Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

🔴TRUMP ATACA A VENEZUELA: NÃO É SÓ POR CAUSA DE PETRÓLEO!

🔴TRUMP ATACA A VENEZUELA: NÃO É SÓ POR CAUSA DE PETRÓLEO!

🔴TRUMP ATACA A VENEZUELA: NÃO É SÓ POR CAUSA DE PETRÓLEO!

Pix: [email protected]

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736

Legendas automáticas:

pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade. Uma utopia,
livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia
da paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a
boa nova. Todo dia útil até a vitória
final.
Filosofia,
economia, sociedade e religião.
Praticamos pologia diplomada, fazemos
propaganda e agitação. Fé, ciência do
mundo, luzes, testemunho, ser da terra,
o sal. Seguimos trazendo a boa nova,
todo dia útil até a vitória final.
Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade, uma utopia.
Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia
da paz entre nós.
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições e
viver para fazer história.
Ciência do mundo, luz. Testemunos ser da
terra o sal. Seguimos trazendo a boa
nova, todo dia útil até a vitória final.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a
boa nova, todo dia útil até a vitória
final.
Segue nos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Ciência do mundo, luz descer da terra, o
sal.
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
Bom dia, América Latina.
Fala, minha gente. Bom dia. Tudo bem com
vocês? Como é que estão por aí? Espero e
desejo que bem. Espero e desejo que bem.
Espero que deseja também que estejam
ouvindo bem o que eu tô aqui falando,
que o som esteja bom. O som tá bom? O
som tá bom. É, meus amigos,
como é que tá o clima tenso? Por isso tá
essa musiquinha tensa no fundo, ó.
Normalmente a gente começa com low fers
de boa. Calma lá,
pera aí,
vem de colher porque hoje é dia de sopa.
Bom dia, gordura. Tudo bom, mano? Como é
que você tá? Espero desejo que bem. Fala
aí, visão comunista. Buenos dias. Como
está camarada? Espero deseja comigo
também. E Rubens, bom dia.
D um cafezinho para você.
Tomem suas xícaras.
Bora lá que hoje tá que tá, né? Como é
que tá, meus queridos amigos do chat?
Tá bom, o som tá bom. Que bom. Que bom.
Bom dia, querida. Como é que você tá?
Como é que tá, Jes? Tudo bem? Espero e
desejo que sim.
Volta às aulas. Pois é. Estamos aqui de
live em pleno dia 7 de janeiro. Que
coisa, não? Eh, bom dia, Víor Wakai,
como é que você tá? Buenos dias. Buenos
dias. América Latina.
Espero e desejo que bem. Sonzinho tá bom
aí? Espero que sim. Que a musiquinha no
fundo também esteja naquele clima
gostoso, mais tenso, latino mais
preocupado.
Bora ver.
Ah, os feios também, porque ano novo.
Não, aqui não tem gente feia. Aqui a
beleza ela é relativa e tem gosto para
tudo
que estamos em outro clima. Ai me
pueblon hoje tá que tá hein o anin de
2026 começou tenso. Eu queria fazer um
papo sobre séries, sobre filmes, né?
começar nesse nesse climinha de séries e
filmes, mas aí vem o imperialismo
e dá esse presente para nós. Queria
estar falando mal de Stranger Things
nesse exato momento. Queria estar
ofendendo não gratuitamente, mas com
todas as razões do mundo, a série
produzida a partir da série da do
temporada dois.
Mas cá estamos.
Queria tá falando mal dos Duffers
Brothers lá, os irmãos Pateta. Mas
exatamente, começamos querendo 2027, mas
não necessariamente 2027 vai ser melhor,
porque a gente sabe que não tem nada
ruim que não possa piorar, mas também
não significa que necessariamente será
pior. É aquela linha tênue entre manter
a esperança e o desespero, conhecido
como realismo, né? Botar o pé no chão. E
é o que a gente vai tentar fazer hoje,
inclusive.
Bom dia, cara. Esqueci de dar um bom dia
para você, meu querido.
Ai, pueblo. Mas vamos lá, vamos lá,
vamos lá, que hoje a gente ainda tem
também muitas coisas acontecendo nesta
casa, na casa a qual eu mostro para
vocês, incluindo que tem criança em
férias escolares. Diga rapidinho. Vem
cá. Chega aí.
Dá um salve aí.
Se vocês estavam desesperançados, agora
tem esperança. Diga. Posso passar? Pode.
Eu não quero ninguém. Não vai.
Ai ai ai.
Buenos dias. Vocês viram que a
criatura que habita minha casa está em
férias escolares. Então fizemos um
combinado aí de que se ela for aparecer,
ela aparece de óculos escuros,
porque não tem muito o que fazer.
Não é, mas se você tá caindo aqui de
para-quedas pela primeira vez, né, você
tá aqui caindo de paraquedas, já vou
começar aqui dando alguns avisos, a
gente começa um papozinho mais de boa e
depois a gente vai conduzindo aqui o
tema da nossa live, né? Nós temos um
chat maravilhoso, muito saudável,
pessoas muito comprometidas e gentis. E
aí a gente vai trocando ideia aqui numa
manha, fechou?
Mas além disso, né, eh, a gente tá desde
com esse canalzinho aqui, desde o ano da
graça de 2024, no início de 2024. 2024,
isso é 2024 passou 2024,
2025 e agora nós estamos entrando no
terceiro ano do canalzinho. Vamos
completar ainda três anos no ano que vem
e estamos muito saudosos já do início
quando nós fazemos reacts constantes e
quase diários. Porém, contudo, todavia,
a vida não permite mais fazer isso.
Então, todas as quartas-feiras pela
manhã, a gente tem uma livezinha aqui no
canal pra gente poder papear sobre a
vida, sobre problemas, sobre conteúdos
sérios e tentando trazer de maneira
qualificada algumas abordagens sobre
fenômenos da realidade ou outras coisas
que estão acontecendo por aí. E meu nome
é Bruno Requidal, sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia, formado em
teologia e tô tentando produzir um
conteudinho específico aqui no canal.
Sou professor de ensino superior e
também agora coordeno uma pós-graduação
bem bacana, bastante distinta e
inovadora. Espero que seja bem bem bem
bem interessante também eu poder trazer
alguns elementos dela para cá e quem
sabe um dia fazer umas propagandas mais
qualificadas a respeito dela. Além
disso, você pode considerar ser membro,
membro, membre, membresia aqui do canal,
porque a gente tem conteúdos exclusivos
e cursos para você, para você e todas as
outras pessoas que também são membros,
membras membresia aqui do canal. Então
não é exclusivo porque é para bastante
gente, espero. E quanto mais pessoas
estiverem participando aqui da
membresia, melhor pro canalzinho, porque
ele se sustenta a partir da membresia.
Nós somos um canal pequeno, não temos
tantas visualizações, mas temos um grupo
considerável de membros, membras,
membres, membresia aqui que sustenta e
faz com que funcione essa brincadeira de
que a gente leva muito a sério em certos
momentos, mas que é para misturar um
pouco de entretenimento e educação
qualificada. Tem cursos de marketing e
religião, evangélicos e política no
Brasil, como fazer seu projeto de
pesquisa, filosofia latino-americana,
que tem tudo a ver com coisas que eu
pude produzir e trabalhar durante a
minha vida. Espero que você curta.
Então, considere. Gostaria também curtir
esse vídeo, comentar para engajar,
espalhar a palavra por aí, fica aí
trocando ideia com a gente porque vale a
pena, tá bom? Acho que é isso. Se eu não
esqueci de nada, alguém pode me lembrar,
mas normalmente o carapa me lembra. Eu
talvez tenha esquecido, mas considera
isso aí, tá? esteja aqui com a gente.
Vale a pena, imagino eu.
O é um pouco quebrado, mas a gente
tenta. Beleza?
Mas hoje, distinto de outras vezes, a
gente vai direto pro assunto. A gente
vai ter que ir um pouco mais que tem
muita coisa para falar. Hoje é o dia de
falar sobre análise de conjuntura, que é
uma coisa que eu não gosto muito de
fazer. Vou ser sincero, tenho o que
fazer, mas não gosto. Fui formado para
tal, mas não gosto por alguns motivos
que já já vou comentar também.
Mas é isso. Deixa eu dar uma olhadinha
aqui no nosso chats do Opa, do jeito que
tá. Vamos ter saudade de 2026 daqui 5
anos. Então força na peruca. É, eu tenho
saudade do ano da graça de
1996,
que foi quando eu ganhei meu primeiro
videogame. Então, fiquei muito
satisfeito, muito feliz. Primeiro e
único, né? Então, foi muito legal,
estilosa demais, né? Pois é, estilo. E
se ela aparecer aqui de novo, eu vou
mostrar para vocês a camiseta que ela tá
usando. Eu tô vim hoje fardado, né? Vim
aqui com manto. Tô de farda. Ela tá com
uma outra farda.
Tomara que não, viu? É, não sei o que
que é. Ah, é. Tomara que não. Não,
piore.
Saudade do problema ser professor rock.
Eu também. Ele, eu, eu, cara, eu preciso
ver o que ele tem feito, né? Tá um
momento interessante para ver o que o
professor Rock tem groselhado por aí,
mas eu não vi ainda o que que ele tem
falado, mas a gente já sabe, né?
Imperialistinha, testa de ferro do
imperialismo, né? Para quem não conhece
o professor Rock, ele é uma testa de
ferro do imperialismo. Testa começa
acima da sobrancelha e termina na nuca.
complicado.
>> Pode.
Ela vai trocar a farda. Tá cedo para
fazer uma piada com a entrada do canal
do canal do Bruno desde 2024.
Entrada do canal do Bruno 2024. Não, não
pode fazer piada. Piada, piada. Tá no
canal do Bruno. Entrar no meu canal.
Entrar no meu canal. Nossa, falo nisso,
eu preciso fazer um tratamento de canal.
Rock defendeu em algum canal que ser
quintal dos Estados Unidos tem vantagens
estratégicas. É claro que tem. Você ser
quintal.
A vantagem estratégica é você não ser
bombardeado, né? Uma coisa legal. Você
aceita ser quintal e eles prometem não
explodir você. Ó que legal. É uma acordo
interessantíssimo.
Ai meu Deus. É cara de pau. Cara de cara
de pau e testa de ferro. Quer dizer, o
bicho é uma mistura estranha. Como é que
o cara consegue ser cara de pau e testa
de ferro? Ele tem que passar ao mesmo
tempo, óleo de perobrar
com
alguma coisa aí.
Bom dia, os campeões da Copa do Brasil.
Bom dia, querido Kevin. Cá estamos nós,
né?
Bom dia. Só tá quem é campeão da Copa do
Brasil, apesar da Não pode, não temos um
dia de paz enquanto corintianos, né?
Então a gente começa a comemorar, já vem
alguma desgraça, estamos atolado de
dívida. Vamos lá, mas também a gente vai
ver hoje que os Estados Unidos também
está atolado de dívida. Então dívida
talvez não seja também um grande
problema a depender do ponto de vista,
mas a gente vai ver já já. Tá bom.
Ai ai, pueblo, cá estamos. Mas vamos lá.
Vamos direto aqui para algumas coisas
importantes. Algumas coisas importantes.
Pera aí.
Hoje não tinha como não tá usando a
xícara do tarifinho, né? Acho que é bem
propícia nesse exato momento. Bom dia,
William. Como é que você tá, meu
querido? Espero desejo que bem. Buenos
TS.
E tá faltando um negócio aí, um item
importante. E tem a E você não botou o
braço direito?
Não, não. Aí, ajeiti. Vai lá. Quase,
quase, quase. Não é tá no buraco. Isso.
Para cima. Tira, tira de novo. Isso.
Tira, tira, tira aí. Ajeita
aí. Excelente.
Bom dia para quem é de bom final de
festa.
Bom dia. Bom dia, querido Gabriel.
Espero que esteja bem, meu meu querido.
Espero que esteja bem. Espero que esteja
bem. Vamos lá. Vamos lá. Primeiro vamos
tirar o elefante da sala.
Op. Pera aí.
Tem muitas músicas novas. Eu tô confuso
já.
Ó, vamos, vamos lá. Vamos primeiro tirar
o o elefante da sala. Precisamos tirar o
elefante da sala. O elefante da sala é o
seguinte.
Eita, caraca, eu errei a música de novo.
Vamos tirar o elefante. O elefante não
quer sair da sala, aparentemente. Mas
vamos lá, cara. Vamos tirar o elefante
da sala. O elefante é o seguinte,
a gente tem um um problema sério,
porque obviamente que a gente vai falar
aqui criticamente a ação imperialista
dos Estados Unidos, tá tudo bem? Então,
nós seremos críticos, nós vamos fazer
uma análise, nós tentemos tomar todo
cuidado do planeta para não ficar aqui
só de ufanismo e partidarismo nem nada.
Mas seremos críticos. Então vamos pro
primeiro elefante da sala. O primeiro
elefante da sala é: você não pode
criticar os Estados Unidos se você não
criticou.
Utilize o adjetivo que você quiser paraa
Venezuela, para Maduro, pro
bolivarianismo. Não importa.
Bolivarianismo, as pessoas nem sabem
esse nome, inclusive no geral. Ah, você
não pode criticar a ação do Trump se
você não critica ditador.
Já falaremos sobre isso também. Pera aí,
vamos lá. Olha, Malduro, o o Trump é um
autocrata? Sim, ele é um autocrata, mas
o Maduro também é. Os Estados Unidos faz
coisa assim, mas a Venezuela também faz.
No mundo das abstrações,
eu posso comparar uma abóbora com uma
mxirica, porque elas são laranjas.
No caso, sobre esse critério, poderia
comparar com Trump também, já que ele
tem essa coloração. Mas no mundo da
abstração, você pode comparar a abóbora
com a mxirica, porque o teu critério é a
laranja, ser laranja.
Você pode dizer 1 + 1 é 2 abstratamente,
do ponto de vista formal do número. Mas
quando você coloca conteúdo, qualidade,
quando você coloca contexto,
materialidade, concretamente, não dá
para dizer que 1 mais um é do porque
pode ser uma unidade de uma coisa e
outra de outra. Então, uma xícara de
café e uma barra de ferro não dá dois.
No mundo das abstrações, você pode
comparar qualquer coisa com qualquer
coisa. Por isso é importante praticar
ciência. Por isso é importante fazer
análise de conjuntura, contextualizar,
olhar as relações envolvidas e aí sim
começar a dar passos para julgamentos e
críticas e apontamentos. Eu não posso
simplesmente falar: "Não, não, não, mas
eu critico os dois ladismos lá porque eu
sou eh os dois lados". Eu critico os
dois lados, dois dois ladistas porque
abstratamente lançam um critério e aí eu
posso comparar qualquer coisa com
qualquer coisa. Então é isso, eu posso
comparar abóbora com mxirica porque
ambas são laranjas.
Não, não, não, não, não, não, não, não,
não, não, não, não. No mundo das
abstrações você não pode fazer isso.
Aliás, você pode fazer isso. No mundo
das abstrações, você pode fazer isso,
mas no mundo da realidade, quando você
começa a colocar essas abstrações em
concreto, ver as relações envolvidas,
você não consegue simplesmente fazer
paralelos desse tipo. Você vai ter que
tomar posição na vida real e você vai
ter que saber do que que você tá
falando. Não é um discurso moral,
beleza? Não é moralidade,
não é de garganta,
não é uma parada para dizer minha
preferência é A ou B. A gente tá fazendo
análise, a gente tá fazendo discussão, a
gente tá fazendo crítica, apontamento
crítico. Então eu tenho que ter um passo
de saber julgar o que tá acontecendo,
mas ao mesmo tempo eu tenho que saber
julgar o que tá acontecendo a partir de
um
de uma construção teórica bem feita, de
um elemento, de um conteúdo bem
analisado, de uma ciência bem
desenvolvida. Então assim, eu vou fazer
um julgamento moral, mas primeiro eu
preciso fazer uma análise científica da
realidade concreta, crítica. Aí sim a
gente vai poder ter elementos para
julgar, para tomar posição. E aí você
pode tomar a posição que você quiser,
mas não sobe só por preferência ou por
abstração. Beleza?
>> Diga-me.
>> Eu sei, é que eu precisava de um
minutinho. É que eu quando tiver falando
fica complicado.
>> Rapidamente
dá um salve pra galera aí.
Depois aqui de cusp teoria. Momento
fofo.
Show.
Exatamente. Materialidade. É disso que a
gente precisa, de análise concreta, de
observação. Não tem como simplesmente
você fazer um uma discussão em abstrato,
comparando coisa com coisa, porque tá,
então é para dizer assim: "Ah, porque um
autocrata, o outro também, ah, porque
você falou negócio aqui, não falou
daquele lá, meu irmão, minha irmã, vida
real, tomar decisão, tomar posição.
Então, precisa fazer uma boa análise. Se
você conseguir fazer uma boa análise,
boa análise de conjuntura, olhar e
falar: "Cara, olha o que tá acontecendo
e é o meu lugar no mundo" e me comprovar
que eu tenho que defender posição
imperialista,
show, mas vai ter que me convencer por
análise. Sim, real, tem que ser num
debate que não é simplesmente moralista
de gargantada. Fechou? Ótimo. Então,
agora a gente já começou aqui, nem sei
em que minutagem a gente começou esse
papo, mas caso apareça algum humano por
aqui, que é possível que apareça um ano
por aqui dizendo:
"Ah, mas você tá criticando aí os
Estados Unidos, mas você não criticou
Maduro e a ditadura na Venezuela." A
gente vai falar, volta pro início desse
vídeo,
porque lá a gente começou tirando esse
elefante da sala e aí agora a gente vai
justificar a posição crítica tomada. tá?
E fazer uma análise bem feita de
elementos importantes da realidade
concreta. Fechou?
E mais uma vez isso não é defesa de
postura violenta A, postura violenta B,
repressão A, repressão B, acontecimento
é análise do que tá acontecendo e qual é
a nossa posição. Nossa posição não é
imaginária, ela é real. O que que você,
enquanto ser humano brasileiro do século
XX, no ano da graça de 2026, sobre a
realidade vigente hoje e agora? O que
que você tem que fazer? Qual é a tua
posição? Você não tá no além, você não é
um observador distante. O que está
acontecendo te afeta. Então, analise
direito para tomar uma boa decisão.
Show. Show. Comecemos aqui na velocidade
máxima. Bom dia, Felipe. Nosso primeira
pessoa santificada pela nossa igreja
barista. Seja muito bem-vindo. Bom dia.
Que bom que você tá aqui com nós. Buenos
dias.
Vamos lá.
Show. Então, primeiro é isso. Primeiro é
isso. A gente no mundo abstrato, cara,
você pode comparar qualquer coisa com
qualquer coisa, assim, sério mesmo. Você
pode ficar taxando qualquer coisa,
qualquer coisa. Aí na hora de fazer
análise da realidade do mundo real, né?
E outra coisa, coisa importante, a gente
não tá aqui para fazer desfile de
posição moral, né? Não, eu vejo,
mas eu estou aqui moralmente. Não, cara,
a gente tá aqui para entender o que tem
que fazer. A vida real, política é
pragmática. Ela é uma exigência de
tomada de posição que afeta você, sua
família, o entorno, os vizinhos, o mundo
que você tá, o país que você vive. É, é
na realidade, não é não é fora dela.
Então tem que fazer uma boa análise de
conjuntura, tá bom? Tem que tem que
começar a colocar o pezinho no chão e
parar de ficar na discurseira de
parecer, você tem que se apresentar como
uma pessoa santa porque você sabe
reproduzir um discursinho A ou B. Não
faça análise. Tem instrumento para fazer
análise, para tomada de posição e
entenda os efeitos das posições que você
escolhe. Elas têm efeitos. Não existe
posição neutra, tá? Toda ação produz as
toda ação produz efeitos intencionais e
não intencionais. E eles têm que estar
no horizonte da nossa percepção da
realidade. Beleza?
Eita nós. Estamos lá, estamos lá,
estamos lá. Aí, antes da gente
prosseguir aqui, acho que tirando esse
elefantinho da sala importante,
pra gente já deixar claro do de que
estamos falando,
eh,
tenha moral. Não sei se dará tempo hoje,
mas tenha moral. Tenham moral.
Não sei se vai dar tempo hoje, Bruno,
você como humano do século do do ano de
2027, mas não, pera, pera, pera aí, 2027
ano que vem que trabalha online nesse
mundo digital responderá quando sua mini
você quiser fazer no canal do YouTube.
Ah, é? Ah, é. Então, eu já não respondi
já pra criança porque ela já perguntou.
