ATOS: A Igreja em Movimento (PodCast com Gilson Santos, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe).
26/02/2026
ATOS: A Igreja em Movimento (PodCast com Gilson Santos, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe).
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
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Bem-vindos ao podcast da escola Charles Expion. Sou Arianf acadêmico aqui da RCS e hoje nós vamos entrar em um dos livros mais vivos do Novo Testamento. O livro de Atos não é apenas história, >> é movimento, >> é tensão, >> é expansão, >> é perseguição, >> é poder do espírito. E para nos ajudar a entender essa dinâmica, estamos aqui hoje com o pastor Gilson Santos, que tá ministrando a disciplina de atos aqui, certo, pastor? Certo? >> E vai tá hoje comentando um pouquinho. Pastor Gilson Santos, pastor há 27 anos da Igreja Batista da Graça em São José dos Campos, lugar muito querido, abençoado e agora professor do seminário Martin Booster, já também há muitos anos indo para Portugal para lecionar e coordenar esse ministério na Europa. Seja bem-vindo, pastor Gilson Santos. >> É um prazer estar com você, Ari. Com você, Léo. Um prazer estar no seminário aqui pela primeira vez. Prazer voltar à igreja. Sou muito feliz. >> Uau, que coisa boa. Então vamos lá. Vamos começar então falando sobre o que é o livro de Atos. Pastor Gilson, vamos lá. >> Sim. >> Se você tivesse que definir o livro de Atos em uma frase, um parágrafo, alguma coisa que fosse curtinha, vai lá. Que que seria? Ah, eu penso igreja, início, Espírito Santo, obra de Cristo em continuação. Eu penso que quando nós reunimos isso, formamos um conceito de Atos. Era é preciso manter essas ideias todas em intenção. Mas eu penso que a primeira primeira frase, a primeira abertura do livro de Atos por Lucas é: Jesus, Lucas escreveu o evangelho e escreveu Atos. E diz lá o que Jesus começou a fazer está lá em no Evangelho de Lucas. O que Jesus agora continua a fazer por meio da igreja, na ação do poder do espírito. Está em Atos dos Apóstolos. Eu acho isso muito significativo. Não perder essa continuidade da obra de Cristo em Atos penso que é um dos grandes focos que a gente deve sustentar. esse contínuo, né, pastor, que é o livro de de Lucas para Atos, um contínuo. E esse contínuo que vem no final do livro de Atos pra igreja, gostoso a gente pensar assim. Então você pode dizer, pastor, que Atos é um a uma continuação de qual livro? >> Naturalmente, em termos literários, é a continuação do Evangelho. Evangelho de Lucas, escrito inclusive ao mesmo destinatário, não é? como se fossem dois volumes. Lucas marca então a ascensão de Cristo como um ponto de inflexão, eh, culminando o ministério de Cristo e agora iniciando uma etapa nova da obra de Cristo, ressurreto assunto e que você vê inaugurando ali o livro de Atos com a descida do Espírito Santo, que é um cumprimento, aliás, de uma promessa de Cristo que enviaria o Espírito Santo. Certo. Certo. Pastor Gilson. Sim. >> E Atos, o senhor vê mais como um livro histórico ou mais teológico? >> Eu acho que não pode eh desprender de nenhum dos dois. Atos Apóstolo é um livro histórico teológico, ou seja, não é simplesmente uma narrativa cronística, não é apenas uma narrativa, uma sucessão de fatos, mas é uma é uma é uma é uma leitura histórica, porque Lucas é um historiador, não é? Mas é uma história ancorada em valores teológicos. Esse Cristo ressurreto, esse Cristo glorificado que agora envia o espírito, eh é a centralidade da igreja, a a expansão da obra missional, a dependência do Espírito Santo, a oração. Esses são valores teológicos essenciais. essa esse evangelho sendo pregado universalmente, ou seja, não há como é simplesmente fazer uma leitura cronística de Lucas, eh, de do livro de Atos por Lucas. É preciso fazer uma leitura que seja ao mesmo tempo histórico teológica. >> É, acho que essa é a leitura a esperada para que a gente possa aproveitar esse livro. Ah, eu já tinha ouvido uma vez. Ah, não, a gente não pode ver doutrinas no livro de Atos porque ele é uma transição. Então, você não ensina a doutrina a partir do livro de Atos. Eu já vi isso, >> mas acredito que não, né? Que ele, esse movimento é justamente dentro da revelação progressiva, certo, pastor? E que Deus tem cumprido seu propósito. >> Não pode ser, Ari, porque senão nós não teríamos princípios normativos pra igreja. E nós temos sim. Nós temos princípios claramente normativos, ou seja, é uma prática, mas é uma prática que precisa exemplificar, claro, >> há princípios que estão ali que são claramente eh eh confirmados em toda a escritura, senão nós nós simplesmente eh reduzimos os atos apóstolos a um caso a um caso histórico. Não sei se estão me entendendo. Uhum. E quando, na verdade, não é, ele tem princípios normativos importantes que estão ali, OK? Eh, princípios que a igreja precisa espelhar, precisa levar em constância. >> E o movimento de Atos é, tá ali, não sei se o pastor vai concordar em Atos capítulo 1, versículo 8, né? Recebereis o poder do Espírito e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, Judeia, Samaria, até os confins da terra. E essa obra que Deus está fazendo aqui naquele momento. E o livro de Atos traz muito esse essas ondas que vem vindo. >> Ele é ele marca isto, né? vai marcando esse evangelho que eh essa igreja que começa ali, essa igreja cristã em Jerusalém, que recebe todo esse legado de Cristo e mesmo anterior a Cristo, mas agora você tem esse Cristo eh ressurreto, vivo. Aliás, essa marca da ressurreição de Cristo é muito viva em Atos Apóstolos. E o que que você tem? Você tem essa igreja começando em Jerusalém. vai eh vai ali se estendendo para Samaria, território, aliás, inimigo, povo inimigo dos judeus, historicamente inimigo, vai para se estendendo para as nações vizinhas, não é? Chega a casa de Cornélio, que é um gentio, chega Antioquia, que é então a primeira igreja mista, assim, multicultural, não é? Gentios e judeus vivendo na mesma igreja. Você tem então a partir de Atos capítulo 13, o movimento missionário de Paulo, não é? Cuja lógica chega à capital do império. Essa lógica de Jerusalém até Roma é muito significativa. >> Uau. É incrível. é absolutamente ilustrativa, instrutiva dessa dessa aplicação, dessa obediência à igreja, a nova a grande comissão. Mas não apenas isto, ela é também um testemunho da obra de Cristo em fazer essas coisas acontecerem. >> Uhum. >> OK? É Cristo que está à frente conduzindo essa igreja. É Cristo que está conduzindo esse processo todo. É ele, por exemplo, que chega lá em Trod e diz: "Ah, Paulo, não vai para lá, vai para cá". Não é que faz com que essa obra missionária chegue à Europa, chegue à Macedônia, não é? Mudando a geografia religiosa, o cenário do mundo. >> É crítico que está. Então, voltando, é preciso entender que o que está acontecendo em Atos Apóstolos é uma condução do próprio Cristo glorificado sobre a igreja. >> Uau! E quando que isso começou, pastor? A gente vai para Atos 2. O que realmente aconteceu em Atos 2? Como que o pastor enxerga? Sobre um aspecto, o que aconteceu em Atos 2 é um avivamento, sob um aspecto, ou seja, uma visitação extraordinária do espírito. Isso acontece algumas vezes na