de vontade. A vontade ajuda, mas não é suficiente. Não. Tem que ter bom senso, racionalidade, né? E a nossa galera gosta muito de martírio, né? O que é preocupante. Adoro uma revolução fracassada e evita antissucesso também. Também. Aí gosto de sofrimento. Ah, não, pelo amor de Deus, tenha bom senso. Mas é isso. Então, beleza. Tá. Então, esse é o quadro geral, big picture, né? aqui quem tá conversando sobre e um tarifinho para vocês aí. Vamos lá, né? O o tarifinho não deu certo. Aí vai o quê? Sequestrar e piratear. Ó que legal. Tarifinho não deu certo, a pirataria entrou. Beleza, beleza. Ó, eu vou ler um trecho de um texto agora em português para facilitar paraa nossa vida, pra gente colocar agora a o grande quadro, né, o grande quadro da América Latina do durante os anos recentes. E aí, deixa eu pegar a parte aqui que tá o a falando sobre a Venezuela. Pá, eu vou ler tudo aqui que vai ficar legal. é do Víor Skincariol, foi o meu orientador no doutorado, né? O Vittor Skinariol é um texto que eu peguei porque ele é muito sintético. É um artigo simples, mas muito bom para porque é sintético sobre o que aconteceu na América Latina nos anos 2000. E aí a gente recupera um pouco da história para fazer análise de conjuntura da Venezuela com novos quadros, novos gráficos, novos mapinhas. Para quem gosta de quadro, gráficos e mapinhas. Essa questão do martilho é meio religiosa. É. É. Não, e mas a da vitória também pode ser religiosa, que é um debate que eu tenho com o pessoal da teologia da libertação da velha guarda e alguns da nova geração católica que ainda não entenderam isso. Eu tenho um problema sério com o pessoal da teologia da libertação da velha guarda quando eles dizem assim: "Eu não vim para estar do lado dos vencedores. Eu não vim para vencer." E eu olho e falo, mas eu vim. Não tô a fim de me lascar não. E aí tem um um ódio aos martirizados, né? Você canta e glorifica quem morreu e você esquece de falar: "Tá, mas tem gente viva, eu não quero que o vivo morra, não. Eu quero que continue vivo, tá ligado? Eu eu quero vitória. E aí o meu problema é que eu sou crente pentecostal e crente de pentecostal vem para vencer. Eu vim pra vitória, eu não vim pra derrota. Eu vim para cantar o hino de vitória, entendeu? Crente pentecostal nessa pegada aqui. Pera aí, pai. Eu não quero vir para morrer não. Eu vim para vencer. Eu vim para para ter vitória. Eu vim para poder desfrutar aqui, pô. E aí a gente tem conflitos consideráveis. Eu falei, ano passado, eu participei do encontro teologia da libertação, Novas Gerações. Já fazia parte da cota de evangélicos que foi lá. E eu falei isso, mano. Tinha um um senhor que eu respeito muito e que eu tenho muito carinho por ele, que me olhava fulminando com os olhos assim. Esse moleque tá falando, que eu falei, gente, eu não apoio mais não. Eu, com todo respeito aí, eu não quero morrer não. E eu não quero que meus camaradas continuem sofrendo não. Eu quero que a gente ganhe, eu quero vitória. Chega, chega de derrota, chega, pô. A gente veio para para ganhar, não é possível. A gente só vai sofrer nessa vida. Não, não se isso não. Então, eh, tem uma diferença considerável aí de espiritualidades em questão, né? Já diria o filósofo P Oliveira. Entrada lix cartão vermelho. É temaguíia. Temegagia. É a entrada temegia. Sacanagem. Entrada temegia. E aí aí me incomoda também. Vixe. Muito. Então muito respeito a padre do Júlio Celote. Eu entendo o que ele quer dizer. Eu não nego isso. Eu também não quero estar do lado do vencedor. Tipo a frase do Darc. Ah, se esses são os vencedores, eu não quero. Sim, mas não quero que eles sejam vencedores. Eu quero que eu vença junto com a minha time aqui, que a gente vença. Eu não aguento mais perder. Eu cansei de perder. Asta na vitória sempre. Essa é sem dúvida, né? Bom, estão precisando recuperar essas frases, né? Eu apoio a pirataria. Não, não a literal. É, eu também eu sou a favor de outro tipo de pirataria. Mas qual o sentido de não querer vencer? Pois é, eu também não entendo. É, é um um um louvor ao martiro, um louvor a derrota, ao sofrimento, né? Eu só entrei no jogo para ganhar. É, eu vim para ganhar, já deu de perder. Eu não aguento mais perder. Como assim? Você não quer dar outra face, man? Eu quero dar outra face. E fal, >> vou ver se tem um negócio ali. Já pego para você. Pode ser. Dá um minuto só para terminar de ler os comentários. A galera comenta muita coisa aqui, mas eu vou eu vou ler o comentário aqui e aí eu vou para você. Fechou? Eh, como assim? Você não quer dar a outra face, a outra carteira, outra casa? É, eu não quero não. O áudio tira esse moleque do grupo agora. É, acontece. Foi mais ou menos isso, né? Essa festa doce é sacanagem. Eu gosto dela porque eu entendo ela, mas eu não posso usar ela para ficar legitimando derrota, gente, pelo amor de Deus. Bom dia, John. Como é que tá, Jon Miguel? Espero e desejo que bem. A luta é BDSM. >> Pera aí, vou pegar aqui uma comida para criança. Um minuto. Tá aqui do lado rapidão. Esse mundo >> tomatinho. Pera aí, >> eu vou guardar minhas coisas. Fechou. Você não quer laranja mesmo? >> Ixe, mas tá sem leite, Zé. >> Uhum. >> Pode ser leite, >> então pode não tem como pegar leite, >> mas não tem. Se tivesse eu p >> pega lá embaixo >> não dá tempo. Tem que terminar aqui. Tá bom. Você quer tomate? Tomate >> que tá bom sem comp. Cuidado. Tá. >> Eu como mesmo. >> É. Tá bom. Tu água tá lá. >> É. >> A aguinha tá lá. É. Nossa, voltemos. Queremos laranja. Sim. É, tem que usar óculos, pô. Vai chegar aqui, tem que botar óculos. Ai, ai, ai. É, não, tem que deixar, tem que deixar aqui a live rolando. A criança tá em férias escolares, né? Aí ela tem uma uma regra aqui que se for para aparecer na câmera, ela já apareceu umas três vezes aqui no começo da live. Tem que aparecer de óculos, óclinhos para est no estilo. É engraçado. Fale, ela não faz ideia o que seja. Para ela são quatro letras. Um dia ela vai descobrir o que ela significa. Quatro. São quatro letras. Ai tem que usar o óculos. Mesmo. Tem que botar óculos. Pô, queremos laranja assim. Eu também quero. Tomate também. Queremos. É malandra. Ela na verdade foi malandra. Ela sabe que eu tô aqui na ao vivo, aí ela vai pedir as coisas mais legal, né? Aí tudo bem. Tomate joga o salzinho. Então ela gosta de tomate pr caramba. Ela tomateira, só que sem sal. É só o tomate mesmo. Ela gosta de tomate cereja, aquele pequenininho muito. Mas eu não tenho outro cereja aqui em casa. Eu tenho acho que só italiano. Quatro letras. Ai mas eu acho que eu eu fiquei com vontade de comer laranja também. Vou descascar a laranja enquanto a gente conversa. aqui. Pera