A LUTA DA ORAÇÃO – SACHA MENDES | PODCAST VIDA NOVA #85
26/01/2026
A LUTA DA ORAÇÃO – SACHA MENDES | PODCAST VIDA NOVA #85
🎙️ Está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Sacha Mendes sobre o livro A Luta da Oração, de Donald G. Bloesch.
Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da vida cristã, como:
– Como orar?
– Pelo que devemos orar?
– O que significa orar “sem cessar”?
– De que maneira a oração está intimamente ligada à nossa relação com Deus?
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Eu sou o Saor Lucena, apresentador do podcast e é uma alegria ter você aqui com a gente. Aqui no podcast nós procuramos conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no episódio de hoje, nós vamos falar sobre o livro A luta da oração, em busca do verdadeiro quebrantamento do Donald Blush. Se você quer aprender mais sobre oração, como orar, por quanto tempo orar, pelo que orar, se você quer entender a importância disso, o que é oração e como ela está ligada a essa importância de nós termos um relacionamento melhor com Deus. Se você quer saber a resposta para todas essas questões e muitas outras mais, você precisa adquirir esse livro e também ouvir a nossa conversa de hoje com o Alexandre Sacha Mendes. Mas antes de mais nada, se você fica interessado nesses temas, se você gosta de podcast sobre livros de teologia, não deixe de se inscrever no podcast, na sua plataforma de podcast preferida e também nos dar o seu feedback com seu like, seu comentário, além de também separar um tempinho para compartilhar esse podcast com outras pessoas. Mas vamos à nossa conversa e Saasha, seja muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova. É uma alegria ter você aqui com a gente mais uma vez, meu irmão. >> Obrigado. É uma alegria estar com vocês mais uma vez. Espero que seja uma conversa edificante como nas outras oportunidades. >> Com certeza. Tenho certeza que vai ser. Meu irmão, apresenta aí um pouquinho da sua vida, do seu ministério, pro pessoal que tá chegando pela primeira vez aqui no podcast ou que está conhecendo você pela primeira vez. Sim, claro. Eu sou um dos pastores da Igreja Batista Maranata em São José dos Campos. Aí eu também ajudo, atuo na área de ensino, ah, tanto como diretor do seminário foco, né, um dos responsáveis pelo diretinário foco, como também na área de aconselhamento bíblico. Ah, estou presente nas redes sociais, Saas Mendes, @ssaendes, tanto para YouTube quanto o Instagram. Isso é um pouquinho aí da nossa a voz da internet. >> Muito bom, meu irmão. E vamos falar hoje desse livro, A Luta da Oração. Um livro que fala sobre um tema tão importante que até para gravar um podcast sobre ele, a gente tem que fazer o que ele está se propondo a falar, que é orar, né? Então aqui nesse livro nós temos uma boa base para uma conversa muito boa sobre essa prática da oração, que é fundamental pra vida cristã. E acho que a primeira pergunta pra gente fazer, falando da luta da oração, é como nós poderíamos definir oração? Bom, debate pronto, definir oração. Oração é falar com Deus, né? Eu acho que essa é a primeira informação que nós recebemos dentro de um berço evangélico, conservador, ah, que crê no que a palavra de Deus diz, nos é dito, oração é falar com Deus, né? E é interessante de que nós podemos desenvolver isso e qualificar melhor esse falar com Deus e até pegando carona nos inúmeros conceitos que o livro define, né? Uma conversa, né? Ah, do coração com Deus e uma conversa com Deus verdadeiro e revelado nas Escrituras. Quando nós entendemos quem Deus é, isso irá moldar a nossa conversa com ele. Nós estamos conversando com alguém que é, por exemplo, onisciente. Isso faz com que a conversa chamada oração seja uma conversa sincera. Então, nós vemos que a definição de oração como uma conversa com Deus. E quando entendemos o que a escritura revela sobre quem Deus é, nós conseguimos tirar inúmeras implicações sobre o que é oração, né? Oração, como o próprio autor qualifica, né, como o coração da espiritualidade, né, uma resposta de fé espiritual, a revelação de Deus. >> Muito bom. Isso é interessante porque quando algumas pessoas se convertem, é comum você vê-las lutando com orar, né? Elas não sabem exatamente o que é que vão fazer na hora de orar. Eles não entendem tão bem essa ideia de oração como uma conversa com Deus. E parece que o a ideia de você falar é orar e você não destacar que é uma conversa, isso intimida, mas é simplesmente você abrir o coração diante do seu Senhor, do seu Pai, e conversar com ele sobre tudo que você precisa, tudo que você quer louvar a ele também. outras questões que a gente vai trazer aqui, mas esse aspecto da unisciência dele é muito interessante também e eu quero voltar ele mais para frente, esse aspecto que você trouxe. Agora, tem gente que relaciona a oração a uma outra prática que é a da meditação. E meditação aqui não como meditação nas escrituras, mas aquela meditação meio zembudista de você ficar parado ali tentando se conectar com o mundo, com as energias e acham que um cristão que ora e um budista que medita tá fazendo basicamente a mesma coisa. Mas é assim que a gente deveria ver a oração? >> É de forma nenhuma, né? É inevitável de que as pessoas vão carregar conceitos e até mesmo conceitos cristãos com o conhecimento e a bagagem que elas têm. Elas vão querer pendurar esse conceito oração em alguma coisa que elas têm, dependendo da exposição que elas têm. E hoje é abundante essa exposição, né? Há uma cosmovisão oriental ou como você mesmo mencionou budista ou hindu que seja, né? que as pessoas venham a colocar em pé de igualdade oração com uma meditação oriental, né? Mas definitivamente meditação a como uma prática mística não tem nada a ver com oração bíblica. Embora o autor faça uma concessão para meditação como oração mental. Se a gente define assim meditação como uma oração mental, aí ela é uma parte importante pro desenvolvimento de uma vida de oração poderosa, de uma vida de oração bíblica, né, que são nossas orações mentais. Não é o único aspecto de oração. Ele põe bastante ênfase na oração profética, aquela que nós verbalmente falamos com o Senhor em conjunto, em comunidade, mas se falamos de meditação como uma oração mental aí, OK, né? em resposta ao que a palavra de Deus coloca, né? Principalmente pautada pela palavra de Deus. >> Muito bom. Essa ênfase na palavra