história. Então, sobre alguns aspectos, é uma visitação que agora você tem uma uma amplitude disso, um grande derramar do espírito, mas sobre sob outras perspectivas, melhor dizendo, atos é irrepetível, porque ele ele marca uma promessa, ele é uma promessa. O apóstolo Pedro quando se levanta e explica o que está acontecendo ali naquele naqueles e 50 dias após a naquela festa judeus que reúne judeus de todo da diáspora para toda a estadia. Você tem agora uma espécie de Babel ao contra. >> Aquelas pessoas vêm e ouvem o evangelho na no idioma das suas mães, nos lugares que estão ali. Eles são idiomas, não é? e não apenas idiomas, são dialetos, ou seja, tem aspectos eh muito específicos e eles ouvem aquilo. Ora, isto isso nunca ouve, isto é um marco, isto é alguma coisa singular, não é? O espírito está assinalando aquele momento de uma maneira extraordinária. E não apenas isto, aquilo nunca houve antes, como também nunca houve depois. >> Uhum. você nunca teve um um modelo, alguma coisa exatamente como aquela na história da igreja de Então, nesse aspecto é inteiramente singular, que marca esta que assinala esse momento como outros momentos marcaram, por exemplo, no Antigo Testamento, como o momento da entrega da lei. >> Uhum. Aquele é um momento muito extraordinário ali junto ao Sinai, fogo, sinais, voz, vão, coisas que são vistas. É interessante que Pentecostes ali eles veem, eles não apenas ou eles veem a sinais visíveis. Eles viram como que línguas de fogo dá. Eles não apenas ouviram aquele vento, ou seja, como Sinai, eles veem, eles ouvem, e são impactados. Outro momento extraordinário, Elias, Monte Carmelo, os profetas de Baal. Aquele momento é altamente significativo, único. Outro momento, o êxodo, as 10 pragas do Egito, momentos marcantes, o o a a crucificação de Cristo, o momento singular único. Pentecostes é sobre diversos aspectos, um momento único, >> certo? >> Ok? E sobre diversos aspectos irrepetível. >> Uhum. >> Ok. Ali você tem promessa de que aconteceria daquele você não tem promessa de que aquilo vai se repetir indefinidade. Agora que interessante ver esse fenômeno de uma babel ao contrário, né? >> É uma babel, >> né? Você é >> que aquilo que separa, que são as línguas, as línguas separam. em Babel, aquilo é uma grande separação. Agora você está unido ali. >> E era esse esse movimento de Deus unir os povos agora juntando gentius, judeus. Interessante da diáspora. Fenomenal. É o que Deus está fazendo. >> Exatamente. Está fazendo hoje ali. >> Uhum. >> Fazendo hoje, não é? Fazendo no mundo inteiro. Não é extraordinário isso, né? >> É fenomenal, >> não é? E aí a gente vai ver isso lá no apocalipse, aquela grande multidão, aquela gente toda de toda língua, povo, nação, eh, diante do mesmo cordeiro, diante do mesmo Deus, né? Uma só alma, um só coração. Eu acho que o Pentecostes é uma, acho não, é uma antecipação dessa, dessa, desse quebrar das separações, desses muros que separou. E o Espírito Santo faz isso e Cristo faz isso. >> Amém, pastor. Nossa, fenomenal, pastor. E aí essa igreja então que começa, que tá tá caminhando, tá se formando ali, mas em pouco tempo ela já se torna a igreja perseguida, né? Então pouquinho ali, né? E a igreja cresce justamente quando começa a perseguição, esse movimento então da da dos deles sendo espalhados, a igreja então cresce rapidamente. Como que o pastor enxerga esse crescimento da igreja? >> É um padrão na história da igreja e é mais ou menos assim verificado em todos os grandes momentos assim. e já está em Pentecostes. Se você for, por exemplo, o capítulo dois, depois que o apóstolo Pedro, que, aliás, depois que aqueles homens e mulheres, depois que eles falam em línguas, eh, o texto termina dizendo, eh, que alguns ficaram impactados com aquilo, absolutamente impactados. Eh, o como os ouvimos falar em nossas próprias línguas, as grandezas de Deus. todos atônitos e perplexos interpelavam uns aos outros. Que quer dizer isso? Ou seja, o evangelho tem esse lado. >> Uhum. >> Ele impacta dessa man. Ele suscita essas indagações, ele levanta essas perguntas, ele inquieta os esses corações positivamente falando. Mas observe que esse mesmo texto já logo imediatamente aponta a outra direção. Outros, porém, zombando. >> Hum. Uhum. >> estão embriagados. [risadas] Ou seja, a a resposta geralmente ao evangelho nunca é só um acolhimento pacífico, tranquilo, eh gente se convertendo, não. O evangelho é ao mesmo tempo luz e sal. A presença do povo de Deus tem esse efeito. >> Ela, ele cura, mas ele também arde. Ele também tem o seu efeito. Ele chega nas trevas, ele incomoda o inferno, ele confronta a carne, ele destona o poder da cultura, que é o mundo nos corações humanos. Essas coisas não são, elas não acontecem sem seu custo. E você já vê aqui na resposta aquela antes do discurso de Pedro, isso aqui, antes de Pedro levantarse, explicar e dar hermenêutica daquele momento, essa dupla, essa dupla, essa esses dois aspectos da reação que o evangelho produz. O evangelho produz obediência, amor a Cristo, glória a Deus. de uma maneira ou de outra, ele ele resulta em vidas transformadas, >> mas o evangelho também produz incômodo, certo? Isto é isto é experiência em todos os lugares. Você vê onde houve a reforma, onde houve avivamento, também é percepção. >> Uhum. E aí >> nós não podemos esperar uma igreja que seja fiel, uma igreja que seja eh obediente ao Senhor, crescente, que o mundo assista isso e diga: "Que bom, maravilhoso". Não, o mundo não fica de disso. E às vezes isso vem por parte das autoridades com mulheres. É o que o que o texto de ato vai mostrar. >> Uhum. Certo? >> Então, pastor, há uma relação então entre sofrimento e a expansão missionária. Eu eu não diria que ela ela é uma relação de causa e efeito em Atos. É, ela quer dizer, aqueles que foram dispersos são exatamente aqueles que vão pregar no evangelho. O evangelho vai chegar em Antioquia como fruto da perseguição. >> Sim. direto. Agora, eh, o há muitas vezes o sofrimento, eh, Léo, em alguns contextos tem sido, eh, causa de extinção ou diminuição sensível da igreja. >> OK? Em alguns contextos, a perseguição tem reduzido os cristãos a pouco. A igreja perseguida hoje no mundo existem contextos em cristãos estão aí na contam-se na nas mãos, né? São poucos. que a perseguição nesse contexto, ao invés de fazer com que a igreja aumente, ele diminui. Então, nem sempre a perseguição à igreja resulta em crescimento da igreja. Muitas vezes resulta em martírio, resulta em que os crentes são perseguidos para lugares distantes para poder cuidar de suas famílias, cuidar dos seus filhos. E às vezes a perseguição exerce um golpe grande, né? Sim. essa que, mas também é verdade. Isso não faz com que o a obra de Deus no mundo não deixe passe de existir. Agora, por exemplo, você tem a perseguição da da inquisição, você não tem reforma em Portugal e Espanha e também na Itália, onde a a os capítulos da inquisição foram? >> Sim. >> OK. Você tem homens mortos, homens mortos, queimados por causa da da aproximação, por causa daquilo que chamavam o luteranismo, eh eh calvinianismo, eh qualquer qualquer ou qualquer aproximação com verdades severamente perseguida. Ou seja, o evangelho só chega em lugares comoos é encontrou o