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A fé vem pelo ouvir

Feliz Ano Novo… Sério? | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 213

Feliz Ano Novo… Sério? | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 213

Feliz Ano Novo… Sério? | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 213

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
Cristo
se
[Música]
>> essa virada do ano foi surreal para mim.
Eu e minha esposa não saímos de casa,
em si, isso não é nada de novo. Por
razões de saúde, a gente não tem a
mobilidade, não podemos ficar muito
tempo fora de casa. O nosso prédio se
esvaziou e tudo ficou muito quieto por
aqui. E as poucas pessoas que eu vi
perguntaram para onde iríamos no Natal,
no Ano Novo. E a resposta sempre foi a
mesma: "Vou ficar em casa." Nós vamos
ficar em casa. Todos trocaram saudações
de boas festas.
Muitos fizeram montagem de fotos com
decorações, afirmando tanto a chegada do
Salvador no Natal quanto a passagem do
ano novo. Então, os protocolos sociais
foram seguidos e todos celebraram como
acharam apropriado, a entrada do ano
novo. Igrejas fizeram cultos da virada,
algumas chegaram a servir a Santa Ceia à
meia-noite e eu já fiz tudo isso, mas a
idade não permite que eu faça mais isso.
Eu durmo às 8 da noite para poder
acordar às 4 da manhã. As primeiras
horas do dia são importantes para mim,
tanto para oração e leitura bíblica
quanto para o preparo do café da manhã
que faço para mim e a minha esposa.
Aliás, falando nela, hoje estamos
completando 45 anos de casamento. É uma
vida, né? Pois é,
isso é outra história. Mas o o que me
aconteceu e causou espécie, foi um
encontro que eu tive na rua quando
passeava com o meu cachorro. Encontrei
com alguém que não conhecia um estranho,
cujo cachorrinho, a cachorrinha, aliás,
se engraçou com o meu cachorro. Depois
de uma dancinha com os rabos abanando,
cheirando um ao outro, essa cachorrinha
latiu para ele. E meu cachorro não late,
não briga, não morde e não gosta dos
outros que fazem isso. Ele é um staff
bterrier com cara de mal. Parece um
pequeno pitbull, né? Mas só tem cara de
mal. Com seus 10 anos de idade, nunca
teve uma briga com outro cachorro.
Quando ele vê cachorros, ele chora,
acredite ou não. Quando vê pessoas, ele
abaixa cabeça para todo mundo esperando
algum carinho e todo mundo depois de ter
um pouquinho de medo, vem que ele é
bobão mesmo. Eh, aí fica, uh, que
caracia, tal, ele ganha todo mundo, né?
Ele é o é o mascote. A para onde ele vai
ele o mascote? Ele é muito bobo, mas é
um bom companheiro. Bom, mas ao nos
despedir, voltando ao encontro com outro
cachorro e conhecer a pessoa que eu não
conheço, um um outro dono de cachorro,
uma cachorrinha, eh, ele me desejou um
bom dia, só que logo em seguida ele
disse: "Ah, me desculpem". Quer dizer,
feliz ano novo.
Eu sei que sou um neurodivergente que
presta atenção a coisas que não costumam
ser questionadas. Mas eu fiquei um pouco
cismado pelo fato dele ter pedido
desculpas por não ter me desejado um
feliz ano novo. Já era o segundo dia do
ano, né? Isso foi ontem. Eh, e eu
pensei, bom, o ano novo é uma questão
resolvida, né? já ponto passivo, mas
não. Ele achou que tinha uma obrigação
social de desejar para um estranho na
rua um feliz ano novo, mesmo dois dias
depois.
Agora, eu entendo que nossa vida é cheia
de protocolos que garantem uma certa
civilidade, né? Ciências rituais,
certamente a civilização desapareceria e
nós voltaríamos para os tempos em que
uivávamos para a lua e colecionávamos
caveiras dos nossos inimigos, né? O bom
dia, o aperto de mãos, as muitas
gentilezas que praticamos, sem nem
pensarmos nelas, fazem parte de um
arcaboo social que gera uma certa
segurança civilizatória.
Isso se aplica à igreja também. Pensamos
muito pouco no que realmente estamos
fazendo ao desejar graça e paz uns aos
outros. pensamos pouco sobre o que
realmente estamos fazendo quando
levantamos as mãos no culto ou quando
curvamos a nossa cabeça. Apenas
repetimos os gestos e pronunciamos as
palavras que nos são tão familiares na
congregação
dos santos. E em grande parte a nossa
vida é vivida sem que realmente
estejamos conscientes ou verdadeiramente
