🔴AULIVE: AS LUTAS RELIGIOSAS NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS SÉCULO XX E XXI [DO CRISTIANISMO]
04/02/2026
🔴AULIVE: AS LUTAS RELIGIOSAS NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS SÉCULO XX E XXI [DO CRISTIANISMO]
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Что? [música] >> [música] >> Pela verdade, [música] pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, [música] todo dia útil até a vitória final. >> [música] >> Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos pologia diplomada, [música] fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência [música] do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia [música] útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Pela verdade, pela vida, [música] pela luta popular, pela realidade, uma utopia. [música] Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouça nossa voz. O pressuposto [música] de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. [música] Ciência do mundo, luz. Testemunos ser da terra o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil [música] até a vitória final. Fé, [música] ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. >> [música] >> Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sol. [música] Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. >> [música] >> Bom dia, tudo bem? Como é que vocês estão? Bom dia, minha gente querida. Excelente dia pra gente trocar uma ideia sobre assuntos aí interessantes, críticos, problemáticos, tensos, se não somelier de religião, hein? Bom dia, Cléber Laur, como é você tá, meu querido? Tudo bem? Espero desejo que sim. Muito bem agora pela manhã. Prepara aí o cafezinho e bora papear aqui. Vamos mais. Bom dia, minha gente. O som, o som tá bom? Eu tô aqui soltando várias frases. Esqueci de perguntar. O som tá bom? Fala, Víor, meu querido Víor Wakai, como é que você tá, meu irmão? Boa. Bom dia. Bom dia. Excelente. Ai ai ai. Lá vamos nós para uma boa jornada hoje de resumir ou trabalhar um século em 2 horas no máximo. Então a gente vai tentar sobreviver aqui. Bom dia, querido Thaago. Bom dia para baristas e não baristas de todo o Brasil e que também estão em situação de Canadá. Porque normalmente o pessoal que acompanha a gente aqui que não tá no Brasil tá em situação de Canadá. Que coisa, não Canadá aqui sofrendo [música] ultimamente, né? Com o nosso excelentíssimo humano laranja, pessoalinha complicada, com projetinho estranho. Mas bom dia, bom dia, meu querido, como é que você tá? E aos baristas e não baristas, porque a gente sabe que tem gente que tá com nós que não é barista, não gosta de café, mas nós somos pessoas inclusivas. Nós aqui somos a comunidade inclusive, a primeira igreja barista do YouTube, que também tem a primeira igreja barista do WhatsApp, que é para quem é membro, membro, membro, membresia do canal. Então não esqueça ou considere ser membro, membro membresia aqui do canal para ter acesso a conteúdos exclusivos como cursos evangélicos e política no Brasil, marx religião, como fazer seu projeto de pesquisa, filosofia da libertação. Umas paradas aí que a gente pode trabalhar durante a nossa vida e que parece que são úteis, além de outros vídeos exclusivos, contando histórias, causos, fazendo algumas reflexões e então o pessoal tem bastante conteúdo aí para poder ficar maratonando por muito tempo. Gostar de ser membro, membra membro, membresia aqui do canal, porque o que sustenta o nosso canalzinho são os membros, membras, membros, membresia do canal. É isso que sustenta a gente. É um canalzinho pequeno, não tem tanto view, não tem tanto eh valor adquirido com AdSense, mas com membresia sim. Então, chega aí com a gente, ajuda, dá uma força e você ainda pode fazer parte ali do nosso grupinho exclusivo para você e todas as outras pessoas que também são membros, membras, membros, memeriz. Acho que vale a pena, é bem bacana. Chega com a gente, agradeço demais. Não esquece também de curtir esse vídeo, comentar para engajar, espalhar a palavra por aí, né? Sai compartilhando aleatoriamente. E tem esse lance que eu sempre esqueço de comentar também que é do hype, hype, o videozinho é um canal pequeno, a gente pode se ajudar, não custa nada, custa ter o trabalho aí de mexer o dedo ou de enganar o seu patrão enquanto você ouve em segundo plano o nosso papo aqui no canalzinho, seja a hora que você tá vendo, seja pela manhã, seja à tarde, seja à noite, seja durante o banho, sei o momento que você considera mais aprasível ficar ouvindo alguém falar, beleza? Ou na hora de dormir, né? Pode ser que minha voz dê sono, então pode ser isso também. Não esquece de curtir, dar aquela rypada, comentar essa coisa toda. E eu esqueço que eu não, eu tô tentando não esquecer, tô tentando lembrar de tudo. Não esqueça, caso você considere interessante também, dá ó para colocar, mandar um Pix nesse meiozinho que tá correndo aqui, ó, que é a chave Pix aqui, ó. Brunoquidal.net. É um nome ruim, é, mas é o que a gente tem. Então você pode também mandar o Pix, porque vai que tá sobrando uma merreca aí. Excelente dia pra gente. Bom dia, Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia, pessoas latino-americanas. Bom dia, América Latina. América América del Sural América del Norteo [música] enal a los mexicanos pero no a los estadunides pueblo sufriendo pero hay que sufrir cuando es un imperio. Al menos un poco. Pero a gente que está luteando contra la bom dia. [risadas] Fala aí, Can, como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia, meu bom. Que aí, Bruno? Bom dia, Bruno. Leite integral. Eu tenho que fazer a lista, tenho que recuperar todas as lives para fazer a lista de trocadilhos excelentes. Bruno, bom dia, Bruno Leite Integral. Bom dia. Bom dia, Juan, meu querido amigo. Bom dia, carapa. Como é que você tá? Buenos dias. O pessoal acordou hoje no PIC América Latina, hein? Buenos dias para lá. Buenos dias para cá. Bom dia. Bom dia. Bom dia. O que me lembra de uma música muito bacana de um cara chamado Facundo Cabral, um uruguaio. Bom dia, América del Sur. Bom dia, América. América. América del Sur. É bem legal. Nem a situação de escritório. C tem e pede o barista. Lógico que não. O barista ele tá motivado, afinal ele tá cheio de cafeína. E quando você tá com cafeína, você fica ansioso, estressado, motivado, louco para sair correndo, explodindo por dentro. E a gente toma muito café no escritório, tento que ficar sentado, ou seja, aumenta a nossa ansiedade. Por isso que eu sou a favor de escritórios aberto. Bom dia, Thago. Como é que você tá, meu bom? Bom dia, meu bom. Bom dia. Bom dia. Um excelente dia pra gente. Um excelente dia pra gente. E mas aqui, é claro que a gente é canal bilíngue, né? Buenos dias a los de bom dia. Aí ó, uma adaptação bacana. Gostei. Bom dia, minha gente. Começamos uns minutinhos mais cedo por motivo de trabalho. Já já vou ter que sair um pouquinho mais cedo também, mas sobreviveremos, né? Nada, nada que se tudo der certo, nada dará errado. Se nada dar errado, tudo dará certo. E hoje a gente tem um papo bacana. Eu tô pelo menos bem animado. Papo que surgiu aqui como sugestão do nosso grupo barista. Diga-se de passagem. É, faz. Então não esqueça aí, se você é membro, membro a membre de entrar em contato com a gente pra gente poder fazer um papinho aí de perdão, no nosso WhatsApp, o zap zap, que a gente também distribui livros por lá legalmente. Então faz parte livros e textos. Ai, ai, ai. O, a musiquinha tá muito alta, não tá de boa. E para mim aqui tá tá legal, mas eu às vezes depois eu me arrependo de não ter ajustado o som na gravação. Pera, deixa eu baixar um pouquinho o som então e ficar muito alto, fica estourando, sabe? Não gosto. Preciso melhorar o meu microfone também. Pronto. Ai ai. Vamos lá para assuntos importantes, não é? Estamos ao vivo, crack Daniel. Sim, estamos ao vivo, Guilherme, bom dia. Bom dia. Como é que você tá, meu bom? Tudo bem. Aqui é para as pessoas também e aficcionadas por choque de cultura. Também somos aficcionados por isso, por quase, por tudo que eles fazem. Fale de cobertura, tudo mais que aparecer TV quase a gente assiste, a gente acompanha, a gente gosta. Ambiente de música é bom, né? Caito, cara. Caito é bom demais. Rogerinho. Rogerinho Lingar. Vocês assistiram a série choca de cultura? Aquilo ali é, cara, aquilo ali é cinema que saiu na no canal Brasil. Bom dia. TV qu é quase barista. TV quase barista. É por aí, pô. Eu tenho que fazer um uns apontamentos aqui antes da gente começar com o tema. Pera aí, meu óculos tá embaçando. Lá fora tá chovendo, aqui em casa tá quente. Aí complica tudo. Uns apontamentos importantes sobre esquerda, direita, comunismo. Acho que esses dias eu tava coçando para falar sobre isso. E aí hoje o pessoal acorda muito cedo na igreja barista, né? que toma café cedo, vai trabalhar cedo, faz tudo cedo. E aí lá o grupo do Zap já tava comendo solto com papos interessantes que me instigaram a fazer uns comentários aqui. Eu vou vou tentar aproveitar, mas antes, Bordona, bom dia, meu querido. Como é que você tá? Tudo bem? Que bom que você tá aqui com nós. Excelente dia para nos outro. Vamos lá. Hoje o debate começou cedo. Começou, pô. Guilherme, que a prova prova viva de que tá lá no nosso canalzinho, na Primeira Igreja Barista do WhatsApp, cara. Começou full pistola, não, mas com muita gentileza e delicadeza e como é que é que fala? Com muito respeito múo, mas a gente conversa bastante. O chat é muito gentil, muito bacana e o pessoal lá do do da membresia também. É, o pau tava tourando lá na igreja, só que com em paz, né? Engraçado que a gente debate, todo mundo sai vivo, satisfeito, ninguém precisa ser humilhado, agredido. Não, [música] troca ideia. Trocar ideia é bom. Dá para ser gentil e discordar ao mesmo tempo. Ai, dá um esforço daado. Dá views. Não. Ah, diminui o engajamento. Sim, mas é isso, né? Exato. Altos papos dentro do tom. Exatamente. Num tom cordial, né? Num tom eh civilizado, no bom sentido da palavra civilizado. Um tom amistoso, né? um tom ali de rivalidade sadia quando existe, essas coisas, coisa que parece às vezes que o pessoal esquece que é possível. É possível. Ah, mas o mundo não é assim. Não, mas é possível. Ou seja, tudo bem, né? A gente tenta melhorar, se ajuda. Clima de descontração, alegria, um tapa na cara aceito normalmente com, né, entre todos, né? Faz parte do jogo. Brincadeira. Bom senso faz mal os negócios. Muito, muito. Na internet, cara, você tem um bom senso. Você conversar com o mínimo de de cuidado e respeito, né? Eh, não rende, não rende. O que rende é treta. Que rende é barraco. Que rende é ofensa gratuita. Pode ofender, pode, mas não gratuitamente, né? Tem que ter ali algum alguma base, tem que ter. Como diz o mineiro, tem base num trem desse? Quando ele pergunta isso é porque não tem. Tem base um trem desse? Então tem base o cara ofender gratuitamente? Não tem. [música] Tem base num trem desse. Então a gente precisa se esforçar para ter base, pro cara não perguntar se tem base em um trem desse. Tem base um trem desse? Tem. Então pronto. Se tem, ele não precisa nem perguntar, tá tudo bem. Se ele tem que perguntar é porque não tá tendo base. Ajeita a base aí, pô. Ajeita a base. É uma expressão que eu adoro. Como é que traduz? Tem base um trem desse para inglês ou pro espanhol? É impossível. É uma expressão única. Como é que você tradu? Tem base um trem desse? [risadas] É, é, é impossível de traduzir. Tem base um trem desse? Não tem. É isso é. Adoro a nossa língua e as nossas gírias e vocabulários locais. Tem base um trem desse? Tem, pô. Não tem. Ai, mas vamos lá, vamos lá, vamos lá. Pô, eu queria fazer um um papo inicial aqui sobre esquerda e comunismo. Acho que é um papinho aqui agradável para deixar todo mundo feliz. Papo é o seguinte, tipo lá no nosso nossa conversa hoje da da Exatamente. [risadas] Essa expressão é boa também. Pessoal acha bonito ser feio. Essa expressão maravilhosa. Eu adoro. Acha bonito [música] ser feio. Pô, a gente tava hoje papeando lá no nosso na negreja barista do WhatsApp, não, aqui do YouTube e a gente conversou sobre eh no meio, né, nes surgiu aquele lance do Tô Fulano é de esquerda ou não é de esquerda, né? Quem é de esquerda? Essa esquerda que não é esquerda. Esquerda. Quem é esquerda, esquerda, né? E é um tema engraçado, assim, eu entendo que as pessoas querem dizer. Ixe, pera aí, pera aí, deu algum problema aqui no meu computador com a bateria. Um minuto, deixa eu ver o que aconteceu com a minha bateria. Em teoria era para tá carregando. Pera aí, pera aí. Xi, eu acho que o meu carregador queimou. Tem que trocar. Pera aí, um minutinho. Sorte que eu tenho dois carregadores iguais. Que coisa, não vai? Aí, vitória. Ah, que que eu ia falar? Não, então não foi nem enel não. Ó, sabe o que aconteceu? Eu tenho uma régua aqui que aqui é tudo improvisado, né? Tudo que é absolutamente amador. O meu computador, ele está em cima de duas caixas de jogo de tabuleiro grossas que eu tenho para deixar nessa altura bacana, enquanto esse aqui tá em cima de outras duas, o microfone também menorzinhas. Aí fica aqui equilibrado. Eu tenho uma régua que não posso contar de régua, vou chamar de extensão só porque aquilo ali, coitada, que ela é bem fajuta. Paguei bem baratinho nela, mas é a que eu tenho [risadas] e aí eu utilizo ela como meu recurso ali para poder para poder, como é que é que fala? Ligar as tomadas das luzes, essas coisas, porque tem umas luzes ali que tá dando uma disfarçada no, né, na minha cara. Aqui tem a luz aqui atrás, aqui em cima ligo as luzinhas para tentar esconder que aqui na minha casa é extremamente escuro. Eu tô com em cima da mesa da minha cozinha que separa a sala aqui da cozinha aqui, né? Então, essa parede aqui já é da sala e aqui já é a parede da cozinha. Aqui estamos. [risadas] Esse é o ambiente. E eu acho que o meu uma das tomadas da minha régua ali deu curto, mas ela tá funcionando. Eu achei que era o [música] carregador, mas é a régua. Eu ajustei ali e vai funcionar. Só preciso ajustar, arrumar ou essa régua, ou comprar uma nova, que eu acho melhor comprar uma nova porque ela é bem mesmo. Só substituir, substit trocar. Deu tudo certo. Eh, para falar mal da esquerda dá nisso. [risadas] Falando de negócio, está com a camisa da Zelota? Já fez comercial? Ainda não, mas farei. Zelota. Sigam a zelota. Vou, vou, vou fazer já, já um comercialzinho bom que talvez a gente leia um texto da Zelota, inclusive eu aqui, ó. Leia a revista Zelota. >> [risadas] >> Da, bem