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A fé vem pelo ouvir

A Metáfora Paulina da Reconciliação (Palestra 3/3) Diego dy Carlos

A Metáfora Paulina da Reconciliação (Palestra 3/3) Diego dy Carlos

A Metáfora Paulina da Reconciliação (Palestra 3/3) Diego dy Carlos

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Legendas automáticas:

Então, a minha proposta ao longo desses
três dias foi ver com vocês uma pequena
dar, né, compartilhar com vocês uma
pequena introdução à doutrina paulina da
reconciliação. a reconciliação que tem
duas dimensões inseparáveis para Paulo,
que é a dimensão vertical, Deus em
Cristo reconciliando o mundo, seres
humanos consigo mesmo, e uma dimensão
horizontal, que são os resultados eh
naturais, os resultados inevitáveis da
reconciliação vertical, ou seja, a
reconciliação entre os indivíduos
reconciliados com Deus. A igreja,
portanto, é a comunidade dos
reconciliados.
E a minha proposta é que a ética cristã,
especialmente em Efésios, Colossenses,
eu argumentaria em outras ah em outros
documentos do Novo Testamento, mas
especialmente aqui é aquilo que eu gosto
de chamar de a ética da reconciliação.
Paulo aplica a sua doutrina de forma
muito prática na sessão exortativa da
sua carta, mostrando que como aquela
comunidade reconciliada com Deus vive
uma moral, vive uma prática
reconciliatória, não é, nos seus
relacionamentos interpessoais dentro da
igreja. Nós vimos no primeiro dia,
então, uma pequena introdução à origem
da metáfora da reconciliação em Paulo.
Ontem nós tentamos ver um pouquinhos da
reconciliação eh cósmica ou reunificação
cósmica em seu aspecto terreno, ou seja,
a reconciliação entre indivíduos, seres
humanos, que deu origem à igreja,
representado aqui em Efésios, pela
reconciliação operada por Cristo entre
judeus e gentios em Cristo Jesus.
Essa foi a primeira parte, digamos
assim, de Efésios. Efésios 1, 2 e 3,
aquilo que nós conhecemos como um
indicativo eh da carta de Paulo, onde
Paulo nos traz informações sobre o que
Deus fez por nós. A partir do capítulo
4ro, nós temos o que chamamos também de
parênese ou exortação de Paulo ou os
imperativos paulinos. E é nesse momento
que nós vamos então pensar um pouquinho
sobre o tema igreja reconciliada, sempre
reconciliando. E como nós não temos
tempo de ver os quatro capítulos ou os
três, perdão, capítulos eh de Efésios,
nós vamos ver uma amostra de Efésios 4:1
a 16, que é o capítulo introdutório da
sessão parenética. Muito bem, você que
tem um handouts, ah, vamos começar. Os
capítulos 4 a 6 de Efésios constituem a
sessão exortativa dessa carta conhecida
como parêneses. Parêneses é a palavra
que significa exortação,
eh, exortação moral. Maior, a maior
concentração de imperativos ah na carta
estão aqui. Nós temos, na verdade, eu
acho que ah eu preciso ver a informação
precisamente. Nós temos em Efésios cerca
de 40 imperativos, 41 talvez
imperativos. Apenas um imperativo
aparece nos primeiros três capítulos.
Eh, hã, em Efésios 21, quando Paulo a
ordena a igreja a lembrar que outra hora
eles estavam distantes, mas agora eles
foram reconciliados. Todos os demais
imperativos estão nos capítulos 4 a se,
portanto, isso é bem indicativo de que
nós estamos lidando aqui com esses esses
esses imperativos morais. Então, estes
imperativos éticos estão fundamentados
teologicamente nos indicativos da
primeira metade da carta, na qual Paulo
descreve o propósito divino de
reunificar a criação, sobretudo em
termos de reconciliação de gentios e
judeus, que resulta na formação de uma
nova humanidade que é a igreja.
Portanto, ah, eu argumentaria, não é de
se estranhar, que a exortação que se
segue logo após aqueles três primeiros
capítulos com tanta ênfase na
reunificação, na reconciliação,
desenvolva o aspecto ético da teologia
da reconciliação.
A reunificação cósmica que eu tentei
expor para você aqui ontem em Efésios 1,
9 e 10 e todas as coisas compreendem
compreende tanto a dimensão celestial,
as coisas no céu, como a terrena, coisas
na terra. A ênfase de Efésios, no
entanto, recai sobre a dimensão terrena
da reconciliação, ou seja, a
reconciliação de indivíduos com Deus e
uns com os outros, resultando na criação
da igreja, tá? Os dois aspectos estão
presentes aqui em Efésios, como estão
presentes também em Colossenses. Porém,
eu argumentaria e argumento no meu livro
que a a ênfase em Efésios recai sobre
este aspecto terreno, especialmente como
nós vemos nessa ênfase tão forte de
Paulo na junção aqui na na união de
gentios e judeus. OK? Então, com isso em
mente,
o meu alvo hoje é examinar brevemente a
relação entre a parênes e a teologia da
reconciliação da primeira metade da
carta, argumentando que os imperativos
éticos da segunda metade de Efésios são
essencialmente implicações éticas da
reconciliação apresentada nos capítulos
anteriores. A igreja, então, é a
comunidade dos reconciliados e como tal
deve cultivar com caráter e atitudes
apropriados, com o objetivo de preservar
a unidade da igreja e promover a sua
edificação. Portanto, pegando aqui,
parafraseando um pouco o moto ah
reformado holandês para Paulo, igreja
reconciliada está sempre reconciliando.
Muito bem. A primeira coisa, então, para
nós alcançarmos esse objetivo é avaliar
um pouquinho, analisar brevemente a
unidade de Efésios, porque há, irmãos,
uma um grande debate ainda sobre a
relação precisa entre os indicativos
teológicos e os imperativos éticos. E
nós precisamos evitar algumas falácias e
ou algum algumas perspectivas
equivocadas, pelo menos na minha
opinião, a do que seria esse
relacionamento. Nós temos um hino
tradicional que eh pelo menos no
ah nos Salmos e Hinos Congregacional, a
última vez que a eu vi este hino sendo
cantado, eh o hino diz mais ou menos
assim em determinado momento: "Morri,
morri na cruz por ti, que fazes tu por
mim?"
