#06 Fé Reformada Jovem: Implicações do sacerdócio universal | Rev. Leandro Peixoto
26/02/2026
#06 Fé Reformada Jovem: Implicações do sacerdócio universal | Rev. Leandro Peixoto
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Obrigado, reverendo. Boa noite, povo de Deus. Saúdo vocês com a graça e com a paz de Jesus. Os caras são bons, hein? Não conhecia não. Eu fui pastor em Campinas por 13 anos. Batista central de Campinas. Vocês são de Limeira, tava ver chegando ali. Vou puxar a playlist. Você é de onde? Você congrega em qual igreja? A presbiteriana metropolitana, Rodrigo Leitão, um grande amigo meu. Fala para ele, manda um abraço. Então, você é ovelho do Rodrigo. Bênção. Muito bom. Muito bom. Hoje à noite, a primeira de Pedro 2, de 9 a 10. Primeira de Pedro 2, de 9 a 10. Eu quero falar sobre identidade cristã e missão sacerdotal. Identidade cristã e missão sacerdotal. Primeira de Pedro 2, de 9 a 14. Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem eram povo, mas agora são povo de Deus. Antes não tinham alcançado misericórdia, mas agora alcançaram misericórdia. Amém. Até aqui a palavra do Senhor. Você já parou para, nem que seja por alguns segundos, parou para agradecer a Deus pela pura e simples maravilha de ser humano. É algo impressionante você ser humano. Pense na na sua capacidade de ver a beleza, de ouvir uma boa música, de sentir o toque de quem você ama. Mas mas não para por aí. Depois de ver, depois de ouvir, depois de sentir, você consegue pensar sobre o que viu, ouviu, sentiu, provou. você consegue pegar essa realidade incrível que é a dos nossos sentidos sensoriais e pesar no seu coração, pesar na sua consciência, discernir, discernir o certo do errado, o belo do feio e mais, você é capaz de mergulhar em oceano. profundos de emoção. Sentir amor, sentir dor, experimentar a euforia da alegria, o peso do desânimo, a profundidade da angústia. Nós vivemos a a admiração, a esperança, a gratidão por sermos humanos. A gente sente cheiro de chuva, a gente prova o sabor de uma comida gostosa e no final de tudo a gente consegue raciocinar. Esse tempero é melhor do que aquele. Este acorde é melhor que o outro. Purples é melhor que sola. Eu acho. Eu disse que não conhecia, né? Eu tô julgando pelas músicas que eu vi. Foi uma brincadeira, mas a gente consegue discernir, a gente consegue fazer distinções. O melhor de tudo é perceber que todas essas capacidades maravilhosas, elas convergem para um propósito maior do que discernir se é o tempero da mamãe ou da vovó. Se é fanta laranja ou fanta uva, vai além disso. Você é capaz de conhecer quem te criou. Você é capaz de amar e servir o maior ser do universo, o seu criador, o Salvador Jesus Cristo, para quem nós cantamos hoje à noite. Quando a gente para para pensar nisso, a gente experimenta um daqueles momentos raros, como se por um breve instante nós tocássemos a eternidade. Eu tenho um cachorro de raça lhasa. Ele tem 12 anos, forte, saudável. Fiz as contas hoje. A ração dele por dia, ele come R$ 4 e alguns centavos em ração. Um dos maiores presentes de você ter um cachorro, um cachorro de estimação, é que ele te lembra com muita clareza do que você não é. Você não é um cão. Eu olho pro Mac, é o nome do meu cachorro, mas não é de Mac e eh Donalds, é de MacBook. Eu olho pro Mac e e apesar de e eu fico admirado porque apesar de do pequeno porte, ele carrega aquela herança antiga de sentinela dos mostiros do Tibé. O que faz ele se sentir um leão pequenininho. Eu morava em Campinas, ele filhote andando com o carro. A gente parou para cumprimentar amigos. Ele saiu com a cara na janela, uma mulher com fila brasileiro enorme. E ele enfrentando fila. Falei: "Você vai matar esse cachorro engasgado?" Rapaz, mas ele é uma fera. Ele pode estar dormindo profundamente, mas se ele ouve um barulho lá fora, ele corre pra porta com a bravura de uma fera, pronto para defender o território, território dele. Eu olho pro MEC e digo: "Poxa, que coragem, que lealdade, que prontidão". Mas aí eu caio em mim e sorrio. Ele é um cachorro. Porque pense o que diferencia MEC de mim? Eu protejo a casa. Eu protejo o meu lar. O MEC protege a nossa casa. Ele protege o nosso lar. O MEC protege a casa de estranhos. Mas ele não sabe o que é proteger o coração do mal. Ele tem um instinto aguçado, mas não tem discernimento moral. Ele late com coragem pro perigo físico lá fora, mas é cego pro Deus invisível que criou