A Reconciliação nas Cartas Paulinas (PodCast com Diego dy Carlos, Ari Langrafe e Rodrigo Laureano).
09/02/2026
A Reconciliação nas Cartas Paulinas (PodCast com Diego dy Carlos, Ari Langrafe e Rodrigo Laureano).
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
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Bem-vindo ao podcast da escola Charles Espúgio. Eu sou Arilraf, é um acadêmico aqui da ECS e hoje nós vamos caminhar por três cartas do Novo Testamento, Efésios, Colossenses e Filemon. E para isso estou aqui com o pastor e pesquisador Diego de Carlos, que está escrevendo um livro sobre reconciliação a partir desses textos. Diego, que alegria enorme ter você aqui. Seja bem-vindo. >> Muito obrigado, pastor, por me receber aqui. É uma alegria imensa estar aqui com vocês no Charles Spur e no podcast também com vocês. >> Uau! E juntamente aqui grande parceiro, pastor Rodrigo Lauriano, Igreja Batista Nova Vida em Barueri. Seja bem-vindo, pastor Rodrigo. Ele que é coordenador lá do curso lá em São Paulo. Alegria estar com vocês aqui hoje à noite. >> Então vamos lá. A gente tá curioso, pastor. A gente quer saber sobre esse livro. E pastor, por que escrever sobre reconciliação nesses três livros? Eu fiquei pensando assim, mas Romanos ficou fora, especialmente os capítulos 14 e 15 e Primeira Coríntios, segunda Coríntios, qual que é o eixo, qual que é o fio narrativo aí dessa escolha, pastor? >> Então, é uma boa pergunta. Eh, a metáfora da reconciliação em Paulo aparece, na verdade, pela primeira vez em segunda aos Coríntios 5, depois Romanos 5. E aí nós temos as duas cartas mais tardes de Paulo, né, que foram escritas depois, Efésios e Colossenses, não necessariamente nessa ordem. Eh, e a palavra reconciliação e reconciliar, como a gente sabe, não aparece em Filemon. Então, é realmente um pouco curioso porque por Efésios, Colossenses e Filemon e, né, nessa ordem aí, o fato é que a minha proposta é fazer uma leitura canônica dessas três cartas, mostrando como reconciliação serve como um fio condutor, um fio unificador das três cartas, né? Então, eu creio que elas foram enviadas na mesma ocasião por Paulo para lidar com problemas eh semelhantes ali na mesma região. E embora Filemonha nenhuma ocorrência da palavra reconciliar, reconciliação, o assunto de Filemon é reconciliação, né? Então era, é Paulo e Anti Wright coloca em um dos seus livros falando sobre Filemon, que Deus estava em Paulo reconciliando Filemon a Onésimo. Então é tudo a respeito de de eh reconciliação ali em Filemon. Então essa é a ideia, mostrar. Quem sabe no futuro eu não não faço uma obra maior incorporando aí segundo aos Coríntios e Romanos. Uau! Pastor, vamos lá que eu queria fazer o exercício com a gente aqui. Eh, eu queria est ali na viagnat ali, não sei se eu falei certo aí, senhores, né? Ali naquelas naquela estrada romana. Então, quem que são os portadores dessas dessas cartas? Quem que tá levando essas? Porque era uma região, você acabou de falar, e essas cartas estavam chegando nas igrejas, circulando por ali. Quem são os portadores? >> Que que tá acontecendo? Eh, Efésios e Colossenses são claríssimos quanto a quem estava portando a as cartas, né? Em Efésios nós temos Tíquico, em Colossenses nós temos Tíquico, Onésimo. Então, o que é que acontece? A situação que eu apresento e que eu entendo é eh Paulo estava na sua prisão em Roma. Eh, Pafras, provavelmente o fundador da igreja em Colossos, eh, informa Paulo de que alguns problemas estavam surgindo lá na igreja em Colossos, alguns eh falsos mestres ensinando algumas doutrinas esquisitas lá e pede o auxílio ministerial de Paulo. Paulo então resolve escrever uma carta eh para Colossenses, para Colossos. Mas o que acontece? O escravo de Filemon também estava ali com Paulo em Roma e agora convertido, Paulo resolve então, OK, vou aproveitar a ocasião e mandar uma carta para Filemon também eh de recomendação de Onésimo. E eu acredito Efésios, a carta a aos Efésios também foi produzida de uma forma mais generalizada para toda a região e enviada junto com Tíquico e Onésimo. Então, esses dois são os dois emissários portadores das cartas dessas três cartas, né, de Paulo para Éfeso. Então, imagina se eles estão em Roma e eles vêm pra Ásia Menor, o ponto de partida ou o ponto de entrada na Ásia Menor mais natural é o porto de Éfeso. Chegam ali e entregam a carta que nós conhecemos como Éfeso, como Efésios. E aí faz uma caminhada de cerca de 2 dias, mais ou menos 160 km de Éfeso a Colossos e entrega a carta aos Colossenses, a Filemon e aquela carta a La Odisseia também que Paulo menciona em Colossenses. E essa maneira de enxergar isso muda, muda a forma como a gente se conecta ao texto. A gente vai olhar, talvez olhando isso de forma separada, mas quando a gente junta traz uma riqueza incrível. E dá vontade, pastor Rodrigo, pastor Diego, de tá sentadinho ali na igreja de Colossos, assistindo isso. Imagina um membro, né? Alguém que tá frequentando a igreja ali e aí chega Tíquico, >> ele chega com a carta, ele lê a carta. Como que o pastor enxerga isso? Como que a igreja recebeu isso? E, e o, isso é muito interessante para mim, porque a o que é muito comum é a gente olhar para esses textos antigos, como o Novo Testamento, escrito há 2000 anos atrás, e a gente vê a palavra carta ou epístola, mas mesma coisa de carta, e a gente tende a enxergar essa dinâmica de um portador de carta, entregando uma carta eh por aquilo que nós conhecemos no nosso tempo hoje do que seria escrever uma carta. A gente acha que Paulo estava sozinho no seu gabinete, escreveu uma carta, selou, fechou bonitinho, entregou pro portador. O portador chegou lá e entregou a carta, embora escorreio, >> corre, vai lá. Só que não. A gente sabe que era prática como no primeiro século. As cartas de Cícero estão aí para isso e vários outros outros documentos que nós temos do primeiro século. E Paulo evidencia isso também em suas cartas. Uma das tarefas ou uma das obrigações, digamos assim, né? Uma da da das coisas que o que o portador da carta fazia não era não era simplesmente entregar a carta, ele também estava responsável por explicar o conteúdo da carta, por responder perguntas, >> um pouco de contexto, >> um pouco de contexto. Tanto que em Colossenses Paulo fala eh Paulo fala que Tikco e Onesmo os informariam de tudo que estava acontecendo com ele. Então o portador também era responsável por tirar dúvidas da audiência. Então ele interpretava, conversava, então ele tinha uma e ele lia em público. Essa é uma outra dinâmica. A gente acha que seria como um e-mail, por exemplo, >> manda pra igreja, cada um recebe uma cópia e >> não era publicado num mural, não. >> Ha um leitor oficial, ele era leitor, >> essa era a expectativa. E geralmente o costume é tem uma tese de Peter Head, ah, que é um estudioso que está em Oxford, que ele trabalha bastante essa questão da dos emissários, né, aqueles dos portadores das cartas. Geralmente nas cartas de Cíceros, nas cartas do primeiro século, aquele que é mencionado na carta como portador era o responsável por fazer a leitura >> e fazer ela compreender. >> Pública. Exatamente. Então, aquela carta a a Colossos e a carta a Filemon, inclusive foram lidas publicamente por