que é importante, né, fazer propaganda. Lei a revista Zelota. Já a gente vai ler. Qual foi o último artigo? O último que saiu da revista Zelota foi uma entrevista que a gente fez com um ancião da igreja adventista da Venezuela. Na Venezuela. E ele falando sobre os mitos que o pessoal fala sobre a Venezuela, que lá é uma ditadura, que não sei o que, não sei o quê. E ele fala, a gente entrevistou o cara e o cara fala: "Não, não tem nada disso não. Liberdade religiosa de expressão." Aí vocês lê a entrevista lá. Não tem ninguém que não tenha 1 kg de cabos em alguma gaveta hoje em dia? celular, fone, ouvido. Exatamente. Esse aqui eu tenho dois carregadores igual porque dois computadores, o antigo que eu tinha que quebrou faz uns anos, uns bons anos, que e aí eu comprei um novo que era piorzinho que o outro, mas era o mesmo mesmo mesmo tipo de carregador, né? Da mesma empresa. Tava falando sobre esquerda versus pessoas que dizem que são de esquerda, esquerda, esquerda, que esquerda mais esquerda. Exato. A gente já vai falar disso. Mas Bruno P, mas o Bruno Pós e o Bruno Youtuber, cada um tem um cenário, acho profissional. É excelente. É, mas tem um motivo, Carapa. Vou dizer que o Carapa ele é da pós-graduação, na qual eu atuo, que é a pós do Instituto Conhecimento Liberta, né? Atuo lá, tava como tutor de uma das pós-graduações, eh, e agora tô como coordenador de uma outra. Então, a gente tá mudando aí a vida, né? devagarzinho, devagarzinho. E aí quando a gente faz os nossos encontros de grupo de estudo com a turma da pós-graduação, eu faço lá no meu quarto, que era o cenário que eu usava nas gravações dos primeiros vídeos aqui do canal. E aí, por que que eu faço agora as lives aqui com esse cenário? Porque aqui é mais bonito, né? Muito mais legal que o meu quarto. Essa cenário aqui que dá uma profundidade, ó. Ó, encontro das paredes dá profundidade. Ali é a porta de saída da minha casa, né? Então você entra e sai por ali. [risadas] Aqui nessa cena de que da profundidade fica mais claro, tem um janelão gigante da minha sala aqui, então a iluminação fica bacana, fica mais interessante e é menos caótico, né? Ele fica mais clean, fica mais bonitinho da profundidade, o outro é mais chapado, tal. Aí parece que eu planejei tudo, mas é tudo de improviso mesmo. Nada foi planejado. [risadas] Bom dia. Bom dia, Gabriel. Como é que você tá, meu? Bom, chegou na hora certa que a gente i falar de esquerda. Esquerda. Ser de esquerda não é xingar a gente no Twitter, fomos enganados. Não, não é, não é porque dá para ser de direita e xingar a gente no Twitter também. O Twitter, na verdade, é só xingar, né? Ele ele é um é muito democrático nesse sentido. Bom dia a todos. Bom dia, querido. Fazer o What. Como é que você tá? Fazer o quê? Quer ser fazer o what? Bom dia, meu bom. Você é de esquerda? Achei que a esquerda era uns amiguinhos que a gente faz pelo caminho também. também. A verdadeira esquerda são os amigos que nós fazemos pelo caminho. Com certeza. Assim como o verdadeiro roteiro, né? Coloca um varal e um pano verde. Aí o cenário pode ser no sempre que você quiser. Pois é, cara. É que não dá para fazer tão bem porque eu ainda não consigo ajustar do jeito que eu gostaria a luz. Eu ainda não tenho a luz que eu queria. Mas essa parede aqui, ela é um tom de verde, que ele é um verde bem específico, que é a minha companheira que fez esse tom. Ficou bem bonito. Inclusive ela preparou a minha companheira manda muito. Ela ela é fez um curso de esqueci o nome, mas ela mexe com coisa de fazer cor. Ela ela desenvolve produtos cosméticos, né, numa fábrica aqui na zona sul de São Paulo. E ela fez um curso lá de cores, tal, ela manja muito de mexer com cores, esses bagulho tudo. E ela fez a cor aqui da parede que é bem bonita, dicas de passagem. E aí a quando dependendo do tipo de luz que eu consigo colocar aqui, ela fica verdão, faz fundo verde. Eu já gravei alguns poucos vídeos usando ele de fundo verde. Dá para fazer, só que aí preciso de um equipamento mais adequado para não dar problema. [risadas] Mas dá para fazer, dá para fazer fundo verde, pô. Bom dia. Bom dia, Brunovski. Quem me chamava de Brunovski era meu avô às vezes. Fala Brunovski. Que coisa. Verdade. Não existe outra coisa para fazer no Twitter além de xingar. Fui moleque. É, o Twitter é para isso. E a minha persona no Twitter é uma pessoa extremamente desagradável [risadas] de propósito, né? 50% do meu corpo está do lado esquerdo. Faz sentido. Faz sentido. Se aproxime mais do Senhor. É a luz que você precisa. Amém. [risadas] Salve, Kevin. Bom dia, meu bom. Tudo bem? Espero desejo que sim, cara. Ai, ai, ai. Eita. Eu não sei o que que é eita, mas é eita. Eita atrás de eita e nossa atrás de nossa. Meu Deus do céu, cara. O meu vô, me chamava de Brunovski. E tem um motivo, eu já contei essa história aqui e acho que já contei no nosso curso de evangélicos e política no Brasil aqui do canal também. O meu meu pela parte da minha mãe é minha família branca e a a parte da minha mãe é a família da classe média/ elite, não é? Elite da igreja Assembleia de Deus, né? fazia parte da elite da [música] Assembleia de Deus aqui no Brasil, de uma das denominações da Assembleia de Deus, que é Assembleia de Deus do Ipiranga. Eh, e a parte do meu pai é o chão de fábrica da igreja, vamos dizer assim. Mas da parte da minha mãe, o meu tataravô se chamava Bruno, meu nome em homenagem a ele, o meu tataravô, né? Consigo chegar até o tataravô por parte da minha mãe na linha genealógica. D pro meu pai não, mas do do do da minha mãe dá. E aí chega nesse cara que é o Bruno. Bruno. E o nome dele dele era Bruno Skolimovski. Ele era polonês. Ele veio pro Brasil. Ele casa com a minha avó Maria paraense, eh, que era, ah, esqueci. Tudo bem, já vou lembrar. Mas beleza. Bruno Scolimovski, casa com a minha avó Maria e tal. O Bruno Escolimovski, esse polonês no sul do Brasil vai para aquelas colônias onde o pessoal, por causa das políticas de branqueamento, né? Políticaista é canalha de branqueamento que acreditava e misturava que a modernização do país dependeria de assimilação de de população branca industrial europeia. E na Europa, aquele caos que tava tendo de primeira e segunda grande guerra, meu tataravô vai pro sul que se converte. Ah, não, não, falei grosélia no norte mesmo. Ele se converte, depois ele vai pro sul, ele se converte eh no norte, no norte do país, onde tinha sido implantada a primeira Assembleia de Deus do Brasil, que é a Assembleia de Deus do Belém, no Pará. E o meu tataravô é um dos primeiros pastores ordenados aqui no Brasil. Ele é um dos primeiros pastores da primeira geração de assembleianos aqui desse país. E aí o meu nome era, o nome dele era Bruno, Bruno Skolimovski, saiu fundando uma pancada de igreja pelo país. Aí sim ele foi pro sul, ele fundou a igreja em Curitiba. Assembleia de Deus de Curitiba pelo meu tataravô foi fundador. Assembleia de Deus de Santos, meu tataravô foi fundador. Assembleia de Deus no Rio, tem duas que ele fundou, uma delas é grande, eu já não lembro qual. E ele foi passando, foi fazendo esses rolê. Ele era fundador de igreja, implantador de igreja. Eu era o Bruno Skolimovski. E aí o genro dele, né, que é o meu bisavô, o Alfredo Rei Dal, era pastor e fundou a Assembleia de Deus Ortodoxa do Ipiranga. E daí vem a minha linhagem de conhecimentos e vivências na Assembleia de Deus. Eis uma história interessante aí para vocês então que vai aparecer na nossa live hoje. Então já tô antecipando aí meu vou chamar Bruno. Bruno, como é que o nome? Brunovski. Fala Brunovski. Parabéns aí os campeões corintianos. Parabéns. Parabéns para nós. Vai Corinthians. A esquerda são os rachas que fazemos pelo caminho também. [risadas] Além dos amigos, os racha também. Lê comentários. perde o o time a piada perde a graça. É, foi mal. Vou tentar melhorar por escoliose. Sim, sim. Mas ao mesmo tempo a gente tem que ler aqui, né, o o comentários para ser legal. Mas a gente tem coisa boa também, viu? O açaí é nosso. Caráp do Pará. [risadas] É, também tem coisa boa no Pará. Também tem coisa boa. Quem diria que o Requid é quatro centão? Sei nem o nome do meu. É para você ver. Para você ver. Mas no caso só dá para saber porque são imigrantes que vieram no começo do século XX, né? Nas políticas de imigração. A parte branca da família aí dá para dá para saber. Dá para saber. Ortodoxa. Sim. Ortodoxa. Bruno seguiu a tradição familiar de fundar igrejas. Você como a primeira igreja barista. Exato. Nós somos um implantador de igrejas. Aqui nós começamos a Primeira Igreja Barista já do WhatsApp, primeira igreja barista do YouTube. São primeiras igrejas baristas por aí. [risadas] Ai ai que vida, não. Mas tudo isso para dizer o quê? Tudo isso para dizer o quê? Para dizer que a esquerda falando de esquerda, né? Hum. Mas é um papo sério, né? A esquerda brasileira. Eh, e é internacional também, acaba fazendo umas paradas que não faz sentido. Por exemplo, dizer fulano de tal é de esquerda, tal bagulho é de esquerda, a esquerda é de esquerda. Eu entendo o que se quer dizer, então eu respeito porque eu sei do que que a gente tá falando, pô. Beleza. Show, show, show, show. Sei do que estamos falando. OK. Ah, aquele cara não é de esquerda. Esse cara é de esquerda. Nada a ver. Esquerda. Mas por que que causa tanta confusão a gente definir o que é de esquerda e o que não é de esquerda? Porque a própria ideia de esquerda, ela é uma analogia espacial a um espaço específico. Ela é necessariamente relativa, é esquerda em relação a que. Simples assim. Quando você pega um referencial, você indica o que que é esquerdo, o que não é. a partir desse referencial. Então você não pode dizer aquele é de esquerda e esse não é de esquerda. É depende de quê. O vocês já leram chutando a escada do Rajun Cheng. Leiam Chutando a escada do Rajun Cheng. Mas antes de ler o texto, a continuidade, vê um pouco a intro prefáciil, vale a pena, porque você vai perceber que dependendo do lugar que o cara tá, ele vai ser visto de uma maneira diferente, de verdade. Tem tem até uma entrevista do Rajun Cheng que ele fala isso assim explicitamente. Ele fala: "Pô, eu vou dar aula na Inglaterra, dizem que eu sou de direita. Eu vou pra Coreia do Sul, ele é coreano. Eu vou pra Coreia do Sul dar aula. Dizem que eu sou de esquerda. Cada um me taxa de um jeito. Na Inglaterra me chamo de direita, na Coreia do Sul me chamo de esquerda. Por quê? Porque é relativo, é um uma referência, uma analogia espacial. Se você tá aqui, você tá ali. Depende em relação a que você tá à esquerda ou à direita. conceitualmente, todo mundo aqui já sabe que a ideia de esquerda, de direita, de centro, vem em referência ao parlamento francês depois da revolução francesa que você tinha o pessoal de centro, pessoal de direita mais conservador, pessoal de esquerda mais liberal ou radicalizado. OK? Então a gente tem uma orientação, mais pra direita fica mais conservador, recrudece mais, mais a esquerda vai ficando mais liberal. Só que isso não te dá nenhum parâmetro se você não tiver qual que é a tua referência em relação ao parlamento francês diante do rei ou do presidente da Câmara ou de não sei quem, eu consigo ter uma referência em relação a esse cara, as decisões que ele tá tomando. Agora, em outras circunstâncias, não faz sentido. Então, assim, vamos nos ajudar, não é? Para de discutir em abstrato o que que é esquerda, o que que é direita. Vamos, vamos. Em relação a quê? e vem, ah, o PT não é verdadeiramente de esquerda em relação ao partido radicalizado, como o que eu sou filiado, não. Mas em relação ao que eu existe no parlamento brasileiro é de esquerda. Simples assim. Simples assim. Então, a gente perde muito, gasta muito tempo, muita moringa sem sentido, sabe assim? Ah, essencializando esquerda. É aí. Aí muitas vezes a gente que é comunista, que é marxista, que fala sobre dialética, fala sobre um pensamento mais complexo de tensionamento e tal, a gente que não pode essencializar e naturalizar as coisas, a gente trabalha com categoria essencializada, categoria fixa e naturalizada. Esquerda é dois pontos e dá uma definição de essência. Ai mano, aí vocês não me ajuda, né? vamos ser ter bom senso. Bom senso. Bom senso. [risadas] Eu adoro quando eu vejo um comentário falando que tá o filme é de esquerda, me tira um bom sorriso. Eu também. Ai, meu Deus do céu. Isso que em relação aqui, né? Pai amado, Deus é o jardineiro e esquerda somos nós. Exato. Essencialmente [risadas] os liberais eram progressistas em suas revoluções. Exato. Exato. E recebem grandes elogios de Marx, inclusive nesse sentido. E [risadas] cara, se você lê, a gente tem aqui aquela aquela série de lendo o manifesto comunista linha a linha aqui no canal. Então, tem uma playlist aqui, Lendo o Manifesto Linha Linha. O início do manifesto é um grande elogio. A burguesia e a capacidade que ela tem do desenvolvimento das forças produtivas. Ele elogia para caramba a burguesia na capacidade de desenvolver as forças produtivas. Aí ele faz a crítica. Cérebro, por favor. Essa série é ótima. Exatamente. Breaking Bad. Não, a leitura linha linha do do Manifesto Comunista. por favor. Morte, as essências. Exato. Chega de essência. [risadas] Ah, não dá, cara. A gente tem que ter um um pensamento mais sofisticado, uma capacidade maior de de manejar conceito, de buscar aliado, de fazer uma análise mais concreta, sabe? Assim, importante, importante, importante. Humanidade, nos ajudemos uns aos outros. Amém. É bíblico. [risadas] Ah, f bíblico tem uma piada idiota entre crentes, né? Nós crentes tem uma piada idiota, né? Ai, piada idiota, mas que funciona para poder dar aquela lacradinha de de crente. É lacradinha que é assim, não, porque Jesus é de direita, porque ele está à destra de Deus Pai. À direita de Deus Pai. Sim, isso existe. Aí o animal faz a lacradinha, né? Porque está à destra de Deus Pai e não percebe que tá à direita de Deus, mas a esquerda dos homens. [risadas] O que me faz pensar que a direita de Deus é mais radical do que a esquerda dos homens. Porque a gente quando seres humanos nessa imagem, estou olhando a destra de Deus Pai, tá olhando aqui e vendo a esquerda. Então tá tomar a esquerda. Aí ó, é comuna radical, né? Porque o pessoal não percebe que é relativo, espacializado. Eles fala: "Ai, que bobagem do crente". Sim, mas o comunista médio tá fazendo igual falando: "Ai, você não é de esquerda, tão esquerda quanto eu sou de esquerda. Olha como eu sou de esquerda. Eu sou muito mais de esquerda. Uma