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A fé vem pelo ouvir

AULIVE: AS CRÍTICAS AO MARXISMO COMO SE FOSSE RELIGIÃO (POPPER, SCHUMPETER, PARETOE TUCKER)

AULIVE: AS CRÍTICAS AO MARXISMO COMO SE FOSSE RELIGIÃO (POPPER, SCHUMPETER, PARETOE TUCKER)

AULIVE: AS CRÍTICAS AO MARXISMO COMO SE FOSSE RELIGIÃO (POPPER, SCHUMPETER, PARETOE TUCKER)

Vou ler um trecho do meu livro novo
Pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
pela [música] verdade, pela vida, pela
luta popular, pela realidade. Uma utopia
livres do rio ao mar. [música]
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
[música] Guerra aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
[música]
ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a
boa nova. Todo dia útil até a vitória
final.
Filosofia,
economia, sociedade e [música] religião.
Praticamos pneologia diplomada, fazemos
propaganda e agitação. [música]
Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho,
ser da terra, o sal. [música] Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final. [música]
Pela verdade, [música] pela vida, pela
luta popular, pela realidade, uma
utopia.
>> [música]
>> Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia
da [música] paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
[música]
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições e
viver para fazer história.
Ciência [música] do mundo, luz. Testemun
ser da terra o sal. Seguimos trazendo a
boa nova, [música] todo dia útil até a
vitória final.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho
ser da terra, o sal. [música] Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Segue nos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final. [música]
[música] Ciência do mundo, luz,
desenhecer da terra, o sal.
>> [música]
>> Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
[música]
Bom dia, tudo bem com vocês? E aí, como
é que vocês estão? O som tá bom? O som
tá bom? Tá tudo em paz? Tá chegando o
som aí. Quarta-feira.
praticamente fim de semana, só que não.
Bom dia.
Pera aí, vamos ver se o sonzinho tá bom.
A música de fundo tá muito alta. Deixa
eu ver.
São testes. A gente não tem uma
padronização tão padronizosa assim, né?
[música]
É semiorganizado.
Pera aí. Opa.
Jesus. Foco aí.
Eu acho que o som deve tá bom. O som
para mim tá OK. OK. Tá top. Top. Ok. É
uma distância considerável, mas vamos
lá. Bom dia fazer o quer, meu querido.
Tudo bem? Como é que você tá? Que fazer.
Tô falando desse jeito, sem conseguir
falar direito, travando, porque eu tô
com a afta do tamanho do meu olho na
minha língua e dói.
Dói, Jesus, como é difícil falar. Mas cá
estamos, né, fazendo live de live, live
ao vivo, ao vivo. Bom dia, Rubens. Stud,
meu querido. Como é que você tá? Espero
desejo que bem. Se eu já falo rápido,
tentar falar rápido com um af do tamanho
do olho na língua é complicado.
Ai ai. É sobreviver.
Estamos em situação do escritório CLT.
Graças a Deus pelo CLT. Graças a Deus
pelo escritório. Que pena que a gente
tem que trabalhar.
Tem um desenho que a minha filha
assiste. [risadas]
Por dia, meu querido. Cara, tem um
desenho que a minha minha filha assiste
que é uma bobagem tão divertida, é uma
bobajada, né?
A premissa são aliens que vieram pra
Terra e estão estudando os humanos. Só
que eles são aqueles aliens bem imbecis,
né? Comor meio pastelão,
meio não, completamente pastelão. E aí
no episódio que é sobre o trabalho e
sobre o escritório. E eles vão entender
o que é o escritório
e aí eles fazem uma bagunça no
escritório, aquela coisa, tá? Não sei o
que e no final de cada episódio aparece
como se fosse um programa de TV, um
documentário a lá Globo Repórter quando
existia. Não sei se ainda existe, não
faço ideia. E aí o o
o cara aparece um etzinho falando na
terra. O escritório é um lugar muito
divertido, onde você pode, aí ele começa
a mostrar tudo que eles fizeram,
destruindo o escritório, que foi para
eles, foi divertido enquanto as pessoas
estão trabalhando com cara de tédio.
E o e aí termina assim, o escritório é
tão legal que todos os dias os humanos
chegam a pegar mais de 2 horas de um
transporte eh e amultuado para poder
retornar para esse ambiente divertido. E
aí tá uma foto das pessoas segurando
assim
no ônibus, um monte de gente atolada.
Cara, ironia fina para crianças. Foi um
lugar tão divertido que as pessoas se
reúnem ali, ficam mais de até 2 horas ou
mais de duas horas dentro de um
transporte apertado para poder chegar no
de volta no escritório, né? Voltam todos
os dias pro ambiente.
Cara, genial. Muito obrigado a pessoa
que fez esse desenho aí, porque
[risadas] é divertido.
E aí, Bruno, dá uma dica de
investimento, cara. invista em sua vida,
né? Em tempo de vida. Calcule bem o que
que vale a pena, você perder seu tempo
ou não. Então,
quando você recebeu uma mensagem, você
viu o que o adicione a pessoa imbecil da
internet que você considere
minimamente relevante? Disse aí você
fala: "Pô, mas eu considero essa pessoa
imbecil, então eu não vou ver". É um bom
investimento de vida. Você ganha tempo,
tempo de vida para fazer qualquer outra
coisa, para não ficar estressado, para
não perder a linha, para fazer alguma
coisa que te motive, que te anime, não
que te deixe puto, né? Você pode fazer
uma coisa que te anime, que te deixa
mais relaxo, deixa feliz, vai dar uma
caminhada, vai assistir um filme legal,
um vai assistir a série do Choque de
Cultura,
coisas importantes, né? Coisas assim.
A minha sorte é que leva 8 minutos para
chegar aqui. Graças a Deus. Excelente.
Vitória trabalhador. Eu não levo 8
minutos para chegar no escritório, levo
uma hora mais ou menos, mas não preciso
de todo dia. Eu faço normalmente home
office
e aí então significa que eu não levo
nenhum tempo para chegar ao trabalho, a
não ser o tempo de ligar o meu
computador, bater o ponto e começar a
trabalhar,
que não necessariamente é bom,
especialmente em férias escolares
infantis. Talvez eu esteja nessa
situação nesse exato momento e aí dá uma
tripla jornadinha considerável.
[risadas]
Mas sobreviveremos também, né?
Jesus Cristo come office suas vantagens
e desvantagens, não é? Bom dia a todos.
A e a bom dia a todos estados ateus.
Cara, isso é um travaal difícil, hein?
Ainda mais com AFTA. Bom dia a todos os
estados ateus. Caraca, que difícil. Bom
dia a todos os estados ateus, estados
likes, estados confessionais.
confessionais a gente tem que começar a
conversar um pouquinho. Pode ser que um
p
ver esse bagulho agora. Aê, vitória
trabalhador.
Que coisa, hein,
meu amigo? Que sustinho. A gente já não
consegue fazer live direito porque, né,
afinal temos que trabalhar. [risadas] E
aí quando vai fazendo o único dia dá
ruim, é me lasca. E ainda hoje a live é
mais curta, hein? É só uma horinha de
live, mas vai ser uma horinha intensa e
muito boa. Dicas de passagem.
Tipo, você viu o que o Paulo Cogos disse
sobre o Exato. Não perca tempo com isso.
Ou assim, você viu que o Artur do Val
falou? Não, ele nem deveria estar
falando. Então, quer dizer, não entendi
qual que é a sua preocupação com isso.
Ou me mandar um vídeo do professor Rock
para eu assistir para entender o que tá
acontecendo.
Pô, que sacanagem que vocês fizerem. O
cara me manda mensagem. Ô, assiste esse
vídeo aqui que ele é muito bom para
entender a conjuntura. Vídeo do
professor Rock.
Tá de sacanagem.
O travaalíngua travou a live para você
ver. Perigudo de travar as coisas, né?
Trancar as paradas aí. Vixi, já era. Deu
ruim. Travou não, só a língua, travou
tudo. Tem que tomar cuidado.
[risadas]
Bom dia, Igor. Como é que você está, meu
camarada? Espero desej. Bom dia, bom
dia, bom dia, bom dia,
bom dia, professor e chat aguerrido,
chat aguerrido, saudável, querido,
maravilhoso, gente boa que segue aqui no
nosso canalzinho, né? Aliás, eh,
aproveitando aqui bordura, nosso
camarada [música] que me deu a honra, me
deu a honra, o que me deixa muito
satisfeito e feliz de ter pela primeira
vez entrado na membresia de algum canal
na vida dele, que eu não sei quanto
tempo de vida é, mas escolheu o nosso
canalzinho para ser pela primeira vez
membro de alguma coisa. Então, muito
obrigado aí pela confiança e você também
pode considerar ser membro, membro,
membro, membrezinha aqui do canal
participando ativamente do nosso
conteúdo e podendo ter acesso a
conteúdos exclusivos que são aulas,
cursos, cursos como Marx e Religião,
evangélicos e política no Brasil e mais
um montão de coisa que pode rolar por
aqui que é bem bacana. Tem vários papos,
tem eh filosofia da libertação, que é um
conteúdo muito massa também, um curso
legal e de leitura popular da Bíblia.
Agora a gente tem um texto, um uma série
de vídeos sobre como fazer o seu projeto
de pesquisa, uma leitura comentada do
livro da Elsa Tames que não tem
português. Cara, é bastante coisa. Por
R$,99 eu acho que vale a pena. Assim,
R,99
é agora eu já posso dizer que é mais
barato do que uma passagem de ônibus.
Então fica aí o convite,
vocês poderem aí fazer o um o força aí e
agradeço todo mundo que é membro, membro
membrezinho aqui do canal porque eu vou
até vou mandar hoje lá no grupo do grupo
exclusivo para quem é membro, membra
membre aqui do canal. Grupo exclusivo a
gente tem também. Se você quiser
participar e a gente troca ideia,
compartilha materiais por lá. as nossas
músicas extremamente divertidas para
quem tem humor quebrado, que a gente
também tem por aqui. Mas lá no no nosso
zap até mandar hoje mostrando, por
exemplo, os rendimentos aqui do canal,
porque o canal é pequeno, não sei se
vocês perceberam, nós somos 21 pessoas
online nas 9:15 da madrugada, agora 9:28
da madrugada e eu só consigo fazer uma
live um por semana, aquela coisa toda,
um canalzinho pequeno.
Ah, não é essa câmera não. É a outra.
Cadê a outra câmera?
Ele não tá reconhecendo minha câmera. Aí
reconheceu minha câmera. Então a quem
interessa, né, nos derrubar? Eu acho que
na verdade tá sendo o cabo da minha
câmera aqui. Hum. Que coisa. Vou tentar
trocar. Se travar de novo, vou trocar.
Senão vou seguir na lei da preguiça.
Onde é que eu tava?
Vamos mandar lá porque o a gente tem um
canalzinho pequeno e aí assim ele ajuda
às vezes a pagar umas paradinas aqui
para continuar trampando, continuar
produzindo conteúdo, que pagar conta de
luz, continha da internet, aquela coisa
aqui que é. E aí, eh, 93% dos
rendimentos desse canal, 93% dos
rendimentos desse canal é de membresia.
Então, se você puder ser membro, membra,
membro, ajuda para [risadas] caramba.
Fechou? Nosso canalzinho é pequeno,
irrelevante, mas consistente.