tíquico para toda a congregação. E essa era a dinâmica da coisa. Então, chegou essas cartas ali. Muito bom, pastor. Ah, então, olhando para isso, né? Vamos pensar o são cartas que tratam sobre reconciliação. O que seria a reconciliação bíblica? É, quanto tempo nós temos aqui no [risadas] eh a metáfora Paulina da reconciliação em especial, ela ela ela incorpora uma um conceito que eu diria, perpassa toda a Bíblia. Então, a eu diria que esta é uma é um dos fios eh importantes da narrativa de toda a escritura, não é? a iniciativa de Deus em reconciliar a humanidade inimiga consigo mesmo. Então, a reconciliação é essa iniciativa de Deus de através de Cristo Jesus reconciliar a uma um partido, no caso, a humanidade que se encontrava em rebeldia, em rebelião contra ele, se encontrava em inimizade. E através do sacrifício vicário de Cristo Jesus, a paz é restabelecida. o relacionamento que foi perdido pelo pecado é restabelecido, né? Por isso, a reconciliação é uma outra metáfora soteriológica. E aí ela fala, ela é a metáfora mais relacional dentre as metáforas soteriológicas no Novo Testamento, né? Eu diria. Então ela ela fala desse relacionamento restaurado entre Deus e a humanidade. Isso é reconciliação. E é interessante a gente perceber que eh é um tema muito importante pra vida de igreja, né? Porque quando a gente olha para o livro de Atos, por exemplo, a gente percebe que assim que a igreja ela é inaugurada, um primeiro problema que a igreja tem interno não é um problema teológico. A gente percebe ali um problema relacional, onde as viúvas estavam sendo esquecidas e tudo mais e a necessidade de se intervir e solucionar esse problema. >> Então, sem dúvida, é um tema que precisa ser trabalhado e dando essa perspectiva teológica e prática também. >> Uhum. Demais. E a parte da mensagem da reconciliação bíblica, da mensagem da reconciliação paulina, eh essa essas duas dimensões inseparáveis da teologia de Paulo. É que há um aspecto vertical da reconciliação. Nós somos reconciliados com Deus de cima para baixo. Deus é sempre o iniciador. Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo. que a implicação, né, e necessária dessa reconciliação vertical é reconciliação horizontal. Nós somos reconciliados uns com os outros. Em Efésios 2, por exemplo, Paulo diz que ele, Cristo, reconciliou judeu e gentil em um só corpo a Deus. Mas os dois estão aqui reconciliados no corpo de Cristo. E eu argumentaria que a parêneses, aquela sessão exortatória, exortativa de das cartas de Paulo, especialmente em Efésios e Colossenses, elas desenvolvem, essas duas sessões desenvolvem a a doutrina da reconciliação nos relacionamentos interpessoais dos cristãos dentro da igreja. >> Legal. E no seu livro você vai desenvolver isso também. Eu desenvolvo isso. Então, eu tento apresentar os aspectos verticais. Eu apresento os aspectos verticais e horizontais da reconciliação em Efésios, Colossenses e Filemão. >> Excelente. Tô esperando aí, pastor. Vamos lá, então. Vamos, vamos, já que estamos caminhando nessas cartas, vamos pisar um pouquinho na primeira dela, na epístola aos Efésios. Ah, vamos olhar para alguns textos bíblicos. E o pastor, antes da gente chegar nos textos, pastor, eu queria que você comentasse um pouquinho sobre o que é ser um pastor e pesquisador, né? O seu trabalho de exegese tão importante para tantos pastores do Brasil. >> Ah, eu lembro a primeira vez, Rodrigo, quando o professor Jang, coreano, sentou, falou: "Ai, sente aqui, vamos fazer GESE juntos". E aquilo foi inesquecível para mim a paciência dele nos meus primeiros passos ali fazendo exegésio. Conta um pouquinho como que é esse processo da sua formação, pastor, como que é a sua área de estudos bíblicos, por favor. Eh, eu sou eh hoje eu sou um professor pesquisador no seminário Mart em São José dos Campos e eu de fato comecei a como pastor. Eu sou ordenado, fui ordenado muito novo, aos 21 anos de idade. Pastoreei eh sete por 7 anos antes de sair para o meu doutorado. Durante o meu período de seminário, os meus professores já me desafiavam a orar para para receber uma definição de Deus se o meu ministério seria mais pastoral ou mais acadêmico. Eu acho que eles viam alguma coisa mais voltada para o ensino e etc. Ah, eu eu na época lembro que eu achei que não acho que Deus tá me chamando mais para a academia mesmo, mas imediatamente após a minha ordenação, eu eu fui convidado a pastorear, eu fui copastor numa igreja no interior do Ceará por 7 anos. Foi uma experiência maravilhosa. Durante todo esse tempo lá, eu era mais eu era responsável mais pela área de ensino, pregação, etc. Fiz as visitações, tudo mais que a gente tinha que fazer, mas essa área de ensino também foi muito forte. Durante esse tempo fez um mestrado na área de de Bíblia também e sempre senti o desejo de fazer o doutorado. Durante o meu período de PhD lá fora na área de Bíblia. Eh, ficou ainda mais firme na minha na minha mente, né? A convicção cada vez mais eh alicada ali na na minha mente de que Deus estava me chamando para trabalhar em tempo exclusivo na academia, que é algo que é algo que eh eu acredito falta mais no Brasil. Eu acho que nós precisamos de mais brasileiros escrevendo em alto nível. Nós precisamos de mais brasileiros pesquisando Bíblia, fazendo exegese, eh ensinando isso a outras pessoas. Eh, nós nos beneficiemos demais de material que vem da Europa, dos Estados Unidos. Bênção de Deus. Deus nos abençoou muito, tem nos abençoado com isso, mas eu acho que é chegada a hora, já passou a hora de nós, equiparmos os nossos mesmos para que eles também contribuam escrevendo a partir de uma perspectiva brasileira. >> Uhum. >> Né? A teologia feita a respondendo perguntas que a nossa igreja no Brasil eh está fazendo e não igrejas europeias ou americanas. Então, com essa convicção, eu retornei ao Brasil como missionário acadêmico. E aí, com isso, eu eu posso eh trabalhar em tempo integral como acadêmico. Nesse trabalho, então, de professor pesquisador, eu tenho uma parte, uma porção do meu tempo dedicada à sala de aula. Então, eu ensino, faço orientação de trabalhos de monografias, TCC, mas a outra metade do meu tempo é devotada a leituras, pesquisa e produção de texto. Então é nessa nessa outra metade do meu trabalho em que eu me debruço sobre aquilo que eu estou pesquisando no momento, no caso, por exemplo, nos últimos dois anos, pesquisando mais sobre reconciliação, Efésios, Colossenses, Filemon e produzindo esse livro, ao mesmo tempo em que outras coisas menores, capítulos, edições, revisões e textos, ah, tanto aqui como fora do Brasil também são partes do trabalho acadêmico ali, né? bem como eh a fomentação de uma de um de um colegiado aqui, de um de um grupo de acadêmicos bíblicos brasileiros que pertencem à Academia Brasileira de Estudos Bíblicos que a gente fundou no ano passado. Então é isso que a pesquisa é a em que áreas a gente vai produzir texto, escrever artigos e a gente vai desenvolver um pouco mais da academia eh nessa área que o senhor conhece tão bem também. E esse esse trabalho é fantástico, mas é extremamente necessário. Nós temos milhares de pastores >> no Brasil e a maioria dos pastores ah precisa fazer e depende do trabalho da academia, daquilo