Documentário: A natureza após o Dilúvio: humanos, animais e ecossistemas | Ep. 12 | ORIGENS
27/01/2026
Documentário: A natureza após o Dilúvio: humanos, animais e ecossistemas | Ep. 12 | ORIGENS
Após o Dilúvio, como a vida se reorganizou? Explore as teorias sobre reconstrução de ecossistemas, adaptação de espécies e o papel humano no mundo pós-Dilúvio.
📌 Prepare-se para olhar a história do dilúvio de uma forma completamente diferente!
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟩 A temporada Dilúvio da série ORIGENS explora evidências científicas, geológicas e arqueológicas de um possível evento global catastrófico. A partir do relato bíblico do Dilúvio, a série investiga formações rochosas, fósseis, a Arca de Noé e impactos ambientais que podem estar ligados a esse acontecimento. Com uma abordagem criacionista e interdisciplinar, esta temporada conecta ciência e fé para responder à pergunta: o Dilúvio foi real?
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Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
O ser humano não consegue não se maravilhar diante da complexidade da vida. Cada forma, cada cor, cada som que ecoa na natureza desperta em nós [música] um misto de fascínio e reverência. Desde os tempos mais antigos, buscamos compreender os mistérios da criação, o que sustenta a vida, o que a diferencia, o que a faz florescer em tamanha variedade sobre a Terra. Mas como explicar [música] tamanha diversidade a partir de um novo começo? Como a partir de um pequeno grupo de animais que desceu [música] da arca pode surgir a imensidão de espécies que hoje enchem os céus, os mares e as [música] florestas? De que forma a vida se espalhou, se adaptou e se multiplicou nos diferentes cantos do mundo após as águas do dilúvio terem recuado? Ne. Ah. [música] >> [música] [música] >> O mundo é vasto, tão vasto [música] que a mente humana mal consegue abarcar sua grandiosidade. dos gelos eternos, das tundras, às areias abrasadoras dos desertos, da serenidade das florestas tropicais às montanhas que tocam [música] o céu. Cada canto da Terra revela uma expressão única da criação. Há lugares onde a vida floresce em cores, sons e movimentos, [música] e outros onde o silêncio reina soberano. Mas até ali, nas paisagens áridas e frias, a existência resiste com uma força que espanta e encanta. [música] A diversidade do planeta é um testemunho de sua beleza e complexidade. Cada bioma, cada espécie, cada sopro de vida parece ajustado com precisão ao ambiente em que habita. [música] Mas se cremos na literalidade de Gênesis e que toda a vida animal e humana recomeçou após o dilúvio, a partir da aca de Noé repousada sobre as [música] montanhas do Ararate, como foi possível que criaturas tão distintas se espalhassem, [música] se adaptassem a climas tão opostos, cobrindo o globo com tamanha riqueza de formas e modos de vida? Uma das coisas que a Bíblia diz duas vezes, na verdade, mas mais particularmente no final do dilúvio, Deus dá esse comando: "Sejam frutíferos, multipliquem-se e encham a terra". A questão é que isso implica que os organismos são capazes de fazer isso, se multiplicar. Há um problema lógico com a forma do mecanismo que Darwin propôs, que depois foi formalizado em uma teoria mais abrangente que chamamos de neodarwinismo. E a questão é que quando os organismos encontram um novo conjunto de circunstâncias nas quais precisam sobreviver, eles de alguma forma se adaptam a essas novas circunstâncias ou então se extinguem. Essas são as duas opções, mas a ideia de que deve levar longos períodos de tempo para que os organismos façam isso é problemática. Porque se você não tiver a informação genética já codificada em seu DNA para sobreviver a essas novas circunstâncias, você simplesmente vai se extinguir. Não haverá tempo para você se adaptar. E minha suspeita é que quando Deus deu esse comando, ele sabia que havia colocado essa engrenagem no DNA dos seres que estavam na arca. Havia colocado a habilidade ou talvez a informação necessária para que eles sobrevivessem nas diversas circunstâncias. E, aliás, essa é uma coisa que podemos ver acontecendo. Eu não quero fazer uma afirmação categórica e universal. Sou muito cuidadoso com isso. Mas sim, parece que os organismos guardam mais informação do que o que é realmente necessário para sobreviver no ambiente em que vivem. Então, quando esses animais eles saem da arca e eles encontram o mundo completamente novo e transformado, com a sua geografia transformada, com o seu clima transformado, porque o dilúvio mudou completamente, por exemplo, a temperatura da água, né? E isso aumenta ã a evaporação, faz chover mais, esfria aquela coisa toda. Então, como é que esses animais vão se adaptar? a