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A LUTA DA ORAÇÃO – SACHA MENDES | PODCAST VIDA NOVA #85

A LUTA DA ORAÇÃO – SACHA MENDES | PODCAST VIDA NOVA #85

A LUTA DA ORAÇÃO – SACHA MENDES | PODCAST VIDA NOVA #85

🎙️ Está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Sacha Mendes sobre o livro A Luta da Oração, de Donald G. Bloesch.

Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da vida cristã, como:

– Como orar?
– Pelo que devemos orar?
– O que significa orar “sem cessar”?
– De que maneira a oração está intimamente ligada à nossa relação com Deus?

Adquira o livro: ⁠https://bit.ly/4a1bPiF

#Oração #VidaCristã #Espiritualidade #podcast #vidanova #edicoesvidanova
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Legendas automáticas:

E aí, seja bem-vindo ao podcast da
editora Vida Nova. Eu sou o Saor Lucena,
apresentador do podcast e é uma alegria
ter você aqui com a gente. Aqui no
podcast nós procuramos conversar com
autores, pastores e teólogos em geral
sobre os livros lançados pela editora
Vida Nova e as questões importantes que
eles abordam. E no episódio de hoje, nós
vamos falar sobre o livro A luta da
oração, em busca do verdadeiro
quebrantamento do Donald Blush. Se você
quer aprender mais sobre oração, como
orar, por quanto tempo orar, pelo que
orar, se você quer entender a
importância disso, o que é oração e como
ela está ligada a essa importância de
nós termos um relacionamento melhor com
Deus. Se você quer saber a resposta para
todas essas questões e muitas outras
mais, você precisa adquirir esse livro e
também ouvir a nossa conversa de hoje
com o Alexandre Sacha Mendes. Mas antes
de mais nada, se você fica interessado
nesses temas, se você gosta de podcast
sobre livros de teologia, não deixe de
se inscrever no podcast, na sua
plataforma de podcast preferida e também
nos dar o seu feedback com seu like, seu
comentário, além de também separar um
tempinho para compartilhar esse podcast
com outras pessoas. Mas vamos à nossa
conversa e Saasha, seja muito bem-vindo
ao podcast da Vida Nova. É uma alegria
ter você aqui com a gente mais uma vez,
meu irmão.
>> Obrigado. É uma alegria estar com vocês
mais uma vez. Espero que seja uma
conversa edificante como nas outras
oportunidades.
>> Com certeza. Tenho certeza que vai ser.
Meu irmão, apresenta aí um pouquinho da
sua vida, do seu ministério, pro pessoal
que tá chegando pela primeira vez aqui
no podcast ou que está conhecendo você
pela primeira vez. Sim, claro. Eu sou um
dos pastores da Igreja Batista Maranata
em São José dos Campos. Aí eu também
ajudo, atuo na área de ensino, ah, tanto
como diretor do seminário foco, né, um
dos responsáveis pelo diretinário
foco, como também na área de
aconselhamento bíblico. Ah, estou
presente nas redes sociais, Saas Mendes,
@ssaendes,
tanto para YouTube quanto o Instagram.
Isso é um pouquinho aí da nossa a voz da
internet.
>> Muito bom, meu irmão. E vamos falar hoje
desse livro, A Luta da Oração. Um livro
que fala sobre um tema tão importante
que até para gravar um podcast sobre
ele, a gente tem que fazer o que ele
está se propondo a falar, que é orar,
né? Então aqui nesse livro nós temos uma
boa base para uma conversa muito boa
sobre essa prática da oração, que é
fundamental pra vida cristã. E acho que
a primeira pergunta pra gente fazer,
falando da luta da oração, é como nós
poderíamos definir oração? Bom, debate
pronto, definir oração. Oração é falar
com Deus, né? Eu acho que essa é a
primeira informação que nós recebemos
dentro de um berço evangélico,
conservador, ah, que crê no que a
palavra de Deus diz, nos é dito, oração
é falar com Deus, né? E é interessante
de que nós podemos desenvolver isso e
qualificar melhor esse falar com Deus e
até pegando carona nos inúmeros
conceitos que o livro define, né? Uma
conversa, né? Ah, do coração com Deus e
uma conversa com Deus verdadeiro e
revelado nas Escrituras. Quando nós
entendemos quem Deus é, isso irá moldar
a nossa conversa com ele. Nós estamos
conversando com alguém que é, por
exemplo, onisciente. Isso faz com que a
conversa chamada oração seja uma
conversa sincera. Então, nós vemos que a
definição de oração como uma conversa
com Deus. E quando entendemos o que a
escritura revela sobre quem Deus é, nós
conseguimos tirar inúmeras implicações
sobre o que é oração, né? Oração, como o
próprio autor qualifica, né, como o
coração da espiritualidade,
né, uma resposta de fé espiritual, a
revelação de Deus.
>> Muito bom. Isso é interessante porque
quando algumas pessoas se convertem, é
comum você vê-las lutando com orar, né?
Elas não sabem exatamente
o que é que vão fazer na hora de orar.
Eles não entendem tão bem essa ideia de
oração como uma conversa com Deus. E
parece que o a ideia de você falar é
orar e você não destacar que é uma
conversa, isso intimida, mas é
simplesmente você abrir o coração diante
do seu Senhor, do seu Pai, e conversar
com ele sobre tudo que você precisa,
tudo que você quer louvar a ele também.
outras questões que a gente vai trazer
aqui, mas esse aspecto da unisciência
dele é muito interessante também e eu
quero voltar ele mais para frente, esse
aspecto que você trouxe. Agora, tem
gente que relaciona a oração a uma outra
prática que é a da meditação. E
meditação aqui não como meditação nas
escrituras, mas aquela meditação meio
zembudista de você ficar parado ali
tentando se conectar com o mundo, com as
energias e acham que um cristão que ora
e um budista que medita tá fazendo
basicamente a mesma coisa. Mas é assim
que a gente deveria ver a oração?
>> É de forma nenhuma, né? É inevitável de
que as pessoas vão carregar conceitos e
até mesmo conceitos cristãos com o
conhecimento e a bagagem que elas têm.
Elas vão querer pendurar esse conceito
oração em alguma coisa que elas têm,
dependendo da exposição que elas têm. E
hoje é abundante essa exposição, né? Há
uma cosmovisão oriental ou como você
mesmo mencionou budista ou hindu que
seja, né? que as pessoas venham a
colocar em pé de igualdade oração com
uma meditação oriental, né? Mas
definitivamente meditação a como uma
prática mística não tem nada a ver com
oração bíblica. Embora o autor faça uma
concessão para meditação como oração
mental. Se a gente define assim
meditação como uma oração mental, aí ela
é uma parte importante pro
desenvolvimento de uma vida de oração
poderosa, de uma vida de oração bíblica,
né, que são nossas orações mentais. Não
é o único aspecto de oração. Ele põe
bastante ênfase na oração profética,
aquela que nós verbalmente falamos com o
Senhor em conjunto, em comunidade, mas
se falamos de meditação como uma oração
mental aí, OK, né? em resposta ao que a
palavra de Deus coloca, né?