que tá sendo produzido, especialmente daquilo que está sendo atualizado. Então a teologia, né, ela serve paraa vida hoje. >> Então na medida que nós temos acadêmicos, pastor, a grande privilégio. um grande auxílio, mas >> hum, >> você é o primeiro que eu conheço especificamente trabalhando, ah, com dedicação exclusiva a isso. Que conselho você daria para pastores que têm o perfil acadêmico >> e e que gostariam de se tornar um pastor na academia? >> Olha, eh tem alguns poucos, talvez realmente, eh são poucos mesmos que que fazem isso de trabalho em em regime exclusivo, né? Talvez is uma boa pergunta. Eu acho que você precisa ter muita clareza quanto ao seu chamado. Eh, eu creio que a diversidade de dons é algo maravilhoso que Deus legou à igreja. Essa unidade meu adversidade é fantástica. Eu creio muito que nós ah não temos nenhuma dicotomia entre a pastores acadêmicos ou treinamento dado a pastores acadêmicos precisam precisa ser diferenciado necessariamente. Eh, mas você precisa ter clareza. Se o seu ministério é pastoral, é óbvio que você pode investir na academia, que você pode e você deve, eu diria, se especializar cada vez mais para pregar melhor, para aconselhar melhor, para liderar melhor, para compreender melhor as escrituras. Para mim, a é muito claro nas escrituras que a pregação, o ensino da Bíblia é a tarefa primordial do pastor. É assim que ele vai pastorear a sua igreja e começa na Bíblia. E tem que ser assim. Então ele tem que ir procurando isso. Agora se você vê Deus direcionando para ser mais acadêmico ou talvez aí você vai ter que negociar o seu tempo, porque bom, a gente não consegue fazer tudo, né, nesse mundo. Então você vai ter que abrir mão de algumas coisas por outras. >> Uhum. Se você se vê mais acadêmico e e quer seguir na academia, aí você precisa fazer um bom mestrado e precisa fazer um bom PhD. Eh, treinar bastante eh o método de pesquisa, de produção, entender bem todas as habilidades que um um programa de PhD eh lhe fornece e voltar e continuar ser um crente dedicado à igreja local, amando a igreja local, amando a igreja do Senhor e produzindo em alto nível. E aquele tempo de 7 anos que você serviu na igreja local, você entende que foi fundamental paraa sua formação como um acadêmico? Também você indicaria que talvez antes de a pessoa ir direto para um nível mais acadêmico, ela passar um tempo eh servindo na igreja, pastoreando, entendendo as dores e necessidades da igreja local. Isso é importante para um acadêmico? >> Eu creio que é importante. A, deixa eu dar um passinho para trás. Eu eu entendo de essa pergunta é muito relevante porque é parte da cultura brasileira e eu ouvi bastante isso quando eu saí para fazer um PhD, né? Eh, que olha, não, mas para produzir texto você precisa ser pastor também. Como que você vai entender a igreja se você não for pastor? Esse é um conceito que só existe no Brasil, tanto quanto eu sou capaz de testemunhar. Isso não, isso é é só é coisa nossa. É onde eu vejo isso? É aqui. Então eu não creio que seja fundamental para aqueles que Deus chamou paraa academia serem pastores primeiros. Há aqueles que Deus ordena. Eu fui ordenado e depois paraa academia e, né, e estou na academia somente, mas eu não acho que é necessário. O que é que eu acho que é necessário? Que o acadêmico bíblico seja crente e comprometido com a igreja local. Então, porque Deus não chama todos com os mesmos dons? Eu não creio que todo eh acadêmico tem necessariamente o dom. Eu vou te dar um exemplo. Uma vez a gente estava conversando em um uma entrevista, é um podcast com o Peter Williams. Pizza Williams é o CEO da Tindle House Cambridge. É um acadêmico de ponta com pesquisa de ponta e ele tem liderado a Cind House por muitos anos. Agora ele falou algo que eu não esqueci. Ele falou que a academia é muito democrática, academia bíblica. Por quê? Hum. Porque é óbvio, se você transita nesse meio a comunidade house, você vai ver que muitos acadêmicos bíblicos são socialmente esquisitos. Aquele cara mais no espectrum do do do autismo, um pouquinho mais para lá do que para cá. É aquele que é um pouco mais desajeitado socialmente. Mas gente, o que é que Deus faz? Esse cara nunca seria um pastor. >> Uhum. >> Mas Deus o capacita e o chama. Olha, você vai ajudar pastores com o seu trabalho, com o dom que eu tô te dando, com a sua pesquisa. Esse cara vai, feliz da vida, ficar 10 horas no seu escritório com cabeça baixa sobre manuscritos, abençoando a igreja através do seu trabalho rigoroso ali. Esse daqui nunca serviria para atuar como pastor, porque ele não tem aquele eh o chamado de Deus para lidar o tato com pessoas. E é isso não tá dizendo que é menos. >> Exatamente. É isso que eu que eu quero dizer. Então >> eu acho que todo pastor deve ser mestre. Ele tem que ensinar. Mas nem todo mestre e acadêmico necessariamente precisa ser pastor. E na para mim é fundamental é que se ele não for pastor, ele seja comprometido com uma igreja local, esteja sob o pastorado de alguém sério, preste contas em sua vida como um crente fiel ao Senhor. Isso para mim é innegociável. E aí nós teria, se nós tivermos uma um exército, um grupo de acadêmicos assim, aí nós temos uma, eu acho que essa ideia, >> uma grande vantagem na igreja. Essa ideia é muito boa a gente olhar, né, para para esse dom e ter espaço na igreja para essas pessoas, né? >> Então eu vejo um certo preconceito, né? Ah, quando o pastor vai pro gabinete estudar, por exemplo, né? Ó, o pastor está, ele é um pastor de gabinete, ele não se envolve com as ovelhas, mas é importante demais. E na medida que as igrejas elas crescem, elas vão crescer em dons. E essas pessoas, né, Deus deu dons a elas. para que elas possam ter suporte. Então, eu vejo que a Igreja Brasileira tem que valorizar a a esse dom e ela vai poder ser muito muito beneficiada com isso. Então, que coisa boa, coisa boa. Vamos lá, gente. Então, vamos então, já que o pastor fez o seu PhD, eu não fiz, pastor, eu fiz um de mim, né? Eu fiz um doutorado em ministério, sou pastor, né? E eu olho pro PhD, eu falo: "Uau, né? Que coragem, que coragem!" E vamos então usufruir agora um pouquinho. Olhando para esse texto de forma muito simples, a gente vai perceber que exegese também, né, pastor, não é uma coisa impossível, né? >> Não é só trabalho duro, mas não precisa ser gênio para fazer a coisa. >> Isso. Eu eu acredito que é isso. Então vamos nesse bloco de Efésios aqui. Eu quero começar com Efésios capítulo primeiro, falando de reconciliação, óbvio, né? A gente vai olhar para isso. Efésios, capítulo primeiro, versículo 9 e 10. Eu vou fazer a leitura aqui. Você que tá em casa nos acompanha. Ele diz assim, ó. Ele nos revelou o mistério de sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos todas as coisas, tanto as do céu como as da terra. Como que você lê isso aqui? Paulo tá falando só de salvação individual ou de algo maior, algo até cósmico assim? O que que o pastor pensa quando ele lê esse texto? Fica à vontade, pastor. >> Eh, ah, de forma bem breve, eh, veja só, eh, para mim, esses dois versos são o eles constituem o texto programático de toda a carta de Paulo. Paulo começa a vai desenvolver o restante da carta a partir do que ele anuncia pra gente nesses