em conexão com a oração, ela é fundamental pra gente não cair numa espécie de misticismo, né? Mas eh eu acho que essa pergunta foi muito bem respondida, porque eu já vi muita gente fazendo essa comparação. Ah, você ora, mas eu medito ou ah, eu não oro, mas eu tô aqui meditando. Então é a mesma coisa, como se fossem as mesmas atividades. Mas se você parar para pensar, o objetivo da meditação muitas vezes é aquela ideia de você chegar a excluir os pensamentos, os ruídos do mundo, pensar em nada, enquanto que a oração ela busca você pensar em Deus, pensar nas coisas de Deus. buscar as coisas do alto, como Colossenses vai colocar, né? Pensar nas nossas necessidades e aí sim a gente pode fazer ela em silêncio, como você colocou aí. Eu acho que é nesse aspecto que seria a meditação, né? e ou verbalmente falando. E aí eu acho que até uma perguntinha que a gente pode fazer, vamos fazer aqui mesmo. Eh, faz sentido a gente orar só mentalmente ou a gente tem que orar verbalmente ou melhor até orar pronunciando as palavras é melhor do que orar apenas mentalmente? >> Eu acho que eu tenho uma resposta de brate pronto bem pragmática, né? Eu vejo que quando nós verbalizamos, >> a dificuldade de concentração diminui muito. Pelo menos para mim eu noto isso, né? Às vezes até mesmo sozinho, principalmente no carro, >> é quando eu costumo verbalizar as minhas orações mentais, né? Porque me ajuda muito a não desconcentrar. Porque eu acho que um dos problemas que as pessoas têm com a prática da oração é justamente isso. Se você limita a oração individual apenas a uma oração mental, não demora muito, bem rápido, eu diria até menos de um minuto, você já está confundindo as suas orações com os pensamentos sobre o dia. >> É verdade. >> Ah, se você tá numa fase de estress, você começa já a pensar outras coisas, né? Então, o verbalizar, e eu vejo que até algumas pessoas aí é algo que eu, pelo menos eu, pessoalmente, não tenho tanta prática, né? Escrever as orações também ajuda a pôr os pensamentos em ordem, né? >> Interessante. Uhum. É realmente você começar a confundir os pensamentos com a oração é é fácil. Invés de você tá orando, você tá lá só pensando e aí pensa algumas coisas de Deus, aí pensa num problema de resolver, como você bem disse, né? E falando dessas questões de problemas, dificuldades, é fácil a gente ver as pessoas tendo lutas para orar. Acho que o título é muito propício também. A luta da oração muitas vezes é uma batalha pra gente ter uma vida de oração e buscar o Senhor em oração. Mas quais são os motivos dessas dificuldades que as pessoas têm, que nós muitas vezes temos com a oração? Quais são os mais comuns? >> Ah, e eu acho que basicamente, né, tem a ver com o conhecimento raso e superficial de Deus, né? Se a oração é uma conversa com Deus, quando desconhecemos o caráter dele, nossa vida de oração é bagunçada. E não só pela ausência da oração, mas também orações distorcidas, né? Um outro aspecto que eu acho que a gente consegue tirar até da própria leitura do livro, né? Ele faz uma citação do Richard Sibs que eu achei fascinante, né? Ele coloca assim: "Se tivermos fé, oraremos. Quanto mais fé, mais oração. Quanto maior a fé, maior a oração. Então, a ausência de oração, a dificuldade de oração tem a ver com uma crise de fé, uma crise do conhecimento de Deus, né? Ah, e é interessante, né, que lendo o livro, né, você vai ficando atento ao assunto, né, e eu recebi hoje inclusive um artigo do Voltemos ao Evangelho sobre oração. E o autor coloca, né, podemos afirmar que cremos em Deus com nossos lábios, mas nossa falta de oração revela que na prática vivemos como se tudo dependesse de nós, né? É o ateismo prático, né, >> pode. Aham. a gente vive uma vida de ateu prático, embora a gente confesse que crê em Deus, mas na real a nossa prática é um ateísmo. Ah, ateísmo prático, né? Ah, de tudo depende de nós, né? >> Nossa. E você, essa questão de a gente olhar e pensar, então, que tudo depende de nós, isso tem conexão também com a oração ser uma dificuldade muitas vezes por causa do orgulho? Você acha que o orgulho ou a falta de humildade, reconhecer a dependência do Senhor é um dos problemas comuns que as pessoas enfrentam na oração? >> Ah, sem dúvida, né? E a gente vive uma cultura, né? O espírito do nosso século, ele é muito pragmático, né? Ah, ele é muito independente. A gente a gente é treinado, né? Até de uma forma imperceptível a depender dos nossos esforços, né? Você tá com fome, você vai até o supermercado, né? você não tem dinheiro, você pega um empréstimo, né? As coisas estão difíceis, você renegocia a dívida, né? E então a gente tem soluções práticas, né? Que torna a nossa vida melhor. Eu não tô dizendo que essas coisas são ruins, mas sutilmente, né? Elas cultivam em nós um coração que é cada vez mais distante em depender do Senhor versus o que era num passado não muito distante, né? Em que se não houvesse chuva, não havia plantil, não havia colheita. e havia fome, né, se não houvesse, enfim, né, e assim por diante, né? Então, é, eu vejo que a gente a gente luta, né, com uma série de aspectos que nos desliga da dependência de Deus por causa do nosso egoísmo, o nosso orgulho de sermos suficientes em nós mesmos, né? Mais uma vez tem conexão que você tava falando da falta de conhecimento de Deus, porque quando nós conhecemos mais a Deus, vemos a grandeza dele, vemos como ele é necessário para tudo que nós fazemos e aí reconhecemos também a partir dele quem nós somos e quanto o quanto nós precisamos dele para as menores coisas do dia a dia. E como você falou dessa sociedade pragmática que nós vivemos, isso é muito nítido, realmente. E parece que a gente sempre faz assim, né? a gente resolve tudo como você citou e aí quando não tem mais nada que a gente possa fazer, aí finalmente a gente chega e diz: "Não, agora está nas mãos de Deus", né? Só tá nas mãos de Deus quando a gente fez tudo que a gente podia. Não, não sobrou nada. Aí a gente diz: "Agora tá nas mãos de Deus. Agora vamos orar um pouco porque eu não tenho mais nada para resolver. Enquanto eu posso fazer, eu faço >> e depois é que eu deixo para Deus". É mais ou menos isso, né? Muitas vezes. >> Ou ou só Deus mesmo, hein? Agora só Deus. Ué, mas antes era quem, né? Exatamente. Exatamente. Por isso que eu acho que essa questão da humildade, ela tá muito ligada a ao que você falou do problema do conhecer mais