Ela já perguntou, ela já chegou para mim
e falou sobre isso. Pai, eu quero fazer
um canal no YouTube porque ela é é
diga-se de passagem, minha filha não tem
acesso ao YouTube, tá? Eu não permito
ela assistir isso aqui não. Ela não tem
acesso nem o YouTube Kids nem nada. É só
outras paradas porque aí mais fácil de
de acompanhar o que tá rolando, o que tá
aparecendo, né? Porque do nada pula um
gato galático na frente da tela, não
quero que ela veja essa desgraça. Então
não, mas pelo menos não, por enquanto
ela não tem acesso ao YouTube. Mas ela
já me perguntou sobre YouTube e aí eu
falei que não. Ela pode ter um canal no
futuro, se ela quiser um dia produzir
conteúdo, pode produzir, mas é produzir
por diversão ou para contribuir com um
grupinho pequeno tal qual nós fazemos
aqui.
Mas isso não é um uma meta de vida, pelo
amor de Deus. Então ela tem inclusive
porque ela mora no Capão Redondo, zona
sul de São Paulo.
Bem-vinda à realidade. Vai ter que
trampar muito, estudar muito, ralar
muito.
Mas é isso. Beleza.
Tur turum. N. Então é que apesar de ter
8 minutos só, eu preparei um
materialzaço pra gente discutir hoje e
talvez ainda faça um react a um vídeo do
Cobor, então tem que ver.
É aí que eu vou ter que calcular se eu
vou fazer se se eu consigo parar para
fazer. Se não der hoje, a gente faz em
outro momento também, mas aí dá para
desenrolar.
Ai criaturinha.
Ah, cadê? Cara, eu sou a favor de ir sem
tela até os 15 anos, mas tem o detalhe,
eu não sou É, é que sem tela é
impossível. Lembra o que que tem que
fazer?
>> Não,
>> então tem que procurar. Vai lá.
Procura, procura, procura.
Deve tá no seu quarto.
Eh,
salve. Fala, Guilherme. Bom dia, meu
querido. Tudo bem com você?
Eu só tô passando um produtinho pr não
explicar assim que eu passei um negócio.
>> Beleza. Show de bola.
>> Os Pokémon tá tudo com protetor solarém,
>> porque eles se senão eles se queimam.
Entendi. Faz sentido. Faz muito sentido.
>> Você não tem nenhum Pokémon de calor.
Não tem nenhum Pokémon de calor.
>> Não tem o Charmander ou Charizard.
>> O Sharzard eu tenho, mas que pr ele não
ficar com com picadas, ele é alérgico a
só tem protetor solar.
>> Hum. Faz sentido.
>> Tem protetor solar ele fica ele fica lá.
>> Entendi.
>> Cheio de bolinha.
Show.
>> É, até é importante. Ela tem uns Pokémon
aqui que ela tá passando protetor solar
para elas não eles não ficarem queimados
no sol. Perigoso.
>> Verdade. Pode ficar de verdade. Podem
até
>> é justo, né?
>> Sabe quando você colocar aquele
aquela espátula no fogo, ela não
queimou?
>> Sim.
>> Então com aquele só pode acontecer a
mesma coisa. Você tem razão. Você tem
toda a razão. Toda a razão.
É para você ver Pokémon de calor. Você
vê que aqui tem um todo um cálculo de
proteção dos Pokémons para eles não
ficarem queimados de sol.
Tem eleição em países considerado a
maior democracia do mundo, que quem tem
mais votos não é eleito. Ninguém pede
ata de votações. É para você ver, né?
Acontece aí uma coisa. Vamos com seu
material, mestre. Que isso? Não, não.
Bora, bora, bora. Separei uns negocin
aqui, mas vai vai dar bom. O livro
Introdução ao Marcos da W8 Tempo é bom.
Introdução ao Marcos. Mas qual que é a
introdução ao Marx? Tem várias
introdução ao Marx. Eu não sei qual que
é o W tempo. O W tempo é o do Grespan.
Se for é bom. É legal. Eu não acho mais
acessível, mas é bom. É bom bom, bom,
bom. Pokémon de calor nesse verão. É,
eles estão se divertindo. Magmar. É
verdade.
Bom dia, pessoas. E 2026, espalmente
excelente para Baris. Noaris. Bom dia,
William em situação de Canadá. Tudo bem?
Como é que você tá? É, espero dijo que
sim, cara. Pois é, excelente dia pra
gente, para todo mundo que é barista e
não barista. Skinc de Pokémon. É, pr
você ver, tem que proteger o Pokémon.
Ela tá fazendo o skincare dela e dos
bichinhos dela. Importante.
É o do Grespan mesmo. Ah, então é bom, é
muito bom, muito bom, muito bom mesmo. O
Grespan ia tá na minha banca de
qualificação do doutorado. Aí ele no
último no finalzinho, teve algum evento
lá que ele não poôde participar e ele
teve, putz, deu ruim e tal. Mas o
conteúdo é muito bom. O livro é muito
bom. Eh, não é o mais acessível. Eu acho
que tem textos mais acessíveis, mais
mais
didáticos, mas é bom. É muito bom.
O home office do pai de família não é
fácil. Papo aleatório de criança é muito
bom. Fo que pode botar o boné do Pokémon
também.
É que os Pokémons são pequenininhos. Mas
é isso. O do GRP sobre iluminismo é
muito bom. Eu nunca li, pô. Vou ter que
ver. Joor
ter que ver. Mas é isso, Peblo. A gente
tá aqui nessa nesse pompeto aqui
importante. Tem muito elemento pra gente
discutir, tem que fazer boa análise.
Aliás, rapidamente pergunta aqui para
nós o que ser análise de conjuntura.
Alguém teria uma
sugestão?
Que que a gente faz quando a gente faz
análise de conjuntura? Que é isso, cara?
Eu não posso simplesmente ficar nas
abstrações, no além, achar que é uma
discussão moral sobre posição que você
toma. Mas não tem que ter análise, pô.
Você você analisa e toma uma posição. Em
última instância, você vai fazer um
julgamento da realidade, mas esse
julgamento tem que tá sustentado, né?
Não é por princípios abstratos
aleatórios,
ainda mais na modernidade, não é? Na
qual nós ainda estamos, imagino eu.
Então, eh, e ser análise de conjuntura,
alguém conseguiria fazer uma definição?
Senão, não tem problema.
É difícil também, né, fazer definição em
pouquíssimos caracteres do YouTube.
Ai, que que tá acontecendo aqui, Jeová?
Aí, eita, puxa.
Pera aí.
Ah, meu computador não me atrapalha.
Ai, computador me dando trabalho.
Pronto, acho que agora vai dar certo.
Tchum. Onde é o o cadê?
Onde é o historiografia? Onde é a
análise de conjuntura? Pois é, boa
pergunta. Acho que essa pergunta é muito
boa e acho que vai, eu vou conseguir
responder. Legal.
análise de conjuntura ver porque o preço
das coisas tá caro também.
Envolve, viu? Não vou negar não.
Envolve. Mas eu vou ler o texto de um
cara chamado Hélio Gadiardo, tá? que é
um filósofo, cientista social,
eh, trabalhou em diferentes países da
América Latina, muito tempo em formação
popular lá em Cuba. E acho que ele tem
um textinho aqui que é interessante pra
gente falar sobre isso,
mas eu sempre entendo a análise de
conjuntura como uma análise das forças
políticas atuando no presente em
determinado problema. Também pode ser.
Pode ser. E quando a gente fala sobre
análise de conjuntura, muitas vezes a
gente pensa só nos contexto global,
geopolítico, mas ele pode ter diferentes
aspectos da análise de conjuntura. Eu
vou ler um trechinho aqui, porque o o
Gardo produziu um materialzinho que era
de análise de conjuntura para formação
popular em sindicato, essas paradas
todas. E ele é bem interessante. E eu
vou ler só um trechinho pra gente poder
entender o que que a gente tá fazendo
aqui, tá? Se tudo der certo, nosso
podcast falha de conjuntura sair. C pô,
falha de conjuntura é bom, hein?
Caraca, velho.
Falha de conjuntura é muito bom. Nossa,
que nome bom. Eu entendo como analisar
contexto de um determinado evento
histórico atual. Exato. Contexto,
contextos e relações, né? Gostei muito
do texto Venezuela. Breve história e
análise da Revolução Bolivariana do
Roberto Santana Santos. É bom. É bom
mesmo. Muito bom. Muito bom. Muito bom.
Muito bom. Muito bom. Eh,
mas ó, se liga. Deixa eu ver se eu
consigo aqui.
Não, não é aqui. Ô decho, compartilhar
um trem aqui para vocês.
Aqui, ó.
Fundamentos de formação política.
Análise de conjuntura. Isso é um manual
pequenininho do Hélio Gadiardo, que era
um cara filósofo muito massa, muito
engajado com a luta popular, com a
organização de sindicatos na América
Latina e eu acho que vai ser legal falar
um pouquinho sobre isso. Falha de
conjuntura no estilo do falha de
cobertura, mas comentando notícias ser
muito não ser bom demais. É, ser cara
seria excelente assim. E aí você fazer
uma parada às vezes muito séria, mas com
aquele humor quebrado, pô, excelente.
Esse nome é muito bom. dentro da
coletânia América Latina na encruzilhada
low fair golpes de lutas de classe.
Atílio Boron. Atío Boron é um outro cara
muito bom de para entender América
Latina, hein, cara. Atíboron. A galera
da Claxon tem muito material bom, cara.
É tipo astrologia, mas em vez de astro
os objetos de análise são essas forças
políticas. Pode ser, pode ser. Tirando
que astrologia dá uma errada às vezes.
Não, análise de conjuntura também tem
vários problemas. Eu evito fazer análise
de conjuntura porque ela requer tempo e
a galera faz como se fosse comentando em
tempo real, tá ligado? Como se desse
para fazer isso. E não é assim, gente,
precisa de tempo. Você tem que ter um
recorte específico. É complicado.
Mas vamos lá. Falando em Atilio Boron e
Claxo, eu fui convidado para escrever o
capítulo de um livro para Claxo, tenho
que mandar até mês que vem, que acho que
vai sair na metade do ano, finalzinho do
ano. Tô felizão, nunca publiquei com a
Calaxo.
A inspiração é essa mesmo. As
referências são essa geopolítica
freestyle. Pô, tem que ter o professor
rock, né? Não, não precisa ser o
personagem, mas tem que ter alguém que
faça o papel ali de testa de ferro do
imperialismo. A testa começa acima da
sobrancelha e termina na nuca.
Fazem como fritar pastel. Exato. É tipo
assim, você comenta qualquer coisa a
qualquer momento, né? O cara vai
fazendo, não, tá aqui uma análise de
conjuntura. Pá, é o o tal do rock faz
isso direto, né? O que o autointitulado
professor rock, ele ele faz isso direto.
Ele acorda no amanhã e ele fala sobre
Irã, sobre Rússia, sobre China, sobre
Paquistão, sobre eh Banglad, sobre ilhas
Fige, sobre
crise na Namíbia. E depois no outro dia
ele fala sobre problemas sérios em
Burundi, sabe? Tipo, ele o cara tudo
conhece a realidade e conjuntura e
especificidade dos quase 300 países
desse planeta. Um negócio maluco. É
doiteira. E tem uns caras na esquerda
que faz igual, tá? Mas não vou, prefiro
evitar um pouquinho aqui meu desgaste.
Mas ó, fundamentos de formação política.
Esse textinho aqui do do Gadiard, eu vou
ler só o início. Ii, caraca, travou de
novo. De acho. Ah,
aí,
feste conjuntura. Segue com a velocidade
de um expresso. Exatamente. É um até do
outro.
R apenas um um dos representantes do
arquétipo. Analista de conjuntura. É,
analista de conjuntura. Exatamente. E eu
tenho a impressão que para ser fazer
análise de conjuntura na direita você
tem que ser careca ou calvo, né? me
parece que existe essa exigência, não
sei, uma suspeita que eu tenho, mas
vamos lá. Eu vou ler só um trechinho
aqui, né? Esse daqui, esse esse do essa
versão do fundamento de formação
política do Gadiardo foi publicado pelo
Day, porque ele utilizava na formação lá
no Day também, na Costa Rica.
Eh, mas vou ler só um trechinho no
começo. É, é um texto assim muito
simples. Ele tá um pouco datado nas
atividades e nos conteúdos que ele tá
discutindo, mas é muito legal porque, ó,
a ideia, a nação de a noção de
conjuntura supõe relações de uma
articulação, vai explicar o que é
conjuntura. Aí aí tem exercícios para
você fazer esforços de análise de
conjuntura para tentar aproximar as
pessoas com ferramentas para que você
possa tentar desenvolver no seu grupo,
na sua comunidade. Eu acho isso muito
legal, cara. Então, coisas que me para
mim me falta em português encontrar mais
materiais assim. Eu sei que existe, eu
sei que a galera da militância produz
umas paradas legais, eh, mas a gente tem
que ter cada vez mais materiais assim
voltados, não só pro pra especificidade
da academia e tal, mas pra formação
popular que seja de fácil circulação em
PDF para sair compartilhando por aí,
sabe? Acho que tem muito cara graduadão
aí, doutor, não sei o que lá, que só se
preocupa em produzir paraa academia e
tem pouca coisa para poder compartilhar
como ferramenta pro pra galera em
espaços mais amplos, né? Então é isso,
ó. Análise de conjuntura é uma forma de
conhecer o real. Aí tem exercícios e
tal. É muito legal, cara.
Eu só vou ler o comecinho desse texto,
tá? Porque é só uma introdução, mas é
tem três partes. É um texto mais robusto
do que o que eu vou fazer aqui. E começa
com uma citação de Malsetung. Então já
realmente ele ganhou meu coração aqui,
mas aí é um outro momento.
Eu vou ler a citação. Vai. Quem são os
nossos inimigos e quem são os nossos
amigos? Essa é uma questão de
importância primordial para a revolução,
que é um ponto muito importante. Começo
com essa citação de de Maletungo, mas eu
vou pular para a aqui a essa introdução,
o prefácio. Vou direto aqui para cá.
Pronto.
Vamos lá. Primeira aproximação,
conjuntura e cotidianidade.
Ã,
a noção de conjuntura supõe relações ou
uma articulação. Isso aqui é bem
didático, bem básico, mas, cara, o
didático, básico e óbvio tem que ser
explicitados. A noção de conjuntura
supõe relações ou uma articulação. É
isso que a gente vai tentar fazer aqui
hoje, tá?
A forma mais imediata ou mais simples,
mais óbvia de dar conteúdo à noção geral
de conjuntura é associá-la com a com
relação ou vinculação.
A conjuntura designa sempre algo que
está unido, ou melhor, articulado com
outra coisa. Então, conjuntura é você
conseguir ser capaz de perceber a união
ou conexão entre dois elementos. Vamos
começar por aqui. Ponto 1 1 1 básico do
básico, do óbvio, do inicial.
Por exemplo, conjuntura é juntura ou a
junção ou articulação, a conexão aqui
das juntas, as juntas móveis de um osso
com outro. Pô, isso aqui é meio básico,
mas é muito massa, cara.
muito massa é você observar aqui a
junção de um elemento com outro. Vou
observar a anatomia de um corpo humano.
A junção, as juntas, a conexão das
juntas vai fazendo uma conjuntura.
Show. Você vai entendendo o desenho das
conexões existentes entre diferentes
fenômenos,
beleza?
Por exemplo, a juntura move de um osso
com outro com sua articulação, das
nossas articulações. Isso aqui já é um
exemplo gráfico, didático e óbvio, muito
importante. A conjuntura pode ser também
a uma ocasião favorável ou desfavorável
para realizar algo.
Oão, momento favorável ou desfavorável
para você fazer alguma coisa. Então, vou
atravessar a rua e aí eu vou olhar o que
tá acontecendo à minha volta.
se é favorável ou não eu atravessar
nesse momento na pista, se tem carro
vindo, que que tem do outro lado, o a
pista tá molhada, né? Tá chovendo. Uma
vez eu quase sofri um acidente sendo
atropelado por um Fusca quando eu era
criança, porque eu estava levando uma
ferramenta de um local para outro porque
tava tendo uma reforma na casa de um
vizinho. Eu fui buscar a ferramenta numa
outra casa e aí na volta que ficava umas
ruas para baixo. Na volta eu fui
atravessar uma rua que era relativamente
movimentada na cidade pequena que eu
morava que tinha poucas ruas
movimentadas, estava chovendo. Eu fui
tentar frear, eu estava com uma
chuteirinha de trava, né? Acho teria um
tênis que tinha pequenas travinhas. Não
sei porque que inventaram isso em
determinado momento da minha existência.
E aí eu fui tentar frear e escorreguei.
Escorreguei e quase que dá no Fusca, meu
amigo. Eu fui atravessar, vi que o carro
tava vindo e escorreguei e caiu, viu?
Senti o o ventinho da roda do Fusca
passando na frente do meu pé. Eita,
Deus, ia dar uma desgraça aqui. Ou seja,
analisar se um determinado contexto é
favorável ou não para uma ação que você
quer realizar.
Isso é importantíssimo. Eu preciso
observar a realidade é ou não efetivo
para dar um passinho paraa frente. Quero
fazer algo. Analisa o contexto que você
tá. Olha essas conexões para daí você
poder passar, atravessar, andar, por
exemplo, num determinado momento,
realizar uma ação cujos efeitos sejam
intencionais,
adequados e que você consiga
alcançá-los. Tudo bem?
Então, o outro ponto aqui importante,
cadê a conjuntura? Pode ser também
ocasião favorável, desfavorável para
realizar ao dia, militar
um banho sozinho?
>> Pode. Você consegue?
>> Sim. Mas é o único que eu não sei é
deixar o banho quentinho.
>> Eu já vou lá. Você me dá 5 minutos.
Show. É nós. Então vamos lá.
Continuando um minutinho, dizemos
comumente: "Nessas condições ou
circunstâncias, não me atrevo a faltar
ao trabalho, por exemplo, né? E agora
não vai dar para matar o trabalho, não
vai dar para meter atestado." Ou tentar
organizar um sindicato. É, isso hoje em
dia tá bem difícil aqui. As noções de
condições, circunstâncias designam um
conjunto articulado ou ao menos
concorrente, que concorrem, que se
juntam eh de fatos ou fenômenos. Por
exemplo, na semana anterior foram
despedidos três companheiros, dada a
reorganização da empresa.
São exemplos de situações que não são
favoráveis, que você vai ter que dar uma
olhada que tá acontecendo. O Código do
Trabalho não respalda nem em geral e nem
em particular as posições do
trabalhador. A situação econômica da
minha família, suas necessidades se eh
tornam indispensável que me mantenha
permanentemente trabalhando. Ou seja,
não vou poder largar meu emprego, não
vou poder talvez fazer uma uma greve,
não vou poder, não vai rolar. Por quê?
Porque sozinho não vai dar, eu vou ter
que continuar trabalhando por causa da
minha família. São análises das
condições para você ver se é favorável
ou não uma ação.
Meu tipo de trabalho é pouco qualificado
e posso ser substituído com facilidade.
Meus companheiros de trabalho se mostram
eh muito eh poucas vezes se mostram
solidários. Ou seja,
é isso que a gente vai tentar fazer,
observar as conexões, as junções entre
determinados fenômenos, relações e
situações de uma determinada realidade,
de um determinado momento, e daí
perceber se são favoráveis ou não para
uma determinada ação, para uma
determinada posição. Beleza? Então é
isso, as encruzilhadas tem que ser
observadas nessas situações de tensão,
nessas condições. Eu não posso falar:
"Ah, olha, gente, seria muito bom agora
se a gente declarasse que os Estados
Unidos tem que acabar." Sim, no dia
seguinte tem um porta-avião na na costa,
entendeu? Você não pode ser
inconsequente.
Você tem que analisar a realidade,
observar a conjuntura, ver as relações
quais são favoráveis, não para uma
determinada ação. E isso não é fácil.
Quais são as conexões existentes numa
determinada situação para você julgar um
acontecimento, julgar um ocorrido? Qual
é a sua posição nesta realidade para
você tomar a posição, para você saber
para onde você vai? Ah, não, mas eu
tenho que apoiar aqui porque valeu a
pena, porque pelo menos agora tirou o
maluco lá da presidência que eu não
gosto. O animal, quem é você no mundo?
Quem é você na fila do pão? Isso te
afeta como? Afeta a tua casa como? Afeta
a realidade em que você está? Como? Para
você saber o que que você faz, como você
fala, onde você anda.
Faz sentido, né?
Então, tem que saber olhar essas esses
conjuntos de relações e as articulações
existentes entre elas e eu verificar se
a situação é favorável ou desfavorável
para uma determinada ação.
Você não faz análise pela análise, você
faz para saber como atuar, como agir. Um
canalita, né? um pilantrinho, um safado,
um safado, talvez não, porque eu não sei
como é que é a realidade pessoal dele,
mas numa pessoa que se presta ao papel
de testa de ferro do imperialismo, tal
qual o professor Roque faz, com a testa
começa assim, mas sobre se ele termina
na nuca, ele diz que ele tá só
observando, mas ele esquece de avisar
que essa observação implica em qual é a
ação que você quer tomar na realidade,
quais são os efeitos dela. Então, na
verdade, a análise que ele tá fazendo é
uma análise para justificar uma
subserviência, análise para legitimar
uma ação de um império, análise para
você poder falar: "Olha, fica paradinho
aí".