versos. É óbvio que tem uma riqueza de teologia, de ética em Efésios, como nas demais cartas de Paulo, que eh não podem ser resumidas a um único versículo ou um único conceito, mas ele ele fundamenta, ele inicia o seu argumento a partir desse conceito bem mais macro, digamos assim. Então, você percebe a importância do conceito de mistério na teologia paulina. Esse é um conceito apocalíptico conhecidíssimo na literatura apocalíptica judaica, >> eh, e que é um é estranho pra gente só estranho quando se >> literatura apocalíptica do período interbíblico, >> do período interbíblico, correto? e do período bíblico, como por exemplo, eh, Daniel, a tradução eh grega do livro de Daniel, aquilo que a gente chama como septo aginta, usa a palavra mistério várias vezes, especialmente no contexto do eh do sonho misterioso lá, mas não é nesse sentido, mas o sonho de Nabuco Donzo, a interpretação, aquilo é colocado em grego como sendo misteriona. É uma palavra muito semelhante à nossa e em grego, mysterion. Aí a tradução fica tão natural como mistério, né? Então, o sonho de Nabuco do Nozo, tudo aquilo era um mysterion e somente Daniel recebeu a revelação de Deus ah, do que seria o mistérium que estava sendo ah exibido ali a a Nabuco Donozor. Paulo tá dizendo que de forma semelhante Deus revelou um mysterion também aqui para eles, tá? E a palavra mysterion significa não algo misterioso, como a palavra portuguesa mistério, mas um segredo, >> algo que estiver oculto por um tempo, mas que agora foi revelado. Na literatura judaica do segundo templo, ah, uma das características do conceito de mistérium é que somente Deus era capaz de revelar o conteúdo desse mistério. E e o que acontece aqui, tanto aqui como em Colossenses, em outros lugares, Paulo fala do mistério que foi revelado aos apóstolos e profetas do Novo Testamento. Nesse caso aqui, o conteúdo do mistério é que ah Deus ah que Deus no verso 10 faria convergir nele, ou seja, Cristo, na economia ou na dispensação da plenitude dos tempos. A ideia de plenitude dos tempos aqui é a ideia de o tempo do cumprimento, não é? Determinado por Deus. Ele então faria convergir todas as coisas, tanto nos céus como na terra. Ou seja, a metáfora aqui que Paulo usa, a palavra grega é anafalo, significa resumir, trazer sobre, né, recapitular todas essas coisas sob eh um um head em uma cabeça aqui. E eu interpreto isso aqui. Esse texto de Paulo para mim é uma interpretação daquilo que ele fala em Colossenses 1:20. Lá ele fala que Deus ah, reconciliou todas as coisas em Cristo, nele, né, em Cristo Jesus, tanto coisas, as coisas no céu como as coisas na terra. Percebo o paralelismo entre os dois textos. A ideia que eu argumentaria e argumento no meu livro é que essa ideia de resumir, de convergir, é a ideia de reunificar todas as coisas em Cristo Jesus. Cristo então é apresentado como o eixo unificador de uma de um universo fragmentado, mas que agora Deus começa a restaurar, inaugura a restauração novos céus e nova terra em Cristo Jesus. Paulo diz: "Este o mistério que estava oculto, mas que em Cristo Jesus agora foi revelado para nós. Nos foi dada a graça de conhecer isso daí. E ele fala que esse esse projeto de reunificação cósmico, todas as coisas, é um conceito importante aqui, ele explica ainda mais dizendo coisas nos céus e na terra. No contexto de Efésios e Colossenses, isso significa seres materiais e imateriais. Terra, coisas materiais, inclusive seres humanos e imateriais. Ele passa a desenvolver ao longo de Efésios, então, esse conceito de reunificação cósmica, olhando para os seres espirituais. Paulo diz, eles foram colocados debaixo dos pés de Jesus no seu devido lugar, mas especialmente olhando paraa implicação dessa reunificação cósmica no que diz respeito ao relacionamento entre judeu e gentil naquilo que seria a formação ah da igreja, né, dessa nova humanidade no capítulo dois. E ele desenvolve isso no restante da carta também. Então, para mim, esse texto aqui é o texto programático da carta e e Paulo, a partir de então passa a mostrar os efeitos, né? a passa a mostrar, digamos assim, as características desta inauguração dessa reunificação cósmica, especialmente em relação à igreja, essa nova humanidade. >> Bom, eu queria fazer um ponto aqui, pastor Rodrigo, porque pastor Diego de Carlos não está com o Novo Testamento grego, ele está com a Bíblia em português, é memória mesmo. É incrível isso. Eu falei, é incrível, acho muito bom. E pastor, agora eu queria ir para talvez o texto mais direto sobre reconciliação. Eu eu penso, tá? Eu eu que eu selecionei. Então, se o pastor discordar, por favor. Ah, seria Efésios, capítulo 2, verso 13 a 16. Posso fazer a leitura aqui, pastor? Claro, diz o texto bíblico, mas agora em Cristo Jesus, vocês que antes estavam longe, foram aproximados pelo sangue de Cristo, porque ele é a nossa paz. de dois povos. Ele fez um só e na sua carne derrubou a parede de separação que estava no meio, a inimizade. Cristo aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças para que dos dois criassem em si mesmo uma nova humanidade, fazendo a paz e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus por meio da cruz, destruindo enimizade por meio dela. Então vai lá, pastor, toca o barco, porque o texto é emocionante. É fantástico. Veja como Paulo chega ali, não é? Depois dessa abertura da carta com os versos 3 a 14, nessa eologuia essa bênção aqui, falando sobre as bênçãos de Deus para nós através de uma estrutura trinitariana, ele fala dessa dessa reunificação cósmica em Cristo envolvendo seres celestiais de seres terrenos. Ele no restante do capítulo 1, a partir do verso 15 até o verso 22, ele nos dá uma amostra do que seria essa reunificação em relação aos seres espirituais. Paulo diz: "Olha, e eles foram colocados sob os pés do Cristo exaltado." Então, ele tá falando do da reunificação na esfera celestial, mas ele termina o capítulo dizendo que a e Cristo, este Cristo exaltado, foi dado à igreja como seu cabeça, que é a plenitude daquele que enche tudo em todos. Ele menciona a igreja. >> Uhum. >> A partir do capítulo dois, ele começa a desenvolver mais o conceito de igreja, dizendo: "Olha, como que essa igreja surgiu? Nos versos 1 a tr, ele diz: "Orora todos nós éramos ah mortos, andávamos ah nessa nesse estado de morte espiritual, mas Deus verso 4 e até o verso 10 ele desenvolve agora a o evangelho para nós. Deus nos encontrou naquele estado, mas ele nos vivificou juntamente com Cristo a esta união com o Senhor em quem nós já estamos nas regiões celestiais. E ele, nós, ele diz no verso 10, nós somos feitura deles, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas. O versos 11 a 22, que você lê uma porção dela, reflete ou ela ela espelha, melhor dizendo, a primeira metade do capítulo. Paulo agora diz: "Olha, uma foi assim que a Deus nos resgatou da morte. Agora eu vou falar para vocês das implicações eh horizontais ou ou corporativas da ação de Deus. E quando ele vai falar sobre isso, ele usa a metáfora agora mais direta da reconciliação. Os versos 13, os versos 11 a 13, ele se volta especialmente para os crentes gentius que talvez estivessem se sentindo menosprezados ou menores. E diz: "Olha, outrora durante aquele período