Obra: Uma História de Judas | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
26/02/2026
Obra: Uma História de Judas | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
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Você precisa, né? [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] Olá, [música] gente. Mais uma vez estamos aqui, nosso segundo encontro do ler para crer. Já estamos no segundo mês, como o tempo passa rápido, né? E nós vamos hoje contar uma história. Nós gostamos de histórias, né? Então hoje é a história de Judas. O João Alfonsos vai nos contar um breve conto e a Rina vai falar sobre ele. Tudo bem, Rina? >> Oi, Le B. Olá. Olá, você que tá aí conosco, né? Mais uma vez aqui no Ler para Crer, o Clube de Leitura da IBMU. Como Abel já disse, a gente vai falar sobre um conto curtinho, quatro páginas só, do João Alfonsos, que é um escritor mineiro falecido já. Ele nasceu em 1901 e morreu em 1944. Viveu pouco, 43 anos, mas foi muito frutífero na sua escrita. Começou escrevendo poemas e aí escreveu contos e romances. Foi contemporâneo ali de Carlos Drumon, né? Drumon, inclusive, admirava muito a obra de João Afonsos. E, ã, a gente vai falar hoje sobre esse conto dele que se chama uma história de Judas, né, que é uma ficção a partir do Judas histórico, do Judas escriturístico, né? O João Afonso, ele tem uma forte tradição eh cristã, porque aos 17 anos ele foi para um seminário mariano, né, antes mesmo se formar em direito. Então ele escreve a partir da sua tradição cristã, cristã católica, né, mais cristã. Ele diz o seguinte: "Como sexta-feira da paixão fosse dia santo, um dia santo extraordinário em todo o mundo cristão, o homem seizenando, que é o nosso protagonista, teve a primeira contrariedade do dia, quando a mulher lhe comunicou que não havia café com leite, só café, por feriado, o leiteiro anunciara na véspera quinta-feira que sexta-feira ele descansaria, né, que as suas vacas também descansariam. E aí, Cizenando, que era um burocrata, um homem, um funcionário público que trabalhava no repartição pública, ele achava naturalíssimo que ele, funcionário público, não trabalhasse de quarta até domingo. Agora, o leiteiro, ah, o leiteiro não tinha esse direito, deixar de tirar leite de suas vacas, um absurdo, né? Então, veja aqui já a gente tá no primeiro parágrafo, como o autor, o autor vai fazer demarcações importantes. Eh, eu tenho um burocrata cujo salário é pago pelo povo, ou seja, os impostos dos leiteiros contribuem para o pagamento da remuneração do do burocrata. Eh, que acha que ele, burocrata tem todo o direito de folgar aí 5 dias. Agora, o leiteiro que não é o burocrata quem paga o salário dele, né? Porque assim, não é o líder dele, pode comprar o produto dele, mas o o leiteiro não tem chefe, né? O leiteiro ele trabalha para si com seus próprios recursos, que são os seus animais. O leiteiro não tem esse direito. Por que não? Porque vai frustrar o meu desejo, o meu sagrado cafezinho com leite, vou beber só café? Não pode, isso é um absurdo. Então, Czenano fica ali muito contrariada, toma o seu café puro e aí depois começa até perceber que no final das contas isso fez bem pro estômago dele e começa a pensar que, ah, quer saber de uma coisa, né? Tem outros leiteiros na região, de repente também alguns outros nem deram folgas pros seus animais. Aliás, o que seria um absurdo, ele vai dizer uma lástima e um pecado, porque os bezerros, afinal de contas, são dignos de uma certa consideração. Então, Sizen é um homem que se compadece dos animais, mas não se compadece dos seres humanos. Ambos merecem compaixão porque ambos foram alvos do do sacrifí sacrifício salvífico de Jesus Cristo. O Senhor Jesus, ele sacrifica para restaurar toda a criação, porque ambos foram criados por Deus. Então ambos merecem compaixão, tá? Não é um ou outro, é um e outro. merecem compaixão. Mas a compaixão dezenando, ela é como é que fala, gente? Escapou a palavra, mas enfim. Ela é que fala Bel assim: "Ah, mas depois eu me lembro". Eh, ela só considera aquilo que ele e julga >> conveniente. >> Conveniente. Obrigada. Is obrigada. Ela é conveniente, né? Então ele se compadece dos animais, mas não se compadece do pobre, do leiteiro. E acham muito ruim que ele tenha tirado ali cinco dias. a esposa de Czenenando, né, que era uma sexta-feira santa, ela tava saindo pra igreja, ele decide não ir, prefere ficar ali no conforto da sua casa, né, o que é uma tentação para nós hoje em dia. Eh, imagina aquela época nem tinha, né, culto online. E imagina hoje como é que a gente vai se perdendo nessa coisa de ficar no conforto de casa, porque congregar presencialmente é fundamental, né? a gente precisa congregar. A escritura vai dizer lá em Hebreus, não deixe de congregar, como é costume de alguns. E a gente podia elencar aqui uma série de razões para isso. Vamos levantar apenas duas. Primeira, nós precisamos nos submeter à convivência com quem é diferente de nós, né? Isso vai treinar a nossa paciência, nossa generosidade, a nossa escuta, né? Nosso domínio próprio, nossa autorregulação, uma série de coisas. A segunda, é porque quando você abraça pessoas, seu organismo libera o citocina na hora que é um dos hormônios fundamentais para obtenção de saúde emocional. Então a gente precisa congregar presencialmente, mas se zenando prefere ficar em casa no aconchego da sua casa, pega o seu cigarrinho, né? Ali nem tira o seu pijama, toma o seu café de pijama, pega o seu cigarro e vai pro alpendre e fumar. Quando ele tá sentado lá no alpê, ele vê alguém se aproximando da casa, olhando assim, e ele vê que essa pessoa vai chamar bater na casa dele. Então ele escorrega assim da espreguiçadeira que ele tá na lá no apend, passa por trás da jardineira e entra em casa sem que a pessoa que circundava ali a sua residência. E ele entra e fala assim com a funcionária dele, ó, tem um sujeito aí fora, né? Tem um sujeito aí fora. Ai, gente, antes disso, me desculpe, ele tá lá no alpedre fumando seu cigarro e pensando numa série de coisas. E aí vem a mente dele, né? Ah, inclusive uma disputa que ele tá tendo no seu ambiente profissional. Ele se lembra de um companheiro de repartição seu rival na candidatura de uma promoção iminente no seu ambiente de trabalho. Havia uma vaga, uma promoção, duas pessoas disputando. Ele se lembra desse seu colega rival e ele lembra de maneira muito muito negativa, né? O o autor até vai descrever. O colega era um sujeito carnavalesco, chefe de chefe de foliões e safando como