aí. Pronto. Ai, ela pesa pela persal. É porque na real aqui em casa eh toda a introdução alimentar da criança foi tomando cuidado para ela não ficar tipo cheia de doce, cheio dessas coisas. A gente segurou doce é o máximo que deu, até que a família expandida entregou doce paraa criança. Eu lembro do dia que ela comeu doce. Eu lembro do dia que ela comeu. Primeira vez que ela comeu um doce, um chocolate. Ela botou o chocolate na boca. Eu vi, juro por Deus, eu vi a pupila dela dilatar assim, ó. Foi bizarro. Aí a a foi a acho que foi a minha sogra que deu o chocolate para ela. A pupila dilatou, doido. Aí eu falei: "É moleque, aí já era, né? Gostou? Aí não tem como." Aí hoje com come um pouco mais de doce, mas ainda assim muito cuidadoso. Quando ela era criança, bebê, aí eu e a minha companha que a gente fazia as papinhas, né? Eu fazia, não comprava aquelas prontas, não, fazia em casa mesmo. E aí, tipo, sem sal, só com uns temperinho gostoso. E aí tem, tem várias receitas legal, receita de nanon com yami, né, que a gente fazia iname, morango ou inhame, alguma outra fruta mais fresca, batia no liquidificador e fazia danoninho. Aí botava na geladeira, deixava lá, ficava geladinho, show de bola. E aí a criança só que sem açúcar, né? Então assim, sem sal, sem açúcar, tal. Então ela teve uma boa introdução alimentar, ela come muito bem, né? A criança come muito bem, diferente de mim, tive uma péssima introdução alimentar, a criança tem uma boa introdução alimentar. Isso faz diferença, hein? Faz a diferença considerável. Aí hoje ela come bem, muito bem, graças a Deus. E é isso. Pera aí que eu tô terminando de cortar aqui. Tentando cortar o mais rápido possível, se laranja. Fica o desafio para vocês aí, hein? Cortem direitinho laranjas sem quebrar o negócio. De boa. Só que laranja comer laranja. Lembra meu avô, cara. Meu avô que eu tenho memória de infância. E aí eu sempre que ia visitar ele, aí ele sentava, pegava duas laranjas, cortava uma e me dava outra. Aí eu fui crescendo e fui me ensinando a cortar a laranja. Aí vai. Ai, ai, ai. Vamos lá. A chupar em live. É, já estamos fazendo isso. Já estamos chupando em live. Espero que o canal não seja derrubado. Sempre a vó. Uma tristeza. Um comentário comum entre pais. Exato. Exato. Malandro. Meu sobrinho come tudo. O moleque não dá trabalho para comer nada. Vai fazer três anos maldito. É, ué. Vixe. Teve direitinho, meu amigo. Não tem nem o que fazer. Come. Legal. Coca. Tá bom. Na minha época os pais deixavam a gente provar cerveza. Não é? É. Outro dia eu conto essa história. Histórias e histórias malucas nessa vida, não é? É chupeta na cerveja para criança dormir melhor, dopando as crianças. Coitado. Vai ser disciplinado falando em de BM chupar ao vivo. É você ver aqui a gente faz ao vivo, pô. Antes de descobrir a melatonina acontece, né, Júlio? Eu já ouvi cada história bizarra, prefiro nem comentar. Vou vou me ater a aos fatos que a gente vai discutir aqui. Então, vamos lá falar um pouquinho sobre o contexto latino-americano, né, que aconteceu nesse nosso maravilhoso continente. Cadê o bagulho aqui? Humum. Aqui, ó. Pau. Bora lá. Ai ai, vou ler um texto aqui do querido Víor Skincariol, meu orientador do doutorado, porque ele fala um pouquinho sobre a política externa dos Estados Unidos para a América Latina de maneira muito sintética aqui um papo importante, tá? Vamos lá. Estados Unidos e América Latina na ascensão do populismo de esquerda latino-americano, anos 2000. Isso aqui é importante porque vai dar o quadro pra gente poder falar da da Venezuela. Nesse início dos anos 2000, durante o período da administração republicana, republicana no nome do partido, né? Mas tudo bem, de George W. Bush, a América Latina, devido aos eventos acima mencionados, apresentava interesse relativamente menor aos Estados Unidos, né? Estados Unidos estava mais preocupado em quê? No Oriente Médio e catar petróleo lá. A América Latina ficou um pouquinho quieto, virou ali um espaço relativamente mais sossegado depois de tantos conflitos durante a segunda metade do século XX. pós ditaduras, essa coisa toda. Ah, ganhamos o jogo aqui, teve a redemocratização, globalização, não sei o que lá vão pegar petróleo lá no no Oriente Médio. E a América Latina teve um respiro, vamos dizer assim. Quer dizer, o país não necessitou mobilizar recursos crescentes para manter a área atrelada à sua esfera de influência, tá? os primeiras anos, os primeiros anos ali de neoliberalismo e globalização e pós-redemocratização. De fato, não havia nenhum poder contrahegemônico que puder pusesse em perigo a tácita liderança do país para a área. As prioridades dos capitais estadunidenses estavam asseguradas economicamente, havia muito mais abertura comercial e financeira. Na América Central, os movimentos guerrilheiros estavam extintos porque foram massacrados e seus antigos líderes, Daniel Ortega na Nicarágua, por exemplo, convertidos ao jogo da vida democrática. O México vinha de uma administração de Vicent Fox, que era antigo executivo da Coca-Cola. Esse foi os anos 90 no México. Argentina e Brasil conheceram anos sucessivos da administração neoliberal em Menem e Menem na Argentina e e Fernando Henrique Cardoso aqui no no Brasil. Eleições presidenciais eram realizadas em todos os países com vitórias sucessivas de centro direito. Foi os anos 90, gente, e início dos anos 2000. Bem comercio, com exceção da Colômbia, as ameaças ao estado democrático haviam sido abafadas. Em nenhuma das na em nenhuma das nações detinham o poder militar, em especial nuclear, que ameaçasse os Estados Unidos ou algum dos seus aliados, maiormente Japão, Israel e países da Europa Ocidental, que nem tem como, coitado do nosso continente. Nesse contexto de atenções voltadas para o Oriente Médio e rechaço popular à consequências econômicas do neoliberalismo, a conjuntura política em muitas nações latino-americanas modificou-se. Esta mudança expressou-se na eleição pelo voto popular de presidentes de partidos críticos. das medidas neoliberais. Uma série de governos de orientação de centroesquerda foi eleita em meados do primeiro quartel das décadas de 2000 ou ao longo da década. Hugo Chaves Frias, as tendên de tendências nacionalistas, foi eleito em 1998 pelo movimento Quinta República. Luís Inácio da Lula da Silva foi eleito em 2002 pelo Partido dos Trabalhadores, opositor ao Partido da Social-Democracia Brasileira, Partido artífice do neoliberalismo e aliado às forças políticas mais conservadores. Nestor Kner foi opositor ferrenho dos militares e peronista de esquerda. foi eleito pela Frente para Vitória em 2003, derrotando Carlos Menen. Carlos Lagos, antigo opositor do general Pinoch, foi eleito em 1999 para o Partido Democrata. Eh, Evo Morales na Bolívia foi eleito pelo movimento ao socialismo em com 54% dos votos em 2005. No Equador, Rafael Correa foi eleito presidente em 2006 pelo movimento pátria autana, declarando buscar a revolução cidadã, iniciando alianças com Gutaves Nestor Kishner no âmbito sul-americano. Em 2009, Pepe Morrica, ex-guerrilheiro do Tupamaro, foi eleito no Uruguai pela Frente Ampla. As ondas de progressismo de esquerda, né, minha gente? Então, vamos lá que o bagulho tá indo doido, né? Tudo bom? Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Esta vaga de líderes que expressavam descontentamento popular, ainda que pela via pacífica do voto, ã, era uma possível consequência do modelo de democracias que os próprios Estados Unidos oficialmente patrocinavam na área. Lembre disso, mais uma questão. A gente teve aqui uma onda de centro de esquerda por via democrática, burguesa, liberal própria que os Estados Unidos defendeu. Ou seja, gente, mais uma contradição que os caras criam a própria cova. Mas a política externa norte-americana não os podia ver eh ver com toda simpatia, já que tais líderes passaram a declarar publicamente preocupação com a autonomia nacional, no fim do neoliberalismo, da integração regional e até mesmo o socialismo do século XX, especialmente no caso da Bolívia e da Venezuela. Na América Hispânica, o grau de radicalidade das medidas superava muito o brasileiro, tal como pode ser visto pelo tratamento dado aos militares argentinos responsáveis pela repreção ditatorial. Eh, diferente daqui, né, lá teve eh diferente daqui na na Argentina não teve anistia geral ampla que lá ou pelo enfrentamento dos meios de comunicação conservadores por Rafael Correa. De toda forma, tais administrações obtiveram bons entendimentos pela administração Lula, sendo talvez o maior exemplo disso o eh rechaço por alguns destes presidentes recentemente eleitos no ao projeto da ALCA em Mar del Plata em 2005. Ali a oposição corajosa e notável de Nor Kitchner, W Bush, AW Bush se destacou, que foi quando a alca caiu, né? O Bush tentou fazer a alca e deu errado. Paralelamente, este mesmo presidente iniciou trabalhos para o aprofundamento da integração regional latino-americana, no Sor Kner, né, com medidas ao favorecimento ao Mercosul e depois da criação da chamada UNASSUR, União de Nações Sul-Americanas, que nunca aconteceu, infelizmente, em 2008 foi destruído o projeto. Depois dos golpes aqui, né, que aconteceram, a UNASU, eh, cuja carta constitutiva fazia menção, as declarações de Cusco 2004, Brasília 2005, Cutiabama 2006, apresentavam objetivos muito mais extensos que o Mercosul. Este nasceu originalmente do fito das montadoras automotivas para diminuir os efeitos da crise econômica da década de 80. A interpretação dos criadores da UNASU era de que mesmo que o Mercosul guardasse potenciais estratégicos, este permanecia essencialmente vinculado a objetivos comerciais distritos, sendo incapaz de veicular mais extências, integração das áreas. Então, pronto. Importante aqui é dizer, tinha um grande projeto de união da América do Sul e tinha um projeto em curso e isso é uma ameaça aos Estados Unidos, obviamente. E quem mais foi veemente nesse enfrentamento dos Estados Unidos? Foi um tal de Hugo Chaves, certo? Foi a Venezuela. Beleza, deixa eu pular mais para baixo porque aqui vai viram vários movimentos. Tal, tal, tal, tal, tal. Veja-se o caso da Venezuela. Vamos lá. Venezuela. Dada a restatização da PDVza por Chaves, seu discurso de integração regional e crítico do imperialismo e as medidas que, segundo aquele governo, buscavam iniciar o socialismo do século XX, nacionalizações, expropriações oficiais, etc., não seria natural esperar que o governo norte-americano nutrisse por ele simpatias políticas. Óbvio que não. Você tá enfrentando os Estados Unidos, tá fazendo uma discurseira de autonomia, você vai provocar o bichinho com vara curto. Ainda que evidentemente isso não pudesse ser oficialmente declarado. Você não vai dizer que você vai invadir um outro país, que outro país é um problema, você vai ter que inventar desculpa, porque o a Venezuela não tava fazendo nada errado, não tá cometendo nenhum crime. Então você vai ter que inventar alguma desculpa para poder interferir nesse projeto. De fato, o Departamento de Estado, em seu endereço oficial, assim descreve os eventos que levaram à tentativa de golpe contra Hugo Chaves em 2002, durante a qual, por algumas horas, o empresário Pedro Carmona foi em episódio lamentável empossado presidente por militares e empresários opositores de Chaves. Em 2002 teve um golpe na Venezuela depois dessa da estatização da PDVza, depois de você começar um projeto nacionalista na Venezuela, no primeiro final, no primeiro mandato do Chaves, você tem um golpe. 2002, Chaves é deposto, é levado para uma prisão e por dois dias o Pedro Carmona, que era um empresário, vira presidente da Venezuela. E por que por dois dias? Porque dois dias depois, ou em 48 horas, o povo foi pra rua, os militares chegaram sentando o reio prol do Chaves e botaram ele de volta na presidência. Simples assim. Você pessoa que talvez acompanhe esse conteúdo e não tem ideia disso, é esse o nível de apoio ao xavismo que rolou. Isso não é uma coisa simplória, isso é uma coisa muito forte. a população ir pra rua para botar o presidente de volta e os militares apoiarem esse movimento. Uma parcela considerável de militares também fazer isso. Botaram um tanque de guerra para tirar os Chaves da prisão. Os caras foram para cima e botaram chave de volta, entendeu? É uma doideira, cara. Se um país que passa por isso, você não tem uma população desmobilizada, ao contrário, tem a galera ali que tá doida para defender o processo. Eu vou pular a nota gringa aqui que ela tem, apesar de ter coisas interessantes, ela é menos importante, né? H pronto. Nesse contexto continental, de modo geral, mais favorável politicamente aos movimentos sociais e organizações progressistas, golpes ou tentativas de golpe continuaram ainda assim ser frequentes na América Latina, denotando a fragilidade das instituições democráticas, o poder das forças conservadoras e a força eh das demandas internacionais. Então, muitos países vão sofrer golpe, vão sofrer tentativa de golpe, inclusive na Venezuela de novo e de novo e de novo e tal e tal e tal, tá? Eh, deixa eu pular aqui que fala sobre os Estados Unidos, a influência dos Estados Unidos em golpes na América Latina. influência dos Estados Unidos em golpes. Isso aqui seria interessante da gente rever porque continua