Irrelevante, mas consistente. E assim
como o nosso conteúdo aqui, a gente tem
uma um grupo pequeno de membresia, mas
fiel e resistente também. E a gente
segue papeando. Não esquece de curtir
esse vídeo, né? comentar para engajar,
espalhar para a palavra por aí e
compartilhar com o pessoal. E agora tem
aquele botãozinho hype que eu sempre
esqueço de falar também, mas dentro de
travadas, caídas e tudo mais, parece que
eu consegui passar as mensagens
necessárias. Bom dia. [risadas]
Bom dia.
A música continua, o som e a imagem
congelada. Que ponto chegamos? A música
pelo menos continua. Fica com aquele
barulhinho de som de elevador.
Eu não sei se é a instabilidade do
Streamyard ou se o meu computador tá
falando: "Bruno, há quanto tempo você
disse que você precisa trocar de
computador e eu não tô levando ele a
sério, sabe? Pode ser.
Marx religião é muito bom. É mesmo, Ben?
É bom mesmo. É bom mesmo. Modéstia parte
é um curso totalmente excelente.
Seja membro, só benefícios. Só
benefícios. Os malefícios a gente finge
que não existem. Melhor coisa que eu
fiz. Caraca, olha isso. Estudando suas
aulas sobre projeto de pesquisa.
Gestando aqui. Que legal, cara. Espero
que as aulas contribuam mesmo. E
modestia parte são umas diquinhas boas,
tá? Eu eu eu sempre sou muito inseguro
com o meu próprio conteúdo e com o que
eu penso. Às vezes eu acho tipo, ah, tem
nada a ver isso aqui. Opa. Às vezes eu
penso, nossa, tem nada a ver com isso
aqui, tá travando, né? Acho que é
instabilidade do streamer. E aí a E aí
esse fim de semana o camarada falou
assim, mandou uma mensagem para mim
assim: "Para de ser humilde". [risadas]
Eu falei: "Oxe, pensei que humildade é
uma coisa boa". Para de ser humilde,
você tem um bagulho legal aí. Falei: "É
se par que eu tenho que parar mesmo."
Mas o o curso de de como fazer o projeto
de pesquisa é legal mesmo, tá? Tem umas
dicas interessantíssimas. Modestia
parte.
Quero destacar que não sou comunista.
Apesar de ficar com esse símbolo
comunista ao lado do meu nome, eu não
escolhi o ícone. Não, eu já imputo o
ícone nas pessoas, coitadas. É porque
você vai ficando aqui no canal, vai
mudando o ícone, ele vai alterando de
tempo em tempo. Dá like, chat. Dá like.
Dá like. Querem nos derrubar. Querem nos
derrubar.
Achei que meu PC tinha travado. Não,
não. Provavelmente o seu não. É o meu
que trava. Aliás, eu ten você, querido
out_line
133.
Alt_line 33. Você fez um comentário num
post recente que você vai ser o meu bod
expiatório pela primeira resposta em
áudio aqui do do YouTube? Porque aquela
perguntinha sem vergonha que você fez a
respeito do professor Rock merecerá um
conteúdo em áudio.
O YouTube liberou isso agora pra gente
para responder mensagem em áudio. Aí eu
vou me divertir, então vou tomar essa
liberdade. Estou te antecipando que vai
ser a primeiro teste, vai ser por esse.
Talvez eu espere a afíngua passar porque
eu não tô conseguindo falar direito.
Perdão aí. A música continua. Sua
imagem. Vamos lá. É aí é ruim. Buenos
dias. Felipe, nosso querido Felipe,
primeira pessoa santificada, beatificada
aqui em vida pela nossa igreja barista.
Bom dia, meu. Tudo bem? Espero e desejo
que esteja melhor também. [risadas]
Tem mesmo, tem mesmo, tem. Teu conteúdo
é bom, mano. Pô, valeu. Obrigado de
coração. O curso de T, eu não é TI, tá
gente? É TL. É que aqui para mim pareceu
ser TI, mas eu não sei TI. T. Teologia
da libertação me fez me identificar com
a linha com a linha da TL que o marxismo
em si mesmo sendo ateu. Olí que legal,
principalmente pelo França. Que massa,
que massa. É legal mesmo. Doutrinação
marxista do chet. É, a gente doutrina,
doutrinar e doutrinar.
Ontem teve uma discussão muito rica no
grupo da membresia. Seja membro. Muito
obrigado, Paulo. Bom dia, Paulo, meu
querido. E o pior é que teve um papo
Barça mesmo. Muito bom. Muito bom. Muito
bom. Muito, muito bom. [risadas]
vai levar ao vivo. Ah, vai ser
divertido. Só pra gente tirar uma onda.
[risadas]
É nós. É nós. É nós. Só para gente tirar
a onda.
Vai ser engraçado, prometo. Eu vou
tentar ser engraçado.
Ai ai. Mas sobreviveremos, né? Tá no
cantinho. Fica para continuação. Hoje
sem brincar no recreio, hein? [risadas]
Já estou recuperado do monarquismo. Que
bom. Que bom. É, você vê como a
monarquia é uma coisa ruim, né? É, é uma
coisa perigosa.
É, a gente tá se entendendo, mas ninguém
mais tá entendendo. Mas a gente se
entende.
[risadas]
Mas vamos lá, minha gente. Eu não, hoje
vai ter que ser um pouquinho mais rápido
por motivo de trabalho. CLT, exavida,
não é?
E aí, mano? Eu botei o título dessa
livezinha de hoje, eh,
a partir de uma provocação do nosso
querido Leandro lá no grupo do nosso
grupo de membresia, fazendo um
comentário muito massa sobre Schum Peter
e como Schump Peter faz uma provocação
crítica interessante logo no início do
livro dele. Eh, ih, qual que é o nome do
livro? Acho que é socialismo, é
capitalismo, socialismo e democracia.
Acho que é isso que ele fala sobre
marxismo, o o marxismo sendo uma
religião, né?
E assim,
não é só ele que fala isso. Você vai ver
muito maluco na internet falando o
Chetter pelo menos tem a qualificação,
né? Bom, uma pessoa importante pro
pensamento, mas tem muito maluco com
quem você não deve perder tempo, que
também fala essas bobagens, fala uma
groselhada respeito disso, mas fala
assim, Lux Petra ainda tenta fazer uma
provocação crítica e tal, mas tem gente
que fala bobagem mesmo.
Aquele doido do Tassos Licurgo,
completamente maluco, fala uns bagulhos
desse. Mexismo é uma religião. E fala a
frase, não sei se vocês já ouviram essa
frase. Se não ouviram,
perdão por
atrapalhar o ouvido de vocês e roubar
uns segundos da vida de vocês. O maior
inimigo do comunismo não é o
capitalismo, é o cristianismo.
[risadas] Aí você pensa, só o maluco do
licurgo diz isso.
Tem outros malucos também, tem maluco
com grife que também diz isso. E a gente
vai dar uma passada sobre isso, porque é
algo muito comum de aparecer,
de
colocar o marxismo como se fosse uma
religião ou buscar paralelos e analogias
que indiquem que o marxismo é uma
religião, abstrair o conteúdo do
marxismo ou da religião para poder fazer
essas comparações.
Então é importante que, aliás, antes que
alguém aqui que vai que cai de
para-quedas aqui, né?
que cai de paraquedas aqui. Alguém cai
aqui de paraquedas, fala: "Não, mas tem
aquele texto do Walter Benjamin,
capitalismo como religião." E tem um
monte de gente na teologia da
libertação, entre marxistas e não sei o
que lá que faz isso, faz essa
brincadeira também dizer: "Mas
capitalismo é religião." Mas eu sou
contra essa ideia de dizer que o
capitalismo é religião. Acho burrice,
bobagem e tal.
A gente já leu esse texto do Benjamin
aqui. A gente entendeu qual foi a
proposta desse rascunho de um esboço de
um livro que ele nem começou, nem deu
para terminar. quatro página que ele
escreveu um negócio lá e fez umas
pequenas reflexões
a partir de uma leitura de Weber. E ele
nem marxista era ainda nesse período.
Ele vai
inserir-se no marxismo mais paraa
frente. Então assim, muitas ressalvas
para sair reproduzindo isso sem os
devidos cuidados, né? Então a gente já
falou sobre isso no canal, tem algum
vídeo em algum lugar que eu não lembro
qual. Então, boa sorte em maratonar o
canal para você encontrar esse momento
em que a gente lê e fala sobre isso. Mas
já vou dizer, não, não, não é para
falar. O capitalismo é religião,
marxismo é religião, religião é
religião, o ateísmo é religião. Ai,
bobagem. Essas brincadeiras de linguagem
abstraída é muito chato, muito chato.
Você abstrai qualquer coisa, confunde
analogia e metáfora com descrição da
realidade eh, triste demais. Mas uma
coisa de cada vez. Você tem opiniões
sobre Friedrich Hek? As piores? Não,
brincadeira. Querendo ou não, o cara tem
bagagem muito grande tudo. Sim. Não, o H
é um cara que tem que deve ser
enfrentado. A gente tem que discutir. E
tem coisas a partir de críticas que ele
faz que são muito importantes da gente
assimilar. A crítica, gente, ela não é
só demolição e abandono, né? Ela ajuda a
gente a aperfeiçoar o nosso próprio
pensamento e as falhas que nós temos nas
nossas teorias e compreensões de mundo.
Tem muita parada do Haik que é só
grosélia, muita mesmo. Tem outras que é
canalice,
mas alguns apontamentos sobre
racionalidade, alguns apontamentos sobre
cálculo, cálculo econômico são
importantes da gente assimilar. Quem
sabe um dia a gente faz um papo sobre
isso, não é?
>> [risadas]
>> A impossibilidade de você numa sociedade
complexa ter um planejamento total de
tudo ao mesmo tempo. Isso aí beleza. Ele
dá, ele dá na verdade consistência para
umas bobagens que o Mes falava, mas o
dele pelo menos sai com decência. O
Mises é só bobagem.
Mas são coisas que a gente tem que
começar a avaliar para poder fazer o
cálculo sobre o nosso próprio pensamento
e o próprio desenvolvimento do nosso
pensamento.
Eh, e é a gente [música] vai por aí.
Criança que
>> faz não.
>> Não é porque você não viu que tem um
monte de cabo [música] aí. Pode dar ruim
aí, filho. Tem um monte de cabo aí. Você
tropeça desliga tudo
isso não. Tá bom. Obrigado. Valeu. Eh,
Liurg é o antibr
cara, Licurg é triste, mano. Vou nem
falar nada.
Tem essa linha do Vglin e o e
conservadores religiosos. O Vgling,
Vuggling
Vuglin. Eu acho que eu li uma vez há
1603 anos atrás. Eu não lembro de nada
disso.
Uma coisa, é uma coisa, outra coisa,
outra coisa. Exatamente.
Cheguei chegar a tempo. Boa madrugada.
Boa madrugada, minha gente. Tudo bem?
Tema bom pra live. Diferença entre
crítica, implicância e canalista.
>> [risadas]
>> Pô, um dia a gente podia fazer uma live
só sobre o que é crítica, né? Os
sentidos possíveis para crítica e o que
que é só ofensa gratuita. É diferente
também.
A China quebra os problemas do cálculo
econômico.
Sim, sim. Porque ela faz uma coisa
interessante que é o planejamento
social, né? Com tal ou como é que é que
o que o o Elias chama junto com o lá?