poucos. Era um safado, perito traições como Judas, mas, né, eh, se zenando, pensando isso, lembrando disso. Ah, mas Judas não, pera, calma. Compará-lo com Judas talvez seja um pouco demais. Por quê? Porque eu tenho pena de Judas. Por que que eu vou comparar o traidor de Jesus a esse sujeito, meu colega de repartição, né? Se o pobre Judas não não devia ser tão mal assim, coitada. Então, veja só, toda vez que a gente relativiza o que é absoluta, é absoluto, o que é relativo, isso vai trazer problemas para nós, porque ele pega eh a traição de Judas a Cristo, né, que é um evento eh absoluto na Escritura, um evento histórico absoluto na escritura. E ele relativiza. Não, coitado, não deve ser eh tão mal assim, né? Agora o meu colega que tá tentando catar a minha promoção, que na verdade nem é minha, né? Porque não havia sido ainda deferida, esse não. Esse é pior do que Judas. Então ele relativiza o ótico, o o o erro de Judas, o comportamento de Judas e absolutiza o comportamento do seu colega. Ou seja, há um há um completo comprometimento emocional, né, no que ele tá na análise que ele tá fazendo. Ele não está tendo uma observação crítica da situação, mas totalmente apaixonada, né? E lógico, toda vez que a gente eh se governa dessa maneira, a a sem fazer uma análise crítica, sem tentar observar dados, não é escanteando a emoção. Nós somos emoção. A emoção é de Deus para nós. Ele nos fez assim seres emocionais, né? Mas é eh incluir essas emoções e esse raciocínio, ambos em harmonia e equilíbrio, para que a gente possa fazer uma leitura da realidade mais lúcida possível, né? Aqui é maravilhoso, né, gente? Porque a escritura vai falar assim: quando a gente bater a face, né, vire da outro lado. Por quê? você tá comprometida emocionalmente. A chance de você não fazer justiça, mas de se vingar é imensa, enorme. A chan de você pesar a mão, a chance de você não dar só um tapa, mas sair para um tapor ponta, a chance de você perder a mão é enorme. Por quê? Porque você está comprometido emocionalmente, porque você experimentou na própria carne o dano, a ofensa. Então eu vir face. Por quê? Porque outros que estão à minha volta preserciando injustiça e não tão comprometidos assim porque o dano não foi neles mesmos mesmos, né? Eles podem intervir com mais lucidez, né? Eh, estancar aquele mal que tá sendo praticado, inclusive providenciar a correção, a punição, se for o caso, né? Então, o que o que o que a gente tá eh colocando aqui é que quando nós estamos comprometidos emocionalmente, a chance da gente deixar de raciocinar com lucidez, ela é muito grande. O problema é ser é ter a emoção. Não, de jeito nenhum. De novo, são seres emocionais. O problema é ser guiado somente por elas, né? Ainda mais quando elas não são eh convertidas a Cristo. Aí assim são emoções bem bem problemáticas. Ele fica lá fazendo essas elocubrações, né? Porque veja só, eu me compadeço dos bezerros, eu me compadeço até de Judas, mas o leiteiro não. O leiteiro não, porque eu não posso ficar sem o meu eh leitinho, né? Então assim, frustrou meu desejo, não merece compaixão. Ele tá lá nesses pensamentos, quando aí sim ele vê uma pessoa se aproximando, escorrega da cadeira, entra na casa, fala com a funcionária dele: "Olha, vai lá ver quem que é e volta aqui." Diz que você vai olhar, vai vai ver se eu tô em casa. Ela faz isso. Quando ela volta, ela volta por regalada. Ela fala: "Você não sabe quem tá aí". Ele disse que é Judas, Judas Iscariotes. O Cenando fala assim: "É meio que sem entender, né? Eles eu tô de pijama, vou trocar? Não vou de pijama mesmo, porque deve ser alguém brincando, né? Ele pensa assim: "Deve ser um visitante matutino." Esse visitante matutino deve ser algum pândego, um brincalhão ou um doido, né? O fato é que ele entra na sala e fala: "Bom dia no que o outro responde, o Judas responde: "Bom dia, o senhor como vai?" Regularmente às ordens. O estranho, este homem, ele era banal e comum, embora grave, solene, nem alto, nem baixo, nem gordo, nem magro. E aqui a gente precisa prestar atenção, né? Porque a forma mais eficaz do mal se nos apresentar é essa, de maneira banal e comum. Porque se ele se aparecer, se ele aparecer para você ou para mim de maneira muito explícita, que que a gente faz? A gente colhe, né? Então, essa maneira dissimulada, sorrateira, mascarada, globo em pele de corê com que o malo nos apresenta, isso é o maior perigo para nós. Precisamos ficar atentos. Parecia, aí ele vai descrever um pouco, né? Esse rapaz, esse homem que tá com terno preto e que tem uma aparência assim de cansaço, mas olhos, olho sem prbilhando, né? Aí se zenando o olho para ele, repete: "Olha as ordens. Eu eu peço desculpas porque pela falta de cerimônia, eu tô de pijama." E Judas responde: "E eu peço desculpas pela importunação matutina. Sou Judas Iscariotes ou de Queriote. Queriote ou Cariote é uma cidade de Judá, né? de onde ele vem, que é mais erudito e pedante, né? Sou e não sou. Sou o espírito de Judas invocada pelo sujeito que está sentado nesta cadeira. Quer dizer, aqui a gente precisa fazer um um uma parte, né? Esse esse conto é uma ficção. Teologicamente falando, é claro que nós não concordamos com isso, né? Ao homem cabe morrer uma só vez, né? O pó volta pra terra, o espírito volta para Deus. Nós respeitamos quem pensa diferente. Quem pensa diferente. Temos maior respeito. Cada um eh profess. Inclusive Deus nos deu a liberdade de nem professar fé nenhuma, né? Quem quiser, toma sua cruz para quem quiser. Deus é e o amor dele é tão perfeito que ele nos criou inclusive com liberdade para negá-lo. Então, cada um profess, OK? Do ponto de vista teológico, só pra gente não fazer essa confusão. E também estamos falando o quê? De uma ficção. Então, ah, a gente vê tudo e retém o que é bom. Não é porque eu tenho um conto que é uma ficção ou eu tenho um conto que é fantástico, literatura fantástica, ela vai se valer de animais que falam, por exemplo, eh, que significa que isso eh não seja bom, né? Por quê? Porque Deus se apresenta para nós de maneira multiforme. A sua sabedoria excede a nossa caixinha, a nossa cabecinha e Deus se apresenta como ele quer. Inclusive na própria escritura, né, ele fala através da mula de Balaão. Então, veja tudo e retenha o que é bom. E, aliás, o próprio autor também é de tradição cristã, né? Acho que eu mencionei que no início com 17 anos ele foi pro seminário Mariana. Então ele também tem uma tradição cristã católica e a partir dessa tradição é que liga escrever essa ficção. O fato