Então não é análise. Na verdade, ele tá
fazendo ideologia, propaganda, não tá
analisando.
Ele não apresenta os elementos. Pode
ver, começa com si. Se
os Estados Unidos fizer não sei o que lá
e se ao mesmo tempo Taiwan não sei o que
lá e a China se um dia fizer não sei quê
e se o outro cara lá fizer não sei o que
lá certeza que acontece tal coisa.
Tipo, meu irmão, isso não é análise,
isso não é não é nada, isso aí é
grosélia, isso aí é propaganda, isso aí
é suposição, isso aí é futurologia,
vidência e qualquer outra coisa que não
faz nenhum sentido. Então assim, é
beleza? Então assim, a gente vai tentar
fazer aqui uma análise de conjuntura,
observar as conexões entre diferentes
relações, fenômenos e situações de
maneira articulada
para observar esta situação, essas
relações, essa estrutura, a gente poder
saber se é favorável ou não tomar uma
determinada ação, observando seus
efeitos, inclusive, porque a gente faz
isso para entender qual que é a posição
que a gente vai tomar. Eu sou chefe de
estado? Não, vocês que acompanham esse
canalzinho aqui são chefe de estado
também não. O nosso máximo de alcance é
na família, em casa, nos vizinhos, numa
comunidade, um espaço de militância que
a gente tenha, no trabalho, em algum
ambiente mínimo. Então, que que eu faço
na minha posição, no meu discurso, na
minha fala, nesses ambientes mínimos
com seus efeitos para tentar trazer as
pessoas para uma determinada posição?
Como eu faço isso? Que que eu faço? Que
eu sou capaz. E no momento que tiver uma
mobilização grande popular, qual é a
minha posição nessa mobilização? Dada
essa condição que eu pude analisar. É
isso que a gente tem que fazer.
Então eu tenho que saber os limites, as
possibilidades. Eu não tenho como ficar
exigindo. Olha gente, eu acho que agora
mesmo
a Rússia, o Putin, por que que você não
tá botando, tá atacando os Estados
Unidos? Por que que os caras não estão
ameaçando de guerra? Seja burro,
entendeu? Essas especulações, esses
momentos que o pessoal vai se
empolgando,
baixa, acalma, analisa, observa, vê os
efeitos, vê as condições, vê o que você
tá fazendo, quem é você no mundo e
limita, organiza o espaço de
confabulação. Isso é muito, muito
importante.
Espera, quer dizer que a conjuntura é o
resultado de eventos pretéritos não cai
do céu? Por incrível que pareça. Por
incrível que pareça, tem gente já cai
nessa primeira parte aí.
Feliz
2026 fazer o watch. Como é que você tá,
cara? Tudo bem? Que é sempre fazer o
what? A todos baristas e não baristas.
Considerava Venezuela como a democrática
uma loucura. Eh, tá, mas e daí? Eu não
sei também se é uma loucura. Vai ter
pontos aí pra gente avaliar como isso me
afeta no meu quarto. Pronto. Faça um
skincare, falha de conjuntura. É um bom
é um bom nome. Excelente nome. Skinc de
Pokémon importante. Observar a realidade
é muito materialismo. Ah, imagina, né?
Observação imparcial e técnica. Miau.
Você é contra o rock? Não, não. Eu gosto
de rock, exceto alguns rocks. Tem alguns
rocks que eu não gosto.
Conjuntura cacique, cobra coral.
Tem isso também. Tem os cara conjunto.
Pera aí. Mas que que eu fiz? Ah, tá. É o
cur foi do foi muito boa essa mesmo.
Quem ainda falar em hairland é loucura.
Fala em hairland. Que que é hairland?
Mundo dos cabelos. Ele não tem
lent. He que que é lent? Eu não faço
ideia. P tá falando besteira. Eu pensei
em hairland com H assim, ó. Hairand.
Professor Rock poderia falar sobre
Haland,
que é o mundo dos cabelos, que é onde
ele não está.
Melhores anális de conjuntura do clima
do Brasil. É conjuntura CCI, cobra
coral. Não, e fica legal, né? Porque o o
a sigla para isso é 4C ou CCCC.
Hurtland. Ah, o Hertland. Escrevi
errado. É, tudo bem, tudo bem. Hearland.
Hurtland. Inglês é uma língua estúpida,
não é? Aquele negócio de junção da
Alemanha com a Rússia, acho.
Ah, é, né? Ai, Jesus Cristo. O mundo é
muito ferrado.
E analisar as consequências da ação no
futuro também. Essa invasão dos Estados
Unidos. Ah, eu. Ai, ficou legal. Gostei.
Só cuidado para não estragar esse trem.
Aí,
>> eu vou lá preparar, gente. Um minutinho
que eu vou preparar um um trem aqui pra
criança que ela vai brincar aqui num
canto da casa. E enquanto eu faço isso,
rapidamente, a gente volta agora para
fazer a análise de conjuntura, já que a
gente explicou. Daqui um minutinho, eu
vou deixar uma música com vocês enquanto
eu arrumo aqui um tranque pra criança
para poder brincar aqui ao lado. Estamos
em férias escolares infantis. Enquanto
eu faço isso, vou deixar uma música com
vocês muito profunda, muito profunda,
que é uma versão eh para uma versão de
um hit de sucesso aqui do canal, que é a
música Aborço natural.
Só que na versão
eh
hit de verão para churrascos
hipotéticos, tá? Então, hit de verão
para churrascos hipotéticos. Eu vou
fazer aqui o trem. Pera aí, pera aí,
pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
Colocar uma musiquinha para vocês. Volto
no minuto também. Não, não me abandonem.
É só preciso ajeitar aqui o negócio pra
criança. Pera aí, pera aí, pera aí, pera
aí.
Não, assim não. Pera aí, pera aí. Já
nãoé, pera aí, pera aí. Vou lá, vou lá,
vou lá. Tá bom. Um minutinho. Só colocar
a música pro pessoal ouvir aqui que o
pessoal gosta de música.
Estão ouvindo?
>> Espero que eles ouçam.
>> A gente também vai ouvir?
>> Não, a gente não. Pera aí, deixa eu
pausar aqui. Ah, já volto. Um minuto,
não me abandonem.
>> Fica com vocês a música. A burrice
natural versão para eh churrascos
hipotéticos. Foi
só mais
72 horas.
Quartel
celular
pro céu. Hora de apontar
a luz. Vamos invocar intervenção
de ET militar.
Caminhão
de para-choque, manifestação.
Burricão.
Acertaram o STF. Tio França não estava
de blef.
>> Poderia ser algo ocasional,
mas é umaada. Fenômeno social. Um dado
bom, muito ignorado.
A burrice afetando todo o gado.
Não é algo estranho a burrice natural.
Dato relevante da realidade social
estranho. Aburrice natural. Gato
relevante da realidade social.
Não, não é só no povão. Tem coronel,
general e capitão.
Cria provas gravando reunião.
Se incrimina, cai em contradição. Teve
ministro
com disparo acidental em aeroporto.
Uma ideia genial. Recompra de relógio no
exterior.
Por advogado em loja de penh
>> poderia ser
>> algo ocasional,
mas é mais nada.
>> Fenômeno social. Um dado bom, muito
ignorado.
A burrice afetando todo o gado.
Não é algo estranho a burrice natural.
Dato relevante da realidade social. Não
é algo estranho. A burrice natural. Dato
relevante da realidade social. É golpe,
não é golpe, é estratégia sem querer.
Doideira seguidora do zap ou da TV,
acredita em mentira, em tudo o que vê.
Uma doença perigosa que quem sofre não é
você.
Oh.
Não é algo estranho a burrice natural.
Tato relevante da realidade social. Não
é algo estranho. Aburrice natural. Tatro
relevante da realidade social.
E aí, eu vou colocar só mais uma
musiquinha que eu não terminei de
ajeitar o trem ali.
Um minuto. Tô cuidando da criança. Já
veio, já veio. Eu vou botar aqui. Pera
aí, pera aí, pera aí. O hino da igreja
barista para não perder o costume.
Também versão para churrascos
hipotéticos. Eu volto no minuto.
Salvando a criança. É nós.
>> Com fé por café.
>> Bênçãos em grãos irmãos.
Intenso todo dia, quente pela manhã.
Jleira na cozinha com manteiga e pão.
Encorpado, suave, expresso profusão. O
que importa é fazer do café religião.
Pingado na padaria, coado na repartição.
De máquina no escritório ou a francesa
na pressão. Uma bilate italiana.
Qualquer preparação, só não pode estar
fun. Aqui é profanação.
É popular, é de lei. É bebida divina.
Quem descobriu? Eu não sei. Só quero
muito cafeína. Café com amor por me rude
hino da primeira igreja para YouTube.
Trapino,
>> Vietnam ou do Sudão, da Costa Rica ou de
Minas,
>> com boa torreção
100% arábica contra toda queimação.
O mundo todo unido por nossa religião.
Prepare em casa seu café. É para
glorificar de pé qualquer hora do dia.
>> Essa bebida universalmente divina
seu café.
>> A qualquer hora do dia,
>> a qualquer hora do dia.
>> Essa bebida universalmente divina
>> é popular, é de lei, é de divina. Quem
descobriu? Eu não sei. Só quero muito
cafína. Café com amor do meu rude, hino
da primeira igreja barista do YouTube.
Uh!
É popular, é de lei, é bebida divina.
Quem descobriu? Eu não sei. Só quero
muito cafeína. Café com amor do meu
rude, hino da primeira igreja barista do
YouTube.
Amém. É popular, é de lei, é de vida
divina. Quem descobriu? Eu não sei. Só
quero muito cafina. Café com amor meu
hino da primeira igreja barista do
YouTube.
Amém.
>> Amém.
E aí, musiquinhas, não é?
Ai, é cada uma que a gente faz aqui
nesse canalzinho.
Ai, ai. Aqui portal
férias escolares. Criança tá se
divertindo aqui em casa. Aí, que que eu
faço aqui em minha casa é um apartamento
de
útil 34 m², tá? E aí, ah, a criança tem
6 anos, então aí ela consegue ainda
ocupar um local que é um bacião que eu
tenho para lavar roupa. E aí eu encho de
água quente do chuveiro e ela se
diverte. Ela ela fica ali no box
brincando um cadquinho.
São atividades de verão. Uhu!
Pera aí, pera aí que eu já me perdi.
Onde é que a gente tava?
Um plug. É, foi versão plug da música. É
para é música em em para churrascos
hipotéticos que a gente tem aqui. É uma
musiquinha importante e ao vivo.
Por que Bruno 780? Será que o Bruno
nasceu no 780?
Bruno 780.
Quem é Bruno 780?
Eu depois explico que Bruno 780. Todo
mundo já deu like? Espero que sim. Não
esquece de dar o like aí, pô. Agora a
gente vai começar a falar, fazer análise
de conjuntura. A gente já falou sobre,
tiramos o elefante da sala sobre a
crítica ao imperialismo, né? E e tudo
mais.
Eh, aqui não tem que ter dois ladismos,
coisa nenhuma, mas já a gente explica.
Já falamos sobre isso no início da live,
a gente já explicou o que é análise de
conjuntura. Agora a gente vai fazer an
de conjuntura. Isso aqui é muito bem
estruturada essa live aqui. P 2026, meu
querido Sintron, como é que você tá,
Cintron? Cintra. Cintron. Aqui para mim
aparece Sintron, então tá ótimo.
Onde encontra essa música? Cara, essa
música tá pra membrezinha aqui do canal.
Obrigado pela pergunta. Quem faz parte
da membreia do canal tem acesso às
músicas, pode baixar e curtir adoidado
em seu reprodutor de áudio preferido e a
gente disponibiliza. Aí tem as músicas
suas versões aparentemente originais
e tem na versão agora Summer 2026 Summer
Hits 2026 para churrascos hipotéticos.
Esse é o nome do álbum inclusive. E aí a
gente se diverte um pouquinho. Bênçãos
grãos. Eu adoro essa expressão. Bênçãos
engrãos, irmãos. Tab natural encontra
onde? Mesma coisa empresia do canal a
gente manda para geral
cafezinho para nós, né?
Ela já finalizou todos do games do NES,
cara. A gente joga Mário, né? E aí a
gente tá lá do nosso Nintendinho,
o emulador de Nintendinho. A gente tá
jogando Mario, Super Mario World. E a
gente tá tá indo bem, pô. Demoramos um
pouco, eu e ela juntos, jogamos juntos.
E a gente conseguiu chegar já no mundo
três. Então, estamos indo bem. Estamos
estamos indo bem. É o agora que ela tá
de férias que eu tô trabalhando em casa,
é o Happ hour. Então ela vai poder jogar
no final do dia quando eu terminar meu
serviço, porque senão a gente se anima
aqui, aí a gente joga junto e depois ela
joga mais um pouquinho junto sozinho. Tá
de boa água aqui na sua quebrada, Bruno?
Cara, ela tá fraca e vez por outra chega
barrenta. Essa semana mesmo chegou água
barrenta, nojenta. [ __ ] que ódio, cara.
Sério mesmo.
Água barrenta é sacanagem. E aí assim
tem um um governador no estado onde eu
moro, estado de São Paulo, que ele
deveria estar preocupado, né? A função
de governador é estrada
e rio. Ele tem cuidado de estrada e de
rio. Estrada Rio. E Rio inclui represa,
né? De estrada e Rio. Estrada e Rio. E
ele fica falando sobre Venezuela. Ele
fica falando sobre qualquer outro
problema que não seja da realidade do
estado que que a gente tá em São Paulo,
né?
Ai que ódio no meu coraçãozinho.
Cintrão. É Centrão. Tamos junto,
Centrão.
Mario Bros 3 é bravo. Emula aí é da
hora, pô. A você joga na na gente joga
na TV. Comprei um emuladorzinho. R$ 65
jogos. Só que a gente só joga Mário
porque o que tá divertido. Tá
divertidíssimo, cara. A gente tá
discutindo para caramba.
Que bonitinho. É, é legal. Muito massa.
E ela tá curtindo. É o primeiro
videogamezinho que ela tem, né?
Então, tá sendo legal. Eu desenrolei um
outro, um outro emuladorzinho pra TV,
que é um de um Play 2, mas esse o cara
tá me enrolando para entregar e aí eu tô
ficando com leve ódio no meu
coraçãozinho, assim, bem ódio mesmo. Vou
dizer que eu estou com ódio no meu
coraçãozinho,
mas vamos superar. Barato, pô. 65 conto.
Nintendinho 600. Vem 600 jogos. A gente
fica jogando lá. Bota o controlinho. Uma
delícia. Delícia. Divertimento muito,
muito gostoso assim. Aí ela tá curtindo,
tá se divertindo.
Ai, ai. Primeiro videogamezinho que a
gente tem aqui em casa.
Mas vamos lá, né? Fazer análise de
conjuntura.
Conjuntura. A gente acabou de ler o
texto do Hélio Gadiardo. Deixa eu já
fechar ele para eu não me confundir.
Eh, e eu não lembro onde é que tava a
página do texto que eu queria ler. Aqui
é a página oito. Desse daqui é a página
oito que eu lembro.
Eu vou contar um negócio para vocês, tá?
Algumas coisas, né?
Ã,
exatamente. 65 cont da um do Sutch.
Exato. Não. E aí, cara? Emuladorzinho
divertido. O jogo é simples, é adequado
pra idade, ela consegue, consegue jogar,
né? Aprende rápido. É legal.
Aí, ó, fiz o mesmo com o meu filho.
Comprei para introduzir ele nos games em
arcade box. Que legal, um arcade box. E
jogamos Golden X. Que da hora.
É da hora, pô. É divertido. Acho que é é
um tipo de coisa assim que eu acho legal
de porque é uma brincadeira simples, não
é não é cara, é acessível e junta de
gerações. Dá dá para brincar. É legal.
Vou dizer que foi um investimento muito
bom. Foi presente de Natal legal
e obviamente que eu também estou me
aproveitando dele.
Mas vamos lá. Vamos lá, gente. Seguinte,
né? Bom dia. Bom dia, Alexandre. Como é
que você tá, meu querido? Buenos días
dias. Espero desejo que bem. Vamos
começar agora a nossa análise de
conjuntura. A gente já explicou aqui
para quem tá chegando agora, a gente
explicou porque a gente toma posição,
né? como deve tomar essas posições. A
gente já comentou o que é uma análise de
conjuntura e agora a gente vai fazer
análise de conjuntura,
certo?
Vamos lá. Ã, deixa eu botar esse bomba,
esse aqui.
Vamos lá.
H, exatamente. A gente dá desculpa para
comprar videogame, obviamente. E no
caso, um videogame de R$ 65, eu fiquei
muito satisfeito.
Mas, ó, cara, o seguinte, a gente tem
que fazer análise de conjuntura, porque
para tomar posição você tem que ter
noção, né, de onde você tá, com quem
você tá, quais são as relações que você
tem que enfrentar, o que que tá
acontecendo no mundo. As coisas não
estão em abstrato, pelo amor de Deus. Se
no caso a gente quer conversar e o
título da live na tamb, né, os Estados
Unidos contra o mundo, porque é isso que
tá acontecendo, é os Estados Unidos
contra o mundo. Isso é um efeito de um
processo que já tem ocorrido há um
tempo. Que que a gente tem que observar?
Em primeiro lugar, que a ordem mundial,
a ordem global que se estabelece a
partir do final da Segunda Guerra
começa a ser desvantajosa
para os Estados Unidos.
e para os países de centro, que hoje a
gente pode chamar norte global, começa a
ser desvantajosa. É um efeito não
intencional, tá? um efeito não
intencional.
Mas isso se agrava
a partir dos anos 80, quando tem a
o projeto neoliberal efetivamente sendo
implementado em nível global, tendo como
grandes referências a Margaret Thatcher
e o Ronald Reagan, né, na Inglaterra,
nos Estados Unidos,
vem a reboque e vem junta a tal da
globalização que vem nos anos 90.
É o que acontece. Neoliberalismo,
essa ideia de livre circulação das
mercadorias, livre circulação de de
capitais, diminuição do papel do Estado
na regulação dos capitais.
Quando você faz isso, você tem por
objetivo aumentar consideravelmente os
seus lucros imediatos.
E os países de centro começam a ter a
brilhante ideia de transferir as suas os
custos de sua produção, portanto,
transferir as suas indústrias, suas
bases industriais para as periferias.
Mas é claro que não são as indústrias de
ponta só ou propriamente as de ponta,
eles continuam mantendo bonitinho seus
territórios. Se trata de outros tipos de
indústria, fica mais barato, aproveitar
a mão de obra mais barata e começar daí
a também implementar
um uma estratégia de fazer dinheiro com
financeirização, com especulação
financeira.
final do da Segunda Guerra,
quando se implementa o tal do chamado
Breton Woods, essa coisa toda, o dólar
vai virar a moeda que manda em tudo,
essa essa parada.
É implementado também um ato, né, ou lei
Stef
que impedia você ter fundos
internacionais,
grandes fundos internacionais de
capital.
Era para limitar essa possibilidade
a partir dos anos 90.
especialmente com Bill Clinton, você tem
um novo ato que reprime esse stealth aí
anterior e que você agora pode ter
grandes fundos internacionais. Então, a
estratégia de fazer dinheiro vai pra
especulação financeira, vai pro capital
financeiro. E a galera faz muita grana
com especulação, muita grana com com
financierização, com brincadeira de
cassino, de imposto de valores. A galera
faz muita grana, beleza?
fazendo muita grana nessas brincadeiras,
você tem uma predileção pela
financierização e uma menor preocupação
com as indústrias. Por que que é
importante considerar isso? Indústria
depende de território.
Indústria você depende do local onde
você tá. Indústria não fica circulando
de um lado pro outro. Não tem como agora
você desmontar a fábrica e transferir
para outro país. O custo é alto.
Você pode fazer, pode, mas tem que valer
muito a pena. Porque são custos altos.
Além de que você tem que considerar a
possibilidade de você ter, por exemplo,
energia fácil, recursos, insumos fáceis
e próximos, né? Então, se eu boto uma
indústria, uma indústria que mexa com
aço, com ferro, sei lá o que lá, eu
tenho, eu estou mais próximo de reservas
que me garantem essas matérias primas,
eu diminuo custos. Se eu tenho energia
mais barata, eu diminuo custos. Tudo
isso tá no cálculo da produção. Produzir
é caro, fazer dinheiro com finança, não.
Então, quando começa o projeto
neoliberal e quando começa esse processo
de globalização, livre circulação de
mercadorias e de capitais,
os grandes capitalistas, uma parte
deles, começa a fazer muito mais
dinheiro com especulação financeira
e fazem grandes mega estruturas
financeiras.
E as indústrias vão indo para as
periferias, pros países então
considerados de terceiro mundo, depois
se chamar sul global.