Excelente. Eu entendo a perspectiva do
hino dentro do contexto. No entanto, que
isto as pode gerar é a o eh talvez a
ideia de que a ética cristã é
simplesmente uma tentativa de imitar a
Cristo Jesus sem antes haver aquela
transformação que torna o indivíduo
capaz de imitar. Tipo, o que é que você
é capaz de fazer por mim
hipoteticamente? Como Jonas colocou de
maneira tão interessante ontem, algo que
talvez você faria o que na sua, qual é a
melhor coisa que você pode fazer por
mim?
aquela ética da gratidão. Eu obedeço a
Deus a a e sirvo a Deus e obedeço a sua
palavra simplesmente por gratidão.
Verdade. Tem que a gratidão tem que
estar ali. Mas se nós separarmos o
indicativo de Paulo do imperativo, no
sentido de que quando eu leio Efésios 1
a 3, eu tenho teologia.
O que Deus fez por mim? O evangelho está
aqui, capítulos 1 a tr, não é? Bendito
seja Deus e pai de nosso Senhor Jesus
Cristo. Ele nos elegeu, nos predestinou.
Quando nós chegamos no capítulo 4ro, que
ele começa com, portanto,
vivam dessa maneira,
a impressão que isso nos dá e o risco
que nós corremos com esse tipo de
pensamento é separar algo que o
evangelho de Cristo Jesus não separa.
Evangelho ou mensagem, um indicativo, a
ação de divina da ética cristã, como se
o indicativo fosse Deus agindo
e o imperativo
depende de mim. Nós temos o sinergismo
então moral aqui. O evangelho significa
a mensagem do que Deus fez por mim. Mas
agora a partir do capítulo 4ro aqui, eu
que tô na respons, eu que assumo a
direção. Se eu não fizer esse negócio
aqui, a gente não vai obedecer o
evangelho.
Para Paulo não faz a menor, o menor
sentido esse tipo de coisa.
O evangelho para Paulo eu definiria como
sendo a mensagem transformadora
do que Deus fez por nós. Porque a no
momento em que este evangelho encontra
morada no coração de um indivíduo e ele
é recriado, ele recebe uma nova natureza
inclinada
a obedecer
a Deus. Portanto, para Paulo, o
evangelho
integra inseparavelmente indicativo
e imperativo,
proposição teológica
e ética cristã, entende? Portanto, se
alguém diz que ama a Deus, mas odeia o
seu irmão, João diria: "É mentiroso".
Ele pode ter uma doutrina correta. Ele
pode conhecer muito das línguas
originais, pode conhecer muito de
teologia sistemática e ainda assim ser
um demônio na igreja. Nunca foi
alcançado pelo evangelho, entende?
Mas aquele que é de fato crente, ele
absorve o indicativo que o transforma. A
fé vem pelo ouvir e ele é uma nova
criatura, agora criada à imagem e
semelhança de Cristo Jesus. e já
inauguravelmente, pelo menos de forma
inaugural, já pronta para habitar o novo
céus e a nova terra,
inclinado para o Senhor, ele agora vê
Cristo Jesus e o ama e o abraça,
entende? Então, esse relacionamento
entre indicativo e imperativo é
interessante. Paulo não ah não distingue
como sendo duas coisas diferentes,
evangelho e moral. Então nós precisamos
para entender como Paulo conecta a ética
da reconciliação, a teologia da
reconciliação, entender um pouquinho
desse relacionamento. Então, a Paulo
incorpora a parênese, a teologia da
primeira metade da carta, evidenciando o
o caráter abrangente do Evangelho, que
une separavelmente os elementos do
saber, afirmações propositivas, ou seja,
o indicativo teológico e do fazer
instruções propositivas. Ou seja, o
imperativo ético. E eu quero destacar,
então, para isso, para nós vermos essa
ligação à unidade literária e conceitual
de Efésios,
eu quero destacar dois elementos
estruturais importantes nessa epístola,
tá? Primeiro deles é a tensão
escatológica entre o outrora e o agora
da existência cristã. Você não vai
entender, eu diria o Novo Testamento,
mas eu vou afunilar um pouquinho. Você
não vai entender Paulo e aí eu vou
afunilar um pouco mais. Você não vai
entender Efésios se você não entender a
perspectiva escatalógica de Paulo. E
essa tensão entre o outrora e o agora da
existência cristã. Como eu falei no
primeiro dia, naquela experiência de
Paulo a caminho de Damasco, houve uma
mudança de paradigma radical em Paulo e
vários aspectos da sua teologia muito
bem, ah, digamos assim, ah, fundamentada
em seu ah em sua mente por todo o seu
treinamento aos pés de Gamaliel, parte
disso dizer respeito à perspectiva
judaica quanto à escatologia.
e uma, embora não haja uma unidade de
pensamento, não é? Não seja um sistema
que monolítico no no judaísmo do
primeiro século, talvez a perspectiva
mais popular entre a os judeus do
primeiro século era que a existência era
dividida em duas eras, a era presente e
a era futura. A era futura ou a nova
era, o novos céus e a nova terra seria
inaugurado com a vinda do Messias. Até
aqui nós estamos mais ou menos na mesma
página. parece muito semelhante ao que a
gente hoje fala eh sobre escatologia.
Então, essa era a ideia. O Messias vem,
ele inaugura novos céus e e a nova
terra, dependendo do texto que você tá
lendo dos judeus a do judaísmo, eh,
Israel é restaurado, colocado no topo do
mundo, vai reinar sobre todos os demais,
etc, etc e tal. Um dos elementos dessa
da vinda do Messias era a ressurreição.
Então eles atrelavam a ressurreição dos
mortos à vinda do Messias. Quando o
Messias vier, haverá ressurreição. Daí
você vê tanta polêmica nas palavras de
Jesus sobre ser ele a ressurreição, né?
Ou seja, não é qualquer tipo de
ressurreição, é a ressurreição esperada.
Muito bem. Então, novos céus e a nova
terra começariam. Mas aí Paulo se depara
com o Messias. ressurreto. O que
significa para Paulo, poxa, se esse de
fato é Jesus o Messias, Jesus Cristo, a
palavra Cristo para nós, e por isso a
gente precisa ser cuidadoso com a
linguagem, Cristo se tornou simplesmente
para pelo menos pra maioria de nós, o
sobrenome de Jesus.
No primeiro século era um título muito
importante paraa cristologia, é Jesus, o
Messias.
