Sem Final Feliz | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 215
15/01/2026
Sem Final Feliz | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 215
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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
Non, domine Cristoine seine seine, >> estou chegando à conclusão de que sou um neurodivergente. Meu filho já me falou sobre isso, ele foi diagnosticado, falou: "Pai, isso também é, parece que eu tenho um grau de TDH". Eh, não é uma doença, mas é simplesmente um modo diferente, divergente de pensar, né? de maneira, minha fiação é diferente. Um dos sinais desse tipo de raciocínio é a insana concentração em algo que me interessa. Vou dar um exemplo. Aos 43 anos de idade, eu decidi aprender a surfar. Primeira coisa que fiz, eu comprei quatro livros a respeito do esporte, do correntezas, das técnicas, pranchas, tudo. H, até um livro sobre todas as praias do mundo. Eh, bom, os livros não ajudaram, não, não aprendi a sofar com os livros. Para isso eu tive que fazer aulas, né? achei um professor, eh, musculação, natação, enfim, porque aos 43 anos não é fácil. Mas a minha cabeça funciona assim. Há muitos anos eu me interessei, outro exemplo, e por ter um aquário na minha casa, só que com esse meu jeito de TDAH de ser, qualquer aquário não servia, tinha que ser um aquário de água salgada. Aí eu li sobre o equilíbrio do pH, o tipo de filtragem coral e peixes que existiam. Fui até Saquarema e Arraial do Cabo no estado do Rio para colher água do mar, conchas, coral. Eu até ganhei uma hérneia carregando tonéis de água, acredite se quiser. Mas o que me inspirou foi algo que li, claro, sobre eh como um aquário ajudaria a me acalmar. Seria bom pro coração. Disse, né? Uma vez que eu sou filho de cardíaco, o que poderia ser melhor do que ter alguma coisa para me acalmar, né? Então, montei o aquário, aliás, montei quatro, TDH. Pois é. Equilibrei a água, instalei o filtro, coloquei os dois peixinhos. Ah, e eu pensei, bom, agora minha terapia cardíaca está garantida, né? Vou ficar calminho, calminho. Agora é só curtir a beleza do aquário, os peixinhos. Só que no dia seguinte olhei e os dois peixinhos estavam flutuando na superfície do aquário. Aí agarrei meu coração, não ajudou não. E após algumas tentativas, eu descobri algo que ninguém do ramo de aquários salgados diz. Aquários são câmaras de morte para peixes. Não são próprias paraa vida marítima. Para viver um peixe do mar precisa ficar no mar. Bom, nós também vivemos um ambiente impróprio para a vida humana, o mundo. A carreira humana é marcada por tragédia. Podemos experimentar algumas alegrias ao longo da vida, mas o fim é sempre trágico. Cada cerimônia de casamento é bonita. As roupas, vestidos de noiva, a música, as crianças que trazem as alianças, os votos e o beijo final que deixa todo mundo suspirando. Ai, que lindo, né? Felicidades, vai ser maravilhoso. Mas a maioria dos que descem o altar hoje em dia vão terminar numa história trágica de brigas, traições e divórcio. Quando falo que estou casado há 45 anos, quase sempre ou alguém dizer: "Oh, isso é muito raro, uau, parabéns, porque isso quase não existe mais". Mas mesmo num casamento sobre como o meu, que não se divorcia, fatalmente sofrerá a perda ou do seu marido ou da sua esposa. Isso quer dizer que um ficará de luto na vive. Seus dias serão marcados por essa tragédia, seus últimos dias de vida. Tudo que é novo envelhece, todos os sonhos morrem. O jovem atlético um dia ficará velho e com dores constantes. A beleza murcha, tudo vira pelanca em um festival de perebas. Eu vejo atores, moro no Rio, então vejo atores de vez em quando que conheci na minha juventude tentando perpetuar a sua beleza. E francamente é triste. É triste ver. Não há como evitar o fim triste da sua vaidade. Nosso mundo não tem final feliz. Tragédia é o tom da nossa existência no mundo. Por isso Paulo falou aos Coríntios, se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes do mundo. Agora, há igrejas que seguem o brado, só vitória e só vitória. Mas nem os apóstolos acreditavam nisso. Todos eles foram mortos como mártires, exceto João, que morreu encarcerado na ilha de Pátmos. onde ele escreveu o apocalipse, teve aquela visão maravilhosa. O fato de termos fé em Cristo não quer dizer que tudo irá bem para nós. Jesus disse que nesse mundo teremos muitas aflições. A doença nos aflige, pessoas nos afligem, traições, inimizades nos afligem, vizinhos nos afligem, o governo nos aflige, a marginalidade nos aflige, as incertezas nos afligem, as tentações nos afligem também. A vida simplesmente é difícil, esse mundo é mal. Aliás, as escrituras afirmam que esse mundo jais no poder do maligno. Então, para que serve a fé? Final, não é para nos levar à vitória sempre? Não é a garantia da felicidade? Não, não é. Nossa fé abre um horizonte que esse mundo não oferece. No Egito, o povo de Israel nunca teria tido um final feliz. Para isso, Deus teve que mandar um libertador, o Moisés, e o final feliz de Israel tinha que passar pelo êxodo, sair do Egito. Assim também Deus mandou um libertador para nos salvar e nos apontar um final realmente feliz. Só que isso não acontece nesse mundo. Quem diz que sim, está errado. Eh, muitos jovens pastores e pastores assim sinceros dizem: "Vai, vai, vamos ser felizes, só até vitória". Mas com um pouquinho de tempo e amadurecimento descobrem que não é assim nesse mundo, não. Nossa salvação é depois. Quando Jesus voltar pelos céus, não haverá mais dor. Ele vai secar todas as nossas lágrimas. Não haverá mais tentação, doença, governos corruptos, juízes iníquos, assaltantes, epidemias, câncer, velice, ferrugem, acidentes, inundações, vendavais, impostos, injustiça, homicídios, estupros, guerras, divórcio, vício ou opressão. Nada, nada, nada disso. Quando Jesus voltar, todos os que se apegam a ele terão um final feliz, mas não será aqui nesse mundo. Não será nesse mundo. Esse mundo será destruído e haverá um novo mundo. O que Pedro chamou novos céus e nova terra. Seremos transformados como num piscar de olhos, pois nós o veremos face a face. O que é corruptível será tragado pela incorruptibilidade. O que é mortal será substituído pela imortalidade. Até os mortos ressuscitarão para a vida, mas esse final feliz é para os filhos de Deus. Todo aquele que recebe e se submete a Jesus Cristo recebe o poder de ser filho de Deus e a esperança do que ele veio nos oferecer. Segue então que o final feliz não é para todos. Eu queria que fosse, mas não é. Por isso é urgente que nós nos apeguemos a ele, pois quem tem o filho tem vida. Quem não tem o filho, Jesus Cristo, filho de Deus, que tira o pecado do mundo, não terá vida eterna. Jesus Cristo, filho de Deus, que tira o pecado do mundo, tem misericórdia de nós pecadores e salva a nossa nação dos seus pecados e perdoa os nossos pecados também. Antes de ir para você que fica comigo até o fim, quero lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo, tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor, o corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir, o inferno para evitar, o céu para alcançar eternidade. Para não perder de vista, tempo para remir, vizinhos para servir, o mundo para desfrutar, a criação para cuidar, ofensas para pacientemente suportar, bondades para voluntariamente praticar, justiça para almejar, tentações para vencer, a morte para possivelmente sofrer. E em tudo isto o amor de Deus para nos sustentar. É isso, eu volto até a próxima.