Projetamento, né? do projetamento e ao
mesmo tempo que ela deixa mecanismos de
mercado funcionando com intervenções
sistemáticas,
o que é assumir que você não consegue
planejar tudo ao mesmo tempo e e
[música] que isso assumir que não dá
para planejar tudo ao mesmo tempo e essa
coisa toda e que esses essas falhas,
vamos dizer assim, de planejamento total
permitem também você acelerar a produção
em determinado setor, você ter inovação,
trocas locais com maior autonomia. Isso
é interessante, a gente tem que pensar
sobre essas paradas. Acho legal.
Não tem como calcular tudo ao mesmo
tempo. Computador quântico vendo isso
mais não tem mesmo, infelizmente. Eis a
vida, né? A base da palavra igreja vem
de eclésia, né? Sim.
Algo de assembleia política. E se for
por aí, igreja tá OK na definição.
Boa, boa, boa. É uma saída, hein? É uma
saída. Viglins.
Bruno, não esquece de responder se o PT
é neoliberal. Não, Bruno, o PT é
neoliberal?
Não, mas ele faz políticas neoliberais.
Sim, mas ele é neoliberal?
Não, ele não tem como programa e agenda
a fazer tal coisa. Contudo, porém,
todavia, num mundo globalizado e que foi
forjado no neoliberalismo a partir dos
anos 90, a gente não consegue fazer as
coisas por nossa livre vontade, livre
espontânea vontade. Existem contextos,
condições, contradições que devem ser
enfrentadas. Eu sou contra as muitas das
medidas tomadas dentro desses contextos
e que devo defender a população e o
interesse do trabalhador. Sem dúvida.
Porém, contudo, todavia, isso não
significa que, pelo fato de, nas
contradições de uma democracia burguesa,
um determinado partido não cumprir com
toda a agenda que eu sonho, que ele é
neoliberal.
Ah, ok. Espero ter ajudado.
Eu sempre achei esquisito pregar a não
intervenção do estado, mas ninguém fala
nada da intervenção dos capitalistas no
controle de preço, maximizando lucros.
Maximizando o lucro, não pagando o preço
correto trabalho. Ah, tem muito mais
coisa. Xi,
um dia a gente vai papar sobre isso.
[risadas]
O mito da das correlações de forças
diria o Zelada. [risadas]
É a vida, né?
Tirar.
>> Eu ti deixar.
Ah. Ai, ai, cadê? Cadê? A esquerda
acredita. Iui, caraca, perdi. A esquerda
acreditou no fim da história do
Fukuyama. A direita não. Agora hora da
da construção. Não, acho que a direita
acreditou plenamente que era o fim da
história. Plenamente. Ela tinha certeza
que ela tinha ganho. Caramba, o que que
aconteceu aqui?
>> Não sei.
>> Esse Charizard tá difícil de abrir. Pega
aquela tomadinha ali. Não consigo abrir
essa branca aqui, ó. aqui.
>> Caramba, o que que você fez aqui,
criança? Não fiz nada. Eu peguei ele e
>> aí. Ih,
>> foi mal.
>> Ele de novo.
>> Soltando o Charizard da criança. T
criança. Liberado. Charizard.
>> Vamos lá. [risadas]
Ah, a direita acreditou também. Os
liberais acreditaram que era o fim da
história. Todo mundo acreditou que era o
fim da história. Isso ficou de boa, né?
Quem ficou full da vida foi a extrema
direita, né? Fascista, que meio que
tinha perdido já e não conseguia se
recuperar. Na América Latina, em
especial, os fascistas ficaram fos da
vida porque a ditadura acabou, né? As
ditaduras.
Mas o pessoal achou que acabou a
história comunista e tal. Aí essa ala
fascista canalha que não acreditou era
muito minoritária. A maioria da direita
tava surfando feliz, alegre contente.
Acho que a gente tem que
tomar cuidado de não botar todo mundo no
mesmo saco, né? A gente analisar aqui
quais grupos são,
quais grupos e quais interesses estão
envolvidos neles, né?
Bruno, você não pensa em fazer um vídeo
aqui pro YouTube sobre a crítica que
você faz a organização do ódio? Cara, eu
penso, eu penso em vários conteúdos
legais que eu poderia fazer. Aí o meu
grande problema é que eu não tenho
tempo,
[risadas]
infelizmente,
e nem condições materiais para isso. Eu
eu queria, mas eu não consigo. Não
consigo. Ainda mais agora aumentou minha
carga de trabalho,
fui promovido, aumentou minha carga de
trabalho, alterou um pouco funções e e
adaptações que eu tenho que fazer.
Não tô conseguindo. Gostaria. Não vou,
não vou negar não. Eu gosto, gosto de
produzir conteúdo. Acho que eu posso
contribuir de alguma maneira, mas não
consigo. Não consigo ainda.
Essa do PT da corte mesmo, hein? Espero
que sim. Vamos ver. [risadas]
Acho que só tem lá no Insta, né? E o que
que só tem? Tem, tem lá no Insta. Tem
lá, tem do negócio da organização do Tem
lá no Insta. Ficou legalzinho, eu acho.
Mas não dá para colocar tudo, né? Que eu
gosto de falar sobre isso. Chamar o PT
de neoliberal é crítica, implicância ou
canal? Eu
acho que é um jeito de você conseguir
fazer uma crítica,
porque é uma crítica fal tá tomando
políticas que são neoliberais ou tá
assimilando e aceitando políticas
neoliberais. Verdade.
Mas no jogo de disputa
por apoios, eleitorados, impactos, é
você tentar trazer uma parcela de um
grupo mobilizado para o seu time,
enquanto você diz o outro não é tão
esquerdo quanto eu.
Parece parte de estratégias políticas de
disputa.
Altamente provocativo, às vezes só.
[risadas]
Bruno, você participaria de debates ao
estilo três irmãos inteligência
limitada? Depende com quem, né? Que tem
alguns humanos que não é bem um debate,
cara. Ó, falar um bagulho sério.
Aula 1.1 de debate.
O debate não é para convencer o seu
oponente, é para fazer convencer quem tá
assistindo, é para você convencer a o
espectador. Então, já a parte do ponto
de do ponto de partida que é um um jogo
de entretenimento para você fazer com
que as pessoas que estão assistindo
sejam convencidas. Isso dá margem para
que seu oponente não queira discutir com
você, ele queira fazer o espetáculo,
porque ele quer ganhar a plateia, não
você
dentro de um ambiente com regras muito
claras, um mínimo de razoabilidade em
que a gente vai para um debate para
assim, ó, vamos discutir aqui dentro
dessas regras, dentro desse quadradinho,
eu não quero convencer você, mas eu
também não vou escapar aqui desse
mínimo, né? É o que acontece, por
exemplo, quando a gente vai fazer um
tipo de debate acadêmico, é muito mais
chato, porque você tem que seguir certas
regras, certos padrões.
Você tem ali um mínimo de estrutura
razoável em que, ó, você tem que ter
referência, você não pode simplesmente
soltar uma piadinha, você não vai ser
considerado pela sua pelo seu carisma ou
não deve ter que minimizar esse âmbito,
tal. É uma parada bem pasteorizada em
última instância, muito mais chata, mas
muito mais segura. Aí é um debate assim,
debate, discussão, a gente tem ponto
contraponto, uso de referência, manejo
teórico e tal. Na internet esquece,
mano, é casa do de chapéu de alumínio. E
aí, dependendo com quem você vai
debater, o cara não tá nem aí pro
debate, ele tá aí para fazer o esquema
da plateia. E ainda mais com esse
esquema de corte, ninguém quer trocar
ideia, todo mundo quer 30 segundos no
Instagram, tá ligado? E aí, dependendo
do humano, eu não faria. Dependendo do
dia não. É, mas também o meu canal é
pequeno, ninguém vai querer muito
debater, né? Assim, ah, mas que que
invisibilidade eu ganho com Bruno?
Nenhuma, nenhuma.
Mas o o ponto é esse, saca? Eu eu tenho
essa preocupação sabendo como funciona o
debate. Tem um filme, tem um filme, ah,
eu eu voltei a minha vida de cinéfilo e
eu vou indicar para vocês. Um filme
chamado Obrigado por Fumar. Não sei se
vocês já assistiram, é um filme muito
bom. Obrigado por Fumar.
Uma vez eu fiz um react que eu coloquei
um trecho desse filme, o react ficou
desmonetizado, mas eu deixei o react
mesmo assim porque eu queria mostrar o
trecho do filme. Não sei que react foi,
então você maratone o canal, em algum
deles você vai encontrar.
Mas nesse filme é de um lobista da
indústria de cigarros
que tem um eh divorciado e ele tem um
problema com a família que ele da qual
ele ele se separou, né? Ele se separa da
família inteira, não é só da esposa. E
aí ele tem encontros vez por outro com o
filho, mas o filho não gosta muito dele.
El tem uma relação distante e é o filho
de 12 anos, tal. Então ele, o filme é
mostrando ele trabalhando como lobista
da indústria de cigarros e também
tentando reatar ali relações com o
filho.
E aí um dia o filho acompanha ele no
trabalho, fica empolgado, fala: "Pô, que
legal, né, o que o pai faz e tal". E aí
ele fica: "Pô, teu trabalho é é
convencer as pessoas e tal". Ele falou:
"É".
E aí ele, mas como é que você faz? E aí
eles estão num parque de diversões
tomando sorvete ou querendo tomar
sorvete, algo assim. Toma um p ver que
quer tomar sorvete e o pai fala assim:
"Ó, eu vou defender que o melhor sorvete
que tem é o de chocolate e você, qual
que você mais gosta?" "De paunilha?" "De
paunilha? Então tá. Por que que você
acha que o sorvete de baunilha é
melhor?" Aí o menino fala assim: "Ah,
porque ele é mais gostoso. Eu gosto".
Ah, se você então fosse dizer e aí o
pai, né? Então para você poderia ter só
sorvete bal. Sim. Então você está
querendo impedir de eu ter o meu direito
de satisfazer os meus desejos, de ter a
opção de poder ter a eh opção e a
liberdade de poder escolher o sorvete de
chocolate? Você está me impedindo de ter
a liberdade de escolher o sorvete de
chocolate, de ter custado dessa maneira
e tal, não sei o que lá contra os
princípios desta nação, aquela coisa
toda. Aí o menino, mas eu não falei nada
disso, você não me convenceu. Aí o pai
fala: "Mas eu não tô para convencer para
a você". Aí ele aponta para quem tá no
parque de diversões. Eu tô para
convencer eles.
Esta cena eu devo devia ter uns 13, 14
anos quando eu assisti, talvez um pouco
mais. E eu estou sendo enganado pela
minha memória.
Meio da adolescência que seja, não
importa. Eu assisti, eu falei: "Agora eu
entendi."
Dali paraa frente mudou a minha relação
com discussões, debates e palestras,
essa coisa toda. Eu entendi o que que a
galera faz. Eu comecei a observar muito
mais crítico a performance de quem
narra, de quem é comunicador, de quem
faz essas paradas. Eu quero convencer
eles, não é o meu oponente.
Aí o espetáculo tá montado, né? As
armadilhas serão colocadas.
Ela fez isso que queress Pokémon. Fez
[risadas] boneco de dragão demônio pra
filha brincar. É importante. Ela tem que
crescer saudável.
Pode ser crítica implicante canalista
dependente de quem. É isso aí. Concordo
com amigo. Poderia fazer uma live sobre
a parada crítica da canalista.
>> Eu já comecei a campanha nos três irmãos
para te chamarem. Aí, ó.