essas mudanças e o alimento talvez não teria a mesma comida do que antes. Que que eles vão comer agora? Onde que eles vão morar? Como que eles vão se reproduzir? Então, foi necessário haver um ajuste e o que nós chamamos em biologia de adaptação. E aí que entra essa informação genética, porque essa informação genética é que vai habilitar os animais a terem as características que vão permitir a essa flexibilidade. E aí que entra também a questão da seleção natural, porque nós como criacionistas, é lógico que a gente aceita a seleção natural, mas diferente dos naturalistas, dos evolucionistas, seleção natural não tem aquele poder eh ilimitado formador de novas espécies, grupos e formas. seleção natural, ela tem um uma ação uniforme e aí a gente tem a possibilidade para acontecer o que nós chamamos da na biologia de especiação, que é o surgimento de novas espécies. E quando a gente fala, né, depois da arca, a gente tem aí milhares de anos dentro da cronologia criacionista. E a gente fica pensando assim, eh, seria possível eventos de especiação rápidos? Porque a teoria da evolução afirma: "Olha, eu preciso de milhares de anos, né? O Darwin postulou isso lá no século XIX. As mudanças que a gente vê [música] aqui são lentas, então seriam necessários milhões de anos. Mas na cronologia criacionista a gente acredita num tempo mais eh num tempo menor. Seria possível? Assim, é bem complexo essa questão em relação a à especiação e nós temos, por exemplo, espécie se formando agora, por exemplo, nós temos vários mecanismos de especiação. A especiação ela pode se dar por um isolamento geográfico. Então, nós temos duas populações, uma população e acaba parte daquela população migrando e se estabelece um isolamento geográfico. E aqueles indivíduos que acabaram sendo isolados vão começar a cruzar entre eles e vão surgir modificações de tal forma que quando eles se reencontrem não vai haver acasalamento, tá? Não vai [música] haver reconhecimento entre um indivíduo e outro como potenciais parceiros. [música] Pode haver um isolamento reprodutivo associado ao não reconhecimento de um parceiro sexual. Pode haver um um isolamento na mesma região sem haver isolamento geográfico. Por exemplo, nós temos alguns insetos, alguns animais, que a própria exploração de novos recursos [música] alimentares vai modificar a expressão de alguns genes que podem levar ao isolamento reprodutivo. Então, a dinâmica é bem vasta e bem diversa, [música] tá? E eu estudei insetos, eu estudei hidrosófila, mosquinhas da fruta, que são um exemplo de especiação, muito utilizado na genética pra gente entender genética de populações. E a gente observa especiação hidrosófila. Por exemplo, se eu tiver uma população de drosófila [música] em uma ilha, só ilustrando, e parte daquelas drosfilas acabarem sendo transportadas, por exemplo, por um uma penca de banana, frutas que acabam boiando no oceano e vão parar em outra ilha. E aquelas drosófilas começam a povoar aquela nova ilha separadas dessa população original e começam a explorar uma nova fonte de alimentos. Nós temos alguns genes que nós chamamos de pleiotrópicos, nome esquisito, né? Porque genes pleotrópicos, eles vão atuar em diferentes eh funções ao mesmo tempo. Então, por exemplo, em Drosófilo, nós temos genes [música] que estão associados à capacidade de gerir alguns alimentos. e ao mesmo tempo em relação ao comportamento sexual. Então, quando a drosófila começa a alimentar aquela fonte distinta de alimento, o comportamento reprodutivo vai ser modificado. E o acasalamento depende da conquista do macho. Drosóf, ele tem que fazer uma dancinha, tem que seguir os passos corretos, senão a fêmea não reconhece ele como potencial parceiro. Então nós temos isolamento reprodutivo nesse caso e depois pode estabelecer um isolamento que vai resultar em diferenças morfológicas com tempo que vão surgindo alterações. Entretanto, esse mecanismo sempre tá acontecendo, muitas vezes ele restringe e diminui a informação genética ao invés de ter um um acréscimo de informação genética funcional. Já se perguntou como o mundo ficou depois do dilúvio? As águas recuando lentamente, revelando montanhas, vales e planícies antes [música] ocultos. Um planeta diferente e silencioso, à espera de ser preenchido novamente com vida, cor e movimento. Como teria sido aquele recomeço? Como os animais se dispersaram encontrando novos lares em climas tão distintos, de florestas úmidas a desertos escaldantes, [música] de pradarias verdejantes a montanhas cobertas por [música] neve. como as plantas se espalharam, como os ecossistemas se reconstruíram, como a Terra se reorganizou após tamanha catástrofe. Logo depois do dilúvio, existem alguns pesquisadores que entendem