dos versos 1 a tr vocês estavam distantes de Deus. Mas lembra do do verso 4, mas Deus >> no verso tr Paulo replica isso dizendo: "Mas agora em Cristo Jesus vocês foram aproximados". Como que eu fui aproximado de Deus? Gente, o gentil podia perguntar. Paulo diz que o meio foi através da reconciliação, como você leu a partir do verso 13. Então Paulo diz: "Olha como que vocês foram aproximados." Verso 14, porque ele é a nossa paz. Veja como Paulo repete esse conceito de paz em relação a Cristo. No verso 14, Cristo é a paz, a nossa paz. >> No verso 15, ele faz a paz. No verso 17, ele evangelizou a paz. Cristo é o cumprimento do príncipe da paz. Ele é o príncipe da paz. Nos versos 14 a 15, Paulo fala da do aspecto horizontal a dessa reconciliação. Ele diz que ele é a nossa paz e de ambos judeus e gentius, ele fez um só. Fez um só. E tendo derribado a parede de separação que estava no meio à inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois judeus e gentius obviamente convertidos, criasse. Veja a ideia de criar em si mesmo um novo homem, fazendo a paz. Para Paulo, reconciliação é um ato de recreação. Ao reconciliar os dois entre si, >> ele estava criando a nova humanidade. Em Colossenses 3:10, Paulo vai falar que nós fomos recriados a acordo com a imagem daquele que nos criou. O que que Paulo tá dizendo pra gente, gente? Que é uma alusão a Gênesis 1, 2 e 3. Capítulo 3. O homem danificou a imagem de Deus. A humanidade caiu no ato da reconciliação. Deus está restaurando aquela humanidade. Ele restaura a imagem de Deus na humanidade. Nós agora, a igreja somos recriados de acordo com esta nova imagem do criador, imagem dele. Então, a imagem recuperada aqui. Mas veja, ele começa com o horizontal aqui. Mas o verso 16 que você também leu, Paulo olha para judeu e gentil e diz: "Olha, mas isso não foi algo que aconteceu apenas com judeus, com os gentios. Ele disse que também, ele disse também que essa eh reconciliação horizontal foi baseada na vertical. Veja o verso 16. E reconciliasse ambos, vocês dois, >> em um só corpo com quem? >> Você percebe que Paulo agora muda >> a a a dinâmica, o plano da reconciliação para agora Deus e a humanidade, ele reconciliou vocês dois em um só corpo >> e aponta para >> com Deus. Exatamente. Por intermédio da cruz, destruindo animizade. Veja só, Deus age para reconciliar esses dois. Mas uma das coisas que eu acho interessante aqui, pastores, é que >> veja a ênfase de Paulo no coletivo. É óbvio que nós somos reconciliados quando nós >> recebemos o evangelho pela fé, correto? Individualmente. Isso eu só eu sozinho posso fazer. Somente pela graça de Deus em mim, eu sou capaz de responder com fé. Paulo sabe disso, é óbvio, mas aqui ele enfatiza o aspecto corporativo, até mesmo no finalzinho, quando ele fala que nós somos o templo de Deus. E logo no a seguir, nos versos 17 a a 19, ele fala que é juntos que nós temos acesso a Deus pelo Espírito Santo. Paulo quer deixar bem claro para os seus ouvintes e leitores que ele está se referindo aqui à reconciliação vertical e horizontal e a importância desse uns aos outros na igreja em um só corpo. Então isso para mim é uma mensagem fantástica de reconciliação. E é os dois ficendo juntos. >> Tom um colorido todo diferente. >> Uau. E Paulo tá juntando coisas ali. Ah, duas coisas inseparáveis. Tá. E ele tá, isso é fantástico nesse livro, pastor. Essa essa ideia de reconciliação com Deus e reconciliação entre as pessoas. Esse coletivo que é colocado. Há uma tendência a gente olhar essas coisas como separadas, né? Mas elas são interligadas, tá? E pastor, trazendo para hoje num mundo polarizado >> e às vezes numa igreja polarizada, né? Ah, como que Efésios então nos confronta, né? Ah, e uma das coisas que eu faço nesse livro é a última sessão de cada capítulo, eu intitulei eh Conectando os Mundos. Então, a gente tá olhando pro mundo de Paulo, pra maneira como ele articulou todo esse entendimento dele da reconciliação, tá? Mas ok, o que é que isso tem a ver conosco? Então, essa é o tipo de pergunta que eu faço no final de cada eh capítulo, conectando os mundos. A a importância dessa mensagem na época de Paulo qual a relevância dela para nós hoje no Brasil, em especial, >> polarização é um fenômeno do mundo ocidental e no na América Latina, né? Está uma coisa horrível. Uma das implicações de tudo isso é que a nossa identidade não está em partidos políticos. A nossa identidade está em Cristo Jesus. Nós não somos apolíticos. Nós não estamos aqui dizendo que nós não nos importamos com a moral da sociedade, mas esta não é a nossa prioridade. A missão da igreja não é determinar quais visões de mundo extrabíblicas, digamos assim, partidárias devem eh governar uma nação, estado. Mas nós, Paulo nunca foi em lugar nenhum guerreiro social. em primeiro lugar, ele ele era em primeiro lugar um anunciador, um proclamador da mensagem do evangelho, da reconciliação de Cristo. Então, eu acho que eu eu penso que esta mensagem da reconciliação nos mostra que nós, igreja, estamos no mesmo lado. Nós precisamos continuar com a missão de fazer discípulos, de proclamar aquilo que Paulo nos fala em segunda aos Coríntios, a mensagem da reconciliação como embaixadores. Paulo nos diz em segunda Coríntios 5 que não somente Deus nos reconciliou consigo mesmo, como ele nos concedeu, nos entregou o ministério da reconciliação, pelo qual nós exortamos em nome de Cristo para que homens e mulheres sejam reconciliados com Deus. Essa é a nossa mensagem. Eu creio que em um mundo polarizado e tão sensível nessa área, a igreja precisa ter uma voz profética capaz de falar tanto para um lado como para o outro. Eu não creio que a igreja esteja, deva estar em cima do muro, mas ao mesmo tempo a igreja não é parte de nenhum de o evangelho não pertence a nenhum desses dois grupos que o mundo nos coloca. O evangelho está acima. Ele não está em cima do muro, mas ele é supra político, ele é suprassocial e ele é capaz de deve ser capaz de enxergar injustiça onde quer que ela apareça e denunciarem onde quer que ela apareça com a mesma voz profética e bíblica. Então acho que a mensagem da reconciliação, ela nos ajuda a entender a identidade da igreja, a identidade do cristão e da igreja. E, portanto, a nossa prioridade, a gente fala que ela é súpra, né? Então, a gente tem movimentos do conservadorismo no Brasil, nós temos movimentos progressistas no Brasil e nós temos cristãos trafegando, né, nesses nesses movimentos. Como o pastor colocou, nós não somos apolíticos, mas o evangelho e a mensagem da reconciliação é para ambos. Hum. >> Então, eu vejo que a igreja não pode fechar as portas, a verdade, nós temos a verdade contida na palavra do Senhor, mas ao mesmo tempo a gente tem que tá, a nossa preocupação é a proclamação, >> hum, >> desta mensagem de reconciliação que eu acredito que pode mudar os rumos do nosso país, inclusive ou uma ideologia, né, mas sim a palavra e o evangelho. E aí eu vejo que uma coisa que a gente confunde no país é confundir muitas vezes os conservadorismo com o cristianismo, né? O cristianismo está acima disso. Ele tem que estar acima. No momento que a gente coloca duas coisas no mesmo plano, nós estamos a o evangelho vai perder a sua força. >> E a