ao Senhor. E essas duas coisas, elas nos impedem muito, criam muitas dificuldades da gente orar. Eu acho que inclusive tem a ver com a dificuldade inicial também na caminhada cristã. Eu eh percebo como uma dos momentos mais difíceis para as pessoas orarem é no início da caminhada, quando elas estão ainda conhecendo mais sobre quem Deus é, como quem elas são e mais sobre a prática de oração. E ainda tem muito disso de quebrar esse coração orgulhoso e pragmático que tá querendo resolver tudo pelas forças do próprio braço para então entender que a oração ela não deveria ser algo que a gente faz só no final, mas algo que a gente faz antes mesmo de começar a agir, né? Eu acho que essa ordem, né, onde a oração se encontra, demonstra muito da nossa vida com o Senhor. Você concorda? >> Sim, com certeza. Com certeza, né? E aí a importância do orar sem cessar, né? A gente vai jogando as nossas breves e constantes orações ao Senhor. Sim. Sim. E aí, perfeito. Existe uma hora mais correta pra gente orar? Isso aí eu quero conectar com a a informação do orar sem cessar logo depois. Mas assim, o pessoal fala, né? Vamos orar. E aí, qual é o horário de você fazer a luta da oração? Ou muitas vezes as pessoas ligam oração com o termo da batalha espiritual e aí falam: "Ah, 3 da manhã no monte é o melhor horário pra gente orar". Tem isso, tem essa questão de melhor hora para orar? >> A gente vê, a gente encontra, por exemplo, nos Salmos, né, informações do salmista orando pela manhã, né? Então, pela manhã ele ele orava, né? Nos mesmos salmos a gente vê menção de oração à tardezinha, né? Ah, o Salmo 119 nos nos leva a crer que o salmista está evocando sete vezes ao dia, né? A gente tem o caso clássico de Daniel três vezes ao dia, né? Jesus que orava antes do sol nascer e orava no final do dia, né? E ao longo da história parece que o cristianismo sempre articulou, né? a importância de você começar o dia com o Senhor e findar o dia com o Senhor, né? Então, a escritura não é tão categórica, né, tão explícita, com prescrevendo um horário paraa gente fazer as nossas orações, mas ela coloca uma primazia sobre a oração, né? Eu lembro quando eu era adolescente, né, fazendo o meu tempo devocional, eu comecei a reparar que meu livrinho, eu tinha um livrinho que eu anotava algumas coisas. na adolescência, você já era convertido na adolescência. Desde que idade aí mais ou menos que você se vê num relacionamento com senor assim? >> Eu eu cresci num lar cristão, mas eu entendo a minha conversão a partir dos 12, né? >> Olha, legal. Aham. >> Então, na minha adolescência, eu fazendo meu livreto devocional, eu comecei a notar que as as sentências elas eu começava a escrever e no final eu ela caía. Parecia [risadas] parecia que era um óbito naquele negócio médico, né? E, né? E porque eu fazia noite, né? Aham. >> E a noite era o resto do meu dia, era o resto da minha energia, né? E não eram tempos frutíferos, né? >> Sim. Então, é você olhar e falar assim: "Isso aqui é uma prioridade. Eu quero realmente cultivar uma vida de oração, não só durante o dia, jogando minhas breves e constantes orações ao Senhor, mas separar um tempo de solitude, guiado pela palavra de Deus e desfrutar da minha comunhão com ele. Você vai ter que achar um tempo no dia em que isso expresse a sua prioridade, não é? >> Uhum. Muito bom. Então é menos uma questão de hora, tipo uma, 2, 3 da manhã, 3 da tarde, 8 da noite e mais uma questão de princípios relacionados a priorizar a oração em momentos. Então, eh a ideia, né, do orar sem cessar, orar ao longo do dia, mas a escritura parece instruir a importância de você eh valorizar, começar o dia com Deus em oração, ainda que seja um momento mais curto, terminar o dia também assim. E então é mais essa ideia de horário que a gente tem que pensar, mas momentos ali com o Senhor. >> Sem dúvida, né? E até assim, de uma forma prática, né? Aquilo que você vai alimentando a sua mente logo no início vai determinar muito do seu dia. E se a gente quiser fugir até um pouco do assunto sobre oração e começar a falar o que as pessoas têm dito sobre uso de celular, né? Ah, muito ligado à procrastinação tem a ver com o início do seu dia, ligado a uma tela, ao invés de qualquer outra prática para você começar o seu dia, né? Aí a mesma coisa o término. Aí o pessoal vem com a história da higiene do sono e etc. O mundo observa isso. Então, e a gente consegue ainda dizer mais sobre isso quando a gente tem uma conexão real com o nosso criador através do sacrifício de Jesus, a mediação do Espírito Santo, a revelação da palavra. Então, façamos, né, desse desse super ativo que nós temos, né, da oração num marco do nosso início, no nosso fim do nosso dia, né? >> Sim, com certeza. Até mesmo a questão da ansiedade. Você falou aí da procrastinação, mas a própria ansiedade que é outro mal tão presente na nossa época vem disso da pessoas já começarem o dia pegando o celular, vendo os problemas que tem para resolver e aí vai começa a fazer as coisas, termina o dia super cansado, ora ali qualquer coisa e vai dormir. Enquanto quando você tem essa prática de começar o dia falando com o Senhor, cultivando a gratidão, né? você agradecer ao Senhor pela noite e sono, por mais um dia de vida, pedindo que o Senhor te guarde, confiando que o Senhor vai fazer isso e terminar o dia também olhando para como o Senhor protegeu, pedindo para que ele guarde a noite. Isso tira muito da nossa ansiedade, porque a gente sabe que os nossos pedidos, as nossas súplicas, necessidades estão diante do Senhor, como Filipenses, inclusive vai instruir, né, Paulo vai instruir ali em Filipenses capítulo 4. Então, acho que que esses pontos são muito importantes. Fica aqui até a dica, então, para quem tá nos ouvindo já. Olha, a oração ela não é só importante como aquela prática fundamental para um relacionamento com Deus, mas ainda tem também outros benefícios muito importantes paraa nossa vida, como até mesmo vencer a ansiedade, as preocupações que tanto nos fazem mal, não é verdade? Agora, eh, Sacha, você falou do orar sem cessar e tem gente que às vezes tem dúvida com a literalidade ou não desse versículo. O que é que significa orar sem cessar e como aplicar isso na nossa vida? Eu >> eu vejo que é óbvio que a gente não tá falando de e eu digo óbvio, até até pela questão do que que seria a razoabilidade de um mandamento assim, né? Eu vou andar de