Principalmente pautada pela palavra de
Deus.
>> Muito bom. Essa ênfase na palavra em
conexão com a oração, ela é fundamental
pra gente não cair numa espécie de
misticismo, né? Mas eh eu acho que essa
pergunta foi muito bem respondida,
porque eu já vi muita gente fazendo essa
comparação. Ah, você ora, mas eu medito
ou ah, eu não oro, mas eu tô aqui
meditando. Então é a mesma coisa, como
se fossem as mesmas atividades. Mas se
você parar para pensar, o objetivo da
meditação muitas vezes é aquela ideia de
você chegar a excluir os pensamentos, os
ruídos do mundo, pensar em nada,
enquanto que a oração ela busca você
pensar em Deus, pensar nas coisas de
Deus. buscar as coisas do alto, como
Colossenses vai colocar, né? Pensar nas
nossas necessidades e aí sim a gente
pode fazer ela em silêncio, como você
colocou aí. Eu acho que é nesse aspecto
que seria a meditação, né? e ou
verbalmente falando. E aí eu acho que
até uma perguntinha que a gente pode
fazer, vamos fazer aqui mesmo. Eh, faz
sentido a gente orar só mentalmente ou a
gente tem que orar verbalmente ou melhor
até orar pronunciando as palavras é
melhor do que orar apenas mentalmente?
>> Eu acho que eu tenho uma resposta de
brate pronto bem pragmática, né? Eu vejo
que quando nós verbalizamos,
>> a dificuldade de concentração diminui
muito. Pelo menos para mim eu noto isso,
né? Às vezes até mesmo sozinho,
principalmente no carro,
>> é quando eu costumo verbalizar as minhas
orações mentais, né? Porque me ajuda
muito a não desconcentrar. Porque eu
acho que um dos problemas que as pessoas
têm com a prática da oração é justamente
isso. Se você limita a oração individual
apenas a uma oração mental, não demora
muito, bem rápido, eu diria até menos de
um minuto, você já está confundindo as
suas orações com os pensamentos sobre o
dia.
>> É verdade.
>> Ah, se você tá numa fase de estress,
você começa já a pensar outras coisas,
né? Então, o verbalizar, e eu vejo que
até algumas pessoas aí é algo que eu,
pelo menos eu, pessoalmente, não tenho
tanta prática, né? Escrever as orações
também ajuda a pôr os pensamentos em
ordem, né?
>> Interessante. Uhum. É realmente você
começar a confundir os pensamentos com a
oração é é fácil. Invés de você tá
orando, você tá lá só pensando e aí
pensa algumas coisas de Deus, aí pensa
num problema de resolver, como você bem
disse, né? E falando dessas questões de
problemas, dificuldades, é fácil a gente
ver as pessoas tendo lutas para orar.
Acho que o título é muito propício
também. A luta da oração muitas vezes é
uma batalha pra gente ter uma vida de
oração e buscar o Senhor em oração. Mas
quais são os motivos dessas dificuldades
que as pessoas têm, que nós muitas vezes
temos com a oração? Quais são os mais
comuns?
>> Ah, e eu acho que basicamente, né, tem a
ver com o conhecimento raso e
superficial de Deus, né?
Se a oração é uma conversa com Deus,
quando desconhecemos o caráter dele,
nossa vida de oração é bagunçada. E não
só pela ausência da oração, mas também
orações distorcidas, né? Um outro
aspecto que eu acho que a gente consegue
tirar até da própria leitura do livro,
né? Ele faz uma citação do Richard Sibs
que eu achei fascinante, né? Ele coloca
assim: "Se tivermos fé, oraremos. Quanto
mais fé, mais oração. Quanto maior a fé,
maior a oração. Então, a ausência de
oração, a dificuldade de oração tem a
ver com uma crise de fé, uma crise do
conhecimento de Deus, né? Ah, e é
interessante, né, que lendo o livro, né,
você vai ficando atento ao assunto, né,
e eu recebi hoje inclusive um artigo do
Voltemos ao Evangelho sobre oração. E o
autor coloca, né, podemos afirmar que
cremos em Deus com nossos lábios, mas
nossa falta de oração revela que na
prática vivemos como se tudo dependesse
de nós, né? É o ateismo prático, né,
>> pode. Aham. a gente vive uma vida de
ateu prático, embora a gente confesse
que crê em Deus, mas na real a nossa
prática é um ateísmo. Ah, ateísmo
prático, né? Ah, de tudo depende de nós,
né?
>> Nossa. E você, essa questão de a gente
olhar e pensar, então, que tudo depende
de nós, isso tem conexão também com a
oração ser uma dificuldade muitas vezes
por causa do orgulho? Você acha que o
orgulho ou a falta de humildade,
reconhecer a dependência do Senhor é um
dos problemas comuns que as pessoas
enfrentam na oração?
>> Ah, sem dúvida, né? E a gente vive uma
cultura, né? O espírito do nosso século,
ele é muito pragmático, né? Ah, ele é
muito independente. A gente a gente é
treinado, né? Até de uma forma
imperceptível a depender dos nossos
esforços, né? Você tá com fome, você vai
até o supermercado, né? você não tem
dinheiro, você pega um empréstimo, né?
As coisas estão difíceis, você renegocia
a dívida, né? E então a gente tem
soluções práticas, né? Que torna a nossa
vida melhor. Eu não tô dizendo que essas
coisas são ruins, mas sutilmente, né?
Elas cultivam em nós um coração que é
cada vez mais distante em depender do
Senhor versus o que era num passado não
muito distante, né? Em que se não
houvesse chuva, não havia plantil, não
havia colheita. e havia fome, né, se não
houvesse, enfim, né, e assim por diante,
né? Então, é, eu vejo que a gente a
gente luta, né, com uma série de
aspectos que nos desliga da dependência
de Deus por causa do nosso egoísmo, o
nosso orgulho de sermos suficientes em
nós mesmos, né?
Mais uma vez tem conexão que você tava
falando da falta de conhecimento de
Deus, porque quando nós conhecemos mais
a Deus, vemos a grandeza dele, vemos
como ele é necessário para tudo que nós
fazemos e aí reconhecemos também a
partir dele quem nós somos e quanto o
quanto nós precisamos dele para as
menores coisas do dia a dia. E como você
falou dessa sociedade pragmática que nós
vivemos, isso é muito nítido, realmente.
E parece que a gente sempre faz assim,
né? a gente resolve tudo como você citou
e aí quando não tem mais nada que a
gente possa fazer, aí finalmente a gente
chega e diz: "Não, agora está nas mãos
de Deus", né? Só tá nas mãos de Deus
quando a gente fez tudo que a gente
podia. Não, não sobrou nada. Aí a gente
diz: "Agora tá nas mãos de Deus. Agora
vamos orar um pouco porque eu não tenho
mais nada para resolver. Enquanto eu
posso fazer, eu faço
>> e depois é que eu deixo para Deus". É
mais ou menos isso, né? Muitas vezes.
>> Ou ou só Deus mesmo, hein? Agora só
Deus. Ué, mas antes era quem, né?