Com isso, os primeiros cristãos estavam
dizendo, este Jesus é o Messias
prometido. Então, Paulo se depara com
Jesus reto e fala e pensa: "Poxa, este
que os do caminho estão pregando é de
fato o Messias, o Cristo?" E ele
ressurgiu mesmo, porque eu estou vendo
ele aqui na minha frente, mesmo após
morrer, uma morte que a lei de Deus
considerava maldita na cruz romana. Mas
se esse é o Messias
e ele de fato ressuscitou, isso
significa o quê? Logo, a nova era teve
início, mas ele olhou ao redor e
percebeu que as coisas pareciam muito
semelhantes ao que eram antes do Messias
ressuscitar. Ele falou: "Mas esa aí, a
promessa era que quando ele viesse
ressuscitasse novos céus e nova terra,
mas a coisa ainda, o mal continua aqui,
o pecado continua entre nós." E aí, como
eu falei no primeiro dia, é aí que Paulo
provavelmente vai começar a desenvolver
a ideia. ele vai reconfigurar,
recalibrar a sua perspectiva eh
teológica, sua perspectiva escatológica,
à luz da sua experiência com Cristo e a
partir de uma releitura do Antigo
Testamento em luz, não é? Pelas lentes
do Cristo ressuscitado.
Ao final do do de qual processo, né? A,
ao final desse processo, ele chega à
conclusão de que não, novos céus e nova
terra de fato
surgiram na ressurreição do Messias como
prometido. Mas o que eu não havia
percebido é que ela vai acontecer em
duas prestações.
A primeira na ressurreição de Jesus,
reino inaugurado. A segunda prestação na
parúia de Jesus, reino consumado.
E só assim uma, né, um parêntesezinho
para Paulo, a escatologia termina aí na
na vinda de Cristo, na parúia,
consumação do novo céus e a nova terra.
Só deixar isso no aí.
Não havia muitas descidas e subidas e
descidas e subidas.
desceu. Uou, novos céus e nova terra
para Paulo. Mas tudo bem, a gente se eu
só deixando no Aí,
portanto, ele entendeu a vinda do
Messias, né, inaugurando novos céus, a
nova terra e que agora os nós viveria
viveríamos nesses nesse nessa justa
posição. A igreja existe para Paulo,
então, nessa justa posição de dois
mundos, a velha e a nova ordem, a velha
e a nova criação, que
coexistirão
até a vinda do Messias. Então,
infelizmente, nós, apesar de já termos
vencido o pecado, nós continuamos ainda
lutando contra o pecado e caindo no
pecado. Não é assim?
Embora nós sejamos novas criaturas, nós
continuamos viver a viver no mundo de
Adão caído. E essas duas
dimensões da existência cristã
coexistirão até o dia em que a nova era
eh destroçará a antiga e assumirá o
lugar dela. E haverá então a consumação
final no céus e nova terra, jardim
restaurado. Apocalipse 21, Apocalipse
22, por toda a eternidade, habitando na
cidade onde o Senhor Jesus está.
Que essa é a melhor bênção do céu,
é estar onde o nosso Senhor Jesus está.
No no jardim restaurado e muito mais
glorioso do que a primeira versão do
jardim. Deus não descerá
para visitar o seu povo na veração do
dia. Quando ele restaurar o jardim,
ele vai estabelecer o seu tabernáculo
entre nós e ele nos chamará de seu povo
e nós o chamaremos de nosso Deus.
E essa é a bênção
da da do novos céus e da nova terra.
Deus habitará no meio do seu povo,
finalmente. Muito mais glorioso do que o
que Adão tinha ali. Muito bem.
Então, Paulo entendia essa justa justa
posição dos dois mundos. Qual é a
implicação disso para o relacionamento
entre teologia e ética? Algumas coisas
que a gente precisa, tem muita coisa,
mas do que diz respeito a nós aqui, a
uma dessas implicações é que em Cristo a
igreja já é nova criação.
Assim sendo, a ética cristã é uma
manifestação da nova natureza cristã.
Tão me acompanhando aqui? Se nós somos
nova criação, isso significa que me é
dada uma nova natureza. Correto? A
nossa, a imagem de Deus é restaurada em
nós, pelo menos em uma dimensão
inaugural. Aquilo que foi danificado em
Adão. Agora nós somos refeitos à imagem
daquele que nos criou. Colossenses 3:10.
Isso significa que nós temos uma nova
natureza a da a qual é nós nos
revestimos desse novo homem. E,
portanto, a ética cristã é uma
manifestação dessa natureza nova. Mas
ainda não somos aquilo que seremos.
Então, nós ainda precisamos
continuamente renovar ou nos renovar ou
renovar a nossa mente pelo Espírito
Santo, de maneira que nos revistamos
diariamente deste novo homem. Segunda
implicação é que a identidade da igreja
é marcada por dois momentos ou a
identidade dos cristãos de forma geral.
A antiga, que a Bíblia chama de adâmica,
de outrora. Lembram de Colossenses, de
Efésios 2 1 a 3?
Aquilo era o o cristão outrora, o de
outrora. Ele era, ele estava morto em
seus delitos e pecados, entregue a ao
domínio deste mundo. Isso era antes.
Esta esta é uma dimensão da nossa
existência.
E nós temos um outro momento, o agora em
Cristo. Por isso que Paulo pode começar
Efésios 2, eh a 1 e 3, falando da nossa
realidade de outrora. Mas Deus, verso 4,
agora vocês são isso. No capítulo 11 em
diante. Portanto, lembrai-vos de que
outrora vós gentios na carne eram isso,
mas agora verso 13 vocês são isto outro.
Então a nossa identidade é marcada por
esses dois momentos. Isso corresponde a
essas duas humanidades. Essa esse é o
primeiro elemento estrutural de Efésios,
que nos ajuda a entender eh a unidade da
carta entre indicativo e imperativo,
porque isso perpassa os seis capítulos.
Essa dimensão ou essa perspectiva
escatológica de outrora e agora pertence
à estrutura dos primeiros três capítulos
e continua na estrutura dos últimos três
capítulos, entende? mostrando a unidade,
coerência e coesão
dos seis capítulos. Segundo elemento é a
metáfora do andar, tá no seu handout aí,
peripatel em grego.
Um dos elementos estruturais mais
notáveis de Efésios é a repetição da
metáfora do andar com o sentido de
conduta de vida. Aparece oito vezes. Os
versos estão aí no seu handout. Veja no
capítulo 4, que é o nosso texto de hoje,
logo no início. Portanto, Paulo começa
com um portanto aqui, baseando tudo que
ele vai dizer eh naquilo que ele já
escreveu. Rogo-vos eu, prisioneiro no
Senhor, que o quê? Andeis,
de modo digno da vocação para a qual
fostes chamados.
Efésios 4:1 é o ponto de inflexão de
Efésios, o ponto de virada de Efésios.
Paulo fundamenta a instrução ética sobre
as premissas teológicas da primeira
metade da carta. Portanto, nos indica
isso. Paulo introduz sua exortação com
um apelo para que os leitores andem de
modo digno desse chamado divino.