é que Judas se apresenta e fala: "Ó, eu sou o espírito de Judas invocado por esse sujeito, esse corpo aqui que eu tô ocupando, que tá sentado aqui nessa cadeira conversando com você. Eu fui invocado no domingo de Ramos e tenho que permanecer no corpo dele a semana inteira. Lembra? Isso aqui é sexta-feira da baixão. Judas tá falando que esse sujeito que ele tá ocupando o corpo ali foi invocado no domingo de Romas, de Ramos e que ele tem que ficar a semana inteira. O que que significa? Até o domínio da ressurreição. Isso é muito bonito, né, gente? Porque ah na cruz o Senhor Jesus despojou os nossos inimigos, certo? Mas a o plano salvífico ele se completa eh com a ressurreição. Porque se se Cristo tivesse passado pela cruz, da mesma forma como passou, né? extremamente perversa e sofrida, 6 horas de tortura. Eh, a Mas ainda assim, se não houvesse a ressurreição, ele teria sido um homem como qualquer outro e não filho de Deus encarnado, né? Ele poderia ter sido um márte, ele poderia ter sido um herói, né? Mas não, ele era Cristo Jesus, nem mártir, nem herói. Deus encarnado. Trapassa tudo isso. Até porque, como alguém já disse, os heróis morrem pelos bons. Cristo morreu inclusive pelos maus, né? Veja a diferença dele. Então, o fato é que o autor aqui tá trabalhando com isso, né? Vim de domingo de ramos e vou até o domingo da ressurreição, porque consumada e a a ressurreição realmente não é espaço mais para o mal aqui, né? Ele tem que recuar, ele tem que se recolher. Se Zenanda notou que essa voz falava tudo isso de maneira pura, franca, simpática, né? Eh, de novo, você acha que ele vai se apresentar para você soltando fogo pelas ventas, né? com contridente aqui todo vestido de vermelho, como pretende o folclore eh nosso, né? A cultura mundial, inclusive não. O mal é inteligente, né? Ele é secular, ele é inteligente, ele não é óbvio, não. Sei que seenando olha para ele, fica vendo aquilo ali. Szenando não era espírito, então não tirou nenhuma conclusão desse fenômeno. Continuou calado, incrédulo, sorrindo. No que Judas vira e diz: "Você quer provas? H, para um espírito era, não era necessário que o Senhor fizesse o homem invisível, pois eu entrei aqui. Foi porque talvez tenha sido o senhor se zenando a única pessoa que nesta emergência anual, né, ali a semana santa, o senhor foi a única pessoa que me dedicou um pensamento de relativa simpatia. Que pensamento? Lembra quando ele fala: "Ah, coitado de Judas, né? Não foi tão mal assim. Só faltou dizer que ele era uma vítima da situação. E aí Judas se alegre com essa simpatia dele, fala: "Então, como o senhor foi a única pessoa que me olhou com simpatia nesse momento em que tá todo mundo malhando Judas com, como se diz na tradição católica, né? O senhor acha mesmo que eu não sou tão traidor como aquele seu colega de repartição?" Judas pergunta para Czenando e o espanto de Cenando foi imenso. Porque ora, então era verdade, né? Porque aquilo eu só pensei, ele tá repetindo aqui em voz alta, se zenando então aquilo que é um fato real e tão natural como a descrição com polideza, a luz do dia, que não causava medo nenhum aquela alma do outro mundo, Judas. Ou seja, né? Não foi de noite na madrugada num terror noturno, não foi num centro A, B ou C, numa circunstância Eg, não. Foi aqui na minha casa numa manhã tranquila, à luz do dia, no meu ambiente de segurança, né? Ele fala: "Mas como assim, né?" E ele fica perplexo e continua ouvindo que Judas vai dizendo. A minha encarnação neste indivíduo foi divertida. Que indivíduo medido que ele tá ocupando o corpo ali? A técnica é diferente. Eu nunca apareci em sessão espírita nenhuma quando um sujeito está realizando uma traição ou nas proximidades do meu dia de cada ano, né? Eu entro no corpo dele. Não me fal. Eu nunca eu nunca apareci em sessão espírita nenhum. Quando é que ele aparece? Ele aparece quando um sujeito está realizando uma traição. Sempre ali nas proximidades do meu dia de cada ano, né, na sexta-feira da paixão, que é o dia dele, porque é o dia que ele trai o Cristo, né, eu entro no corpo de alguém e fico ali por uns dias. Este meu hospedeiro, este homem que eu tô ocupando agora, ele foi visitar um amigo no último domingo, visitar, bem dizer a mulher do amigo que estava morando sozinho em casa. No momento em que ele externava o seu desejo pela mulher do amigo, ah, eu me apoei do corpo dele, dei uma desculpa esfarrapada para continuar, me apcei do corpo dele, dei uma desculpa esfarrapada para não continuar o assunto e fui saindo, né? Por a esposa do outro, a esposa do outro ficou surpresa no momento. Pera aí, gente, só um minuto. Ele visitava a mulher de um amigo que estava sozinha em casa. E isso? Ele foi visitar a mulher do amigo, tá lá no trelelê com a mulher. Na hora que a mulher eh vai lá ceder a investida do do do amigo do amigo do marido, o que que o Judas faz neste momento, antes que a mulher e ele realmente ele se consumassem, o Judas sai. Por quê? Ele fala assim: "Olha, eu dei uma desculpa esfarrapada para não continuar o assunto e fui saindo aqui. Gente, eu tenho para mim que é o seguinte, que é interpretação? Ã, a escritura diz que o diabo ele veio para matar, roubar e destruir, né? O mal ele veio para matar, roubar e destruir. Então, se eu posso matar, por que que eu vou ficar aqui roubando, né? Ele vai trabalhar sempre com a máxima potência do mal. Ali ele ia causar um dano, uma traição, mas ele percebeu que tinha alguém tendo um pensamento simpático por mim. De novo, o mal é é milenar, né? Ele falou: "Ah, vou lá, né?" Porque uma pessoa quando chega a ser simpatizante de Judas, bom, talvez ali eu consiga algo mais do que roubar. E ele sai, vai perambulando pela rua, né? ã, até chegar na casa desse homem em quem ele, de quem ele se apo e e vai até a casa de sean. Aí ele continua dizendo o seguinte: "A esposa do outro ficou surpresa e contrariada porque ela já ia no embalo, né? Na hora que ele sai do do caral: "Não, pera aí, a mulher fica contrariada, já ia já ia no embalo." Mas, né? Eu tinha que perambular, perambular, perambular. faz parte dos castigos que me foram postos. E eu penso também que qualquer dessas traições eh que há que que há por aí é muito pior que a minha, né? Então o Judas tá dizendo aqui o seguinte: "Olha, Cisenando, eu tô pensando como você. Essas traições aí, embora sejam traições, não são piores do que a minha. Toda vez que nós erramos, isso é um erro, isso é um um um hábito muito eh autodestrutivo nosso, né? Nós não nos comparamos com a mesma