sendo uma participação considerável dos Estados Unidos interferindo na região, mas indiretamente, não diretamente. O que aconteceu recentemente foi diretamente. E fazer essa recuperação histórica mostra que o interesse dos Estados Unidos de maneira nenhuma. Nunca foi e nem será democracia, direitos humanos, liberdade, coisa nenhuma. Esse histórico que tá sendo contado, que eu tô pulando 300 páginas aqui, é só exclusivamente para você entender que, apesar de estar num processo democrático, de marcha da autonomia dos povos, com apoio popular, os Estados Unidos continuam tentando dar golpe, continuam tentando derrubar e a Venezuela acaba sendo um termo chave, uma posição chave. Tudo bem? Então, é importante aí da gente a gente fazer isso aí. Eh, isso, esse documentário aí, documentário, a revolução não será televisionada. Muita gente não sabe disso, cara. E tem aquele documentário sobre o golpe. É esse aqui que o nosso querido Bordono comentou. A revolução não será televisionada. A galera foi pra rua, mano. Botaram Chaves de volta no governo. Uma das das cenas, deixa eu já comentar com vocês aqui, uma das cenas mais impactantes para mim, quando eu comecei a entender o que era a América Latina, comecei a entender, tava na faculdade fazendo filosofia, comecei a entender algumas coisas, comecei a conhecer mais. Uma das cenas mais impactantes para mim foi o dia da posse do Maduro. Cara, foi um bagulho impactante para mim. Chaves falece, eh, Chaves fica muito doente, né? Depois ele morre e tal. Mas o Maduro um dia que ele vai tomar posse. Cara, o dia que o Maduro foi empossado foi um dos dias que eu fiquei mais impactado do que era uma mobilização popular. Vocês podem procurar no Google isso. No Google, no YouTube. Vai no YouTube. Depois posse do Maduro. Posse do Maduro 2013, 2012. 2013. Eu sou ruim com data. Acho que é 2013. Maduro tá num palco. Gente, vejam esse vídeo, é impressionante. Maduro tá num palco, tá com a Constituição na mão e tem um mar de gente na rua assim, o horizonte infinito de pessoas que vão participar da posse do Maduro e todas com a Constituição na mão. daqui da Constituição, na mãos. O povo jura, falando pro Maduro, faz o juramento de posse do Maduro e o Maduro responde. Cara, isso foi impactante para mim e eu vi na TV aberta, tá? Não é que foi numa TV super especial, as pessoas faziam o juramento e o o Maduro cumpria. Simbolicamente isso é muito forte, velho. Aqui pra gente ter noção do que é o o bolivarianismo, do que é o xavismo. O Maduro não é um cara carismático, não é um cara de grande apoio popular, não fala também, é um maluco meio esquisito até, mas pense nisso. O povo tá na rua com segundo com a Constituição na mão. O Maduro da Constituição na mão. O povo fez o juramento e o Maduro, o Maduro cumpriu. A galera, mano, a galera falando, prometo, prometeá, pá. Aí ele assume o posto como presidente. Não foi só uma eh referendação popular dentro da Assembleia Nacional. foi na rua com mar de gente, velho. Mar de gente. Essa é a força do xavismo. Essa é a força do bolivarianismo. É uma forma o bagulho, cara, você passa por esse tipo de experiência, é um negócio muito louco, tá ligado? E não significa que é 90% de provocação, todo mundo é a favor, não. Conflito interno, treta, os empresários venezuelanos, especialmente do setor de petróleo, porque só tem petróleo na Venezuela mesmo, doido para derrubar o governo, todo para retomar as empresas. Mas é essa força aí. Você tem militar, um apoio popular considerável, especialmente da população mais pobre, e um projeto nacional ali que fica enfrentando o imperialismo e escaba num painho ali bem tenso. Então, cara, é muito forte, é muito forte, é um bagulho muito forte. E assim fica a recomendação de conhecer a Constituição Bolivariana da Venezuela, tá? São cinco poderes, não são três. Ou seja, aumenta estrutura estatal. Comunas, que são unidades locais e territoriais de tomada de decisão populares, civis, mas que t autonomia sobre gestão de recursos. Ou seja, você fortalece gente nas comunas, tem formação de quadro, tem formação militante nesses espaços ligados a estrutura eh a estrutura do do estado bolivariano, mas que são relativamente autônomas, estão territorializadas. Você tem as brigadas, que são formações de milícias civis, civis que também tem formação militar, ou seja, passam por um treinamento, fazem parte de um braço militar de defesa, de resistência bolivariana, mas são de civis, não de militares de carreira. Aí você teve eh aumento do incentivo do poder e da estrutura militar por parte do xavismo para ganhar apoio dos militares. Melhora salário, melhora equipamento de trabalho, garante carga oficial, garante garante posições, traz os militares para perto. Chaves era militar também. Então, cara, é uma estrutura muito forte. E eu tô comentando isso porque é uma estrutura forte, não é para dizer: "Olha que legal, que bonito". É para entender o que que é, porque a galera fala da Venezuela sem saber o que é a Venezuela, sem saber o que é o bolivarianismo, sem saber como é que a Constituição bolivariana, os cinco poderes lá existentes, como isso aumenta o poder de participação popular, como isso aumenta também a força dos militares, que também mantém estrutura de poder e de repressão, não tem como negar isso, tem repressão, tem estruturas sim de de manutenção da ordem, inclusive sobre essa relação imperialista que a gente tava comentando agora. Ou seja, são muitas coisas para você entender, para você dar um julgamento, para sair dizendo: "Ah, tá errado, tá certo, não sei o que lá". Entendeu? Então vamos entender primeiro. E aí, para isso eu quero mostrar de novo a tela. Pera aí. Limpa aqui. Tá de boa. Muito obrigado. Uh. Ai, ai, eu era adolescente, não tava entendendo toda essa comoção com a morte chave. Só depois fui pesquisar. É, mano, mas é doideira, pô. Eu acho que foi por isso sequestar armadura. Ixe, bom, aí depois a gente faz mesmo. Mas é doideira, né, Bruno? qualquer país capitalista que desenvolva suas suas forças produtivas acabe inevitavelmente sendo imperialista devido à necessidade de ter mais e mais recursos para fomentar a produção. Não, mas aí a gente já fala sobre isso, não. Sim, a Shin B é um discurso maravilhoso e ela conseguiu vixe, aquilo ali também é simbolicamente muito forte, cara. A estratégia do da do Morena no México é sensacional assim, mas um fica para outro dia. Eh, conversei com a galera lá do Mexicana no ano de no dia tava próximo do dia de eleição da Shin eu tava com os mexicanos num curso de formação militante e aí a galera tava doida para para sair logo que queria chegar a tempo de votar, né, no