Esse os países que aproveitaram essa
onda, que é um processo violento, tá? A
globalização, né, liberalismo, todo
mundo tá ligado, o processo violento, eu
não vou repetir aqui porque a maioria do
pessoal que acompanha o nosso conteúdo é
de esquerda, já tá ligado. Então o ponto
não é isso. O ponto é um processo
violento, é um processo complicado, é um
processo que traz um monte de
contradições para as realidades locais.
Mais alguns países conseguiram se
aproveitar dessa saída de indústrias dos
países centrais. Os tigres asiáticos,
China e Índia são grandes exemplos de
quem soube receber as indústrias e
começar projetos de desenvolvimento a
partir das indústrias que estavam
chegando nesse local com diferentes
estratégias. Da estratégia da Coreia e
da Coreia do Sul é diferente da
estratégia da China que é diferente da
estratégia da Tailândia, que é diferente
da estratégia da Indonésia.
diferente da estratégia da Índia, mas
conseguem absorver indústrias e a partir
dessas indústrias desenvolver um capital
nacional, uma estrutura nacional, um
projeto nacional
mais ou menos estruturada, mas com
relativo equilíbrio.
Tudo bem? Então isso é importante, mas
nessa onda de globalização, nessa onda
de industrialização dentro dessas de de
saída das indústrias do centro indo pro
sul e nessa onda de de globalização,
neoliberalismo, essa coisa toda, na
América Latina tem o fim das ditaduras e
a ascensão dos governos de esquerda,
majoritariamente de esquerda, e que
nesse processo de redemocratização
começam a ter apoio popular
em seu rescaldo. E ainda que não seja
uma esquerda rococó, ela ainda é de
certa maneira eh próp programas de
reparação histórica, melhora de
condições de vida da população, seja por
crédito, seja por programas sociais. Há
uma melhora de condições da vida das
populações também, projetos nacionais
que começam a surgir, uns mais fortes,
outros mais fracos, uns mais eh
revolucionários, outros menos, mas vão
surgindo.
Toda essa dinâmica para dizer o vai se
constituindo as relações da chamado sul
global.
E a gente tem que entender o que é isso
pra gente poder saber porque os Estados
Unidos está quebrando tudo e qualquer
ordem internacional vigente, existente.
Porque esse processo de globalização e
do neoliberalismo que num primeiro
momento dava vantagem para esse pessoal
que estava fazendo dinheiro com
especulação financeira, quando vem as
crises,
o que vai sustentar é quem tem produção
real, efetiva.
E aí
esse tal sul global se fortalece
consideravelmente.
A fuga das indústrias enfraquece muito a
capacidade dos centros de terem maior
autonomia sobre sua economia, maior
autonomia para decidir para onde vão
e ficam dependentes do consumo de outros
países. A China, chamada então de
fábrica do mundo, produz praticamente
tudo que é consumido nos Estados Unidos.
E aí não é consumo, tipo da tecnologia
de ponta, não sei o que, não. Consumos
básicos, coisas básicas, coisas do dia a
dia. Então isso afeta diretamente a
população desse país.
E claro, também insumos para outras
indústrias. Muitas indústrias vão paraa
China, fica mais barato para produzir
lá. Só que agora a China também aprendeu
a desenvolver lá. Esse sul global se
fortalece. E aí as regras internacionais
de respeito, soberania, não invasão, não
sei o que lá que os Estados Unidos nunca
nunca aceitou minimamente, sempre
quebrou, elas se tornam cada vez mais
complicadas paraa manutenção da ordem
que os Estados Unidos é o centro.
a manutenção da ordem, que é seria o
centro econômico, porque tem monopólio
sobre o dólar e o dólar, portanto,
decidia sobre tudo a partir eh Bretton
Woods. Tem o monopólio sobre as armas,
porque até então era o monopólio sobre a
guerra. Depois da Segunda Grande Guerra,
quem vai desatando guerra é os Estados
Unidos.
E
tem uma indústria bélica muito poderosa.
E daí consequentemente tem uma posição
política privilegiada, né? Conselho da
ONU tem poder direto dos Estados Unidos,
um outro país que vai entrando depois,
os países de centro em geral, mas você
tem econômico, político e militar, então
tá tá estruturada essa força.
Só que os Estados Unidos foi perdendo o
poder político com as leis que ele mesmo
criou a partir da ONU, a partir dessa
parada toda, vai perder no poder
econômico como efeito não intencional do
próprio processo de globalização e do
neoliberalismo. Vai restando o poder
militar.
Mantendo condições de temperatura e
pressão constantes, os Estados Unidos
cai
e uma outra ordem surge. Isso aqui é bem
óbvio. Por isso que ele precisa mudar as
regras do jogo. Por isso que o o por
meio de Trump tá tendo essa pressão
toda. Mas mas não é só os Estados
Unidos, essa entidade mística. A gente
vai discutir um pouquinho também o que
acontece dentro dos Estados Unidos,
porque eu tenho que olhar quais são os
capitais que estão em disputa dentro
desta nação, porque senão a gente cai
numa mística de imaginar que os Estados
Unidos é um grande grupo constante que
sempre tem interesses iguais e ele nunca
muda.
E quando ele muda, ele muda em bloco.
Não, Estados Unidos está em crise porque
ele tá em crise interna, tem disputa de
capitalistas dentro dos próprios Estados
Unidos. E a gente vai ver isso já já. A
gente já comentou em um outro lugar, mas
a gente vai. Tá bom? Então vamos lá,
vamos de passinho a passinho.
Agora que a China tá assegurando cadeias
de suplimento, vai ser difícil quebrar.
É aí que tá. É aí que tá. E não é só a
China, é o tal do sul global ou em
especial, se a gente quiser também, é o
tal do dos bricks. São os bricks. Os
bricks são tem um poder bizarro que a
gente não tem noção. Às vezes a gente
esquece disso. A gente esquece do do que
que é o bricks, tá ligado?
A gente tem que ter noção disso aí. Mas
ó, quer ver? Deixa eu compartilhar com
vocês.
Opa, errei. Ah, compartilhar a tela, pô.
Já que nosso camarada fazer o what? Quer
ser fazer o quê? Comentou.
Ah,
pera aí que eu compartilhei errado. Oh,
desgraça.
Compartilhar.
A tela
essa da
Pronto, agora vai.
Agora sim. Pronto,
travou, mas voltou.
Que poder de síntese é, às vezes a gente
consegue, não é sempre, mas a gente
tenta, Cabral, mas a gente vai conseguir
dar melhoradinha até, né?
O termo do momento é maioria global, que
também é maioria global, né? Mas, ó, eu
vou vou explicar de pouquinho em
pouquinho. Esse mapa aqui é um mapa
muito massa, que eu acho ele bem
interessante, que é o mapa sobre as
cadeias globais de valor. Cadeias
globais de valor, que são essas conexões
que você tem entre diferentes economias.
que desenvolvem diferentes tipos de
exploração de trabalho, de indústria, de
materiais, etc, etc.
E essas cadeias elas vão se
complexificando, tá? Então, um negocinho
que é produzido aqui na Argentina é
transferido para algum país aqui na
Ásia, sei lá, na Indonésia e na
Indonésia passa pro processo de
transformação que vai pra China, que
finaliza a maquilagem de não sei o quê,
que vende nos Estados Unidos, né? Então,
tipo, você tem uma cadeia super complexa
entre diferentes produtos, insumos,
matérias, uma bagaceira complicada.
Só que aqui a gente tem uma coisa
interessante que é o tipo de atividade
desenvolvida em cada um dos países, né?
E a escala que é tem uma baixa
participação nas cadeias globais de
valor, tá mais clarinho assim, ó.
Beleza? Então, mais clarinho. Ou lacunas
de dados, né? Tá faltando muita
informação, então fica complicado. Baixa
participação. No caso do Paraguai, aqui
é baixa participação, tá?
em laranjinha é exploração de commodity
mais limitada, ou seja, você não tem
tanta commodity assim para para para exp
você explora, mas não é intensivo, não é
bizarramente explorado uma determinada
comod. Ela é uma exploração limitada,
ela tem aí
um teto relativamente baixo. E aí estão
em laranjinha, pode ver que aqui que tem
muitos países em laranjinhas, né?
base de exploração de de de base
produtiva de commodity intensiva,
exploração intensiva de commodity. Tem
um vermelhinho aqui que é a Venezuela,
que é petróleo, por exemplo, né? Então,
a gente tem aqui basicamente isso.
Praticamente isso.
Eh, o azulzinho mais claro, manufatura
simples. O Brasil, por exemplo, tá na
manufatura simples. É uma estrutura
industrial. Nós temos indústrias, mas
são indústrias simples. Tem a questão da
participação da de situação de
commodity, tem, mas ainda não é mais
dentro das cadeias globais de valor, a
gente ainda tem o papel de produção de
manufatura simples. O azulzinho um
pouquinho mais claro é manufatura
avançada em serviços, que a gente vai
encontrar alguns aqui, tipo a China,
tipo a Índia. E o azulão é o atividades
inovadoras. Hoje a China tá em Azulão
também, aqui é de 2020, tá? Mas a gente
já pode considerar hoje, passados pouco
mais de 5 anos, que aqui também tá
azulão, azulão, azulão. E rapidão, volto
no minuto enquanto vocês vão observando
esse maravilhoso gráfico, porque eu ouço
a criança me chamar. Um minutinho.
Criança salva,
eh, indústria t, não, por exemplo,
montadora. Montadora. Então, o Brasil,
por exemplo, indústria automotiva
montadora, né? Você não tá produzindo,
inovando tecnologicamente produção de
carros. Você não produz carros
autônomos, você monta carros. Isso é uma
manufatura simples para ser mais claro.
Beleza?
Eh, mas é mais ou menos isso. A gente
tem, então, tem tem essa distribuição no
papel, nos padrões de inserção nas
cadeias globais de valores. Você se
insere como? Você tá desenvolvendo como,
tá participando como nesse processo.
Isso é importante a gente ver, porque
antes, se a gente aqui, eu não tenho o
mapa anterior, infelizmente, mas se a
gente fosse olhar há 50 anos atrás,
de verdade, 50 anos atrás, esse mapa
aqui tá praticamente vermelhinho e
laranja.
O fato da gente ter mais azulzinho
aparecendo é porque efetivamente a gente
tem eh
uma mudança nos processos de na
participação
do desenvolvimento industrial, do
desenvolvimento de tecnologia, da
participação do próprio da própria
economia mundial, da própria economia
global, tá? Então isso é importante da
gente perceber eh que não produz
tecnologia, então ah, pode até produzir,
mas em setores muito específicos, mas aí
na cadeia global de valor não
necessariamente tem um grande impacto.
Então, por exemplo, sei lá, na questão
da do agro, o Brasil tem uma tecnologia
de ponta, a gente produz coisas
incríveis pro agro, sei lá, mas é uma
coisa específica que não afeta
diretamente a cadeia global de valor,
né? você não consegue ser determinante,
ser decisivo sobre esse processo de como
ele funciona, de como a divisão trabalho
internacional funciona. Você não decide
sobre agora uma um desenvolvimento
tecnológico de ponta hoje de uma Bigtec
decide, né? O desenvolvimento de um Iar
para um determinado setor altera todo o
processo produtivo, altera toda, você
acaba determinando o jogo, é com maior
ou menor capacidade de determinar sobre
esse jogo. Quanto menos você tem
indústria, menos você é capaz de
determinar. você tem que produzir daí
commodity. Produzir commodity você não
tem autonomia, você vai de acordo com a
demanda, só isso. Você não inova, você
não impõe, vamos dizer assim, né?
Mas beleza, mas não só isso, mas apesar
de tudo isso, acho que esse gráfico é o
mais interessante pra gente falar um
pouquinho sobre porque que os Estados
Unidos tá tão preocupado, né? O que que
tá rolando.
1995,
ano que a gente pode dizer 94, quando
Bill Clinton é eleito pela primeira vez,
a gente vai dizer que aí é um marco
importante para pro neoliberalismo e da
financierização da economia.
O G7,
o G7, os países que compõem o G7 tinham
a participação
no produto interno global, né? Então o
GPD, o produto interno bruto, produto
bruto do global de todo o planeta. A
participação do G7 era de 44.9%.
Se eu pego o G7, tudo que é produzido no
planeta com produto bruto, tal, não sei
o que lá, a participação do G7 no ano da
graça de 1995 era de 44.9%. Então esses
sete países tinham esta participação no
produto interno, produto global.
No ano da graça de 2010 a gente já tem
uma queda considerável, ou seja,
vai para 34%.
Os bricks tinham ali 17% praticamente no
ano de 95, já é 26.6%
no ano de 2010.
No ano de 2023 a participação no produto
interno bruto global,
preste atenção, a participação do
produto interno bruto global dos bricks
é maior do que a do G7.
Vocês
conseguem perceber a dimensão da perda
econômica que você tem aqui?
Gente, isso é muito sensível assim,
certo? Isso é muito sensível
você ter esse grau de de
mudança na na participação do do no
produto interno bruto é bizarro. Olha
isso, mano.
Em 20 anos
os bricks, esse grupinho aqui de 1 2 3 4
5 países, tem esse salto bizarro de
produzir mais do que o G7 países de
centro.
Isso é a perda.
Isso é uma perda econômica considerável.
Aí, claro, mantém a hegemonia do dólar.
Claro que você ainda tem eh
sobre outros critérios um poder muito
maior do desse G7, mas a participação no
produto interno, produto global é é um
negócio bizarro.
Esse é o poder dos bricks.
Às vezes a gente não tem noção disso,
não tem dimensão disso. Ao observar um
gráfico desse, você fala: "Caraca, agora
eu tô entendendo porque que os Estados
Unidos tá tão preocupado". Isso é perda
de hegemonia,
porque os Estados Unidos isso é trup, o
G7, como ele tá bem estabelecidinho
aqui. E a gente já vai até falar um
pouquinho mais sobre o G7 já. Mas essa
estrutura, ela é bizarra, ela controla
>> que foi?
>> Não tô conseguindo
>> Ah, tá aqui para mim eu te ajudo.
Ó, qualquer coisa você aperta outra
camiseta, mas você quer pôr essa? Então
tá.
E E aí tem que se secar direitinho.
Fechou?
Secar. Tá bom.
>> E isso. Boa parte. Na verdade mais de
60%, acho que 65% é da China. Talvez eu
tenha colocado um gráfico aqui sobre
isso. Eu não lembro se eu coloquei ou
não. Mas óbvio que a grande produção
aqui é da China. China é que tem a maior
participação e no gráfico aqui o o
quadradinho maior aqui é da China. O o
dos menores é Brasil e e África do Sul,
só pra gente ter noção. Mas é mas é
isso, entendeu? Então, a China tem um
grande papel nisso, é a fábrica do
mundo, mas aí a união de China, Índia,
Rússia, África do Sul e Brasil, esses
cinco países, dá essa brincadeira. É
pesado, pô.
E o dólar começando a perder hegemonia
também. Aí que tá uma das grandes
entraves o dólar, mas a galera começou a
se liberar de dólar, já que a gente tá
falando sobre Venezuela, porque isso
aqui entender o ação dos Estados Unidos
contra a Venezuela é entender essa
grande quadro para daí a gente fala
sobre o específico. A Venezuela negocia
com a China, não em dólar, em Yan.
A Venezuela negocia petróleo com a China
em Yan, não em dólar, ou seja, escapa
das garras da águia estadunidense.
Calma.
Pera dar tudo aqui.
Che do céu, roupa de menina é muito
difícil de pôr, né? Uns vestidos
esquisito.
Tá perdendo a hegemonia, obviamente o
dólar tá perdendo. E aí você perde esse
poder, né? Você perde essa capacidade de
controlar.
A China e a Índia estão tentando, a
China e a Rússia criaram um sistema
alternativo ao sistema
eh Swift, que é o sistema de transações
internacionais, né? Você fazer as
transações de de capitais internacionais
pro Swift, eles criam uma alternativa,
estão tentando superar isso. O Pix é um
problema danado para você ter controle
sobre uma economia outra. um monte de
coisa que a gente vai vendo aqui de
pouquinho, mas assim, tá perdendo o
poder do dólar, tá perdendo, já perdeu
consideravelmente o poder econômico da
produção efetiva, né? Não tem autonomia.
Por isso que o Trump fica anunciando que
vai trazer as indústrias de volta, fez
esse maluquício do tarifá para tentar
pressionar não sei o que lá, que são
ações desesperadas, tá? Mas é por
perder,
estar perdendo essa posição privilegiada
e sabe que tá perdendo. Então precisa
agir. Se economicamente tá frágil,
politicamente a vantagem fica para esses
grupos aqui, porque os bricks e outras
pa outros blocos que vão surgindo vão
surgindo dentro da Organização Mundial
da do de um comércio, a OMC, vão
surgindo dentro das regras
internacionais. Se você mantém as regras
do jogo, esses países continuam se
beneficiando. Os Estados Unidos vendo
que tá perdendo quer virar o tabuleiro,
quer jogar o jogo para cima. Ah, também
não brinco mais. Vou levar a bola de
volta para casa, entendeu?
Adoro mapinhas, eu também. E gráficos.
Então, é importante a gente perceber
isso, cara, que é o papel e o poder dos
bricks, né? Se o Brasil expandir a
Embraer para bater de frente com a
Boing, o Brasil cresce aí nesse gráfico
aí. Sim. E a Boing, os Estados Unidos
tenta sabotar a gente. Esse é o ponto,
entendeu?
que o tem que acontecer isso, tem que
investir na Embraer, tem que investir na
Embrapa, tem que investir em tudo isso.
Só que cada passo que você dá para uma
tentativa de projeto de autonomia vai
vir uma reação de quem não quer que você
tenha autonomia.
A Arábia Saudita tá negociando em One
também. Ixe, gente, o muita gente tá
negociando eman.
O Banco dos Bricks propõe uma cesta de
ã, existe um projeto correndo, né, de
uma cesta de moedas, de você ter uma
moeda própria, essa coisa toda. Isso
supera o dólar, pô.
Havendo moeda própria dos bricks, por
exemplo, e Cuba participando dos bricks,
sabe o que acontece? Você negocia sem
precisar passar pelo pros Estados
Unidos. Tranquilo, dá para ficar mais
tranquilo.
Então essa ordem, ela está sendo
estremecida pelo próprio Estados Unidos.
Ele está indo contra o mundo porque o
mundo está se desenvolvendo para além de
suas garras. É aí que tá, né? Então esse
mapinha ele é muito bom pra gente
perceber isso, tá?
Eh, eu nem Ah, é. E esse outro mapa
aqui, pronto, eu botei esse mapinha aqui
importante pra gente pensa o papel dos
bricks, né, como eles são importantes. E
esse outro mapinha aqui é pra gente
entender onde é que tá esse G7 e onde é
que tá o resto.
Tudo bem? O G7, o centro do mundo, né,
ou o que a gente chama de norte global,
é essa parte colorida do mapa. Isso
aqui, ó.
Tudo bem? Percebe
essa parte do mapa aqui colorida? É o
chamado norte global. O chamado sul
global é essa outra parte cinza. Cinza e
triste. Brincadeira. É só para
distinguir. Então, quando a gente tá
falando sobre eh norte global, sul
global, o papel dos bricks, o G7, a
gente tá falando de um mundo que tá
organizado mais ou menos nesta divisão
aqui do ponto de vista de quem observa o
mundo do surglobal, porque vai ter de
ser diferente da gente falar isso de
como, por exemplo, a linha adotada por
Trump e sua trup fala sobre hemisfério
ocidental e hemisfério oriental. O
acidente é nosso. Eles olham o mundo
dividido no meio aqui. Espero que o meu
cursor esteja aparecendo na tela. Eles
imaginam o mundo dividido no meio e esse
lado fica para eles e o resto fica pro
Oriente.
A gente vai controlar aqui, ó. Isso aqui
é nosso. Esse quadradão aqui é nosso. O
resto fica para vocês.
A América Latina tá incluído nessa
divisão de hemisférios.
Já o pessoal que fala sobre sul e norte
global vê o mundo assim, ó.
Nessa perspectiva, nessa observação, os
Estados Unidos quer manter uma ordem na
qual existe a divisão entre oriente e
ocidente e ele controle o ocidente, o
que ele chama de ocidente. Já essa
galera sul global, Brixta, não sei o que
lá, observa outro, é divisão entre norte
e sul com essa linhazinha e a gente
consegue observar os países que estão
colocados fora desse chamado norte.
Isso é muito bom da gente observar, tá?
São duas maneiras de olhar pro mundo,
olhar pro mapa. O mapa é observado de
maneiras diferentes
e aí as análises e as conclusões chegam
de maneira diferente também.
Mas aqui nesse chamado norte global, a
gente tem, deixa eu dar um zoom aqui,
73%
da renda mundial, tá aqui 73% da renda
mundial, ou seja, não é da produção, da
renda, dos resultados que você tem, do
que você consegue adquirir e acumular
com a produção. 73% tá acumulado aqui.