satisfação e a mesma frequência. Nós não nos comparamos com quem está melhor do que nós. Eu tô dizendo espiritualmente, eticamente, mentalmente, né? Comportalmente também, né? em termo de comportamento. Eh, mas nós comparamos sempre com quem está pior. Por quê? Porque assim nós podemos nos olhar de maneira condescendente, quem sabe até justificar as nossas faltas, né? É isso que ele faz aqui. Não, essas traições aí são muito piores que a minha. É isso que o Judas faz aqui. É isso que Czenano fez lá em cima. Eu odeio meu colega, mas por quê? Porque ele é pior do que Judas. Aí o Czenano responde para ele, fala: "Ah, eu também penso. Eu penso assim também. Mas aí, né, o Judas o pede falar, você pensa assim quando o senhor é o traído e quando o senhor é o traidor, né? Então você acha que a traição é a pior coisa do mundo quando você sofre a traição, mas e quando você é o traidor. Por um exemplo, Czenando, aquela sua intriga foi mal sucedida com quem? com colega de trabalho. O seu colega tinha pistolões mais fortes, argumentos mais fortes quanto a mim. Eu prefiro encarnar traidores nos traidores políticos, né? Mas esse ano eu quis variar. O terreno para traições é sempre fértil e simpático, pois a minha traição, a minha traição original, que ele tá falando, a traição de Cristo foi eminentemente política. do meu beijo perjuro, do meu beijo falso, dependia a redenção da humanidade. Ora, eu conhecia as profecias, eu acreditava no divino mestre, eu sabia que era o momento de surgir um traidor. Se eu explicasse tudo isso aos perseguidores da Nazarena, hein? E se eu explicasse? Talvez eles tivessem aberto os olhos. Então eu preferi aceitar os 30 dinheiros que perdi no jogo e fazer o papel profetizado. Esse trecho é importante. Que que Judas está dizendo? Eu conheço o roteiro da salvação e eu sei que tem um papel de traidor. Aqui, gente, nós não vamos nos aprofundar, né, porque não é o objeto dessa live também, porque a gente não teria tempo necessário. Eu ouso dizer, no meu caso também, nem me aventura, eu deixo isso aí pro professor Saiano aqui, aquela tensão que existe entre a soberania de Deus e a liberdade do homem, o livamento do homem, né? A escritura traz várias demonstrações disso, mas não traz a explicação disso, né? Então, eh, isso existe. E o autor tá trabalhando com isso aqui. Tem um plano de salvação. Isso tá escrito, is foi profetizado. Agora, os papéis ainda precisam ser ocupados. Quem esse candidato? Judas fala assim: "Pux traidor, sou eu". Sabe que todos os dias isso é colocado diante de nós novamente. Todos os dias nós vamos nos deparar com o papel de traidor à nossa disposição. Talvez esse roteiro já tivesse escrito, sim. Mas o papel, quem aceita sou eu ou não, né? Nós temos responsabilidade nos papéis que aceitamos desempenhar na vida. Não dá para ser disso. Judas tá falando isso. Olha, eu sofri muito ao aceitar a imposição da profecia e estou sofrendo ainda, né? Porque ele aceitou, veio as consequências, vieram as consequências e ele tá falando: "Tá sofrendo." Fernando fala assim: "Pois é, eu tenho pena do Senhor". Aí Judas fala: "Mas de que mediante a sua pena?" A minha tese é esta: pode alguém ficar eternamente responsável por um ato que já estava divinamente pré-estabelecido numa cadeia de acontecimentos inediáveis? Então o o que Judas está dizendo é o seguinte: eu posso ficar eternamente responsável pelo papel de traidor do Jesus Cristo, já que alguém tinha que comprar esse papel. Aí o Suzenano responde: "Não, não pode." É um absurdo, né? Porque ele é o quê? Ele é um defensor de Judas, ele é um condescendente de Judas, ele é um compadecido de Judas. Daí o próprio Judas vai dizer: "Pode, pode sim. Tanto pode que eu estou responsável". Sabe por quê, Cisenando? Porque eu podia ter recusado papel. E olha, o senhor não acredita em livre arbítrio? O senhor não falou? Então o senhor falou não pode quando pensava o contrário, porque você acredita em livre arbítrio. Várias outras aqui situações ali, por exemplo, com o leiteiro, né? Quando o leiteiro exerce a sua liberdade de inomia, ele acha aquilo um absurdo. Quando ele se zenando exerce a sua liberdade de ficar em casa em vez de de igreja, ele acha aquilo um direito. Então assim, pera aí, Czenano, você mesmo não acredita em livre arbítrio? Então você tá falando que não pode, que alguém não pode ser penalizado por isso quando na verdade você pensa o contrário, né? E por que que você tá dizendo isso? Por quê? Você acha que seria incapaz de trair como eu com beijo? Você falou: "Não pode não quando você pensa o contrário, que você seria incapaz de trair como um beijo doidor." Eu vou ler esse trechinho aqui porque pode parecer um pouquinho confuso, então para deixar bem claro. Judas pergunta o seguinte: "Pode alguém ficar eternamente responsável por um ato que já está que já estava divinamente pré-estabelecido numa cadeia de acontecimentos inadiáveis? Czenando responde: "Não pode, não pode." É um absurdo. Judas retruca: "Pode. Tanto pode que estou responsável. Eu podia ter recusado papel. E o senhor, o senhor acredita em livre arbítrio? Então o senhor falou: "Não pode não". Quando na verdade o senhor pensa o contrário. E sabe por que que o senhor disse isso? O senhor disse isso porque o senhor seria incapaz, acha que seria incapaz de trair como eu com um beijo, mas o senhor é um traidor. Por quê? Porque o senhor sabe que vai ser processado por calunia e não sabe. Então Judas vai retomar agora o quê? Rivalidade dele com colega de trabalho. Senhor jurou que o seu competidor na vaga da repartição havia feito desaparecer um processo referente ao desfalque, né? estava tendo um caso de desfalque que estava sob análise. E este processo, que quezenando fez? Ele pegou e escondeu ele num outro lugar para que a culpa recaísse sobre o seu colega e assim ele perdesse a promoção. Ora, o processo foi encontrado no segundo escaninho da estante quarta do arquivo, lá onde o senhor tinha escondido o competidor vitorioso que reprocessaram judicialmente, né? Ou seja, agora como o seu tiro saiu pela culatra, como o processo foi encontrado, o seu rival que tá lá competindo pela vaga, ele obteve uma vitória sobre você. Você foi descoberta que ele inclusive quer processá-la judicialmente. Suszenando vira sem ser um conflito eterno. Diz: "Ah, eu sei disso. Já procurei saber qual é a pena de prisão, mas o processo não dá nada, né? como a gente diz aqui no Brasil. E Judas responde: "Pega sim, pega, porque para mim não existe passado, nem