olho, eu eu vou ficar de olho fechado 24 horas por dia e eu não posso deixar de orar, né? É lógico que a gente tá entendendo que não é isso, né? Mas a expressão de uma dependência ao longo de que tudo que é feito é feito debaixo de oração e em conexão profunda com o criador e a fonte da qual nós dependemos de tudo nessa vida, né? >> Então assim que eu tenho entendido esse orar e ser cessar, né? >> Uhum. Orar ao longo do dia, né? O próprio Paulo, inclusive, enquanto estava escrevendo, não estava ali orando. Ele estava ou escrevendo ou ditando para que alguém escrevesse. Enfim, depender de qual é a teoria que você vai defender sobre a escrita de Filipenses. Mas você vê Paulo ali eh fazendo algo que não a oração. Ele fazia tendas também. OK. Por mais que pudesse fazer um multitesk do fazer tendas enquanto orava. Esses dias eu fiz o multitesk do vou correr aqui, aproveitei que tava um bom dia, fui correr lá no parque e aproveitei para ir orando. Cara, dá para fazer isso, né? Isso aí faz parte desse orar sem cessar, manter a mente diante do Senhor e fazer tudo com ele. E é muito bom você ter momento de oração, não só depois que você já fez algo e não dá mais para fazer nada, nem também somente antes de começar, mas até mesmo durante, ao longo do dia você ir falando com o Senhor. O que não exclui aquilo que nós estávamos falando antes de ter um horário mais reservado para que a gente pare e faça somente isso, né? ore ao Senhor de forma mais exclusiva. Falando desse desse aspecto do momento mais exclusivo com Deus, eh, você acha que é algo realmente essencial assim pro cristão evitar que a oração seja apenas algo que é feito no multitarefa, apenas algo que é feito enquanto eu faço outra coisa? Ah, eu só oro enquanto eu tô tomando banho, enquanto eu tô lavando louça, tô no carro, alguma coisa. Você acha que é importante ter um tempo de parar e ficar só na oração? E se sim, por quê? >> Eu eu creio que tem a ver muito mais como ser uma disciplina formativa para nós do que uma técnica. Todas as vezes que eu, pelo menos pessoalmente, encarei como uma técnica, aquilo beneficiou a minha vida por um curto espaço de tempo e depois caiu num ritualismo vazio, né? Então, até mesmo aquilo que a gente tava falando de, ah, eu vou escrever minhas orações, puxa, me ajudou tanto. E aí você não conseguiu escrever um dia, você começa a sentir culpa porque você não escreveu. E no fim a culpa é muito mais porque eu não fiz uma tarefa do que necessariamente a minha alma anseia por estar com o Senhor, né? Eh, muito mais eu não fiz uma uma atividade do que eu deixei de passar tempo com o Senhor, investir tempo com o Senhor. Meu coração não estava inclinado para isso. Mas ao mesmo tempo, né, essas técnicas, esses horários, esses essas disciplinas que eu formo, não, elas ajudam a a a cultivar bons hábitos, a formar, lapidar convicções, né? E elas têm o seu valor, né? bons hábitos, rotinas t o seu valor, mas nós temos que estar atentos de que eles se tornam rapidamente o rito pelo rito, né? E aí que eu vejo que às vezes uma quebra de rotina, né, por uma boa razão, por causa de uma outra boa rotina é essencial, né? Como por exemplo, eu vejo o domingo é uma quebra de rotina o domingo e uma boa quebra, né? nos lembra de muitas coisas bem maiores do que o nosso dia a dia, do que até mesmo o nosso período devocional individual, né? Eu agora estou adorando o Senhor com o povo de Deus, né? >> Maravilha. E a gente discutiu já bastante coisa a respeito do da desses aspectos iniciais da oração, das dificuldades, de porque elas existem e tudo mais. Agora, quando nós olhamos para o que, pelo que devíamos orar, qual é a resposta que a gente pode colocar aqui como alguns elementos mais fundamentais, aqueles pontos que deveriam fazer parte da nossa oração? >> Sim, eu vejo que a Bíblia informa a gente de muitos bons conteúdos paraa nossa oração, né? >> Uhum. >> Eh, há um tempo atrás eu fiquei muito incomodado, isso acho que foi na minha juventude, né? De frequentar reuniões de oração e parecer que era uma mesmice, né? >> Uhum. Ó, a gente vai orar pelos enfermos da igreja, nós vamos orar pelos desempregados da igreja. E era aquele negócio que parecia uma lista do INSS. E aquilo começou a me causar um desânimo. Parecia que a gente orava pelas mesmas coisas, pelas mesmas coisas, né? >> Sim. >> E eu acho que foi num livro de disciplina espiritual, não me lembro o autor agora, em que ele falou sobre a realidade de que nós vamos orar pelas mesmas coisas, porque a nossa vida gira em torno das mesmas coisas. Ela gira em torno da família, ela gira em torno do trabalho, ela gira em torno da igreja, ela gira em torno dessas coisas e você pode adicionar no máximo mais dois ou três grandes campos depois. É isso. Mas a gente não deve orar pelas mesmas coisas da mesma maneira. E aí que eu acho que foi a sacada, foi quando ele foi colocando, né, as escrituras como a nossa pauta de oração para todos os assuntos que são comuns, ordinários da vida, né? Ah, e aí eu acho que é a grande sacada. O que que deve tá na nossa oração? O nosso conhecimento crescente do Senhor vai fazer com que a gente ore mesmas coisas de forma diferente, né? Você tá conhecendo mais de quem Deus é. A gente falou agora a pouco da onisciência dele, mas vamos parar um pouco para pensar sobre a onipotência e a soberania dele. E você cresce no conhecimento disso e agora tem uma lista de enfermos para você orar, né? E as pessoas começam a orar por aqueles que estão gripados com a plena convicção de que Deus pode curar, aqueles que têm um diagnóstico terminal de Deus consola a família. E aí você fica naquela tensão, como é que eu oro, né? Eu oro pedindo a cura ou eu não posso pedir a cura? E a gente começa a ser limitado pelo que a gente põe ou não põe na nossa pauta de oração, pelo nosso conhecimento da medicina e não por quem Deus é e não pelo plano dele, que às vezes recolhe pessoas, né? Mas às vezes cura pessoas e a gente vai deixando de crer. E como é que eu oro por isso? Aí eu oro para que Deus cura e Deus recolhe a pessoa e entra em crise de fé. Aí é um negócio que é muito doido, né? Que começa a mostrar que a gente tem uma visão ainda de uma técnica que garante um resultado, não nos distanciando muito de neocarismáticos, né? Ao invés de uma súplica dependente de um Deus que se revelou a nós e tem planos que não todos estão revelados a nós, ainda