vez fui ler junto de uns jovens o manifesto e eles ficaram confusos. Ué, por que tanto elogio? Achei que o comunismo era xingar geral. [risadas] É possível. Eu não sei se é real esta cena, mas caso ela seja, ela é perfeitamente viável. Eu já aconteceu isso várias vezes. Você vai lendo lá e falando, pô, mas ele tá falando bem aqui do desenvolvimento das forças produtivas. Sim, uma pancada de elogios que tem ali. Aí depois você faz a crítica. Lacra crente. É lacra crente. LCRA. O que me lembra de um humano que eu não sei se ele existe ainda, né? por algum momento apareceu na minha vida de internet que era o tal do por causa da música que a Cruzinha fez uma música para esse mano. Parece com Lacoste o nome dele. Tudo bem, mas é alguém que apareceu e sumiu. E eu não entendo que essas pessoas ficam famosas na internet. Pelo amor de Deus. Vestir boné do Maga é de esquerdo. [risadas] Em relação a quem? em relação a a um ultra católico. Ué, o pastor me enganou, então. Mas talvez, não é? Talvez ele tenha te enganado. Existe um potencial grande, vou te dizer isso. Lacronte. Lacronte. Loconte. Loconte, perdão. Eh, eu nem sei que é esse mano. Loconte pode par, pode par. Eu não sei que esse mano. Ele apareceu por causa, eu lembro da música da Croizinha que era engraçada aquela música. maravilhosa. Acho que era um papo dele com o Gustavo, né? Gustavo Machado. Aí bota o camisa 10 para jogar com Ah, não dá. Contra o 27 do time de base B, tá ligado? Não dá. O boné do mago é vermelho. [risadas] Você tem um ponto aí. Dito isso, né? Dito isso, acho. Não, eu pera que assim, é bobagem, não é bobagem. a gente tem que falar umas coisas que às vezes são simples porque é importante, cara. Falando em rela esquerda em relação a Q, sabe? Direita em relação a Q. Importante. E aí tem uma outra coisa que eu acho que é importante também. O [risadas] chat tá divertido, cara. Tem um um outro ponto massa assim, tipo, hoje a gente vai falar um pouco sobre religião na América Latina e isso envolve questões políticas, declaradamente. A gente vai fazer algumas articulações a respeito disso. E tinha muita gente na América Latina, existe ainda hoje, mas um grupo muito menor, que era de esquerda e socialista ou de esquerda eh que era religioso e socialista ou religioso e comunista, abertamente, né? Então aí o pessoal, ai, mas é possível fazer isso, né? Dá para ser de não sei o quê, não sei o quê. Dá para ser comunista e crente, tal. Eu queria fazer um comentário aqui importante, que que dá uma definição de comunismo. Importante importante aqui uma definição de comunismo sem moralismo. Importante. Importante. E a definição de comunismo que eu quero dizer é a seguinte: que um comunista pretende? Que que qual o objetivo de um comunista? O objetivo de um comunista, objetivo do comunismo, objetivo último, em última instância, em última instância, objetivo de um comunista do ou do comunismo, é você garantir que a coordenação da divisão social do trabalho e o planejamento do desenvolvimento das forças produtivas estejam a cargo dos trabalhadores, porque a sociedade é uma sociedade de trabalho compartilhado, socialmente distribuído, socialmente organizado e que, portanto, precisa ser socialmente decidido. É isso. garantir a coordenação da divisão social do trabalho e o planejamento da do desenvolvimento das forças produtivas a partir dos trabalhadores, a partir de quem da base dessa sociedade, da maioria dessa sociedade com de divisão complexa de trabalho, uma alta complexidade de divisão do trabalho, é você mudar o modo de produção, transformar o modo de produção. Ele sai do mecanismo automático em que o produção, acumulação, ampliação, reprodução ampliada de capital não é o centro, não é o objetivo, não é orientador das tomadas de decisão da divisão social do trabalho e do desenvolvimento das forças produtivas. Não é isso. São os trabalhadores, é quem produz e quem consome, quem faz o ciclo ter começo, meio e fim. Quem faz o ciclo de começo, meio e fim, quem é o sujeito desse decisor disso, passa a coordenar cada vez mais essa divisão e e também planejar o desenvolvimento das forças produtivas para onde vai. É isso, é isso que se pretende, utilizando os conhecimentos disponíveis, realizada essa transformação no na coordenação da divisão social trabalho e no planejamento do desenvolvimento das forças produtivas, você superou o modo de produção capitalista. É isso. O que um comunista pretende é fazer isso. Pronto. As outras coisas que vierem no combo, todas as outras, elas são derivadas ou secundárias. Ou derivadas dessa dessa ação ou secundárias. Derivadas desse objetivo ou secundárias. É isso. Ah, dá para ser crente comunista? Óbvio, porque enquanto uma pessoa religiosa que sou, meu objetivo é que a coordenação da divisão social do trabalho seja cada vez mais a cargo sobre controle dos trabalhadores e que o planejamento do desenvolvimento das forças produtivas também. Então, se a gente vai produzir, consumir e o excedente ser direcionado para um novo investimento, pro desenvolvimento da sociedade, o desenvolvimento das forças produtivas, que esse desenvolvimento, que esse planejamento, que esse investimento não seja feito para voltar pro bolso de um, né? Um trabalho socialmente realizado tem que ser socialmente decidido e determinado para garantir com que o ciclo seja relativamente estável, sustentável e se mantenha. Afinal, o que a gente faz hoje é todo mundo trabalha aqui, combinado, todo mundo tá produzindo uma porrada de coisa e todo o planejamento da coordenação dessa divisão social do trabalho é decidido pelos interesses de um, que é o do dono privado de um meio de produção. Esse um que tá decidindo sobre uma empresa inteira, sobre toda uma organização social que produz, ele não tá pensando na sustentabilidade desse desse processo, que os trabalhadores continuem empregados, que eles possam consumir os produtos, que eles tenham dignidade para conseguir manter o ciclo econômico funcionando. Ele tá pensando em como conseguir mais lucro. Porque quando ele faz isso, ele destrói as condições da própria reprodução social na qual ele tá atuando. Só que na hora que precisar fazer os cortes de gasto, na hora que precisar não sei o que lá, ele lasca a vida dos trabalhadores. Essa sociedade fica toda defasada, porque agora vai ter um monte de gente que foi, perdeu emprego, que não consegue mais ser produtiva, que não tá absorvida na reprodução social, então que vai começar a criar crises e conflitos necessariamente. E esse cara pega esse esse capital que ele não vai perder, né? Ele vai diminuir o lucro por um tempo, pegou o capital de volta e reinveste em outro setor. Vai desenvolver as forças produtivas, não desenvolve as forças produtivas pensando com que as pessoas precisam garantir as condições de produção e reprodução da vida e poder consumir no final. Não, não faz isso. Não faz o quê? Faz não, não, não, não, não. Eu vou investir e desenvolver força produtiva para não precisar mais ter mão de obra, para diminuir meus custos, porque eu não quero pagar salário pro pessoal, não quero. E aí ele não pensa, mas quem vai consumir o que você tá produzindo? Então, um comunista pretende que a coordenação da divisão social do trabalho esteja cada vez mais sobre os auspícios dos trabalhadores, assim como desenvolvimento das forças produtivas, planejamento a partir dos trabalhadores. Show. Ótimo. Isso é ser comunista. Sou comunista. Obrigado. Espero que você tenha sido útil pra gente continuar nossa conversa daqui pra frente. Espero que tenha sido útil. Ih, travou o bagulho todo aqui. Aí, pastor, essa semana meteu um nini viaje. Meu Deus do céu. Aí é meu pai. Bom dia, Bruno. Nosso barista supremo. Eu com certeza não sou supremo, mas com certeza sou barista. Dizem que ele tocou o número. [risadas] Falar em religioso e comunista. Estava lendo o livro da alma revolucionária do Camilo Torres. O texto dos editores é curtinho. Ó que legal. Ideal para o react de um texto futuro. Fica a dica. Vou acatar esta dica e já vou aproveitar o gancho do Camilo Torres para falar sobre a religião da América Latina. Inclusive o texto trata sobre isso, de que não é essa não há essa dicotomia entre religioso e comunista. Óbvio que não. Pelo amor de Deus. O problema é o como exato aí o como a gente faz na história, né? [risadas] E ó, eu ainda bem que não eh que eu não estou dissertando sobre isso. Ih, só que eu tava dissertando de uma forma mais burrinha. [risadas] Tá de boa. Exemplo que o professor citou: redes ferroviárias de escoamento no Nordeste. Planejamento apenas para isso. Acabou o ciclo, vias abandonadas e regiões de decadência. É, e outras milhões de outras coisas que a gente poderia pegar. O exemplo que eu gosto do Franz dizendo sobre a a o desenvolvimento do salitre artificial, ele acaba com a indústria do salitre natural, né, vamos dizer assim. Ah, ele tem ganhos, tem não sei o que lá. Sim. Só que aí todos os trabalhadores que estavam nessa outra indústria, eles vão para onde? Ele fala isso no começo do século XX aconteceu isso. Os trabalhadores vão para onde? Quem vai consumir daqui pra frente? O que acontece com essa galera, essa mão de obra, né, ela é planejada como o ciclo ele se encerra, ele se quebra, né? Tem vários ciclos econômicos que não são ciclos, porque eles se quebram, eles não têm continuidade, não, não é sustentável, não dá para reproduzir. Eh, ai, hum, um dia a gente fala especificamente sobre isso, mas é isso. Tá bom? Importante então a gente falar um pouquinho sobre esquerda, que quer ser comunista pra gente falar sobre religião na América Latina. que eu vou aproveitar a deixa do Kevin. Deixa eu só ver um negócio aqui. Pera aí, pera aí, per antes que eu faça bobagem. Eu não quero falar bobagem. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Hum. Isso foi isso mesmo. Então, não, não tô falando. Ã, eh, cadê, cadê, cadê? aqui essa semana, essas próximas duas semanas, já que Kevin falou sobre Camilo Torres. Camilo, ontem, dia 3, foi aniversário de Nascimento de Camilo, Nascimento de Camilo 2, 3 de fevereiro. E dia 15 de fevereiro é a data de falecimento do Camilo. Então, temos aí algo a considerar nessa semana sobre questões de eh América Latina, religião e tudo mais. Inclusive, eu indico que tá tendo um um evento online no canal Não É heresia, do nosso querido Carlos Nunes, organizado junto com o pessoal do CEBI de Minas Gerais, eh, sobre o o Camilo Torres, né, ou animados a partir da história de Camilo. Então, vale a pena lá, quem quiser acompanhar, beleza? É massa, é massa. No canal não é heresia, não é heresia. [risadas] Esse é bom. Se é comunista gostar do gosto de ferro, das grandes estradas de ferro que vão cortar o nosso país, levando infraestrutura e distribuição de renda e riqueza material na fitiria, na futura eh revolução brasileira, talvez. Não sei, não sei. Essa é minha fanfica sobre comunismo. [risadas] Mas o a história de Camilo, Camilo ontem seria a data de nascimento, dia 15 seria a data de falecimento. Camilo, El Camilo Torres. E aí o o Camilo, quem que foi o Camilo, né? Camilo, que é esse camaradinho aqui. Vou até pegar uma fotinha do Camilo para quem nunca viu Camilo. Camilo Torres. Camilo Torres. Acho que é Camilo Torres. Estpo, inclusive, se não me engano, é Camilo Torres. Vamos ver uma fotinha bonita do Camilo. Qu fotinho bonita do Camilo. Tem muitas fotos do Camilo. Tem umas mais para lá, outras mais para cá. Ah, a gente tem um um texto do Camilo Torres na Zelota. Então, já vou fazer propaganda dupla. Esqueci que tinha o texto da Zelota. A gente traduziu um texto em homenagem ao Camilo Torres lá na Zelota. Tá uma boa semana para pensar sobre isso. Aqui na revista Zelota temos essa fotinha de Camilo. Ó o Camilão, ó, com esse olhar, ele sedutor. Ele é padre, então respeitem o padre. Mas esse é o Camilo Torres. Camilo Torres. Camilo Torres. Camilo Torres, né? Esse camarada aqui, ele virou um ícone ou um mártir da própria teologia da libertação aqui na América Latina, mas ele não era da teologia da libertação, porque ela só surge enquanto teologia depois. Camilo, se não me engano, ele falece em 65 e a teologia da libertação enquanto corpo teórico surge ali no começo dos anos 70, né? Final dos anos 60, 68, 69, 70. Falo 68, 69 porque tem o texto do Ruben Alves, que era teologia da libertação e depois virou Teologia da Esperança por questões editoriais e de reposicionamento político para poder vender. E o texto Praxis da Libertação do Hugo Asman. Mas aí vai ter o termo o teologia da libertação de maneira sistematizada em 1970 com a publicação de Teologia de la liberação perspectivas, né, que a gente tem um um vídeo aqui no canal lendo uma parte desse texto, teologia da libertação, perspectivas do Gustavo Gutierres, né, que faleceu ano passado. Então, tá aqui Camilo. Camilo era considerado um mártir da teologia da libertação, mas ele vem antes da teologia da libertação. E isso é importante da gente pensar por muitos fatores. O primeiro dos fatores é que o movimento que vai se chamar teologia da libertação era um movimento reflexivo e que se sabia e se percebia como secundário. Mas no processo do desenvolvimento da história, ele vai esquecer essa parte que ele é secundário e o pessoal vai achar que a teologia da libertação é um ato primeiro, é um ato primário. A reflexão teológica seria a coisa mais importante, mas não, ela é secundária pros próprios pais, mães, iniciadores da teologia da libertação. Isso é que com o passar do tempo isso acaba alterando, acaba mudando na percepção tanto das próximas gerações quanto dos mais antigos que não querem perder aquilo que eles criaram, que é normal, é uma contradição própria da história, né? Eu quero manter vivo isso aqui. Só que não intencionalmente faz com que se perca muito das conexões existentes com os novos processos vivos e históricos que estão sendo realizados e a reflexão sobre esses processos. A teologia da libertação tinha consciência de que ela era uma reflexão secundária, que a teologia vem depois. Primeiro vem uma praxis história, uma prática história. Aí você pensa assim, a praxis histórica, ação histórica, uma vivência histórica. você pensa, ah, é um projeto político histórico. Hum. Antes disso ainda, isso também tá incluso. Mas o primeiro ponto é se um crente, um católico, uma pessoa fiel no Senhor Jesus Cristo ou alguém potencialmente fiel para ele se converter, você quer salvar a alma do humaninho, ele precisa est vivo, entendeu? Não dá para você salvar a alma do