presente, nem futuro. Tudo é a mesma coisa. Tudo é eternidade, Senhor, o Senhor será condenado e perderá o emprego além da reputação, pois a falta é também funcional. você, o Senhor, né? O Senhor perderá tudo, ficará na miséria. Miséria. E aí o Judas começa a fazer um terror psicológico, né, que vem até antes disso, quando ele vai ali eh pegando Sizenando em contradições, quando ele vai fazendo aquelas perguntas, Szenando vai tentando apoiá-lo, aí ele vem contradita o próprio Suzando, ainda que e em prejuízo de si mesmo, né? Mas ele por quê? Porque ele quer rastar alguém com ele. Presta atenção, querido. Eh, quando você se depara com alguém que já tá chafurdado no mal, né? E de novo, a gente não é santo, não. A gente tem o mal também dentro da gente, né? Livrai-nos do mal. Amém. Que mal, né? O mal que tá fora de mim, o mal que tá dentro de mim, né? Miserável homem que sou. o bem que que quero não faço, o mal que não quer se faça. Ou seja, também tem o mal dentro da gente, tá? Nós não estamos trabalhando aqui com com maniqueísmos. Eh, mas para além desse mal que há dentro de nós, eh, quando alguém se acha furdado nesse mal que também fora de si, né, dificilmente se você encontrar com alguém assim, a pessoa vai falar assim: "Olha, eh, me ajuda, né? Eu quero mudar de vida, eu quero, né? Ele vai querer que você o acompanhe, ele vai tentar arrastar você. E é mais fácil ele conseguir arrastar alguém para sua miséria do que a gente eh conseguir levar alguém eh para a nobreza, né? Pro estilo de vida mais nobre, mais saudável. A gente precisa ficar atento com isso. É o que Judas tá tentando fazer aqui. Não satisfeito, porque ele Judas já havia perdido tudo. Ele fala assim: "Eu vou usar o seu próprio argumento. Eu vou desmontar você eh com a sua própria cosmovisão, sua visão de cosmos, visão de mundo. Porque você tá falando que, ã, não, eu não posso ser responsável. você agora tá querendo me defender, mas você também disse que acredita em livre arbítrio, porque a pessoa é responsável sim pelo que ela decide. Então, pera aí, né? Ele começa confundindo Judas, o Czenano, na sua própria cosmovisão, embaralhando isso aí e continua arrastando, né, para o lamaçal em que o próprio Juda se encontrava agora. A partir do quê? Não do não da confusão só, mas do medo. Do medo, né? Miséria, você vai ficar na miséria. Você vai perder emprego, reputação, tudo. E o autor escreve miséria bem grande assim, toda encaixada alta, letra maiúscula. Aí o estranho, o visitante de pé se debruça, o Judas se debruça assim brutalmente, né, no ímpeto sobre o cizeno, porque aqui agora ele ele já não é mais comum, banal, né? que agora ele se revela, fez contato, conseguiu adesão, aí o mal se revela. Antes de conseguir a sua adesão, a sua atenção, ele não vai chegar de maneira explícita, ele vai chegar de maneira camuflada, sua rateira, como a gente mencionou. Agora fez adesão, conseguiu sua atenção. Aí ele se revela, ele se debruça ali brutalmente sobre Sizenando. Seus olhos ardentes olhavam tanto, tão agudamente para Sizenando, que Sizenando sentiu no corpo uma impressão irremediável de punhais que lhes traçalhassem as víceras de acabamento integral. Não tinha cor no rosto e tremando ficar apavorado. Então a voz quente de Judas seou ali no ouvido esquerdo de Cenano. Misericórdia, até para ver, né? O senhor não tem no quintal uma figueira? Gente, que loucura esse conta. Esse conta é demais, né? Confusão, medo. Então, olha só, confusão é o quê? Confusão mental. quando ele vai discutir com ele ali sobre cosmovisão, argumentar sobre princípios, sobre valores que regem, tem livre arbítrio, não tem. Depois emoção, medo, emoções difíceis de serem suportadas se você não foi treinado nelas, né? Cuzenando fica então apavorado que ele fica fal e vejam, né, quando ele vai sugerir para seando autoestermínio, ele fala isso baixinho no deles. Tem aí não no quintal uma figueira? Czeno responde: "Não, figueira não, mas eu tenho no quarto um revólver". Judas prossegue. Então, adeus, até a eternidade. Passa pela porta e vai embora. seu trabalho estava feito. Confundiu a mente, instaurou o medo. Se o trabalho tava feito, ele vai embora. Na rua, ele passa a se parecer como outro homem qualquer, mas não era, né? Tanto que ele não era que seando foi automaticamente a gaveta onde guardava o revólver. Então Judas sai e Cenando corre para ver lá a gaveta confuso e apavorado para ver se revolver que tava lá. Mas aí ele vem e fala assim: "Não, pera, eu vou esperar a minha mulher voltar da missa e lhe conto tudo." Se você tá me ouvindo e você tá num estado de confusão mental e de pavura emocional, procure alguém que possa conversar com você. Aliás, alguém que possa te ouvir primeiro. É você quem vai falar. E a pessoa vai te ouvir e vai te encaminhar, se for o caso, para uma ajuda profissional, né, eclesiástica, no caso de um conselheiro espiritual e profissional, no caso de ter aí alguma questão psíquica envolvida, né? Mas procure ajuda, espere essas pessoas. Se C seando tivesse apenas aguardado a sua mulher voltar à missa, como seria, né? Mas ele não faz isso. Os olhos eternos de Judas não saiam da sua memória, ele ficou com esse retrato mental. A impressão do corpo também estava sobre ele, aquele hálito quente se no seu ouvido. Será possível que eu seja a vítima escolhida para tanta perseguen pensando, por causa de uma caluniazinha, escondi lá um processinho de famei alguém no seu ambiente de trabalho, né, correndo o risco de arruinar toda uma carreira pública ali, uma carreira profissional. Mas aí ele vai fazer o quê? Ele vai reduzir, ele vai relativizar o mal que ele fez. Uma caluniazinha, será possível tanta perseguição? Mas e os outros? E os outros que pululam? A gente tá terminando, tá? Que pululam por aí sem processo, sem miséria, né? De novo, lembra? Toda vez que a gente é surpreende em falta, em vez de nos compararmos com alguém que já caminou um pouco mais que a gente, né? que que que já superou esse mal que a gente tá enfrentando pra gente Não, pera aí, deixa eu me corrigir aqui. Não, a gente vai procurar assim, ah, mas o fulano fez isso, isso e isso, o Beltrano é aquilo, aquilo, aquilo. Por quê? Tô querendo me autojustificar, né? Que não é o caminho que Davi faz. Salmo 51. Quando ele é surpreendido por Natal, ah, mas ela também tava lá tomando banho pelada lá no terraço, né? Ele fala assim: "Ô, contra ti, contra ti, somente pequei". Autojustificação, terceirização de responsabilidade. Toda vez que a gente encorre nisso é a nossa