por exemplo só no século X. Antes você tem perseguição, perseguição fez muito mal a expansão é causa. Deus então agora em Atos, esses crentes, isso é extraordinário, valendo-se do da oportunidade de Cristo, tá? Foram fiéis, iam por toda parte tagarelando a palavra para usar o verbo grego, pregando a palavra de Deus. E isso resultou em grande benefício de um crescimento. A igreja Antioquia nasce nesse contexto e isso aí nesse caso, a perseguição usando a usando Tertuliano foi sementeira da igreja. O martírio, o sangue dos mártires caindo no chão foi sementeira da igreja. Mas também é preciso dizer que em muitos lugares o martírio dos crentes acabou sendo alguma coisa que que fez com que às vezes testemunho do evangelho fosse silenciado naqueles contextos por muitos >> na Idade Média isso aconteceu. >> Uhum. >> Isso que você tinha eram trevas cobrindo. Então nem sempre a perseguição resulta em crescimento. >> Em Atos ali, no caso que eles estavam concentrado em Jerusalém, né? Daí veio a perseguição que acabou fazendo com que eles se espalhassem, >> se espalhassem. Isso é muito interessante. >> A lógica de Atos se cumpre, a lógica de expansão, aquilo que nós falamos lá atrás, de expansão, desse levar o evangelho aos confins aos escatóos, né, aos aos aos confins da terra, se cumpre nesse contexto da perseguição. E então é verdade, vamos lá, que também em alguns contextos hoje em que o evangelho é perc e crentes saem dali e vão para outros lugares, muitos levam o evangelho. >> Sim, >> isso é maravilhoso, não é verdade? porque vão para outros contextos e lá às vezes eh encontram igrejas sã e aí são porta-vozes do evangelho para alguns dos conterrâneos e gerações depois você tem a o efeito daquela semeadura daqueles homens. Isso é maravilhoso, né? Verdade. >> E que vai, quem vai coordenar isso que a gente não tem, como o pastor colocou, é o Espírito Santo. >> Às vezes ele vai permitir, vai nos conduzir por um caminho que nem sempre é muito fácil, >> mas que que faz o progresso do evangelho. E a gente pode dizer, pastor, que o verdadeiro protagonista de Atos é o Espírito Santo. >> É o Espírito Santo, porque o Senhor Jesus coloca ênfase nele. Agora é o Espírito Santo fazendo a obra de Cristo. >> Uhum. >> Entende? Por isso é importante, Maria. Nós vemos num contexto eh evangélico brasileiro que dá ênfase ao Espírito Santo. O Espírito Santo é Deus. Isso é muito importante. Mas o Espírito Santo não pode ser mediador. >> Uhum. >> Ficou claro? >> Porque o Espírito Santo é Deus. >> Nós, para ser mediador, nós precisamos de de alguém que seja homem e Deus. E o Espírito Santo faz esse favor de nos levar a Cristo, de nos apresentar Cristo, entende? de apontar para Cristo, >> de apontar para Cristo, de nos levar a ele, de glorificar Cristo. >> Então, eu penso que se nós perdermos Cristo de Atos, eh, e ficarmos apenas numa dimensão pneumatológica desencarnada do trono, do Cristo glorificado, do Cristo que está operando, desse Cristo que diz a Saulo, Saulo, Saulo, por que me persegues? >> Uhum. Entende? Eh, esse é para mim, diz ele, Ananias, é um vaso escolhido. Vai. Esse e se nós perdermos esse essa essa concepção cristológica de Atos, eu penso que nós perdemos essencial do argumento do Lucas. >> Uau. Isso tão importante pra igreja contemporânea. Eu penso que sim. O Espírito Santo dirigindo a igreja, apontando para Cristo e a igreja tendo essa centralidade em Cristo. >> Perfeito. >> Procurando Cristo na pregação, ah, na doutrina e o Espírito Santo conduzindo por meio da palavra. É maravilhoso. Muito bom isso aí. Fala lá, pastor Leonardo. >> E pastor, o que significa ser uma igreja dependente do Espírito Santo? Significa uma igreja que não faz a obra do Senhor confiada na carne, faz confiada no poder de Deus. Significa que nós não conseguiríamos fazer aquilo. O dinamis, a virtude, o poder do Espírito Santo, significa um poder sobrenatural que nós não conseguiríamos por nossos próprios recursos. Então isso estabelece de uma maneira definitiva que quando Jesus disse: "Não saiam de Jerusalém, permaneçam em Jerusalém". E a igreja permaneceu orando até que do alto sejais revestidos de poder. E e a gente e Atos, o prólogo de Atos é essa abertura, essa igreja orando, mulheres orando, os discípulos, os apóstolos em absoluta dependência esperando essa promessa. sinaliza para nós que esta não é uma obra que a gente consiga realizar confiado nas nossas carnes, nas nossas expertizes, nas nossas habilidades, nas nossas na nossa, nos nossos recursos. Graças a Deus por eles, mas nós dependemos crucialmente da espírito. Essa essa é uma grande lição de >> e aqui há um fator de equilíbrio, né, pastor? Porque ah, primeira Coríntios, capítulo 14, por exemplo, ele diz: "E tudo seja feito para edificação". >> Então a igreja precisa ter ordem, né? Ele coloca pouquinho antes que a gente deve ter essência e ordem. E ele tá falando ali num contexto >> ah de primeira aos Coríntios 14, que é muito interessante. >> Sim. >> E ele tá, então como que a gente pode equilibrar o poder do espírito? >> Sim. >> E ordem? Como essas duas coisas? Porque vai ter igrejas que vão dar muita ênfase no poder do espírito. Isso é muito livre até. Sim, são igrejas eh em que as coisas são tão soltas, tão antiinstitucionais, tão >> tão eh não há corpo. >> Isto >> não é a é um são igrejas em que apenas ideia, apenas espírito, não há corpo. Eu diria a Ari que isso é fruto >> também de uma fraqueza cristológica. >> Uhum. >> Por quê? Porque nós precisamos de uma igreja que equilibre e essa essa essa inteira encarnação de Cristo que assume a nossa corporeidade, que assume a nossa fisicalidade, que assume essa realidade humana concreta, que anda, que sua, que transpira, que que tem fome, que tem sede. E esse Cristo que é Deus, que é o transcendente, que é que é esse Deus que é inacessível, esse Deus que é incompreensível, que não é controlável, manipulável, que está ali esse Cristo que que é leão e é cordeiro, >> e que é um leão que não pode ser domesticado, mas ao mesmo tempo é um é um cordeiro que pode ser sacrificado. Acho que nós mantermos essa tensão cristológica, corpo Cristo, homem, Cristo, Deus, é importante. >> Uhum. >> Por quê? Porque isso chega a nossa a nossa abordagem com a fé. Isso chega à nossa leitura de igreja. A igreja é corpo de Cristo, Maria. E vamos lá. O que que é um corpo? É uma coisa femin de ordem, funciona, não é? eh a a a procedimentos, a a ofícios. Veja que o apóstolo diz lá, eh, Atos 14:23, e indo de por todas as igrejas pela qual eles foram, Paulo e Barnabé, visitando as igrejas em cada uma delas, constituindo presbítero. Observa, >> Paulo não apenas evangeliza e deixa aqueles aqueles convertidos entregues a eles mesmos, mas estabelece liderança, encomendando ao Senhor em a Cristo, em quem haviam crido. Ou seja, não há como a igreja ficar sem forma. Essas são igrejas que acabaram ficando meio eh capengas na sua cristologia. Elas afirmam uma espiritualidade, mas elas negam a encarnação. Ficou claro? Sim, >> elas negam essa corporeidade, essa igreja que é família, essa igreja que há lugares, responsabilidades, essa igreja que há pão e há vinho, que há cálice, essa igreja que come, que bebe, tem essa igreja que que tem