moral cristã, que de fato é cristã, ela não é produzida por eh leis progressistas ou leis conservadoras. Ela é produzida pela transformação do Espírito Santo, que só é possível através da proclamação do Evangelho. Então, eu creio na suficiência da mensagem, eu creio na suficiência das Escrituras e somente ela pode transformar uma sociedade em termos de moral. Eh, então é ela é a nossa prioridade, é fazer discípulos ensinando-as a guardar tudo que Jesus nos ensinou. Quando nós recebemos esse essa mensagem da reconciliação, quando alguém crê, há uma transformação tremenda. Que mais? >> É uma transformação >> que vem de dentro para fora. E é por isso que a gente chega agora no capítulo quatro. Pastor, eu tô acelerando aqui, mas fique à vontade de voltar. Não dá tempo, né, pastor? A gente tem que ler a pístula inteira. >> Vai ter que ler, vai ter que ler, vai ter que ter que ler o meu livro depois. É, não, mas é, tem ideia, né, pastor? Porque a gente não vai esgotar hoje aqui em alguns minutos, né, uma riqueza tão grande. E esse evangelho então é aterriza pra vida real, né? Ele ele não para, ele vem paraa nossa vida. E ele e ele diz o capítulo 4 verso 1 a 3, por isso eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor, fazendo tudo para preservar a unidade do espírito no vínculo da paz. >> Hum. Então, a reconciliação não é uma só uma experiência espiritual, é um estilo de vida comunitário. Como que o pastor vai enxergar esse treço agora vindo, né, para para esse viver? Parece meio dia a dia aqui. >> Boa pergunta. Eh, o capítulo 4ro começa aquela sessão exortativa de Paulo, né, que a gente chama do dos imperativos éticos de Paulo aqui, né? portanto, fundamenta tudo que ele vai falar adiante naquilo que ele ah mencionou e eh expôs nos primeiros três capítulos. E óbvio que há uma unidade conceitual e uma unidade literária entre as duas partes da carta de Paulo. Ele não tava escrevendo um manual de teologia e um manual de ética. Para Paulo, indicativo e imperativo são inseparáveis. Porque a mensagem do evangelho não é só a teologia dos versos 1 a tr. >> Uhum. Na verdade, a mensagem do evangelho é a mensagem transformadora da do evangelho de Cristo Jesus, que ao transformar um indivíduo pela mensagem, ela automaticamente transforma o caráter daquele que é ah reconciliado com Deus. Portanto, o imperativo é possível somente na vida daqueles que foram transformados ah pelo Espírito Santo. OK? Então ele fundamenta lá. Eu quero lhe chamar chamar atenção apenas para um detalhe aqui >> que nos nos dá uma boa dica do que Paulo tá fazendo. Ele usa a metáfora do andar. Essa é uma metáfora importante na carta aos Efésios. Ele fala que nós devemos andar de modo digno. Ele começa a exortação dos três capítulos com essa injunção aqui. Então eu eu vejo nesse texto aqui o mais uma vez o texto programático da parênes da exortação de Paulo. Eu vou desenvolver agora para vocês as características de um andar digno. Se você voltar no capítulo dois, ele já mencionou essa essa metáfora duas vezes. Capítulo 2, versos 1 a três, no verso 2, ele diz: "Olha, vocês estavam mortos em delitos e pecados nos quais vocês andavam." >> Isso significa estilo de vida. Esse andar aqui é uma metáfora para estilo de vida. Quando nós somos transformados pelo evangelho, a partir do verso 4, veja como ele conclui essa unidade no verso 10. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou. Para quê? andássemos nela. Quando Paulo desenvolve a transformação do Evangelho nos versos 11 a 22, ele foca, como nós já vimos, no aspecto corporativo dessa transformação e dessa nova criação. É assim que nós andamos como reconciliados uns com os outros e com Deus em um só corpo tendo acesso a Deus assim, né? Não é isso? Então, isso já nos dá uma dica do que Paulo quer dizer com um andar digno. Um andar digno é um andar dos reconciliados com Deus. Isso fica claro no contexto imediato que você já leu. No verso dois, ele nos dá as virtudes fundamentais da reconciliação ou de uma igreja que foi reconciliada e, portanto, tem unidade. Vocês devem cultivar humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor. Com qual objetivo? Se esforçando para manter, preservar a unidade do espírito no vínculo da paz. que nós temos de paralelos conceituais entre os versos 1 e 16 e o capítulo 2, especialmente versos 11 a 22. É incrível. Isso mostra que Paulo está desenvolvendo um andar digno que para ele significa, no contexto de Efésios, em especial, em específico, um andar daqueles que foram reconciliados uns com os outros e com Deus. E aí, nesse andar o a ordem é vocês precisam não criar a unidade, porque isso foi criado pelo Espírito Santo. Você não tem condições de fazer isso. A unidade da igreja foi criada pelo Espírito Santo no ato da reconciliação, mas vocês têm a tarefa de manter, de preservar a unidade que o Espírito Santo criou, fundamentado em amor e no vínculo da paz. Isso é linguagem de reconciliação. E eu argumento que ao longo da exortação de Paulo, ele vai elaborando, né, em termos práticos, aquilo que ele apresenta como sendo a doutrina da reconciliação nos aspectos vertical e horizontal dos primeiros três capítulos. >> É isso, pastor Rodrigo. Então, vamos lá. Vamos caminhar pro próximo bloco. Agora a gente tá esgotando aqui o pastor, né? Exigindo aqui. >> Vamos lá, >> pastor. Vamos lá. Vamos pro bloco Colossenses, né? E aqui, quando eu olho pro livro, Reconciliação começa em quem Cristo é. Parece que Efésios ele tá, ele tá criando esse povo e ele mostra esse povo reconciliado. Mas Colossenses, a minha sensação, tá? Sensação na leitura é antes de falar reconciliação, entenda quem Cristo é, né? E Colossenses parece colocar Cristo como centro de tudo. E eu vou ler aqui, pastor. Posso ler Colossenses, cap, vamos ver se eu acertei, né, pastor Rodrigo? Tô escolhendo os textos aqui, mas Colossenses, capítulo primeiro, verso 19 até o verso 23. Posso ler aqui, pastor, >> por favor? >> Então, vamos lá. Colossenses primeiro aqui, capítulo 1, a partir do verso 19. Porque Deus achou por bem que nele residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E vocês que no passado eram estranhos, inimigos do entendimento, pelas obras más que praticavam, agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que vocês permanecem na fé, alicerçados e firmes, não se deixando afastar da esperança do evangelho que vocês ouviram e que foi pregado a toda criatura. debaixo do céu e do qual eu, Paulo, me tornei ministro. Lindo esse negócio. É lindo. É, pastor. É incrível. E Paulo aqui fala de todas as coisas, né? Estamos falando só de pessoas. Como que é? O pastor já falou um pouquinho com a gente. >> Isso é fantástico. É, é um é um texto nos versos 15 a 20, a gente tem aquilo que na academia é conhecido como um hino de Cristo. Aqui de Colossenses, a gente tem um outro também chamado hino de Cristo em Efésios, ah, em, desculpa, em Filipenses 2, 5 a 11. E nós temos esse outro famoso hino de Cristo nos versos 15 a 20. a prosa muda, a maneira, o estilo muda e a gente vê uma uma sessão mais poética, mesmo, especialmente mais claro, talvez na língua grega. E esse esse hino na minha na maneira como eu o divido, eu dividiria em três estrofes com a a segunda