natureza caída. Você Gênesis. Adão, o que que você fez? Foi ou não? Foi a mulher. Mulher, o que que você fez? Foi não, foi a serpente, né? É exatamente o que sean tá fazendo aqui. Mas isso não resolveu. A sua perturbação extrema nunca resolve. Não é o suficiente. Terceirizar responsabilidade responsabilidade não é caminho para paz dentro de nós, para a paz interna. Sua perturbação era extrema, né? Então ele raciocinou. Ah, essas coisas estão absurdas, mas tão absurdas que só pode ser um sonho. Se eu não estou acordada, se não tenho revólver real na mão. Então já sei, tive uma ideia. Eu em estado de confusão mental e emocionalmente comprometido a apavorar, tive uma ideia. Vou dar um tiro na cabeça, pois se revolve de mentira, pois despertarei com o estampilho. Ele acha tão absurda a situação que ele tá vivendo, que ele fala que devo tá sonhando, eu acordo, né? Eu vou dar um tiro porque aí no sonho eu acordo e acordo na na vida real também. Então, raciocinando desse modo, com todo o seu bom senso, se zenando puxou o gatilho. A criada que estava na cozinha saiu correndo com uma louca na direção do quarto, ouvindo a detonação e o barque, o baque do corpo, né? Eu acho curiosíssimo que o autor encerre dessa maneira, raciocinando e com todo o seu bom senso. Porque nós vivemos numa época em que nós achamos que eh emoções são coisas secundárias, emoções eh eh são coisas piegas. Ai fulano é como é que como é que fala gente emocionado, né? até agora virou até jargão. Mas assim, as emoções são faculdades que Deus nos deu paraa sua glória. Problema não são as emoções, problema são as emoções desreguladas. Quando você passa a desvalorizar emoções e supervalorizar raciocínios, acreditando de maneira muito equivocada que é possível raciocinar desligado das suas emoções, vai fazer besteira. Isso é uma herança iluminista aí o pensamento, ele tem a primazia sobre as emoções. Não tem do mesmo jeito que emoção não tem primazia sobre o raciocínio. As duas coisas precisam estar sempre equilibradas dentro de nós. Ambas merecem a mesma atenção, o mesmo cuidado, né? Então assim, seando, burocrata que era um homem dos processos, fala assim: "Não, tô apavorada". E é muito louco, né? Porque o autor fala assim: "Sua perturbação era extrema". Se você estiver em estado de perturbação extrema, o que que você deve fazer? Você deve parar e ouvir essa emoção, porque essa emoção está te dizendo algo. No caso dele, se ele tivesse ouvido o seu medo e não tentado calar essa emoção com uma ideia, né? Não, eu tô com medo, eu tô apavorado, mas eu vou sustentar isso aqui até a minha mulher chegar, já deve estar chegando ou não quero esperar, eu vou e dejo atrás dela. Mas ele não querendo entrar em contato com essa emoção que era difícil, né? E não tendo sido treinado na vida para isso, que que ele faz? Eu vou resolver então com uma ideia. Emoções difíceis você não resolve com ideia, né? Você resolve com atenção e emoção difícil. Ela tá trazendo uma mensagem para você, você precisa ouvi-la, ouvir essa mensagem para a partir disso, então, raciocinar de maneira mais lúcida e mais saudável. Eh, a gente encerra, gente, dizendo o seguinte, né, Bel? também no horário. Eh, esse texto ele pode, como todo bom texto, eu sempre digo isso aqui no clube, ele pode ser analisado de vários recortes, sobre vários recortes. Talvez lá no setembro amarelo a gente retorne a ele para fazer um recorte aí sobre a questão do autoesttermínio. Passamos aqui rapidamente, sempre encorajando você a procurar ajuda, se você tem alguma ideiação de autoestermínio, né? Não caia nesse engordo de que se é real ou não é, se faz sentido docino, faça. Teve ideia ação de autoestermínio, teve ideia ação de suicídio, procure ajuda. Você não precisa lidar com isso sozinho, tá? Inclusive na Igreja Batista das Nações Unidas, nós estamos à sua disposição para o que você precisar. conte conosco. Você não precisa lidar com as suas emoções difíceis sozinho. Agora, um outro lado que eu quero deixar para vocês hoje aqui, eu quero ficar um pouco mais, eh, enfatizar um pouco mais, ficar um pouco mais, não dá tempo, né? Mas enfatizar é o seguinte, nós temos escolha. Por mais que talvez você acreditasse, isso tinha que acontecer, talvez sim, né? Deus é o grande roteirista da vida. Ele é o autor da história, mas ele nos deu a liberdade de escolher o nosso papel. Judas escolheu dele. Alguém tinha que ser que ser o traidor. Judas aceitou o papel. Desde que eu lhe conto a pergunta que eu me faço todos os dias quando eu acordo. E aí, Rina? Basta você tá atraindo Cristo hoje? Que papel você vai escolher, né? Nós podemos recusar este papel. Nós temos não todo livre arbítrio, toda liberdade? Não, eu não escolhi onde eu nasci, não escolhi minha mãe, não escolhi meu pai. Então, sim, algumas coisas eu não tenho livre arbítrio para isso. Agora, para as decisões mais importantes da minha vida, sim. Se eu vou trair ou não Cristo, eu tenho a liberdade de escolher. Se eu vou escolher o caminho da vida ou da morte, eu tenho a liberdade de escolher, né? Eh, se eu vou seguir ou não Cristo, eu tenho liberdade de escolher. Porque eh desde o Gênesis, ó, todas as árvores, coma de todas menos 10, ou seja, escolha, né? Aí você vai pro Êxodo, eh, pro Deuteronômio, né? Você vai falar assim: "Tem o bem e o mal, coloco diante de vocês escolha". Aí você vai lá pros Evangelhos, lá em Lucas, Jesus disse assim: "Se quem quiser me seguir, quer dizer, quem quiser, quem quiser também escolha." E você vai lá no Apocalipse 3, toda tô à porta e bato. Se você abrir, eu vou entrar e sear por você, senão tudo bem também. Não vou entrar e não vouar. Vou ficar por aqui. Escolha. O que a escritura tá dizendo para nós de Gênesis Apocalipse é que todo dia um papel de trador estará à nossa disposição e compete a nós. É a nossa responsabilidade aceitar isso ou não. Eu falo para vocês, a minha boca tá mais perto do meu ouvido. Eu me escuto primeiro, né? Então, o que eu quero deixar para vocês hoje aqui para nós, é que a gente reflita sobre isso, que a gente revisite os nossos papéis, os papéis que a gente tá escolhendo aí desempenhar na vida e que a gente tenha eh a lucidez a partir dessa análise emocional e racional, né, em harmonia e equilíbrio com essas duas coisas, de falar: "Esse papel eu não faço mais, não quero mais esse para mim", né? E que na grande história da salvação ou mesmo na história da sua vida, você ocupe outros papéis que não seja o de traidor. É como eu oro e como eu desejo a você, para mim, para