disciplina, essa igreja que tem eh que tem seus oficiais, essa igreja, enfim, não é uma bagunça, >> né? Por um outro lado, pastor, a o outro lado da história, >> perfeito. >> É que você vai ter igrejas que parecem uma empresa, >> que o pastor é o CEO da empresa e que a o propósito da igreja não é Cristo muitas vezes, >> mas é agradar o consumidor ou >> é manter a instituição funcionando, aquela máquina girando, aliás, máquina vem de mecânica, né? vem dessa ideia do que é puramente usar os meios certos para ter os resultados certos, que é uma confiança na carne. >> Uhum. >> No final das contas é exatamente o problema. Quer dizer, você confiar nesses recursos e perder a confiança no espírito. Ficou claro? >> Ficou. >> Ou seja, >> e esse equilíbrio tão necessário, >> mas ele é cristã >> e ele está em Cristo, >> entende? E esse equilíbrio em Cristo está ali. O espírito mostra isso, chama para isto, não é? Pra gente ser essa igreja que ao mesmo tempo tenha corpo e tenha espírito. >> Ó, Cristo no centro, né, pastor? Então você tem esses dois lados ali da gangorra, né? Cristo no centro e vai equilibrar isso para que isso seja perfeito. >> Exatamente. Para também você não ficar aí numa igreja carnal, institucional, um império. >> Uhum. Aí perdeu-se, né? Perdeu-se a vida, perdeu-se >> que o espírito, >> boa, que boa visão, então, necessária. E pastor Leonardo, fenomenal, né? Vamos pensar um leão que não pode ser domesticado, mas ao mesmo tempo um cordeiro que pode ser sacrificado. Essas essas duas coisas coexistindo. >> Exatamente. E é um só. [risadas] >> É. E isso, como isso funciona em nós, como isso se une em nós. E essa tensão a gente às vezes quer, nós somos, tendemos a tirar as tensões das coisas. >> Uhum. >> É por isso que há os erros trinitários, os erros, né? É um só, são três ali, não, não é um. E é os erros docetícios, os erros eh cristológicos, né? É só é só aparência, é só Cristo, é só homem, é só Deus. A gente tende a tirar as tensões e Deus as mantém e ela e a gente precisa ter eh mantê-las assim nessa nessa coisa da igreja, porque essa é uma igreja que ao mesmo tempo ora, depende do Senhor, unânime, persevera, uma igreja que é capaz de assumir o custo da fidelidade em meio à perseguição, mas é uma igreja também que não confia em si mesmo. >> Uhum. >> Não é? Não confia nos seus recursos, não confia nos seus líderes, não, não confia em seus, não vou colocar em seus perspectiv não não deposita a sua segurança, a sua confiança na capacidade dos seus líderes. >> Uhum. >> É uma igreja que em todo tempo confia no espírito, depende de Deus. E isso é bonito >> e essa atenção tão necessária para que a gente possa se voltar sempre pra palavra, sempre dependente do espírito. >> Pronto. >> E isso é bom demais. Então a gente sempre poder voltar, né? E a e uma palavrinha que eu sempre quando eu tô lendo primeiro Timóteo, Tito, uma palavra que eu não ouço muito falar quando se trata a igreja, que a gente precisa ter moderação, que eles homens precisam ser moderados. Esse equilíbrio que a gente precisa manter. >> Sim. para não perder a mão. Exatamente. Para não salgar demais esse pirão, não é? Para não perder esse ponto, não é? >> Porque é como a gente perde, não é? As ce se começam assim, >> porque às vezes elas começam bem intencionadas com uma ênfase e aquilo vira uma super ênfase, daqui a pouco fica um super braço e um outro cotóle, entende? fica aquela coisa totalmente desproporcional, >> porque perde essa capacidade de equilibrar as coisas. >> Bom, e aí, pastor, vamos lá, vamos entrar, a gente já falou hoje, vamos entrar um pouquinho nas transições ali do livro de Atos, né? E aí você começa Atos olhando muito para Pedro >> e parece que esse foco ele muda pro apóstolo Paulo. Então você tem Pedro, Estevão, Paulo e aí vai Paulo até como que o pastor vê esse foco mudando ou se não muda? Como que o pastor enxerga? Muda. >> Muda. Na verdade muda a a a continuidades essenciais, mas há mudanças. Há há eu diria como ondas de um mesmo mar, digamos assim. >> Uhum. Mas há sim, essa igreja é interessante porque Saulo é judeu, OK? Eh, Estevão é judeu e Pedro é um judeu. Mas esses três nomes que você acabou de mencionar, Pedro, Estevão e Paulo, marcam uma uma um certo movimento da igreja em direção a esse mundo cada vez mais elenizado, esse mundo greco, romo, não é? Você tem Pedro naquele núcleo ali em Jerusalém, Pedro naquele núcleo apostólico essencial. É marca daquele contexto, muito marcado naquele contexto. Aí você tem Estevo, que aliás o nome já é grego, Stepanos por, ou seja, já com essa leit faz parte daquele grupo dos helenistas, não é? representa aqueles elenistas que estavam a ser eh as viúvas estavam sendo negligenciadas na distribuição. Estevão. E depois você tem Paulo, que é alguém radicado nesse contexto, mas que vai fazer esse movimento para o mundo gentil inteiramente esse apóstolo enviado aos gentios, que ele chama, que eles, que ele define o seu apostolado dentro dessa perspectiva, ele é chamado para isso, >> ele é identificado para isso, ele é colocado nessa lógica. Então assim, é uma coisa só, porque nasceu daquele mesmo Cristo, daquele mesmo lugar. Veio dos judeus esse negócio sempre, né? Está ali. >> Essa é a continuidade, né? >> Essa é continuidade. O evangelho vem de lá. A nossa Bíblia é inteiramente, vem dos judeus, não é? vem dali, desse núcleo. Cristo é um judeu, Maria é um judeu, todos eles são, mas são convertidos. E agora esse povo, essa essa esse e essa linguagem do Antigo Testamento, esse rebento, esse remanescente fiel, vai levar o evangelho ao mundo. >> Uhum. >> Bênção pro mundo. Isso é cumprimento do Antigo Testamento, né? >> Uhum. >> Isso é. Então acho que acho acho >> não só o cumprimento, mas como propósito, né? >> Pronto. Era isso que eu essa esse propósito tá ali claramente delineado. Ou seja, Atos Apóstolos não é acaso. >> Uhum. >> Atos dos Apóstolos é a mão de Cristo operando literalmente. Ele tá está regendo, >> certo? Eu diria que está regendo hoje, está o cenário que estamos vendo hoje, mão de Cristo é que a gente às vezes se esquece. >> Ele não disse que estaria conosco todos os dias até a consumação, certo? >> Sim. >> Isso não é problema. Eu acho que nós muitas vezes nos esquecemos de que Cristo está produzindo o seu povo no Brasil. esse cenário que nós estamos vivendo, a gente às vezes perde essa visão da fé. >> Uhum. >> Que Estevão teve na persegção, não é? Uhum. >> Num apedrejamento >> antes de adormecer, entre aspas, né? A linguagem do diz: "Eis que vejo os céus abusem pé direito. Esse olhar é o olhar que move morrer, né? Jovem ali que impacta. Eu acho que acho, não estou seguro de que ele impactou Saulo, porque não há como você assistir uma uma testemunho desse e sair em cola. O relato dele é um resumo do Antigo Testamento, dos mais precisos ali. É uma é uma perfeição, né? E ao mesmo tempo traz juízo pro seu povo. Sim, >> né? que a quem é muito é dado, muito é requerido e quem é muito julgado. E aquilo também é uma mensagem, a mensagem de Estevu é uma mensagem de juízo para Israel. >> Uhum. >> Vocês crucificaram o Messias. Isso não é novo. Ou seja, então chama eh eh a a sua geração ao juízo, que, aliás, foi o que causou eh cúria, né? Verdade. E pensando