Tudo bem? Vem para cá. Os resultados da
produção global vem para cá. 73% da
renda mundial vem para cá.
Aqui, voltando, é de participação na
produção, no produto interno. Aqui é a
renda. Veja que a diferença.
A diferença. Beleza? Então, ó, aqui tá
73% da renda mundial. Só que nesse
coloridinho aqui, onde tá 73% da renda
mundial, tem só 14% da população
mundial.
14% da população mundial,
o que diz, se todo mundo fosse
trabalhador, só 14% dos trabalhadores.
Já aqui no na parte cinza,
86%
da população mundial está concentrada e
tem 27% da renda.
Ainda que haja maior participação na
produção, a renda, os resultados,
o fruto desse bagulho em riqueza fica
concentrado
nesse no norte global e subaproveitado
no chamado sul global, onde tem a maior
parte da população. Essas são as
contradições desse mundinho. Então,
a perda de controle, a perda de poder, a
perda de centralidade de hegemonia
coloca em crise a própria estrutura de
extração de capital desse mundo que vem
aqui para esse centro.
Então esta ordem está sendo colocada em
em questão. O crescimento dos bricks, a
reorganização de outros blocos, o
fortalecimento de projetos nacionais de
desenvolvimento na periferia do mundo.
Coloque em crise esse centro, coloque em
crise esse norte global, coloque em
risco esta ordem e não risco tipo para
daqui a 300 anos. Eles percebem que foi
muito acelerado esse desenvolvimento. É
só olhar aqui de novo, aqui em cima, na
participação do produto interno bruto
global.
Eh, 90, de 95 para 2023, você tem essa
distância de participação entre o G7 e
os bricks. Os bricks superam,
inverte uma brincadeira. E aqui é a
produção real. E aí uma galera se deu
conta de que qualquer capitalismo que se
preste depende de produção, produção de
verdade, não especulação financeira.
Isso é fundamental, isso é central, isso
é determinante.
O que decide efetivamente sobre uma
economia é a produção real.
E por e por que o Brasil não apoiou a
entrada da Venezuela na Venezuela nos
bricos, hein? Hum. Esse aí é um ponto
importante. Eu também gostaria de saber
que alguém me explicasse o motivo pelo
qual parece que alguém tá sendo roubado,
hein? Pois é. Eu não sei se vocês
perceberam, mas parece que alguém tá
sendo roubado. Tem a maior participação
na produção, mas a renda fica no num
outro lugar, no outro território. Hum.
Que que tá acontecendo?
Certo? Então isso aqui é pra gente dar
uma olhadinha no cenário global, no
geral, naquilo que tá acontecendo no
globo. Então o que acontece na Venezuela
com essa insanidade de você intervir,
invadir um país, sequestrar um
presidente, sequestrar um presidente.
Olha, meu Deus do céu.
É efeito dessa loucura.
Tudo bem. É loucura desta loucura
que é um país vendo a perda de sua
hegemonia.
E a esposa. Exatamente. E a esposa, né?
Nem só o cara, o cara e a esposa.
Sequestro, mano. Bom,
além disso, vamos lá. nos Estados
Unidos, no centro dos Estados Unidos.
Isso é um uma
leitura que eu aprendi com o pessoal do
Observatório Internacional da Crise,
muito tempo dirigido pelo Wind Dirkens,
né? E hoje eu acho que deve ter o Walter
Fomento,
o Gen Remi, que deve estar organizando
lá as paradas no observatório. Eu
aprendi muita coisa com eles. Eu tenho
preocupações com as projeções que eles
fazem, as propções, eles são ufanistas
do sul global. né? Então é uma galera
ufanista do sul global dizendo que vamos
ganhar a qualquer custo. O o mundo
multipolar é inevitável.
Não, calma aí gente, pera aí que que é
inclusive o meu problema às vezes com
algumas afirmações do Cobore. Eu gosto
muito do professor Cobor, respeito
demais. A gente há muito parecido nas
análises, mas nas prospecções eu tenho
alguns cuidados que eu gostaria de
tomar.
Mas beleza, essa galera fala muito sobre
isso e é muito fanista a respeito e
chega a ponto de às vezes entrar numas
paranoia que eu também não concordo,
umas conspirações malucas e tal, de
verdade, a galera vai se animando com
essas ideias, vai entrando em paranoia.
Mas tem uma uma análise que o pessoal do
Observatório Internacional da Crise fez
que abriu meus olhos, que eu não tinha
sacado, que é muito importante da gente
fazer,
que é
dentro da economia estadunidense,
a gente não tem só um projeto, nós temos
disputas entre capitais e projetos
distintos.
Show. Especialmente o Win Win Dirks, nos
livros mais recentes, ele tem feito, fez
algumas análises, né? Ele faleceu. Eu eu
pude fazer última entrevista e com ele,
né? Em vida. Fiz entrevista com ele
porque acho que depois de vida não dava
para fazer entrevista, mas a última
entrevista que ele deu foi comigo. Foi
muito massa. Um dia a gente vai
conseguir lançar essa entrevista ainda,
tá? Fazendo uns tratamentos de imagem e
de legenda para ficar legal.
Mas tem uma parada muito massa que ele
falava e que ele indicava. Dentro dos
Estados Unidos, você tem pelo menos três
grandes blocos de capitalistas e de
capitais que disputam entre si e que tm
seus representantes.
O grupo que fica forte a partir dos anos
80 e durante os anos 90 é o grupo que o
pessoal chama de gerenciamento de
capital global ou se você quiser usar o
termo globalista. Só que qual o problema
de usar o termo globalista? É que aí vem
os doido Olavo de Carvalho e malucos do
tipo e já entra na conspiração, né? os
espaços conspiracionistas. Então, eu não
gosto de usar esse termo porque esse
termo, especialmente em português, virou
coisa de maluco, mas é a galera que faz
a gestão do capital internacional e que
fez a aposta no acúmulo de capital pela
essa gestão financeira global.
Esse tipo de estratégia dependia de
livre de circulação de mercadorias e
livre circulação de capitais. Então, eu
tenho que baixar a restrição, eu tenho
que deixar o pessoal circular, deixa a
indústria correr para um lado e pro
outro. deixa especular, porque aí você
vai brincando de cassino e vai fazendo
dinheiro com investimentos e especulação
financeira e não precisa estar
preocupado com a produção efetiva.
E aí essa gestão ela tem que ser meio
que diluída, ela é de transnacionais,
ela não é de produções locais
nacionalistas, é de transnacionais. Eu
tenho que observar o globo e fazer
dinheiro com tudo que for possível.
Então é uma galera que vai começar,
inclusive incentivar o discurso de
diversidade,
de identidade, de liberalidade e tal.
Porque é adequado a um projeto
neoliberal que precisa dessa circulação
de mercadorias desse tipo. Vai se
constituir durante os anos 90 e vai tá
muito forte por quase 20 anos até a
crise de 2008, quando essa galera que
liderava essa estratégia de de gestão
global, de capitais global, perde muita
força, porque tem uma crise bizarra lá
do Lemon Brothers, essa coisa toda. Mas
essa galera tem esse tipo de estratégia
de gestão global das finanças, então
privilegiando financeiras, grandes
grupos financeiros.
internacionais, né?
Existe uma outra galera que você pode
chamar de continentalista,
que é uma galera que pensa em blocos
que privilegiam produções e o capital
financeiro, o sistema bancário, essa
coisa toda que seja mais localizada e
que daí se aproxima dos grandes grupos
de industriais, de capital industrial.
coincidentemente a galera mais
conservadora,
nacionalista, mais chavinista. Por quê?
Porque eu preciso que a minha indústria
fique nesse território para eu ter
controle de autonomia sobre ela. Então
vai ter circulação de finanças para lá e
para cá, mas a referência é aqui, o
nosso cantinho.
Até então eram esses dois grandes grupos
que tinham muita força. E aí você tem os
nacionalistas maluco que é pensando só
nós aquele localista mesmo. É a finança,
produção, tudo é aqui, né? Mas é uma
galera, era uma galera muito
minoritária. As grandes disputas era
entre esse capital de gestão global das
finanças e o capital que pensava o
continente, pensava localizado, mas do
tal do continentalista, né? Pensando
aqui,
eh um bom representante é o George Bush,
né? Um bom representante político desse
grupo é o George Bush. Porque o Bush,
quando ele tenta criar, por exemplo, a
alca, quando tem a formação de projetos
como a nafta e essa coisa toda que são
continentes, tenta pensar um controle
continental mais localizado, diferente
da galera que pensa o capital financeiro
global e essa gestão distinta são
capitais que disputam entre si. Os
democratas são, é um partido que
representa muito mais esse grupo e os
republicanos o outro. Só que dentro dos
republicanos agora tem um outro grupo
que é o grupo completamente insano, que
é o localista mesmo, que é America
first, né?
America é o maga da vida, make America
great again, essa coisa toda. E é uma
galera que surge com dificuldade de
apoio no primeiro momento, mas depois da
crise de 2008 vai se fortalecendo.
O grande representante é o Trump, que
nem é só um representante político, ele
é um representante econômico desse grupo
também. De hotelaria você não faz
especulação financeira, você precisa de
um hotel em um determinado lugar,
entendeu?
Assim como a galera de produção de
tecnologia de BigTech,
é uma produção que você não fica
transportando ela de um lado pro outro.
Você precisa de autonomia, de regulação,
de controle, de proteção industrial.
você precisa estar num local específico.
Então é o vale do silício, eh, a galera
concentrada, produção é aqui e você
precisa gerir os recursos que você
depende em outros países. Então eu
preciso de um big data, um um big data,
não, um data center no Brasil, eu
preciso controlar os recursos do Brasil,
eu preciso de terras raras para produzir
chip, eu preciso controlar esse negócio,
não pode ser livre mercado, eu tenho que
estar sob controle disso. Então, é uma
galera que tem um projeto
expansionista nacionalista, não de
gestão global. E aí você vê os conflitos
entre esses grupos, né?
O Trump representa esse grupo maluco aí.
Esse grupo maluco não, esse grupo que
cujo interesse distinto do financeiro,
distinto da galera que se beneficiou com
neoliberalismo e a circulação de granos
e tudo mais, industrial e precisa de
capital industrial. As bigtecs não são
grandes financeiras, são grupos que são
de indústria localizada,
territorializada, precisa de recursos
que estão em determinado local. Eu
preciso controlar esse local. Não posso
deixar sobre autonomia de alguém que vai
qualquer hora poder parar de me
fornecer,
escolher o outro comprador.
Não, ele não pode ter essa liberdade.
Então, o discurso de livre comércio
atrapalha esse grupo. O discurso de
livre de circulação de mercadorias e
capitais atrapalha esse grupo. Você acha
que Bigtec tá preocupado com o livre
comércio? Ao contrário, isso afeta ela
afeta diretamente. Vou conseguir terra
raraondde vou conseguir os insumos para
produzir minha minha minha para
desenvolver minha tecnologia onde, saca?
Então, Trump representa além da crise
dos Estados Unidos, esse tipo de
estratégia desse grupo de capital, desse
grupo específico de capitalistas que
disputam com outros.
Show. Faz sentido?
Beleza.
Eh, não é simples, porque senão a gente
pode cair num fetiche de achar que os
Estados Unidos é sempre a mesma coisa. É
um um uma constante, né? Tipo, é sempre
a mesma fita aqui, ó. Eles têm um
projeto desde 1603 que eles nem
existiam, eles já tinham esse projeto em
em em voga, não?
A disputas internas. E aí os filmes que
a gente assiste hoje, vai, já que eu
queria falar de filme, né? filme que a
gente assiste hoje sobre Guerra Civil,
tipo o filme do Guerra Civil, ser tipo
filme agora Uma Batalha após a outra.
Excelente filme. Eh, e esses outros que
estão mostrando tantas crises internas
dos Estados Unidos são crises que eles
realmente estão vivendo. Eles estão
vivendo essas crises. Isso é efeito do
cara olhar e falar: "Deu ruim".
E estão em disputa interna e crises
internas. E agora o grupo que tá
hegemonicamente fazendo valer sua força
é esse sobre Trump. E eles não respeitam
a ordem internacional porque
literalmente sem nenhum cuidado, porque
para eles não é interessante,
porque atrapalha o projeto de garantir
seu controle e seu poder.
Então esse ataque tá dentro desse
contexto, tá dentro dessa conjuntura.
é imperialismo, mas não é um específico,
mas é o imperialismo dentro de um tipo
de relação estrutura historicamente
determinada neste grupo que agora tem
poder sobre a estrutura do estado
estadunidense
e tá tentando fazer valer ali seus
interesses, enquanto você tem outros
capitalistas que estão buscando outros
interesses. E aí você tem que entender o
jogo, como ele tá indo.
A diferença do Bush pro Trump, a
diferença do Bush pro Trump é que o o
Bush ainda tinha um grupo que estava
minimamente preocupado com gestão de
finanças também, minimamente, tá? Não
muito. É bem distinto. Eles são mais
radicalizados. A galera que vem com
Trump é muito mais radicalizada. É
nacionalista mesmo. Tipo assim, é
American mesmo, tá ligado?
É isso, é diferente nesse sentido. É
tipo, é a gente dane-se.
Não tem nenhuma preocupação em montar
bloco, preocupar com o outro. Não, eu
vou te submeter. Eu vou submeter vocês.
Não existe respeito nenhum. Não tem
acordo comercial. Submeto. Vou para
cima.
Os americanos estão se tocando agora que
eles são os imperialistas. Pois é, quem
diria, não é? Pois é, quem diria? E são
seria só que em em estrutura
geopolítica.
Eles levam a sério isso daí.
Então assim, é uma parada muito louca.
Eu vou ler um trechinho de um texto do
Henkilam, que acho que é legal, eh, que
aí vai resumir um pouco o que eu falei
e aí é só uma leitura mesmo, tá? Não vou
fazer tantos comentários não, só para
justificar um pouquinho, não ficar só
tão tanto só na minha gargantada.
Deixa eu ler aqui, ó, um texto HK
Lambert para falar um pouquinho sobre
essa trajetória do da globalização.
É um texto chamado eh esse aqui, qual
como é que o nome desse livro aqui? Acho
que esse livro é ixe, deixa eu ver.
Ah, esse aqui é o
Ué.
Ah, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê
a vida? capital. Alternativas a vida ou
capital. Quem escreveu é um uma um texto
conjunto entre Franzin Kelamt e Uri Dro.
Os dois escreveram esse texto aqui, só
que ele tá em espanhol, tem a versão em
espanhol, não tem a versão em alemão. E
também acho melhor eu traduzir em
espanhol do que em alemão. Mas é um
trechinho de um capítulo que ele fala
sobre o furacão da globalização.
E aí eu vou ler só esse trechinho para
deixar claro o que eu tinha comentado
sobre essa mudança de estratégia de
alguns países que se aproveitaram da
globalização e que aí mantendo a ordem
como ela tava sendo feita, continua
sendo vantajoso para esses países. Então
hoje a posição dos bricks, por exemplo,
é defender a ordem internacional.
E os Estados Unidos que criou a ordem
internacional, a posição deles é ir
contra, porque essa ordem aí tá não tá
beneficiando mais, eles querem jogar o
tabuleiro fora, né? A estratégia da
globalização incrementa o capital que
pressiona por possibilidades de
investimento rentável. Quanto mais a
competição pelos salários iguala os
níveis desses para baixo, tanto mais a
concentração dos investimentos ou das
rendas, né?
E as rendas altas se inclinam em maior
medida para o arroxo e os eh salários
baixos. Então vai tudo bem, essa parte a
gente vai pular. Ã, cadê? Cadê? Aqui era
a parte de baixo que me interessava.
Perdão, perdão, perdão, perdão. Ã, aqui
contudo,
ainda se desenvolveram novos centros. O
Rinkel, diferente do sul e norte global,
ele fala sobre um arquipélago. Eu não
gosto dessa análise, mas ela faz
sentido. Tá bom? faz sentido. Eu não
gosto dessa análise, mas ela faz
sentido. Fala que existem vários
centros, porque agora o mundo é um
grande arquipélago com centros e esses
centros estão em diferentes países.
Então ele vai chamar as elites
capitalistas de cada país e as o a os
trabalhadores muito precarizados. Ele
fala isso porque falava que num na
socialdemocracia ou mesmo no capitalismo
com rosto humano, as classes médias, as
classes baixas ainda tinham certas
vantagens que deixavam elas não tão
subjugadas. eram trabalhadores, eram
explorados, mas tinham dignidade. Aí
quando acaba o socialismo com o
capitalismo com o rosto humano, quando
acaba a socialdemocracia, aí esquece, aí
começa a aparecer a palperização nos
centros também. Mas eu não gosto dessa
análise, mas a gente vai, mas ela faz
sentido quando você entende a premissa,
mas ela não ajuda na análise da da
conjuntura.
Nós vimos isso, né, desses novos
centros, de acordo com com Rick L. E aí
tem um bom ponto também, ele chama de
centro eh centro da economia, ou seja,
indústrias. A indústria se torna centro
que cria suas periferias. Também tem
esse pressuposto que aí faz sentido, mas
tudo bem. Vimos no caso dos chamados
tigres asiáticos e observamos hoje nas
regiões da China e Índia, assim como no
caso de outros países da Ásia Oriental.
Mas em nenhum caso esses novos centros
surgem pela submissão à estratégia da
globalização. Então não submete
inteiramente aos Estados Unidos e e não
não você aproveita da onda da
globalização com o desenvolvimento
interno por criando um projeto nacional
de desenvolvimento.
O fazem propriamente para seu
aproveitamento.
Esses países partem de um estreito
entrelaçamento entre os grandes entre as
grandes burocracias, seja estatal e as
burocracias privadas e empresariais. né,
utiliza empresas e estrutura estatal.
Nessa coalizão, são realizadas a
promoção das empresas nacionais para que
sejam capazes de se introduzir mediante
a exploração de mercadorias e de
capitais na economia mundial globalizada
para que se desenvolve se desenvolvam
como empresas multinacionais, que é a
Nissan, a Hyundai, a BYD, as empresas de
tecnologia da da Indonésia, daí sei lá
mais de onde. Então vai surgindo essa
galera. Aí
é elaborado uma planificação econômica
que parte das empresas e se integra no
Plano Nacional Estatal, o qual apoia
essas empresas de maneira tal que elas
consigam se expandir. Nesse processo, eh
são recorridos aos meios clássicos de
fomento do desenvolvimento, como as
taxas eh de importação e de proteção, as
taxas aduaneiras de proteção, limitações
quantitativas das importações e
desvalorização sistemática das moedas. o
mesmo que eh ou mesmo que os obstáculos
para o investimento de capitais
estrangeiros nos setores chaves da
produção. É você fazer um projeto de
desenvolvimento industrial com
protecionismo, né? É isso. Política de
campeões nacionais é o que a galera fez,
pô. Na na na Ásia, nos tigres asiáticos
que o pessoal tanto ama, o pessoal fez
isso, cada um com sua situação
específica, né? A China, por exemplo,
cria seus campeões de um modo muito
particular. Então, e aí propriamente com
uma direção socialista do negócio, que é
uma um um caso muito à parte da
humanidade. Mas esse processo faz com
que surjam essas novas economias
pujantes e aí faz com que surjam novos
grupos que ameaçam a hegemonia, tá? Isso
aqui é só para poder justificar o que eu
tinha falado em
sem bibliografia, agora com mínimo de
bibliografia, tá bom? Então é isso. É
importante a gente considerar isso,
cara. É importante a gente ver porque
que os Estados Unidos tá com tanto medo.
Então esse é o quadro geral, esse é o
big picture, a grande figura.
Essa é a conjuntura global da
brincadeira na qual se insere o que
aconteceu recentemente no 3 de janeiro.
Tudo bem, faz sentido?
É o multilateralismo que o Lula não pode
falar. Não para de falar. Exato. O
multilateralismo, as relações
internacionais, o poder circ que tem que
fazer uma defesa desse liberalismo?
Porque ele ele ele beneficia a galera
que tá crescendo. É óbvio. Ai, meu Deus
do céu. Os bricks se beneficiam da ordem
internacional. A China se beneficia da
Organização Mundial do do Comércio.
Ah, o cara comunista, mas não é
socialismo, gente. Entenda o que está
acontecendo, entendeu?
O imperialismo é enfrentado na ordem que
ele mesmo criou. Ele criou condições
para sua própria tropeço.
Mas isso não é uma análise dialética da
realidade, pelo amor de Deus. Quais são
as contradições da realidade em que os
efeitos não intencionais de uma ação
criam as condições paraa sua própria
destruição?
Então, o Estados Unidos tá contra a
ordem, tá contra a ordem internacional,
tá contra a Organização Mundial do
Comércio, tá contra a ONU, tá contra
toda essa coisa, tá contra a própria
globalização que eles mesmo inventaram,
porque atrapalha,
porque virou pedra de tropeço, desgraça.