Vou dizer que uma vez, eu não sei se foi
o Rodrigão ou se foi o Robertinho,
talvez tenha sido Rodrigão,
comentou um vídeo meu ou um bagulho meu
lá e ele falou: "E evangélico agora pode
ser comunista". Aí eu retruoquei ele com
não muito educadamente
[risadas]
e aí ou ah não foi um comentário. Fiz um
comentário no vídeo, ele fez um
comentário do comentário. Eu retroquei
ele não muito educadamente, eu não sei
se ele gostou, mas não que eu tenha sido
deselegante, eu só fiz uma piadinha mais
provocativa.
>> Ah, é
>> uma
de um e ele. Mas se ele tiver [música]
uma criança que chama Daniel e traz ele
para cá para mim ver como é que ele é.
Se ele foi Daniel com cabelo assim
curtinho igual meu, meio assim, ó.
Cabelo mais transparado. É mais 10.
Chama ele para mim prar e porque ele é
um amigo da minha escola da lapis.
>> Tá bom. Combinado. Combinado.
Se é bom. É bom mesmo.
É que debate um entretenimento do que
uma discussão saudável, mas tem seu
papel na divulgação de ideias. Tem
mesmo, tem mesmo. Não, não, não duvido
não. Tu já viu The Corporation, Bruno?
Não lembro. Ah, Corporação já, já, já. O
documentário, né?
Não, cuidado.
[risadas]
É a corporação. Já, já. É bom, bom, bom,
bom, bom, bom, bom. Bem legal. Eu
gostei.
Ter educação super estimada. É, também
vou dizer que pessoal tá super estimando
uma coisa fundamental, mas vamos lá.
Ai ai ai. Longos diálogos nessa vida.
Mas enfim, tudo isso por culpa do Toscur
que apareceu aqui para dizer que o maior
inimigo do do comunismo não é o
capitalismo, é o cristianismo.
E os manos com mais ou menos
sofisticação que falam que o marxismo é
religião, né? Oh Jesus Cristo,
que que tempos nós vivemos, cara. Mas aí
tem um um eu tô para lançar um um novo
livrinho, vai sair em PDF e obviamente,
como é [música] o objetivo da minha
vida, assim que sair a gente libera para
geral. Afinal PDF é PDF,
o conhecimento tem que ser
compartilhado.
Cadê o bagulho aqui?
E aí eu queria ler um trechinho desse
livrinho que vai sair, tá? É um
trechinho que eu, pô, já que surgiu essa
discussão sobre marxismo e religião lá
no no nosso grupo exclusivo da
membresia, eu queria trazer esse teminha
aqui pra gente, tá bom? Deixa eu
compartilhar aqui com vocês,
porque, cara, tem muita gente que fala
isso, não só os malucos, tem muito
maluco, mas tem gente séria, tem
[música] tradição, não é, não é
novidade, sabe? Já se fala isso há um
tempo. E eu tive o trabalho de recuperar
isso, né?
Tive o trabalho de buscar conteúdo, de
verificar de onde é que veio essas
ideias, quem já falou sobre isso ou não.
Fui muito ajudado por um livro chamado,
Ai, caraca,
Marxism and Religion, Marxismo e
Religião do David Mclilan. Eu fale
inglês, né?
tristeza do David Mcillan. Ele tem um
livro chamado Marxismo e Religião, que
eu acho que não tem edição em português,
mas que lá ele fez uma listagem, já me
ajudou muito sobre críticas que são
feitas ao marxismo como se ele fosse uma
religião. E aí eu falei: "Pô, vou seguir
essa pista". Segui ela e fui nos
originais dos textos, das referências e
busquei outros para entender o que que o
pessoal tava falando. E aí eu vou trazer
para vocês exatamente como o Guilherme
disse, ameaçando vocês com conhecimento.
Toma conhecimento aí para vocês. Vocês
não se atrevam a continuarem burros.
Brincadeira.
Mas [risadas] vamos lá trazer conteúdo
de qualidade. Espero que acessível, né?
>> [música]
>> Tô terminando o armadilha da identidade
a Sad Hider posse. Ah, é cara muito
legal, né, cara? Esse livro é muito bom.
Aliás, se
não precisa comentar se você não quiser.
[música] Mas você gostou do conteúdo lá
da armadilha da identidade? Muito bom,
né? O Hugo mandou bem demais, cara.
Professor Hugo, camarada Hugo. Gosto
demais do Hugo. O tem um trampo muito
bom, cara.
E ele fez uma, ele defendeu agora
recentemente o doutorado dele em
filosofia, tá muito bom. E é sobre o
tema da identidade também. A trução do
Hugo é sobre identidade. E ele trouxe
esse esses essas questões e discussões
sobre a armadilha da identidade lá na
posse após ICL pós repensar no Brasil e
eh que é inclusive a firma na qual eu
trabalho, né? Então vamos aqui fazer
aproveitar para fazer propagandinha. O
Hugo é muito bom e Modest, a parte eu
tive a honra de ser avaliador nessa
nessa banca aí dele e foi muito legal.
Fiquei muito feliz.
A palavra seita também é usada para
apontar na a linha, cadê a linha marista
que não gosto também, né?
Eu adorei o fato.
Cadê? Cadê? Eu perdi a mensagem. Eu
adorei o fato de poder escolher esse
tema na avaliação. É, pô, legal, legal.
Não, e o a aula ficou legal, o conteúdo
é massa. O livro da Hide é do da Aide é
muito bom.
Bruno, tô pesquisando mestrado ou pós no
campo de história. Se fosse a distância
seria uma boa. Eu trampo home office.
Fica difícil para ir à aula na semana.
Eu sou uma péssima pessoa para te
indicar
conteúdos EAD de formação, porque eu não
conheço, eu não manjo. Assim, eu conheço
os cursos, mas eu não sei se a qualidade
é boa, né? Vou dizer, e agora com não é
por ter o trampo lá, é porque é bom
mesmo no ponto de vista de aula, de
conteúdo de aula, de acesso à
bibliografia, de construção de de de
uma [música] linha
de pensamento, de pesquisa bem coerente,
vamos dizer assim, de trabalho coerente,
de de educação coerente, formação
coerente, educação, progressão de
estudos coerentes. Essa pos do
repensando Brasil do Céli é muito boa,
muito boa mesmo, cara. E ela tem muito
caráter histórico, tal, mas é pensando
Brasil, né?
História do Brasil. Eu acho que tem
muito conteúdo de história do Brasil e
uma história que não é mainstream, não é
ortodoxa, ao contrário, é academicamente
muito qualificada, [música] muito
crítica
e eu acho que pode contribuir bastante.
Vai lançou agora também a po teoria
crítica da sociedade e da sociedade, mas
ela tem um caráter menos histórico do
que esse da do repensão do Brasil. Como
eu não manjo muito, eu dou a dica, cara.
É bom. E eu vou dizer outra parada. Ah,
qualidade do curso além de ser muito
boa, ela é uma referência, ela é muito
boa,
te garante um acesso a um tipo de coisa
que a gente só teria em pós-graduação de
ponta, [música] mas agora muito mais
acessível. Então, o próprio custo vale
muito assim, sabe? Pensando assim em
todos esses aspectos. E não é porque eu
trampo lá não, tá? Não é puxando saco
desse bagulho não, porque eu jamais
faria isso por pro por Bob.
É porque realmente acompanhando o curso
é muito bom, cara. Muito bom mesmo. Eu
já já tive acesso presencialmente a
outros cursos e eu falo, cara, não chega
não em lugares muito bam bam bã, mas é
bem diferente, cara. O conteúdo é muito
diferente. É EAD tem seus problemas de
EAD, não tem como. EAD é um é um um
posto de contradições, mas eu acho que
vale, tá? Vou dar a dica que o repensão
no Brasil vale, mano. Qualidade o a
disciplina de arrasão africana no
Brasil, meu amigo. What?
Boa demais. Muito boa. É a que eu mais
gostei. Modesta parte. Ih, vai poder ter
aula comigo.
[risadas] Foi mal, não resisti.
Sobre Pareto e Weber. A questão da
estrutura dos partidos de liderança
carismática não dá esse aspecto de
seita. Hum. Já vamos chegar lá.
Inclusive com titia tib. Sim, com titia
tibur.
Ah, maneiro. Vou dar uma pesquisada. É,
dá uma olhadinha. V, vê o que que você
acha. Mas é bom, viu?
Essa foi a que eu menos gostei,
[risadas]
cara. Essa foi a que eu mais curti a do
Rab. Foi a que eu mais gostei. Todas são
muito massas, mas essa foi que eu mais,
cara, essa mim foi muito legal. Muito
legal mesmo. Pô,
pô, vou dizer para você, um dia a gente
podia papear só sobre isso, né?
E ia ser massa. Conteúdo lá é legal. Um
dia a gente vai para piar só sobre isso.
Mas isso não vai dar tempo de eu fazer o
bagulho hoje. Eu vai, eu tô aqui me
empolgando e eu não quero, não quero
prometer algo e não entregar para vocês
e pra humanidade. Brincadeira. [música]
[risadas]
Ó, trechinho do livro que vai sair.
Então eu não vou mostrar o livro
obviamente porque ele ainda vai sair.
Quando ele sair a gente faz outra
parada.
Mas porém com tudo, todavia
e aqui. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Cadê? Cadê? Tá dando para ver o tamanho
da letra? Tá bom? Como é que tá para
vocês? Tá, tá de boas? Tá de buenas?
Espero que sim. Mas eu vou ler o
capítulo quatro. É um livrinho, um livro
pequeno, tá? Não é um livrão. É um
livreto sobre marxismo na América
Latina. E tem um ponto importante que é
[música]
a questão da religião, porque o marxismo
na América Latina, aquele que se
hegemoniza, ah, aquele que é mais ou
menos teoricamente acurado de acordo com
Não, aquele que se hegemonista, aquele
que vai se amplificando na América
Latina. Ah, mas eu não gosto. Ah, mas eu
acho que isso é biruleibada. Problema. O
que a gente tá verificando é o que
aconteceu. Depois a gente discute os
limites e os avanços.
eh
tem um [música] um
caráter da do papel da religião nesse
nesse
nessa expansão do do marxismo na América
Latina, né, da mobilização das massas. E
aí eu tive que discutir o tema. Então eu
trouxe pro capítulo 4ro inclusive a
crítica que é feita ao próprio marxismo
como se ele fosse uma religião para
poder agregar aqui a discussão. E é isso
que eu queria ler com vocês.
Tá dando para ver ai? Que bom.
que eu mais gostei foi a do a do Dalbor
e a de ciência política, mas mesmo no
que eu não gostei, tem coisa para
aproveitar assim. Excelente, cara. A a
disciplina do Dalbor é maravilhosa. O
Dalbora é uma pessoa maravilhosa. Eu
acho que ele já não aguenta mais mais
deixa eu corrigir a frase. Eu acho que
ele tem medo de mim porque eu estalqueio
ele.
[risadas] Acho que ele tem medo. Esse
menino aí é problemático. Ele fica me
stalqueando. Ele me forçou, eu forcei o
Daor a me dar um livro. Eu
fui muito cara de pau. Perdão, DB.
Perdão.
Ah, eu vou contar a história rapidinho.
Vai. Foi mal, foi mal. Rapidinho,
rapidinho.