Exatamente. Exatamente. Por isso que eu
acho que essa questão da humildade, ela
tá muito ligada a ao que você falou do
problema do conhecer mais ao Senhor. E
essas duas coisas, elas nos impedem
muito, criam muitas dificuldades da
gente orar. Eu acho que inclusive tem a
ver com a dificuldade inicial também na
caminhada cristã. Eu eh percebo como uma
dos momentos mais difíceis para as
pessoas orarem é no início da caminhada,
quando elas estão ainda conhecendo mais
sobre quem Deus é, como quem elas são e
mais sobre a prática de oração. E ainda
tem muito disso de quebrar esse coração
orgulhoso e pragmático que tá querendo
resolver tudo pelas forças do próprio
braço para então entender que a oração
ela não deveria ser algo que a gente faz
só no final, mas algo que a gente faz
antes mesmo de começar a agir, né? Eu
acho que essa ordem, né, onde a oração
se encontra, demonstra muito da nossa
vida com o Senhor. Você concorda?
>> Sim, com certeza. Com certeza, né? E aí
a importância do orar sem cessar, né? A
gente vai jogando as nossas breves e
constantes orações ao Senhor. Sim. Sim.
E aí, perfeito. Existe uma hora mais
correta pra gente orar? Isso aí eu quero
conectar com a a informação do orar sem
cessar logo depois. Mas assim, o pessoal
fala, né? Vamos orar. E aí, qual é o
horário de você fazer a luta da oração?
Ou muitas vezes as pessoas ligam oração
com o termo da batalha espiritual e aí
falam: "Ah, 3 da manhã no monte é o
melhor horário pra gente orar". Tem
isso, tem essa questão de melhor hora
para orar?
>> A gente vê, a gente encontra, por
exemplo, nos Salmos, né, informações do
salmista orando pela manhã, né? Então,
pela manhã ele ele orava, né? Nos mesmos
salmos a gente vê menção de oração à
tardezinha, né? Ah, o Salmo 119 nos nos
leva a crer que o salmista está evocando
sete vezes ao dia, né? A gente tem o
caso clássico de Daniel três vezes ao
dia, né? Jesus que orava antes do sol
nascer e orava no final do dia, né? E ao
longo da história parece que o
cristianismo sempre articulou, né? a
importância de você começar o dia com o
Senhor e findar o dia com o Senhor, né?
Então, a escritura não é tão categórica,
né, tão explícita, com prescrevendo um
horário paraa gente fazer as nossas
orações, mas ela coloca uma primazia
sobre a oração, né? Eu lembro quando eu
era adolescente, né, fazendo o meu tempo
devocional, eu comecei a reparar que meu
livrinho, eu tinha um livrinho que eu
anotava algumas coisas.
na adolescência, você já era convertido
na adolescência. Desde que idade aí mais
ou menos que você se vê num
relacionamento com senor assim?
>> Eu eu cresci num lar cristão, mas eu
entendo a minha conversão a partir dos
12, né?
>> Olha, legal. Aham.
>> Então, na minha adolescência, eu fazendo
meu livreto devocional, eu comecei a
notar que as as sentências elas eu
começava a escrever e no final eu ela
caía. Parecia [risadas] parecia que era
um óbito naquele negócio médico, né? E,
né? E porque eu fazia noite, né? Aham.
>> E a noite era o resto do meu dia, era o
resto da minha energia, né? E não eram
tempos frutíferos, né?
>> Sim. Então, é você olhar e falar assim:
"Isso aqui é uma prioridade. Eu quero
realmente cultivar uma vida de oração,
não só durante o dia, jogando minhas
breves e constantes orações ao Senhor,
mas separar um tempo de solitude, guiado
pela palavra de Deus e desfrutar da
minha comunhão com ele. Você vai ter que
achar um tempo no dia em que isso
expresse a sua prioridade, não é?
>> Uhum. Muito bom. Então é menos uma
questão de hora, tipo uma, 2, 3 da
manhã, 3 da tarde, 8 da noite e mais uma
questão de princípios relacionados a
priorizar a oração em momentos. Então,
eh a ideia, né, do orar sem cessar, orar
ao longo do dia, mas a escritura parece
instruir a importância de você eh
valorizar, começar o dia com Deus em
oração, ainda que seja um momento mais
curto, terminar o dia também assim.
E então é mais essa ideia de horário que
a gente tem que pensar, mas momentos ali
com o Senhor.
>> Sem dúvida, né? E até assim, de uma
forma prática, né? Aquilo que você vai
alimentando a sua mente logo no início
vai determinar muito do seu dia. E se a
gente quiser fugir até um pouco do
assunto sobre oração e começar a falar o
que as pessoas têm dito sobre uso de
celular, né? Ah, muito ligado à
procrastinação tem a ver com o início do
seu dia, ligado a uma tela, ao invés de
qualquer outra prática para você começar
o seu dia, né? Aí a mesma coisa o
término. Aí o pessoal vem com a história
da higiene do sono e etc. O mundo
observa isso. Então, e a gente consegue
ainda dizer mais sobre isso quando a
gente tem uma conexão real com o nosso
criador através do sacrifício de Jesus,
a mediação do Espírito Santo, a
revelação da palavra. Então, façamos,
né, desse desse super ativo que nós
temos, né, da oração num marco do nosso
início, no nosso fim do nosso dia, né?
>> Sim, com certeza. Até mesmo a questão da
ansiedade. Você falou aí da
procrastinação, mas a própria ansiedade
que é outro mal tão presente na nossa
época vem disso da pessoas já começarem
o dia pegando o celular, vendo os
problemas que tem para resolver e aí vai
começa a fazer as coisas, termina o dia
super cansado, ora ali qualquer coisa e
vai dormir. Enquanto quando você tem
essa prática de começar o dia falando
com o Senhor, cultivando a gratidão, né?
você agradecer ao Senhor pela noite e
sono, por mais um dia de vida, pedindo
que o Senhor te guarde, confiando que o
Senhor vai fazer isso e terminar o dia
também olhando para como o Senhor
protegeu, pedindo para que ele guarde a
noite. Isso tira muito da nossa
ansiedade, porque a gente sabe que os
nossos pedidos, as nossas súplicas,
necessidades estão diante do Senhor,
como Filipenses, inclusive vai instruir,
né, Paulo vai instruir ali em Filipenses
capítulo 4. Então, acho que que esses
pontos são muito importantes. Fica aqui
até a dica, então, para quem tá nos
ouvindo já. Olha, a oração ela não é só
importante como aquela prática
fundamental para um relacionamento com
Deus, mas ainda tem também outros
benefícios muito importantes paraa nossa
vida, como até mesmo vencer a ansiedade,
as preocupações que tanto nos fazem mal,
não é verdade? Agora, eh, Sacha, você
falou do orar sem cessar e tem gente que
às vezes tem dúvida com a literalidade
ou não desse versículo. O que é que
significa orar sem cessar e como aplicar
isso na nossa vida? Eu
>> eu vejo que é óbvio que a gente não tá
falando de e eu digo óbvio, até até pela
questão do que que seria a razoabilidade
de um mandamento assim, né? Eu vou andar
de olho, eu eu vou ficar de olho fechado
24 horas por dia e eu não posso deixar
de orar, né?