ele. Ele não sabe de onde veio. Ele não sabe para onde vai. Ele não perde o sono perguntando qual é o propósito da sua vigilância. Ele apenas reageor e acorda e pede comida e bebe água e alegra a casa. O MEC é uma maravilha da criação e desperta em mim um carinho imenso. Mas o MEC não é um ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. E é exatamente enquanto faço carinho nele, olhando pra simplicidade dele, que eu fico maravilhado com a complexidade da minha própria humanidade e com a glória incrível que existe em cada ser humano com quem eu convivo, que existe em você. Estar vivo como um ser humano, estar vivo com mistérios indescritíveis a cada curva e ter diante de nós um destino eterno de glória, de glória espetacular, se você está unido a Cristo pela fé ou de horror inexprimível, se você não está unido a Cristo pela fé. Esse esse é um peso que pode tanto pressioná-lo para baixo com temor e e tremor, quanto sustentá-lo com alegria indescritível e cheia de glória, sobre a qual Pedro fala em Primeira de Pedro 1:8. E se esse peso esmaga você ou se sustenta você, vai depender em grande medida do que você sabe ou não a respeito de algumas questões. Se é bom ou ruim, vai depender se você sabe dar respostas a três grandes perguntas. Primeira, quem é você? Como você obteve a sua identidade? Para que ou para o que você está aqui? Nenhum cachorro pensa sobre isso. Gato nenhum, tartaruga, nenhuma. Peixe, esquilo, passarinho, golfinho, chipanzé. Animal algum jamais perdeu uma noite de sono pensando: "Quem sou eu? Sou um homem preso num corpo de mulher? Sou uma mulher presa no corpo de um homem?" Não, não existe essa crise no coração do MEC ou de um leão. Para que que eu estou aqui? Apenas os humanos fazem essas perguntas e apenas os humanos se matam e matam outros, não por instinto, mas quando não obtém respostas verdadeiras e satisfatórias para essas perguntas. Não é frequente encontrarmos respostas tão retumbantes, tão tão ontológicas, tão profundas e claras para todas as três perguntas ao mesmo tempo num espaço tão pequeno de textos bíblicos como são ou estão contidos nos dois versículos que a gente leu. Primeira de Pedro 2, 9:10. Eu quero te mostrar que estes dois versículos responde perguntas que humanos perguntam, não cachorros. E se você não souber dar a resposta, você viverá como um cachorro e não como um humano. Será uma tragédia. Quem é você? Como você obteve a sua identidade? Para que você existe? Por você está aqui. Então, vamos respirar fundo e no no nos minutos que me restam, eu quero tentar te responder isso. Primeiro, quem é você? Tenha em mente que Primeira de Pedro 2, de 9 a 10 está identificando crentes, não está falando de todo ser humano na face da terra. Então, num primeiro momento eu estou falando a crentes, chamando descrentes para esta realidade. É isto que você é. Se você for crente, é assim que obteve a sua identidade. E é para isto que você está aqui. Veja como Pedro nos dá cinco formas de descrever a sua identidade, respondendo à questão de quem você é. Primeiro, você é uma geração eleita. Vocês, porém, são geração eleita. Eu sei que que esta é uma identidade corporativa. O verbo está no plural. São uma geração eleita. Pedro tá falando da igreja, do verdadeiro Israel de Deus. E, portanto, ele está definindo você em um grupo, em um corpo, com um povo. A implicação também é individual, porque esta geração, ela não é racial, a geração eleita. E isso é interessante. Só existem dois tipos de raças. no mundo, a raça eleita, a raça não eleita. Só existe esses dois tipos de raças diante do trono de Deus. A eleita, a não eleita por Deus. A geração eleita, ela não é negra em primeiro lugar, não é branca, não é vermelha, não é amarela, não é parda, porque só há no mundo duas raças, a eleita e a não eleita. A geração eleita é um novo povo oriundo de todos os povos, de todas as cores, culturas, tribos, raças, nações que são agora estrangeiros e peregrinos no mundo. Versículo 11 diz isso. Amados, peço a vocês como a peregrinos e forasteiros, o que nos dá a nossa identidade não é a cor, não é, não é o a textura do seu cabelo, não é? se é penteado com gel ou se é black power, não sei se é assim que se chama, não, não é o jeito que você arruma o cabelo, não é a cor da pele, não é a cor dos olhos, não é a cultura. O o que dá a sua identidade é a eleição. Vocês são raça eleita. Os cristãos não são a raça branca. Os cristãos