Dalbor foi gravar as aulas lá no no no
firma e eu colei, né, para acompanhar
porque o DB tá lá. Na verdade, eu estava
no dia no home office, eu já ia juntar
tudo. Falei: "Pô, vou acompanhar o DBOR
gravando as aulas dele, porque é o DB".
Aí eu tava trampando, subi lá para
trocar uma ideia com com DB no estúdio.
Falou: "Professor, tudo bem, né?" Fiz
aquele meio de campo, troquei ideia com
ele, fiz aquela sala enquanto não abriva
o estúdio. Aí ele foi, ia começar a dar
aula, deixou vários livros na mesa
assim, né? Eu falei: "Pô, eu uso seus
livros lá no lá nos cursos de formação
que eu dou, ó. Sempre uso seus livros de
formação lá. Sempre uso vou dar curso de
formação de economia dá o bor. É bom
demais, cara. É maravilhoso. Sou sou um
admirador, tal. Aí ele ficou olhando
para mim, ele sacou o que eu queria, né?
Aí ele [música] falou, aí ele pegou o
livro A Revolução Digital, que é o que
ele ganhou de prêmio de melhor livro de
economia no ano passado. Ele pegou o
livro.
Você tem esse aqui? Eu falei: "Eu só
tenho a versão em PDF que o senhor
liberou no seu no seu site. O físico eu
não tenho." [música] Aí ele:
"Então, to quero, falei: "Quero." Aí eu
peguei, ou el, eu ia pegar, falei: "Mas
ninguém vai acreditar que o senhor me
deu?
Autografa aí, vai".
>> [risadas]
>> Aí, aí tinha uma moça perto da gente
assim, ele olhou pra moça, falou: "A
gente dá a mão, os cara quer o braço".
Eu falei: "Se o senhor puder me
emprestar sua perna, eu tô aceitando".
Aí ele assinou com muito carinho lá, deu
autógrafo e me deu.
[risadas]
Foi mal, foi mal. Aíor, perdão pela
chate que eu sou capaz de promover.
[risadas]
Ah, muito saudações de Pernambuco. Te
conheci por um, cara, sou torcedor do
central de Caruaru. Digas de passagem,
Patativa do Nordeste. Tamos junto. Te
conhecer por um ótimo corte no Instagram
sobre barxeg.
Ah, legal. E depois citado citado pelo
Pedro Ivo. Peter me inscrevi na hora.
Também quero tratar de Marx nessa época
do Juventude. Ah, da hora, pô. Eu eu eu
tenho várias piadas sobre Mar, o jovem
Marcos, mas a gente pode trocar ideia um
dia desse. Ele tem uma vibe de um homem
cansado, divorciado, mas muito fofo,
querido. Não, e ele não é. Ele é é genro
do Paulo Freire.
Alexo Paulo Freire. Sabiam disso? Fica
aí essa informação.
[risadas]
Bruno é aquele fã trabalhando com os
ídolos dele. Exato. Exato. Vixe, cara,
já p trabalhar com os meus ídolos. Eu
pude trabalhar, ó. Eu pude trabalhar com
o DB desse de Trombide. tá no mesmo
curso, mesmo projeto, trocar ideia com
ele, fazer umas trocas de referências e
tal, efetivamente trabalhar com GC
Souza, trabalhei com ele, a gente fez
pesquisa junto, discussão junto, debate,
foi massa, trabalhamos junto. Eh, debati
com Dussell e já tive um outro papo com
ele de reunião presencial.
O Ricky Lambert eu infelizmente não pude
conhecer, fiquei muito triste. E eu fui
convidado para poder trabalhar junto com
o Inirkins, mas ele já tava bem
velhinho, um pouquinho depois ele
faleceu, ia ser depois da pandemia. E o
Rosé Bautista Segales, porque ele também
tava, a gente também tava trocando ideia
de poder fazer um trampo depois, né, de
de discussão, de debate, de pesquisa
sobre a minha sobre o meu trabalho e
para poder avançar nos estudos. E ele
faleceu também, infelizmente, durante a
pandemia. Quer dizer, estamos tentando
aí, né, seguir os nossos ídolos. Vai
>> e nos encontramos com ele.
>> Fingir
>> pode, mas com cuidado, tá? Beleza.
Ah, que [risadas] cara de pau. É. E
normalmente eu não sou assim não. Livre
esp totalmente
rolou o dado de 20 de carisma. Deu
certo.
Certo que foi foi sacanagem.
Dalbora é gio do Paulo Freire. Caraca,
que não é não. E a história de vida do
Dalbora, o cara tem uma, cara, o cara
tem uma biografia que a gente tem que
virar filme a vida desse homem tem que
fazer o filme de alguém do Dalbor, do
Dusel também. Tem que fazer filme da
vida do Dalbor, do Dusel.
Criança, onde você tá indo?
>> Ah, tá bom. Tudo bem.
[risadas]
Que susto. Nunca fez isso na vida. Bicho
é sortudo também. Que susto que eu
tomei. Essa porta aqui é a porta de
saída da minha casa, tá? Dali você vai
embora. Se eu quiser sair, eu levanto,
vou embora. Quase tomei um susto aqui.
Vamos lá. Eh, voltando pro texto, eu
tinha contado a história. Foi mal aí,
perdão.
Folgado. Quase nada. Imagina.
Vamos lá. Olha,
então eu tive que passar pelo mar, a
crítica ao marxismo como religião e eu
queria ler esse trecho comentando com
vocês. Então, um react de texto, só que
é um texto que eu mesmo escrevi, então
fica esquecido que é um react do meu
texto, eu posso acabar encontrando
coisas que eu nem concordo mais comigo
mesmo, né? A vida tem [música] dessas
coisas. [risadas] Vamos lá. A crítica ao
marxismo como religião. Não é só maluco
que faz isso. Tem gente que tenta ser
sériaco também.
Antes de avançarmos para mais uma
reflexão sobre a articulação a partir da
crítica da religião, é preciso atentar
também para as avaliações de críticos
que categorizam o marxismo como religião
ou buscam traçar paralelos entre os
conteúdos teológicos de certas tradições
e da ideologia marxista. Vocês já devem
ter visto isso também, né? Ah, o
marxismo é como se fosse uma religião,
porque ele dá um horizonte utópico, um
apocalipse.
Ah, porque ele tem uma redenção e uma
salvação e uma perdição e não sei o quê,
que referências teológicas, né, essas
paradas tod certas tradições dizer o
marxismo faz a mesma coisa. Só que com
esses critérios que o pessoal vai
elencando abstratamente, ou seja,
esvaziando o conteúdo real e colocando
só categorias genéricas, você pode
colocar qualquer coisa como marxismo.
Qualquer coisa como religião, perdão.
Qualquer coisa pode ser religião. Pode
dizer que o é aquelas coisas, ah, o
consumo virou uma religião, aí o cara
usa um cabidinho vazio e vai entupindo
de coisa lá dentro. nenhum sentido. Ou
falar: "Ah, o
a TV virou uma religião, ah, o programa
não sei o que é uma religião e aí os
critérios ficam vazios, né? Ficam vagos,
eles ficam sem conteúdo. E aí você pode
fazer isso com qualquer coisa. Qualquer
coisa você faz isso. Então já já não dá
certo isso. Os caras diz até que ateísmo
é religião, é
vai perdendo a linha, né? você vai você
pode fazer isso, você pode fazer porque
é uma abstração. Você esvazia tudo de
conteúdo e diz que qualquer coisa,
qualquer coisa. Então é isso que a gente
não vai querer fazer, né? Todo mundo já
deve ter ouvido isso. Afinal, se por um
lado se discute a possibilidade de
relação entre religião e marxismo por
parte de movimentos revolucionários,
porque é o que aconteceu na América
Latina, né? Uma aproximação entre
marxismo e religião positiva, mas existe
uma aproximação negativa, que é quem diz
o marxismo e a religião como crítica,
né? Outro, eh, por outro, por outro,
esse mote é utilizado como crítica ao
próprio conteúdo da teoria marxista,
equiparada negativamente como religião
sobre diferentes critérios. Então, do
pro pessoal da teologia da libertação,
pro pessoal da esquerda latino-americana
que vinha do movimento católico ou
religioso, fazia uma equiparação legal.
Fal, ó, marxismo e religião compatíveis.
pra galera que vai criticar o marxismo
como religião, vai utilizar isso de um
sentido negativo.
Então, eu tenho que observar esse esse
passo negativo também, tá?
pra gente poder daí fazer as discussões
interessantes. Isso, religião, [risadas]
religião vira xingamento de gente que eu
discordo isso. E falo que não tem
pensamento crítico. É isso. Ah, isso é
religião. Aí negativamente aí uma pessoa
religiosa pode chamar outra de religiosa
como no sentido negativo, mas afirmando
que a religião dela é boa e a outra é
ruim e entra num ciclo infinito, não
utilizando como categoria, mas como
ofensa, né? Aí não faz sentido nenhum.
Jedorta a maior religião do mundo, Reino
Unido. Pode ser. Eu não sabia disso, mas
eu acredito.
Eh, desse modo, por exemplo, opa, cadê?
Desse modo, por exemplo, vemos que um
segundo volume de sociedade aberta e
seus inimigos, ai que livro bosta do Car
Popper, trata de enfrentar Marx em
grande parte do texto. E é verdade.
Sociedade, no segundo volume do
Sociedade Aberta é: "Marx é bobo, Marx é
feio, Marx tinha barba demais".
Em especial no capítulo 18, o primeiro
da sessão intitulada A profecia de Marx,
o capítulo 18 da segunda, do segundo
livro de do segundo volume de sociedade
aberta seus inimigos. O autor
caracterizou o conteúdo da produção do
intelectual alemão como filosofia
oracular. Então, ah, o Marx é uma
filosofia oracular que fica aí querendo
adivinhar o fim dos tempos. Olha como
ele é evidente. Coisa de religioso, né?
O Pooper.
de modo a provocativamente advertir que
a ideologia marxista serviria na
sociedade almejada pelos
revolucionários, citoer, para fins
apologéticos
como [música] uma reivindicação
do uso que fazem de seu poder e como um
meio de estabilizá-lo, em suma, como um
novo óbio do povo. E além de tudo mostra
que não leu o livro de Marx, porque ele
tá usando o ópio do povo aqui em sentido
exclusivamente negativo para fazer a
provocação. Você diz que religião é
óbvio do povo. Vocês marxistas são novo
ópio do povo. Porque a sociedade
almejada por vocês justifica tudo. Isso
é coisa de gente religiosa que acredita
na salvação, entendeu?
Ai ai ai ai ai. A que ponto chegamos.
>> Amig
não não me f agora não.
>> Meus amigos chegaram.
>> Tá bom.
Da mesma maneira, Chun Peter, e aqui
chegamos aqui na nossa provocação do
querido Leandro, John Peter também se
refere a Marx como profeta, assumindo o
marxismo como uma religião fruto de sua
produção teórica. E é engraçado, né,
chamar o Marx de profeta e no caso da
profecia no sentido negativo, tá? Esse
cara é um profeta oracular, né? fazendo
essas paradas toda.
Eh, na introdução de capitalismo,
socialismo e democracia afirmou o quê?
Citter,
em um sentido importante, o marxismo é
uma religião. Veja aqui, é o marxismo é
uma religião. Em que sentido, ô Chumpet?
Me diga.
Para o crente aqui o bicho é provocativo
meu.