que houve um período de glaciação em que algumas regiões do nosso planeta, cerca de 1/3 do nosso planeta, passou por um clima, um resfriamento desse clima. Então, houve também muita neve, aquela coisa toda. Então, eles estimam que houve esse período de glaciação, até porque isso tá marcado nas rochas e até hoje tem cientista achando mamila nudo no gelo na Sibéria, nas regiões geladas. Então, de fato, houve um período bastante gelado. E nesse período, algumas regiões, por exemplo, naquela região do estreito de Bering, que fica ali na Rússia com Alasca, há hipóteses que afirmam que é possível que existia uma espécie de ponte de gelo em que foi possível alguns animais, inclusive humanos, terem passado da Ásia para o continente americano, né? Quando a gente pensa, [música] eh, vou usar o exemplo de Galápagos novamente, um arquipélago que surgiu no meio do Oceano [música] Pacífico, como que chegou lá tartaruga? Como que chegou lá ave? Como que chegou lá mamífero, né? Ah, então alguns animais obviamente chegam voando como as aves, podem ser aves migratórias, ah, as tartarugas, falando [música] especificamente galápos que eu tenho mais experiência, né? Mas eh há estimativas de pesquisadores que dizem que provavelmente uma ou algumas fêmeas grávidas foram boiando do continente para o arquipélago, porque há fósseis dessas tartarugas no continente. Então eles imaginam que que essas tartarugas foram, veja só, boiando, porque tem uma corrente marítima que vem lá da Antártica, sobe aí pelo litoral do do continente sul-americano pelo Chile e tal e [música] passa por Galápagos. Então, pode ser que não intencionalmente as tatuiras não foram nadando, não são marinhas, mas elas foram sendo levadas pela corrente. Se chega uma grávida lá, bota os ovinhos e você começa uma nova população, né? Então, eh, tem as esteiras de vegetação também, porque depois [música] de grandes tempestades, tornados, etc., Se você tem uma grande quantidade de vegetação, eles formam verdadeiras ilhas que podem levar anfíbios, podem levar répteis, podem levar insetos, enfim, isso pode se deslocar de uma ilha para outra novamente com esse movimento das correntes oceânicas. Então, eu não vejo dificuldade nenhuma pra gente entender que houve esse deslocamento e essa dispersão. Agora, novamente, a gente vai falar de adaptação. Por quê? Esses animais precisaram se adaptar a essas [música] regiões e talvez a Austrália tenha os cangurus e outros animais muito peculiares daquele continente, porque conseguiram encontraram de fato um lugar ideal para se adaptar e para se diversificar, né? Aqui no continente americano, tanto no norte, no sul-americano, no central, você tem espécies que são parecidas e são aparentadas. Então, houve esse deslocamento e etc, né? Então, não vejo problema nenhum. [música] As condições logo depois do dilúvio, eh, ainda estavam se ajustando, eh, para chegar naquilo [música] que nós temos hoje. E nesses nesse período é possível que eles tenham aproveitado para se deslocar pros diferentes lugares. A natureza é uma obra viva de adaptação e sobrevivência. Em cada canto do mundo, os animais revelam uma [música] impressionante capacidade de ajustar-se aos desafios do ambiente. Há peixes que vivem em águas quase sem oxigênio. Aves que cruzam oceanos inteiros guiadas apenas por instinto, insetos que se camuflam com perfeição no meio das folhas, mamíferos que suportam o frio extremo das [música] geleiras. Mas até onde vai essa capacidade? Será que existe um ponto em que o corpo [música] não consegue mais mudar, em que o instinto não é suficiente? Em que a adaptação [música] encontra o seu limite? >> Eu acho que podemos ver isso muito claramente, porque os organismos entram em extinção. Eles se extinguem localmente quando o ambiente em quem se encontram não é capaz de sustentar sua sobrevivência. As mutações e a seleção natural são os dois mecanismos fundamentais para [música] que a evolução pudesse ocorrer. A ideia é que com tempo suficiente esses dois processos permitiriam que um organismo unicelular evoluísse gradualmente até se tornar um ser humano. O problema é que podemos observar mutações e seleção natural no presente. Podemos estudá-las agora e percebemos que elas não fazem o que a evolução precisa que aconteça. Por exemplo, as mutações permitem alterações no DNA, mas essas mudanças geralmente são prejudiciais. Elas prejudicam o organismo, não ajudam. Pensamos frequentemente em coisas como câncer ou doenças que surgem devido a mudanças, mutações no DNA ou que resultam basicamente e nenhuma mudança significativa no organismo como um todo. Para que uma mutação seja útil à evolução, ela precisa causar uma mudança no organismo de forma que ele se tornasse mais apto