Bel, que o Senhor tenha misericórdia de todos nós e nos ajude a escolher outros papéis que não seja esse o de o de traidor, em nome de Jesus. >> Amém. É >> sim, Gabel. É muito, é muito, nós sabemos que é uma ficção, né, esse esse, esse conto, mas é muito interessante, né, porque nos faz pensar enquanto você falava, eu tava pensando em quantas em quantas ocasiões, né, que o mal usa o o momento, né, para para levar a pessoa para o para o fundo do poço, né, e traz a culpa. é o papel do mal, né? O é acusar, né? E e te trazer trazer a memória coisas que te perturbam ainda e te levam a loucuras, né? Por isso que a gente escuta às vezes histórias de pessoas que foram tão perturbadas, que enlouqueceram ou que até se mataram, né? Ou que hã fizeram coisas horríveis por causa de do de de desse papel, né? de de ouvirem hã de ouvirem coisas do mal que não deveriam ouvir, né? Ao invés de buscar o verdadeiro caminho, o verdadeiro lembrar-se da que Jesus morreu na cruz por nós para nos dar vida e nos dar vida em abundância, né? >> É, é, você falou bem, viu, Bel, essa acusação, né? Porque se o Senhor não nos lança na nossa face de novo os erros que nós cometemos, pelo contrato na escritura vai dizer de maneira figurada que nos lança no mar de esquecimento, o mal já é totalmente contrário. Ele não perde uma oportunidade de nos de nos acusar. Isso pode ser feito, desculpa, pela acusação do outro ou pela autoacusação. >> Ele se aproveita da fragilidade nossa, né, de porque a nossa culpa é fogo, né? Sim. Porque e ele faz um enredo para você se sentir mais culpado ainda, sabe? Como se o o sangue de Jesus não tivesse poder. Ele ele já levou toda a minha culpa. Eu não tenho mais que sofrer por isso. >> Sim. E aí tem o que hoje, né, é conhecido popularmente como pensamento inclusive. Você tem as romenações, você tem as catastrofizações. Existem várias consequências psíquicas, né? eh distorções cognitivas que a gente chama, que podem decorrer dessa falta de auto perdão. Por quê? Por causa de uma voz maligna que se pronuncia do lado de fora ou dentro de nós, né? Na minha terra, meu avô dizia assim: "Meu, também sou mineira, né? Meu avô diz: "O diabo ajuda a fazer, mas não ajuda a esconder", né? E que é o caso que ele não só ajuda a esconder, eu acrescento o seguinte, né? Ele ajuda a fazer, mas não ajuda a esconder e não ajuda a esquecer. Porque é isso que você falou, ele vai ficar o tempo todo lembrando. É o que ele faz aqui, ó. Você lembra, você fez aquilo lá com o seu colega, ele refu assunto duas vezes, né? A confunde os pensamentos, perturba a emoção e obtém, enfim, o resultado que ele tanto queria, sabe? Por isso que a gente precisa eh encontrar ajuda, Bel. Será que se esse homem tivesse na sua comunidade de fé, se ele tivesse acompanhado a sua esposa naquele dia, né, que voz ele estaria ouvindo lá? seria uma voz de acusação ou seria uma palavra de perdão, uma palavra de encorajamento, de recomeço. a gente precisa eh se preservar, se proteger nos cercando de vozes que nos lembrem do sacrifício salvífico de Cristo, né, e que eh nos tratem dessa maneira, de maneira perdoadora mesmo, de maneira compassiva, né? De novo, falo para vocês, minha boca tá mais perto do meu ouvido. Eu sei que nem sempre isso é fácil, ainda mais quando ofensa é proferida contra a gente mesmo, né? muito desafiador. Mas, cara, o ressentimento que nós guardamos, o rancor que nós sustentamos, pode acabar com a vida de alguém. Isso é muito perigoso. Então, a gente de fato eh se e você e o Czenando, ele tava ali cercado de coisas erradas, né? Porque primeiro ele ele não ele se ele não pode ficar sem o leitinho dele porque o o leiteiro lá não pode ter o dia dele de descanso. Aí depois ele fala pra criada: "Veja se eu vou estar, >> né? Né? Então >> então assim, ele é ele ele ele não vai acompanhar a esposa, ele então assim, ele é um ele é um cara difícil, eu diria. É é isso que se mencionou interessante, né? Porque assim, são práticas dissimuladas, eh, práticas incompassivas, práticas impiedosas. Ele não se compadece do letiro, ele não acompanha a sua esposa, ele tá entregue ali aos seus deleites, aos seus prazeres, né, >> para fumar lá na varanda ficar olhando pro nada. Eh, então é é é você vê uma sequência de >> Uhum. de sinais, né, que fala assim, isso aqui é não vai ser saudável para ele, né? E aí ele é é maravilhoso porque ele na arrogância, não, com com toda sua bom senso, né? E e você sabe que traz um ponto curioso, Babel, precisa aí, a gente precisa encerrar, mas assim, ah, há uma compreensão generalizada de que todo mundo que se autoextermina está em completo estado de desespero. >> Uhum. >> E a gente tá vendo aqui pelo conto que ele tava apavorado, sim, ele tava numa perturbação extrema, né? Mas depois ele parou para raciocinar. Eh, e tem gente que amadurece a ideiação suicida ou autestor ou alto extermínio durante muito tempo. Planeja mesmo, né? Vou esperar um dia que meus pais vão estar em casa, eles vão viajar no recesso. Ah, eu vou comprar tal substância ou tal material, se for, né, outro tipo de eh vou deixar uma carta, vou deixar a documentação separada, vou pegar o dinheiro do banco e vou deixar tudo. assim, eh, não adianta a gente dizer que o autoestermina é só uma questão de perturbação emocional. É, também é uma desesperança ou um desespero. É também, mas tem gente que eh entra num estado de apatia tão grande, desistência tão grande, o sofrimento é tão agudo que essa pessoa entra no estágio da existência que ela consegue fazer isso de maneira eh programada. Eu vou dizer, tem quem se autoextermina no ímpeto, no impulso, que acho até que foi mais o caso seisando aqui, né? Porque ela não espera nem a mulher chegar, mas tá tá achando ali que tá raciocinando. Tem gente que faz isso de maneira planejada, seja como for, o que o texto deixa pra gente uma mensagem é é o seguinte: "Olha, você não precisa escolher esse papel nem de traidor do outro, nem de traidor de si mesmo, né? Porque quando você se abstermina, puxa vida, você tá atraindo a si mesmo, né? Tá desistindo de si mesmo. Então você não precisa ocupar esse papel, existe alternativa, tem saída. Eh, procure ajuda, né? E a gente, como comunidade de Cristo, a gente tá aqui, eh, para ajudar você que tá nos ouvindo, que conhece alguém, eh, procure ajuda. Tem gente que tá a fim de te ajudar. Eh, você pode ter certeza disso. Tem gente que tá a fim de te ajudar. Procura ajuda. Eh, deixa, eu vou, eu preciso contar sobre isso. Você, você, falando de suicídio, um