não são a raça negra. Os cristãos são a raça eleita. Nós somos os negros eleitos, os brancos eleitos, os amarelos eleitos, os vermelhos eleitos. De todas as raças, nós fomos escolhidos. um de cada vez, não com base no pertencimento a qualquer grupo, nem na cor da pele. É por isso que esta frase espantosa, gente, é crucial para você individualmente. Você faz parte de uma raça eleita, de uma geração eleita, de uma linhagem eleita, de uma espécie eleita, porque essa raça ou geração, espécie ou linhagem é constituída por indivíduos que foram escolhidos de todas elas. Pensem como isso pode erradicar o problema racial no mundo, porque só são duas raças, a eleita e a não eleita. dentro da eleita tem negros, brancos, amarelos, vermelhos e todos estão em pé de igualdade diante daquele que os elegeu. E eles não vivem para oprimir os não eleitos, mas para salvá-los ou tentar, porque eles, primeiro que eles não sabem quem são os não eleitos. Portanto, eles que estão na igreja, eles não olham pro mundo dizendo: "Nós somos melhores que eles porque supostamente eles não são eleitos e nós somos". Não, como nós não sabemos quem são os eleitos, nós e e mesmo que soubéssemos, somos chamados a amar a todos. Sim, de um modo todo mais especial. os eleitos, como Cristo ama a sua igreja de um modo todo mais especial, assim como o marido ama de todas as mulheres a sua esposa de um modo todo mais especial, mas a raça eleita, que sabe que é eleita, olha para aqueles que aparentemente não são eleitos, não como quem deseja oprimi-los, mas salvá-los, amá-los. Sua primeira identidade, portanto, é que você é escolhido. Deus escolheu você. E não foi por causa da cor da pele, do cabelo ou por qualquer outro padrão. Deus escolheu. Então, quem você é? Você é um escolhido. Não sei por não havia nada em mim de valor acima dos outros humanos. Eu eu não ganhei, eu não mereci, eu não preenchi condições para obter isso. Aconteceu antes de você nascer, antes que você tivesse feito qualquer coisa boa ou má. Isso é de ficar admirado. Gente, eu me lembro quando a doutrina da eleição caiu no meu coração. Isso foi me arregalou os olhos. Eu tremo de alegria com isso. Isso tem que te fazer se curvar. Eu anseio ser fiel a esse propósito. Eu sou escolhido. Nós somos raça eleita. Segundo, você é alvo da misericórdia de Deus. Verso 10 diz: "Antes não tinham alcançado misericórdia, mas agora alcançaram misericórdia. É, se a gente pudesse transformar misericórdia num verbo, a gente poderia dizer: "Você é eleito". Segundo, você é misericordiado. Deus misericordiou você. Quando Deus escolheu você, ele viu você no seu pecado, na sua culpa, na sua condenação e teve compaixão de você. Você não é apenas escolhido, você é alvo de compaixão, de misericórdia. Você não é apenas objeto da escolha de Deus, mas objeto da misericórdia de Deus. Eu gosto de de definir e distinguir da seguinte maneira. Graça é você receber o que você não merece. Misericórdia é você não receber o que merece. Eu sou escolhido, isso é graça. Eu sou alvo de compaixão, isso é misericórdia. Eu sou agraciado, eu sou amado. Deus não me escolheu apenas e se manteve afastado. Ele escolheu você e depois se aproximou em misericórdia. E foi em misericórdia porque ele não te deu o golpe fatal que você merecia. Ele escolheu te amar e ele escolheu derramar sobre você misericórdia. Ele escolheu te escolher. Isso é graça. E ele escolheu não te pisar, não te condenar, porque era o que você merecia. Isso é misericórdia. A sua identidade é fundamentalmente esta. Foi mostrado a você misericórdia. Você é uma pessoa misericordiada, agraciada. Você não recebeu o que realmente merecia porque não havia em você mérito. Não é que o ser humano não tem valor, o ser humano não tem mérito. Então você obtém a sua identidade não primeiramente das suas ações, mas de ter sido alvo de uma ação divina, uma ação de piedade. Pense sobre isso. Você é alguém de quem Deus teve compaixão. Você é eleito. Você é alvo de misericórdia e você é propriedade de Deus. Verso 9. Vocês, porém, são povo de propriedade exclusiva de Deus. Verso 10. Antes vocês nem eram povo, mas agora são povo de Deus. Você é escolhido, é alvo da compaixão. E o efeito disso é que Deus toma você para ser dele, propriedade dele. Deus é dono do seu corpo. Deus é dono do seu dinheiro. Deus é dono do seu coração. Deus é dono da sua vida. Deus é seu dono. Você é de Deus. O texto diz: "Antes vocês nem