México. E foi bem interessante. A gente tava em outro país. Mas vamos lá. Eh, deixa eu compartilhar um outro treino com vocês. Que acontece, a Venezuela táem, a Venezuela, além de tudo isso, ela só tem uma coisa, petróleo. A Ven Venezuela ela tem petróleo. É o que ela tem. Ela produz petróleo. Papé higiênico, sei lá, tem que importar. Cova de dente vai ter que importar. Ela depende do petróleo. Ela não tem indústria nacional além de petróleo, velho. Se você é sancionado e não pode comercializar com mais ninguém, que é o que acontece com a Venezuela a partir de 2015, você tá muito lascado. A Venezuela passa a sofrer sanções de não poder participar de comércio internacional, de ninguém poder transacionar com ela, de não poder vender o petróleo, essa coisa toda. A partir de 2015 aí, meu irmão, como é que você faz para superar isso? mesma coisa que faz de embargo em Cuba. Você isola uma ilha do resto do mundo, você espera que ela sobreviva como? Numa sociedade moderna, com industrialização e tudo mais. Então, a partir de 2015, a Venezuela sofre muito. Venha em ascensão. Ó, 2015, sanções, embargo, administração Obama. Tá, mas vamos lá. Ah, Bruno, mas aí é essas desculpinhas de comunista que fica dizendo que tudo é culpa do imperialismo, seu comunistinha. É, eu sou inevitável essa minha queda por isso, né? Eu vou dar um Google aqui para ficar mais fácil, pra gente achar as coisas mais fácil. Google, em suspeito, Google, responda para mim. Em que ano começaram as sanções contra a Venezuela? As sanções estadunidenses contra a Venezuela começaram em março de 2015. Março de 2015, primeiro trimestre de 2015, quando Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, as apresentaram colocando a Venezuela como uma ameaça à segurança nacional. A Venezuela é considerada uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. E aí ela começa a ser sancionada no primeiro trimestre do ano da graça de 2015. Quando você é sancionado e impedido de fazer comércio com o resto do mundo, adivinha o que acontece com a sua população, com acesso que ela vai ter a bens de consumo. Você não produz nada, você depende do que você traz de fora. Você só tem petróleo. Que não sei se você sabe, não dá para comer petróleo. Não sei se vocês têm essa informação. Se vocês tm essa informação também, não dá para você usar petróleo para poder sair quentinho no dia frio. Você não consegue vestir petróleo. Não sei se você já pensaram sobre isso, né? Então você depende de trocar esse petróleo por alguma outra coisa. Para isso existe comércio internacional, né? E aí, queridos amigos, queridas amigas, gente querida do meu coração, acontece isso aqui, ó. Esse mapinha aqui, esse gráfico, né? Esse gráfico que a gente tem aqui, gráfico de renda per cápita da Venezuela. Renda per cápita, tá? Renda per cápta, renda por pessoa. Pra gente entender o que aconteceu com a população da Venezuela. Em 2000 15 está aqui, vem o quê? A sanção, o embargo. Aqui é 2015. Vocês estão vendo o meu cursor? Acho que dá para ver, né? Aqui é 2015. Ó o que acontece com a renda per capita. Alguém pode discutir dados comigo aqui? Um minutinho. Isso aqui foi uma decisão do governo venezuelano? Isso não. E tem toda a razão, Rubens. Aí a renda per capita ainda é ruim para medir o impacto população mais pobre. per capita aqui é jogando assim, gente, se a gente pegar e distribuir a renda pela galera, pela população, é isso que acontece. Ela pelo menos reflete a a perda de capacidade de comprar, de consumir, de viver, de sobreviver, de subsistir. Imagina no geral. É, meu amigo, eu selecionei esse gráfico especificamente para entender. A partir de 2015, você tem uma sanção, é isso aqui que acontece. Embargo não é brincadeira. E aí um estado que é os Estados Unidos embarga por sua livre espontânea vontade um país inteiro e joga a população nessa situação. Aí alguém fala: "Ah, então tem que mudar o regime porque é o que os Estados Unidos tá pedindo." Por quê? Pera, pera aí. Eu vou aceitar uma um uma chantagem pior. Eu vou aceitar uma pressão dessa. O cara bota a arma na minha cabeça. Tipo, que que isso, gente? Isso aqui não tem lugar, velho. >> Isso não tem lugar, velho. E não existe nenhum nenhum grau de racionalidade para você aceitar que uma sanção, que um embargo seja aceit seja razoável, seja aceitável, seja Não, não existe, gente. Eu eu não consigo achar palavra para isso aqui. Certo? Então assim, a queda é brusca, é bizarra. A galera entra n aí começa a ter obviamente migração em massa. Migração em massa porque você tá lascado, mano. Isso. Exatamente. Rub. Tem tanto que tem a ver com os venezolanos tiveram que sair de lá porque para procurar a melhor condição. Os mais ricos da Europa, os mais e migros para dentro da América. É isso, é isso, é isso, é isso, é isso, isso. Nós próprios tem que fazer isso. Pró tem que fugir, cara. Tem que sair. Não tem o que fazer. tem que sair. Beleza? Então assim, isso não é pouca coisa. A partir de 2015, com as sanções, com embargo, acontece essa queda abrupta. Não é pouca coisa. Em 5 anos, mano, você vai para um nível bizarro aqui de de meu Deus do céu. E aí começa uma recuperação a partir de 2020. Não sei se vocês estão vendo aqui, ó. Tá em recuperação. A Venezuela tá em recuperação. Nos últimos 5 anos. O PIB da Venezuela foi o que mais cresceu na América Latina, tá? Os maiores crescimentos é o da Venezuela. Tava em crescimento, tava em recuperação, tá em ascensão. Vem essa insanidade que aconteceu agora. Tudo bem? Então assim, para começar o papo é: não existe justificativa razoável para você meter um país num embargo. E não é porque o mundo decidiu, não é porque houve uma grande comoção, não é porque o povo venezuelano foi lá e falou: "Por favor, Estados Unidos, impeça a gente de sobreviver". Não, os caras fizeram por livre, espontânea vontade em seu processo imperialista, porque consideraram a Venezuela um um país de de de que ameaça segurança nacional. E pior, quando teve a tentativa de botar o Guidó como presidente, aquela tristeza que aconteceu, por exemplo, a Venezuela tem quase 2 bilhões em ouro, reserva em ouro, que tá num banco britânico na Inglaterra. Era uma reserva que você tinha. O branco, o o branco atalho, o branco que também é branco, saqueou. Ele simplesmente pirateou, bloqueou o acesso da Venezuela seus a sua própria reserva e disse: "É nosso". Aí a justificativa na época, isso foi em 2018. A justificativa na época é porque nós reconhecemos o Guaidó como presidente. Não, Maduro, passa um tempo, não reconhece mais o Guaidó como presidente. O próprio banco assume isso, mas não devolve o ouro. Os caras roubaram, entendeu? Não