humaninho se ele não tá vivo, ele tá morto, né? Não dá, não dá. só dá quando ele tá vivo. Então o ato primeiro é garantir as condições para est todo mundo vivo, para daí a gente poder discutir o ato segundo, que é a reflexão sobre a vida, a reflexão sobre a experiência humana, seja ela na fé, seja ela na filosofia, seja ela onde for. Isso é uma percepção muito materialista da realidade. Suave. E isso mobilizou muito as lutas de libertação aqui na América Latina, porque o pessoal considerava essa discussão teológica secundária. O primeiro é, cara, como é que a gente se organiza para est vivo? literalmente isso constituiu as bases as bases da ideia eh do que seria a teologia da libertação efetivamente e as conexões que vão ser criadas com o pensamento marxista e com a esquerda católica, que vai ser uma religiosidade muito progressista que a gente vai ter na América Latina, no Brasil e na América Latina, no Brasil com especificidades. Mas isso é muito importante da gente considerar. A esquerda latino-americana tinha conexões e tem conexões até hoje muito forte com esse movimento católico de esquerda que surge, porque ele tinha uma grande capilaridade, porque ele se engaja nas lutas sociais, nas lutas populares, nas lutas pelos trabalhadores, em defesa da vida dos camponeses, né? Então isso constitui uma base popular muito forte. Quando eu falo popular é popular mesmo. É que hoje a gente vai falar sobre teologia da libertação. A gente pensa no ato segundo, nos teólogos. Ah, Leonardo Bof, ah, o Henrique Dúcio, ah, o quem mais que o Ignacio Cúria, eh, ah, o Gustavo Gutierrez, não sei quê, não sei que, não sei o que, não sei. Aí vai pensando nos nomes, vai, vai soltando os nomes, a gente pensa neles. Mas esse é um ato secundário, um ato segundo. Eles sabem disso, eles eles tinham consciência, eles escrevem isso, eles sabem disso, eles estão fazendo essa reflexão. Mas a teologia da libertação ela era popular não pela teologia produzida, mas pela movimentação e pela luta dos trabalhadores, na qual os teólogos se tornavam aliados. É outra coisa, é muito diferente do como se dá o debate hoje em dia no âmbito religioso, teológico, sei lá o quê. Os caras estavam envolvidos com a luta popular e eles davam eco, eles tinham voz nesse espaço, eles conseguiam constituir isso porque estavam aliados essa luta popular e ela tava muito ativa. Então tinha essa conexão forte. Hoje já não tem por n fatores que a gente já vai ver, mas é importante destacar isso, tá bom? Então, a esquerda latino-americana, ela acaba se constituindo sobre essas relações. Até hoje a gente tem ecos disso. Você tem PT, tem o Partido dos Trabalhadores, graças às comunidades eclesiais de base, tem MST, comunidade eclesial de base, organização a partir junto do de lideranças religiosas que estavam com essa galera se organizando, porque o povo era religioso e o povo tá lutando para sobreviver. E aí num segundo momento teólogo faz reflexão sobre isso. Então esses movimentos estão acontecendo. O pessoal se organiza, o pessoal tá lutando e tá buscando seus objetivos. É isso. Então a esquerda latino-americana tem fortes conexões com a religiosidade católica progressista, fortes conexões. Eram muito aliados, né? Então, a gente pode ver aí em muitas expressões. Tem um livro, cara. Vou até pegar para vocês. Vou vou pegar o livro para não achar que eu tô maluco. Se liga, se liga. Aqui esse livrinho aqui, ó. Viva lá Revolution. [risadas] A era das utopias na América Latina. É um livrinho bem desconhecido desse camaradinha aqui que vocês conhecem. Eric Hobsb. Eric Hobsb. Eric Hobsb. Viva la revolution. A era das utopias na América Latina. A gente conhece a era dos extremos, esses grandes escritos que o Hobsba faz sobre a sociedade ocidental europeia, estadunidense, mundo moderno e tal e tal e tal e tal e tal. Mas aqui o Hobspaw ele faz é é um livro póstumo, né, que ele fez uma série, alguns escritos, uma série de escritos sobre a América Latina, numa viagem que ele veio para cá, ele deu rolê aqui na América Latina e fez algum escreveu uma série de conteúdos. Eu vou até ler aqui para vocês sacarem do que que eu tô falando. Antes de sua morte em 2012, aos 95 anos, o grande historiador britânico Eric Hobsball deixou indicado que gostaria de publicar uma coletânea de seus artigos e ensaios sobre a América Latina. A tarefa ficou a cargo de Lle Bethel, especialista na região e amiga de Hobsbal por mais de 50 anos. O material reunido em Viva Revolution é fruto de 40 anos de interesse contínuo do autor pela América Latina. E aí aqui no Viva la Revolution tem um artigo, não vou lembrar onde é que tá, cara. Tá aqui. Aqui eu não tô maluco, tá? No livro. Vou ler para vocês. Vou ler para vocês. Ah, p P. Tem um debate que tá rolando lá, tal, não sei o que lá numa convenção. O objetivo da revolução deles era a expulsão dos fazendeiros. Ele tá no, tá no Peru, tá? Expulsão dos fazendeiros e ocupação das terras. E isso foi de fato realizado, embora a ameaça dos ricos e a presença da polícia e do exército mostrassem claramente que a vitória talvez não durasse muito tempo. Um umas rebeliões, uma convenção lá no Peru, umas rebeliões de campones e o objetivo era expulsar os fazendeiros. Por enquanto, o que acontecia no resto da América Latina, em Lima ou até mesmo em Cusco, era menos importante. Prestem atenção agora. Prestem muita atenção. Em certos lugares, como Talpimo, o Baloarte de Blanco, um cara aí que tava tendo, gerando os debates da América Latina, há indicações claras de uma exaltação revolucionária. Aí diz aqui o Hopsbal, prestem atenção nessa frase. Conversei com um militante evangélico que me explicou a revolução social em termos bíblicos. Cristo estava do lado dos camponeses, como a leitura da Bíblia deixa claro, e afirmou que muitos outros pensavam da mesma maneira. Por outro lado, e só posso basear isso em observações casuais que são provavelmente enganadoras, a atmosfera em dezembro de 62 parece ter sido mais de emoção do que de exaltação. Tá em aspas, tá? O Cristo estava do lado dos camponeses, como a leitura da Bíblia deixa claro. Isso foi a frase que o evangélico que ele encontrou no Peru no ano da graça de 1962 dizia: "Eu estou falando Robes cara, que assim não é um cara que é especialista em América Latina, que viveu aqui tudo. Ele tava dando um passeio na América Latina, conhecendo vários negócios e ele tromba com um cara religioso que explica para ele a necessidade da luta popular dos camponeses expulsão dos fazendeiros em termos religiosos. No vivo aquela revolução aqui no livrinho do Robsb. Então, era uma mobilização popular muito forte e que as pessoas são religiosas e estão tentando sobreviver, os camponeses, os trabalhadores, essa galera toda. E isso vai dar as bases para o que anos depois vai ser a teologia da libertação. Tem um outro trecho que eu não vou caçar ele agora, que ele encontra um padre também. E é a mesma coisa. Se vocês assistirem aquele documentário do, como é que é o nome do mano que é o fotógrafo brasileiro? que era fotógrafo de guerra. O nome do documentário é Sal da Terra. Como é que é o nome do cara? Ai meu Deus, esqueci. Nome do bano. Nome do bano. Documentário do sol da terra. Documentário sal da terra. Como é que era o nome desse mano? Sebastião Salgado. Ih, caraca, eu sabia que era salgado, só não lembrava o que Michel Salgado não podia ser que Michel Salgado era aquele lateral carniceiro do Real Madrid. Exato. Sebastião Salgado. Sebastião Salgado. Assistam Sal da Terra. Sebastião Salgado. Que no primeiro terço do filme mostra ele fazendo uma viagem pela América Latina e ele diz que ele tá no Equador, que ele sobe um uns cantos lá [risadas] Saur Sebastian, ele sobe lá no no nas montanhas lá no no Equador e ele se tromba. com um padre e ele fala: "Era um padre militante, era um padre que eu acho que era da teologia da libertação e aí fica e cara é no meio do lugar nenhum, é tipo assim, num lugar isolado, no fiofó do mundo, com uma paróquia pequenininha, com a galerinha mobilizada lá na caixa prego, numa montanha que não dá para que não tinha como chegar. Você vai ver nas imagens, um lugar assim quase inacessível. E tem o maluco lá que é da teologia da libertação e que tá na mobilização dos camponeses e dos indígenas locais, tá ligado? É, é essa dimensão que a gente tem que ter. Tô falando do Sebastião Salgado, essa não era a preocupação dele na no trabalho dele, mas ele faz menção. O Eric Hobsball faz uma viagem na América Latina, ele tomba com maluco que faz exatamente a mesma coisa. Você vai lendo, você era esse o grau de mobilização, é esse o grau de força de uma esquerda latino-americana conectada com o movimento religioso católico que funda a esquerda latino-americana do século XX. Simples assim, mano. É que a gente perde a dimensão dessas coisas, mas é isso. E por isso foi duramente perseguida. A teologia da libertação um movimento muito forte católico de esquerda em relação em relação aos [risadas] aos governos existentes, a quem sentava o bumbum no estado, né, especialmente depois das ditaduras de esquerda, essa galera toda na luta popular junto com os trabalhadores, camponeses, proletários, essa coisa toda. própria eleição do Salvador Agender, cristãos mobilizado, maluco que estão fazendo esses negócios. A América Latina inteira tá infestada com isso aí, tá? e vai ter uma perseguição sistemática contra essa galera, contra os trabalhadores e os camponeses por um lado, e aí você acerta religiosos que estão envolvidos com eles contra depois no âmbito da teologia da religião, da teoria sobre a religião, né, do discurso sobre a religião, do discurso secundário. Depois tem um combate ideológico, mas ele é secundário também. Primeiro é um debate direto, um embate físico. Tanto que tem uma pergunta que fazem pro Franzin Kelamit já no final da vida dele. É uma entrevista recente, inclusive assim, pergunto pro Franz assim: "A teologia da libertação acabou?" E o Franz disse: "Sim, mataram ela, mataram todo mundo que tava nela". Tipo, ele fala assim: "Mataram as pessoas, mataram as lutas sociais, mataram os lideranças, mataram o pessoal, matou muita gente, pô". Aí você acaba com o movimento, vai matando as lideranças, vai mantando os representantes, acaba. A resposta do Franz é muito inteligente, porque assim, não é que acabou com a ideia da teologia da libertação, ela foi superada teoricamente, não sei o quê, mataram as pessoas, tá porrada de mártir aí e gente que a gente nem sabe o nome porque mataram eles. É simples assim. Então, um movimento que foi perseguido, porque a luta contra contra os trabalhadores foi muito forte, foi muito dura, gente. A gente não pode esquecer o que que o que que é doutrina de segurança nacional, que era a doutrina Monro. Agora a gente tá tendo um um gostinho do que é doutrina do Trump, Don Roll, né? É isso. É perseguição valendo. É um bagulho maluco. Imperialismo comendo solto e na veia, né? Aquele período de Guerra Fria e tal. Então, eh, a religião na América Latina durante o século XX é uma religiosidade muito progressista, muito de esquerda, muito conectada às lutas populares, uns mais radicalizados, outros menos, mas ela é, ela é a ponto de aparecer nos chamados documentos de Santa Fé durante os anos 80, final dos anos 70 e durante os anos 80. São documentos de uma da junto com um conselho de segurança, conselho interamericano, né, de segurança, que é braço da presidência dos Estados Unidos e junto com a galera da CIA. E você tem nos documentos de Santa Fé explicitamente falando: "Olha, os padres são infiltrados marxistas leninistas, tem que combater a teologia da libertação porque são a galera aí marxista leninista se infiltrando." Então, meus amigos, [risadas] é um bagulho sério que a gente tem que entender isso a complexidade, tá? Então isso é importante e tá conectado com esse contexto global, que é isso que eu quero que a gente possa conversar hoje um pouquinho. Do mesmo modo que o avanço do movimento evangélico, a transformação do perfil religioso do continente também tá conectado com as transformações do contexto global, das mudanças econômicas, políticas, tudo que tá rolando, tá tudo não é um um intencional, tipo, não é um grande sujeito que está decidindo as coisas, tipo: "Ah, agora nós vamos fazer isso, agora nós vamos fazer aquilo." E todas as suas ações, né, se realizam como ele queria. Não tem sujeitos atuando, mas boa parte dos efeitos são não intencionais, né? Então assim, é a história se desenvolvendo. Muda radicalmente o perfil da religião, muda radicalmente a posição das pessoas, o que que tá acontecendo, os influxos e refluxos de movimentos populares. E a gente precisa entender isso nessa complexidade, tá bom? Acho legal dessa dessa chamada de atenção. A religião só é tolerada se serve a razão do estado. Exato. Se o não é nem só a razão de estado. Aí que tá. A religião, ela é tolerada enquanto ela funcionar na manutenção ou legitimidade da manutenção da reprodução social. Enquanto ela legitima da chancela para que a reprodução social continue, economicamente falando, ela é aceita. Depois, se ela entra em conflito com o modo de produção, ou seja, com essas com a manutenção da reprodução social, com legitimando ela, ela vai ser apagada. As instituições que entram em conflito com modo de produção são um estorvo. Aí o estado é usado contra elas. É aquilo, né? Não tem como superar teoricamente se não há mais nenhum teórico para criticar a contrapor, afinal todo mundo foi morto. É exato. Exatamente isso. Se você elimina as lideranças aí fica complicado, fica complicado, fica complicado. Aí então é aí que tá. Mas é interessante a gente observar isso porque é um movimento forte, cara. A gente a gente não tem dimensão, né? Boa parte das da do pessoal da velha guarda de militante é conectado com esses movimentos católicos, progressistas, mais a esquerda tinha. E e não é só católico, né? Que nem a gente leu do texto do Holsbal, tinha um evangélico lá que ele encontrou no Peru e tinha muitos protestantes também. É que é tem uma diferença aí no modo como funciona a perseguição do ponto de vista institucional entre protestantes e católicos. E fica aqui um apontamento importante para um padre católico ser silenciado, ser excluído, escomungado, ser sei lá o quê, tem que passar por um processo burocrático longo, mas tem que passar pelas instâncias da igreja, que é um processo burocrático grande, porque nós estamos falando de um estado, o Vaticano e suas instituições representativas em outros