na conversão de Paulo, pastor. Sim. Ah, foi >> uma conversão individual, mas qual que é a estratégia dela pensando no aspecto missional? Ah, talvez porque a gente tende a separar as coisas, eh, Léo, como se a gente pudesse separar muito radicalmente a nossa conversão do propósito de Deus paraa obra dele nesse mundo. Nós somos convertidos e já inseridos numa dinâmica. Nós somos convertidos e já inseridos em propósito, já inseridos em missão. E comquanto Saulo seja excepcionalmente um caso típico, um caso específico, ele é apóstolo, ele é único, né? Ele tem um papel marcado. Quando você se converteu, Deus já tinha um propósito. Você já faz parte disto. Você que está aqui assistindo esse podcast, eh, se você se converteu, você não se converteu sem, não é que Deus não tem propósito nenhum para você. Não existe isso. Você já está inserido num drama, num chamado, entende? numa missão, >> você já está nisso, >> entende? Você já é parte desse processo. Então isso não é só do apóstolo, não é só de Pedro, não é só de Estevão, não é só de Barnabé, não é só de de de Lucas que escreveu esse livro. todos nós. A gente não deveria imaginar que nós nos convertemos, graças a Deus, agora já sou crente e vou pro céu. E não, você já nasce parte de uma família, parte de um povo dentro de um legado, dentro de uma saga, dentro de um propósito. >> Uhum. >> Fica claro isso? Você já você já você já você já nasce alinhado para ser do exército. Você você já está nesse negócio, você não está fora, você está dentro. >> [risadas] >> É verdade. >> E é por isso que a gente pode dizer, pastor, eu queria ouvir do senhor a que a Atos termina inacabado. Nem nem é para acabar. >> É porque a ideia não é a ideia é para marcar essa lógica. Começou em Jerusalém e e e vai no capítulo 28 de Atos e alguém até fundou a missão chamada Atos 29 porque quis assinalar para isso, para esse negócio que não acabou. O que eu na verdade o que quero narrar é o evangelho começou lá na cruz. Começou na cruz, começou lá em Gênesis, mas estamos falando de Cristo ali historicamente >> ali na cruz marco. >> Marco, >> agora isto começa naquele grupo, no cenáculo em Jerusalém. Vem o espírito, marca aquele início ali, isso vai aos confins da terra e chega a Roma. que é a capital do mundo. E o que você percebe é Paulo testemunhando em com liberdade, preso, mas testemunhando. A palavra não estava prisionada. Eu acho que esse é um isso é a lógica. Não, não acabou, né? Acabou o maro, o estágio da revelação, mas a lógica da obra de Cristo não >> e tá vigorando a pleno aport >> e que e que cresça >> cada um dos de nós. A gente tem que entender que a gente tá participando disso de uma forma muito intensa e a séria tão grande, né, professor? >> E os trabalhadores continuam sendo poucos. E nós precisamos rogar ao Senhor da Seara que envie trabalhadores para ela. >> E falando nisso, P, nessa seara, >> vamos lá. Ah, vamos vamos entrar um pouquinho nas implicações para hoje, então, né? E eu ouvido do senhor hoje, acho que a gente vale a pena a gente voltar um pouquinho. O que Atos ensina sobre a plantação de igrejas? Hum. Acho que esse foi um dos nossos, uma das nossas >> hoje. >> Hoje, Mari Léo, a grande estratégia missionária é a plantação. Em Atos é essa igreja em Jerusalém que impacta aquela comunidade. Cada dia e caíram na simpatia de todo o povo. Cada dia acrescentava ao Senhor a igreja os que iam ser. A igreja impacta, igreja transborda, a igreja entorna, a igreja em Antioquia, essa igreja que recebe e envia. O que Paulo faz nas suas viagens missionárias é a plantação de ver. Essa continua sendo a grande estratégia missional, plantar e e plantar igrejas lideradas, igrejas com seus líderes, qualificados, treinados, plantar igrejas que sejam que dependam do Senhor, da palavra, que amem. A igreja é central, a igreja local é central no nos propósitos de Deus. Então, pense nisto, pense em apoiar obras missionárias cujo resultado ali são igrejas sãs plantadas e que fazem diferença. E gente, a gente não é capaz de medir o alcance, o impacto de uma única igreja local. a gente é verdade, a gente não tem menor noção de onde e e nós resgatarmos essa centralidade da igreja em missões. Graças a Deus, nós temos eh as missões modernas são caracterizadas por uma um investimento em gestão, em gestão missionária. E aí surgem as bordes, as juntas, surgem as agências missionárias, surgem as redes missionárias, as os, enfim, organizações missionárias. Graças a Deus que temos, mas temos essas organizações para quê? Para gerir aquilo que às vezes uma igreja sozinha não consegue. Entretanto, nós não podemos perder de vista que a origem, o berço das missões é é a igreja local, entende? essa igreja local ali que ora, que contribui, que sustenta, que recebe esse missionário, que envia esse missionário, nós precisamos cada vez mais resgatar e hoje com esses recursos da comunicação, da internet, o mundo tá menor. Nós estamos aqui na nessa igreja, esse podcast sei lá para quantas pessoas. Ou seja, com essas possibilidades que nós temos, a igreja local não pode ser jamais subestimada. Esse é um tempo de nós valorizarmos obras missionárias que enfatizam a plantação de igrejas bíblicas sólidas, bem conduzidas, com sãs saudáveis, com as marcas de uma igreja saudável. cada vez mais é o que mais nós precisamos. >> Então, a gente pode falar que eu vou chamar isso de modelo de Antioquia. E a igreja de Antioquia, pastor, >> sim. >> Ah, é fenomenal de certa forma, porque é aquela primeira igreja que a gente vê misturada, né? >> É uma igreja mista. A gente olha isso e diz pouca coisa, >> mas você precisa lembrar que até pouco tempo atrás para Pedro ir à casa de Cornélio foi uma coisa dificíima. >> Uhum. fazer um sonho, fazer uma revelação, sol, quebrar a barreira de Pedro, porque para ele tocar num gentilio era uma coisa imunda, era como é muito pior, porque tinha implicações litúrgicas do que a gente tocar num sapo, tocar num num numa coisa eh feia, entende? Um eh uma coisa é tocar em coisas imundas, é tocar o gentil. E agora você tem Antioquia, uma igreja com judeus e gentios juntos se chamando irmãos. Isto é absolutamente revolucionário. >> E a igreja tem esse poder, né, Espírito Santo, >> de juntar pessoas tão diferentes. Você tem pobres, ricos, você tem uma diversidade imensa. >> Exatamente. >> E ela quebra todas as barreiras. A gente fala muito de das questões raciais, >> ela quebra os muros, >> só que não tem racismo na igreja diante de Cristo. Não existe. >> Nós somos um ser recriado, >> não é? >> Nós somos um ser. >> Nós somos todos irmãos, irmãos em Cristo, independente da mesma família, reconciliados. >> Agora Deus pega tudo isso e junta pessoas diferentes. >> Uma vez, >> a gente sabe que nem sempre, né, pastor? Matematicamente tem tudo para dar errado. [risadas] >> Por isso que a gente falou do Espírito Santo, exatamente, >> né? Que a gente tem que ser lemento, mas Deus pega essa essa isso que matematicamente poderia dar muito errado. >> Em alguns lugares dá. >> Sim, >> tristemente. >> E a gente vê tudo isso e agora ele pega esse modelo e envia pessoas. Então, o modelo de plantação de igrejas de Antioquia. Ah, aí a minha pergunta, né? Esse modelo de antigo é relevante ainda