Percebam o passivum divinum ou o passivo
de Deus. Aqui é um chamado para o qual
vocês foram chamados. E aqui ele, a
implicação é que Deus mesmo é aquele que
nos chamou. A contrapartida negativa
desse chamado, veja, no verso um, ele
diz: "Rogo-vos, pois, ele está abrindo
aqui a sessão exortativa da carta,
irmãos, a ética da carta. Ele abre com
esse com essa metáfora. Eh, rogo-vos,
pois, eu, prisioneiro do Senhor, que
andeis de modo digno."
E aí nós temos a contrapartida negativa
disso no verso 17.
Veja o que ele diz no verso 17. Não
andeis
como também andos gentios. Andem desse
modo no verso um, mas eu rogo para que
vocês não andem daquele outro modo.
Estes são os dois estilos de vida.
Lembre que a metáfora aqui do andar
significa conduta de vida, OK? Conduta
de vida, a maneira como você se
comporta, como você vive, tá? Essa era
era uma perspectiva bem interessante no
no judaísmo, em que você eh se referia a
um andar ou se referia a ao estilo de
vida de alguém como andar com o Senhor
ou andar sem o Senhor, longe do Senhor.
Então, esses esses dois andares aqui são
os dois estilos de vida contrastantes
que correspondem às duas eras
escatológicas. outrora
da experiência cristã, como é
evidenciado pelo contraste, o outrora e
o agora, perdão, da experiência cristã,
como evidenciado pelo contraste entre a
velha e a nova criação. Nos versos 20 a
24, Paulo se refere ao andar dos
gentios, que era antes da nova criação,
e o andar de agora, que é o natural da
nova criação. Criação.
O restante da parênes, Paulo retorna à
ênfase positiva. O verso 17 e tem essa
perspectiva negativa. Não andeis assim,
mas no restante das ocorrências da
metáfora do andar, ele retorna à ênfase
positiva desse andar, associando-o com
amor, luz e sabedoria. Agora, irmãos, a
menção de Peripatel em 4 também remete o
leitor às ocorrências anteriores da
metáfora, porque 41 não é a primeira vez
que nós encontramos essa metáfora. Nós
voltamos para o capítulo 2, versos 1 e
3. Veja só aqui o que é que Paulo nos
diz no verso dois. Ele fala: "Ele vos
deu vida, estando-vós mortos nos vossos
delitos e pecados, nos quais o quê?
Andastes quando? Outrora.
Percebem a semelhança?
OK. Mas veja o verso 10
do capítulo 2. Pois somos criatura ou
feitura dele, criados em Cristo Jesus
para boas obras, as quais Deus de
antemão preparou. Para quê? Para que
andássemos nela. Você percebe que nós
temos um andar de outrora e um andar de
agora? Isso corresponde às duas eras
escatológicas. Préisto
pós Cristo, pré-conversão pós conversão.
Então, os dois versículos de vida são
pela primeira vez associados às eras
pré- e pós conversão. No capítulo 2,
versos 2 e 10. Quando chegamos nos
versículos 11 a 22 do capítulo 2, a
segunda metade do capítulo 2, Paulo
desenvolve as implicações corporativas
dos versos 1 a 10 em termos de alienação
teológica e social e da reconciliação
que deu origem à Igreja, a nova
humanidade. Ele fala que ambos, judeus e
gentios, foram reconciliados em um só
corpo a Deus. reconciliação vertical e
horizontal, criação de uma nova
humanidade. Isso significa que o novo
estilo de vida cristão se manifesta na
vida comunitária do povo reconciliado.
Versos 13 a 22.
Agora vamos pular de volta para o
capítulo 4, verso 1 e verso 17 com as as
outras duas ocorrências da metáfora do
andar. Em 41, Paulo retoma o novo andar
cristão de 210, o qual é explicado em
211 a 22 em termos de reconciliação.
Isso aqui tá um pouco confuso, talvez
por conta do tempo, mas olhe para esse
gráfico no seu handout. E aí eu vou
resumir tudo isso olhando pro gráfico.
Como que eu entendo aqui a dinâmica
da exposição de Paulo?
Paulo expõe o capítulo 2, versos 1 a 10
e o restante, todo o capítulo 2 é
fundacional também, um desenvolvimento
direto de 1 9 a 10. Ele fala que outrora
nós éramos inimigos de Deus ou estávamos
distantes e mortos. Agora nós somos
vivificados e nós temos um andar que
abandonamos e um novo andar, que é um
andar em boas obras, correto? No
capítulo 11, versos, perdão, nos versos
11 a 22, ele espelha
os versos 1 a 10. Só que agora ele sai
do individual para o coletivo, dizendo:
"Olha, gente, isso significa o seguinte,
esse mais Deus, no verso 4 significa
também que os gentios que outrora
estavam distantes agora foram o quê?
Aproximados.
Isso como como que isso aconteceu? Por
meio da reconciliação operada pelo
príncipe da paz. Jesus que é a nossa
paz, que faz a paz e proclama a paz.
Veja a ênfase de Paulo na palavra paz
aqui relacionada a Jesus.
Estudantes da Bíblia, repetições como
essas não estão aí por acaso. Nenhum
escritor bíblico faz esse tipo de coisa
por acaso. Isso é algo pensado e
obviamente inspirado pelo Espírito
Santo. Deve chamar sua atenção. Paulo
está focando na reconciliação. Aquilo
que aconteceu em Deus, no verso 4, Paulo
agora expande para o coletivo da igreja.
Aquele mais Deus recriou a humanidade
fazendo a nova nova criação. É a criação
dos reconciliados em um só corpo a Deus,
que coletivamente
tem acesso a Deus.
OK? Essa é a teologia do capítulo dois.
Quando chega no capítulo 4, Paulo
retorna,
retorna à teologia do capítulo 2. Só que
se em no nos versos 1 a 10, se em 2, 1 a
10 Paulo fala sobre a antiga e e novo
andar. E nos versos 11 a 22 da
comunidade,
no capítulo 4 versos 1 a 24, ele inverte
essa ordem. Nos versos 1 a 16, ele fala
da implicação da reconciliação para a
comunidade. E nos versos 17 a 24 ele
fala do antigo e do novo andar.
Então ele numa espécie de quiasmo, ele
inverte a estrutura ou a ordem da
apresentação e simplesmente retorna
aquele aquele andar anterior que ele já
introduziu.
Então a no versos 17 a 19 Paulo tá
dizendo o seguinte: "Gente, vocês não
podem recair
no andar do capítulo 2, versos 1 a 3,
porque aquele era o andar de pagãos.
pré-cristo que não conheciam a Cristo.