existe, não existe justificativa, gente. Desculpa. É assim, esquece, cara. Não existe justificativo. Não existe justificativo. Simples. Simples assim. Simples assim. Então isso acontece na Venezuela, tá? Então a Venezuela após embargo acontece isso. Essa é a condição. Você brasileiro, brasileira, humano, humana que está nesse mundo, você está em qual posição no planetinha? A de quem põe embargo ou a de quem sofre com embargo? Embargo é legal. Ser chantageado é legal? Ser ameaçado é legal? Me parece que não. Nessa conjuntura e nessa análise que a gente tá fazendo desde o comecinho da nossa live aqui, no teu lugarzinho, que que você acha que é uma ação de bom senso? Você é a favor de embargo ou contra? Você é a favor de que um país porque tem arma decida sobre os outros ou contra? Você é brasileiro, lembra disso? Brasileira, tá? OK. Sigamos mais um pouquinho aqui, minha gente, é um outro mapinha, outro outro mapinha, outros dois gráficos são a participação dos países no débito, na dívida, na dívida global. Então, participação de países na dívida global. E alguém pode falar que é um problema econômico, é que a Venezuela tem uma péssima administração econômica, que nem o Brasil. Brasil fica fazendo dívida aí, o estado não é austero, o estado não sabe administrar, é por isso problema lá é problema econômico. Isso aqui é a participação na dívida global, tá? Quem é o país que mais contribui paraa dívida no mundo, né, que gasta mais do que deve do ponto de vista de quem fala sobre austeridade, tem uma bandeirinha aqui, não sei se vocês conseguem ver. Vou dar zoom que talvez fica mais fácil de enxergar. Me parece que aqui são umas estrelas branca, umas listra que é os Estados Unidos, né? A participação na dívida global de 34.55%, mais ou menos 36 trilhões de débitos do estado dos Estados Unidos, né? E aqui tem um comentário legal, né? É, o débito é mais do que o dobro do segundo maior país com maior débito que a China, que tá logo aqui do lado, ó. Me parece que não é questão bem de controle econômico, não é? De de austeridade, de má administração. Tem outras coisas que estão mesmo. É, é a bandeira de Cuba, se não me engano. É, pois é, né? Eles tiram pouca vantagem da do do dólar mandar no mundo, né? Pouca pouca vantagem. Ao mesmo tempo, esse país que tem essa dívida bizarra, né? Mais um pontinho importante pra gente observar, conjuntura aqui, ó. Distribuição de milionários no mundo, tá? Em dólares, onde tem mais milionário. 38% dos milionários estão nos Estados Unidos. esse país aí. Eu acho que tem muita gente com poder lá, né? Com bastante dinheiro, com bastante recursos, fazendo dinheirinhos e que deve ter bastante interesse, né? 38%, o segundo é da Europa Ocidental, né? Eh, que doideira, que doideira. Mas por que que eu tô destacando também esses milionário concentrado nesse país aqui? Porque a gente tem que olhar quem são esses milionários e os mais milionários dos milionários. O ranking aí do pessoal mais rico que a gente tem no mundo, os 10 mais ricos, quem são? Onde estão? Quais os seus interesses? Vamos observar nessa conjuntura. Os 10 mais ricos são praticamente dos Estados Unidos. Tem um francês aqui cujo ramo é de mercados, né, de bens de consumo, que é o Bernardo. Bernard é o único que destoa os 10 mais ricos do resto aqui, né? Não, ali é só ali é milionário. Agora a gente vai pros ricaço, bi. Agora a gente vai pros bi bilionário no caso, né? Eh, o primeiro é Long Musk. Qual que é a indústria dele? Ah, é da indústria de tecnologia. Hum. Quem o Musk apoia hoje nos Estados Unidos? Lembrando aquela análise que a gente fez de conjuntura ali do de quem apoia o Trump hoje, né? Qual será o interesse do El Musk como indústria de tecnologia de ponta? O que que ele precisa para continuar com a indústria dele funcionando? Ter autonomia e ter poder sobre quais recursos? Não, vamos ver o segundo, né? O Jeff Bessus, cuja indústria nos Estados Unidos também é de tecnologia. Será que ele precisa? Quem será que ele apoia? Qual são o interesse que ele tem? Será que ele tava naquela foto da posse do Trump? Não lembro, né? Que que será que esse cara precisa? O Bill Gates tá aqui em quarto de do ramo da indústria de tecnologia. Que que esse cara precisa também, hein? Caraca, mano. Eu não sei. Ah, tem o Mark Zuckerberg, aquele cara legal do Facebook, começou na garagem, né? Só que não. Tecnologia também. Caramba, que que moço, que interessante. Muita curiosidade, né? Vamos pro número seis. Larry Page de tecnologia da Google. Caramba, mano. Ah, é. E tem o Sergey Brain também de tecnologia da Google. O Balmer que também é da Microsoft, Ison Tecnologia Oracle. É praticamente isso mesmo. Aquela foto da posse do Trump. É isso. E essa indústria precisa de território. Essa indústria precisa de controle sobre determinados insumos, determinadas materiais de matériaspras. E esse controle sobre mercado, sobre comércio internacional, sobre regras tranquilas, né? Este mercado livre em que as mercadorias dos capitais podem circular, se tiver alguém que oferta melhor, que oferta mais, eles perdem. Então, não pode ter liberdade, não pode ter liberalidade, tem que ter controle, não pode mais defender a ordem internacional do comércio mundial global tranquilo, Organização Mundial do Comércio. Não pode ser livre circulação de capitais, não pode ser livre nada disso. Por quê? Porque isso atrapalha o próprio projeto dos bigtechs, de quem é mais rico nesse planeta, porque o que importa é indústria de verdade, não é ficar fazendo especulação financeira. 2008 mostra que isso tem problema e essa galera agora está lutando para manter sua posição, para extrair e espolhar o máximo possível. E aí Trump sabe que ele não vai conseguir pegar terras raras da Ucrânia que tá lá na casa do chapéu. Sabe onde ele vai pegar? No Brasil, na Venezuela. na Bolívia vai buscar lítio. Por isso que tá falando do hemisfério, o tal do hemisfério ocidental que ele tá dizendo. É isso que interessa. É isso que interessa. Isso. Al que doido para ter Bolívia, pô. Maluco para ter isso. Maluco, maluco para ter isso. A boa notícia é que a China tá despontando esse ramo é boa e não ao mesmo tempo, porque aí é você ameaçar mais uma vez esse paízinho que gosta de sair tacando terror. Os o Trump tá liderando, porque não é o Trump, né? Os Estados Unidos, esse grupo de capitalistas da BigTech de capital nacional, nacionalista que precisa de controle estável sobre os bens para continuar produzindo, essa galera quer desarticular o resto do planeta. É Estados Unidos contra o mundo. Se precisar rifar aliado, eles vão rifar aliado, porque eles precisam de controle. Eles querem