presentes nos atos ah praticados ou ou
nas palavras emitidas. Os hábitos são
repetidos sem que isto requeira de nós
uma decisão ou mesmo uma noção do que
estamos fazendo.
Agora, basta que alguém recuse o aperto
de mão, né? alguém estende a mão, a
outra não
corresponde, aí a civilidade desmorona,
né? Estabelece-se uma ruptura social e o
constrangimento segue, né? Junto com uma
certa ofensa recebida, né? Não apertou
minha mão, que que é que aconteceu? tal,
tá de mal comigo, p, a gente já pensa,
há algo errado. Quando a gente não
pratica essas coisas, há algo errado. Eu
penso nessas coisas, eu sei que isso não
é normal, mas eu penso em tudo isso.
Sócrates disse que a vida vivida sem
reflexão não vale a pena.
Esse pensamento fala da necessidade de
estarmos realmente presentes e
conscientes ao passarmos
por essa vida, mas a maioria não está
acordado.
Repete a sua consulta ao smartphone,
essa chupeta eletrônica, sem que
realmente pensem, pense no que está
fazendo. e pela sua desatenção cai mais
uma vez na teia eletrônica que prende a
nossa atenção e rouba mais uma hora ou
duas das nossas vidas.
Acho que foi Vinícius de Moraes que
disse que navegar é preciso, viver não é
preciso. Mas para navegar temos que ter
noção do que estamos fazendo. Se não
pararmos e pensarmos, seremos tragados
pelas correntezas que certamente nos
levarão ao naufrágio.
como nunca na história do mundo. Essa
geração é uma geração levada por uma
corrente de informações, imagens,
dancinhas,
piadas, notícias, notícias que não são
notícias, são notícias vazias, sem
nenhuma aplicação, ocupam a nossa mente,
somando a neblina mental que ofusca a
nossa visão e confunde a nossa razão.
Vivemos, mas não navegamos.
Mas viver não se resume ao consumo ou à
nossas emoções ou experiências.
Viver requer uma caminhada com propósito
e realizações com efeito, um plano, um
projeto,
um pensamento claro. Viver é entender
que esse mundo passa e a maioria das
coisas que as pessoas valorizam no fim
das contas
é inútil, é vazia. Eu queria lhe desejar
para esse ano novo uma vida mais
resoluta,
mais consciente e mais
com mais presença.
Eu desejo a você uma vida mais cheia da
verdadeira presença de Deus e não de
experiências que parodiam essa presença.
Essa presença não pode ser reproduzida.
Não é uma emoção que é gerada no meio de
um culto bem bolado, com música
apropriada, palavras comoventes. Não.
A presença de Deus só acontece quando
Deus realmente é presente, quando ele
fala ao nosso íntimo. E para isso temos
que ouvir,
temos que parar de lutar e lembrar que
só ele é Deus. Temos que desligar a
máquina.
e esperar o vento suave sobre o nosso
rosto.
Temos que abraçar o silêncio, que é uma
das disciplinas espirituais mais
negligenciadas dos nossos tempos.
Assim como o tédio é fundamental para a
criatividade, o silêncio é absolutamente
essencial para a comunhão com Deus. Toda
a devoção começa com silêncio, com
concentração,
com foco, com presença. Nossa presença
primeiro.
Então, como é que eu posso fazer isso?
Leia um salmo
e que seja numa Bíblia física, não seu
aplicativo, no site phone. Um salmo de
uma Bíblia,
né?
Depois
fique 10 minutos em silêncio, sem uma
tela acesa na sua frente. Eu garanto que
você vai ficar aterrorizado por
instantes e o tédio vai ser sufocante.
Mas se você continuar a fazer esse
pequeno exercício mental,
eu garanto que sua vida não vai ser a
mesma. Esse ano não vai ser a mesma.
Creia em mim.
Bom, antes de ir para você que ficou
comigo até o fim, quero te lembrar que a
cada dia, cada um de nós que cremos em
Jesus Cristo, tem Deus para glorificar,
Jesus para imitar salvação, para
desenvolver com temor e tremor.
Temos um corpo para glorificar a Deus,
pecados para confessar, virtudes para
adquirir,
o inferno para evitar e o céu para
alcançar,
eternidade para não perder de vista,
tempo para remir, vizinhos para servir,
o mundo para desfrutar e a criação para
cuidar.
Ofensas para pacientemente suportar,
bondades para voluntariamente praticar,
justiça para almejar, tentações para
vencer e a morte para possivelmente
sofrer. E em tudo isso o amor de Deus
para nos sustentar.
É isso, eu volto até a próxima.
A paz.
[Música]

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