Nos versos 20 a 24, ele continua nisso:
"Vocês agora são nova criatura. Vocês
foram revestidas do novo homem. Vocês
devem permitir que serem renovados em
sua mente pelo Espírito Santo e devem se
despir do velho homem e se revestir do
novo sempre.
Isso aqui continua sendo o andar de 210,
o novo andar da nova criatura. Entende?
Nos versos, no capítulo 2, versos 11 a
13, ele fala da implicação disso para a
comunidade. Nós somos um povo
reconciliado.
Isso ele desenvolve no capítulo 4,
versos 1 a 16, dizendo: "O andar digno é
o andar dos reconciliados em um só corpo
em Cristo." Dá para entender essa
inversão que Paulo faz e como ele vai
construindo a sua, o seu argumento?
Depois a gente pode conversar mais sobre
isso, se for o caso. Muito bem.
Então, Efésios 4:1 a 16 claramente
reflete a linguagem e ênfases de 2 11 a
22. Paulo descreve o andar digno como um
padrão de vida que corresponde ao
chamado cristão à unidade e harmonia
características da nova humanidade, as
primícias da reunificação
cósmica.
Em contrapartida, Efésios 4:17 a 24
recapitula e aprofunda as implicações
éticas do contraste escatológico de 2 1
a 10.
Muito bem. A metáfora do andar, então,
irmãos, retrata a conduta moral
característica da existência humana em
ambas as eras,
sendo expressa de várias formas.
Outrora,
o cristão não reconciliado era velha
criação, espiritualmente morto, trevas e
tolo. E tudo isso encontrava expressão
na sua conduta de vida, no seu andar.
Agora, porém, em Cristo, ele é nova
criação, espiritualmente vivo, luz,
sábio. Consequentemente, seu andar passa
a refletir essa nova condição.
Em suma, Paulo integra os aspectos
indicativo e imperativo do seu evangelho
em uma metáfora só, peripatel, andar.
Ela prescreve a maneira como a
transformação ética produzida pela
invasão da era futura sobre a presente
deve se manifestar durante o período em
que aguardamos a consumação da era
messiânica.
Vivendo nessa sobreposição das eras, o
cristão deve exibir no presente um andar
característico da era vindoura.
Nós precisamos, portanto, expandir aqui
a definição de indicativo paulino para
acomodar a ideia de etos, de caráter
moral. Douglas M faz isso muito bem em
sua obra sobre a teologia de Paulo. Ele
diz o seguinte, abre aspas, o indicativo
dos atos de Deus em nosso favor inclui a
criação de um novo conjunto de
relacionamentos em que o crente vive.
relacionamentos tanto verticais com
Cristo e o espírito, quanto horizontais
com outros crentes.
Portanto, a ética da reconciliação
é algo que brota de um coração
transformado pelo evangelho de Cristo
Jesus. Nós precisamos cultivar as
virtudes da reconciliação. Sim. Nós
precisamos mortificar os mal feitos do
corpo diariamente. Sim. Mas o cristão
que ama a Deus ama a sua igreja e ama os
demais membros do seu corpo e vive essa
ética da reconciliação. Mas Paulo não é
inocente
no sentido de Paulo não é ingênuo. Ele
sabe das dificuldades. Por isso a
exortação, a exortação imperativo é
real.
Ele quer que você eh se esforce para
obedecer essa ética. OK? Havendo
introduzir a nossa palestra de hoje, nós
podemos agora desenvolver o argumento:
como a igreja reconciliada é exhortada a
manifestar um andar marcado por atitudes
reconciliadoras. Agora sim, vamos olhar
para Efésios 4:1 a 16.
Esses versos, irmãos, aqui serve como
uma passagem de transição entre as duas
metades da carta, não apenas o verso um,
todo o parágrafo.
Este parágrafo reflete o tema central
dos capítulos anteriores e prepara o
leitor para os elementos que orientarão
o restante da exortação de 4:17 a 6:9,
quando a parênes encerra.
Esses versos ecoam mais precisamente a
linguagem, como eu tenho dito, de 111 a
22. O foco do parágrafo aqui é unidade
da igreja. Veja os versos 1 a se. É
óbvio que eu não vou expor todo texto,
isso seria uma pregação ou uma aula
maior, mas nós vamos apenas pontuar
algumas coisas. Se você olhar na sua
Bíblia mesmo, os versos 1 a 6,
nós temos aqui uma exortação à unidade
da nova criação. A exortação inicial
define o tom para o restante da
parêneses. Portanto, rogo-vos que andeis
de modo digno do chamado a que fostes
chamados.
Essa expressão metafórica significa um
andar, a uma conduta digna, apropriada
do chamado. E eu defendo esse chamado
aqui porque a gente fala, ó, tudo bem,
Paulo tá dizendo: "Andeis de modo digno
do chamado."
Qual é o chamado?
Que chamado é esse? Aí você vai
responder: "O chamado de Cristo do
evangelho. Excelente. Responde, mas não
diz nada.
Porque é tão abrangente essa resposta, é
verdadeira que ela não ela não explica
muita coisa. No contexto de Efésios,
como que Paulo define esse chamado? Qual
é o chamado de Efésios em particular? Eu
definiria esse chamado como sendo um
padrão de vida que corresponde ao
chamado cristão a unidade e harmonia
características da nova humanidade.
As primícias da reunificação cósmica. Eu
não estou inventando isso. O contexto de
4 em diante vai nos mostrar isso. Por
exemplo, veja no verso, no verso um, nós
temos a exortação que, digamos assim, é
fundamental pro restante da parênes. Ela
é programática. Aqui andeis de modo
digno desse chamado. Nos versos dois em
diante, dois e três, nós temos aqui os
versos chaves que vão nos ajudar a
entender como Paulo entende esse
chamado. Veja o verso dois.
Como é esse chamado que nós como é esse
modo digno de se viver? Verso dois. Com
toda humildade e mansidão, com
longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor. O
que nós temos aqui, irmãos? Quatro
virtudes essenciais. a manutenção
da reconciliação ou da unidade da igreja
e atos que vão ajudar ou ações que vão
eh que vão eh
possibilitar, que vão potencializar a
preservação da unidade, humildade,
mansidão, longanimidade e o suportar uns
aos outros em amor. A gente precisa
explicar muito sobre a importância
dessas quatro virtudes pra manutenção
de da harmonia em qualquer
relacionamento interpessoal.
Algo tem dividido mais a igreja ou
relacionamentos do que orgulho.