Então eles não vão respeitar, não vão
respeitar nada.
E e isso a gente tem que entender é
Estados Unidos contra o mundo
que eles mesmos criaram
de ódio que eu tenho. Acaba tal da
chamada Guerra Fria, o pessoal anuncia o
fim da história, os liberal tudo
animado. Por quê? É porque agora gente,
é a gente que criou esse mundo. O mundo
é nosso. Só que o pessoal esqueceu que o
mundo, a história é transitória. O mundo
gira, aliás, ele capota e a roda muda. E
o girou a roda, gente, você não tem
controle. Os efeitos não intencionais
que você fez. Não é você agiu e todo
mundo ficou parando parado assistindo.
Tá todo mundo se mexendo, tá todo mundo
tomando suas decisões. Quem fez uma
melhor análise da do dos anos 90 e
começo dos anos 2000 nesse processo de
globalização, quem fez uma boa análise
de conjuntura e aproveitou a onda, fez
dinheiro.
Quem fez uma boa análise e aproveitou a
onda enquanto estado nacional fez
projeto de desenvolvimento.
A crítica passa por isso. Eu tenho que
ser capaz de ser crítico do capitalismo
e querer que acabe essa desgraça e ao
mesmo tempo, ao olhar a conjuntura, como
a gente comentou já, quais são as
condições favoráveis e as desfavoráveis,
que que eu posso fazer? Porque não é o
meu sonho, é a realidade botar o pé no
chão.
Que que dá para fazer? Ô, dá para fazer
isso. Quem fez se beneficiou.
E aí, cara, v uma crítica importante
aqui a galera da esquerda brasileira
radical, a qual eu faço parte, né, que
ouve Charlie Brown anda de skate.
Nós somos radicais, cara. A gente que é
que é comunista, a gente tem que
entender o que é a crítica do
capitalismo, entender esses problemas,
rebentar com esse bagulho, quer acabar
com isso. OK? Agora, analisa a
realidade. Que que a gente consegue
fazer?
Porque a história não se dá no meu
sonho, ela se dá na realidade.
E aí, meus amigos, fazendo uma boa
análise, olhar as condições favoráveis e
desfavoráveis para apostar no melhor
projeto possível e viável.
E a gente atrapalha às vezes quando a
gente fica de gargantada irresponsável.
A gente fica de gargantada
irresponsável, querendo sonho. Esquece
de olhar pro mundo, mano. Esquece de
olhar pra realidade. Como isso afeta a
gente. Não adianta você ficar gritando,
esbravejando que agora a gente vai
derrubar tudo porque não dá. E se você
tentar, você vai ser engolido, porque
não é de acordo com os nossos sonhos. E
a gente não vai ser medido pela coragem
do tipo, aliás, pela coragem, sim. Não
vai ser medido pela, como é que é que
fala?
Temeridade, né? Tem um diálogo muito
famoso do Sócrates que ele faz a
diferenciação entre o coragem e
temeridade. Eu ir sozinho para cima de
um exército é temeridade.
Vem um exército e eu tô sozinho, eu me
escondo
porque eu não sou burro, porque é
temeridade. Agora começo a aumentar
minhas chances quando eu tendo tendo uma
estratégia melhor e mais gente do meu
lado, eu já começo a avaliar se dá para
ser corajoso. Não vou ser temerário
agora. Nossa, a nossa galera não sabe
diferenciar uma coisa da outra. Todo
mundo temerário quer botar fogo em tudo
e não viu ainda se o fogo não te queima,
não viu a capacidade que você tem de
tomar a decisão, pelo amor de Deus, né?
Então,
ai
difícil, né?
É lindo ver ao vivo em corvão,
capitalismo e autofágico. É. E aí que
então e é da hora porque assim, uma
coisa é o chavão, aí eu tenho que
demonstrar isso. Eu não posso
simplesmente ficar na frase, tá ligado?
Capitalismo cria suas próprias
contradições. Verdade.
Ele se autodestrói. Verdade. Demonstra
aqui, ó.
Então tem que apontar. Você cria
condições para sua destruição, né? Em
resumo, era tudo muito bom quando era só
quando só eu era o dono da bola. É isso.
Os Estados Unidos é isso. Olha, eu criei
as regras, botei o jogo. Mas vocês vocês
estão ganhando. Eu viro o tabuleiro,
guardo as coisas. É, ninguém mais
brinca. É o Kiko.
Eh,
quer dizer, não é lindo não. Não é, não
é desesperador, mas é legal ao mesmo
tempo. Dá para ter mais noção, né? Tem
que ter sabedoria, tem que ter
malandragem, tem que saber viver. Tem
que saber viver.
Qual mentira? Eu vou acreditar, né? O
mundo gira. vacilão roda. Tem isso
também.
Não é só na força de vontade. A vontade
ajuda, mas não é suficiente. Não. Tem
que ter bom senso, racionalidade, né?
E a nossa galera gosta muito de
martírio, né? O que é preocupante. Adoro
uma revolução fracassada e evita
antissucesso também. Também. Aí gosto de
sofrimento. Ah, não, pelo amor de Deus,
tenha bom senso. Mas é isso. Então,
beleza. Tá. Então, esse é o quadro
geral, big picture, né? aqui quem tá
conversando sobre
e um tarifinho para vocês aí.
Vamos lá, né? O o tarifinho não deu
certo. Aí vai o quê? Sequestrar e
piratear. Ó que legal. Tarifinho não deu
certo, a pirataria entrou.
Beleza, beleza. Ó, eu vou ler um trecho
de um texto agora em português para
facilitar paraa nossa vida, pra gente
colocar agora
a o grande quadro, né, o grande quadro
da América Latina do durante os anos
recentes.
E aí, deixa eu pegar a parte aqui que tá
o a falando sobre a Venezuela.
Pá, eu vou ler tudo aqui que vai ficar
legal. é do Víor Skincariol, foi o meu
orientador no doutorado, né? O Vittor
Skinariol é um texto que eu peguei
porque ele é muito sintético. É um
artigo simples, mas muito bom para
porque é sintético sobre o que aconteceu
na América Latina nos anos 2000. E aí a
gente recupera um pouco da história para
fazer análise de conjuntura da Venezuela
com novos quadros, novos gráficos, novos
mapinhas. Para quem gosta de quadro,
gráficos e mapinhas.
Essa questão do martilho é meio
religiosa. É. É. Não, e mas a da vitória
também pode ser religiosa, que é um
debate que eu tenho com o pessoal da
teologia da libertação da velha guarda e
alguns da nova geração católica que
ainda não entenderam isso. Eu tenho um
problema sério com o pessoal da teologia
da libertação da velha guarda quando
eles dizem assim:
"Eu não vim para estar do lado dos
vencedores.
Eu não vim para vencer." E eu olho e
falo, mas eu vim.
Não tô a fim de me lascar não.
E aí tem um um ódio aos martirizados,
né? Você canta e glorifica quem morreu e
você esquece de falar: "Tá, mas tem
gente viva, eu não quero que o vivo
morra, não. Eu quero que continue vivo,
tá ligado? Eu eu quero vitória. E aí o
meu problema é que eu sou crente
pentecostal e crente de pentecostal vem
para vencer. Eu vim pra vitória, eu não
vim pra derrota. Eu vim para cantar o
hino de vitória, entendeu? Crente
pentecostal nessa pegada aqui. Pera aí,
pai. Eu não quero vir para morrer não.
Eu vim para vencer. Eu vim para para ter
vitória. Eu vim para poder desfrutar
aqui, pô. E aí a gente tem conflitos
consideráveis. Eu falei, ano passado, eu
participei do encontro teologia da
libertação, Novas Gerações. Já fazia
parte da cota de evangélicos que foi lá.
E eu falei isso, mano. Tinha um um
senhor que eu respeito muito e que eu
tenho muito carinho por ele, que me
olhava fulminando com os olhos assim.
Esse moleque tá falando, que eu falei,
gente, eu não apoio mais não. Eu, com
todo respeito aí, eu não quero morrer
não. E eu não quero que meus camaradas
continuem sofrendo não. Eu quero que a
gente ganhe, eu quero vitória. Chega,
chega de derrota, chega, pô. A gente
veio para para ganhar, não é possível. A
gente só vai sofrer nessa vida. Não, não
se isso não. Então, eh, tem uma
diferença considerável aí de
espiritualidades em questão, né?
Já diria o filósofo P Oliveira. Entrada
lix
cartão vermelho. É temaguíia. Temegagia.
É a entrada temegia. Sacanagem. Entrada
temegia. E aí aí me incomoda também.
Vixe. Muito. Então muito respeito a
padre do Júlio Celote. Eu entendo o que
ele quer dizer. Eu não nego isso. Eu
também não quero estar do lado do
vencedor. Tipo a frase do Darc. Ah, se
esses são os vencedores, eu não quero.
Sim, mas não quero que eles sejam
vencedores. Eu quero que eu vença junto
com a minha time aqui, que a gente
vença. Eu não aguento mais perder. Eu
cansei de perder.
Asta na vitória sempre. Essa é sem
dúvida, né? Bom, estão precisando
recuperar essas frases, né? Eu apoio a
pirataria. Não, não a literal. É, eu
também eu sou a favor de outro tipo de
pirataria.
Mas qual o sentido de não querer vencer?
Pois é, eu também não entendo. É, é um
um um louvor ao martiro, um louvor a
derrota, ao sofrimento, né? Eu só entrei
no jogo para ganhar. É, eu vim para
ganhar, já deu de perder. Eu não aguento
mais perder.
Como assim? Você não quer dar outra
face, man? Eu quero dar outra face. E
fal,
>> vou ver se tem um negócio ali. Já pego
para você. Pode ser. Dá um minuto só
para terminar de ler os comentários. A
galera comenta muita coisa aqui, mas eu
vou
eu vou ler o comentário aqui e aí eu vou
para você. Fechou?
Eh, como assim? Você não quer dar a
outra face, a outra carteira, outra
casa? É, eu não quero não. O áudio tira
esse moleque do grupo agora. É,
acontece. Foi mais ou menos isso, né?
Essa festa doce é sacanagem. Eu gosto
dela porque eu entendo ela, mas eu não
posso usar ela para ficar legitimando
derrota, gente, pelo amor de Deus. Bom
dia, John. Como é que tá, Jon Miguel?
Espero e desejo que bem. A luta é BDSM.
>> Pera aí, vou pegar aqui uma comida para
criança. Um minuto. Tá aqui do lado
rapidão.
Esse mundo
>> tomatinho.
Pera aí,
>> eu vou guardar minhas coisas. Fechou.
Você
não quer laranja mesmo?
>> Ixe, mas tá sem leite, Zé.
>> Uhum.
>> Pode ser leite,
>> então pode não tem como pegar leite,
>> mas não tem. Se tivesse eu p
>> pega lá embaixo
>> não dá tempo. Tem que terminar aqui. Tá
bom. Você quer tomate? Tomate
>> que tá bom sem
comp.
Cuidado. Tá.
>> Eu como mesmo.
>> É. Tá bom. Tu água tá lá.
>> É.
>> A aguinha tá lá. É. Nossa,
voltemos.
Queremos laranja. Sim.
É, tem que usar óculos, pô. Vai chegar
aqui, tem que botar óculos.
Ai, ai, ai.
É, não, tem que deixar, tem que deixar
aqui a live rolando. A criança tá em
férias escolares, né? Aí ela tem uma uma
regra aqui que se for para aparecer na
câmera, ela já apareceu umas três vezes
aqui no começo da live. Tem que aparecer
de óculos, óclinhos para est no estilo.
É engraçado.
Fale, ela não faz ideia o que seja. Para
ela são quatro letras. Um dia ela vai
descobrir o que ela significa.
Quatro. São quatro letras.
Ai
tem que usar o óculos. Mesmo. Tem que
botar óculos. Pô, queremos laranja
assim. Eu também quero. Tomate também.
Queremos. É malandra. Ela na verdade foi
malandra. Ela sabe que eu tô aqui na ao
vivo, aí ela vai pedir as coisas mais
legal, né? Aí tudo bem. Tomate joga o
salzinho.
Então ela gosta de tomate pr caramba.
Ela tomateira, só que sem sal. É só o
tomate mesmo. Ela gosta de tomate
cereja, aquele pequenininho muito. Mas
eu não tenho outro cereja aqui em casa.
Eu tenho acho que só italiano.
Quatro letras.
Ai mas eu acho que eu eu fiquei com
vontade de comer laranja também. Vou
descascar a laranja enquanto a gente
conversa. aqui. Pera aí.
Pronto.
Ai,
ela pesa pela persal. É porque na real
aqui em casa eh toda a introdução
alimentar da criança foi tomando cuidado
para ela não ficar tipo cheia de doce,
cheio dessas coisas. A gente segurou
doce é o máximo que deu, até que a
família expandida entregou doce paraa
criança. Eu lembro do dia que ela comeu
doce. Eu lembro do dia que ela comeu.
Primeira vez que ela comeu um doce, um
chocolate.
Ela botou o chocolate na boca. Eu vi,
juro por Deus, eu vi a pupila dela
dilatar assim, ó.
Foi bizarro.
Aí a a foi a acho que foi a minha sogra
que deu o chocolate para ela. A pupila
dilatou, doido. Aí eu falei: "É moleque,
aí já era, né? Gostou? Aí não tem como."
Aí hoje com come um pouco mais de doce,
mas ainda assim muito cuidadoso. Quando
ela era criança, bebê,
aí eu e a minha companha que a gente
fazia as papinhas, né? Eu fazia, não
comprava aquelas prontas, não, fazia em
casa mesmo. E aí, tipo, sem sal, só com
uns temperinho gostoso. E aí tem, tem
várias receitas legal, receita de nanon
com yami, né, que a gente fazia iname,
morango ou inhame, alguma outra fruta
mais fresca, batia no liquidificador e
fazia danoninho. Aí botava na geladeira,
deixava lá, ficava geladinho,
show de bola. E aí a criança só que sem
açúcar, né? Então assim, sem sal, sem
açúcar, tal. Então ela teve uma boa
introdução alimentar, ela come muito
bem, né? A criança come muito bem,
diferente de mim, tive uma péssima
introdução alimentar, a criança tem uma
boa introdução alimentar. Isso faz
diferença, hein? Faz a diferença
considerável. Aí hoje ela come bem,
muito bem, graças a Deus. E é isso. Pera
aí que eu tô terminando de cortar aqui.
Tentando cortar o mais rápido possível,
se laranja.
Fica o desafio para vocês aí, hein?
Cortem direitinho laranjas
sem quebrar o negócio. De boa.
Só que laranja comer laranja. Lembra meu
avô, cara. Meu avô que eu tenho memória
de infância.
E aí eu sempre que ia visitar ele, aí
ele sentava, pegava duas laranjas,
cortava uma e me dava outra. Aí eu fui
crescendo e fui me ensinando a cortar a
laranja.
Aí vai.
Ai, ai, ai.
Vamos lá.
A chupar em live. É, já estamos fazendo
isso. Já estamos chupando em live.
Espero que o canal não seja derrubado.
Sempre a vó. Uma tristeza.
Um comentário comum entre pais. Exato.
Exato.
Malandro. Meu sobrinho come tudo. O
moleque não dá trabalho para comer nada.
Vai fazer três anos maldito. É, ué.
Vixe.
Teve direitinho, meu amigo. Não tem nem
o que fazer. Come. Legal.
Coca. Tá bom. Na minha época os pais
deixavam a gente provar cerveza. Não
é? É. Outro dia eu conto essa história.
Histórias e histórias malucas nessa
vida, não é?
É
chupeta na cerveja para criança dormir
melhor, dopando as crianças. Coitado.
Vai ser disciplinado falando em de BM
chupar ao vivo. É você ver aqui a gente
faz ao vivo, pô.
Antes de descobrir a melatonina
acontece, né,
Júlio? Eu já ouvi cada história bizarra,
prefiro nem comentar.
Vou vou me ater a aos fatos que a gente
vai discutir aqui. Então, vamos lá falar
um pouquinho sobre o contexto
latino-americano, né, que aconteceu
nesse nosso maravilhoso continente.
Cadê o bagulho aqui? Humum.
Aqui, ó. Pau. Bora lá.
Ai ai, vou ler um texto aqui do querido
Víor Skincariol, meu orientador do
doutorado, porque ele fala um pouquinho
sobre a política externa dos Estados
Unidos para a América Latina de maneira
muito sintética aqui um papo importante,
tá? Vamos lá.
Estados Unidos e América Latina na
ascensão do populismo de esquerda
latino-americano, anos 2000. Isso aqui é
importante porque vai dar o quadro pra
gente poder falar da da Venezuela.
Nesse início dos anos 2000, durante o
período da administração republicana,
republicana no nome do partido, né? Mas
tudo bem, de George W. Bush, a América
Latina, devido aos eventos acima
mencionados, apresentava interesse
relativamente menor aos Estados Unidos,
né? Estados Unidos estava mais
preocupado em quê? No Oriente Médio e
catar petróleo lá. A América Latina
ficou um pouquinho quieto, virou ali um
espaço relativamente mais sossegado
depois de tantos conflitos durante a
segunda metade do século XX.
pós ditaduras, essa coisa toda. Ah,
ganhamos o jogo aqui, teve a
redemocratização, globalização, não sei
o que lá vão pegar petróleo lá no no
Oriente Médio. E a América Latina teve
um respiro, vamos dizer assim. Quer
dizer, o país não necessitou mobilizar
recursos crescentes para manter a área
atrelada à sua esfera de influência, tá?
os primeiras anos, os primeiros anos ali
de neoliberalismo e globalização e
pós-redemocratização.
De fato, não havia nenhum poder
contrahegemônico que puder pusesse em
perigo a tácita liderança do país para a
área. As prioridades dos capitais
estadunidenses estavam asseguradas
economicamente, havia muito mais
abertura comercial e financeira. Na
América Central, os movimentos
guerrilheiros estavam extintos porque
foram massacrados e seus antigos
líderes, Daniel Ortega na Nicarágua, por
exemplo, convertidos ao jogo da vida
democrática.
O México vinha de uma administração de
Vicent Fox, que era antigo executivo da
Coca-Cola. Esse foi os anos 90 no
México. Argentina e Brasil conheceram
anos sucessivos da administração
neoliberal em Menem e Menem na Argentina
e e Fernando Henrique Cardoso aqui no no
Brasil. Eleições presidenciais eram
realizadas em todos os países com
vitórias sucessivas de centro direito.
Foi os anos 90, gente, e início dos anos
2000. Bem comercio, com exceção da
Colômbia, as ameaças ao estado
democrático haviam sido abafadas. Em
nenhuma das na em nenhuma das nações
detinham o poder militar, em especial
nuclear, que ameaçasse os Estados Unidos
ou algum dos seus aliados, maiormente
Japão, Israel e países da Europa
Ocidental, que nem tem como, coitado do
nosso continente.
Nesse contexto de atenções voltadas para
o Oriente Médio e rechaço popular à
consequências econômicas do
neoliberalismo, a conjuntura política em
muitas nações latino-americanas
modificou-se. Esta mudança expressou-se
na eleição pelo voto popular de
presidentes de partidos críticos. das
medidas neoliberais. Uma série de
governos de orientação de centroesquerda
foi eleita em meados do primeiro quartel
das décadas de 2000 ou ao longo da
década.
Hugo Chaves Frias, as tendên de
tendências nacionalistas, foi eleito em
1998 pelo movimento Quinta República.
Luís Inácio da Lula da Silva foi eleito
em 2002 pelo Partido dos Trabalhadores,
opositor ao Partido da Social-Democracia
Brasileira, Partido artífice do
neoliberalismo e aliado às forças
políticas mais conservadores. Nestor
Kner foi opositor ferrenho dos militares
e peronista de esquerda.
foi eleito pela Frente para Vitória em
2003, derrotando Carlos Menen. Carlos
Lagos, antigo opositor do general
Pinoch, foi eleito em 1999 para o
Partido Democrata.
Eh, Evo Morales na Bolívia foi eleito
pelo movimento ao socialismo em com 54%
dos votos em 2005. No Equador, Rafael
Correa foi eleito presidente em 2006
pelo movimento pátria autana,
declarando buscar a revolução cidadã,
iniciando alianças com Gutaves Nestor
Kishner no âmbito sul-americano. Em
2009, Pepe Morrica, ex-guerrilheiro do
Tupamaro, foi eleito no Uruguai pela
Frente Ampla. As ondas de progressismo
de esquerda, né, minha gente? Então,
vamos lá que o bagulho tá indo doido,
né? Tudo bom? Vamos lá. Vamos lá. Vamos
lá.
Esta
vaga de líderes que expressavam
descontentamento popular, ainda que pela
via pacífica do voto,
ã, era uma possível consequência do
modelo de democracias que os próprios
Estados Unidos oficialmente patrocinavam
na área. Lembre disso, mais uma questão.