territórios nacionais de outros países, né? É um processo burocrático longo. Dentro da igreja protestante é muito mais fácil. Ou na igreja local já decide bem rapidinho, que é bem rapidinho. E como não tem um poder tão centralizado, ele é distribuído, né? Qualquer coisa, a igreja, a igreja protestante já tem racha e já separa e vira 15, né? É gremlin. Caiu uma gota de conflito, surge 15. Depois as perseguições são locais, são diretas, elas elas passam muito rápido. Os concílios, as estruturas institucionais, elas são mais curtas, elas são mais rápidas, mais aceleradas. Então, o cara decide muito rápido de excluir e é muito mais prático, vamos dizer assim. Então, a perseguição ela é muito mais direta, ela é muito mais no confronto. Nas igrejas, mesmo nas pentecostais, aí é por carisma também, vai no confronto direto. Então é muito mais fácil. Aí, sem contar que os caras entregavam os pastores pro DOPS, né? Um grande abraço aí para vários canalhas, especialmente da igreja presbiteriana, que entregava os colegas pro para pro pra ditadura, né? E não tem nenhuma gota de peso de consciência até hoje sobre isso. Inclusive, o Camilo Torres passou por esse processo burocrático. Exato. O Bof, essa galera toda. É lento. O processo é lento para caramba. Evangélicos e peer pressure ou lin. É, exatamente. E ou linchamento. É, bota, bota. Vixe, é mais complicado. Aí tem efeitos também não intencionais nesse processo, mas no geral é muito mais fácil você botar alguém para fora dentro do movimento evangélico do que o católico. O católico dá muito trabalho, então demora mais. [risadas] Ai pueblo. Mas é isso, é isso que acontece, que acontece, que que acontece, né? A gente tem que ir discutindo. Tem um texto que eu recomendo que vocês leiam. A gente já indicou ele aqui algumas vezes aqui no canal. Vou indicar novamente que é um textinho bem legal que é esse aqui, ó. Cadê? Fundamentalismo e reprodução social na América Latina que está na revista Zelota. É um textinho bom, viu? Textinho bom. Modestia parte. Eu mandei bem nesse textinho aqui. Ele foi um texto inicialmente publicado pelo Departamento Ecumênico de Investig Rica, que é o day, que é um dos uma das instituições formadas nesse processo que a gente estava comentando da teologia da libertação dos anos 60, 70, eh, da galera que foi perseguida e que conseguiu escapar e fundou o day, né? A galera foi dur perseguida, conseguiu escapar e fundou o Day, o Departamento Ecênico de Investigações. E aí foi publicado primeiro no Day, na revista Passos, que é a revista do Dayi. E depois a gente traduziu e trouxe aqui para a revista Zelota, fundamentalismo e reprodução social na América Latina, que traz boas coisas do que eu bo os temas que eu vou comentar hoje aqui com a gente e que agora vai sair em inglês num agora numa revista internacional gringa, junto com um trabalho maravilhoso que o nosso André Canaciro e nosso querido Felipe Carlos estão organizando, dirigindo e fazendo mágica acontecer. vai sair agora em inglês também esse mesmo artigo. Quero agradecer inclusive eles mais uma vez pelo carinho, pela confiança. E é um textinho bom, viu? Então, um textinho bem legal, mas já tem a versão em espanhol, tem a versão em português, tem a versão em inglês. Estamos aí trabalhando no mandarim. Brincadeira. Mas aqui nesse nesse texto vocês vão encontrar uma discussão histórica que eu acho bem importante da gente considerar, tá? que é o surgimento do fundamentalismo, mas a relação que ele tem com a com a reprodução social. Exatamente, Kevin. Vai sair, vai sair. Vem aí, vem aí. [risadas] Vai ficar legal. E vem aí numa versão bem bonita, viu? Vou dizer assim, tá? Ó, tá, tá bala. Tá lindo, mas vai sair, vai sair, vai sair. Vitória do trabalhador. E aí a gente vai, eu, eu queria falar um pouquinho sobre o fundamentalismo e a gente discutir um pouquinho essas mudanças religiosas na América Latina, porque hoje a gente não tem mais esse movimento progressista tão forte e ele também não é mais tão católico entre o povo, né? Ele é católico ainda no na América Latina toda. Segue sendo catolicismo a religião mais disseminada e reproduzida entre as famílias, que religião se reproduz no âmbito familiar, né? Bom não esquecer isso. H, mas tem uma mudança substancial. a gente tem um papel do movimento evangélico muito forte e o movimento evangélico muito conectado com a direita estadunidense, o evangelicalismo estadunidense. Se a teologia da libertação é um movimento que carrega muito as lutas populares da América Latina e se apresenta como latino-americana, o evangelicalismo não se apresenta assim. ele se apresenta como um abstrato, né, um pretenso universal e usa diariamente a fonte gringa dos Estados Unidos, evangélica dos Estados Unidos, mas que finge que não, parece que é um bagulho nosso, porque os evangélicos estavam no Brasil, especialmente os pentecostais, muito antes de ter efetivamente essa relação forte entre evangélicos, estadunidenses, tevangelistas com os brasileiros. E a gente vai falar um pouquinho sobre isso. Importante ver essas mudanças. Não é só uma questão política e nem só uma questão religiosa e nem só uma questão econômica. É um combo de relações. É um processo histórico em desenvolvimento. Importante considerar. Mas pra gente poder fazer isso, vem aqui comigo pra gente ler esse trechinho aqui. Fundamentalismo e reprodução social. Vamos lá para react de texto. Não vou ler o texto inteiro porque ele é grande. O primeiro movimento necessário para nossa argumentação é definir o conceito de fundamentalismo. Por que que a gente vai fazer isso? Porque o fundamentalismo se conecta muito fortemente com os movimentos evangélicos, como a gente tem visto hoje. Quantos de nós aqui não ouvem dia sim, dia também sobre os fundamentalistas, o fundamentalismo, fundamentalismo, sei que lá. E ninguém nunca define que rai é fundamentalismo. Conforme comenta George Pixley, um humano que eu amo muito, o fundamentalismo como movimento religioso e social surge nos Estados Unidos ao final do século XIX e tem suas bases apresentadas em 1912 com a primeira publicação de livretos chamados The Fundamentals, os fundamentos, né? Como Pixley indica, o desenvolvimento teórico fundamentalista se apresenta como uma reação à produção teológica filha do Iluminismo europeu, em especial os métodos histórico-críticos de leitura da Bíblia e as contestações de determinadas doutrinas a partir do avanço das ciências modernas. Por outro lado, o movimento era composto, em sua maioria por pequenos proprietários de terra que estavam perdendo sua produção de subsistência e pequenos mercados locais, dando dado o acelerado processo de industrialização imposto pela aliança de uma burguesia nacional e o novo governo pós-guerra civil. Pausa aqui, a gente já volta. Assim como na teologia da libertação, o The Fundamentals, o o o fundamentos The Fundamentals publicados no início do século XX são fruto dos processos históricos do século XIX. A partir da segunda metade do século XIX nos Estados Unidos, você tem um acelerado o processo de industrialização, o avanço pro pro oeste, né, o chamado Far West. Hoje é interessantíssimo ler westerns pensando nisso, inclusive, inclusive fica a recomendação de assistir é um uma série brutal assim, crua, pruta, suja, violenta, né? Ela é, ela é agressiva propositadamente, mas tem sentido essa agressividade. Ela não é gratuita, né? Não é tipo um gore aleatório, não. Ela ela é pensada, a brutalidade dela é muito, tem todo sentido na trama, faz muito sentido para te criar ansiedade de qualquer momento pode acontecer uma desgraça e tem a ver com o que tá acontecendo ali na cena. O que chama em português ficou terra indomável, mas em inglês é americ American Premeval. Acho que é American Premeval. Cara, que série boa para caramba. E ela dá um pouco desse ardo que é o século XIX nos Estados Unidos. é expansão pro oeste, industrialização em certo sentido, eh enfraquecimento dos pequenos do dos dos de pequenos eh proprietários, né, de propriedades familiares, dos tal dos tais dos colonos, terra sem lei, em que cada um faz a seu modo [risadas] a a base da força. Um exército que é incapaz de conseguir resolver os problemas internos do país, externamente avança a terra para cima do México, vai ocupando terra dos outros, mas internamente não consegue lidar com seu próprio povo, né, vamos dizer assim. E os movimentos religioso maluco que vão ocupando espaço. E são movimentos que surgem dessas disputas pela Terra. Então, o fundamentalismo ele surge de um lado como reação de pequenos proprietários que estão perdendo seu espaço de uma classe média velha que agora já não tem mais lugar porque a industrialização tá empurrando ela e aí tá surgindo uma burguesia industrial que se alia ao novo governo pós-guerra civil. Nessas condições, o movimento teológico dos fundamentalistas ganha força, porque a justificativa para você lutar para um modo de vida tradicional se identifica com a ideia de nação, se identifica com a ideia da gente criar o nosso mundo, o nosso planetinha aqui, porque a gente tá sendo atacado pelo por esse pessoal da modernidade. No caso a modernidade, na prática, modernidade industrial. E na teoria, na teologia, é a modernidade do Iluminismo. Porque na Europa, durante o século XIX, surge uma teologia liberal, uma teologia ligada a ciências modernas. usa método histórico crítico de leitura da Bíblia, faz análise arqueológica com decência, começa a aceitar e trabalhar como aliada às ciências modernas e trabalhando no âmbito teológico. Isso reforça uma defesa do próprio movimento de modernização. Mas quando isso chega nos Estados Unidos, a luta dos proprietários ali de terra tradicionais, as famílias que tinham suas casas, não sei o que lá, e o pessoal que trabalhava nessas nessas fazendas, né, que não são necessariamente grandes plantations, né, não são fazendas familiares, são pequenas propriedades, a galera que faz uma classe média tradicional, essa galera começa a ficar com medo de perder seu seu sua subsistência. E aí no âmbito religioso vem umas ideias modernosa também. Então, essas duas coisas se aliam e você tem um movimento fundamentalista que no início do século XX teoricamente aparece nos livretos chamados The Fundamentals, que é para justificar uma série de elementos que se constituem na resistência dessas lutas populares. Populares, não, em parte populares, porque muitos trabalhadores da Terra, mas essas lutas dessa classe média velha, desses pequenos proprietários contra a modernização industrial. E aí você vai ter os Emish, que até hoje mantém sua vida tradicional, as testemunhas de os testemunhas de Jeová surgem nesse período, os adventistas surgem nesse período, os menonitas estadunidenses, né? Depois vai dar os Quaker nesse período e você vê que todos eles estão ligados a essa questão meio de colono, meio dos pilgrims, né, que ocupam a terra e tal, não sei o que lá. E daí também dessa própria dinâmica vai surgir nas periferias, né, especialmente entre a população negra, o movimento pentecostal desse mesmo processo como resistência dessas coisas. Então, eis o balaio de condições que tornam possível fundamentalismo nos Estados Unidos e que vai ser base do evangelicalismo que eles vão desenvolver no século XX. Tudo bem? Os Mormons também. Exato, Kevin. Os MMONs, mesma coisa. No mesmo período. Toda essa galera tá rolando aí. Não é da hora ver isso assim, tipo, cara, olha isso, né? História, desenvolvimento econômico, mudança política, é isso que dá as bases pro surgimento de um tipo de religiosidade. Ponto. Show. Eu acho muito interessante. E aí no âmbito teológico vai ser contra o Iluminismo, mas é um movimento secundário e não é contra o Iluminismo, só os discrentes, é internamente na religião contra os movimentos religiosos que são aí modernizantes, tá bom? Isso é nos Estados Unidos, final do século, segunda metade do século XIX e a reflexão teológica no início do século XX. Beleza, então tá. Deixa eu ver se tem mais um trechinho aqui que eu queria mostrar. Ah, eu vou só ler aqui para fazer sentido o que eu comentei. T ao live aqui com com vontade hoje. Eu gosto desse tema. sistema me pega muito. Beleza, beleza. Então, tranquilo. Trata-se de uma classe média velha e de pobres que agora tinham o risco de perder seus meios de vida para uma nova sociedade que emergiu com as cidades e indústrias modernas. O período de transição e reposicionamento desses grupos e famílias para uma nova ordem social e produtiva foi fértil para o surgimento de novas espiritualidades contraditórias em relação às mudanças promovidas pela modernização. A partir da metade do século XIX, ocorreu a consolidação de grupos como Adventistas, Testemunhas de Jeová, Mormons, novos grupos menonitas estadunidenses, adivindos de conflitos entre os emish a partir dos de 1850 e os batistas. Estes, por sua vez, propuseram e formalizaram sistematicamente a base, as bases do fundamentalismo. No início do século XX também foram o berço dos movimentos pentecostais. Os pentecostais vêm de uma cisma dos batistas. Tá bom? Exato. Os pentecostais fazem música boa porque fazem música que vem de gente preta que canta para caramba e faz um som maravilhoso. É exatamente isso. [risadas] Basicamente isso. A reação religiosa contra a modernização tem como inimiga a teologia moderna ilustrada, mas não necessariamente o mundo moderno capitalista, que aí é a contradição que eu acho mais importante. essa galera vai se adaptar cidades, vai se adaptar à indústria, vai na hora de reorganizar a vida, você vai se adaptar. Então, começa a aceitar o desenvolvimento moderno da indústria, mas não as ideias. Aí vai virar o conservadorismo moral, uma teologia conservadora do âmbito moral, mas de aceitação de tudo que vem do do modo de produção, velho. [risadas] Doideira, né? Ai ai. Desse modo, luta ideologicamente para sustentar e manter a ordem patriarcal, valores de dominação tradicionais, mas não a produção familiar de subsistência. Essa aí já foi abandonada. Agora é você manter esses valores em abstrato. É o homem que manda na casa, é o patriarcado, é a comissão que o homem tem de ser o varão e o cabeça do lar, submissão feminina e todas as bobagens que vão surgindo aí da a partir dessas contradições, né? Há uma aceitação e adequação ao novo modo de produção, uma transição para cidades e uma busca por privilégios, além da manutenção dos privilégios privilégios existentes. É uma reorganização da classe média, agora em adaptação às novas dinâmicas