eram povo, mas agora são povo de Deus". Isto deve significar algo especial. E e claro que significa: você é a herança de Deus. A igreja é composta daqueles com quem Deus tensiona passar a eternidade. Quando quando Deus diz, segunda aos Coríntios 6:16, "Serei o seu Deus e eles serão o meu povo". O que Deus quer dizer é o seguinte: "Eu habitarei entre eles e andarei entre eles." Você é escolhido, é alvo de compaixão, é propriedade de Deus. Você está entre aqueles os quais Deus andará entre eles e se revelará de forma plena, abundante eternamente. Quarto lugar, você é nação santa. A escolha que Deus fez de você, a compaixão que Deus teve de você, o fato de Deus tornar você dele, faz Deus separar você do resto para ele. Dizer que você é nação santa significa que você existe não para você, mas para Deus. E uma vez que Deus é santo, você também deve ser. Você compartilha o caráter de Deus porque Deus o escolheu, teve compaixão de você, tomou você para ele. Você é santo. Se você não agir de uma forma santa, você estará dando provas de que não é dele ou estará agindo fora do do caráter dele. contradiz a sua essência como cristão, não ser santo. A sua identidade é santidade ao Senhor. E por fim, você é um sacerdócio real. Verso 9. Vocês, porém, são sacerdócio real. Isso significa duas coisas. Primeiro, você tem acesso imediato diante de Deus. Como vimos de manhã, você não precisa de mediadores. Só há um mediador entre você e Deus, Jesus Cristo, o homem. Mas em segundo lugar, isso significa que você tem um papel exaltado e ativo na presença de Deus. Você não é escolhido, nem é alvo de compaixão, não é de propriedade de Deus e santo, apenas para desperdiçar sua vida nesse bezerro de ouro chamado celular. Deus não faz isso para você desperdiçar seu tempo na ociosidade. Você é chamado agora para ministrar na presença de Deus. Toda a sua vida é serviço sacerdotal. Você nunca tá fora da presença de Deus, nunca tá numa zona neutra. Você tá sempre no pátio do templo da presença de Deus. e a sua vida ou é um serviço espiritual de adoração, Romanos 12, ou está fora de caráter. Então você pode ver que a sua identidade, a a resposta à pergunta quem é você leva você diretamente à pergunta: para que que eu tô aqui? Mas antes de entrar, a gente precisa saber como é que você obteve essa identidade. Como é que você obteve essa sua identidade? Antes de responder para que eu estou aqui, você tem que saber responder como é que eu obtive esta identidade. Você recebeu essa identidade de Deus. Essa identidade é a sua relação com Deus. Preste atenção nas preposições, nesses dois versículos. Escolhidos por Deus, alvos da compaixão de Deus, possuídos por Deus, separados como santos por Deus, investidos como sacerdotes reais por Deus. Ou seja, Pedro resume no final do verso 9 e diz assim: "Aquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, a luz em que vivemos é a luz de sermos escolhidos, perdoados, possuídos, santos e sacerdotes reais. Essa é a luz. Antes nós não sabíamos disso. Não sabíamos que o Deus criador nos escolheu. Não sabíamos que o Deus Redentor nos perdoou. Não sabíamos que o Deus que criou e redimiu os seus possui os seus. Eles são santos para Deus. Eles são sacerdotes reais. Essa é a luz sobre a qual nós vivemos agora. Você sabe quem você é. Você você sabe como você adquiriu essa identidade. Foi por causa de Deus. Deus chamou você. Então, todas as vezes que você tiver dúvida e seus sentimentos te disserem o contrário, volte-se para pra verdade mais objetiva e absoluta deste universo, a palavra de Deus, que define quem você é e como você obteve a identidade que você tem em Cristo. Concluindo, para que você está aqui? Pedro diz: "Você está aqui a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas paraa sua maravilhosa luz. Você está aqui para falar das excelências da sua liberdade ou da liberdade de Deus quando Deus por livre espontânea vontade escolheu você. Você como sacerdote real, como nação santa, povo de propriedade de Deus, eleitos, você vive para proclamar essa luz. Um Deus que é livre para escolher, um Deus que é gracioso e compassivo para derramar graça e compaixão sobre quem não merece. Um Deus que tem autoridade sobre você, um Deus que tem valor e excelência infinitos. E as excelências do valor e da pureza e da santidade de Deus é sobre isso. É para viver isto, é para anunciar isto. Em resumo, Deus escolheu você. Deus deu a você a sua