Ele apresenta primeiro um sistema de
fins últimos que incorporam o
significado da vida e são padrões
absolutos pelos quais julgar eventos e
ações. E segundo um guia para aqueles
fins que implicam plano de salvação e a
indicação do mal do qual a humanidade ou
uma sessão escolhida da humanidade deve
ser salva. Aí aqui é o que eu falei, a
estratégia do Chum Peter é fazer uma
abstração
do sentido religioso,
utilizando mecanismos do que seria
teológico, ou seja, escatologia, quer
dizer, espera de um fim, eh, uma
redenção, chama de salvação e tal, não
sei o que lá. Fala, ó, os marxistas se
organizam em torno desses elementos que
são religiosos,
beleza? Mas novamente aqui é você
abstrair o conteúdo de uma religião e e
a fé depositada do que é um um movimento
de análise da realidade e construção de
um projeto na sociedade de transformação
da realidade.
É distintas as coisas. É óbvio que do
ponto de vista ideológico a gente pode
falar: "Ah, mas olha o que os caras fica
dizendo, como eles fazem. Funciona como
uma apologia, funciona. Ah, mas na
discussão política, no debate
ideológico, aí funciona como no seu
caral. Funciona. É verdade. Nesse
sentido, dá pra gente fazer
apontamentos. Contudo, porém, todavia,
ainda dentro da aceitação dessa
abstração do que é uma religião, do que
é o conteúdo de uma religião,
do que é esse fenômeno socialmente
determinado.
Mas tudo bem, sigamos. Porque o
Chumpetter é mais sofisticado que o
Popper. Com todo respeito ao Popper.
[música]
Chumpetter é bom. Poper é ruim, muito
ruim. Tipo, muito ruim. Podemos
especificar ainda mais. O socialismo
marxista também pertence ao subgrupo que
promete o paraíso desse lado da
sepultura. Aí,
hum, já me complica. Tem gente que sim,
especialmente o pessoal que diz assim:
"Se não for que nem meu sonho e não é
marxismo". Aí a galera começou a bear o
perigo [risadas]
de acreditar na no paraíso na terra. E
aí começa a ficar complicado. Mas a
gente [música] vai lá.
Em um comentário seguinte a esse
respeito, Chun Petra ainda apontou o que
para milhões de corações humanos, a
mensagem marxista do paraíso terrestre
do socialismo significava um novo raio
de luz e um novo sentido da vida. Chame
a religião marxista de falsificada, se
quiser, ou de uma caricatura de fé. Há
muito a ser dito a esse respeito, mas
não negligencie ou deixe de admirar a
grandeza de sua realização. Aí é aquele
é religião, mas os caras faz uns
bagulhos doido, hein? Os cara
conseguiram.
E aqui de novo, ah, é religião porque
apresentou um novo sentido de vida para
as pessoas, um horizonte último, tal,
gente. Mas aí nesse vai encontrar, poder
chamar de religião, qualquer outra
coisa.
como se a busca por sentido, a busca por
orientação da vida não fosse próprio da
gente tentar continuar vivo, né, de
arranjar justificativas e motivos para
seguir em vida. Pelo amor de Deus.
Então,
calma lá, calma lá, calma lá, calma lá.
anterior a ambos, então, antes de
Chumpetter e antes de Poper,
como resultado de um curso dado em Lozan
no início do século XX, viu Fredo
Pareto, aquele mesmo, o Pareto do Ótimo
de Pareto, neoclássico raiz em os
sistemas socialistas, sistemas
socialistas, eu não sei se assim se
fala, porque o meu francês é terrível,
desenvolveu uma larga argumentação com o
intuito de constituir arquétipos que
explicassem a formação de sistemas
socialistas
em comunidades de diferentes sociedades
e seus limites fundamentais ou o que
considerava como uma impossibilidade de
sociedades socialistas perdurarem. No
início do século XX, o Peto dizia: "Ó, é
impossível que sociedades socialistas
permaneçam".
Essa era a tese ou hipótese, era a
hipótese dele. E aí ele queria reforçar
que essa hipótese era era isso. Então
ele fica um um livro gigante inteiro
esse sistemas socialistas tentando
reforçar que é impossível a existência
de a a que sistemas socialistas
perdurem. É impossível. Impossível.
Mas aí vem o socialismo e mostra que dá,
né? Quando ele vai aprendendo na
história, ele vai se desenvolvendo
também. Enquanto por vezes também
equiparou Marx é um profeta, coisa que o
Johan Peter fez, que o Popper fez, e sua
produção teórica como escrituras
sagradas para movimentos
revolucionários. Ele diz literalmente
isso, propôs três arquétipos de sistemas
socialistas, o arquétipo religioso, o
arquétipo metafísico e o arquétipo
científico. Ainda tentou sofisticar um
pouquinho, mas no fundo todos são
religiosos para ele. A respeito do
científico, ou seja, vou pular o
religioso e metafísico nesse momento, já
eu leio as citações.
Pareto afirma que é o tipo do que que é
o socialismo científico pro Pareto? O
socialismo marxista, pelo menos em sua
parte teórica, isso é o científico. Na
parte teórica é científico. Na prática,
aí pronto, vamos ver. A razão geralmente
dá lugar a sentimentos que podem ser
incluídos no número de sentimentos
religiosos. Podem, porque ele quis, né?
Este fato é notável. Confirma a
observação de que para mudar uma
organização social também é necessário
mudar o caráter dos homens.
Uma das maiores forças que podem efetuar
essa mudança é a paixão religiosa. É a
única cujos efeitos são tão intensos na
direção oposta quanto o do instinto
egoísta que empurram o homem para obter
maior quantidade de prazer com menor
esforço possível.
Essa caracterização do instito egoísta
aí, não, né? Essa daí
não é religiosa. Ela não é uma
secularização da ideia de o humanos
decaídos do protestantismo. É claro que
não. Não é a secularização que Adam
Smith propôs a partir do pietismo dele
lá, do protestantismo dele. Lógico que
não. Lógico que não. Essa parte aí ela é
científica. Dizer que nós somos
naturalmente com instintos egoístas.
Isso não tem teologia nem religião, não.
Isso é ciência. Só que não. Mas tudo
bem. Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem, tudo
bem.
Se vocês sacaram a ideia é dizer assim:
"Olha, é o marxismo é religioso porque ó
como ele mobiliza as pessoas". [música]
Em última instância, ele tá querendo
dizer: "Se o cara é militante marxista,
ele é um apaixonado, ele é um
irracional. Isso não é análise, isso não
é discussão, isso é ofensa. É para
dizer, se você é um militant, você é
burro. você é um apaixonado cego. Que é
de onde vem as reproduções do nosso
cotidiano de dizer: "Ah, mas é que esse
pessoal aí tem político de estimação.
Esses esses militantes aí estão tudo
ideologicamente doutrinado." A palavra
doutrina, doutrinação, vem dessa
compreensão de que é religiosamente
determinado. Eles não estão utilizando a
razão, porque a razão é você ser
murista, é você ser doisladista, é você
ser de direita, é você ser liberal. Isso
é ser racional. O resto é apaixonado
religioso. Ainda que do ponto de vista
teórico, eles são científicos, mas na
prática eles são tudo um bando de
apaixonado religioso, tudo pessoas de
fé.
Isso não é análise, isso não é
discussão, isso é você abstrair o
conteúdo e jogar com jogar com as
metáforas e com o que você deseja de de
aparentemente crítico, né?
Eh, ó, o só fazer um comentário, porque
o o Pareto fez três, né? é o religioso,
o marxismo religioso, marxismo
metafísico, marxismo científico, que no
fundo para ele tudo é religioso, como
está demonstrado no que eu disse, né?
Porque na prática é tudo um gente aí sem
razão.
Ai que preguiça. Mas vamos lá para o
religioso, o que que o o Pareto comenta?
O objetivo dos sistemas socialistas
religiosos é estabelecer um tipo de vida
que seja agradável à divindade ou, em
termos mais gerais, que esteja em
harmonia com certos sentimentos
religiosos. De fato, deve-se notar que
esses sentimentos podem existir sem ter
como objeto uma forma concreta de uma
divindade pessoal, né? Eles podem
existir aí só pelos valores. Que em
última instância, quando ele tá
discutindo isso, o Pareto tá falando
sobre comunidades cristãs primitivas,
comunidades cristãs da Idade Média que
faziam pequenas comunas e organização de
fal são socialistas religiosos.
O que é ponto, porque ele considera
então, portanto, sem querer, que as
comunidades cristãs primitivas eram
socialistas.
Obrigado Pareto aí por sem querer fazer
esse esforço pra gente. Para definir o
arquétipo de sistemas socialistas
metafísicos, Pareto comenta que estes
abaços para Pareto, propõem regular a
conduta dos homens de acordo com certos
princípios que, como os princípios
religiosos, escapam a sanção da
experiência. Por exemplo, não elimine o
seu coleguinha, né? Não é legal que as
pessoas passem fome. Não é legal. A
comunidade que as pessoas não tm o
necessário para sobreviver, ela tende a
ser mais disfuncional, porque um todos
vão lutar pelo que é do outro. Essas
coisas ele considera aí princípios, né,
que escapam a experiência. Mas a
metafísica se dirige à razão, enquanto
religião fala do sentimento. A República
de Platão é o arquétipo dos sistemas
metafísicos. E aí o Pareto salta todos
os limites do aceitável e vai colocar a
República de Platão como um arquétipo de
sistema socialista,
metafísico para ele, né?
Tudo que não for mercado para ele é
socialismo em última instância. Mas é,
aí a gente discute outro momento. Você
vê que isso aqui é propaganda, né?
Assim, não dá para levar muito a sério,
mas é interessante ver como essas
construções são feitas. No caso aqui com
gente relevante pro pensamento. A gente
falou de pochet e Pareto, não é qualquer
coisa. E isso aparece no nosso
cotidiano, no nosso dia a dia, nesses
debates sem sentido nas redes sociais ou
no dia a dia. Fala: "Não, mas eh tudo
militante é tudo apaixonado, tudo
religioso, seita essas coisas que a
gente tava falando. Doutrinação, isso é
doutrinação marxista".
Hum.
Aí é a vida, né? Aí vamos lá. Isso. E o
Guilherme falou uma coisa importante
aqui. Eu não vou conseguir ler todos os
comentários, tá gente? Porque eu tenho
tempo hoje mais apertado por motivos de
CLT.
Ah, cadê? É aquele dia? Mas eu tenho até
amigos. Não, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Uh,
pecado cientificamente comprovado. Cadê?
Cadê? Cadê? Cadê? Isso aqui tem a
diferença entre o Marx descritivo e o
prescritivo na própria teoria. Óbvio. E
a gente tem que saber distinguir isso
enquanto leitores de qualquer coisa,
inclusive, né? Tudo bem.
Por isso que o ótimo de parede é
impossível. Todo economista liberal sabe
disso. Pois é. É um orientador, mas aí
não é religião, tá? Isso é não. Aí não,
não. Mas vamos lá.
Dessa forma, o autor distinguia entre o
que seria a pretensão da teoria marxista
e sua realização histórica nos
movimentos sociais. [música] Com isso,
no desenvolvimento de sua argumentação,
condicionou todas as formas de
socialismo possíveis a experiências de
mobilização religiosa identificadas como
paixões ou instintos e com uma
significação difusa, né? Que que ele
diz? Se considerarmos o fenômeno
objetivo, todos ou quase todos os
sistemas socialistas são sistemas
religiosos. Veja, não sou eu que tô
inferindo daquela frase do Parito. Ele
está dizendo isso. O todo o livro dele é
para sustentar isso. É para dizer que
você ser socialista é não utilizar da
razão, é ser um apaixonado religioso.