há um mistério, o que nos deixa humilhados diante da presença de Deus, né? E aí, e tudo isso para dizer, é por isso que a escritura é repleta de elementos de adoração na oração, elementos de gratidão e louvor a Deus na oração, elementos de súplica e petição na oração, elementos de intercessão na oração, porque essa é a nossa realidade. Eu vou interceder por pessoas, eu vou adorar a Deus, eu vou agradecer a Deus, né? Eu vou pedir por tudo, confessar pecados, né? tem muito espaço para confissão diante de quem Deus é um Deus santo. E aí eu sou informado quem eu sou. Eu preciso responder de uma forma. E a única forma coerente de um pecador responder a um Deus santo é confissão. >> Verdade. Perfeito. Então, eh entendermos esse relacionamento com o Senhor, esses elementos nos ajudam, né? os quatro que você citou aí de adoração, a ações de graças, petições aí que incluem também a própria intercessão e a confissão. São quatro bons elementos, mas é orarmos à medida que vamos crescer no conhecimento do Senhor, de quem ele é, quem nós somos, as nossas necessidades diante dele e buscarmos nesse sentido, desenvolver mais dessa vida de oração. O que nos leva a uma outra pergunta que é muito comum, principalmente para quem tá começando, mas às vezes para pessoas que já t muitos anos de caminhada, que é como orar mais. E claro que aqui a gente eh às vezes pode cair no erro de achar que orações mais longas necessariamente são orações melhores, né? Mas não é tanto no aspecto de duração e mais na questão de eh ter uma vida maior de oração. Como a gente consegue orar mais? Que dicas você poderia dar? É, eu eu acho que volta para aquela citação até do Richard Sibes, né, com relação à fé, né? Se oração é uma expressão de uma vida de fé, a frequência da oração vai ter a ver com a intensidade da fé. E aí, como é que eu aumento uma fé? Parece que Jesus não tinha nem sequer essa preocupação. Ele falava: "Não é uma questão do tamanho da fé, mas aonde ela está depositada". Então eu vejo que quanto mais nós crescemos na percepção do que nós desfrutamos com o Senhor, né, por meio da obra de Jesus, do ofício de Jesus, né, eh, não só como o sacrifício em nosso favor, mas também o revelador de quem Deus é, né, o nosso exemplo de oração, né, aquele que intercede por nós, né, o ofício de Jesus atual intercedendo por nós, né, nosso advogado. Isso tudo são informações que vão fazendo com que a nossa vida de oração seja transformada e acompanhe um conhecimento do Senhor, né? Ah, então orar mais vai ter a ver com crescimento e maturidade espiritual, né? Ah, que a gente vê, né? A gente a gente percebe, eu eu noto membros da minha igreja, né? Que eu tenho aprendido, admirado, que eu tenho aprendido com eles simplesmente de ouvi-los orando, né? vendo esses irmãos derramando o coração diante do Senhor. Eu falo, tá aí alguém que entendeu, né, a simples conversa com Deus e ele mantém um relacionamento real com Deus vivo, né? E eu aprendo demais com eles quando eles oram, né? Então, >> enfim, >> bção, bção, bção. Isso, isso é muito bom ver os irmãos da igreja orando, orar com outras pessoas nos ensina mais a orar. A gente pode aprender até sobre oração com a própria escritura que nos dá exemplos de orações, mas também com outros irmãos que têm orado a partir do que tem aprendido com a escritura e desenvolvendo então assim esse relacionamento com o Senhor por meio da oração. Sobre repetir orações. Scha, você acha que há espaço para isso? Tem gente que acha que é o que Jesus fala de vã repetições automaticamente anula a possibilidade de fazer orações repetidas. Mas é isso mesmo. Como é que a gente deveria olhar para essa questão? É, eu acho que até a luz do que você mencionou de Jesus lá em Mateus 6, né, a questão talvez eh não seja tanto, né, a da repetição, né? Acho que o que Jesus ensina ali não é simplesmente o repetir a oração, mas que tipo de oração, porque o contraponto são salmos, né? O que que são salmos? Tem inúmeras orações registradas e repetidas ali, né? Então eu acho que a repetição não é tanto o problema, o problema são as vãs repetições. Pessoas que acham que pelo muito repetir, o muito insistir, ah, se eu tivesse orado pelo menos dois dias, isso estava resolvido, né? E aí o cara começa a olhar, fala assim: "Cara, que que é isso, né? É quase assim, é um videogame, né? Você vai orando, vai subindo, vai subindo, vai subindo, continua, continua, continua." Eu ten que chegar até chegou aí resolvido o que eu quero, né? Uma visão errada. >> Sim, sim, sim, sim. Mas se a repetição ela é resultado de fé, de que o único que pode resolver a questão, de que o único que pode trazer uma intervenção para determinada situação é o Senhor, >> Uhum. >> Enquanto essa situação não dá evidências dessa intervenção, eu vou seguir perseverando e recorrendo ao único que é capaz de mudar. E aí isso vai ser traduzido numa repetição frutífera, né? numa repetição que é perseverante e não vã. Muito bom. Então, o problema não são repetições, mas as vãs repetições, as repetições que muitas vezes, inclusive a gente vê no que é mais comumente chamado pelos católicos de reza e a gente chama de oração, né? Mas aquela coisa do ficar repetindo a mesma oração várias vezes ali seguidas, uma atrás da outra e >> muitas vezes sem nem pensar no que as palavras mais querem dizer. Eu já vi gente apostando corrida de Pai Nosso, já viu isso, né? Quem fala o Pai Nosso mais rápido. É, >> então assim, quando você deixa de ponderar no peso das palavras e o desejo que elas expressam para simplesmente repeti-las, vira uma repetição vã, vira uma repetição vazia. Mas o orar mais de uma vez pela mesma coisa é algo que o próprio Jesus autorizou quando nos fala da da insistência, do insistirmos para orar. próprio, próprio Jesus orou mais de uma vez pela mesma coisa. Nós temos pelo menos a narrativa de quando ele tá ali para ir paraa cruz, ele orando mais de uma vez sobre eh pedindo ao Pai que, se possível passe dele esse cálice, né? Então, a gente vê que há oportunidades, há a autorização para repetição quando a gente vê essa humildade de nós precisamos, Senhor, Senhor, responda. Mas também quando nós não colocamos o peso da resposta no número de vezes que nós oramos e sempre na no mérito, na graça, na verdade, que Deus nos dá por meio de Jesus Cristo, não é verdade? Agora aí a gente chega em um outro ponto que é, e quando a gente ora, ora, ora