A gente teve aqui uma onda de centro de
esquerda por via democrática, burguesa,
liberal própria que os Estados Unidos
defendeu. Ou seja, gente, mais uma
contradição que os caras criam a própria
cova.
Mas a política externa norte-americana
não os podia ver eh ver com toda
simpatia, já que tais líderes passaram a
declarar publicamente preocupação com a
autonomia nacional, no fim do
neoliberalismo, da integração regional e
até mesmo o socialismo do século XX,
especialmente no caso da Bolívia e da
Venezuela. Na América Hispânica, o grau
de radicalidade das medidas superava
muito o brasileiro, tal como pode ser
visto pelo tratamento dado aos militares
argentinos responsáveis pela repreção
ditatorial. Eh, diferente daqui, né, lá
teve eh diferente daqui na na Argentina
não teve anistia geral ampla que lá ou
pelo enfrentamento dos meios de
comunicação conservadores por Rafael
Correa. De toda forma, tais
administrações obtiveram bons
entendimentos pela administração Lula,
sendo talvez o maior exemplo disso o eh
rechaço por alguns destes presidentes
recentemente eleitos no ao projeto da
ALCA em Mar del Plata em 2005.
Ali a oposição corajosa e notável de Nor
Kitchner, W Bush, AW Bush se destacou,
que foi quando a alca caiu, né? O Bush
tentou fazer a alca e deu errado.
Paralelamente, este mesmo presidente
iniciou trabalhos para o aprofundamento
da integração regional latino-americana,
no Sor Kner, né, com medidas ao
favorecimento ao Mercosul e depois da
criação da chamada UNASSUR, União de
Nações Sul-Americanas, que nunca
aconteceu, infelizmente, em 2008 foi
destruído o projeto. Depois dos golpes
aqui, né, que aconteceram, a UNASU,
eh, cuja carta constitutiva fazia
menção, as declarações de Cusco 2004,
Brasília 2005, Cutiabama 2006,
apresentavam objetivos muito mais
extensos que o Mercosul. Este nasceu
originalmente do fito das montadoras
automotivas para diminuir os efeitos da
crise econômica da década de 80. A
interpretação dos criadores da UNASU era
de que mesmo que o Mercosul guardasse
potenciais estratégicos, este permanecia
essencialmente vinculado a objetivos
comerciais distritos, sendo incapaz de
veicular mais extências, integração das
áreas. Então, pronto. Importante aqui é
dizer, tinha um grande projeto de união
da América do Sul e tinha um projeto em
curso e isso é uma ameaça aos Estados
Unidos, obviamente. E quem mais foi
veemente nesse enfrentamento dos Estados
Unidos? Foi um tal de Hugo Chaves,
certo? Foi a Venezuela.
Beleza, deixa eu pular mais para baixo
porque aqui vai viram vários movimentos.
Tal, tal, tal, tal, tal.
Veja-se o caso da Venezuela. Vamos lá.
Venezuela. Dada a restatização da PDVza
por Chaves, seu discurso de integração
regional e crítico do imperialismo e as
medidas que, segundo aquele governo,
buscavam iniciar o socialismo do século
XX, nacionalizações, expropriações
oficiais, etc., não seria natural
esperar que o governo norte-americano
nutrisse por ele simpatias políticas.
Óbvio que não. Você tá enfrentando os
Estados Unidos, tá fazendo uma
discurseira de autonomia, você vai
provocar o bichinho com vara curto.
Ainda que evidentemente isso não pudesse
ser oficialmente declarado. Você não vai
dizer que você vai invadir um outro
país, que outro país é um problema, você
vai ter que inventar desculpa, porque o
a Venezuela não tava fazendo nada
errado, não tá cometendo nenhum crime.
Então você vai ter que inventar alguma
desculpa para poder interferir nesse
projeto. De fato, o Departamento de
Estado, em seu endereço oficial, assim
descreve os eventos que levaram à
tentativa de golpe contra Hugo Chaves em
2002, durante a qual, por algumas horas,
o empresário Pedro Carmona foi em
episódio lamentável empossado presidente
por militares e empresários opositores
de Chaves. Em 2002 teve um golpe na
Venezuela depois dessa da estatização da
PDVza, depois de você começar um projeto
nacionalista na Venezuela, no primeiro
final, no primeiro mandato do Chaves,
você tem um golpe. 2002, Chaves é
deposto,
é levado para uma prisão
e
por dois dias o Pedro Carmona, que era
um empresário, vira presidente da
Venezuela. E por que por dois dias?
Porque dois dias depois, ou em 48 horas,
o povo foi pra rua,
os militares
chegaram sentando o reio prol do Chaves
e botaram ele de volta na presidência.
Simples assim.
Você
pessoa que talvez acompanhe esse
conteúdo e não tem ideia disso, é esse o
nível de apoio ao xavismo que rolou.
Isso não é uma coisa simplória, isso é
uma coisa muito forte. a população ir
pra rua
para botar o presidente de volta
e os militares apoiarem esse movimento.
Uma parcela considerável de militares
também fazer isso. Botaram um tanque de
guerra para tirar os Chaves da prisão.
Os caras foram para cima e botaram chave
de volta,
entendeu?
É uma doideira, cara. Se um país que
passa por isso, você não tem uma
população desmobilizada, ao contrário,
tem a galera ali que tá doida para
defender o processo.
Eu vou pular a nota gringa aqui que ela
tem, apesar de ter coisas interessantes,
ela é menos importante, né?
H
pronto. Nesse contexto continental, de
modo geral, mais favorável politicamente
aos movimentos sociais e organizações
progressistas, golpes ou tentativas de
golpe continuaram ainda assim ser
frequentes na América Latina, denotando
a fragilidade das instituições
democráticas, o poder das forças
conservadoras e a força eh das demandas
internacionais. Então, muitos países vão
sofrer golpe, vão sofrer tentativa de
golpe, inclusive na Venezuela de novo e
de novo e de novo e tal e tal e tal, tá?
Eh, deixa eu pular aqui que fala sobre
os Estados Unidos, a influência dos
Estados Unidos em golpes na América
Latina. influência dos Estados Unidos em
golpes. Isso aqui seria interessante da
gente rever porque continua sendo uma
participação considerável dos Estados
Unidos interferindo na região, mas
indiretamente, não diretamente. O que
aconteceu recentemente foi diretamente.
E fazer essa recuperação histórica
mostra que o interesse dos Estados
Unidos de maneira nenhuma. Nunca foi e
nem será democracia, direitos humanos,
liberdade, coisa nenhuma.
Esse histórico que tá sendo contado, que
eu tô pulando 300 páginas aqui, é só
exclusivamente para você entender
que, apesar de estar num processo
democrático, de marcha da autonomia dos
povos, com apoio popular, os Estados
Unidos continuam tentando dar golpe,
continuam tentando derrubar e a
Venezuela acaba sendo um termo chave,
uma posição chave. Tudo bem? Então, é
importante aí da gente a gente fazer
isso aí.
Eh,
isso, esse documentário aí,
documentário, a revolução não será
televisionada. Muita gente não sabe
disso, cara. E tem aquele documentário
sobre o golpe. É esse aqui que o nosso
querido Bordono comentou. A revolução
não será televisionada. A galera foi pra
rua, mano. Botaram Chaves de volta no
governo. Uma das das cenas, deixa eu já
comentar com vocês aqui, uma das cenas
mais impactantes para mim, quando eu
comecei a entender o que era a América
Latina, comecei a entender, tava na
faculdade fazendo filosofia, comecei a
entender algumas coisas, comecei a
conhecer mais. Uma das cenas mais
impactantes para mim foi o dia da posse
do Maduro.
Cara, foi um bagulho impactante para
mim.
Chaves falece,
eh, Chaves fica muito doente, né? Depois
ele morre e tal. Mas o Maduro um dia que
ele vai tomar posse.
Cara, o dia que o Maduro foi empossado
foi um dos dias que eu fiquei mais
impactado do que era uma mobilização
popular. Vocês podem procurar no Google
isso. No Google, no YouTube. Vai no
YouTube. Depois posse do Maduro. Posse
do Maduro 2013,
2012. 2013. Eu sou ruim com data. Acho
que é 2013.
Maduro tá num palco.
Gente, vejam esse vídeo, é
impressionante. Maduro tá num palco,
tá com a Constituição na mão
e tem um mar de gente na rua assim,
o horizonte infinito de pessoas que vão
participar da posse do Maduro e todas
com a Constituição na mão.
daqui da Constituição, na mãos.
O povo jura,
falando pro Maduro, faz o juramento de
posse do Maduro
e o Maduro responde.
Cara, isso foi impactante para mim e eu
vi na TV aberta, tá? Não é que foi numa
TV super especial,
as pessoas
faziam o juramento e o o Maduro cumpria.
Simbolicamente isso é muito forte,
velho. Aqui pra gente ter noção do que é
o o bolivarianismo,
do que é o xavismo. O Maduro não é um
cara carismático, não é um cara de
grande apoio popular, não fala também, é
um maluco meio esquisito até, mas pense
nisso. O povo tá na rua com segundo com
a Constituição na mão. O Maduro da
Constituição na mão. O povo fez o
juramento e o Maduro, o Maduro cumpriu.
A galera, mano, a galera falando,
prometo, prometeá,
pá. Aí ele assume o posto como
presidente. Não foi só uma eh
referendação popular dentro da
Assembleia Nacional. foi na rua com mar
de gente, velho. Mar de gente.
Essa é a força do xavismo. Essa é a
força do bolivarianismo. É uma forma o
bagulho, cara, você passa por esse tipo
de experiência, é um negócio muito
louco, tá ligado? E não significa que é
90% de provocação, todo mundo é a favor,
não. Conflito interno, treta, os
empresários venezuelanos, especialmente
do setor de petróleo, porque só tem
petróleo na Venezuela mesmo, doido para
derrubar o governo, todo para retomar as
empresas.
Mas é essa força aí. Você tem militar,
um apoio popular considerável,
especialmente da população mais pobre, e
um projeto nacional ali que fica
enfrentando o imperialismo e escaba num
painho ali bem tenso. Então, cara, é
muito forte, é muito forte, é um bagulho
muito forte. E assim fica a recomendação
de conhecer a Constituição Bolivariana
da Venezuela, tá? São cinco poderes, não
são três.
Ou seja, aumenta estrutura estatal.
Comunas, que são unidades locais e
territoriais de tomada de decisão
populares, civis, mas que t autonomia
sobre gestão de recursos. Ou seja, você
fortalece gente nas comunas, tem
formação de quadro, tem formação
militante nesses espaços ligados a
estrutura eh a estrutura do do estado
bolivariano, mas que são relativamente
autônomas, estão territorializadas. Você
tem as brigadas, que são formações de
milícias civis, civis
que também tem formação militar, ou
seja, passam por um treinamento, fazem
parte de um braço militar de defesa, de
resistência bolivariana, mas são de
civis, não de militares de carreira. Aí
você teve eh
aumento do incentivo do poder e da
estrutura militar por parte do xavismo
para ganhar apoio dos militares. Melhora
salário, melhora equipamento de
trabalho, garante carga oficial, garante
garante posições, traz os militares para
perto. Chaves era militar também. Então,
cara, é uma estrutura muito forte. E eu
tô comentando isso porque é uma
estrutura forte, não é para dizer: "Olha
que legal, que bonito". É para entender
o que que é, porque a galera fala da
Venezuela sem saber o que é a Venezuela,
sem saber o que é o bolivarianismo, sem
saber como é que a Constituição
bolivariana, os cinco poderes lá
existentes, como isso aumenta o poder de
participação popular, como isso aumenta
também a força dos militares, que também
mantém estrutura de poder e de
repressão, não tem como negar isso, tem
repressão, tem estruturas sim de de
manutenção da ordem, inclusive sobre
essa relação imperialista que a gente
tava comentando agora. Ou seja, são
muitas coisas para você entender, para
você dar um julgamento, para sair
dizendo: "Ah, tá errado, tá certo, não
sei o que lá". Entendeu? Então vamos
entender primeiro. E aí, para isso eu
quero mostrar de novo a tela. Pera aí.
Limpa aqui.
Tá de boa.
Muito obrigado.
Uh.
Ai, ai,
eu era adolescente, não tava entendendo
toda essa comoção com a morte chave. Só
depois fui pesquisar. É, mano, mas é
doideira, pô.
Eu acho que foi por isso sequestar
armadura. Ixe, bom, aí depois a gente
faz mesmo. Mas é doideira, né, Bruno?
qualquer país capitalista que desenvolva
suas suas forças produtivas acabe
inevitavelmente sendo imperialista
devido à necessidade de ter mais e mais
recursos para fomentar a produção. Não,
mas aí a gente já fala sobre isso, não.
Sim, a Shin B é um discurso maravilhoso
e ela conseguiu vixe, aquilo ali também
é simbolicamente muito forte, cara. A
estratégia do da do Morena no México é
sensacional assim, mas um fica para
outro dia.
Eh, conversei com a galera lá do
Mexicana no ano de no dia tava próximo
do dia de eleição da Shin eu tava com os
mexicanos num curso de formação
militante
e aí a galera tava doida para para sair
logo que queria chegar a tempo de votar,
né, no México. E foi bem interessante. A
gente tava em outro país. Mas vamos lá.
Eh, deixa eu compartilhar um outro
treino com vocês. Que acontece, a
Venezuela táem, a Venezuela, além de
tudo isso, ela só tem uma coisa,
petróleo.
A Ven Venezuela ela tem petróleo. É o
que ela tem.
Ela produz petróleo.
Papé higiênico, sei lá, tem que
importar. Cova de dente vai ter que
importar. Ela depende do petróleo. Ela
não tem indústria nacional além de
petróleo, velho. Se você é sancionado e
não pode comercializar com mais ninguém,
que é o que acontece com a Venezuela a
partir de 2015, você tá muito lascado. A
Venezuela passa a sofrer sanções de não
poder participar de comércio
internacional, de ninguém poder
transacionar com ela, de não poder
vender o petróleo, essa coisa toda. A
partir de 2015 aí, meu irmão, como é que
você faz para superar isso? mesma coisa
que faz de embargo em Cuba. Você isola
uma ilha do resto do mundo, você espera
que ela sobreviva como? Numa sociedade
moderna, com industrialização e tudo
mais.
Então, a partir de 2015, a Venezuela
sofre muito. Venha em ascensão.
Ó,
2015, sanções, embargo,
administração Obama. Tá, mas vamos lá.
Ah, Bruno, mas aí é essas desculpinhas
de comunista que fica dizendo que tudo é
culpa do imperialismo, seu comunistinha.
É, eu sou inevitável essa minha queda
por isso, né? Eu vou dar um Google aqui
para ficar mais fácil, pra gente achar
as coisas mais fácil.
Google, em suspeito, Google, responda
para mim.
Em que ano começaram as sanções contra a
Venezuela?
As sanções estadunidenses contra a
Venezuela começaram em março de 2015.
Março de 2015, primeiro trimestre de
2015, quando Barack Obama, presidente
dos Estados Unidos, as apresentaram
colocando a Venezuela como uma ameaça à
segurança nacional.
A Venezuela é considerada uma ameaça à
segurança nacional dos Estados Unidos. E
aí ela começa a ser sancionada no
primeiro trimestre do ano da graça de
2015.
Quando você é sancionado e impedido de
fazer comércio com o resto do mundo,
adivinha o que acontece com a sua
população,
com acesso que ela vai ter a bens de
consumo. Você não produz nada, você
depende do que você traz de fora. Você
só tem petróleo.
Que não sei se você sabe, não dá para
comer petróleo. Não sei se vocês têm
essa informação. Se vocês tm essa
informação também, não dá para você usar
petróleo para poder sair quentinho no
dia frio. Você não consegue vestir
petróleo.
Não sei se você já pensaram sobre isso,
né? Então você depende de trocar esse
petróleo por alguma outra coisa. Para
isso existe comércio internacional, né?
E aí, queridos amigos, queridas amigas,
gente querida do meu coração,
acontece isso aqui, ó.
Esse mapinha aqui, esse gráfico, né?
Esse gráfico que a gente tem aqui,
gráfico de renda per cápita da
Venezuela. Renda per cápita, tá? Renda
per cápta, renda por pessoa.
Pra gente entender o que aconteceu com a
população da Venezuela.
Em 2000
15
está aqui,
vem o quê?
A sanção, o embargo. Aqui é 2015. Vocês
estão vendo o meu cursor? Acho que dá
para ver, né? Aqui é 2015. Ó o que
acontece com a renda per capita.
Alguém pode discutir dados comigo aqui?
Um minutinho. Isso aqui foi uma decisão
do governo venezuelano?
Isso não. E tem toda a razão, Rubens. Aí
a renda per capita ainda é ruim para
medir o impacto população mais pobre.
per capita aqui é jogando assim, gente,
se a gente pegar e distribuir a renda
pela galera, pela população, é isso que
acontece. Ela pelo menos reflete a a
perda de capacidade de comprar, de
consumir, de viver, de sobreviver, de
subsistir.
Imagina no geral. É, meu amigo,
eu selecionei esse gráfico
especificamente para entender. A partir
de 2015, você tem uma sanção, é isso
aqui que acontece. Embargo não é
brincadeira.
E aí um estado
que é os Estados Unidos embarga por sua
livre espontânea vontade
um país inteiro e joga a população nessa
situação.
Aí alguém fala: "Ah, então tem que mudar
o regime porque é o que os Estados
Unidos tá pedindo." Por quê? Pera, pera
aí. Eu vou aceitar uma um uma chantagem
pior. Eu vou aceitar uma pressão dessa.
O cara bota a arma na minha cabeça.
Tipo, que que isso, gente? Isso aqui não
tem lugar, velho.
>> Isso não tem lugar, velho. E não existe
nenhum nenhum
grau de racionalidade para você aceitar
que uma sanção, que um embargo seja
aceit seja razoável, seja aceitável,
seja Não, não existe, gente. Eu eu não
consigo achar palavra para isso aqui.
Certo? Então assim, a queda é brusca, é
bizarra. A galera entra n aí começa a
ter obviamente migração em massa.
Migração em massa porque você tá
lascado, mano.
Isso. Exatamente. Rub. Tem tanto que tem
a ver com os venezolanos tiveram que
sair de lá porque para procurar a melhor
condição. Os mais ricos da Europa, os
mais e migros para dentro da América. É
isso, é isso, é isso, é isso, é isso,
isso. Nós próprios tem que fazer isso.
Pró tem que fugir, cara. Tem que sair.
Não tem o que fazer. tem que sair.
Beleza?
Então assim,
isso não é pouca coisa. A partir de
2015, com as sanções, com embargo,
acontece essa queda abrupta.
Não é pouca coisa. Em 5 anos, mano, você
vai para um nível bizarro aqui de de meu
Deus do céu. E aí começa uma recuperação
a partir de 2020. Não sei se vocês estão
vendo aqui, ó. Tá em recuperação. A
Venezuela tá em recuperação. Nos últimos
5 anos. O PIB da Venezuela foi o que
mais cresceu na América Latina, tá?
Os maiores crescimentos é o da
Venezuela.
Tava em crescimento, tava em
recuperação, tá em ascensão. Vem essa
insanidade que aconteceu agora. Tudo
bem?
Então assim, para começar o papo é: não
existe justificativa razoável para você
meter um país num embargo. E não é
porque o mundo decidiu, não é porque
houve uma grande comoção, não é porque o
povo venezuelano foi lá e falou: "Por
favor, Estados Unidos, impeça a gente de
sobreviver". Não, os caras fizeram por
livre, espontânea vontade em seu
processo imperialista, porque
consideraram a Venezuela um um país de
de de que ameaça segurança nacional. E
pior, quando teve a tentativa de botar o
Guidó como presidente, aquela tristeza
que aconteceu, por exemplo, a Venezuela
tem quase 2 bilhões em ouro, reserva em
ouro, que tá num banco britânico na
Inglaterra. Era uma reserva que você
tinha. O branco, o o branco atalho, o
branco que também é branco, saqueou. Ele
simplesmente pirateou,
bloqueou o acesso da Venezuela seus a
sua própria reserva e disse: "É nosso".
Aí a justificativa na época, isso foi em
2018. A justificativa na época é porque
nós reconhecemos o Guaidó como
presidente. Não, Maduro, passa um tempo,
não reconhece mais o Guaidó como
presidente. O próprio banco assume isso,
mas não devolve o ouro. Os caras
roubaram,
entendeu? Não existe, não existe
justificativa, gente. Desculpa. É assim,
esquece, cara. Não existe justificativo.
Não existe justificativo.
Simples. Simples assim. Simples assim.
Então isso acontece na Venezuela, tá?
Então a Venezuela após embargo acontece
isso.
Essa é a condição. Você brasileiro,
brasileira, humano, humana que está
nesse mundo, você está em qual posição
no planetinha?
A de quem põe embargo ou a de quem sofre
com embargo?
Embargo é legal. Ser chantageado é
legal? Ser ameaçado é legal? Me parece
que não.