igrejas plantando igrejas >> imensamente. Imensamente. Ah, penso que cada vez nós estamos mais carentes. Eh, Ari, Léo, não é porque nós temos hoje recursos tecnológicos. Eh, as pessoas podem acompanhar um podcast deste, as pessoas podem ouvir o seu sermão domingo, gravado, que as pessoas estão menos, estão em melhor comunhão, mais unidas. As pessoas estão sozinhas. >> Uhum. As pessoas estão sozinhas, as pessoas elas elas têm seguidores, mas elas têm baixa região. >> Verdade. >> Cada vez mais a igreja se faz necessária. Igrejas que vivam a comunhão, igrejas que vivam a palavra, igrejas que sejam bem pastoradas, igrejas que amem o evangelho. tem o evangelho olha como nós carecemos de de >> E parece que a pandemia acentuou esse isolamento, né? Ah, porque >> iso >> de aumentou essa a gente tem essa tendência, mas parece que pra pandemia a gente não desligou disso, né? Desse mundo só virtual e ficar ali. >> Eu acho que tá mudando um pouco, a gente tá voltando, né, o pessoal >> é possível. Eu não não saberia dizer exatamente todos os efeitos, mas eu sinto em nossa igreja como cada vez mais as pessoas eh alguns vieram paraas cidades do interior, estudaram agora trabalho remoto casa, as pessoas realmente eh podem estar mais sozinhas, mas por outro lado cada vez mais carentes de uma uma vida concreta, cada vez mais carentes de Viver, viver como irmãos, >> sim, >> né? Nesse convivência, >> a igreja, a igreja não não se substitui. >> Pastor, deixa eu fazer uma pergunta, >> por favor. >> Ah, como que a gente pode aplicar atos a essa realidade nossa brasileira? >> Não lá. Eu tenho a impressão de que nós precisamos encarar nossa nossa nosso momento. Uma lição de Atos que a igreja percebeu o seu momento. >> Uhum. Aquele é um momento. Cristo morreu. Cristo foi ao céu. Cristo está vivo. Cristo enviou o seu espírito. Cristo voltará. Deu à igreja um senso de de uma igreja clareza do momento tempo e espaço. E não separa-se tempo espaço. Momento em que eles viviam e eles foram fiéis. pela geração perder, uma fidelidade, como a gente vai ver mais tarde, vai custar ali na época de minero, vai custar na época de Domiciano e outros imperadores. Muito bem. Em alguns lugares também persegições locais, mas a igreja tinha um imenso senso de tempo, lugar de Eu penso que nós no Brasil precisamos como igreja hoje, igreja neste país, ter clareza do nosso do nosso entende? Nós precisamos encarar-nos a uma realidade que hoje o mundo está mudando, né? H a uma nova geopolítica, novo redesenho do mundo. E nós precisamos perceber nosso lugar. Não é que nós vamos ser aquela igreja brasileira orgulhosa, é cercada de muros. Nós precisamos ter o nosso lugar, encarar o nosso papel nesse tempo e eu penso que um bom, esse é um bom tempo, nós sermos uma igreja mais missionária, nós sermos uma igreja mais ampla, com olhares mais globais. Nós somos brasileiros, nós somos latino-americanos, nós somos barristas. >> Uhum. Uhum. >> Ok. Nós somos barristas. Eh, nós não temos a cultura de um império uma visão global. Nós temos visões muito locais e eu penso que um um grande um grande olhar que Atos dos Apóstolos pode nos dar a nós na como igrejas no Brasil é um olhar mais global, é um olhar mais abrangente e não pensarmos apenas em São José dos Pinhais. Precisamos pensar em São Precisamos pensar em Piais, precisamos pensar em política, precisamos pensar em Paraná, precisamos pensar no Brasil, no sul do Brasil, no Brasil como um todo. Mas a gente não pode perder de vista esse olhar global que as grandes, os grandes centros missionários tiveram, >> os americanos moravos estiveram, os britânicos tiveram, porque todo povo missionário é um povo que tem visão global. Eu acho que nós precisamos disso. >> Uau! E nessa dinâmica, pastor, a de igrejas plantando outras igrejas, eu espero que haja mais igrejas saudáveis, porque igrejas saudáveis vão plantar >> igrejas saudáveis. E a gente ah vai pensando isso hoje. O Brasil, a o dado que eu recebi no artigo essa semana, depois eu coloco no na descrição aqui, mas é que o Brasil já é o segundo país envio de missionário no mundo. >> Olha iso. >> Uau! Agora, >> ao mesmo tempo, eu tava comemorando esse dado, né? >> E como estudante >> de >> missões, >> de missões e até de estress. É incrível que nós mandamos muitos missionários, mas eles não duram muito no campo. E a gente tem uma taxa de pastores que retornam do anos depois. Então, talvez a igreja vai ter que caminhar, né, dentro dessa expansão, né, mas preparando o >> que interessante >> os os nossos missionários que nós temos. A gente envia muito, mas que a gente possa enviar que eles durem mais. Está faltando mais perseverança, mais resiliência, mais constância, talvez >> ou preparo também, né? Porque a gente é muito ansioso e o brasileiro se adapta bem, né, professor? >> É, mas o >> às vezes não tanto na comida, porque a gente não, nós temos uma saudade da nossa comida, a gente tem algum problema com isso. A gente tem outros probleminhas que a gente não consegue se desligar muito, >> não é verdade? Mas sim, o brasileiro tem uma certa versatilidade, ele tem uma certa adaptabilidade, ele tem um, ele é meio esférico, >> né? Então ele se ajusta bem, >> mas parece que falta preparo. >> Uau. E aí vendo o pastor, né, dando aula no Martin Booster tantos anos, ensenando na igreja, ah, como que você vê? E a gente aqui na escola Charles Espuron procurando preparar obreiros. Como que o pastor vê esse preparo do missionário? Porque antigamente a gente focava no pastor. >> Uhum. >> Ah, vamos treinar os pastores porque eles precisam pregar. E o missionário ia praticamente com uma mão na frente e outra atrás. [risadas] Se vira, vai lá, se vira, >> dá os seus jeitos. >> Isso. E aí, >> dá os seus pulos. Ah, a gente tem muitos casos, né, de burnouts entre missionários sozinhos, isolados, >> solidão. Eu acredito, achou que o o e o modelo de Antioquia é muito bom, né? Porque ele separa, ele manda eles em dupla lá no interessante, é verdade, >> na lá largada, eles vão juntos, >> levam o auxiliar, >> sim, >> tem um auxiliar, eles voltam para prestar relatório, né? >> Voltam. É verdade. >> Então você tem todo um um algo que ali talvez a gente precisa lógica é uma lógica. toda entrelaçada, né? Ou seja, o missionário não é um indivíduo sozinho. É. >> E dentro disso, eu vejo que os missionários têm que ser muito bem preparados. Por quê? Um doutor vai formar os mestres e assim por diante e o missionário vai formar os pastores. A gente for olhar no campo, nessa dinâmica da igreja formando os líderes, que é muito atos para mim, né? Sim. Exato. Total. >> A essa dinâmica a gente precisa olhar com muito carinho. Ah, porque as pessoas elas vão querendo, ó, não quero ser missionário porque >> e hoje estamos enviando o campo missionário pessoas não tão preparadas. Ah, em outras palavras, você falou que falta o missionário paro, mas também quando você vem o modelo de Antioquia, Barnabé vai buscar Saul, vai levar para Antioquia. Quando menciona os líderes, os profetas e mestres Antioquia, o primeiro nome é Barnabé, o último é Saulo. A igreja envia. Eu acho que nós precisamos ter uma recuperar um discernimento missionário em que nós também enviamos aquele nós temos as pessoas mais