e Deus não responde, como lidar com orações não respondidas? >> Ah, eu eu vejo que assim, o que a Bíblia ensina sobre oração, a gente deve construir um modos operante, né, de eu vou orar porque Deus ouve e Deus responde, né? Agora, como é que eu processo essas respostas? E todas elas, se não todas, né, a grande maioria delas, eu avalio dentro do da dimensão tempo, né? Às vezes parece que eu estou diante do silêncio divino porque a resposta não veio ainda ao longo desse tempo, mas isso não quer dizer que ela não virá. >> Uhum. >> Às vezes ela veio com uma clara negativa, né? >> Sim. >> E uma negativa que também é pode ser temporária. Às vezes Deus reverte as circunstâncias, né? >> Sim. Sim. Às vezes não, né? Quando ele, quando a gente ora pela cura de alguém, essa pessoa vem a falecer, aí nós temos uma clara resposta de Deus, né? E ao mesmo tempo nós temos uma esperança informada pela palavra, seja da ressurreição ou seja do consolo soberano do Senhor, né? Ou ambos, né? >> Uhum. >> Agora, e quando a gente tem a percepção de que ele não está respondendo ou que as respostas vieram diferentes, né? A gente também tem que entender que a própria Bíblia diz que existem orações que Deus não responde, né? Ah, quando nós oramos de acordo apenas com a nossa vontade, né? A gente pede mal, a gente não vai receber, né? Diz Tiago, capítulo 4, versículos 2 e 3, né? Quando a gente não ora de acordo com a vontade de Deus, né? Ou simplesmente quando existe pecado no interlocutor, né? Ah, que rompe a nossa comunhão com o Senhor, né? A gente tem Primeira Pedro, capítulo 3, versículo 7, fala de quando o marido não vive a vida comum do lar, suas orações são interrompidas, né? Ah, Mateus, ah, capítulo 5, versículo 21 também, Provérbios 28:9, né? Então, são passagens que apontam o fato de que uma comunhão quebrada com o Senhor irá impactar nossas orações. Então, as orações não foram respondidas, né? Primeiro, né? Ah, lembre-se de que o Senhor é soberano e ele sabe mais, ama mais. Segundo, né, eu estou orando de acordo com a vontade revelada de Deus ou estou pedindo coisas meramente pro meu benefício por causa da do que eu quero e não com a vontade de Deus, né? E terceiro e a minha caminhada com o Senhor. Às vezes assuntos que nem estão relacionados com o pedido de oração impactam diretamente, como eu falei, né? Primeira Timóteo, primeira Pedro, desculpa, 37, né? O marido não vive a vida comum do lar. Suas orações são interrompidas. O cara vive um boçal dentro de casa e Deus não tá respondendo as orações dele. Por quê, né? Falta fé. Não precisa tratar sua esposa com amor, né? >> Sim. a pessoa não tá vivendo em de acordo com a vontade do Senhor e quer que o Senhor responda positivamente ao que ela pediu. >> Mas eu acho que esse aspecto, >> esse aspecto é muito interessante também, mas eu gostaria de focar nesse ponto que você trouxe do da soberania de Deus também, porque é nós reconhecermos que o Senhor sabe muito mais, ele é todo poderoso e a resposta dele sempre é a melhor, né? A vontade dele sempre é a melhor. Então, quando nós estamos num relacionamento com ele, mesmo assim recebemos um não ou mesmo espere, ainda assim é a melhor resposta que nós poderíamos receber, ainda que naquele momento possa não parecer aos nossos olhos que vem as penas, que vem apenas as coisas pela metade, vem apenas um momento, algo pontual. Mas no fim, quando estivermos com o Senhor ali de forma mais plena, nós saberemos que cada oração que nós fizemos teve a melhor resposta da vontade dele, não é verdade? >> Sem dúvida. Sem dúvida. E aí vem o ministério do Espírito Santo, que traduz nossas orações de acordo com a vontade de Deus, né? >> Amém. >> E eu acho que uma oração com fé deve inclusive se basear nessa convicção. >> Sim, >> Senhor, eu vou derramar meu coração diante do Senhor porque a sua palavra me chama a fazer isso. Salmo 68. E o que eu quero é a cura de fulano, né? Ah, o que eu desejo, esse é o desejo do nosso coração. Estou colocando diante do Senhor, etc, etc., né? E Deus tem poder para isso. Ele tem poder para isso, mas ele é soberano para administrar os planos dele com sabedoria e entendendo inclusive de que a vida na Terra não é um fim último da nossa existência, né? Uhum. >> Eu sempre fico pensando nas pessoas que Jesus curou quando ele tava aqui na terra, né? >> 100% delas >> sim >> morreram depois. >> É verdade. >> Até aquele que ele ressuscitou morreu depois. >> Sim. Verdade. >> Ou seja, aquelas curas nunca eram o ponto final, eram sinais que apontavam pro ponto final, né? Então, Deus tá operando, ele está operando, ele continua curando, ele cura dentro de propósitos dele que muitos a gente desconhece, né? Mas lembremos do plano todo, né? Isso nos ajuda a receber mais com ah com menos dor, né? Com menos com menos amargura, >> quando as nossas orações não são respondidas de acordo com o que a gente quer, >> mas exatamente como a gente precisa ir pro nosso bem. >> Uhum. É claro que aqui e no que eu vou comentar existe uma diferença a de vontades que não são a mesma mesma coisa do que a gente coloca. Mas eu acho que a oração de Jesus ela deve ser um exemplo pra gente também nesse aspecto. Jesus ora ao Senhor e diz, né? Meu pai, se possível, passe de mim este cálice, todavia, não seja como eu quero e sim como tu queres. O que? Existe todo um debate sobre como é que essas questões se manifestam entre o desejo do filho e do pai na obra redentora. E nós sabemos que Cristo foi paraa cruz voluntariamente para cumprir a vontade do Pai. Mas o ponto da que eu quero trazer aqui é esse da oração, que nós vemos o próprio Cristo colocando o que ele deseja em algum grau, mas de sempre dizendo: "O que eu desejo acima de tudo é que a sua vontade seja feita". Né? E é assim que a gente tem que orar também, não? ah, deixando de colocar diante do Senhor o que é que nós achamos pelo que nós temos buscado pela palavra, que seria o melhor para nós, paraa glória dele, mas sempre dizendo: "Senhor, se não for isso o melhor paraa tua glória e pro meu bem, não seja como eu quero, mas seja como o Senhor quer." Eu acho que esse é é um exemplo muito importante pra gente ter. Ô Sacho, agora indo para mais perto aqui do fim da nossa conversa, a gente não pode deixar de falar sobre oração, sobre a luta da oração, sem falar sobre uma característica tão atrelada para falar dessa desse ponto, que é a o fervor. O que é uma