É lógico que a gente tá entendendo que
não é isso, né? Mas a expressão de uma
dependência ao longo de que tudo que é
feito é feito debaixo de oração e em
conexão profunda com o criador e a fonte
da qual nós dependemos de tudo nessa
vida, né?
>> Então assim que eu tenho entendido esse
orar e ser cessar, né?
>> Uhum. Orar ao longo do dia, né? O
próprio Paulo, inclusive, enquanto
estava escrevendo, não estava ali
orando. Ele estava ou escrevendo ou
ditando para que alguém escrevesse.
Enfim, depender de qual é a teoria que
você vai defender sobre a escrita de
Filipenses. Mas você vê Paulo ali eh
fazendo algo que não a oração. Ele fazia
tendas também. OK. Por mais que pudesse
fazer um multitesk do fazer tendas
enquanto orava. Esses dias eu fiz o
multitesk do vou correr aqui, aproveitei
que tava um bom dia, fui correr lá no
parque e aproveitei para ir orando.
Cara, dá para fazer isso, né? Isso aí
faz parte desse orar sem cessar, manter
a mente diante do Senhor e fazer tudo
com ele. E é muito bom você ter momento
de oração, não só depois que você já fez
algo e não dá mais para fazer nada, nem
também somente antes de começar, mas até
mesmo durante, ao longo do dia você ir
falando com o Senhor. O que não exclui
aquilo que nós estávamos falando antes
de ter um horário mais reservado para
que a gente pare e faça somente isso,
né? ore ao Senhor de forma mais
exclusiva. Falando desse desse aspecto
do
momento mais exclusivo com Deus, eh,
você acha que é algo realmente essencial
assim pro cristão evitar que a oração
seja apenas algo que é feito no
multitarefa, apenas algo que é feito
enquanto eu faço outra coisa? Ah, eu só
oro enquanto eu tô tomando banho,
enquanto eu tô lavando louça, tô no
carro, alguma coisa. Você acha que é
importante ter um tempo de parar e ficar
só na oração? E se sim, por quê?
>> Eu eu creio que tem a ver muito mais
como ser uma disciplina formativa para
nós do que uma técnica. Todas as vezes
que eu, pelo menos pessoalmente, encarei
como uma técnica, aquilo beneficiou a
minha vida por um curto espaço de tempo
e depois caiu num ritualismo vazio, né?
Então, até mesmo aquilo que a gente tava
falando de, ah, eu vou escrever minhas
orações, puxa, me ajudou tanto. E aí
você não conseguiu escrever um dia, você
começa a sentir culpa porque você não
escreveu. E no fim a culpa é muito mais
porque eu não fiz uma tarefa do que
necessariamente a minha alma anseia por
estar com o Senhor, né? Eh, muito mais
eu não fiz uma uma atividade do que eu
deixei de passar tempo com o Senhor,
investir tempo com o Senhor. Meu coração
não estava inclinado para isso. Mas ao
mesmo tempo, né, essas técnicas, esses
horários, esses essas disciplinas que eu
formo, não, elas ajudam a a a cultivar
bons hábitos, a formar, lapidar
convicções, né? E elas têm o seu valor,
né? bons hábitos, rotinas t o seu valor,
mas nós temos que estar atentos de que
eles se tornam rapidamente o rito pelo
rito, né? E aí que eu vejo que às vezes
uma quebra de rotina, né, por uma boa
razão, por causa de uma outra boa rotina
é essencial, né? Como por exemplo, eu
vejo o domingo é uma quebra de rotina o
domingo e uma boa quebra, né? nos lembra
de muitas coisas bem maiores do que o
nosso dia a dia, do que até mesmo o
nosso período devocional individual, né?
Eu agora estou adorando o Senhor com o
povo de Deus, né?
>> Maravilha. E a gente discutiu já
bastante coisa a respeito do da desses
aspectos iniciais da oração, das
dificuldades, de porque elas existem e
tudo mais. Agora, quando nós olhamos
para o que, pelo que devíamos orar, qual
é a resposta que a gente pode colocar
aqui como alguns elementos mais
fundamentais, aqueles pontos que
deveriam fazer parte da nossa oração?
>> Sim, eu vejo que a Bíblia informa a
gente de muitos bons conteúdos paraa
nossa oração, né?
>> Uhum.
>> Eh, há um tempo atrás eu fiquei muito
incomodado, isso acho que foi na minha
juventude, né? De frequentar reuniões de
oração e parecer que era uma mesmice,
né?
>> Uhum. Ó, a gente vai orar pelos enfermos
da igreja, nós vamos orar pelos
desempregados da igreja. E era aquele
negócio que parecia uma lista do INSS. E
aquilo começou a me causar um desânimo.
Parecia que a gente orava pelas mesmas
coisas, pelas mesmas coisas, né?
>> Sim.
>> E eu acho que foi num livro de
disciplina espiritual, não me lembro o
autor agora, em que ele falou sobre a
realidade de que nós vamos orar pelas
mesmas coisas, porque a nossa vida gira
em torno das mesmas coisas. Ela gira em
torno da família, ela gira em torno do
trabalho, ela gira em torno da igreja,
ela gira em torno dessas coisas e você
pode adicionar no máximo mais dois ou
três grandes campos depois. É isso. Mas
a gente não deve orar pelas mesmas
coisas da mesma maneira. E aí que eu
acho que foi a sacada, foi quando ele
foi colocando, né, as escrituras como a
nossa pauta de oração para todos os
assuntos que são comuns, ordinários da
vida, né? Ah, e aí eu acho que é a
grande sacada. O que que deve tá na
nossa oração? O nosso conhecimento
crescente do Senhor vai fazer com que a
gente ore mesmas coisas de forma
diferente, né? Você tá conhecendo mais
de quem Deus é. A gente falou agora a
pouco da onisciência dele, mas vamos
parar um pouco para pensar sobre a
onipotência e a soberania dele. E você
cresce no conhecimento disso e agora tem
uma lista de enfermos para você orar,
né? E as pessoas começam a orar por
aqueles que estão gripados com a plena
convicção de que Deus pode curar,
aqueles que têm um diagnóstico terminal
de Deus consola a família. E aí você
fica naquela tensão, como é que eu oro,
né? Eu oro pedindo a cura ou eu não
posso pedir a cura? E a gente começa a
ser limitado pelo que a gente põe ou não
põe na nossa pauta de oração, pelo nosso
conhecimento da medicina e não por quem
Deus é e não pelo plano dele, que às
vezes recolhe pessoas, né?