estrofe, sendo uma mais breve, uma ponte paraa segunda. Mas o que é que é interessante aqui? Paulo está falando do Cristo exaltado. Então, nesse esse hino proclama a supremacia de Cristo sobre todo o universo. Nos versos 15 e 16, Paulo diz três preposições importantes aqui. Ele fala que ele, Cristo, é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. A primogênito aqui tem um sentido primário de a autoridade máxima, de rank, né? não do primeiro criado. Porque no próprio contexto de de Colossenses, Paulo deixa claro que não é esse. Paulo está falando da preexistência de Cristo aqui. Mas no verso seguinte, ele usa três preposições importantes. Ele diz que tudo que foi criado foi criado por ele, por meio dele. Desculpa, foi criado nele, por meio dele e a última para ele. Para ele. Paulo tá dizendo é que toda a primeira criação, a semelhança do que João faz no Evangelho de João, capítulo 1, verso 3, toda a criação foi feita por Cristo Jesus, em Cristo Jesus e pela primeira vez no Novo Testamento para Cristo Jesus. Paulo não fala isso em lugar nenhum antes de Colossenses. >> Uhum. Mas toda a criação tinha um objetivo, Cristo. Quando ele vai desenvolver a ideia de que todas as coisas foram criadas eh nele, por ele e para ele, a Paulo nos explica um pouco mais o que ele quer dizer com isso. Todas as coisas aqui nos céus e sobre a terra. Lembra que essa expressão também aparece em Efésios 1:10? Ela aparece no texto que você acabou de ler, 1 >> Uhum. E e começa aqui todas as coisas criadas para Paulo, então, se referem a coisas materiais e materiais, inclusive seres espirituais, inclusive seres espirituais malignos. Paulo fala: "Sejam visíveis e invisíveis, sejam tronos, soberanias, principados ou potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele." Esses termos que ele menciona, a soberania principal dos tronos, eram termos comuns no judaísmo para seres espirituais malignos. >> Mas aí a todas as coisas foram criadas em Cristo por meio dele e para ele. Nós sabemos de Gênesis que tudo que foi criado foi muito bom. Por que que nós chegamos então no verso 19 20 e nós temos uma necessidade de reconciliação? Paulo não menciona no hino, mas a pressuposição dele é que o pecado arruinou essa criação original de Deus e agora há necessidade de reconciliação. Mas veja a dinâmica interessante de Paulo. Ele diz então o que no verso 19: "Aprouve a Deus. Deus não aparece no original grego, apesar de que a ideia é essa, mas originalmente o que Paulo tá dizendo é que e toda a plenitude se agradou em habitar nele. Por que que Paulo, apesar de que a ideia que Deus, né, a plenitude era uma forma inclusive hebraísta, né, a gente vê isso no Antigo Testamento, que se referia a plenitude de Deus, né, céus e terra. Deus preenche céus e terra, OK? Mas Deus não menciona a palavra Deus. Paulo não menciona a palavra de Deus aqui. Ele mantém o foco em Cristo. Todos os pronomes relativos, cerca de 14, 15, eu preciso fazer a recontagem, relativos e pessoais aqui se referem a Cristo Jesus. Ele não quer tirar a atenção do seu leitor da supremacia de Cristo. Esse é o meu assunto. Cristo, filho de Deus. Cristo, Cristo, Cristo. Mas toda a plenitude ave habitar nele, em Cristo, ah, eh, residiu nele. E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, veja só as preposições aparecendo novamente. Por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas que ele já mencionou lá em cima e que também aparece em Efésios, todas as coisas, quer sobre a terra, quer sobre os céus. Veja, ele reconciliou nele, por meio dele e para ele, nele, em Cristo Jesus. Tá? Que são essas todas as coisas? Aquilo que ele mencionou na primeira estrofe, toda a criação, inclusive seres espirituais malignos, tudo foi reconciliado em Cristo Jesus. Que Paulo tá dizendo para nós aqui é que o ato de reconciliação é um ato de recreação. >> Uhum. Ele já deixou isso claro para mim em Efésios. Ele vai esclarecer isso em Colossenses 3:10, quando diz que nós somos recriados à imagem daquele que nos criou, que é Cristo Jesus. Nós agora nos revestimos da nova humanidade, havendo nos havendo-nos despido da antiga e nos renovamos em nossa mente, correto? Então, para Paulo, reconciliação, eu vou resumir algo que a gente fala bastante no no livro e que outros, obviamente, desenvolvendo a a o insite de outros, a metáfora da reconciliação para Paulo fala do cumprimento das promessas proféticas de novos céus e nova terra, da recreação que Deus prometeu. >> Ele já falou de nova humanidade e ele vai esplendir >> Exato. Exato. E nos versos 21 a 23, ele aplica pela primeira vez na carta a ideia de reconciliação olhando pra humanidade. Vocês eram inimigos e vocês foram reconciliados com Deus. A pergunta agora é: o que reconciliação significa em relação à aqueles tronos e principados e potestades? Isso ele vai explicar no capítulo 2 e verso 15. No que diz respeito aos seres espirituais, a reconciliação não significa a restauração de um relacionamento, mas pacificação. Uhum. >> É a paz da pax romana. uma paz violenta imposta sobre conquistados. Cristo conquistou os seres espirituais na cruz. Por isso que em 2:15 Paulo desenvolve isso dizendo: "E despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando neles ou deles na cruz". Então, basicamente a mesma ideia de Efésios aqui. Cristo é o eixo unificador de toda a criação. Tanto que ele diz: "E tudo no hino subsiste nele." É ele quem sustenta todas as coisas nessa unidade. >> E pastor, não dá para ficar sem Cristo. Porque que que o mundo hoje quer, pastor Rodrigo? O mundo quer paz. A gente liga o noticiário, tá lá, gente, queremos paz. O mundo tá tem, a gente vive cenários de grandes guerras hoje, né? Até a eminência aí de uma terceira guerra, isso tem sido cogitado de forma que eu nunca tinha visto, né? Chegando bem perto. O mundo quer paz, o mundo quer unidade, o mundo quer cura social. E aí vem para mim algo que tem que ficar mais sem cruz. Eles querem mais sem cruz, né? E e reconciliação sem cruz existe? >> Não. Essa eh a dinâmica de reconciliação, ela ela pressupõe quatro movimentos. Ela pressupõe a um relacionamento que foi eh danificado, um relacionamento original que foi fraturado, a iniciativa de alguém em remover a, aliás, desculpa, o primeiro é um relacionamento inicial que foi fraturado, em segundo lugar por uma ofensa real ou presumida e em terceiro, um movimento em direção a a a retirar esse obstáculo, essa ofensa do lugar, para que, em quarto lugar, o relacionamento amigável seja recuperado, tá? >> Uhum. >> Na dinâmica teológica da reconciliação, a cruz é o único meio para retirar a ofensa que causou a ruptura do relacionamento divino humano e ao pecado. Não há paz, não há shalom de Deus, não há reconciliação sem cruz. É a cruz o nosso ponto de partida. >> Amém, pastor. Vamos lá. E aí ele vem paraa aplicação prática. A gente passou aqui um pouquinho o capítulo dois. No capítulo 3, eu achei interessante quando ele fala assim, pastor, capítulo 3. E Paulo é muito prático, ele tá levando para paraa nossa vida da seguinte forma. Então ele diz, hã, capítulo 3 de 12 a 15, portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revistam-se de profunda compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente. Caso