oração fervorosa? Como é que nós podemos orar fervorosamente? a gente associa rapidamente, né, esse fervor de oração com a expressão emocional da nossa fé, né, com que eu sinto, com que eu experimento. Eu não vou desassociar esse aspecto, mas eu não vou definir por completo oração fervorosa apenas com a sua expressão emocional, né? Mas não deixa de ser uma oração cuja fé está fundamentada na revelação da palavra de Deus. Comecei a entender que oração fervorosa vai ser aquela que ela está fundamentada na escritura. E a escritura vai moldar então nossa experiência para amar a Deus de todo coração e expressando isso numa fé fervorosa, né? A numa oração eficaz que é confiante na graça de Deus revelada em Jesus Cristo e comunicada pelo Espírito Santo, né? E aí conforme eu meditava nessas coisas, né? Eu comecei a ver, falei assim: "Puxa, a minha dúvida nem é tanto, né? Quando eu vacilo na minha fé, vacilo na minha oração, não é tanto se Deus pode ou não fazer algo. Parece que não é aí que estão as minhas maiores perguntas, mas é se Deus quer ou não fazer algo, né? Se Deus quer ou não me dar isso, operar dessa forma, né?" E aí eu comecei a olhar, falei assim: "Mas eu acho que também nem sequer deveria ser a minha preocupação, né? Deveria sim conhecer o coração de Deus, mas colocar o que ele já sabe que tá dentro do meu coração diante dele, porque o que ele quer é a minha dependência, o que ele quer o meu quebrantamento, né? E o que ele vai fazer com isso? Eu vou aprender através do tempo e vou enxergar que mesmo que seja diferente do que aquilo que eu pedi, Deus pode ou não mostrar, eu já sei que é melhor do que eu pedi, mas Deus pode ou não mostrar que é melhor. E eu vejo que tudo isso começa a a definir, me ajuda a entender melhor o que que é essa oração fervorosa que conhece quem Deus é, baseada na revelação e começa a experimentá-lo, mas conduzido por verdade. Acho que esse que é o ponto que eu gostaria de enfatizar sobre isso. Não é simplesmente uma expressão emocional, mas é uma expressão emocional guiada pela verdade da palavra de Deus. >> Perfeito. Ou seja, a emoção pode estar incluída, mas não necessariamente o que deve estar ali é aquele desejo consciente de que as palavras que a gente coloca na oração, elas sejam cumpridas pra glória de Deus e pra nossa edificação em Cristo, né? Agora você fala de algo aí, você acha que é uma pergunta muito comum relacionada à oração quando se tá no meio reformado e entende a soberania de Deus, que é por que nós oramos se Deus já sabe todas as coisas, se Deus já decretou todas as coisas, será que você consegue dar uma resposta então pra gente a partir da palavra? Você acha sobre esse dilema que surge na mente de tantas pessoas? É, eu vejo que a gente, a primeira resposta que eu dou, né, é a gente observando apenas como a escritura apresenta oração diante da soberania divina. >> Sim, >> né? >> Nunca na escritura você vai ver que essas coisas são antagônicas. Elas são apresentadas juntas e não há conflito no autor bíblico, né? Ah, então quando Deus falou para Elias, olha, vai chover, o que que ele fez? Ele orou. Quando Deus falou, vai parar de chover, o que que ele fez? Ele orou. Então é só na nossa cabeça que é Deus falou que vai chover. Então o que que adianta orar? Deus já falou, né? [risadas] Não, Deus falou que vai orar, então é que vai chover. Então ore, né? >> Aham. >> Ah, então Deus ele ele sim, ele pré-determinou as coisas. Nada acontece fora da sua vontade decretada. Mas ele não decretou só o fim das coisas, ele decretou os meios pelos quais essas coisas virão acontecer, né? E Deus nos chama a orar. Ele nos deu ordens para orar. Então, muitas coisas acontecem hoje em parte, em resposta a orações de santos que entenderam seu chamado de orar e foram obedientes, né? Eh, isso me ajuda a entender bastante, né, de que olha, tá, eu não preciso solucionar o mistério mente divina, eu preciso reconhecer de que ela é maior do que eu consigo compreender e que ele me chama a orar e que de alguma forma Deus ouve a oração e segue o seu plano, como ele já determinou na eternidade passada. Por isso ele é digno de adoração. Por isso ele é digno de adoração, né? Então, a gente vê muito isso na escritura, né? Ah, a gente vê João, né? Depois quando tá terminando o Apocalipse, Jesus falando: "Olha, vem, eis que venho sem demora". Ele faz uma breve oração. Vem, Senhor Jesus. Sim, sim, sim. >> Mas ele já não falou que vai, né? Já. >> Aham. >> Então, por isso que eu oro, porque se ele falar que não vem, nem ora, né? >> É, não vai adiantar. >> Foge do campo. [risadas] Você falar que ele vem, ele não vem, né? É isso. >> Mas porque existe o plano soberano que eu desconheço, eu oro. >> Aham. É isso aí. É isso aí. E eu acho que a gente respondeu aqui as principais questões, as questões mais comuns. Agora, uma outra bem prática, pequena, relacionada a métodos. Você falou, por exemplo, do método da escrita. Ah, eu gosto de escrever minhas orações. E quanto a ler as orações, não só escrever, mas sei lá, escrever um dia e ler no outro. >> Você acha que isso é um problema ou em algum alguma estrutura, em algum momento, de alguma forma isso pode ser útil? tem o seu papel. >> É, eu não vejo que isso daí é um problema em si, né? Mas pode ser, né? O nosso coração ele transforma qualquer coisa em problema, né? Mas primeiro não é problema, porque de novo a gente tem os salmos, né? E muitos desses salmos foram orações escritas que eram usadas, né? Eram memorizadas, eram usadas na adoração a individual, muitas delas corporativa do povo de Deus. Eu não vejo problema com relação a ler orações, né? Ah, e tem o seu valor didático para nos ajudar a orar, para nos ajudar a colocar os pensamentos em ordem, né? Eu até tinha mencionado a questão da escrita na oração, né? Eu, pessoalmente, né, eu não me adapto muito bem a isso, mas minha esposa, por exemplo, escreve suas orações de manhã, né? Ela escreve bastante, né? Eu tentei uma época, me adaptei um pouco, talvez deveria tentar de novo, né? Mas falar para mim é muito melhor para me ajudar a organizar, né? Mas eu não vejo que é um problema ler orações, não. Eu acho que às vezes ela pode ser de fato uma coisa quando é distante da realidade ritualística, né? Eu lembro de uma determinada experiência que eu tive que alguém leu a passagem de João 11 e fez assim uma leitura no contexto de um funeral, né? E fez