Mas às vezes cura pessoas e a gente vai
deixando de crer. E como é que eu oro
por isso? Aí eu oro para que Deus cura e
Deus recolhe a pessoa e entra em crise
de fé. Aí é um negócio que é muito
doido, né? Que começa a mostrar que a
gente tem uma visão ainda de uma técnica
que garante um resultado, não nos
distanciando muito de neocarismáticos,
né? Ao invés de uma súplica dependente
de um Deus que se revelou a nós e tem
planos que não todos estão revelados a
nós, ainda há um mistério, o que nos
deixa humilhados diante da presença de
Deus, né? E aí, e tudo isso para dizer,
é por isso que a escritura é repleta de
elementos de adoração na oração,
elementos de gratidão e louvor a Deus na
oração, elementos de súplica e petição
na oração, elementos de intercessão na
oração, porque essa é a nossa realidade.
Eu vou interceder por pessoas, eu vou
adorar a Deus, eu vou agradecer a Deus,
né? Eu vou pedir por tudo, confessar
pecados, né? tem muito espaço para
confissão diante de quem Deus é um Deus
santo. E aí eu sou informado quem eu
sou. Eu preciso responder de uma forma.
E a única forma coerente de um pecador
responder a um Deus santo é confissão.
>> Verdade. Perfeito. Então, eh entendermos
esse relacionamento com o Senhor, esses
elementos nos ajudam, né? os quatro que
você citou aí de adoração, a ações de
graças, petições aí que incluem também a
própria intercessão e a confissão. São
quatro bons elementos, mas é orarmos à
medida que vamos crescer no conhecimento
do Senhor, de quem ele é, quem nós
somos, as nossas necessidades diante
dele e buscarmos nesse sentido,
desenvolver mais dessa vida de oração. O
que nos leva a uma outra pergunta que é
muito comum, principalmente para quem tá
começando, mas às vezes para pessoas que
já t muitos anos de caminhada, que é
como orar mais. E claro que aqui a gente
eh às vezes pode cair no erro de achar
que orações mais longas necessariamente
são orações melhores, né? Mas não é
tanto no aspecto de duração e mais na
questão de eh ter uma vida maior de
oração. Como a gente consegue orar mais?
Que dicas você poderia dar?
É, eu eu acho que volta para aquela
citação até do Richard Sibes, né, com
relação à fé, né? Se oração é uma
expressão de uma vida de fé, a
frequência da oração vai ter a ver com a
intensidade da fé. E aí, como é que eu
aumento uma fé? Parece que Jesus não
tinha nem sequer essa preocupação. Ele
falava: "Não é uma questão do tamanho da
fé, mas aonde ela está depositada".
Então eu vejo que quanto mais nós
crescemos na percepção do que nós
desfrutamos com o Senhor, né, por meio
da obra de Jesus, do ofício de Jesus,
né, eh, não só como o sacrifício em
nosso favor, mas também o revelador de
quem Deus é, né, o nosso exemplo de
oração, né, aquele que intercede por
nós, né, o ofício de Jesus atual
intercedendo por nós, né, nosso
advogado. Isso tudo são informações que
vão fazendo com que a nossa vida de
oração seja transformada e acompanhe um
conhecimento do Senhor, né? Ah, então
orar mais vai ter a ver com crescimento
e maturidade espiritual, né? Ah, que a
gente vê, né? A gente a gente percebe,
eu eu noto membros da minha igreja, né?
Que eu tenho aprendido, admirado, que eu
tenho aprendido com eles simplesmente de
ouvi-los orando, né? vendo esses irmãos
derramando o coração diante do Senhor.
Eu falo, tá aí alguém que entendeu, né,
a simples conversa com Deus e ele mantém
um relacionamento real com Deus vivo,
né? E eu aprendo demais com eles quando
eles oram, né? Então,
>> enfim,
>> bção, bção, bção. Isso, isso é muito bom
ver os irmãos da igreja orando, orar com
outras pessoas nos ensina mais a orar. A
gente pode aprender até sobre oração com
a própria escritura que nos dá exemplos
de orações, mas também com outros irmãos
que têm orado a partir do que tem
aprendido com a escritura e
desenvolvendo então assim esse
relacionamento com o Senhor por meio da
oração. Sobre repetir orações. Scha,
você acha que há espaço para isso? Tem
gente que acha que é o que Jesus fala de
vã repetições automaticamente anula a
possibilidade de fazer orações
repetidas. Mas é isso mesmo. Como é que
a gente deveria olhar para essa questão?
É, eu acho que até a luz do que você
mencionou de Jesus lá em Mateus 6, né, a
questão talvez eh não seja tanto, né, a
da repetição, né? Acho que o que Jesus
ensina ali não é simplesmente o repetir
a oração, mas que tipo de oração, porque
o contraponto são salmos, né? O que que
são salmos? Tem inúmeras orações
registradas e repetidas ali, né? Então
eu acho que a repetição não é tanto o
problema, o problema são as vãs
repetições. Pessoas que acham que pelo
muito repetir, o muito insistir, ah, se
eu tivesse orado pelo menos dois dias,
isso estava resolvido, né? E aí o cara
começa a olhar, fala assim: "Cara, que
que é isso, né? É quase assim, é um
videogame, né? Você vai orando, vai
subindo, vai subindo, vai subindo,
continua, continua, continua." Eu ten
que chegar até chegou aí resolvido o que
eu quero, né? Uma visão errada.
>> Sim, sim, sim, sim. Mas se a repetição
ela é resultado de fé, de que o único
que pode resolver a questão, de que o
único que pode trazer uma intervenção
para determinada situação é o Senhor,
>> Uhum.
>> Enquanto essa situação não dá evidências
dessa intervenção, eu vou seguir
perseverando e recorrendo ao único que é
capaz de mudar. E aí isso vai ser
traduzido numa repetição frutífera, né?
numa repetição que é perseverante e não
vã. Muito bom. Então, o problema não são
repetições, mas as vãs repetições, as
repetições que muitas vezes, inclusive a
gente vê no que é mais comumente chamado
pelos católicos de reza e a gente chama
de oração, né? Mas aquela coisa do ficar
repetindo a mesma oração várias vezes
ali seguidas, uma atrás da outra e
>> muitas vezes sem nem pensar no que as
palavras mais querem dizer. Eu já vi
gente apostando corrida de Pai Nosso, já
viu isso, né? Quem fala o Pai Nosso mais
rápido. É,
>> então assim, quando você deixa de
ponderar no peso das palavras e o desejo
que elas expressam para simplesmente
repeti-las, vira uma repetição vã, vira
uma repetição vazia. Mas o orar mais de
uma vez pela mesma coisa é algo que o
próprio Jesus autorizou quando nos fala
da da insistência, do insistirmos para
orar. próprio, próprio Jesus orou mais
de uma vez pela mesma coisa. Nós temos
pelo menos a narrativa de quando ele tá
ali para ir paraa cruz, ele orando mais
de uma vez sobre eh pedindo ao Pai que,
se possível passe dele esse cálice, né?
Então, a gente vê que há oportunidades,
há a autorização para repetição quando a
gente vê essa humildade de nós
precisamos, Senhor, Senhor, responda.
Mas também quando nós não colocamos o
peso da resposta no número de vezes que
nós oramos e sempre na no mérito, na
graça, na verdade, que Deus nos dá por
meio de Jesus Cristo, não é verdade?
Agora aí a gente chega em um outro ponto
que é, e quando a gente ora, ora, ora e
Deus não responde,
como lidar com orações não respondidas?