Falta de humildade,
falta de mansidão,
a impaciência, o não suportar as
imperfeições do outro,
a falta de amor.
E qual é o propósito de se manter essas
quatro virtudes? Olha só, veja o verso
três. Esforçando-vos
diligentemente
por preservar o quê? A unidade do
espírito no vínculo da paz. Voá.
Eis o chamado.
Vocês precisam andar e cultivar essas
virtudes para que vocês sejam capazes de
manter a unidade que o Espírito produziu
quando Cristo reconciliou gentil e judeu
em um só corpo.
Compreende? Percebe?
Perceba algumas coisas aqui. No verso
seguinte, só pra gente fazer o panorama
geral. Nos versos 4 a 6, Paulo nos dá as
bases teológicas. Por que que nós
devemos, por que que o chamado cristão é
um chamado a manter a unidade do corpo,
da comunidade reconciliada? Porque o
Deus que criou essa comunidade é um só.
Ele fundamenta a unidade do corpo de
Cristo na unidade da trindade.
Deus é um só. Nós temos as bases
teológicas. Sendo ele um só, a origem da
igreja é uma só e o Senhor soberano
sobre ela é uma só. Portanto, as
práticas da igreja, o batismo, a fé, é
são um só em Cristo.
E aí ele conclui, voltando agora pro
verso dois, ele conclui essa série, essa
lista de virtudes com amor
e com e com e tudo isso com o propósito
de manter a unidade no vínculo da paz.
Um amor reconciliador e o vínculo da
paz. Amor aqui, irmãos, só para deixar
claro, a expressão em amor que conclui
essa lista revela a virtude fundamental
da ética da reconciliação. Não é
qualquer outra virtude.
Eu diria que isso aqui é o solo onde o
andar reconciliado germina e o alicece
que o sustenta. Na verdade, essas duas
metáforas são paulinas. Capítulo 3 e
verso 17, ele usa exatamente essas duas
metáforas da construção civil e da
agricultura. quando ele diz no verso 17
que ah, e assim habite Cristo em vosso
coração pela fé, estando vós arraigados,
ou seja, a enraizados e alicçados em
amor.
Palavra amor, o conceito de amor é muito
importante em Efésios aparecem vários
lugares chaves. E Efésios ressalta duas
funções principais do amor. Uma em
relação a Deus e a outra em relação aos
demais cristãos. percebe uma vertical e
a outra horizontal. Por um lado, amor em
Efésios é o impulso motivador da ação
salvífica de Deus, manifestada na
predestinação, na corressurreição e
exaltação com Cristo e no sacrifício
vicário de seu filho por nós. Várias
referências que eu talvez tenha colocado
para você aí.
Consequentemente, nós chegamos agora no
aspecto horizontal do amor. O amor se
torna o princípio fundamental da conduta
daqueles que, tendo sido amados por
Deus, respondem com fé ao seu chamado. A
fé que abraça as verdades do Evangelho,
manifesta-se
horizontalmente
em expressões de amor mútuo. Veja um
texto que o Jonas mencionou na palestra
de ontem, no capítulo 4, versos 32 a 52.
Eu vou ler mais o que o que o Jonas
colocou pra gente, porque esses versos
aqui estão numa posição estratégica no
argumento de Paulo. Estão cheios de
linguagens da reconciliação. Veja o
verso 32 do capítulo 4. Antes, na
verdade, eu diria para você que essa
divisão de capítulo é péssima. Você sabe
que a divisão de capítulos e versículos
não é inspirada, né, irmãos? O texto é
inspirado. Então, nós temos alguns
lapsos. Essa divisão é horrível. Eu sei
que há um argumento para dizer que a
sessão ou que essa unidade termina no
verso 32, mas o melhor aqui seria
começar o capítulo 5 no verso 3. Então
você precisa ler até o capítulo 5 e
verso 2 para fechar essa primeira metade
que vai de 41 até 52, tá? Então eu vou
ler do 432 ao 52. Antes sede uns para
com os outros o quê? Paulo tá dizendo:
"Abandonem esses vícios que ele acabou
de mencionar. E eu diria que se você ler
esses vícios, você vai ver que são
vícios que contribuem para quê?
Adivinhe?
Fragmentação de relacionamentos.
Especialmente não é nenhuma novidade que
ele começa essas advertências mais
específicas de vícios que nós devemos
abandonar. Sabe com qual vício? Qual
pecado? Da língua.
Da língua, da fala. Nenhuma novidade
nesse contexto. Talvez nada mais.
de expressão ao orgulho do coração
humano e as divisões de um homem ímpio
do que a língua.
Mas aí Paulo diz: "Abandonem todo todos
esses vícios antes se uns para com os
outros benignos, bondosos, compassivos,
perdoando-vos
uns aos outros, como também Deus em
Cristo vos perdoou". mecanismo mais
significativo da ética cristã, da
teologia cristã paraa manutenção de
relacionamentos. Perdão, porque você vai
pisar na bola. Eu e você vamos
cometer algum erro com a língua. Nós
vamos ferir alguém. Nós vamos quebrar um
relacionamento. Não se aveste, como nós
iríamos no Nordeste. Se aveste não,
irmão. Deus providenciou um mecanismo
para você resolver essa parada. Perdão.
E aí? Mas aí é outro problema porque aí
tem que lidar com o meu orgulho. É, mas
você acha que é demais pedir perdão ou
perdoar alguém? Veja o que Deus fez por
você, miserável.
Como Deus vos perdoou em Cristo.
Lembra da parábola do credor
incompassivo de Jesus? Sério? Que é que
ele fez e tão ruim? Foi pior do que foi
pior do que o que você fez com Deus, o
que a humanidade fez com Deus? O que
Adão e Eva fizeram com Deus? Você acha
que é mais sério? Você acha que você
merece mais honra e dignidade do que o
próprio Deus? O único que pode, o único
ser de toda a existência que pode dizer:
"Eu sou o ser mais superior de toda a
existência e eu devo ser adorado,
reconhecido e respeitado". Porque o
restante de nós, ninguém pode fazer
isso. Ninguém pode exigir esse tipo de
respeito, porque o único digno de tudo
isso é o criador de todo o universo.
E por isso Paulo diz: "Perdoai-vos uns
aos outros, assim como Deus também vos
perdoou em Cristo Jesus". Mas ele
continua:
"Sede pois imitadores de Deus como
filhos amados. Mimeses
deixar o meu amigo Jonas feliz.
a imitação de Deus. E aqui nesse
contexto,
o que nós devemos imitar de Deus, sabe o
que é? Sabe o que é o perdão que ele
acabou de mencionar? Como Jonas
esclareceu pra gente de forma
fantástica, inclusive isso vai vai ser
incorporado no meu livro. Nós não vamos
nos tornar Deus. Imitar não é se tornar
Deus ou se tornar Jesus. É impossível. É
impossível.