[risadas]
Mas não é análise, é propaganda.
Sendo esse termo entendido em um sentido
muito amplo, muito, muito amplo mesmo,
né, Parito? Ainda bem que você assume.
Além disso, essa proposição é
provavelmente apenas um caso especial de
uma proposição mais geral. uma vez que
os sentimentos religiosos são a base de
todos os os sistemas sociais existentes,
exceto de mercado, que é o que é a
ressalva que ele vai fazer mais para
frente. Mas já já eu chego aí
para Pareto, portanto, haveria
necessidade de realizar a análise a
partir do que chama de separação entre
separação da substância, da forma. Em
sua produção teórica, efetivamente, o
que se realizaria substancialmente é o
movimento de circulação das elites,
enquanto a forma é o que domina na
sociedade onde o movimento ocorre, que é
aquilo que também vem de uma crítica que
você vai ouvir a todo momento. Ah, mas
toda a sociedade vai ter sua elite, sim,
animal. Toda sociedade tem grupo
dirigente. Toda organização social tem
liderança. Toda organização tem
estrutura.
Mas isso não significa que você não
transformou o modo de produção e não tá
planejando para garantir que a gente
consiga ter um desenvolvimento
equilibrado, sustentável, que as pessoas
tenham condições de vida e que você
tenha progresso de melhoras de vida para
todo mundo, planejando de maneira que a
gente consiga crescer equilibradamente
na reprodução social e não como o
capitalismo faz, que é completamente
imbecil.
Ai que preguiça. Mas tudo bem. Nesse
sentido, fazendo referência indireta a
Thomas Min e é verdade, ele vai citar o
Thomas Miner, tá? Se Engels elogiou
Thomas Minzer, Pareto mete essa aqui, ó.
retomada no decorrer da obra, comentou
que um homem, alguém, uma pessoa que
viveu na Idade Média, então expressou
sua necessidade de reforma por
considerações religiosas e retirou seus
argumentos do evangelho. Se ele vivesse
agora, expressaria a mesma necessidade
através de teorias socialistas e
retiraria seus argumentos de Marx.
[risadas]
O que ele disse foi: "Se Thomas Minger
não estivesse na idade média, ele seria
o marxista hoje e não usaria o
evangelho, usaria Marx". logo em
marxismo e religião. Mas além disso é
engraçado porque essa mesma estrutura
argumentativa do Engels para dizer que o
Ming era o primeiro revolucionário.
[risadas]
Então essa brincadeira de você abstrair
das condições históricas e determinadas
relações faz com que você brinque,
considerando o Minzin um cara muito
positivo, porque ele é um revolucionário
utilizando a religião, mas é porque ele
ainda não tinha ciência de acordo com o
Engels. E do ponto de vista do Parito,
se ele vivesse hoje, ele ia não ser eh
do a partir do Evangelho, mas a partir
de Marx, dessa ciência aí, [risadas]
cara. É muito bom. É muito bom, porque o
grande ponto que dá aqui é o uso da
categoria de religião, do que é
religião.
Eles estão brincando.
Exato, né? Hora, hora. Quem diria que as
pessoas são fruto do seu tempo? Quem
diria?
Se for nesse, eh, se for nesse todo
movimento, todo, se for nesse todo
movimento político religioso.
Exatamente. Exato.
Então, cara, é, é engraçado ver isso
porque isso aqui é uma teoria
aparentemente super sofisticada de
autores renomados,
[risadas]
mas a gente vê como a gente tem
dificuldade de discutir religião. A
gente não tem
recurso para poder fazer isso de uma
maneira mais adequada. vira ofensa ou
vira cabide abstrato sem que você pode
colocar em qualquer lugar, né? Isso é
verdade. Se o Thomas Min fosse
brasileiro, ele seria corintiano. Sem
dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma. Mas
não, mas não há dúvida a respeito disso.
O cara olhar, fala quem que qual é o
time do povo? É isso, é isso.
[risadas]
Um time herético que tem São Jorge como
seu padroeiro.
Dessa maneira vemos que o conteúdo
teórico ou estrutura ideológica que
justifica o da coesão aos movimentos
sociais aparece para o Pareto, não é
para Bruno Requal, como forma, né? Então
assim, todo conteúdo teórico, a
estrutura ideológica é forma.
Enquanto os processos de circulação das
elites ou de novas formas de organização
comunitária em sua atuação aparece como
conteúdo substancial para ele,
especialmente as elites. A a circulação
de elites é o conteúdo que vale, eu fico
olhando as elites circulando e aí e a a
o conteúdo não importa, né?
Eh, com isso, o autor apontava a
inevitabilidade de haver nas
organizações humanas um sentimento
religioso, sempre, abre aspas, tomado em
um sentido muito amplo para estabelecer
e manter uma uniformidade muitas vezes
necessária, às vezes indispensável.
É política, religião. Então, não quero,
eu vou querer uma coisa mais técnica. O
mercado, o única ressalva pro parito é o
mercado. O mercado não teria elemento
religioso, porque o mercado é um sistema
funcional. Aí ele não precisaria de
nenhum elemento, nem, por exemplo, a
concepção de indivíduos isolados que
salvam-se a si mesmos e que são
depravados, egoístas e que o egoísmo é
sua natureza inata, que não teria vindo
de uma secularização de uma ideia
protestante. Lógico que não. Essa parte
não é secularização de ideias
religiosas. Isso aí é o mercado. Só não
tem pressupostos
que desse tipo. Lógico que não. E nesse
sentido podia concluir o que que o
Pareto abstraindo tudo concluía. pouco
importa em certos aspectos se teçam
peplon para Atena, que se sacrifique o
Lúpiter óptimos máximos ou para Júpiter,
né? Se sacrifique se sacrifique se
sacrifique para Júpiter eos máximos ou
que em um estado de evolução mais
avançado substitua esses deuses por
abstrações como humanidade ou progresso
socialista.
Pronto. Agora você pode botar qualquer
coisa aí, tá?
Qualquer porcaria que você colocar aí tá
valendo. Agora, meu amigo, você pode
substituir qualquer coisa por qualquer
coisa e não importa.
Ai, mano, isso é [música] triste. Mas
tudo bem, vamos lá. Sob esse marco,
então, Pareto passou à conclusão de que
o fato de haver necessidade
eh dos tais sentimentos religiosos não
deveria implicar na recorrência a estes,
extrapolando que seria o domínio da
ciência, né? Isso aqui já é contradição
pura e simples, é só ler o texto. Desse
modo, as produções que alegassem
trabalhar a partir desse campo do não
científico cumpririam o papel de
satisfazer as necessidades não lógicas e
não experimentais dos homens, exceto
claro o mercado, que o mercado atende as
necessidades lógicas e experimentais.
[risadas]
E com isso reafirmava o que já havia
indicado logo na introdução de sua obra,
né? E aí cito paredito: "Atualmente, em
1901, ainda estamos no período
ascendente de sentimentos religiosos.
Uma nova religião, socialismo e outras
crenças.
[risadas]
Ai meu pai amado. Mas eu vou pular o
Bird aqui, que aí tem o Berdiaev, senão
não vou conseguir finalizar o bagulho.
Ah, deixa eu pular o Bev.
O Tucker tem uma análise muito mais
sofisticada e interessante, tá?
Mas eu vou dar uma puladinha aqui porque
eu quero ir pr pra análise final aqui do
texto. Eu vou ler em outro momento o
Tucker. O Tucker tem uma, cara, o Tucker
é um cara interessante conhecer. Ele não
tem tanto impacto quanto o Pareto
e o Popper ou mesmo Chumpetter, mas ele
tem uma análise mais sofisticada, né?
Mas ah, tá. Vou ler um aqui. Eh, cadê,
cadê, cadê, cadê, cadê?
Ah, não vou não. Em última instância, o
Tcker vai dizer, vai fazer uma
estruturação de comparar o a estrutura
do pensamento marxista com o eh
com elementos da tradição
judaico-cristã, que é uma coisa que um
monte de gente faz, só que o Tf de
maneira muito sofisticada, é
interessante daí de ler e de discutir
criticamente, né, pra gente entender as
paradas. Mas aí eu vou deixar depois
quando sair o livrinho, eu solto para
vocês vocês lerem, porque senão não vou
conseguir terminar o bagulho aqui. Mas
vamos lá.
Ah,
vamos lá. Aí eu vou citar o McLilan, tá?
De qualquer forma, como nos chama
atenção David McLeillan, que eu
recomendo muito que vocês leiam o livro
dele, Marxism and Religion, uma análise
satisfatória da relação do marxismo com
a religião só é apresentada, se é que
existe o marxismo como religião, uma
análise satisfatória do marxismo sendo
uma religião, se é que ela existe por
meio do uso de definições bastante
rigorosas do que eh rigorosas que não eh
que são necessariamente prescritivas,
né?
Então [música] eu tenho que dizer
rigorosamente o que é religião
de maneira rigorosa, por estrutura
presível, bem desenhadinho
como fenômeno social. Eu ia falar o
marxismo
dentro desse rigor explícito funciona
assim como religião. Por quê? porque
senão fica nessa terma genérico em que
eu poderia substituir marxismo por
absolutamente qualquer coisa e o efeito
seria o mesmo, porque o nosso cérebro
ele tem a capacidade de tentar entender
o que tá acontecendo. Vou até sair aqui
um pouquinho rapidinho da tela e já
volto com a tela.
O nosso cérebrozinho, ele se esforça
para entender o que tá acontecendo, se
esforça para entender o que outra pessoa
tá falando. Então ele automaticamente
tenta criar uma coerência
entre o que outra pessoa tá dizendo. Eu
tô entendendo que eu quero entender. A
gente tem uma predisposição a tentar
conectar diferentes fenômenos,
acontecimentos, falas, conteúdos. A
gente faz isso. O cérebrozinho se
prepara para isso porque ele quer
conversar, ele quer entender, ele quer
se comunicar bem.
Então, uma pessoa vai dizer, ó, se se
uma pessoa cria uma definição bem
abrangente e fala tal coisa, é tal coisa
sim e cria uma comparação, o nosso
cérebro se esforça para entender essa
comparação.
E só pelo sentido vago das palavras, eu
posso fazer as conexões e aceitar. Fal,
não, entendi o que você quis dizer. Mas
isso em termos muito gerais e amplos e
que não dizem a respeito de um fenômeno
ao qual essa essa fala tá se dirigindo,
senão a construção de sentido da própria
frase. É por isso que a gente tem tantas
figuras de linguagem, metáfora,
analogia, essas a figura de linguagem,
ela funciona
quase criando às vezes sensações e eh um
um experimento sinestésico em que você
fala: "Nossa, que legal isso aqui". E aí
você entende o que tá sendo dito, mas é
porque você se esforça para fazer essas
conexões. Não é uma descrição, uma
prescrição rigorosa. É uma construção
quase poética do conteúdo. E aí a gente
tem que distinguir o que é literatura, o
que é figura de linguagem, o que que é
ciência, o que é poesia, o que é
ciência. E quando for no âmbito
científico, eu preciso de definições
rigorosas de cada conceito com elementos
comparativos possíveis da gente
conseguir estabelecer padrões comuns,
senão fica essa salada. E é por isso que
é tão difícil às vezes a gente desarmar
as bombas com essa galera de de extrema
direita Biruleab fica soltando na
internet porque eles vão conectando 365
conceitos e palavras soltas e frases e
não sei o que lá e o cérebrozinho de que
tá ouvindo tenta criar as conexões e às
vezes não tem sentido nenhum na
realidade, mas no sentido da frase fala:
"Ah, olha, ele tá falando algo aí que
que parece bom, hein? Parece que tem a
ver, mas não tem rigor. Por isso que o
importante não é o que a pessoa diz, é
metodologia. Qual que é o método que
você tá utilizando para analisar? Ele é
aplicável onde, em que contexto e quando
ele é replicável? Se eu assumir o mesmo
caminho, eu chego na mesma conclusão.