>> Ah, eu eu vejo que assim, o que a Bíblia
ensina sobre oração, a gente deve
construir um modos operante, né, de eu
vou orar porque Deus ouve e Deus
responde, né? Agora, como é que eu
processo essas respostas? E todas elas,
se não todas, né, a grande maioria
delas, eu avalio dentro do da dimensão
tempo, né? Às vezes parece que eu estou
diante do silêncio divino porque a
resposta não veio ainda ao longo desse
tempo, mas isso não quer dizer que ela
não virá.
>> Uhum.
>> Às vezes ela veio com uma clara
negativa, né?
>> Sim.
>> E uma negativa que também é pode ser
temporária. Às vezes Deus reverte as
circunstâncias, né?
>> Sim. Sim. Às vezes não, né? Quando ele,
quando a gente ora pela cura de alguém,
essa pessoa vem a falecer, aí nós temos
uma clara resposta de Deus, né? E ao
mesmo tempo nós temos uma esperança
informada pela palavra, seja da
ressurreição ou seja do consolo soberano
do Senhor, né? Ou ambos, né?
>> Uhum.
>> Agora, e quando a gente tem a percepção
de que ele não está respondendo ou que
as respostas vieram diferentes, né? A
gente também tem que entender que a
própria Bíblia diz que existem orações
que Deus não responde, né? Ah, quando
nós oramos de acordo apenas com a nossa
vontade, né? A gente pede mal, a gente
não vai receber, né? Diz Tiago, capítulo
4, versículos 2 e 3, né? Quando a gente
não ora de acordo com a vontade de Deus,
né? Ou simplesmente quando existe pecado
no interlocutor, né? Ah, que rompe a
nossa comunhão com o Senhor, né? A gente
tem Primeira Pedro, capítulo 3,
versículo 7, fala de quando o marido não
vive a vida comum do lar, suas orações
são interrompidas, né? Ah, Mateus, ah,
capítulo 5, versículo 21 também,
Provérbios 28:9, né? Então, são
passagens que apontam o fato de que uma
comunhão quebrada com o Senhor irá
impactar nossas orações. Então, as
orações não foram respondidas, né?
Primeiro, né? Ah, lembre-se de que o
Senhor é soberano e ele sabe mais, ama
mais. Segundo, né, eu estou orando de
acordo com a vontade revelada de Deus ou
estou pedindo coisas meramente pro meu
benefício por causa da do que eu quero e
não com a vontade de Deus, né? E
terceiro e a minha caminhada com o
Senhor. Às vezes assuntos que nem estão
relacionados com o pedido de oração
impactam diretamente, como eu falei, né?
Primeira Timóteo, primeira Pedro,
desculpa, 37, né? O marido não vive a
vida comum do lar. Suas orações são
interrompidas. O cara vive um boçal
dentro de casa e Deus não tá respondendo
as orações dele. Por quê, né? Falta fé.
Não precisa tratar sua esposa com amor,
né?
>> Sim. a pessoa não tá vivendo em de
acordo com a vontade do Senhor e quer
que o Senhor responda positivamente ao
que ela pediu.
>> Mas eu acho que esse aspecto,
>> esse aspecto é muito interessante
também, mas eu gostaria de focar nesse
ponto que você trouxe do da soberania de
Deus também, porque é nós reconhecermos
que o Senhor sabe muito mais, ele é todo
poderoso e a resposta dele sempre é a
melhor, né? A vontade dele sempre é a
melhor. Então, quando nós estamos num
relacionamento com ele, mesmo assim
recebemos um não ou mesmo espere, ainda
assim é a melhor resposta que nós
poderíamos receber, ainda que naquele
momento possa não parecer aos nossos
olhos que vem as penas, que vem apenas
as coisas pela metade, vem apenas um
momento, algo pontual. Mas no fim,
quando estivermos com o Senhor ali de
forma mais plena, nós saberemos que cada
oração que nós fizemos teve a melhor
resposta da vontade dele, não é verdade?
>> Sem dúvida. Sem dúvida. E aí vem o
ministério do Espírito Santo, que traduz
nossas orações de acordo com a vontade
de Deus, né?
>> Amém.
>> E eu acho que uma oração com fé deve
inclusive se basear nessa convicção.
>> Sim,
>> Senhor, eu vou derramar meu coração
diante do Senhor porque a sua palavra me
chama a fazer isso. Salmo 68. E o que eu
quero é a cura de fulano, né? Ah, o que
eu desejo, esse é o desejo do nosso
coração. Estou colocando diante do
Senhor, etc, etc., né? E Deus tem poder
para isso. Ele tem poder para isso, mas
ele é soberano para administrar os
planos dele com sabedoria e entendendo
inclusive de que a vida na Terra não é
um fim último da nossa existência, né?
Uhum.
>> Eu sempre fico pensando nas pessoas que
Jesus curou quando ele tava aqui na
terra, né?
>> 100% delas
>> sim
>> morreram depois.
>> É verdade.
>> Até aquele que ele ressuscitou morreu
depois.
>> Sim. Verdade.
>> Ou seja, aquelas curas nunca eram o
ponto final, eram sinais que apontavam
pro ponto final, né?
Então, Deus tá operando, ele está
operando, ele continua curando, ele cura
dentro de propósitos dele que muitos a
gente desconhece, né? Mas lembremos do
plano todo, né? Isso nos ajuda a receber
mais com ah com menos dor, né? Com menos
com menos amargura,
>> quando as nossas orações não são
respondidas de acordo com o que a gente
quer,
>> mas exatamente como a gente precisa ir
pro nosso bem.
>> Uhum.
É claro que aqui e no que eu vou
comentar existe uma diferença a de
vontades que não são a mesma mesma coisa
do que a gente coloca. Mas eu acho que a
oração de Jesus ela deve ser um exemplo
pra gente também nesse aspecto. Jesus
ora ao Senhor e diz, né? Meu pai, se
possível, passe de mim este cálice,
todavia, não seja como eu quero e sim
como tu queres. O que? Existe todo um
debate sobre como é que essas questões
se manifestam entre o desejo do filho e
do pai na obra redentora. E nós sabemos
que Cristo foi paraa cruz
voluntariamente para cumprir a vontade
do Pai. Mas o ponto da que eu quero
trazer aqui é esse da oração, que nós
vemos o próprio Cristo colocando o que
ele deseja em algum grau, mas de sempre
dizendo: "O que eu desejo acima de tudo
é que a sua vontade seja feita". Né? E é
assim que a gente tem que orar também,
não? ah, deixando de colocar diante do
Senhor o que é que nós achamos pelo que
nós temos buscado pela palavra, que
seria o melhor para nós, paraa glória
dele, mas sempre dizendo: "Senhor, se
não for isso o melhor paraa tua glória e
pro meu bem, não seja como eu quero, mas
seja como o Senhor quer." Eu acho que
esse é é um exemplo muito importante pra
gente ter.