preparadas. Estrategicamente hoje a obra de missões precisa ser pensado estrategicamente aí. >> Uhum. >> E pensar estrategicamente missões exige também homens com visão estratégica, com preparo, entende? Com condições de realizar uma obra missionária mais global. E às vezes nós estamos enviando um pessoas que bem intencionadas, crentes fiéis, dedicados, mas que falta a experiência, que falta o astro, que falta, enfim, né? >> Incrível isso, pastor. >> É, >> agora isso aqui não sei, né? A gente tem uma ordem ali. A minha visão é que Barnabé, o pastor principal, >> não sei, passou, >> pelo menos era o nome de mais de mais destaque ali, >> né? Que aparece em primeiro geralmente, né? né? >> É, >> Paulo era o cocastor, né? Não, ele era o último ali da igreja. É o copastor e vai, né? >> Não sei se ele seria o último ou não, porque a Paulo teve um embate na igreja de Jerusalém, que ele não foi tão bem aceito, né, em Jerusalém e aí ele vai pra Antioquia. >> Será que o pessoal era um pouquinho desconfiado com ele ainda? >> É possível. >> É assim, >> era bem, era o começo. >> E aí, mas ele já tava no grupo ali e aí Deus separa esses dois. Agora também pode ser uma diferença de idade. Não sei se Barnabé era muito mais experiente em termos de idade >> e Paulo era mais recente, não sei se de idade ou recente. >> Sim. Ah, na no caminho e Deus junta os dois. >> E o Espírito Santo vai fazendo isso. E o pastor agora indo para Portugal depois de 27 anos. Pastor, >> loucura, né? >> Não é graça. >> É graça, né? É graça sobre graça. Talvez não seja aquela coisa que as pessoas falam: "Não, isso aqui dentro do do campo da lógica, né?" >> Sim, >> mas em missões, talvez separar-me Paulo Barnabé para obra que os tenho chamado. Talvez isso não fez tanto sentido. Barnabé tá indo tão bem aqui, Paulo é tão promissor aqui e a gente vai mandar eles pro campo missionário agora, como que isso vai funcionar? E o pastor, como que o pastor se enxerga ao mesmo tempo, né, pastor? E a gente precisa pontuar aqui, pastor Mateus, >> sim, >> que é um dos presbíteros da nossa igreja indo para Portugal. Será que é o Paulo? É o Barnabé e o Paulo? >> É, não são essas coisas. >> Falei: "Mateus, né? E vocês indo para lá p >> Mateus é meu gemo". Se você não sabeita fal e presbítero aqui, >> então é presbítero dessa igreja. Então, exato. >> E mas a gente orando e o Mateus muito querido, falou: "Olha, eu me submeto ao presbitério". >> Que legal, >> né? E ele se submeteu. Se for para mim a ir ou não. E ele e nós oramos. Foi muito gostoso a gente orar. Que >> bom. >> E e se subeteer ao Espírito Santo, né? >> Bom, é isso mesmo, gente. Ah, eu vejo isso como um conceito de vida. >> Uhum. Sabe, a gente precisa pensar a nossa vida debaixo de um propósito. Aí, eh, a gente precisa olhar a vida da gente, ver o percurso que Deus fez. Eu encaro a minha vida um pouco assim, na dire, eh, do ponto de vista da comodidade, seria muito mais fácil ficar aqui, ó, chegar agora, ficar ali naquela igreja, eh, e já deixando esses pastores mais novos, eh, envelhecer, eh, pequeno, mas eu preciso pensar no processo com que Deus conduziu as coisas. Eu vejo esse movimento nosso hoje que envolve a nossa igreja, que envolve o nosso presido, envolve a minha esposa, que envolve minha família, que envolve vocês estão aqui conosco, estão comigo nisso. Eu vejo isto como um parte de um estágio de movimento que Deus tem. Ou seja, é preciso então a gente pensar a vida dentro de um desenho maior, pessoal. Ou seja, é preciso a gente pensar o que que Deus fez e tendo e tendo clareza de momentos e momentos e chega um momento que você tem convicção. Agora eu preciso assumir. Eu sempre entendi de que seria muito bom gastar os meus anos de maturidade. Eu estou, eu não pareço, mas eu tenho 60 anos. [risadas] OK. >> Não, tá bom. >> OK. Tá. OK. Muito obrigado. Ah, mas gastar esse tempo na obra missionária faz sentido. Eu acho que é didático. Penso que faz bem a nossa igreja, penso que faz bem ao nosso prestado, penso que faz bem como referência, como modelo. E eu amo os portugueses. Eu ministro em Portugal desde 2001. Não vou lá episódio, dou aula online, dou aula presencial. Eu me vejo muito a nossa história é portuguesa, a história da minha família, toda a história passa. Eh, vocês são bem alemães, vocês são tudo isso. A, a minha história passa bastante. Eu me vejo parte disso. Eu junto isso tudo e digo: "Preciso ler a providência de Deus". >> Uhum. entende? Fazer uma leitura providencial do caminho de Deus na minha vida. E não faz muito sentido depois que a gente olha tudo isso e dizer para Deus: "Não, isso não é nada, não é muito". Então, eh, e esse esse esse isso traz leveza, isso traz liberdade quando você se sente que você está fazendo aquilo que Deus quer que você faça não. >> Uau! É tão bom, pastor, quando eu olho para esse contínuo diáo, né? E a gente se enxerga ali, né? >> Isso >> é Atos 29, como o pessoal fala, né? >> 29 é boa. É, então é, é esse isso acontecendo. Eu lembro do meu sogro, pastor Joel >> também, 60 anos, pastor. >> 60 anos. >> E 60 anos ele >> tava pronto para voltar pro Brasil para continuar o ministério dele aqui. E a igreja falou para ele: "Não, Brasil não". E aí, há 60 anos, eu tava pronto para ir para um um diner, comer um scrambled eggs, né, >> ficar ali, né, esperando meus netos. >> Mas ele vai para Moçambique, Muto na África e fica 15 anos. E não acredito. >> Ele vai lá não. Quem outro país que fala português, Moçambique. Ah, vou para lá. A igreja falou: "Não, você quer ir lá?" E aí ele lá com 72 brigando com a missão porque ele queria continuar mais um pouquinho ainda. >> Que interessante isso >> aí. Isso é absolutamente obra de Deus, não é ali? >> É. E ele lá >> humanamente funciona. >> E aí a missão voltou, falou: "Não, dê espaço agora". Outro missionário assumiu, pastor Júnior, que tá em Moçambique lá, e ele volta paraos Estados Unidos e agora vai receber um terceiro ministério que são os netos que estão chegando lá e ele vai ter que agora cuid >> dar conta dessa gente toda, >> achar energia para receber esses netos. >> Haja energia. >> Deus deu bastante energia para ele junto [risadas] com missor. Então essa obra é um contínuo, né? Nunca cessa, nunca para. Eu falei: "Uau, 75 começar então, pastor, que Deus abençoe seu ministério, pastor. Posso para algumas perguntas rápidas? Se eu conseguir, >> vamos lá. >> Um erro comum a interpretar atos. Tudo é antigo, tudo é para hoje. Não. A Atos não pode ser olhado apenas como um livro do passado. Há coisas para hoje. Mas nem tudo que está em Atos é repetir. >> Uhum. >> Fica claro. Há coisas que fazem parte daquele momento da história da >> um texto que todo pastor deveria dominar. Em Atos. >> Em Atos, >> capítulo dois. >> Capítulo dois. >> É por quê? Porque é crucial. Eu Há muitos capítulos bons. Atos capítulo 20, Atos capítulo 13, há vários, não é? É o prólogo de Atos. Mas você não pode errar ali no >> Uhum. >> Você precisa ter clareza do que está acontecendo, porque aquele é como é como ir ao Pentateuco e não ir ao Sinai. >> Uhum. >> Deu para você entender o que tô falando? É, >> ou seja, você precisa pensar que você não tem como entender todo aquele esse livro de sem ir a Jerusalém, ao dia de e