produtivas e sociais, mas em reação à destruição dos valores tradicionais que sustentavam as relações de controle nas pequenas propriedades e também as relações escravistas, especialmente no sul dos Estados Unidos. Beleza, vou até ler esse trecho aqui que é legal, só para a gente ter noção do que que é isso, de você mantém os valores tradicionais, mas você se adapta ao mundo capitalista novo, moderno. Então é um contraernidade em partes. Os conflitos ideológicos no período também são apresentados nas discussões que Angela Davis, aqui é no Mulher Race Class, tá? nos mostra quando trabalha as contradições entre as lutas feministas brancas e negras na transição da produção familiar para a industrial urbana, assim como entre a dominação patriarcal e os novos papéis desempenhados pelas mulheres de classe média estadunidenses entre meados do século XIX e início do XX. Em geral, uma mudança acelerada, deflagrada por um processo de modernização capitalista põe em crise a ordem ideológica e de dominação vigente, o que requer uma adequação a desses valores às novas relações produtivas, de modo a promover uma racionalidade de conservação dos valores, mas em busca da defesa de privilégios em uma nova dinâmica e estrutura social. Traço característico do fundamentalismo religioso. Qual que é o traço característico? Busca de defesa de privilégios em uma nova dinâmica e estrutura social. Defender privilégios em uma nova estrutura econômica e social. É isso que o fundamentalismo faz de maneira prática. Aí na teórica pouco importa nesse momento. Interessante, não é? Interessante. É interessante. E dentro da igreja já ouvi que Satanás estava tentando enganar com o surgimento de outras denominações no mesmo período. Exclusivo, tacanho, sem dúvida. Quando vemos que as condições sociais que permitiram esse surgimento de várias denominações ao mesmo tempo. Exato. Exatamente isso. Exatamente isso. E aí o que acontece é que esses esses novos movimentos vão ter que se adequar. Ou eles se adequam ou eles acabam. Hum. Tirando os Zemish lá que criam pequenas comunidades que tentam viver de maneira tradicional até hoje, mas que aí também não se expande, essa galera se adapta, se adapta sim, de maneira impressionante. E aí no início do século XX, quando tem esse surgimento dos das dos ideais dos fundamentals, vira aqueles livretos, especialmente entre os batistas, no sul dos Estados Unidos, também no norte, mas bom, vai surgir um movimento que é o pentecostal, o movimento pentecostal que surge nos Estados Unidos através da experiência de glossolalia. ou glossolia, depende de quem fala, não sei qual que é o correto, que é falar em línguas, né, que tem a êxtase, esse êxtase que você entra em trans e tal e tal. E é um movimento que surge entre negros estadunidenses e tem como referência teórica a liderança do William Seor, que era um, acho que filho de exesravizado que pode se educar e quis fazer parte do seminário, né? Se formar no seminário Batista. E aí, depois de muita treta e racismo e segregação, ele conseguiu fazer parte do seminário, mas ele assistia as aulas da porta do lado de fora, os brancos dentro da sala e ele na porta sentado ali tentando acompanhar. E esse cara vira uma grande referência liderança, porque ele é letrado, ele tem um um eh recursos sociais ali que garantem ele uma liderança institucional importante. E ele vira o foco, né, representante, vamos dizer assim, desse movimento pentecostal que tem essa experiência de êxtase, glossolia, glossolalia, e que entre os o o o os negros estadunidenses dá muita liberalidade para eles poderem vivenciar a espiritualidade como eles querem. Então, é esse lance que a gente vê muitas vezes em filme gringo ou mesmo na nossa igreja aqui brasileira de cantar, de dançar, de girar, de fazer aquela música boa para caramba. corais que apesar de ser um coral extremamente organizado, que abre voz, ele tem muita liberdade para você firular, para você e ali no flow, no fluxo, vai do feeling do que você tá sentindo e bora junto, né? Então, muita criatividade e tal, que digase de passagem, o Wship destruiu, né? Assim, essa porcaria chamado worship destrói esse espaço de liberdade, de liberalidade, de você meter um solo bem louco, uma virada muito doida, um coral que o cara vai lá e canta e dan isso aqui a estrutura que a gente montou. tem uma base, mas cada um faz do seu jeito, que eu acho muito mais legal, com todo respeito, mas eh tudo bem, worship destrói essas coisas. O movimento ele domestica, né? O worship domestica o espírito. [risadas] Aí o o exato, é quatro notas do teclado, um um cint pad, né? Chato para caceta. O baterista não precisa nem cruzar os braços. Vocês já perceberam o batera de um worship, ele toca de de com as as aberta. O que só precisa fazer tum tum tá tum tum tum tá. É só isso que ele faz. Nem usa chimba. Coitado. Triste. Vamos ter péssimos músicos daqui pra frente. Dito isso, os pentecostais surgem com esse processo. Esse movimento é um movimento periférico de negros dentro de um ambiente de segregação. Só que o a os trabalhadores brancos também querem participar dessa festa, também anima eles. E começa a surgir um pentecostalismo branco que num primeiro momento frequenta as igrejas com os negros, mas tá num ambiente de segregação. Então é um problema danado. E aí, branco, branco, como a gente viu no filme Pecadores, né? Tem uma maldição naquela terra que vampiriza e pasteuiza toda a cultura. E aí o o os brancos criam sua igreja pentecostal, igreja pentecostal branca, segregacionista, racista e muitas delas envolvidas com a kakaká. A Assembleia de Deus dos Estados Unidos só foi pedir perdão por ser segregacionista e pelos crimes cometidos no processo no início dos anos 2000, tá? Até até então era igreja branca. E os missionários que vem dos Estados Unidos para cá no início do século XX era branco para fazer igreja para branco. Mas quando eles chegam aqui, os batistas branco brasileiro não gosta desse negócio pentecostal não, mano. Negócio de cantar, sair aqui da regra do culto, fazer o lengua isso não é legal não. E aí os os caras chegam aqui no início do século XX, 1911, a chegada dos missionários das Assembleias de Deus, que é a maior denominação pentecostal desse país. E que começa essa brincadeira toda. Esses caras chegam na igreja batista aqui, porque eles vem como missionário batista e os caras, ih, que bagulho é esse aí? E eles ficam escanteado e aí não consegue, não consegue ter espaço nas igrejas brancas. Quem que curtiu esse negócio de dançar, cantar, fazer uma lengua alengo aí e a gente poder ter uma espiritualidade mais liberada? a população preta, que é a base das Assembleias de Deus até hoje, mulher, pobre, preta, de periferia, as casas eram, as, os cultos eram nas casas, as igrejas eram nas casas, as casas muitas vezes ocupadas e lideradas pelas mulheres que buscavam uma conversão do marido que tava tem muito tempo fora e que ficava fadiando às vezes lá depois do trabalho, trabalhava que nem um condenado, depois que terminava o trabalho já não aguentava mais suportar, tinha uma vida desregrada do ponto de vista social, formal, voltava para casa. Aí as mulheres também queriam uma conversão dele e começa esse negócio tudo. O movimento ele é basicamente feminino até hoje. Negro de periferia é a base. Só que as lideranças são brancas. Contei a história do meu tataravô aqui no começo. Branco e o genro dele também. A base da igreja, família do meu pai já não. Então tem essas coisas aí. Show. Show. Dito isso, esse movimento, ele chega aqui no Brasil, mas ele é periférico. Existem evangélicos aqui que desenvolvem um pentecostalismo brasileiro, brasileiro, porque ele vem nessas contradições, ele é assimilado por essas contradições e apesar das lideranças ainda serem influenciadas por gringo, então é só pegar os os jornais, por exemplo, das Assembleia de Deus ou mesmo da da CBB, da Convenção Batista do Brasil, ainda tem muita referência da Convenção Batista CBB. ia falar uma parada, eu falei outra. Perdão. Aqui já foi ato falho. A congregação cristã CCB, [risadas] pegar as questões, a CCB, o que eles comentam, o que eles conversam sobre, né, tradicionalmente ou os jornais das Assembleias de Deus, você vai ver muita referência gringo. Só que a base não, a base é muito brazuca, é muita religiosidade brasileira, cara. A gente vai misturando, vai criando umas coisas novas, é uma loucura. tanto que tem um combate constante as essas assimilações que são que acontecem no pentecostalismo brasileiro, mas tá desenvolve, mas é periférico, é pequeno. E eu tô falando de 1911 até 1900 e 80. É um grupo muito pequeno, então fica aí uns 70 anos crescendo bastante, mas ainda nem aparece no BGE. Vai aparecer legal nos anos 90. Enquanto isso tá acontecendo, por outro lado, na América Latina, tá acontecendo um movimento que a gente falou agora h pouco da teologia da libertação e dessas lutas populares camponesas. As igrejas evangélicas estão nas cidades, mas as cidades são pequenas. As cidades não ainda estão em processo de modernização. As cidades ainda estão se organizando. O Brasil, a América Latina, os países aqui eram tudo rural. Tava todo mundo no campo, majoritariamente tá todo mundo no campo. E qual é a religião que desde o processo de colonização estava no campo, fazendo uma rede imensa que se espalhou por todo o continente? Os católicos, eles tinham capilaridade muito maior do que qualquer outra instituição. E aí quando os movimentos dos trabalhadores, os padres, a galera toda vai se alinhando, se organizando e vai com essa capilaridade se espalhando certo movimento de luta popular e é a religião nas contradições de se apoia ou não o povo, se apoia ou não o estado, o que que tá acontecendo aqui? Este processo todo faz com que essa mobilização de esquerda seja muito forte e os camponeses se organizem para sobreviver. É o que vai ser as lutas populares da América Latina durante a primeira metade e até em certo sentido da segunda metade do século XX. religiosos de esquerda, movimento popular, em defesa da terra, luta pelo campo, pelas famílias do campo. Por outro lado, as questões de tentativa de projetos de desenvolvimento nacional, que em suas contradições fortalecem essas lutas do campo, que em busca de de defesa encontram na no anticapitalismo os aliados comunistas, socialistas e essa galera toda. E assim vai se criando um clima terrível, vai se criando um clima pra gente poder ter a aliança entre a luta popular, entre movimentos radicalizados de esquerda e entre os católicos que estão junto dessa galera também lutando para manter sua terra. Se você observar por esse lado, você entende porque que era tão difícil um discurso comunista mais tradicional, o pessoal chama de ortodoxo, mas mais ligado a um planejamento de desenvolvimento das forças produtivas, tal o qual aconteceu na União Soviética, tinha dificuldade de ganhar massas aqui no país. Qual que é a grande dificuldade de um movimento comunista que planeja, que pensa, ah, a gente precisa desenvolver o país, tal, qual a União Soviética? Qual que é a dificuldade? A dificuldade é que a massa da população é camponesa e que eles não estão pensando em ir pra indústria, estão pensando em manter a sobrevivência na terra. Então, os movimentos que são mais maleáveis, mais flexíveis e conseguem buscar alternativas de desenvolvimento que tentam aliar indústria e campo, tem mais facilidade de acessar as massas. Nesse momento a população tá no campo. Durante o século XX, essa população vai ser expulsa do campo, vai ser massacrada, vai ser empurrada paraas cidades, vai perder suas terras, vai ser morta, vai ter, vai nem que seja aos pouquinhos, que o filho já não consegue mais viver ali na na fazenda, que já não tá dando conta. Então, vai na cidade, consegue um dinheiro e manda pra gente. Aí, aos poucos, as famílias vão se mudando pro da do campo pra cidade, as cidades vão aumentando sem planejamento nenhum. O famoso eh 50 anos em cinco [risadas] expressa bem a ideia de quão violento é o processo. E quem acolhe aos poucos essa população que tá chegando nas cidades sem grande apoio nas periferias é quem tá na periferia que eram as igrejas evangélicas pentecostais nas casas das pessoas auxiliando o pessoal a se organizar na quebrada. Surgia pastor, né? Pastor ou implantador de igreja que nem Gremlin também, cara. Se sente vocacionado por uma missão muito importante, reconhecido enquanto pessoa, vai lá e vai cumprindo a missão de montar a igreja na casa dos outros. Ah, quem te ordenou? Ninguém, meu amigo. [risadas] Ordenação aqui, ó, popular, aclamação popular, carisma. Cheguei lá, o pessoal gostou, a gente saiu fazendo igreja. Era o meu vô. Meu vô por parte do meu pai, vô Vicente. Meu avô era Cafuço. Se a gente usasse as tradicionais classificações, né? Um homem negro eh, analfabeto, eu for analfabeto, se alfabetizou na igreja praticamente e se alfabetizou, né? Entendo alfabetizou como sei escrever meu nome e entendo o código que eu utilizo. Meu avô era essa pecada, mas era um cara muito carismático, muito sagaz, muito inteligente, muito sagaz, muito carismático e que realmente assimilou o discurso religioso e teve uma conversão e tal. E o que que ele fazia? Ele implantava igreja. Ele mudava de cidade, não é porque ele tava sem emprego, ele mudava de cidade para montar uma igreja nova. Ele ia saindo de um canto para outro, montando igreja nas cidadezinhas no interior do Paraná. Analfabeto. Ele não lia a Bíblia. Minha avó ia com ele nos encontros de formação, nos lugares que tinha estudo para minha avó ler para ele, porque ele não lia, pô. ou ele pegava o bagulho e levava em casa para minha avó ler para ele saber o que os caras estavam falando. Então, e aí ele ia montando igreja, montou a porrada de igreja, ia saindo montando igreja e aí montava igreja, chegava um pastor lá, uma liderança local, pronto, agora eu vou pra próxima. E assim foi se espalhando muitas das igrejas dessas pentecostais. Então, quem criava redes de apoio, de solidariedade nas cidades era esse tipo de organização. Ela é muito orgânica, muito popular e com gente, vamos dizer assim, gente como a gente, né? O cara não precisava ir até o centro da cidade para ir um culto, não precisava ir até a Santa Sé para poder participar da de uma homilia se cheia das 9 horas. Não tá ali, mano, nas casas, nas garagens e tal, no qualquer canto. E isso vai criando essas bases de uma nova religiosidade muito popular e na periferia, só que uma religiosidade cheia de de contradições também. O fato de falar popular não significa um adjetivo positivo. [risadas] Um adjetivo positivo não é necessariamente. Beleza, isso acontece. Então, ao mesmo tempo que você tem a teologia da libertação, pá, e as lutas de repressão que a gente comentou, do outro lado você tem um evangelicalismo que é das periferias e nas cidades e que tá devagarzinho também aparecendo aí, né? Então, tipo, duas contradições aqui que estão conflitantes e que vão atravessar o século XX. O século XX será atravessado por isso Jesus Cristo. Quando a gente vê hoje, maioria evangélica de direita, maioria católica de esquerda, não é uma preferência aleatória. Tem história, tem que conhecer a história para entender, mas tudo bem. Pô, valeu, Francele, grato pelo carinho. Valeu demais aí, tamo junto. Excelente aula, Bruno. Obrigadão. Agradeço o trabalho que está desenvolvendo e torço mais pessoas e acessem seu conteúdo que é muito top. Obrigadão. Obrigadão de coração, de coração. Valeu pelo carinho. Tamo junto, pô. É para isso que a gente brinca com essas coisas. Valeu demais. Valeu mesmo, de coração. E aí acontece isso. Você vê essa essas mudanças, né? Tipo, você vai ter conflitos entre grupos de esquerda católica com grupos evangélicos de direita ou ou essas a gente automaticamente falar evangélico de direito conservador, automaticamente o pessoal católico tem a teologia da libertação, pode ser progressista. No início dos anos 90, se você pegar o final dos anos 80, início dos anos 90, quando começa a ter muitas eleições, né? Pós-redemocratização, pós-redemocratização, pós-redemocratização. O mensageiro da paz, que era um jornal que até então não não falava de política, entre aspas, porque era político para caramba, era pró ditadura até o osso e era anticomunista até. Nossa, o mensageiro da paz, que o jornal da Assembleia de Deus, ele começa a falar da importância de irmão votar em irmão. Irmão vota em irmão, hein? Em votar em pastores de lideranças. Por quê? Porque os bispos progressistas da Igreja Católica tem esse artigo, cara. Esse artigo ele é aí muito curioso da gente ler. Os bispos progressistas da Igreja Católica estão aí com um plano para dominar o país. E aí eles viam no PT, no MST, nos movimentos de esquerda, as bases desse movimento de libertação que surgiu na América Latina. Se o teu adversário reconhece a força que você tem nos textos, é pra gente construir esse cenário, o quão impactante foi a da libertação e o movimento de esquerda católico. É esse o grau de impacto. E o por foi dentro das igrejas tradicionais protestantes foi a perseguição tão dura contra as lideranças. Exato. Aliados dos comunistas. Aliados dos comunistas. E o por que tanto teólogo da libertação tem que avisar todo dia que ele não é comunista. [risadas] Tem um monte de teólogo da libertação faz não, não, não sou marxista, não. Não sou comunista não. [risadas] Eu ten que fazer isso porque não tem como, né? O cara vai ser vai ser ser conectado com isso, porque afinal a história tá aí para para mostrar. Tudo bem. A partir dos anos 80, com toda essa história que a gente tá construindo aqui em 1 hora e 45 minutos de papo, a gente vai ter um planejamento de expansão dos evangélicos. Isso aparece lá mencionado, por exemplo, no documentário da Petra Costa, que é Apocalipse nos trópicos, que a gente já tem aqui o nosso react do documentário, nosso comentário sobre o documentário. A gente tem um react e uma live. vez em dois em duas partes, reactive, react não, né? Comentário, tem um vídeo, um comentário e uma live. Então, quiser saber as nossas críticas ao documentário e também os pontos positivos documentário, tá lá. A gente tem algumas críticas e pontos positivos, né? Críticas de assimilar o que é bom e rejeitar aquilo que não ficou bom. Você tem realmente efetivamente a partir dos Estados Unidos, do governo como projeto projeto incentivar e municiar movimentos evangélicos para usar a religião como soft power. E o papel principal, o protagonista dessa brincadeira são os teleevangelistas que surgem antes do plano. De novo, surge uma coisa na história, ela tá decorrendo. Alguém saca ela, pensa sobre ela e faz acontecer. os teleevangelistas, que são os caras que utilizavam cadeias de rádio e de televisão, juntava as cadeias de rádio e a televisão, juntava isso e massivamente propagandeava a sua fé, sua religiosidade e tal também, pá. E essa galera começa a surgir ali nos anos 50, né, com rádio muito forte, rádios religiosos, anos 40, 50 com rádio religiosa. Sabe aquele, cara, como é que é o nome desse filme? Putz, mano, como é que é o nome desse filme? filme com George Cloney, que ele é um um fugitivo do da da prisão. Caraca, mano, como é que é o nome desse filme? É uma comédia engraçada. Eh, George Cloney, eu esqueci o nome do outro ator, eh, filme Anos 40, Fulga Prisão. Que filme é esse? Cadê você? Isso. E aí, meu irmão? Cadê você? É esse filme você tiram [risadas] nos anos 30. E aí, meu irmão, cadê você? Assista esse filme, é divertido. É um filme divertido. Mas o que acontece? Os caras precisam fazer uma grana porque eles são três fugitivos. estão [risadas] são três bandidos fugitivo. Eles estão fugindo. O filme é com George Chloe. Eh, e aí nessa nessa nessa fuga que eles estão tentando passar limpo de ter fugido da prisão e arranjar uma vida nova, eles encontram o mano também que é um um cara que canta muito, toca muito tal. Eh, canta muito assim, toca muito. E aí eles vão fazer uma grana e qual que é a sacada? Vamos na rádio. E aí, isso é os anos 30, né? Vamos na rádio, que a rádio era rádio religiosa, então, tipo, fazer a música, rodar na rádio religiosa e aí os três fazem uma música, tal, não sei o que lá e tentam botar para rodar, vai nas rádio, porque tinha muita rádio que funcionava de propaganda mesmo, de pregação, né? E é um é um filme divertido. É legal esse filme. Eu gosto desse filme. É um filme divertido. Cadeia de raios de televisão. [risadas] Pior que eu não gosto desse tipo de comédia. Vale a pena. É legal. Vai, é legal de verdade. Vai curtir, vai curtir. É divertido. É um, é um filme divertido. E aí tem a música, tal, faz aquele negócio todo, aquele estilo blue grass, né? Inclusive tem um, olha aqui, que aleatório, tem um álbum que eu não lembro quem fez. Quem que fez esse álbum? Mas é um as músicas do Green Day cantadas no folk desse estilo blue grass é muito interessante cara. Ah, agora vou é muita referência, muita referência hoje. F álbum de folk Day Lass a Bluegrass tribut. É isso aí. Picking on on Picking on Green Day. Blue Grass Tribute. Agora eu não lembro quem é o o autor. Quem que a galera que fez isso aqui? Ah, quem que fez esse disco? Eu não lembro quem fez. Ah, pô, não sei quem fez. Quem foi a banda que fez aqui? Não sei. E também não vou lembrar agora, mas é aqui. Aqui tem informação, muita informação. É aqui é cultura. [risadas] E é bem bom, cara. Botei aqui o nome do do álbum. Picking on Picking on Green Day. Blue Blue Grass Tribute. A Blueegrass Tribute, que é muito bom, tá? Bem bom esse esse tributo aí. É bem bom. Vou dizer que essa homenagem a ao Gen é muito boa. Muito boa, meu amor. Sem sacanagem. que informação dito isso, eh, usava, o pessoal usava as redes de de rádio e tal, não sei o que lá para ficar propagando, religião e depois o uso da TV também, né? Então, nos anos 30, nos anos 40, nos anos 50, nos anos 50 o pessoal já começa a ver o potencial que aquilo ali tem. Olha, tem potencial esse negócio da religião aqui, hein? Tem potencial. >> [risadas] >> E aí surge figuras como Billyran, cujo papel é propagandear a religião dentro de uma proposta anticomunista. O que ele quer ser anticomunista, basicamente o papel do do Greenal, o papel [risadas] do sacanagem, o papel do Billy Gran, do Billy Joe. O papel do Billy Gran era eh ser era ser anticomunista, cara. Então é é ir lá pregar pros pros combatentes da guerra na Coreia, né? Abençoar a guerra da Coreia, ser contra o pessoal que quer acabar com a com a invasão do Vietnã, né? É isso. É isso. Papel de ser anticomunista e agora os filhos reproduz, né? Tudo bem. surge os teleevangelistas, eles vão surgir e eles usam essa massa. E os Estados Unidos, a partir dos anos 80, começa a utilizar isso como soft power, como um jeito. A a igreja ela entra nas outras nos outros países, ela ela a religião, ela tinha a liberdade de acessar ali e começar a criar essas igrejinhas no na garagem, igrejinha na casa do outro e tal, não sei o que lá. E vai o quê? os missionários gringo recebendo grana, recebendo apoio. Vai os missionário gringo. Ah, vim trazer religião. Religião e discurso de liberdade gringa. American way of life, imperialismo na veia e com cara de Deus. E aí você começa a ter uma produção teológica voltada para isso, os movimentos de juventude, de disputa de de guerra cultural contra o que tá acontecendo, por exemplo, das revoluções do do das revoluções, eh, como é que é o nome? essas revoluções culturais, mas não é revolução cultural o nome, tipo os hips, eh, [risadas] o, a música pop, o rock pop, essa coisa toda que tá surgindo e que mobiliza a juventude e que a galera então vai gostando e não sei o que lá. Aí você vai ter os movimentos então pela utilizando esses recursos da juventude, dessa coisa jovial para você disputar a cultura e disputar cultura nos outros países contra a cultura. Obrigado, obrigado, Thaago. Esses movimentos de contra cultura, wood stock, essa parada toda. Perfeito, mano. Obrigado. Aí estamos chegando aí. Contra cultura. Vai surgir todo esse movimento. Todo esse movimento. A galera vai começar a fazer isso. Pá, p pa pa. E vai surgir várias instituições religiosas gringas feitas para isso, para você influenciar as outras culturas, outros espaços e tal. E vai chegando em tudo canto é canto. Quando chega no Brasil, nas igrejas pentecostais, por exemplo, os pentecostais brasileiros da velha guarda rejeitam. Falei isso não, não pode bateria aqui. Bateria é pecado. Não pode guitarra aqui. Guitarra é pecado. Os religiosos tradicionais aqui do Batista, pessoal também é pecado, não pode. Então é uma luta da juventude agora porque tá sendo influenciada pela pelo pelos gringos, [risadas] influenciada pela cultura gringa. E fala: "Pô, mano, a gente pode utilizar aqui no culto, por que que a gente não pode fazer isso? O que os caras estão fazendo lá?" Aí começa a ter o show míssil crente, começa a ter eh uso da encher estádio para ter um momento de êxase com música não sei o que lá pa disco, CD, fita cassete das bandas surgindo, utilizando diferentes estilos musicais, essa coisa toda. Os anos 80 invade o planeta com isso, né? Os Estados Unidos nos anos 80 invade o planeta com isso, utilizando esse conteúdo todo como soft power. Cara, é isso, espalhar a cultura e planeja isso. Gasta dinheiro para caceta com isso, incentiva esse bagulho. Vai surgir os movimentos tipo Jocum, cara. Eu eu conhecia Jocum desde que eu era criança, a gente tem uma admiração gigante. Mas a gente tem que noção de onde veio esse bagulho e que que reproduz. Reproduz ideologia gringa, estadunidense, tradicional imperialista. É isso. Ah, mas é porque foi bom, porque eu conheci Jesus, porque o fulano de tal fez não sei o quê. Essa tua experiência pessoal, sossegado, interpessoal, relacional. É assim que a gente cresce. Mas a gente tem que entender de onde vieram as instituições das quais a gente faz parte pra gente saber se a gente quer pactuar com essa porcaria, entendeu? E não é só o Jocum é um exemplo, mas tem uma porrada de exemplo que vai vir com discurso de ganhar juventude, de luta contra cultural, de não sei o que lá e de fazer um monte de parada que é para isso. Soft power para espalhar religião estadunidense gringa. Aí por que que será que o pessoal vai começar a a regular a religião nos dos outros países? Por que essa porcaria tá sendo usada para gringo entrar aqui e ser contra as os movimentos sociais que tá tendo aqui? ser contraestabilizar governo, óbvio, conflito político internacional, não é só uma questão de fé, de não sei o quê, tá tudo isso envolvido, Jesus Cristo. Então, a gente tem que ter noção desses bagulhos para poder entender, entender o que que é que tá falando, entender o que que tá acontecendo, ter crítica, ser crítico, ser, tem que ter análise crítica. Para isso tem que ter essa noção de conjuntura, de processos econômicos, políticos, sociais e de história. A partir dos anos 80, esse bagulho chega aqui, chega aqui de fora e um monte de brasileiro começa a reproduzir, mas reproduzir muito, mas tipo massa. Vai surgir daí o que num primeiro momento o pessoal chama de neopentecostal durante os anos 90, final dos anos 80, começo dos anos 90, chama de neopentecostal. A a a igreja galaxial do universo de Jeová é um dos grandes exemplos, mas tem a reviver em Cristo, [risadas] a Batista de Lon Lake, né? Você você tem muitas muitas vertentes da galera que vai assimilando isso e vai reproduzindo essas paradas, a Lilo Lake, a Universalaxial da Universidade de Jeová, a a Reviver e vai surgindo vários movimentos que vão reproduzindo isso em diferentes maneiras. A a a [risadas] cura ao nosso campo, cura nosso campo, o o Brasil para Jesus, né? São várias igrejas aí que estão surgindo que vão reproduzir isso. E isso só vai se amplificar os anos 90 pegada. E nos anos 2000 aí a gente já tá entregue aí, mano. Dos anos 2000 paraa frente só Jesus mesmo, viu? Porque dos ano paraa frente, meu amigo, não tem o que fazer. dos anos paraa frente é doideira. Isso aqui tem um movimento forte na Califórnia de evangelismo de HIP, ele chama de avivamento das tendas. É, pronto. E desse movimento na iniciativa Viniert. Vinner chega nos anos 2000 aqui. Nossa, toquei muita música da Vinard na é nesse fluxo que foi estabelecido e que foi construído e que depois vira um grande mercado, né? E vira um fluxo de mercado bizarro. Ah, Francele, você chegou no ponto que eu queria e esse arco todo de uma hora, quase 2 horas, já que 2 horas, esse arco todo era pra gente chegar aí. E agora minha última parte do nosso papo é chegar no decend, né? Enviados para a direita, né? O o envio para a direita, o descendi o envio para a direita, é isso. Envio para o conservadorismo. Queria saber o que falaram lá, porque é o movimento do Z. A gente vai chegar aí paródia copyright free. Exato. A gente faz aqui uma tiração de onda rapidamente. [risadas] Mas é legal também como o Brasil reproduz muito dessas paradas a brasileira, misturando elementos religião indígena e de matriz africana que sempre estiveram na cultura negociação com a natureza. Perfeito, cara. O meu problema é a gente sacar o que é bom. A liberdade de produção cultural é uma coisa maravilhosa. O meu problema é o papel desempenhado desse negócio que a gente tem que sacar. A gente aprende para caramba que isso me formou, né? Essa parada de poder tocar música, usar qualquer instrumento, me formou. Só que aí a gente tem que sacar o negócio, né? Nomes todos aprovados pelo jurídico. Com certeza. [risadas] Aqui o jurídico fala alto aqui dentro. O jurídico conversa comigo. O ponto aqui do jurídico, né? Tá no ponto aqui. O jurídico sempre d uma uma Não esquece que você tem que se preservar. Aí a gente chega no Brasil bolsonarista. Exato. Exato, Geseli. É exato isso. É exatamente isso. Em 2000 tem um fenômeno chamado A geração dos filhos que dançam. Aí, ó, é da dança profética. É quando os Valadão trazem música gringa traduzida. Foi a revolução do evangelicalismo brasileiro. Sério? No final, nos anos 90 já, eu lembro de ir num show na cidade que eu morava, no sul de Minas Gerais, num ginásio. Foi que era o show do pessoal do do do [risadas] na frente do do trono, né? Na frente do trono. A gente foi no show lá para acompanhar, pô. Era, era Ana Paula, Ana, Ana Paula Valadão antes da plástica, antes da bota de bit, de pitom, essa parada toda. Eh, o HIP gringo aqui no Brasil virou bicho grilo ribeirinho afro Nova sei lá como é que é o bagulho também. Mas o lance é esse, né? E agora tem worship, né? Essa porcaria chamada worship. Meu Deus do céu. No descende, no enviado para a direita, tinha um pessoal dançando pra bandeira. É. E, mas depois do pessoal que bateu continência para pneu, eu já não duvido de nada. Deus falou comigo, compra a bota. Exato. Lembra desse vídeo maravilhoso? Uma bota de de pitom. Aí Deus falou comigo, compra a bota de pitom. WhatsApp do Bruno tocando só com a mensagem do jurídico escrito: "Não se atreva se falar nada que [risadas] pagar para te defender não." Eu tomo todo cuidado do planeta. Às vezes, às vezes. Se ti pequenas voltadas para tribos urbanos. Ah, sem dúvida. É, então bola de neve, essa parada, a bola de neve para mim é descarado, né? E essa galera toda tá ligada com igrejas gringas, né? Ah, o pessoal descende dunams e a Zion Church, esse negócio todo e os nomes gringo. Ai, que ódio que eu tenho. Zion Church, eh, Descend, é Worship. Ai, mano, que antes ainda era o pessoal era mais sutil, né? Antes era mais sutil, agora é descarado. Tem Ai, que ódio. Tem um E isso vai se espalhando e vai sendo reproduzido. As pessoas reproduzem porque a classe média tá utilizando, aparece na no YouTube, aparece com aquela sofisticação, aquele negócio, o pessoal quer emular na quebrada, velho. Isso é óbvio. Moro aqui no Capão Redondo. Na estrada Tapsirica. Agora não tem mais, infelizmente, porque a igreja fechou. Mas estapirica em cima do correio. [risadas] Tinha uma unidade do correio embaixo, a igreja em cima. A igreja se chamava Igreja Vida Life Church. Igreja Vida Life Church era o nome da igreja. Aí igreja Vida Life Church. Eu fiquei pensando, a gente tá no Capão Redondo, com todo respeito, com todo respeito. Quem é o bilíngue que tá vindo aqui pra gente poder ficar frequentando? [risadas] aí você me quebra. Aí você não me ajuda, você não me ajuda. Tudo bem, então tá. Essa galera toda tá ligada com esse processo todo. Chega gringo, dinheiro de gringo fora, comendo solto, influência, essas conexões que tem de ficar trazendo eh palestrante tigringo como se fosse uma entidade, uma sumidade divina, simplesmente porque é dono de uma grande igreja nos Estados Unidos. O cara fala inglês, parece que ele é mais importante. Reprodução de subserviência babaca com reprodução de Ai, que ódio, meu Deus do céu. Tudo bem, tem papel jogado aí. Então, não é sem querer, não é despropositado essa mudança de disputa religiosa que a gente tá aqui comentando, ela então tem background, ela tem história, ó, background já veio inglês na minha cabeça. Ela tem pano de fundo, ela tem aqui história, ela tem um solo histórico bem bem estruturado e que a gente tem que entender ele. Porque hoje, mesmo que o cara não tenha intenção, ele tá reproduzindo uma série de conteúdos como se fosse religiosos pures, né? O cristianismo pures, ele tá reproduzindo ideologia gringa imperialista sem perceber. conservadorismo, que não é um conservadorismo esclarecido, que entendeu o negócio, não. Ele tá reproduzindo o discurso achando que tá sendo um cara muito fiel, muito dentro da doutrina e do dogma. E ele só está reproduzindo interesse, gringo e defesa do sistema capitalista que explora ele. Porque não existe discurso religioso desconectado das relações sociais, minha gente. E aí falar: "Não, então então o certo é é falar é falar que a esquerda é de Jesus." Não, também não, animal. O ponto é, qual a minha posição diante desse mundo na hora de resolver os problemas? Que que que a gente deseja? Isso é uma coisa. Aí eu tenho minha experiência de fé, tenho minha trajetória de fé, tenho a comunidade de fé, tenho as pessoas com quem eu convivo. Nesta convivência em que eu vivencio a minha experiência de fé, essa experiência não está descolada das posições que eu tomo diante do mundo. Só que não é que eu tomo posição diante do mundo porque a minha fé mandou, porque a doutrina do pastor disse: "Ah, o pastor disse que eu tenho que fazer isso". Azar do pastor. Porque quando eu olho na realidade social, quando eu olho os problemas que eu tenho que resolver na vida, tem coisa que o pastor tá dizendo que vai contra a vida, contra a vida minha, da minha criança, da minha família. Então eu não tô preparando minha criança para ela se vender mais caro no mercado. Então não, eu sou contra esse lance da gente precificar a gente, precificar hora de trabalho e achar que é assim que funciona o mundo. Transformar tudo em mercadoria e tá tudo certo, tá errado. Acha que não é assim mesmo. Tem que pagar pela escola, pagar pelo gás, pagar pela saúde, pagar pelo Tem que pagar o Não, pô, tem coisa que não é mercadoria e eu tenho que frear isso aqui. E a coordenação da divisão social do trabalho não pode ser decidida porque o cara é filho do herdeiro de algum meio de produção, de herdeiro de uma fábrica. Azar dele é socialmente produzido, tem que ser socialmente determinado. Isso tem nada a ver com Jesus mandou A ou B. Só que aí os discursos de meritocracia, de submissão ao trabalho, de não sei o que lá, vem como se fosse bíblico e é reprodução social, é legitimação para reprodução social capitalista. Ser contra a esquerda, contra o comunismo, contra o socialismo, é reprodução de soft power gringo imperialista. E ponto, porque socialismo e comunismo, na periferia desse mundo veio um conjunto de projetos nacionalistas que criam soberania. Não quero ser explorado por uma por um poder estrangeiro. E ponto ponto. [risadas] Ah, mas não gosto de A, não gosto de B. Meu amigo, a gente tem que entender o que mundo que a gente tá. Bem-vindo. Então, um evento como o do Descend que aconteceu esse dia aí, que vai acontecer mais uns encontros, é um evento dentro dessas dinâmicas sociais e que reproduzem esses interesses. E é só abrir o olho. Aí gente, tem uma galera que se faz, não, mas o pastor falou só de Jesus. o caceta que falou sobre Jesus, porque é um o ambiente que ele tá, o lugar que ele tá, o toda a dinâmica como ela funciona, os propósitos daquele tipo de relação, tudo que os outros disseram, toda a estrutura é montada para isso. Azar seu pastor falar, falar: "Não, mas ele não falou nada demais, ele tá dentro do jogo, ele topou com esse jogo." Ponto, ponto, ele topou. Seja claro e joga limpo. Fal assim, sou de direita, sou conservador, eu quero que vai ser todo mundo enviado paraa direita, porque eu não quero que a esquerda você já joga limpo. Para de dizer que é de Jesus, para de dizer que é porque Deus mandou, que você foi só fazer coisa de fé, que é mentira. Mentira. Seja honesto, seja honesto. Troca ideia, pô, né? Então é, é isso, é isso. Isso aí a gente tem que ter noção do que tá acontecendo. E pelo amor de Jesus Cristo. [risadas] Mas é isso, minha gente. Chegamos aqui numa longa corrida do século XX pro século XX e provavelmente a gente vai continuar papeando sobre isso e espero que de alguma maneira seja sem ingenuidades, né? Sem ingenuidades. Então, sem ingenuidades, né? Sem ingenuidades. A gente não pode ser ingênuo não. E isso não significa abandono de qualquer outra coisa. O de de ferro, de sei lá o quê, né? Sem ingenuidades. Sem ingenuidades. Deixa eu mudar de musiquinha aqui que eu preciso. Não, pera aí. Opa. Ai, tá travando tudo aqui no meu computador. Ai, ai. É isso que a gente papeou bastante hoje. Espero que tenha sido útil. [risadas] Um dia a gente vai fazer uma live aqui só para falar mal de worship. [risadas] >> [risadas] >> Caraca, mano, a gente conversou bastante aqui, foi mal, eu tava animado. Os do chipeiros soltam role rol role no meio da administração do nada. Eu odeio também tem um movimento forte, movimento de missões urbanas. Ah, é não. Pode crer, pode crer. Gente daada reacionária. Ah, tá sobrando, tá sobrando. Mas a fé não entra nesse meio campo. Deve entrar em vários campos. Nacionalismo não jovinista internacionalista do proletariado. Daí, ó. Quem diria que ser adulto significaria não fazer só as coisas que a gente gosta. É, a vida tem dessas coisas. A gente precisa ser menos ingênuo mesmo. Quem emprestou a imagem para essa parada sabe exatamente tá fazendo. É o cara. Ah, não, mas a minha intenção do coração. Ah, meu irmão, pelo amor de Deus, né? É, os efeitos sociais não tem nada a ver com a intenção do meu coração. Eu fiz e ai, nossa, sem querer. Tá todo mundo bolsonarista. Não era minha intenção. Ah, cresça. Estou terminando de ler o docel sagrado. Ah, Peterberg. Peterberger, né? A fala justa e fala justamente essa mercantilização da igreja, da teologia. Exato. Como as igrejas se transformam eh a fim de ser um produto atraente. Exato. Isso porque o Aí, pronto, é um livro conservador, mas um livro conservador que não é ingênuo em relação a ao à dinâmica do do mercado catalista. E aí e o cara um dia eu vou falar sobre isso. Ai caraca, eu tenho um artigo que eu que eu escrevi que eu preciso publicar ele e tá guardado, preciso publicar numa revista acadêmica decente para mostrar as a posição conservadora do Peterberger, uma posição totalmente liberal de do do Nosek, que é um outro maluco, e uma posição que, tipo, entende que o problema dos dois é que eles consideram que a instituição é necessariamente falha, então você tem que meio que deixar ela meio de lado e entender valores que estariam supra institucionais. É muito legal. Depois um dia a gente vai paper sobre isso. Totalmente excelente. Tamo junto, Bruno. Obrigado pelo seu trabalho. Eu que agradeço, Ti por todo o carinho de coração. Alguém aqui conhece algum grupo de leitura popular da Bíblia? Fico em em Brasília. Hum. De Brasília? Eu não sei se o núcleo do CBI ainda tá funcionando lá. Posso ver. Vou trazer na próxima live essa informação. Deixa eu já anotar aqui. Inclusive. Deixa eu ver se ainda tem uma galera lá. Se não tiver, a gente vai encontrar um lugar. Pera aí. Deixa eu ver. Ah, aqui, ó. Pronto. Espero que eles estejam atualizados. Jis. Mas, ó, vou mandar aqui para você. Pera aí, pera aí. Contato, telefone, e-mail, endereço. Só que o endereço ele é o endereço do CEBI, não, não do encontro. Então, vou tirar o endereço aqui para gente não [música] confundir. Mas é em Brasília, que é o CEB do Planalto Central. Espero que seja atualizadinho. Acho que dá para papear com o pessoal lá. Ah. Ah, aqui. Pronto, foi. Tá o contato aqui no chat e aí dá para papear com a galera lá. Nada. Que isso? Estamos junto. Que é isso? Tudo bem, minha gente? Espero que vocês tenham curtido o papo hoje. Espero que dê tudo certo essa semana, que a gente sobreviva. E obrigado aí por terem acompanhado essa conversa de hoje falando sobre religião, política, economia, loucuras e falar mal de worship, né? Eu preciso aqui um dia dedicar um dia só para falar mal do worship. Eu preciso muito falar mal disso, [risadas] pô. Tamos juntos. Estamos junto. Fazer o ótimo. É nós. É nós, Kevin. É nós, mano. Tamos junto. Bom dia, Leandro. Como é que você tá em situação de Canadá? Espero que você esteja bem, que tudo esteja em paz ou um pouco mais em paz [risadas] e a gente tá junto. Estamos finalizando o papo hoje. Exatamente. Agora quero pedir perdão já porque eu tive que parar parar o papo por excesso de de trabalho. Tô atrasado até, mas a gente vai sobreviver. Ô, estamos juntos, estamos junto, mano. E totalmente excelente. Mas não esqueçam, não se esqueçam, não se esqueçam. Cadê? Cadê? Não sei. Ih, sumiu minhas músicas. Ah, tá aqui. Tá chegando o carnaval. Não se esqueçam que nem todo lugar. é feriado. Então, tenho solidariedade para as pessoas cuja empresa ou município não aderirão ao ponto facultativo. Lembre delas em suas orações, porque elas [música] mereciam o feriado, o devido descanso. Elas mereciam alguém preocupado ali com a saúde mental delas, com um um momento mais agradável para ter em família, para dar rolê, para fazer retiro ou ir pra festa para desfrutar a vida aí com responsabilidade. Lembre dessas pessoas, elas vão sofrer muito porque elas não vão ter acesso a ponto facultativo. E lembre-se de que a gente deveria exigir que fosse feriado nacional definitivamente, [música] o que implica a gente aceitar que certos filiados religiosos realmente são muito importantes. Então eu vou aproveitar aí, tá chegando o carnaval, tá chegando na nossa correria, curtir essa semana e também lembrar que hoje é quarta-feira. Quarta-feira já é às 11:14 da madrugada, o que significa que já é quase fim de semana. E quase sendo fim de semana também vai ser mais um momento [música] descansar, desfrutar dos dias. E se você consegue ser membro, membro, a membre, membresia do canal, também trocar ideia com a gente lá na Primeira Igreja Aparí do WhatsApp. Tudo bem? Curte esse vídeo, comenta para viajar, hypa, espalha por aí. Quem quiser fazer corte, faça corte à vontade. E a gente segue por aqui. [música] Trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos [música] trazendo boa nova todo dia útil até a vitória final. >> Se cuidem, Deus abençoe [música] e até semana que vem com o tema ainda a definir, né? Então a gente não consegue pensar sempre pessoal da igreja barista que auxilia a ideias boas de P. Quero agradecer quem trou. Valeu, >> [música]