Mas nós vamos reproduzir
a ação de Deus, o perdão de Deus. É isso
que Paulo exige nesse sede imitadores.
Sigam o modelo de Deus. Nem um outro,
nem o meu, nem de Pedro. Sigam o modelo
de Deus. E verso 2, mais uma vez,
nenhuma surpresa. Veja qual é a metáfora
que Paulo usa aqui. E andai em o quê?
amor.
Mas aí ele não vai definir amor como
aquele amor hollywoodiano, rosa,
bonitinho, de adolescente. Amor não é
simplesmente esse sentimentinho
bonitinho que faz o nosso cora coração
arder, fogo que arde, essa coisa toda.
Não. Para Paulo é bem mais concreto do
que isso. E andai em amor como também
Cristo nos amou ao ponto de entregar a
própria vida por nós. mais um modelo a
ser imitado.
E veja, o amor de que Paulo fala aqui é
o amor sacrificial.
Você percebe que ele abre o capítulo 4
com amor e fecha essa unidade com amor?
Isso é chamado de inclusive para os
estudantes da Bíblia. Paulo está
estruturando essa unidade, mostrando que
amor é aquilo que dentro, aquilo que ele
vai desenvolver ao longo dos versos que
estão dentro desses dois eh colchetes
aqui. Amor no início, amor no final. Ele
vai mostrar o que é que esse amor, como
que ele age, como que ele funciona na
parte de dentro.
Esse é o amor que Paulo fala que nós
devemos ter para com Deus e que Deus
teve para conosco, que nós devemos
manifestar para o restante da comunidade
reconciliada.
Vou precisar só de mais 10 minutos pra
gente fechar isso, tá? O pastor disse
cinco,
vou fingir que não vi, mas 5 minutos,
pastor. Vamos lá. Eu amo o Senhor.
Então, ah, se o amor, aqui nesse texto
de Paulo, voltando lá pro início do
capítulo 4, se o amor é a base da ética
dos reconciliados, a paz é o cimento
da comunidade reconciliada que une os
cristãos em um único e sólido edifício.
Porque Paulo diz: "Esforçando-vos para
preservar a unidade do espírito no
vínculo, no cimento da paz que mantém
seres tão estranhos,
tão diversos em um só corpo, com uma só
mente, um só coração em harmonia. É
milagre de Deus. Milagre de Deus. E
quando há uma rachadura na estrutura,
perdão para consertar esse negócio.
Perdão.
Muito bem. Esta é a unidade do espírito.
Perceba isso. Veja que Paulo não está
dizendo o seguinte para você, igreja.
Certifique-se, pastores, certifiquem-se,
irmãos, de produzir a unidade da igreja.
É isso que ele diz? Não. O que que ele
fala? A ordem é para você se esforçar
com pressa. É, é esse o sentido aqui da
expressão grega. Depressa, ansioso para
fazer a coisa acontecer. Para quê?
para proteger, para preservar, para
conservar a unidade que o espírito já
produziu.
Essa paz e essa unidade já foi produzida
pelo Espírito Santo no momento em que
Cristo nos reconcilia em um só corpo a
Deus. Entende? A unidade já está lá. O
nosso papel como comunidade reconciliada
por Cristo é mantê-la,
é nos esmerar para protegê-la.
E eu diria e eu argumentaria, nós
precisamos agir profilaticamente aqui.
Não é esperar acontecer uma crise para
depois ter que tapar os buracos e trazer
talvez o perdão para tentar as pressas
eh eh reforçar a estrutura do prédio que
foi danificada e minada aqui. Essas
virtudes que Paulo exorta que nós
cultivemos, elas servem para como um
efeito profilático. Se vocês cultivarem
essas coisas, a disposição de perdoar
uns aos outros como Deus nos perdoa, se
vocês andem em amor como Cristo nos
amou, isso vai ser a melhor proteção
contra qualquer rachadura
no templo de Deus.
Então, enquanto Cristo é descrito no
capítulo 2, versos 14 a 18, como a
personificação da paz que restabelece o
shalom entre Deus e a humanidade, assim
como entre os seres humanos, os
reconciliados são representados por
Paulo aqui nesses versos como agentes da
paz, encarregados de manter a harmonia
da comunidade reconciliada. Nós somos
assim então, portanto, irmãos,
embaixadores de Cristo, como se Deus
exortasse por meio de nós. Mantenham-se
reconciliados.
Eu
vou resumir o restante desse desses
versos para nós. Logo em seguida, nos
versos 4 a se ele nos traz um fundamento
trinitariano da unidade. Você lembra que
no primeiro dia eu falei para você que o
conceito judaico da unidade e a harmonia
original da criação é baseada no
monoteísmo.
Porque nós temos um só Deus, nós temos
uma origem só e um só soberano.
Portanto, o mundo foi criado em
harmonia,
mas isso foi quebrado na rebeldia da
humanidade. Paulo não vai longe disso
aqui. Ele fala que quando a nova criação
é refeita em Cristo, a harmonia é
restaurada, correta? Com base em quê? No
monoteísmo,
na unidade do próprio Deus. Três em um,
mas um só em harmonia. Então, mantenha a
unidade, porque eu imagino que se Paulo
pregasse esse texto para nós hoje, eu
gosto de pensar que ele diria para você
o seguinte: "Olha, aquilo que Deus uniu,
que não separe o homem.
A igreja que Deus reconciliou
que vocês não separem, a partem,
fragmentem,
porque seria semelhante a tentar dividir
o próprio Deus. Isso é absurdo.
Imagine uma palavra dessa para os
chamados desigrejados,
condenadores, ferrinhos e veteros da
igreja que não contribuem com nada, não
servem,
não contribuem, não não trabalham para o
rei, só espalham, mas são críticos
ferrhos da igreja, prontos a destruir,
difamar.
Muito bem. Em seguida, nos versos 17,
nos versos 7 a 16, Paulo fala então que
esta igreja unida, ela é dinâmica,
gente. Esse templo, esta cidade, templo
de que Paulo fala no capítulo 2, versos
18 a 22, não é estático, é dinâmico, ele
ele cresce, ele é orgânico, é esquisito,
né? É um prédio, mas ele cresce. Tijolos
vivos, nós lemos no outro lugar. Então
Paulo vai desenvolver isso nos versos 17
a 16, falando que a igreja cresce em
meio à diversidade. Essa beleza de
cores, de rostos que eu estou vendo
daqui de cima. É isso, é a igreja. E ela
cresce quando ela é diversa, mas está
alicada em Cristo Jesus. É isso que ele
vai falar nos versos seguintes. E eu
quero apenas destacar isso
dessa sessão que vai do 7 ao 16, os
versos 13 ou o verso 13 em especial.