compreender aquilo e e ler aquela ver aquilo que está acontecendo, entender aquele fenômeno, ouvir o discurso de Pedro e ver a hermenêutica de Pedro para aquele momento e perceber como aquilo gera uma igreja. Se você não perceber isso em Atos dos Apóstolos não fizeram uma leitura atenta, você foi negligente. >> OK. Como personagem, eu sou muito fã do apóstolo Paulo, >> né? Mas é uma coisa minha, pessoal mesmo, uma amizade >> e amo de paixão. >> Sim. Sou imitador de Paulo, como ele é imitador de Cristo. Mas pastor, eu quero que você fale de um personagem subestimado em Atos. >> Ban. >> Barnab. >> É porque sabe, há uma importância em você saber ir e você saber até onde ir. Em algum momento também há uma importância em saber diminuir. Hum. Uhum. >> Deu para ver >> sim. >> E eu penso que Barnabé é esses esse homem que faz essa transição com essa habilidade, esse filho da Paraclés, filho da consolação que é Bar. Eu penso que ele oferece a Paulo os fundamentos. oferece a Paulo o suporte que um jovem sozinho, mal compreendido, num estado de ebulição, ainda na fervura, debaixo de suspeita, como Léo falou lá na ou seja, Barnabé oferece a Paulo isso. Isso não é pouco, não. Eh, e a gente às vezes a gente às vezes subestima o papel de homens assim, nem todo mundo vai ser Paulo. E também não Deus pensou assim, a igreja não é. Existem pessoas que elas têm o seu papel, o seu lugar, elas são pessoas importantes e existem pessoas cujos nomes nem estão lá e a gente não sabe, mas elas são importantes. Imagine que na sua igreja você tem, na história da sua igreja, da sua família, vocês têm pessoas assenta vocês. Vocês têm na igreja pessoas assim, elas não são nomes que nós conhecemos, são famosas, não são, mas elas cumprem de Deus por >> eu penso que Barnab é um nome assim, entende? Eu concordo. >> E Lucas que escreveu esse evangelho que a gente nunca lembra dele. Só lembra quando vai fazer a introdução desse livro. É, foi escrito por Lucas. Alguém gastou tempo para escrever tudo isso. >> E a gente não pode esquecer. >> Que trabalho, [risadas] hein? >> É, que trabalhão. >> E a gente não pode esquecer o que o Paulo escreveu, né? Somente Lucas está comigo. >> Pronto. >> Tava lá no final. Exatamente. Não é? E a gente esquece dele, né? Segundo Timóteo. É verdade, [risadas] pastor. Ah. Talvez você já respondeu uma lição pastoral indispensável. E para mim o que o pastor acabou de falar é indispensável esse processo de mentoria, né? Sim. >> Que a gente vê. >> Ah, para mim já marcou, para mim é a lição indispensável, mas se o pastor tiver alguma lição pastoral, >> sozinho, não. >> Sozinho não. >> Uau! Ah, em Atos dos Apóstolos não tem ninguém sozinho. Por isso o apóstolo Paulo disse: "Só Lucas está comigo". Está reclamando. Na verdade, reclamando não, no sentido >> amargurada, tá triste, >> porque o ministério é pensado para ser em comunhão, em companhia, em colégio, em parceria, em divisão de bargos. E a gente vê isso a igreja no início, em Antioquia, a gente vê isto Paulo nas viagens missionárias, nas igrejas, constituindo em cada igreja presbíteros. >> Sozinho não. >> Sozinho >> é bom, né? Eu tenho esse aqui, ó, pastor, esse parceirão aqui. >> Ajuda um pro gato >> aí me conhece. Eu conheço ele, a gente faz ministério junto, né, pastor Leonardo, né, que é meu brother também, [risadas] tempo, bastante tempo. >> E ele e a gente a gente pode falar isso. >> É um fardo dividido. >> Isso mesmo. >> E é um fardo leve na medida que a gente caminha junto, >> sozinho, na cruz, só Cristo. >> É verdade. >> Um lugar que é Deus. >> Uhum. único, cabeça da igreja, grande pastor. Debaixo dele nós precisamos estar juntos. >> Amém. Que bção, né, pastor? >> Vai lá. Vou deixar esse jovem, esse jovem pastor já não é tão jovem, ele tem quatro filhos, né? Já não é que [risadas] né? Começou quando, né? Mas vai lá, vai lá. >> Vamos lá, pastor, pegar um conselho para jovens pastores agora. E a gente tem um monte, ó, tem 49 alunos matriculados na turma. >> Muita gente. >> Ahã. E a maioria para 50, hein? Estamos esperando esse tempo. É você de 50. Mas [risadas] o que eu percebi é que eu tenho muitos jovens jovens ali. E aí vai lá, Léo. >> Qual o conselho que podemos dar para esses jovens pastores ou aqueles que estão assumindo ali, né, nesse ponto de quase lá baseado em atos? >> Baseado em Atos. Tem tanta coisa, mas sabe uma delas que eu acho que o jovem pastor, a aquela igreja não se fez em um dia. Roma não se fez em um dia. Eh, você que é jovem, você quer as coisas rápidas. Ainda mais você é um jovem dessa geração, aquelas coisas. E às vezes Deus acelera o movimento motor da história. Mas olhe, há um percurso. Há um percurso na vida de Paulo. Há um percurso na vida de Moisés. Há um percurso na vida de Pedro. Não é, gente? 50 dias antes, Pedro do Pentecostando a Jesus. estava fechado no cenáculo com medo do judeu. Agora ele levanta e prega 3.000 pessoas se converam em Jerusalém que crucificou Jesus. Mas isso não foi fruto de um >> isso não foi fruto de um estalar de todos. Ah, o apóstolo Paulo, é, é muito interessante ver a história, como ele, como ele vai amadurecendo, como vai ganhando densidade, como o ministério dele vai oferecendo foco. O apóstolo Paulo de segunda Timóteo é uma coisa extraordinária, >> bem maduro, já >> é maduro. Isto não se faz um dia. Pastor jovem, é preciso pensar no tempo. É preciso pedir a graça de Deus para ser fiel com >> É, >> seria a tarefa de missões é urgente, mas é sem pressa. Sabe o tempo, ela tem o tempo de Deus >> se queimar, né, ou se tá cru. >> Exatamente. É um tempo de cozimento das coisas. >> É, você vai ter aquele ponto, né? E esse ponto Deus sabe como chegar nele, né? >> Exatamente. >> E às vezes é a precocidade ou mesmo também a falta de perder o bonde da história, não tem isso? >> Uhum. >> Essa essa graça de de perceber os movimentos das coisas eh que os cozinheiros precisam ter, né? Que os grandes chefes de cozinha t saber os tempos. Eu acho que o pastor precisa ter isso, estabilidade de perceber os tempos e aprender também aprender envelhecer, não é? Ah, dizem que eh pediram um grande escritor um conselho pros jovens e aí ele falou assim: "Jovens, é envelhecer". [risadas] Bom conselho. Vou merecer. Ou seja, >> mas é um bom conselho. É >> um bom conselho. Na verdade, eh, é, é ganhar esse esse traquejo da vida. >> Uhum. >> Que às vezes a juventude eh que tem seus valores, embora a Bíblia nem sempre seja tão otimista, mas é ter e é esse reconhecimento de que há coisas que exigem exige um caminho. >> Amém. Falando em amém, o livro de Atos não termina com um amém, ele termina com o evangelho sendo pregado, esse contínuo e a história continua, a história que nós estamos vivendo. E a pergunta é: nós estamos participando dela ativamente? Esse propósito está acontecendo em nossa vida? Assim, pastor Gilson, muito obrigado pela sua presença. >> Obrigado, pastor. Obrigado. Obrigado, gente. >> E se você gostaria de se aprofundar em análise de atos nessa matéria que nós acabamos de ter, acompanhe as aulas da escola Charles Spurgion e se matricule nela, porque estamos aqui à disposição para conhecer mais a escritura a cada dia. Valeu, gente. Obrigado. >> Obrigado, gente. Falta um para 50. Ciao. Ciao.