a sobreviver do que outros organismos. A maioria das mutações não faz nada tão drástico a ponto [música] de permitir que o organismo adquira algo novo, como uma estrutura ou função que o impulsione em direção a um organismo mais complexo, desde uma célula única até oo ser humano atual. Elas provocam mudanças mínimas ou mesmo regressivas e não acrescentam [música] o que é necessário. A genética é complexa. Para criar um organismo, não basta apenas evoluir uma proteína que compõe a maior parte [música] do corpo. É preciso evoluir também a regulação dessa proteína. é muito mais complexo quando ela é produzida, quanto é produzida, em quais condições [música] e ela precisa interagir com outras proteínas para que algo funcione no organismo. É extremamente complexo, não é algo que se consiga evoluir facilmente apenas por mutações. Esse é o problema das mutações. Elas não adicionam a informação genética funcional necessária para que o organismo sofra mudanças que possam ser selecionadas e levadas a evoluir para formas mais complexas. Isso não [música] é o que vemos. Podemos observar mutações no presente e elas não fazem isso. Outro problema é a seleção natural. A seleção natural apenas atua sobre o que já existe. Ela seleciona a favor ou contrat traços presentes, mas não cria nada novo. As mutações não adicionam nada. A seleção natural não adiciona nada. Elas apenas lidam com o que já existe. Um exemplo que eu gosto de usar é o dos cães. [música] Suponha que haja variação genética, permitindo que eles tenham pelos longos ou curtos. Em um ambiente muito frio, o pelo longo é uma vantagem. Esses cães podem sobreviver melhor e se tornar a população dominante. Eles permanecem todos com pelos longos. Nesse caso, a seleção natural está apenas escolhendo os canes pelos longos que sobrevivem melhor naquele ambiente. Ao longo do tempo, todos os cães de pelos curtos morrem e você perde essa variação genética. >> [música] >> O que está tudo bem, a não ser que esses cães de pelos longos mudem para um ambiente muito quente. Aí a situação se torna prejudicial, porque não existe mais variação genética para produzir pelos curtos. Então eles não vão sobreviver bem a um ambiente e podem eventualmente morrer. Assim, os animais se tornam extintos porque se especializam demais, se adaptam ao ambiente específico e perdem a variação genética necessária para lidar com outras situações. Isso também acontece dentro de uma população. Então, a seleção natural apenas seleciona traços que já existem, não forma novos traços. Para que a evolução do nível unicelular até o ser humano aconteça, seria necessário adicionar novos traços, novas habilidades para que surgissem funções totalmente novas. O problema é que não existe um mecanismo genético conhecido que faça isso. A seleção natural não funciona para criar algo novo e as mutações também não. Portanto, como fazer o que a evolução precisa que aconteça? Não há nenhum mecanismo conhecido que permita isso. Em cada ser vivo, por menor que [música] seja, há um mistério silencioso, um código escrito com precisão e beleza que ultrapassa [música] qualquer obra humana. Dentro de cada célula, em fios invisíveis ao olho nu, repousa a linguagem da vida, o DNA. Nessas espirais delicadas [música] encontra-se tudo que somos e tudo o que vive. Cada cor de pena, cada forma de folha, cada som, aroma e movimento da natureza estão ali entrelaçados em uma sequência que dita [música] o ritmo da existência. É uma biblioteca viva, onde bilhões de informações se organizam de maneira tão complexa que, mesmo com toda a tecnologia, inteligência acumulada, o ser humano [música] ainda apenas toca a superfície de sua compreensão. Diante de tamanha beleza e diversidade, poderíamos considerar o DNA não apenas uma molécula, mas talvez como a própria assinatura do criador gravada na matéria. Às vezes eu falo sobre isso. Acontece que aquela dupla hélice que normalmente vemos, aquela que dois indivíduos muito brilhantes chamados Watson e Creek ganharam prêmio Nobel por descobrir. Aquela linda estrutura que normalmente vemos tem propriedades matemáticas que observamos [música] em muitas coisas pela natureza. E nós reagimos instintivamente a esses padrões, reconhecendo neles algo belo. E algo que me interessa é que esses padrões são baseados em um número irracional. É o número como pi, não o pi, mas geralmente o que chamamos de fi. E encontramos esses números irracionais também pela natureza. E isso torna a matemática realmente interessante. Eu às vezes penso assim: "Eu acho que Deus que criou todas as coisas, ele é infinito e por alguma razão ou outra ele tem um interesse nesses números irracionais que continuam em sequências infinitas. >> [música] [música]