Método, método, método. Eu preciso
discutir método. Como que você chegou
aí? Qual a sua referência? Qual a sua
base? Qual o passo a passo? Pra gente
poder entender isso aí. Essa definição,
ela tá estruturada. Como não é
simplesmente jogo de palavra. O, vou dar
um exemplo terrível, mas aquele
miourinho, que que esse moço faz? Ele
fala 365 palavras distintas como se elas
tivessem alguma conexão entre elas.
E aí, meu amigo, a metralhadora de
grosélia que você fala: "Meu pai amado,
ele tá falando nada com nada". Mas se
você fica tentando, né, acompanhar
aquele
aquele fractal de conceitos que parecem
que se conectam, você vai encontrando as
conexões, fala: "Olha, parece que é
interessante isso aqui, hein, pô? Olha
isso aqui e tal. E a gente se esforça
para entender e a gente cria esses
caminhos. Por isso que é importante
metodologia
como um crítico de Decart que eu sou
saudade de Decart e o método correto
para o método para correção no
intelecto.
Discussão de método é importante porque
qual que é o caminho que eu vou utilizar
para produzir meu conteúdo e para
entender o que outro tá dizendo para eu
poder olhar pro Parede e falar: "Cara,
parede você não tá falando nada, velho.
Parede você só tá fazendo propaganda. A
tua tese ela já tá respondida no final.
se antecipou o que você quer chegar,
você tá num pensamento circular. É
dizer, marxismo é religião. Por quê?
Porque ele é.
E aí você vai desenvolver uma
verborragia durante um monte de parada,
fazendo metáforas, comparações e
analogias, sem estabelecer sentido
estrito que já só para confirmar sua
tese. Não tem método, não tem rigor, não
tem nada.
Só que isso a gente não aprende por
nada. É treino do cérebro. É do mesma
coisa. vai na academia para ficar
bombado, para ficar bolado, para ficar
magrinho, para ficar definido, para
ficar no esquema, para ficar no shape.
Então, na outra academia a gente esforça
um outro músculozinho que é esse aqui,
fazer as sinapses correrem pelo pro
lugar certo, entender o treino que a
gente tá fazendo por repetição,
inclusive você vai fazer isso que é pro
seu cérebro funcionar para você não
ficar caindo em armadilha de lorota de
pensamento circular ou [música] de fiéis
de confirmação.
Preciso discutir metodologia. Qual o
método que você tá utilizando na sua
pesquisa, no seu trabalho,
senão você faz qualquer coisa com
qualquer coisa.
Isso. Estilo três oitão. Mesma doideira,
mesma mesma fita. Mesma fita. Mesma
fita. Essa galera tuda. Uhum.
Exatamente. 60% do que fala vem com a
palavra axioma. Táí. O pessoal aprendeu
a palavra e como é que é?
Pô, tem uma palavra que o pessoal do MBL
usa direto, né?
Ah, já vou lembrar que eu aprendeu três
palavrinhas lá e falácia. Isso é uma
falácia. [risadas]
Não pode aprender a palavra falácia que
ele já utiliza para dizer que o outro tá
errado e fala qualquer porcaria em cima.
Só falas. Ai, que preguiça. Mas vamos
lá. Espero que eu tenha contribuído aí
com dicas de utilizar o cérebro
para um uso do intelecto.
Precisa de coisa mais rigorosa. Quando
não destacar esse ponto de ser rigoroso,
de explicar direitinho, as avaliações
tendem a aparecer carregadas de
preconceitos políticos ou religiosos,
que é óbvio. preconceito que eu não
gosto de gente de esquerda é religioso,
porque eu uso a religião como ofensa,
não como categoria de análise de um
fenômeno específico.
Em geral, a equiparação entre marxismo e
religião aparece ou na defesa de uma
doutrina religiosa específica, contra o
que considera uma religião rival, que é
o que o Beldiaev, que a gente não leu,
faz e que um Tassos licurgo da vida faz
e que o outros malucos faz. Fala o
marxismo é uma religião rival do
cristianismo.
Só se tem o tasticuro, não porque ele
seja intelectual, mas que ele produz
conteúdo na internet, tá? só com uma
referência visível que aparece
ou no uso negativo do termo religião, de
modo a desqualificar movimentos sociais
do ponto de vista da ilustração moderna,
que é o que o Pareto fez e que é o que
outros caras aí de movimento político
faz para te dizer marxismo é seita,
marxismo é religião no sentido de
ofensa. E aí você não usa como
categoria, você não não tá analisando o
fenômeno
que nem faz sentido, mas tudo bem. Uma
religion
religion, religião substituta, né?
Marxismo aparece como uma religião
substituta. Religion que tenta usurpar o
lugar da verdadeira religião ou sobre o
desejo anticlesástico de colocar o
marxismo na mesma categoria que a
religião. Se você não quer religião,
você fala: "Ó, marxismo é religião".
Porque porque eu sei que o minha meu
público não gosta de religião. Então a
gente tira a religião daí que é vista
como irracional, baseada no mito,
inimiga do progresso civilizado, etc,
etc, etc.
Seja em um movimento ou outro, a
imprecisão de conceitos é prejudicial
tanto para o trabalho com o fenômeno
religioso, quanto para com os moviment
movimentos de inspiração marxista. É
óbvio, impede o cérebro de continuar a
pensar, porque ele funciona como um
bloqueio, ele é uma ofensa, ele não é
uma categoria bem trabalhada, né?
Como comenta McLinan, a caracterização
do marxismo como religioso tende a
causar uma injustiça através da confusão
conceitual, tanto ao marxismo quanto à
religião. para o marxismo, porque não
leva a sério sua própria autodescrição
ou as implicações claras de sua ciência
da sociedade. A religião, porque tende a
privá-la de sua transcendência
essencial, sujeitando-a às tendências
secularizantes atualmente na moda.
Beleza? Então,
esse aqui já dá pra gente brincar um
pouquinho. E aí ali paraa frente no
livro eu dou a definição que eu tô
utilizando de religião, porque já que eu
estou criticando quem não dá definição,
eu boto uma definição mais clara,
sucesso do trabalhador
e apresento como é que a gente constrói
esse conceito de religião.
Mas é legal, né, pô? Eu gosto desse papo
divertido.
Quando aprendi florilégio lendo Engls,
fiquei com vontade de falar direto
também. É, é, [música] não vou nem falar
nada.
Meu quarto trabalha 4x3 apenas.
[risadas] Meu c é o céreb essas coisas.
Marxista usa usa com linha rival e
liberal também. Verdade. Plenamente.
Falou logo no comecinho, o cara vai o
marxismo é religião, o capitalismo é
religião, seá também tá equivocado.
Perdão aí queridos amigos que não
entenderam que tá equivocado, vocês
estão equivocados.
Todo mundo usa a religião como
xingamento contra o irracionalismo. Aí
que tá. O que significa então que não é
propriamente um uso do termo do
conceito. O livrinho que eu publiquei
fascismo como religião, no início eu
falo, ó, eu tô brincando com esse termo,
com essa comparação. Eu não estou
dizendo que o fascismo é religião.
Eu falei: "Qual aspecto que eu estou
fazendo essa brincadeira?" Eu tenho
alivinho, né? O fascismo como religião.
Qual aspecto que eu tô fazendo? A
exigência de sacrifícios.
Aí eu delimito a exigência de
sacrifícios e nesses nesse aspecto eu
quero fazer uma crítica da religião, não
crítica dizendo: "Olha, o fascismo é uma
religião". E ofendendo o fascismo
dizendo assim: "Olha, seus religiosos".
Não. O aspecto da exigência de
sacrifícios, eu quero passar ele pela
crítica. Passando pela crítica exigência
de sacrifícios, eu quero fazer uma um um
um uma crítica ao próprio movimento
fascista. E no caso, eu também chamo a
atenção no próprio livro, que é uma
coletânia de artigos, de que fascismo
não é utilizado como ofensa, é utilizado
como fenômeno social. O que é fascismo?
Aí a gente apresenta definiçãozinha de
fascismo. Inclusive no final desse ano
vai sair um dossiê acadêmico
bonitinho por uma universidade pública
brasileira
organizando sobre o que é fascismo.
Em breve eu trago mais informações.
Serior de uma de uma publicação sobre o
que é fascismo, um dossiê junto com um
camarada muito gente boa, que já já em
breve eu conto isso, uma universidade
muito bacana e vai ficar legal, tá?
Show. Eu preciso ir embora. A dor do
parto é grande, mas eu tenho que partir.
E minha gente, hoje foi mais curto.
Espero que vocês tenham curtido. Não
esquece de de curtir esse vídeo também,
dar aquela raipadinha. Não esquece de
compartilhar a palavra por aí, de se
inscrever no canal e se você ainda for
mais ousado, de virar membro, membra,
membresia aqui do canal. Fechou? E a
gente tem que encerrar mais cedo por
motivo de
trabalho. Hoje eu tenho que parar mais
cedo. Mas foi legal. Vocês gostaram?
Espero que sim. Pô, o papo foi foi
massa, né? Tá foi massa. Acho que foi
legal. Foi legal. Foi legal.
E a gente segue aqui tentando produzir
um conteúdo minimamente qualificado, né?
Minimamente qualificado.
Que seja útil. [risadas]
E minha gente, aproveitando que a gente
começou 2026.
Pera aí. Cê,
assista bom filme, bons filmes, assista
muitos filmes, leia bons livros, ouça a
música, abandone a internet, não fica
assistindo todas as as os debates
[música] que são gerados nesse YouTube,
com 70% dessa porcaria nenhuma.
E a gente vai tentar seguir aqui
trazendo a boa nova todo dia útil até a
final. E tentamos sobreviver nesse mundo
maluco, mas com otimismo. Com otimismo.
Mas o mundo tá sempre tudo errado.
[música] É, mas tá coisa certa. Não, mas
o pessoal sempre diz que a gente tá em
crise. Platão dizia que ele tá crise.
Hoje a gente também tá em crise. Como
viver a nossa crise?
Que da hora. Ficou legal.
>> Ótimo. Usa ele vai ficar legal.
E se você acha que eu tô muito otimista,
é porque eu tenho uma criança legal,
feliz e que acabou de fazer uma coisa
muito divertida aqui do lado. É mim se
você tenha filhos. Brincadeira. Não,
só a vida [música] gente que foi aí que
a gente consegui um mundinho mais legal
para eles, para elas e para todo mundo.
Fechou? Espero desejo que sim. E a gente
segue por aqui. [música]
Todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo boa nova todo [música]
dia útil
>> até vitória final.
Valeu, falou, estamos junto. Deus
abençoe. A gente segue por aí. E se você
virar membro, membra membro do canal,
não esquece de mandar um e-mail para a
chave Pix que tá aqui, eu te adiciono na
membre do canal.
Bijo. [música]

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