alguém tenha motivo de queixa contra outra pessoa, assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros. Acima de tudo, porém, seja o amor, que é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo seja o árbitro no coração de vocês, pois foi para essa paz que vocês foram chamados em um só corpo e sejam agradecidos. Então, como que nós fomos reconciliados e agora vivemos reconciliando? >> Você percebe a linguagem de reconciliação claríssima aqui. Faz sentido pra gente? Paulo tá dizendo, gente, não fica no campo da teoria, não. Isso aqui tem aspecto muito prático. Significa que >> aqui é pro dia a dia. Isso aqui é para amanhã. >> É pro dia a dia. >> Veja até para agora. >> É. [risadas] E quando ele começa, >> vai brigar comigo aí. >> Quando ele começa a exortação no verso 5, veja, ele ele fala dos de duas listas de vícios que nós devemos nos livrar. Na primeira daqueles pecados que eu diria, corrompem o relacionamento vertical entre homem e entre a a humanidade e Deus. Ele fala de impureza, de prostituição, paixão laciva, desejo maligno e avareza, que também envolvem relacionamentos interpessoais. Mas vej de modo mais claro o verso oito. Despojai-vos igualmente de tudo isto. Ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros. Percebe como esses vícios eles têm um efeito direto na unidade da igreja? >> Uhum. Com certeza. Paulo, na minha maneira de ler o texto, na maneira como eu vejo o argumento de Paulo aqui, ele está desenvolvendo as implicações práticas da reconciliação. Gente, uma vez que nós somos uma unidade agora, vocês devem se esforçar por manter essa unidade. Uau! E não, e e é incrível que isso vai, isso é uma, é a força do povo de Deus. É ou não é, pastor Rodrigo? E o pastor Rodrigo, imagine, Diego, a gente é amigo há 20 anos. Não vai, não vai falar, olha, né? Vai, é, é sempre um mar de rosas. Já discordou. E quando a gente discorda, a gente tem um chão tão seguro para pisar que a cruz, que é aquele terreno plano da cruz, onde pode, onde nós podemos resolver a a as nossas dúvidas, os nossos dilemas, onde a gente tem essa unidade que não vem de nós, vem de Cristo. Em Cristo, na igreja, provavelmente é um único lugar onde o diferente coexiste em harmonia. >> Amém. E agora, gente, pastor Jonas Madureira acabou de passar ali, pessoal, e ele tá aqui atrás. Passou de Diego aqui. [risadas] >> Vamos então pro bloco finalzinho que é Filemon, né? Filemon aqui, pastor, né? >> Aqui é quando a reconciliação ganha nome e rosto, né? Então, quando isso acontece, então Paulo pega toda essa teologia de Efésios e Colossenses. Tô, tô caminhando bem, pastor, né? Ele pega toda essa teologia robusta e a gente só leu aqui um pouquinho só. A gente tá no um pouquinho e ele pega tudo isso aí e transforma isso numa história real. Vai lá, pastor. E aí nós vamos terminar. >> Vamos. Isso é fantástico. Vamos, vamos voltar agora para Tíquico e Onésimo enviados por Paulo a Colossos, para resolver esse problema, tanto na igreja em Colossos em relação aos falsos mestres, mas também com aquela outra cartinha a Filemon mais curta. Imagina o choque talvez de Filemon. Quando Paulo endereça essa carta a Afemon, ele diz que ele escreve Afemon, Arquipo, Áfia e a igreja que se reúne em sua casa, significando a casa de Filemon. >> Provavelmente ele tinha uma casa grande suficiente para abregar uma porção da igreja de Deus, uma casa local, uma igreja ah local doméstica, né, na sua casa. Então imagina que Tico e Onésimo, os enviados de Paulo, o escravo que havia saído dali, escravo, sem a permissão do seu senhor, chega com tíquico e essas cartas. E Filemon pra congregação ao redor, como assim? Eles vão na casa de Filemon agora, nada acontece ainda. Eles sentam, fica com falam: "Olha, eu tenho uma correspondência aqui de Paulo para vocês". e ler essa carta que nós agora brevemente falamos, cheia de reconciliação. Cheia de reconciliação. Mais do que isso, quando nós chegamos no código doméstico de Colossenses, aquilo onde Paulo fala do relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos e escravos e senhor, perceba que ele gasta duas linhas para o relacionamento de marido e mulher, duas linhas para o relacionamento de pais e filhos e várias linhas para tratar do relacionamento do escravo com seu senhor, mostrando como em Cristo o relacionamento deles é reconfigurado. Depois de tudo isso, Tiker essa carta. Quando a congregação talvez já começa a se levantar para se dispersar, ele fala: "Gente, só só um instantinho, me dá mais 5co minutinhos aí. Eu tenho uma segunda carta para ler. Lemão essa carta é endereçada para você ir pra igreja em sua casa. Onésimo aqui. Meu companheiro vai ler a carta, >> gente do céu. >> E aí ele lê aquela carta a Filemon, onde Paulo, onde Deus estava em Paulo reconciliando Filemonéso. Ele diz: "Olha Paulo, eu" Paulo fala: "Olha, poderia, Onésimo, ou poderia Filemon te dizer o que fazer, mas eu vou te pedir em nome do amor." Perceba que Paulo e ele fala mais, olha, meu filho, ele é o meu filho na fé que eu gerei nas minhas cadeias aqui durante a prisão. Receba- como você receberia a mim. E eu vou te falar mais. O coração de Filemões está naquele verso quando Paulo fala, olha, eh, verso 16, se não me engano, >> ah, vamos ler. Quando ele fala, recebe a a Onésimo, não apenas como um escravo, mas muito mais do que isso. 16, como um irmão. >> Paulo, gente, se coloca aqui, Lutero teve esse insite no seu prefácio a Filemon. Ele fala que Paulo se coloca no lugar de Jesus aqui lá de Filipenses 2 5 a 11. Ele se esvazia da sua autoridade apostólica, se coloca no lugar do escravo e fala para Fileon: "Põe a dívida dele na minha conta e recebo o meu filho como você receberia a mim". Então, a leitura de Colossenses, que eu imagino seria prévia a de Filemon, prepara o terrano para que Filemon seja lida e impõe e põe um pouco mais de pressão >> a Filemon para obedecer a Paulo. E Paulo tinha muita confiança de que Filemon faria ainda muito mais do que o que ele estava pedindo. Então, Filemon é uma carta de recomendação de Paulo a Filemon, ah, em favor de Onésimo, para que Onésimo seja recebido agora, não apenas como um escravo, mas muito mais do que isso, como um irmão, porque a identidade de ambos é redefinida pelo evangelho. Eles agora são irmãos em Cristo. Pastor querido, quero agradecer todo o esforço, >> já quero o livro, >> todo o carinho, [risadas] aguardando esse livro que sai quando, pastor? >> Olha, a expectativa é que ele esteja pronto aí a até a a outubro. Então, a gente pretende fazer um lançamento, alguma coisa do tipo, na conferência Peladeres em outubro. Então, espero que em setembro já esteja disponível e outubro pronto, né? de outubro ali. >> É >> isso. Eu espero por pelo que a gente conversou hoje e tenho certeza que esse livro vai ser grande bênção pra igreja brasileira. Deus continue usando o senhor, seu ministério. Ah, e abençoando também a sua família. Marido da Sherloca, né? Todo mundo já sabe isso, né? [risadas] Obrigado, pastor Rodrigo, por esse tempo aqui. Obrigado, Luís Gustavo, que não aparece aqui, pessoal, mas ali tá aqui conosco no nosso ob e faz tudo acontecer aqui. Deus seja louvado, pastor. Muito obrigado. >> Muito obrigado por esse tempo. Muito bom.