controlar a Groenlândia por questão estratégica e eles vão sim tentar controlar aquele território. Precisar rifar a União Europeia, vai União Europeia paraa casa do chapéu. Por isso que eles vão entregar o o o Europa Oriental. Fica com quem quiser aí, seis que se virem. A OTAN não dou mais um dinheiro para OTAN. Seis que se virem. Essa estratégia é garantir o controle sobre os recursos que estão ali próximos, porque é uma questão territorial, estratégica, não é agora um sonho, não sei o que lá de grandes conspirações, é bem prático e bem pragmático para poder manter a indústria de Pitechc na ponta e a centralidade dessa economia no centro do mundo, precisa dominar o resto, certo? Então é, é isso. Então vai tensionar a ordem global ao máximo, a ordem internacional ao máximo. E qual que é a posição dos outros países? Defender a ordem internacional. E isso é óbvio. A grande crise hoje é isso, que os bricks precisam defender a manutenção da ordem internacional, porque sem isso é militar. E militar ninguém aguenta, porque esses caras gastam trilhões e trilhões e trilhões para porcaria nenhuma, para um capital improdutivo que é bomba, que é arma. A a tensão está nesse jogo, em você ter que defender a ordem internacional sem se submeter às vontade dos Estados Unidos. Então é um tempo de é são estratégias de ganhar tempo. Estratégia de ganhar tempo e de entender que as agressões vão continuar porque eles vão continuar tenscionando e se precisar rifaliado eles vão rifaliado. Groenlândia e Canadá que fica esperto. Groenlândia que é um território da Dinamarca. Ou seja, Dinamarca e Canadá que fiquem espertos. E aí você brasileiro, brasileira que não tá entendendo isso, vai falar: "Mas você também aí não fica no Só pode criticar o Trump se você criticar também o Maduro. Não seja burro. Você acha que você tá em que lugar no mundo, minha criatura? É uma análise do que tá acontecendo para saber qual é a ação que dá o mínimo de vantagem para você, para você não se lascar. Nessa hora, por um bom senso, é condenar imperialismo e condenar a invasão estadunidense, defender a ordem internacional, soberania dos povos. É óbvio. Ah, mas eu não gosto do Não importa do que você gosta, do que você não gosta. Não é uma questão moral e abstrata, é uma questão real, efetiva, pelo amor de Deus. Então, pelo amor de Deus, né? Mas como manter a hora internacional? Aí que tá. Esse é o jogo de paciência, de estratégia que a galera tem que ter. Essa é a vantagem e a grande força de um grupo como os bricks, porque ao mesmo tempo que os Estados Unidos tá agredindo e intencionando, essa galera também tá se articulando, tá buscando meios, tá buscando conexões. Então é um tempo de tensão em que você dentro do relógio que tá correndo cada vez mais rápido, tem que se organizar para conseguir novos acordos internacionais, novos tipos de meios de trabalho, de função. É óbvio que os Estados Unidos vai ameaçar e vai continuar ameaçando, mas tem uma coisa que eles não conseguem atacar todo mundo ao mesmo tempo, inclusive destruir as condições deles mesmos se manterem e eles conseguem fazer isso. Mas aí tem um outro ponto e tem um último ponto importante também. Essa pressão internacional, ela não influencia Trump e sua Trup, mas influencia a população dos Estados Unidos. Hoje tem uma batalha. Deixa eu até sair daqui. Deixa eu sair daqui. Eu já volto aqui pro pro nosso uma parte caraçar é uma parada muito importante, muito importante, muito importante mesmo. Hoje a luta pela pressão internacional pelos Estados Unidos não é para frear Trump, não é para fazer com que esses capitalistas canal nacionalista que estão tudo na base de apoio dele, parem com seu projeto. Isso é impossível. Eles não vão parar. A pressão internacional e essas mobilizações é para influenciar a população dos Estados Unidos. É uma batalha por mentes e corações da população estadunidense. É essa galera que precisa ter o coraçãozinho mobilizado, porque é eles que conseguem ou não derrubar o Trump, independentemente da sua posição política. A gente sabe que o que sustenta um país com mínimo de legitimidade é você ter apoio popular. É, as batalhas são feitas, realizadas pela população civil. Um estado se sustenta a partir de sua organização civil. São as pessoas que fazem e acontecem. Então, hoje a crise interna dos Estados Unidos é o grande é grande buraco, a grande oportunidade que a gente tem, a fissura que a gente pode tentar infiltrar para conseguir ampliar de alguma maneira uma base que seja contra esse projeto imperialista. Hoje a disputa por mentes e corações de população estadunidense, dos americanos. Se vocês acompanharem quando teve o tarifaço ou tarifinho, como é que foi a entrevista do Lula, por exemplo, paraa CNN gringa, ele não tava falando com Trump, nem com a entrevistadora da CNN gringa, ele tava conversando com a população estadunidense. Ele tava dando discurso e declarações pro povo que fosse acompanhar aquela entrevista. E é isso que nos interessa nesse momento. A nossa saída é conseguir pressões internacionais. Não porque o Trump para que ele não vai parar. É a pressão interna dos Estados Unidos. é ganhar apoio popular para derrubada desse canalha. É isso. Hoje é a saída que tem, meu amigo. É mobilização popular. A gente não tem muito para onde correr, porque a gente não tem arma para enfrentar esses cara. Simples assim. Então é isso. Hoje se é isso que tem que fazer, pô. Então é começa a treinar o inglês. Começa a treinar o inglês para conversar com a galera lá, pô. Ou o spanglês, mano. Treinando is inglês aí. que a gente tem que trocar ideia lá, certo? Isso é importante. É, isso é uma coisa importante. Os bic tem que fazer isso, tem que trazer a União Europeia para perto. Isso é fato. Fato. União Europeia deve muito pro Zeus, se não me enve, deve para caramba. Deve a vida. Basicamente é isso. Tem que ter a reforma do Conselho de Segurança da ONU também. Aproveitar que os Estados Unidos estão se afastando da União Europeia. Opa, sem dúvida. São articulações formais, mas são articulações internacionais do resto do jogo, cara. É o resto do time, entendeu? O mundo não dá sozinho, né? A decisão vontade de um só. Pô, gente, pelo amor de Deus. Melhor pro da R. Lógico que não. E a R também nem quer se expandir mesmo. Assim, tem um bom senso, tá? Tem interesses ali nos balcanos, tal, mas é paraa formação nacional. Acho que tem interesse, mas não é interesse expansionista para dominar o mundo, né? Se vilão estadunidense só existe na cabeça do estadunidense. Torcendo pro Bernanders não morrer. Tô torcendo para surgir novas gentes. Novas a população ficar irritada. É. Exatamente. A