Nós temos o clímax, talvez aqui, ou a
mensagem central. Veja o que ele diz no
verso 13.
Ele diz que nós devemos então usar os
dons diversos que Deus nos deu para
produzir a edificação do corpo, cada qu
cada cada membro desse corpo e não
apenas os pastores e avançar no
crescimento até que verso 13
até que todos cheguemos à unidade da fé
e do pleno conhecimento do filho de
Deus, a perfeita varonilidade à medida
da estatura da plenitude de Cristo. Sabe
o que que é isso?
Paulo diz que a igreja reconciliada
cresce em unidade com o alvo de chegar à
unidade plena escatológica.
Essa é a missão. Nós crescemos em
unidade até chegarmos no dia final. Nas
palavras de Max Tor abre aspas, ele diz:
"Esta sessão é cuidadosamente elaborada
como um chamado implícito à Igreja
Universal para crescer como um corpo
unificado a partir da união ah já
concebida em Cristo."
verso capítulo 2, versos 11 a 22, em
direção à plena união com Cristo em
harmonia cósmica, que caracterizará a
transição desta era e a aparição da nova
criação no seu estado consumado.
No handout coloquei alguns paralelos
para você ver como este capítulo, como
esses versos estão ah fazendo uma alusão
àquilo que Paulo já desenvolve no
capítulo 2 versos 20 a 22. Paulo conclui
então no verso 16 falando que a igreja
em Cristo cresce. Somente quando nós
operamos em harmonia uns com os outros,
alicçados ou ah unidos a Cristo, a
igreja cresce com unidade de forma
saudável,
irmãos. Então, portanto,
finalmente,
eu espero que esses versos, então, eles
constituem o fundamento da exortação de
Paulo. Paulo vai desenvolver esse andar
digno da unidade, da manutenção da
unidade no decorrer da sua eh parênes.
OK? Eu poderia e eu eu espero poder
mostrar isso em em algum capítulo em um
capítulo do meu ah desse livro.
E eu espero que isso tenha dado para
você um pouco desse gosto, um pouco
desse dessa perspectiva paulina de que a
reconciliação eh vertical implica em
reconciliação horizontal. Na sua, no seu
handal, eu coloquei a dinâmica desses
versos, unidade, diversidade e
maturidade escatológica.
Duas aplicações simples, mas eu vou
apenas mencionar uma delas. a unidade ou
a reconciliação vertical implica em
reconciliação horizontal. Tenho batido
nisso e eu espero que esses versos aqui
que falam da moral cristã tenha mostrado
isso, a ideia de que a igreja
reconciliada está sempre reconciliando.
Mas eu quero encerrar com isso aqui no
capítulo 3 versos 8 a 10. Vou encerrar
com esses versos. Volte no capítulo 3
versos 8 a 10. Uma outra maneira de você
analisar a estrutura de Efélios é
observando a ideia de mistérium em
Paulo, especialmente na primeira metade
da carta. Veja o capítulo 3, versos 8 a
10.
Paulo diz o seguinte, quando ele explica
esse mistério, no início do capítulo,
ele fala que é o mistério de Deus unir
os gentios e concederem aos gentios o
mesmo status do dos judeus em termos de
participantes dessa nova aliança,
juntamente com os judeus, tá? Ele faz
logo no início do capítulo 3, mas veja
os versos 8 a 10.
A mim, o menor de todos os santos, me
foi dada esta graça de pregar aos
gentios o evangelho das insondáveis
riquezas de Cristo e manifestar
qual seja a dispensação do mistério que
ele começou, falou pela primeira vez no
capítulo 1 verso 10, que nós já falamos
o segredo de Deus.
Desde os séculos ocultos em Deus. Lembra
que eu falei que o segredo era que Deus
reunificaria todas as coisas em Cristo?
Paulo diz que foi chamado na dispensação
do tempo para manifestar qual seja, o
que é que é este mistério. Desde os
séculos oculto em Deus que criou todas
as coisas para que pela igreja a
multiforme sabedoria de Deus se torne
conhecida agora dos principados e
potestades nos lugares celestiais.
Você entendeu o que Paulo tá falando?
Isso aqui é o mais próximo que Efésios
chega em falar para nós sobre a missão
da igreja. Paulo tá dizendo que a missão
dele e a missão que é dada à igreja é
manifestar o mistério de Deus aos seres
espirituais nas regiões celestiais. E
qual é o mistério de Deus?
A igreja unificada, reconciliada.
Você lembra da oração sacerdotal de
Jesus em João capítulo 17?
Em um determinado momento, Jesus ora:
"Pai,
como tu e eu somos um, que eles também
sejam um, para que o mundo saiba que tu
me enviaste".
A igreja é a manifestação visível da
obra de reunificação cósmica inaugurada
por Cristo.
Ela é a manifestação microscópica da
reunificação cósmica.
Nossa geração parece acreditar que a
glória de Deus é manifestada
primariamente em debates
pseudoacadêmicos
online
com pretensão de defesa de ortodoxia
cristã. Paulo, porém, se refere à missão
da igreja como mais do que isso,
unidade. Paulo não tá desprezando a
doutrina. Capítulo 4, ele fala que nós
devemos falar a verdade ali no contexto
verdades do evangelho em
amor.
A verdade tem sido um instrumento de
controvérsias e fragmentação e tudo em
nome da ortodoxia. Mas o princípio
paulino é: mantenham a unidade do
espírito falando a verdade em amor.
Vamos orar. Senhor Deus, obrigado pela
magnífica obra que é o edifício da tua
igreja.
Obrigado por tão grande reconciliação,
Pai, que nos encontrou quando ainda
éramos inimigos
e nos reconciliou contigo, nos
incorporou em um só corpo, o corpo de
Cristo. Nos fez um contigo, Pai. que o
mundo saiba que tu de fato foi enviado,
que o teu filho foi enviado por ti, que
o Cristo que nós pregamos é o filho de
Deus, não apenas por ouvir a nossa
mensagem, mas por confirmar a nossa
mensagem pela maneira como nós vivemos e
exibimos
as insondáveis riquezas de Cristo em
nossos relacionamentos contigo e
interpessoais, ó Pai, intramuros. Nós
oramos assim em nome de Cristo Jesus.
Amém.

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