é rapidinho, dois minutinhos, no máximo, eu termino de contar pra gente fechar. >> O faz é você que tá acorada, a gente fica muito tempo. >> Então, em 1988, lá no interior de Pernambuco, eu sou lá de Pernambuco e eu cheguei em São Paulo em 1988 e eu fiquei grávida. e fui eh eu tenho muito medo do que os meus pais iriam fazer com tudo comigo e como que seria tudo aquilo ali, porque o pai do meu filho simplesmente desapareceu. E eu eu engravidei em novembro, isso já era já era janeiro do de 2008, de não, de 88. E eu pensei, eu o seguinte, eu vou tirar minha vida, porque ã é uma forma de de ninguém ficar sabendo do que aconteceu. Eu não sei, eu não vou ver o a situação. Eu fiquei martelando isso na minha cabeça por alguns dias. Eu sabia que o meu pai guardava um revólver. Essa história de Czenenando me lembrou isso também, né? Meu pai guardava um revólver em cima do guarda-roupa. Em uma certa manhã, os meus pais saíram pra cidade para levar o leite. Olha, mais uma história alguma coisa aí ligada a zenando. Meus pais saíram para levar o leite na cidade e eu falei: "É hoje que eu vou fazer isso". Eu subi na cama dos meus pais para pegar o revólver e eu não achei. No revólver não tava lá. Eu não sei onde eu tava até hoje, tá gente? E eu fiquei, eu desci frustrada com tudo aquilo, porque eu queria fazer aquilo porque não dava, não dava mais para esconder. Eu não sabia o que fazer. Mas eu creio que Deus cuidava de mim. Quando Deus tem um cuidado na sua vida, quando você é escolhido, Deus tem um cuidado desde lá de trás. Eu desci daquela cama frustrada, triste, chateada. E eu ouvi um, eu tava, eu, eu tava ouvindo um, o rádio estava ligado, ouvindo um programa de rádio, então esses programas meio sensacionalistas, né? E ele todos os dias ele contava uma história. E naquele dia o locutor que chamava-se McDovel Holanda estava contando a história de uma moça que tirou a vida. E ele e assim parecia que ele tava me vendo. E aquela e a história que ele falou e o que ele disse naquele momento que Deus dava vida e só ele tinha o direito de tirar que você e ele falava isso, procura ajuda, né, em outras coisas, tirou da minha cabeça a ideia, entendeu? Então, e hoje eu vejo e reconheço que foi Deus cuidando de mim desde aquela época. >> Então, >> sim. E e quando eh naquele momento, né, eu imagino que o que você queria de fato não era acabar com a sua vida, mas acabar com o seu sofrimento. >> Uhum. >> Porque quem tira a vida, ele não quer morrer, ele quer parar de sofrer. >> Sim, >> né? Você não vê ninguém que tá bem, que não tá em estado de sofrimento. Ah, não, eu quero me autoexterminar. Não. É sempre uma pessoa que tá enfrentando um sofrimento muito agudo, que já tentou algumas coisas, não obteve êxito ou não vê alternativa, não vê saída como você. Uma menina jovem, um pai super rigoroso, fala: "Eu não tenho, não tem saída para mim, então vou acabar com essa dor agora, né? Mas aprovei a Deus que se revó não estivesse lá e que hoje você esteve aqui para deixar essa palavra de experiência. Eh, não, como diz a escritura, né? O Senhor Jesus pregava eh como quem tinha autoridade, não como escribas e fariseus. Por quê? Porque ele falava a partir do que ele vivia. Então você hoje pode falar, deixar uma palavra de esperança para essas pessoas a partir do que você mesma viveu. Você aqui você tem mais autoridade inclusive eh para falar sobre isso do que eu. Então eu queria que você encerrasse pra gente deixar uma palavra de esperança paraas pessoas a partir do que você viveu mesmo. >> É. E e é exatamente isso. Você descreveu bem. Era um sofrimento e o seus não é o seu só o seu sofrimento, porque você faz as pessoas que você ama sofrer. Então isso que te deixa mais angustiado. Mas o que eu queria dizer para vocês é que busquem ajuda. Como a Rina no decorrer da live ela falou, busquem ajuda. Procure pessoas não esteja sozinho, sozinha ou sozinho. Procura uma comunidade de fé, procure pessoas fal, porque o que você fala, quando você fala, já te alivia, já te às vezes o o fato de você falar te tira de dessa te desvia do que você tá pensando pensando em fazer. E às vezes uma luz você não tá enxergando a solução, mas uma outra pessoa pode enxergar para você. Então é isso que eu queria dizer para você. Que Deus abençoe vocês, curtam bastante, leiam o conto, tem facilmente na internet, >> tá? E o mês que vem estaremos aqui de novo. >> Sim, estaremos aqui se de novo, né, Deus céu, se a gente pudesse hoje para vocês, a gente tá na na igreja Batista das Nações Unidas. Eh, Bel, obrigada por partilhar a sua história, né, por nos lembrar de que quem tem uma ideação suicida, eh, não merece julgamento, merece acolhimento, porque já tá enfrentando uma dor extremamente aguda, né? Nós somos todos programados, biologicamente falando, para autopreservação e a sobrevivência. Então, quando alguém chega a ter essa ideação suicida, esse pensamento de autoestermínio, é porque tudo nele já está falhando. Uma pessoa não merece, essa pessoa não merece julgamento, mas acolhimento. Obrigada por partilhar sua história, viu, Bel? E olha, assim como Abel eh superou isso, né, assim como Deus cuidou dela, Deus também pode cuidar de você que tá nos ouvindo, viu? Acredite nisso, tenha esperança nisso, peça a ajuda dele, eh, peça que ele te encaminhe, te direcione para alguém qualificado para te ouvir. Dependendo de quem a gente, para quem a gente vai falar, a nossa ferida pode até aumentar, né? Então, tem que ser alguém qualificado para essa esculp e a IBN tá aí para isso também. Muito obrigada. >> Obrigada, viu, gente? Obrigada, viu Bel? Deus abençoe você. Eu louvo a Deus porque você tá aqui. >> Eu louv porque você não achou aquela arma lá em cima. Bendito seja em nome do louvo. >> Porque só quem tá na IBNU sabe e o farol que que a Bel é paraa IBNU. Eu falo com a Bel que ela é ela é a alma da IBNU, né? Eh, a a Belso da IBNU. Benil cula, tudo passa pela Bel, pela alegria da Bel, pela disposição da Bel. >> Ah, e você sabe que eu não tô aumentando nem fazendo um elogio vazio gratuito, né? Isso é verdade. A gente precisa dar honra a quem merece honra. Então, eh, Deus seja louvado, viu, Bel? Porque você é um farol na na comunidade de fé e o Senhor sabia que você precisaria estar brilhando para nós hoje. Deus seja louvado. Muito obrigada, tá? É para Cristo, por Cristo, >> é para ele, por ele, por causa dele são todas as coisas, né? Amém. Um grande beijo, tá? >> Tchau, gente. >> Beijos, leitores queridos. Até a próxima. Um abraço. Tchau.