Nessa conjuntura e nessa análise que a
gente tá fazendo desde o comecinho da
nossa live aqui, no teu lugarzinho, que
que você acha que é uma ação de bom
senso?
Você é a favor de embargo ou contra?
Você é a favor de que um país porque tem
arma decida sobre os outros ou contra?
Você é brasileiro, lembra disso?
Brasileira, tá?
OK.
Sigamos mais um pouquinho
aqui, minha gente,
é um outro mapinha, outro outro mapinha,
outros dois gráficos
são a participação dos países no débito,
na dívida, na dívida global. Então,
participação de países na dívida global.
E alguém pode falar que é um problema
econômico, é que a Venezuela tem uma
péssima administração econômica, que nem
o Brasil. Brasil fica fazendo dívida aí,
o estado não é austero,
o estado não sabe administrar, é por
isso problema lá é problema econômico.
Isso aqui é a participação na dívida
global, tá?
Quem é o país que mais contribui paraa
dívida no mundo, né, que gasta mais do
que deve
do ponto de vista de quem fala sobre
austeridade,
tem uma bandeirinha aqui, não sei se
vocês conseguem ver. Vou dar zoom que
talvez fica mais fácil de enxergar.
Me parece que aqui são umas estrelas
branca, umas listra que é os Estados
Unidos, né? A participação na dívida
global de 34.55%,
mais ou menos 36 trilhões de débitos do
estado
dos Estados Unidos, né?
E aqui tem um comentário legal, né? É, o
débito é mais do que o dobro do segundo
maior país com maior débito que a China,
que tá logo aqui do lado, ó.
Me parece que não é questão bem de
controle econômico, não é? De de
austeridade, de má administração. Tem
outras coisas que estão mesmo. É, é a
bandeira de Cuba, se não me engano.
É, pois é, né? Eles tiram pouca vantagem
da do do dólar mandar no mundo, né?
Pouca pouca vantagem. Ao mesmo tempo,
esse país que tem essa dívida bizarra,
né? Mais um pontinho importante pra
gente observar, conjuntura
aqui, ó. Distribuição de milionários no
mundo, tá? Em dólares,
onde tem mais milionário.
38% dos milionários estão nos Estados
Unidos.
esse país aí. Eu acho que tem muita
gente com poder lá, né? Com bastante
dinheiro, com bastante recursos, fazendo
dinheirinhos
e que deve ter bastante interesse, né?
38%, o segundo é da Europa Ocidental,
né?
Eh, que doideira,
que doideira.
Mas por que que eu tô destacando também
esses milionário concentrado nesse país
aqui? Porque a gente tem que olhar quem
são esses milionários e os mais
milionários dos milionários.
O ranking aí do pessoal mais rico que a
gente tem no mundo, os 10 mais ricos,
quem são? Onde estão? Quais os seus
interesses? Vamos observar nessa
conjuntura.
Os 10 mais ricos são praticamente dos
Estados Unidos. Tem um francês aqui cujo
ramo é de mercados, né, de bens de
consumo,
que é o Bernardo.
Bernard
é o único que destoa os 10 mais ricos do
resto aqui, né? Não, ali é só ali é
milionário. Agora a gente vai pros
ricaço, bi. Agora a gente vai pros bi
bilionário no caso, né? Eh, o primeiro é
Long Musk. Qual que é a indústria dele?
Ah, é da indústria de tecnologia.
Hum. Quem o Musk apoia hoje nos Estados
Unidos? Lembrando aquela análise que a
gente fez de conjuntura ali do de quem
apoia o Trump hoje, né?
Qual será o interesse do El Musk como
indústria de tecnologia de ponta? O que
que ele precisa para continuar com a
indústria dele funcionando? Ter
autonomia e ter poder sobre quais
recursos?
Não, vamos ver o segundo, né? O Jeff
Bessus, cuja indústria nos Estados
Unidos também é de tecnologia. Será que
ele precisa? Quem será que ele apoia?
Qual são o interesse que ele tem? Será
que ele tava naquela foto da posse do
Trump?
Não lembro, né? Que que será que esse
cara precisa? O Bill Gates tá aqui em
quarto de do ramo da indústria de
tecnologia.
Que que esse cara precisa também, hein?
Caraca, mano. Eu não sei.
Ah, tem o Mark Zuckerberg, aquele cara
legal do Facebook, começou na garagem,
né? Só que não.
Tecnologia também. Caramba, que que
moço, que interessante. Muita
curiosidade, né? Vamos pro número seis.
Larry Page de tecnologia da Google.
Caramba, mano. Ah, é. E tem o Sergey
Brain também de tecnologia da Google. O
Balmer que também é da Microsoft,
Ison Tecnologia Oracle.
É praticamente isso mesmo. Aquela foto
da posse do Trump. É isso. E essa
indústria precisa de território. Essa
indústria precisa de controle sobre
determinados insumos, determinadas
materiais de matériaspras. E esse
controle sobre mercado, sobre comércio
internacional, sobre regras tranquilas,
né?
Este mercado livre em que as mercadorias
dos capitais podem circular, se tiver
alguém que oferta melhor, que oferta
mais, eles perdem. Então, não pode ter
liberdade, não pode ter liberalidade,
tem que ter controle, não pode mais
defender a ordem internacional do
comércio mundial global tranquilo,
Organização Mundial do Comércio. Não
pode ser livre circulação de capitais,
não pode ser livre nada disso. Por quê?
Porque isso atrapalha o próprio projeto
dos bigtechs, de quem é mais rico nesse
planeta, porque o que importa é
indústria de verdade, não é ficar
fazendo especulação financeira. 2008
mostra que isso tem problema e essa
galera agora está lutando para manter
sua posição, para extrair e espolhar o
máximo possível. E aí Trump sabe que ele
não vai conseguir pegar terras raras da
Ucrânia que tá lá na casa do chapéu.
Sabe onde ele vai pegar? No Brasil, na
Venezuela.
na Bolívia vai buscar lítio.
Por isso que tá falando do hemisfério, o
tal do hemisfério ocidental que ele tá
dizendo. É isso que interessa.
É isso que interessa.
Isso. Al que doido para ter Bolívia, pô.
Maluco para ter isso.
Maluco, maluco para ter isso. A boa
notícia é que a China tá despontando
esse ramo é boa e não ao mesmo tempo,
porque aí é você ameaçar mais uma vez
esse paízinho que gosta de sair tacando
terror. Os o Trump tá liderando, porque
não é o Trump, né? Os Estados Unidos,
esse grupo de capitalistas da BigTech de
capital nacional, nacionalista que
precisa de controle estável sobre os
bens para continuar produzindo, essa
galera quer desarticular o resto do
planeta. É Estados Unidos contra o
mundo. Se precisar rifar aliado, eles
vão rifar aliado, porque eles precisam
de controle. Eles querem controlar a
Groenlândia por questão estratégica e
eles vão sim tentar controlar aquele
território. Precisar rifar a União
Europeia, vai União Europeia paraa casa
do chapéu. Por isso que eles vão
entregar o o o Europa Oriental. Fica com
quem quiser aí, seis que se virem. A
OTAN não dou mais um dinheiro para OTAN.
Seis que se virem. Essa estratégia é
garantir o controle sobre os recursos
que estão ali próximos, porque é uma
questão territorial, estratégica, não é
agora um sonho, não sei o que lá de
grandes conspirações, é bem prático e
bem pragmático para poder manter a
indústria de Pitechc na ponta e a
centralidade dessa economia no centro do
mundo, precisa dominar o resto,
certo? Então é, é isso. Então vai
tensionar a ordem global ao máximo, a
ordem internacional ao máximo. E qual
que é a posição dos outros países?
Defender a ordem internacional. E isso é
óbvio. A grande crise hoje é isso, que
os bricks precisam defender a manutenção
da ordem internacional, porque sem isso
é militar. E militar ninguém aguenta,
porque esses caras gastam trilhões e
trilhões e trilhões para porcaria
nenhuma, para um capital improdutivo que
é bomba, que é arma.
A a tensão está nesse jogo, em você ter
que defender a ordem internacional sem
se submeter às vontade dos Estados
Unidos. Então é um tempo de é são
estratégias de ganhar tempo.
Estratégia de ganhar tempo e de entender
que as agressões vão continuar porque
eles vão continuar tenscionando e se
precisar rifaliado eles vão rifaliado.
Groenlândia e Canadá que fica esperto.
Groenlândia que é um território da
Dinamarca. Ou seja, Dinamarca e Canadá
que fiquem espertos.
E aí você brasileiro, brasileira que não
tá entendendo isso, vai falar: "Mas você
também aí não fica no Só pode criticar o
Trump se você criticar também o Maduro.
Não seja burro. Você acha que você tá em
que lugar no mundo, minha criatura? É
uma análise do que tá acontecendo para
saber qual é a ação que dá o mínimo de
vantagem para você, para você não se
lascar.
Nessa hora, por um bom senso, é condenar
imperialismo e condenar a invasão
estadunidense, defender a ordem
internacional, soberania dos povos. É
óbvio. Ah, mas eu não gosto do Não
importa do que você gosta, do que você
não gosta. Não é uma questão moral e
abstrata, é uma questão real, efetiva,
pelo amor de Deus.
Então, pelo amor de Deus, né?
Mas como manter a hora internacional? Aí
que tá. Esse é o jogo de paciência, de
estratégia que a galera tem que ter.
Essa é a vantagem e a grande força de um
grupo como os bricks,
porque ao mesmo tempo que os Estados
Unidos tá agredindo e intencionando,
essa galera também tá se articulando, tá
buscando meios, tá buscando conexões.
Então é um tempo de tensão em que você
dentro do relógio que tá correndo cada
vez mais rápido, tem que se organizar
para conseguir novos acordos
internacionais, novos tipos de meios de
trabalho, de função. É óbvio que os
Estados Unidos vai ameaçar e vai
continuar ameaçando, mas tem uma coisa
que eles não conseguem atacar todo mundo
ao mesmo tempo, inclusive destruir as
condições deles mesmos se manterem e
eles conseguem fazer isso. Mas aí tem um
outro ponto e tem um último ponto
importante também. Essa pressão
internacional, ela não influencia Trump
e sua Trup, mas influencia a população
dos Estados Unidos.
Hoje tem uma batalha. Deixa eu até sair
daqui.
Deixa eu sair daqui. Eu já volto aqui
pro pro nosso
uma parte caraçar é uma parada muito
importante, muito importante, muito
importante mesmo.
Hoje
a luta pela pressão internacional pelos
Estados Unidos não é para frear Trump,
não é para fazer com que esses
capitalistas canal nacionalista que
estão tudo na base de apoio dele, parem
com seu projeto. Isso é impossível. Eles
não vão parar.
A pressão internacional e essas
mobilizações é para influenciar a
população dos Estados Unidos. É uma
batalha por mentes e corações da
população estadunidense.
É essa galera que precisa ter o
coraçãozinho mobilizado, porque é eles
que conseguem ou não derrubar o Trump,
independentemente da sua posição
política. A gente sabe que o que
sustenta um país com mínimo de
legitimidade é você ter apoio popular.
É, as batalhas são feitas, realizadas
pela população civil. Um estado se
sustenta a partir de sua organização
civil. São as pessoas que fazem e
acontecem. Então, hoje a crise interna
dos Estados Unidos é o grande é grande
buraco, a grande oportunidade que a
gente tem, a fissura que a gente pode
tentar infiltrar para conseguir ampliar
de alguma maneira uma base que seja
contra esse projeto imperialista. Hoje a
disputa por mentes e corações de
população estadunidense, dos americanos.
Se vocês acompanharem quando teve o
tarifaço
ou tarifinho, como é que foi a
entrevista do Lula, por exemplo, paraa
CNN gringa, ele não tava falando com
Trump, nem com a entrevistadora da CNN
gringa, ele tava conversando com a
população estadunidense. Ele tava dando
discurso e declarações pro povo que
fosse acompanhar aquela entrevista. E é
isso que nos interessa nesse momento. A
nossa saída é conseguir pressões
internacionais. Não porque o Trump para
que ele não vai parar. É a pressão
interna dos Estados Unidos. é ganhar
apoio popular para derrubada desse
canalha.
É isso. Hoje é a saída que tem, meu
amigo. É mobilização popular. A gente
não tem muito para onde correr, porque a
gente não tem arma para enfrentar esses
cara.
Simples assim. Então é isso. Hoje se é
isso que tem que fazer, pô. Então é
começa a treinar o inglês.
Começa a treinar o inglês para conversar
com a galera lá, pô. Ou o spanglês,
mano. Treinando is inglês aí. que a
gente tem que trocar ideia lá, certo?
Isso é importante.
É, isso é uma coisa importante. Os bic
tem que fazer isso, tem que trazer a
União Europeia para perto. Isso é fato.
Fato. União Europeia deve muito pro
Zeus, se não me enve, deve para caramba.
Deve a vida. Basicamente é isso. Tem que
ter a reforma do Conselho de Segurança
da ONU também. Aproveitar que os Estados
Unidos estão se afastando da União
Europeia. Opa, sem dúvida. São
articulações formais, mas são
articulações internacionais do resto do
jogo, cara. É o resto do time, entendeu?
O mundo não dá sozinho, né? A decisão
vontade de um só. Pô, gente, pelo amor
de Deus.
Melhor pro da R. Lógico que não. E a R
também nem quer se expandir mesmo.
Assim, tem um bom senso, tá? Tem
interesses ali nos balcanos, tal, mas é
paraa formação nacional. Acho que tem
interesse, mas não é interesse
expansionista para dominar o mundo, né?
Se vilão estadunidense só existe na
cabeça do estadunidense.
Torcendo pro Bernanders não morrer. Tô
torcendo para surgir novas gentes. Novas
a população ficar irritada.
É.
Exatamente. A gente só tem tinta para
pintar rodapé. O mundo só tem tinta para
pintar rodapé hoje.
A gente vai, cara, o pior é que assim,
pode parecer bobagem, mas é isso. É
pressão popular, cara, porque hoje é a
saída possível e viável.
Mas deixa eu mostrar mais umas últimas
coisinhas porque eu já tô extrapolando
meu tempo aqui. Inclusive, última
coisinha aqui, só a continuidade daquilo
que a gente estava falando. Deixa eu
ver.
E aí, pueblo?
A Nasdaq, né, da bolsa gringa, as
maiores companhias da NASDAQ.
Microsoft, tecnologia, Apple tecnologia,
Alphabet tecnologia. Amazon é
diversificado, mas tecnologia,
Nvidia, tecnologia, meta, tecnologia,
Tesla, tecnologia,
é indústria.
É indústria.
O interesse hoje dos Estados Unidos é
guiado pela indústria, pelo capital
industrial. E é importante considerar
isso porque ainda que fale sobre
neoliberalismo, tal, que o efeito que
ele teve, hoje a gente já tá numa
reorganização dessa brincadeira, tá?
E aí é a tese forte a qual eu tô jogando
aqui. Falar sobre neoliberalismo como
livre circulação de mercadorias, livre
circulação de capitais, não é a
estratégia que tá sendo adotada agora
por quem está no poder nos Estados
Unidos. A hegemonia estadunidense e seu
imperialismo não tá na linha de
neoliberalismo mais, meus amigos.
Ao contrário, esses capitais são
nacionalistas, são capitais
imperialistas,
não vou nem chamar raiz porque é pior,
né? É, é trágicos. são imperialistas
trágicos, porque primeiro eh ol cômicos,
talvez cômicos, trágicos, cômicos, já
não sei porque a frase do Marx lá, né,
famosa frase do primeiro como tragédia,
depois como comédia, depois como farsa.
Pronto, farsa. Farsa é melhor do que
comédia. São é um imperialismo farsante,
estranho, bagulho.
Ai, pai amado.
Então, meus amoros,
então, então
eu tô sofrendo, meus amigos, meus
amigos, minhas amigas, gente querida
que estamos aqui, estamos fazendo uma
análise ampla de conjuntura para
compreender qual deve ser a melhor
posição tomada pela gente, quais são as
condições favoráveis e não favoráveis.
hoje defender
soberania dos povos, a soberania da
Venezuela, denunciar o sequestro de um
presidente, o assassinato
em combate não declarado, ou seja, não
foi uma declaração de guerra, um
assassinato de oficiais nessa invasão,
nesse ataque estadunidense contra o
Venezuela, tá? Denunciar essa parada não
é uma questão de não, mas veja bem que
não tem. Veja bem, é olhar o quadro
geral, é olhar as relações que estão
vigentes, quais são os interesses dos
sujeitos envolvidos e você, humaninho,
brasileiro, brasileira, qual o interesse
que você tem nesse jogo no seu país, tá
posicionado onde nessa brincadeira?
Te afeta como? analise os efeitos
intencionais e não intencionais,
positivos e negativos, para não sair
fazendo grosélia, não sair declarando
que tem que bater no peito e se sair
gritando por aí porque a gente toma na
cabeça. E também não ser tipo
subserviente dos Estados Unidos, não é?
Contra o imperialismo, contra as
estruturas, defendendo soberania dos
povos. Autonomia, autonomia,
pelo amor de Deus. Os problemas de um
país são resolvidos pelo próprio país.
Tem que ter pressão internacional dentro
das regras internacionais. E isso hoje
do ponto de vista de que nos beneficia,
não é porque é moralmente legal, não é
porque é bom, não é porque é ético, é
porque as regras vigentes da Ordem
Internacional hoje nos beneficiam, nos
protegem pelo amor de Jesus Cristo e
protegem o planeta. Planeta para conta
desvairado que sai explodindo bomba por
aí.
Então, uma posta numa tentativa de força
para que se mantenha a soberania dos
povos para denunciar esse tipo de
ataque, para conseguir apoio popular
dentro dos Estados Unidos, para que esse
canalha seja deposto, porque a galera
trata ele como se fosse rei, tá ligado?
Seja no Brasil, seja na imprensa,
ah, ele faz o que ele quer. Não, meu
irmão, o povo decide se manter aquilo
ali ou não. E é pressão para derrubar
esse canalha. E é assim que funciona.
Isso não pode continuar assim. Simples
assim. Simples assim.
Não é joguinho entre reis, não.
Organização dos trabalhadores e das
trabalhadoras do mundo inteiro.
Trabalhadores e trabalhadoras do mundo,
univos, trabalhadores estadunidenses. E
o are the force.
É isso, meus amigos. Vocês t, vocês são
uma força, vocês têm que tacar o terror
e a gente tem que conseguir esse tipo de
apoio de mobilização. A pressão
internacional é para conseguir apoio
popular lá dentro para frear a
legitimidade das ações internamente para
pôr crise lá dentro porque isso é hoje
uma saída que tem. Hoje é exatamente
isso. Hoje tem que defender as regras.
Essa é a saída inteligente, certo?
Defender as regra. A regra do jogo tem
que valer. Ah, mas só vale em última
instância você tem arma. Sim, a gente
não tem. Mas essa parte a gente já sabe.
Essa parte a gente já sabe. Aí tem que
ter, obviamente, internamente, o Brasil
precisa de projeto cada vez mais
nacionalista, cada vez mais eh
preocupado com a soberania, com o
melhoramento do do exército, com
melhoramento das forças armadas, com
melhor capacitação produtiva, com tem
que jogar tudo isso e ao mesmo tempo
defender as regras internacionais,
defender o mínimo de direito
internacional. Óbvio, isso é óbvio.
Beleza? Eu acho que era isso. Foi legal
hoje, hein? Foi doideira. Espero que
tenha sido útil para vocês esse papo. E
a gente continua aqui, né, trazendo a
boa nova todo dia útil até a vitória
final. Vamos seguir o nosso papo aqui
todos esses dias. E o ano tá começando.
Animado. Animado.
Você acordou em depressão? Lembra que
você pode não acordar amanhã. Então,
melhor aproveitar o dia de hoje.
Desfrute,
desfrute do dia do ano, que nós tenhamos
um excelente ano, que a gente consiga
acabar com as bagaceiras e desgraças
desse mundo, que a gente consiga nos
libertar do imperialismo e que a gente
possa aproveitar cada vez mais cafés
unidos e unidas com amiguinhos e
amiguinhas. Tome seus cafés aí
coletivamente. Aproveita quem tiver de
férias para estar com gente que você
gosta. Cuide de quem você gosta,
permita-se ser cuidado e cuidada por
pessoas que vocês gostam e colocar o
pezinho no chão. Realismo é muito
importante. Deus abençoe. Que a gente
siga por aqui, né? Trazendo aí a boa
nova todo dia útil até a vitória final,
porque afinal aqui nós seguimos nova
todo dia útil até a vitória final.
>> Seguimos trazendo boa nova todo dia útil
>> até a vitória final. Não esquece de
curtir esse vídeo, comentar para palavra
por aí e tornar membro membra membro do
canal. Valeu, estamos junto. É nós. Deus
abençoe.
Que a gente siga aí. Cabeça em pé.
Semana que vem tem mais. Quarta-feira,
9:15 da madrugada. Valeu. Tchau. Beijo.

Tags: