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O QUE A BÍBLIA TEM A DIZER SOBRE DOENÇAS MENTAIS? – HELDER CARDIN

O QUE A BÍBLIA TEM A DIZER SOBRE DOENÇAS MENTAIS? – HELDER CARDIN

O QUE A BÍBLIA TEM A DIZER SOBRE DOENÇAS MENTAIS? – HELDER CARDIN

Quando lemos a Bíblia, não encontramos uma descrição explícita do que hoje chamamos de “doenças mentais”. Ainda assim, a Escritura tem algo a dizer sobre esse tema? Neste vídeo, o teólogo Helder Cardin nos lembra que a antropologia bíblica é o caminho adequado para responder a essa questão.

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Legendas automáticas:

Ah, agora quando a gente fala de
diagnóstico, fala doença mental, não
necessariamente a gente tem qualquer
conexão com uma visão bíblica disso, né?
Nós vemos médicos que não são cristãos,
que não acreditam na Bíblia e vão falar
sobre isso. Mas o nome do livro é saúde
mental e sua igreja. Então, vamos ver
como é que a conexão com a igreja e com
a palavra ela se faz. E aí, eh, qual é a
compreensão bíblica de doença mental? A
Bíblia fala alguma coisa a respeito? o
que é que nós podemos aprender sobre
esse assunto a partir da escritura.
>> Joia. Eh, o bom os autores eles
trabalham uma questão muito legal, o que
eu concordo demais com eles, que é eles
tentam encontrar no coração humano a
razão de muitos desses distúrbios ou
muitas dessas doenças. Eles têm uma
expressão que eu acho muito bonita,
inclusive, Saor, quando eles falam que o
ser humano é um ser adorador.
>> O coração é o locus da adoração, de onde
então procedem todas as coisas.
Diferentemente de algumas outras
abordagens, né,
>> da própria psiquiatria que não leva em
conta a realidade espiritual do ser
humano, que vai tentar encontrar tudo na
psiquê, no corpo, nos fenômenos humanos,
eh no ambiente à nossa volta. os autores
eles se voltam para o coração como um
dos fatores determinantes de muitos
desses equilíbrios, de muitas dessas
doenças, de muitas dessas desordens
eh no âmbito da mente humana, né? E eles
eles identificam três fatores principais
como sendo causadores ou
potencializadores dessas doenças, né? O
ponto central deles é justamente o
coração, que é desde o centro moral,
onde residem os desejos, as crenças e os
compromissos cúlticos ou de adoração do
indivíduo. Eh, isso faz com que
corpo a interação do indivíduo com o
mundo sejam necessariamente tanto
afetados quanto afetem o indivíduo, né?
Os três fatores que eles identificam
como causadores ou eventualmente
potencializadores dessas doenças mentais
são o corpo, né, a fisiologia.
Eh, e é importante a gente lembrar, né,
ô, ô Saur, somos um composto físico,
químico, orgânico, material. Fomos
criados por Deus, temos um corpo, né?
Somos matéria que também sofre os
efeitos do pecado, do desequilíbrio
hormonal, da das das limitações
eh corpóreas e tudo mais. O outro fator
que eles identificam é o mundo, as
circunstâncias à nossa volta. É
interessante que que eles vão dizer até
com muita honestidade, né? Eh, o mundo à
nossa volta, as circunstâncias não
determinam unilateralmente quem somos,
mas influenciam a maneira como lidamos
com nós mesmos, lidamos com o mundo da
nossa volta. Isso é verdade, Saor.
>> Sim,
>> né? Às vezes nós temos discussões
desonestas. Não, o o o exterior não tem
nada a ver. O exterior não determina, o
exterior não influencia. Do outro lado,
vem desde do Aristóteles, Jean-J Roussea
a a psicologia comportamentalista, né?
Não, o meio determina o indivíduo, ou
seja, eu sou fatidicamente,
inequivocamente resultado no meio. Os
autores, eles têm um ponto de equilíbrio
muito legal,
>> não é? Determin,
>> o determinismo biológico, né, que eles
trazem também, o determinismo social
também. É, então que eu acho legal que
eles vão dizer, não, o mundo, as nossas
experiências influenciam sim a nossa
mente, o nosso coração. E é verdade,
Saor, ninguém, ninguém é um é um é um
indivíduo eh isento de emoções, de ações
e reações, né? Desde quando, por
exemplo, estamos dirigindo e vem um
objeto em sentido contrário, no
para-brisa e a gente assusta, fecha os
olhos e o coração palpita. Aquilo é
momentâneo, passa em 2, 3 minutos. Mas é
verdade, temos o luto, temos a doença, o