Ô Sacho, agora indo para mais perto aqui
do fim da nossa conversa, a gente não
pode deixar de falar sobre oração, sobre
a luta da oração, sem falar sobre uma
característica tão atrelada para falar
dessa desse ponto, que é a o fervor. O
que é uma oração fervorosa? Como é que
nós podemos orar fervorosamente?
a gente associa rapidamente, né, esse
fervor de oração com a expressão
emocional da nossa fé, né, com que eu
sinto, com que eu experimento. Eu não
vou desassociar esse aspecto, mas eu não
vou definir por completo oração
fervorosa apenas com a sua expressão
emocional, né? Mas não deixa de ser uma
oração cuja fé está fundamentada na
revelação da palavra de Deus. Comecei a
entender que oração fervorosa vai ser
aquela que ela está fundamentada na
escritura. E a escritura vai moldar
então nossa experiência para amar a Deus
de todo coração e expressando isso numa
fé fervorosa, né? A numa oração eficaz
que é confiante na graça de Deus
revelada em Jesus Cristo e comunicada
pelo Espírito Santo, né? E aí conforme
eu meditava nessas coisas, né? Eu
comecei a ver, falei assim: "Puxa, a
minha dúvida nem é tanto, né? Quando eu
vacilo na minha fé, vacilo na minha
oração, não é tanto se Deus pode ou não
fazer algo. Parece que não é aí que
estão as minhas maiores perguntas, mas é
se Deus quer ou não fazer algo, né? Se
Deus quer ou não me dar isso, operar
dessa forma, né?" E aí eu comecei a
olhar, falei assim: "Mas eu acho que
também nem sequer deveria ser a minha
preocupação, né? Deveria sim conhecer o
coração de Deus, mas colocar o que ele
já sabe que tá dentro do meu coração
diante dele, porque o que ele quer é a
minha dependência, o que ele quer o meu
quebrantamento, né? E o que ele vai
fazer com isso? Eu vou aprender através
do tempo e vou enxergar que mesmo que
seja diferente do que aquilo que eu
pedi, Deus pode ou não mostrar, eu já
sei que é melhor do que eu pedi, mas
Deus pode ou não mostrar que é melhor. E
eu vejo que tudo isso começa a a
definir, me ajuda a entender melhor o
que que é essa oração fervorosa que
conhece quem Deus é, baseada na
revelação e começa a experimentá-lo,
mas conduzido por verdade. Acho que esse
que é o ponto que eu gostaria de
enfatizar sobre isso. Não é simplesmente
uma expressão emocional, mas é uma
expressão emocional guiada pela verdade
da palavra de Deus.
>> Perfeito. Ou seja, a emoção pode estar
incluída, mas não necessariamente o que
deve estar ali é aquele desejo
consciente de que as palavras que a
gente coloca na oração, elas sejam
cumpridas pra glória de Deus e pra nossa
edificação em Cristo, né? Agora você
fala de algo aí, você acha que é uma
pergunta muito comum relacionada à
oração quando se tá no meio reformado e
entende a soberania de Deus, que é por
que nós oramos se Deus já sabe todas as
coisas, se Deus já decretou todas as
coisas, será que você consegue dar uma
resposta então pra gente a partir da
palavra? Você acha sobre esse dilema que
surge na mente de tantas pessoas?
É, eu vejo que a gente,
a primeira resposta que eu dou, né, é a
gente observando apenas como a escritura
apresenta oração diante da soberania
divina.
>> Sim,
>> né?
>> Nunca na escritura você vai ver que
essas coisas são antagônicas. Elas são
apresentadas juntas e não há conflito no
autor bíblico, né? Ah, então quando Deus
falou para Elias, olha, vai chover, o
que que ele fez? Ele orou. Quando Deus
falou, vai parar de chover, o que que
ele fez? Ele orou. Então é só na nossa
cabeça que é Deus falou que vai chover.
Então o que que adianta orar? Deus já
falou, né? [risadas] Não, Deus falou que
vai orar, então é que vai chover. Então
ore, né?
>> Aham.
>> Ah, então Deus ele ele sim, ele
pré-determinou as coisas. Nada acontece
fora da sua vontade decretada. Mas ele
não decretou só o fim das coisas, ele
decretou os meios pelos quais essas
coisas virão acontecer, né? E Deus nos
chama a orar. Ele nos deu ordens para
orar. Então, muitas coisas acontecem
hoje em parte, em resposta a orações de
santos que entenderam seu chamado de
orar e foram obedientes, né? Eh, isso me
ajuda a entender bastante, né, de que
olha, tá, eu não preciso solucionar o
mistério mente divina, eu preciso
reconhecer de que ela é maior do que eu
consigo compreender e que ele me chama a
orar e que de alguma forma Deus ouve a
oração e segue o seu plano, como ele já
determinou na eternidade passada. Por
isso ele é digno de adoração. Por isso
ele é digno de adoração, né? Então, a
gente vê muito isso na escritura, né?
Ah, a gente vê João, né? Depois quando
tá terminando o Apocalipse, Jesus
falando: "Olha, vem, eis que venho sem
demora". Ele faz uma breve oração. Vem,
Senhor Jesus. Sim, sim, sim.
>> Mas ele já não falou que vai, né? Já.
>> Aham.
>> Então, por isso que eu oro, porque se
ele falar que não vem, nem ora, né?
>> É, não vai adiantar.
>> Foge do campo. [risadas] Você falar que
ele vem, ele não vem, né? É isso.
>> Mas porque existe o plano soberano que
eu desconheço, eu oro.
>> Aham. É isso aí. É isso aí. E
eu acho que a gente respondeu aqui as
principais questões, as questões mais
comuns. Agora, uma outra bem prática,
pequena, relacionada a métodos. Você
falou, por exemplo, do método da
escrita. Ah, eu gosto de escrever minhas
orações. E quanto a ler as orações, não
só escrever, mas sei lá, escrever um dia
e ler no outro.
>> Você acha que isso é um problema ou em
algum alguma estrutura, em algum
momento, de alguma forma isso pode ser
útil? tem o seu papel.
>> É, eu não vejo que isso daí é um
problema em si, né? Mas pode ser, né? O
nosso coração ele transforma qualquer
coisa em problema, né? Mas primeiro não
é problema, porque de novo a gente tem
os salmos, né? E muitos desses salmos
foram orações escritas que eram usadas,
né? Eram memorizadas, eram usadas na
adoração a individual, muitas delas
corporativa do povo de Deus. Eu não vejo
problema com relação a ler orações, né?
Ah, e tem o seu valor didático para nos
ajudar a orar, para nos ajudar a colocar
os pensamentos em ordem, né? Eu até
tinha mencionado a questão da escrita na
oração, né? Eu, pessoalmente, né, eu não
me adapto muito bem a isso, mas minha
esposa, por exemplo, escreve suas
orações de manhã, né? Ela escreve
bastante, né? Eu tentei uma época, me
adaptei um pouco, talvez deveria tentar
de novo, né? Mas falar para mim é muito
melhor para me ajudar a organizar, né?
Mas eu não vejo que é um problema ler
orações, não. Eu acho que às vezes ela
pode ser de fato uma coisa quando é
distante da realidade ritualística, né?