identidade para que você com a identidade que você tem pudesse agora através de tudo isso, por causa de tudo isso, com tudo isso, anunciar quem Deus é. Olha que maravilha. Eu quero terminar com uma ilustração, uma história real de Doug Nichols. Então, quem você é? Essas cinco características que Pedro descreve. Como você obteve essa identidade? Deus te deu. E para que você está aqui? Para refletir todas essas características de Deus. Um Deus que salva, um Deus que perdoa, um Deus que acolhe, um Deus que é santo, um Deus que tem autoridade, um Deus que é maravilhoso. Isso é luz. Quando você leva isso para as pessoas, isso é luz. Viver em trevas e não na luz é viver sem saber quem é esse Deus e o que ele faz. Nós temos essa luz e nós somos chamados para levar essa luz. Então, a história de Doug Nichols, e eu encerro com ela, ele foi diretor internacional da Action International Ministries. Ele tornou as excelências de Deus conhecidas num sanatório de tuberculose na Índia em 1967. Ele era missionário, missionário da operação mobilização. E ele e ele contraiu tuberculose no campo missionário. E ele precisou ficar internado no sanatório por vários meses. Durante esse tempo, ele tentou distribuir folhetos e cópias do Evangelho de João, mas ninguém aceitava, ninguém pegava sequer uma cópia. Os demais pacientes não gostavam dele porque presumiam que ele era apenas mais um americano rico. Certa madrugada, por volta das 2 da manhã, Doug acordou tcindo por causa da tuberculose. Tanto tu acordou. E ele notou um senhor idoso, muito frágil, esquelético, tentando sair da cama, mas não conseguia. O homem não conseguia se manter em pé de tanta fraqueza e começou a gemer baixinho. Vencido, esse senhor voltou a se deitar. De manhã, o mau cheiro na enfermaria era terrível. Todo mundo furioso com esse velhinho, porque ele não conseguiu se segurar, não conseguiu ir ao banheiro e sujou a cama com fezes. Ele tentou, mas não conseguiu. Sujou a cama. A enfermeira que limpou a sujeira chegou a bater nele. Tamanha era irritação dessa enfermeira. bateu no velhinho. Na noite seguinte aconteceu exatamente a mesma coisa. Dog acordou tcindo com a sua própria doença, fraqueza terrível, e ele viu o velho tentar levantar novamente, mas sem conseguir sair da cama. E mais uma vez ele não conseguia ficar de pé e começou a chorar, chorar baixinho, porque sabia que iria defecar na cama de novo e apanharia de novo. Dessa vez Doug saiu da cama, foi até o velho. O homem se encolheu, achando que ia apanhar. Doug pegou esse velhinho com ambos os braços, carregou ele no colo até o banheiro e lembre-se de que banheiro era uma privada, apenas um buraco no chão. O velhinho defecou, Doug limpou e trouxe o velhinho pra cama. Esse velhinho, sem palavras, beijou o rosto do Doug. Quando o Doug deitou ele na cama, o velhinho deu um beijo nele. Deu 4 horas da manhã, outro paciente chegou na cama do Doug. Acordou o DG, que acordou assustado. Só que esse paciente trazia uma xícara de chá pro DG. levou o chá e fez gestos dizendo: "Eu quero a cópia daquele livrinho que você tá dando, a cópia do evangelho de João." E durante todo aquele dia, as pessoas continuaram a vir até Doug pedindo cópias do Evangelho de João, embora Doug sequer conseguisse falar a língua deles. O que que isso te ensina, jovem? Que uma maneira poderosa de declarar as excelências de Deus é vivê-las na prática. Às vezes, antes de expor o Evangelho de João para alguém, talvez será necessário você limpar suas sujeiras. Quando a gente vive as excelências de Deus, as pessoas começarão a querer nos ouvir. Mas na escola às vezes crente é tão chato ou até mais chato do que um descrente. Veja, eu não nascia em igreja evangélica. Eu era professor de matemática. Eu me converti com 20 anos. Eu tinha raiva de crente, da arrogância dos crentes. Até hoje me assusta algumas posturas e eu sou pastor já há 27 anos. Como a gente sabe ser arrogante? Porque somos eleitos. Sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. Mas nos esquecemos de que antes não éramos povo, vivíamos na escuridão, que foi tudo só por causa da graça e da misericórdia de Deus. Então, quem é você para não querer limpar o bumbum de um velhinho para ele não apanhar de novo? Será que não esteja faltando esta atitude para que os da sua casa comecem a querer ouvir o evangelho através de você, sacerdotão? Essa é a sua identidade, essa é a sua missão. Oremos. >> [música]