câncer, alguma dificuldade mais complexa
que passamos na vida. Dizer que o mundo
à nossa volta não participa
interativamente com em quem somos, como
lidamos, seria uma desonestidade imensa
com aquilo que a própria Bíblia fala. No
mundo vocês passarão por aflições.
Tenham um bom ânimo. Eu venci o mundo,
mas o mundo é um mundo de dores, é um
mundo de aflições. E o terceiro fator
mais determinante, que daí eles expõem
até muito mais, é justamente o coração,
né? Então, esses três fatores, eles
identificam como necessários para termos
uma perspectiva bíblica ou uma abordagem
mais bíblica eh da saúde mental, né? o
corpo, a fisiologia, né, o mundo, as
circunstâncias, sofrimentos, as dores
que passamos e o coração no âmbito da
espiritualidade, no âmbito da nossa vida
de adoração a Deus, sem
desconsiderarmos, inclusive, né, pela
próprio pressuposto deles como cristãos,
como teólogos, de que nós existimos num
mundo que tem uma batalha espiritual,
tem uma realidade, um mundo espiritual
que nos circunda, né? Então, eu eu
gostei demais nesse sentido, né? Eles
são honestos. Eh, como eu costumo dizer,
né? Lembra daquela expressão nem tanto
céu, nem tanto inferno, né? Eh, nem tudo
é só coração e nem tudo é só corpo. Nem
tudo é só mundo, nem tudo é só o
indivíduo. Acho que a vida, o mundo, a
realidade humana são muito complexos pra
gente dizer: "Não, isso é só fé ou falta
dela". ou não, isso é só físico,
químico, orgânico e não tem nada a ver
com Deus. Não. São fatores que
influenciam, às vezes puxando um
pouquinho mais para um lado do que pro
outro, mas a centralidade do coração é
um aspecto muito muito legal do livro.
>> Perfeito. E eu concordo 100% com essa
parte de de notar esse equilíbrio da
nossa complexidade, do todo que nós
somos. Porque se por um lado a gente vê
alguns cristãos caindo numa espécie de
gnosticismo cristão, onde matéria é algo
ruim e matéria não é o que importa, a
gente tem que cuidar só do espírito e aí
esquece da saúde e não percebe como a
saúde tá afetando inclusive a nossa
espiritualidade. a gente tem o outro
lado, que é o que você trouxe, que é o
lado onde existe um materialismo, um
naturalismo, onde não existe nada
imaterial, nada espiritual e tudo que
importa é o meio onde a gente vive ou
como é que estão os nossos hormônios.
Mas unir essas duas coisas, eu acho uma
visão que é muito coerente com a
escritura, que mostra que Deus fez a
nossa alma, o nosso espírito, mas ele
fez, ele fez essa parte, mas ele fez o
nosso corpo também e tudo está
relacionado, né? Isso traz uma visão que
mescla a ideia de uma saúde mental no
aspecto mais biológico e social, mas
também com a uma visão bíblica, uma
visão que tem a ver com a igreja, não é
isso?
>> Sim. Ô, senhor, me permita inclusive
lidar com essa sua expressão e ela é
muito boa, né? Eh, nós somos uma
realidade imaterial, mas nós também
somos uma realidade material. Eh,
>> exato.
>> Eu eu costumo dizer, tudo que nós
dividimos muito no ser humano, eh, pode
dar problema, né? Então assim, nós somos
matéria e não matéria, mas ainda assim o
éder esses dois elementos que eu não
posso dividi-los. Nós somos corpo e
mente, nós somos coração e alma, nós
somos desejo e força. Tudo isso
harmonicamente,
complexamente perfazendo quem é o tanto
é que não faz muito sentido aquela
ideia, né? Não, você não pode ser tão
racional, você tem que ser mais
emocional. Não, você não pode ser tão
emocional, você tem que ser mais
racional. Saor, a gente não pode não ser
os dois.
Nós não somos só razão ou só emoção. Nós
não somos só vontade, nem só força. Nós
somos tudo simultaneamente. Então, o ser
humano é um ser único. Um, me me permita
usar uma coisa só.
como ser único composto por matéria e
não matéria. E eles não existem em
realidades distintas, dicotômicas.
A gente não saberia nem desenhar isso,
mas eles se entrelaçam de tal forma em
que, olha que que legal, né? A gente nem
pensa muito e fala, né? Ou seja, como é
que o cérebro comanda nossos órgãos,
cordas vocais para exprimirem nossos
sentimentos por meio de palavras? Cara,
[música] isso é bonito demais, né? Essa
é a junção do material e do imaterial.

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