Eu lembro de uma determinada experiência
que eu tive que alguém leu a passagem de
João 11 e fez assim uma leitura no
contexto de um funeral, né? E fez assim,
cara, uma leitura tão ritualística, tão
vazia,
né? E pela graça de Deus, eu tive a
oportunidade de ter a palavra depois e
de pegar o mesmo texto e apresentar de
uma forma diferente apenas porque nós
cremos de que João 11 descreve a
esperança da ressurreição em Jesus. Não
era uma leitura que foi o problema, mas
era um coração distante daquela
realidade. Fez toda a diferença, né? A
gente simplesmente dizer sobre a
esperança real porque a gente crê, né?
>> Uhum. E Sacha, você que falou sobre a
oração particular e a oração
comunitária, a oração com os irmãos. Ao
longo da nossa conversa, nós mencionamos
isso aqui, ali, mas nós não enfatizamos
tanto a a importância de cada um desses
papéis. Seria correto dizer que os dois
são necessários e como é que nós
deveríamos nos dedicar a ambos, à oração
em particular e a oração comunitária?
>> Ah, sem dúvida, né? Eh, o autor ele
coloca um parágrafo, eu até anotei ele
aqui, ó, página 64, ele diz assim: "A
oração cristã é tanto particular quanto
pública, mas não é exclusivamente uma ou
outra. Ela é profundamente pessoal, mas
não é individualista. Invariavelmente
assume expressão coletiva, mas o
elemento pessoal nunca está ausente na
verdadeira oração." Eu achei isso
sensacional, né? Ele colocou de uma
forma muito suscinta e clara o
relacionamento das duas e a importância
das duas, né? Nós somos chamados a orar,
nos faz bem, né? E não é só porque nos
faz bem, né? Mas é edificante quando nós
escutamos irmãos orando, nós estamos
buscando junto ao Senhor, nos ajuda
demais no foco, mas nunca deixa de ser
algo que é pessoal também, né? E aí tem
a oração individual e a sua importância,
né? Ah, e eu achei isso sensacional, que
ele coloca na página 64, né?
>> Maravilha, meu irmão. Com certeza a
gente precisa ver a conexão de ambas as
coisas, o papel de cada uma delas.
Cristãos devem ter o seu momento de orar
a sós, mas devem também orar com os
irmãos. Nós vemos ambas as coisas
acontecendo na escritura, até mesmo na
vida do próprio Cristo. E isso faz parte
da nossa vida de relacionamento com
Deus, mas não somente com Deus, também
uns com os outros, como irmãos da mesma
família. E por fim, a gente chega a uma
pergunta muito relevante para essa
conexão, que é então como é que nós,
como membros de uma igreja podemos
ensinar os nossos irmãos ali a orar mais
e até mesmo como pastores, como líderes
ali na igreja, podem ajudar os seus
membros, os membros da igreja a terem
uma vida melhor de oração, a a
entenderem o privilégio que é a oração e
se dedicarem a ela para um
relacionamento. com Deus.
>> Bom, a
para líderes e pastores, né, eu diria
ensinando o que a Bíblia diz sobre
oração, né, primeiro lugar, né? E aí é
mesmo, né? São aulas sobre isso, né? Que
que a Bíblia diz sobre a oração, né?
Modelar isso no culto público.
Acho que é importante, né? Pelo tempos
em que nós vamos orar publicamente, não
só no início da mensagem, no início do
culto, mas ter um tempo em que nós
oramos, né? recentemente, recentemente
já nem tanto, né? A gente introduziu um
elemento que a gente não tinha na nossa
liturgia, né? Por mais que ela seja uma
liturgia mais informal, ela tem uma uma
ordem, né? Ao tempo de oração em
resposta à leitura da palavra, né? E
deixando com que a leitura bíblica me
formasse uma oração pública, né? Ah,
também fazendo da oração o elemento
importante a ser a ser transmitido no
discipulado normal da igreja, né? Então,
não deixar com que simplesmente a pessoa
descubra por si mesma, né? Mas é ensinar
isso. E aí, lembrando, né, ele cita isso
no livro, achei tão legal, é orando que
se aprende, né? Põe o pessoal para orar,
põe o pessoal para orar e você vai
aprendendo e conforme você vai
aprendendo mais de Deus, isso vai
mudando a sua oração, né? Ah, ter
comunhão com Deus, já dizia Thomas
Campes, né? Ele ele cita isso lá, né? É
uma arte, né? Então, não é resultado de
um método, mas é uma arte, né? Tem os
métodos, mas não é definido pelos
métodos, né? E aí vai se criando, né?
Vai se criando aí.
>> Muito bom, meu irmão. Muito bom. E meu
irmão, para quem você recomenda esse
livro, A luta da oração e busca do
verdadeiro quebrantamento, um livro que
fala dessas questões que a gente tratou,
de algumas outras. Para quem você
recomenda? Eu recomendo esse livro para
todo crente, né? Ah, em especial para
líderes, né? E aqueles que têm a
responsabilidade de ensino. O livro não
se propõe a ser um livro de técnica de
oração, mas uma teologia robusta sobre a
oração. Então, vai ser muito bom você,
líder encarar isso aqui como um
trampolim até de pesquisa para que você
vá além, né? pegue os temas que ele
lista aqui. Aí ele faz um trabalho muito
bom, combatendo os equívocos do
misticismo pop, né? Elevando a
experiência da oração e coloca de volta
como uma resposta à palavra de Deus.
Isso é bem legal, né? E aí eu recomendo
então a todo crente, você precisa saber
mais sobre oração e em especial líderes,
né? Para que você ensine sobre oração,
né? Não é um livro para você ler, eh, eu
digo, deitado na rede enquanto você olha
as crianças na piscina, né? Você vai
precisar de um pouco mais de atenção,
né? Não é um livro difícil de ler, mas é
um livro que trata de conceitos que não
são simplesmente triviais, né? Você vai
precisar digerir um pouco as coisas lá,
né? Perfeito, meu irmão. Sacha, muito
obrigado por mais esse tempo de
conversa, por me ajudar aqui, ajudar a
vida nova a compartilhar desse tema tão
importante e de um assunto tão
importante que esse livro trata. E que
Deus continue te abençoando, te usando e
espero te encontrar em outros episódios
aqui, meu irmão.
>> Amém. Valeu, Deus abençoe.
>> Deus abençoe você aí de casa que nos
ouviu, quer aprender mais sobre oração,
quer entender mais sobre a base da
oração, a teologia por trás dela, mas
também instruções que nos mostram como é
que nós podemos ter um relacionamento
com o Senhor por meio da luta da oração.
Então esse livro aqui vai ser bênção na
sua vida. E se você tem gostado desse
podcast, gostou dessa conversa, quer ver
mais outras, dê uma olhada nas dezenas
de outros episódios que nós temos, se
inscreva na sua plataforma de podcast
preferida para não perder nenhum dos
próximos episódios e deixa aí seu
feedback com seu like, comentário,
inclusive recomendação de outros livros
da vida nova que você gostaria que nós
gravássemos uma conversa a respeito.
[música] É isso aí, até a próxima. Deus
abençoe.

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