assim, cara, uma leitura tão ritualística, tão vazia, né? E pela graça de Deus, eu tive a oportunidade de ter a palavra depois e de pegar o mesmo texto e apresentar de uma forma diferente apenas porque nós cremos de que João 11 descreve a esperança da ressurreição em Jesus. Não era uma leitura que foi o problema, mas era um coração distante daquela realidade. Fez toda a diferença, né? A gente simplesmente dizer sobre a esperança real porque a gente crê, né? >> Uhum. E Sacha, você que falou sobre a oração particular e a oração comunitária, a oração com os irmãos. Ao longo da nossa conversa, nós mencionamos isso aqui, ali, mas nós não enfatizamos tanto a a importância de cada um desses papéis. Seria correto dizer que os dois são necessários e como é que nós deveríamos nos dedicar a ambos, à oração em particular e a oração comunitária? >> Ah, sem dúvida, né? Eh, o autor ele coloca um parágrafo, eu até anotei ele aqui, ó, página 64, ele diz assim: "A oração cristã é tanto particular quanto pública, mas não é exclusivamente uma ou outra. Ela é profundamente pessoal, mas não é individualista. Invariavelmente assume expressão coletiva, mas o elemento pessoal nunca está ausente na verdadeira oração." Eu achei isso sensacional, né? Ele colocou de uma forma muito suscinta e clara o relacionamento das duas e a importância das duas, né? Nós somos chamados a orar, nos faz bem, né? E não é só porque nos faz bem, né? Mas é edificante quando nós escutamos irmãos orando, nós estamos buscando junto ao Senhor, nos ajuda demais no foco, mas nunca deixa de ser algo que é pessoal também, né? E aí tem a oração individual e a sua importância, né? Ah, e eu achei isso sensacional, que ele coloca na página 64, né? >> Maravilha, meu irmão. Com certeza a gente precisa ver a conexão de ambas as coisas, o papel de cada uma delas. Cristãos devem ter o seu momento de orar a sós, mas devem também orar com os irmãos. Nós vemos ambas as coisas acontecendo na escritura, até mesmo na vida do próprio Cristo. E isso faz parte da nossa vida de relacionamento com Deus, mas não somente com Deus, também uns com os outros, como irmãos da mesma família. E por fim, a gente chega a uma pergunta muito relevante para essa conexão, que é então como é que nós, como membros de uma igreja podemos ensinar os nossos irmãos ali a orar mais e até mesmo como pastores, como líderes ali na igreja, podem ajudar os seus membros, os membros da igreja a terem uma vida melhor de oração, a a entenderem o privilégio que é a oração e se dedicarem a ela para um relacionamento. com Deus. >> Bom, a para líderes e pastores, né, eu diria ensinando o que a Bíblia diz sobre oração, né, primeiro lugar, né? E aí é mesmo, né? São aulas sobre isso, né? Que que a Bíblia diz sobre a oração, né? Modelar isso no culto público. Acho que é importante, né? Pelo tempos em que nós vamos orar publicamente, não só no início da mensagem, no início do culto, mas ter um tempo em que nós oramos, né? recentemente, recentemente já nem tanto, né? A gente introduziu um elemento que a gente não tinha na nossa liturgia, né? Por mais que ela seja uma liturgia mais informal, ela tem uma uma ordem, né? Ao tempo de oração em resposta à leitura da palavra, né? E deixando com que a leitura bíblica me formasse uma oração pública, né? Ah, também fazendo da oração o elemento importante a ser a ser transmitido no discipulado normal da igreja, né? Então, não deixar com que simplesmente a pessoa descubra por si mesma, né? Mas é ensinar isso. E aí, lembrando, né, ele cita isso no livro, achei tão legal, é orando que se aprende, né? Põe o pessoal para orar, põe o pessoal para orar e você vai aprendendo e conforme você vai aprendendo mais de Deus, isso vai mudando a sua oração, né? Ah, ter comunhão com Deus, já dizia Thomas Campes, né? Ele ele cita isso lá, né? É uma arte, né? Então, não é resultado de um método, mas é uma arte, né? Tem os métodos, mas não é definido pelos métodos, né? E aí vai se criando, né? Vai se criando aí. >> Muito bom, meu irmão. Muito bom. E meu irmão, para quem você recomenda esse livro, A luta da oração e busca do verdadeiro quebrantamento, um livro que fala dessas questões que a gente tratou, de algumas outras. Para quem você recomenda? Eu recomendo esse livro para todo crente, né? Ah, em especial para líderes, né? E aqueles que têm a responsabilidade de ensino. O livro não se propõe a ser um livro de técnica de oração, mas uma teologia robusta sobre a oração. Então, vai ser muito bom você, líder encarar isso aqui como um trampolim até de pesquisa para que você vá além, né? pegue os temas que ele lista aqui. Aí ele faz um trabalho muito bom, combatendo os equívocos do misticismo pop, né? Elevando a experiência da oração e coloca de volta como uma resposta à palavra de Deus. Isso é bem legal, né? E aí eu recomendo então a todo crente, você precisa saber mais sobre oração e em especial líderes, né? Para que você ensine sobre oração, né? Não é um livro para você ler, eh, eu digo, deitado na rede enquanto você olha as crianças na piscina, né? Você vai precisar de um pouco mais de atenção, né? Não é um livro difícil de ler, mas é um livro que trata de conceitos que não são simplesmente triviais, né? Você vai precisar digerir um pouco as coisas lá, né? Perfeito, meu irmão. Sacha, muito obrigado por mais esse tempo de conversa, por me ajudar aqui, ajudar a vida nova a compartilhar desse tema tão importante e de um assunto tão importante que esse livro trata. E que Deus continue te abençoando, te usando e espero te encontrar em outros episódios aqui, meu irmão. >> Amém. Valeu, Deus abençoe. >> Deus abençoe você aí de casa que nos ouviu, quer aprender mais sobre oração, quer entender mais sobre a base da oração, a teologia por trás dela, mas também instruções que nos mostram como é que nós podemos ter um relacionamento com o Senhor por meio da luta da oração. Então esse livro aqui vai ser bênção na sua vida. E se você tem gostado desse podcast, gostou dessa conversa, quer ver mais outras, dê uma olhada nas dezenas de outros episódios que nós temos, se inscreva na sua plataforma de podcast preferida para não perder nenhum dos próximos episódios e deixa aí seu feedback com seu like, comentário, inclusive recomendação de outros livros da vida nova que você gostaria que nós gravássemos uma conversa a respeito. [música] É isso aí, até a próxima. Deus abençoe.