gente só tem tinta para pintar rodapé. O mundo só tem tinta para pintar rodapé hoje. A gente vai, cara, o pior é que assim, pode parecer bobagem, mas é isso. É pressão popular, cara, porque hoje é a saída possível e viável. Mas deixa eu mostrar mais umas últimas coisinhas porque eu já tô extrapolando meu tempo aqui. Inclusive, última coisinha aqui, só a continuidade daquilo que a gente estava falando. Deixa eu ver. E aí, pueblo? A Nasdaq, né, da bolsa gringa, as maiores companhias da NASDAQ. Microsoft, tecnologia, Apple tecnologia, Alphabet tecnologia. Amazon é diversificado, mas tecnologia, Nvidia, tecnologia, meta, tecnologia, Tesla, tecnologia, é indústria. É indústria. O interesse hoje dos Estados Unidos é guiado pela indústria, pelo capital industrial. E é importante considerar isso porque ainda que fale sobre neoliberalismo, tal, que o efeito que ele teve, hoje a gente já tá numa reorganização dessa brincadeira, tá? E aí é a tese forte a qual eu tô jogando aqui. Falar sobre neoliberalismo como livre circulação de mercadorias, livre circulação de capitais, não é a estratégia que tá sendo adotada agora por quem está no poder nos Estados Unidos. A hegemonia estadunidense e seu imperialismo não tá na linha de neoliberalismo mais, meus amigos. Ao contrário, esses capitais são nacionalistas, são capitais imperialistas, não vou nem chamar raiz porque é pior, né? É, é trágicos. são imperialistas trágicos, porque primeiro eh ol cômicos, talvez cômicos, trágicos, cômicos, já não sei porque a frase do Marx lá, né, famosa frase do primeiro como tragédia, depois como comédia, depois como farsa. Pronto, farsa. Farsa é melhor do que comédia. São é um imperialismo farsante, estranho, bagulho. Ai, pai amado. Então, meus amoros, então, então eu tô sofrendo, meus amigos, meus amigos, minhas amigas, gente querida que estamos aqui, estamos fazendo uma análise ampla de conjuntura para compreender qual deve ser a melhor posição tomada pela gente, quais são as condições favoráveis e não favoráveis. hoje defender soberania dos povos, a soberania da Venezuela, denunciar o sequestro de um presidente, o assassinato em combate não declarado, ou seja, não foi uma declaração de guerra, um assassinato de oficiais nessa invasão, nesse ataque estadunidense contra o Venezuela, tá? Denunciar essa parada não é uma questão de não, mas veja bem que não tem. Veja bem, é olhar o quadro geral, é olhar as relações que estão vigentes, quais são os interesses dos sujeitos envolvidos e você, humaninho, brasileiro, brasileira, qual o interesse que você tem nesse jogo no seu país, tá posicionado onde nessa brincadeira? Te afeta como? analise os efeitos intencionais e não intencionais, positivos e negativos, para não sair fazendo grosélia, não sair declarando que tem que bater no peito e se sair gritando por aí porque a gente toma na cabeça. E também não ser tipo subserviente dos Estados Unidos, não é? Contra o imperialismo, contra as estruturas, defendendo soberania dos povos. Autonomia, autonomia, pelo amor de Deus. Os problemas de um país são resolvidos pelo próprio país. Tem que ter pressão internacional dentro das regras internacionais. E isso hoje do ponto de vista de que nos beneficia, não é porque é moralmente legal, não é porque é bom, não é porque é ético, é porque as regras vigentes da Ordem Internacional hoje nos beneficiam, nos protegem pelo amor de Jesus Cristo e protegem o planeta. Planeta para conta desvairado que sai explodindo bomba por aí. Então, uma posta numa tentativa de força para que se mantenha a soberania dos povos para denunciar esse tipo de ataque, para conseguir apoio popular dentro dos Estados Unidos, para que esse canalha seja deposto, porque a galera trata ele como se fosse rei, tá ligado? Seja no Brasil, seja na imprensa, ah, ele faz o que ele quer. Não, meu irmão, o povo decide se manter aquilo ali ou não. E é pressão para derrubar esse canalha. E é assim que funciona. Isso não pode continuar assim. Simples assim. Simples assim. Não é joguinho entre reis, não. Organização dos trabalhadores e das trabalhadoras do mundo inteiro. Trabalhadores e trabalhadoras do mundo, univos, trabalhadores estadunidenses. E o are the force. É isso, meus amigos. Vocês t, vocês são uma força, vocês têm que tacar o terror e a gente tem que conseguir esse tipo de apoio de mobilização. A pressão internacional é para conseguir apoio popular lá dentro para frear a legitimidade das ações internamente para pôr crise lá dentro porque isso é hoje uma saída que tem. Hoje é exatamente isso. Hoje tem que defender as regras. Essa é a saída inteligente, certo? Defender as regra. A regra do jogo tem que valer. Ah, mas só vale em última instância você tem arma. Sim, a gente não tem. Mas essa parte a gente já sabe. Essa parte a gente já sabe. Aí tem que ter, obviamente, internamente, o Brasil precisa de projeto cada vez mais nacionalista, cada vez mais eh preocupado com a soberania, com o melhoramento do do exército, com melhoramento das forças armadas, com melhor capacitação produtiva, com tem que jogar tudo isso e ao mesmo tempo defender as regras internacionais, defender o mínimo de direito internacional. Óbvio, isso é óbvio. Beleza? Eu acho que era isso. Foi legal hoje, hein? Foi doideira. Espero que tenha sido útil para vocês esse papo. E a gente continua aqui, né, trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Vamos seguir o nosso papo aqui todos esses dias. E o ano tá começando. Animado. Animado. Você acordou em depressão? Lembra que você pode não acordar amanhã. Então, melhor aproveitar o dia de hoje. Desfrute, desfrute do dia do ano, que nós tenhamos um excelente ano, que a gente consiga acabar com as bagaceiras e desgraças desse mundo, que a gente consiga nos libertar do imperialismo e que a gente possa aproveitar cada vez mais cafés unidos e unidas com amiguinhos e amiguinhas. Tome seus cafés aí coletivamente. Aproveita quem tiver de férias para estar com gente que você gosta. Cuide de quem você gosta, permita-se ser cuidado e cuidada por pessoas que vocês gostam e colocar o pezinho no chão. Realismo é muito importante. Deus abençoe. Que a gente siga por aqui, né? Trazendo aí a boa nova todo dia útil até a vitória final, porque afinal aqui nós seguimos nova todo dia útil até a vitória final. >> Seguimos trazendo boa nova todo dia útil >> até a vitória final. Não esquece de curtir esse vídeo, comentar para palavra por aí e tornar membro membra membro do canal. Valeu, estamos junto. É nós. Deus abençoe. Que a gente siga aí. Cabeça em pé. Semana que vem tem mais. 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